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Fernando Cesar Abib

C a p í t u l o  41

Tratamento dos Tumores Benignos das Pálpebras

O tratamento dos tumores palpebrais deve ser fundamentado no exame oftalmológico e na análise de documentação fotográficas das lesões. A popularização dos recursos digitais para fotografia e vídeo propiciou comparação de imagens seriadas na rotina do consultório. A excisão dos tumores benignos está indicada nas lesões cujo crescimento pode comprometer a função palpebral (distribuição da lágrima sobre superfície ocular). Quanto maiores, mais difícil a reconstrução com preservação da função palpebral. Indica-se também tratamento cirúrgico dos tumores benignos das pálpebras por finalidade estética ou por risco de transformação maligna. A biópsia é indicada nas lesões que apresentem potencial de malignização para a comprovação diagnóstica na suspeita de malignidade da lesão em questão. O tratamento cirúrgico pode ser realizado de duas formas: 1. Biópsia incisional, quando parte da lesão é retirada, tendo como objetivo somente a comprovação do tipo histológico da lesão. 2. Biópsia excisional, quando toda a lesão é ressecada com uma margem aconselhada de 2 a 3 mm ao redor da lesão. A biópsia excisional permite que o patologista realize estudo das margens da lesão, se comprometida ou não, para planejamento terapêutico complementar. Deve ser, sempre que possível, o tratamento de escolha. Algumas considerações anatômicas devem ser feitas no planejamento da ressecção de uma lesão tumoral das pálpebras: 1. Lesão que necessita de secção transversal da pálpebra: no momento da reconstrução, atentar para perfeita aposição da margem palpebral para sutura. Considerar linha cinzenta como reparo.

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Iatrogenias  
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