Page 1

Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas 170 Mil Exemplares

PARA USO DOS CORREIOS Mudou-se

Falecido

Desconhecido

Ausente

Recusado

Não procurado

Endereço insuficiente Não existe o número indicado Informação escrita pelo porteiro ou síndico

Seção São Paulo da ABCD - Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas

Reintegrado ao Serviço Postal em ....../....../............ Responsável

Janeiro de 2012 - Ano 46 - N 657 o

Rua Voluntários da Pátria, 547 - Santana - CEP 02011-000 - São Paulo - SP - Edição Nacional

@APCDCentral

facebook.com/apcdcentral

www.apcd.org.br


Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas 170 Mil Exemplares

Seção São Paulo da ABCD - Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas

Janeiro de 2012 - Ano 46 - No 657

Rua Voluntários da Pátria, 547 - Santana - CEP 02011-000 - São Paulo - SP - Edição Nacional

@APCDCentral

facebook.com/apcdcentral

www.apcd.org.br


6

APCD Jornal - Janeiro 2012

Índice Dia a dia em notícia 08. Consumo excessivo de frutas tropicais pode

provocar erosão dental

10. Banco de ossos é opção salutar

08

para tratamento odontológico

12. Pesquisa indica que depois de um ano sem

o vício fumantes já respondem positivamente a tratamento periodontal

do Conselho Acadêmico da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

32. Conselho de EAPs da APCD faz última reunião

em 2011 e se prepara para o 30° CIOSP

34. Coluna do Centenário: Comitê dos 100 anos

da APCD promove trilha no Parque Estadual da Serra do Mar

Cursos e Carreira

16. 3x4: Dupla jornada: ator de novela

35. Notícias da EAP

e segue para sanção presidencial

da Rede Globo também exerce a profissão de Cirurgião-Dentista

17. Pesquisadores revelam efeitos da sepse no

organismo humano

18. Pesquisadores querem descobrir motivos que

levam às pessoas a sorrir

20. Maioria dos portadores de hepatite no Brasil

não sabe que possui a doença

22. Número de vítimas de AVC aumenta no Brasil 24. Comportamento: Ano Novo estimula pessoas a

renovarem suas metas e promessas

26. Orientando o clínico: Obtenção de

22

13. Projeto substitutivo da EC 29 é aprovado

18

31. Confira o edital de convocação para as eleições

adequado ponto de contato em restaurações posteriores proximais

36. EAP APCD

Lançamentos 38. Confira as últimas novidades das empresas do setor

Cultura e Lazer 40. Crônica: “A Boa Nova!”

Plano econômico 41. “Três perguntas para investir: quanto, qual o

prazo e para que?”

CIOSP Confira nesta edição o encarte do 30º CIOSP

Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Fique por dentro da APCD 30. EAP realiza confraternização de final de ano Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas - Fundada em 1911 - Gestão 2010-2013 PRESIDENTE: Adriano Albano Forghieri 1o VICE-PRESIDENTE: Juscelino Kojima 2o VICE-PRESIDENTE: Wilson Chediek SECRETÁRIA GERAL: Maria Angela Marmo Favaro TESOUREIRO GERAL: Paulo Vianna Mesquita PRESIDENTE CORE: José Luiz Negrinho 1o VICE-PRESIDENTE CORE: Gilberto Gomes 2o VICE-PRESIDENTE CORE: Antonio Tadeu Martins SECRETÁRIO: Felipe Bedran PRESIDENTE COA: Adelson Barbosa de Oliveira VICE-PRESIDENTE COA: Ligia Maria Lima Andreatta PRESIDENTE CONOGE: Stephanie Alderete Feres Teixeira VICE-PRESIDENTE CONOGE: Thales Wilson Cardoso PRESIDENTE COCI: Maria Elizabete Carneiro de Saba VICE-PRESIDENTE COCI: Silvio Antonio dos Santos Pereira PRESIDENTE COFI: Reinaldo Brito Dias SECRETÁRIO: Ricardo César dos Reis PRESIDENTE CODEL: Ueide Fernando Fontana SECRETÁRIO: Heber Luiz Nogueira Fontão PRESIDENTE CEAP’S: Liris Silmar Jacintho Pereira SECRETÁRIA: Ilka Maria Pantaleão Silveira Bonachella DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMPRAS E COTAÇÕES DE PREÇOS: Paulo Vianna Mesquita DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO: André Callegari DIRETOR DA REVISTA DA APCD: Marcelo Bönecker DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE CONGRESSOS E FEIRAS: Pedro Antonio Fernandes DIRETOR DA EAP: Artur Cerri DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ESPORTES: Cláudio Darcie Diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde: Helenice Biancalana DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE SERVIÇOS GERAIS: Moacyr Natale Macedo DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE DEFESA DE CLASSE: João Augusto Sant’Anna DIRETOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Everaldo Alves Nazareth Junior DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE PATRIMÔNIO: Luiz Lincoln Cristino Costa DIRETORA DO DEPARTAMENTO SOCIAL/CULTURAL: Claudia Verônica Teizen ASSESSORA DA PRESIDÊNCIA: Ilka Maria Pantaleão Silveira Bonachella ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA: Nilden Carlos Alves Cardoso ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA: Airton Gottardo ASSESSORA DA PRESIDÊNCIA: Maria Cristina Dumit Sewell ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA: Bráz Antunes Mattos Neto CONSULTOR DA PRESIDÊNCIA: Alcides de Souza CONSULTOR DA PRESIDÊNCIA: Admar Kfouri CONSULTOR DA PRESIDÊNCIA: Luiz Antonio Zamuner CONSULTOR DA PRESIDÊNCIA: Heber Luis Nogueira Fontão


APCD Jornal - Janeiro 2012

7

Palavra do Presidente Adriano Albano Forghieri

Um novo ano com muito entusiasmo Estamos iniciando mais um ano com muito entusiasmo. Este entusiasmo é fruto do apoio incondicional que estamos recebendo constantemente. Um dos presentes que recebemos diariamente na nossa associação, dos dirigentes das nossas Regionais, Conselhos, professores, entidades co-irmãs, prestadores de serviços, empresas e funcionários, além das palavras de estímulo, é o crescimento das amizades. Como é preciosa uma alma que nos desperta a afeição e a familiaridade! Um amigo por perto nos faz com que sintamos o mundo inteiro como se fosse nossa própria família. Na amizade não há rivalidade. Dizem que a verdadeira amizade só acontece entre pessoas virtuosas - e é fácil entender o porquê. Do amigo não podemos pretender nada, a não ser seu próprio bem. Do amigo não sentimos inveja, estamos imunes à ilusão das aparências e, desse modo, podemos ouvir francamente suas confidências. Podemos, também, falar dos nossos segredos, pois sabemos que não seremos diminuídos ou invejados por isso. Enquanto passamos pelos desafios naturais da vida, um bom amigo poderá nos ajudar a preservar a crença em valores altruístas e bondosos e nos apontar a direção para a qual devemos ir, na certeza de que todo o empenho no sentido do crescimento e do autoconhecimento não terá sido em vão. A amizade é fonte de doçura, que preserva a candura na experiência; a amizade preserva a alegria de viver entre as pessoas, graças a toda sua humanidade e apesar dela.

Pronto-Socorro Odontológico O Pronto-Socorro Odontológico da APCD, inaugurado no dia 07 de abril de 1994, com atendimento 24 horas, vai ficar de cara nova. Agora, sob a responsabilidade da EAP, o Pronto-Socorro da APCD está passando por restruturação e vai ampliar os atendimentos à comunidade carente, oferecendo continuidade no tratamento depois de passar pelo atendimento emergencial do ProntoSocorro. A reforma do PS já foi iniciada e os atendimentos passarão a ser atendidos na Rua Voluntários da Pátria, 547 - Santana - São Paulo. Além desta iniciativa, inauguramos o Centro de Diagnóstico Bucal visando disponibilizar os atendimentos de diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças de tecidos moles e do complexo maxilomandibular, cirurgias de lesões de tecidos moles e duros, biopsia/citologia, prevenção do Câncer Bucal, tratamento e controle dos efeitos deletérios da Radioterapia como mucosite, ulcerações etc., aplicação de laser e de crioterapia, e muitos outros procedimentos. Com esta iniciativa, a APCD reafirma seu papel de entidade comprometida com a saúde oral da população, levando adiante a missão de continuar sendo voz ativa na luta por uma Odontologia cada vez melhor e justa, pois acredita que sem ação não há transformação.

Regulamentação da Emenda 29 frustra Nação, deixando SUS à beira do colapso Depois de anos de espera pela regulamentacao da famosa Emenda 29, o Senado Federal, em 7 de dezembro, regulamentou a Emenda Constitucional 29, normatizando as aplicações mínimas da Federação, de estados e municípios na saúde pública, além de estabelecer os gastos que podem ser contabilizados efetivamente como investimentos no setor. Recebemos diversas manifestações preocupantes em relação ao tema. Praticamente todas elas eram sinônimas de frustação e preocupação. Devido à opção dos parlamentares por um substitutivo ao projeto original do próprio Senado, o PLP 306/2008, a normatização não atendeu à antiga reivindicação do setor da saúde e da sociedade civil, frustrando a Nação. Provavelmete as prefeituras não terão recursos suficientes necessários para um atendimento digno da nossa população. Os estados permanecerão destinando 12% de suas receitas à saúde e os municípios, 15%, segundo o texto aprovado. Para a União, também manteve-se a base de cálculo adotada até então: o valor aplicado no ano anterior acrescido da variação nominal do produto interno bruto (PIB) dos dois anos anteriores. A manifestação do Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS, onde somos parte integrante do movimento, compreende que, dessa forma, o Sistema Único de Saúde permanece à beira de um colapso em virtude da crônica falta de recursos. A despeito de o próprio ministro da Saúde já haver declarado publicamente a necessidade de mais R$ 45 bilhões para estruturar o sistema público de saúde do Brasil, os investimentos no setor continuarão praticamente nos mesmos patamares de hoje. Esta também é a opinião do Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS. Infelizmente, perdeu-se a oportunidade histórica de respeito prático ao Artigo 196 da Constituição Federal que estabelece: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Com a decisão do Senado, o SUS deixará de receber uma injeção de cerca de novos R$ 35 bilhões, o que ocorreria se a opção fosse pela aprovação do projeto original do Senado, o PLS 121/2007, de autoria do senador Tião Viana. Compreendemos que a regulamentação teve como positivo o fato de evitar que, de agora em diante, ocorram desvios de verbas para outras finalidades. Limpeza urbana e merenda escolar, por exemplo, não podem mais ser contabilizados como saúde. Entretanto, o avanço com a regulamentação da EC 29 foi ínfimo em relação à expectativa de Médicos e cidadãos. O Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS e a APCD lamentam a chance desperdiçada, mas comprometem-se com os brasileiros a não abrir mão

de suas convicções. Daremos prosseguimento a luta por mais recursos para o sistema público de saúde e por assistência de qualidade aos cidadãos.

Congressão É com muita satisfação e alegria que chegamos a 30° edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo – CIOSP, conhecido carinhosamente como “Congressão”. Este evento, já tradicional no calendário odontológico nacional e internacional, foi preparado com muita dedicação para oferecer a todos os congressistas a evolução e as conquistas da nossa Odontologia ao longo dos últimos anos, tanto na parte acadêmico-científica como comercial, com a presença das principais empresas do setor odontológico em nossa feira comercial. Mais uma vez, a APCD investiu na grade científica deste congresso e trouxe mais de 200 ministradores renomados, de diversas especialidades, em atividades multivariadas, para mostrar as últimas novidades em pesquisas científicas, práticas e técnicas odontológicas a fim de tornar o dia a dia profissional cada vez melhor, e como consequência, oferecer à população uma saúde bucal de maior qualidade. Pensando em nossos associados, todos foram contemplados com descontos exclusivos sobre o valor total da compra de qualquer curso. Este ano o nosso congresso terá muitas novidades. Vamos ter um Posto de Vacinação e teste de algumas doenças que nos afligem na prática odontológica. Vamos ter, também, uma Praça com WI-FI FREE; o Estande do Laser, onde nossos congressistas poderão trazer seus aparelhos para uma verificação gratuita das condições do aparelho, além de explicações de uma equipe especializada sobre o assunto. E tem mais novidades! Teremos um Fórum sobre Blogs e Mídias Sociais na Odontologia, com a participação dos principais blogueiros da área na atualidade. Nao paramos por aí! Na programação social, além das tradicionais baladas, teremos excelentes shows na nossa famosa Praça de Alimentação e a apresentação de espetáculos teatrais no Teatro APCD, onde todo congressista é nosso convidado. Confira estas e mais novidades no caderno do 30° CIOSP desta edição do APCD Jornal. Espero poder encontrar todos lá!

EXPEDIENTE Diretor de Comunicação André Callegari Corpo Editorial Daniela Berci Luiz, Daniel Nuciatelli Pinto de Mello, Adelson Barbosa de Oliveira, Marco Antônio Manfredini, Maria Isabel Rodrigues, Maria Lucia Z. Varellis, Mário Botura, Mauricio Querido, Miguel Haddad, Patrícia L. Amélia Alpiovezza, Vitor Ribeiro, Victor Clavijo, Thales Wilson Cardoso, Wilson Chediek Coordenadora de Comunicação e Jornalista Responsável Bruna Oliveira (Mtb. 46.263) Edição de Arte e Projeto Gráfico Thiago Lemos Editor de Arte Bruno Lopes Assistente de Criação Juliana Nunes da Costa Jornalistas Mariana Ramos Pantano (Mtb. 62.558) Swellyn França (Mtb. 45.564) Redação Rua Voluntários da Pátria, 547 - San­tana CEP: 02011-000 - São Paulo - SP Tel.: (11) 2223-2553 E-mail: redacao@apcdcentral.com.br Atendimento ao Associado Tels.: (11) 2223-2369 / 2370 / 2371 Impresso na Plural Indústria Gráfica Publicidade Comercial APCD Tels.: (11) 2223-2332 E-mail: marketing@apcdcentral.com.br Periodicidade: Mensal Tiragem nacional: 170 mil exemplares As matérias publicadas passam pelo aval técnico do Corpo Editorial. O APCD Jornal é um órgão informativo da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, entidade de utilidade pública pela lei no 1.051 de 12 de junho de 1951, e registrada no Conselho Nacional de Serviço Social, sob no 91.315, em 12 de junho de 1960.

Um forte abraço,

Adriano Albano Forghieri

Fale com o presidente da APCD pelo canal direto: presidente@apcdcentral.com.br Siga-me no Twitter: @adrianoforghier

Errata

Na página 09 do APCD Jornal de Dezembro de 2011 – Ano 46 – Nº 656, no intertítulo “Fabricantes de clareadores são contra o uso dos produtos sem acompanhamento profissional da matéria - Supervisão do Cirurgião-Dentista torna-se cada vez mais fundamental em tratamentos que fazem uso do clareamento dental”, os créditos da posição oficial da empresa Vigodent é do Diretor Geral da Vigodent Coltene, Eduardo Franco, e não de Guilherme Mattos, do Departamento de Marketing, conforme foi mencionado.

Aviso - As opi­niões expres­s as nas maté­rias publi­c a­das no APCD Jornal são de res­pon­s a­bi­li­da­de de seus au­to­res, e não refle­tem, neces­s a­ria­men­te, as da dire­to­ria da APCD, dos edi­to­res e dos anun­cian­tes, poden­do, inclu­si­ve, ser con­trá­rias `as dos mes­mos. É proi­bi­da a repro­du­ç ão total ou par­cial de maté­rias publi­c a­das neste jor­nal por qual­quer meio, sem auto­ri­z a­ç ão expres­s a, por escri­to, da reda­ç ão, de acor­do com o que dis­põe a lei 5.988, de 14/12/73. A repro­du­ç ão deve ser soli­ci­t a­da aos jornalistas-editores, para nego­cia­ç ão da venda dos direi­tos de publi­c a­ç ão. A APCD não tem qual­quer res­pon­s a­bi­li­da­de pelos ser­vi­ços e pro­du­tos das empre­s as anun­cia­dos em seu jor­nal. Todos os pro­du­tos e ser­vi­ç os estão sujei­tos às nor­mas do mer­c a­do, do Código de Defesa do Consumidor e do CONAR - Conselho Nacional de Au­to-Re­gula­mentação Publicitária. Serviços noti­cio­s os: AUN - Agência Universitária de Notícias (USP).


8

APCD Jornal - Janeiro 2012

Dia a dia em notícia 3x4: Carlos Machado

Banco de Ossos

Sorriso

Sua utilização tem se mostrado uma boa

Ator se divide entre novela

Pesquisadores querem explicar

alternativa para tratar pacientes com perda óssea bucal

e consultório odontológico

o que leva as pessoas a sorrir

Página 10

Página 16

Página 18

Consumo excessivo de frutas tropicais pode provocar erosão dental Hábitos alimentares da população são um dos principais fatores para o aumento da lesão dentária Por Mariana Pantano e Swellyn França A erosão dentária é definida como perda irreversível de estrutura dentária, ocasionada por um processo químico sem envolvimento de microrganismos, desencadeado por ácidos de origem intrínseca e extrínseca. Os ácidos intrínsecos são aqueles oriundos do estômago em pacientes que apresentam anorexia, bulimia nervosa e problemas gastroesofágicos.  A  xerostomia também pode ter influência no aparecimento da lesão, devido a diminuição na liberação de saliva responsável pelo equilíbrio do pH (tamponamento dos ácidos). Já os ácidos extrínsecos incluem alimentos, bebidas, medicamentos e produtos ácidos. Atualmente, os ácidos extrínsecos têm sido considerados os principais fatores relacionados à ocorrência de erosão dentária em função de uma mudança dos hábitos dietéticos da população, que tem consumido com maior frequência bebidas como refrigerantes e sucos de fruta. As bebidas ácidas têm um pH menor que 4,5 e, por isso, têm a capacidade de dissolver a superfície dentária, causando a erosão.   Um estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp mostra que o consumo excessivo de frutas tropicais como camu-camu, araçá-boi, cupuaçu, taparebá e umbu, consumidas principalmente pela população do Norte e do Nordeste brasileiros, pode causar erosões dentárias. O camu-camu pode ser encontrado às margens dos rios e lagos da Amazônia, tem alto valor

Fruta camu-camu

nutritivo com elevado teor de vitamina C e é rico em aminoácidos. Já a fruta araçá-boi tem uma cor amarelada e pode ser consumida ao natural ou usada como ingrediente na produção de doces, sorvetes e bebidas, e é rica em vitaminas A, B, C, além de possuir altas taxas de proteína e carboidratos. O cupuaçu tem aspecto amarronzado, é rico em ferro, fósforo e proteínas, necessários para a formação celular. A taparebá, popularmente conhecida como cajá, é típica no Sudeste e Nordeste, rica em fibras, cálcio, fósforo e ferro. Por último, o umbu é fruto de uma árvore de pequeno porte originária dos chapadões semi-áridos do Nordeste brasileiro e é fonte de vitamina C. A pesquisa, intitulada “Avaliação do potencial erosivo de sucos de frutas tropicais brasileiras”, realizada pela Cirurgiã-Dentista, Adelsilene das Graças Cavalcanti Veras, sob orientação da professora Cínthia Pereira Machado Tabchoury, teve como objetivo avaliar os sucos dessas frutas quanto ao potencial para causar erosão dental. “Já é de conhecimento científico que

sucos ácidos podem causar erosão dentária, porém, ainda não havia estudos para avaliar esse efeito provocado por frutas largamente consumidas na região Norte do país. Por ser moradora dessa região, senti interesse em investigar o assunto”, conta Adelsilene. O estudo foi realizado com pedaços de dentes bovinos, submetidos à ciclagem erosiva nos sucos previamente selecionados e preparados. Os dados foram analisados por avaliação da perda de densidade e por perfilometria de superfície (inicial e final). As pesquisadoras mediram o pH dos produtos, através das amostras de sucos, e analisaram a acidez titulável usada para ver o quanto o suco pode manter o pH baixo. Além do teste in vitro, alguns voluntários foram orientados a colocar uma quantidade de suco na boca e cuspir. Então, a saliva foi coletada para avaliação e apresentou bastante acidez. Segundos depois, a saliva lava o suco e o ácido na boca e, ainda, repõe os minerais perdidos, mas os dentes já haviam sido acometidos. Os testes foram feitos com pessoas saudáveis, po-

rém os resultados poderiam ser diferentes em pessoas com o fluxo salivar comprometido. A orientadora da pesquisa explica que experimentos científicos não são definidos por um único fator. “Neste experimento, in vitro, podemos dizer que os sucos têm potencial erosivo, mas por precaução realizamos uma amostra científica in vivo, com voluntários adultos, e constatamos a capacidade da saliva em neutralizar esses ácidos. Deste modo, estudos mais específicos precisam ser realizados para avaliar a intensidade da ação erosiva desses sucos sobre o esmalte dental humano”, ressalta Cínthia. As pesquisadoras ressaltam que o estudo não ignora os benefícios das frutas, mas mostra que alguns cuidados devem ser tomados para evitar a erosão dental. As polpas, adquiridas no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), órgão responsável pelo controle das frutas, foram diluídas na mesma quantidade de água e não foi realizada pesquisa sobre o consumo in natura. Adelsilene reforça que os resultados obtidos com os estudos são de

grande importância para a prevenção da saúde bucal da população e podem representar economia nos gastos com tratamentos odontológicos. “Fiquei muito feliz com os resultados e pretendo continuar a pesquisa desenvolvendo experimentos in situ e, futuramente quem sabe, in vivo.” A Cirurgiã-Dentista afirma que a prática odontológica melhora a partir do conhecimento científico, e no Brasil ainda há poucos estudos de reconhecimento e avaliação do potencial erosivo dos nossos frutos, apesar de serem de grande interesse internacional. Hoje, trabalhos epidemiológicos apontam a erosão com aumento na prevalência e, portanto, estudos que ajudem na sua prevenção são de fundamental importância. Adelsilene Veras reforça que a erosão dentária precisa despertar mais interesse clínico, pois é uma lesão irreversível e preocupante por acometer uma grande parte da população. “Entre as principais causas de processos erosivos no esmalte dental destacam-se os hábitos alimentares e comportamentais. Portanto, o paciente precisa ser informado e cuidado preventivamente” destaca.

