Page 1


• INDICE

INDICE

DOIS

INTRODUÇÃO

TRÊS

O QUE É UM RECURSO ESCOLHAS?

SEIS

PORQUE ESCOLHEMOS ESTE RECURSO?

NOVE

QUAL O OBJETIVO DESTE RECURSO?

ONZE

ETAPAS, COMO E O QUE FIZEMOS ATÉ CHEGARMOS AO RECURSO. O QUE É SER VOLUNTÁRIO? A NOSSA EXPERIÊNCIA, O QUE FAZEMOS E COMO FAZEMOS

QUINZE DEZANOVE

VINTE E QUATRO

COMO É QUE CRIO O GRUPO?

TRINTA E TRÊS

COMO DINAMIZO OS GRUPOS?

TRINTA E SETE

COMO VAMOS CONSOLIDAR O GRUPO?

TRINTA E NOVE

COMO SE MOBILIZA A COMUNIDADE? COMO SE OBTÊM OS RECURSOS NECESSÁRIOS? COMO SE MOBILIZAM E DINAMIZAM OS JOVENS AO LONGO DO PROCESSO DE FORMA A CAPACITAR?

QUARENTA E UM

QUARENTA E TRÊS

QUARENTA E CINCO

A IMPORTÂNCIA DE UM TÉCNICO MONITOR

QUARENTA E SETE

INSTRUMENTOS

QUARENTA E NOVE

GUIÃO PARA ENTREVISTAS A UM VOLUNTÁRIO SELEÇÃO DO VOLUNTÁRIO

CINQUENTA E UM CINQUENTA E CINCO

GRELHA DE ACOMPANHAMENTO DO VOLUNTÁRIO

CINQUENTA E SETE

A FORMAÇÃO

CINQUENTA E NOVE

CONTRATUALIZAR O VOLUNTARIADO, SIM OU NÃO? NOTAS FINAIS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SESSENTA E UM SESSENTA E TRÊS SESSENTA E SEIS

2


Introdução

3


Este manual pretende dar resposta ao desafio do Programa Escolhas em criar um Recurso, ou um produto, Escolhas, que pudesse ser utilizado por terceiros. O objetivo principal é que este seja um manual acessível a todos, utilizando uma linguagem simples e direta de forma a melhor passar a i n f o r m a ç ã o a o s e u u t i l i z a d o r, d i s p o n i b i l i z a d o d e f o r m a completamente gratuita e pretende partilhar a nossa experiência pessoal e profissional na criação de grupos de voluntariado, como os animar/dinamizar e consolidar. Fomos incitados a criar um

Recurso , que seja disponibilizado a outros

Projetos/Instituições para que também eles tenham acesso ao trabalho desenvolvido e à forma a como tudo se processa. Quando nos foi lançado o desafio, coube-nos escolher um tema a desenvolver e uma vez que o Grupo de Voluntariado como atividade regular do Projeto, é um grupo de sucesso resolvemos debruçar-nos sobre este tema. Escolhemos a área do associativismo e dinamização comunitária por ser a que melhor se adequa ao nosso recurso. Assim o nosso recurso é sobre o Voluntariado, ao longo do 4


manual o leitor vai ter acesso a conceitos como, os direitos e deveres do voluntário, experiências pessoais e guiões de entrevista entre outros. Entre outras coisas, tentamos demonstrar a importância de um Técnico/ Monitor . Ainda que ao voluntario, não seja exigida uma formação específica, achamos que é importante apostar na formação do mesmo, tentamos que o voluntário conheça um pouco da instituição e do trabalho que poderá desenvolver, adequar os objetivos esperados às suas aptidões e disponibilidade, antes de dar início ao seu trabalho no terreno, pelo que lhe é ministrada uma pequena formação inicial, esta formação deve ser sempre realizada ao longo do processo também, se os técnicos assim o considerarem. O objetivo final? Fornecer uma ferramenta que ilustre o nosso trabalho e vos possa ser útil, pensando que através do voluntariado se pode criar uma base para a sustentabilidade destes projetos.

5


O que ĂŠ um Recurso Escolhas?

6


Formalmente, um Recurso Escolhas é constituído por duas componentes principais:

Uma ferramenta / instrumento e ou um dispositivo ou metodologia de intervenção que configura uma boa prática e/ou uma solução inovadora e; Uma narrativa que explicita o seu modo de utilização, isto é, um manual de apoio à utilização que permite uma apropriação e utilização autónoma por terceiros situados noutros contextos ou situações de intervenção.

Em termos de conteúdos, o pressuposto base que define um Recurso Escolhas consiste na existência efectiva de uma boa prática e/ou solução inovadora de intervenção que contribui inequivocamente para promover a inclusão social de 7


crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, tendo em vista a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social. Um Recurso Escolhas é a materialização de uma boa prática e/ou solução inovadora de intervenção, desenvolvida no contexto de intervenção de um projecto Escolhas, que confirmou experimentalmente a sua pertinência, utilidade e mais-valia para a solução de problemas sociais e para a melhoria das práticas das organizações e dos projetos relativamente a outras respostas do mesmo tipo, disponíveis ou em utilização, e viu devidamente reconhecida e validada a sua qualidade e valor acrescentado por parte de pares provenientes de outros projetos e organizações e de peritos independentes, a cuja análise crítica foi submetida em diferentes fases do seu processo de elaboração e desenvolvimento.

