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Nossas histórias tecendo a história da Karsten 130 histórias de Renovação


A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às seis horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc., etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas. Manoel de Barros


Nossas histórias tecendo a história da Karsten. 130 histórias de Renovação.


Nossas histórias tecendo a história da Karsten. 130 histórias de Renovação

O livro “Nossas histórias tecendo a história da Karsten. 130 histórias de Renovação” é um livro comemorativo aos 130 anos da Karsten. Foi concebida essa homenagem a todos aqueles e aquelas que acreditam que os fatos

Coordenação Geral: Cristina Lemos Edição: Djane Michele Schreiber Jerusa Nogueira Juliana Rodermel Joaquim Entrevistas e Textos: Cristiane Alves Pereira Paula Guimarães Amanda Sassella Projeto Gráfico: Everson Buzzi Fotografia: Daniel Luís Bachmann Arquivo Karsten Diagramação: Roberto Lanznaster Produção e Realização: Compreendo Comunicação Ltda. Rua Carlos Niels, 154 – Vila Nova – Jaraguá do Sul – SC Impressão: Gráfica Mayer Ltda Rua XV de Novembro, 1000 – Pomerode – SC Sobre as imagens: As imagens utilizadas neste livro são de colaboradores da Karsten, produzidas em seus locais de trabalho. A escolha dessas pessoas foi feita através de concurso interno realizado nos meses de julho e agosto de 2012. A autorização para publicação das histórias e uso de imagem foi documentada pela empresa Karsten e todos os relatos aqui presentes, passarão a fazer parte do acervo cultural da empresa.

que têm para contar, lembrar e se emocionar, preenchem a sua alma, os tornando mais fortes, íntegros e renovados. Pessoas que acreditam que o livro de suas vidas é composto de histórias pessoais e profissionais, e que não conseguem separar as duas partes, pois são seres únicos, que vivem e respiram a transformação todos os dias. Uma homenagem aos colaboradores da Karsten por compartilhar o que existe de mais importante: suas vidas.


N

ossa vida é feita de ciclos. Quando um

Ao olhar para o passado percebemos a

termina, logo outro começa. Acredito

importância da nossa história, nossas escolhas

que o maior sentido da vida, o que nos

construíram o que somos hoje. Contudo,

torna fortes, não é necessariamente a quantidade

soluções que fizeram toda a diferença, não

de ciclos que encerramos, mas sim as lições que

cabem mais aos dias atuais, precisam ser

aprendemos com cada um.

recicladas, remodeladas. Com os olhos voltados para o futuro, traçamos novas metas,

A edição deste livro traz muitos ciclos da vida

reformulamos nossos pensamentos e buscamos

de quem faz a Karsten todos os dias. São 130

nos renovar de forma constante. Deixamos

pessoas compartilhando suas vidas. Momentos

a acomodação de lado e acreditamos que

de conquistas, desafios, portas que se abrem e

podemos fazer diferente, que o amanhã pode

janelas que se fecham. Histórias de Renovação e de

ser ainda melhor.

Transformação. Sim, é preciso se renovar. É preciso estar aberto a novos sentimentos, novas

A mudança do mundo começa dentro da gente.

oportunidades e deixar que pessoas diferentes

É com esse sentimento que chamamos a todos

entrem em nossas vidas. É preciso dizer sim

para a renovação. Uma fase de renovação feita

ao novo, acreditar que toda a mudança, por

por pessoas que sonham, acreditam e não se

mais dolorosa que seja, é válida para o nosso

cansam de lutar.

crescimento. Que a renovação faça parte da sua vida. E de que vale a vida se não temos a sensação de “passar de fase”, terminar um trabalho muito

Alvin Rauh Neto

batalhado, concluir um curso, mudar de casa, dar

Diretor-Presidente

espaço a novos amigos?


“Nossos antepassados

“Os capítulos da história

“A longevidade da Karsten

“Nosso negócio é

fizeram nossa história.

da Karsten, nesses 130

é o resultado do trabalho

proporcionar Renovação

Acrescentamos nossos

anos, foram escritos por

efetivo e integrado de toda

aos ambientes e à vida

talentos e a modernização

muitas gerações. Essas

a equipe, que de forma

das pessoas. Dentro deste

constante que o mercado

gerações deixaram sua

comprometida, sempre

contexto não vejo como

exige. Nestes 130 anos,

marca de determinação

procurou atingir suas

separar as histórias de vida

a Karsten sempre se

e empreendedorismo

metas para alcançar o

das pessoas das da empresa.

destacou pela capacidade

, tornando a Karsten

sucesso.”

Pude presenciar, como

de enfrentar as

uma empresa moderna,

Carlos Odebrecht

colaborador e agora como

dificuldades e os desafios

respeitada e valorizada.

conselheiro, a constante

que foram surgindo.

E isso nos enche de

busca por renovação

Conseguimos conquistar e

orgulho e satisfação, pois

permeado por toda a

encantar nossos clientes

acreditamos que o sucesso

empresa. E isto nos traz a

com a qualidade e beleza

da nossa empresa está

certeza da perpetuidade

de nossos produtos,

baseado no desempenho

da Karsten! Parabéns à

tornando-nos referência

e dedicação das pessoas

Karsten pela iniciativa e aos

no setor de cama, mesa,

que nela atuam.”

colaboradores pela coragem

banho e decoração.”

João Karsten Neto

de contar suas histórias.”

Ralf Karsten

Gil Conrado Karsten


“Acredito que a renovação

“Superar o medo da mudança

“O caminho para chegar

começa por cada um de

é o nosso principal desafio no

à renovação exige muita

nós e reflete no mundo.

processo da transformação. A

determinação e persistência.

Devemos nos renovar,

renovação passa pela libertação

É preciso ultrapassar a

tanto pessoalmente

de conceitos ultrapassados para

barreira do desconhecido, para

quanto profissionalmente

abrir caminho ao novo; que se

experimentar outras formas

para podermos continuar

revela como algo surpreendente.

de ver a vida, novas versões de

oferecendo ao mercado uma

Se ao longo dos 130 anos da

nós mesmos. Nesse estágio,

marca sólida, de respeito e

Karsten não houvesse grandes

entendemos que o ciclo de

que surpreenda as pessoas.”

renovações provavelmente não

renovação é contínuo, basta

Maurício Wamser

chegaríamos até aqui.”

estarmos dispostos a iniciá-lo.”

Joel Garcia Durante

Ademar Bublitz Junior


Sumário Adenilson Pasta

12

Dolly Chagas de Moraes

45

Adilson Bublitz

13

Doraci Wruck Hostin

46

Airton Maçaneiro

14

Dorotéia Clauberg

47

Alanna da Conceição Inácio

15

Elaine Roseno da Silva Teixeira

48

Alexandra de Lima Ruediger

16

Eliane Mara Michel Danker

49

Alexsandro José Favero

17

Elissonia Ribeiro Steil

50

Ana Paula Moreira

18

Elizete Gomes Reiter

51

Anderson José Peixer

19

Emerson Bonanomi

52

André Abranjo Ramos

20

Emerson da Silva

53

Angela Martins Pontes

21

Erilson Glatz

54

Angelita de Fatima R. Brockveld

22

Evelina Glatz

55

Areni Dickmann

23

Ezonir Marafigo

56

Arlindo Kreutzfeld

24

Fabiana Wosniak

57

Aurélia Reiter Brandl

25

Fabiano Gehlen

58

Aurita Kienen

26

Felipe Mafra

59

Beatris Regina Alsleben Glau

27

Gisele Aparecida Nicoletti

60

Bruna Cristina Salvador

28

Horst Piske

61

Bruna Lais Reckelberg

29

Ivanilde Maria Vigolo

62

Carla Cristina Koch

30

Ivanilson Pereira da Silva

63

Carla Hostin Assini

31

Ivone Preilipper Reiter

64

Celso Paulo

32

Jacira Wollick Klemann

65

Charles Gehlen

33

Jacqueline Schneider

66

Cicero Pedro de Melo

34

Janaina Alexandre

67

Cinthia Stein

35

Janaina Bugmann

68

Cleiton Evair Hostert

36

Janete Montagna

69

Daiane Raquel Becker

37

Janete Pisa

70

Debora Borchardt

38

Jennifer Alexandre

71

Debora Schroeder Pereira

39

Jonas Rosa

72

Deisiana Cristina de Lima

40

Jorge Luiz de Miranda

73

Denilson Jasiel Koser

41

José Leonardo da Silva

74

Diego Cesar de Castro Guerra

42

Jucileia Flausino Luiz Peters

75

Dieter Ney Hamann

43

Juliana da Silva Zimmermann

76

Dionisio Silveira Neto

44

Karine Glau

77


Katia Eliane Kopsch Nuss

78

Mirilaine de Souza Schmitt

111

Katia Lurdes Pereira

79

Monica Jungton Voigt

112

Larissa Holetz Teixeira da Silva

80

Nádia Solange Bloedorn Sbors

113

Lori Olczyk de Lucca

81

Naidila Kohls Hornburg

114

Luciana Ferreira

82

Noemi Miriele dos Santos

115

Luciane Zanini Kava

83

Paola Mazzaferro Gilmet Kratz

116

Luciano Marquetti

84

Paulo Valtair da Silva Vieira

117

Luedren Rodrigues de Liz

85

Ralf Rothbarth

118

Luiz Carlos dos Santos Boeno

86

Regina Krause

119

Luiz Carlos Eichstadt

87

Richard Diogo Kramer

120

Magrit Leu Denzer

88

Rita Maria Reiter

121

Maiara Ribeiro Poffo

89

Robin Lieskow

122

Maike Glatz Siewert

90

Rogerio Rahn

123

Maike Sievert Wachholz

91

Roland Dorn

124

Marcele Regeane Shuetz de Carvalho

92

Rosana Bauler

125

Marcia Cristina Holler Weber

93

Rosana Pawlack Richter

126

Marcia Frotzscher

94

Rosana Solange Kienen

127

Marcia Kressin Volkmann

95

Roseane Preuss

128

Marcia Simone Kopsch Schubert

96

Rosiléia Gnewuch Steinert

129

Marciana Tribess

97

Sandra Ferreira

130

Marciele Carina Fabian

98

Sandra Lauxen

131

Marcio Roberto Gonçalves

99

Sérgio Luiz Bernardes

132

Marcos Roberto Imthurn

100

Sigfrid Kleinschmidt

133

Mariléia Glau Hamann

101

Solange Isabel Genoin Otto

134

Marileusa Wolter Struck

102

Sonia Hackbarth Lohse

135

Marisone Teresinha Piovezan Barbosa 103

Tania Kopsch Turinelli

136

Marize Maria Colzani

104

Tatiana Cristofolini

137

Marli Edvirges Rodermel Bertelli

105

Thayse Carvalho dos Santos

138

Marli Marlene Maske

106

Udo Reiter

139

Marli Pasold

107

Vilmar Romig

140

Marlise Regina Mendes

108

Vilmara Bueno Antunes

141

Michelly das Neves Farias da Silva

109

Miguel André Pauly Junior

110


Em 1860, o agricultor Johann Friedrich Christian Karsten e sua família, entre eles o primogênito Johann Karsten, deixava a Alemanha rumo ao Brasil.

Anexou uma serraria, onde toras eram cortadas e transformadas em materiais para a construção das primeiras casas e ranchos da localidade.

1860

1861

Johann Karsten herda as terras do pai e se estabelece em Testo Salto, Blumenau, distante cerca de 20 quilômetros do centro da cidade. Dedicou-se à agricultura e pecuária.

1869

A empresa transformou-se em sociedade anônima e passou a se chamar Companhia Karsten.

Os sócios Hadlich e Roeder se retiram da sociedade. Johann Karsten segue à frente dos negócios.

1880-83

1885-86

1916

Após uma enchente que levou o patrimônio dos primeiros 19 anos de trabalho, Johann, o sócio Heinrich Hadlich e o técnico Gustav Roeder iniciaram a empresa têxtil “Roeder, Karsten & Hadlich”. A fábrica entrou em operação em 1883.

Johann se aposenta e falece dois anos depois. A administração da empresa passa para os filhos Christian Karsten (área técnica) e João Karsten (área comercial). Fundava-se, assim, a Karsten Irmãos.

1933


A empresa completa 130 anos. Êxito alcançado graças a dedicação e competência das várias gerações de administradores e colaboradores que souberam dar continuidade ao trabalho do grande empreendedor Johann Karsten.

Christian afasta-se dos negócios. João assume a empresa com a ajuda do filho Walter. Os próximos 51 anos foram marcados pela expansão e modernização da empresa, conquista do mercado internacional e construção da Fiovale, fabricante de fios.

1938-89

Em 1941 a empresa passou a denominar-se Companhia Têxtil Karsten.

1990

Walter Karsten permaneceu à frente da empresa até a sua morte, em 1989. Em março de 1990, Ralf Karsten, terceiro filho de João Karsten, assume a empresa.

1998

Ralf, último membro da 3ª geração entrega a Karsten S.A. nas mãos da 4ª geração. Seu sobrinho Carlos Odebrecht assumiu a presidência e seu filho, João Karsten Neto, a vice-presidência.

2006

2012

A diretoria da empresa é profissionalizada e João Karsten Neto assume a presidência do conselho de administração.

A história da Karsten se renova nas pessoas que, hoje, escrevem o futuro.


Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Sou parte dessa história

O

ano era 2000, eu ajudava minha mãe em sua facção nos fundos de casa, no bairro Itoupavazinha, em Blumenau. Havia cerca de dez costureiras, eram constantes as chamadas de serviços para manutenção das máquinas. Os serviços tinham um custo elevado, resolvi fazer um curso de manutenção. O tempo passou, pensei em aprender mais sobre máquinas e equipamentos, espalhei alguns currículos, mesmo com pouca experiência, deixava claro que eu gostaria de atuar na área de manutenção. Dois dias depois recebo uma ligação do RH da Karsten para uma entrevista.

Olhando para as vitrines com os produtos tenho uma certeza: eu faço parte dessa história.

No dia marcado, o coordenador da manutenção da confecção disse que eu atendia as expectativas, mas que a vaga era em Lages. Não hesitei, respondi que aceitava, apertamos as mãos e assim tudo começou. Morei quatro anos em Lages, aprendi todo o valor da educação ensinada pelos meus pais: para crescer é preciso se desvencilhar do passado e olhar para frente. Com menos de um mês de treinamento tive que encarar um monte de máquinas, procedimentos e pessoas desconhecidas, cheguei até a emagrecer. Mesmo com meu dia tomado de trabalho, em 2001 iniciei um curso de Técnico em Eletrônica. Fiz muitos amigos, não só entre funcionários, mas também fora do ambiente de trabalho. Nessa época, tornei-me bombeiro voluntário, função que desempenho até hoje. O ano 2004 foi difícil, presenciei o fechamento da unidade de Lages, havia muita tristeza no ar. Achei que seria desligado, mas fui convidado a trabalhar em Blumenau. De volta a cidade natal surgiu uma oportunidade de mudar de função, agora na parte elétrica e eletrônica. Em 2008 casei e fui morar em Gaspar. Muita gente me diz que é loucura vir de tão longe para trabalhar todos os dias, mas quando fazemos algo que gostamos a distância não importa. Dois anos depois me formei Técnico em Eletrotécnica.

Adenilson Pasta Manutenção/Confecção

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Quando olho para trás, penso “quem diria que hoje eu estaria naquela empresa para consertar aquelas máquinas que produzem artigos tão belos”. E nesses últimos tempos, olhando para as vitrines com os produtos tenho uma certeza: eu faço parte dessa história.


Precisamos acreditar naquilo que fazemos com amor e compartilhar isso com a equipe. Adilson Bublitz Expedição

Meu primeiro emprego Meu sonho sempre foi fazer parte da equipe Karsten, como meu pai trabalhou na empresa durante muitos anos, desde criança eu ouvia falar muito bem da Karsten. Quando completei 14 anos fiz minha primeira entrevista, exatamente na empresa dos meus sonhos, conheci toda estrutura do setor de tecelagem, porém não me adaptei. Aos 15 anos comecei a trabalhar na expedição, gostei muito e estou há 19 anos no setor. No início foi difícil, os colaboradores com mais tempo de empresa faziam brincadeiras desagradáveis e eu temendo a chefia não falava nada. Meus pais sempre aconselhando a não fazer brincadeiras e não conversar no local de trabalho, me fazendo ficar muito calado, com isto, meus colegas perguntavam à chefia imediata: “onde fica o botão de ligar o Adilson?”

Na época, o momento mais difícil foi a desvalorização do dólar, com isso, a empresa deixou de exportar para vários países e começou a apostar no mercado interno. Neste momento recebi o desafio de liderar a equipe do 3º turno da expedição com o objetivo de modificar a sua rotina. Hoje a Karsten é uma empresa “modelo”, muitas pessoas também querem realizar seu sonho de fazer parte desta equipe. Estou muito realizado trabalhando na empresa que admiro, juntamente com minha esposa. Atualmente lidero uma equipe motivada, polivalente e bem estruturada. Tenho a sensação de dever cumprido, precisamos acreditar naquilo que fazemos com amor e compartilhar com a equipe. Para chegarmos aos nossos objetivos e fazer a diferença é necessário o primeiro passo.

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Sede de aprender

F

ui morar em Pomerode aos 12 anos, meus pais disseram que era para melhorar nossa vida e que teríamos mais oportunidades de emprego. Dos 14 aos 18 anos trabalhei em três lugares, sendo que durante dois anos servi ao exército. Mas nenhum dos trabalhos era o que eu gostava de fazer. Para entrar na Karsten, na década de noventa, era preciso falar alemão e eu não sabia. Na época, ocorreu uma greve na empresa, algumas pessoas foram demitidas. Com a ajuda da minha namorada que falava alemão consegui uma vaga em 2 de fevereiro de 1995, aos 19 anos.

Comecei como operador de filatório, logo já estava operando vários tipos de máquinas. A Karsten exige muito dos funcionários, por isso decidi voltar a estudar. Eu trabalhava no terceiro turno e estudava de manhã, só tirava um cochilo no banco de reserva dos bombeiros e ia para a escola. Eram dias muito puxados, mas não me arrependo. Fui muito incentivado pelo supervisor Curt Nuss a fazer cursos na área de manutenção. Em 2000 iniciei meu primeiro curso de Mecânico e Manutenção, nesse período meu pai faleceu devido a um câncer no estômago. Fiquei desmotivado, mas superei e iniciei outro curso de Eletroeletrônica Básica. Nessa época já estava trabalhando na área de manutenção.

Casei em 2004, mas não com a namorada do início da história e continuei a estudar. Era muito corrido, quase não tinha tempo para a minha esposa, mas ela entendia, sabia que era para termos um futuro melhor. Em 2009 nasceu minha filha Maytê, minha paixão e razão para as próximas conquistas. Parei um pouco com os estudos para curtir a pequena. Estou trabalhando há 17 anos na Fiação e nunca vou me arrepender de ter insistido para entrar na empresa. Agradeço as oportunidades que a Karsten me ofereceu para crescer e aprender esta profissão que eu adoro exercer.

Estou trabalhando há 17 anos na Fiação e nunca vou me arrepender.

Ao terminar, parei dois anos e voltei a estudar em 2002, no curso de Técnico em Mecânica. Para conseguir esta vaga fiquei quase a noite toda na fila, era um curso muito concorrido, mas o esforço foi válido. No período do curso passei a trabalhar no turno normal, para aprender na prática a montar e desmontar máquinas. No ano seguinte tive uma ótima notícia, a Karsten estava pagando um curso para a área da fiação. Aproveitei a oportunidade e na se-

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quência fiz mais um curso de Técnico em Eletrônica. Já no primeiro ano de trabalho, entrei para a equipe de bombeiros da Karsten, onde fiz vários cursos e treinamentos no decorrer dos anos.

Airton Maçaneiro Fiação


Meu pequeno milagre

N

o dia em que eu e meu marido descobrimos que havíamos recebido o mais precioso presente que Deus poderia ter nos dados, a alegria foi um sentimento que não cabia no nosso peito. Desde o início eu tinha a certeza que seria um menininho e alguma coisa lá no fundo dizia que ele viria antes do tempo. Minha gestação foi tranquila, não tive enjoos e nenhum sintoma desagradável que a maioria das grávidas tem. Até que, perto do fim da nossa jornada de 2x1, comecei a ter problemas de pressão arterial, a tão temida pré-eclâmpsia. Os dias não foram fáceis, eram exames o tempo todo e pronto-socorro por causa da pressão alterada. Até que um dia recebi um telefonema da minha obstetra, ela viu meus exames e pediu para que eu fosse internada no hospital. Fiz o que ela pediu, horas depois fui informada de que no outro dia teria que fazer uma cesárea. Minha gravidez não poderia ser levada adiante porque eu e meu príncipe correríamos grandes riscos. Em 4 de fevereiro de 2012, às 9h41, nosso pequeno milagre aconteceu, foram 34 semanas de espera e nosso anjo teve que vir prematuro ao mundo, nasceu com 1.990 quilo e 43 centímetros. Ele ficou três dias na UTI neonatal, e ao todo nove dias internado. Tudo que ele estava passando era para o seu bem, mas não tinha dor maior do que vê-lo cheio de fios e mangueiras. A cada dia ele se superava, surpreendendo a todos, as enfermeiras diziam que ele era o mais forte dos pequenos que estavam lá. Todos os dias foram muito difíceis, sempre na expectativa de cada grama que ele ganhava e aflição por cada uma que perdia. Hoje, ele é a maior alegria da casa e tem toda a saúde do mundo, papai e mamãe agradecem todos os dias pelo anjo que ganharam de presente. Com essa experiência que passei me renovei lá no fundo e hoje, vejo como a vida é importante e como devemos dar valor a todas as pessoas. Agradeço a todos no hospital que me ajudaram com paciência e carinho. Obrigada senhor, sempre guie e ilumine os passos do seu filho. Cauã Henrique Inácio amor verdadeiro.

Com essa experiência que passei me renovei lá no fundo e hoje, vejo como a vida é importante e como devemos dar valor a todas as pessoas. Alanna da Conceição Inácio

Confecção

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Mãe de coração

E

u e meu marido resolvemos ter filhos logo depois que casamos. Começamos a nos preparar para que eu pudesse engravidar, quando descobrimos que meu marido era infértil. Mesmo assim tentamos reverter a situação. O tratamento para a fertilidade não teve sucesso, ficamos muito decepcionados, mas não perdemos a esperança de ter um filho. Conversamos sobre as alternativas do que fazer, inseminação artificial era inviável pelo alto custo, decidimos entrar na fila para adotar uma criança. Antes de preparar toda a papelada para a adoção, conhecemos uma família, na qual a mãe não tinha condições de criar a filha. Ela estava disposta a entregar a bebê para quem tivesse interesse em adotá-la.

Para ser mãe não é preciso gerar no próprio corpo e sim gerar de coração.

No começo ficamos receosos, mas arriscamos, pois a criança não poderia esperar, a pequena tinha apenas três meses. Conversamos com a assistente social para fazer um termo de guarda e conseguimos levar a criança para a casa. Depois de um tempo, a mãe biológica voltou a nos procurar, ficamos com medo de que a tirasse de nós. Por isso, entramos novamente na fila de espera para adotar outro bebê. O que poderia levar cinco anos levou apenas seis meses, conseguimos adotar um bebê de apenas sete dias. Quando percebemos, estávamos com duas crianças em casa. Tivemos que aprender a ser pais de uma hora para outra. Foi uma mudança muito grande na nossa vida de casal, deixamos de lado nossa rotina e passamos a nos dedicar totalmente às crianças, mas aceitamos o desafio com satisfação. Para a nossa tranquilidade, conseguimos a adoção definitiva da primeira filha, o que nos deixou ainda mais felizes. Aprendi com essa experiência que para ser mãe não é preciso gerar no próprio corpo e sim gerar de coração. E o amor da convivência, só quem passa pode dizer como é sublime e maravilhoso. Desde então nos tornamos uma família grande, completa, unida e ainda mais feliz.

Alexandra de Lima Ruediger Ambulatório

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Chance de crescer

S

ou filho único. Aos 13 anos sai de casa para estudar em um seminário. Fiquei lá até os 19 anos, quando resolvi sair porque conheci uma menina e queria casar com ela. Hoje, ela é minha esposa. No início, quando ainda namorávamos tínhamos pouco dinheiro. Eu precisava arrumar um emprego para sustentar minha família. Em 2002, comecei a procurar e consegui uma vaga na Karsten. Como gosto de novos desafios e procurava uma oportunidade de crescimento, combinei com a minha namorada que eu viria antes e, quando as coisas melhorassem, eu a chamaria para vir também.

Como gosto de novos desafios e procurava uma oportunidade de crescimento, combinei com a minha namorada que eu viria antes e quando as coisas melhorassem eu a chamaria para vir também.

Doei-me muito para o trabalho e não perdia a oportunidade e a chance de crescer. Sempre que podia, me inscrevia no recrutamento interno para melhorar minha vida profissional. Passei por várias funções até chegar onde estou hoje, que é Mecânico III. Na época minha namorada veio pra cá, casamos e hoje temos uma filha linda de três anos. Ela também trabalha na Karsten. A empresa hoje sustenta a minha família e estamos muito felizes com todas as oportunidades que temos aqui dentro. Precisamos nos renovar todos os dias na empresa, pois assim as oportunidades aparecem.

Alexsandro José Favero

Mecânico

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Outros ângulos

E

sta história começa em julho de 2011, mês em que eu apresentei minha dissertação de mestrado. A sensação de conseguir realizar um sonho é maravilhosa. Nesta época tinha 32 anos e me lembrei dos dois últimos anos que dediquei aos estudos. Estava longe da família e dos amigos, senti um frio no estômago quando voltei. O recomeço é uma nova adaptação. Em menos de um mês voltei a trabalhar, estava instalada na casa dos meus pais e sem perspectiva de voltar para meu apartamento. Em março de 2012 estava em Londres a trabalho e tive uma paralisia no lado direito do corpo. Foram apenas 20 segundos, mas suficientes para ficar apavorada. Não conseguia falar, perdi o controle do corpo, mas não a consciência. Logo que voltei ao “normal” chorava compulsivamente, andava de um lado para outro, falava o tempo todo para garantir que estava tudo bem. Finalizei a viagem a trabalho e nada aconteceu nos próximos dias, mas sentia que alguma coisa não estava bem. Voltei de viagem e fiz alguns exames, tinha uma hemorragia no lado esquerdo do meu cérebro. Fiquei internada na UTI, passei por vários exames. O tempo que passei no hospital, eu pensei muito em tudo. Conheci pessoas neste período que jamais vou esquecer. Seu Avelino de 62 anos, meu vizinho na UTI, praticamente imóvel, fez um semblante cheio de esperança com um gesto de “força”. Essas coisas fazem a gente repensar na vida. Outra companheira que tive no hospital foi a Dona Generosa que falava ditados populares do tipo “quando a gente não sabe pra onde quer ir, qualquer lugar está bom”. Tentei pegar as coisas boas desta fase, tantos abraços e carinho, a minha família sempre presente, amigas que me visitaram com orelhinha de coelho porque era época de páscoa. Essas coisas da vida não têm como apagar, só te renovam em energia, te ajudam a olhar por outros ângulos. Cada mensagem, oração, tudo era motivo de agradecer. Continuo a mesma pessoa, mas mudei minhas ações e escolhas, alimentando mais meus sonhos, vivendo de uma maneira mais apegada às pessoas. Não planejo tudo do começo ao fim, mas é como se eu plantasse sementinhas e deixo a vida fazer a parte dela. Renovar suas atitudes, suas ações e transformar sua vida dependem somente de você. Precisamos pelo menos mostrar nossa intenção para o Universo. E depois desta fase de aprendizado não quero perder um dia sem alimentar esta energia em mim e de sonhar. Seja feliz!

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Essas coisas da vida não têm como apagar, só te renovam em energia, te ajudam a olhar por outros ângulos. Cada mensagem, oração, tudo era motivo de agradecer. Ana Paula Moreira Marketing


Os planos de Deus são maiores que os meus. Nunca desista de seus sonhos. Acredite em Deus, mas vá em frente para fazer acontecer. Anderson José Peixer Manutenção

À primeira vista

N

o início era somente eu e minha esposa. Tínhamos apenas o segundo grau e precisávamos trabalhar. Minha esposa optou em fazer Pedagogia, pois gosta muito de crianças. Nesse período entrei para a empresa com muita vontade de vencer. Fiz curso técnico de Eletrônica e sempre deixei claro aos meus supervisores que eu queria estudar e ter oportunidades melhores.

Esse processo também levou bastante tempo, íamos frequentemente ao instituto de adoção, mas ainda não era a nossa hora. Estávamos quase desistindo quando de repente, numa quinta-feira o celular tocou. Era a juíza perguntando para a minha esposa se ela ainda tinha interesse em adotar uma criança. Ela disse que sim, claro. Mas a Juíza falou ao invés de uma criança seriam três irmãos e não poderiam se separar.

Logo veio o desafio para trabalhar como mecânico no segundo turno. Terminei o curso de eletrônica e logo iniciei o de Mecânica. Nesse período surgiu uma vaga para Mecânico Especializado e eu queria muito conseguir. Com o meu esforço em querer crescer e a minha formação consegui a vaga e até hoje atuo muito feliz.

Na hora não sabíamos o que fazer, naquele momento senti que minha vida nunca mais seria a mesma. Tínhamos que dar a resposta ainda naquele dia e fomos rápido até o local para ver as crianças. No momento em que vi a foto das crianças foi paixão à primeira vista, parecia que eu já as conhecia e que elas já faziam parte da nossa vida. Meus filhos tão esperados.

Eu e minha esposa sempre quisemos ter filhos, mas ela não estava conseguindo engravidar. Fizemos muitos tratamentos, o que acabou nos cansando e o resultado era sempre negativo. Toda semana íamos ao hospital para fazer tratamentos e nada. Como não tivemos sucesso, mas queríamos muito ter filhos, entramos na fila de adoção.

Com a presença das crianças nossa vida mudou totalmente de sentido. Agora, ao invés de dois, somos cinco. Minha vida se renova a cada dia quando chego em casa e vejo minha família. Esse é o amor verdadeiro e incondicional.

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Encontro mágico

A

minha história começa há 29 anos, em 1983, quando vim ao mundo, na cidade de Lages. Eu era filho único e tinha apenas um ano e um mês quando minha família mudou-se para Blumenau. Meu pai começou a trabalhar na construção civil, no mesmo ano em que a região sofreu com uma grande enchente. Eram tempos difíceis, ainda mais para pessoas com pouco estudo e que não tinham origem germânica. Anos mais tarde uma oportunidade apareceu para o meu pai em uma empresa têxtil. O pequeno cresceu e o momento de iniciar a jornada de trabalho se aproximava. O meu primeiro emprego foi numa empresa têxtil que produzia golas de camisas e punhos, onde trabalhei por um ano, ainda na época do segundo grau. Com o final do ensino médio, senti vontade de fazer um curso superior e iniciei a faculdade em 2002. Um pouco antes, em novembro de 2001, um jovem (eu) que acabara de completar 18 anos foi de bicicleta até a portaria de uma empresa têxtil da região para entregar seu currículo. A empresa se chamava Karsten e ele conseguiu trabalho na preparação à tecelagem, na qual ficou por um ano. Logo participei de uma seleção interna e fui trabalhar na área de custos, onde fiquei por nove anos. Mais recentemente fui convidado para participar do grupo do planejamento e gestão comercial da empresa. Hoje, com 29 anos, dez deles atuando na empresa, aprendendo e me desenvolvendo como pessoa e profissional.

Como uma estrela, ela chegou e mostrou o caminho, me ajuda e me completa, mostrando o quanto sou capaz. Se fosse para repetir tudo e chegar onde estou, eu faria novamente o mesmo caminho. A nossa história só se torna real quando temos orgulho de dividi-la e a escrevemos no quadro da eternidade.

Como uma estrela, ela chegou e mostrou o caminho, me ajuda e me completa.

Em um desses capítulos tive uma das melhores partes da minha história. Em 2008 conheci uma pessoa muito especial pela Internet, inicialmente era um bate papo quase diário. Mas com o tempo, a vontade de conhecê-la foi aumentando, foi quando marcamos o primeiro encontro. Era uma noite linda estrelada, quase oito horas e eu a esperava. Tivemos um encontro mágico que transformou nossas vidas. Estamos há quase três anos juntos, de muito apren20

dizado, transformações, alegrias, momentos únicos e que teremos a honra de contar para os nossos filhos e netos. Sempre digo que existe um André antes da chegada da Juliana e outro depois.

André Abranjo Ramos PGC


Uma vida melhor

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osso dizer que minha história é cheia de renovações, começou a se renovar e se transformar há dez anos, quando minha família decidiu mudar-se para Santa Catarina. Éramos de uma pequena cidade do interior do Paraná, trabalhávamos na roça, sempre com muitas dificuldades. Desde menina, sempre pensava em uma vida melhor, não queria continuar com aquele trabalho pesado e sofrido que meus pais precisavam enfrentar. Em 2003 viemos para Pomerode em busca de melhores condições de vida e de novas oportunidades de trabalho. Sai à procura de emprego, entreguei vários currículos e preenchi cadastros em muitas empresas. Depois de algum tempo, uma delas abriu as portas para o meu primeiro emprego com carteira assinada. Comecei a trabalhar na Karsten e desde então a minha vida passou a ser marcada por constantes renovações. Iniciei meu trabalho no setor de confecção, exerci minha primeira função na seção de revisão de toalhas. Depois passei a ser auxiliar, aprendi a costurar nas máquinas convencionais e hoje, minha função é operadora de máquinas automáticas. Estou aqui há nove anos e posso dizer que gosto muito do que faço. Tive e continuo tendo muitos aprendizados e conhecimentos com cada trabalho. Na Karsten fiz muitas amizades e também conheci o grande amor da minha vida, o Fabrício. Sempre trabalhamos juntos, com muito esforço e dedicação conseguimos conquistar nossa primeira casa própria. Em julho de 2012, fez sete meses que nos casamos, estou grávida de quatro meses, estamos muito felizes nessa nova fase. Vamos receber com muita alegria uma menina, o nome dela vai ser Letícia.