Aumento da erosão dentária na sociedade moderna

Apesar do número reduzido de estudos longitudinais, pelo fato de a erosão dentária ter recebido mais atenção recentemente, os dados disponíveis sobre o assunto apontam para um crescimento (entre 3 e 100%) do problema em diferentes populações e faixas etárias. Além da dieta da população, a professora titular de Bioquímica e Cariologia do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) e pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nível 1B, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, esclarece que este aumento também se deve ao declí-


APCD Jornal - Janeiro 2012

nio da prevalência de cárie dentária no mundo - em decorrência dos programas educativos e preventivos, os dentes têm sido mantidos na boca das pessoas por mais tempo, tornando-os suscetíveis a outros tipos de lesões dentárias, como a erosão. Diversos trabalhos sobre o tema ainda têm revelado que a erosão é mais comum em homens do que em mulheres, com maior prevalência em grupos com exposição ocupacional a ácidos, como trabalhadores em indústrias de baterias, bem como em nadadores por conta da utilização de produtos químicos no tratamento das piscinas. Viciados em determinados tipos de drogas e em álcool também podem ter maior propensão a desenvolver o problema. Por fim, existe uma tendência para um aumento dos casos de erosão em indivíduos mais jovens. “De qualquer maneira, é necessário detectar precocemente os pacientes com risco à erosão e estabelecer medidas preventivas adequadas. Isto porque o agravamento do quadro de perda de estrutura dentária ocasionado pela erosão pode levar a problemas estéticos, à hipersensibilidade dentinária e até mesmo ao comprometimento pulpar.”

Entre as medidas preventivas a serem adotadas, Marília Buzalaf ressalta a necessidade de minimizar o impacto dos fatores etiológicos. “Quando estes fatores forem intrínsecos, ou seja, erosão causada por ácidos graxos, recomenda-se encaminhar o paciente para um Médico especialista - Gastroenterologista, no caso de refluxo gastroesofágico, ou Psiquiatra, no caso de transtornos alimentares, como bulimia nervosa. Assim que os problemas médicos forem tratados, automaticamente a incidência de erosão será diminuída. Nesse caso, vale a pena mencionar que, muitas vezes, o Cirurgião-Dentista é o primeiro a fazer o diagnóstico desses problemas médicos quando observa que o seu paciente tem erosão”. No caso de erosão causada por fatores extrínsecos, “as importantes medidas preventivas são: reduzir a frequência de consumo de alimentos e bebidas ácidas; ao consumir estas bebidas que seja com canudo posicionado mais para a região da garganta para reduzir o contato da bebida com os dentes; utilizar creme dental fluoretado e de baixa abrasividade; e escovar os dentes somente depois de 30 a 60

Fruta cupuaçu

minutos de ter consumido a bebida ácida para evitar sinergismo entre erosão e abrasão. Também foi recentemente relatado pelo grupo da FOB/USP que o consumo de chá verde pode reduzir a ocorrência de erosão na dentina. Isto ocorre porque polifenóis presentes no chá verde inibem metaproteinases da matriz, que são enzimas naturalmente presentes na dentina e na saliva, e que facilitam a progressão da erosão”, revela Marília Buzalaf. Agora, quando o problema já

está instalado e o desgaste dentário é diagnosticado, o tratamento só deverá ser realizado se constatado que a lesão é patológica, ou seja, que está progredindo em velocidade avançada para a idade do paciente, com o comprometimento da estética e função, assim como com a presença de sensibilidade. “O tratamento restaurador pode variar desde terapias minimamente invasivas - restaurações adesivas - até coroas totais fixas. No caso de desgaste severo, o procedimento que será adotado

9

é um desafio para o Cirurgião-Dentista, pois as características clínicas das estruturas dentárias desgastadas muitas vezes limitam a retenção da restauração. O paciente ainda pode apresentar perda de dimensão vertical, o que requer tratamento mais complexo envolvendo várias especialidades. Por isso, destaco que o tratamento restaurador e acompanhamento devem ser iniciados o mais cedo possível para possibilitar intervenções menos invasivas e com maior chance de sucesso em longo prazo”, ressalta a Professora. Marília acredita que a maioria dos Cirurgiões-Dentistas clínicos ainda tem dificuldades em diagnosticar essas lesões, especialmente quando as mesmas estão num estado de desenvolvimento inicial. “O assunto era pouco explorado na maioria das universidades brasileiras até pouco tempo e só vem ganhando maior projeção nos últimos anos, o que tem sido impulsionado pelo aumento nas pesquisas sobre o tema. Desse modo, espera-se que essa deficiência seja corrigida nos próximos anos. Se o diagnóstico não é feito de forma satisfatória, o tratamento e a instalação de medidas preventivas também serão insatisfatórios”, alerta. n


10

APCD Jornal - Janeiro 2012

Banco de ossos é opção salutar para tratamento odontológico Utilização de ossos pela Odontologia é uma alternativa para tratar pacientes com perda óssea bucal provocada por tumores, problemas odontológicos graves, fraturas e doenças periodontais Por Mariana Pantano O transplante de órgãos e tecidos é um método muito usado na Medicina. Há relatos na História de que surgiu da necessidade dos Médicos em tratar soldados gravemente feridos em guerras, sem condições de serem curados com os métodos convencionais. Na Ortopedia Médica, o transplante ósseo é realizado desde a década de 1970, no Brasil. Desde a década de 1990, esse procedimento também passou a ser utilizado na Odontologia para a realização de implantes e cirurgias bucomaxilofaciais, bem como para a reconstrução do osso de pacientes que haviam perdido seus dentes. Para esse tipo de situação, usava-se muito o enxerto ósseo autógeno, em que o osso a ser colocado é retirado do próprio paciente, geralmente da bacia ou do queixo. Porém, um método menos invasivo também pode ser usado, o chamado enxerto alógeno, em que o transplante ósseo

é feito com o órgão proveniente de banco de ossos, recebido por meio de doações. Há seis anos, o Ministério da Saúde regulamentou a utilização de banco de ossos pela Odontologia, sendo bastante útil para pessoas com perda óssea bucal provocada por tumores e problemas odontológicos graves. O transplante de ossos avança muito lentamente, em grande parte pela falta de esclarecimento público sobre o processo e a importância da doação. O coordenador do Banco de Tecido Músculo-Esquelético da Universidade de Marília – Unioss, Eduardo Accetturi, afirma que hoje, no Brasil, existem seis bancos de ossos, e todos são certificados pelo Ministério da Saúde. “Os bancos de ossos estão presentes em Passo Fundo (RS), Curitiba (PR), São Paulo (Marília, Santa Casa e Hospital das Clínicas), e no Rio de Janeiro.” Eduardo explica que após a morte ence-

fálica ou parada cardíaca, o indivíduo já pode ser considerado um doador de órgãos, dentro dos padrões pré-estabelecidos de segurança. “Após o óbito, uma equipe especializada tem o prazo de seis a doze horas para retirar o osso. A remoção total demora de seis a sete horas. Então, eles são levados para os bancos de ossos e congelados a 80ºC negativos. Durante a captação dos ossos, as amostras dos ossos são colhidas para realização de exames e testes sorológicos, sob responsabilidade do Ministério da Saúde. Os exames servem para verificar se o doador não possui hepatite, HIV e outras doenças transmissíveis. A coleta de todos esses dados é de responsabilidade do Ministério da Saúde.”, ressalta ele. Depois disso, os ossos são cortados em pequenos blocos para se adequarem ao uso odontológico. Accetturi relata que os ossos dos doadores podem ser usados para reposição óssea de pacientes desdentados por muitos anos

que estão fazendo implante, que possuem fraturas, tumores, má-formação, infecção ou doença periodontal. “Para os pacientes transplantados, o risco de rejeição é mínimo, pois removemos todo o conteúdo celular do osso e trabalhamos apenas com a matriz acelularizada”. O osso transplantado ativa a regeneração óssea do paciente e é substituído pelo osso da própria pessoa alguns meses depois. Em Marília, apenas Cirurgiões-Dentistas cadastrados especialistas em Implantodontia, Periodontia e Cirurgia podem fazer uso do banco de ossos. A política nacional de transplantes de órgãos e tecidos está fundamentada na Legislação (Lei nº 9.434/97 e Lei nº 10.211/01) e tem como diretrizes a gratuidade da doação, a beneficência em relação aos receptores e não maleficência em relação aos doadores vivos. Ainda estabelece garantias e direitos aos pacientes que necessitam destes procedimentos e regula toda a rede assistencial através de autorizações de funcionamento de equipes e instituições. Toda a política de transplante está em sintonia com as leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90, que regem o funcionamento do SUS. O tema “Reconstrução Óssea” será amplamente tratado no 30º CIOSP, que acontece entre 28 e 31 de janeiro de 2012. Os irmãos especialistas em Implantodontia, Wilson Sendyk e Claudio Sendyk, irão ministrar o curso nacional “Novos avanços na Implantodontia cirúrgica: da colocação dos implantes à reconstrução óssea”, no dia 30 de janeiro, das 17h às 19h, no Expo Center Norte, em São Paulo. Confira a grade científica completa no Encarte do 30o CIOSP. n


12

APCD Jornal - Janeiro 2012

Pesquisa indica que depois de um ano sem o vício fumantes já respondem positivamente a tratamento periodontal O estudo é um dos maiores já realizados sobre o efeito da cessação do tabagismo nos parâmetros periodontais dos pacientes

Fumantes apresentam sete vezes mais chances de ter periodontite

Por Swellyn França Uma  pesquisa  realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp) em conjunto com o Ambulatório Antitabágico do Hospital Universitário (HU) da USP revelou os efeitos positivos do abandono do tabagismo nas condições periodontais dos fumantes. Publicado no final do ano passado na revista científica Journal of Clinical Periodontology, o estudo acompanhou fumantes com periodontite que desejavam parar de fumar. Depois de um ano de monitoramento, verificou-se que aproximadamente 35% dos fumantes conseguiram parar de fumar de modo contínuo. Sendo assim, estes indivíduos apresentaram melhores resultados após o tratamento periodontal quando comparados aos fumantes que não conseguiram largar o vício. Mais especificamente, aqueles que largaram o cigarro conseguiram um ganho maior de inserção periodontal do que os que continuaram fumando. Além de tratamento periodontal e terapia antitabágica realizada no HU, os Cirurgiões-Dentistas que participaram da pesquisa forneceram apoio aos tabagistas utilizando técnicas –  desenvolvidas para profissionais da saú-

de - para ajudar os pacientes a pararem de fumar. “Inicialmente, os pacientes procuraram voluntariamente o grupo de antitabagismo do HU, coordenado por Dr. João Paulo Becker Lotufo. “Uma vez participando do programa de cessação do tabagismo, este paciente é examinado por uma Cirurgiã-Dentista do nosso grupo, e se ele preencher os critérios de elegibilidade do estudo é convidado a participar da pesquisa. Na Faculdade de Odontologia, a pessoa passará por exames periodontais e por uma verificação do grau de exposição ao fumo antes do tratamento. Novas avaliações serão feitas trimestralmente e por dois anos depois do tratamento periodontal”, explica a pesquisadora, mestre em Periodontia, Ecinele Francisca Rosa. Embora os resultados publicados sejam, especificamente, de 93 pacientes que foram acompanhados por um ano, Rosa afirma que o trabalho já conta, atualmente, com mais de 150 indivíduos, que serão acompanhados por dois anos. Destes 93 pacientes iniciais, apenas 52 completaram um ano de acompanhamento, sendo que 17 pararam de fumar e 35 continuaram fumando ou oscilaram. Os

demais pacientes (41) não continuaram o tratamento por motivos diversos: desistência, falecimento, perda de contato etc. A pesquisadora conta que eles continuam tratando dos pacientes  até  completarem dois anos de monitoramento. Depois, eles são encaminhados para a clínica da pósgradução para continuar passando por avaliações. “Este é o maior estudo sobre o efeito da cessação do tabagismo nos parâmetros periodontais realizado no mundo, e é a segunda publicação sobre o assunto. As repostas que conseguimos com esse trabalho eram esperadas há muito tempo pela comunidade de periodontistas, pois embora a maioria soubesse dos maiores riscos de desenvolver periodontite e da severidade da doença em fumantes – que, além de tudo, respondem mal ao tratamento periodontal -, não estava esclarecido quanto tempo depois de a pessoa parar de fumar a gengiva voltaria ao normal. Também não era sabido se ajudaria o tratamento o paciente largar o vício. Dessa forma, nosso trabalho tem demonstrado que depois de um ano sem fumar a gengiva já dá sinais de mudança”, esclarece a pesquisadora.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o Professor Assistente Doutor da Disciplina de Periodontia da USP e presidente da Sub-Comissão de Pesquisa Clínica da Faculdade de Odontologia da USP, Cláudio Mendes Pannuti, a periodontite é uma doença inflamatória crônica, de etiologia multifatorial e caracterizada pela inflamação e destruição do tecido periodontal. Pannuti explica que diversos fatores de risco têm sido associados com a periodontite: biofilme dentário (placa bacteriana), características genéticas, doenças como a diabetes, e hábitos como o tabagismo. “Destes fatores, o tabagismo é um dos que apresenta maior força de associação com a doença periodontal; fumantes têm até sete vezes mais risco de desenvolver periodontite que não fumantes. Além disso, em pessoas que fumam, a periodontite é geralmente mais grave, porque fumantes apresentam maior profundidade de bolsas periodontais e maior perda óssea alveolar”. Sabe-se que as alterações causadas pelo fumo na microbiota e no sistema imunológico do paciente podem explicar estes mecanismos de ação. As mais estudadas e que justificam o aumento deste risco referem-se às alterações circulatórias (apresentam menor irrigação sanguínea em função da ocorrência de vaso constrição causada pela nicotina e pelo fato de seus tecidos terem uma menor quantidade de vasos sanguíneos); imunológicas (maior quantidade de citocinas pró-inflamatórias, menor atividade fagocitária de neutrófilos, maior atividade de

osteoclastos, menor atividade de osteoblastos e fibroblastos); e microbiológicas (apresentam níveis mais elevados de bactérias periodontopatógenas).  “Além disso, há um mascaramento dos sinais clínicos de inflamação, ou seja, fumantes normalmente não apresentam sangramento, edema e vermelhidão, dificultando o diagnóstico, que passa a ser tardio e torna o tratamento mais difícil”, completa a pesquisadora Ecinele Rosa. O coordenador da pesquisa, Cláudio Pannuti, salienta que sem tratamento, a periodontite tem como desfecho final a perda dentária devido à perda óssea progressiva. “Fumantes apresentam mais perda dentária do que não fumantes em razão dos fatores relacionados acima”, lembra ele. Por tudo isso, Pannuti e Rosa consideram importante que Cirurgiões-Dentistas envolvamse no combate ao tabagismo. “Como profissionais da saúde, Cirurgiões-Dentistas devem oferecer ajuda a pacientes fumantes que desejam parar de fumar, em vez de apenas observar passivamente o tabaco exercer seus efeitos maléficos sobre a saúde deles. Além disso, devem sempre alertar que o fumo afeta negativamente o sucesso de outros tratamentos odontológicos como implantes e procedimentos estéticos (clareamento, restauração com resinas compostas etc.)”, recomenda Pannuti. Diversos estudos mostram que Cirurgiões-Dentistas são tão eficazes quanto Médicos ou Enfermeiros com relação ao sucesso em ajudar seus pacientes a parar de fumar. Existem técnicas que podem ser empregadas pelos profissionais de saúde para ajudar estes pacientes, como a técnica dos “5 As” (http://www.surgeongeneral.gov/tobacco/tobaqrg.htm) ou (http://www.5as.com.pt/). Por causa do efeito viciante da nicotina, os pesquisadores recomendam que fumantes inveterados devam ser encaminhados para centros especializados, com abordagem multidisciplinar, como o Ambulatório Antitabágico do Hospital Universitário da USP, por exemplo.(http://www. tabagismo.hu.usp.br/; e-mail: antitabagismo@hu.usp.br). n