8


Porque escolhemos este Recurso?

9


Foi lançado o desaďŹ o pelo Programa Escolhas e depois de discutido o assunto foi decidido unanimemente que este seria o nosso Recurso,

uma

vez

que

acreditamos que este seja uma boa prĂĄtica do nosso projeto e a atividade que serviu como ponto de partida para o mesmo, seja uma das que melhor caraterizam o nosso trabalha e forma de estar.

10


Qual o Objetivo deste Recurso?

11


A elaboração deste recurso tem como objetivo responder à necessidade de promover a participação cívica da comunidade, de auxiliar técnicos no terreno que muitas vezes necessitam de ajuda para dinamizar as atividades. Te m a i n d a c o m o comunidade a em atividades

objectivo ajudar jovens, familiares e membros da prevenir comportamentos de risco integrando-se em benefício da própria comunidade, assim como

fornecer formação útil a que os membros da comunidade ajudem a criar caminhos para a sustentabilidade dos projetos.

Responder à necessidade de promover a participação cívica da comunidade, ajudar as Equipas Técnicas no terreno que geralmente são pequenas e muitas vezes necessitam de ajuda para dinamizar as atividades.

Ajudar jovens, familiares e membros da comunidade a prevenir comportamentos de risco integrando-se em atividades em benefício próprio e da comunidade.

12


Fornecer (in)formação útil, capacitar , envolver e responsabilizar os membros da comunidade com o objetivo de ajudarem a criar caminhos para a sustentabilidade dos projetos. Promover a ocupação de tempos livres de uma forma pedagógica, prevenindo comportamentos de risco, solidão, isolamento social, etc…

Ao observar os voluntários, outros indivíduos começam a envolver-se e querer participar como voluntários também, vendo os níveis de autoestima e auto-conceito aumentados pela responsabilização que o ser voluntário implica. Vão progressivamente tomando consciência do poder que têm como agentes de mudança e da sua importância na dinamização cívica e comunitária. Vão descobrir a importância das aprendizagens e (in)formação para a realização de actividades em benefício da comunidade. Com o tempo esperamos que se sintam capazes, jovens empreendedores sociais, quem sabe até, como responsáveis pela forma de sustentabilidade dos projetos em causa.

Potenciar a capacidade de resiliência;

Fomentar o voluntariado e serviço cívico; 13


Fornecer ferramentas de trabalho, ao nível da formação;

Os destinatários e beneficiários do Projeto, vão beneficiar da ajuda dos voluntários no decorrer da dinamização das atividades;

Tanto os destinatários como beneficiários usufruem do acompanhamento dos voluntários com regras específicas e bem definidas;

Os voluntários vão beneficiar de formação específica para o desempenho das funções requeridas;

Vão sentir-se úteis, responsabilizados, capacitados e integrados na sua comunidade e isso vai aumentar-lhes a auto-estima e auto-conceito.

Promover a interculturalidade e intergeracionalidade, sendo

estas, duas das nossas bandeiras, ao desenvolver o seu

trabalho no nosso projeto, o voluntário estará em contacto com várias culturas e gerações da comunidade em torno de um objectivo comum, que é o voluntariado e a dinamização comunitária.

14


Etapas, como e o que ďŹ zemos atĂŠ chegarmos ao recurso. 15


Depois de decidido pelo consórcio qual seria o nosso recurso este foi submetido a escrutínio de forma a ver reconhecido e legitimado o seu valor e potencial de inovação pelos consultores, passamos a etapa seguinte que consistiu na elaboração de um

protótipo

ou

desenho

daquilo que pretendíamos fazer, no nosso caso a elaboração de um manual. Este foi submetido a avaliação dos consultores de forma a estar devidamente formatado e sistematizado com o objetivo final de vir a ser editado e disseminado. O recurso passou por uma fase de experimentação, este, foi submetido a avaliação dos nossos parceiros, foi utilizado por alguns estagiários de Educação Social da ESE do Porto, (um a fazer o mestrado e 3 a acabar a licenciatura), por um Eng. Informático que estava interessado em realizar projetos de voluntariado, por uma professora do ensino especial, e por uma jovem voluntária. Foi ainda, posto à prova pelos parceiros do Projeto, nomeadamente os parceiros de consórcio e foi discutido em assembleia de jovens, tivemos de

16


todos um feedback bastante positivo, também a nossa consultora nos deu uma avaliação positiva. Depois de ter passado pela experimentação, nós consideramos o nosso recurso inovador, porque reflete a nossa postura enquanto

dinamizadores de

grupos de voluntariado . O principal ponto inovador a nosso ver é a forma informal de transmissão de informação e na promoção do voluntariado no seio de populações juvenis em situação de desfavorecimento social, visando o combate a comportamentos de risco e à promoção de estilos de vida saudáveis. Temos como objetivo inclusão social através da capacitação dos nossos jovens, fomentando o empreendedorismo social. Ao utilizarmos o voluntariado como um veículo de prevenção de comportamentos de risco e de exclusão social, integramos e mobilizamos os jovens e familiares como estratégia de intervenção de forma a dar resposta a problemas identificados. Consideramos que o nosso recurso se adequa aos objetivos da nossa intervenção enquanto Projeto, aos problemas e necessidades da população e que é uma mais-valia, porque além de otimizarmos os meios existentes, os grupos de jovens ao ajudar as equipas técnicas ajudam no bom funcionamento dos projetos, assim, estamos a atingir os objetivos do projeto ao capacitarmos os nossos voluntários. 17


