Issuu on Google+

Universidade Federal do ABC

COTAS PARA CONCURSOS O Governo Federal indicou, recentemente, a possibilidade de criação de cotas raciais nos concursos públicos no Brasil. O mesmo valeria para cargos comissionados. Ao pensar um pouco sobre o caso da UFABC, fico preocupado: já não há candidatos aptos aos concursos docentes o suficiente para contratar quando convocamos todas as raças. O que dizer de doutores negros ou índios? Na realidade, desagrada-me a classificação do ser humano em raças. A tendência desse tipo de definição é eternizar a segregação racial, ao invés de agregar. Sorte nossa que, ao menos na antropologia, a definição do ser humano por raças já caiu em desuso. A sugestão da implantação de cotas raciais em concursos públicos vem a reboque da discussão de cotas raciais para o ingresso de estudantes de graduação nas universidades. Essas outras cotas, por sua vez, possuem um papel social importante e emergencial: tentar atenuar a desigualdade social entre negros e brancos. Apesar disso, está claro que essas cotas devem ser acompanhadas por pesados investimentos em prol da manutenção de estudantes carentes, além da criação de observatórios para verificar a eficácia dessas políticas. Também está claro que a política de cotas raciais deve ser transitória. O ideal é que, no futuro, a segregação racial diminua e as cotas raciais não sejam mais necessárias. Já no serviço público a situação é diferente: um servidor é contratado para atuar por até 35 anos. Ao contrário das cotas universitárias, cuja ‘meia-vida’ é mais breve, no serviço público não há muito espaço para experimentação. Esse é um assunto novo e argumentos novos, a favor e contra, aplicam-se. Não se pode simplesmente transportar os argumentos das cotas universitárias para o serviço público. Em síntese, ‘dar’ cargos públicos é similar a ‘dar o peixe’ à população, enquanto dar educação é ensinar a pescar. Gustavo Martini Dalpian Vice-reitor da UFABC

Informativo interno • nº 111 • novembro de 2012

2ª edição do Simpósio de Pesquisa do Grande ABC volta a reunir professores, alunos e pesquisadores

Resultado da articulação entre as universidades da região, o Simpósio de Pesquisa do Grande ABC chega à segunda edição utilizando como sede o Centro de Formação dos Profissionais da Educação - Cenforpe, em São Bernardo do Campo. O evento é organizado pelas universidades Metodista, Fundação Santo André, Universidade Federal do ABC, FEI, Instituto Mauá, USCS e Faculdade de Medicina do ABC. Além de reunir trabalhos das instituições de ensino superior da região que se dedicam à pesquisa, o simpósio é também um espaço para o intercâmbio acadêmico entre professores, estudantes e pesquisadores. Representantes de agências de fomento e empresas também estarão presentes. Participante da edição do ano passado com um trabalho sobre o mercado internacional de carbono, a aluna do BC&H Bárbara Crisia volta neste ano com um pôster que trata da política nacional sobre mudanças no clima. “Os trabalhos dialogam um com o outro, mas o último estava mais focado na área de economia. Esse aborda políticas públicas”, explica Bárbara. Segundo ela, abrir portas para a reunião de estudantes e pesquisadores profissionais não é o único mérito do evento. “Com o simpósio, nossos trabalhos não ficam na gaveta. Apresentamos para um número maior de pessoas e nossos trabalhos não são vistos apenas pelos professores”, afirmou. As palavras de Bárbara valem não só para alunos como ela, mas também para professores e pesquisadores de toda a região. Vale a pena aguardar o resultado.


