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Nov. 2016

Obra: Reabilitação da Ponte Edgar Cardoso Legislação: Camiões de quatro eixos com mais peso Opinião: Betão é seguro contra incêndios Obra: MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia Entrevista: Juliano Barbosa, uma carreira dedicada ao betão


Construindo parcerias sustentáveis

A NOSSA FORÇA ESTÁ NA VERSATILIDADE Continuamos a percorrer o caminho da inovação e da qualidade de forma consistente rumo ao futuro, através do desenvolvimento de uma vasta gama de produtos, por forma a encontrar as soluções mais adequadas às necessidades dos nossos clientes. BETÃO LIZ, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 LISBOA Tel.: 213 118 100 Fax: 213 118 821 betaoliz@intercement.com

www.cimpor-portugal.pt


Editorial

João Duarte Diretor Executivo

Boas notícias e uma desilusão em 2016 A democracia é a forma governamental onde o poder advém do povo. Logo, seria de esperar que os membros do governo escutassem a vox populi. Desenganem-se! Bom, em Portugal o conceito de democracia deve ser uma variante. A APEB, como entidade representante do setor do betão pronto, tem tentado contactar os membros do governo para apresentar propostas concretas que trazem benefícios para todos: para o país, para as empresas e para as pessoas. No entanto, não há resposta da parte dos governantes. Esta foi a desilusão em 2016 e as boas notícias vêm agora. O setor parece evidenciar alguma recuperação. Pelo menos é o que nos indicam os dados estatísticos relativos a 2015. Isto é positivo apesar de estarmos com a produção do betão num nível que já não registávamos desde o princípio da década de 1990. Espero que em 2016 se confirme a tão ansiada recuperação. Bem sabemos que a tarefa não é fácil, uma vez que o investimento público previsto para este ano foi o mais baixo de sempre, uma finíssima fatia de menos de dois por cento do bolo orçamental. Para 2017 foi proposto um aumento de 22 por cento no investimento público, contudo a fasquia fica ainda abaixo do executado em 2015. Mais boas notícias: 2016 viu o primeiro Dia do Betão em Portugal. O evento foi um sucesso. O segundo Dia do Betão já está marcado. Promover o networking e estimular os players do setor continuam a ser os principais objetivos do evento. Espero vê-los lá. Boas Festas e bons negócios em 2017.

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Sumário

Fotografia de capa: Ponte Edgar Cardoso

04 Notícias

Nov. 2016

24 Obra

› Breves › Euromodal lança Perfect Flow

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Reabilitação da Ponte Edgar Cardoso

28 Opinião

08 Eventos

Betão é seguro contra incêndios

Dia do Betão 2016

30 Internacional

10 Legislação

BTB faz 50 anos

Camiões de quatro eixos com mais peso

34 Obra

12 Entrevista

MAAT – Nova proposta cultural de Lisboa

Rui Simões

38 Técnica

14 Vida Associativa

› Nada de compromissos baratos › Comunicação de Alta Performance

› Betões da Mota-Engil Engenharia: 35 anos de atividade › Chryso de regresso à APEB

40 Eventos › TEST&E 2016 – Ensaiar para Reabilitar › BE 2016 celebrou 50 anos do GPBE

18 Mercado Novos dados do setor do betão

20 Entrevista

ENCARTE

Juliano Barbosa

Acervo Normativo Nacional sobre Betão e Seus Constituintes

Associados da APEB: ABB, Betão Liz, Betopar, Britobetão, Brivel, Concretope, Ibera, Lenobetão, Mota-Engil – Engenharia e Construção, Pragosa Betão, Salvador & Companhia, Sonangil, Tconcrete, Unibetão e Valgroubetão. Membros Aderentes da APEB: BASF, Chryso, Euromodal, MC-Bauchemie, Perta, Saint-Gobain Weber Portugal e Sika Portugal.

Propriedade APEB – Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto – Av. Conselheiro Barjona de Freitas, 10-A, 1500-204 Lisboa T. 217 741 925/932

E-mail: geral@apeb.pt

www.apeb.pt

Diretor João Ghira | Coordenação Editorial João Duarte Design, Publicidade e Produção Companhia das Cores – Design e Comunicação Empresarial, Lda. – Rua Sampaio e Pina, n.º 58, 2.º Dto., 1070-250 Lisboa T. 213 825 610

E-mail: marketing@companhiadascores.pt

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Impressão Impress – Charneca de Baixo, Armazém L, 2710-499 Ral - Sintra | Depósito legal 209441/04 | Tiragem 3 500 exemplares Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores.

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Notícias

Um novo presidente para a ERMCO Yavuz Isik, da Turquia, é o novo presidente da ERMCO, a Associação Europeia do Betão Pronto. Foi nomeado pela 24ª Direção da ERMCO em setembro de 2016. Nascido em 1960 na Turquia, Yavuz Isik estudou engenharia mecânica nas universidades de Siegen, na Alemanha, e de Gazi na Turquia. Possui uma vasta experiência na indústria do betão pronto. Desde 1985, é proprietário e gerente da Yigit Hazır Beton, uma empresa de betão pronto, e desde 2001 integra o Comité Técnico e a Direção Executiva da THBB, a Associação Turca do Betão Pronto. É presidente da THBB desde 2013. Atualmente faz parte do conselho da Câmara de Comércio de Ancara e preside à Associação de Produtores de Betão Pronto de Ancara. Na tomada de posse, o novo Presidente traçou as principais linhas de ação da ERMCO nos próximos anos: • Promover o betão e sobretudo o betão pronto como o material de primeira escolha para a indústria da construção europeia; • Mostrar que as soluções construtivas baseadas em betão são sustentáveis; • Promover a utilização de betão pronto como a forma de obter edifícios mais seguros, amigos do ambiente,

duráveis, acessíveis e com maior eficiência energética, assim como instalações e infraestruturas rentáveis; • Assegurar que a voz dos produtores é escutada sempre que necessário e quando estiverem a ser tomadas decisões que afetam a indústria do betão pronto; • Mostrar o impacto positivo que a utilização do betão tem na economia europeia; • E a nível da UE, confirmar o papel e a importância da ERMCO nos processos de decisão relacionados com os materiais de construção. A APEB dá as boas-vindas a Yavuz Isik e deseja-lhe muito sucesso nas suas atividades como presidente da ERMCO.

APEB e a RELACRE celebram protocolo de cooperação O acordo celebrado entre a APEB e a Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal (RELACRE) foi assinado a 27 de setembro e traz benefícios para os associados de ambas as entidades. Abrange as ações de formação profissional e outros eventos de caráter promocional e formativo. No protocolo, APEB e RELACRE comprometem-se a

conceder aos associados da outra entidade as mesmas condições previstas para os membros, nomeadamente no que diz respeito aos preços e descontos praticados. Para poderem usufruir dos benefícios do protocolo, os membros da APEB deverão obter previamente uma credencial a atestar o seu estatuto.

Serviços de Medicina do Trabalho, Higiene e Segurança no setor do Betão/Sílica Segundo a legislação europeia e portuguesa, as empresas do setor do Betão/Sílica estão classificadas como sendo de “risco elevado” (alínea m do art.º 79º da Lei 102/2009 atualizada pela Lei 3/2014 de 28 de janeiro). Apenas as empresas acreditadas podem prestar serviços de Medicina do Trabalho, Higiene e Segurança

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neste setor de atividade. Em caso de infração, a entidade empregadora será responsável perante as entidades oficiais. No mercado há quase 50 anos, a Medilabor está acreditada para assegurar estes serviços a todas as empresas do setor do betão, em conformidade com a legislação.


“Com esta inovação, moldamos o betão pronto como queremos” A Euromodal lança Perfect Flow, uma tecnologia de última geração que resolve os problemas de viscosidade do betão e de agregados difíceis como a areia britada. “Esta é uma inovação extraordinária”, afirma Francisco Araújo, o Diretor-Geral da Euromodal. “O Perfect Flow mantém a estrutura do betão sempre com a mesma consistência, com o mesmo tipo de matriz. Isto quer dizer que deixamos de ter o problema de endurecimento na superfície que costuma acontecer quando juntamos um superplastificante à mistura e que antes obrigava a acrescentar água para reduzir a viscosidade. Com o Perfect Flow isso é passado”, explica. Pioneira no desenvolvimento de soluções inovadoras que têm em vista a melhoria de qualidade e desempenho do betão, a Euromodal faz um upgrade aos seus adjuvantes. Uma novidade que permite modelar o betão fresco com mais facilidade e sem acrescentar água. Esta tecnologia de última geração contém polímeros que dão uma resposta eficaz à viscosidade que habitualmente ocorre com a redução de água na mistura do betão. A Euromodal introduziu a tecnologia Perfect Flow no mercado em abril de 2016. Já foi aplicada em diversos projetos em Portugal, Guiné-Conacri, Costa do Marfim, Moçambique e Angola. A empresa especializada em adjuvantes para betão já vendeu cerca de mil toneladas deste produto, um sucesso alcançado graças à fluidez perfeita que este adjuvante oferece. “Um dos recentes projetos da Euromodal a nível nacional está a realizar-se

numa superfície comercial no Algarve que engloba 35 mil metros cúbicos de adjuvante com tecnologia Perfect Flow”, conta Francisco Araújo.

Benefícios da tecnologia de última geração Perfect Flow › Reduz a viscosidade do betão › Baixa a pressão na bomba e melhora a bombagem › Diminui os tempos de mistura › Facilita a colocação e compactação do betão › Melhora o controlo da consistência do betão › Proporciona um acabamento perfeito › Simplifica o trabalho com betões de resistências elevadas e de baixa razão a/c › Acaba com os efeitos “cola” e “pele de elefante” nos pavimentos industriais › Otimiza o comportamento dos cimentos com variações químicas › Adapta-se às condições ambientais › Desempenho excecional em temperaturas elevadas › Ultrapassa dificuldades com agregados problemáticos › Adequado para transportes longos e espera em obra

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Notícias

Carta por pontos Com a entrada em vigor da carta por pontos, levantou-se na APEB a seguinte questão: As infrações relacionadas com o excesso de carga e com os tempos de condução dos camiões-betoneira podem levar à perda de pontos?

A APEB procurou apoio jurídico e apurou que o excesso de carga é uma infração que implica uma coima ao proprietário da viatura que não leva à perda de pontos. Quanto ao incumprimento dos tempos de condução, trata-se de uma infração que está prevista em legislação específica, pelo que não está abrangida pelo regime da perda de pontos. O sistema de pontos da carta de condução entrou em vigor em 1 de junho de 2016. O titular de uma carta de condução começa com 12 pontos. Estes pontos são descontados por cada contraordenação ou crime rodoviário cometido. No entanto, há possibilidade de recuperar e acumular pontos. No final de cada período de três anos (dois anos para os condutores profissionais) sem qualquer registo de contraordenações graves ou muito graves ou de crimes de natureza rodoviária, o condutor recupera 3 pontos. Os pontos podem ser acumulados até um máximo de 15. O novo sistema é aplicável apenas às infracções cometidas a partir de 1 de Junho de 2016. As infracções anteriores continuam a ser punidas de acordo com o sistema anterior.

A indústria de cimento nacional participa no projeto internacional SAFECEMENT - A 3D ANIMATION FOR PROMOTING HEALTHY WORKPLACES IN CEMENT QUARRYING AND PRODUCTION PLANTS no âmbito do Programa ERASMUS+. O projeto co-financiado pela União Europeia visa a promoção das boas práticas junto dos trabalhadores nas pedreiras e centros de produção das cimenteiras através da produção de material didáctico baseado em animações 3D. Participam no projecto a ATIC - Associação Técnica da Indústria de Cimento (Portugal), a FUNDACION CEMA (Espanha), o CTM - Centro Tecnologico del Marmol y la Piedra (Espanha), CEMEX (Letónia) e CHALMERS University of Technology (Suécia). Mais informação sobre o projecto pode ser encontrada no site www.safecement.com.

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Recuperação de Pontos

3

pontos

cumprir todas as regras, sem qualquer infração num período que pode ir entre 2 a 3 anos.

15

pontos

Subtração de Pontos

2

pontos

contraordenações

graves

4

pontos

3-5 pontos

contraordenações

muito graves

contraordenações

mais graves

Cada condutor pode consultar o seu registo de infrações através do Portal das Contraordenações em portalcontraordenacoes.ansr.pt.

Prémio INOV é agora Prémio INOV.AÇÃO A Valorpneu reformulou o Prémio INOV, criando o Prémio INOV.AÇÃO com o objetivo de melhor mobilizar o envolvimento dos diferentes setores. O setor da construção e, em particular, o do betão, estão entre aqueles a que esta iniciativa pode suscitar interesse. O Prémio INOV.AÇÃO relança-se sob o tema do uso eficiente dos recursos (na área dos pneus usados) e capitalizará a circunstância do lançamento do Pacote da Economia Circular. Prevê-se o lançamento do prémio até ao final de 2016 e que os projetos candidatos sejam apresentados em abril de 2018, estando a entrega do galardão prevista para junho de 2018.


www.valorpneu.pt

TODOS JUNTOS EVITAMOS TANTAS EMISSÕES COMO AS QUE 36.000 EMITEM NUM ANO Tudo graças à Valorpneu e aos seus parceiros do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados, que recolhem, transportam e valorizam 85 mil toneladas/ano de pneus usados em Portugal, reciclando, recauchutando e valorizando-os como fonte de energia. Tudo por um Ambiente melhor. Poupança de emissões correspondente ao tratamento de 85.000 toneladas de pneus = 133,92 kton CO2 e equivalente às emissões resultantes da circulação média anual de 36.000 automóveis.

Porque existe Amanhã.


Eventos

João Duarte, Diretor Executivo da APEB

DIA DO BETÃO 2016 A APEB organizou o primeiro Dia do Betão em Portugal. O evento teve lugar a 2 de junho de 2016 no Hotel Marriott em Lisboa. “Sabíamos que íamos preencher uma lacuna, mas estávamos longe de imaginar esta excelente aceitação. É como se toda a indústria de betão estivesse à espera do nosso Dia do Betão. A participação de 150 pessoas superou largamente as nossas expectativas” disse João Duarte no fim do evento. O Diretor Executivo da APEB organizou este novo evento para “oferecer uma plataforma de diálogo aos profissionais a nível nacional.

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Matthias Ficher, Conselheiro Económico da Embaixada da Alemanha (à esquerda) em conversa com João Ghira, Presidente da APEB

Queríamos estimular o networking e, ao mesmo tempo, inspirar com apresentações sobre as últimas inovações e tecnologias. O Dia do Betão é um contributo da APEB para dinamizar a indústria do betão pronto.” O conceito integrou apresentações de especialistas nacionais e internacionais, assim como uma exposição onde se apresentaram as empresas Betão Liz, Unibetão, Chryso, Euromodal e Fisipe. O tema em destaque foi o aumento do peso dos veículos de quatro eixos, aprovado em 2015 na Áustria e relevante também para Por-

tugal. Esse assunto foi abordado por Thomas Hoffmann, da Associação Alemã da Indústria do Betão Pronto, que apresentou os benefícios desta medida. Tal como a APEB em Portugal, a nossa congénere está a defender esta alteração legislativa na Alemanha. Outro convidado internacional foi Hans-Heinrich Reuter, da Testing, empresa alemã líder em sistemas de ensaio. A APEB ousou ainda explorar outros caminhos e incluiu no primeiro Dia do Betão o workshop Comunicação de Alta Performance. O objetivo das oradoras Silke Buss e Andreia Félix da


Save the date

DIA DO BETÃO 1 de junho 2017

Thomas Hoffmann, BTB

Diogo Araújo (Euromodal), à esquerda, Thomas Hoffmann (BTB) e Hans-Heinrich Reuter (Testing) na área de exposição

José Carlos Marques, Betão Liz

BUSS Comunicação foi sensibilizar os presentes para uma linguagem mais consciente, proativa e focada. O betão não é só cinzento. Ricardo Ribeiro, da Unibetão, mostrou casos práticos de aplicação de betões arquitectónicos. Quanto à variedade das soluções, parece não haver limites: há betões brancos, coloridos, desativados, drenantes, impressos e de areia. José Carlos Marques, da Betão Liz, destacou o betão de baixa retração na sua apresentação sobre a reabilitação da Ponte Edgar Cardoso na Figueira da Foz. Dois oradores dedicaram-se à normalização. Arlindo Gonçalves, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) apresentou as propostas de alteração da especificação LNEC E 464. Manuel Valadas Pinho, da Empresa Internacional de Certificação (EIC), abordou a relação ambígua entre a gestão da qualidade e a gestão de risco. Serão incompatíveis ou complementares? A sustentabilidade é outro desafio. “Temos de ser capazes de satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir as suas próprias necessidades”, sublinhou António Mesquita da Cimpor no seu discurso sobre betão sustentável.