Comecei a trabalhar na Karsten e desde então a minha vida passou a ser marcada por constantes renovações.

Estou muito feliz e, ao mesmo tempo ansiosa com a chegada da nossa pequena filha. Letícia é mais um motivo de renovação em nossas vidas, representa um caminho de mudanças e novas perspectivas. É com muito orgulho que faço parte dessa história da Karsten de renovação. Assim como mudamos e nos renovamos, a empresa também passa por esse processo. Ela proporcionou essa grande renovação na minha vida.

Angela Martins Pontes Confecção

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Mala cheia de determinação

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asci numa pequena cidade do Paraná e, logo depois, meus pais mudaram para um sítio distante. A renda da família era a venda de produtos agrícolas, nossa casa era simples, não tinha nem energia elétrica. Em 1987, eu tinha 11 anos, quando meu pai decidiu morar na cidade mais próxima para que eu e meus dois irmãos pudéssemos continuar os estudos.

Na mala não havia apenas roupas, eu a enchi de determinação, vontade, sonhos, superação e renovação. Angelita de Fatima Reitz Brockveld Marketing

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Meu pai ficou dois anos sem emprego, trabalhava em serviços temporários e minha mãe como doméstica. Eu a ajudava, assim conseguíamos trabalhar em várias casas para aumentar a renda. Aos 14 anos comecei a trabalhar numa pequena fábrica de camisas durante o dia e estudava a noite. A cidade era pequena, as chances de crescer eram bem difíceis. Meu objetivo era conseguir um trabalho na área administrativa e fazer faculdade, porém a mais próxima era particular. Foi quando percebi que precisava buscar novas alternativas para realizar os meus sonhos. Contrariando minha mãe, cheguei em Pomerode, em 1º de março de 1997, com R$100 e uma mala com algumas roupas. Depois de 30 dias procurando emprego, fui chamada para fazer um teste na Karsten e consegui passar. Para trabalhar na confecção era obrigatório fazer o curso de costura, ao final, somente os melhores colocados eram efetivados. Foram 45 dias de aflição, eu dependia do resultado, caso contrário, precisaria voltar para a casa, pois o dinheiro já tinha acabado. Acreditando que era eu capaz, iniciei meu curso e já no primeiro dia me apaixonei pela Karsten. Em 4 de junho de 1997 fui efetivada, ao concluir um ano, comecei a participar de recrutamentos, perdi a conta de quantos fiz. Depois de dois anos, consegui uma vaga no grupo da Garantia da Qualidade, onde fiquei por quase seis meses. Novamente participei de um recrutamento no Setor de Engenharia e consegui passar. Em 2003 fui convidada para participar de um novo setor, o Grupo de Amostras. Depois de um ano, o grupo foi desfeito e as pessoas foram relocadas. Por ter conhecimentos em aviamentos fui transferida para o setor de marketing. Em 2005 passei a trabalhar somente com aviamentos de coleção e iniciei minha sonhada faculdade. Hoje, sou formada e continuo no setor de marketing. Depois de 15 anos na Karsten é fácil dizer como cheguei até aqui, na mala não havia apenas roupas, eu a enchi de determinação, vontade, sonhos, superação e renovação. Para realizar sonhos, é necessário renovar todos os dias a forma de pensar, agir e viver.


Fiquei quase um ano sem poder trabalhar, mas continuei os estudos e me formei técnico têxtil em 2003. Areni Dickmann Laboratório

Minhas renovações profissionais

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história da minha vida começou em 13 de junho. Nasci em Indaial, em Santa Catarina, fui criado no interior, meus pais eram agricultores. Permaneci no sítio até 1984, quando troquei o trabalho da roça pela indústria têxtil. Soube na época que havia vagas na recém-construída tinturaria de fios. Entrei como auxiliar de tintureiro, logo no início percebi a possibilidade de crescimento profissional dentro da empresa, mas era preciso investir nos estudos. A única formação que eu tinha era o primário, conclui então o ensino fundamental. Em 1988 ocorreu uma grande renovação tanto na minha vida pessoal quanto profissional: casei e também passei a exercer a função de mecânico. Época em que construí minha casa e nasceu meu primeiro filho. Atuei como mecânico até 1992, quando fui promovido à função de encarregado de produção de tinturaria de fios. Nesse mesmo período nasceu minha filha. Exerci a função de encarregado até 1994, quando houve uma grande reformulação de cargos e a função foi extinta. Passei a atu-

ar como operador especializado e percebi que minha formação escolar estava defasada. Voltei à sala de aula para concluir o ensino médio e permaneci na função de operador especializado até 2000, ano em que fui desligado da empresa por estar com um salário incompatível com a função. Seis meses depois fui convidado para retornar à empresa na função de operador especializado na tinturaria de fios. Fui incentivado a fazer curso de Técnico Têxtil, fiz a inscrição, passei no vestibular e comecei o curso, no início de 2002. No mesmo ano sofri um grave acidente de moto quando estava saindo da empresa. Fiquei quase um ano sem poder trabalhar, mas continuei os estudos e me formei técnico têxtil em 2003. Passei a exercer a função de técnico têxtil na Preparação à Tecelagem até 2004, quando fui transferido ao laboratório de beneficiamento e atuei na colorimetria. Depois fui promovido para técnico têxtil II, recentemente passei para técnico III, onde estou até hoje prestando auxílio a todos os setores da empresa que envolvem processos químicos.

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Achei o meu lugar

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inha história com a Karsten começou ainda na infância, lembro-me de ir até a empresa com a minha mãe para trocar vassouras de palha por retalhos, que eram usados para fazer roupas de cama, cortinas, etc. Desde aquele tempo sempre tive curiosidade em saber como eram feitos os tecidos que minha mãe levava para a casa.

Quando completei 14 anos, meu pai me aconselhou a trabalhar na indústria. Ainda não tinha certeza do que queria fazer, mas minha primeira opção foi a Karsten, para minha decepção não tinham vagas na empresa. Consegui trabalho em outras empresas, mesmo assim não desisti do meu sonho. Todo o mês, eu visitava o Departamento Pessoal para me informar sobre novas vagas, mas a resposta era sempre a mesma: não temos vagas. Até que um dia estava comentando com um grupo de colegas sobre a dificuldade de conseguir uma vaga na Karsten. Um deles que já trabalhava na empresa há algum tempo disse que havia aberto novas vagas. Na segunda-feira, na primeira hora do dia, eu estava lá, na esperança de que desta vez fosse diferente. Mas a resposta foi o repetido “não”. Passaram-se seis anos e, finalmente, depois de muita persistência, numa quarta-feira consegui ouvir o tão esperado “sim”. Nunca esqueço desta data, foi um dos dias mais felizes da minha vida: comecei a trabalhar em 21 de setembro de 1989. Um dia muito marcante e festejado. Foi uma renovação em minha vida, estava realizando um grande sonho que havia esperado por muito tempo.

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Comecei como auxiliar de rama no acabamento, trabalhando no segundo turno. Após alguns meses passei para o terceiro turno como operador de navalhadeiras, função que exerço até hoje com muito carinho. Nesses quase 23 anos de Karsten tenho várias histórias para contar, vivi muitos momentos de renovação. O mais importante de tudo, quero enfatizar que foi aqui que achei o meu lugar, onde trabalho com alegria e entusiasmo. E com alegria tudo se torna mais fácil.

Foi aqui que achei o meu lugar, onde trabalho com alegria e entusiasmo. E com alegria tudo se torna mais fácil.

Arlindo Kreutzfeld Beneficiamento


Minha empresa

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este ano estou completando 21 anos de empresa com muito orgulho e alegria. Comecei a trabalhar na Karsten em 1991, mas não foi fácil fazer parte desta empresa. Tive que esperar um tempo para conseguir começar a trabalhar, pois era o meu primeiro emprego e na época davam preferência para quem já tinha experiência. Iniciei meu trabalho na confecção, ajudando a cuidar das prateleiras (sobras de pedidos). O tempo passou e eu atuei em outros trabalhos, na embalagem, no beneficiamento, transporte/depósito e depois no PCP Central, onde estou até hoje e por onde fiquei a maior parte do tempo. Foi nesse setor que ocorreram as grandes transformações em minha vida profissional. Desde que estou no PCP Central, passei por várias gestões, pessoas, lugares. Mas a maior mudança que passamos até hoje foi a unificação dos PCP’s. O setor funcionava da seguinte maneira: existiam os PCP´s setoriais de tecelagem, beneficiamento e confecção que estavam estruturados nas áreas e o PCP central que ficava no prédio administrativo. Com a unificação, os PCP’s setoriais deixaram de existir, ficando somente o PCP central, o qual fica localizado até hoje entre o beneficiamento e o início da confecção. A mudança trouxe consequências como a redução da mão de obra e uma maior agilidade nas informações. No começo essa mudança foi um tanto sofrida, perdemos vários colegas de trabalho, mas depois de um tempo as coisas foram se ajeitando e logo percebemos que foi uma sábia decisão. A unificação nos aproximou da área produtiva, o que propiciou um melhor entendimento de todo o processo. Conseguimos entender melhor o porquê das coisas e tendo claro o que é prioritário e importante conseguimos atingir a meta de entrega dos pedidos. Vou trabalhar todos os dias com o pensamento de que a Karsten é minha empresa, que também sou a dona dela, pois quero vê-la crescer, quero que seja referência para as demais. Espero que todos os colaboradores tenham orgulho de trabalhar nela como eu tenho.

Vou trabalhar todos os dias com o pensamento de que a Karsten é minha empresa, (...) pois quero vê-la crescer, quero que seja referência para as demais. Aurélia Reiter Brandl PCP

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Mudar atitudes, reavaliar conceitos

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omecei minha história na Karsten em 1989 no setor de confecção, acreditando que ali poderia crescer profissionalmente, me realizar como pessoa, construir minha vida, enfim, concretizar todos os meus sonhos. Após um ano, casei-me, construí minha casa e família, levava uma vida normal, lutando para melhorar sempre. Tive uma filha, que claro é o meu maior orgulho, hoje ela já tem 19 anos.

O fato trouxe uma grande transformação para a minha vida e me ensinou muito, inclusive a necessidade de me renovar sempre. Aurita Kienen Confecção

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Assim foram se passando os anos e, quando de repente, me vi em uma situação que jamais pensei que iria passar: meu marido queria a separação. Parecia que o mundo iria acabar para mim, fiquei desesperada, deprimida, sem saber o que fazer. Lutei muito para que a separação não acontecesse, mas não adiantou resistir, tive que enfrentar a realidade. Eu pensava que o casamento seria para sempre, me vi sozinha, tendo que encarar essa grande mudança. Para começar a transformação, mudei-me de casa para fazer a separação dos bens. Com a ajuda de minha família e de muitos amigos, inclusive da Karsten, comecei uma renovação em minha vida. Hoje, passados seis anos, tornei-me uma pessoa muito melhor. Não que eu fosse ruim, mas como todas as pessoas, eu também tinha defeitos. Refleti muito sobre as minhas falhas e me propus a melhorar; mudar algumas atitudes e reavaliar alguns conceitos. Toda essa renovação me fez tornar essa pessoa que sou hoje, muito mais confiante, tolerante e paciente, enfim mais realizada e feliz comigo mesma. Por isso, posso dizer que todas essas mudanças foram muito importantes, apesar de ter resistido à separação, o fato trouxe uma grande transformação para a minha vida e me ensinou muito, inclusive a necessidade de me renovar sempre. Ainda tenho mais um objetivo, que sempre foi um dos meus maiores sonhos: fazer uma faculdade. Agora com a ajuda de custo que a Karsten está nos oferecendo para estudar, pretendo aproveitar a oportunidade. Acredito que a faculdade será mais uma porta para minha renovação: pode ajudar a transformar a minha vida ainda mais e para melhor.


Foi amor à primeira vista, meu parceiro e eu dançamos muito naquela noite. Beatris Regina Alsleben Glau Confecção

Meu primeiro baile

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inha história de renovação começa assim, eu tinha 17 anos e trabalhava em uma empresa que fazia roupas. Levava uma vida normal, trabalhava e estudava, não tinha namorado ainda. Em um certo final de semana, meus pais falaram que queriam ir em um baile em Pomerode e que eu poderia ir junto pela primeira vez. Eu pensei: “meu primeiro baile, que legal”. No sábado, dia em que iríamos sair, o carro parou de funcionar. Eu comecei a chorar e falei “mãe eu quero muito ir nesse baile”. De tanto eu chorar e implorar, o carro de repente voltou a funcionar e fomos ao baile. Eu me produzi, coloquei um vestido pink bem chique. No baile, sentamos os três numa mesa. Eu falei para os meus pais “como está cheio aqui, quanta gente”. De repente, para minha surpresa, três rapazes se aproximaram da mesa de uma vez só para me tirar para dançar.

Olhei para os meus pais e perguntei “posso?” e eles consentiram. Então, olhei para os três e escolhi o mais bonitinho. Foi amor à primeira vista, meu parceiro e eu dançamos muito naquela noite. Estamos juntos desde aquela noite, nossa história de amor já faz 25 anos. Na época morava em Blumenau e fui morar em Pomerode com ele, coisa que eu nunca pensei. Foi uma total transformação na minha vida. Saí do meu antigo emprego e meu marido me ajudou a conseguir uma vaga na Karsten, onde trabalho há dez anos e adoro o que faço. Considero as mudanças de emprego e de cidade uma renovação em minha vida e penso “o que é o destino”. Tenho uma bela família, uma filha linda, um bom marido, um bom emprego e muita saúde. Não posso reclamar de nada. Espero que continue sempre assim, tudo de bom.

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A conquista

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inha história é interessante porque se refere ao tema de 130 anos da Karsten: renovação. Tudo começou quando entrei na Karsten aos 15 anos, trabalhei na recepção como menor aprendiz, foi um sonho que se realizou em minha vida. Como toda e qualquer adolescente, eu não via a hora de ser independente, começar a trabalhar para poder ganhar meu próprio salário e, assim, satisfazer minhas necessidades sem ter que pedir muito auxílio aos meus pais. E graças à minha luta, eu conquistei o que eu mais queria: trabalhar em uma empresa grande e “famosa”. Uma empresa que tem qualidade, marca, atitude e sustentabilidade. Aqui tenho o meu pai que trabalha na empresa há quase 20 anos. Foi com a ajuda dele que comecei a fazer parte dessa inesquecível história. Hoje, com meus 18 anos trabalho nessa empresa como efetivada e me sinto muito feliz por ter conseguido o meu primeiro emprego aqui. Confesso que no começo foi tudo muito difícil, pois passei por um intenso processo de transformação. Tive que abandonar muitas regalias da vida de adolescente para começar minha vida profissional. Renovei meus amigos, meu espaço de convívio, meu tempo e muito mais. Passei a renovar minha vida de forma inovadora a fim de alcançar resultados extremamente positivos e foi dessa maneira que consegui alcançá-los. Acredito que podemos nos renovar através de muitas formas, assim como algumas vezes precisamos nos adaptar às mudanças e saber ouvir e respeitar opiniões diferentes. Precisamos lutar em coletividade e juntos proporcionar a renovação na vida de cada um de nós, pois só assim conseguiremos buscar soluções para nossos problemas e alcançar os melhores objetivos nos próximos anos de nossa existência. Karsten 130 anos: renove-se você também e transforme seu medo em poder.

No começo foi tudo difícil, passei por um intenso processo de transformação. Tive que abandonar regalias da vida de adolescente para começar minha vida profissional. Bruna Cristina Salvador Recepção

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Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, que me acolheram e fizeram com que os dias do estágio fossem de aprendizado e de novos laços de amizade. Bruna Lais Reckelberg

Gestão de Pessoas

Cheia de planos

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inha história na Karsten inicia em 2011, fazia faculdade de Psicologia e estava no último ano da graduação. Neste período um dos estágios obrigatórios escolhidos foi na área de Psicologia Organizacional. A Karsten abriu as portas para que eu pudesse ter essa experiência de colocar em prática projetos sonhados durante toda a faculdade: de estar, cuidar e aprender com pessoas. Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, que me acolheram e fizeram com que os dias do estágio fossem de aprendizado intenso e também de novos laços de amizade. Cada dia foi uma experiência, tudo era diferente, o crachá, os cafés, os encontros dos projetos, enfim, e assim passou um ano. Em dezembro de 2011 uma ligação me surpreendeu em minha casa, me ligaram da Karsten falando sobre uma vaga no RH, queriam agendar uma entrevista. Nossa, pulei de alegria, passou um filme em minha mente com toda a expectativa do desafio: era um sonho estar recém-formada em uma grande empresa.

A família sempre foi fundamental para a realização destes grandes sonhos, tanto o da faculdade quanto o de fazer parte de uma grande empresa. Imagine, vibraram muito comigo com a notícia de que eu seria uma funcionária da Karsten. São momentos assim que marcam e fazem quem somos, são parte da construção de nossa história pessoal, de nossa vida. Trabalhar em lugar que te impulsione, que te faz querer ir além, que tem os mesmos valores que os teus é fundamental para a felicidade. Sim, trabalho e felicidade, hoje, são palavras que fazem parte do meu dia a dia. Sinto-me iniciando minha história e ao mesmo tempo como fosse da “casa”, cheia de objetivos, planos e principalmente buscando renovar cada um deles. Realizada e agradecida por ter tantas pessoas e momentos importantes nessa empresa, que é feita de cada olhar, aperto de mão, sorriso, procedimentos, desafios, conquistas. Que bom fazer parte destes 130 anos de sucesso!

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Minha família na Karsten

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lá, meu nome é Carla Cristina Koch, sou natural de Trombudo Central, mas morava em Agrolândia, interior de Santa Catarina. Você pode se perguntar, mas como eu vim parar em Blumenau? Pois bem, vou contar o motivo, é por causa da Karsten. Meus pais Inácio Koch e Maristela D. Koch receberam uma proposta para vir morar na cidade e começar a trabalhar nessa empresa. Na época, eu tinha somente sete meses, minha mãe ficou em casa cuidando de mim e meu pai começou a trabalhar na Karsten. Passado mais um ano, minha mãe também foi selecionada para trabalhar na mesma empresa. E vejam só o destino, hoje, também estou aqui, na mesma empresa em que os meus pais trabalham.

Minha mãe também foi selecionada para trabalhar na empresa. E vejam só o destino, hoje, também estou aqui, na mesma empresa em que os meus pais trabalham. Carla Cristina Koch Controladoria

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Posso dizer que graças a Karsten hoje, estou em Blumenau e consegui dar continuidade aos meus estudos, que foram concluídos em parte com a graduação, em 21 de julho de 2012. Foi com o incentivo de meus pais e do meu noivo Jefferson Thiago Wirth que consegui vencer mais esta etapa da minha vida. Quando entrei na empresa, comecei trabalhando na confecção, depois participei de um recrutamento interno e passei para a controladoria, com a ajuda de um curso técnico que estava fazendo na época. Gosto muito do que faço e da empresa. Percebo que a Karsten está mudando os seus conceitos e querendo renovar a cada dia. Isto é muito importante, pois as pessoas ficam mais entusiasmadas e motivadas com estas iniciativas. Sendo assim, acredito no processo de renovação desta empresa, da mesma forma que ela esta há mais de 20 anos renovando tudo que existe na minha vida.


Foi uma festa geral, a família toda comemorando e o Bruno radiante. Fiz um ultrassom e para nossa surpresa, alegria, susto, sei lá, eram gêmeos, um em cada útero. Carla Hostin Assini

Garantia da Qualidade

Nada é impossível

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eu nome é Carla e o meu marido se chama Fernando, somos casados há 10 anos. Quando completamos quase um ano de casados descobri que estava grávida. Foi uma gravidez muito difícil, pois tenho uma má formação uterina caracterizada pela presença de dois úteros. O Bruno se desenvolveu no útero direito, como tinha pouco espaço, sofri com contrações desde os seis meses de gravidez. Mas graças a Deus o nosso filho nasceu saudável e com completos nove meses. O Bruno sempre pedia um irmãozinho, eu e meu marido conversamos e decidimos que já era hora de ter outro filho. Era 2010 e eu já trabalhava na Karsten, quando consegui engravidar já na primeira tentativa. Foi uma festa geral, a família toda comemorando e o Bruno radiante. Na semana seguinte, fiz ultrassom e para nossa surpresa, alegria, susto, sei lá, eram gêmeos, um em cada útero. O Bruno passou de feliz para extasiado, ele não cabia em si. O mais incrível era que minha família e do meu marido não tinham históricos de gêmeos. No dia na consulta, o ultrassom revelou que não havia batimento cardíaco de nenhum embrião. O chão desapareceu debaixo de nós, chorávamos como crianças. O médico explicou que as

chances de evolução da gravidez eram baixas. Chegamos em casa arrasados, o Bruno não conseguia entender, não foi fácil. Eu e meu marido decidimos virar esta página, pois sofremos muito. No final de janeiro de 2011 visitei um fornecedor da Karsten, mas na viagem de volta passei muito mal. Ao sair do trabalho fiz o teste de gravidez e deu positivo. Eu não sabia se ria ou se chorava. Para minha surpresa eram gêmeos, a médica disse que os dois estavam no útero direito e me deu um cartão com a mensagem “para Deus nada é impossível”. No ultrassom de quatro meses descobrimos que eram dois meninos. Aos cinco meses de gravidez eu já tinha o tamanho da barriga de nove meses e as contrações muito fortes. Com oito meses de gestação a bolsa rompeu e eles nasceram de cesárea. Ao meio dia de 29 de agosto de 2011 nasceram o Rafael com 2,175 quilos e o Rodrigo com 2,150 quilos. Era uma felicidade geral, uma vitória, o Bruno nem acreditava. Ele dizia que Deus os enviou de “novo” pra gente. Voltei a trabalhar em janeiro deste ano, todos me esperavam de braços abertos. Gosto do meu trabalho, tenho uma família maravilhosa e esta é a minha história de renovação. 31


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Renasci para a vida

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inha história começou em Luís Alves, no interior de Santa Catarina. Sou o mais moço dos 10 filhos de um casal de agricultores. Desde cedo, quando ainda era adolescente, trabalhava com meus pais na agricultura. Aos 22 anos sai da casa da minha família para começar uma vida nova em Blumenau, trabalhando na indústria têxtil e morando com uma irmã, já casada. O tempo passou, conheci minha esposa, vieram os filhos, Arian e Samara, que são uma benção de Deus. Com o passar dos anos, meus pais envelheceram e necessitaram da minha ajuda. E eu claro, larguei tudo, peguei minha família e fomos cuidar deles em Luís Alves. Com o passar dos anos, eles não resistiram e partiram. Voltei com minha família para trabalhar em Blumenau.

As coisas foram se ajeitando, com meu esforço e dedicação consegui minha casa própria. Porém, meu casamento foi se desgastando aos poucos e quando percebemos já estava no fim. Na separação, deixei tudo que tinha para minha esposa e filhos. Mesmo longe dos dois filhos sempre fui um pai presente. Dessa minha caminhada de altos e baixos, alegrias, tristezas e conquistas, durante sete anos a Karsten faz parte da minha vida. Hoje em dia, moro sozinho, estou lutando para construir uma vida nova, adquirindo minhas coisas novamente. Nessa trajetória agradeço muito a Karsten, que sempre me ajudou nos meus momentos mais difíceis e no meu crescimento profissional. Agradeço a Deus todos os dias pela minha vida nova. A vida é tão bela e maravilhosa. Renasci de novo para a vida...

Com o passar dos anos, meus pais envelheceram e necessitaram da minha ajuda. E eu claro, larguei tudo, peguei minha família e fomos cuidar deles. Celso Paulo Beneficiamento

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Bem humano

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ou Charles e trabalho na Preparação à Tecelagem, no setor de urdideiras seccionais há 26 anos, no primeiro turno. Em 1986, quando comecei na Karsten, não era fácil conseguir uma vaga, pois havia poucas indústrias na região e bastante oferta de mão de obra. Após muito insistir junto ao RH da empresa, consegui meu objetivo de ingressar na Karsten. Iniciei como auxiliar de serviços gerais na urdição. Em 1995 comecei a trabalhar como operador de máquinas. Em 1997 todos os funcionários tiveram um grande desafio, o de obter o certificado da ISO 9001; houve um grande empenho de todos para se adequar às normas e conseguir a certificação. Neste mesmo ano o setor de preparação adquiriu uma urdideira seccional nova, na qual participei da montagem e vindo a ser operador na mesma. Quando a Karsten implantou a PPR em 1998, nos sentimos muito felizes pelo fato de a empresa dividir conosco os seus resultados e estabelecer metas para alcançar os mesmos. Em 2000 nos adequamos às normas da ISSO 14000. Junto com a certificação aprendemos a valorizar e preservar ainda mais o meio ambiente, tanto na empresa quanto em nossos lares. Foram feitas muitas campanhas educativas. Em 2002 a preparação adquiriu mais uma nova urdideira seccional, na qual mais uma vez participei vindo a ser operador da mesma. Durante todos esses anos trabalhando na Karsten sempre houve mudanças e em todas elas nos adaptamos e adequamos. Mudanças dependem, principalmente, da aceitação das pessoas, de trabalharem em conjunto para um bem comum que é a empresa. Para manter um emprego e ser feliz nele devemos ser respeitados e respeitar aqueles que são nossos superiores e também os nossos colegas de trabalho. Nunca passar por cima de ninguém e respeitar a opinião e vontade das pessoas. De todos os bens que possuímos ou adquirimos o mais precioso é o bem humano.

Se não temos a paz, é por que nos esquecemos de que pertencemos uns aos outros. Madre Tereza de Calcutá

Charles Gehlen

Preparação à Tecelagem

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Paixão pela área têxtil

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m 1984 comecei a trabalhar na Karsten como Auxiliar de Tintureiro. Após a experiência passei a exercer a função de tingidor de tecidos. Época em que a Karsten já estava se renovando: lançando novos produtos e adquirindo novas máquinas para competir no mercado externo. Na mesma década foi adquirida a máquina para a lavação de felpudos e tecidos lisos. Eu trabalhava no terceiro turno, também procurei me renovar com a continuidade dos meus estudos para conquistar novos horizontes.

Com espírito de querer mais e com um pouco de conhecimento na área comecei um curso técnico e me formei em 2007. Cicero Pedro de Melo Beneficiamento

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Era uma época muito difícil de empregos. Nós trabalhávamos na tinturaria em oito pessoas no terceiro turno. Durante o dia eu cuidava das minhas filhas e realizava outras atividades fora da empresa. Após concluir o segundo grau, fui transferido para o segundo turno como operador da máquina de lavar tecidos. A máquina era enorme e espantava as pessoas pelo seu tamanho e produção. Como operador, trabalhei em várias máquinas dentro do beneficiamento. Em 1995, me desliguei da Karsten por motivos pessoais. Mas em 2003 voltei com novas perspectivas, muita vontade de vencer e com um grande objetivo: transformar-me em um grande conhecedor da área têxtil. Procurei cursos das áreas afins para entender melhor os fluxos dentro do processo produtivo, foi assim que compreendi o porquê de cada tarefa. Sempre participei de grupos ou círculos de qualidade que existiam. Com espírito de querer mais e com um pouco de conhecimento na área comecei um curso técnico e me formei em 2007. Muito feliz com essa etapa concluída procurei aperfeiçoar-me cada vez mais. Hoje, estou satisfeito com tudo que a Karsten me proporcionou e pela conquista destes anos de trabalho. A empresa continua renovando com novos produtos, novos maquinários e uma gestão empresarial fantástica, além da sua ética e seus valores. Hoje, exercer a função de instrutor de operação do beneficiamento é muito gratificante; área em que eu almejava outrora obter mais conhecimentos. Dentro deste espírito renovador, eu participo com minhas ideias, minhas sugestões e meu compromisso.


Boa notícia

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m 13 de outubro de 2005 comecei a trabalhar na Karsten. Após algum tempo trabalhando na empresa, observei que tinha que progredir, que deveria sair do comodismo, era hora de agir e de voltar a estudar. Em meados de 2006 comecei a fazer faculdade de Administração com ênfase em finanças. Depois de um ano e meio, abriu recrutamento interno para trabalhar na recepção. Assim que soube pedi a minha supervisora para me candidatar. Passei por vários testes junto com outras meninas e fui a escolhida. Quando soube do resultado fiquei radiante de felicidade, não imaginei que em tão pouco tempo de empresa já pudesse progredir. Passado uns dois anos fui informada de uma seleção para trabalhar no financeiro. Assim que soube pedi ao meu supervisor para me candidatar. Passaram algumas semanas e por motivos internos o recrutamento foi cancelado. A princípio fiquei triste, chateada, mais segui em frente com o trabalho na recepção.

Fiquei em dúvida se iria ou visitaria minha mãe que estava hospitalizada. Pensei bem e fui, imaginei que se conseguisse a vaga, daria uma ótima notícia para minha mãe.

No começo de 2010, surgiu um novo recrutamento para trabalhar no financeiro. Como eu estava de férias, recebi a ligação do meu supervisor informando e questionando se eu gostaria de participar. De imediato respondi que sim. Quando eu estava no último dia de férias, ligaram para comparecer ao RH para participar do recrutamento interno. No momento fiquei em dúvida se iria ou visitaria minha mãe que estava hospitalizada. Pensei bem e fui ao recrutamento, imaginei que se conseguisse a vaga, daria uma ótima notícia para minha mãe. Passaram-se algumas semanas e recebi a notícia que fui escolhida para trabalhar no financeiro. Fiquei muito feliz e orgulhosa e contei a boa notícia para minha mãe, que vibrou comigo. Hoje, faz sete anos que estou trabalhando nesta empresa, juntamente à Karsten minha vida passou por muita transformação e renovação.

Cinthia Stein Financeiro

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Sem desacreditar dos sonhos

E

u estava em um emprego bom, recebia muitos elogios do meu trabalho e até pretendia fazer curso na área. Porém, na época, a diretoria foi alterada e com as mudanças internas acabei sendo demitido. Foi uma fase difícil. Endivide-me muito, precisei de ajuda dos meus pais para pagar as contas e fiquei por muito tempo nessa situação. Fiz cadastro para trabalhar na Karsten e recebi muita ajuda da minha mãe para entrar. Todos os dias ela ligava para saber do andamento da vaga. Ela sabia que eu precisava tocar a minha vida. No começo foi complicado para entrar por causa do alistamento militar. Mas, mesmo com todas as dificuldades, consegui entrar na expedição. Foi uma grande mudança no tipo de serviço, mas me espelhei na carreira que meu pai construiu por vários anos em outra empresa têxtil. Aprendi muita coisa e ainda estou aprendendo. Depois de um tempo, houve a troca de direção e, por causa da crise, fiquei trabalhando sozinho no galpão. Vários galpões fecharam na época. Nesse período, eu trabalhava com meu supervisor, nossa equipe era composta de apenas duas pessoas. Foi um período muito puxado, de muito trabalho. Na época, houve muitas trocas de supervisores; a expedição é um ambiente complexo, exige muita dedicação, mas mesmo assim é divertido trabalhar, fiz muitos amigos no setor. Sigo minha vida com uma lição: não podemos desacreditar dos sonhos, é preciso colocar um foco e correr atrás dos objetivos.

Todos os dias minha mãe ligava para saber do andamento da vaga. No começo foi complicado para entrar por causa do alistamento militar. Cleiton Evair Hostert Expedição

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Nós dois éramos duas crianças cuidando de outra criança. Esperávamos ele completar 18 anos para poder trabalhar e sustentar nossa família. Daiane Raquel Becker

Tecelagem

A conquista das oportunidades

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m 2008 comecei a trabalhar na Karsten. Moro em Blumenau, engravidei com 14 anos e na época fui morar com meu marido, o pai da minha filha. Nós dois éramos duas crianças cuidando de outra criança. Esperávamos ele completar 18 anos para poder trabalhar e sustentar nossa família. Meu marido teve dificuldades em entrar na empresa, mas com muita luta ele conseguiu. No início só ele trabalhava, pois eu não tinha ainda a idade permitida para ingressar no mercado de trabalho. Sempre quis trabalhar na Karsten, pois meu marido falava muito bem daqui. E quando eu completei 18 anos me inscrevi para trabalhar na empresa e consegui a vaga. No início entrei como faxi-

neira na Preparação. Como sempre quis crescer, comecei a fazer cursos e me dedicar muito para o meu trabalho. Logo eu fui para a Tecelagem, onde estou até hoje e muito feliz com o trabalho que faço. Minha filha vai de manhã para a escola e à tarde tenho um pouco mais de tempo para ficar com ela. Aos poucos fui conquistando a confiança dos meus colegas e do meu supervisor e ainda quero crescer muito na empresa. Muita gente reclama do salário, mas esquecem de que você é que é responsável em conquistar as oportunidades. Mostre serviço, mostre que você é capaz e a empresa reconhecerá seu esforço.

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Hora da decisão

A

minha história começa em 2009, ano que me formava no ensino médio e passava para outra etapa em minha vida. Estava disposta a trabalhar mais não sabia onde, nem em que área, não tinha ideia do que fazer. O ano já estava na metade e minha indecisão aumentava cada vez mais. Certo dia, conversei com minha tia que trabalhava na Karsten sobre minha indecisão, ela falou que havia algumas vagas abertas na empresa. Resolvi me candidatar e minha tia fez uma indicação para a vaga. Uma semana depois fui chamada para entrevista. Lá, tive a opção de trabalhar nos seguintes setores, expedição ou recursos humanos, como eu tinha pouca idade, optei pela expedição.