APCD Jornal - Janeiro 2012

13

Projeto substitutivo da EC 29 é aprovado e segue para sanção presidencial Nova proposta favorece a criação de um novo imposto Por Mariana Pantano O Projeto de Lei (PL) que regulamenta a Emenda Constitucional 29 (EC 29) segue para sanção presidencial. Os recursos que deverão ser aplicados na saúde pública passam a ficar claramente definidos a partir da regulamentação da Emenda Constitucional 29, aprovada no dia 07 de dezembro, pelo Senado. O PL que trata da distribuição de recursos para a Saúde - proposto pelo ex-senador Tião Viana (PT-AC), com o objetivo de assegurar os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de Saúde, e obrigava a União a gastar nesta área o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas já passou também pela Câmara dos Deputados. O texto, que é discutido novamente no Senado, agora é o substitutivo que foi aprovado pelos deputados e que altera, entre outras coisas, o percentual que a União deverá aplicar anualmente em Saúde. O relator, senador Humberto Costa (PT-PE), leu parecer favorável ao substitutivo da Câmara, com apenas uma ressalva. Foi pedido que seja rejeitado o trecho em que os estados e municípios ficam proibidos, por cinco anos, de usarem recursos do Fundo Nacional de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) para aplicar na saúde pública. Para o relator, o impacto de R$ 7 bilhões ao ano que isso causaria nas contas dos estados e municípios não seria suportável. O substitutivo que recebeu parecer favorável do relator também cria a nova Contribuição Social para a Saúde (CSS), mas não trata da base de cálculo para que ela seja aplicada, o que inviabiliza a cobrança da contribuição. Há, no entanto, a possibilidade de que um projeto de lei posterior possa criar essa base de cálculo, permitindo, assim, que a nova contribuição seja aplicada. A oposição é contra o texto aprovado na Câmara. Os oposicionistas querem que o substitutivo seja integralmente rejeitado, retornando ao texto original que previa a aplicação de 10% da arrecadação de impostos da União em saúde. Na opinião do Médico e vereador de São Paulo, Gilberto Natalini, foi uma ‘vitória de pirro’. “Havia dois projetos, porém, eles aprovaram o projeto da Câmara dos Deputados, em que a

verba destinada para o SUS é menor. O PL do Tião Viana aumentava substancialmente o dinheiro destinado para o Sistema Único de Saúde, mas o pior projeto foi aprovado, e isso vai colocar muito em risco à Saúde. Vamos ter que nos reorganizar para pedir aumento de dinheiro ao Governo Federal”, salienta o vereador. O Senado não pode fazer novos acréscimos ao texto do projeto. Como a matéria já passou pela Casa revisora, os senadores podem, agora, apenas acatar integralmente o substitutivo dos deputados, acolher parcialmente o texto, ou rejeitar integralmente o substitutivo, voltando ao projeto original, como pretendem os oposicionistas. De acordo com o PL aprovado pelo Senado, o Governo Federal destinará ao setor o valor aplicado no ano anterior acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores ao que se referir a lei orçamentária. Já os estados serão obrigados a destinar 12% das receitas à Saúde e os municípios, 15%. Os percentuais de aplicação pelo Distrito Federal ficarão entre 12% e 15% (a depender de a receita ser originária de imposto estadual ou municipal). Com a aprovação do projeto, os recursos para a Saúde só poderão ser utilizados em ações e serviços de ‘acesso universal’ e de responsabilidade específica do setor Saúde, não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda que incidentes sobre as condições de saúde da população. A medida evitará, por exemplo, que gastos em ações de saneamento básico e compra de merenda escolar sejam considerados investimentos em Saúde. A compra e distribuição de medicamentos e derivados do sangue (hemoderivados), a capacitação e remuneração de profissionais do SUS, as ações de vigilância em Saúde (epidemiológicas e sanitárias) e os gastos com medidas de gestão e manutenção do SUS são alguns exemplos de despesas da saúde. Gilberto Natalini destaca que o lado positivo da aprovação do substitutivo é que houve regulamentação das ações efetivas de Saúde. “Os governadores que não cumpriam a emenda, agora, vão ser obrigados a cumprir.” n Fontes: Portal da Saúde e Agência Brasil


16

APCD Jornal - Janeiro 2012

3x4

Wagner Carvalho

Dupla jornada: ator de novela da Rede Globo também exerce a profissão de Cirurgião-Dentista Em entrevista ao APCD Jornal, Carlos Machado conta como consegue desempenhar as duas carreiras ao mesmo tempo e algumas curiosidades sobre seu trabalho artístico Por Mariana Pantano Quem acompanha a novela das 21h, “Fina Estampa”, da Rede Globo de Televisão, já deve ter ficado com raiva das maldades e crueldades do vilão Ferdinand, interpretado pelo ator Carlos Machado, que tem deixado muita gente de boca aberta, literalmente. Mesmo exercendo papel de vilão, o personagem também tem arrancado muitos suspiros da mulherada, principalmente em cenas interpretadas ao lado de uma das protagonistas da novela, Tereza Cristina, papel da atriz Christiane Torloni. O que poucas pessoas sabem é que além de ator, Carlos Machado é Cirurgião-Dentista há 18 anos, especialista em Ortodontia, proprietário de uma clínica de Odontologia no Rio de Janeiro. E, mesmo com as gravações da novela, ainda continua realizando atendimentos odontológicos. Em entrevista ao APCD Jornal, Carlos Machado fala um pouco mais sobre sua história, divide algumas curiosidades sobre a carreira de ator, conta como foi o início de sua carrei-

ra artística e como faz para conciliar as duas atividades profissionais.

APCD Jornal – Conte-nos um pouco sobre a sua história na Odontologia. Como tudo começou? Carlos Machado – Bom, para começar, sou carioca, nasci em Resende, no Rio de Janeiro, mas passei parte da minha vida em Juiz de Fora, Minas Gerais. Há 18 anos, me formei em Odontologia, em São Paulo, na cidade de Bragança Paulista, e logo depois de formado entrei na Força Aérea Brasileira, era Tenente Dentista. Em seguida, fui transferido para o Rio de Janeiro, para a Base Aérea do Galeão, sediada na Ilha do Governador. Me especializei em Ortodontia, e na clínica desenvolvo um conceito na área que é pouco divulgado no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, que é a Ortodontia Autoligável. Fiz a especialização no exterior, aliás, tenho uma tia americana que é ortodontista, e meu cunhado é um dos papas da Ortodontia no mundo, o australiano Derek Mahony. Por causa dele, tive acesso a essa tecnologia desenvolvida pela Nasa (National Aeronau-

Carlos Machado

tics and Space Administration), que dispensa o uso dos bráquetes para segurar o fio metálico. Dessa forma, o fio ‘desliza’ livremente, sem atrito, provocando uma movimentação muito mais rápida e com menos esforço. Essa tecnologia causa menos efeitos colaterais e acredito que veio para facilitar tanto o trabalho do ortodontista quanto para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. O tempo de tratamento também é reduzido, não gerando os pagamentos de manutenção do método convencional. APCD Jornal - Como começou a carreira de ator? Carlos  Machado  -  Sempre tive um sonho de atuar no teatro e fazia alguns trabalhos amadores como ator. Quando fui transferido para o Rio de Janeiro, comecei a fazer cursos de teatro e, logo no primeiro ano, em 1995, fiz um teste na Rede Globo para o ‘Programa Chico Total’. Depois, na extinta rede de televisão Manchete, em 1997, participei da novela “Mandacaru”. Em seguida, voltei para a Rede Globo e fiz muitas participações em programas e novelas como, “Labirinto”, o programa “Você Decide”, no capítulo “O Príncipe da Feira”, como Zeca,

“Força de um Desejo”, “Uga-Uga”, “Kubanacan”, “A Diarista”, “Cobras e Lagartos”, “A Turma do Didi”, “Duas Caras”, “Guerra e Paz”, “Zorra Total” e, atualmente, sou o Ferdinand, da novelas das 21h, “Fina Estampa”. Por volta de 2009, meu contrato com a Rede Globo acabou e coloquei na minha cabeça que não ia fazer mais nenhum trabalho que fosse relevante e fiquei focado somente na Odontologia. Dois anos se passaram e tive um sonho em que o diretor de núcleo da Rede Globo, Wolf Maia, que já conhecia meu trabalho, dizia que eu ia trabalhar com ele novamente. As coisas foram acontecendo e ganhei esse papel do Ferdinand, que está sendo muito malvado.

APCD Jornal - Como divide o seu trabalho na clínica com a carreira de artista? Carlos  Machado  -   Ainda atendo na clínica uma vez por semana. Fico mais na parte administrativa da clínica, mas tenho outros profissionais trabalhando comigo e que me auxiliam. Ministro cursos na Self Ligatign University (SLU) para passar o conceito da Ortodontia Autoligável para outros profissionais, e acabo garimpando alguns alunos para trabalhar na minha clí-

nica. Depois de 20 anos de formado, a minha ideia é parar de atender para atuar mais na administração da clínica. Sou muito grande e minha coluna já ‘reclama’ de algumas posições que a atividade de Cirurgião-Dentista exige na hora de fazer o atendimento clínico.

APCD Jornal - Você acha que o teatro, de alguma maneira, ajuda a realizar os tratamentos no consultório? Carlos Machado - O teatro ajuda qualquer profissional. Tenho amigos advogados que estão fazendo teatro para se soltarem mais. Conheço Cirurgiões-Dentistas que também fazem curso de teatro. Na SLU, faço um trabalho para as pessoas se comunicarem melhor, aprenderem a falar em público e a lidarem com a timidez. Isso é importante em qualquer profissão. Os profissionais, hoje em dia, têm essa consciência e muita gente tem feito teatro, independentemente de querer ser ator. APCD Jornal - Qual dica você dá para quem fica ‘preso’ à rotina do consultório e não realiza outra atividade? Carlos Machado - Acredito que os Cirurgiões-Dentistas têm que ter um hobby, mesmo que não tenha uma importância relevante, como no meu caso. Esse personagem, para mim, é uma diversão, mas não há nada melhor quando a sua diversão também te traz frutos, assim como um jogador de futebol. É uma brincadeira, uma grande diversão, mas é uma profissão. Posso dizer que no decorrer da minha vida a carreira artística me trouxe bons frutos. APCD Jornal - Você tem algo engraçado para contar dos clientes que se espantam ao ver que o Cirurgião-Dentista que o estão atendendo é o Ferdinand da “Fina Estampa”? Carlos Machado – Acredito que o pessoal vai começar a ficar com medo de ir ao CirurgiãoDentista pelo fato do Ferdinand ser mau-caráter [risos]. Ainda não houve nenhuma situação engraçada, mas já aconteceu de gente que não vê televisão e depois um amigo fala para o meu paciente que eu sou ator de novela. n


APCD Jornal - Janeiro 2012

17

Pesquisadores revelam efeitos da sepse no organismo humano Estudo alerta sobre as consequências de uma sepse mais severa que pode afetar o cérebro. Pacientes que sobrevivem ao choque séptico e deixam os hospitais podem ter por algum tempo alterações cognitivas, espaciais, temporais ou de memória Por Swellyn França Uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp/USP) e coordenada pela Fisiologista e Professora da Forp/USP, Maria José Alves da Rocha, conseguiu desvendar parte do que ocorre com o organismo durante a sepse, o que representa um importante passo para a compreensão das alterações hormonais e cognitivas em pacientes acometidos por esta síndrome. Apesar dos grandes avanços tecnológicos, a sepse e suas complicações - choque séptico e falência múltipla de órgãos - são as maiores causas de mortes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no mundo. “De tempo em tempo, ficamos sabendo de alguém famoso que vai a óbito por consequências da sepse. Recentemente, tivemos o caso do ex-jogador de futebol, Sócrates que, lamentavelmente, faleceu por complicações relativas à doença. Ou seja, ela é mais comum do que se imagina”, lembra a coordenadora do estudo. Alguns dos fatores que têm levado ao crescimento da incidência de sepse nas últimas décadas são: falta de conhecimento da doença, envelhecimento da população, crescimento de procedimentos terapêuticos e de diagnósticos invasivos, e aumento de terapias imunossupressoras. Embora importantes progressos na compreensão da fisiopatologia da sepse tenham sido obtidos por meio de diversos experimentos, ainda são necessários mais estudos para um melhor entendimento das alterações decorrentes da doença; e é exatamente a isso que se propõe a pesquisa da Forp/USP. Segundo Maria José, o estudo mostrou que com o agravamento da sepse no organismo ocorre estresse oxidativo que pode levar a apoptose, ou seja, morte celular programada de neurônios em uma região do encéfalo responsável pela síntese do hormônio vasopressina. “Este hormônio tem tarefa vasoconstritora

(que contrai os vasos sanguíneos) e deveria ter sua secreção aumentada em uma situação de queda de pressão arterial. Na sepse, entretanto, a despeito da hipotensão progressiva, a secreção é diminuída, podendo piorar a situação e levar ao choque séptico – o que pode ocasionar a morte do paciente. Isso ocorre, provavelmente, porque os neurônios estão ‘sofrendo’ e não conseguem sintetizar adequadamente este hormônio. O sofrimento deve estar sendo causado pela liberação de substâncias patogênicas ocasionadas pelo agente infeccioso.” A Professora completa que “a importância destas pesquisas, de forma geral, é alertar para as consequências mais amplas do que se imagina de uma sepse que pode até afetar o encéfalo. Por exemplo: estudos mostram que pacientes que sobrevivem à sepse ou choque séptico e que deixam os hospitais podem ter por algum tempo alterações cognitivas, espaciais, temporais ou de memória. Isto demonstra que as sequelas neuronais podem ocorrer até mesmo em estruturas cerebrais envolvidas com estas funções essenciais do indivíduo. Por isso, deve-se evitar a todo custo que o paciente chegue a uma situação de sepse”, reforça Maria José.

Estudo esclarece a razão da diminuição da secreção de vasopressina durante a sepse

De acordo com a mestre em Clínica Odontológica Integrada pela USP e presidente do Departamento de Odontologia da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Teresa Márcia Nascimento de Morais, a sepse não é uma infecção generalizada e sim uma resposta proinflamatória e protrombótica generalizada a um insulto infeccioso. “Não é a bactéria ou a infecção que se generaliza, por isso, um processo inicialmente localizado na boca pode levar a uma resposta sistêmica e potencialmente fatal. Esse é um conceito importante a ser colocado, porque na atualidade não se considera correto chamar septicemia e sim de sepse, para não associar septicemia com bactéria e não mais utilizar infecção generalizada”, ensina. A especialista considera o estudo coordenado por Maria José muito importante e afirma que ele representa uma pequena parcela na complexa fisiopatologia da sepse grave e choque séptico (SG/CS). “A apoptose está presente em diversos órgãos durante a SG/CS (rins, trato gastrointestinal, coração, músculos, sistema

imunológico etc.) e colabora significativamente para as disfunções e falências desses órgãos. A ativação de várias cascatas inflamatórias e liberação de radicais livres de oxigênio e estresse oxidativo também estão entre as vias patogênicas que levam às disfunções orgânicas”. Ela ainda conta que “há alguns anos se conhece que após algumas horas de SG/CS há uma diminuição significativa na secreção de vasopressina, um ‘hormônio de estresse’ importante na manutenção da osmolaridade plasmática e na manutenção da pressão arterial. Por isso, no tratamento do choque séptico, muitas vezes se torna necessária acrescentar doses altas de vasopressina para sustentar a pressão arterial e a perfusão de órgãos. A razão da diminuição da secreção de vasopressina não é bem compreendida e este trabalho ajuda a esclarecer este fato. Ou seja, o extenso processo inflamatório do hospedeiro em resposta à infecção acaba estimulando a ativação de enzimas intracelulares de diversas células em vários órgãos que culminam na sua morte (apoptose). A apoptose de cé-

lulas hipotalâmicas pode ser a explicação da diminuição da secreção de vasopressina nos pacientes com SG/ CS, o que contribui para a alta mortalidade desses pacientes. Por isso, a prevenção de infecções evita esta cascata de eventos deletérios”.

Cirurgiões-Dentistas têm importante papel na diminuição da sepse

A cavidade bucal abriga quase a metade de toda a microbiota do corpo humano, atingindo cerca de 6 bilhões de microrganismos, representados por 700 espécies de bactérias, fungos e vírus. Além disso, o ambiente bucal é considerado um incubador microbiano ideal, devido suas características de temperatura, umidade, presença de nutriente, pH e oxigênio, que permitem o crescimento de microrganismos e, ainda, por apresentar superfícies duras que favorecem o desenvolvimento de grandes depósitos de microrganismos. Teresa Márcia explica que, se referindo ao paciente hospitalizado, é preciso lembrar também que a cavidade bucal é constantemente agredi-

da através do uso de medicamentos, da passagem de sondas e cateteres, modificando a dinâmica de produção de saliva e umidificação natural. Somado a tudo isto, também se observa no paciente hospitalizado a negligência com a higiene de sua boca, permitindo, dessa forma, que a cavidade bucal passe a ser rapidamente colonizada por microrganismos hospitalares com perfil de resistência antibiótica. Além disso, age como porta de entrada desses microrganismos que são "inoculados" através de episódios de microaspiração ou mesmo durante procedimentos como aspiração traqueal diretamente na árvore brônquica inferior, causando pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), entidade prioritária para prevenção e controle no ambiente hospitalar. “Para prevenção da PAV, é essencial que os cuidados com a cavidade bucal e com o sistema estomatognático sejam otimizados, uma vez que a PAV é a principal causa de sepse em pacientes admitidos na UTI e apresenta índices de morbidade e mortalidade alarmantes no mundo inteiro”, finaliza Teresa Márcia. n


18

APCD Jornal - Janeiro 2012

Pesquisadores querem descobrir motivos que levam às pessoas a sorrir Para a Odontologia, sorriso pode ser classificado como voluntário ou social e espontâneo ou máximo, e para sua formação é preciso avaliar o alinhamento dos dentes, lábios e gengivas, linha mediana do rosto, distância e nível das pupilas oculares Por Mariana Pantano e Swellyn França O sorriso pode não ser simplesmente uma expressão de emoções ou um ‘cartão de visita’. Mais do que isso, o sorriso pode ativar regiões do cérebro e estimular sensações inesperadas. Isso é o que diz uma pesquisa publicada em 2011 na Revista Behavioral and Brain Sciences, realizada pela Psicóloga e pesquisadora americana, Paula Niedenthal. Sem uma resposta ainda exata de quais seriam estas sensações e a fim de descobrir o real significado do sorriso, a pesquisadora tem realizado testes entre os próprios colegas de estudo. Se a teoria dos pesquisadores estiver correta, o trabalho revelará que áreas do cérebro são ativadas pelos movimentos faciais e que regiões associadas a emoções negativas devem entrar em atividade. Com isso, eles pretendem construir um novo modelo científico do sorriso e explicar não só a fonte dele, mas também como as pessoas o percebem. Catalogar essas variações será o primeiro passo importante. Para a Psicóloga e Professora do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Deise Maria Leal Fernandes Mendes, que é autora do estudo “O sorriso humano: aspectos universais, inatos e os determinantes

culturais”, sorrir é mais do que a morfologia lábios e dentes, “já que parece apresentar funcionalidades diversas e, assim, estar associado a sentimentos e intenções diferentes. Sua origem e essência ainda não foram suficientemente bem compreendidas pelos estudiosos e a proposição de novos modelos para o sorriso é importante na ciência.” A Professora afirma que a própria origem do sorriso ainda causa certo debate, muito embora sejam claras as homologias com expressões faciais exibidas por outros primatas não humanos, como os chimpanzés, que poderiam ser considerados os precursores filogenéticos do sorriso. “Algumas expressões destes primatas, em que se vê homologia com nosso sorriso, podem ter o objetivo de apaziguamento em situações de ameaça - em que uma fuga não parece possível -, e ainda podem ser exibidas por animais dominantes em relação a subordinados, funcionando como um gesto de reasseguramento. Da mesma forma, nossos sorrisos parecem querer dizer coisas diferentes, sendo, muitas vezes, - mas nem sempre -, indicadores de uma genuína alegria e prazer.” Ela reforça que isso não significa que o sorriso humano se restringe a um padrão de conduta inata, que por força da carga genética o determine de modo

conclusivo. É um comportamento adaptativo, com presença universal em diferentes culturas, mas que precisa ser aprimorado ao longo do desenvolvimento. “Um problema que ainda não estamos próximos de equacionar é a relação das emoções com as expressões faciais. Os sentidos e significados que atribuímos aos sorrisos e a outras expressões faciais - e começamos a aprender isso desde o berço - assumem uma dimensão importante em nossas vidas porque nos fazem mais ou menos capazes de lermos o que as outras pessoas estão dizendo ou disfarçando em suas faces. Dispor desse valioso recurso é muito importante e, nesse sentido, é bom que tenhamos um sorriso que não nos cause a sensação de constrangimento, seja por características anatômicas ou estéticas que o comprometam”, observa Deise.