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Legislação Técnica

Camiões de quatro eixos com mais peso Aumento do peso máximo traz benefícios para infraestruturas, ambiente e economia Por Thomas Hoffmann, BTB

220 milhões de metros cúbicos de betão foi o que a indústria do betão pronto da União Europeia entregou aos seus clientes em 2015. Se incluirmos ainda a produção de Israel, Noruega, Suíça e Turquia – países que em conjunto com a União Europeia constituem a Organização Europeia do Betão Pronto (ERMCO) – o volume entregue ronda os 360 milhões de metros cúbicos. O transporte deste volume total exigiu quase 50 milhões de viagens, o que corresponde a 40 voltas ao mundo. Estes números evidenciam os potenciais benefícios de um aumento do peso máximo permitido para os veículos de quatro eixos, os mais utilizados na Europa pela indústria do betão pronto. Contudo, as disposições sobre os pesos e as dimensões permitidos para os veículos pesados (Diretiva UE 96/53/EC) estabelecidas na década de 1980 continuam em vigor. A indústria automóvel desenvolveu e implementou desde então muitas melhorias e inovações na construção e na segurança dos veículos pesados, com potencial para aumentar a proteção do ambiente e a eficiência do transporte. A questão é porque estas inovações não levaram à revisão das disposições. A ERMCO e os seus membros sugerem o aumento do peso máximo de 32 para 35 toneladas para os veículos de quatro eixos. Esta alteração permite aumentar a capacidade dos camiões betoneira de 7,5 para 8,5 metros

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cúbicos. Prevê-se que esta modificação contribua de forma notável para a proteção ambiental e para a eficiência do transporte. No âmbito dos debates sobre o aumento do peso, têm surgido questões relacionadas com a segurança rodoviária e com o potencial impacto nas infraestruturas. Foram precisamente estas preocupações que levaram à rejeição da proposta que a ERMCO tinha apresentado a nível europeu em 2013. Contudo, a ERMCO e os seus membros mantêm a motivação e continuam ativos. Encomendaram uma série de estudos sobre as objeções. A Associação Austríaca do Betão Pronto (GVTB) é responsável por dois estudos realizados pela Universidade de Tecnologia de Viena que analisam o impacto dos veículos modificados nos pavimentos e na segurança rodoviária. Uma das conclusões é que os custos de manutenção dos pavimentos teriam um aumento marginal de 0,06 por cento. No entanto, estes custos seriam claramente sobrecompensados pelas poupanças no combustível e no ambiente. A economia ficaria a ganhar. Além disso, não aumentariam o risco de capotamento nem as distâncias de travagem e não haveria necessidade de modificar os sistemas de retenção rodoviária, como conclui Ronald Blab, professor catedrático da Universidade de Tecnologia de Viena. Aliás, o tráfego mais seguro é o tráfego que não existe. Outro estudo, realizado pela Universidade de Tecnologia de Dresden a pedido da Associação Alemã do Betão Pronto (BTB), analisa o impacto dos mode-


los de camões-betoneira de 35 toneladas nas estruturas das pontes rodoviárias. Este estudo mostra que o veículo com mais peso fica abaixo dos limites avaliados e não teria impactos negativos durante a vida útil das pontes. O segredo para que o aumento do peso não tenha impacto nas infraestruturas está no design dos novos camiões. Atualmente é permitida uma carga máxima de 9,5 toneladas por eixo. Mesmo assim isto não pode ser aproveitado na íntegra uma vez que o peso total máximo está limitado a 32 toneladas. Esta limitação é justificada pela curta distância entre eixos, que levam a rápidas oscilações de carga nas estradas e sobretudo nas pontes. Os camiões-betoneira atuais já aproveitam o limite máximo nos eixos traseiros. Por isso, a proposta da ERMCO é distribuir o acréscimo de peso pelos dois eixos dianteiros. Tal é possível com pequenas modificações no design dos veículos. Basta aumentar a distância entre o segundo e o terceiro eixos em cerca de 30 centímetros. Com esta modificação consegue-se uma distribuição mais equilibrada do peso entre os eixos traseiros e os eixos dianteiros. Pode assim dizer-se que são infundadas as objeções do Parlamento Europeu sobre os impactos negativos na infraestrutura e na segurança rodoviária. A proposta pode até trazer benefícios significativos para o ambiente

e aumentar a eficiência do transporte. Especialmente em sistemas de tráfego que já atingiram os seus limites de capacidade, a projetada redução da quantidade de viagens por camião é de grande valor: baixa a densidade de tráfego e reduz os encargos com as vias públicas. A permissão de um peso adicional de 3 toneladas reduz em cerca de 12 por cento o número de viagens. Assim, se a proposta de ERMCO for adotada, cada oitava viagem de um camião-betoneira deixa de ser efetuada. Para os países membros da ERMCO isto pode conduzir a uma poupança anual de 180 milhões de quilómetros, o que corresponde a uma redução de 62 milhões de litros no consumo de gasóleo e de 194 mil toneladas nas emissões de CO2. Com a meta da União Europeia de reduzir as emissões de CO2 em 40 por cento até 2030, a proposta da ERMCO proporciona uma simples e eficaz oportunidade de contribuir para este objetivo.

Benefícios do aumento do peso máximo dos camiões-betoneira

Infraestrutura

• Sobrecompensação dos custos de manutenção dos pavimentos rodoviários pela redução no consumo de combustível • Sem impacto na segurança nem na durabilidade das pontes

Ambiente

• Redução anual de 180 milhões de quilómetros percorridos • Redução anual de 62 milhões de litros no consumo de gasóleo • Redução anual de 194 mil toneladas de emissões de CO2 • Redução de poeira e ruído

Trânsito e segurança rodoviária

Eficiência económica

• Redução da densidade do tráfego • Redução dos encargos com vias públicas • Sem aumento do volume de carga • Sem aumento da distância de travagem • Sem aumento do risco de capotamento • Sem necessidade de alterar os requisitos dos sistemas de retenção rodoviários • Maior eficiência no transporte do betão pronto • Maior segurança no fornecimento das obras de construção • Menor custo logístico • Redução do impacto da escassez de motoristas qualificados

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Entrevista

“A calibração dos equipamentos traz grandes benefícios em termos de qualidade e controlo dos processos” Entrevista ao Chefe do Laboratório de Metrologia da APEB, Rui Simões

Está há 16 anos na APEB, onde assumiu a função de Chefe do Laboratório de Metrologia. Em entrevista, Rui Simões partilha como tem sido essa experiência e que desafios se apresentam neste setor específico dos serviços laboratoriais da APEB.

à atividade de um laboratório. Outra mais-valia é a oportunidade de efetuar calibrações e ensaios nas instalações de clientes. Talvez esta seja uma das vertentes mais enriquecedoras, uma vez que me permite adquirir uma experiência profissional e pessoal relevante.

Que balanço faz destes 16 anos de função? É um balanço positivo, porque embora seja uma função essencialmente técnica, a estrutura organizacional da APEB tem-me permitido adquirir competências transversais: desde a vertente comercial e financeira, passando pela formação e pela procura constante de formas de otimizar recursos e processos inerentes

Poderia falar um pouco sobre os serviços oferecidos pelo Laboratório de Metrologia da APEB? O Laboratório de Metrologia da APEB atua nos domínios da força, massa, dimensional e temperatura, no âmbito da Metrologia Industrial. Estamos vocacionados para prestar serviços de calibração e ensaio de equipamentos utilizados nos laboratórios das empresas de betão e seus consti-

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tuintes, nomeadamente: máquinas de ensaio à compressão, balanças, estufas, termómetros, peneiros e moldes para fabrico de provetes. O que diferencia o Laboratório de Metrologia da APEB dos laboratórios concorrentes? A oferta de serviços técnicos da APEB não se limita ao Laboratório de Metrologia. Há também uma larga experiência adquirida no âmbito da atividade do Laboratório de Ensaios, que nos permite identificar de forma mais ajustada os parâmetros a controlar e conhecer o funcionamento dos equipamentos utilizados. A experiência adquirida ao longo dos anos tem-nos permitido uma relação de cooperação mútua com fabrican-


tes e fornecedores de equipamentos e satisfazer assim as expectativas dos nossos clientes, diferenciando-nos por estamos adaptados às particularidades deste setor. O que considera necessário para fidelizar os clientes? Para além da APEB apresentar preços competitivos, considero importante manter uma atitude de proximidade com os técnicos nossos interlocutores e utilizadores dos equipamentos. Valorizamos a vertente humana, assim como a disponibilidade para tentar resolver as questões com que se deparam no quotidiano das suas atividades – o que, por vezes, nos permite identificar novas necessidades de medição que podem contribuir para alargar o nosso leque de serviços. Também mantemos uma atitude pedagógica de transmissão de conhecimentos que é muito valorizada pelos nossos clientes, ministrando breves ações de formação nas instalações do cliente relacionadas com o funcionamento de algum equipamento específico. Isto permite que os utilizadores fiquem mais esclarecidos acerca do funcionamento dos equipamentos e, consequentemente, os ensaios possam ser realizados com maior rigor. Como é prestado o serviço? Temos serviços que apenas são prestados nas nossas instalações, porque os padrões não podem ser deslocados. Mas também vamos às instalações de clientes que têm laboratórios fixos – como é o caso das centrais de betão – ou laboratórios temporários, em estaleiros de obra, por exemplo. Dada a conjuntura atual, muitas empresas apostaram em novos mercados para alavancarem o seu negócio. De que forma o Laboratório de Metrologia da APEB está a atuar no sentido de apoiar estas empresas? Dada a forte contração a que o setor da construção assistiu nos últimos anos, o Laboratório de Metrologia procurou compensar a quebra da procura interna através de procura

de oportunidades de negócio em países africanos, como Cabo Verde, Angola e Moçambique. Os nossos serviços de calibração têm também sido requisitados por empresas cujos utilizadores finais estão nos EUA, Alemanha, Holanda, Polónia, Itália e até Austrália. Quais as principais dificuldades que se apresentam neste tipo de atividade? Em primeiro lugar, a existência de várias entidades a prestar serviços neste domínio. Do ponto de vista do mercado, isto pode ser encarado como uma vantagem para o cliente final, nomeadamente em termos de preço. Mas há o reverso da medalha.

“A oferta de serviços técnicos da APEB não se limita ao Laboratório de Metrologia. Há também uma larga experiência adquirida no âmbito da atividade do Laboratório de Ensaios.” Os preços baixos que têm sido praticados esmagam as margens, o que prejudica a capacidade de investimento, nomeadamente na desejável atualização da qualificação dos operadores, por via do alargamento a novos âmbitos de atividade, e na renovação de padrões. Por outro lado, a acreditação é uma ferramenta estratégica de reconhecimento da competência dos laboratórios, mas implica custos diretos e indiretos significativos, que nem sempre são percecionados pelo cliente. Considera-se, erroneamente, que “Calibração” implica um custo sem retorno. Mas a verdade é que se os equipamentos estiverem devidamente calibrados, os clientes podem reforçar a sua confiança nos resultados obtidos nos ensaios

e deste modo, evitar os ‘custos da não qualidade’, ou seja, as rejeições de produtos e reclamações. Quais os principais desafios futuros para o laboratório? O principal desafio é o de tornar o laboratório sustentável numa conjuntura adversa como a atual, sem prejudicar a qualidade da oferta dos nossos serviços. O facto de a nossa equipa se manter basicamente a mesma há muitos anos é uma mais-valia no sentido da experiência acumulada. Queremos disponibilizar novos serviços e continuar a avançar no sentido da melhoria constante dos nossos processos. E para a Metrologia de uma forma mais global? Houve um período em que o desafio dos laboratórios parecia resumir-se à procura da melhor capacidade de medição – ou seja, em apresentar uma incerteza de medição muito baixa – como fator diferenciador. Contudo, a redução generalizada dos preços praticados pelo mercado, a não alteração de preços dos padrões em alguns domínios e a participação em ensaios de aptidão (anteriormente designados por ‘comparações inter-laboratoriais’) vieram demonstrar que tal propósito estaria, em algumas situações, a distorcer o mercado. Seria importante promover a uniformização de procedimentos de calibração e de identificação consensual de fontes de incerteza a contabilizar em cada calibração. O resultado seria uma concorrência mais leal. Este esforço deverá ser reforçado entre pares, mas a decisão terá sempre de partir de um nível superior, nomeadamente do organismo que gere a acreditação dos laboratórios. Mas há que realçar o esforço que tem vindo a ser feito no sentido da uniformização dos conteúdos dos anexos técnicos, onde consta o âmbito da acreditação dos laboratórios, o que já apresenta um progresso assinalável para o esclarecimento do utilizador que recorre a serviços de calibração.

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Vida Associativa

Terminal de Sines

Betões da Mota-Engil Engenharia 35 anos de atividade A área dos Betões da Mota-Engil, Engenharia e Construção, SA (Mota-Engil Engenharia) opera no mercado há 35 anos e, apesar de ter passado por várias restruturações, a sua missão, visão e valores, no sentido da máxima satisfação do cliente, permaneceram inalterados. Para além dos trabalhos que realiza para as obras da empresa, tanto a nível nacional, como internacional, a área fornece igualmente clientes externos. Tem como atividade principal a conceção, fabrico e transporte de betão de ligantes hidráulicos, contando, atualmente, com cinco centrais de Betão Pronto em Portugal: Canelas, Caniçada, Pragal, Valongo e Sta. Iria da Azóia. Todas são detentoras do Sistema de Controlo da Produção de Betão certificado pela APCER, de acordo com o Decreto-Lei n.º 301/2007, de 23 de Agosto, com os requisitos da norma NP EN 206-1:2007 (Emenda 1:2008; Emenda 2:2010). Em 2015, ano em que a produção ascendeu a 170 mil m3 de betão, destacaram-se os fornecimentos para as obras

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da Ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Sines, Reforço de Potência da Barragem de Venda Nova III, Descarregador Complementar de Cheias da Barragem da Caniçada e Alargamento A1-Sto. Ovídio/Carvalhos, no que diz respeito a empreitadas da Mota-Engil Engenharia. Nos fornecimentos a clientes externos são de sublinhar a Cidade do Futebol- Jamor (1.ª e 2.ª fases) e a Plataforma Logística Alfena-Valongo. Entre as várias obras para a qual prestou serviços ao longo dos anos, destacam-se concessões rodoviárias como a Costa da Prata, AENOR, Pinhal Interior, Douro Interior e IC30 Grande Lisboa. De sublinhar igualmente o contributo para diversos Canais de Rega na zona de influência da Barragem do Alqueva, Centros Comerciais (Dolce Vita Tejo, El Corte Inglés, Mar Shopping, etc.) e Complexo Turístico da Península de Troia. Como empreitadas mais recentes merecem destaque o Novo Museu dos Coches, Nova Sede da EDP e Fundação Champalimaud. Em 2003, ano da fusão entre a Mota & Companhia e a Engil Sociedade de Construção Civil, que deu origem à


Mota-Engil, Engenharia e Construção, SA, maior construtora portuguesa, a área foi líder de consórcio no projeto BACPOR – “Desenvolvimento de uma tecnologia robusta para o fabrico, transporte e aplicação de Betão Autocompactável”, apoiado pela Agência de Inovação. Registou-se igualmente o início de aplicação de betões autocompactáveis e de elevada durabilidade e resistência à penetração de cloretos. Ainda no âmbito da Inovação, é de sublinhar o desenvolvimento de um Betão de Agregados Leves Estrutural, pioneiro em Portugal, para a reabilitação do viaduto da Rua Ramalho Ortigão, em Lisboa. O êxito do projeto motivou, uma vez mais, o apoio da Agência de Inovação no estudo deste tipo de betão.

