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Jornal Mural do Curso de Comunicação Social da Uninter Número Ano

65

IX

Prof. Orientador: Alexsandro Ribeiro

Imagem promocional da 3ª temporada da série The Handmaid’s Tale. Fonte: Internet

Ficção fora das telas Socióloga compara a união de política e religião no país com a série The Handmaid’s Tale TEXTO Rafaelle Batista FOTOS Gabriela Ferreira ILUSTRAÇÃO Rafaelle Batista

“Deus acima de tudo. Não tem essa historinha de Estado laico, não. O Estado é cristão. As minorias têm que se curvar às maiorias”. Essa fala poderia ter sido retirada da série The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia) que denuncia a supremacia da religião sobre a liberdade. Mas foi dita pelo atual

presidente Jair Bolsonaro durante um evento na Paraíba no mesmo ano de lançamento da série. Baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, a série “O Conto da Aia” foi lançada em 2017 pela empresa de entretenimento Hulu. Na série, os Estados Unidos sofrem um golpe de estado e passam a ser liderados pela República de Gilead, um seleto grupo de homens religiosos. Nessa distopia, mulheres e minorias perdem seus direitos e são obrigadas a viver de acordo com preceitos bíblicos, onde são estupradas mensalmente em uma cerimônia ritualística. Com o aumento do conservadorismo no Brasil, é preocupante que uma realidade

ficcional esteja próxima da nossa, é o que destaca a socióloga Gabriela Bruni de Ferreira. “Gilead é um Estado teocrático. Atualmente, o Brasil apoia-se em políticas diretamente ligadas a preceitos cristãos em alas importantes para o desenvolvimento, incluindo os direitos humanos e a educação. Não há uma separação institucional entre política e religião”. Para Gabriela, há elementos que nos remetem a uma distopia, mas seria necessário um cenário catastrófico para chegarmos a isso. “As distopias são construídas baseadas no que se mostra real. Mas não quer dizer que, por não estarmos vivendo num cenário distópico, não devemos nos preocupar ou que pode-

Empoderamento além da série Coletivo Nísia

publicações abordam questões sobre o feminicídio, destacando as pressões que as mulheres sofrem pelo machismo, mídia e sociedade. O projeto é interativo, realiza vários encontros entre mulheres para debaterem questões importantes em torno do feminismo e da imagem feminina na sociedade.

Floresta destaca pautas feministas no Jornalismo TEXTO Fernanda Gonçalves ILUSTRAÇÃO Fernanda

““

Gonçalves

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi escritora e uma das primeiras educadoras feministas do Brasil. Pelo seu pioneirismo, seu nome serviu de inspiração para o site do Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta em Curitiba em 2015. As principais

Somos fortes e estamos juntas na luta contra machismo e opressão de

Nísia Floresta representada no símbolo feminista

gênero

Vanessa Fogaça Prateano, criadora do Coletivo

mos tolerar qualquer retirada de direitos e liberdades”, conclui.

Extrema opressão Distopia é uma visão negativa e pessimista da sociedade, onde prevalece o autoritarismo e totalitarismo do Estado.

Confira o trailer da 1ª temporada da série acessando o QR CODE.

Print de um dos vídeos de Gabriela Ferreira no Youtube, onde possui um canal sobre sociologia.

Você não está sozinha Núcleo oferece suporte a vítimas de estupro TEXTO Rafaelle Batista

Diferente do que acontece na série, estupro é crime. Quando ocorre, as vítimas podem recorrer ao Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves). A coordenação do órgão está a cargo da procuradora de Justiça Rosângela Gaspari. Segundo ela, o núcleo oferece suporte psicológico e jurídico, de forma gratuita e sigilosa, a mulheres e homens maiores de 18 anos vítimas desse crime em Curitiba. O Naves recebe denúncias pelo telefone (41) 3250-4022, no e-mail naves.mp@mppr.mp.br ou pessoalmente, no Bloco I da sede do Ministério Público do Paraná, na Rua Marechal Hermes, 751, 5º andar, Centro Cívico.

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