O recurso criação de Grupos de Voluntariado é uma ferramenta de intervenção comunitária útil, consideramos que a criação destes grupos é essencial para o funcionamento dos projetos, pois as equipas técnicas dos projetos normalmente são muito pequenas. Assim os destinatários beneficiam duplamente com este recurso, por um lado com a ajuda dos voluntários, os projetos funcionam melhor e por outro os próprios destinatários estão a beneficiar, pois estão a ser capitados através da sua integração nestes grupos e posterior dinamização dos mesmos. Adquirem competências pessoais e sociais, aumentam os níveis de auto-estima, etc. O nosso recurso promove o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, capacitamos os nossos jovens e um dos nossos objetivos é promover a sustentabilidade através deste grupo. A nossa postura e o envolvimento dos nossos jovens responsabiliza e promove a autonomia dos mesmos. Estes grupos, como já referimos beneficiam destinatários e beneficiários, pois ao ajudarem na dinamização das atividades, estas correm melhor e ao estarem integrados nestes grupos estão simultaneamente a desenvolver competências, a diminuir fatores de exclusão, promovendo-se assim a sua integração. Acreditamos que o nosso recurso responde ao critério da transferibilidade, facilmente se transfere e replica a outros projetos. Pensamos que o manual está elaborado de uma forma bastante simples, será colocado na nossa página Web onde estão os nossos contatos onde nos mostramos disponíveis para tirar qualquer tipo de dúvidas.

18


O que e ser Voluntario?

19


Todo o trabalho que tenha caráter isolado e esporádico ou seja determinado por razões familiares, de amizade e de boa vizinhança, não são consideradas trabalho comunitário ainda que sejam executado de forma desinteressada. Podemos referir ainda que o voluntário é um indivíduo que de forma deliberada e desinteressada, se compromete, de acordo com as suas aptidões e no seu tempo disponível, a efectuar ações de voluntariado numa entidade. Segundo

Shin e Kleiner (2003), voluntário é um indivíduo que

oferece o

seu serviço a uma determinada organização, sem

esperar uma

compensação monetária, serviço que origina

benefícios ao

próprio indivíduo e a terceiros. De acordo com a

Organização das

Nações Unidas (UN, 2001) a atividade voluntária

não inclui benefícios financeiros, é levada a cabo atendendo à livre e espontânea vontade de cada um dos indivíduos e traz vantagens a terceiros, bem como ao próprio voluntário. De acordo com Parboteeah, Cullenb e Lim (2004), há dois tipos de voluntariado, um menos formal, que seria aquele voluntariado em que os vizinhos ajudam em certas alturas, como por exemplo quando a vizinha tem de ir fazer um recado e pede ao vizinho do lado para tomar conta dos filhos ou de alguém que está acamado em casa ou um idoso. E, um outro tipo de 20


voluntário mais formal que é o voluntariado que se enquadra em actividades voluntárias realizadas em instituições. A qualidade de voluntário não pode, de qualquer forma, decorrer de relação de trabalho subordinado ou autónomo ou de qualquer relação de conteúdo patrimonial com a organização promotora, sem prejuízo de regimes especiais constantes da Lei. Tendo em conta a Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro Bases do enquadramento jurídico do voluntariado, vamos indicar os direitos e os deveres dos Voluntariados: Direitos: Acordar com a organização promotora um programa de voluntariado, que regule os termos e condições do trabalho que vai realizar; Ter acesso a programas de formação inicial e contínua; Beneficiar do regime específico de Segurança Social e de outros benefícios e compensações concretas estabelecidos na lei; Obter declaração que certifique o trabalho desenvolvido como voluntário; Desenvolver um trabalho de acordo com os seus conhecimentos, experiências e motivações; Receber apoio no desempenho do seu trabalho com acompanhamento e avaliação técnica; 21


Ter ambiente de trabalho favorável e em condições de higiene e segurança; Participação das decisões que dizem respeito ao seu trabalho.

Deveres: Para com os destinatários: Respeitar a vida privada e a dignidade da pessoa; Respeitar as convicções ideológicas, religiosas e culturais; Guardar sigilo sobre assuntos confidenciais; Usar de bom senso na resolução de assuntos imprevistos, informando os respetivos responsáveis; Atuar de forma gratuita e desinteressada, sem esperar contrapartidas e compensações patrimoniais; Contribuir para o desenvolvimento pessoal e integral do destinatário. Para com a organização promotora: Observar os princípios e normas inerentes à actividade, em função dos domínios em que se insere; Conhecer e respeitar estatutos e funcionamento da organização, bem como as normas dos respetivos programas e projetos; Atuar de forma diligente, isenta e solidária; 22


Zelar pela boa utilização dos bens e meios postos ao seu dispor; Participar em programas de formação para um melhor desempenho do seu trabalho; Garantir a regularidade do exercício do trabalho voluntário; Não assumir o papel de representante da organização sem seu conhecimento ou prévia autorização; Informar a organização promotora com a maior antecedência possível sempre que pretenda interromper ou cessar o trabalho voluntário. Para com os profissionais: - Colaborar com os profissionais da organização promotora, potenciando a sua atuação no âmbito de partilha de informação e em função das orientações técnicas; Para com os outros voluntários: - Respeitar a dignidade e liberdade dos outros voluntários, reconhecendo-os como pares e valorizando o seu trabalho.