Museu Nacional dos Coches

Os valores da área dos Betões da Mota-Engil Engenharia, que integrou a Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto em 2004, centram-se em atingir a qualidade do produto final com eficiência, segurança, inovação e preservação do meio ambiente, satisfazendo, além das exigências contratuais e legais assumidas, a necessidade de corresponder ao desenvolvimento da organização a que pertence.

Mota-Engil Engenharia A Mota-Engil Engenharia mantém consolidada a sua posição de liderança em Portugal.

Sede da EDP

Nota histórica 1980

1985

1990

1995

1981

1982

1983

1995

1998

A Engil – Sociedade de Construção Civil, SA instala o primeiro centro de produção de betão pronto com um laboratório para controlo da qualidade.

Criação do departamento de Betões na Sede da Engil (Lisboa).

Instalação do primeiro centro de produção de betão pronto com laboratório de apoio no Norte do País. Nos anos posteriores regista-se uma inovação no setor pela introdução de adjuvantes no betão e pela utilização de centrais computorizadas e novas autobetoneiras com maior capacidade de carga.

Desenvolvimento e implementação de um sistema de gestão de qualidade na conceção, produção e fornecimento de betão. Dois anos depois realizam-se as primeiras auditorias internas ao sistema da qualidade.

Atribuição do certificado de conformidade, segundo a norma portuguesa NP EN ISO 9001, tendo sido uma das empresas pioneiras a obter a certificação das centrais de betão em Portugal.

novembro 2016

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Vida Associativa

Diversidade de betões fornecidos • Betões correntes (com classe de resistência à compressão C8/10 a C45/55) • Microbetões • Betões de agregados leves de enchimento e elevada resistência • Betões de agregados leves correntes • Betões de agregados leves estruturais • Betões de retração controlada • Betões brancos, pigmentados e arquitetónicos • Betões de elevada durabilidade, nomeadamente de elevada resistência à penetração de cloretos • Betões autocompactáveis • Betões pesados • Betões projetados por via húmida e seca • Betões projetados por via húmida com estabilizador • Betões com resistências iniciais elevadas (18 horas> 45MPa) • Betões de ultra-resistência (com classe de resistência à compressão: C50/60 a C100/115) • Betões com fibras (metálicas ou de polipropileno) • Betões drenantes • Betões desativados

Ponte do Ceira – Pinhal Interior

Com 70 anos de experiência no desenvolvimento de projetos ambiciosos, concretizados com base no pioneirismo das técnicas de construção, na vanguarda das novas tecnologias e nas capacidades e competências das pessoas, a empresa é cada vez mais uma referência da engenharia e construção. Os diversos negócios de cariz especializado que possui, como os Betões, são uma mais-valia traduzida nos elevados níveis de competência técnica que apresenta tanto no desenvolvimento de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias, hidráulicas e urbanas, como na execução de projetos de construção e reabilitação de Edifícios Públicos, Escritórios, Comércio, Habitação, Agrícolas, Industriais, Silos, Chaminés, entre outros.

Nota histórica (cont.) 2000

2005

2010

2015

2003

2004

2006

2008

2012

Fusão das empresas Mota & Companhia, SA e Engil – Sociedade de Construção Civil, SA, dando origem à maior construtora portuguesa, a MotaEngil, Engenharia e Construção, SA.

Unificação das áreas de Betões das empresas Mota & Companhia e Engil.

Obtenção da tripla certificação Ambiente/ Qualidade/Segurança. Desde então a Mota-Engil Engenharia possui o Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança certificado pela APCER, para a conceção, fabrico, fornecimento e comercialização de betão pronto, segundo as normas NP EN ISO 9001, NP EN ISO 14001 e OSHAS 18001, respetivamente.

A Qualibetão e Maprel, duas empresas do Grupo Mota-Engil, fundem-se surgindo a Mota-Engil Betão e Pré-fabricados, onde fica incluída também a até então a área de Betões.

Fusão por incorporação da Mota-Engil Betão e Prefabricados na Mota-Engil, Engenharia e Construção, SA. Desta forma, surge a atual área de negócio MotaEngil Engenharia Betões, que continua a assegurar a comercialização de soluções de valor acrescentado, possuindo na sua estrutura conhecimento técnico para o estudo de novas soluções e desenvolvimento de projetos de diferentes tipologias.

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etão


Chryso De regresso à APEB Após um pequeno período de interregno, em 2016 a Chryso volta a fazer parte da família da APEB, como membro aderente. A Chryso é uma multinacional com mais de 70 anos de atividade. Está presente no mercado português desde 1994, tendo participado em algumas das obras mais emblemáticas da engenharia nacional, como a Ponte Vasco da Gama, a Casa da Música e o Túnel do Marão. Graças à sua gama de produtos específicos para cada mercado – adjuvantes para betão e cimento, produtos de descofragem e produtos complementares de estética e proteção – a Chryso é um parceiro de referência na indústria do cimento, betão pronto, prefabricação, betões estéticos e grandes obras.

Para além das soluções técnicas, também integra serviços de qualidade para satisfazer as necessidades dos seus clientes, auxiliando-os na busca pelo êxito técnico e económico através de uma equipa especializada e dedicada ao apoio ao cliente. O grande desafio da empresa é a constante procura de inovação, consagrando meios significativos na Investigação e Desenvolvimento. Nesse sentido, todos os anos desenvolvem novas soluções que satisfaçam as necessidades dos clientes e propõem tecnologias inéditas ao mercado.

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A SAÚDE NA SUA EMPRESA novembro 2016

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Mercado

Recuperação à vista Novos dados do setor do betão 220 milhões de metros cúbicos de betão foi o que a indústria do betão pronto da União Europeia entregou aos seus clientes em 2015. Isto significa que a queda na produção continua. No entanto – e isto é uma boa notícia – o volume produzido em 2015 representa uma redução relativamente ligeira de 3,5 por cento face a 2014. Desde 2008, o setor sofreu uma expressiva perda de 28 por cento do volume de produção. Em Portugal a situação é ainda mais extrema. Embora a produção de 2015 tenha evidenciado um ligeiro aumento face a 2014, a redução acumulada nos últimos oito anos chega aos 75 por cento. Este resultado reflete a profunda crise que afeta o setor da construção no país. Nos últimos 10 anos desapareceu mais de metade das empresas de construção. Isto é a consequência da travagem abrupta do investimento público e privado desde 2008. As empresas que permanecem vivas conseguiram sobreviver sobretudo

através da mudança de foco. Optaram pela internacionalização e reduziram de forma significativa a sua actividade no mercado interno. Contudo, também em Portugal há boas notícias. Parece que o sector está finalmente a estabilizar. O volume de produção de betão pronto em 2015 foi ligeiramente superior ao registado em 2014. Estamos a falar de cerca de 3,2 milhões de metros cúbicos, dos quais 2,5 milhões foram entregues pelos membros da APEB. A estrutura empresarial do setor, quer em termos de pessoas quer em termos de centros de produção, está agora mais ajustada às necessidades do país. Caso se venham a concretizar as promessas de aumento do investimento público, será de esperar que os próximos anos registem finalmente uma evolução positiva neste setor que continua a ter grande importância na economia nacional.

2015

União Europeia

PORTUGAL

220

3,2

Volume de produção (milhões de m3) Consumo per capita (m )

0,5

0,3

Número de trabalhadores

67 000

900

Número de centros de produção

9 800

230

Número de veículos de entrega

57 000

800

12 10 8 6 4 2

Membros APEB

18

etão

País

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

2000

1999

1998

1997

1996

1995

1994

1993

0 1992

Produção (milhões de metros cúbicos)

3


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Entrevista

“O betão tem hoje um grande prestígio” Entrevista a Juliano Barbosa

Com uma carreira profundamente ligada ao betão, Juliano Barbosa assistiu às grandes transformações do setor e ao seu crescente prestígio ao longo dos anos. Na Unibetão desde 1986, viveu um dos períodos mais entusiasmantes do crescimento do grupo e o seu envolvimento em algumas das grandes obras das últimas décadas. Prestes a terminar o seu percurso na Unibetão, Juliano Barbosa fala sobre os novos desafios do betão e do papel da APEB no setor.

20

etão

Poderia partilhar connosco uma breve retrospetiva da sua carreira? A minha vida profissional esteve, praticamente, sempre ligada ao betão. Completei a minha licenciatura em Engenharia Civil, pela Faculdade de Engenharia Civil da Universidade do Porto, em 1974 e em 1981 entrei no setor do betão. Comecei numa multinacional australiana – a Pionner Betão Pronto, Lda. –, que acabaria por ser adquirida pela Unibetão em 1986. Nos anos seguintes, exerci funções como responsável das centrais

de Vila Nova de Gaia e Maia. Em 1996, tornei-me coordenador operacional e, dois anos mais tarde, fui para Lisboa onde assumi o cargo de diretor operacional. Em 2000 tornei-me administrador e tive a oportunidade de acompanhar o crescimento da Unibetão, que seguiu uma estratégia de construção de novas centrais e aquisição de outras empresas de betão. Quando assumi a administração, a sua influência ia da fronteira norte até Lisboa. Algo que viria a mudar entre 2004 e 2006, com a


aquisição da Betopal, que tinha centrais no interior do país, Porto e Lisboa, da Secil Betão na Margem Sul e da Sulbetão no Algarve. A Unibetão passou, então, a ter uma cobertura nacional. Considera que o seu percurso na área operacional lhe deu valências adicionais para assumir a administração da Unibetão? Sem dúvida! O betão é um negócio muito específico e exige mais do que competências de gestor: é preciso conhecê-lo profundamente. A sua especificidade está muito relacionada com o facto de ser produzido para consumo imediato. Neste aspeto, só consigo encontrar um paralelismo com o setor da restauração. Quais foi o momento mais inesquecível da sua carreira? Foi o ano de 2007: um verdadeiro ano de ouro para a Unibetão, em que tudo convergiu para o sucesso. Tivemos um volume de produção elevadíssimo – dois milhões e meio de metros cúbicos e um excelente resultado graças aos ganhos de eficiência nas empresas que tínhamos integrado. Estes bons resultados foram fruto da estratégia de crescimento da Unibetão, nomeadamente através da fusão com a Betopal, a Secil Betão e a Sulbetão. Que projetos e obras mais o marcaram? Houve várias obras que, devido às suas exigências técnicas, me marcaram. Destaco o IP3, da Régua à fronteira norte, com aqueles viadutos fantásticos com mais de 100 metros de altura. A Casa da Música, no Porto, que nos colocou perante grandes desafios construtivos e do betão. E, mais recentemente, o Túnel do Marão, nas suas diferentes fases.

E que pessoas mais ao inspiraram e são, ainda hoje, uma referência para si? Aprendi muito sobre a visão do negócio com o Eng.º Duarte Silva [antigo presidente do conselho de administração da Unibetão] que, além da sua competência como gestor, tinha uma grande capacidade de gerir pessoas. Sabia como tirar o melhor partido do que tinham para oferecer profissionalmente. Criou uma cultura que eu tive a oportunidade de ajudar a aprofundar.

“O betão é um negócio muito específico e exige mais do que competências de gestor: é preciso conhecê-lo profundamente.”

Como olha para o estado atual do setor do betão? Diria que está estável, em crescimento moderado. E penso que vai continuar a crescer gradualmente. Há alguns sinais positivos como, por exemplo, a redução significativa do stock de casas vazias, que foram uma das consequências da crise. Várias dessas casas foram tomadas pela banca, que tem promovido a sua venda. Outro fator é o investimento imobiliário por parte de pessoas de outras nacionalidades, inclusive oriundas de países que não costumavam olhar para Portugal como destino turístico ou de habitação, como os franceses, por exemplo.

Que papel cabe ao betão neste grande movimento de reabilitação urbana que está a tomar conta, sobretudo, de Lisboa e do Porto? No que respeita à reabilitação de habitações, o betão só tem alguma expressão através dos produtos de valor acrescentado, ou seja, de betões que têm outras finalidades – decorativas, arquitetónicas, drenantes, etc. – que não estruturais. Neste momento, representa apenas 3% das vendas, porque há várias dificuldades associadas a este negócio. Por exemplo, ao nível dos acessos, já que as obras decorrem, geralmente, em áreas históricas das cidades, o que dificulta o transporte do betão; e também das quantidades necessárias, que são muito pequenas, o que encarece o betão, tornando-o pouco apetecível. Ainda assim, acredito que é um mercado a explorar e que pode crescer, pelo menos, até aos 5%. Mais do que isso acho difícil, já que nunca se tornará o core do negócio do betão. Quais são neste momento os grandes desafios para o betão? As empresas do betão têm de continuar a renovar-se, a adaptar-se ao mercado e a prosseguir o caminho de desenvolvimento que têm traçado. Quando cheguei ao setor, há 35 anos, o betão não tinha bom nome. Mas isso tem vindo a mudar e, hoje, o betão tem um grande prestígio, em particular devido ao sucesso no fornecimento a obras de importância nacional. Porque se deu essa transformação? As empresas de betão apostaram no fornecimento de obras de grande exigência, que implicaram um grande desenvolvimento técnico. Para responderem a novos desafios, foram-se tornando cada vez melhores, até adquirirem o know-how que

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Entrevista

atualmente lhes é reconhecido. Hoje em dia, o conhecimento de um departamento técnico, como o da Unibetão, é muito profundo. Na sua opinião, qual o fator chave para o sucesso de uma empresa? A qualidade do produto e do serviço são fatores que diferenciam uma empresa de betão. Para além disso, o profissionalismo e a capacidade de gerir pessoas – ou seja, de tirar partido do melhor que têm para oferecer a nível profissional, respeitando sempre a sua vida pessoal – também são essenciais.

Como olha para o papel que a APEB tem no setor? A APEB tem um papel fundamental, nomeadamente em questões como a atualização das normas que superintendem o betão e na negociação da contratação coletiva de trabalho. Também temos vindo a defender causas muito importantes para o setor, como a luta contra a concorrência desleal ou a adequação da legislação sobre os transportes à realidade do betão. Estamos a trabalhar no sentido de o betão ser considerado um produto perecível. Outra bandeira nossa é a carga máxima por

eixo dos transportes, que em Portugal está limitada às 32 toneladas. Mas já temos o exemplo da Áustria, onde são permitidos transportes até às 36 toneladas, com ganhos notáveis de eficiência. A APEB também presta um serviço inestimável, junto dos associados e não associados, através do seu laboratório, que é reconhecido pela sua competência e isenção. Inclusive, tem vindo a ganhar prestígio junto de setores exteriores às empesas de betão. Foi campeão de Bridge por equipas da Comunidade Europeia, em 1998, para além de ter arrecadado vários outros títulos. Considera que existem características comuns a um bom jogador de Bridge e a um gestor do negócio do betão? Certamente. Por exemplo, a capacidade de dedução, de relacionamento com as pessoas e a apetência para os números são, sem dúvida, necessárias no Bridge e na gestão dos negócios. Outra característica muito importante é a capacidade de tomar decisões rápidas, algo que faz parte do dia a dia de quem exerce funções operacionais. É que, ao contrário de outras áreas de negócio, no betão ocorrem muitas situações em que é necessário improvisar. É claro que há planeamento, mas as condições estão constantemente a mudar e em todos os momentos há decisões que têm de ser tomadas. Embora vá reformar-se, sabemos que não vai parar. Que planos tem ‘em agenda’? Para já, vou descansar um pouco. Depois vou criar um negocio meu: é na área de construção, mas não vai estar ligado ao betão. Não vou fazer concorrência à Unibetão (risos).