Passei por momentos muito bons e tive várias amizades, algumas mantenho até hoje. O tempo foi passando, já estava lá há um ano, quando decidi renovar minha vida. Debora Borchardt Ambulatório

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Passei por momentos muito bons e tive várias amizades, algumas ainda mantenho hoje. Assim o tempo foi passando, já estava lá há um ano, quando decidi mudar minha vida, quis “renovar”. Acabei optando em procurar por recrutamento interno. Participei de um para a área de controladoria, mais não foi daquela vez. Já estava quase desistindo, minha tia me chamou pra ver um cartaz no mural do refeitório na nossa hora do lanche. Lá havia informação de recrutamento para o setor de ambulatório, quando vi o cartaz lembrei de que há alguns meses tinha feito parte do teatro da Sipat setorial, onde eu tinha sido enfermeira. Resolvi tentar para esta vaga, a de secretária para os dentistas. Passei no recrutamento e posso dizer que isso foi uma grande transformação. Aprendi que em certos momentos da vida temos que renovar para vivermos melhor. Por isso desejo à empresa Karsten renovação nestes 130 anos de muito sucesso, que venham assim muitos anos.


O sol volta a brilhar

E

u casei com 16 anos e meu marido trabalhava na Karsten. Eu sempre quis trabalhar na empresa também, mas ele nunca permitia que eu fizesse ficha. Mais tarde descobri que ele não queria a minha presença porque tinha uma amante que trabalhava na empresa. Depois que descobri tive depressão profunda, fui até o “fundo do poço”, tomei remédios fortes e até tentei me matar. Minha vida estava de mal a pior. Tive dois filhos desse casamento, hoje, eles estão com 18 e 20 anos. Nessa fase ruim o meu filho mais velho se tornou dependente de drogas e a minha convivência com ele ficou cada vez mais difícil.

Nesse período recebi o conselho e a palavra de uma pessoa de muita luz, que foi um anjo na minha vida. Ela me ensinou a ter força, a acreditar em mim e amar minha própria vida, coisa que eu não fazia mais. Depois que passei a me amar e valorizar de verdade, ergui a cabeça e sai para procurar emprego. Separei do meu marido, que nunca acreditava que eu seria alguém e fui em busca de uma nova vida para mim e para meus filhos. Em pouco tempo fui chamada na Karsten, co-

mecei a trabalhar, a estudar e minha vida tomou um novo rumo. Em contato com outras pessoas e com a cabeça focada no trabalho, voltei a sorrir novamente. Hoje estou casada novamente e tenho um bebê de sete meses. A Karsten me ajuda muito na compra de leite para a meu filho e também com o plano de saúde. Meu filho nasceu e eu renasci com ele. Com o bebê veio a renovação e a certeza de que podemos tudo na vida quando nos amamos de verdade.

Nunca desista frente a um obstáculo, pois por mais que seja longo o período da noite, logo se faz dia e o sol volta a brilhar.

Debora Schroeder Pereira

Fiação

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Adolescência

T

udo começa com a minha entrada na tão terrível ou esperada adolescência. Quem já passou por essa fase sabe bem do que estou falando. E não é somente nós que sofremos com essas transformações, os pais também; e como sofrem. Nessa fase o corpo e os sentimentos mudam, as companhias, antes agradáveis, agora são chatas. Procuramos nos encaixar em um grupo de iguais. Os pais vão deixando aos poucos de serem nossas principais referências e os amigos vão ganhando destaque. Com meus 15 anos, no auge da adolescência, deparo-me com a seguinte situação: minha mãe decide mudar para minha cidade natal, Taió. Fiquei furiosa, bati o pé e enlouqueci. Na minha cabeça vinham pensamentos do tipo “como eu, uma garota do século XXI vou morar em uma cidadezinha de 16 mil habitantes? E meus amigos como vou viver sem eles?”. Depois de duas semanas após o comunicado fizemos a mudança. Os primeiros meses foram os piores. Demorei a me adaptar. Cheguei a brigar com minha mãe disse que a odiava e ela sempre afirmou que me amava. Esta aí o amor de mãe. O tempo foi passando, eu sentia falta dos amigos, da cidade, dos lugares que frequentava. Eu tinha um namorado em Indaial e a saudade batia, mas eu não percebia que foi por causa dele que tudo havia mudado. Eu havia me transformado em uma garota rebelde por influência dele e de meus amigos. Então, em um belo dia (nem tão belo assim, porque estava chovendo), uma amiga da escola me viu chorando e quis saber o porquê. Desabafei e ela disse que o meu problema tinha solução, que era para encontrá-la no sábado a noite em uma praça. Estava meio desconfiada, mas resolvi ir. Ela me levou ao grupo de jovens da igreja que frequentava. No começo fiquei com os dois pés atrás, mas acabei me soltando e quando vi já estava lá, caída no chão e chorando como um bebê. Todos os meus amigos e parentes se surpreenderam com a minha mudança e ainda se surpreendem. Nem eu me reconheço às vezes. Troquei minhas companhias, meu jeito de ver as coisas. Joguei no lixo o que me prendia ao passado. Deus me deu uma nova vida: purificada e transformada. Somente em Deus pude encontrar a paz que tanto buscava. Hoje em dia sou a pessoa mais feliz do mundo, porque tenho tudo que preciso, um ótimo emprego, um namorado que me ama, uma família abençoada e uma história de renovação e transformação. Espero ter muitas histórias para contar, mas a partir de agora, só de alegrias.

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Com meus 15 anos, no auge da adolescência, deparo-me com a seguinte situação: minha mãe decide mudar para minha cidade natal, Taió. Deisiana Cristina de Lima Confecção


Nós somos unicamente responsáveis pelo nosso sucesso, temos que ser persistentes e sempre buscar a renovação em nossas atitudes, em nossos sonhos e em nossos desejos. Denilson Jasiel Koser

Quem busca, sempre encontra!

M

inha história iniciou-se em agosto de 2002, quando eu fui contratado pela agência de emprego para trabalhar na Karsten, onde após seis meses fui efetivado. Na época trabalhei como operador de filatório, máquina onde se produz o fio. Eu fazia o curso de Técnico em Mecânica e já estava me formando, quando em uma Sipat setorial, eu acertei todas as perguntas sobre trânsito. A partir daí verificaram minha ficha junto ao RH e viram que eu estava me preparando para crescer profissionalmente. Após três meses fui promovido para Mecânico. Fiz curso de especialização em manutenção de filatórios, passadores e bobinadeiras. Percebi que tinha oportunidade de crescer mais e em 2005 iniciei o curso de Tecnólogo em Fabricação Mecânica com duração de três anos e meio. Ao terminar, senti o desejo de me preparar mais, comecei o curso de Técnico Têxtil, que me ajudou muito a entender a área de produção têxtil. Quando eu estava no terceiro semestre do curso, abriu o recrutamento interno para a vaga de Instrutor Operacional de Fiação.

Fiação

Candidatei-me a vaga, concorrendo com mais 11 pessoas, passei por várias avaliações, me destaquei em todas e fui selecionado para a vaga. Estou há dois anos nesta vaga, onde me sinto realizado no que faço, mas não acomodado, sei que tenho potencial de crescimento e vou buscar melhorar a cada dia. Meu objetivo é ser supervisor de produção. Temos que nos preparar para agarrar as oportunidades quando elas aparecem e nunca desistir quando elas não acontecem. Nós somos unicamente responsáveis pelo nosso sucesso, temos que ser persistentes e sempre buscar a renovação em nossas atitudes, em nossos sonhos e em nossos desejos. Às vezes é necessário revisarmos os nossos planos e adaptá-los, pois nem tudo acontece como queremos. Mudança e Renovação são itens indispensáveis para uma vida de sucesso.

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A menina do refeitório

M A empresa oferecia vários benefícios, dentre eles, o estudo. O sonho da minha mãe e do meu pai era me ver formado, sabia que ali era o meu lugar e comecei a estudar. Diego Cesar de Castro Guerra

Preparação à Tecelagem

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inha historia de renovação começa quando vim da minha cidade natal, Cajati, São Paulo, para Blumenau. Despedi-me dos meus pais e disse “vou seguir meus sonhos, estudar e dar orgulho para vocês”. Trabalhei em metalúrgicas, em obras e como vigilante, passava noites sem dormir. Morava com minha tia e para não incomodá-la resolvi morar sozinho. Peguei o dinheiro que havia guardado, aluguei uma casa e comprei móveis. No começo foi difícil, estava sozinho, chegava do trabalho e ia dormir chorando de saudades da família. Até então não conhecia a Karsten, foi quando tomava banho e minha toalha velhinha rasgou ao enroscar no prego da porta. No outro dia fui ao mercado procurar uma toalha barata e de qualidade, dentre várias marcas observei a Karsten, que mudaria minha vida. Ao chegar em casa e ler a embalagem, descobri que essa toalha era fabricada no bairro vizinho. Resolvi visitar a Karsten, preenchi um currículo e no outro dia ligaram para fazer entrevistas. Eu ainda trabalhava em uma metalúrgica, foi quando peguei a toalha e falei “essa empresa vai fazer parte da minha vida”. Vi que a empresa oferecia vários benefícios dentre eles o estudo. O sonho da minha mãe e do meu pai era me ver formado, sabia que ali era o meu lugar e comecei a estudar. Passava mais tempo na empresa do que em casa. Fiz amigos na empresa e no colégio e foi uma dessas amizades que mudou a minha vida. Marcamos de nos encontrar em sua casa para seu aniversário. Chegando lá eu vi uma garota que trabalhava na Karsten, não sabia que ela era amiga da aniversariante. Olhava para ela nas idas e vindas do refeitório e nunca tive oportunidade de perguntar seu nome. Naquela noite, tivemos uma longa conversa, nos conhecemos melhor e a primeira frase que disse a ela foi “você trabalha na Karsten”. Não fiquei mais sozinho porque ela ficou ao meu lado, mas por uma tragédia do destino a senhora que ela cuidava faleceu e ela foi obrigada a sair da casa. Ela chorou muito e resolvemos morar juntos. Tudo aconteceu muito rápido, desde então já estamos há dois anos cuidando um do outro. A Karsten proporciona renovação para quem busca conhecimento, eu busco sempre algo a mais, decidi fazer parte da Brigada de Emergência da empresa. Pretendo crescer cada vez mais e dar orgulho aos que me cercam e aos que sinto saudade. Com essa campanha da Karsten “Do casulo à borboleta” vou fortalecer meus conhecimentos e quando estiver pronto irei visitar meu irmão que não vejo há mais de dez anos. Mesmo longe ele sempre esteve presente, pois minha família é o espelho da minha vida e devo tudo a eles.


Minha vez

T

udo começou em 1984 com um sonho, eu tinha cinco anos e ia ao Jardim de Infância Olga Karsten. Eu olhava do portão do Jardim, meus pais e demais pessoas passando pela calçada a caminho da empresa. Eu pensava “quando eu completar 14 anos quero trabalhar lá também”.

Comecei o curso e algumas semanas depois, após concluir o nivelamento, tive a triste notícia que a vaga não era minha, pois tinha ficado em segundo lugar. Pensei em desistir nos primeiros dias, mas como o curso não tinha custo, apenas despesas com transporte e alimentação, continuei com muito incentivo da minha mãe.

Alguns anos depois, quando já estava na sétima série, ocorreu uma visitação na empresa através da escola. Nesse dia fiquei impressionado com a grandiosidade da empresa, ainda lembro, como se fosse hoje, das estampas maravilhosas da Disney. Aí tive certeza do que eu queria!

Antes de concluir o curso fui contratado por outra empresa têxtil, onde trabalhei até 1999. Durante esse período me preparei, fiz diversos cursos e quando estava cursando “Técnico em Mecânica” vi no jornal uma vaga na manutenção da fiação da Karsten. Esta era a minha vez! Comecei na empresa em agosto do mesmo ano. A fiação tinha acabado de ser modernizada e reestruturada.

No ano seguinte, em 1993, quando estava quase concluindo a oitava série, minha mãe chegou em casa após o trabalho e me avisou de duas vagas de menor aprendiz para filhos de funcionários, um para mecânico e um para eletricista. Porém, a condição era se matricular no curso de Ajustador Mecânico, no Senai, em período integral e ficar em 1º lugar no nivelamento.

Quando já estava na sétima série, ocorreu uma visitação na empresa através da escola. Nesse dia fiquei impressionado com as estampas maravilhosas da Disney.

Dieter Ney Hamann

Fiação

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Renovação em família

C

ompletei, em julho deste ano, três meses de Karsten (ufa, passei a experiência) e esta vai ser a história de renovação que vou contar. A maior renovação de nossas vidas começou a pouco mais de um ano. Morava em São Paulo e trabalhava há um ano e meio no setor de transporte em uma seguradora. Mas São Paulo não é o paraíso que muitos imaginam, eu trabalhava demais, acumulava funções por um salário muito baixo, não é a toa que eu não estava contente. Minha esposa era promotora de festas e atendente de caixa em uma rede de fast food, com uma escala de folgas pior do que a minha. Por conta do estresse no trabalho começou a ter sérios problemas de saúde. Coincidência ou não, meu sogro queria mudar para Pomerode e insistia que fossemos juntos. Foi aí que pedimos demissão de nossos empregos rumo a Santa Catarina. Após muitas dificuldades financeiras e de adaptação, finalmente nos estabilizamos. Certo dia, meu sogro estava procurando emprego e eu disse a ele para tentar uma oportunidade na Karsten, como ele não sabia onde era eu o conduzi. Chegando à portaria, ele me orientou a preencher uma ficha também. Depois de uns dias, o RH da Karsten me chamou para uma entrevista. Minha esposa me convenceu a ir, fui mais por curiosidade, pois eu estava trabalhando em uma fábrica de brinquedos. Cheguei para a entrevista e a responsável deixou em minhas mãos a decisão de trocar a empresa que eu completaria um ano pelo desafio de começar tudo de novo, mas com a possibilidade de crescimento profissional. Saí da fábrica de brinquedos e entrei para a Karsten. Mas não foi só eu que me renovei. Uma semana após a admissão eu trouxe minha esposa, que em seguida trouxe o meu sogro. Foi uma renovação em família. Agora estamos mostrando nosso potencial e aguardando oportunidades que estão por vir. No dia em que completei três meses na Karsten, tivemos o evento “Renove-se!”. A minha história de renovação é essa, estou me renovando junto com a empresa. Essa é a narrativa de uma pessoa simples, mas focada em seus valores e suas metas pessoais, que sabe que depende só dele para conquistar tudo aquilo pelo que luta diariamente, que é a sua plenitude como profissional, marido e pai.

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Pedimos demissão de nossos empregos rumo à Santa Catarina. Após muitas dificuldades financeiras e de adaptação, finalmente nos estabilizamos. Dionisio Silveira Neto Beneficiamento


Construí uma nova família, ajudei muitas pessoas que precisavam de carinho e apoio. Foi um tempo de muita graça e discernimento: um encontro com meu íntimo. Dolly Chagas de Moraes

PGC

A vida é feita de escolhas

A

credito que a vida é feita de escolhas, algumas dependem de nós, outras não. Essa história trata das minhas escolhas. Não escolhi nascer, porém escolhi viver de acordo com meus princípios e buscar aquilo que me completa. Quando eu tinha 12 anos meus pais decidiram “renovar” e mudamos de cidade. Pomerode foi nosso destino, cidade que nem imaginava existir. Iniciamos uma nova vida, nova casa, nova cultura, novos amigos, adorei a mudança. Novos desafios nos obrigam a evoluir e nos fazem crescer como seres humanos. Aos 16 anos decidi dedicar minha vida a Deus, sempre fui praticante do catolicismo. Por um sentimento de entrega que crescia em meu peito resolvi mudar para um convento, em São Paulo. Embora não fosse da vontade de meus pais, pois deixaria a casa deles, eles sempre me apoiaram. No dia 2 de janeiro de 2003 lá estava eu, longe da minha família para me juntar a pessoas estranhas, porém com os mesmos desejos. Construí uma nova família, fiz novos amigos, ajudei muitas pessoas que precisavam de carinho e apoio. Foi um tempo de muita graça, aprendizado e discernimento: um encontro com meu íntimo. Depois de um ano e oito meses decidi deixar a instituição; estava prestes a dar um grande passo na vida religiosa, porém não tinha certeza de que

essa vontade iria durar para a vida toda. Eu poderia continuar a praticar boas ações onde quer que eu estivesse. Essa foi a escolha mais difícil da minha vida. Após três meses, escolhi trabalhar na Karsten. Minha vida aqui na empresa começou aos 19 anos, iniciei na Preparação à Tecelagem, no terceiro turno. No início não foi fácil, mas quem disse que a vida é fácil?! Foi então, que surgiu uma oportunidade que não estava procurando. Gabriel era um rapaz tímido, de poucas palavras, mas com um coração enorme, que não desistiu de me conquistar. Minha escolha foi dar uma chance para que pudéssemos descobrir um sentimento lindo, que perdura até hoje. Na busca pelas oportunidades, escolhi me inscrever em um recrutamento, passei a trabalhar na Engenharia de Produtos e Processos e mudei o horário de trabalho. Entrei na faculdade, mudei de casa e escolhi não parar mais. Há dois anos, trabalho na área de Planejamento e Gestão Comercial, estou no início da construção da casa própria e com a intenção de renovar projetos, processos, estilo de vida e trabalho. Acredito que tudo o que sou e tenho foi pelas escolhas que fiz. A renovação só depende de nós, não importa onde estamos, mas sim onde queremos chegar, o que queremos ter ou ser. 45


Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Ser Mãe

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omo a maioria das mulheres o meu sonho sempre foi ser mãe. Mas logo que me casei, sempre fui adiando, por medo e insegurança. Não sabia se estava preparada para criar e dar a melhor educação a uma criança. Depois de cinco anos de casamento resolvemos tentar. Procuramos um médico, fizemos todos os exames necessários e já tivemos a primeira decepção. Meu marido fez um exame e foi constatado que ele tinha problemas de fertilidade. Ficamos arrasados, mas o médico nos disse que ele teria que repetir o exame para comprovação. Mas graças a graças a Deus, ele repetiu e estava tudo certo.

Passou-se um mês e tudo começou a mudar. Resolvi fazer o exame e para nossa felicidade tinha acontecido um milagre: eu estava grávida. Doraci Wruck Hostin Tempos e Métodos

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Depois foi minha vez de ser examinada e para nosso desespero, o médico nós disse que eu tinha o útero virado e seria muito difícil de eu engravidar de maneira natural. Logo fomos para casa e chorei muito, pois nosso sonho de ter um filho estava cada vez mais distante. Mesmo assim tentamos durante seis meses e todo mês era a mesma frustração. Num certo domingo fomos a uma missa, ao final, o padre passou com o Santíssimo e disse para as pessoas fazerem um pedido especial e com muita fé que seria realizado. Eu e meu marido pedimos a mesma coisa, sem que um soubesse do outro, e quando o Santíssimo passou, mesmo muito longe, fizemos o pedido. Depois da missa perguntamos um ao outro qual era o pedido e para nossa surpresa era o mesmo: um filho. Saímos muito surpresos e esperançosos. Passou-se um mês e tudo começou a mudar: eu estava estranha, com dores nos seios e enjoo. Resolvi fazer o exame e para nossa felicidade tinha acontecido um milagre: eu estava grávida. Choramos novamente, mas agora um choro de alegria, por Deus ter nos dado este presente tão maravilhoso. Para nós, nossa filha é um grande milagre, pois ela nos uniu cada vez mais e proporciona muita alegria. Enfrentamos muitas dificuldades depois que ela nasceu. Ela tinha refluxo e se afogava com facilidade, quase a perdemos. Mas sempre estávamos unidos para dar a ela muito amor e carinho.


Persistência falou mais alto

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niciei na Karsten em 1996, mas antes fiz a escolinha da empresa. Após um ano de espera me chamaram para fazer parte do grupo, entrei como revisora, sendo que já havia trabalhado dez anos em outras empresas como costureira. No começo foi difícil, pois nunca havia trabalhado em pé. Nas primeiras semanas achei que não iria conseguir. Na época, o refeitório era distante do setor, era preciso descer várias escadas. Tínhamos apenas trinta minutos para descer, comer e subir para retornar ao trabalho. Porém, como não aguentava de dor nos meus pés, ficava sentada no banco, sem comer para poder resistir até ao término do trabalho. Pensei em desistir, mas a persistência falou mais alto. Após dois anos, me convidaram para trabalhar como inspetora, aí veio o meu segundo desafio. Até que em 2001 fui desligada da empresa por um motivo que até hoje desconheço. Fiquei arrasada e chorei durante uma semana. No ano seguinte fui convidada para fazer parte da garantia da qualidade, não hesitei e aceitei na hora. Retornei em 2002 e comecei uma nova etapa em minha vida. Não esqueço de quando pediram para bater fotos e anexar aos critérios da qualidade. Olhei para a máquina como se fosse um bicho de sete cabeças, não sabia nem mesmo baixar as fotos no computador. Não sabia por onde começar, ali estava uma oportunidade ou uma desistência, mas não era desta vez que me daria por vencida. Nunca tive problema ou vergonha de pedir ajuda ou de dizer “não sei, alguém pode me ajudar?”. Se eu não fosse humilde a esse ponto não chegaria até aqui. Fazia muitas coisas, pelas quais não era reconhecida, pois sempre gostei de ajudar as pessoas. Todos os acontecimentos só me levaram ao crescimento e com ele algo que ninguém jamais irá tirar de mim: o conhecimento.

Hoje, sou técnica da garantia da qualidade. Sinto-me muito honrada e valorizada pelo que faço. A Karsten fez com que eu voltasse a estudar, pude concluir o primeiro e segundo grau. Faço uma faculdade graças à oportunidade que a empresa me ofereceu. Espero que todos tenham o comprometimento para fazer com que esta empresa chegue ao primeiro lugar, mas para isso temos que acreditar e fazer diferente. E eu acredito. Sinto-me orgulhosa em fazer parte desta empresa e estarei com ela para o que der e vier.

Se eu não fosse humilde a esse ponto não chegaria até aqui. Fazia muitas coisas, pelas quais não era reconhecida, pois sempre gostei de ajudar as pessoas.

Dorotéia Clauberg

Garantia da Qualidade

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Dando espaço para o novo

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eu nome é Elaine, sou da cidade de São Paulo e há quase um ano estou morando em Blumenau. Quando cheguei aqui confesso que tive medo por não conhecer ninguém. Muitos dos familiares e amigos que deixei para trás disseram que era loucura eu vir para Santa Catarina. Mas eu vim porque precisava mudar, queria fazer uma transformação na minha vida, no meu casamento e até mesmo no ambiente, no qual os meus quatro filhos estavam sendo criados. Depois de arrumar a minha casa na cidade, fui atrás de um emprego. Na época eu estava um pouco assustada, porque logo depois da nossa chegada, o meu marido perdeu o emprego nos deixando muito inseguros em relação ao futuro. Foi então que uma vizinha comentou comigo que na Karsten nós teríamos muitas oportunidades. Tentei três vezes uma vaga, mas não consegui. Arrumei outro emprego e depois de sete meses recebi uma ligação da Karsten para fazer uma entrevista. Fui contratada. Apesar de fazer parte da equipe há pouco tempo, já percebo que essa é uma empresa que se preocupa com todos os colaboradores. Acho a renovação muito importante, pois transformar-se é abrir espaço para o novo em nossas vidas. Aqui eu fiz novos amigos, porque tive a coragem de fechar um ciclo na minha vida. Por isso, quero viver sempre renovando a minha história.

Quando cheguei aqui confesso que tive medo por não conhecer ninguém. Familiares e amigos disseram que era loucura eu vir para Santa Catarina. Elaine Roseno da Silva Teixeira Expedição

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Discretamente a “pedra preciosa bruta” deu um sinalzinho de brilho. Apareceram oportunidades de “algo mais”. Aquele sonho virou objetivo, meta. Eliane Mara Michel Danker

Garantia da Qualidade

Pedra preciosa

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rabalho na Karsten há 18 anos, dispostos em dois períodos, um de seis anos e outro de doze. Saí em 98, voltei novamente em 2000. Sou casada e meu marido também trabalha aqui. Temos dois filhos, uma moça de 16 anos que já trabalhou na empresa como menor aprendiz e um menino de cinco. Culturalmente, na região, trabalhar na empresa sempre significou “se dar bem” na vida. Trabalhar muitos anos em uma mesma empresa tem suas particularidades. Uma destas particularidades é a oportunidade de ter várias lideranças. Cada uma com seu jeito de liderar. Uma das lideranças me marcou, ela nos comparou com “pedras preciosas brutas” que precisavam ser lapidadas. No momento a palavra “bruta” soou pesada e não entendi o significado. Com o tempo ela começou o processo de lapidação, cada pessoa da maneira que se deixava lapidar. Certo momento, falei com ela, cheia da razão, pois sabia que fazia meu trabalho certo. Treinei durante vários dias a fala e estava convicta que deveria receber “algo mais”. Mas que decepção! A resposta foi justamente o contrário, mesmo confirmando que eu era uma funcionária exemplar. Ela me perguntou: “O que você está fazendo para ter algo mais?”

Concluindo que eu apenas estava fazendo o que eu era paga para fazer. Esta parte do processo de lapidação foi dolorosa. Fiquei inconformada, mas me fez parar e pensar. Realmente eu estava parada e acomodada, vários anos sem estudar. Era final de ano, época em que paramos para refletir sobre o que passou e o que está por vir, quando tomei a decisão de voltar a estudar. Esta decisão trouxe de volta um velho sonho adormecido no fundo do baú. A liderança que iniciou o processo foi ao encontro de novos desafios, mas a lapidação teve continuidade. São pessoas que passam pela gente por um determinado período, mas que deixam aprendizado para vida inteira. Discretamente a “pedra preciosa bruta” deu um sinalzinho de brilho. Apareceram oportunidades de “algo mais”. Aquele sonho virou objetivo, meta. Hoje, acredito que o processo de lapidação faz parte da nossa vida, tanto profissional como pessoal. Nenhuma pedra é igual à outra, cada uma tem seu formato, tamanho, cor e seu tempo particular de lapidação. Basta querer e deixar-se lapidar. O final desta história ainda não posso contar, pois o processo de lapidação ainda não terminou.

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Cadê o bolo?

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uando criança, eu tinha muitos sonhos. Entre tantos outros, sonhava com uma festa de aniversário de 15 anos e com um lindo bolo. Para minha primeira frustração, chegou o dia 08 de fevereiro de 1967, mas éramos muito pobres, meu pai alfaiate e minha mãe costureira e éramos sete irmãos. E..., “Cadê o Bolo”? Não tive festa de aniversário nem tão pouco um bolo. Mas como não podemos deixar morrer nossos sonhos, transferi o meu para minha formatura. Com 15 anos, apesar de toda dificuldade que tínhamos para ir à escola, eu já estava cursando o primeiro ano do curso científico e o primeiro ano do curso técnico em administração, pois era muito esforçada e dedicada. Aos 16 anos precisei optar por um curso. Continuei só com o curso de administração e que me formei aos 18 anos.

Mas continuo achando que temos que ter um bolo, não só para comemorar aniversário, casamento, formatura e outros, mas também para comemorarmos a “vida”. Elissonia Ribeiro Steil EPP - DPC

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E... “cadê o bolo”? Não pude participar da festa e não teve bolo. Nesta época conheci o meu marido e começamos a namorar. Meu pai era um homem rude e autoritário e dizia que se namorasse era pra casar, nos obrigou a decidir, ou casar ou terminar o namoro. Como decidimos casar, ele disse que não nos ajudaria com nada, por isto não tivemos tempo nem condições de preparar festa de casamento e nem um bolo. Com o casamento, parei de trabalhar e logo começaram a vir os filhos, dois meninos e uma menina. Graças a Deus cresceram lindos e saudáveis e minha maior alegria foi poder transferir o meu sonho para minha filha. Quando estavam faltando seis meses para os 15 anos dela, comecei a me preparar para realizar a festa do meu sonho para ela. Foi uma festa linda, com tudo que tinha direito e o mais importante, com um lindo e maravilhoso bolo. Mas, para minha decepção, no dia seguinte perguntei a minha filha se havia gostado da festa e ela disse que estava tudo muito lindo, que gostou, mas preferia ter ganhado um computador. Foi uma lição para mim, aprendi que nossos sonhos são nossos e cada um tem o seu. Hoje, aos 60 anos, ainda não realizei todos os meus sonhos, tenho alguns a serem realizados, mas continuo achando que temos que ter um bolo, não só para comemorar aniversário, casamento, formatura e outros, mas também para comemorarmos a “vida”. Sinto orgulho e uma grande satisfação em poder participar do bolo dos 130 anos da Karsten no Processo de Renovação e Transformação. Parabéns!


Com outros olhos

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m 2010 descobri que tinha um câncer. Fiz um exame de rotina, um preventivo, e detectou o tumor. Foi constatado que era benigno, mas o momento da descoberta do tumor acabou transformando minha vida. Chorei muito, não queria falar com ninguém, eu só chorava. Ali comecei o tratamento forte com seções de quimioterapia e radioterapia. O dia que raspei a cabeça foi o mais marcante pra mim. Eu e minha filha chorávamos sem parar quando o cabelo caia na bacia. Foi muito triste. Fiquei afastada da empresa para me tratar, mas sempre que eu podia, vinha visitar minhas colegas.

As palavras e o conforto delas me faziam muito bem, me fortificavam. Tive que tomar remédios fortes durante cinco anos e minha saúde acabou ficando fragilizada em função do tratamento. Hoje, sou outra pessoa, mais renovada e com muita vontade de viver. Recebi uma nova chance de vida, parece que nasci de novo. Parei de analisar as coisas de forma negativa e estou enxergando a vida com outros olhos. Não é necessário esperar ter uma doença forte para você mudar de vida. Aproveite cada dia e faça o que puder para vencer nesse dia. A vida é muito curta para nos lamentarmos com os problemas.

Fiquei afastada da empresa para me tratar, mas sempre que eu podia, vinha visitar minhas colegas. As palavras e o conforto delas me fortificavam. Elizete Gomes Reiter

Tecelagem

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Sempre fui muito companheiro, gosto de andar com o sorriso nos lábios, para que as pessoas ganhem um sorriso, um “bomdia”, um “muito obrigado”. Emerson Bonanomi

Tecelagem

Rumo melhor

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inha vida teve uma renovação muito grande, sempre fui muito dedicado, fiz vários cursos de manutenção. Hoje, faz um ano e nove meses trabalho na Karsten. A empresa abriu caminhos e transformou minha vida. Uma das fases mais difíceis foi o adoecimento de minha mãe. Ela estava internada, tive que ficar 60 dias junto dela. Mesmo com toda a dedicação, ela não resistiu e faleceu no natal de 2010, um momento muito difícil para mim e minha família. Em novembro de 2010 foi quando comecei a fazer minha história na Karsten. Meu desejo sempre foi trabalhar em uma empresa do ramo têxtil e fazer faculdade de engenharia ou tecnologia têxtil. Porém, em fevereiro de 2011, meu pai descobriu que estava com câncer. Neste mesmo ano me separei da minha esposa. Parece que quando acontece algo ruim, vem tudo junto. Fiquei muito transtornado e magoado com esses acontecimentos.

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Sei que aconteceu tudo isso por um motivo, para nos superarmos, mostrarmos que somos fortes o suficiente para encarar as coisas ruins. Assim podemos dar valor quando acontecem coisas boas. Sempre fui muito companheiro, gosto de andar com o sorriso nos lábios, para que as pessoas, que também passam por problemas, ganhem um sorriso, um “bom-dia”, um “muito obrigado”. Com esses acontecimentos, encontrei uma amiga que há 20 anos não a via. Conversamos muito, nos tornamos grandes amigos, ela é muito companheira e madura, tem 38 anos. Hoje, estamos namorando. Antes de casar, pretendo concluir o técnico em Mecânica que estou fazendo e depois fazer faculdade. A Karsten faz parte da minha renovação, depois que eu comecei a trabalhar aqui, a minha vida tomou um rumo melhor.


Pronto para desafios

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eu primeiro contato com a empresa foi aos dez anos de idade quando eu estudava no colégio Quintino Bocaiúva. Eu contraí o vírus da meningite e recebi os primeiros cuidados médicos no ambulatório da Karsten. De lá fui levado para o hospital com o carro da empresa, cheguei a ficar em coma por alguns dias, mas me salvei por ter recebido socorro imediato. Aos 18 anos procurei a empresa para tentar uma vaga de trabalho. Fui contratado e nos primeiros 15 dias varria o chão do filatório. Mas eu queria crescer profissionalmente, então logo tive a oportunidade de aprender a operar as máquinas do setor e fui promovido. Dois anos passaram e participei de um recrutamento interno para trabalhar no beneficiamento, na parte de qualidade. Gostei muito de atuar nesse setor e obtive grande sucesso. Aprendi muito com o meu trabalho em toda a parte de desenvolvimento de amostras e programação de amostras. Apesar de gostar muito do que fazia, eu ainda desejava mais. Comecei a fazer o curso de técnico têxtil, após algum tempo fui para o Laboratório de Beneficiamento. Lá também trabalhei como técnico de laboratório. Quando terminei o meu curso técnico, comecei a traçar novas metas profissionais. No final de 2011, no mês de setembro, tornei-me supervisor do 2º turno do Beneficiamento. Estou muito feliz e procuro sempre fazer o meu melhor. Devo muito a empresa por ter tido tantas oportunidades de crescimento profissional. Já faço parte da equipe há doze anos, período em que passei por momentos tristes e felizes. Procuro constantemente me renovar para estar pronto quando surgirem novos desafios. Agora estou fazendo curso superior, me preparando para o futuro.

Mas eu queria crescer profissionalmente, então logo tive a oportunidade de aprender a operar as máquinas do setor e fui promovido. Emerson da Silva Beneficiamento

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Valores de família

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omeço minha história a partir dos 16 anos. Garoto jovem, estudando no ensino médio e também com um pouco de medo, pois eu era do interior e tudo era muito novo. Mas como um bom garoto eu tinha ótimos pais, que faziam tudo para ajudar nos meus estudos. Uma coisa na vida que é muito importante é ouvir o que os pais falam. Com os meus pais eu aprendi valores como a honestidade, humildade, respeito e coragem para enfrentar os desafios.

Com os meus pais eu aprendi valores como a honestidade, humildade, respeito e coragem para enfrentar os desafios.