23


A nossa ExperiĂŞncia, o que fazemos e como fazemos 24


No Escolhe Vilar, desde o princípio e mesmo antes deste, existir como Projeto do Programa Escolhas, sempre envolvemos as pessoas que dele fazem parte, na sua concepção e dinamização. Desta forma, fomos criando uma dinâmica de proximidade que facilitou o trabalho em equipa e sempre motivou a comunidade para voluntariamente ajudar o Projeto, pois sempre o sentiram como deles. Acreditamos que é fundamental para que o trabalho no terreno tenha sucesso que exista este envolvimento e entrosamento entre as partes. Devemos fazer com que a população e todos os intervenientes "sintam o Projeto como deles",

como?

apostando na

proximidade, trabalhando com eles nunca apenas para eles, não ficando em gabinetes à espera que venham ter connosco mas indo ao encontro deles, é mais fácil trabalhar para o sucesso de algo que "sentimos como nosso" e com o qual nos identificamos. Neste caso e devido à relação criada, o Grupo de Voluntariado foi algo que surgiu naturalmente, consideramos assim que a relação de proximidade é algo fundamental para que haja o envolvimento e motivação necessárias para o sucesso destes grupos.

25


Quando as pessoas "estão por dentro" da dinâmica de funcionamento de um projeto, são conscientes das necessidades e sentem-se motivadas a ajudar de forma a impulsionar o desenvolvimento das atividades. Se por um lado esta relação de proximidade é a chave de todo o nosso trabalho e é o maior facilitador do sucesso dos grupos de voluntariado, esta relação é também o ponto mais crítico. As relações humanas, sejam elas de que natureza forem, são complicadas. E, uma relação de proximidade em contexto profissional pode-o ser ainda mais. Esta é construída numa linha de fronteira muito ténue entre a relação de amizade e a relação profissional, nas relações de amizade não há regras específicas e tudo vai sendo permitido em nome da amizade e dos afetos. Na relação profissional não, nem pode permiti-lo. Assim um dos pontos mais difíceis de gerir é a relação de proximidade existente, que consideramos fundamental, num equilíbrio entre as relações de amizade, emocionais e afetivas criadas sem nunca deixarmos de ser profissionais e cumprir todas as regras inerentes a este facto. Mais difícil ainda é o facto de termos de gerir esta relação profissional de uma forma muito dinâmica, cumprindo sempre regras específicas sem nunca deixarmos de ser tolerantes. Não podemos ser resistentes à mudança, a capacidade de adaptação contínua é 26


fundamental, se optarmos por uma postura rígida e não tolerante a relação está condenada ao fracasso. A comunicação é de facto fundamental. Devemos dar muita importância às formas de comunicação, comunicar de forma assertiva é o caminho para o sucesso destas relações. Mais uma vez referimos que não é fácil, mas é fundamental, devem apostar numa comunicação eficiente e eficaz. O cumprimento de regras pré-estabelecidas facilita o trabalho. Este é um dos pontos que consideramos como um facilitador do nosso trabalho. A definição de regras e o seu cumprimento. A Informação é outro

aspeto fundamental, o voluntário que connosco

trabalha, deve ter trabalho, como a

acesso a informações fundamentais do nosso caracterização da instituição, no nosso caso do Projeto, dos elementos do consórcio, qual o tipo de

papel que cada um assume, informação como o tipo de avaliação a que estamos sujeitos, os constrangimentos orçamentais, no caso específico do Programa Escolhas devem conhecer a candidatura dos Projetos (ainda que de forma geral) e as regras do Programa. Assim consideramos como fundamental sermos conhecedores dos tipos de relações existentes, os tipos de comunicação e delinear regras desde o início. A capacidade de adaptação é um aspeto fundamental para a implementação eficaz e eficiente dos grupos de 27


voluntários segundo a nossa perspetiva. É fundamental capacitar o voluntário, valorizar o seu trabalho, corrigir os seus erros, monitorizar constantemente o mesmo. Os nossos voluntários são monitorizados como os restantes elementos da equipa técnica, semanalmente realizamos uma reunião de equipa onde são discutidas questões como por exemplo as atividades realizadas na semana anterior, as atividades a realizar na semana seguinte, planos de actividades, os orçamentos para as mesmas, etc. Sempre que o voluntário quiser (não é uma condição obrigatória) o voluntário está presente nestas reuniões. Esta é mais uma forma que consideramos importante, além de servir para avaliar o trabalho do voluntário, serve para que este esteja constantemente a "reciclar" conhecimentos sobre o seu trabalho, o funcionamento do projeto e promover que este participe na proposta e dinamização de novas atividades e iniciativas a realizar. Uma vez que apostamos muito na capacitação e empreendedorismo de jovens e os nossos grupos de voluntários são maioritariamente constituídos por jovens promovemos a participação dos mesmos nas assembleias de jovens que realizamos no Projeto. Os Grupos de Voluntariado são fáceis de formar, não devem ser impostos, é como uma na agricultura, nós técnicos devemos colocar a semente, ir regando e deixar as coisas fluir naturalmente, depois de despertado o interesse os próprios grupos começam a crescer quase autonomamente, devemos apenas auxiliando e orientando o seu crescimento, como o fazer? É simples, devemos monitorizar os voluntários, formá-los e esclarece-los a 28