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etão


Obra

Reabilitação da Ponte Edgar Cardoso Por José Carlos Marques, Diretor Técnico da Betão Liz, S.A.

A Ponte Edgar Cardoso, conhecida como Ponte sobre o Mondego e também como Ponte da Figueira da Foz, foi inaugurada em 1982. Foi a primeira ponte com tabuleiro atirantado construída em Portugal e é um ex-libris do vasto portfólio de projetos do Professor Edgar Cardoso. Com o passar dos anos foram evidenciados sinais de uma progressiva degradação de diversos elementos estruturais da ponte, o que motivou estas obras de reabilitação. O betão para a obra foi fornecido pela Betão Liz, uma empresa InterCement, a partir do seu centro de produção na Figueira da Foz. A Betão Liz colaborou ativamente na especificação do betão que foi utilizado, propondo soluções que permitiram conciliar as exigências do projeto com as necessidades da obra.

O inventor de pontes Edgar Cardoso nasceu no Porto a 11 de maio de 1913. Licenciou-se em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia do Porto em 1937. Em 1938 inicia a sua atividade profissional na Junta Autónoma das Estradas. Em 1951

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etão

integra o corpo docente do Instituto Superior Técnico de Lisboa, como professor catedrático. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, investigador honorário do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e doutor honoris causa pelas Faculdades de Arquitetura e de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faleceu no dia 5 de julho de 2000. Ao longo de mais de 55 anos de vida profissional, o Professor Edgar Cardoso foi um ilustre representante da engenharia nacional. Foi o autor de cerca de 500 estudos e projetos de estruturas que realizou em países espalhados por 4 continentes como: Portugal, Angola, Moçambique, Antiga Índia Portuguesa, Brasil, China, Costa Rica, Guiné-Bissau, Macau, Nigéria, Timor e Venezuela. A ponte sobre o rio Mondego na Figueira da Foz, que tem o seu nome, foi um dos seus projetos mais reconhecidos. Entre as suas criações mais notáveis, destacam-se também a Ponte da Arrábida, classificada monumento nacional em 2013, e a Ponte de São João, ambas no Porto, assim como a Ponte da Taipa, em Macau.


Edgar Cardoso dizia que “em todos os rios há um sítio que foi feito para ter uma ponte e que é preciso encontrá-lo".

Reabilitação da Ponte A Ponte da Figueira da Foz tem um desenvolvimento total de 1421 metros. O tramo central tem uma estrutura metálica e é atirantado com um vão de 225 metros. Os tramos laterais são de betão armado pré-esforçado em estrutura contínua e em curva. As torres, em betão armado, elevam-se 85 metros acima do nível da água. Os sinais da progressiva degradação de diversos elementos estruturais levaram à necessidade de inspecionar a ponte e estudar a sua reabilitação. As zonas analisadas apresentavam fissuração generalizada nos maciços cilíndricos onde apoiam as torres. Parte dessas fissuras eram acompanhadas pela formação de eflorescências e em, alguns casos, de escorrências provenientes das armaduras passivas corroídas. Nas vigas de travamento a fissuração observada era superficial e sem orientação preferencial. No betão original verificava-se uma taxa de penetração de cloretos elevada nos primeiros 50 mm de profundidade. Os trabalhos de reforço e reabilitação foram iniciados no final de 2015 e prevê-se que fiquem concluídos durante o primeiro trimestre de 2017.

Os trabalhos passaram pela remoção do betão superficial até 20 mm, além do plano das armaduras de modo a expor a totalidade da superfície lateral dos varões. Incluíram também a limpeza das superfícies expostas e a execução de uma “gola” em betão armado e pré-esforçado com um microbetão autocompactável e de retração controlada.

Retração no Betão Para garantir o bom comportamento mecânico e a durabilidade de uma estrutura, o betão deve cumprir diversos requisitos. Habitualmente, a principal característica avaliada é a resistência à compressão. No entanto, outras características como a permeabilidade, a resistência aos agentes agressivos, a fluência, a retração, entre outras, começam a ser valorizadas de forma mais corrente e não apenas em estruturas especiais. De entre as diversas características referidas, destaca-se a retração do betão que não é mais do que a variação do volume de uma peça devido às reações de hidratação do ligante e à saída de água por secagem. Os problemas associados à retração têm merecido um estudo cada vez mais aprofundado, já que estas variações de volume, se estiverem restringidas, podem provocar tensões internas e fissuração do betão.

Especificação do Betão: › Norma NP EN 206-1: 2007 › Classe de resistência: C35/45 › Classe de consistência: SF2 (BAC) › Classe de exposição ambiental: XS3(P) › Classe de teor de cloretos: Cl 0,20 › Máxima dimensão agregado: Dmáx10 mm › Retração controlada: <100x10-6 m/m aos 28 dias (Condições de conservação dos provetes: Temperatura 20±2 ºC; Humidade relativa 50±5 %)

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Obra

Tipos de retração Betão fresco

Retração plástica – devido à rápida evaporação da água superficial não compensada por movimentos de água internos, que provoca a secagem da água nos poros capilares.

Betão endurecido

Retração por secagem – devido à saída de água dos poros capilares do betão, por evaporação. Retração autogénea – ocorre no betão sem trocas de humidade com o exterior e está associada à diminuição de volume e ao consumo de água que ocorre nas reações de hidratação. Retração por carbonatação – devido à reação do hidróxido de cálcio com o dióxido de carbono que está associada a uma diminuição de volume. Retração por variação de temperatura – devido às variações de temperatura associadas às reações exotérmicas de hidratação dos componentes do betão (não tem origem nas variações da temperatura ambiente).

Controlo da retração O controlo da retração numa estrutura de betão não é uma tarefa simples, tendo em conta os diferentes mecanismos de retração existentes. Pode passar por diversas medidas de prevenção: • Forma e dimensão da peça; • Composição do betão; • Colocação, compactação e cura do betão; • Introdução de armaduras específicas; • Proteção do betão endurecido. Para controlar a retração ao nível do estudo da composição do betão é fundamental considerar alguns pressupostos: • Reduzir a quantidade de finos; • Baixar a razão água/cimento; • Considerar agregados mais grossos; • Usar adições (principalmente cinzas volantes); • Utilizar adjuvantes (superplastificantes, redutores de retração, agentes expansivos,…); • Obter uma estrutura granulométrica compacta.

Estudo do betão O estudo do betão de baixa retração para a obra de reabilitação da Ponte Edgar Cardoso foi da responsabilidade do Laboratório Central da Betão Liz. O estudo foi iniciado alguns meses antes do início dos fornecimentos. Para além da retração, foram previstos diversos requisitos para garantir uma adequada colocação do betão em obra e assegurar a sua durabilidade. Isto levou a uma seleção rigorosa de todos os constituintes e a um estudo aprofundado das suas características.

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etão

Para o betão da Ponte foram utilizados os agregados disponíveis na central de betão, nomeadamente britas calcárias e areias naturais siliciosas da região. O cimento utilizado foi o CEM I 42,5 R, proveniente do Centro de Produção da Cimpor em Alhandra. Para a produção do betão foram utilizados diversos tipos de adjuvantes. Com o adjuvante superplastificante foi possível reduzir a razão água/cimento, melhorar a coesão e a homogeneidade do betão e também garantir a manutenção da trabalhabilidade por um tempo adequado ao transporte e aplicação do betão. O adjuvante redutor de retração atuou através da diminuição da tensão superficial da água retida nos micróporos do betão. Reduziu a tendência para evaporar e evitou, assim, contrações e tensões internas. O agente expansivo permitiu compensar o efeito da retração através de um ligeiro efeito expansivo provocado no betão. O modulador de viscosidade melhorou a robustez da composição e compensou, assim, possíveis variações das características das matérias-primas utilizadas. A água utilizada foi uma água limpa, isenta de resíduos, proveniente de um furo artesiano existente nas instalações de fabrico. Para obter uma primeira avaliação da retração do betão, foram efetuados ensaios preliminares, onde foram testadas algumas composições com diferentes dosagens de ligante, diferentes agregados e com a utilização de adjuvantes redutores de retração. Os resultados obtidos nesses ensaios permitiram demostrar que não seria fácil cumprir o limite máximo da retração previsto no projeto de 100x10-6 m/m aos 28 dias.


Acervo Normativo Nacional Sobre Betão e os seus Constituintes O presente documento resume o acervo normativo aplicável ou com interesse para o setor do betão pronto, nomeadamente o referente ao betão e seus materiais constituintes. Além das normas portuguesas são igualmente referidas as Especificações LNEC e outros documentos normativos europeus, tais como Relatórios Técnicos (TR) e Especificações Técnicas (TS). Esta informação corresponde à situação verificada em 15 de novembro de 2016, pelo que, após esta data, deverá ser periodicamente atualizada, face à anulação, substituição ou publicação de novos documentos normativos. AGREGADOS Normas NP 957:1973

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor em água superficial de areias.

NP 1039:1974

Inertes para argamassas e betões. Determinação da resistência ao esmagamento.

NP 1380:1976

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor em partículas friáveis.

NP 1382:1976

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor de álcalis solúveis. Processo por espectrofotometria de chama.

NP 1457:1977

Peneiros e peneiração para ensaio. Vocabulário.

NP 1458:1977 Errata: Mai 1979

Peneiros para ensaio. Redes metálicas e chapas metálicas perfuradas. Aberturas nominais.

NP EN 932-1:2002

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 1: Métodos de amostragem.

NP EN 932-2:2002

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 2: Métodos de redução de amostras laboratoriais.

NP EN 932-3:2010

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 3: Método e terminologia para a descrição petrográfica simplificada.

NP EN 932-5:2014

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 5: Equipamento comum e calibração.

NP EN 932-6:2002

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 6: Definições de repetibilidade e reprodutibilidade.

NP EN 933-1:2014

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 1: Análise granulométrica - Método da peneiração. Ensaios para determinação das características geométricas dos agregados. Parte 2: Determinação da distribuição granulométrica. Peneiros de ensaio, dimensão nominal das aberturas. Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 3: Determinação da forma das partículas - Índice de achatamento.

NP EN 933-2:1999 NP EN 933-3:2014 EN 933-4:2008 NP EN 933-5:2010

Tests for geometrical properties of aggregates. Part 4: Determination of particle shape – Shape index. Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 5: Determinação da percentagem de superfícies esmagadas e partidas nos agregados grossos.

EN 933-6:2014

Tests for geometrical properties of aggregates. Part 6: Assessment of surface characteristics. Flow coefficient of aggregates.

NP EN 933-7:2002 EN 933-8:2012 +A1:2015 EN 933-9:2011 +A1:2013 EN 933-10:2009

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 7: Determinação do teor de conchas. Percentagem de conchas nos agregados grossos.

NP EN 933-11:2011

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 11: Ensaio para classificação dos constituintes de agregados grossos reciclados.

NP EN 1097-1:2012

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 1: Determinação da resistência ao desgaste (micro-Deval).

NP EN 1097-2:2011

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 2: Métodos para a determinação da resistência à fragmentação.

NP EN 1097-3:2002

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 3: Determinação da baridade e do volume de vazios.

NP EN 1097-4:2012

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 4: Determinação dos vazios do fíler seco compactado.

NP EN 1097-5:2011

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 5: Determinação do teor de água por secagem em estufa ventilada.

NP EN 1097-6:2016

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 6: Determinação da massa volúmica e da absorção de água.

NP EN 1097-7:2012

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 7: Determinação da massa volúmica do fíler. Método do picnómetro.

EN 1097-8:2009

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 8: Determination of the polished stone value.

EN 1097-9:2014

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 9: Determination of the resistance to wear by abrasion from studded tyres - Nordic test.

EN 1097-10:2014

EN 1367-1:2007

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 10: Determination of water suction height. Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 11: Determination of compressibility and confined compressive strength of lightweight aggregates. Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 1: Determination of resistance to freezing and thawing.

NP EN 1367-2:2013

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 2: Ensaio do sulfato de magnésio.

EN 1097-11:2013

NP EN 1367-3:2005 AC:2011

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 8: Avaliação dos finos - Ensaio do equivalente de areia. Tests for geometrical properties of aggregates. Part 9: Assessment of fines - Methylene blue test. Tests for geometrical properties of aggregates. Part 10: Assessment of fines - Grading of filler aggregates (air jet sieving).

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 3: Ensaio de ebulição para basaltos “Sonnenbrand”.

NP EN 1367-4:2011

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 4: Determinação da retração por secagem.

EN 1367-6:2008

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 6: Determination of resistance to freezing and thawing in the presence of salt (NaCl).

EN 1367-7:2014

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 7: Determination of resistance to freezing and thawing of Lightweight aggregates.

EN 1367-8:2014 EN 1744-1:2009 +A1:2012 NP EN 1744-3:2005

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 8: Determination of resistance to disintegration of Lightweight Aggregates.

NP EN 1744-5:2011

Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 5: Determinação de sais de cloreto solúveis em ácido. Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 6: Determinação da influência do extrato de agregados reciclados no tempo de início de presa do cimento. Tests for chemical properties of aggregates. Part 7: Determination of loss of ignition of Municipal Incinerator Bottom Ash Aggregate (MIBA Aggregate).

NP EN 1744-6:2011 EN 1744-7:2011 EN 1744-8:2012 NP EN 12620:2002 +A1:2010 NP EN 13055-1:2005 AC:2010 EN 13055:2016 NP EN 13139:2005 AC:2010

Tests for chemical properties of aggregates. Part 1: Chemical analysis. Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 3: Preparação de eluatos por lexiviação dos agregados.

Tests for chemical properties of aggregates. Part 8: Sorting test to determine metal content of Municipal Incinerator Bottom Ash (MIBA) Aggregates. Agregados para betão. Agregados leves. Parte 1: Agregados leves para betão, argamassas e caldas de injeção. Lightweight aggregates. Agregados para argamassas.

15 de novembro de 2016


AGREGADOS (Cont.) Especificações LNEC E 222:1968

Agregados. Determinação do teor em partículas moles.

E 251:1985

Inertes para argamassas e betões. Ensaio de reatividade com os sulfatos em presença de hidróxido de cálcio.

E 415:1993

Inertes para argamassas e betões. Determinação da reactividade potencial com os álcalis. Análise petrográfica.

E 467:2006

Guia para a utilização de agregados em betões de ligantes hidráulicos.

E 471:2009

Guia para a utilização de agregados reciclados grossos em betões de ligantes hidráulicos.

CIMENTOS Normas NP 4435:2004

Cimentos. Condições de fornecimento e receção.

EN 196-1:2016

Methods of testing cement. Part 1: Determination of strength.

NP EN 196-2:2014 NP EN 196-3:2005 +A1: 2009 NP EN 196-5:2011

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 2: Análise química dos cimentos.

NP EN 196-6:2010

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 6: Determinação da finura.

NP EN 196-7:2008

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 7: Métodos de colheita e de preparação de amostras de cimento.

NP EN 196-8:2010

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 8: Calor de hidratação. Método da dissolução.

NP EN 196-9:2010

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 9: Calor de hidratação. Método semi-adiabático.

EN 196-10:2016

Methods of testing cement. Part 10: Determination of the water-soluble chromium (VI) content of cement.

NP EN 197-1:2012

Cimento. Parte 1: Composição, especificações e critérios de conformidade para cimentos correntes.