Erilson Glatz

Preparação à Tecelagem

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No segundo ano do segundo grau eu fui reprovado e depois senti as consequências: o meu pai não bancou mais os meus estudos. Foi aí que a Karsten entrou na minha vida. Naquela época, há 12 anos, a seleção para conseguir uma vaga era muito rigorosa. Comecei a trabalhar em 8 de janeiro de 2001, na Preparação à Tecelagem. À primeira vista, tive medo do meu primeiro supervisor, ele era tão alto e forte que o chamavam como “grandão”. Porém, depois ele se transformou em um grande amigo. Ele me colocou para trabalhar nas engomadeiras, gostei do serviço, mas tinha um pequeno problema, eu só tinha 17 anos e lá era permitido trabalhar somente com 18. O supervisor havia gostado do meu serviço e prometeu que quando eu completasse os 18 anos iria me recolocar lá. Enquanto isso eu trabalhava nas urdideiras. Quando completei a idade, ele cumpriu a palavra. Com pouco tempo e com muita vontade de aprender, me tornei operador, tive oportunidade de participar da montagem da engomadeira 5, onde adquiri muita conhecimento na área. Eu fazia também a programação do final de semana, pois trabalhávamos no 6x2. O pessoal fazia as festinhas de aniversário e foi lá que conheci a irmã de uma colega de trabalho. Namoramos durante seis anos e construímos nossa casa, enfrentamos crises financeiras, mas não desistimos e no ano passado casamos. Tivemos uma grande surpresa, ela estava grávida, pensamos nas dificuldades, mas enfrentamos de cabeça erguida. Em 13 de outubro recebemos o maior presente que alguém pode ganhar na vida, um filho, garotinho forte e saudável, o pequeno Nicolas Stefan. Espero que um dia eu possa fazer as mesmas coisas que o meu pai e minha mãe fizeram por mim, dar educação e ensinar valores para que o Nicolas tenha um futuro brilhante. Para a Karsten eu desejo que a diretoria continue com a cabeça erguida, que possam sempre tomar as decisões certas, para que a empresa continue crescendo e fazendo esse ótimo trabalho para os funcionários e comunidade.


Superando desafios

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m 1989 eu já sonhava com um emprego na Karsten. O tempo passou, casei, tive um casal de filhos e a oportunidade de realizar o sonho antigo apareceu. Comecei a trabalhar no dia 17 de outubro, no segundo turno. Na época, eu não tinha a menor noção do que ia fazer. Comecei como revisora, um ano depois surgiu a chance de eu começar a costurar. Mas, nessa época contrai meningite. Os médicos acharam que eu não tinha muitas chances de sobreviver. Para surpresa de todos, fiquei apenas 15 dias afastada. Disseram que a minha recuperação foi um milagre. Os anos passaram e fui atingida pela enchente. A Karsten apoiou seus colaboradores através de doações. Em janeiro de 2009 fiquei novamente doente tendo que me submeter a uma cirurgia na coluna. Além disso passei por uma separação em um relacionamento de vinte anos. Apesar da dificuldade só tive que agradecer por ter um bom plano de saúde através da empresa.

Esse é realmente um ano de renovação na minha vida, pois aconteceram somente coisas boas. Agora eu estou muito bem, superei muitos desafios.

Tudo o que eu consegui até hoje, foi graças ao meu trabalho na Karsten. Não é por acaso que a empresa conseguiu chegar aos seus 130 anos. Esse é realmente um ano de renovação na minha vida, pois aconteceram somente coisas boas. Agora eu estou muito bem, superei muitos desafios e sinto-me renovada. Só posso agradecer a Karsten e dar os parabéns à empresa e a todos nós que fazemos parte dessa família.

Evelina Glatz Confecção

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A força do amor

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u trabalhava com alimentação antes de fazer parte da equipe da Karsten. Lembro que na entrevista me perguntaram se eu ia me adaptar com essa mudança de área. Eu respondi: “tenho 90 dias para me adaptar, preciso dessa oportunidade porque a empresa me foi bem recomendada”.

Foi então que tive a minha chance começando a trabalhar em 13 de agosto de 2008. Nesse dia começou também uma fase bem turbulenta da minha vida. Eu tinha vindo de Taió e estava sozinha, longe da família e amigos. Chorava muito. O trabalho não era difícil, aprendi rápido. O difícil mesmo foi fazer novas amizades, como no trabalho não tinha colegas, comecei a sair com um rapaz que me levava a lugares que nunca tido a oportunidade de frequentar. Então começaram a me chamar de metida, de orgulhosa. Terminei o relacionamento e passei a me aproximar de pessoas mais simples e compatíveis com a minha realidade. As coisas começaram a melhorar. Conheci alguém especial, mas ele já tinha a sua história. Afastei-me. Depois nos reencontramos em uma festa e ele havia resolvido a sua história. Apaixonamo-nos e eu, negra, fui muito bem recebida em uma família tradicionalmente alemã. No dia 14 de março de 2011 tivemos uma filha e no dia 04 de junho nos casamos. No momento que considerei o mais difícil da minha vida encontrei forças para me renovar e encontrei o amor.

Depois nos reencontramos em uma festa e ele havia resolvido a sua história. E eu, negra, fui muito bem recebida em uma família tradicionalmente alemã. Ezonir Marafigo Confecção

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A vontade de continuar estudando e evoluindo meus conhecimentos ainda está bem acesa. Então iniciei meu inglês e estou muito satisfeita com essa conquista Fabiana Wosniak Compras

Portas para oportunidades

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á 15 anos, iniciei meu curso de graduação em Ciências Econômicas. Desde então trabalho na área de compras, a qual sempre me despertou interesse. Há nove anos, infelizmente, por ocasião de mercado, a empresa onde eu trabalhava reduziu bruscamente o número de funcionários, eu estava incluída nesta lista. Como o mercado estava muito ruim, acabei indo trabalhar no comércio. Embora tenha comigo que precisamos fazer tudo com amor, essa não era minha área de interesse e que me preenchia no final do dia. Depois de dois anos, após uma série de entrevistas e testes, consegui uma colocação na empresa Karsten, onde consegui me desenvolver e ter experiências em compras de vários segmentos. Com isso, conseguimos construir nossa casa. Tive a realização de ter um filho. Após essa realização comecei a me sentir um tanto ultrapassada quanto aos estudos, mas não conseguia encontrar um curso que me brilhasse os olhos.

Há três anos abriu uma pós em Engenharia de Suprimentos, bem na minha área, mas era em Itajaí. Mas com filho pequeno resolvi não apostar nesse momento, embora a vontade fosse grande. Depois de um ano, esse curso abriu em Blumenau, não pensei duas vezes, me inscrevi e hoje estou terminando. Meu trabalho de conclusão está ligado diretamente à Karsten. Com essa conquista, a vontade de continuar estudando e evoluindo meus conhecimentos ainda está bem acesa. Então iniciei meu inglês e estou muito satisfeita com essa conquista. O fato de voltar a estudar após os 30 anos é uma renovação. Sinto que as portas estão se abrindo e quero aproveitar todas as oportunidades, sempre com pensamentos em mudança e transformação para melhor. Meu próximo objetivo é iniciar meu mestrado, ainda desejo lecionar.

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Mudando de vida

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eu nome é Fabiano, trabalho na Karsten há dez anos e quatro meses. Mas a minha história começa bem antes. De 1995 a 1996 eu enfrentei longas filas para tentar conseguir uma vaga na empresa. Apesar de ter tios e irmãos na equipe, na época eu não consegui porque a disputa era muito grande. Tentei três vezes e não tendo conseguido fui tocando a minha vida.

Minha vida já começava a mudar, tinha mais tempo para a família e os amigos. Nesse mesmo ano conheci uma moça que um ano mais tarde se tornou a minha esposa. Fabiano Gehlen Tecelagem

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Trabalhei seis anos em uma marcenaria. Quis melhorar de vida e fui trabalhar em outra empresa como instalador. Nessa profissão eu precisava viajar muito, mal parava em casa. Já não tinha convivência com a minha família e não tinha tempo de sair com os meus amigos para me divertir. Eu precisava mudar. Foi então que o meu irmão veio com a notícia de que havia vagas disponíveis na Karsten. Ele me indicou para ser supervisor, fui lá e fiz a entrevista. Na mesma semana eu já estava contratado. Trabalhava na Tecelagem III limpando os teares. Minha vida já começava a mudar, tinha mais tempo para a família e os amigos. Nesse mesmo ano conheci uma moça que um ano mais tarde se tornou a minha esposa. Ela também foi trabalhar na empresa, começando na confecção. Trabalhamos duro para poder construir a nossa casa e logo veio a notícia de que ela estava grávida. Foi uma felicidade só. Mas, já no primeiro ultrassom foi detectada uma má formação do feto. Ela precisou passar por um aborto induzido. Foi tudo muito triste. Depois de um sério tratamento, ela engravidou novamente e deu tudo certo desta vez. Hoje, a nossa felicidade como pais já dura quatro anos. Nós dois crescemos na empresa. Hoje, sou tecelão na Tecelagem III, segundo turno, e ela trabalha na expedição no primeiro. Tudo o que somos e conquistamos foi garças ao nosso trabalho na empresa.


Sem medo de recomeçar

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stou há seis anos na empresa. Hoje, atuo na área de Engenharia. O momento mais marcante pra mim foi em 2012 quando fui enviado para trabalhar na unidade do Nordeste. Fiquei três meses lá numa rotina totalmente diferente da que eu vivia em Blumenau. Passei momentos de muita transformação, longe da minha família, num lugar muito diferente; desde a cultura até mesmo o clima. Em 2008 eu e minha família fomos atingidos pela enchente que abalou Blumenau. Perdemos quase tudo em casa e passamos mui-

to perto de desistir de tudo. Foi muito triste vivenciar esse momento: ver tantas pessoas passando dificuldades e perdendo tudo, como eu e minha família. Mas, continuei trabalhando, sem medo de recomeçar, acreditando que com o trabalho poderíamos nos reerguer novamente. Durante a enchente, acabei me machucando e fiquei alguns dias afastado da empresa. Nesse momento, vi o quanto era importante ter um lugar pra trabalhar e também amigos. Meus colegas me deram muita força e hoje, estou muito bem.

Nesse momento, vi o quanto era importante ter um lugar pra trabalhar e também amigos. Meus colegas me deram muita força e hoje, estou muito bem. Felipe Mafra

EPP - Técnico

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Guardados no coração

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ssa é uma história de superação que começou quando eu tinha 12 anos de idade. Meu pai sofria com problemas do coração durante dois anos e faleceu em 1994. Minha família era formada pela minha mãe e quatro irmãos, entre eles uma mulher já casada. O irmão mais velho era nosso porto seguro, antes e depois do nosso pai falecer. Essa era a segunda morte na nossa família. Há 11 anos já havíamos perdido um irmão de 15 anos, que faleceu devido a uma leucemia. Um mês e quinze dias após a perda de meu pai, pensamos que nossas vidas haviam se estabilizado, mas nosso “porto seguro” sofreu um acidente de carro. Ele estava indo trabalhar e bateu de frente contra um ônibus. Ele deixou a esposa e uma filhinha de dois anos. Nossa vida tornou a desmoronar.

Quando eu morrer não precisa se vestir de preto, porque o luto se guarda no coração. Parecia que ele estava prevendo que iria acontecer algo. Gisele Aparecida Nicoletti Controladoria

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No sábado antes de morrer, ele estava falando que queria nos levar para morar com ele ou para mais perto da sua casa. Porém, as casas no bairro dele eram mais caras e ele falou o seguinte para a minha mãe: “Sabe de uma coisa mãe? Fica por aqui, porque eu venho sempre visitá-la. E quando eu morrer não precisa se vestir de preto, porque o luto se guarda no coração. Pode sair, pois eu sei que a mãe gosta”. Parecia que ele estava prevendo que iria acontecer algo. No dia do acidente, no domingo, às 05h30 da manhã, minha mãe não conseguia dormir, até que ela escutou um estouro muito forte, que seria o momento da batida dele. Acredito que seja pressentimento de mãe. Quero deixar registrado que nesses 18 anos sem eles, seguimos nossas vidas, estudando e trabalhando. Graças a Deus nenhum de nós desviou-se do seu caminho ou se perdeu em drogas. Apesar da saudade que sentimos e de tudo que passamos, minha mãe, que já não acreditava mais em Deus, teve uma prova que ele existe. Eu tinha 12 anos e lembro muito bem de toda a dificuldade que tivemos que enfrentar para chegar até aqui, onde estamos hoje.


Fascinado por fiação elétrica, fiz um curso de eletricista por correspondência e tentei uma nova vaga na área dentro da empresa. Horst Piske

Manutenção Central

Ritmo da renovação

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prendi desde cedo que para ter sucesso era necessário uma boa dose de empenho, paciência e persistência. Depois de muito insistir, recebi uma ótima notícia: fui chamado para trabalhar na Karsten. Então dei início a minha trajetória profissional que hoje, tem mais de três décadas de histórias.

No mesmo ano um acidente quase fatal com um colega de trabalho me fez refletir: “desisto ou sigo em frente”. Logo percebi que já tinha ido longe demais para voltar atrás. Nos anos de 1990 a Karsten, mais uma vez, se renovou investindo em novos teares. Sendo assim, eu também precisei fazer cursos de reciclagem.

A empresa havia terminado de construir uma tinturaria moderna, com maquinário de última geração. Eu comecei nesse novo setor carregando espulas e caixas de fios para tingimento. Porém, eu queria mais. Fascinado por fiação elétrica, fiz um curso de eletricista por correspondência e tentei uma nova vaga na área dentro da empresa, mas não consegui na época.

Para isso, tive que me afastar da minha família. Além disso, enfrentávamos uma greve coletiva e trabalhávamos com rodízios de 6X2. Foi um período de muito estresse físico e mental.

Passaram-se dois anos e realizei um dos meus sonhos: construir um lar. Apesar das responsabilidades como pai de família, não deixei de perseguir meus objetivos profissionais. Durante quatro anos fiz cursos, me preparei estudando muito e fui recompensado. Em 04 de dezembro de 1986 comecei a trabalhar no setor de manutenção, cheio de garra, coragem e determinação.

Hoje, quando olho para trás, vejo que apesar das dificuldades consegui crescer junto com a empresa. Comprei meu carro, criei meus filhos e aprendi muito. Vi alguns colegas ficarem pelo meio do caminho por não conseguirem acompanhar o ritmo frenético da renovação. Sinto saudades. Agora sei que sou perfeitamente capaz de continuar me renovando. Por isso, resolvi retomar meus estudos ingressando na faculdade. Esse é mais um desafio que pretendo superar, mais um sonho a realizar.

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Luz, vida e clareza

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inha linda história começa em 28 de março de 1999, dia em que nasceu uma princesa que Deus nos deu. Casada há mais de dez anos, impossibilitada de engravidar, eu e meu marido viajamos, nas férias coletivas, para uma cidade chamada Osório Serpa, no Paraná, onde morava uma irmã de meu marido.

Quando recebi o comunicado do juiz da comarca de Mangueirinha, no Paraná dizendo que meu marido e eu estávamos aptos para adoção, subi aos céus de felicidade. Em 28 de março de 1999, ela nasceu, fomos ao hospital buscá-la e ao cartório para lavrar o seu primeiro registro de nascimento. Demos a ela o nome de Bianca que significa luz, vida e clareza.

Ela, muito preocupada, contou que estava ajudando uma amiga de sua filha mais velha, grávida do terceiro filho, aos 21 anos. A moça vivia com a avó, pois já era filha de mãe solteira e tinha duas crianças para sustentar, uma com um ano e três meses e outra com três anos.

Depois deste dia nossa vida se renovou, vivemos felizes e completos. Hoje, ela já esta com 13 anos e é a razão de todas as nossas lutas, é por ela todo empenho para que ela tenha uma vida saudável e feliz. Obrigada meu Deus por viver esta linda história.

Esta, ameaçada de morte pelos tios se aparecesse grávida novamente, pediu ajuda para abortar. Minha cunhada fez um teste com ela oferecendo-lhe chá de camomila, disse que era um chá abortivo, a moça não aceitou tomar. Minha cunhada passou a ajudar na gestação que já estava de cinco meses. Ao ouvir a história, senti um frio no estômago e pedi para minha cunhada encaminhar esta criança para mim que eu faria tudo para ajudá-la. Eu não sabia nada de como seria o processo de adoção, além disso, o meu marido era contra, pois queria ter filhos naturais.

Quando recebi o comunicado do juiz dizendo que meu marido e eu estávamos aptos para a adoção, subi aos céus de felicidade.

Minha intuição dizia o tempo todo para lutar, e lutei, busquei informação, convenci meu marido e minha família, juntei toda documentação necessária e encaminhei para o Fórum. Vivia angustiada e apreensiva, sonhava todas as noites com aquele bebê e chorava muito, nunca deixei de acreditar.

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Ivanilde Maria Vigolo Marketing


Vontade de ultrapassar

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ntes mesmo de eu nascer, meu pai bebia muito. Fui crescendo e comecei a ter vergonha dele, até mesmo porque todos os meus amigos tinham um pai legal. Já o meu, batia na minha mãe e, em algumas raras vezes, tivemos que dormir fora de casa. Lembro-me de uma ocasião, na qual eu precisei chamar a polícia para evitar que ele machucasse a minha mãe. Desse dia em diante eu comecei a querer ser alguém. Empenhei-me nos estudos, estudei muito porque precisava superar essa história de “homem que bate em mulher”. O tempo passou, minha mãe se divorciou dele e casou novamente. Com o tempo, minha mãe perdeu o rancor que nutria por ele e, certo dia, permitiu que eu e meu irmão o visitássemos. Fomos até Barra Velha onde ele estava morando. Para nossa tristeza, o encontramos bêbado. Eu continuei estudando, alimentando o sonho de ser advogado para mudar a história da violência doméstica. Na escola sempre tive a ajuda de todos, para recompensar também sempre estive disposto a ajudar em tudo o que eu pudesse. Fui presidente do grêmio da escola em 2009 e em 2010. Em 2011 fui vereador Mirim e fiz vários discursos sobre a violência doméstica. Tive a oportunidade de ir até Brasília e tirei uma grande lição de vida de tudo isso. Em 2012 estava pronto para ingressar no mercado de trabalho e não encontrei lugar melhor do que na Karsten. Fiz duas fichas, demorou para eu ser chamado, mas agora sou “Menor Aprendiz”. Os colegas de trabalho se interessaram em saber um pouco da minha história de vida. Emocionei-me ao me questionarem sobre meu pai, falar fez com que eu me sentisse melhor. Depois da entrevista voltei para casa e esperei. Por volta das 15h30 ligaram dizendo que iam me contratar. Hoje, faz dois meses que estou na empresa. De tudo que aprendi até agora, posso dizer que não importa o tamanho do obstáculo, pois o que vale é a vontade de ultrapassá-lo. Hoje, aos 15 anos eu já posso dizer que faço parte da renovação dessa empresa.

Os colegas de trabalho se interessaram em saber um pouco da minha história de vida. Emocionei-me ao me questionarem sobre meu pai. Ivanilson Pereira da Silva

Gestão de Pessoas

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Dei início à segunda parte da minha história dentro da empresa. A rotina do trabalho ajudou a me distrair dos meus problemas. Também voltei a estudar, concluindo o ensino fundamental e médio. Ivone Preilipper Reiter Confecção

Volta por cima

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eu nome é Ivone, sempre fui costureira e adoro a minha profissão. Trabalho na Karsten há 20 anos, uma história dividida em duas partes marcadas por perda e superação.

Na primeira parte trabalhei doze anos na empresa, foi então que a minha filha nasceu. Foi um período de alegria, mas também muito difícil porque a minha menina ficou gravemente doente. Então tive que deixar o meu emprego para me dedicar exclusivamente a ela. Mas, o pior aconteceu e ela faleceu. Deprimida, passei seis anos em casa e apenas meu marido trabalhava. Já eu, me dedicava exclusivamente ao meu filho, na época

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com 10 anos. Ele também sofria muito com a situação. Cansada de tanta tristeza, resolvi dar a volta por cima. Um dos passos para essa nova fase era voltar a trabalhar e a Karsten me recebeu novamente de braços abertos. Assim dei início à segunda parte da minha história dentro da empresa. A rotina do trabalho ajudou a me distrair dos meus problemas. Também voltei a estudar, concluindo o ensino fundamental e médio. Hoje, apesar da passagem dos anos, reconheço que ainda não estou 100%, mas tive o apoio da Karsten e de vários colegas para seguir em frente. Então, pretendo continuar a minha história me renovando a cada dia junto com a empresa.


O incentivo que precisava Sou colaboradora da Karsten há 12 anos. Nunca me esqueço do dia que vim fazer ficha para tentar uma vaga. Cheguei à empresa às 4 horas da manhã para pegar uma senha e fiquei assustada quando vi o tamanho da fila já naquele horário. No primeiro momento pensei em desistir, mas o meu pai, que já trabalhava na empresa, estava junto comigo e me disse: “não desista, pois tenho certeza que terá uma vaga para você”. Não muito confiante, enfrentei a fila e fiquei lá durante três horas até que a moça do RH começou a chamar as pessoas para preencher a ficha.

Hoje, depois de muitos anos de trabalho na Karsten, o meu pai está aposentado, mas nunca vou esquecer que a minha história na empresa começou com ele.

Achava praticamente impossível me darem uma oportunidade pelo fato de eu ser muito jovem e com pouca experiência no mercado de trabalho. Mas, depois de alguns dias recebi um telefonema pedindo para eu comparecer na Karsten para encaminhar os papéis de admissão. Fiquei muito feliz, queria dar um abraço no meu pai, mas ele estava trabalhando naquele momento. Comecei no dia 10 de janeiro de 2000 como dobradeira e embaladeira. Aos poucos fui aprendendo novas funções. Naquele mesmo ano me casei e na época meu marido também trabalhava na Karsten. Depois de cinco anos nasceu nosso filho Nicolas. Meu marido e eu começamos a sonhar em ter a nossa própria casa, pois até então morávamos com os meus pais. Vendemos carro e moto, juntamos todas as economias, compramos um terreno e começamos a construir. Foram muitos anos de “aperto”, mas valeu a pena. Terminamos a casa e o jardim, conseguimos comprar outro carro e eu progredi no trabalho, de OPI fui para OPIII. Hoje, depois de muitos anos de trabalho na empresa, o meu pai está aposentado, mas nunca vou esquecer de que a minha história na empresa começou com ele.

Jacira Wollick Klemann Confecção

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Responsabilidades e desafios

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inha historia na Karsten começou há cinco anos, em 24 de Julho de 2007, eu tinha 17 anos de idade e era meu primeiro emprego. Iniciei como revisora na confecção, no segundo turno. Confesso que não foram fáceis os seis primeiros meses de trabalho. Primeiro porque eu não estava acostumada e, segundo, porque no período da manhã eu estudava, estava cursando o terceiro ano do segundo grau, mas estava mais do que na hora de trabalhar e assumir responsabilidades.

Após um ano e meio de noites mal dormidas, estudando para provas e finais de semana fazendo trabalhos, me formei. Foi um dos melhores dias da minha vida. Jacqueline Schneider Gestão de Pessoas

Após um ano de empresa pude me inscrever no recrutamento interno para auxiliar administrativo da confecção. Após algumas seleções, concorrendo com várias meninas, eu consegui a vaga. Não esqueço de que na época fui entrevistada pela coordenadora da área que me disse que eu deveria, em certas ocasiões, ser surda, muda e cega. No ano seguinte, iniciei o curso técnico em Administração, pois sabia que para continuar crescendo profissionalmente era necessário iniciar um novo aprendizado. No início do inverno fiquei doente, minha imunidade baixou e tive que dar um tempo nos estudos para fazer um tratamento. Meus pais me ajudaram muito como sempre fizeram e quando voltei a estudar me apoiaram novamente. Após um ano e meio de noites mal dormidas, estudando para provas e finais de semana fazendo trabalhos intermináveis, me formei. Foi um dos melhores dias da minha vida. Trabalhei quatro anos na confecção, onde aprendi muito, tanto na vida profissional quanto pessoal, pois conheci pessoas que estarão para sempre em minha vida e que até hoje só tenho a agradecê-las. Em setembro do ano passado recebi o convite de fazer parte da equipe de RH, no início fiquei um tanto assustada, pois estava em uma zona de conforto, onde já conhecia as pessoas e os processos de trabalho. Mas agarrei a oportunidade e hoje, trabalho na área de Gestão de Pessoas, aprendi a fazer novas amizades e trabalho com uma equipe que me ajuda a enfrentar os desafios e responsabilidades a cada dia. O restante da historia será contada dia a dia...

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Daquele momento em diante comecei a me observar, prestar mais atenção na minha vida, o quanto eu deveria estar feliz e que eu tenho tudo para ser feliz! Janaina Alexandre

Marketing

Tudo para ser feliz

H

á pouco tempo atrás estava em uma fase da vida em que as coisas não faziam sentido. Meu trabalho, minha vida pessoal, lazer, relacionamento, família tudo estava se tornando uma tortura, nada me fazia sentir vontade de viver. E as dificuldades crescendo a cada dia, sem fazer nenhum sentido, não eram dificuldades financeiras, eu não sei ao certo o que me fez ficar assim. Então comecei a me observar melhor e questionar o que estava acontecendo comigo. Sempre fui uma pessoa muito saudável, animada, de bem com a vida, disposta para qualquer coisa sem hora nem lugar. Eis que procurei um médico especialista que receitou alguns remédios e comecei o tratamento. Porém, daquele momento em diante comecei a me observar, prestar mais atenção na minha vida, o quanto eu deveria estar feliz e que eu tenho tudo para ser feliz!

Tenho um emprego maravilhoso, um marido sensacional, uma vida que muitas pessoas gostariam de ter e eu não dou o devido valor, com esta reflexão que fiz e faço, dia a dia, as coisas estão fluindo naturalmente. Estou me sentindo muito bem, o tempo passa tão rápido que às vezes esquecemos nós mesmos e o quanto é importante a nossa vida. Devemos aproveitar cada minuto como se fosse o último, seja no trabalho, família, lazer, temos que nos dedicar 100% a tudo com a certeza de que nada acontece por acaso. Sempre conseguimos nossos objetivos se formos realmente atrás. Desde então comprei minha casa própria, meu carro, minha cachorra e tem muitas conquistas que estão por vir, com determinação e sem esquecer de olhar para dentro de mim, pois sei que vou muito longe. Sempre em nossa vida existe um momento em que precisamos renovar, é natural sentir esta necessidade .

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Todos os dias, quando vou pra casa, por mais que tenha sido um dia difícil ou cansativo, consigo tirar coisas boas e avaliar o que de bom pude aprender. Janaina Bugmann Gestão de Pessoas

Motivação bem especial

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om, minha história de renovação começou deste o primeiro dia que fui até a Karsten para fazer a primeira entrevista. Naquele momento, senti que se eu seria aprovada para a vaga que eu estava concorrendo: a minha vida seria diferente. Trabalho há pouco tempo na empresa. Mês que vem completo dois anos de casa. O meu aprendizado aqui na Karsten é diário. Todos os dias, quando vou pra casa, por mais que tenha sido um dia difícil ou cansativo, consigo tirar coisas boas e avaliar o que de bom pude aprender. O meu grande momento de renovação foi quando, em uma situação difícil no nosso setor, recebi a proposta de trabalhar na folha de pagamento. Nossa, fiquei com muito medo. Disse “sim” de imediato, pois este sempre foi o meu sonho. Mas depois fiquei

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pensando, se não desse certo, se eu não conseguisse, fiquei me torturando antes do tempo. Mas tudo aconteceu diferente dessa primeira impressão. Com a minha dedicação e o apoio das pessoas que trabalham comigo, eu consegui. Estou muito feliz nesse novo desafio. É uma realização sem tamanho. Nesses momentos que a gente consegue ver o quanto é válido sonhar e buscar por este sonho. Em nenhum outro emprego pude crescer como aqui na Karsten. Hoje, consigo me perceber, ver que tenho muitas coisas pra melhorar e tento diariamente aprimorar isso. Vejo também o quanto já melhorei como profissional e pessoal e isso deixa uma motivação bem especial pra seguir adiante, sempre buscando melhorar. Essa é a minha história. Ela é pequena e curta. Mas se depender de mim, ela vai se prolongar por muitos mais anos aqui.


Antigo sonho

E

m 1997 eu tirei férias da outra empresa na qual trabalhava e fiz todo o processo admissional na Karsten. Conversei com a responsável na época, a Márcia, e deixei tudo acertado. Então voltei para o meu antigo emprego, conversei com o meu chefe e ele mesmo ligou para a Márcia pedindo que reservasse a minha vaga para o início do próximo mês, pois ele não fazia desligamentos no final do mês. E foi assim que aconteceu. Estou na empresa há quase 15 anos, nesse período fiz vários trabalhos, iniciando pelo corte transversal, sempre atuando no terceiro turno. Estive afastada durante um tempo por problemas de saúde e no dia 1° de julho voltei de forma definitiva. A minha recuperação foi um processo lento e doloroso, mas felizmente tive o apoio da equipe da Karsten, o que foi muito importante. Todos os dias agradeço a Deus por trabalhar em uma empresa onde temos um bom plano de saúde. Esse fato tornou tudo bem mais fácil para mim. No começo do tratamento eu estava muito insegura e com medo de não conseguir voltar para o meu trabalho. A Rosana, do ambulatório, me abraçou dizendo que tudo ia dar certo. Acho muito importante essa preocupação com o bem-estar dos colaboradores. Demonstra o respeito que a empresa tem com a qualidade de vida dos integrantes da sua equipe. O conjunto de valores da Karsten busca desenvolver as pessoas para que possam ter o seu lugar na sociedade. Prova disso é o incentivo para dar continuidade aos estudos, um benefício que abracei com gosto. Agora estou vivendo um momento de pura renovação, tenho muita energia positiva e vontade de enfrentar com alegria as adversidades da vida. No dia 30 de julho fiz a minha inscrição na Uniasselvi para cursar “Processos Gerenciais”. Agora, aos 42 anos, vou realizar o antigo sonho de fazer curso superior.

Esse fato tornou tudo bem mais fácil para mim. No começo do tratamento eu estava muito insegura e com medo de não conseguir voltar para o meu trabalho. Janete Montagna Confecção

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Fonte de inspiração

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inha história de renovação é com o meu avô, eu fui criada por ele. Tudo começou com a paixão do meu avô por açúcar, ele gostava muito, acordava no meio da noite para comer. Certo dia, meu avô estava caminhando na rua quando de repente desmaiou. O médico fez vários exames e diagnosticou que ele tinha diabetes. A partir daí a situação do meu avô foi se agravando. Ele teve uma ferida nos dedos e precisou amputá-lo. Depois passou por complicações no pé e também teve que amputá-lo. O momento mais difícil foi quando o problema afetou uma perna e depois de um tempo a outra. O meu avô perdeu as duas pernas. Meu avô era uma grande referência pra mim, eu sofria junto com ele. Em todos os momentos fiquei ao lado dele dando apoio e carinho. Foram momentos muito duros, ele se arrastava no chão para fazer as coisas. Hoje, ele vive numa cama.

Ele é uma verdadeira fonte de inspiração, enquanto tantas pessoas saudáveis reclamavam da vida, ele está sempre sorrindo. Ele tem muita vontade de viver.

Ele é uma verdadeira fonte de inspiração, enquanto tantas pessoas saudáveis reclamam da vida, ele está sempre sorrindo. Mesmo com todas as limitações, ele tem muita vontade de viver. Com ele aprendi a ter fé na vida, a ter fé na gente. Tenho três filhas e sempre tento passar esse exemplo de motivação para nunca desanimar. E eu nunca desanimei.

Janete Pisa Expedição

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Encontrei o meu lugar Meu início aqui na Karsten foi em 2007. Iniciei na expedição como operadora. Deste quando entrei na empresa meu objetivo era crescer. Quando completei 18 anos fiz o curso de bombeiro, foi uma grande realização e uma experiência nova. Como meu objetivo era crescer fiz um recrutamento interno para a área da qualidade e obtive sucesso. Foi uma experiência maravilhosa, mas no decorrer dos meses a empresa teve uma crise financeira, e então tivemos alguns desligamentos. Como eu era nova no setor, minha supervisora chamou para uma conversa, perguntou se eu tinha interesse em voltar para o setor que trabalhava antes ou preferia ser desligada. Como eu queria fazer curso técnico, optei em voltar para o setor que trabalhava. Mas as coisas não foram como eu esperava, pois o setor que eu trabalhava antes não tinha mais vaga. Conversei com a gerente da área da confecção para saber se havia vaga aberta e ela informou que sim. Trabalhei na confecção como revisora, mas isso era muito pouco para mim, queria mais e sabia que tinha capacidade. Então fiz o recrutamento para RH na área de T&D. Foi uma nova experiência, conheci novas atividades e muitas pessoas. Estava cuidando da parte de contratações, mas ao longo dos meses tivemos algumas mudanças. As contratações diminuíram e tínhamos duas pessoas que administravam esta área.

Na época recebi uma proposta para trabalhar na área de Adm. de Pessoal e aceitei. Sabia que era um mundo totalmente diferente do que estava acostumada, mas fui em frente. Hoje, sinto que encontrei o meu lugar, estou realizada com o que faço e tento fazer da melhor forma. Agradeço a todos que me apoiaram durante esta jornada e por ter pessoas ao meu redor que sei que posso confiar e pedir ajuda.

Hoje, sinto que encontrei o meu lugar, estou realizada com o que faço e tento fazer da melhor forma.