Sorriso na Odontologia

Para a especialista e mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial, coordenadora do curso de especialização em Ortodontia da EAP APCD e da Faculdade São Leopoldo Mandic, Kátia Regina Simone Izola, o sorriso envolve emoção, expressa afetividade e é uma das mais importantes fontes de informação sobre o outro; “nos passa dados subjetivos, muitas vezes indefiníveis, mas sempre marcantes. Na Odontologia, o sorriso é visto como o ‘cartão de visita’ da pessoa, porque vai transmitir cuidado, higiene, capricho e responsabilidade. Não se pode causar uma boa impressão duas vezes!” Kátia explica que o papel dos Cirurgiões-Dentistas não é apenas técnico. “Temos a missão de esclarecer nossos pacientes sobre as possibilidades e os limites do tratamento, definindo a realidade e ajustando as expectativas quan-

to aos seus desejos. Existem várias maneiras de se avaliar a proporção do sorriso com a face, incluindo a proporção do volume e a forma dentária. A Dentística e a Prótese têm métodos de transformar o sorriso mais rapidamente que a Ortodontia, por exemplo, envolvendo os desgastes das estruturas dentárias.” O mestre e especialista em Periodontia e Implantodontia, Professor dos cursos da EAP APCD nestas áreas, Luis Fernando Ferrari Bellasalma, afirma que embora os Cirurgiões-Dentistas estudem a estética do sorriso, com os anos isso se ampliou além do ambiente bucal. “Hoje, consideramos muitas variáveis além de dentes e gengivas - linha mediana do rosto, distância e nível das pupilas oculares, forma do rosto etc. têm de ser avaliados para a obtenção de sorrisos belos e harmônicos”, explica. Diversos pesquisadores estudam a inter-relação Periodontia-Estética de maneira bastante eficiente. “É muito difícil traduzir em palavras a compreensão do sorriso. Na verdade, não acho necessário ser CirurgiãoDentista ou periodontista para compreendê-lo. Segundo as teorias da Periodontia, o tecido gengival deveria apresentar-se como um tecido de coloração rosada, distribuído sobre o tecido ósseo e terminando na linha cemento-esmalte dos dentes na forma de arcos côncavos regulares. Mas, todas as predefinições são tão pequenas quando nos deparamos com um sorriso que nos é dado pela nossa filhinha de um aninho que mal tem dentes, não é mesmo? Os dentes, os lábios e as gengivas são componentes importantes do sorriso, mas nunca poderiam ser considerados únicos responsáveis pelo mesmo”, opina Luis Fernando. Sobre o estudo da Psicóloga americana, Niedenthal, o mestre em Periodontia avalia: “Como precisamos expandir fronteiras para evoluirmos, anexarmos conceitos comportamentais à Odontologia talvez nos traga uma nova frente de pesquisa que venha a incorporar tratamentos que beneficiem e/ ou agradem nossos pacientes”. Para o doutor em Ciências, especialista em Prótese e Professor nas áreas de Prótese e Oclusão em diversas instituições como a EAP APCD, Henrique Cerveira Netto, “no que diz respeito ao protesista, a sinceri-


APCD Jornal - Janeiro 2012

dade ou não do sorriso é irrelevante, mesmo porque durante as fases de prova estética, ainda com os roletes em cera, quando se avalia a altura dos lábios e a possibilidade da presença do ‘corredor bucal’, o sorriso é, até certo ponto, forçado. Pedimos ao paciente que sorria para nos basearmos na posição e na expressão labial obtidas no momento.” Henrique explica que em trabalho com prótese total, a única referência é o resultado obtido pelo conjunto dentes-aspecto facial, uma vez que esse tipo de paciente já passou por grandes alterações em toda a sua estrutura músculo esquelética. “Podemos usar fotos como base de orientação, no entanto, na dependência do tempo decorrido as feições podem ter se alterado além de nossa possibilidade de recuperação. Assim, podemos lançar mão de uma das teorias que procuram relacionar forma dos dentes com tipo facial, ou temperamento, ou idade, sabendo de antemão que são apenas “teorias” e devem ser encaradas como um recurso a mais e não como base de trabalho”. O especialista ainda esclarece que os tipos de sorrisos a que os

protesistas se referem, diferentemente daqueles estudados na pesquisa de Niedenthal, dizem respeito à posição lábios versus exposição dentária. “Independentemente de nossa opinião, a palavra final é do paciente que deve sentir segurança para poder sorrir com sinceridade e felicidade”, finaliza.

Classificação dos sorrisos

O Cirurgião-Dentista, especialista em Ortodontia, Carlos Alexandre Câmara, realizou uma pesquisa com o objetivo de apresentar as seis linhas horizontais do sorriso e a sua importância para a obtenção de resultados desejados nos tratamentos ortodônticos. “É preciso avaliar detalhadamente os pontos de interesse e referência das características faciais, bucais e dentárias, fazer um planejamento e executar um tratamento com prognóstico estético favorável”, explica o pesquisador. As seis linhas do sorriso são: linha cervical (limite da gengiva), linha papilar (ponta das papilas gengivais), linha dos pontos de contato (onde os dentes se encostam), linha incisal (borda dos dentes), linha do lábio superior e linha do lábio infe-

rior. “Essas seis linhas devem guardar uma relação de harmonia e equilíbrio entre si. Cada linha deve seguir um padrão ideal de posicionamento das estruturas que representam. Quando as seis linhas estão no seu formato ideal, provavelmente, teremos um sorriso agradável. Quando não, o Cirurgião-Dentista deve procurar encontrar qual a estrutura que apresenta alguma discrepância e corrigi-la”, conta Carlos Alxandre. O ortodontista explica que durante o sorriso os lábios superior e inferior formam ‘desenhos’. “Existem quatro tipos de desenho: Canino (o lábio superior é elevado unifor-

memente); Monalisa (os cantos da boca são elevados pelos músculos zigomáticos maiores); Amplo (lábio superior move-se superiormente, mas o lábio inferior também se move inferiormente); e Infinito (a região do lábio inferior fica mais próxima do lábio superior do que nas regiões laterais. Esse contorno labial inferior é acompanhado por uma linha de sorriso baixa e o desenho formado pelos lábios lembra o desenho do ‘símbolo do infinito’) Os nomes do sorriso foram dados baseados na semelhança da arquitetura labial com essas estruturas.” Do ponto de vista da formação do sorriso, para a Odontologia existem dois tipos: o voluntário ou social (tipo 1) e o espontâneo ou máximo (tipo 2). “O sorriso social promove uma contração menor de músculos envolvidos para a sua formação. O sorriso espontâneo (verdadeiro) exige uma quantidade maior de envolvimento muscular (facial). A grande diferença entre um e outro é a contração da musculatura periocular (músculos orbiculares dos olhos) que só ocorre no sorriso espontâneo. O olhar semicerrado que acompanha o sorriso máximo é um gatilho muscular da

19

face que ativa os centros cerebrais na região temporal anterior que regula a produção das emoções agradáveis. Assim, sem essa ação final de semicerramento dos olhos, o sorriso perceptível de felicidade provavelmente é um falso sorriso, sem alegria da pessoa que está sorrindo. Na Neurociência já foram catalogados 18 tipos de sorriso. Esses sorrisos vão desde o sorriso ’cínico’ até o de ‘alegria’. Para a Odontologia, o sorriso que interessa é aquele que expressa a alegria”, detalha Câmara. Carlos Câmara ressalta que a Odontologia é uma ciência biomédica que possui grande conhecimento científico da expressão humana mais agradável – o sorriso. “Baseado em evidências científicas, o conhecimento sobre os fatores que afetam o sorriso é bem fundamentado. Esse fato possibilita que a Odontologia Estética e, em particular, a Ortodontia, proporcione grandes benefícios estéticos dentofaciais que estarão muito bem representados através do sorriso. A pesquisa da americana Paula Niedenthal é muito interessante, mas poderia se beneficiar bastante se buscasse informações bem fundamentadas na Odontologia Estética”, ressalta ele. n


20

APCD Jornal - Janeiro 2012

Maioria dos portadores de hepatite no Brasil não sabe que possui a doença Sintomas nem sempre são percebidos pelos pacientes e, por isso, o diagnóstico é feito tardiamente Por Mariana Pantano   Segundo informações do Ministério da Saúde, divulgadas em 28 de julho de 2011, as hepatites virais mataram mais de 20 mil pessoas no Brasil em dez anos. De 2000 a 2010, foram registradas 20.771 mortes pelos cinco tipos de hepatites (A, B, C, D e E), num total de 307.446 casos. Mais de 70% dos casos foram provocadas pela hepatite C, a mais agressiva. Nesse período, houve aumento de 460% no número de casos no país. A hepatite B aparece em segundo lugar nas estatísticas. Nesse mesmo período, o Ministério da Saúde também divulgou os resultados do mais amplo levantamento sobre essa enfermidade já feito no país. O estudo, divulgado no site Pesquisa Fapesp Online, foi realizado durante sete anos, e uma equipe, de quase mil pesquisadores, chefiada pela Hepatologista Leila Beltrão Pereira e pelo Epidemiologista Ricardo Ximenes, ambos da Universidade de Pernambuco (UPE), e pela Biomédica Regina Moreira, do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, entrevistou e colheu amostras de sangue de 26.102 pessoas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. A pesquisa mostrou que a prevalência das três formas mais comuns de hepatite (A, B e C) oscila de moderada – caso da A nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – a baixa, como ocorre com a B e a C, menos frequentes e mais agressivas. Segundo a publicação, 20 anos atrás a proporção de crianças e adolescentes infectados

pelo vírus da hepatite A na região Norte e Nordeste era de 90%. Um dos motivos da redução na taxa de incidência de hepatite A, de acordo com o governo, é a melhora do saneamento básico. O número de domicílios com água tratada aumentou de 78% para 83% na última década e o de residências com acesso à rede de esgoto, de 47% para 55%, segundo comparação entre os censos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A distribuição dos casos de hepatite A não é homogênea. A frequência cresce do Sul para o Norte do país – vai de 31% nas capitais sulinas a 58% nas da Região Norte –, onde a rede de água e de coleta de esgoto é menor. Os técnicos do Ministério e especialistas de diversas regiões avaliam os custos e os benefícios de incluir no Programa Nacional de Imunização a vacina contra a hepatite A, hoje distribuída só em áreas de alto risco. Ainda de acordo com o levantamento, caso os índices obtidos possam ser extrapolados para toda a população, calcula-se que existam 3,5 milhões de brasileiros com as formas mais graves de hepatite – cerca de 800 mil com hepatite B e 2,7 milhões com hepatite C –, seis vezes o número estimado de portadores do vírus da Aids. A Médica Cirurgiã–Gastro/ Hepatologista do Grupo de Hepatites Virais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Eloíza Quintela, explica que as hepatites consistem em toda e qualquer inflamação do fígado de forma aguda ou crônica. O Pro-

fessor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Médico Hepatologista e coordenador clínico da equipe de transplante de fígado do Hospital das Clínicas da USP, Alberto Queiroz Farias, ressalta que as formas agudas geralmente se resolvem no período de até seis meses, mas podem, em alguns casos, apresentar curso clínico mais prolongado ou evoluír para formas muito graves e elevadas, denominadas hepatites fulminantes. “O potencial para cronicidade depende, sobretudo, da causa da hepatite. Porém, independentemente da causa, todas as diferentes etiologias de hepatite causam lesão do hepatócito, que é a célula responsável pelas principais funções do fígado.”

Diversos tipos da doença

A hepatite pode ser causada pelos vírus A, B, C, D e E ou por substâncias químicas. Da hepatite viral, as três formas mais conhecidas são hepatite A, B e C. A hepatite A é infecciosa, transmitida por alimentos ou água contaminados, ou de uma pessoa para outra, principalmente pela via fecal-oral, no contato indireto com fezes do paciente contaminado. A hepatite B tem como principais formas de transmissão o contato sexual, seringas compartilhadas e sangue contaminado. A hepatite C costuma ser transmitida por transfusão. “Os vírus A e E causam hepatites agudas que jamais cronificam, enquanto os demais provocam tanto quadros agudos como crônicos. Outros vírus

podem causar hepatites agudas como o citomegalovírus e herpes. Inúmeras drogas são consideradas responsáveis por quadros de hepatite. As mais comuns são os anti-inflamatórios não hormonais, antibióticos e anticonvulsivantes”, destaca Alberto Farias. Eloíza Quintela conta que os fatores de risco das hepatite B e C são: sexo sem o uso de preservativos (fundamentalmente para a hepatite B); contato profissional ou ocasional com sangue e derivados; transfusões de sangue; diálise renal; tatuagens e cortes de unha sem material descartável ou de uso exclusivo da pessoa; inoculação de drogas ilícitas com material contaminado; ambientes de alta promiscuidade; prisões, asilos de idosos e hospitais com pacientes de doença mental; e remoção da cutícula das unhas, “hábito feminino que constitui um fator de alto risco quando se utiliza material de uso comum em que a descontaminação segura dos instrumentos exige autoclavação ou tratamento por desinfetantes por no mínimo duas horas, o que raramente é realizado”, destaca. As hepatites agudas podem ser assintomáticas ou provocar sintomas inespecíficos como malestar, náuseas, febre e dores articulares. A icterícia, que é a coloração amarelada da pele e das mucosas, nem sempre está presente, o que pode retardar o diagnóstico. Nas formas graves, fulminantes, ocorre confusão mental, coma hepático, distúrbios da coagulação sanguínea, insuficiência renal aguda e edema cerebral. As hepatites crônicas geralmente se apresentam

como quadros silenciosos ou com sintomas sem características, tais como fadiga, cansaço, sensação de peso nas pernas, alterações de apetite ou dificuldade de atenção e concentração. Como os sintomas não são específicos e pouco valorizados pelo paciente, as hepatites crônicas costumam evoluir durante muitos anos sem serem reconhecidas, provocando cirrose hepática. O Professor da USP, Alberto Queiroz Farias, afirma que a cirrose representa a fase avançada de várias doenças do fígado. “Na fase compensada da cirrose, a maior parte das pessoas apresenta sintomas como astenia ou cansaço fácil e câimbras. Na fase mais avançada, pode ocorrer hemorragia digestiva, ascite (acúmulo de líquidos no abdome), icterícia, encefalopatia hepática (causa irritabilidade, inversão do ritmo do sono e confusão mental), perda de massa muscular e alterações da libido. Dependendo da causa da cirrose, o risco do surgimento de câncer de fígado é 100 vezes maior”, enfatiza. Alberto também ressalta que a maioria dos portadores de hepatite sequer desconfia que possa ter esse diagnóstico. As queixas e sintomas dos pacientes, ainda que leves, devem ser valorizadas, pois podem, eventualmente, indicar comprometimento do fígado. O exame físico do paciente pode demonstrar anormalidades compatíveis com doença hepática. “Pode haver perda da libido, atrofia testicular e ginecomastia (aumento na mama, nos homens). A palpação do abdome revela alterações do fígado e/ou aumento do baço. Essas alterações podem ser confirmadas por exames de imagem (ultrassonografia ou tomografia do abdome). Exames bioquímicos e sorológicos do sangue são muito úteis para se estimar o grau de comprometimento do fígado e para se determinar a causa da cirrose. Existem exames específicos para várias causas de hepatite, incluindo as hepatites virais. Em alguns casos, pode ser necessária a realização da biópsia do fígado para se confirmar o diagnóstico.”


APCD Jornal - Janeiro 2012

Tratamento de portadores de hepatite

O tratamento das hepatites virais consiste basicamente em repouso no leito na fase inicial de aparecimento dos sintomas. É dispensável o repouso absoluto, com retorno gradual das atividades à medida que a doença regride. “A dieta deve ser leve para evitar as náuseas, com progressiva normalização, acompanhando a melhora clínica. Recomenda-se a abstinência total de álcool e outras drogas que possam lesar o fígado já comprometido. Quanto ao repouso, há controvérsias quanto à duração e intensidade; recomenda-se repouso relativo até a normalização das aminotransferases (enzimas geralmente associadas ao fígado, que são liberadas no sangue em grandes quantidades quando há dano à membrana do hepatócito - células encontradas no fígado, resultando no aumento da permeabilidade) e, a seguir, liberação progressiva de atividades”, detalha Eloíza. Alberto Farias diz que nos Centros de Hepatologia o tratamento costuma abordar tanto a causa quanto as manifestações

clínicas. Existem tratamentos específicos e de última geração para várias doenças hepáticas, incluindo as hepatites virais B e C, as doenças auto-imunes etc. “O tratamento das manifestações pode ser profilático (preventivo, tratar antes de complicar) ou voltado para a correção das descompensações. De um modo geral, o tratamento envolve modificações no estilo de vida, dieta e combinação de medicamentos.” Ele também ressalta que o transplante de fígado é indicado nas formas graves da cirrose ou quando há câncer, e pode ser utilizado o fígado de pessoas que tiveram morte encefálica e foram doados pelos familiares, ou uma parte do fígado de doadores vivos, geralmente pessoas da família do paciente. Uma pessoa com hepatite ou cirrose deve ser orientada a jamais se automedicar porque há vários medicamentos que são contra-indicados.

Como prevenir?

A Gastro/Hepatologista Eloíza Quintela explica que as vacinas para hepatite A e B são comprovadamente eficazes e seguras

e devem ser utilizadas. “Contra a hepatite C, que seria de grande importância, não há previsão de uma vacina. Isso ocorre porque o vírus muda constantemente de estrutura, como acontece com o vírus da Aids, praticamente inviabilizando a obtenção de um produto eficaz.” A vacinação contra a hepatite A está indicada a partir de um ou dois anos de idade, dependendo do fabricante da vacina.  A vacina contra a hepatite B já está incluída no calendário normal de vacinação infantil. Eloíza Quintela diz que um programa universal de vacinação contra a hepatite B deveria ser vinculado ao Programa de Expansão de Vacinação Infantil. “Essas medidas são urgentes para que se implemente este programa de vacinação em regiões em que há uma alta frequência do vírus de hepatite B (VHB) e do vírus de hepatite C (VHC). A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza programas de imunização universal em todos os países. A vacinação confere proteção por dez anos, sendo o meio mais eficaz para se prevenir das hepatites A e B.”

O Professor Alberto Farias salienta que no caso da hepatite B existe uma vacina eficaz e de baixo risco, que deve ser obrigatória para todo profissional de saúde, em particular para os Cirurgiões-Dentistas.

Cuidados na Odontologia

Eloíza Quintela revela que cerca de 25% dos pacientes atendidos têm algum tipo de doença infecto-contagiosa de menor ou maior grau, motivo pelo qual a biossegurança é, hoje, uma preocupação dos profissionais da área de saúde. “A maior fonte de contaminação do consultório odontológico, por exemplo, está no instrumental esterilizado inadequadamente. Outros locais onde há grande risco de contaminação são a cuspideira e a caixa de revelação (local onde são acondicionados os filmes de raios-X). Estes instrumentos necessitam de constante limpeza e desinfecção, bem como o correto manuseio das películas de filmes. Estas são as principais razões para as pessoas se conscientizarem e se preocuparem quando forem ao Cirurgião-Dentista.”

21

Ela afirma que os cuidados tomados pela equipe de trabalho são essenciais para a preservação da integridade da saúde de todos - da própria equipe e dos pacientes. Outro cuidado necessário é o uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Alberto Farias destaca que o Cirurgião-Dentista deve levar em conta que as doenças do fígado podem produzir distúrbios severos da coagulação sanguínea, e favorecerem a ocorrência de hemorragias de difícil controle. “Vários medicamentos podem ser contra-indicados, dependendo do tipo e do estágio da doença hepática. As contraindicações decorrem tanto da incapacidade do fígado em metabolizá-los adequadamente quanto do risco de precipitar insuficiência renal, hemorragia digestiva ou outras complicações. Os novos medicamentos para o tratamento da hepatite C, por exemplo, possuem extensa lista de interações com medicamentos associadas a efeitos adversos sérios, por isso, é preciso evitar as combinações de medicamentos”, finaliza com ressalva. n


22

APCD Jornal - Janeiro 2012

Número de vítimas de AVC aumenta no Brasil Especialistas alertam que a prática de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular ajudam a evitar a ocorrência da doença Por Mariana Pantano No Brasil, o AVC lidera o ranking como primeira causa de morte e incapacidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), a cada cinco minutos uma pessoa é vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), o que contabiliza cerca de 100 mil mortes ao ano em decorrência da doença no país. Nos últimos anos, a doença tem atingido jovens a partir de 18 anos. Em 2011, com o objetivo de engajar os profissionais de saúde e o público na luta contra a doença, a Organização Mundial de AVC

(World Stroke Organization) escolheu o tema "Um em cada seis" para destacar o fato de que a cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém, em algum lugar do mundo, morre vítima de AVC. Porém, a doença pode ser prevenida e o atendimento rápido e adequado ajuda na recuperação do paciente que sofreu um derrame. De acordo com o Médico Neurologista e vice-presidente do Departamento de Doenças CérebroVasculares da Academia Brasileira de Neurologia, Rubens Gagliardi, o AVC é uma doença neurológica que causa distúrbio da circulação cerebral, provocando alterações vasculares agudas que prejudicam o fluxo de sangue para o cérebro. Segundo o Médico Cardiologista da Unidade Clínica de Emergência do Instituto do Coração (Incor) e do Hospital Israelita Albert Einstein, Carlos Henrique Sartorato Pedrotti, “o AVC pode ser isquêmico (AVCi) ou hemorrágico (AVCh). O AVCi é o tipo mais comum e ocorre devido a uma interrupção abrupta do fluxo

de sangue para o cérebro, levando à isquemia e à morte das células cerebrais. Geralmente, um coágulo é o responsável por esta obstrução, que pode se formar sobre placas de aterosclerose (as ‘famosas’ placas de gordura que se formam nas paredes dos vasos sanguíneos).” Os fatores de risco do AVC isquêmico são a idade, a obesidade, a hipertensão arterial, o tabagismo e os níveis elevados de colesterol, além de fatores genéticos. O coágulo, entretanto, pode se formar em outro local e migrar pela circulação, entupindo um vaso cerebral. Um em cada seis AVCs ocorrem por um coágulo formado inicialmente no coração devido a uma arritmia chamada Fibrilação Atrial (FA), uma das mais comuns na população. Carlos Henrique Pedrotti explica que o AVC hemorrágico é bem menos comum, porém muito mais grave, pois ocorre uma hemorragia aguda intracerebral. “É causado primariamente pela ruptura de pequenas dilatações nos vasos intracerebrais, o que leva a um prejuízo

local da circulação e morte de células cerebrais. Seu principal fator de risco é a hipertensão arterial elevada por longos períodos, associada a fatores genéticos.” O Neurologista Rubens Gagliardi afirma que tanto os sintomas do AVC hemorrágico quanto isquêmico são os mesmos, e ressalta que a doença provoca um quadro agudo e rapidamente evolutivo. Pedrotti destaca que os sintomas mais característicos do AVC são a perda de força e/ou sensibilidade em todo um lado do corpo, podendo ser acompanhado também de desvio da rima labial (boca torta) e alterações da fala. É interessante saber que o quadro pode variar muito, podendo haver apenas alterações de sensibilidade (formigamentos), apenas alterações faciais, somente a dificuldade em se expressar ou mesmo haver predominantemente alterações de equilíbrio ou coordenação motora. O fato comum entre o dois tipos de AVC é a apresentação súbita e, na grande maioria das vezes, unilateral, presente em praticamente todas as situações.

Fatores que contribuem para o aumento da doença

Para Rubens Gagliardi, existem alguns fatores que contribuem para o aumento do número de casos da doença como, por exemplo, o local e a região que se vive, estilo de vida estressante, excesso de comida industrializada, gordurosa e com muito sal. O Cardiologista destaca que as pessoas estão vivendo por mais tempo e morrendo menos de infecções nas fases mais jovens. O tratamento das doenças cardíacas e do infarto do miocárdio, antes mais precoces e muito mais letais, também está avançando muito. O aumento das taxas de tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes e as pessoas, que antes morriam em casa de ‘velhice’, hoje estão tendo o diagnóstico de AVC realizado em hospitais, e esses fatores têm contribuído para aumentar as taxas oficiais. “Há, também, como fatores de risco o aumento do estresse da vida urbana, sedentarismo e aumento da obesidade entre jovens e crianças, o que acarreta em alterações metabólicas”, esclarece Carlos Pedrotti.

Prevenção do Acidente Vascular Cerebral

Para evitar o AVC, Pedrotti alerta que por ter características muito

similares às do infarto do miocárdio e angina, “devemos praticar atividades físicas regulares, ter uma alimentação equilibrada, cessar o tabagismo, controlar o peso, a pressão arterial, o diabetes e o colesterol. Cada um desses fatores, em especial a hipertensão arterial, tem sua participação na progressão das placas de aterosclerose que diminuem o fluxo cerebral e aumentam o risco de AVCi. Agora, uma vez instalado o sintoma, o melhor é não pestanejar e procurar o pronto-socorro o mais rápido possível. Cada minuto conta, pois a possibilidade de sequelas aumenta quanto maior for a demora na instituição do tratamento. Mesmo quando há a reversão completa e espontânea do quadro, situação que chamamos de Acidente Isquêmico Transitório (AIT), há um grande risco envolvido e é preciso, sim, procurar atendimento médico imediato”. É importante destacar que a prevenção do AVC pode ser realizada por qualquer Médico. “Os meios de prevenção são comuns àqueles usados para o infarto do miocárdio e angina. Incluem, basicamente, os hábitos de vida saudáveis, cessação do tabagismo, controle da pressão arterial, colesterol e diabetes. Em casos selecionados do AVC, pode ser indicado o uso de antiagregantes plaquetários, como a aspirina, ou mesmo de anticoagulantes mais potentes. Nesta última situação, é indicado o acompanhamento de um especialista, como o Neurologista ou Cardiologista”, ressalta Carlos Pedrotti. Já o tratamento agudo do AVC deve ser acompanhado por um Neurologista, que acompanhará diretamente a internação, fará a investigação do estado da circulação cerebral e possíveis origens de coágulos, além da avaliação, tratamento e prevenção das sequelas neurológicas no curto e longo prazo. “Como o coração, muitas vezes, é fonte de coágulos, frequentemente o Cardiologista participa deste processo”, conta o Médico do Incor.

Consequências do AVC

Carlos Pedrotti explica que devido ao fato da regeneração dos neurônios ser muito limitada, dificilmente as células prejudicadas voltam a funcionar, levando a um déficit permanente. “Pode haver paralisação ou fraqueza permanente de um lado do corpo, alterações da fala ou equilíbrio e distúrbios psíquicos. A magnitude das sequelas


Hospedagem

Várias opcões de hotéis para diversos gostos, com vantagens exclusivas para os congressistas.

Criançódromo

O lugar ideal para deixar seus filhos com segurança enquanto você aproveita o melhor do evento.

Feira Comercial

Expositores nacionais e internacionais mostram o melhor do mercado odontológico e as últimas novidades do setor.

Grade Científica

São mais de 200 ministradores de diversas especialidades em atividades científicas multivariadas.

Programação Social

Abertura do evento terá a apresentação da Filarmônica Bachiana sob a regência do Maestro João Carlos Martins.


テ馬ibus


APCD Jornal - Janeiro 2012

coágulo é removido mecanicamente. Mas esta terapia é ainda bastante restrita a grandes hospitais. Na prevenção, há novos anticoagulantes que não necessitam de controles laboratoriais frequentes, e medicamentos mais potentes para o controle da pressão arterial, colesterol e diabetes, além de boas alternativas para a cessação do tabagismo”.

depende sempre do tamanho e local da área prejudicada, além da qualidade do tratamento instituído.”

Como é realizado o tratamento

O Médico Cardiologista detalha que nas primeiras quatro horas e meia da instalação do AVC isquêmico, é possível a aplicação de uma medicação que desobstrui o vaso e diminui consideravelmente a possibilidade de consequências permanentes. Por mais algumas horas, em centros especializados, é possível a realização de uma espécie de cateterismo para a desobstrução mecânica do vaso obstruído em pacientes acometidos. “Entretanto, após as primeiras 12 horas, ainda hoje o tratamento é a reabilitação, como fisioterapia e terapia ocupacional, além de medicamentos e estratégias de prevenção de um outro evento. Para este fim, usa-se antiagregantes plaquetários e terapias para controle da pressão arterial, diabetes e colesterol. No caso da presença da Fibrilação Atrial, usa-se anticoagulantes mais potentes, como a varfarina sódica, ou drogas mais novas.” Pedrotti relata que há alguns avanços importantes no tratamento

Avanços na medicação usada no tratamento do AVC

Estresse da vida urbana, sedentarismo e aumento da obesidade entre jovens são fatores que contribuem para o aumento da doença

e prevenção do derrame. Recentemente, o período tolerável para iniciar o tratamento - chamado trombólise (processo pelo qual se dissolve um coágulo que existe na corrente sanguínea) – aumentou. Antes era de apenas três horas da instalação dos sintomas, agora, são quatro horas e meia de tolerância. “Pode parecer bastante, mas não é. Antes de iniciar o tratamento do AVCi, que consiste na infusão de anticoagulantes potentes para ‘dissolver’ o coágulo (em pacientes com contra-indicações), é

necessário realizar uma tomografia de crânio, avaliação neurológica especializada e alguns exames. Bons hospitais têm fluxo especializado para esse fim e, algumas vezes, não atingem a meta, mesmo que o paciente tenha chegado ao local com apenas alguns minutos de apresentação de sintomas. Por isso, é importante a necessidade de treinamento e especialização. Ainda mais recentemente, com até 12 horas de manifestação dos sintomas, uma espécie de cateterismo pode ser realizado e o

Com o envelhecimento da população, a incidência de uma arritmia chamada Fibrilação Atrial (FA) está crescendo. O distúrbio não implica em problemas cardíacos graves, mas aumenta muito o risco de AVC devido à formação de coágulos no coração e sua liberação na circulação sanguínea. “Para se ter uma ideia, estima-se que 10% de todas as pessoas com mais de 80 anos de idade possuam esta arritmia, sendo que boa parte delas não sabe. Também se imagina que cerca de 15% de todos os AVCs devem-se à presença de FA”, enfatiza Pedrotti. O Cardiologista conta que nessa situação, há décadas se previne o AVC usando um anticoagulante chamado

23

varfarina, de difícil utilização devido à grande interação com outras drogas, alimentos e sensibilidade individual. “Os Cirurgiões-Dentistas sabem o quanto é difícil realizar procedimentos invasivos em pacientes que utilizam esta medicação, pois é necessário ficar coletando exames para checar a atividade do medicamento, além da chance de sangramento ser muito maior. Em maio de 2011, foi aprovado pela Anvisa um novo anticoagulante, o Etexilato de Dabigratana, já à venda no Brasil, o qual além de ser mais eficaz que seu antecessor, tem menor risco de sangramento e não interage facilmente com outros medicamentos. Por isso, não necessita de correção de dose frequente e nem de controle laboratorial.” Pedrotti diz que com a suspensão da droga por apenas um a dois dias, já é possível a realização de procedimentos invasivos ou até mesmo cirurgias, com efeito biológico rapidamente recuperado após a reintrodução da droga. Evita-se, assim, a desagradável situação de transição da varfarina para anticoagulantes parenterais e vice-versa perante simples procedimentos dentários (situação indicada quando o paciente usa a droga antiga). n


24

APCD Jornal - Janeiro 2012

COMPORTAMENTO

Ano Novo estimula pessoas a renovarem suas metas e promessas

Para especialista, buscar objetivos diferentes e traçar novos horizontes motiva o ser humano. As pessoas precisam sempre de algo que impulsione, inspire e torne a vida mais interessante D

Por Swellyn França Não é de hoje que as pessoas fazem promessas ou estabelecem metas a cada ano que se inicia. Assim que vira o calendário, muitos costumam lamentar as coisas que deixaram de fazer no ano que passou ao mesmo tempo em que se sentem estimulados a fazer votos de mudanças. Para o Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), autor, consultor de empresas, palestrante e pesquisador do comportamento humano, Carlos Hilsdorf, isso ocorre porque é muito importante para as pessoas estipularem metas para si e se comprometerem com elas mesmas. “Isso nos dá uma referência, um caminho que avaliamos como conveniente para o nosso crescimento, nossa melhoria pessoal. Além disso, traçar novas metas, buscar novos horizon-

Janeiro 2012 S

T

Q

Q

S

S

tes, motiva o ser humano. E precisamos de motivação! Necessitamos de algo que nos impulsione à frente, que nos inspire e que faça a nossa vida interessante”. Mas, por que no findar de cada ano e não em um momento qualquer? De acordo com Hilsdorf, as pessoas fazem promessas geralmente nas passagens de ano - alguns o fazem próximo ao seu aniversário - porque se trata de uma época marcante, que costuma remeter à reflexão e à autoavaliação. “E também porque fica mais fácil nos lembrarmos de quando foi que tomamos essa ou aquela decisão”. Hilsdorf considera a mudança contínua de vida uma necessidade do ser humano, “já que somos seres evolutivos, com uma vocação natural para crescer, amadurecer, agregar mais conhecimento e preparo para nossa existência”. Apesar disso, ele não recomenda a mudança pela

mudança puramente. “Saindo da zona de conforto em que estamos, às vezes, por anos, assumimos alguns riscos. Mas, em vez de correr riscos pura e simplesmente, temos que procurar caminhar sempre para frente, com um rumo definido, alimentados por razões claras. Se não for desta forma, não vale a pena mudar”, reflete o pesquisador.

Indivíduos podem eleger metas das mais diversas naturezas

As promessas sempre irão variar conforme a pessoa. Contudo, sem uma ordem de importância ou de prioridade, as metas mais comuns estabelecidas a cada início de ano costumam ser: Melhorar a aparência - Iniciar uma dieta, começar a frequentar a academia, fazer um corte de cabelo diferente, se submeter a uma cirurgia plástica etc.; Ficar atento à saúde – Realizar um check-up, ou seja, diversos exames que há tempos não fazia para verificar se está tudo em ordem com o organismo; marcar uma consulta com o Cirurgião-Dentista; Buscar o bem-estar e a qualidade de vida – Deixar de lado a rotina casa-trabalho e procurar um passatempo, se entreter com algo que proporcione prazer. Para isso, inclusive, a pessoas se propõem a organizar melhor seu tempo e estabelecer prioridades; Dedicar mais tempo à família – Acompanhar mais de perto o andamento dos estudos dos filhos, levar a esposa e as ‘crianças’ para passear mais, voltar mais cedo para casa, auxiliar nos afazeres domésticos etc.; Cuidar melhor das finanças pessoais – Elaborar uma planilha de gastos e se comprometer a diminuir alguns custos, economizar e cortar o que é excesso ou supérfluo;

Voltar a estudar – Cursar um curso de línguas estrangeiras, fazer pós-graduação ou especialização com o intuito de se atualizar para atingir a próxima meta; Conquistar um emprego mais satisfatório – Também pode ser uma promoção no atual trabalho – se este já for conveniente. Todos estes objetivos podem ser de uma mesma pessoa, o que mostra que um só indivíduo pode eleger, ao mesmo tempo, metas das mais variadas naturezas e atingir desempenho satisfatório em umas e não em outras. Além disso, há a duração das metas: algumas duram pouco, porque conseguimos realizá-las logo ou porque são irrealistas, mirabolantes, para as quais não nos preparamos adequadamente e escolhemos por pura empolgação. Há, ainda, as que duram muito porque são, por sua própria natureza, ações de longo prazo, como uma corrida de maratona ou porque elas são de difícil cumprimento, mas nas quais a pessoa persiste e prossegue tentando ao longo do tempo. De acordo com Hilsdorf, as promessas não cumpridas, em geral, são as que nos exigem energia e paciência acima do que estamos dispostos, esgotando-nos em algum momento, ou as que percebemos com o passar dos dias não serem tão importantes assim, ou mesmo inconvenientes. Na maior parte dos casos, trata-se de promessas mal escolhidas. “Se alguém quer estabelecer metas, deve avaliá-las com muito critério, verificando quais os meios necessários, a sua real importância e o quanto vai exigir de nós. Todas as opções merecem nossa análise porque vamos nos dedicar a elas e não podemos dirigir a nossa atenção a causas equivocadas. Costumo dizer que tarefas complexas

ou demoradas devem ser divididas por várias partes, mais simples e rápidas. Na medida em que vamos conseguindo vencer cada etapa (ou sub-etapa), podemos fazer pausas para respirar, reavaliar, aperfeiçoar. E, dessa forma, animamo-nos com esse sucesso a ponto de chegarmos ao objetivo final de modo mais suave, menos desgastante e mais seguro”, ensina Hilsdorf.

Para alcançar os objetivos é preciso ter atitude

Depois de escolher bem o objetivo, as pessoas devem se preparar, munindo-se de todos os recursos auxiliares necessários para alcançálo. “Tudo pronto é hora de adotar atitudes, ou seja, agir. Atitude é o que define, abre caminhos, faz a diferença. Muitos podem fazer escolhas iguais, mas somente aqueles com atitude alcançarão sua meta. Em meu livro ‘51 Atitudes para Vencer na Vida e na Carreira’, explico o que é cada uma delas e a sua utilidade para a nossa vida, para que possamos escolher, também, nossas atitudes em consonância com o que desejamos realizar”, revela o autor. Colocar os objetivos em prática requer disciplina, paciência, persistência e força de vontade. Pequenos hábitos diários acabam resultando numa postura de vida e esta define as pessoas diante das coisas, porque um novo olhar sobre o mundo pode mudar um ponto de vista e construir uma nova realidade. “A diferença entre uma mesma pessoa, quando ela conquista as suas metas ou não, depende da forma como ela encara as diversas situações em cada momento. Problemas e dificuldades todos temos. A nossa reação a eles é que determina o rumo que tomamos. Isso significa que nós mesmos podemos vivenciar performances diferentes conforme o nosso momento, o nosso preparo e a nossa vontade. Por isso, recomendo a todos que analisem a sua vida e imaginem o que podem fazer neste ano. Isso, pensado com muito realismo e eleito com sinceridade, certamente será realidade. Todos nós somos capazes desde que sejamos suficientemente humildes para não traçar voos altos demais e ambiciosos o bastante para dar passos à frente. Um excelente 2012 a todos!”, finaliza Carlos Hilsdorf. n


26

APCD Jornal - Janeiro 2012

ORIENTANDO O CLÍNICO Por Victor Clavijo

Obtenção de adequado ponto de contato em restaurações posteriores proximais A Odontologia contemporânea permite a confecção de restaurações perfeitas do ponto de vista estético. Porém, quando se restaura a área proximal, especial atenção deve ser dada na obtenção do ponto de contato interproximal. A obtenção de um perfeito relacionamento interproximal é de fundamental importância para a manutenção, a função e o equilíbrio dos dentes na arcada, bem como para proteger as estruturas de suporte e evitar a impactação alimentar e outros inconvenientes que resultam de um contato proximal inadequado. A utilização da resina composta direta em dentes posteriores vem ganhando espaço de forma significativa ao longo dos anos. Os sistemas adesivos e resinas compostas permitem as realizações de restaurações diretas plenamente satisfatórias. Devolver a forma e a função com restaurações que se assemelham à estrutura dentária, de forma extremamente conservadora, ser confeccionada em uma única sessão clínica, economizando tempo e encargos com laboratórios e fornecendo uma boa relação custo/benefício são as principais vantagens deste material. Porém, a sensibilidade da técnica, contaminação da área operatória, a diferença do coeficiente de expansão térmica linear entre a resina e o dente, e a força de contração de polimerização podem levar à deficiência na interface dente/restauração, provocando infiltração marginal. O caso clínico descrito pretende ilustrar os passos fundamentais para a obtenção de uma adequada restauração em resina composta pela técnica direta. Paciente procurou serviço odontológico e no exame clínico notou-se restauração insatisfatória de Classe II no dente 46 (Figura 1). Após anestesia e isolamento absoluto do campo operatório, a restauração antiga foi

removida com fresa multilaminada em alta rotação (Figura 2). Especial cuidado foi tido para manter a cavidade com margens regulares e nítidas (Figura 3). O maior desafio em se restaurar a área proximal pela técnica direta é manter um adequando ponto de contato. Para tal, foi indicado utilizar uma matrix metálica pré-fabricada estabilizada por grampo específico Contact Matrix (Cosmedent). Esse dispositivo permite um adequado ponto de contato porque além de permitir o posicionamento de resina na região, promove um ligeiro afastamento interproximal, o que garante um excelente ponto de contato (Figura 4). Após aplicação do adesivo Adper Single Bond 2 (3M ESPE), nota-se cavidade com aspecto caramelizado, receptiva à resina composta (Figura 5). Os incrementos de resina composta Z 350XT (3M ESPE) foram gradativamente levados à cavidade, acomodados e esculpidos com instrumento específico, espátula Multiuse (Cosmedent) (Figura 6). Incremento a incremento finalizou-se a aplicação de resina composta. Uma sutil pigmentação foi realizada com pigmento fotopolimerizável da cor marrom escura (Creative Color, Cosmedent) (Figura 7). O brilho final foi obtido com escova de carbeto de silício (Cosmedent) (Figura 8). A resina de nanopartícula combinada com um adequando protocolo de aplicação resulta em um resultado satisfatório no qual mesmo com a superfície seca pode-se notar o mimetismo da restauração com o dente natural, além de uma ótima lisura superficial evidenciada pelo alto brilho da resina (Figuras 9 e 10).