NP EN 197-2:2014

Cimento. Parte 2: Avaliação da conformidade.

NP EN 413-1:2011

Cimento de alvenaria. Parte 1: Composição, especificações e critérios de conformidade.

EN 413-2:2016

NP EN 13282-3:2015

Masonry cement. Part 2: Test methods. Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 1: Ligantes hidráulicos de endurecimento rápido para estradas - Composição, especificações e critérios de conformidade. Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 2: Ligantes hidráulicos de endurecimento normal para estradas – Composição, especificações e critérios de conformidade. Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 3: Avaliação da conformidade.

NP EN 14216:2015

Cimento. Composição, especificações e critérios de conformidade para cimentos especiais de muito baixo calor de hidratação.

NP EN 14647:2010

Cimento de aluminato de cálcio. Composição, especificações e critérios de conformidade.

NP EN 15743:2010 +A1:2015

Cimento supersulfatado. Composição, especificações e critérios de conformidade.

NP EN 13282-1:2014 NP EN 13282-2:2015

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 3: Determinação do tempo de presa e da expansibilidade. Métodos de ensaio de cimentos. Parte 5: Ensaio de pozolanicidade dos cimentos pozolânicos.

Especificações LNEC E 64:1979

Cimentos. Determinação da massa volúmica.

E 357:1995

Cimentos brancos. Determinação da brancura (fator de refletância luminosa).

E 462:2004

Cimentos. Resistência dos cimentos ao ataque por sulfatos.

E 476:2007

Pastas de cimento. Determinação da retração autogénea.

Outros documentos DNP CEN/TR 196-4:2011 CR 13933:2000

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 4: Determinação quantitativa dos constituintes.

TR 14245:2014

Guidelines for the application of EN 197-2 “Conformity Evaluation”.

TR 15697:2008

Cement – Performance testing for sulfate resistance – State of the art report.

TR 16632:2014

Determinação do calor de hidratação do cimento por calorimetria de condução isotérmica: Estado do conhecimento e recomendações.

Masonry cement – Testing for workability (cohesivity).

ADIÇÕES Normas NP 4220:2015

Pozolanas para betão, argamassa e caldas. Definições, requisitos e verificação da conformidade.

NP EN 450-1:2012

Cinzas volantes para betão. Parte 1: Definição, especificações e critérios de conformidade.

NP EN 450-2:2006

Cinzas volantes para betão. Parte 2: Avaliação da conformidade.

NP EN 451-1:2006

Métodos de ensaio das cinzas volantes. Parte 1: Determinação do teor de óxido de cálcio livre.

NP EN 451-2:1995 NP EN 13263-1:2005 +A1: 2009 NP EN 13263-2:2005 +A1: 2009

Métodos de ensaio de cinzas volantes. Parte 2: Determinação da finura por peneiração húmida.

NP EN 15167-1:2008 NP EN 15167-2:2008

Sílica de fumo para betão. Parte 1: Definições, requisitos e critérios de conformidade. Sílica de fumo para betão. Parte 2: Avaliação da conformidade. Escória granulada de alto-forno moída para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 1: Definições, especificações e critérios de conformidade. Escória granulada de alto-forno moída para betão, argamassa e caldas de injecção. Parte 2: Avaliação da conformidade.

Especificações LNEC E 384:1993

Escória granulada de alto-forno moída para betões. Determinação do teor de material vítreo por difração de raios X.

E 385:1993

Fíler calcário para betões. Determinação do valor do azul de metileno.

E 386:1993

Fíler calcário para betões. Determinação do teor de carbono orgânico total (TOC).

E 412:1993

Materiais em pó. Determinação da superfície específica. Método B.E.T.

E 466:2005

Fíleres calcários para ligantes hidráulicos.

Outros documentos TR 15677:2008

Fly ash obtained from co-combustion – A report on the situation in Europe.

TR 15840:2009

Evaluation of conformity of fly ash for concrete – Guidelines for the application of EN 450-2.

TR 16443:2013

Backgrounds to the revision of EN 450-1:2005+A1:2007 - Fly ash for concrete.

15 de novembro de 2016


ADJUVANTES Normas

NP EN 480-2:2007

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 1: Betão de referência e argamassa de referência para ensaio. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 2: Determinação do tempo de presa.

NP EN 480-4:2007

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 4: Determinação da exsudação do betão.

NP EN 480-5:2007

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 5: Determinação da absorção capilar.

NP EN 480-6:2007

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 6: Análise por espectrofotometria de infravermelhos. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 8: Determinação do teor de resíduo seco.

NP EN 480-1:2014

NP EN 480-8:2012 NP EN 480-10:2009 NP EN 480-11:2007 NP EN 480-12:2007 NP EN 480-13:2015 NP EN 480-14:2007 NP EN 480-15:2013 NP EN 934-1:2008 NP EN 934-2:2009 +A1:2012 NP EN 934-3:2009 +A1:2012 NP EN 934-4:2009 NP EN 934-5:2008 Errata: 2012 NP EN 934-6:2003 A1:2008

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 10: Determinação do teor de cloretos solúveis em água. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 11: Determinação das características dos vazios do betão endurecido com ar introduzido. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 12: Determinação do teor de álcalis dos adjuvantes. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 13: Argamassa de alvenaria de referência para o ensaio de adjuvantes para argamassa. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 14: Medição da suscetibilidade à corrosão do aço em betão armado pelo ensaio eletroquímico potenciostático. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 15: Betão de referência e método de ensaio de adjuvantes modificadores da viscosidade. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 1: Requisitos gerais. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 2: Adjuvantes para betão. Definições, requisitos, conformidade, marcação e etiquetagem. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 3: Adjuvantes para argamassa de alvenaria. Definições, requisitos, conformidade, marcação e etiquetagem. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 4: Adjuvantes para caldas de injeção para bainhas de pré-esforço. Definições, requisitos, conformidade, marcação e etiquetagem. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 5: Adjuvantes para betão projetado. Definições, requisitos, conformidade, marcação e etiquetagem. Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 6: Amostragem, controlo da conformidade e avaliação da conformidade.

Especificações LNEC E 416:1993

Adjuvantes para argamassas e betões. Avaliação da corrosão das armaduras. Métodos eletroquímicos.

ÁGUA Normas NP EN 1008:2003 NP EN 13577:2008

Água de amassadura para betão. Especificações para a amostragem, ensaio e avaliação da aptidão da água, incluindo água recuperada nos processos da indústria de betão, para o fabrico de betão. Ataque químico do betão. Determinação da concentração de dióxido de carbono agressivo da água.

BETÃO Normas NP 1385:2015

Betões. Determinação da composição do betão fresco.

NP 1387:2015

Betão. Determinação dos tempos de presa.

NP EN 206-1:2007 Emenda 1:2008

Betão. Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade.

Emenda 2:2010 NP EN 206-9:2010

Betão. Parte 9: Regras adicionais para betão autocompactável (BAC).

EN 206:2013+A1:2016

Concrete. Specification, performance, production and conformity.

NP EN 12350-1:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 1: Amostragem.

NP EN 12350-2:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 2: Ensaio de abaixamento.

NP EN 12350-3:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 3: Ensaio Vêbê.

NP EN 12350-4:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 4: Grau de compactabilidade.

NP EN 12350-5:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 5: Ensaio da mesa de espalhamento.

NP EN 12350-6:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 6: Massa volúmica.

NP EN 12350-7:2009

Ensaios do betão fresco. Parte 7: Determinação do teor de ar. Métodos pressiométricos.

NP EN 12350-8:2010

Ensaios do betão fresco. Parte 8: Betão autocompactável. Ensaio de espalhamento.

NP EN 12350-9:2010

Ensaios do betão fresco. Parte 9: Betão autocompactável. Ensaio de escoamento no funil V.

NP EN 12350-10:2010

Ensaios do betão fresco. Parte 10: Betão autocompactável. Ensaio de escoamento na caixa L.

NP EN 12350-11:2010 Errata: 2012

Ensaios do betão fresco. Parte 11: Betão autocompactável. Ensaio de segregação no peneiro.

NP EN 12350-12:2010

Ensaios do betão fresco. Parte 12: Betão autocompactável. Ensaio de espalhamento no anel J.

NP EN 12390-1:2012

Ensaios do betão endurecido. Parte 1: Forma, dimensões e outros requisitos para o ensaio de provetes e para os moldes.

NP EN 12390-2:2009 Errata: Nov 2010

Ensaios do betão endurecido. Parte 2: Execução e cura de provetes para ensaios de resistência mecânica.

NP EN 12390-3:2011

Ensaios do betão endurecido. Parte 3: Resistência à compressão de provetes.

NP EN 12390-4:2003

Ensaios do betão endurecido. Parte 4: Resistência à compressão – Características das máquinas de ensaio.

NP EN 12390-5:2009

Ensaios do betão endurecido. Parte 5: Resistência à flexão de provetes.

NP EN 12390-6:2011

Ensaios do betão endurecido. Parte 6: Resistência à tração por compressão de provetes.

NP EN 12390-7:2009

Ensaios do betão endurecido. Parte 7: Massa volúmica do betão endurecido.

NP EN 12390-8:2009

Ensaios do betão endurecido. Parte 8: Profundidade de penetração da água sob pressão.

EN 12390-11:2015

Testing hardened concrete. Part 11: Determination of the chloride resistance of concrete, unidirectional diffusion.

NP EN 12390-13:2014

Ensaios do betão endurecido; Parte 13: Determinação do módulo de elasticidade secante à compressão.

NP EN 12504-1:2009

Ensaio do betão nas estruturas. Parte 1: Carotes. Extração, exame e ensaio à compressão.

NP EN 12504-2:2012

Ensaio de betão nas estruturas. Parte 2: Ensaio não destrutivo – Determinação do índice esclerométrico.

15 de novembro de 2016


BETÃO Normas (Cont.) NP EN 12504-3:2007

Ensaio de betão nas estruturas. Parte 3: Determinação da força de arranque.

NP EN 12504-4:2007

Ensaio de betão nas estruturas. Parte 4: Determinação da velocidade de propagação dos ultra-sons.

NP EN 13670:2011 Emenda 1:2012 NP ENV 13670-1:2007 Emenda 1:2008 NP EN 13791:2008

Execução de estruturas de betão. Execução de estruturas em betão. Parte 1: Regras gerais. Avaliação da resistência à compressão do betão nas estruturas e em produtos prefabricados.

NP EN 14487-1:2008

Betão projetado. Parte 1: Definições, especificações e conformidade.

NP EN 14487-2:2008

Betão projetado. Parte 2: Execução.

NP EN 14488-1:2008

Ensaios de betão projetado. Parte 1: Amostragem do betão fresco e endurecido.

NP EN 14488-2:2008

Ensaios de betão projetado. Parte 2: Resistência à compressão do betão projetado jovem.

NP EN 14488-3:2008 NP EN 14488-4:2005 +A1: 2008 NP EN 14488-5:2008

Ensaios de betão projetado. Parte 3: Resistência à flexão (máxima, última e residual) de vigas reforçadas com fibras.

NP EN 14488-6:2008

Ensaios de betão projetado. Parte 6: Espessura de betão sobre um substrato.

NP EN 14488-7:2008

Ensaios de betão projetado. Parte 7: Dosagem de fibras no betão reforçado com fibras.

NP EN 14845-1:2008

Métodos de ensaio de fibras no betão. Parte 1: Betões de referência.

NP EN 14845-2:2008

Métodos de ensaio de fibras no betão. Parte 2: Influência sobre a resistência.

NP EN 14889-1:2008

Fibras para betão. Parte 1: Fibras de aço. Definições, especificações e conformidade.

NP EN 14889-2:2008

Fibras para betão. Parte 2: Fibras poliméricas. Definições, especificações e conformidade.

Ensaios de betão projetado. Parte 4: Resistência de aderência em carotes à tração simples. Ensaios de betão projetado. Parte 5: Determinação da capacidade de absorção de energia de provetes de lajes reforçadas com fibras.

Especificações LNEC E 383:1993

Betões. Determinação da resistência à penetração de cloretos. Método da célula de difusão.

E 387:1993

Betões. Caracterização de vazios por método microscópico.

E 388:1993

Betões. Análise macro e micro-estrutural. Exame petrográfico.

E 389:1993

Betões. Preparação de lâminas delgadas para análise micro-estrutural.

E 390:1993

Betões. Determinação da resistência à penetração de cloretos. Ensaio de imersão.

E 391:1993

Betões. Determinação da resistência à carbonatação.

E 392:1993

Betões. Determinação da permeabilidade ao oxigénio.

E 393:1993

Betões. Determinação da absorção de água por capilaridade.

E 394:1993

Betões. Determinação da absorção de água por imersão. Ensaio à pressão atmosférica.

E 395:1993

Betões. Determinação da absorção de água por imersão. Ensaio no vácuo.

E 396:1993

Betões. Determinação da resistência à abrasão.

E 397:1993

Betões. Determinação do módulo de elasticidade em compressão.

E 398:1993

Betões. Determinação da retração e da expansão.

E 399:1993

Betões. Determinação da fluência em compressão.

E 413:1993

Betões. Determinação da permeabilidade ao ar e à água. Método de Figg.

E 454:1999

Betões de cimento branco. Recomendações para a escolha dos constituintes.

E 461:2007

Betões. Metodologias para prevenir reações expansivas internas.

E 463:2004

Betões. Determinação do coeficiente de difusão dos cloretos por ensaio de migração em regime não estacionário.

E 464:2007

E 475:2007

Betões. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projeto de 50 e de 100 anos face às ações ambientais. Betões. Metodologia para estimar as propriedades de desempenho do betão que permitem satisfazer a vida útil de projeto de estruturas de betão armado ou pré-esforçado sob as exposições ambientais XC e XS. Betões. Determinação da permeabilidade à água. Método GWT.

E 477:2007

Guia para especificação do betão de ligantes hidráulicos conforme com a NP EN 206-1.

E 465:2007

Outros documentos CR 1901:1995

Regional specifications and recommendations for the avoidance of damaging alkali silica reactions in concrete.

TS 12390-9:2006

Testing hardened concrete – Part 9: Freeze-thaw resistance – Scaling.

TS 12390-10:2007

Testing hardened concrete – Part 10: Determination of the relative carbonation resistance of concrete.

CR 12793:1997

Measurement of the carbonation depth of hardened concrete.

CR 13901:2000

The use of the concept of concrete families for the production and conformity control of concrete.

CR 13902:2000

Test methods for determining the water/cement ratio of fresh concrete.

TR 15177:2006

TR 15868:2009

Testing the freeze-thaw resistance of concrete – Internal structural damage. Concrete – Release of regulated dangerous substances into soil, groundwater and surface water – Test method for new or unapproved constituents of concrete and for production concretes. Survey of national requirements used in conjunction with EN 206-1:2000.

TR 16142: 2011

Concrete – A study of the characteristic leaching behavior of hardened concrete for use in the natural environment.

TR 16349: 2012

Framework for a specification on the avoidance of a damaging Alkali-Silica Reaction (ASR) in concrete.

TR 16369: 2012

Use of control charts in the production of concrete.

TR 16563:2013

Principles of the equivalent durability procedure.

TR 16639:2014

Use of k-value concept, equivalent concrete performance concept and equivalent performance of combinations concept.

TR 15678:2008

CALDAS DE INJEÇÃO Normas NP EN 445:2008

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Métodos de ensaio.

NP EN 446:2008

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Procedimentos de injeção.

NP EN 447:2008 Errata: Jan 2011

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Requisitos básicos.

