__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

Jornal Mural do Curso de Comunicação Social da Uninter Polo Campo Grande - Edição especial / 2019

Arte, culinária e tradição em um mesmo lugar

Feira Central de Campo Grande encanta a cidade com culinária e costumes nipônicos TEXTO E FOTOS LEANDRO ALENCAR

Também conhecida como Feirona, a Feira Central de Campo Grande é um dos pontos turísticos mais importantes da capital do Mato Grosso do Sul. Fundada em 1925, a Feira começou tímida, funcionando apenas uma vez por semana, oferecendo comidas típicas da culinária nipônica, presente intensamente na cidade, que tem forte in uência japonesa devido a presença

Em cada caricatura, um oportunidade TEXTO LEANDRO ALENCAR

Além das iguarias servidas nas barracas, há muitas manifestações artísticas ao longo do corredor central da Feira. Há um palco para espetáculos musicais, estátuas e músicos fazendo apresentações solo, mas bem no meio do corredor uma série de caricaturas impressionantes chama a atenção. Lá, o caricaturista Paulo Costa senta-se à frente dos clientes e em poucos minutos encanta-os com seus traços

de inúmeras famílias de imigrantes que chegaram no começo do século XX. Passando por vários lugares da cidade, a Feira Central foi transferida há 25 anos para uma antiga estação ferroviária desativada, trazendo para os clientes e feirantes, conforto e nostalgia: ‘‘Aqui tem muito mais espaço. Antes, cávamos na João Crippa (rua importante do centro). Agora conseguimos ser vir mais pessoas e empregar mais gente’’, a rma Roberto Harumi, dono de uma barraca da Feira. Os pratos mais pedidos são os de origem japonesa, mas nada de sushi ou sashimi. Quem vai à Feira precisa

provar o famoso sobá, uma espécie de sopa feita com lámen, carne, ovos, cebolinha e shoyu. De nitivamente, a Feira Central de Campo Grande é um lugar para quem quer comer bem, se divertir em família, assistir apresentações artísticas e comprar artesanato. A Feira tem um tema oriental, mas é uma atração multicultural, pois, andando por lá, encontramos também artes indígenas, além de negociantes e clientes paraguaios e bolivianos.

Entrada da Feira Central de Campo Grande: na frente, um monumento da famosa tigela de sobá.

A Feira tem um tema oriental, mas é uma atração multicultural.

coloridos, exatos e irreverentes. ‘‘Trabalho na Feira há 14 anos como desenhista pro ssional. A partir dos contatos que eu faço aqui, consigo o meu sustento’’, relata Paulo, que exibe suas artes e oferece seus serviços todos os dias da Feira. Segundo ele, muitos negócios são fechados a partir do desenhos que faz dos clientes na Feira Central. Por mês, seus desenhos rendem em média R$ 5.000,00. ‘‘No nal do ano, sempre passo uma temporada no litoral, mas eu gosto mesmo é daqui’’, a rma o desenhista. Paulo Costa, caricaturista da Feira. Foto: Leandro Alencar.

Profile for ComunicArte

ComunicArte EAD - 2019  

ComunicArte EAD - 2019  

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded