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Reitor

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Reitor Prof. Ms. Stefano Barra Gazzola

Gestão da Educação a Distância Prof. Ms. Wanderson Gomes de Souza

Design Instrucional e Diagramação Amanda Alves Isabella Amorim Martins de Menezes

Revisão ortográfica / gramatical Olga Tereza Prado Martins

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COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS CARINA ADRIELE DUARTE DE MELO Mestre em Letras (Linguagem, Cultura e Discurso) pela Universidade Vale do Rio Verde (2008), concluiu a graduação em Letras em 2005 na mesma instituição. Atualmente, é coordenadora do curso de Letras no Unis, atua

como

Professora

de

Língua

Portuguesa,

Comunicação e Expressão, Prática de Formação e desenvolve

pesquisas

sobre

Fotografia,

Literatura,

Memória e Identidade.

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ORGANIZADOR DO LIVRO ALEX DONIZETI DO ROSÁRIO Licenciado em Letras com habilitação em Espanhol – Centro Universitário do Sul de Minas – UNIS/MG. Bacharel em Administração de Empresas- Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Varginha MG - FACECA. Especialização Latu Sensu em Ensino da Língua Inglesa pela UFMG. Atualmente é professor do UNIS/MG

onde

leciona

Inglês

Técnico,

Literatura,

Comércio Internacional, Gestão da Qualidade e Gestão Ambiental. Atua como Gerente de Processos da empresa Café Bom Dia Ltda. Foi professor concursado de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino de Minas Gerais.

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XXX XXXXX ROSÁRIO, Alex Donizeti.

Só Sonetos! – Literatura de Expressão Portuguesa – Gênero Poético. Organizador: Alex Donizeti do Rosário, Varginha: GEaDUNIS/MG, 2014. 22p. 1 Literatura; 2 Gênero Poético; 3. Soneto I. Título

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PREFÁCIO Este

livro

é

o

resultado

de

uma

atividade

desenvolvida pelos estudantes do quinto período do curso de Letras do UNIS/MG a qual teve por finalidade o estudo do gênero poético e de seus elementos. Em geral, retratam

esta obra é composta por sonetos que fragamentos

da

realidade

os

quais

estimulam o imaginário do leitor através de uma leitura agradável e inspiradora. Através desta coletânea de poemas, o UNIS/MG apresenta à comunidade os seus neoescritores cujos talentos possibilitaram a criação dessa obra.

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SUMÁRIO

A PALAVRA

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Amanda Domingos Ribeiro METASSONETO

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Detiane de Paula Silva A FUGA

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Elisa Miranda Pinheiro ESPERANÇA

13

Franciele Silveira de Souza SONETO PARA MEUS FILHOS

14

Júlia Adriene Cadorini de Paiva SONHO

15

Maria Mônica Wood Fernandez Giugni Generoso BREVE PASSAGEM

16

Mariana Prosperi de Oliveira Paula PROTEÇÃO

17

Nadiane Aparecida de Mendonça

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DE VOLTA PRA CASA

18

Rita Lauren Sayago Sathler Gripp O COLONIZADO

19

Rita Lauren Sayago Sathler Gripp BOMBA ATร”MICA

20

Rosana Bittencourt Gallego UM NOVO SONETO

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Solange S. Leite e Souza O SOL

23

Alex Donizeti do Rosรกrio

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A PALAVRA Amanda Domingos Ribeiro

A palavra é um som A palavra é melodia A palavra tem o dom De transmitir mais alegria Mas a palavra é pesada E faz abrir a ferida De quem caiu na cilada Da amargura proferida O que traz a palavra, então Alegria, melancolia Qual será sua missão Não há tampouco um padrão A palavra é a família Que habita o coração

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METASSONETO Detiane de Paula Silva

Como é tão difícil escrever um poema Principalmente quando não se tem um tema E ainda para piorar, o bendito Em forma de soneto deveria ser escrito Tentei escrever sobre paixão Ou qualquer coisa sobre o coração Mas nada que escrevia estava bom Não havia rima, métrica e nem tom Por fim, resolvi simplesmente deixar rolar Escreveria qualquer coisa que viesse a cabeça Flores, cinema, trabalho, sistema solar Ah! E antes que eu me esqueça Ate que às vezes é divertido inventar Ser artista, poeta e sonhar.

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A FUGA Elisa Miranda Pinheiro

Fugir para a Itália Essa é a solução? Será que dessa forma Acaba–se a corrupção? Uma andorinha só não faz verão. Só Pizzolato não é a solução. Joaquim Barbosa, você é demais. O que você fez, ninguém fez jamais. O Brasil te agradece de coração. Continue investigando que você encontrará mais um montão

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ESPERANÇA Franciele Silveira de Souza

Ao olhar para a lua grande e brilhante Sinto que apesar dela estar ali a todo instante Jamais perde seu brilho e encanto Cercada de solidão a todo o momento. Queria que todos assim vivessem esse instante, Deixando o brilho natural aparecer Ainda que esteja longe de seu amor Consegue da forma mais tranquila viver. Desta forma os maus sentimentos não virão E irá reinar a paz no coração Dessa forma a solidão, trará o amor que se foi. Ainda que seja grande a esperança de rever este amor Vou admirando a lua, assim como eu está só, E poderei compartilhar sempre de tua companhia.