Jennifer Alexandre

Gestão de Pessoas

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Em terra firme

E

u tive uma infância saudável. Sou de origem açoriana, fui criado na praia de Armação, na pequena cidade de Penha, litoral catarinense. Na minha época, os jovens do município não tinham muitas opções. Alguns esperavam ansiosamente por completar 14 anos e se tornar pescador e acabavam negligenciando os estudos. Comigo foi diferente. Meu pai, ex-pescador e até então taxista, me incentivou a estudar para eu ter um futuro melhor em terra firme. Então entre um trabalho e outro, passei em um concurso público. Mas, comecei a ficar inquieto e sentia a necessidade de me renovar. Prestava muita atenção nos meus colegas de trabalho e via neles grandes talentos, ótimos profissionais, mas estavam acomodados, acostumados com a mesmice. Via em seus olhos o medo de arriscar.

Os jovens não tinham muitas opções. Meu pai, ex-pescador e até então taxista, me incentivou a estudar para eu ter um futuro melhor em terra firme. Jonas Rosa Informática

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Como eu queria mais, busquei novos caminhos. Comecei a estudar Ciências da Computação, na Univali, em Itajaí. Então larguei a estabilidade do meu emprego para desenvolver projetos pela universidade. Logo surgiram outras oportunidades e eu trabalhei em Tijucas, Brusque e Itajaí. Em 2005 eu estava recém-formado quando um amigo me indicou para trabalhar em Blumenau na empresa Karsten. Eu topei o desafio, mas apesar da pouca distância entre Penha e Blumenau, eu senti a diferença cultural. Hoje, percebo que a Karsten não é mais a mesma de 2005. Ela mudou seu foco do mercado externo para fortalecer internamente a sua marca. De uma empresa familiar buscou a profissionalização. Ampliou as suas unidades para o Ceará, conheceu a fundo os seus clientes criando novas linhas de produtos. Em 130 anos de história e contínua renovação, se transformou em uma referência de inovação. Eu sigo o seu exemplo. Não sou mais a pessoa que se aventurou em Blumenau há sete anos, pois continuo me renovando. Hoje, faço um curso de especialização e busco constantemente mudar a minha forma de pensar.


Depois de noventa dias recebemos a notícia: minha esposa estava grávida novamente e de uma menina. Jorge Luiz de Miranda Manutenção/Confecção

Estrelinha abençoada por Deus

E

u e minha esposa Cláudia estávamos esperando nosso primeiro filho, foi uma alegria comprar todo o enxoval e ficar imaginando como ele seria. Alexandro de Miranda nasceu em 15 de setembro de 1998 às cinco da tarde. Foi a maior alegria, quando ele nasceu, cheio de saúde, com 3.100 quilos e 51 centímetros. Porém, no dia 16 ele foi transferido às pressas do hospital Beatriz Ramos, de Indaial para a UTI do Hospital Santo Antônio, de Blumenau. Foi um momento muito angustiante, ficamos sem chão, não sabíamos o que estava acontecendo e o que fazer. Fizeram vários exames e foi constatada uma infecção no pulmão, contraída quando ele ainda estava no útero.

Na madrugada do dia 17, o pequeno não resistiu e faleceu, foi um momento terrível. O céu recebeu uma nova estrelinha. Passamos por vários momentos tristes, mas com muita superação. Com fé em Deus, acreditamos que nossa vida iria se renovar. Pois, foi o que aconteceu, depois de noventa dias recebemos a notícia: minha esposa estava grávida novamente e de uma menina. Em 1999 a Stefany nasceu; linda e muito saudável. Depois de sete anos, nasceu nosso terceiro filho, o Kauã. Hoje, temos uma linda família, nos amamos muito, somos abençoados por Deus e iluminados por uma linda estrelinha. Hoje em dia, trabalho em uma empresa estruturada e boa, fazendo o que eu gosto na equipe de manutenção da confecção.

Foi um dia de aflição e de esperança, os médicos informaram que a infecção havia atingido os dois pulmões e que sua recuperação estava nas mãos de Deus.

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Orgulho de fazer parte

E

u não tinha trabalho na cidade onde morava. Então fizeram uma proposta de emprego em outra cidade. Eu e alguns colegas aceitamos a proposta, compramos a passagem e viemos para Blumenau. Foram cincos dias de viagem até chegarmos aqui e o cunhado do dono da empresa foi buscar a gente na rodoviária. No dia seguinte fizemos o exame de audiometria e depois já começamos a trabalhar. Foram cinco meses de trabalho muito cansativos até a obra chegar ao fim. Depois, seguimos para Balneário Camboriú onde trabalhamos em outra obra por mais quatro meses. Fiquei na cidade um mês a mais e não queriam que eu saísse da empresa, mas na época eu estava noivo e precisava ir embora para Blumenau. Durante os quatro meses de noivado a minha vida mudou muito. Eu estava trabalhando como fiscal em uma loja quando o meu primo conseguiu uma vaga para trabalhar na Karsten. Ele me contou

Comecei trabalhando na fiação e depois fui transferido para o depósito de fios e fibras. Percebo que tenho muitas oportunidades na empresa e que tudo só depende dos meus esforços. 74

que era uma ótima empresa e me indicou para o supervisor dele. Fiz a ficha de solicitação de emprego, me ligaram e vim fazer a entrevista. Três dias depois me chamaram para a vaga. Comecei trabalhando na fiação e depois fui transferido para o depósito de fios e fibras. Percebo que tenho muitas oportunidades na empresa e que tudo só depende dos meus esforços. Sonho em trabalhar no setor administrativo. Todos os dias acordo motivado para vir trabalhar. Procuro sempre fazer o meu melhor através de muita dedicação. Já fiz muitas amizades na empresa e vejo que a Karsten não é construída apenas de tijolos e argamassa, mas também de pessoas. Por isso mesmo, temos a oportunidade de dialogar para produzirmos mais e melhor. A nossa visão é ser reconhecida em todos os países. Tenho orgulho por fazer parte dessa história.

José Leonardo da Silva Fiação


A caminho da felicidade

Q

uando eu era criança minha família era muito humilde. Meu pai sofria com o alcoolismo e gastava o pouco que tínhamos com bebida. Minha mãe era deficiente de um braço e não podia trabalhar, muitas vezes não tínhamos o que comer.

As brigas entre eles eram constantes e como eu ficava no meio, sempre acabava apanhando. Lembro-me de que passei a me esconder embaixo da cama para fugir das surras. Quando eu tinha cinco anos meus pais se mudaram para Timbó. Nos primeiros três anos foi tudo uma maravilha, pois o meu pai não bebia mais. Mas ele acabou ficando desempregado e tivemos que ir morar com a minha madrinha. As condições da moradia eram precárias, chovia dentro de casa, então o meu pai voltou para a bebida. Aos oito anos fui trabalhar como babá e dava todo o dinheiro em casa. Ainda assim, eu era o alvo do meu pai a ponto da minha madrinha e até os vizinhos terem que interferir para que ele não me machucasse. Certo dia, perguntei por que ele tinha tanta raiva de mim. Ele respondeu que queria que eu tivesse nascido homem. Com 12 anos comecei a trabalhar com carteira assinada e continuava a colocar todo o meu salário em casa. Aos 16 anos mudei de emprego, passei a ganhar um pouco mais, só que nunca sobrava nada para mim. Em 1991 minha vida começou a mudar. Eu conheci o Martin, meu marido. Ele via a maneira como eu era tratada, então me pediu em casamento. Mudamos para Pomerode e comecei a trabalhar na Karsten, que na época era Fiovale. O início não foi fácil. Eu sofria preconceito por ser negra, mas tinha o Martim ao meu lado para me ajudar a superar. Aos poucos as coisas foram mudando e também o jeito das pessoas pensarem. Hoje, estou na Karsten há 18 anos, tenho um filho de 16 anos, um carro e a minha casa própria. Estou feliz.

Em 1991 minha vida começou a mudar. Eu conheci o Martin, meu marido. Ele viu a maneira como eu era tratada e então me pediu em casamento. Jucileia Flausino Luiz Peters

Fiação

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Pequena flor

M

inha história de Renovação começou em 17 de dezembro de 2010, quando meu marido e eu fomos passar o final de semana na casa da praia. Por insistência minha, ele comprou um teste de gravidez na farmácia. Meu marido não achava (ou não queria achar) que eu pudesse estar grávida naquele momento. Fazia exatos seis meses que havíamos passado por um aborto, uma gestação interrompida aos três meses. Nesse meio tempo, ele trocara de emprego e nós saímos da casa em que morávamos. Estávamos morando “de passagem” com meus sogros há dois meses e procurando um imóvel que nos atendesse e, principalmente, coubesse no nosso “bolso”. Não era o melhor momento para uma gravidez. Na hora de fazer o teste ficamos apreensivos, analisando se eu deveria ou não fazer. Estávamos com medo do resultado. E foi positivo! Havia um bebê a caminho! Um misto de alegria e medo tomou conta de mim e comecei a chorar. E ele me abraçou dizendo que daria tudo certo. O medo de outro aborto era inevitável, a insegurança também. Na semana seguinte, minha gravidez foi confirmada, estava de seis semanas. O médico receitou-me as vitaminas de costume e hormônio para evitar um novo aborto. Apesar do medo, estava correndo tudo bem, mas precisávamos de uma moradia. O fato de estar grávida, com certeza acelerou nossa busca e, quinze dias depois do resultado positivo, assinamos o contrato de compra do nosso apartamento. No dia 30 de julho de 2011, fizemos nossa mudança e recebemos os móveis do quarto do nosso bebê. Nossa menina, a Bianca, já estava quase chegando. Nossa Renovação foi completa quando, às 23hs do dia 1º de agosto, minha bolsa rompeu e fomos para o hospital. Bianca só estava esperando mesmo seu quartinho. Com 15 dias de antecedência, nossa pequena princesa chegou com 2,605kg e 46 cm às 09h41min da manhã do dia 02. Sem dúvidas foram oito meses de renovação desde a descoberta da gravidez: a compra do apartamento, as ansiedades e a chegada da pequena Bianca. Não temos mais o ritmo de baladas que tínhamos antes. Nosso foco é a pequena flor. Nossa vida mudou completamente, a partir do momento que soubemos da sua chegada. Nossas prioridades mudaram. Nosso mundo mudou. E mudou para muito melhor! Hoje, estamos renovados, completos e felizes com nosso lar e nossa filha linda!

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Nossa Renovação foi completa quando, às 23hs do dia 1º de agosto, minha bolsa rompeu e fomos para o hospital. Bianca só estava esperando mesmo seu quartinho. Juliana da Silva Zimmermann Compras


Sonho de criança

M

inha história de renovação começou há muito tempo. Eu era apenas uma criança quando a Karsten passou a fazer parte dos meus planos. Algumas vezes na infância escutei minha irmã, que já trabalhava na Karsten, falar algo sobre picking (separação e preparação de pedidos). Um tempo após completar 16 anos resolvi preencher uma ficha. Estava confiante, porém não recebi retorno. Comecei a trabalhar em outra empresa, mas o tempo mostrou que não era isto que eu queria. Pedi a minha demissão antes de completar a experiência. Fiquei três meses em casa sem trabalhar, mas certo dia minha irmã voltou do trabalho com uma boa notícia. O supervisor dela estava selecionando pessoas para atuar na célula de alteração de pedidos. Fui chamada para a entrevista, estava confiante, pois já tinha curso de costura. Minha vida mudou em outubro de 2007 quando comecei a trabalhar na Karsten. Após um ano, senti a necessidade de renovar e pedi transferência para a expedição, onde objetivava trabalhar no picking. Fiquei dois meses na função e adorei. Meu esforço foi reconhecido. Havia uma área de apontamentos e fui convidada a aprender a função. Fiquei com medo de não dar certo, algumas pessoas diziam que o serviço era difícil. Encarei, pois tenho em mente que a pessoa é que torna ou não um serviço complicado. Após um tempo passei a atuar na expedição, na área de impressão de rótulos e ordens de despacho. Ganhei mais uma bagagem de conhecimento e fiz grandes amizades. Mas, sabia que nessa área não tinha mais para onde crescer e comecei a me preparar, meu foco era logística, fiz minha carteira de habilitação à

espera de uma oportunidade. Comecei a faculdade de logística e estou no segundo semestre. Certo dia, deparei-me com a chance que tanto esperava: um recrutamento para logística. Consegui a vaga e o meu ideal foi realizado. Hoje, estou exatamente onde tinha planejado. Não tenho dúvidas de que a Karsten tem ajudado na renovação da minha vida. Quero adquirir o máximo de conhecimento para um próximo desafio. Gostaria de um dia fazer igual minha irmã, olhar pra trás e ver que 25 anos se passaram e foram dedicados a uma empresa que faz com que a vida de seus funcionários se renove.

Fiquei com medo de não dar certo, algumas pessoas diziam que o serviço era difícil. Encarei, tenho em mente que a pessoa é que torna ou não um serviço complicado.

Levo comigo a seguinte lição: “Se estou costurando quero ser a melhor costureira. Em tudo, tenho que fazer o melhor para alcançar os meus objetivos”. A Karsten está se renovando e desejo que todos os funcionários se abram, para deixar o espírito de renovação entrar.

Karine Glau

Logística

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Eu consegui!

V

enho de uma família de oito irmãos, uma família muito humilde. Sempre passava as férias na casa dos meus avós e de lá ouvíamos o sinal do expediente da Karsten. Meus avós faziam vassouras de palha e trocavam por retalhos da empresa. Eram muitos retalhos e todos coloridos. Naquela época eu já pensava em trabalhar na empresa, era o meu sonho. Consegui entrar na escolinha da costura no ano em que a Karsten comemorava 100 anos. Fiquei com medo de não passar na experiência, mas com muita fé e oração consegui. Iniciei como auxiliar de costura e depois passei a ser costureira. Durante dez anos exerci a função, mas sonhava em trabalhar na qualidade. Tive um problema de coluna e fui para a área de qualidade. Comecei a sentir muitas dores na coluna, não tive mais condições de trabalhar. Mesmo não querendo, fiquei afastada por um período de um ano e um mês. O médico aconselhou que eu fizesse uma cirurgia, porém eu não queria, pois conhecia pessoas que passaram pelo mesmo procedimento e tiveram que se aposentar por invalidez. Mesmo assim o médico marcou a cirurgia. Um mês antes da data marcada encontrei uma amiga que indicou um massoterapeuta. Pensei na minha vida, na minha família (que era muito pobre, mas também muito rica, éramos e somos até hoje unidos) e resolvi iniciar o tratamento. O meu momento de renovação aconteceu quando fiquei doente e afastada do trabalho. Comecei a ler bastante, a orar e a minha fé foi aumentando cada vez mais. Fiz o tratamento de massoterapia e hoje percebo que para tudo existe esperança. Não precisei fazer a cirurgia e voltei a trabalhar. Jamais pensei que completaria 30 anos de empresa e estaria aqui. Eu consegui!

O meu momento de renovação aconteceu quando fiquei doente e afastada do trabalho. Comecei a ler bastante, a orar e a minha fé foi aumentando cada vez mais. Katia Eliane Kopsch Nuss Inspeção da Qualidade

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Nova empreitada

M

inha história de renovação tem tudo a ver com a Karsten e começou quando me candidatei para a vaga externa de analista de importação.

Apesar dos meus quase dez anos de experiência na área de comércio exterior, eu nunca havia trabalhado com importação, apenas com exportação. Mas aceitei o desafio porque achei importante conhecer o outro lado do negócio internacional para meu crescimento profissional. Acostumada a usar o espanhol no meu trabalho, tive que me adaptar ao uso do inglês diariamente.

Considero que minha decisão de sair da zona de conforto para encarar essa nova empreitada foi de grande valia para minha vida profissional.

Tive dias bem difíceis, principalmente nos primeiros meses com tantas informações e responsabilidades novas. Mas aos poucos, com apoio dos colegas e de superiores, as coisas foram se encaixando. Considero que minha decisão de sair da zona de conforto para encarar essa nova empreitada foi de grande valia para minha vida profissional. Tenho orgulho de trabalhar na Karsten e acredito que ainda tenho muito para aprender por aqui!

Katia Lurdes Pereira Outsourcing

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Reavaliando Sonhos

I

niciei minha trajetória profissional aos 16 anos como estagiária de ensino médio, em um órgão público de Blumenau. Quando terminou o estágio, recebi o convite para continuar trabalhando até que abrisse o concurso público. Neste período eu havia decidido que cursaria psicologia. No entanto, eu não poderia continuar no meu setor de trabalho, pois as atividades precisariam estar ligadas ao curso. A única universidade que liberava seus alunos de psicologia para fazer estágio logo no primeiro semestre se localizava em Itajaí. Como não quis perder a oportunidade de trabalho, prestei o vestibular para Itajaí e troquei de setor. Passei a trabalhar durante o dia em Blumenau e estudar a noite em Itajaí. O início desta rotina foi tranquilo, mas com o passar do tempo, as poucas horas de sono começaram a pesar. Meus familiares diziam que eu estava me desgastando e que o ritmo me deixaria doente. Abrir mão do trabalho e da faculdade neste momento não fazia parte dos meus planos, continuei a trabalhar por mais quatro meses, mesmo com aumento do estresse. Já não estava mais trabalhando e nem me dedicando às aulas de forma adequada. Foi neste período que tive um esgotamento físico e mental. Certa manhã eu não consegui acordar e apesar do despertador e da minha família insistirem, permaneci dormindo. Ao procurar um médico ele foi enfático: ou eu mudava minha rotina ou eu iria desligar assim mais vezes e teria problemas de saúde. Foi com este “susto” que decidi mudar radicalmente meus planos. Inicialmente, pedi minha transferência para uma universidade de Blumenau. Saí do meu estágio. Foi um momento de readaptação e de reorganização. Nada é por acaso, neste momento pude me questionar a respeito do que eu realmente queria. Depois deste primeiro passo outras oportunidades melhores foram aparecendo. Comecei a trabalhar na própria universidade, com uma carga horária reduzida. Depois disso apareceram outras oportunidades profissionais. Realizei estágios em algumas empresas, até recentemente iniciar meu estágio na Karsten, onde estou tendo a oportunidade de aprender mais sobre a minha profissão. Não podemos ter medo das mudanças e nem de rever e alterar nossos planos. Precisamos estar abertos ao novo, arriscar em estradas que ninguém percorreu, fazer diferente em busca da realização dos nossos sonhos, pois nem sempre o caminho mais fácil é o melhor.

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Foi com este “susto” que decidi mudar radicalmente meus planos. Nada é por acaso, neste momento pude me questionar a respeito do que eu realmente queria. Larissa Holetz Teixeira da Silva Gestão de Pessoas


Visão diferente

E

m 2004 passei por uma grande transformação pessoal e profissional na minha vida. Hoje, tenho 45 anos e, há nove, trabalho na Karsten, que faz parte dessa história. Lembro muito bem do meu primeiro dia na empresa. A supervisora veio pessoalmente me receber com um largo sorriso e me disse: “Bom dia! Seja muito bem-vinda”. Em seguida ela parou toda a produção e me apresentou para todas. Esse simples gesto comoveu-me, pois eu era apenas uma costureira e ela fez eu me sentir super importante naquele momento. Passei a me dedicar ainda mais para cada função designada. Assim, aprendi rápido a desempenhar todas as tarefas do meu setor.

Voltei a estudar, porque acho que quando estudamos conseguimos ter uma visão diferente de tudo o que acontece à nossa volta. Hoje, eu sou operadora de máquina de costura transversal automática e me sinto realizada. A mudança gerou em mim uma renovação diária, com um comprometimento total. Orgulho-me de participar, discutir, discordar, de dar ideias e vê-las em prática e de ajudar com satisfação a todos que me pedem ajuda. Isso tudo, porque gosto do que faço e quando consigo superar desafios e alcançar os objetivos propostos pela empresa, me renovo e começo tudo de novo, todos os dias.

Voltei a estudar, porque acho que quando estudamos conseguimos ter uma visão diferente de tudo o que acontece à nossa volta. Lori Olczyk de Lucca Confecção/Automáticas

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Uma década de aprendizado

A

minha história na Karsten começou em 04 de abril de 2002. Depois de ter passado toda a minha adolescência ouvindo falar bem da empresa, consegui uma vaga para trabalhar na confecção. Como a minha função era de revisora, eu tive a oportunidade de aprender a operar duas máquinas diferentes. Pouco tempo depois, a minha supervisora perguntou se eu gostaria de operar a Transfer, máquina que faz estampas. Eu não pensei duas vezes, agarrei a oportunidade, pois esse era o meu primeiro emprego e eu queria crescer dentro da empresa. Quando eu já trabalhava como auxiliar, abriu recrutamento interno para Inspetora de Qualidade. Fiz todos os testes e dois dias depois veio a notícia de que tinha sido aprovada. Foi uma das minhas maiores alegrias, porque era uma função que sempre admirei, mesmo antes de entrar na empresa. Como Inspetora, obtive novos conhecimentos e fiz novas amizades. Exercia minha função com muita responsabilidade por saber da sua importância. Com o passar dos anos veio uma nova supervisora para o setor e com ela novas ideias. Uma das mudanças feitas foi transferência da Inspeção para a Tinturaria.

Deixei de ver o produto acabado para vê-lo sendo transformado. Também passei a trabalhar somente com homens, bem diferente da confecção onde trabalhava apenas com mulheres. Foi difícil, mas me acostumei e fiz boas amizades. Depois de algum tempo, a inspeção novamente mudou de lugar sendo direcionada para pontos chaves da empresa. Nessa época também passei a trabalhar no terceiro turno. Não demorou muito e fui convidada para atuar no setor de liberação de cores, assim voltei a trabalhar durante o dia. Nessa época também fui auxiliar de produção, mas tive que me afastar por problemas de saúde. Retornei voltando para a inspeção de cores, mas também ajudava a fazer o faturamento no final do mês. Hoje, estou na área de beneficiamento e consigo adquirir novos conhecimentos todos os dias. Está sendo muito bom para mim. Sou feliz aqui na Karsten onde conheci o amor da minha vida e juntos construímos nossa casa própria. Ainda tenho alguns sonhos para realizar, por isso quero continuar a minha caminhada junto com a empresa. Esses dez anos de história foram muito importantes para mim e quero continuar escrevendo novos capítulos.

Eu não pensei duas vezes, agarrei a oportunidade, pois esse era o meu primeiro emprego e eu queria crescer dentro da empresa. Luciana Ferreira Beneficiamento 82


O sonho que mudou uma vida

N

asci em uma pequena cidade no interior do Paraná. Comecei a trabalhar com 16 anos em uma loja de roupas, tinha ótimos patrões e adorava o que fazia. Um dia entrou na loja um rapaz que me chamou a atenção. Ele era primo de uma das vendedoras, minha amiga. Quando ele saiu, a vendedora me falou que ele morava em Blumenau, Santa Catarina. Até então nunca havia ouvido falar da cidade. Nós tivemos alguns encontros e desencontros. Depois de um ano e meio entre namoro e noivado, nos casamos. Mudamos para Blumenau em 1º de agosto de 1999. Comecei a trabalhar em uma casa de família. Muitos dos meus vizinhos trabalhavam na Karsten. Eram filhos, avós, pais, filhos e netos, todos na mesma empresa. Fiquei curiosa para conhecer o lugar, então uma vizinha me levou na loja da fábrica. Fiquei impressionada e nasceu em mim o sonho de também fazer parte daquela empresa. Mas, eu não queria ser injusta com meus antigos patrões, eles tinham nos ajudado muito. Em uma noite, às vésperas do Natal, eu estava triste porque sentia saudades da minha família. Os meus patrões me convenceram a ir com eles para ver o “Natal Luz da Karsten” para me distrair um pouco. Chegando lá achei tudo aquilo muito lindo. Fiquei emocionada. O tempo foi passando e eu me sentia isolada no sítio onde trabalhava. Comecei a pensar em desistir e voltar para a minha cidadezinha. Percebi que precisava mudar. Desliguei-me do meu emprego e pedi ajuda aos meus vizinhos para conseguir uma vaga na Karsten. Percebi que eles tinham receio de indicar alguém de fora. Eu precisava muito de um emprego, principalmente para ajudar o meu marido a pagar o financiamento da nossa casa própria. As coisas começaram a se ajeitar quando o meu cunhado veio nos visitar. Ele arrumou uma namorada na cidade e, quando fomos apresentados, a família dela logo fez amizade conosco. Eles me deram muita força e acabaram me indicando para uma vaga na empresa. Comecei em 2001 na empresa, no setor de roupão como revisora. Logo me tornei auxiliar de produção. Fiz um curso interno de costura, aprendi a cortar e bordar, além de operar várias máquinas. Fiz parte da brigada de incêndio durante quatro anos. Terminei os meus estudos e me tornei mãe. Em 2012 participei de um recrutamento para ser supervisora e passei. Hoje, quando olho para trás, nem consigo acreditar no quanto essa empresa mudou a minha vida. Estou me renovando, me superando a cada dia e sonhando cada vez mais. Sinto-me realizada e feliz, por isso amo e defendo a Karsten.

Nós tivemos alguns encontros e desencontros. Depois de um ano e meio entre namoro e noivado, nos casamos. Mudamos para Blumenau em 1º de agosto de 1999. Luciane Zanini Kava Confecção

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Viagens pelo mundo

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inha história começa em março de 2006 quando resolvi interromper minha vida no Brasil. Eu estava procurando uma mudança, mais aprendizagem e conhecimento, que só conseguimos quando somos desafiados por novas vivências. Comprei uma passagem para Nova Iorque para viver novas experiências, como aquelas narradas por amigos. Fiz um rápido planejamento e alguns contatos na cidade para encontrar um local para morar. Convenci minha família que seria apenas uma viagem de busca de conhecimento e que logo estaria de volta. Firmei uma promessa que em 12 de outubro de 2008 desembarcaria em Navegantes. Minha aventura começou já ao desembarcar no aeroporto de Nova Yorque. Cheguei ao destino após quase quatro horas perambulando com enormes malas. A cidade se mostrava exatamente como descrita nos filmes, monstruosa e encantadora. Após três semanas instalado eu já estava matriculado nas aulas de inglês em Manhathan. A saudade apertava, nunca havia me afastado da família. Contei com a sorte e meu talento, em pouco tempo já estava falando inglês com muita desenvoltura e fazendo amigos. Dividia meu tempo em dois empregos em um bar e em uma boutique e na escola de línguas. Minha vida foi melhorando, tive oportunidade de conhecer pessoas, lugares e costumes que jamais irei esquecer, me relacionei com pessoas de várias culturas, que transformaram minha visão do ser humano, foi simplesmente fantástico. Em maio de 2008, quando já planejava meu retorno ao Brasil, decidi fazer uma viagem com a mochila nas costas. A aventura por 11 países da Europa teve início em julho e terminou no final de setembro. Comecei aterrissando em Portugal, seguindo para Espanha, França, Itália, Suíça, Alemanha, Suécia, Republica Checa, Áustria, Hungria, Holanda. No início de outubro já estava em Nova Iorque para finalizar o maior feito da minha vida. Tive a grata surpresa de receber uma festa de despedida dos meus amigos como agradecimento por todos os momentos que dividimos ao longo dos dois anos e meio. Foi mais um momento sublime que guardo em minha memória. Renovar-se significa tornar algo novo, transformar-se é modificar, alterar, esta palavra define bem o que aconteceu após minha viagem. Em 12 de outubro de 2008 desembarquei em Navegantes e reencontrei os pilares da minha vida: minha família. Dei reinício a um novo momento com novos conceitos, os mesmos princípios e mudanças de valores.

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Quando já planejava meu retorno ao Brasil, decidi fazer uma viagem com a mochila nas costas. A aventura por 11 países da Europa teve início em julho e terminou no final de setembro. Luciano Marquetti Compras


Volta por cima

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inha História começa em 2008, um ano de mudanças e transformações. No mês de junho eu havia sofrido um acidente de trabalho na Karsten, quebrei um dedo do pé e tive que me afastar. No intervalo entre o acidente e o retorno ao trabalho conheci minha esposa Viviane. O que eu não sabia é que ela iria passar por várias provações ao meu lado.

Minha vida passava por muitas mudanças, eu tinha que retornar ao trabalho e ao mesmo tempo pretendia casar. Após cinco meses, eu e Viviane passamos a morar juntos, mas o mês de novembro nos reservava surpresas desagradáveis. Era 24 de novembro, sábado de manhã, chovia muito, as pessoas já falavam na possibilidade de enchente. Fui trabalhar preocupado, quando voltei a minha rua estava alagada e a previsão era de mais chuva. Encontrei minha família assustada, a água estava chegando próximo à porta. Então resolvemos levantar alguns móveis, até que os bombeiros mandaram abandonar a casa. O rio estava subindo rápido e não adiantaria levantar nada. Saímos com a roupa do corpo, documentos e fomos de ônibus até o bairro Progresso ao encontro de nossos parentes. Barreiras haviam caído no local e os moradores estavam sem energia elétrica e telefone. Pouco tempo depois caiu uma barreira no acesso ao bairro, ficamos isolados por cinco dias. Passamos por muitas dificuldades, entre elas a falta de água. Ao sair, encontramos tudo destruído, muita sujeira e várias pessoas pelas ruas. Voltamos ao nosso bairro, a água ainda não havia baixado completamente, mas dava para chegar ao interior da casa. A porta estava aberta e os vidros quebrados por conta da força da água. Não tinha sobrado nada.

Não tínhamos onde ficar, estávamos tristes, mas com a certeza de que Deus faz tudo com um propósito. Enfrentamos tudo de cabeça erguida, moramos em um abrigo provisório por seis meses, dependendo de doações. Foram dias difíceis, tinha que conciliar o trabalho com tudo o que estava acontecendo, mas contei com o apoio da Karsten e dos meus amigos. Juntamos dinheiro e alugamos uma casa para começar tudo de novo. Graças a Deus, com muita fé e força de vontade conseguimos dar a volta por cima, transformando todo o sofrimento e dificuldade em uma lição de vida. Se você acredita em Deus e não desiste de seus objetivos nada é impossível.

Graças a Deus, com muita fé e força de vontade conseguimos dar a volta por cima, transformando todo o sofrimento e dificuldade em uma lição de vida.

Luedren Rodrigues de Liz Preparação à Tecelagem

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Alegria de viver

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enho mais três irmãos e a minha mãe sempre foi muito zelosa conosco. Tivemos uma educação equilibrada e amorosa. Desde cedo trabalhei, era uma decisão minha. Eu tinha muita pressa de viver. Aos 12 anos me acidentei em uma brincadeira e precisei passar por uma cirurgia para não perder os movimentos das pernas. Pela primeira vez na vida senti-me acuado, experimentei uma sensação sem igual. Passei por uma fase de tratamento e recuperação muito difícil. Mas, consegui superar graças ao apoio da minha família, além dos meus colegas de classe e professores que se esforçaram para que eu não perdesse o ano letivo. Tudo passou e eu fiquei sem nenhuma sequela. Aos 15 anos tive outro susto. Um acidente de carro deixou-me muito ferido, mais uma vez escapei ileso. Aos 16 anos resolvi sair de casa para tentar uma vida melhor. A minha mãe chorou muito me pedindo para ficar, mas eu estava determinado. Nunca vou me esquecer da imagem do meu pai na varanda de casa, de cabeça baixa. Ele não concordou com a minha decisão, mas mesmo assim respeitou. Não foi fácil a vida fora de casa, mas eu tinha os meus objetivos e um deles era continuar estudando. Procurei um emprego no qual eu pudesse ter a chance de crescer. Foi aí que me deparei com a Karsten. Encontrei estabilidade, oportunidades e o grande amor da minha vida. O ano era 2006, eu tinha o emprego certo,

Nunca vou me esquecer da imagem do meu pai na varanda de casa, de cabeça baixa. Ele não concordou com a minha decisão, mas mesmo assim respeitou 86

a namorada ideal e um futuro promissor à frente. Meu namoro se transformou em casamento e, juntos, passamos por muitas dificuldades, deixamos alguns planos de lado. Em compensação, outros sonhos e oportunidades surgiram. Eu fiz o curso de técnico de informática e técnicas de vendas. Também me formei como bombeiro da Karsten. Atualmente, estou no último semestre do curso de mecânica. Quando a minha esposa e eu começamos a sonhar com a nossa casa própria, tudo parecia muito distante. Mas então ela começou a trabalhar na Karsten e o projeto saiu do papel. Foi uma imensa alegria, mesmo com poucos móveis e sem chuveiro era o nosso lar. A única coisa que não faltava ali era a vontade de ser feliz. Algum tempo depois compramos os móveis, depois uma moto e na sequência um carro. Com tudo encaminhado, começamos a sonhar em ter um filho. Minha esposa engravidou e tivemos uma menina linda. O nascimento dela foi uma grande emoção para mim. Até hoje fico feliz sendo um bom pai e bom marido. Alimento as minhas transformações, renovo os meus sonhos todos os dias sem esquecer daqueles que me ajudaram a ser o que eu sou hoje.

Luiz Carlos dos Santos Boeno Tecelagem


Amor pela natureza

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stou há 19 anos na empresa, comecei em 1993. Certa vez um amigo disse que o sonho dele era trabalhar na Karsten. E eu também passei a querer fazer parte da empresa. Na segunda vez que fiz ficha consegui uma vaga. As amizades que fiz na Karsten foram muitas.

Eu passei muitas dificuldades antes de entrar na empresa. Minha família era muito pobre, tive sete irmãos não tive oportunidade de estudar. Mas hoje minha vida melhorou muito, pude até mesmo comprar um carro. Minha história de renovação está relacionada à terra. Realizo-me mexendo na terra ou fazendo uma atividade agrícola. Moro numa chácara de 200 mil hectares, vivo sozinho neste lugar, onde sou caseiro. Como trabalho no terceiro turno, tenho o tempo livre para fazer outra atividade, cuido de animais e de plantas. Nesse meu recanto, crio alguns bichinhos e planto árvores frutíferas. Minha paixão pela natureza é tamanha que eu conheço cada árvore nativa da região. No dia da árvore sempre ganho mudas da empresa e planto todas. Sou um defensor do meio ambiente, quanto mais cuidarmos dele, melhor será a expectativa de vida das pessoas. Sou muito uma pessoa reservada, tenho uma característica forte: penso muito antes de falar qualquer coisa. Da vida tirei algumas lições: ninguém é melhor do que ninguém, temos que respeitar a todos. Já “colhi muitos frutos” com o respeito às pessoas. Sempre tento respeitar os novatos da melhor forma possível, para que seja bom para eles e para a empresa.