medida que vão surgindo dúvidas ou entraves. Nunca devemos impôr um objetivo devemos discuti-los, analisar as diferentes formas de atingir esse objetivo e adequar a formação a cada momento ou situação. A responsabilização e o espírito de equipa, trabalharmos todos no sentido de fazer com que o grupo resulte de forma eficaz e eficiente são essenciais a que os grupos se tornem dinâmicos e coesos, no nosso caso o nosso Grupo de Voluntariado, já teve várias iniciativas como a candidatura a subsídios do DoSomething para a criação de uma sala de convívio de forma a promover ainda mais a intergeracionalidade. Estas ideias

surgem de forma

espontânea em reuniões onde há muita partilha de informação, os reforços positivos e a orientação no sentido de encontrar alternativas é fundamental. Podem pensar que a partilha de informação é demasiado arriscada, não dizemos o contrário, mas nós como técnicos temos de ter essa questão sempre em conta, no nosso caso funcionou muito bem, não significa que noutros funcione igualmente, contudo acreditamos que se deve sempre arriscar. Avaliar constantemente cada passo que se dá e reajustar a forma de intervenção conforme os resultados obtidos. Como já referimos é importante a constante avaliação de todos os passos dados, a autoavaliação é fundamental, para isso além da monitorização 29


constante dos voluntários devem fazer-se reuniões de forma avaliar o que foi feito, os resultados positivos, os resultados negativos, o que mudar, o que continuar a fazer, estas reuniões no nosso caso não são demasiado formais, não tem uma regularidade definida, são realizadas conforme há necessidade, pode por exemplo passar um mês sem que haja necessidade de se realizar ou haver necessidade de realizar duas numa semana, deve-se ajustar as necessidades que vão surgindo. Embora haja essa flexibilidade, nós pessoalmente temos o cuidado de realizar uma semanalmente e convidamos os voluntários a estar presentes nas reuniões de equipa. Nunca chamamos a atenção de um voluntário de algo que corra menos bem em público e consideramos fundamental que todas as questões sejam tratadas no grupo e não fora dele para evitar constrangimentos. A equipa técnica deve fomentar a crítica do seu próprio trabalho, o feedback dos beneficiários e destinatários do projeto é muito importante, a dos voluntários por vezes ainda é mais, ao participarem diretamente na dinamização das atividades podem ajudar-nos a ver coisas que funcionam menos bem e que muitas vezes nem nos apercebemos. Uma boa estratégia de comunicação é essencial para que os grupos funcionem. Ao participarmos todos na autoavaliação todos aprendemos, ao verem os técnicos a fazer o exercício de autoavaliação os 30


voluntários sentem-se mais a vontade para o fazer também, com o tempo reconhecem o benefício desta avaliação e a importância das aprendizagens que dela retiram, acaba por se tornar um hábito, uma necessidade e não uma imposição. É importante estarmos atentos aos sentimentos dos voluntários, muitas vezes quando as coisas correm menos bem e nos dizem eu falhei, estraguei tudo , devemos trabalhar no sentido de verificar o que correu de fato mal, o que podia ter sido feito para correr de outra forma e reforçar o trabalho positivo que dessa experiência se extraiu. Devemos responsabilizar mas nunca culpabilizar, caso contrário não funciona. Embora não tenha sido esse o objetivo da criação dos grupos de voluntariado, estes podem ter muitas vezes uma componente de despiste vocacional/ orientação vocacional, ao participar em diversas actividades em contexto real de trabalho e neste caso em trabalho de campo, os voluntários podem verificar se de facto tem aptidões e/ou vocação real para aquela área ou se apenas está iludido , este é outro aspecto muito importante a

ressaltar.

Um grupo de voluntários pode apenas ser constituído, como já dissemos, para auxiliar na

dinamização

das atividades do projeto, mas este pode e deve

crescer, pode

começar a crescer, identificar e criar respostas a questões pertinentes da 31


comunidade, como referimos a partir de uma certa altura estes grupos começam a funcionar com um dinamismo fabuloso, o nosso grupo já implementou várias ações, como a identificação de idosos em isolamento social e várias atividades de apoio aos mesmos. Se trabalharmos todos no mesmo sentido, se formos reajustando a nossa intervenção de forma eficaz e eficiente conforma as situações os grupos não só se mantêm coesos e dinâmicos como tem tendência a fazer mais e melhor, no nosso caso o nosso grupo quer-se tornar numa associação legalmente registada de voluntariado, sendo esta uma ideia para o nosso roteiro de sustentabilidade. Ao reconhecer a essencialidade de algumas atividades chave e explorar formas destas resultarem cada vez mais e melhor, retiram muitas aprendizagens positivas. Pontos-chave, a capacidade de adaptação e o reajustamento constante da intervenção.

32


Como ĂŠ que crio um grupo?

33


Esta questão tem toda a pertinência, mas não há uma fórmula mágica, como temos vindo a referir, há que reajustar constantemente as situações às circunstâncias, população, área geográfica de intervenção etc... o que funciona numa comunidade, pode não funcionar noutra, pelo que sempre dissemos que isto era apenas um guia dinâmico onde explicamos a nossa experiência e que esta deve ser um ponto de partida e não um guião a seguir porque pode não funcionar. No nosso caso o grupo surgiu através de algumas atividades do Escolhe Vilar, os grupos de discussão, as dinâmicas de grupo e as assembleias de jovens. Nestas atividades sempre foram debatidos diversos assuntos e questionado o funcionamento do projeto, pois faz parte da nossa avaliação obter o constante feedback da nossa população. Os jovens consideraram que era muito importante alguém acompanhar os jovens do primeiro ciclo até ao projeto quando saiam da escola, porque a equipa técnica tinha de atrasar algumas atividades lhes

roubando-

tempo para o ir fazer. Decidiram organizar-se em

grupos conforme a disponibilidade de horários para serem eles a fazer esse acompanhamento. Posteriormente decidiram que iriam ajudar em atividades como a elaboração dos trabalhos de casa e em tarefas como 34


controlar as saídas e entradas do projeto. Foi a partir de aqui que tudo começou. Os jovens ao verem a utilidade do seu trabalho, começaram a sentir-se mais responsáveis e capazes, a autoestima e o autoconceito aumentaram e verificamos uma evolução muito positiva dos seus comportamentos. Ou seja, os voluntários são benéficos para nós equipas, mas também beneficiam com a sua participação, é uma forma de trabalharmos a capacitação dos nossos jovens e o

empreendedorismo.

Eu era vítima de Bullying na escola, na altura nem lhe chamavam assim, mas agora vejo que era. Não me sentia bem lá, odiava a escola e estava sempre e inventar doenças e histórias para faltar. Tinha um apelido de que não gostava e toda a gente me chamava assim e gozava comigo, odiava estar na escola e ter de aturá-los. Como todos gozavam comecei a portar-me mal, assim gozavam comigo mas também eram meus amigos porque eu os fazia rir. Fui suspenso muitas vezes e reprovei muito. Quando comecei a ajudar no projeto as outras pessoas começaram a olhar para mim de outra forma, se os stores do projeto confiavam em mim era porque eu devia ter alguma coisa de bom. Não sei explicar, deu-me poder para deixar de ter medo 35


porque as pessoas também olhavam para mim com mais respeito. Agora não tenho medo de ir a escola, já estudo mais, não reprovei mais e sou muito mais feliz!

Eu estava sempre a ser suspenso, era tudo sempre minha culpa, enervava-me e fazia asneiras, batia nos outros, respondia aos stores e ameaçava-os. Depois de ser voluntário viram que também sei fazer coisas boas e não sou tão mau como me pintavam. Confiam mais em mim e há mais respeito. Estar aqui a ajudar só me ajudou

36


Como dinamizo os grupos?

37


Através da constante monitorização dos voluntários, das reuniões onde se analisam as intervenções e se reajustam as mesmas. Muito importante não ter receio de criticar construtivamente e reforçar positivamente tudo que for feito. Saber aceitar as críticas, não estamos lá como seres invencíveis só para criticar e levar palmadinhas nas costas, estamos a trabalhar com eles numa relação de proximidade, para a obtenção de um objetivo comum.

38


Como vamos consolidar o grupo?

39


Através do trabalho conjunto e o constante reajuste do mesmo. Sem receio de arriscar, aproveitar e analisar em conjunto todas as ideias que surgirem e em conjunto encontrar formas de as por em prática. Incentivar sempre com novos desafios, que devem partir deles também. Arriscar e incentivar sem deixar de acompanhar.

40


Como se mobiliza a comunidade ?

41


Não deve ser nada imposto, através dos grupos de pais e atividades intergeracionais, começamos a mostrar abertamente algumas necessidades que nos impediam muitas vezes de fazer mais e melhor, mostramos o que os nossos jovens faziam. Consideramos que a melhor forma de mobilizar a comunidade é através da amostragem dos resultados obtidos e do marketing que as crianças fazem, ou seja, as nossas crianças e jovens ao contarem como existem voluntários e o que fazem, começam a vender o produto e despertar o interesse da comunidade, envolvendoos.

42


Como se obtĂŞm os recursos necessĂĄrios ?

43


No caso dos projetos Escolhas, os recursos são os do próprio projeto. Noutras situações, terão de avaliar os recursos disponíveis e os necessários e ajustar a intervenção aos recursos, ou então procurar financiamento para esses recursos. Pela nossa experiência pessoal, os recursos mais importantes são a motivação e a disponibilidade de tempo.

44


Como se mobilizam e dinamizam os jovens ao longo do processo de forma a capacitar? 45


Já vimos, que a forma de os mobilizar é relativamente simples, a participação nas reuniões, a partilha de informação (por exemplo sempre que há uma avaliação de Programa Escolhas esta é partilhada com eles), a constante formação e o incentivo a que hajam, sabendo que a equipa técnica está lá sempre por trás como a rede do trapezista se caírem, é a nossa forma de os capacitar levando-os cada vez mais a ser autónomos e responsáveis, o que por sua vez os motiva mais para encontrar formas de continuar o trabalho. Há um dia em que querem saltar sem a rede para ver como é… Este é um momento delicado e de grande ansiedade para todos, mas que devemos deixar acontecer. No nosso caso os nossos jovens já se candidatam a subsídios como os do DoSomething e neste momento andam a estudar formas de gerar receitas para a constituição de uma associação. Tem como objetivo continuar o seu trabalho e numa futura candidatura ao Programa Escolhas, essa associação fazer já parte do consórcio. O que não querem é deixar que o seu trabalho na comunidade deixe de ser feito.

46


A importância de um TÊcnico Monitor

47


É muito importante a existência da figura de um Técnico Monitor , esta figura deve ter experiência e formação específica na área. A importância da existência desta figura a que chamamos de Técnico Monitor

reside no fato de ser responsável pelo acompanhamento do

trabalho dos voluntários. No fundo trata-se de um orientador, que é responsável pela seleção do voluntário e acompanhamento do mesmo durante todo o seu trabalho como voluntário. Não tem de ter um perfil específico, deve ter formação ou experiência na área em que vai intervir de forma a saber lidar com as diferentes situações e ser conhecedor das técnicas e conceitos basilares, para poder avaliar e orientar os voluntários. No caso dos projetos Escolhas, os técnicos tem a experiência necessária e a formação de base está assegurada o que facilita o processo.

48


Instrumentos

49


Nesta secção, encontram-se alguns instrumentos que podem facilitar a criação e dinamização de grupos de voluntariado. É importante ter em atenção estes itens porque, para cada trabalho voluntário que se venha a desempenhar deve corresponder um perfil, perfil este que é caraterizado por uma série de competências, que podem ir desde a formação à experiência profissional e de vida e às características individuais. Segundo a nossa experiência é fundamental a definição do perfil do voluntário pretendido, do trabalho que este irá realizar e como de forma assegurar o correto desempenho da função. É importante fornecer ao voluntário um certificado de participação na formação sobre voluntariado que damos, assim como um documento que indique o número de horas dedicadas ao voluntariado no nosso projeto e as funções exercidas. Não deixamos aqui um modelo dos mesmos pois consideramos que cada projeto deverá criar um de acordo com as suas características.

50


GuiĂŁo para entrevistas a um voluntĂĄrio

51


Qual o seu nível de escolaridade e área de especialização?

Dados pessoais (telefone, morada, etc.)

O que o trouxe até à nossa instituição? (É muito importante saber se o voluntário vem até nós de forma espontânea e motivado ou se pelo contrário vem fazer voluntariado encaminhado por uma instituição ou programa que de alguma forma o obrigue a ser voluntário. Esta questão não deve de forma alguma ser motivo de exclusão do voluntário, mas deve ser tida em conta, pois muitas vezes é necessário trabalhar a motivação do mesmo, retirando o peso da obrigatoriedade.)

Em que áreas se sente mais à vontade em termos de conhecimentos e de experiência para desenvolver o seu trabalho?

Que outra formação ou conhecimentos possui (cursos profissionais, línguas, informática, etc …)?

Tem Experiência Profissional?

Quais as tarefas que já executou quer ao nível profissional ou de voluntariado, ou dia-a-dia?

52


Tem alguma experiência na área social?

Que tipo de trabalho gostaria de realizar especificamente nesta instituição?

Prefere trabalhar em grupo ou mais individualmente?

Prefere trabalhar em atividades mais de rotina ou iniciar uma atividade nova, procurando soluções inovadoras para um problema concreto?

Está disposto a cumprir um específico?

Está disposto a assumir as responsabilidades do trabalho que lhe será atribuído?

É consciente que ao assumir a responsabilidade por um horário e tarefa específica o seu incumprimento pode pôr em

Quais são as

Porque é que

causa todo o funcionamento da instituição?

atividades a que dedica os seus tempos livres?

decidiu colaborar com a área social?

53


Como é que tomou conhecimento da nossa instituição?

O que sabe de nós?

Porque é que quer trabalhar connosco?

Quais as suas expectativas?

O que é que procura nesta atividade voluntária?

Durante quanto tempo espera ser nosso voluntário?

Quanto tempo tem disponível para o voluntariado?

Acha que poderia fazer este Projecto crescer?

Como?

Podemos contar com o seu empenho/comprometimento para assumir a responsabilidade de realização das tarefas que lhe serão atribuídas? 54


Seleção do Voluntário

55


Depois de feita a entrevista ao voluntário o técnico responsável deverá saber se o perfil do voluntário se adequa ou não. Por exemplo, se o voluntário vem encaminhado de algum lado obrigado certamente não está motivado e não será um bom candidato a voluntário, contudo não se deve excluir a partida, devemos arriscar sempre. No caso do técnico considerar que não é bom candidato, deve-se dar o feedback ao candidato a voluntário de forma assertiva. No caso do voluntario ficar a realizar o seu trabalho no nosso Projeto passa-se a uma fase de formação, este processo pode ser feito de uma forma muito informal ou não, dependendo do julgamento do técnico monitor que estará a realizar o processo de seleção.

56


Grelha de acompanhamento do voluntario

57


__/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__/__ _/__/__ Manifesta autonomia na Autonomia

realização das tarefas. É consciente dos serviços programas comunitários e estatais e sabe utilizá-los Participa nas atividades do Projecto E s t a b e l e c e

Responsabilidade / Empenho

relacionamento interpessoal Respeita a opinião dos outros Tem espírito crítico Revela capacidade de

Comunicação

expressão oral É assertivo É respeitador? Respeita os técnicos? Está Motivado?