Por Prof. Dr. William Kabbach Mestre e Doutor em Dentística Restauradora - Unesp Araraquara

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Figura 4

Figura 5

Figura 6

Figura 7

Figura 8

Figura 9

Figura 10


Serviços exclusivos para associados da APCD/ABCD

Preparamos para você descontos especiais em produtos e serviços!

®

ESTERILIZAÇOES EM “01”MINUTO

Acesse o Clube de Benefícios da APCD: Mais informações:

11 2223-2369 ou 11 2223-2370

www.apcd.org.br/clubedebeneficios coordenacao.ss@apcdcentral.com.br


30

APCD Jornal - Janeiro 2012

Fique por dentro da APCD CEAPs

COEL

Passeio

Conselho de EAPs se prepara

Comitê dos 100 anos da APCD promove

as eleições do Conselho Acadêmico

para o 30o CIOSP

trilha no Parque Estadual da Serra do Mar

Página 31

Página 32

Página 34

Confira o Edital de Convocação para

Fotos: Mariana Pantano

EAP realiza confraternização de final de ano Na ocasião, professores tiveram a oportunidade de conhecer os benefícios da linha Gold de Implantes da empresa Conexão Sistemas de Prótese, em primeira-mão Por Mariana Pantano Em 17 de dezembro, professores da EAP APCD estiveram reunidos na sede da APCD para uma confraternização de final de ano. Na ocasião, eles conheceram o novo produto da Conexão Sistema de Prótese: a linha Gold de Implantes, criada para facilitar o trabalho dos Cirurgiões-Dentistas e trazer mais benefícios para o tratamento com implantes. No período da manhã, os professores de Implantodontia, Paulo Perri de Carvalho e Carlos Nelson Elias, ministraram uma palestra de apresentação e manejo sobre o novo produto da empresa para o corpo docente da EAP APCD. Neste dia, também ocorreu o lançamento da loja da Conexão, localizada no 4º andar da APCD Central, onde todos os produtos da empresa serão expostos e vendidos para professores, alunos e associados da entidade que queiram ter acesso fácil e rápido a todas as novidades da empresa. O presidente da Conexão Sistema de Próteses, Rodolfo Cândia Alba Junior, ressaltou mais essa parceria entre a empresa e a APCD. “Nós, da Conexão, estamos orgulhosos de estar presentes nesse evento e fazer o lançamento deste kit cirúrgico que o Brasil e a América Latina vão receber a partir de janeiro, no CIOSP, criado com o propósito de facilitar o trabalho

Palestras de apresentação e manejo do novo produto da empresa foram realizadas para o corpo docente da EAP

do Cirurgião-Dentista. O produto foi desenvolvido com alta tecnologia para que o Cirurgião-Dentista tenha a oportunidade de planejar melhor seu tratamento e resolver seus casos clínicos. Durante as palestras, os professores da EAP tiveram acesso a uma série de informações de como o conjunto dessas tecnologias contribui para um tratamento mais seguro e previsível. Os professores da EAP APCD puderam obter conhecimento sobre o produto em primeira-mão, e eles serão os grandes responsáveis  por propagar essa novidade para todos os outros Cirurgiões-Dentistas. Também é um prazer para a Conexão estar presente na APCD com uma loja, que será um ponto de distribuição oficial da empresa.” Adriano Albano Forghieri, presidente da APCD, disse que o evento foi muito importante, pois marca o estreitamento da parceria já existente entre a associação e a Cone-

a Implantodontia está sendo muito competitiva e as empresas brasileiras estão investindo pesado para tornar o produto brasileiro diferenciado. “O preço desse material de alta qualidade é muito elevado, e a necessidade de tratamentos com implantes é cada vez maior, portanto, fica inviável comprar produtos importados. É possível perceber que os produtos nacionais têm cada vez mais qualidade.” A  Professora Diretores da APCD com diretores da Conexão no espaço em que a empresa terá uma loja na APCD Central de  Implantodontia, Adriana Menin, acredita que a especialidade está tenxão. “Com a loja da Conexão dentro Cerri, explica que o lançamento do do cada vez maior destaque na da APCD, professores e alunos da en- produto da Conexão é muito impor- Odontologia e os materiais estão tidade terão acesso fácil aos produ- tante, pois se trata de um tecnologia ficando mais acessíveis, “o que tos da empresa. A APCD está muito revolucionária. “É um motivo de or- acaba facilitando o trabalho do contente com a inauguração da loja gulho muito grande ter a Conexão Cirurgião-Dentista.” e com a demonstração das novas li- como parceira da EAP APCD.” Depois das palestras, um nhas de produtos que possuem quaO coordenador e Professor do churrasco de confraternização, lidade e promovem o exercício de curso de Implantodontia da EAP patrocinado pela Conexão, foi uma Odontologia mais segura.” APCD, Arnaldo Gaspar de Oliveira oferecido a todos os professores O diretor da EAP APCD, Artur Junior, afirma que há algum tempo e convidados. n


APCD Jornal - Janeiro 2012

COEL

Cursos e carreira

Edital de Convocação para eleições da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas APCD Conselho Acadêmico O Conselho Eleitoral da APCD, de acordo com os artigos 79 e 80 do Estatuto Social e no uso de suas atribuições, determina e torna pública a data de 16 de maio de 2012 para eleição dos presidentes e vice-presidentes dos Conselhos Acadêmicos das Regionais e Representantes dos associados acadêmicos das Faculdades de Odontologia do Estado de São Paulo, referente à gestão junho de 2012 a junho de 2013 (artigo 48 parágrafos 1 e 2). I. Presidente e vice-presidente do Conselho Acadêmico de cada Regional, compondo uma chapa, serão eleitos pelos associados acadêmicos das respectivas Regionais. Representante Acadêmico será eleito pelos respectivos associados acadêmicos de cada Faculdade de Odontologia do Estado de São Paulo. Os candidatos mais votados após o representante eleito serão considerados suplentes, obedecida a ordem de classificação. LOCAL E HORÁRIO DE VOTAÇÃO I. Para as eleições do Conselho Acadêmico, preferencialmente nas respectivas sedes das Regionais, em horários estabelecidos pelas mesas eleitorais e em um período não inferior a 4 horas; II. Para as eleições dos Representantes Acadêmicos, preferencialmente nas respectivas Faculdades, em horários e períodos estabelecidos pelas mesas eleitorais de acordo com a rotina de cada Instituição de Ensino. DAS INSCRIÇÕES I. As inscrições serão feitas em formulários próprios elaborados pelo COEL em três vias, devendo ser enviadas e protocoladas na Secretaria dos Conselhos na APCD Central, sito a Rua Voluntários da Pátria, 547, 1º andar – Santana – Capital – SP para as Regionais e Faculdades da capital e nas respectivas secretarias para as Regionais e Faculdades do interior do Estado, com encaminhamento da 1ª via para a APCD Central; II. Prazo de inscrição encerra-se no dia 30 de março de 2012, às 20h, na APCD Central e até o término do expediente nas respectivas secretarias das Regionais; III. As inscrições para os Conselhos Acadêmicos deverão ser por chapas completas, com presidente e vice-presidente, e para os Representantes Acadêmicos, individualmente. DOS CANDIDATOS I. Poderão se candidatar todos os associados acadêmicos quites com suas obrigações associativas e cuja graduação prevista seja posterior a junho de 2013.

São Paulo, 23 de novembro de 2011. Roberto Shigueru Matsuda - Presidente do Coel Alfredo Marotti - Secretário do Coel

Centro Técnico Competência e Credibilidade Desde que foi fundado, em 2002, o Centro Técnico APCD já formou 1.519 alunos em cursos reconhecidos pela Secretaria Estadual de Educação (MEC). Atualmente, 312 alunos desfrutam da qualidade de ensino aliado à tecnologia de ponta oferecida pela APCD.

Cursos previstos para 2012

• Técnico em Saúde Bucal (TSB)* • Auxiliar em Saúde Bucal (ASB)* • Especialização em Âmbito Hospitalar para o TSB* • Técnico em Prótese Dentária* • Cuidador de Idosos* • Noções de Recepção e Acolhimento do Paciente • Instrumentação Cirúrgica em Odontologia (ambulatorial e hospitalar) • Especialização em Prótese Ortodôntica para o TPD • Treinamento para o pessoal auxiliar no atendimento a pacientes com necessidades especiais *Cursos Conveniados com o MEC/PROEP - 50% dos alunos com gratuidade

Cursos de Atualização para Técnicos em Prótese • Metalocerâmica para Iniciantes • Cerômero • Cerômero sobre Fibrex Pôntico • Metalocerâmica Intermediário • Cerâmica Metal Free Informações: (11) 2223-2464 ou 2223-2465 E-mails: secretaria.cte@apcdcentral.com.br ou contato.cte@apcdcentral.com.br

31


32

APCD Jornal - Janeiro 2012

Ceaps

Esportes

Conselho de EAPs da APCD faz última reunião em 2011 e se prepara para o 30° CIOSP Em 03 de dezembro, o Conselho das Escolas de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (CEAPs) esteve reunido com os diretores das EAPs e com os diretores dos Departamentos Científicos das Regionais, na sede da entidade. Vários assuntos foram abordados. Primeiramente, retomamos o assunto dos contratos que a APCD faz com os ministradores tanto da Central como das Regionais. Esse contrato vem ao longo do tempo sofrendo algumas modificações necessárias à medida que vão surgindo circunstâncias que nos alertam para situações futuras. Sendo assim, o tema foi levado à plenária e discutido os pontos favoráveis e contrários. Esse debate foi realizado entre os participantes da reunião e o assessor jurídico da APCD, André Depari, cuja presença tem sido frequente em nossas reuniões. Após consenso e aprovação, Depari colocou as sugestões em linguagem jurídica e nos enviou para que pudéssemos transmitir a todas as Regionais. Assim como esse contrato, temos muitos outros como, por exemplo, os contratos de Aluno/APCD, Professor/ APCD,  Inadimplência e Manual de Documentação Clínica, que são meios para nos cercarmos de segurança para o bom andamento dos trabalhos dentro das APCDs. Algumas adequações também foram necessárias junto à parte fiscal da APCD, e esse assunto foi amplamente discutido em nossas reuniões, inclusive, em uma delas solicitamos a presença dos contadores das Regionais, pois é de extrema importância para o futuro da entidade que todas tenham o mesmo comportamento, o mesmo tipo de documentação, e as mesmas atitudes frente a determinadas situações administrativas. É importante ressaltar que somos (Regionais) parte de um todo

(Central), sendo assim, temos que nos comportar igualmente. É para isso que existem os Conselhos dentro da Central, para podermos conversar e decidir os passos futuros de nossa entidade. O 30° CIOSP está chegando e nos traz muitas expectativas, pois é o primeiro ano que o CEAPs será parte integrante da grade científica com conferências dos ministradores indicados pelas Regionais. Agradeço o empenho do nosso presidente, Adriano Forghieri, e dos vice-presidentes, Juscelino Kojima e Wilson Chediek, do presidente do Conselho de Regionais, José Luiz Negrinho, além, é claro, do presidente do 30° CIOSP, Carlos Battaglini, e toda a comissão organizadora do evento em nome da Elizabeth Callegari, coordenadora executiva do Departamento de Congressos e Feiras da APCD, e do Waldyr Romão, coordenador científico do 30° CIOSP. Todos nos auxiliaram na viabilização desse sonho, que tomou forma e que se tornará realidade a partir do dia 28 de janeiro. A próxima reunião do CEAPs será realizada durante o Congressão, no dia 28, das 12h às 14h, na sede da APCD Central. Espero poder contar com a presença dos colegas diretores e de todos aqueles que têm nos apoiado e fortalecido o CEAPs, bem como dos que assumiram comigo essa empreitada, Ilka Maria Bonachella, Rada El Achkar e Artur Cerri. Aproveitando esse espaço, deixo meus sinceros agradecimentos a todos por mais um ano de convivência boa e sadia, e desejo que 2012 seja mais um ano de realizações para a nossa APCD, e de muita saúde e trabalho na vida particular de cada um de nós. Por Liris Silmar Jacintho Pereira Presidente do CEAPs

Confraternização de Final de Ano No dia 07 de dezembro de 2011, celebramos com alguns frequentadores do Departamento de Esportes a nossa tradicional Confraternização de Natal, onde tivemos muitos quitutes saborosos, brincadeiras e presentes. Mas, o mais importante foi estarmos juntos e nos divertirmos em um ambiente que procuramos sempre tornar agradável para nossos frequentadores. Aproveitamos para convidar todos aqueles que queiram participar das atividades do Departamento de Esportes, já que estamos iniciando um novo ano. Venha e não adie mais a promessa que todos fazemos de ter um pouco mais de qualidade de vida. Desejamos a todos um ano e uma vida repleta de saúde, amor, paz e prosperidade. Um grande abraço de todos os colaboradores do Departamento de Esportes da APCD. Diretoria do Departamento de Esportes da APCD


5 0.0

8 43

4

FAZ PARTE 3 14 .41

68

SE O SEU CARTÃO É ACEITO NO RESTAURANTE DO BAIRRO AO BISTRÔ PARISIENSE, VOCÊ

Com o novo cartão Diners Club Exclusive APCD você só tem a ganhar: Produtos Odontológicos com descontos em estabelecimentos credenciados pela APCD1 Troca de pontos por passagem aéreas, revistas, anuidades e muito mais2 Cada dólar gasto vale 1,5 ponto para troca por viagens, entretenimento e muito mais2 Pré-venda de ingressos e 25% de desconto em shows no Credicard Hall, Citibank Hall SP e RJ3 Acesso a mais de 100 salas VIP nos principais aeroportos do mundo Diners Gourmet Experience: almoço e jantar com 50% de desconto no prato e sobremesa para titular e acompanhante4 Van service: transporte gratuito para aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo5

Aceito em todos os estabelecimentos com as máquinas

e

Ligue (11) 2223-2363 ou (11) 2223-2300 das 9h às 18h de segunda a sexta-feira ou por

36 .4 1 14

Exclusive APCD, solicite o seu cartão e receba 70% de desconto na primeira anuidade6.

8

Se você ainda não tem o seu cartão Diners Club

e-mail: beneficios.apcd@apcdcentral.com.br e peça já o seu.

(1) É de responsabilidade da APCD a negociação e manutenção das parcerias. (2) Consulte o Regulamento do Programa e suas condições e restrições no site www.diners.com.br. (3) As datas de pré-vendas e shows podem sofrer alteração sem prévio aviso e a venda está limitada a 8 ingressos por cartão. O benefício de 25% de desconto não é cumulativo com outros descontos, exceto para a aquisição de meia entrada, e está limitado a 10% da capacidade da casa de espetáculo e sujeito à disponibilidade de lugares. Desconto aplicável para diversos setores (camarote, pista, mesa, entre outros). Vendas limitadas a 4 ingressos por cartão. (4) O programa é válido para o titular e/ou adicionais dos cartões Diners Club International e Diners Club Exclusive (Associados) e um acompanhante. Para participar da promoção, é necessário que o Associado esteja acompanhado. Caso mais de um Associado utilize a promoção por mesa, é necessário informar no momento da reserva. As reservas devem ser feitas com 24 horas de antecedência ao horário da refeição. Promoção não-cumulativa com outras ofertas no mesmo estabelecimento. O Associado poderá utilizar o benefício quantas vezes quiser, no prazo de validade da promoção. Desconto válido para o prato principal e sobremesa; não estão incluídas bebidas, entradas e taxas de serviço. Oferta válida para todos os dias da semana no almoço e no jantar, exceto feriados e datas especiais. Todas as despesas adicionais devem ser pagas com os cartões Diners Clássico ou Diners Exclusive. A administradora dos cartões Diners Clássico e Diners Exclusive não se responsabiliza pelos serviços prestados nos estabelecimentos. Consulte o regulamento do Programa Diners Gourmet Experience em www.diners.com.br/gourmet. (5) Consulte os trajetos e horários que estão à disposição nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro pelo site www.diners.com.br. (6) A oferta da anuidade com 70% de desconto é válida até 31/01/2012 e somente para o primeiro ano de contratação do cartão titular. Para maiores de 18 anos e sujeito à análise de crédito.


34

APCD Jornal - Janeiro 2012

Comitê dos 100 Anos da APCD promove trilha no Parque Estadual da Serra do Mar Após a trilha haverá um delicioso almoço (bebidas e sobremesas não inclusas). INCLUI: Transporte em ônibus fretado, trilha, lanche de trilha, almoço e seguro viagem.

Participe do passeio e integre-se à natureza!

A trilha será realizada no Núcleo Santa Virgínia, em São Luiz do Paraitinga, no dia 11 de março. O Núcleo Santa Virgínia protege um dos principais formadores do Rio Paraíba do Sul, o Rio Paraibuna, e possui várias cachoeiras que podem ser visitadas e exploradas pela prática do rafting. Sua fauna é caracterizada por possuir grande diversidade de espécies, sendo al-

gumas consideradas ameaçadas de extinção, como a onça parda, o mono carvoeiro, a anta, o macuco, a jacutinga e a pirapitinga, que é uma espécie endêmica da bacia hidrográfica do Rio Paraibuna. A Trilha do Pirapitinga permitirá um convívio maior com a floresta ao percorrer as margens do Rio Paraibuna e o Rio Ipiranga com suas corredeiras, cachoeiras e piscinas naturais.  Sua extensão é de

5.600m (ida e volta), com um nível moderado de dificuldade, levando aproximadamente quatro horas para o percurso total. O QUE LEVAR: É obrigatório o uso de calçado fechado (bota ou tênis), repelente, protetor solar, capa de chuva, roupa e calçado extra (deixar no ônibus) e, se alérgico, medicamentos pessoais.

Mais informações e reservas no Departamento Social/Cultural:  (11) 2223-2474, falar com Juliana, ou pelos telefones (11) 2205-5351 e 9848-9457, falar com Silvia Sugaya. n


APCD Jornal - Janeiro 2012

35

Notícias da EAP Artur Cerri

Diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD

arturcerri@uol.com.br

Nesta primeira edição de 2012 do APCD Jornal, vamos dedicar nosso espaço para homenagear uma das razões do sucesso da EAP APCD: NOSSOS PROFESSORES. No dia 30 de janeiro, durante o CIOSP, na APCD Central, serão laureados todos os professores com mais de 15 anos de dedicação à EAP e que representam todos os demais docentes que fazem da EAP uma entidade atualizada com tradição e experiência. Neste ano, a EAP comemora 57 anos de existência e glórias, e muitos dos nossos professores estão na entidade desde seus primórdios. A você, professor da EAP, nosso muito obrigado! Agradecemos, também, a todos os ex-diretores da EAP que contribuíram para a pujança da entidade. ANTÔNIO CASTELO BRANCO TEIXEIRA (35 anos de EAP) A EAP, ao longo de sua existência, tem proporcionado a seus alunos modernas técnicas de ensino pedagógico. AÔNIO GENÍCOLO VIEIRA (24 anos de EAP) EAP - Escola que sempre teve como meta e objetivo principal o aprimoramento profissional do Cirurgião-Dentista. APARECIDA IZILDINHA PAGANOTTI MAZZO GARCIA (28 anos de EAP)   EAP: excelência em ensino, infraestrutura e valorização profissional. Sinto-me orgulhosa de fazer parte desta história desde a década de 1980. CID FERRAZ (26 anos de EAP) A Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD é inegavelmente, sem precedentes, a extensão complementar curricular para todos os Cirurgiões-Dentistas. CRISTIANE FERNANDES SAES LOBAS (17 anos de EAP e CTE) A EAP, além de proporcionar ensino de qualidade ao Cirurgião-Dentista, inovou através

do Centro Técnico, capacitando toda a equipe de apoio dentro de preceitos éticos, sempre construindo um futuro de sucesso para a Odontologia. DANIEL KHERLAKIAN (20 anos de EAP) Símbolo de seriedade e comprometimento com a excelência na formação profissional.

pecialização e formação de profissionais,  independentemente de sua origem acadêmica. Sua pluralidade e imparcialidade são o que tornam seu ensino ímpar, pois permite a livre escolha por parte dos que a procuram. HÉLIO RUI DUTRA (15 anos de EAP) A EAP é a minha casa.

profissional, atualização e compromisso social. LUCIANO DA SILVA CARVALHO (17 anos de EAP) É com muito orgulho que há dezessete anos pertenço ao quadro de professores desta pioneira e renomada Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, considerada a mais respeitada e importante escola particular de pós-graduação em Odontologia no Brasil.