Nesse meu recanto, crio alguns bichinhos e planto árvores frutíferas. Minha paixão pela natureza é tamanha que eu conheço cada árvore nativa da região. Luiz Carlos Eichstadt

Beneficiamento

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Superar obstáculos

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á mais ou menos doze anos eu e minha sobrinha fomos até a Karsten para fazer nosso cadastro. Passamos nos testes de seleção, porém minha sobrinha não aceitou o trabalho, porque era muito longe de sua casa. Mas, ela me aconselhou a aceitar a proposta que me ofereceram. Eu não pensei duas vezes e aceitei. Quando completei três meses e uma semana, minha supervisora disse que não iria conseguir preencher a vaga e me encaminhou para o setor de preparação, onde fui registrada. Em 27 de junho de 2006 passei por um grave acidente de trabalho, meu braço foi esmagado no elevador. Fiquei com o braço prensado por cinquenta minutos e os bombeiros não sabiam mais como fazer pra me tirar de lá. Devido a esse sofrido acidente, fiquei dois anos afastada da empresa. Nesse período, precisei fazer fisioterapia e aproveitei para estudar. Trabalhei na preparação até 14 de maio de 1999, tinha muito medo das máquinas e desconforto nos movimentos que fazia com o braço. Fui encaminhada para a tecelagem, no momento sou inspetora de qualidade, porque não consigo fazer muitos movimentos e meu braço está fragilizado. O tempo que fiquei estudando foi muito produtivo, formei-me em magistério, sou professora de turmas até o 5º ano. Passou-se cinco anos e meu marido entrou para a Karsten, hoje ele é supervisor. Minhas filhas também trabalharam aqui, mas não se adaptaram e saíram. Meu conselho para vencer é nunca desistir: nada é por acaso tudo tem um “porquê”. Supere os obstáculos da vida!

Devido a esse sofrido acidente, fiquei dois anos afastada da empresa, fazendo fisioterapia e estudando. Magrit Leu Denzer Tecelagem

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Hora de ir à luta

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udo começou quando completei 16 anos. Sempre tive uma vida sossegada, sem preocupações com contas e com o planejamento do meu futuro. Até então, eu era uma jovem iniciando a vida e sempre pude contar com o apoio de meus pais para isso. A prioridade na época era estudar para me formar e, somente depois, trabalhar. Porém toda garota adolescente costuma dar trabalho aos pais. Que menina não precisa de roupas novas, calçados e assim por diante? Devido a essa situação, minha mãe começou a dizer: “filha você tem que procurar um emprego para bancar suas despesas pessoais. Precisa também planejar o seu futuro e começar a andar com suas próprias pernas, estamos aqui para te ajudar”. Devido ao incentivo e ao corte de gastos, fui atrás de emprego com o apoio de meus pais. Tímida e sem experiência profissional, comecei a entregar currículos em diferentes agências e empresas. Fui chamada várias vezes para fazer entrevistas e nunca dava certo, acabava sempre voltando para a casa decepcionada. Não desistindo, sempre uni forças com uma amiga que também estava à procura de emprego.

uma ficha na empresa. Assim que amanheceu, fomos chamadas para uma entrevista, porém a pessoa que nos atendeu disse que a empresa não contratava menores de idade. Porém, ela disse que deixaria nossos dados guardados caso surgisse alguma vaga em outro momento. Eu e minha amiga nos olhamos e voltamos tristes para casa. Quando completei 18 anos e já formada no segundo grau, recebi uma ligação da Karsten, para participar de uma entrevista. Animada, marquei a data e o horário. E graças a Deus, deu tudo certo, fui contratada. Comecei a trabalhar em 2004 na confecção como embaladeira, com o passar do tempo fui aprendendo outras funções. Sentindo a necessidade de renovar e buscar novos conhecimentos, me inscrevi em alguns recrutamentos oferecidos pela empresa para ocupar diferentes cargos e para atuar em outras áreas. Em 2010 passei no recrutamento e sai da confecção para atuar no sistema de gestão da Karsten. Agradeço a empresa por abrir as portas e acreditar no meu potencial. Principalmente, por oportunizar a construção da minha história dentro da organização.

Em uma dessas agências conhecemos uma pessoa que nos aconselhou a preencher uma ficha na Karsten. Segundo ela, era uma empresa muito boa, com muitas qualidades e benefícios. No dia seguinte, eu e minha amiga acordamos às 5h da manhã para preencher

Devido ao incentivo e ao corte de gastos, fui atrás de emprego com o apoio de meus pais. Tímida e sem experiência comecei a entregar currículos.

Maiara Ribeiro Poffo

SGK 89


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Duas décadas de realizações

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u ingressei na Karsten em 06 de novembro de 1980. Na época eu tinha 14 anos e comecei na escolinha de corte e costura onde aprendi a ser costureira. Depois fui contratada para trabalhar na confecção, iniciei no dia 24 de janeiro de 1981 fazendo bainhas.

Completo 32 anos de empresa, em novembro, e já vi muitas transformações acontecerem. O maquinário melhorou com o avanço da tecnologia, o refeitório foi ampliado para poder atender bem todos os colaboradores.Trabalhei na Karsten durante a presidência do Sr. Ralf Karsten, onde tínhamos muito contato com o presidente, pois a empresa era menor, com menos colaboradores.

Acompanhei a trajetória de muita gente aqui dentro, inclusive a do meu marido e do meu filho mais velho. Durante esses anos muita coisa também mudou na minha vida. Maike Glatz Siewert

Confecção

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Acompanhei a trajetória de muita gente aqui dentro, inclusive a do meu marido e do meu filho mais velho. Durante todos esses anos muita coisa também mudou na minha vida. Eu casei, tive três filhos, consegui construir a minha casa própria. Mudei de setor apenas uma vez, quando fui para a tecelagem atuar como inspetora de qualidade, mas tive que parar por problemas de saúde e voltei para confecção onde estou até agora. Lembro que quando entrei na empresa tinha como meta me aposentar aqui. E sei que vou conseguir graças ao carinho com que desempenho as minhas funções e o amor que tenho pela Karsten.


O guarda-pó

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uando eu tinha 14 anos meu pai me levou até a Karsten para eu fazer uma ficha e começar a trabalhar. Na volta ele me perguntou se eu não preferia trabalhar em outra empresa, que era pertinho de casa e e poderia ir até de bicicleta.

Eu respondi: - “Pai eu não quero trabalhar lá porque só se ganha uma cesta de chocolate no fim do ano e isso eu posso comprar com o meu salário. Além disso, na Karsten eu vou poder usar o meu guarda-pó todos os dias”.

À medida que os anos foram passando fui aprendendo muito e colecionando histórias importantes. Um episódio que me marcou foi quando eu e minhas colegas fomos trabalhar em um domingo para dar conta de todas as encomendas. Então lá estávamos nós trabalhando a todo vapor quando o presidente, o Sr. Ralf Karsten, apareceu. Ele perguntou a todas nós como estávamos. Hoje, estou completando 26 anos de empresa e quando paro para pensar, esse com certeza foi um fato muito importante para mim. Agradeço muito de ter a oportunidade de escrever a minha história junto com a Karsten.

Eu adorava aquele guarda-pó e sempre comentava com a minha família que queria muito trabalhar lá para poder usá-lo. Meu sonho se realizou, pois no dia seguinte fui chamada. Fiquei muito feliz.

Eu adorava aquele guarda-pó e sempre comentava com a minha família que queria muito trabalhar lá para poder usá-lo.

Maike Sievert Wachholz Confecção

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Vontade de seguir em frente

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inha história na Karsten começou no dia 13 de março de 1998, em uma sexta-feira. Lá se vão 14 anos, nos quais vivi muita coisa. Passei por transformações pessoais e profissionais muito marcantes. Conheci pessoas incríveis e fiz muitos amigos.

Em março de 2010 descobri que estava com câncer linfático. Logo eu que sempre dizia que se tivesse uma doença dessas não diria nada a ninguém e nem sequer faria tratamento. Mas, eu acabei tendo apenas duas opções: Ou tentava me curar, ou desistia. Foi então que resolvi lutar e fazer todo o possível. Tive o total apoio da minha família e dos meus amigos para superar cada etapa. Descobri que com fé, nada é impossível. Foi em fevereiro de 2011, depois de 11 meses, que voltei ao meu emprego. Voltei diferente, vendo a vida de outra forma, tentando enxergar o lado bom de todas as coisas. Voltei mais determinada a fazer as coisas acontecerem e tentar quantas vezes for preciso para alcançar os meus objetivos. Nesse ano tive que enfrentar mais um desafio: aprender a dirigir. Achei que isso seria impossível. Precisei me esforçar muito, ainda tenho muito a melhorar, mas aprendi. Agora acredito que os momentos ruins são passageiros e a única coisa que permanece são as lições que tiramos das dificuldades. Sou muito grata a Deus pela minha família e amigos, pelo meu emprego e, principalmente, pela minha saúde.

Voltei mais determinada a fazer as coisas acontecerem e tentar quantas vezes for preciso para alcançar os meus objetivos. Marcele Regeane Shuetz de Carvalho Controladoria

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Novos horizontes

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uando eu era criança tinha a condição financeira pouco favorável como a de muitos brasileiros. Por este motivo nos vimos obrigados a mudar de residência, bairro e, muitas vezes, até cidade.

Mal sabia que essa realidade seria o meu preparo para a vida adulta. Em abril de 2002, aos 22 anos, tive uma experiência profissional ruim. Participei de uma demissão em massa, na empresa onde trabalhava há sete anos e que até então tinha sido o meu primeiro emprego. A princípio não fiquei triste, porque tive tempo de me dedicar a minha filha, que na época tinha cinco meses. No ano seguinte, fui chamada para trabalhar em outra empresa, fiquei feliz, mas não aceitei por ser um trabalho temporário. Em uma terça-feira madruguei em frente à Karsten, na esperança de conseguir uma vaga na empresa. Não fui convocada. Por telefone descobri que o cargo ao qual eu almejava só seria possível através de recrutamento interno. Como eu sabia costurar, me deram uma vaga na confecção. Cheguei em casa orgulhosa, teria que aprender a costurar toalhas felpudas. Foi difícil, mas fazia parte de uma equipe maravilhosa. Depois de um ano e meio fiz recrutamento interno, passei e comecei a trabalhar no segundo turno, na parte das máquinas automáticas, como inspetora na área da Garantia da Qualidade. Lá fiquei por um ano até sair em licença maternidade. No meu retorno, fui convidada para trabalhar no posto de inspeção final da expedição exportação. Ali, aprendi muito, me sentia muito feliz. Durante um ano trabalhei em um galpão alugado pela empresa. Nesse período modifiquei muito o meu modo de agir e pensar. Era muito trabalho, então precisávamos da ajuda mútua.

Minha mudança para outro posto de trabalho foi de uma forma muito especial. Devido ao afastamento de uma colega, fui convidada a auxiliar à área administrativa da GDQ. Aprendi muito em três meses, mas devido a um acidente, voltei a trabalhar em turno. Hoje, trabalho na área da confecção. Tantas mudanças me fizeram ver o quanto é importante a reciclagem de conhecimento dentro da empresa. Renovar o modo de agir e pensar é um conjunto de iniciativas: oportunidades mais força de vontade. Mudar é ser flexível e abrir a mente para novos horizontes. Hoje, tenho certeza de que mudanças e renovações fazem parte do meu cotidiano e sem elas não existem oportunidades de melhorias e alegria no dia a dia.

Renovar o modo de agir e pensar é um conjunto de iniciativas: oportunidades mais força de vontade. Mudar é ser flexível e abrir a mente para novos horizontes.

Marcia Cristina Holler Weber

Garantia da Qualidade

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Novas conquistas

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niciei na Karsten aos 14 anos como auxiliar de costura, esse foi o meu primeiro emprego. Fiz amizade com costureiras muito experientes que começaram a me ensinar a costurar. Após três anos fui promovida para o cargo de costureira, onde também aprendi muitas coisas. Lembro que na época éramos poucas e todas muito unidas, ajudávamos umas as outras sempre. Aos 18 anos eu casei e comecei a ter mais sonhos e expectativas em relação ao futuro. Meu marido e eu lutamos e conseguimos a nossa casa própria. Aos 26 anos engravidei, era um filho muito desejado, mas após o nascimento dele eu me separei.

Então comecei a participar dos cursos internos oferecidos pela empresa e recebi um convite para ser Inspetora de Qualidade. Aceitei a nova função e depois de quatro anos fui trabalhar na amostra. Essa função exigia bem mais responsabilidade, tudo passava pelas minhas mãos e tinha que estar em perfeito estado até chegar ao consumidor final. Até hoje sou Inspetora e tenho muito orgulho do que eu faço, é gratificante. Agora, já faz dois anos que consegui novamente a minha casa própria, pois a outra eu tinha deixado no passado. Reconquistei tudo que eu havia perdido. Meu filho tem 16 anos, está concluindo o segundo grau e eu a faculdade.

Nesse momento decidi transformar a minha vida. Voltei a estudar, fiz curso de modelo. Aprendi a ter uma postura melhor e também melhor desenvoltura. Nessa fase conheci pessoas diferentes, fiz novas amizades e melhorei muito a minha maneira de me comunicar.

Nesse momento decidi transformar a minha vida. Voltei a estudar, fiz curso de modelo. Aprendi a ter uma postura melhor e também melhor desenvoltura. Marcia Frotzscher Inspeção da Qualidade

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Enquanto tiver forças

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eu marido e eu trabalhamos na Karsten há 25 anos. Aqui conseguimos realizar muitas coisas, formamos uma família, construímos a nossa casa e compramos um carro. Eu ainda tenho muitos sonhos, mas supri as minhas principais necessidades com o meu trabalho aqui. Até já me aposentei e poderia parar por aqui, mas não foi o que fiz, decidi continuar. Da mesma forma que a empresa sempre busca se renovar através dos seus produtos, a renovação também faz parte da minha vida e eu a busco todos os dias. Por isso mesmo resolvi seguir em frente com o meu trabalho. Pretendo continuar trabalhando enquanto eu tiver forças e saúde para tal. Acredito que para nos realizarmos precisamos ter um emprego, uma profissão. Isso eu encontrei na empresa Karsten. Tenho muito orgulho em fazer parte desta equipe e dessa trajetória de sucesso. Sinto-me muito satisfeita em ajudar a escrever essa história. Tenho certeza que a empresa vai muito além dos 130 anos, sempre renovando e se transformando para ser cada vez mais e para melhor.

Por isso mesmo resolvi seguir em frente com o meu trabalho. Pretendo continuar trabalhando enquanto eu tiver forças e saúde. Marcia Kressin Volkmann Confecção

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O relógio de 25 anos

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ou natural de Pomerode, trabalho na Karsten há 29 anos. Trabalhar aqui era o sonho de muitas pessoas. Além de entrar na empresa, o meu sonho era ganhar o relógio de ouro quando fizesse os 25 anos de casa.

Meu marido também trabalhou aqui e nós sempre falávamos desse relógio, mais ele só ficou 21 anos e foi desligado antes de ganhar o presente. Mas eu graças a Deus consegui realizar meu sonho. Quando ganhei o meu relógio, disseram que foi o mais bonito da loja e nenhum funcionário tinha ganho um relógio tão bonito. Hoje, minha família está reunida na Karsten, tenho mais quatro irmãs que trabalham na empresa. Sou muito feliz e tenho orgulho de trabalhar aqui, nessa empresa que cuida dos seus colaboradores, ajuda com alimentação e escola. Quando eu comecei, trabalhei 16 anos na costura, depois mudei de setor e fui para expedição. Senti uma “dor no coração” em ter que abandonar o trabalho na área da confecção. Tinha muitas amigas na costura, mais eu precisava mudar. Gostei muito da expedição, a equipe também era muito unida. Sou uma mulher muito batalhadora e não tenho medo de colocar a mão na massa, por isso trabalho em outros lugares também. É corrido, mas vale a pena. Acredito que com pensamento positivo podemos alcançar todos os nossos objetivos.

Quando eu ganhei o meu relógio, disseram que foi o mais bonito da loja e nenhum funcionário tinha ganho um relógio tão bonito. Marcia Simone Kopsch Schubert

Expedição

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Aproveitando as oportunidades

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rabalho na Karsten há cinco anos. Sou de família simples, moro com os meus pais, meu tio e a minha avó. Apenas o meu pai, que é funcionário público, e eu trabalhamos com carteira assinada, o restante da família trabalha na roça. Quando completei 16 anos fiz ficha para trabalhar na Karsten e em outra empresa. Como a outra empresa me chamou primeiro, comecei lá. Depois de quatro meses o pai de uma colega minha deu o recado para eu comparecer na Karsten. Fui chamada para uma entrevista e já devia levar os meus documentos. Eu tinha deixado o número de telefone dele para entrar em contato porque na época nós não tínhamos. Eu fiquei preocupada por ter que faltar ao emprego. Ainda por cima, precisava passar em casa para pegar os meus documentos. Mas o pai da minha colega e a esposa dele me deram uma carona e tudo ficou mais fácil. Quando cheguei lá a vaga disponível era para trabalho temporário, mas mesmo assim resolvi arriscar. Estava trabalhando há um mês quando uma colaboradora pediu demissão. Minha supervisora perguntou se eu tinha interesse em ficar com a vaga. Eu disse que sim e acabei sendo contratada. O tempo passou e tive a oportunidade de aprender a costurar. Fiquei dois anos na alteração de pedidos. Um dia vi um cartaz de recrutamento interno para ser Inspetora de Qualidade. Pedi para a minha chefe me inscrever. Passei no processo e estou nessa área até hoje. Também tive a oportunidade de passar por três setores diferentes e aprender as suas funções. Quando eu comecei na empresa era tudo bem mais difícil. Não passava ônibus perto da minha casa. Eu e uma amiga, que também trabalha na empresa, saíamos de casa às 11h15min para pegar até a condução e começar a trabalhar às 13h30. Caminhávamos quatro quilômetros todos os dias até chegar ao ponto de ônibus. À noite, tínhamos uma lanterna para iluminar o caminho até o ponto na volta para casa. Então um dia fomos falar com o RH para conseguir um transporte mais perto de casa. Depois de algum tempo conseguimos. As ruas também ficaram mais largas e com iluminação adequada.Trabalho em uma empresa muito boa, com muitas oportunidades. Só depende de cada pessoa saber aproveitá-las, para poder se transformar, crescer e ter um bom futuro.

Estava trabalhando há um mês quando uma colaboradora pediu demissão. Minha supervisora perguntou se eu tinha interesse em ficar com a vaga. Eu disse sim. Marciana Tribess Garantia da Qualidade

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Melhorar ainda mais

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ornei-me integrante desta empresa em setembro de 2004. Trabalho na fiação desde o início. Aqui aprendi muito, não só sobre trabalho, mas também sobre pessoas. Já tive o prazer de conversar com muitos colaboradores de outros setores e todos agregaram novos conhecimentos à minha experiência de vida. Alguns reclamam que a fiação é barulhenta, tem muito pó, que trabalhar no sistema 6X2 é muito ruim. Mas isso não é real. Quem trabalha neste setor acaba se apaixonando por todos esses aspectos. Também tem o cheiro do algodão, é bom, inconfundível e inexplicável. Trabalhei como operadora de máquina por muito tempo. Fui OPI, OPII e OPIII, neste período de transição percebi que não basta ser funcionário, tem que ser colaborador. Aprendi a trabalhar com pessoas muito diferentes umas das outras. Vivi intensamente as transformações da empresa. Entre elas, a implantação de novas normas técnicas para se trabalhar e agora passo pela “Renovação Karsten”.

Já tive o prazer de conversar com muitos colaboradores de outros setores e todos agregaram novos conhecimentos à minha experiência de vida.

Hoje, trabalho no PCP, ainda na fiação. Participei do recrutamento interno e agora não estou mais no 6X2, mas ainda faço parte do setor de fiação. Gosto do trabalho que realizo e espero fazer parte desta equipe por muito tempo. Renovar é acreditar que podemos melhorar ainda mais o que já fazemos de melhor.

Marciele Carina Fabian

Fiação

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A hora de mudar

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udo começou em 2005 com um sonho. Eu trabalhava na confecção de cristais, ficava em frente a um forno com a temperatura acima de 1.200 graus. Há mais de dois anos casado, eu e a minha esposa resolvemos ter um filho. Fomos abençoados com o nascimento da Maria Eduarda Gonçalves, uma menina linda. Ser pai fez com que eu me preocupasse mais em relação ao futuro. Percebi que precisava mudar a minha vida. Quando eu estava indo para a maternidade visitar a minha esposa e filha, ouvi no ônibus que a Karsten estava contratando. No hospital, disse à minha esposa que no dia seguinte não poderia visitá-las porque ia tentar uma vaga na empresa. Assim fiz, enfrentei uma fila com mais de 200 pessoas, mas consegui ser chamado para uma entrevista. Depois de duas horas de entrevista fui encaminhado para o supervisor do setor de beneficiamento, o Sr. Alcides. Ele me perguntou por que eu queria sair da empresa onde já trabalhava há 12 anos. Respondi que um dia antes a minha filha tinha acabado de nascer, por isso era hora de mudar. Fui contratado e hoje, faz sete anos que faço parte da família Karsten.

Fomos abençoados com o nascimento de uma menina linda. Ser pai fez com que eu me preocupasse mais em relação ao futuro. Percebi que precisava mudar a minha vida.

Marcio Roberto Gonçalves Beneficiamento

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A cura do meu filho

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inha vida mudou depois do meu casamento, em 1995, fiquei desempregado. Foram momentos difíceis, passamos por muitas dificuldades. Tinha um sonho de trabalhar na Karsten, mas já havia tentado algumas vezes. Consegui trabalho em outra indústria e morava em Itopazinha. De tanto insistir e acreditar que um dia conseguiria, tive uma chance na Karsten. Em 1996, minha esposa ficou grávida, passou uma gravidez difícil e com sete meses de gestação ficou muito doente, chegou a ser internada e quase perdeu o bebê. Teve depressão e nunca mais conseguiu ficar em casa sozinha. Eu trabalhava no 2º turno e precisava de uma oportunidade no 1º turno para ficar em casa com minha esposa. Mas no momento não tinha nenhuma vaga e acabei me desligando da empresa. Em abril meu filho nasceu. Consegui outro emprego, mesmo assim eu queria muito voltar à Karsten, pois sempre gostei muito, sempre foi meu sonho fazer parte da empresa. Meu filho nasceu com uma doença muito grave, sem as glândulas responsáveis pela produção de hormônios do crescimento. Sofremos muito, por ele e também por nós, em saber que era uma criança que precisaria de tratamento a vida toda. O tratamento era só em Florianópolis, todo o nosso dinheiro era para pagar os custos. Ele tinha condições de viver sem sequelas, mas desde que tomasse todos os medicamentos criteriosamente em dia. O médico nos falou que se ele não se tratasse poderia não crescer, ficando pra sempre um bebê de colo.

Jamais desistam de um objetivo, por mais que ele seja difícil de conquistar.

Eu sempre soube que ele ia vencer no tratamento e que teríamos uma vida normal. Passando o período difícil, em torno de oito anos, retomei meu sonho de trabalhar na Karsten; em 2006 fui readmitido. A empresa ajudou na compra de materiais escolares para meu filho, sou muito grata por tudo. Hoje meu filho tem 15 anos e mede 1,80 metros de altura. É até engraçado, sempre acreditamos que ele cresceria normalmente e até superou as nossas expectativas. Teve até que fazer outro tratamento para a coluna devido à altura. Deu tudo certo, hoje ele é um adolescente saudável como qualquer outro da sua idade. Minha renovação foi a cura do meu filho. Isso mudou a nossa vida.

100

Marcos Roberto Imthurn Tecelagem


Dois episódios marcantes

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uando eu era criança via os meus pais irem trabalhar na Karsten e me perguntava se algum dia também iria trabalhar na empresa. Os anos passaram e eu tive a minha oportunidade na equipe em 11 de agosto de 1995. Hoje já faz 17 anos.

Nesse tempo muitas coisas aconteceram, muitas mudanças que me proporcionaram crescimento profissional. Comecei na confecção como costureira, fui auxiliar, participei de recrutamento interno e consegui uma vaga no setor de desenvolvimento de produtos. Depois atuei no setor de vendas porque precisavam de alguém que falasse alemão. Iniciei uma faculdade de comércio exterior, também fiz cursos de inglês e espanhol. Então surgiu uma vaga no setor de exportação. Candidatei-me e consegui. Em cada função que desempenhei sempre procurei fazer o meu melhor, aprendi muito e cresci tanto como profissional quanto como pessoa. Um dos fatos que mais me marcou nesse período foi quando a minha mãe resolveu se aposentar, após 26 anos de empresa. As colegas fizeram uma grande roda a sua volta para homenageá-la. Emocionei-me mais do que ela com aquele momento. Outro episódio ocorreu em 2007 com a entrada de outro diretor na administração. No início as mudanças foram chocantes, mas com o passar do tempo percebemos que eram realmente necessárias. Atualmente estou no setor de exportação, no qual atuo como Trader. Já tive a oportunidade de conhecer dez países (dos 40 em que a Karsten atua) diferentes para buscar novos negócios e trazer bons resultados para a empresa. Acredito que devemos ser persistentes para sermos os melhores e chegar sempre na frente.

Um dos fatos que mais me marcou foi quando minha mãe resolveu se aposentar, após 26 anos. As colegas fizeram uma roda a sua volta para homenageá-la. Mariléia Glau Hamann Exportação

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Nunca é tarde

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empre fui uma profissional da área do comércio varejista, gostava imensamente do que fazia, tanto que atuei durante 23 anos. Trabalhei em algumas lojas de segmentos variados, sempre voltados para linha de vestuário, cama, mesa e cortinas.

Como a maioria das pessoas, eu também sonhava em ser reconhecida pelo meu esforço e dedicação. Porém, a batalha no comércio às vezes é ingrata e não existem “degraus” que façam você chegar a uma posição mais elevada. Em setembro de 2010 “abandonei” o comércio, sem refletir muito. Surpreendi a todos que me conheciam. Eu estava decidida a começar algo que novamente me motivasse, era muito nova para me acomodar. E olha que eu tinha 39 anos. Um dia uma amiga perguntou-me: Por que você não vai trabalhar na Karsten? Eu comecei a rir e disse: “Nem pensar, eles jamais me contratariam, não tenho experiência e já estou meio velha pra fazer carreira”. Essa amiga insistiu e me convenceu a encarar isso como um novo desafio. Dois dias depois mandei o currículo e fui chamada para entrevista no outro dia. Em 20 de setembro de 2010 comecei a trabalhar na Karsten no setor de expedição e aprendi a embalar toalhas. Não tinha ideia de que para dobrar e embalar toalhas precisava tanta técnica. Como era tudo novo, encontrei bastante dificuldade para me acostumar, mas eu estava disposta a tentar. Cresceu em mim uma ânsia por conhecimento que há muito não sentia mais. Quanto mais eu aprendia, mais eu queria saber. Fui incentivada pelo supervisor da área para fazer uma faculdade e, aqui estou eu, já no terceiro semestre de Processos Gerenciais. Realizando o sonho de fazer um curso superior. 102

Com vontade de aprender e dividir o que já entendia, em um ano de empresa, fui convidada para ser líder de uma célula. Eu provei a mim mesma que iria conseguir, porém sabia que precisava aprender muito ainda. E pensando assim que tomei a decisão de me candidatar a um recrutamento interno para o setor de Garantia da Qualidade e fui escolhida. Com um ano e dez meses de Karsten, ainda não entendo tudo, mas tenho tempo e vontade de aprender; o amanhã é sempre uma novidade. Finalmente achei o que tanto eu procurava: motivação, novidades e incentivo. Digo sempre aos meus amigos: tempo e idade são coisas que para mim não existem, pois são conceitos errôneos e ultrapassados, o tempo é a gente que faz e a idade é um mero número. Portanto, nunca é tarde...

Cresceu em mim uma ânsia por conhecimento que há muito não sentia mais. Quanto mais eu aprendia, mais eu queria saber.

Marileusa Wolter Struck

Garantia da Qualidade


É possível ir além

S

ou casada, tenho três filhos e somos uma família muito unida. Em 2009 meu filho mais velho veio para Blumenau com a família e nós ficamos em Mato Grosso. Pouco tempo depois fiz uma visita para ele e acabei ficando em Blumenau. Consegui emprego em uma confecção, então liguei para o meu marido explicando que aqui tinha muitas oportunidades de trabalho, bem diferente da situação em que estávamos. Logo ele se juntou a nós e também conseguiu emprego na cidade.

Alugamos uma casa, mas não tínhamos móveis para mobiliá-la. Então dormimos no chão por vários dias até conseguir comprar uma cama. Aqui encontramos pessoas generosas, como um casal, muito simpático, que nos deu a maior força. Eu trabalhei em uma confecção por seis meses até que fiquei sabendo que a empresa estava falida e os donos não tinham como pagar os salários dos funcionários. Fiquei desesperada, mas precisava seguir em frente. Nessa época já tinha ouvido falar da Karsten e sempre perguntava para os conhecidos onde ficava a empresa. Eles respondiam: “logo ali, na saída de Pomerode”. Juntei as poucas moedas que eu tinha e entrei em um ônibus. Parei em um posto de gasolina e me dirigi à portaria da empresa. Então começou a minha caminhada, fiz quatro fichas e não fui chamada. Muitos diziam que para conseguir uma vaga, deveria pintar o cabelo, pois a empresa era de origem alemã.

Eu não desanimei diante das dificuldades. Acabei conhecendo uma pessoa que já trabalhava na empresa há muito tempo, ela me indicou e logo fui chamada. Passei a trabalhar na confecção, depois participei de um recrutamento e fui selecionada para o Laboratório Químico. Hoje, atuo no laboratório da empresa, na parte de Inspeção de Qualidade. Gosto muito do que faço, eu acredito na Karsten e na sua capacidade de se superar. A qualidade dos produtos que confeccionamos é muito boa, por isso mesmo é sempre possível ir além. Toda a equipe é muito capaz e todos nós podemos superar qualquer obstáculo.

Dormimos no chão por vários dias até comprar uma cama. Aqui encontramos pessoas generosas, como um casal que nos deu a maior força.

Marisone Teresinha Piovezan Barbosa Inspeção da Qualidade

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Lições das dificuldades

T

enho 44 anos e um filho de 11 anos de idade, Roger Augusto Gonçalves. Minha família plantava tabaco em Botuverá, Santa Catarina, e desde criança eu e meus irmãos trabalhávamos na roça. Aos 18 anos mudei-me para Blumenau em busca de uma vida melhor.

Apesar do trabalho na cidade exigir mais responsabilidade, era bem mais leve do que no campo. Com o tempo fui me aperfeiçoando em cada tarefa que eu desempenhava. Trabalhei duro e nunca me arrependi de nada. Os anos passaram e meu pai faleceu. A minha mãe sempre teve uma saúde frágil e há muito tempo luta contra um câncer. Tenho um irmão que sofre com epilepsia e câncer de pele, os dois moram comigo. Sou a pessoa mais indicada para cuidar deles, faço isso com muito amor e carinho, procurando tirar as melhores lições de todas as dificuldades. Há oito meses trabalho na Karsten, no terceiro turno da fiação. Esse é um setor muito interessante, logo aprendi a desempenhar bem as minhas funções. Mas, surgiu, através do recrutamento interno, a oportunidade de trabalhar na Qualidade, também no 3º turno. Participei do processo e fui selecionada. Faz um mês que estou na nova função. Estou muito feliz com o meu trabalho. Essa é uma nova fase da minha vida, cheia de esperanças e oportunidades. Eu costumo sempre seguir em frente, não paro para reclamar das dificuldades. A Karsten é uma grande empresa, sinto-me acolhida como se fizesse parte de uma grande família. A cada dia aprendo mais a acreditar no meu potencial. Todos nós temos potencial para melhorar, para sair do casulo e se transformar em uma bela borboleta.

Essa é uma nova fase da minha vida, cheia de esperanças e oportunidades. Eu costumo sempre seguir em frente, não paro para reclamar das dificuldades. Marize Maria Colzani

Qualidade

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Sem medo de mudanças

P

arei de estudar aos 14 anos de idade para poder trabalhar e ajudar os meus pais com as despesas da casa. Trabalhei seis anos no meu primeiro emprego. Então os meus patrões resolveram fechar o negócio e eu fui para outra loja. Foram mais 11 anos atuando no comércio.

Na época, os meus dois filhos eram pequenos, quase não os vi crescer. Saía de manhã cedinho, ainda com estrelas no céu, pois precisava atravessar toda a cidade para chegar à loja. Também chegava em casa muito tarde e eles estavam dormindo. Apesar de tudo, eu gostava do que fazia. Conhecia pessoas novas, vendia os produtos, conquistava novos clientes e mantinha os clientes fiéis. Tudo era muito gratificante para mim. Mas, chegou um momento em minha vida que eu queria mudar, fazer algo diferente. Então decidi trabalhar apenas meio período, para ter mais tempo com a minha família. Preenchi uma ficha para tentar uma vaga na Karsten. Fui chamada, fiz o teste e passei. Dentro da empresa terminei os meus estudos e aprendi a profissão de costureira. Também engravidei e tive a minha filha caçula. Atualmente, opero as máquinas automáticas de dobrar e embalar. Gosto muito de trabalhar na Karsten. Hoje, mais do que nunca, acredito que podemos fazer a diferença e não devemos ter medo das mudanças, pois coisas boas se vão para dar lugar a coisas ainda melhores.

Chegou um momento em minha vida que eu queria mudar. Decidi trabalhar apenas meio período, para ter mais tempo para a minha família. Marli Edvirges Rodermel Bertelli Confecção/Automáticas

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A luta por um sonho

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m 1998 eu tentei trabalhar na Karsten pela primeira vez, esse era o meu maior sonho. Então falei com o meu tio que já atuava na empresa. Infelizmente ele me disse que não tinha vaga.

