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245  |  Iatrogenias, Manifestações Oculares de Doenças Sistêmicas e ... retinopatia actínica, facectomia com implante intraocular para catarata secundária e cirurgias antiglaucomatosas. Merece também destaque a reconstrução palpebral ou de vias lacrimais, com refinamentos técnicos da oculoplástica, para obter a melhor regularidade do filme lacrimal e prevenir complicações. O radioterapeuta definirá o campo a ser irradiado, o tipo de radiação indicada e a melhor técnica e proteção para diminuir a possibilidade de sequelas sobre os tecidos oculares e da órbita. O oncologista clínico avaliará a necessidade de quimioterapia como forma terapêutica, escolherá o melhor protocolo a ser utilizado e acompanhará seus efeitos colaterais, que podem ser, em alguns casos, graves. Cabe ao médico oftalmologista habituado à oncologia ocular monitorar periodicamente a resposta tumoral ao tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico. Dessa forma poder-se-á evidenciar remissão total, parcial ou nula. O assistente social tem como função zelar pela regularidade do comparecimento do paciente às repetidas consultas necessárias para o tratamento ou mesmo para o seguimento do paciente. Rotineiramente, os tumores malignos são acompanhados pelo menos por 5 anos. Os portadores de retinoblastoma bilateral e/ou multifocal deverão ser acompanhados a vida toda pelo risco de ocorrência de outras neoplasias malignas durante a vida. No tratamento dos tumores do bulbo ocular e dos tecidos orbitários, o entrosamento da equipe multidisciplinar é fator primordial para o sucesso do tratamento. Os integrantes comumente envolvidos em uma equipe multidisciplinar voltada para a oncologia ocular, além do oftalmologista, são o oncologista clínico, oncologista pediátrico, cirurgião de cabeça e pescoço, cirurgião oncológico, radioterapeuta, radiologista, anestesiologista, psicólogo e assistente social.

Iatrogenias  
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