Comportamento É assíduo? Cumpre o trabalho estabelecido? Propões a participação noutras atividades?

58


A formação

59


Como já fomos referindo a formação é dada no início e sempre que seja necessário, ou por surgirem dúvidas, ou porque os voluntários demonstram interesse em conhecimentos mais profundos. Deixamos-vos aqui um esboço do tipo de formação que se poderá fazer, mais uma vez referimos que não deve ser um guião, é apenas um ponto de partida, cada técnico deve analisar as circunstâncias, as caraterísticas dos voluntários e as atividades que vão desempenhar e desenhar a formação que melhor se adeqúe a cada caso.

Durante o processo com os voluntários. (Nesta como em todas as outras etapas, devemos adequar a informação à situação). Deve-se: Informar sobre o significado do voluntariado; O que significa ser voluntário; Direitos do Voluntário; Deveres do Voluntário; Caraterização da instituição, Projeto, Programa, Candidatura, ect.; Caraterização dos trabalhos possíveis de realizar na instituição; Caraterização do trabalho a realizar; Abordar os tipos de comunicação e realçar a importância da assertividade; Abordar os tipos de relações existente, Abordar os tipos de liderança, Partilha de experiências, espaço para questões e sugestões. 60


Contratualizar o voluntariado, sim ou n達o?

61


Sim, é fundamental a existência de um documento ou contrato onde os técnicos especifiquem exatamente o que esperam dos voluntários e viceversa, é muito importante ainda que o voluntário se responsabilize pelo cumprimento daquilo que dele é esperado como voluntário, como a assiduidade, o comportamento, etc. No nosso caso, sempre o fizemos de forma informal, no entanto e durante os vários

momentos de reflexão que realizamos durante o processo de elaboração do recurso, consciencializámo-nos que é mais benéfico a existência de um contrato formal por escrito, não se trata de não confiar nos nossos voluntários, mas acreditamos que é mais uma forma de os responsabilizar, valorizar e capacitar.

62


Notas ďŹ nais

63


Não acreditamos que o nosso Recurso, que espelha o nosso trabalho na criação de grupos de voluntariado, seja a receita mágica para a criação destes nem para a receita para o despertar a motivação para o voluntariado, apenas expomos a nossa experiência enquanto Projeto do Programa Escolhas. Tentamos fazer um manual simples e objetivo de forma a transmitir a informação de forma clara eficaz e eficiente. Devemos salientar que as informações por nós dadas não devem ser interpretadas de forma rígida, este manual deve ser encarado como um ponto de partida e nunca como um

guião

rígido a seguir, com sucesso garantido. O nosso objetivo é proporcionar um instrumento de reflexão dinâmico que pode e deve ser adequado às circunstâncias de cada Projeto. Muito haveria a dizer sobre o voluntariado, as motivações, etc, contudo o nosso objetivo não foi analisar em profundidade as motivações do voluntário, os tipos de voluntariado nem os processos psicológicos e ou sociais que motivam para a realização do voluntariado, ou que estão na base do voluntariado, desde o início que o nosso objetivo foi só e apenas transmitir a nossa experiência de forma simples e concisa de forma a que esta possa ser aproveitada ou não, 64


conforme seja considerado relevante ou não, por quem tiver acesso a este recurso. Embora nós não o tenhamos conseguido fazer, através de todo o processo de elaboração deste recurso apercebemo-nos da importância que todo o processo de formação dos voluntários tem e consideramos que se deve trabalhar no sentido de a conseguirmos certificar.

65


Referências bibliográficas

66


Deixamos aqui algumas referências bibliográficas para consulta:

Feldman, R.S., 5º edição (2001) Compreender a Psicologia, Universidade de Massachusetts- Amherstr: Mc Graw Hills

Gleitman, H, 3ª edição (1998), Psicologia, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian

Campbell, K.N. & Ellis, S. J., (1998) Guide to Volunteers Management, USA: Energize

Pierron, H., (1995) Dicionário de Psicologia: Globo

Cabral, A., (2006) Dicionário Técnico de Psicologia, Brasil : Cultrix

Amaro, R.R., Ana, Q., , et. al., (2001), O Voluntariado Nos Projectos De Luta Contra a Pobreza, Lisboa: CNAIV

Vários, American Psychological Association, (2010), Dicionário de Psicologia APA, USA: Artmed 67


Freixo, M.J.V., (2006), Teorias e Modelos de Comunicação, Instituto Piaget

Lemos, A., (1999), Comunicar com Assertividade, Lisboa: IEFP

Ferreira, M., Proença, Proença, T,

João F. (2008) As motivações no

trabalho voluntário: Rev. Portuguesa e Brasileira de Gestão, vol.7, no.3, p. 43-53.

http://agil.programaescolhas.pt Plano de Formação Programa Escolhas - Agosto de 2011 do centro de documentação da AGIL

http://escolhasemformacao.ning.com/

http://www.voluntariado.pt/

www.Juventude.pt

http://www.sve.pt/

68


69

Profile for Programa Escolhas

Como criar, animar e consolidar grupos de voluntariado  

Projeto Escolhe Vilar

Como criar, animar e consolidar grupos de voluntariado  

Projeto Escolhe Vilar

Advertisement