Eu não desanimei, pensei que um dia eu conseguiria o meu lugar na empresa com meus próprios esforços, sem precisar da ajuda de ninguém. O tempo passou e, finalmente, em setembro de 2000 fiz ficha na Karsten. Ainda sim, tive que esperar. Esperei, esperei e quando já estava quase desistindo, recebi uma ligação. Era abril de 2001, fiquei super feliz. Imediatamente pedi a conta no meu antigo empre-

Eu não desanimei, pensei que um dia eu conseguiria o meu lugar na empresa com meus próprios esforços, sem precisar da ajuda de ninguém.

go. Essa experiência ensinou-me que nunca devemos desistir de um sonho. Precisamos lutar por aquilo que queremos e trabalhar sempre para conseguir crescer. Eu renovei a minha vida, já estou na empresa há 11 anos e continuo buscando a renovação a cada dia. Nestes anos presenciei muitas mudanças na empresa, vi a Karsten se tornar mais aberta e justa, dando mais chances para os seus colaboradores crescerem profissionalmente. Também temos mais facilidades para expormos nossas ideias, fazer críticas e elogios. Assim, eu espero que melhore cada vez mais e que essa renovação seja eterna.

Marli Marlene Maske

Confecção

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Recomeçar

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epois do meu divórcio, o meu pai me deu muito apoio. Cedeu a casa dele para minha filha e eu ficarmos, além de me incentivar a iniciar uma nova vida. Fui até a Karsten fazer uma ficha, pois o meu pai já tinha trabalhado lá.

Eu consegui uma oportunidade e iniciei em setembro de 1994. No início foi muito difícil, tinha que me acostumar com o novo emprego a morar na casa do meu pai e viver retirada do centro da cidade. Mas, logo as coisas foram se ajeitando. Meu pai construiu uma casa para mim, no mesmo terreno dele. Eu ia pagando aos poucos com o salário que eu ganhava na empresa. Logo outro imprevisto aconteceu. Tive que mudar de turno para cuidar da minha filha durante o dia. Ela estava crescendo e precisando mais da minha atenção, dos meus cuidados com os deveres da escola e com a educação moral. No começo não era fácil conseguir dormir durante o dia. É muito barulho de carro, música e gente conversando. Com o tempo consegui me acostumar.

gando em prestações. Os anos foram passando e eu trabalhando na Karsten, então as oportunidades começaram a surgir. Resolvi voltar a estudar e me formei no ensino médio. Fiz cursos de informática e outros de aperfeiçoamento que a própria empresa me oportunizou. Senti a minha autoestima aumentar, estava novamente confiante. Depois de algum tempo troquei de carro e mais alguns anos se passaram até eu conseguir comprar a minha casa própria com a ajuda da minha filha e do meu genro. É um lar espaçoso, bonito e repleto de amor. Já faz 19 anos que trabalho nessa empresa e posso dizer que ela fez toda a diferença na minha história de renovação, motivação e esperança.

Logo estava atrás de outro objetivo. Queria comprar um carro, consegui, pois tinha um dinheiro guardado e o restando fui pa-

Resolvi voltar a estudar. Fiz cursos de informática e de aperfeiçoamento. Senti a minha autoestima aumentar, estava novamente confiante.

Marli Pasold Confecção

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Meu pequeno milagre

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screver a própria história é olhar para dentro de nós mesmos e rever fatos marcantes. Eu me vejo antes de me casar, de ter o meu filho, de trabalhar na Karsten e antes de ser atingida pela enchente de 2008. Esse foi um ano de transformação para mim.

Depois de tudo pelo que passei, voltei a estudar. O conhecimento abre as portas para novos horizontes. Posso dizer que passei por perdas materiais, mas a maneira como olho a vida é muito diferente agora. Percebi que ser é muito mais importante do que ter. Tive tempo para refletir e decidi que precisava me renovar. A partir daí, descobri que os momentos difíceis são responsáveis pelas maiores transformações em nossas vidas. Também são responsáveis por nos ensinar as mais belas e duras lições. Aprendi que podemos evoluir a cada instante, é só querer. O segredo está na forma de pensar. Pensamento é energia. Não podemos tocá-lo, mas ele está lá, assim como as ondas de rádio. Por isso agradeça sempre o que você tem, sorria e acredite sempre na energia do amor. Essa é a maior energia do universo.

Descobri que os momentos difíceis são responsáveis pelas maiores transformações. Também são responsáveis por nos ensinar as mais belas e duras lições.

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Marlise Regina Mendes Confecção


Movida por desafios

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a minha carreira profissional tive que me renovar diversas vezes, tendo que desvendar novos processos e culturas, morar em cidades desconhecidas e fazer novas amizades. Nasci e me formei em Florianópolis, no curso de Engenharia de Materiais e como na região não existem muitas indústrias, tinha que ir para outros lugares. Apesar de ter feito uma graduação focada na área técnica, sempre tive facilidade com atividades de gestão. Fiz meu primeiro estágio em uma grande indústria metalmecânica de Joinville, quando tive meu primeiro contato com a área de gestão da qualidade. Trabalhei na empresa um ano e meio e fiz seis estágios em três áreas. Eu não conhecia nada e ninguém na cidade, tive que morar sozinha e aprender as particularidades dos processos e de gestão. Voltei para a universidade e, ao final do curso, fui selecionada para fazer o estágio final em uma indústria de transformação de termoplásticos, em Gaspar. Desenvolvi e implantei o sistema 5S na empresa e processos de autocontrole da produção. Fui contratada e após oito meses tive a oportunidade de ser coordenadora do setor. Trabalhei na empresa seis anos e desenvolvi muitos projetos na área industrial. Em outro momento, surgiu a oportunidade de um novo desafio em uma construtora e mineradora, em Florianópolis, com a perspectiva de ser a coordenadora de melhorias. Foi uma difícil decisão, pois já estava casada e instalada em Blumenau. Como o potencial de desenvolvimento era grande, encarei a oportunidade mesmo sem conhecimento na área civil. A distância de casa e da família, que continuou em Blumenau, foi a parte mais difícil. Apesar de gostar do trabalho, eu queria voltar para Blumenau e busquei um novo desafio. Nesse momento começou minha história com a Karsten e mais um processo de renovação. Existia uma oportunidade na área da Garantia da Qualidade e mesmo não tendo experiência no segmento têxtil, tive a chance de aprender. Neste ano de renovação da Karsten, aceitei o desafio de me mudar para a filial do Nordeste, mas agora com a família junto. Desejo que este seja mais um de muitos outros momentos de renovação com a Karsten. Sou movida por desafios, me sinto motivada a trabalhar na empresa pela ética, transparência, clima organizacional, administração profissional, oportunidades e capacidade de renovação.

Foi uma difícil decisão, já estava casada e instalada em Blumenau. Mas encarei a oportunidade mesmo sem conhecimento na área civil. Michelly das Neves Farias da Silva Garantia da Qualidade

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Oportunidade de melhorar

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efetivado e trabalhei por um tempo nessa função. Depois mudei de emprego e assumi sozinho o RH de uma empresa de médio porte, com cerca de 80 funcionários. Foi uma experiência muito desafiadora e que durou quase dois anos.

Precisei insistir bastante para conseguir essa primeira oportunidade. Iniciei em fevereiro e nunca vou me esquecer da sensação de ganhar o primeiro salário que entreguei nas mãos dos meus pais.

Eu tinha o sonho de trabalhar em uma empresa de grande porte e foi então que em 2011 tentei uma vaga na Karsten. A princípio tinham escolhido outra pessoa, mas gostaram de mim e não demorou muito para eu ser chamado. Em dezembro me ligaram dizendo que queriam que eu fizesse parte da equipe.

os 14 anos de idade eu comecei a procurar o meu primeiro emprego. Tinha muita vontade de ter o meu próprio dinheiro e de poder ajudar a minha família. Em janeiro de 1994 os meus tios me falaram que tinha vaga na empresa, onde eles trabalhavam em Blumenau.

O trabalho era em uma fábrica de vidros e o calor dos fornos era insuportável e por isso mesmo quem trabalhava lá se aposentava cedo. Fiquei com essa ideia fixa na cabeça e resolvi que não precisaria estudar. Fui me aperfeiçoando na minha profissão e cheguei a ser promovido. Mas, com o tempo, percebi que deveria buscar algo diferente. Voltei a estudar e entrei na faculdade.

Estou na Karsten há sete meses, eu a considero uma grande faculdade, um lugar onde tenho a possibilidade de ter grandes experiências profissionais e pessoais. Acredito que essa proposta de renovação é uma excelente oportunidade para todos refletirem e melhorarem suas vidas.

A empresa onde eu trabalhava passou por uma crise financeira, um novo presidente assumiu e eu consegui a oportunidade de fazer um estágio no RH. Passado o período de aprendizado, fui

A princípio tinham escolhido outra pessoa, mas gostaram de mim e não demorou muito para eu ser chamado. Miguel André Pauly Junior Gestão de Pessoas

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O parto de sete minutos

N

um certo dia, eu e meu esposo Wagner conversamos e concluímos que era hora de programar um baby. Passaram-se dez meses após a decisão, quando em 03 de novembro de 2010, ao final do expediente, ocorreu uma vontade louca de comer omelete, pensei “será que estou grávida”. Fomos ao mercado comprar os ingredientes para matar o desejo e paramos na farmácia em busca de um exame de gravidez. No dia seguinte acordei bem cedo e fiz o exame, em menos de três segundos apareceram os riscos apontando positivo. Ficamos muito felizes, desde então decidi que teria um parto normal. Aos cinco meses de gravidez, estava na beira da praia e, de repente, começou uma dor estranha, que persistiu e foi aumentando. Chamei o Wagner para me levar ao hospital. Quando chegamos fui examinada e a enfermeira apontou que seria apendicite. Com a ultrassonografia veio a confirmação, aí fiquei desesperada. O cirurgião disse que existia um risco de vida para nós dois. Fiquei com muito medo, comecei a chorar e pensei “Deus vai nos iluminar e nada de ruim irá acontecer”. Fiz uma oração e pela primeira vez entrei em uma sala de cirurgia.

riana, só que a apêndice é que foi tirada”. Naquele momento tive mais certeza que queria um parto normal. Depois da recuperação, fiz toda uma preparação com aulas de parto para colocar o Gustavo no mundo da forma mais natural. Quando estava de 39 semanas fomos para a praia, jogamos conversa fora até de madrugada e quando já estava deitada senti uma leve dor. As 7h acordei e falei para o Wagner que não queria mais dormir devido à dor. Fomos ver o mar e a dor foi ficando mais forte. Até que começou a correria para me levar ao hospital. Entrei no carro no banco de trás de cócoras em trabalho de parto e seguimos de Penha para Blumenau. Chegamos ao hospital e a enfermeira falou “rápido para o outro quarto, seu bebê vai nascer!”. Foi um parto perfeito, às 10h37 Gustavo nasceu. Fiquei conhecida no hospital como “a mãe do parto de sete minutos”. Com minha história, refleti muito que devemos aproveitar cada minuto de nossas vidas. Temos que ter fé nos momentos difíceis e acreditar que tudo vai correr bem. E, sempre que traçamos um objetivo, devemos acreditar, com certeza se realizará da forma mais natural possível.

Após todo processo, me levaram para o quarto e a enfermeira falou “mãe, vocês estão ótimos e agora já sabes o que é uma cesa-

Tive mais certeza que queria um parto normal. Depois da recuperação, fiz toda uma preparação com aulas de parto para colocar o Gustavo no mundo da forma mais natural.

Mirilaine de Souza Schmitt Compras

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Marinheira de primeira viagem

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eu nome é Monica Jungton, trabalho na Karsten há 24 anos. Minha história tem a ver com o momento mais importante na vida de uma mulher: o nascimento do seu primeiro filho. Era 17 de julho de 1999, um sábado, eu estava grávida, já no nono mês de gestação. Naquele dia acordei cedo, como de costume, e comecei a me arrumar para ir trabalhar. Senti uma “dorzinha” muito desconfortável na barriga, mas como “marinheira de primeira viagem” achei que o desconforto fosse normal em qualquer gestação. Fui trabalhar mesmo assim, mas sempre preocupada com esse incômodo que, para mim, era novidade. Quando cheguei à empresa comentei com as minhas amigas de setor e elas falaram que era dor de parto. Eu não dei muita bola e naquele dia trabalhei normalmente até às 13 horas. Na volta do trabalho um bombeiro ficou o tempo todo ao meu lado temendo que eu fosse dar a luz durante a viagem. Quando pus os meus pés em casa falei para o meu marido que queria ir para o hospital imediatamente, pois achava que o nosso bebê estava a caminho. No final da história, meu filho nasceu no dia seguinte, 18 de julho, para nossa felicidade e renovação constante das nossas vidas.

Senti uma dorzinha muito desconfortável, mas como “marinheira de primeira viagem” achei que o desconforto fosse normal em qualquer gestação. Monica Jungton Voigt Confecção

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Exemplo de família

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ão sei se a minha história com a Karsten foi destino, mas ela iniciou com a minha avó, dona Hilda Konell, há 73 anos. Ela começou a trabalhar na empresa quando tinha apenas 17 anos. Todas às vezes que eu a visitava, ela falava em alemão para me ajudar a entrar na empresa. Em 2002 minha avó faleceu. Quase um ano depois eu comecei a fazer parte da equipe da Karsten. Hoje, estou a quase nove anos na confecção-embalagem e gosto muito do que eu faço. Minha família é meu porto seguro, meu pai também já se foi, mas sempre tive muito orgulho dele. Com ele aprendi a respeitar o próximo, ser honesta e nunca julgar as pessoas antes de conhecê-las. Quero ser um exemplo de vida para as minhas filhas assim como o meu pai foi para mim.

Minha família é meu porto seguro, meu pai também já se foi, mas sempre tive muito orgulho dele. Com ele aprendi a respeitar o próximo, ser honesta e não julgar sem conhecer.

O título “Renove-se do Casulo a Borboleta” inspirou-me a escrever a minha história. Também despertou em mim a vontade de estudar. Acredito que o segredo para o sucesso pessoal e profissional é estar sempre motivado. Trabalhar em equipe e aceitar as mudanças sempre foi um desafio na minha vida. Aprendi que a única coisa que agregamos e levamos para o resto da vida é o conhecimento. Este ninguém pode nos tirar. Para finalizar, quero dizer que nunca devemos desistir dos nossos sonhos. Agradeço a minha avó e ao meu pai, dos quais tenho muitas saudades, por terem me ensinado isso. E, claro, também agradeço à Karsten que me encheu de motivação para renovar e transformar minha vida rumo a um futuro melhor e feliz.

Nádia Solange Bloedorn Sbors Confecção

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Superando as dificuldades

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ra 1999 quando cheguei à portaria da Karsten durante a madrugada para pegar senha e disputar uma vaga na empresa. Fiz a entrevista e depois do período de três meses de experiência, fui contratada no dia 03 de janeiro de 2000.

Em março de 2008 tive a minha filha. As mudanças na loja também aconteceram com demissões e pessoas novas sendo contratadas. Senti-me deslocada e quando voltei da licença maternidade, em 2009, pedi demissão.

Minha primeira função foi na confecção revisando toalhas de mesa. Chegava a ficar nas pontas dos pés para revisar toalhas de 3,20 metros de comprimento. Depois fui para a embalagem de toalhas de mesa e banho. Um tempo mais tarde minha encarregada me pediu para ser auxiliar na confecção.

Eu, na verdade, precisava de um tempo. Não era a minha intenção sair para sempre da Karsten. Então em novembro de 2009 me ligaram da empresa pedindo para eu retornar ao trabalho. Recomecei em janeiro de 2010 no Almoxarifado.

Esse era um trabalho bem “puxado”, muito diferente de hoje em dia, onde tudo é mais prático e automatizado. Lembro-me que eu precisava andar de um lado para o outro para buscar as peças em uma prateleira para colocar sobre o cavalete das costureiras e embaladeiras. A rotina era intensa, mal dava tempo para “respirar”. Era comum eu me trancar no banheiro para chorar. Pensei várias vezes em desistir, mas minha encarregada me motivava a seguir em frente. Depois de dois anos e meio participei de um recrutamento interno para o Posto de Vendas. Passei e fiquei sete anos atendendo clientes, também sofri dois assaltos. Todos da equipe trabalhavam muito, principalmente quando ocorriam as promoções. Eu fazia de tudo um pouco, atendia os clientes, arrumava prateleiras e organizava o estoque. Apesar das dificuldades foi uma época muito gratificante e divertida da minha vida.

As dificuldades existem e sempre vão existir. Mas, temos que superá-las. O que não podemos é desanimar.

Agora, já faz dois anos e meio que voltei para a empresa e gosto muito do meu trabalho. As dificuldades existem e sempre vão existir. Mas, temos que superá-las. O que não podemos é desanimar. Penso que criar e renovar é sempre possível, tanto no trabalho quanto em casa.

Naidila Kohls Hornburg

PCP

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Herança de família

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eu nome é Noemi e trabalho há quase três anos na empresa. Minha história com a Karsten começou quando eu tinha nove anos. Meu pai trabalhava há 10 na empresa e sempre falava que era um lugar muito bom para trabalhar, o melhor da região. A maioria das conquistas materiais do meu pai foi proporcionada pelo trabalho dele na empresa. Entrei na Karsten aos 18 anos, no dia 11 de janeiro de 2010 e para mim esse dia marcou o início de uma verdadeira renovação. Comecei uma vida profissional e pessoal inteiramente nova. Eu morava em Indaial e me mudei para Pomerode porque conhecia uma pessoa muito especial na cidade, que hoje é o meu marido.

Com o meu trabalho na empresa consegui ter a minha casa própria. Além disso, terminei os meus estudos, aqui mesmo na empresa. Vejo que a Karsten não está preocupada apenas com os lucros, mas também com o bem-estar dos seus colaboradores. A empresa também divulgou que irá dispor de auxílio para a faculdade, vejo essa iniciativa como mais uma oportunidade de crescer. Hoje, estou seguindo os passos do meu pai e posso dizer “em voz alta” que tenho orgulho em fazer parte da história da Karsten e sei que ela também faz parte da minha. Parabéns à Karsten pelos seus 130 anos e que venham muitos mais.

Comecei uma vida inteiramente nova. Morava em Indaial e me mudei para Pomerode porque conhecia uma pessoa muito especial na cidade.

Noemi Miriele dos Santos Tecelagem

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Sem medo do novo

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mudança faz parte do meu DNA. Nasci em Montevidéu (Uruguai) e poucos meses após o meu nascimento meus pais se mudaram para o Brasil. Aqui moramos em três estados diferentes. Em 1991 mudei novamente de país e passei um ano nos Estados Unidos. Todas essas mudanças foram enriquecedoras, mas nem todas fáceis. É muito difícil se desprender daquilo que amamos para poder abraçar o novo. As mudanças geográficas nos distanciam de pessoas, sabores e aromas que amamos. Os anos foram passando e o casulo foi se desfazendo de forma natural. O primeiro emprego, os anos de faculdade, o casamento, a chegada do primeiro filho, do segundo e o encerramento deste ciclo. A mudança de dependente para responsável, de filha para mãe, de irmã para amiga. A Karsten faz parte de 16 anos da minha história. Por muitos sou conhecida como a “Paola da Karsten”. É uma sensação gostosa ter o nome associado a uma empresa tão respeitada por todos. Comecei a minha caminhada na empresa como assistente de exportação e hoje, sou coordenadora de Outsourcing, um setor que nem existia, prova de que estamos em constante mudança e renovação. O trabalho sempre foi intenso e desafiador, mas também gratificante. O melhor de tudo é que a vida se renova a cada dia e, com isso, novas oportunidades surgem à medida que avançamos. O importante é estarmos abertos para as mudanças e com asas preparadas para alçar voo quando o vento certo soprar.

A Karsten faz parte de 16 anos da minha história. Por muitos sou conhecida como a “Paola da Karsten”. É uma sensação gostosa ter o nome associado a uma empresa tão respeitada por todos. Paola Mazzaferro Gilmet Kratz

Outsourcing

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Comecei do zero

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minha história começa há 18 anos, quando conheci minha esposa, desde então superamos muitas batalhas. Há três anos tudo mudou, quando ocorreu a enchente em Santa Catarina. Nós morávamos em São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, todos estavam arrecadando roupas e alimentos e nos também ajudamos com o pouco que tínhamos. Comecei a olhar Santa Catarina com outros olhos, sabia que várias pessoas já tinham se dado bem no estado. Eu e minha esposa resolvemos que no início de 2009 tudo iria mudar. Não tínhamos dinheiro, mas demos um jeito, vendemos as coisas de mais valor como a máquina de lavar roupas. Vendi por R$ 300, deixei R$ 50 para minha esposa e meus dois filhos, Bruna de 13 anos e Eduardo de 9.

Depois de um ano, vendemos a nossa casa no Rio Grande do Sul e compramos um terreno. Trabalhamos e conseguimos comprar umas tábuas e o telhado. Nos finais de semana eu e minha esposa íamos até o terreno para levantar nossa casa. Os vizinhos diziam que não íamos conseguir, mas eles não nos conheciam. Em três meses nos mudamos, só tinha o telhado e as quatro paredes, mas era só o que nós precisávamos. Hoje nós ainda estamos terminando. Mas se Deus nos der saúde, nós vamos conseguir muito mais. Agradeço a Deus por tudo!

Em 10 de janeiro de 2009 saí de São Lourenço com R$ 250 na carteira e uma grande esperança de ter uma vida mais digna, de trabalhar todos os dias, o que na minha cidade era difícil. Nunca sabia se no mês seguinte eu iria conseguir pagar água, luz e gás ou apenas só comer. Essa era nossa vida. Tínhamos uma praia muito bela, mas nem R$ 0,5 para comprar um picolé. Havia muitos turistas comendo coisas boas e meus filhos também queriam, isso era muito triste. Foi com muita tristeza que nos despedimos, mas a esperança aliviava a dor. Quando cheguei à casa do meu primo em Blumenau, sozinho e sem emprego, iniciou-se mais uma batalha. Consegui um trabalho de frentista, mas a mulher do meu primo começou a reclamar do cheiro de gasolina. Tive que arrumar outro lugar para morar, um vizinho convidou para ficar numa garagem. Eu dormia em um colchão sem travesseiros e sem coberta. Comia pão com água, era só o que eu tinha durante 40 dias. Só via uma marmita quando minha mulher vendia os móveis e mandava um pouco de dinheiro. Depois de um mês consegui alugar uma quitinete muito velha; tinha que pedir licença aos ratos e baratas para passar. Pude dizer para a minha mulher vir com as crianças, ela vendeu o resto das coisas que levamos anos para comprar e só deu para pagar a passagem. Na quitinete não tinha nenhum móvel e meus amigos começaram a ajudar, assim consegui mobiliar. Minha mulher começou a trabalhar e depois de um ano já tínhamos tudo dentro de casa. Tirei a carteira de motorista, comprei um carro e nos mudamos para um apartamento.

Foi com muita tristeza que nos despedimos, mas a esperança aliviava a dor. Comia pão com água, era só o que eu tinha durante 40 dias. Paulo Valtair da Silva Vieira Beneficiamento

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A vida continua...

E

ntrei na Karsten em 22 de janeiro de 1981, há 31 anos. Eu era construtor civil, mas sempre batalhei pra entrar na empresa. O trabalho na construção civil é muito instável, quando chovia eu não podia trabalhar e não ganhava dinheiro.

Em uma segunda-feira de outubro de 1984 sofri um acidente de trabalho: prensei meu dedo na fula de condimento. Perdi um dedo em apenas cinco segundos de descuido. Fiquei três meses afastado da empresa, mais superei tudo e a vida continua.

Quando ingressei na empresa, era tudo muito diferente de hoje. Nosso trabalho era mais manual, braçal, mas com o tempo as máquinas ganharam o mercado, e hoje, as pessoas foram substituídas. Agora o serviço está mais prático, é só apertar um simples botão e a máquina faz tudo que pedimos.

Aposentei-me, mais não consigo ficar em casa, continuo trabalhando onde eu gosto e ao lado de pessoas queridas. Como tenho experiência em construção civil, eu que construí minha casa e tudo que eu tenho. Assim, pude investir em outras coisas neste tempo que estou na Karsten. Comecei a estudar novamente e fiz meu primeiro grau.

Gosto de trabalhar no terceiro turno, fiz amigos, me dou bem com todos, consigo fazer minhas coisas em casa e tenho disposição para o trabalho. Sou casado, tenho quatro filhos, sendo um adotado de uma sobrinha que faleceu em um acidente de moto. Ficamos um ano tentando conseguir a guarda dele. É uma criança muito abençoada, tem apenas quatro anos e muito o que aprender.

Como tenho experiência em construção civil, eu que construí minha casa e tudo que eu tenho, por isso investi em outras coisas neste tempo que estou na empresa.

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Se você quer crescer e ser reconhecido na empresa, vista a camisa, não saia criticando nem falando mal das pessoas, apenas as incentive a fazer o melhor.

Ralf Rothbarth

Tinturaria


A construção de um sonho

E

m junho de 2008 eu e meu marido Jair sonhávamos em ter a nossa casa própria, pois até então morávamos com os meus pais e irmãos. Fizemos um empréstimo para começar a construção e depois iríamos acabando conforme sobrasse dinheiro.

Trabalhávamos todos os dias, principalmente nos finais de semana. Tivemos a ajuda do meu pai e do meu sogro com o reboco, mas o restante do acabamento eu e meu marido que fizemos. Foi uma fase difícil, cansativa e ao mesmo tempo muito feliz para mim. Nós estávamos realizando um sonho.

Mas, no dia 23 de novembro tivemos que mudar os nossos planos. Devido a enchente, a casa dos meus pais foi interditada pela Defesa Civil. Um morro na parte de trás do terreno ameaçava desabar.

A Karsten já faz parte da minha vida há dez anos. Graças ao meu trabalho, conquistei muitas coisas. Mas, nesse tempo todo, a minha maior realização foi a chegada do meu filho. Quando nasce um bebê nasce também uma mãe. Mudamos totalmente nossos horários e hábitos e somos compensados com os sorrisos e alegrias que ele nos proporciona a cada dia.

Como não tínhamos para onde ir, improvisamos um abrigo na nossa casa inacabada mesmo. O morro atrás do terreno desabou, mas não atingiu a casa, desviou para um terreno baldio ao lado. Então a minha família voltou ao lar. Já eu e meu marido resolvemos ficar na nossa casa. Improvisamos um piso bruto, colocamos nossa cama e alguns móveis que já tínhamos e dormíamos lá todas as noites. Em janeiro de 2009 pude sacar o meu FGTS e com o dinheiro conseguimos adiantar a obra.

Tivemos a ajuda do meu pai e do meu sogro com o reboco, mas o restante do acabamento eu e meu marido fizemos. Foi uma fase cansativa e feliz.

Regina Krause Confecção

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Meu lugar

A

os 16 anos consegui o meu primeiro emprego como empacotador em um supermercado. Fiquei ali por seis meses e percebi que aquele não era o meu futuro. Então entrei para uma fábrica têxtil e lá aprendi a costurar. Com o tempo cansei de ficar sentado costurando. Ficava entediado e percebi que ainda não tinha encontrado o meu lugar, a minha profissão. Fiquei um tempo em casa, mas parado eu não conseguia nada. Todos nós precisamos de um trabalho para tirar nosso sustento, para viver bem e nos manter. Resolvi que era a hora de me renovar, de transformar a minha vida profissional e pessoal. Então me falaram que a Karsten estava contratando, depois de ter passado por uma fase de crise economia. Preenchi uma ficha, mas pensei que essa era uma empresa como tantas outras que só querem o funcionário para produzir. Uma semana depois de ter começado a trabalhar percebi que o clima era bem diferente. Hoje, se alguém me perguntar se estou feliz aqui, posso dizer com sinceridade que sim. Pois, a Karsten busca o bem-estar dos seus colaboradores para que todos possam produzir cada vez melhor. Sinto-me realizado, trabalho com alegria, segurança e amor. Sonho em crescer na empresa e, para isso, pretendo continuar aprendendo, estudando e sempre me superando para ter um futuro melhor.

Todos nós precisamos de um trabalho para tirar o sustento, para viver bem e para nos manter. Resolvi que era a hora de renovar a minha vida. Richard Diogo Kramer Estamparia/Benefíciamento

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Três décadas de história

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minha história com a Karsten começou de um jeito engraçado. O meu irmão e eu estávamos voltando da escola quando ouvimos um barulho ensurdecedor atrás de nós. Assustados começamos a correr, pois imaginávamos que poderia ser um touro bravo ou outro animal ainda mais perigoso. Chegamos em casa sem fôlego e contamos o que tinha acontecido para a nossa mãe. Ela riu e explicou que o berro, na verdade, era do “apito a vapor” da empresa Karsten. Anos mais tarde, no dia 06 de agosto de 1975, comecei a trabalhar na empresa como auxiliar na confecção. Depois de quase dois anos participei do recrutamento interno para trabalhar no PEP e fui selecionada. Recebi a notícia no dia 18 de maio, dia do meu aniversário. Foi um presente e tanto. Fiquei durante dez anos trabalhando no escritório até ser transferida para o departamento de vendas nacional. Foi uma grande mudança passar a lidar com clientes e fornecedores. Quando a família Karsten deixou a direção da empresa, foi criado o departamento de logística onde eu trabalho até hoje na gestão de pedidos. Sinto um enorme orgulho em fazer parte da história dessa empresa que sempre foi o meu porto seguro, o sustento da minha família e que me proporcionou a segurança de ter a minha casa própria. Trabalhei com muitas pessoas marcantes. Entre elas, o presidente Sr. Ralf Karsten, do qual recebi muito apoio. No dia seis de agosto completei 37 anos de casa, uma história que, se depender de mim, vai ter muito mais páginas.

No dia seis de agosto completei 37 anos nessa empresa, uma história que, se depender de mim, vai ter muito mais páginas. Rita Maria Reiter

Logistica/Gestão de Pedido

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Seja você a mudança

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ão tenho nenhuma história realmente interessante sobre inovação e renovação na minha vida. Também pudera, histórias interessantes são contadas por velhinhos que passaram por poucas e boas em sua vida. Mas posso narrar diversas ocasiões em que optei por mudança, ou quebra de paradigma, mas para não fadigar o leitor apresentarei um breve resumo. Eu me considero uma pessoa inovadora, mas não tanto quanto fosse necessário. Ainda menino, passei por diversas fases. Houve a época que eu queria ser soldado e acreditem, levei muito a sério; outra em que o skateboarding passou a ser minha vida. Depois entrei numa banda e quis ser um grande astro do rock e, lentamente, fui percebendo que não tinha voca-

ção para tocar contrabaixo. E tem uma fase, pela qual, vários adolescentes passam: se apaixonar por uma menina que não liga a mínima para você. É realmente doloroso e maçante você mesmo se convencer disso e foi durante este período que descobri: a esperança é a última que morre. Esta última fase foi a mais difícil, pois tive que analisar a situação sob outro ângulo, de um ponto de vista diferente. Hoje, me divirto com estas situações e as considero um fator estimulante ao meu crescimento. Atualmente, procuro ser uma pessoa de mudança quando isto é possível. Dalai Lama certa vez disse “seja a mudança que você quer no mundo”. Procuro manter esta máxima na minha memória sempre. Vejamos, é mais fácil criticar do que agir. No entanto, o mundo não precisa de mais críticos, e sim de exemplos.

Portanto, nas ocasiões que permitem, procuro dar o exemplo. Acredito que muitos já tenham ouvido a frase “nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o gerou”, do ilustre Albert Einstein. A mesma é tão válida quanto a afirmação de Dalai Lama. Einstein afirmou isto porque sabia que a inovação é fundamental para acompanharmos o ritmo acelerado do tempo. Para que sejamos exemplos ao invés de críticos, aberto às novas ideias, ao invés de conservadores, devemos nos fundamentar em princípios e valores. Os princípios são atemporais e universais; mantém sua identidade independente de época, etnia ou religião. Já os valores são pessoais, cada pessoa possui seus próprios. Trace seus valores e tome suas decisões baseados nestes. Para os que, de alguma maneira, querem um mundo melhor, os desafio a ser a mudança que querem ver no mundo. Se apenas uma pessoa aceitar o desafio, sou da opinião de que esta carta tenha válido muito a pena ser escrita.

Dalai Lama certa vez disse “seja a mudança que você quer no mundo”. Procuro manter esta máxima na minha memória sempre.

Robin Lieskow

Compras

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Renovar-se faz a diferença

H

á vinte anos meu pai se aposentava e, justamente no dia em que ele se despedia, eu entrava na mesma empresa. A coincidência não para por aí, iniciei no mesmo setor e na mesma máquina em que ele exerceu sua função há 26 anos. Era a vez da segunda geração de nossa família contribuir para o desenvolvimento dessa empresa conceituada. Comecei minhas atividades como auxiliar de máquina, mas com o objetivo de ser um diferencial e contribuir com algo a mais. Nas horas de folga gostava muito de acompanhar, por meio de leitura e de programas de TV, novos projetos, ideias e notícias de empresas. Nesses momentos me imaginava sendo entrevistado, divulgando algum projeto, alguma ideia inovadora que marcasse minha passagem e contribuísse para o desenvolvimento da empresa. A Karsten tem um grande diferencial, ela acredita em seus colaboradores, valoriza as sugestões, desde as mais simples, tanto que apoia e contribui com vários programas, buscando inovações, dando oportunidades de crescimento. As oportunidades não estão somente relacionadas à elevação de cargos, mas à possibilidade de participação das mudanças e realização de objetivos pessoais e profissionais. Com essa visão, participei de várias atividades da empresa, dentre elas, identifiquei-me com os grupos de melhorias. Com o intuito de inovar e até desenvolver máquinas e equipamentos, os grupos participavam de debates e sugeriam ideias e novos projetos.