Fontes de informação: www.ipq.pt | www.lnec.pt | www.cen.eu

15 de novembro de 2016

Significado do sombreado:

linha inserida e/ou alterada


Curvas de Desenvolvimento da Retração 250 225

Retração (x10-6)

200 175 150 125 Limite pretendido aos 28 dias

100 75 50 25 0 -25

28

56

84

Idade (dias) Provetes 75 x 75 x 285 mm3 Provetes 200 x 200 x 600 mm3

Ensaios com a composição final

Após diversos ensaios e alguns ajustes nas composições, que passaram a incluir 4 tipos de adjuvantes, conseguimos atingir os valores da retração pretendidos, conforme está evidenciado no gráfico. Os ensaios efetuados para avaliar a retração permitiram também verificar a influência que a dimensão dos provetes utilizados tem nos resultados obtidos. Verificou-se que nos provetes com 200×200×600 mm3 a retração medida é cerca de 30% inferior aos valores obtidos com provetes de 75×75×285 mm3. A medição da retração dos provetes, executados pela Betão Liz, foi efetuada no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Produção e Fornecimento do Betão A produção do betão de baixa retração implicou um desafio acrescido para garantir a qualidade do produto fornecido. Apesar da central de fabrico ter implementado um Sistema de Controlo da Produção, de acordo com a Norma NP EN 206-1, a produção deste betão obrigou a um controlo mais exigente de todo o processo produtivo. O controlo das matérias-primas foi reforçado, principalmente dos agregados utilizados, através da inspeção visual de todas as cargas antes da sua utilização e de ensaios regulares para avaliar as suas propriedades.

Conclusões A análise dos resultados dos ensaios efetuados veio confirmar que os pressupostos apresentados para baixar os valores da retração no betão estavam corretos. Estão a

decorrer novos ensaios em parceria com o LNEC para avaliar a retração do betão colocado na obra. Estes ensaios destinam-se a confirmar que as especificações do projeto são cumpridas e a garantir a durabilidade da solução utilizada na reabilitação da Ponte Edgar Cardoso. Como empresa pioneira em Portugal no setor do Betão Pronto, a Betão Liz tem mantido uma postura atenta e empenhada na pesquisa e no desenvolvimento das soluções tecnológicas mais eficazes para a satisfação dos seus clientes ao longo dos seus 50 anos de atividade. O propósito da Betão Liz é continuar a percorrer o caminho da qualidade, inovação, segurança e sustentabilidade, construindo parcerias com clientes, fornecedores e a comunidade, de modo a assegurar um futuro promissor.

Ficha técnica › Designação: Ponte Edgar Cardoso na Figueira

da Foz – Reabilitação e Reforço Estrutural da Base das Torres › Dono de Obra: Infraestruturas de Portugal › Projeto original: Edgar Cardoso › Projeto de Reabilitação: Armando Rito Engenharia › Empreiteiro: Soproel – Sociedade de Projectos, Obras e Estudos, S.A. › Fornecedor de Betão: Betão Liz, S.A., uma empresa InterCement

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Opinião

Betão é seguro contra incêndios Por João Duarte

Todos os anos mais de quatro mil europeus perdem a vida devido a incêndios, 80 por cento dos quais começam nas suas próprias casas. Em conjunto com os arquitetos, as associações de bombeiros e as companhias de seguros, o setor do betão tem a responsabilidade de abordar a crescente questão da segurança e identificar soluções para responder às preocupações dos cidadãos quanto à segurança das suas casas e outros edifícios. Na ambição de construir edifícios cada vez mais eficientes em termos energéticos, a segurança contra incêndios deve ser tida em conta para evitar o aumento das cargas de incêndio nos edifícios. Caso contrário, continua a aumentar o risco de incêndio com consequências devastadoras.

O betão não é combustível O betão não arde nem derrete e os elementos de betão mantêm a sua resistência em altas temperaturas. Por estas razões, as estruturas em betão podem suportar os efeitos de um incêndio sem necessidade de medidas de proteção passiva adicionais. A segurança não tem custo adicional e está sempre lá, mesmo se o edifício tiver alterações ao longo do tempo (por exemplo, em consequência de remodelações ou de sinistros). Isto significa que o betão tem muito mais a oferecer do que outros materiais estruturais no que respeita à segurança.

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etão

O betão protege as pessoas Em primeiro lugar, o betão atua como um escudo. Impede que um fogo se espalhe de uma sala para outra. Isto permite retardar o progresso do incêndio e dar às pessoas mais tempo para escapar. Também atua como um escudo para os bombeiros. Permite-lhes combater e controlar o incêndio e minimiza o risco para si próprios. Em segundo lugar, mantém a robustez e a estabilidade do edifício ou da infraestrutura. Isto minimiza o risco de um edifício de betão desmoronar em caso de incêndio. Finalmente, o betão não emite gases tóxicos, o que é importante para a saúde e segurança dos ocupantes e dos bombeiros.


O betão é económico Os incêndios têm um impacto económico significativo nas pessoas e nas empresas. Dada a sua robustez, o betão não é danificado pela água utilizada no combate ao incêndio e é muito fácil de reparar. Isto reduz os custos de reconstrução e ajuda a recuperar mais rapidamente a atividade económica. As notáveis características de segurança contra incêndio do betão são valorizadas pelas companhias de seguros: os edifícios em betão beneficiam de seguros contra incêndio com prémios mais baixos.

O betão é amigo do ambiente Uma vez que o betão não emite fumo nem gases tóxicos, o impacto de um incêndio no ambiente é mínimo. Além disso, a água utilizada na extinção do incêndio não é contaminada.

Projetar a pensar na segurança contra incêndio – Fire safety engineering A segurança contra incêndio de uma estrutura começa logo no projeto. A utilização de elementos estruturais mais resilientes e resistentes ao fogo permitem garantir um maior nível de proteção e robusteza contra incêndio. Isto é possível com o betão, uma vez que é por natureza incombustível e resistente ao fogo. Um estudo efetuado recentemente pela CERIB1 apresenta como exemplo o projeto de um edifício de oito andares que tomou em consideração a segurança contra incêndio. Este estudo mostra também que estruturas de betão concebidas sem qualquer medida específica de segurança contra incêndio ainda propor-

Coluna de betão armado danificada por incêndio. Apesar dos danos a estrutura não colapsou. © Sandberg

cionam uma excelente proteção. Uma análise estrutural detalhada indicou que não ocorreu qualquer falha, mesmo num cenário em que o edifício foi submetido a dez horas de incêndio.

Túneis mais seguros com betão Pavimentos em betão permitem túneis mais seguros. O betão não arde e não emite gases tóxicos em caso de incêndio. Isto dá mais tempo às pessoas para se porem a salvo, minimiza o risco para a sua saúde e não impede o acesso aos bombeiros. Túnel de Kinempois, Liege, Bélgica, com pavimento em betão © photo-daylight.com

Fonte: The Concrete Initiative 1

Probabilistic Study of the Resistance of a Generic Concrete Structure according to Eurocode Natural Fire

by M. Heidari et al., 2015

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Internacional

BTB faz 50 anos Os desafios da indústria do betão pronto na Alemanha Em 2016, a Associação Alemã da Indústria do Betão Pronto (BTB), celebra um aniversário especial – faz 50 anos. Em 2015 foram produzidos 47,2 milhões de metros cúbicos de betão pronto por 1890 centrais. Nos últimos 50 anos a indústria do betão pronto fabricou e entregou um total de 2,4 mil milhões de metros cúbicos de betão na Alemanha. Esta história de sucesso começou na década de 1950 com a criação das primeiras empresas de betão pronto. Em 1959/1960, 12 das 16 empresas de betão pronto existentes na altura juntaram-se para formar o consórcio ITB que tinha como principal objetivo o desenvolvimento de uma norma para o betão pronto. Esta foi a primeira atividade associativa da indústria do betão pronto na Alemanha. Como fruto desta iniciativa, é publicado em 1961 o documento “Recomendações preliminares para a produção e entrega do betão pronto” em cooperação com o Instituto Alemão para a Normalização (DIN). Esta publicação veio confirmar a indústria do betão pronto como um setor industrial tecnicamente independente na Alemanha. A 1 de janeiro de 1966 é constituída a BTB, como o resultado de diversas reestruturações do ITB e de outros sindicatos entretanto formados. Hoje a BTB representa a indústria do betão pronto na Alemanha. Com a sua estrutura descentralizada, composta por diversas associações regionais, a BTB entende-se como mediadora entre as empresas de betão pronto e as outras partes interessadas no negócio, como o poder político e o público. Os pontos focais das atividades que

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etão

desenvolve são a política económica, a tecnologia do betão e o ambiente, o marketing, a educação e formação e a segurança ocupacional. De particular importância é o seu networking a nível regional com as associações estatais e a nível federal com a Associação Alemã para a Construção, Materiais e Minerais Não Metálicos (BBS) e com a Federação da Indústria Alemã. A nível europeu, o trabalho da Organização Europeia do Betão Pronto (ERMCO) – constitui o cerne das atividades relacionadas com a promoção dos interesses da indústria.

Política económica e investigação Nos últimos anos tem-se registado um aumento da complexidade do ambiente regulamentar tanto para a indústria do betão pronto em particular como para a economia alemã em geral. Neste contexto, a BTB está empenhada em assegurar que a eficácia das medidas é tida em conta como critério-chave da decisão. Tal é o caso do programa do Governo Federal para a utilização eficiente dos recursos. Como exemplo, há que assegurar que os requisitos relativos à quantidade de materiais reciclados a utilizar no fabrico do betão pronto não são estabelecidos com base em expetativas irrealistas quanto à disponibilidade de matérias-primas alternativas. Igualmente relevantes são as medidas para o alargamento da aplicação de portagens para os camiões a todas as estradas principais da Alemanha, assim como para resolver a falta de um número suficiente de motoristas qualificados e o elevado preço de compra dos veículos eco-eficientes Euro 6. Juntamente com a ERMCO, a BTB propõe


Erwin Kern, Presidente da BTB

Olaf Assbrock, Secretário Geral da BTB

um aumento moderado do peso máximo dos veículos de 4 eixos de 32 para 35 toneladas. O Building Information Modelling (BIM) é outro dos assuntos em que a BTB pretende focar a sua atenção. Uma contribuição inicial da BTB relativamente a este assunto é o sistema “ELSE” que assegura a transmissão eletrónica da informação constante da guia de remessa ao utilizador do betão pronto. Outro aspeto crucial para a BTB são as auto-bombas. As crescentes complexidade e variabilidade dos betões fabricados colocam novos desafios aos prestadores de serviços de bombagem. A Associação para a Investigação do Betão Pronto (FTB) tem em curso uma extensa investigação de base para garantir uma melhor compreensão da influência dos diferentes materiais constituintes na capacidade de bombagem do betão. A FTB vai continuar a promover projetos de investigação para o setor de modo a fortalecer o posicionamento da indústria do betão pronto no mercado, nomeadamente quanto à inovação e à sustentabilidade. Contudo, futuros programas de investigação devem focar-se não apenas na tecnologia e ambiente, mas também na educação e formação. Como parte de um projeto conjunto, está a ser desenvolvido e testado um processo de formação para trabalhadores de profissões não relacionadas com a indústria para colmatar a pouca disponibi-

lidade de pessoal qualificado no setor. A frequentemente difícil transição da ciência para a construção prática é apoiada pelo projeto “Transferência de conhecimento na indústria da construção”.

A tecnologia do betão e o ambiente A indústria do betão pronto alemã está a atravessar um período de mudança, sobretudo no que respeita às regras técnicas para a produção e processamento do betão. Estão em estudo novas categorias para o projeto dos edifícios baseadas na durabilidade. Estão igualmente a ser equacionados novos requisitos relativos à sustentabilidade ambiental e à reciclagem de materiais para acompanhar os parâmetros tradicionais como a resistência à compressão. Outro assunto relevante é a utilização de materiais de construção reciclados no fabrico do betão, que está a ser politicamente promovida. Tendo em vista a futura revisão da EN 206, o DIN e o Comité Europeu de Normalização (CEN) estão já a debater um novo conceito de especificação do betão, baseado em categorias de resistência, tipos de betão e recobrimento das armaduras, para assegurar a durabilidade das estruturas. Tal como no passado, a BTB assume a tarefa de encontrar e apresentar soluções funcionais, com o apoio de parceiros da ciência e da indústria.

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Internacional

Marketing Há 10 anos que a BTB decidiu avançar com uma comunicação conjunta para a indústria do betão e para a indústria do cimento sobre assuntos relativos ao betão. Com um logótipo e mensagens comuns foi possível atuar de forma eficaz e eficiente em prol das empresas de betão pronto e do betão como material de construção. O objetivo principal do Centro de Informação do Betão é promover a expansão e a salvaguarda do mercado, assim como a construção com materiais cimentícios. Desta forma incentiva indiretamente a utilização do betão pronto. A comunicação é direcionada em primeiro lugar aos arquitetos, uma vez que são eles que decidem quais os materiais a utilizar na construção. As vantagens da construção em betão são igualmente comunicadas à generalidade dos clientes dos setores privado e público. A meta principal da comunicação é posicionar o betão como o material de construção de eleição para o design sustentável de espaços de vida agradáveis. Um elemento importante é o aconselhamento técnico e a organização de ações de formação a nível nacional. Outros instrumentos incluem a presença em feiras comerciais, campanhas de publicidade e imagem, prémios de arquitetura, presença na internet e na imprensa. Quanto à comunicação universitária, o veículo de eleição é a Regata de Embarcações de Betão. Todas estas medidas são apoiadas por uma vasta coleção de brochuras e folhetos.

Educação e formação O número anual de vagas por ocupar nos cursos de formação na Alemanha é atualmente o mais elevado desde sempre. O processo de formação de profissionais do setor iniciado pela BTB em 1992 está a ser igualmente afetado por este problema. Espera-se que a procura aumente nos próximos anos devido 32

etão

ao desenvolvimento demográfico. Perante este cenário, a principal necessidade é aumentar a consciência pública sobre a profissão através dos meios de comunicação. Este processo já começou: foram recentemente publicados uma brochura, um filme sobre a profissão, um website e um guia para as empresas. Este guia explica como uma empresa pode ser formadora de profissionais do betão pronto e como encontrar os candidatos certos. Com base na rede de conhecimento iniciada pela indústria do cimento, a BTB montou também uma ferramenta de aprendizagem por e-learning. Os aprendizes que pretendam ser operadores de centrais de betão pronto, ou exercer outras funções do setor, podem utilizar a Plataforma de Aprendizagem da BTB como parte da sua formação teórica e/ou para atualizar e melhorar a sua própria perícia.

Segurança no trabalho Através do seu grupo de trabalho “Segurança no Trabalho”, a BTB está a intensificar as suas iniciativas de prevenção de acidentes de trabalho. Celebrou o acordo de cooperação “Visão Zero” com a Associação das Indústrias Química e de Matérias-primas. O objetivo é reduzir de forma significativa o número de acidentes até 2024, especialmente através da melhoria da comunicação e da colaboração entre as empresas, a BTB e aquela associação. Igualmente vital para o sucesso desta prevenção de acidentes é a obtenção de imagens relativas à segurança no trabalho e a acidentes. Com base nestas imagens serão preparadas instruções de segurança, listas de verificação, guias de boas práticas e manuais de formação, que serão fornecidos aos membros da BTB. Concluídos os primeiros 50 anos, a Associação Alemã da Indústria do Betão Pronto tem todos estes desafios pela frente. Estamos preparados para os vencer.


Obra

MAAT Nova proposta cultural de Lisboa Por Alves Ribeiro S.A.

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) é o novo museu da Fundação EDP. Localizado em Belém, junto ao rio Tejo, coloca em comunicação o novo edifício do Centro de Artes e Tecnologia e o Museu da Eletricidade. A obra foi executada pela Alves Ribeiro S.A.. O novo edifício alberga uma diversidade de espaços para exposições e eventos, um centro educativo, restaurante, zona administrativa e de serviços, reserva de obras de arte e escritórios da Fundação EDP. A cobertura, composta por uma zona transitável e uma área ajardinada, torna-se acessível a partir do passeio ribeirinho, proporcionando uma vista única sobre o rio Tejo e área envolvente.