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SONETO PARA MEUS FILHOS Júlia Adriene Cadorini de Paiva

Não sei aonde cheguei, Nem onde estou. Só sei que não escrevo poesias como antes; Da janela do meu quarto já não há estrelas. Há momentos em que penso desistir de tudo tudo que me amarra, E sair por aí sem rumo, mais com garra, a procura de tudo para Talvez encontrar nada E no meio do conflito vocês aparecem, e só pensando, Que vocês existem é que sinto não estar totalmente só.

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SONHO Maria Mônica Wood Fernandez Giugni Generoso

Que esse sonho seja o mais lindo de todos, o mais perene e reconfortante O sonho que jamais pude ter nessa vida Desde minha infância até minha madurez Um fio, um único fio sem sentido algum, me coloca aqui e ali. E eu quero e preciso ir urgente até ali. Ali sinto a verdadeira noção da contingência e da efemeridade... Pensam por aí que uns podem debelar os outros, apenas pensam...... Insuportáveis se tornam esses dias onde a identidade é perdida. Jamais alguém poderia perder as milhares de identidades ancestrais que carrega. São tão nossas. Se eu pudesse o amaria como louca... Mas havia que olhar-me em meus olhos sempre. Sem isso, nada importa se não me olha em meus olhos.

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BREVE PASSAGEM Mariana Prosperi de Oliveira Paula

É breve a sua passagem Desordem no meu presente Comportamento inconsequente Pela estrada sua miragem Mesmo que estejas ausente E que eu me acostume Espero ver-te novamente Para sentir o mesmo perfume O que foi construído No curto espaço de tempo É quebrado e transformado É breve a sua passagem Breve também a saudade Que um dia sempre cessa

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PROTEÇÃO Nadiane Aparecida de Mendonça

Há muitas coisas que me deixam no ar A vida é tão bela que o amor se revela E o pensamento fica bem devagar E dentro de mim, uma grande espera. Esse deve ser seu apego, pois Deus é o segredo Minhas orações são pra te proteger Basta você não ter nenhum medo E vai encontrar a liberdade que muitos não podem ver. Talvez seja algo muito passageiro Mas temos Deus a nossas volta E nos protegendo de janeiro a janeiro. Chore sim quando precisar E tome um banho de cachoeira Só assim vai se purificar.

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DE VOLTA PRA CASA Rita Lauren Sayago Sathler Gripp

Uma vida toda a trabalhar De sol a sol, de chão a chão Com suor e calo na mão Sem esperança da vida melhorar A rua cheia, o ônibus super lotado Pessoas indo e vindo sem direção Não sei se por vontade ou obrigação Somente com o dinheiro todo contado Fim de semana que não chega O corpo e a cabeça a doer Olho para os lados, o que fazer? O mês parece não ter fim A noite vem chegando de mansinho E eu só quero voltar para o meu ninho

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O COLONIZADO Rita Lauren Sayago Sathler Gripp

Homens pardos, nus, sem coisa alguma lhes cobrindo, Com arcos e flechas em cada mão. Pareciam não saber o valor daquele chão, Que os portugueses estavam por hora descobrindo. Bons rostos e bons narizes eles tinham; Moças de cabelos compridos, pretos e rentes. Oh como eram inocentes! Não sabiam o valor que possuíam. Rios de água doce, areia e cascalho; Quanta ave de pena colorida! Que beleza de terra para ser vivida. Uma terra extensa e generosa; Com gente de coração e alma bonita, Que possuem uma inocência infinita!

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BOMBA ATÔMICA Rosana Bittencourt Gallego

Nada restará quando ela estourar Os animais se extinguirão O ser humano não vai suportar Nem mesmo a mais doce ilusão Por um instante nesta vida Seremos todos iguais E aquela lágrima escondida Não derramaremos mais Pode ser em um dia de sol, Dois cogumelos na imagem, Mudando toda a paisagem. A bomba atômica trará o fim Para todos os cristãos, Oh! E para os que não têm religião?

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UM NOVO SONETO Solange S. Leite e Souza

Escrevi um novo soneto porque aquele que escrevi se perdeu. Impossível. Não existem duas palavras iguais, a que ora ganha vida não é a que lês, o que sinto não é o que sentes. Cada um tem seu eu. Inda que eu escreva o mesmo fonema, ele é diferente a cada partida. Me pego tentando reviver o momento ido no soneto esquecido. Em vão. O que nasceu viveu e esvaeceu, era verdadeiro e não se duplica. Nem se esquece o sentimento, mas o som não volta, não renasce, já foi dito. Meu acalento é que ainda tenho tento, tenho vida, ele floresce, palpita. O novo nasce, o velho fica, na mente e na alma de quem o tivera. Cada letra, cada som, cada palavra que crepita, como fogo, me agita,

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Me anima, faz-me renascida, diferente, como tudo, como nada, nova quimera. Quisera o sonho, não o pranto, quisera risonha, nesse acalento, sua. De tantos e tão poucos, não repito, tudo é inédito, vontade infinita. Como dantes, permaneço crédula no amor, no seu sabor, permaneço tua.

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O SOL Alex Donizeti do Rosário

Nasce o Sol radiante Que ilumina e aquece Igual ao diamante Brilha no azul celeste Do meio dia em diante Com vigor resplandece Todo ser nesse instante Sob seus raios padece Forte e inclemente, Contrariando a razão, Quer-se sua aparição Pois, desse Astro quente Calorosamente Vem a salvação.

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Só sonetos