Ali começava a história da minha realização. Formamos uma equipe, participamos de eventos e conhecemos várias empresas e pessoas diferentes. Em uma destas convenções, fomos contemplados com a premiação máxima, com destaque em vários jornais, revistas e programas de TV. Percebi a importância de estar preparado para renovar, recebemos convites de diversas empresas, instituições de ensino e outros para divulgar e disseminar a importância das mudanças. Orgulho-me em saber que tenho participação no capítulo desta grande história que a Karsten escreve. Hoje, completando 20 anos de empresa, continuo realizando meus objetivos e novamente contribuindo para esta grande renovação.

Formamos uma equipe, participamos de eventos e conhecemos várias empresas. Em uma das convenções, fomos contemplados com a premiação máxima.

Rogerio Rahn Estamparia

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Segredo da harmonia

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ntrei na Karsten em 1986, mas não como colaborador, foi através de uma empreiteira, que prestava serviços para a empresa. No tempo que eu estava trabalhando aqui, tinha muita vontade de um dia ser admitido como funcionário, pois sempre considerei a empresa maravilhosa. Fiz ficha na empresa e fui admitido em 1989. Na época eu era solteiro e tinha um comportamento muito rebelde. Comecei na Jardinagem, pois adoro mexer com terra. Em 1993 me casei e dali pra frente minha vida começou a mudar. Minha esposa engravidou e passou uma gravidez muito difícil. Após o nascimento de meu filho, ela passou a ter problemas de saúde e passou por sete cirurgias. Meu filho quando pequeno teve meningite e eu tinha que ter forças para superar essa fase. A luta foi grande, o pagamento que eu ganhava às vezes não dava nem para pagar o hospital. As dificuldades eram tantas, levava meu filho e minha esposa de bicicleta para o hospital e cheguei a passar fome. Em todas as dificuldades que passei sempre tive apoio da empresa. Em primeiro lugar na minha vida estava a minha família, lutamos mais ou menos cinco anos. Num dia de manhã fui chamado pra ver minha esposa no hospital. Quando cheguei lá não a reconheci, pois ela tinha sofrido um derrame. O lado direito dela ficou imóvel e ela tinha dificuldades para me mover. Começa ali outra grande luta. Rezei muito a Deus, pedi força e sabedoria para enfrentar as dificuldades. Graças à nossa fé e a esperança que nossa vida se renovaria, um dia ela me falou que ia pra igreja. Quando saiu de casa ela mal podia caminhar. E quando chegou, eu nem acreditei, parecia outra pessoa: caminhando com mais firmeza e com um sorriso nos lábios. Tínhamos recebido um milagre. Antes de se revoltar, olhe para trás, veja quantas coisas boas estão guardadas para você. Sua fé é seu guia, nunca a abandone. Valorize seu trabalho, seus amigos e sua família, esse é um dos segredos para viver em harmonia.

Quando saiu de casa ela mal podia caminhar. E quando chegou, parecia outra pessoa, caminhando com mais firmeza e com um sorriso nos lábios. Tínhamos recebido um milagre. Roland Dorn Tecelagem

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Verdadeiros milagres

M

eu nome é Rosana, tenho 34 anos e trabalho há dois anos na Karsten. Gosto muito de trabalhar aqui, onde a minha irmã também trabalhou por dois anos. Ela sempre me dizia para vir para cá, aprender a costurar, mas ainda não sabia o que eu queria.

Até que um dia, por acaso do destino, ela pediu a conta. No mesmo período eu entrei na empresa e percebi que era muito bom trabalhar aqui. Aprendi a costurar e hoje amo o que faço. Com essa experiência aprendi a nunca dizer “nunca”. A vontade de aprender pode realizar verdadeiros milagres. Eu quero continuar aprendendo, cada vez mais. Sinto que na Karsten temos mais oportunidades para crescer profissionalmente. Antes de fazer parte dessa equipe, eu era uma pessoa insegura, tinha medo de enfrentar novos desafios. Ouvi de muitas pessoas que dentro de uma empresa éramos reduzidos apenas a números. Talvez isso aconteça em outros lugares, pois vejo que nessa empresa existe uma preocupação real com os colaboradores. Por isso, a cada dia que passa, sinto a vontade de me renovar.

Antes eu era uma pessoa insegura. A vontade de aprender pode realizar verdadeiros milagres. Eu quero continuar aprendendo, cada vez mais.

Rosana Bauler Confecção

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Nova versão de nós

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egundo a lenda, a águia é a uma ave que possui a maior longevidade da espécie, chega a viver 70 anos. Mas, para isso, aos 40 anos ela tem que tomar uma difícil decisão: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação. Se enfrentar, após cinco meses vai para o voo de renovação, para viver mais 30 anos. Em nossa vida, temos de nos resguardar e começar um processo de renovação. Foi nessa fase que me deparei em 2009, quando trabalhava há dois anos como gerente de loja. A proprietária visitava a empresa a cada seis meses, todas as responsabilidades estavam em minhas mãos. Nessa fase algo começou a despertar em mim, queria algo diferente, gostaria de estudar e buscar um novo campo de atuação. Pedi o desligamento e assim aconteceu. Em 2010, eu casei, comecei minha faculdade de Administração e passei a procurar por um emprego. Para quem estava começando a faculdade, as vagas não eram fáceis, foi então que tomei uma decisão difícil. Minha cunhada que trabalha na Karsten informou sobre uma vaga na confecção. De início hesitei: é muito difícil alguém que liderava voltar a ser subordinado. Era preciso me desgarrar dessas ideias, assim decidi aceitar a indicação. Nesse período comecei a ser preparada como em um casulo, estava ciente que não seria fácil estu-

dar e trabalhar. Mas estava decidida, sabia que teria oportunidades de crescimento na Karsten. Nós precisamos buscar inovações em nossas vidas pessoal, social e profissional. Após seis meses, me inscrevi para outra vaga, mas não consegui passar. Três meses depois tentei para auxiliar administrativo na Tecelagem. Concorri com 14 pessoas e fui selecionada. Trabalho há dois anos na empresa, tenho muito prazer no que faço, busco sempre a excelência e estou me preparando para outros desafios. As mudanças são desconfortáveis, trazem insegurança e ansiedade. Mas são necessárias. Não podemos contar com a estabilidade nas relações. A todo o momento, surgem novidades. É preciso acompanhar o progresso inevitável que ocorre a uma velocidade cada vez maior. Assim meu maior aprendizado: sair da zona de conforto e buscar renovação a cada momento. A transformação muitas vezes é dolorosa, como é para a águia ou para a lagarta. Algo mágico tende a acontecer quando, de forma consciente, se perde o medo de correr riscos. Toda transformação gera certo desconforto que é necessário superar.

Não podemos contar com a estabilidade nas relações. A todo o momento, surgem novidades. É preciso acompanhar o progresso inevitável que ocorre a uma velocidade cada vez maior. Rosana Pawlack Richter Tecelagem

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Enchentes da vida

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m 1983 não parava de chover. Nós já estávamos acostumados a enfrentar enchente na Rua Alberto Stein, Bairro da Velha. Compramos água e comida antes que a situação se agravasse. Como morávamos em uma casa de dois andares nos sentíamos mais seguros, mas a água não parava de subir. Minha mãe estava sozinha com cinco filhos apavorados, pois o meu pai tinha ido embora de casa. Quando a água chegou ao teto do primeiro piso, começamos a ficar com muito medo. Não tinha mais o que fazer a não ser ter fé. O dia amanheceu e fomos resgatados por uma bateira. O perigo era grande, nossas cabeças quase encostavam nos fios de alta tensão dos postes na rua. Durante uma semana ficamos em um abrigo da Igreja Luterana, pois não nos sobrou nada. Voltar para casa era um sonho muito distante.

Estávamos completamente isolados. Toda a cidade estava debaixo da água, para todos os lados que olhávamos só víamos sujeira e lama.

Estávamos completamente isolados e naquela época não existia a facilidade da Internet e celular para nos comunicarmos. Toda a cidade estava debaixo da água, para todos os lados que olhávamos só víamos sujeira e lama. Quando a água baixou um pouco conseguimos um táxi e fomos para casa de parentes. Recebemos carinho e aconchego, comida feita no fogão à lenha e roupas limpas. Coisas muito simples, mas que nos fizeram muita falta. Tivemos que recomeçar e depois recomeçar mais uma vez, quando veio a enchente de 1984. Aprendi que as enchentes da vida são necessárias para o nosso crescimento.

Rosana Solange Kienen Ambulatório

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Oma e sua cuca

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uitos dos meus colegas de trabalho já conhecem a minha trajetória. Mas, resolvi recontá-la mesmo assim, pois acredito que seja uma lição de vida. Esse é um verdadeiro espaço de renovação.

Em janeiro de 2005 eu fui abençoada com o nascimento da minha primeira neta. No dia seguinte recebi muitos abraços e o apelido de “Oma”, o que eu não podia imaginar é que todo aquele carinho mudaria os meus planos em relação ao futuro. Já tinha tomado a decisão de deixar a empresa assim que eu me aposentasse. Mas agora estava disposta a escrever uma nova história, nova como a minha netinha. Decidi permanecer no meu posto de trabalho enquanto tivesse saúde e enquanto me permitissem. Vou continuar trabalhando na Expedição distribuindo muitos pedaços de cuca e compartilhando da visão de novos horizontes e de um futuro melhor. Problemas sempre vão existir, mas jamais podemos permitir que o negativismo tome conta das nossas vidas. A cada dia que nasce, nossas energias se renovam e não podemos desperdiçar esse presente.

Já tinha tomado a decisão de deixar a empresa assim que eu me aposentasse. Mas agora estava disposta a escrever uma nova história, nova como a minha netinha. Roseane Preuss

Expedição

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Novas conexões

M

inha infância foi marcada por dificuldades, minha família passou por problemas financeiros, precisei trabalhar desde cedo. Aos 14 anos comecei a trabalhar em uma empresa de plásticos, onde permaneci por três anos. Mas o sonho de trabalhar na Karsten estava dentro de mim desde pequena, fui chamada para fazer a escolinha, onde aprendi a costurar. Em outubro de 1996 comecei a trabalhar na confecção como embaladeira e, logo em seguida, atuei na máquina automática. Passaram-se dois anos, quando fui convidada para trabalhar no almoxarifado de aviamentos, aprendi a cotar etiquetas, fabricar rótulos e a separar aviamentos. Passaram-se mais alguns anos, surgiu a oportunidade de atuar na inspeção de aviamentos e de imediato aceitei. Voltei a estudar, a Karsten nos deu a oportunidade através do CEJA. Meu marido era contra, mas ele também voltou a estudar e juntos nos formamos em 2004. Depois de algum tempo passei a fazer o planejamento de aviamentos e, aos poucos, o de químicos e fios. No começo foi difícil, mas com muita força de vontade se aprende tudo. Com incentivo do meu gestor, em 2010 iniciei a graduação em Logística. No começo deste ano fui convidada para ser responsável pela área do almoxarifado de peças. Aceitei sem medo, pois seria mais um aprendizado e manteria contato com pessoas de outras áreas. Neste ano estou realizando um grande sonho, vou me formar em setembro e já estou pensando em fazer uma pós-graduação em 2013. Atualmente, sou responsável pela área de material e pelos almoxarifados. Tenho muito para aprender e crescer a cada dia com todas as pessoas ao meu redor. Com muito orgulho e prazer acordo todo dia, há 16 anos para trabalhar na empresa. Meu objetivo é crescer mais e sempre trabalhar pensando na empresa como se fosse minha. A inovação é uma maneira de fazer as coisas que resulta em uma mudança positiva. Ela torna a vida melhor, consiste em pensar de maneira diferente, com novas conexões. A inovação não existe sem criatividade, é um conjunto de vivências que amplia a nossa compreensão da experiência humana.

Neste ano estou realizando um grande sonho, vou me formar em setembro e já estou pensando em fazer uma pós-graduação em 2013. Rosiléia Gnewuch Steinert PCP/Materiais

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A salvação da lavoura

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os dois meses de idade, tive uma forte inflamação na garganta. Minha família era muito pobre, meus pais eram lavradores, plantavam milho e não tinham condições de comprar medicamentos para o meu tratamento. Meus pais me levaram ao médico, tiveram que pagar a consulta e o diagnóstico foi de que eu precisava ser tratada com urgência para minha infecção não piorar. Meus pais não tinham dinheiro nem pra comprar roupas. Eles tiveram que vender uma das plantações e chegaram a ficar três dias morando nas ruas, pois não puderam ficar na casa de seus compadres. Como não tínhamos onde ficar na época do meu tratamento, ficamos na casa da comadre do meu pai. A comida que meu pai comprava pra gente, ela escondia e não dava pra eu comer. Mas, aos poucos a nossa vida foi se ajeitando, meus pais continuaram a trabalhar na roça e sempre tivemos uma vida digna, mesmo com pouco dinheiro.

Mais tarde minha mãe engravidou de meu irmão. Para podermos estudar na cidadezinha onde morávamos, tínhamos que pegar três ônibus mais um carro. Mais tarde, para nos dar condições melhores de vida, meu pai vendeu o sítio pra gente continuar os estudos. Meu pai então passou a trabalhar como pedreiro, mas ainda assim, o dinheiro era pouco para todos os nossos sonhos. Viemos então para Blumenau e meu pai começou a trabalhar na Karsten. Assim como ele, minha mãe trabalha aqui e também alguns primos. A Karsten foi “a salvação da lavoura”, como diz o ditado popular, pois a partir do momento que viemos pra cá nossa vida mudou. De tanto falarem da empresa, também quis trabalhar. Graças a Deus, deu certo e hoje, estou muito feliz no meu trabalho aqui na Karsten. Quero fazer faculdade de Produção de Engenharia e também de RH, e sei que vou conseguir.

Acredite nos seus sonhos, pois eles podem se tornar realidade.

Sandra Ferreira

Preparação à Tecelagem

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Coragem para mudar

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minha história de renovação e transformação começou em 2001 quando eu conheci o meu marido. Nosso amor começou a distância, eu morava no Rio Grande do Sul e ele em Pomerode. Começamos a nos comunicar através de cartas e só fomos nos conhecer pessoalmente depois de um ano. Nosso amor foi tão intenso que não conseguimos viver longe um do outro. Foi então que, com apenas 16 anos, resolvi sair de casa e morar com ele em Pomerode. Trabalhei durante três anos em uma empresa da cidade. Mas resolvi mudar e ir em busca de novos aprendizados e desafios. Resolvi mudar de emprego e, em setembro de 2005, passei a fazer parte da equipe da Karsten. Realizei muitos sonhos com o meu trabalho na empresa. Um deles foi poder construir a minha casa própria. Hoje, tenho um marido que me faz muito feliz e dois filhos lindos, que me completam.

Realizei muitos sonhos com o meu trabalho na empresa. Um deles foi poder construir a minha casa própria. Hoje, tenho dois filhos lindos que me completam.

Ainda tenho muitos sonhos que esperam para serem realizados. Mas eu não me acomodo, tenho muita fé no futuro e na força do meu trabalho. Tenho certeza que a Karsten vai me ajudar a alcançar todos os meus objetivos e desejos de renovação.

Sandra Lauxen Fiação

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Um sonho, muitos desafios

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uando eu tinha 18 anos, com muito sacrifício, consegui comprar um terreno e construir a minha casa própria. Era toda de madeira com apenas o banheiro de tijolos. Como o meu irmão mais velho tinha curso de eletricista, pedi para ele fazer a instalação elétrica.

Observei-o trabalhando com a fiação e fiquei impressionado pela maneira como os fios se conectavam para funcionar com um simples toque no interruptor. Essa experiência acendeu em mim a vontade de fazer um curso de eletricista, só que mais completo. Comentei sobre o assunto com a minha esposa. Mas, eu teria que adiar os meus planos até quitar totalmente as dívidas da casa. Quando terminamos de pagar, ela engravidou. O fato de ser pai me fez ter ainda mais forças. Eu queria dar um futuro melhor para o meu filho. Então voltei a estudar para terminar o segundo grau. Não estava sendo nada fácil conciliar trabalho e estudo. Além disso, eu ouvia constantemente minha mulher dizer: “para com isso porque não vai te levar a nada”. Cansado, larguei os estudos por um tempo, mas como comecei a me sentir um inútil, retornei e terminei o segundo grau. Quando parecia que finalmente tinha chegado a hora de abraçar o meu sonho, nossa casa foi atingida pela enchente de 2008. Tivemos, novamente, que começar do zero. Na mesma época conheci uma mulher que me apoiava muito, sempre me incentivava a ir em frente. No começo éramos só amigos. Quando percebi que o relacionamento estava mudando, decidi me separar da minha esposa. Meu filho, com apenas 12 anos, apoiou a minha decisão dizendo que mesmo distante ia torcer por mim. Encontrei uma nova companheira e, quando tudo estava indo bem, perdi o meu emprego depois de oito anos de empresa. Mas não fiquei desempregado por muito tempo, comecei logo a trabalhar na Karsten. Trabalhava e fazia o curso de eletricista. Dormia muito pouco. Mas consegui passar na experiência e me matriculei no curso de eletrotécnica. Um ano e nove meses depois abriu um recrutamento interno na Karsten. Participei, mas infelizmente não consegui passar. Mas, era apenas mais um obstáculo a ser superado. Depois de seis meses abriu uma nova vaga, fiz o recrutamento e desta vez passei. Estou há dois meses trabalhando como eletricista no setor de fiação. Ainda não estou completamente realizado, pois falta um ano para eu concluir o meu curso. Aprendi que não importa o tamanho dos obstáculos, mas o tamanho da motivação que temos para superá-los. 132

Aprendi que não importa o tamanho dos obstáculos, mas o tamanho da motivação que temos para superá-los. Sérgio Luiz Bernardes

Fiação


Cura pela fé

Q

uando eu tinha quatro anos de idade, estava brincando com meus amigos na árvore. No meio dessa brincadeira, eu cai e me deu muita dor na perna, em seguida tive febre muito alta. Meus pais me levaram ao hospital de manhã quando o acidente aconteceu.

Fiquei internado e, durante a noite, o médico disse que meu caso era muito grave. Eu estava com câncer na perna e teria que começar um tratamento longo, pois cirurgia não iria adiantar. O médico concluiu que não teria outro jeito, para tratar a doença era preciso amputar a perna. Mas minha mãe não deixou, ela achou que eu era muito novo pra fazer isso e disse “com fé vamos achar uma cura”. Ao longo do tratamento de anos, passei três anos sem ir ao médico e fizemos vários exames. Não sabia como e nem por que minha perna ainda estava boa e com os ossos firmes. Foi um milagre de Deus, foi confirmado no Raio X, que minha perna está curada. Não tenho mais câncer e consigo utilizá-la normalmente para os exercícios. Essa doença foi um marco de superação em minha vida. Minha família é muito abençoada. Quando eu tinha 17 para 18 anos, procurei emprego na Karsten, fui chamado e trabalho aqui na expedição, com muito orgulho. Quero estudar mais para me tornar uma pessoa melhor capacitada. A Karsten é uma grande referência no mercado de trabalho, me ensinou a trabalhar em equipe e com ela pude comprar minhas coisas. É uma empresa muito boa. Como lição dessa experiência conclui que não importa como a vida é difícil, sempre haverá solução para os problemas.

Não sabia como e nem por que minha perna ainda estava boa e com os ossos firmes. Foi um milagre de Deus, foi confirmado no Raio X, que minha perna está curada. Sigfrid Kleinschmidt Expedição

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Algo especial

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ensei, pensei e pensei em como começar a contar esta história. Bem, o mais importante é que as coisas não acontecem por acaso na vida da gente. Sempre achei que esta empresa tinha algo especial. E, eu estava certa. Por três vezes tentei uma oportunidade de entrar e, na terceira, finalmente consegui. Esta oportunidade surgiu como se fosse um presente de natal, pois iniciei na empresa em 1º de dezembro de 2009. Quando passei pela primeira vez na fiação, senti o cheiro do algodão e logo me senti em casa. Pensei “aqui quero me aposentar”. Bom, no ano seguinte já se confirmaram as minhas expectativas quanto à empresa. Em nenhuma das empresas, em que havia trabalhado anteriormente, as oportunidades chegaram tão rápido. Aqui foi diferente. Em março de 2010 fui convidada para participar de um curso para novas lideranças. Foi incrível.

A empresa proporcionou um evento em Rodeio para a escolha dos participantes do curso. Foi muito legal e motivador. No final deste evento fui selecionada junto com outros colaboradores para fazer o curso. Nos meses que se passaram a minha vida mudou completamente. Passei para um cargo de gestão, deixando a minha vida de técnico para assumir um cargo que para a empresa é de suma importância. A partir daí várias mudanças aconteceram em minha vida. Iniciei uma pós-graduação em Psicologia Organizacional. Fiz várias viagens através da empresa, São Paulo e Fortaleza. Agora, após um ano e meio no cargo de gestão e com muito a aprender ainda estou bem feliz. Estas mudanças que ocorreram me fizeram evoluir muito, como pessoa, profissional e mãe, enfim estou me renovando todos os dias, assim como a empresa.

Quando passei pela primeira vez na fiação, senti o cheiro do algodão e logo me senti em casa. Pensei “aqui quero me aposentar”. Solange Isabel Genoin Otto

Gestão de Pessoas

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A mudança que nos move

C

omecei a trabalhar na Karsten em 1983, com 14 anos de idade. Na época não era nada fácil conseguir entrar para a equipe, pois existiam poucas vagas para muitos candidatos. Mas, eu consegui e a minha primeira função foi como auxiliar de costura. Já, o meu primeiro desafio dentro da empresa, não demorou muito para acontecer. Logo me pediram para ser costureira, operar uma máquina de costura sozinha foi um grande passo para mim. A princípio foi muito, muito difícil mesmo. Perdi a conta de quantas vezes eu chorei por achar que não ia dar conta. Mas, o tempo passou e eu me acostumei. Quando tudo parecia estar em seu devido lugar, mais uma grande reviravolta. Em 1986, o sistema de produção passou de individual para de células. Esse sim foi um grande desafio, uma renovação

Esse sim foi um grande desafio, uma renovação muito marcante. No começo nós não aceitamos muito bem a mudança, estava sendo complicado para todo mundo.

muito marcante. No começo nós não aceitamos muito bem a mudança, estava sendo complicado para todo mundo. Então precisamos passar por treinamentos para nos acostumarmos com a nova maneira de tocar a produção. Aos poucos fomos aprendendo e nos tornando capazes de aceitar a nova maneira de trabalhar. Até hoje a confecção funciona por esse sistema de células e eu vejo como ele é bom para toda a equipe. Além do mais, a Karsten é assim. Sempre buscando a renovação. Tenho certeza que as pessoas que trabalham aqui apoiam esse jeito de ser e que todos juntos podemos seguir em frente. Podemos continuar construindo uma empresa, na qual nossos filhos e netos possam trabalhar e se orgulhar por ela ser renovadora e centenária.

Sonia Hackbarth Lohse Confecção

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

O desafio

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os 14 anos trabalhei por um ano em outra empresa, até que fui chamada para fazer um teste na Karsten. No dia seguinte eu fui muito animada porque toda a minha família trabalhava na empresa. Quando eu cheguei, tinha uma fila enorme na portaria 1. Fiquei duas horas esperando a minha vez e quando fui chamada estava muito nervosa. Sentei na frente do entrevistador tentando me acalmar, então consegui fazer o teste tranquilamente. Passei com nota máxima. Depois me disseram que a vaga servia para eu fazer escolinha e naquela época, em 1995, com 15 anos, eu tive que tomar uma decisão difícil. Ou fazia a escolinha por três meses ou ficava na outra empresa. As funções eram muito diferentes eu ia deixar de trabalhar com produtos dentários para lidar com toalhas. Mas, resolvi que ia encarar o desafio. O período de aprendizagem passou bem rápido e logo comecei a trabalhar na confecção. Como novata, fiquei muito nervosa no primeiro dia, parece sempre que todo mundo está olhando para a gente. Eu, mais uma vez, consegui controlar meu nervosismo e por em prática o que tinha aprendido. Os anos foram passando e eu aprendendo cada vez mais e assim, lá se vão 17 anos fazendo parte dessa equipe maravilhosa.

Resolvi encarar o desafio. O período de aprendizagem passou bem rápido e logo comecei a trabalhar na confecção. Fiquei nervosa no primeiro dia, mas consegui por em prática o que tinha aprendido. Tania Kopsch Turinelli

Confecção

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Vocação de família

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omecei a trabalhar na Karsten há 17 anos como costureira auxiliar e hoje, sou facilitadora. Amo o que eu faço. Durante todo esse tempo muitas coisas mudaram, a tecnologia tomou conta, forçando a renovação das máquinas e das pessoas. Todas as transformações foram para melhor, tanto para empresa quanto para os seus colaboradores. Atualmente, estudo enfermagem e tenho o sonho de trabalhar no ambulatório da empresa. Já pensei, muitas vezes, em atuar na saúde pública, mas percebi que não teria coragem de sair da Karsten. Isso porque meu filho e meu marido também fazem parte dessa equipe. Somos uma família unida, construindo um futuro melhor graças às muitas conquistas materiais proporcionadas por nosso esforço e trabalho dentro dessa empresa. Mesmo com todo o sacrifício de estudar, trabalhar no terceiro turno e muitas vezes dormir apenas três horas por dia, acredito que vale a pena. Nossa história é feita por nossos esforços, tudo depende apenas de nós mesmos e não devemos colocar a culpa de nossos fracassos e conquistas em mais ninguém. .

Isso porque meu filho e meu marido também fazem parte dessa equipe. Somos uma família unida, construindo um futuro melhor graças às muitas conquistas. Tatiana Cristofolini Confecção

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Saudades da minha pequena

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inha história de renovação começou com a minha filha, ela tem quatro anos. Saí de São Luís do Maranhão, para tentar uma vida mais próspera aqui em Santa Catarina. Sou de uma família muito pobre, minha filha veio ao mundo em uma situação muito difícil. Não tive condições de criá-la e por isso a deixei aos cuidados de minha comadre no Maranhão.

Fui acolhida pela tia do pai da minha filha, em Pomerode. Ela sabia da minha situação e ofereceu a sua casa para que eu pudesse morar. Meu maior sonho é trazer minha filha para ficar junto comigo. Pretendo conseguir uma casinha para nós duas morar e trazer minha irmã que ficou no Maranhão. Santa Catarina é um estado que propicia melhores condições para ter uma família estruturada. No começo foi difícil me acostumar com as pessoas, mas graças a Deus fiz a ficha na Karsten e logo fui chamada. Hoje, eu trabalho no setor da expedição, gosto muito do que eu faço, conheci pessoas maravilhosas que irei levar para sempre em meu coração.

Pretendo me aperfeiçoar cada vez mais, me dedicar e conseguir conquistar minhas metas e objetivos. O que mais me pesa é a saudade que eu sinto da minha irmã e pela minha filha. Dói muito quando lembro do cheirinho e do calor de ter ela em meu colo. No começo eu ligava pra ela todo o dia, porém a ligação pra lá é muito cara e, hoje, só escuto a voz dela uma vez por semana. Em dezembro, vou trazer minha menina para ficar ao meu lado, esse é meu maior objetivo, que está quase se tornando realidade. Estou contando os dias para abraçá-la e ficar bem juntinho.

Em dezembro vou trazer minha menina para ficar ao meu lado. Estou contando os dias para abraçá-la e ficar bem juntinho dela.

Quero que as pessoas olhem para a minha história e percebam que temos que correr atrás de nossos desejos. Que a vida é complicada e muitas vezes precisamos nos privar da presença de quem mais amamos para conseguir chegar ao paraíso.

Thayse Carvalho dos Santos

Expedição

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Escola da vida

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omecei a trabalhar na Karsten em 2 de maio de 1968. Meu pai já trabalhava na empresa e sempre dizia que iria me inscrever quando eu completasse 14 anos. Meu sonho desde pequeno era estudar para ser padre, mas meu pai nunca me apoiou. Em 1968 completei 16 anos e fui chamado para trabalhar na empresa. Comecei no setor da tecelagem como auxiliar de tecelão, sendo que era responsável pela limpeza dos teares, aos sábados. Nesta época, a empresa ainda tinha a roda da água para gerar energia própria e os teares não eram automáticos, por isso bastante lentos. Quando completei 18 anos, tive que me alistar no exército, mas não tinha intenção de ser chamado. Em março de 1970, um oficial do exército me chamou para me apresentar. No dia marcado, participei da triagem e fui convocado para servir o exército, em Brasília. Fiz parte do primeiro regimento da cavalaria de guarda que, hoje em dia ainda, é formada pelos dragões da independência.

como tecelão. Hoje, sou responsável pelo treinamento de todos os funcionários contratados no primeiro turno. Quando passei a exercer a função de facilitador percebi que era um novo desafio, pois tenho que treinar pessoas de diferentes origens; com outros costumes, crenças e estilos de vida. Para treinar pessoas é preciso ter muita paciência e persistência. Passar fios não se aprende de uma hora para a outra, é necessário absorver muita informação. Em 2011 participei do teatro “Escola da Vida” na semana da CIPAT setorial. Nunca havia participado de um teatro, o personagem que interpretei “Samoel” foi muito marcante. O elenco tinha mais de 15 pessoas, tivemos que fazer muitos ensaios. Nos primeiros ensaios achamos que não iria dar certo, mas foi um sucesso, fomos aplaudidos e ainda hoje, os colegas me chamam de Samoel. Sempre fui uma pessoa muito ativa, cresci com a empresa. Todos os anos foram de mudanças e inovações; a cada dia um novo desafio. Essa história conta um pouco da minha trajetória de 44 anos na Karsten, orgulho-me de fazer parte desta grande família.

Embarcamos em Blumenau em 8 de maio de 1970. As primeiras semanas de adaptação não foram fáceis, tinha que me virar sozinho em tudo, o mais complicado era passar a roupa. O tempo foi passando e comecei a gostar de servir ao exército. Após um ano em Brasília retornei a Blumenau e voltei a trabalhar na Karsten, já

Nunca havia participado de um teatro, o personagem que interpretei “Samoel” foi muito marcante. Achamos que não iria dar certo, mas foi um sucesso.

Udo Reiter Tecelagem

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Nossas histórias tecendo a história da Karsten.130 histórias de Renovação.

Dom de falar com os anjos

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uando comecei a trabalhar na empresa, em 1985, era muito diferente dos dias atuais, não tinham tantos prédios, havia muitas árvores espalhadas pela área. As máquinas eram todas manuais, o trabalho era braçal e cansativo. O estudo naquela época não era tudo, o segredo estava na prática do dia a dia, em conhecer os macetes. Quando implantaram a ISO tivemos que estudar, decorar os textos. Vieram as máquinas, aprendemos a manuseá-las, era tudo muito diferente, foi um período de muita renovação. Nesse tempo de empresa fiz vários amigos, perdi o contato de alguns e outros estão ao meu lado construindo a história da Karsten. Antes de entrar para a Karsten, trabalhei em uma empresa de calçados. Nessa época, minha esposa estava grávida e deu à luz uma menina cheia de saúde. Nossa pequena era abençoada e iluminada por Deus. Conforme nossa filha crescia, percebíamos que ela era diferente, tinha um dom muito especial de se comunicar com os anjos. Minha filha é muito dedicada, sempre foi uma boa aluna na escola, cheia de pensamentos positivos. Porém, devido ao seu dom, à sensibilidade de prever certas coisas, ela sofreu e ainda sofre muito preconceito Quando sente que pode acontecer alguma coisa, ela sempre alerta as pessoas. Por exemplo, já livrou algumas pessoas de sofrerem assaltos. Sempre que tem alguma premonição, ela alerta para que as pessoas tomem certos cuidados. Minha renovação é a minha filha, tudo que eu faço é por ela e pra ela. Cada dia que passa ela me surpreende mais, dedicada, atenciosa, amorosa e sempre querendo fazer o bem para as pessoas.

Ela deu à luz uma menina cheia de saúde; abençoada e iluminada por Deus. Conforme ela crescia percebíamos que ela era diferente, tinha um dom muito especial. Vilmar Romig Beneficiamento

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Renovação pelo amor

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inha vida não começou nada fácil, vim de um lar destruído pelo álcool, rejeitada por um pai que não sabia o que era ser pai, não tinha amor para dar para nenhum dos oito filhos. Minha mãe decidiu se separar e continuamos entregues à própria sorte, sempre dependendo de favores. Acabei me tornando uma adolescente sem expectativa e muito chateada com a vida. Porém, quando decidi me transformar, deixei tudo isso para trás. A parte triste da minha vida serviu para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje. Deixar essa fase para trás foi minha melhor conquista, pois carreguei muita mágoa por algum tempo. Para se transformar é preciso deixar o passado para trás e começar uma história nova. E minha história realmente começa agora. Tenho um casamento maravilhoso, com muito amor e respeito, juntos trabalhamos muito, conseguimos nossa casa, que para muitas pessoas é só uma casa, mas para mim é uma conquista, algo que desde criança almejei. Um lar com segurança, amor e muitos sonhos. Com meu casamento, dia após dia, fui me transformando e me

tornei uma pessoa feliz e realizada. Em meio a tanto amor, realizações, recebo a notícia que me transformou por completo, estava grávida. E a certeza de que Aliny chegaria em um lar com muito amor e preparado para a sua chegada. Aliny meu solzinho chegou fazendo minha vida ser ainda mais bela, nela se concretiza tudo que almejei na minha vida, no meu coração não há mais espaço para negatividade, só para gratidão a Deus por ter me abençoado tanto. Com Aliny me renovo todos os dias e procuro me transformar sempre em uma pessoa melhor para ela e para os que estão em minha volta. Dedico essa história a Aliny Boeno e Luís Carlos dos S. Boeno, amores da minha vida. Dedico também à Karsten que faz parte de tudo isso.

Meu solzinho chegou fazendo minha vida ser ainda mais bela, nela se concretiza tudo que almejei na minha vida, no meu coração não há mais espaço para negatividade.

Vilmara Bueno Antunes Tecelagem

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Livro Karsten 130 anos  

Livro Karsten 130 anos