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2º SEMINÁRIO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO E DEGRADANTE: “Um território de conflitos que grita por justiça social” 25 e 26 de outubro 2011 O SPM NE em conjunto com a CPT-NE O LEC – GEO (Laboratório de Cultura e Política do Departamento de Ciências Geográficas da UFPE e a AGB Associação dos Geógrafos do Brasil secção Pernambuco) realizaram nos dias 25 e 26 de outubro na UFPE o 2º Seminário de Combate ao Trabalho Escravo e Degradante, com o objetivo de sensibilizar, 1. Imagens: Darcy Lima/SPM NE articular entidades da sociedade civil organizada, Pastorais Sociais, Estudantes, Universidades sobre as condições de trabalho dos Migrantes Temporários assalariados da cana-de-açúcar no Nordeste, em especial da zona mata dos estados da Paraíba e Pernambuco. Nos dois dias do encontro contamos com a presença de aproximadamente 70 pessoas, dentre eles: representantes dos trabalhadores do setor canavieiro que foram libertos em ação uma conjunta da Comissão Pastoral da Terra e do Ministério Público do Trabalho; contamos com estudantes de diversos cursos (Geografia, História, Sociologia) e de alguns professores da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba). Além dos professores debatedores: Prof. Dr. José Roberto de Novaes (UFRJ), Prof. Dr. Antonio Almeida (PUC-SP e representando o SPM Nacional), Prof. Drs. Cláudio Ubiratan e Caio Maciel (ambos da UFPE) e ainda: Drª Débora Tito (Procuradora do Trabalho), Ms. Arivaldo José Sezyshta (Presidente do SPM NE) e do Ms. Plácido Júnior (Representante da CPT Nordeste). OS DEBATES Para facilitar as discussões a programação do 2º Seminário de Combate ao Trabalho Escravo e Degradante foi divido em três mesas temáticas e um cine debate. Mesa 01: “Análise dos Impactos do Agronegócio Canavieiro e Trabalho Escravo”, na qual estavam presentes: Arivaldo Sezyshta (SPM NE), Débora Tito (MPT) e um relato de um trabalho rural. Segundo a Procuradora Débora Tito, a situação do Trabalho Escravo e Degradante no Estado de Pernambuco, ainda é muito grave, chegando a ser o segundo Estado em maior número de trabalhadores em situação de Escravidão e em Trabalho Degradante. Para Arivaldo Sezyshta, SPM-NE, é necessário que a sociedade


nos ajude a investigar, estudar, analisar, denunciar, fiscalizar e acompanhar os casos identificados como trabalho análogo ao escravo, estruturando as denúncias de modo mais sério e formal possível, possibilitando assim a prisão e a condenação dos indivíduos que ainda hoje utilizam tais métodos em nome da ganância e do lucro e da degradação do ser humano. Mesa 02: “Trabalho Escravo Contemporâneo: Formas, Mapeamento e Conseqüências”, com as contribuições de Plácido Júnior (CPT), Antonio Alves (SPM) e mais um trabalhador do setor. O professor Antonio Alves discorreu sobre A usina canavieira em São Paulo e os escravos do progresso, Plácido Júnior também afirmou que “o trabalho escravo, na atualidade, esta diretamente ligado ao acúmulo do capital. E o Trabalhador rural falou de toda sua vivência no setor canavieiro. Mesa 03: “Alternativas ao trabalho escravo, espaços de resistências e enfrentamento ao aliciamento de trabalhadores”, na qual estiveram presentes o professor José Roberto Novaes (UFRJ), Antonio Junior da Silva (MDA) e Pe. Tiago Thorlby (CPT). Nesta mesa o Pe. Tiago contribuiu com sua experiência e mística no relato de seu trabalho de acompanhamento aos trabalhadores assalariados da cana no combate ao trabalho escravo e degradante; o professor José Roberto falou sobre como os meios de comunicação atuam como validadores do modelo de exploração dos trabalhadores; E, Antonio Junior explanou sobre o programa Territórios da Cidadania como uma estratégia de enfrentamento ao agronegócio e conseqüentemente ao trabalho escravo. Cine Debate: Onde foi exibido e debatido o documentário „O Migrante” que teve como debatedores José Roberto Novaes (UFRJ) e Daniel Rodrigues (UFPE) REPERCUSSÃO DO ENCONTRO O Seminário teve uma boa cobertura da imprensa local e chamou atenção da população que durante os dois dias de duração, chegaram interagir com as enquetes dos programas que veicularam e levaram o debate para as ruas e lares da população da região metropolitana do Recife. Na Universidade Federal de Pernambuco a repercussão foi, que a mensagem chegou de forma a gerar novos compromissos com a erradicação desta forma de exploração do ser humano e que devemos nos responsabilizar em conjunto por essa tarefa de construção de uma cidadania nas responsabilidades sociais. O 2º Seminário de Combate ao Trabalho Escravo e Degradante: “Um Território de Conflitos, Que Grita Justiça Social” fez parte do projeto de acompanhamento aos


trabalhadores temporários da cana-de-açúcar que é uma realização do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste e tem o apoio institucional da MISEREOR. Texto: Roberto Saraiva e Darcy Lima SPM-NE


2º Seminário de Combate ao Trabalho Escravo e Degradante