Sustentabilidade, ciência e tecnologia se encontram na UFABC

Na esteira das discussões levantadas pela conferência Rio +20, a edição da Semana de Ciência & Tecnologia deste ano teve a economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza como temáticas principais. Um conjunto de ações e eventos em todo o Brasil dá forma à semana, que ocorre anualmente. O objetivo das iniciativas é “estimular atividades de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos”, segundo o site da semana. Na UFABC, os temas da semana ganharam visibilidade no formato de iniciativas como a Feira de Ciências, a exposição Sementes da Esperança e a Oficina de Educação Ambiental. Na feira, alunos do oitavo e nono ano do Ensino Fundamental e estudantes do Ensino Médio apresentaram o resultado de suas pesquisas nas áreas de Física, Química e Biologia. O melhor trabalho proporcionou aos autores uma bolsa de iniciação científica júnior, além da vaga garantida na FEBRACE 2013, tradicional Feira Brasileira de Ciências e Tecnologia da Poli-USP. “O foco da feira é mesmo iniciar os estudantes no fazer científico. O cunho investigativo dos trabalhos é excelente”, avaliou o professor Marco Antonio Bueno Filho, membro do grupo organizador da feira. A estratégia funcionou para Carlos Alberto da Silva Junior, de 16 anos. Aluno de ensino médio e da escola técnica Júlio de Mesquita, Junior, que já pensava em estudar na UFABC, aprovou a estrutura da Universidade que agora conhece por dentro. “Fizemos parte de nossa pesquisa aqui na UFABC, por não ter acesso ao material do trabalho em outro lugar”, contou.

Educação ambiental Difundindo a ideia de desenvolvimento econômico combinado à preservação do meio ambiente, a exposição Sementes da Esperança e a Oficina de Educação Ambiental incentivaram o público a participar do evento na UFABC. Na exposição, painéis revindicavam modos de produção de riquezas sustentáveis. A oficina propunha que os visitantes passassem por uma experiência tátil. De olhos vendados e descalços, deveriam trilhar um caminho em que teriam contato com o processo de dilapidação das riquezas naturais. Apalpariam diferentes espécies de plantas até chegar ao lixo produzido pelo avanço tecnológico. De modos diferentes, ambas iniciativas tangenciaram a necessidade de o ser humano desatar o nó em que o progresso material vem necessariamente acompanhado de destruição das riquezas naturais. Uma reivindicação necessária atualmente.

Envie suas sugestões para comunicacao@ufabc.edu.br Informativo Interno da Fundação Universidade Federal do ABC ● nº 111 – novembro de 2012


Alunos de ensino médio da região do ABC e de Santos visitam a UFABC na Semana da Ciência e Tecnologia Cerca de dois mil e quinhentos estudantes de Ensino Médio conheceram de perto as atividades e o ambiente acadêmico da Universidade durante a terceira edição do “UFABC Para Todos”, realizado nos dias 18 e 19 de outubro durante a Semana da Ciência e Tecnologia. O evento levou ao câmpus de Santo André alunos de 23 escolas da rede pública e cinco escolas privadas de ensino do ABC. Além destas instituições da região, a Universidade também recebeu visita de alunos da cidade de Santos, do litoral paulista. Realizado durante horário de aula, o “UFABC Para Todos” permitiu a interação entre visitantes e a comunidade acadêmica. “Os alunos viram as atividades realizadas na Universidade e também alguns dos cursos oferecidos. O estande de robótica e da engenharia aeroespacial foram os que mais chamaram a atenção deles”, afirmou a técnica administrativa Glória Maria Merola de Oliveira, da Pró-reitoria de Extensão, setor responsável pela realização do evento. Além da atuação dos servidores da PROEX, que participaram ativamente durante os dois dias, o evento contou com a colaboração de servidores de outras áreas como ProGrad, ProAp, entre outras, bem como estudantes da UFABC, que apresentavam aos visitantes o projeto pedagógico, os cursos oferecidos e realizavam experiências em laboratórios. Mas o “UFABC Para Todos” não se limitou a questões acadêmicas e também mostrou para os alunos como a Universidade pode se tornar um ambiente para aprender e ter novas experiências de vida. Exemplo disso foi a apresentação de dança realizada durante o evento, que levou visitantes, discentes e servidores a dançar forró no piso vermelho.

UFABC será sede de simpósio sobre o PIBID A UFABC será sede de um simpósio em que serão apresentados projetos de alunos e professores da rede pública que participam do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência). Cerca de 320 pessoas de todo o país estão inscritas para comparecer ao simpósio. Nove projetos da Universidades serão apresentados no evento que ocorre nos dias 8 e 9 de novembro. O PIBID é um programa da Capes que visa à elevação da qualidade do ensino superior para educação básica, formar professores e inserir o universitários dos cursos de licenciaturas no cotidiano das escolas públicas. A UFABC possui nove projetos em execução vinculados às licenciaturas em Ciências Biológicas, Filosofia, Física, Matemática e Química. Além das apresentações, a programação do evento prevê mesasredondas e oficinas.

