Comunicarte Semi-presencial - 2019

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Jornal Mural do Curso de Comunicação Social da Uninter Número Ano

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IX

Prof. Orientador: Eugênio Vinci de Moraes

Avenida de esfinges na área externa do museu.

Paraná tem única múmia do País Museu curitibano destaca-se após tragédia que destruiu coleção egípcia no Rio de Janeiro TEXTO Angela Beatriz Alcaide,

Jheny Ribeiro e Wesley Maia FOTOS Wesley Maia

O Museu Egípcio e Rosacruz, no bairro Bacacheri, em Curitiba, é, hoje, a instituição que abriga a única múmia original do Antigo Egito no Brasil. O Museu Nacional do RJ possuía 3 múmias autênticas, mas todo o seu conjunto de peças egípcias se perdeu no incêndio ocorrido em 2018.

Segundo a historiadora Vivian Tetardi, supervisora cultural da entidade, o museu conta com um acervo composto por cerca de 800 obras, e foi criado em outubro de 1990, a partir de uma coleção de reproduções de originais pertencentes a museus de vários países. As peças são de autoria do artista plástico paulista Eduardo D’Ávila Vilela, que doou a coleção à Ordem Rosacruz. Trata-se de réplicas fiéis de objetos relacionados a aspectos da vida no Egito Antigo, tais como sua organização social, sua religião e sua política. “Não conhecia esse museu, achei muito interessante a múmia, mas principalmente a estátua de Ramsés, um dos faraós das dinastias que compõem o Império Novo. Vim do Rio

justamente para isso, ter um pouco mais de conhecimento”, declarou o turista Vanderlei Batista, do Rio de Janeiro, em visita ao local, no mês de junho. Apesar de ser um museu de réplicas, o acervo tem uma legítima múmia egípcia, com

cerca de 2.700 anos – o item mais importante da coleção. A relíquia foi descoberta na necrópole da cidade de Tebas, no século XIX, e recebeu o nome de Tothmea, em 1888, em homenagem aos faraós Tothmés.

Sala Museu Egípicio e Rosacruz de Curitiba.

O novo Museu

Múmia mantida em ataúde cercado de vidro.

Múmia de quase três mil anos é atração em Curitiba Tothmea foi um presente do governo egípcio a um secretário do governo norte-americano em visita ao Egito, em 1885. Após passar por museus e exposições, a múmia foi adquirida, em 1987, pelo Museu Rosacruz da Califórnia, que a doou ao Museu Egípcio e Rosacruz de Curitiba, em 1995.

Tothmea foi uma egípcia que viveu, provavelmente, entre os séculos VI e VII a.C. Ao ser descoberta, uma inscrição em seu ataúde a identificava como uma pessoa dedicada a serviço de Ísis. Por isso, acredita-se que tenha atuado como cantora ou musicista em algum santuário devotado à deusa.

No mesmo complexo Rosacruz, foi inaugurado, recentemente, o museu Rei Menino de Ouro: Tutankhamon, dedicado exclusivamente ao monarca. O acervo conta com réplicas de objetos encontrados no túmulo do faraó, em 1922. Segundo Vivian Tedardi, esta foi a única tumba faraônica descoberta quase intacta, pois a maioria delas

foi saqueada ao longo do tempo. As peças foram confeccionadas pelo Conselho de Antiguidades do Egito, e o projeto do novo museu foi concebido pelo arqueólogo egípcio Zahi Hawass, em parceria com o Laboratório Rosso, da Itália, responsável por projetos de museus pelo mundo. Imagem do projetodo novo Museu.