DENISE TIBÉRIO (17 anos de EAP) Agradeço a EAP pela oportunidade e parabenizo pela coragem de investir em uma nova especialidade, a ‘Odontogeriatria’, oferecendo um curso com programa diferente dos já existentes.

JOÃO GUALBERTO DE CERQUEIRA LUZ (19 anos de EAP) É uma satisfação ser ministrador da EAP APCD, onde recebemos todo apoio para nossas atividades didáticas e podemos formar colegas de todo o estado, do país e até do exterior.

EDUARDO MIYASHITA (20 anos de EAP) A Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD é um orgulho da Odontologia brasileira, sendo o maior símbolo da luta de gerações de associados pela valorização profissional e busca constante do aprimoramento científico.

JOÃO BENEVENUTO (19 anos de EAP) EAP: a visão de um futuro melhor!

MARIO LUÍS ZUOLO (25 anos de EAP) EAP - base e suporte da carreira profissional.

JOÃO GRIMBERG (20 anos de EAP) Oportunidade para ampliar os conhecimentos e contribuir para o aperfeiçoamento da especialidade.

NOBORU IMURA (35 anos de EAP) A EAP é o nosso centro cultural, onde procuramos adquirir e reciclar os conhecimentos técnico-científicos.

JOÃO MARCELO FERREIRA DE MEDEIROS (20 anos de EAP) EAP significa aprimoramento

RUY HIZATUGU (42 anos de EAP) A EAP - Escola de Aperfei-

HENRIQUE CERVEIRA NETTO (37 anos de EAP ) A EAP da APCD cumpre papel fundamental na atualização, es-

Não podemos deixar de agradecer, também, as empresas CONEXÃO - SISTEMAS DE PRÓTESE e ORAL-B, que sempre estiveram juntas com a EAP durante o ano de 2011.

LISTER ANDRÉ BARRICHELLO TOSELLO (19 anos de EAP) EAP - estudo contínuo e sempre atualizado.

çoamento Profissional da APCD - tem como objetivo o aprimoramento técnico-científico da Odontologia brasileira. O aprimoramento é baseado em três pilares fundamentais: experiência clínica, biologia celular/ molecular e literatura científica. Estes três pilares constituem a base da Odontologia baseada em evidências. SIDNEY RAFAEL DAS NEVES (15 anos de EAP) EAP - inovando sempre com qualidade. SILVIO BORAKS (40 anos de EAP) A EAP APCD é uma das entidades de pós-graduação que mais forma e atualiza Cirurgiões-Dentistas em todas as especialidades, de modo eminentemente prático, preparando com eficiência o aluno pós-graduado para a vida profissional. WALDYR ANTÔNIO JORGE (28 anos de EAP) A EAP APCD tem a excelência que se requer de uma pósgraduação. Ao longo de sua história, contribuiu na busca da qualidade de referência nacional, atendendo no aperfeiçoamento e na formação das especialidades odontológicas. Saúdo em nome do Professor Artur Cerri a todos os ex-dirigentes que construíram a trajetória de sucesso da EAP. Twitter da EAP Siga a EAP APCD pelo twitter @eapapcd. Fale conosco!


Confira os próximos cursos que a EAP APCD preparou para você!

Cursos de Atualização IMPL/2012H - Especialização em Implantodontia

REDUZA A QUANTIDADE DE PARCELAS E GANHE 10% DE DESCONTO NOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO *Os valores serão atualizados a cada 12 meses de curso (IPC-FIPE)

Cursos de Especialização PERIO/2012F – Especialização em Periodontia

Ministrador: Luis Fernando Ferrarri Bellasalma e equipe Início: 14/03/2012 Término: março/2013 Investimento: 12X de R$ 720,00 ou 6X de R$ 1.296,00 bellacon@uol.com.br

ORTO/2012K - Especialização em Ortodontia

Ministradora: Katia Regina Izola Simone e equipe Seleção: 15/02/2012 – entrevista e análise de currículo – 9h Início: 29/02/2012 Término: 30/01/2015 Investimento: 36X de R$ 1.350,00 ou 30X de R$ 1.458,00 Realização: quartas e quintas -quinzenalmente – das 8h às 18h Carga horária: 1.152h krisimone.simone@gmail.com

ORTO/2012 - Especialização em Ortodontia

Ministrador: Luciano da Silva Carvalho e equipe Seleção: 19/03/2012 – entrevista e análise de currículo – 9h Início: 09/04/2012 Término: 30/05/2015 Investimento: 36 x de R$1.500,00 Realização: segundas-feiras - semanalmente – das 8h às 18h Carga horária: 1.240h luscarvalho@uol.com.br

ORTOP/2012 - Especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares

Ministrador: João Alberto Martinez e equipe Início: 19/04/2012 Término: 18/09/2014 Investimento: 30X de R$ 1.780,00 ou 24X de R$ 2.003,00 Realização: quintas, sextas e sábados mensalmente – das 8h às 18h Carga horária: 1.280h jamtz2@uol.com.br

IMPL/2012A - Especialização em Implantodontia

Ministrador: Adilson Sakuno e equipe Início: 26/03/2012 Término: 26/11/2014 Investimento: 33X de R$ 1.110,00 ou 27X de R$ 1.221,00 Realização: terças e quartas - mensalmente – das 8h às 18h Carga horária: 1.066h adilson.sak@gmail.com

Ministrador: Heitor Reis e equipe Início: 23/02/2012 Término: 29/03/2014 Investimento: 24X de R$ 980,00 ou 18X de R$ 1.176,00 Realização: quintas, sextas e sábados – mensalmente - das14h às 22h Carga horária: 1.105h hbreis@iopodonto.com.br

PROTE/2012O - Especialização em Prótese Dentária

Ministrador: Orlando Magalhães Filho e equipe Seleção: 07/03/2012 – entrevista – 14h Início: 14/03/2012 Término: 19/03/2014 Investimento: 24X de R$ 950,00 ou 18X de R$ 1.140,00 Realização: quartas-feiras - semanalmente – das 14h às 22h magalhaesfilho59@hotmail.com

ODONP/2012 – Especialização em Odontopediatria

Ministradora: Sandra Kalil Bussadori e equipe Seleção: 03/03/2012 – entrevista – 10h Início: 05/04/2012 Investimento: 20X de R$ 700,00 ou 15X de R$ 840,00 Realização: quinta, sexta e sábado - das 8h às 18h - mensalmente Carga horária: 750h – 20 meses skb@osite.com.br

PACIE/2012 – Especialização para Pacientes com Necessidades Especiais

Ministradora: Maria Cristina Duarte Ferreira e equipe Seleção: 20/03/2012, às 14h –Prova escrita, entrevista e análise de currículo Início: 21/03/2012 Término: 24/08/2013 Investimento: 18X de R$ 800,00 ou 12X de R$ 1.080,00 Realização: terças, quartas, quintas e sextas – mensalmente – 18 meses duarteferreira@uol.com.br

ENDO/2012 - Especialização em Endodontia

Ministradores: Ruy Hizatugu e Kazuzo Okino Neto Início: 09/02/2012 Investimento: 23X de R$ 1.200,00 ou 17X de R$ 1.462,00 Realização: quintas, sextas e sábados – mensalmente - 23 meses Horários: quintas e sextas, das 8h às 18h, e sábados, das 8h às 12h Carga horária: 920h ruyhizatugu@uol.com.br IMPLA/2012 – Especialização em Implantodontia (Sistema Conexão)

Ministradores: Eduardo Mukai, Marcio Martins e equipe Seleção: 22/02/2012, às 9h – entrevista e análise de currículo Início: 28/03/2012 Término: 20/02/2014 Realização: quartas, quintas e sextas – das 14h às 22h - mensalmente Carga horária: 1.066h Investimento: 24X de R$ 900,00 ou 18X de R$ 1.080,00 emukai@allnet.com.br

Cirurgia

TPC/122 A14 – Extensão em Cirurgia Oral e Bucomaxilofacial

Ministrador: João Gualberto de Cerqueira Luz e equipe Início: 15/03/2012 Término: 26/07/2012 Realização: quintas-feiras – semanal – das 8h às 17h Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 380,00 Recém-formado e Melhor idade - 5X de R$ 190,00 jgcluz@usp.br

TPC/03 A14 – Cirurgia Oral para o clínico geral

Ministrador: Sidney Rafael das Neves e equipe Início: 16/03/2012 Término: 23/11/2012 Realização: sextas-feiras – semanal – das 8h às 12h Investimento: Associado APCD – 9X de R$ 400,00 Recém-formado e Melhor idade – 9X de R$ 200,00 srneves@uol.com.br

TPC/106 A14 – Cirurgia Oral Avançada

Ministrador: Sidney Rafael das Neves e equipe Início: 16/03/2012 Término: 23/11/2012 Realização: sextas-feiras – semanal – das 8h às 12h Investimento: Associado APCD – 9X de R$ 450,00 Recém-formado e Melhor idade – 9X de R$ 225,00 srneves@uol.com.br

TPC/107A14 – Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral e Noções de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Módulo I

Ministrador: Waldyr Antônio Jorge e equipe Início: 13/03/2012 Término: 10/07/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 13h às 21h Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 400,00 Recém-formado e Melhor idade – 5X de R$ 200,00 wajorge@usp.br

TPC/127A14 – Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral e Noções de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Módulo II

Ministrador: Waldyr Antônio Jorge e equipe Início: 06/03/2012 Término: 10/07/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 13h às 21h Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 420,00 Recém-formado e Melhor idade – 5X de R$ 210,00 wajorge@usp.br

TPC/100A14 – Capacitação em Cirurgia Ortognata Ministradores: E. Levy Nunes e equipe Início: 10/02/2012 Término: 18/01/2013 Realização: sextas e sábados – mensalmente – sexta, das 14h às 22h30, e sábado, das 8h30 às 18h Investimento: Associado APCD – 12X de R$ 2.000,00 Melhor idade – 12X de R$ 1.000,00 Pré-requisito: Especialistas em Ortodontia e/ou Cirurgia Bucomaxilofacial levynunes@terra.com.br

Endodontia

TPC/69 A14 – Endodontia com tecnologia para o clínico geral Ministrador: Mario Luis Zuolo e equipe Início: 13/03/2012 Término: 03/07/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 8h às 12h Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 400,00 Recém-formado e Melhor idade: 5X de R$ 200,00 mlzuolo@uol.com.br

TPC/53A14 – Endodontia contemporânea Ministradores: Marina Tosta, Noboru Imura, Shaiana Kawagoe, Marcelo Toshio e equipe Início: 08/03/2012 Término: 05/07/2012 Realização: quintas-feiras – semanal – das 16h às 20h Investimento: Associado APCD – 4X de R$ 400,00 Recém-formado e Melhor idade – 4X de R$ 200,00 marinatosta@terra.com.br

TPC/92 A14 – Endodontia em sessão única - Módulo I Ministrador: Eduardo Kado e equipe Início: 19/03/2012 Término: 25/06/2012 Realização: segundas-feiras – semanal – das 18h30 às 22h30 Investimento: Associado APCD – 4X de R$ 390 Recém-formado e Melhor idade – 4X de R$ 1800,00 edukado@hotmail.com

TPC/130 A14 – Endodontia em Sessão Única – Módulo II Ministrador: Gustavo Meneghine e equipe Início: 19/03/2012 Término: 25/06/2012 Realização: segundas-feiras – semanal – das 18h30 às 22h30 Valores: Efetivos - 4X de R$ 400,00 Recém formados e Melhor Idade - 4X de R$ 200,00 meneghine@globo.com


57 anos dedicados à Odontologia em ensino continuado de qualidade

Prótese

TPL/76A14 – Prótese Fixa Estética

Ministradores: Aônio Genícolo Vieira e José Custódio Feres Vieira Início: 14/03/2012 Término: 27/06/2012 Realização: quartas-feiras – semanal – das 19h às 23h Investimento: Associado APCD – 4X de R$ 200,00 Recém-formado e Melhor idade - 4x de R$ 100,00 aonio@aoniovieira.com.br

TPC/31A14 – Prótese Fixa Convencional e Metal Free

Ministrador: Alfredo Mikail Melo Mesquita e equipe Início: 19/03/2012 Término: 16/07/2012 Realização: segundas-feiras – semanal – das 18h30 às 22h30 Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 500,00 Recém-formado e Melhor idade – 5X de R$ 250,00 alfmikail@ig.com.br

TPC/61A14 – Prótese sobre Implante

Ministradores: Jarbas Eduardo Martins, Eliane Maria Gabriel Braga e equipe Início: 20/03/2012 Término: 28/08/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 8h às 12h Investimento: Associado APCD – 6X de R$ 420,00 Recém-formado e Melhor idade – 6X de R$ 210,00 jarbas_martins@uol.com.br

Clínica Integrada TPC/126A14 – Clínica odontológica integrada com ênfase em Endodontia, Dentística, Periodontia e Prótese Ministrador: Miguel S. Haddad Filho e equipe Início: 06/03/2012 Término: 30/10/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 8h30 às 17h30 Investimento: Associado APCD – 8X de R$ 150,00 Acadêmico, recém-formado e melhor idade – 8X de R$ 75,00 haddadf@usp.br

Realização: quartas-feiras – semanal – das 8h às 12h Carga horária: 96 horas/aula Investimento: Associado APCD – 7X de R$ 400,00 Recém-formado e Melhor idade – 7X de R$ 200,00 bio.implante.ex@gmail.com

TPC/39 A14 – Atualização em Implantodontia – Módulo Cirúrgico e Protético (APOIO CONEXÃO)

Ministrador: Adilson Sakuno e equipe Início: 14/03/2012 Término: 10/10/2012 Realização: quartas-feiras – quinzenal - das 8h às 18h Investimento: Associado APCD – 8X de R$ 600,00 Recém-formado e Melhor idade – 8X de R$ 300,00 adilson.sak@gmail.com

TPD/38A14 – Curso de Capacitação em Micro Implantes para Ancoragem Ortodôntica

Ministrador: Adilson Sakuno e equipe Início: 02/03/2012 Término: 03/03/2012 Realização: sextas-feiras, das 8h às 18h, e sábado, das 8h às 12h Investimento: Associado APCD, Recémformado e Melhor idade – 1X de R$ 500,00 adilson.sak@gmail.com

TEO/30A14 – 1º Simpósio da EAP sobre Biomateriais na Implantodontia

Ministrador: Arnaldo Gaspar de Oliveira Junior e equipe Realização: 02/03/2012 – sexta-feira – das 8h às 18h Investimento: Associado APCD – 1X de R$ 150,00 Acadêmico/Recém-formado e Melhor idade – 1X de R$ 75,00 bio.implante.ex@gmail.com

TPC/52A14 - Implantodontia com ênfase em Cirurgia Plástica Periodontal Ministrador: Rodrigo Tadashi Martines e Equipe Início: 12/03/2012 Término: 18/06/2012 Realização: segundas-feiras – quinzenal – das 8h às 18h Carga horária: 64 horas/aula Investimento: Associado APCD – 4X de R$ 450,00 Recém-formado e Melhor idade – 4X de R$ 225,00 tdmartines@yahoo.com

Periodontia Implante

TPC/70A14 – Curso Básico em Implantodontia

Ministrador: Arnaldo Gaspar de Oliveira Junior e equipe Início: 15/02/2012 Término: 29/08/2012

TPC/07A14 – Periodontia e Cirurgia Periodontal Estética e Pré-Protética – Módulo I

Ministrador: Eduardo de Mesquita Sampaio e equipe Início: 06/03/2012 Término: 11/12/2012

INSCRIÇÃO MAIS FÁCIL: As inscrições para os cursos da EAP poderão ser feitas pelo e-mail secretaria1.eap@apcdcentral.com.br ou pelos telefones:

11 2223-2307 / 2407

Realização: terças-feiras – semanal – das 17h às 21h Carga horária: 144 horas/aula Investimento: Associado APCD-10x de R$ 470,00 Recém-formado e Melhor Idade - 10x de R$ 235,00 eduardo@periodonto.net

TPC/06A14 – Periodontia e Cirurgia Periodontal Estética e Pré-Protética – Módulo II

Ministrador: Eduardo de Mesquita Sampaio e equipe Início: 06/03/2012 Término: 11/12/2012 Realização: terças-feiras – semanal – das 17h às 21h Carga horária: 144 horas/aula Investimento: Associado APCD – 10X de R$ 480,00 Recém-formado/Melhor idade – 10X de R$ 235,00 Pré requisito: Ter participado do Curso de Periodontia e Cirurgia Periodontal – Módulo I eduardo@periodonto.net

Autoterapia

TP/50 A14 – Autoterapia

Ministrador: Arnaldo Gaspar de Oliveira Junior e equipe Início: 07/03/2012 Término: 25/04/2012 Realização: quartas-feiras – semanal – das 19h às 21h Carga horária: 16 horas/aula Investimento: Associado APCD/Recémformado e Melhor idade – 4X de R$ 80,00 bio.implante.ex@gmail.com

Disfunção Têmporomandibular

Dentística

TPC/87A14 – Atualização em Dentística com ênfase em Estética Ministrador: Helio Rui Dutra e equipe Início: 14/03/2012 Término: 27/06/2012 Realização: quartas-feiras – semanal – das 8h às 13h Investimento: Associado APCD/Recémformado/Melhor idade – 4X de R$ 200,00 hrdutra@gmail.com

Ortodontia

TPL/82A14 – Mecânica Straight Wire em Typondont

Ministrador: Sergio G. Iafigliola e equipe Início: 07/03/2012 Término: 12/12/2012 Realização: quartas-feiras – quinzenal – das 8h às 16h30 Investimento: Associado APCD – 10X de R$ 410,00 Recém-formado e Melhor idade - 10X de R$ 205,00 sergio_giamas@yahoo.com.br

TPL/83 A14 – Ortodontia e Ortopedia Facial: diagnóstico, planejamento e interceptação de má oclusões

Ministrador: Sergio G. Iafigliola e equipe Início: 05/03/2012 Término: 10/12/2012 Realização: segundas-feiras – quinzenal – das 8h às 16h30 Investimento: Associado APCD – 10X de R$ 380,00 Recém-formado e Melhor idade – 10X de R$ 190,00 sergio_giamas@yahoo.com.br

TPD/50 A14 – Atualização em DTM

Ministrador: Guiovaldo Paiva e equipe Início: 09/03/2012 Término: 15/06/2012 Realização: sextas-feiras – mensalmente – das 8h às 18h Carga horária: 32 horas/aula Investimento: Associado APCD/Melhor idade – 4X de R$ 250,00 gp@cdtatm.com.br

Habilitação em Laser TPC/ 86A 14 - Habilitação em Laser – Apoio ECCO - Fibras e dispositivos Ministrador: Walter J. Genovese e equipe Início: 16/03/2012 Término: 17/08/2012 Realização: sextas-feiras – quinzenal – das 14h às 20h30 Investimento: Associado APCD – 5X de R$ 30,00