Durante a visitação, os alunos de ensino médio também tiveram oportunidade de visitar a exposição “Sementes da Esperança”, a “Experiência Rio+20” entre diversas palestras e atividades ministradas por ex-alunos, alunos, professores e servidores TA’s da instituição. O projeto “Batuclagem nas Escolas” também foi sucesso entre os visitantes.

Envie suas sugestões para comunicacao@ufabc.edu.br Informativo Interno da Fundação Universidade Federal do ABC ● nº 111 – novembro de 2012


UFABC participa de projeto “Carona Solidária” Caronas são formas simples de ajudar na melhoria da qualidade do ar e diminuir o congestionamento de veículos nas cidades. Pensando nos benefícios dessa atitude, a UFABC disponibiliza a plataforma “Carona Solidária”. Trata-se de uma iniciativa para promover o hábito da carona entre alunos, professores e técnicos administrativos que realizem o mesmo trajeto em horário comum. O programa viabilizará o contato entre os interessados, por meio da intranet, além de funcionar como um repositório de informações para caroneiros (quem oferece ou solicita a carona). A ProAP (Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas), responsável pela administração do programa na Universidade, tem como uma de suas metas se juntar às iniciativas públicas e privadas, de âmbito local e regional, para a melhoria da mobilidade nos municípios do ABC e da Grande São Paulo. O objetivo é discutir medidas que combatam a crise de circulação nas cidades, contribuindo, também, para diminuição dos problemas sociais e ambientais decorrentes dos altos índices de congestionamento. “Hoje, a UFABC possui câmpus em Santo André e São Bernardo do Campo com uma população aproximada de 8500 pessoas (entre alunos, professores e técnicos administrativos) e a redução do transporte individual no trânsito vai contribuir muito para resgatar a qualidade de vida de nossas cidades”, afirma o Pró-reitor de Políticas Afirmativas Prof. Joel Felipe.

30 de setembro

O acesso a este programa se dará a partir do site da ProAP (proap. ufabc.edu.br), através de um cadastro; e, no primeiro momento, as informações de oferta e procura por carona estarão disponíveis apenas para a comunidade interna, por isso o login e senha serão os mesmos usados no acesso ao webmail. O programa estará disponível a partir do dia 05 de novembro de 2012.

Parabéns, secretária(o)

05 de novembro Parabéns, designer gráfico

A importância dos controles internos Continuando o nosso bate-papo sobre controles internos, vamos aprender a diferenciação entre os controles preventivos, detectivos e corretivos. Os controles preventivos são os projetados com a finalidade de evitar a ocorrência de erros, desperdícios ou irregularidades. Um exemplo seria o pagamento de seu cheque apenas contra sua assinatura. Já os controles detectivos são os criados para detectar erros, desperdícios ou irregularidades, no momento em que eles ocorrem, permitindo a adoção de medidas imediatas de correção. Neste sentindo, o alarme de seu carro, disparando, permite evitar que o furto ocorra ou a tinta vermelha próxima ao final das bobinas de papel das máquinas, permite a substituição dessa antes do seu fim. Por último, mas não menos importante, temos os controles corretivos instituídos para detectar erros, desperdícios ou irregularidades depois que já tenham acontecido, permitindo a adoção posterior de ações corretivas. Exemplo: a conferência do seu extrato de conta bancária permite que você detecte erros porventura existentes e cobre, do gerente do banco, a adoção de medidas corretivas. Ufa! É controle que não acaba mais... Agora, uma pergunta: Quem é responsável pelos controles internos? Os auditores internos? Errado. Todos somos responsáveis pelo correto funcionamento dos controles internos. É do auditor interno a função de avaliar se os controles estabelecidos estão em pleno funcionamento, sugerir melhorias a sua qualidade ou, quando inexistentes, propor o seu desenvolvimento. Até a próxima!