Soluções construtivas O projeto de engenharia apresenta uma complexa estrutura de betão armado devido à forma geométrica do edifício. É composto por fundações indiretas (341 estacas e

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267 microestacas) encabeçadas por maciços, vigas e lajes de fundação. Devido às características do edifício, foi necessário executar troços de parede contínuos com um máximo de 11,4 metros de altura. Atendendo à cércea das paredes de betão armado, o processo construtivo adotado consistiu na utilização de um sistema de cofragem semi-trepante, que permitiu que os trabalhos de armadura, cofragem e betão fossem divididos em três níveis em altura. Dadas as dimensões das paredes de betão armado e a ausência de juntas de dilatação, o projeto previa medidas especiais para o controlo de retração do betão, estando preconizado nas condições técnicas uma extensão total inferior a 150x10-6 aos 28 dias e inferior a 300x10-6 a tempo infinito. Para cumprir estes requisitos, foi necessário desenvolver uma composição específica para este projeto, que envolveu diversos ajustes nas curvas granulométricas, bem como a utilização de um adjuvante especial para controlo da retração.


Vista geral da Galeria Oval

Estrutura metálica da cobertura sobre as paredes resistentes de betão

Atendendo às elevadas dimensões dos vãos da laje da cobertura, foi adotada uma solução para apoio dessa laje que consistia em treliças metálicas. Na grande generalidade, essas treliças descarregam em pilares metálicos, que, por sua vez, descarregavam quer no topo de paredes resistentes quer em fundações de betão armado. Contudo, na fachada orientada a sul, foi executado um arco metálico para apoios das treliças, para permitir materializar nessa fachada um vão de cerca de 60 metros. As treliças de apoio da cobertura que descarregam sobre o arco metálico possuem uma consola de cerca de 12 metros. Isto permite que a cobertura sobrevoe o passeio ribeirinho em direção ao rio Tejo. O arco metálico descarrega em duas paredes de betão armado com 1,20 metros de espessura, fundadas em maciços de grandes dimensões. Estes maciços estão interligados por uma viga de betão pós-esforçada para absorver as cargas horizontais que o arco transmite às fundações. Para a montagem do arco metálico, constituído por oito tramos, foi necessário instalar sete torres de escoramento provisórias, cuja retirada só foi possível com a conclusão da estrutura metálica e da betonagem da cobertura. Foi utilizado betão à vista nas paredes das áreas técnicas. As superfícies de pavimento dessas áreas foram acabadas com endurecedor de superfície e talochamento mecânico.

Afagamento de laje da cobertura

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Obra

Tipos de betão aplicados pela Alves Ribeiro na obra do MAAT DESIGNAÇÃO DO BETÃO

ELEMENTOS ESTRUTURAIS

C30/37 D22 S4 XC4\XA1\XS1 (P) Cl0,20, com adjuvante para controlo de retração

Estacas Maciços, vigas e lajes de fundação Lajes térreas, lajes maciças e Lajes mistas

C30/37 D22 S3 XC4\XA1\XS1 (P) Cl0,20, com adjuvante para controlo de retração

Muros de Suporte e Paredes de Contenção Paredes e Núcleos Pilares Vigas e Vigas-Parede Escadas e Rampas Paredes e Lajes de reservatórios

C35/45 D22 S3 XC4\XS3\XD3 (P) Cl0,20 C35/45 D22 S4 XC4\XS3\XD3 (P) Cl0,20, com adjuvante para controlo de retração

Paredes do arco metálico Rampa galeria principal Lajes mistas e térreas

Betão leve EPS D0,6

O betão A solução estrutural envolveu a utilização de cerca de 4350 metros cúbicos de betão pronto que foi produzido e transportado pela própria Alves Ribeiro a partir da sua central de Camarate. Foram ainda aplicados 1109 metros cúbicos de betão leve, fabricado com EPS (poliestireno expandido). Trata-se de um betão de baixa resistência com uma elevada percentagem de EPS triturado, que foi fornecido pela empresa de betão pronto Betão Liz, S.A.

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etão

Enchimento e isolamento térmico da cobertura

Especificações de projeto › Vida útil: Categoria 4 – 50 anos

(NP EN 206-1:2007) › Classe de inspeção: 3 (NP ENV 13670-1:2007) › Nível de prevenção da reação álcalis-sílica: P2 (Categoria de risco R2; Categoria

ambiental A2)


Aplicação de betão com fibras metálicas em laje térrea

Quantidades de betão aplicadas na obra ELEMENTOS ESTRUTURAIS

VOLUME (M3)

Fundações

386,8

Muros de Suporte e Paredes de Contenção

245,8

Paredes e Lajes de reservatórios

299,0

Vigas e Vigas-Parede

117,9

Pilares

40,7

Núcleos e Paredes

1625,4

Escadas e Rampas

173,9

Paredes do arco metálico

90,7

Lajes térreas e maciças

694,5

Lajes mistas

677,2

Cobertura (betão leve)

1109

Total

5460,8

Aplicação de betão leve na cobertura do edifício

Ficha técnica › Proprietário da obra: EDP – Imobiliária

e Participação S.A. › Projeto de Arquitetura: AL_A

(Amanda Levete Architects) › Projeto de Engenharia: Afaconsult › Fiscalização: Tecnoplano, Engenharia e Gestão › Obra: Alves Ribeiro S.A. › Valor adjudicado à obra: 16,7 milhões de euros

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Técnica

Nada de compromissos baratos Por João Duarte

O barato sai caro. Poupar na consistência do betão é enganar-se a si próprio. Uma adequada consistência do betão é essencial para assegurar o desempenho pretendido para a estrutura onde é aplicado. À partida parece não haver ligação entre a consistência do betão e a sua resistência mecânica. Mas há e muita. A resistência mecânica do betão, nomeadamente a resistência à compressão, é um dos dados iniciais para o dimensionamento da estrutura. Os resultados são as dimensões das secções e da armadura de reforço dos elementos estruturais, como por exemplo as vigas, os pilares e as lajes. Para isso, o betão tem de ser bem colocado e compactado e, a seguir, sujeito a proteção e cura adequadas para assegurar um correto endurecimento que lhe permita alcançar a resistência pretendida. O que se passa é que muitas vezes o betão não tem uma consistência que seja compatível com a colocação e a compactação necessárias. Em 2015 cerca de 75% de todo o betão pronto produzido pertenceu às classes de consistência S2 e S3. Com uma consistência baixa é necessário maior cuidado e rigor na colocação do betão, o que não observamos na maioria das obras. O betão deve ser colocado o mais próximo possível da sua posição final para minimizar a segregação provocada pela sua movimentação. É também necessária uma maior energia para compactar o betão de forma adequada. Só assim é garantido o envolvimento das armaduras, essencial para assegurar a sua aderência ao betão, preencher de forma correta os moldes ou cofragens e expulsar o ar incorporado. Há ainda outros inconvenientes. Com alguma frequên-

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etão

cia verificamos que é adicionada água ao betão a pedido do pessoal da obra. Esta prática facilita a movimentação do betão, mas promove igualmente a exsudação e a segregação. Por outro lado, ao adicionar água a composição do betão é alterada, o que tem como principal consequência a perda de resistência do betão que vai ficar na estrutura. Outro aspeto importante que fica em causa é a durabilidade. Deixa de ser assegurado o cumprimento da razão água/cimento máxima e aumenta-se a porosidade do betão, fatores que reduzem a resistência aos agentes agressivos. As características reais do betão aplicado em obra, que foi alterado com a adição de água ou que foi compactado de forma deficiente, são insuficientes para garantir o tempo de vida útil definido para a obra. Os efeitos indesejados vão levar a custos de manutenção e reabilitação estrutural muito antes do previsto. Escolher uma classe de consistência S4 ou superior só traz vantagens. É mesmo essencial para betões de elevado desempenho e quando há temperaturas ambientais elevadas, longos tempos de transporte e/ou uma descarga mais demorada. Com um betão de elevada consistência o utilizador/aplicador deixa de sentir a necessidade de adicionar água em obra. O betão flui naturalmente e ocupa o seu lugar com maior facilidade. É necessária menos compactação. Em resumo, o betão que realmente fica na estrutura é aquele que foi estudado pelo produtor. Com uma adequada proteção e cura, o endurecimento do betão vai evoluir de forma satisfatória. Ficam assim salvaguardados a resistência mecânica do material, o desempenho estrutural e a durabilidade pretendida para a estrutura.


Comunicação de Alta Performance Duas ferramentas para tornar o discurso mais eficaz Por Silke Buss - Managing Partner da BUSS Comunicação

Os acasos não acontecem por acaso Na semana passada tive, por acaso, uma surpresa agradável que, por acaso, resultou num interessante negócio. O que aconteceu? Por acaso, recebi uma chamada de uma amiga de negócios. Há meses que não tínhamos contacto, mas, por acaso, lembrou-se de mim. Perguntou-me se estaria interessada em desenvolver um workshop de motivação para a equipa de vendas dela. Por acaso, estava. Elaborei uma proposta que ela aceitou, por acaso – ou não foi por acaso? Os acasos não acontecem por acaso. Vamos analisar: a minha amiga viu a nossa publicidade no site da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã e lembrou-se de mim. Quando me explicou o assunto por telefone, fiquei interessada porque realizar workshops faz parte do meu negócio. E, por fim, convenci-a no telefonema e com uma proposta competitiva que eu era a coach certa. Atrás dos “acasos” todos estava de facto uma série de méritos: trabalho, visão e investimento. Ao encher o discurso com “por acasos”, não ganhamos nada. Há lubrificantes melhores, ou seja, neutros, para aumentar o fluxo da linguagem. Porque será, então, que tiramos mérito a nós próprios com “por acasos”? Há duas razões: por (falsa) modéstia ou por hábito e falta de consciência na comunicação. Nenhuma das razões contribui para um discurso eficaz, por isso o “por acaso” é de evitar. Uma boa comunicação é um fator decisivo para ter sucesso. Hoje já existe uma certa sensibilidade para uma comunicação cuidada. Já falamos em “investimentos” em vez de “custos”, já “aproveitamos oportunidades” em vez de as “não perder”. No entanto, ainda há imenso potencial. Para ter um discurso mais positivo basta tomar nota das expressões negativas que utilizamos e substituí-las por positivas. A aplicação do novo vocabulário promete sorrisos e rea-

ções animadas. Como vai reagir o seu colega quando responder com um “perfeito!” ou “boa!” em vez do habitual “não há problema” ou “pode ser”? Experimente!

Quem pergunta, conduz Depois de dar um brushing ao vocabulário, a sua comunicação está agora cheia de expressões positivas. Isso significa que está com uma comunicação muito mais eficaz, motivadora e inspiradora. Chegou a altura de introduzir outra ferramenta poderosa: a pergunta. Antes de concluir e afirmar, podemos perguntar. A vantagem é que a pessoa com a qual falamos se mantém aberta. Quando fazemos afirmações prematuras, a pessoa pode sentir-se agredida. Quando fazemos perguntas, é mais provável que a pessoa contribua para uma comunicação mais fluida. Perguntas demonstram interesse e mantêm o foco no outro. Uma vez que estamos com as rédeas na mão quando perguntamos, é da nossa responsabilidade manter o diálogo positivo. Com perguntas condicionais e hipotéticas, por exemplo, podemos levar o outro a uma vista mais ampla e estimular a sua criatividade. “Se conseguíssemos luz verde para o projeto, quem convidaria para a equipa?” ou “Se pudesse começar de novo, o que faria diferente?”. Há vários tipos de perguntas, o leque vai da psicologia à inquisição. Cuidado com perguntas de acusação, manipuladoras ou sugestivas. Podem ter uma carga negativa. Palavras positivas e perguntas são duas ferramentas essenciais de uma comunicação eficaz e bem-sucedida. Quer aplicar logo as duas? Parabéns! Isto é uma excelente decisão. Já está a caminho rumo à comunicação de alta performance.

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Eventos

TEST&E 2016 Ensaiar para Reabilitar A Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal (RELACRE) e o Instituto Superior Técnico (IST) organizaram de 4 a 6 de julho no Instituto Superior Técnico, Lisboa, o 1.º Congresso de Ensaios e Experimentação em Engenharia Civil, subordinado ao tema “Ensaiar para Reabilitar” (teste2016.tecnico.ulisboa.pt). Neste congresso houve a participação de cerca de uma centena de profissionais, provenientes da indústria da construção civil e obras públicas e da atividade de ensino e investigação, que tiveram a oportunidade de assistir a quatro palestras e 54 apresentações orais inseridas em duas sessões plenárias e oito sessões técnicas sobre: avaliação de estruturas

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e do seu desempenho; identificação e caracterização dos materiais; ambiente, risco e segurança; desenvolvimento e utilização de técnicas não destrutivas; atividade de normalização, regulamentação, acreditação, investigação e ensino; metrologia, instrumentação e controlo. Durante o congresso decorreu uma exposição técnica e no terceiro dia foram realizados dois cursos temáticos, bem como uma visita técnica ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Este congresso promoveu ainda a primeira edição do Concurso Jovens Mestres em Experimentação, que premiou quatro alunos que realizaram recentemente dissertações de mestrado com componente expe-

rimental relevante. Com a experiência e o sucesso desta edição, a RELACRE e o IST pretendem realizar a segunda edição em 2018: TEST&E 2018. A Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto (APEB), entidade associada da RELACRE, apoiou institucionalmente este congresso. João André, na qualidade de membro da Comissão Técnica, coordenou a Sessão N.º 8 sobre o tema “Desenvolvimento e utilização de técnicas não destrutivas”. Foi ainda o formador no tema “Gestão e controlo dos equipamentos de medição e ensaio em laboratório” do curso “Planeamento e gestão da medição e controlo”.


BE 2016 celebrou 50 anos do GPBE O encontro Betão Estrutural 2016 decorreu pela primeira vez em Coimbra, entre 2 a 4 de novembro nas instalações do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra. Os encontros Betão Estrutural são uma iniciativa do Grupo Português do Betão Estrutural (GPBE), realizados a cada dois anos desde 1986. O Betão Estrutural 2016 foi realizado nas instalações do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra. O encontro deste ano assinala um marco importante na história do GBPE, que aproveitou para comemorar os seus 50 anos de existência. Este foi um ponto alto da cerimónia de abertura que ficou também assinalada pela condecoração de José Manuel Catarino com a Medalha de Mérito do GBPE. O encontro incluiu mais de uma centena de apresentações e reuniu cerca de 120 delegados. Contou ainda com uma área de exposição técnica com a participação de quatro entidades: SENQUAL, COBA, PRETENSA e APEB. O evento promoveu mais uma vez o Prémio Jovens Mestres, patrocinado pela Secil. Este concurso visou premiar as melhores dissertações de mestrado submetidas nos últimos dois anos letivos no domínio do betão estrutural. O vencedor foi Bernardo Catalão com a dissertação “Modelos de campo de tensões para betão estrutural. Aplicações ao projecto de reforço de fundações.” Paralelamente às sessões técnicas, realizou-se também um curso sobre a produção de betão. Os formadores foram Arlindo Gonçalves, do LNEC, e João Duarte, da APEB.

Cerimónia de Abertura (da esquerda para a direita: Álvaro Seco, Luís Neves, Manuel Pipa e Sérgio Lopes)

Júlio Appleton (ao centro) entrega a Medalha de Mérito do GPBE a José Manuel Catarino à esquerda; Manuel Pipa (à direita)

Assistência de uma das sessões técnicas

Área de Exposição Técnica

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Associados

Alexandre Barbosa Borges, S.A. Rua do Labriosque, 70 Martim 4755-307 BARCELOS

Betão Liz, S.A.

Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 LISBOA

BETOPAR - Indústrias e Participações, S.A. Av. do Movimento das Forças Armadas, 10 R/C Dtº 2710-431 SINTRA

BritoBetão, Lda. Herdade Monte das Flores Estrada da Canada, Apartado 437 7002 -505 ÉVORA

Brivel – Britas e Betões de Vila Real, S.A. S. Cosme, S. Tomé do Castelo 5000-371 VILA REAL

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Concretope – Fábrica de Betão Pronto, S.A. Estrada Nacional 10/1, Qta. dos Porfírios 2819-501 SOBREDA

Ibera – Indústria de Betão, S.A. Quinta da Madeira, EN 114, Km 85 Apartado 424 7006-805 ÉVORA

Lenobetão, S.A. PC Santa Catarina da Serra Apt. 1004 2496-907 SANTA CATARINA DA SERRA

Salvador & Companhia, Lda. R. dos Arcos, 67, Apartado 79 2301-909 TOMAR

Sonangil – Construção Civil e Obras Públicas, S.A. Quinta do Secretário Via Rápida da Caparica 2810 -116 ALMADA

TCONCRETE, S.A. Rua de Pitancinhos, Apartado 208, Palmeira 4711-911 BRAGA

Mota-Engil – Engenharia e Construção, S.A. Rua do Rego Lameiro, 38 4300 - 454 PORTO

Unibetão – Indústrias de Betão Preparado, S.A. Av. Duarte Pacheco, n.º19 – 7.º 1070-100 LISBOA

Pragosa Betão, S.A. Apartado 46 2440 - 901 BATALHA

Valgroubetão – Sociedade de Betão Pronto, Lda. Z. I. Vale do Grou, R. Sta. Bárbara 2525-000 ATOUGUIA DA BALEIA


Betão Liz, S.A. Capital Social 22.000.000,00 euros

Sede Social Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 Lisboa

Telefone: 213 118 100 Fax: 213 118 821 E-mail: betaoliz@intercement.com Website: www.cimpor-portugal.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO CONTACTO

E-MAIL

LOCAL

CONTACTO

E-MAIL

962 525 295

btz.valenca@intercement.com

Figueira Foz

961 559 379

btz.ffoz@intercement.com

P. de Lima

962 983 510

btz.plima@intercement.com

Coimbra

962 373 861

btz.coimbra@intercement.com

Felgueiras

962 375 979

btz.felgueiras@intercement.com

V. N. Poiares

962 373 861

btz.coimbra@intercement.com

Guimarães

967 028 590

btz.guimaraes@intercement.com

Pombal

964 242 856

btz.pombal@intercement.com

Famalicão

962 378 626

btz.famalicao@intercement.com

Leiria

962 714 627

btz.leiria@intercement.com

Mirandela

962 536 169

btz.mirandela@intercement.com

Entroncamento

962 721 916

btz.entroncamento@intercement.com

Vila Real

969 292 041

btz.vilareal@intercement.com

Óbidos

962 374 401

btz.obidos@intercement.com

Moncorvo

962 378 626

btz.moncorvo@intercement.com

Rio Maior

969 292 044

btz.rmaior@intercement.com

Sra. Hora

962 738 098

btz.shora@intercement.com

Portela Sintra

962 723 525

btz.psintra@intercement.com

Rio Tinto

962 374 398

btz.riotinto@intercement.com

Alhandra

962 723 522

btz.alhandra@intercement.com

Gaia

962 605 336

btz.gaia@intercement.com

Loures

962 738 181

btz.loures@intercement.com

Esmoriz

962 374 165

btz.esmoriz@intercement.com

Frielas

962 738 181

btz.loures@intercement.com

Aveiro

962 738 182

btz.aveiro@intercement.com

Alfragide

962 723 524

btz.alfragide@intercement.com

Viseu

962 983 508

btz.viseu@intercement.com

Almada

962 738 184

btz.almada@intercement.com

Tábua

962 407 183

btz.tabua@intercement.com

Setúbal

962 980 776

btz.setubal@intercement.com

Mangualde

967 423 902

btz.mangualde@intercement.com

Alcochete

918 798 830

btz.alcochete@intercement.com

Guarda

963 900 811

btz.guarda@intercement.com

Alcantarilha

962 406 198

btz.alcantarilha@intercement.com

Covilhã

968 122 133

btz.covilha@intercement.com

Esteveira

962 993 409

btz.esteveira@intercement.com

C. Branco

967 423 902

btz.cbranco@intercement.com

Loulé

962 723 184

btz.loule@intercement.com

Paulo David

David Martins

Anibal Ferreira

Valença

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

João Pedro Alves Jorge Santos Mário Jorge Neto

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

LOCAL

CENTROS DE PRODUÇÃO

novembro 2016

43


Associados

Betopar – Indústrias e Participações, S.A. Capital Social 696.505,00 euros

Sede Social Av. do Movimento das Forças Armadas, 10 R/C Dtº 2710-431 Sintra

Telefone: 219 106 042 E-mail: geral.betopar@gmail.com

CENTRO DE PRODUÇÃO LOCAL

DEPARTAMENTO COMERCIAL

CONTACTO

Loures

Luis Rocha

926 326 038

Brivel – Britas e Betões de Vila Real, S.A. Capital Social 400.000,00 euros

Sede Social S. Cosme – S. Tomé do Castelo 5000-371 Vila Real

Telefone: 259 302 630 Fax: 259 356 538 E-mail: geral@brivel.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

44

etão

LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Vila Real

Eng.º Rui Teotónio

259 302 630 939 201 033 ruiteotonio@brivel.pt

Macedo de Cavaleiros

Hugo Ferreira

939 201 022 hugoferreira@brivel.pt


Concretope – Fábrica de Betão Pronto, S.A. Sede Social Estrada Nacional 10/1 Quinta dos Porfírios 2819-501 Sobreda

Telefone: 212 587 540 E-mail: geral@concretope.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Almada

João Ferreira

969 053 428

Orlando Gonçalves

968 013 214

Lagos S. Brás de Alportel

Ibera – Indústria de Betão, S.A. Capital Social 2.000.000,00 euros

Sede Social Quinta da Madeira EN 114, Km 85 Apartado 424 7006-805 Évora

Telefone: 266 758 500 Fax: 266 758 511 / 506

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

Évora

266 758 501/2

Montemor-o-Novo Borba

266 893 709 Eng.º Ricardo Matias

Reguengos de Monsaraz

268 890 612 266 501 604

Sines Beja

CONTACTO

269 878 160 Eng.º Ricardo Matias

284 998 744

novembro 2016

45


Associados

Lenobetão, S.A. Capital Social 7.000.000,00 euros

Sede Social PC Santa Catarina da Serra Apt. 1004 2496-907 Santa Catarina da Serra

Telefone: 244 749 100 Telefax: 244 749 129 E-mail: geral@lenobetao.pt Website: www.lenobetao.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Fátima

Filipe Santos (filipe.a.santos@lenaindustria.pt)

96 210 81 88

Castelo Branco

Nuno Basílio (nuno.m.eusebio@lenaindustria.pt)

96 210 81 95

Portalegre

Eng.º Hugo Basílio (hugo.p.basilio@lenaindustria.pt)

96 210 80 36

Montijo

Luis Ramiro (luis.b.ramiro@lenaindustria.pt)

96 210 82 07

Mota-Engil – Engenharia e Construção, S.A. Capital Social 100.000.000,00 euros

Sede Social Rua do Rego Lameiro, 38 4300-454 Porto

Telefone: 220 914 820 Fax: 220 914 830

ÁREA COMERCIAL LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

Porto

Eng.ª Daniela Maia

CONTACTO 912 504 080 comercialbet@ mota-engil.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL PRODUÇÃO

CONTACTO

Eng.ª Marta Durães

919 448 593

Eng.ª Margarida Morgado

913 642 133

Paredes* Canelas* Caniçada* Famalicão Santa Iria da Azóia* Almada*

*Centrais com capacidade para fornecer betão para Classe de Inspeção 3.

46

etão


Pragosa Betão, S.A. Capital Social 500.000,00 euros

Sede Social EN1 Km109 Amieira, Ap. 46, 2440-901 Batalha

Telefone: 244 480 120 Fax: 244 481 049 E-mail: betao@pragosa.pt Website: www.pragosa.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Batalha Alenquer

Dr. João Jordão

Torres Vedras

244 480 120

Montemor-o-Novo

Salvador & Companhia, Lda. Capital Social 5.500,00 euros

Telefone/fax: 249 382 112 E-mail: salvador.companhia@gmail.com

Sede Social Rua dos Arcos, 67 Apartado 79 2301-909 Tomar

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Tomar

Guerreira Santa Cita -Tomar

Dr. Joaquim Oliveira (Mercado)

249 382 112

Eng.º Hugo Cruz

249 382 112

(Qualidade) Pedro Nunes (Comercial)

962 604 463

novembro 2016

47


Associados

Sonangil - Construção Civil e Obras Públicas, S.A. Capital Social 200.000,00 euros

Sede Social Quinta do Secretário Via Rápida da Caparica 2810 -116 Almada

Telefone: 212 952 990 Fax: 212 952 989 E-mail: geral@sonangil.pt Website: www.sonangil.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Almada

Fernando Mendes

212 952 990

LABORATÓRIOS ACREDITADOS Ensaios de Betão, Agregados e Ligantes Calibração de máquinas de compressão, peneiros, balanças, termómetros e estufas.

www.apeb.pt 48

etão


Unibetão – Indústrias de Betão Preparado, S.A. Capital Social 12.000.000 euros

Sede Social Outão – Setúbal Serviços Centrais e Administração Av. Duarte Pacheco, n.º19 – 7.º 1070-100 LISBOA

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/ DIRETOR DE ZONA

Telefone: 213 172 420 Telefax: 213 555 012 E-mail: geral.unibetao@secil.pt Website: www.unibetao.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO CONTACTO

LOCAL

RESPONSÁVEL/ DIRETOR DE ZONA

CONTACTO

Gaia / Maia

227 169 180 / 229 415 953

Castelo Branco

272 907 221

Viana do Castelo / Braga

258 322 203 / 253 672 578

Guarda

271 211 559

Guimarães / Penafiel

253 587 183 / 255 726 365

Frielas

219 898 640

255 432 819 / 259 336 067

Queluz

214 343 290

St.ª Maria da Feira

256 373 625

Linhó / Vila Franca de Xira

219 240 457 / 263 286 810

Amarante / Vila Real

Eng.º José Guedes

Alberga

234 524 533

Torres Vedras

Tondela

232 817 325

Setúbal / Alcochete

265 528 220 / 212 348 370

Coimbra

239 980 390

Casal do Marco

212 267 800

Elvas

268 624 181

Vendas Novas

265 805 222

Portalegre

245 362 177

Évora

266 704 138

Entroncamento

249 719 272

Alcácer do Sal

265 613 281

241 833 129

Beja

284 324 430

Abrantes

Eng.º Luís Moreira

Santarém

243 351 459

Caldas da Rainha

262 841 777

Leiria

244 843 170

Pombal

236 216 114

Sines Ferreiras / Olhão Portimão

Eng.º Pedro Menéres

Sr. António Modesto

261 330 030

269 632 332 289 571 371 / 289 703 336 282 968 173

45 MODE

novembro 2016

LOS

49


Membros Aderentes

BASF PORTUGUESA, S.A. Rua 25 de Abril, n.º 1 2689-368 PRIOR VELHO Tel.: 219 499 900 • Fax: 219 499 948 geral-ebeportugal@basf.com www.master-builders-solutions.basf.pt www.basf.pt

CHRYSO ADITIVOS, S.A.U. Camino de Yunclillos, s/n. 45520 VILLALUENGA DE LA SAGRA TOLEDO Espanha Tel.: 0034 925 53 19 52 Fax: 0034 925 53 13 36 hugo.completo@chryso.com chryso.pedidos@chryso.com http://pt.chryso.com www.chryso.com

EUROMODAL, LDA. Rua Aires Ornelas, 137 4000-023 PORTO Tel.: 225 379 171 • Fax: 225 360 508 mail@euromodal.pt www.euromodal.pt

SAINT-GOBAIN WEBER PORTUGAL, S.A. Tojeira, Apartado 16 3240-908 AVELAR Tel.: 236 620 600 • Fax: 236 620 620 info@weber.com.pt www.weber.com.pt

MC-BAUCHEMIE PORTUGAL, LDA. Rua Pinhal dos Morros, 6 2120-064 FOROS DE SALVATERRA Tel.: 263 509 080 • Fax: 263 509 089 geral@mc-bauchemie.pt www.mc-bauchemie.pt

SIKA PORTUGAL, S.A. Rua de Santarém, 113 4400-292 VILA NOVA DE GAIA Tel.: 223 776 900 • Fax: 223 776 966 info@pt.sika.com www.sika.pt

PERTA – SOC. EQUIP. CONST. CIVIL, LDA. Rua Jaime Lopes Dias, n.º 3 A/B 1750-124 LISBOA Tel.: 217 520 560 • Fax: 217 592 842 vendas@perta.pt www.perta.pt

50

etão


Vida Associativa Cartoon

Colocação do Betão

~o permitir Evitar a segregac, a~o. Na que o beta~o seja lanc, ado de alturas muito elevadas.

~o do beta ~o A colocac, a no local exacto evita a necessidade de o movimentar.

.

Se o beta~o tiver de ser lanc, ado de uma altura de queda superior a 1,5 m, deve ser utilizada uma manga ou um tubo de queda.

Os melhores resultados rem do correcto cumprimento das regras.

Em paredes, deve-se colocar e compactar o beta~o por camadas de espessura inferior a 0,5 m.

HO DE EQUIPA

ERMCO

APEB Av.ª Conselheiro Barjona de Freitas, 10 A 1500-204 LISBOA - PORTUGAL READY MIXED CONCRETE ORGANIZATION Telefone: EUROPEAN 21 774 19 25;DU21BETON 774 32; 21 778 53 65 ASSOCIATION EUROPEENNE PRET19 A L’EMPLOI EUROPÄISCHER TRANSPORTBETONVERBAND Telefax: 21 778 58 39 E-mail: geral@apeb.pt

48

etão

Se for necessário movimentar o beta~o, deve-se recorrer a uma pá ou um ancinho, e nunca ao vibrador.

Assegurar que os operários trabalham em plataformas estáveis e usam o Equipamento de Protecc, a~o Individual (EPI).

Os melhores resultados decorrem do correcto cumprimento das regras.

A QUALIDADE DE UM BETÃO RESULTA DO BOM TRABALHO DE EQUIPA

ERMCO EUROPEAN READY MIXED CONCRETE ORGANIZATION ASSOCIATION EUROPEENNE DU BETON PRET A L’EMPLOI EUROPÄISCHER TRANSPORTBETONVERBAND


NOVO SITE JÁ ONLINE

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NÓS ENTENDEMOS DE BETÃO Produção de Adjuvantes | Formulação de Misturas | Ensaios em Laboratório e no Local | Apoio Técnico

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MasterFiber REFORÇO ESTRUTURAL DE ELEVADA DURABILIDADE DO BETÃO E DESEMPENHO MECÂNICO

O uso crescente de betão reforçado com macro-fibras estruturais, poliméricas, está a revolucionar a engenharia para obter estruturas mais duráveis, sustentáveis e rentáveis. As Fibras macro-estruturais MasterFiber da BASF permitem a substituição completa ou parcial da armadura, melhorando a capacidade do betão para suportar movimentos de tensão provenientes das cargas aplicadas proporcionando um melhor controle de fissuras. Dispomos de ferramentas de cálculo e de uma equipa técnica responsável para realizar estudos relevantes para a viabilidade de substituição do reforço por fibra, que colocamos à sua disposição. Para mais informação visite o nosso site: www.master-builders-solutions.basf.pt

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Betão nº 36 - Novembro 2016  

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão afirma-se como o...

Betão nº 36 - Novembro 2016  

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão afirma-se como o...

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