SECRETARIA DO CENTRO TÉCNICO - APCD: www.apcd.org.br / EAP / CTE / Cursos secretaria.cte@apcdcentral.com.br contato.cte@apcdcentral.com.br

11 2223-2464 / 2465

TPL/86A14 – Tratamento OrtoCirúrgico (Diagnóstico, planejamento e execução “Hands On” com cirurgia de modelos) Ministrador: Marco Antonio de Lima e equipe Início: 09/02/2012 Término: 15/04/2012 Realização: quintas e sextas, das 9h às 18h, e sábado, das 8h às 12h – mensal – Segundo final de semana do mês (09/02 a 11/02, 08/03 a 10/03 e 12/04 a 14/04) Carga horária: 60 horas Investimento: Associado APCD – 3X de R$ 650,00 Recém-formado e Melhor idade – 3X de R$ 325,00 marcodelima@uol.com.br


38

APCD Jornal - Janeiro 2012

Lançamentos Colgate Plax relança sua linha de produtos, moderniza a marca e promove ações de comunicação Nova linha de produtos dinamiza a marca e apresenta campanha de comunicação 360º em parceria com as agências Energy e Young&Rubicam

Colgate, a marca mais recomendada pelos Cirurgiões-Dentistas, reapresenta a linha de enxaguantes bucais Colgate Plax. Totalmente modernizados, os produtos ganharam nova roupagem, com design mais arrojado e curvas dinâmicas para facilitar o manuseio. Além disso, os frascos também trazem uma nova tampa dosadora mais prática e segura. “A transformação tem o objetivo de modernizar a marca”, argumenta Luciana Abe, gerente de grupo de Colgate Plax. Para comunicar ao consumidor, Colgate Plax preparou uma nova campanha de TV, ações de relacionamento com o público, materiais para pontos de venda e ações on-line, com social game e aplicativo para celular. Colgate Plax repaginado chega para atender às necessidades dos consumidores cada vez mais exigentes. Segundo pesquisas internas da Colgate-Palmolive,

fabricante da linha de enxaguantes, 97% dos entrevistados avaliaram o novo design, rótulo e tampa superiores aos da concorrência, além de facilitar a identificação do produto na gôndola1. Outro benefício importante ao consumidor são as 12 horas de proteção contra a placa e bactérias, ajudando a manter uma boa higiene oral. As novidades chegam em momento oportuno para o mercado de enxaguantes bucais, apresentando grande oportunidade de crescimento. Estudos em arquivo – Pesquisa quantitativa

1

Serviço de Atendimento ao Consumidor Colgate-Palmolive SAC 0800-7037722 www.colgate.com.br Fonte: Colgate-Palmolive

FGM lança produto inovador para proteção de bráquetes ortodônticos A FGM Produtos Odontológicos desenvolveu o Top Comfort, lançamento que oferece solução eficaz e exclusiva para prevenção de lesões em tecidos moles bucais provocadas por dispositivos ortodônticos. Top Comfort é uma resina fotopolimerizável indicada para revestir e arredondar partes agudas de bráquetes, tubos e outros dispositivos fixos que estejam em contato com a buchecha ou a língua. Desta forma, evita e alivia lesões, proporcionando conforto para o paciente durante a mastigação e a fonação. Top Comfort vem pronto para o uso a partir da seringa e sua viscosidade torna fácil a aplicação, sem risco de escoamento excessivo. O material é fixo aos dispositivos por embricamento mecânico e torna-se rígido após fotoativação. Devido a ficar retido ao bráquete por mais tempo (em média 40 dias), permite a recuperação de uma eventual lesão e evita necessidade de reaplicações constantes. Outra vantagem é a estética, pois tem alta translucidez não interferindo negativamente no sorriso. O produto proporciona alto rendimento – cerca de 125 aplicações por seringa – e, após aplicado ao dispositivo fixo, apresenta dosada resistência para não ceder durante os trabalhos das reconsultas mensais. Além disso, pode ser removido sem dificuldades com pequeno alicate quando necessário.

“Top Comfort é fácil de aplicar, possui excelente tixotropia, adere facilmente ao bráquete e não solta, proporcionando conforto e segurança pelo tempo que for preciso. Em casos onde a mucosa já apresentava lesões provocadas pelo aparelho, o produto foi aplicado e houve a regressão”, relata Luis Fischer, mestre em Ortodontia (Unicid) e professor de Ortodontia da ACPPO, que realizou testes clínicos com o produto. Fonte: FGM

ProBase® - Resina Acrílica ideal para base de prótese total A Ivoclar Vivadent, multinacional europeia do setor odontológico, com filial no Brasil há mais de dez anos e com sua marca presente no mercado nacional há mais de 30 anos, lança o produto ProBase®, uma resina para base de prótese total e protocolo ideal para acrilização dos dentes Ivoclar Vivadent. O produto pode ser encontrado em duas versões, o ProBase® Hot, indicado para termo polimerização convencional, e o ProBase®Cold, que consiste em uma resina autopolimerizável, indicada para reparos e embasamentos, acrilização de próteses totais e protocolos de cargas imediatas. Apresentado nas cores rosa e transparente, os principais benefícios apresentados pelo ProBase® são: consistência de fácil manipulação, variados métodos de polimerização e estabilidade de forma e cor. O produto ProBase® é vinculado ao sistema BPS de montagem de prótese total da Ivoclar Vivadent, cujo objetivo é facilitar a estabilidade da articulação de próteses totais no meio intraoral. O ProBase® chega ao mercado nacional para melhorar ainda mais a utilização dos dentes de estoque da Ivoclar Vivadent

e possibilitar ao paciente uma melhor qualidade de vida e durabilidade das próteses. A Ivoclar Vivadent Brasil possui marca de reconhecimento mundial, e conta, hoje, com cerca de 50 funcionários e representantes distribuídos em todas as regiões do País.

Mais informações, contate o Departamento de Marketing: Vera Lúcia Vera.silva@ivoclarvivadent.com.br Luciana Latini Luciana.latini@ivoclarvivadent.com.br Tel: (11) 2424-7436 / (11) 2424-7434 Fonte: Ivoclar


Acesse o site e saiba mais:

www.apcd.org.br/associado

Indique novos associados para a APCD, ganhe pontos e concorra a prĂŞmios. Participe deste time e desfrute de todas as vantagens de ser um associado APCD!


40

APCD Jornal - Janeiro 2012

Cultura e lazer Twitter e Facebook Siga a APCD no Twitter: @apcdcentral e curta a APCD também no Facebook: facebook.com/apcdcentral

James Blunt faz quatro shows no Brasil

TOP

5

O cantor britânico, James Blunt, traz sua turnê “Some kind of trouble” ao Brasil. Os shows ocorrem em 16/01 (Teatro do Sesi, em Porto Alegre), 18/01 (Credicard Hall, em São Paulo), 20/01 (Citibank Hall, no Rio de Janeiro) e 22/01 (Chevrolet Hall, em Belo Horizonte). Com 19 milhões de cópias vendidas, Blunt atraiu a atenção do mundo em 2005 com o disco “Back to Bedlam”, que trazia o hit “You’re beautiful”. Mais informações www.ticketsforfun.com.br.

“Os Descendentes” com George Clooney no papel principal

O Drama protagonizado por George Clooney conta a história de um marido indiferente e pai ausente que após a morte acidental de sua esposa se vê obrigado a restabelecer sua relação com suas duas filhas. Eleito o melhor do ano pela associação de críticos de Los Angeles, o filme teve cinco indicações ao Globo de Ouro: melhor filme de drama, melhor ator de drama (Clooney), melhor atriz coadjuvante (Shailene Woodley), melhor diretor (Alander Payne) e melhor roteiro (Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash). “Os descendentes” estreia no Brasil em 27 de janeiro, pela Fox Film.

Peça “Eu te amo” estreia temporada em São Paulo

Sucesso em cartaz no Rio de Janeiro, a temporada em São Paulo da peça “Eu te amo” será de 06 de janeiro a 19 de fevereiro, no Teatro Folha. Escrito por Arnaldo Jabor - a peça é uma adaptação de seu filme com o mesmo nome -, no espetáculo, o casal Paulo (Alexandre Borges) e Maria (Juliana Martins) se conhece através de um site de relacionamentos. Frustrados em suas vidas profissionais e conjugais, eles se apresentam como pessoas diferentes. Contudo, as máscaras colocadas no mundo virtual debatem com as reais. A risada é garantida!

Summer Soul Festival terá 2ª edição

Depois do sucesso em 2011, o Summer Soul Festival terá sua 2ª edição em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. As atrações escaladas são: o cantor hawaiano Bruno Mars, vencedor do Grammy e autor de hits como “Just The Way You Are” e “Talking to the Moon”; a banda inglesa Florence and The Machine; o hit maker brasileiro Seu Jorge; a inglesa Dionne Bromfield, lançada por Amy Winehouse; e a banda inglesa Rox. Em São Paulo, o Summer Soul Festival acontece no dia 24 de janeiro, na Arena Anhembi; e no Rio de Janeiro, no dia 25 de janeiro, no HSBC Arena. Já em Florianópolis, a apresentação será no dia 28 de janeiro, no Stage Music Park, mas contará apenas com os shows de Bruno Mars, Florence and The Machine e Rox. O evento é realizado pela XYZ Live (www.xyzlive.com.br).

Monólogo “Comício Gargalhada” no HSBC Brasil O ator Rodrigo Sant´anna (que interpreta a Valéria do Zorra Total) apresenta o monólogo “Comício Gargalhada”, no HSBC Brasil, nos dias 18, 24 e 25 de janeiro.O espetáculo é uma paródia dos comícios eleitorais e começa quando a mendiga pedinte, Adelaide, invade o palanque e começa a falar de sua plataforma política. Na sequência da história, outros personagens invadem o palco interessados em convencer o público de suas campanhas. Preços: de R$ 60,00 a R$ 120,00. Mais informações: www.hsbcbrasil.com.br

Por Swellyn França

CRÔNICA

A Boa Nova!

“Se depender de outras pessoas para se realizar, você nunca se sentirá verdadeiramente realizado. Se sua felicidade vier do dinheiro, nunca ficará feliz com você mesmo. Fique contente com o que tem; alegre-se com as coisas como são. Quando compreender que nada está faltando o mundo inteiro será seu”. (LAO TZU) Dizem, alguns, que a vida só faz sentido quando vista do final para o começo. Mas, esta é uma visão que só conseguimos ter quando grande parte da mesma já foi vivida e nos aproximamos do momento final. Seria um tremendo desperdício vivê-la em quase sua totalidade para ao final tentar correr atrás do “prejuízo”. Por sorte, temos os olhos sempre voltados para o futuro, para o porvir, cheios de esperanças e desejos que esperamos realizar a medida em que vivemos. Mas, durante a nossa trajetória, somos surpreendidos por capítulos que não estavam em nosso script e sentimo-nos desamparados e decepcionados, quando “aquele” plano ou “aquela” ação não resultaram no objeto desejado. Somos, então, tomados por uma imensa frustração, nos abatemos por não ter conseguido e acreditamos piamente que “aquilo” foi para o nosso mal. Saímos buscando um culpado, queremos saber o porquê, sem perceber que o melhor nesses momentos é o estado de não-mente, o abandonar-se ao movimento da vida, o patamar de estagnação momentânea que nos conduz ao próximo passo. Alguma vez você já se sentiu assim? Está se identificando? Imagino que sim, afinal, somos todos humanos, constituídos da mesma matéria, com o mesmo funcionamento, e o que nos diferencia uns dos outros é apenas o “timing”. Mas, se todos já passamos por isso e se nos permitirmos uma pequena reflexão, poderemos perceber que na grande maioria das vezes, depois de nos frustrarmos, fomos surpreendidos mais adiante com uma possibilidade melhor do que aquela com a qual sonhávamos. Deve ter sido assim quando um namoro não deu certo, ou quando perdemos uma oportunidade de trabalho, ou quando um amigo nos traiu... Depois, pudemos constatar que vivemos um namoro mais intenso, encontramos um trabalho mais satisfatório, e ganhamos amigos mais leais e divertidos. Portanto, não devemos culpar o mundo, a vida ou o acaso pelos entraves que vivemos no nosso dia a dia. Devemos considerá-los pontes que nos conduzem exatamente para onde e com quem devermos estar. Dentro desta lógica, devemos agradecer a tudo que nos tira de onde não devemos estar e que nos recoloca nos trilhos e nos caminhos que devemos percorrer. Mas, não é apenas quando tentamos entender que as dificuldades fazem parte de um processo de recondução de vida que devemos agradecer. Devemos agradecer sempre!

A gratidão gera sentimentos positivos como amor, compaixão, alegria e esperança. Quando nos fixamos naquilo que queremos agradecer, o medo, a raiva e a amargura se dissolvem sem esforço. Ela nos ajuda a procurar o sucesso e a perceber o que há de bom, e por meio do seu exercício o cérebro trabalha para encontrar os caminhos que nos levam ao sucesso. A gratidão nos reconduz ao estado natural de alegria em que valorizamos o que é certo e, como as plantas, acabamos nos voltando para o lado da luz. (Ryan, M.) Segundo Norman Vincent Peale, escritor americano de teorias sobre o pensamento positivo, “ser agradecido faz todas as coisas melhores”. Um bom começo para exercitar a prática da gratidão é fazer uma lista de todas as coisas pelas quais você deve ser grato. Assim, você poderá visualizar a quantidade enorme de motivos que tem para agradecer as dádivas recebidas na sua vida e que, muitas vezes, o pessimismo e a falta de visão o impedem de perceber. Já foi muito difundido, mas não custa reforçar, que segundo a Lei da Atração, para se obter aquilo que se deseja o primeiro mecanismo que deve ser acionado é o da gratidão. Porque ele nos conecta as coisas positivas, melhorando a nossa frequência mental. Quando agradecemos, ainda que seja por algo que ainda não alcançamos, nosso objetivo fica mais próximo da concretização. Esta é a Boa Nova! Para o ano que se inicia, comece a praticar a GRATIDÃO! Enumere as coisas que você deve agradecer, perceba o quanto você é abençoado, abra a janela, permita que você se volte para a luz, reconheça as suas potencialidades, as suas vitórias, agradeça por aquilo que ainda está por vir. Antes de levantar-se da cama, pela manhã, ao abrir os olhos, agradeça. Agradeça enquanto toma banho, durante o café da manhã, no trânsito enquanto se desloca de um lugar para o outro, durante o trabalho, em todas as situações que forem possíveis. Repita várias vezes: “Obrigado por minha integridade, pela minha perfeição e obrigado pela alegria que eu encontro em minha vida do dia a dia.” (P’taah através de Jani King). Você verá quantas maravilhas acontecerão em sua vida! “O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado. Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo”. (Peale, NV) Desejo que tenhamos muitos encontros, muitas alegrias, saúde, bençãos e que possamos praticar a gratidão em todos os momentos de nossas vidas! E que o ano de 2012 traga muitas realizações a você e toda a sua família.

Por Maria Lucia Zarvos Varellis Cirurgiã-Dentista associada da APCD Contato: varellis@uol.com.br


APCD Jornal - Janeiro 2012

41

Plano Econômico Finanças Mauro Calil

Palestrante, educador financeiro e autor do livro “A Receita do Bolo”

www.calilecalil.com.br

Três perguntas para investir: quanto, qual o prazo e para que? Muito frequentemente recebo a seguinte pergunta: “Tenho X mil reais para investir. Qual a melhor aplicação financeira?”. Uma variante deste questionamento seria: “Posso destinar Y reais todo mês para investimentos. O que devo fazer?” Estas perguntas remontam de uma época de inflação alta, de 20% a 30%, ou mais, ao mês. Perguntávamos exatamente isso ao gerente do banco de nosso relacionamento, que puxava no sistema quatro ou cinco alternativas. Via de regra, eram investimentos de renda fixa. Colocávamos todos os recursos em um único produto financeiro, que retirávamos ao longo do mês para pagar as contas ou ajudar na troca do carro, por exemplo. Infelizmente, o mundo financeiro já não é tão simples e, felizmente, já não temos índices inflacionários tão elevados. De qualquer forma, a cultura de colocar todos os ovos em uma única cesta, que foi forjada por anos de inflação alta e falta de alternativas, permanece até hoje. Para conseguirmos uma melhor alocação de recursos, precisamos responder três perguntas: qual o montante a ser investido?; qual o prazo deste investimento?; e qual o objetivo de consumo final para estes recursos? A primeira pergunta é a mais fácil de ser respondida, afinal, normalmente as pessoas sabem quanto podem disponibilizar para investimento. O importante é perceber que praticamente todos têm como premissa que investir R$ 100, R$ 10 mil ou R$ 1 milhão é diferente. Porém, isso não é necessariamente verdade nos dias de hoje. Muitas aplicações financeiras em renda fixa ou renda variável têm exatamente o mesmo custo, mesma rentabilidade, segurança e liquidez para qualquer quantia.

Iniciativas novas, como o CDB direto, começam a surgir e mesmo o popular Tesouro Direto, já disponível há muito tempo, são alternativas na renda fixa para quantias diversas. Na renda variável, a democracia impera há muito tempo, afinal, o preço de mercado de uma ação é exatamente o mesmo para quem ganha salário mínimo ou para milionários. Se o custo de aquisição se torna caro pela corretagem, DOC ou custódia, os fundos se mostram como alternativas muito baratas. Quando faço a segunda pergunta ao interlocutor, quase que invariavelmente escuto: “Minha visão é de longo prazo, porém quero poder resgatar caso venha a necessitar do dinheiro”. Ora, que visão de longo prazo é essa? Qual a premissa para a expressão longo prazo? Qual a prioridade: ter o dinheiro na mão assim que quiser (liquidez) ou privilegiar a rentabilidade maior? Nesta confusão de prazos, será muito difícil tomar a decisão mais adequada. Devemos ter dinheiro disponível para todos os períodos. O curtíssimo prazo, até seis meses, é voltado para pagamento de nossas contas, prazeres frugais, enfim, o dia a dia. O curto prazo, até dois anos, pode ser exemplificado com quando fazemos cursos de espe-

cialização, viagens longas com a família, etc. O médio prazo, de dois a cinco anos, representa quando planejamos trocar de carro, reformar a casa etc. E prazos longos, acima de cinco anos, devem ter

como objetivo pagar a faculdade dos filhos, comprar uma casa de veraneio, ter uma segunda lua de mel, ter rendimentos descentes na aposentadoria etc. Perceba que prazos e priorida-

des andarão juntos. É importante colocar atenção a todas as prioridades de tal forma que não se transformem em urgências. Para ajudar nesta tarefa, é importante responder a terceira pergunta: “qual o objetivo de consumo final para estes recursos?”. Achar esta resposta tem-se mostrado algo árduo para os investidores. Quando conseguem responder, ouvimos: “ganhar dinheiro.” Em minha opinião, o dinheiro é um meio e não um fim. Portanto, um dia você irá querer trocar o dinheiro investido mais seus frutos por algo. Se você não tem a menor idéia do destino que será dado àqueles recursos, provavelmente se contentará com uma rentabilidade menor desde que segura e líquida. Prazo e destino dos investimentos andam de mãos dadas e são decisivos para elencar as prioridades do investidor, fazendo com que ele assuma premissas mais acertadas no momento de escolher quais produtos financeiros farão parte de seu portfólio. Já não existe mais uma resposta única. Precisamos manter em nossos ativos Renda Fixa, Renda Variável e Imóveis. Dentro dos grandes grupos existem muitas alternativas. Responder às três perguntas auxiliará a escolher o mais adequado à realidade de cada um. n


42

APCD Jornal - Janeiro 2012

Didáticos Euro orto

210 Mil Leitores APCD Jornal e Revista APCD

Anuncie: (11) 2223-2332 Depto. de Marketing da APCD

Fale com a redação da APCD Central: Telefone: (11) 2223-2553 E-mail: redacao@apcdcentral.com.br


APCD Jornal - Janeiro 2012

apcd também está na rede. acesse já! www.apcd.org.br

43


Janeiro de 2012 Ano 46- N°657  

Edição 657 de Janeiro de 2012 do Jornal da APCD

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you