Envie suas sugestões para comunicacao@ufabc.edu.br Informativo Interno da Fundação Universidade Federal do ABC ● nº 111 – novembro de 2012


Inimigos do peito

Servidores escolhem representantes para o CETIC Durante o dia 17 de outubro, 186 técnicos administrativos da UFABC votaram em seus novos representantes para o CETIC (Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação). O servidor Alexsandro Cardoso Carvalho, que tem como suplente o TA Silas J. Veiga da Silva, foi eleito com 111 votos. Os candidatos Ricardo M. Mussini e Paulo Victor F. da Silva ficaram em segundo lugar, com 65 votos. A terceira colocação foi de Kátia Ellen Chemalle e Leandro F. Chemalle, que receberam cinco votos. A eleição teve uma escolha em branco e quatro votos nulos. No CETIC, os candidatos eleitos pelos TAs serão responsáveis por determinar as políticas e diretrizes gerais na área de Tecnologia da Informação da UFABC, atuando principalmente no controle de gastos. Criado em 2011, o Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação tem como função principal a elaboração do PDTI (Plano Diretor de Tecnologia da Informação), documento que define as ações do departamento de TI nos próximos dois anos. Além de criar o PDTI, o CETIC é responsável por acompanhar a implementação das políticas elaboradas por seus membros e avaliar as necessidades da área de sistemas de informação da Universidade. Embora o Comitê determine as diretrizes gerais e defenda as políticas para a área de TI, ele não é responsável pela execução destas ações. As atividades realizadas diariamente no setor de Tecnologia da Infomação da UFABC continuam sendo de responsabilidade do NTI (Núcleo de Tecnologia da Informação). O CETIC tem como presidente o vice-reitor da UFABC, prof. Gustavo Dalpian, e é formado por mais seis membros além do servidor escolhido pelos TAs. Representantes de docentes de cada centro da Universidade, o coordenador geral do NTI e os pró-reitores de Planejamento e Desenvolvimento Institucional e de Graduação também compõem o Comitê.

Prefeitura Universitária passa por mudanças estruturais A Prefeitura Universitária da UFABC começa o mês de novembro com grandes mudanças no setor. Desde o dia 19 de outubro, o professor Júlio Facó se afastou do cargo de prefeito da Universidade e quem assumiu esta função interinamente foi o servidor Walter Rosa. Com a troca de prefeito, a PU também passou por outra reforma estrutural. As Coordenações de Obras já não fazem mais parte do setor e hoje estão subordinadas à Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional. Além desta transferência, o setor de Infraestrutura, que planeja, gerencia e executa pequenas reformas, alterações e adequações de espaços, visando melhorias para as atividades acadêmicas e administrativas da comunidade, que antes estava atrelada às Coordenações de Obras, agora faz parte da Prefeitura Universitária, que passa a ter uma Divisão de Infraestrutura. Os demais serviços realizados pela PU e que não estejam relacionados ao setor de obras continuam sendo atendidos pela Prefeitura Universitária.

Os perigos do câncer de mama As mulheres precisam ficar atentas. Ao menor sinal de nódulos ou caroços na região mamária, devem procurar um médico. Nódulos indolores, duros e irregulares têm mais chance de ser malignos. Mas há também tumores macios e arredondados. Portanto, após a constatação de alguma anomalia durante o autoexame, consultar um especialista é obrigatório. Além dos nódulos e caroços, há outros sinais de câncer de mama, como inchaço em parte do seio, irritação da pele, dor no mamilo, vermelhidão, saída de secreção e caroço nas axilas. O modo de tratamento depende sempre do estágio em que o tumor se encontra. O combate à doença divide-se em terapia local (cirurgia e radioterapia) e terapia sistêmica (quimioterapia, terapia hormonal e utilização de drogas anticancerígenas). A detecção precoce da doença é vital para o sucesso do tratamento. Se o tumor estiver na fase inicial quando for descoberto (com menos de 1 centímetro), as chances de cura chegam a 95%. Daí a importância do exame de mamografia para as mulheres com mais de 40 anos. Considerada a forma mais efetiva de detectar a doença, o exame é capaz de descobrir anomalias em estágios que muitas vezes não são notados durante o autoexame. No mês passado, a campanha Outubro Rosa procurou conscientizar mulheres de todo o mundo pelo mantra repetido por médicos há anos: prevenir é o melhor remédio. Expediente: Produção Assessoria de Comunicação e Imprensa Edição, Redação e Revisão: Alessandra de Castilho • Denilson R. de Oliveira - MTb: 54421 • Maria Eunice R. do Nascimento • Mariana Almeida Lopes •Vanessa do Carmo Editoração: Edna Atsué Watanabe •Isabel B L Franca Leandro F Lima • Sandra Felix Santos

Envie suas sugestões para comunicacao@ufabc.edu.br Informativo Interno da Fundação Universidade Federal do ABC ● nº 111 – novembro de 2012


Comunicare 111