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Obra: A Cidade do Futebol Eventos: Primeiro Dia do Betão em Portugal Entrevista: João André, Director Técnico da APEB Energia: Alterações à legislação de eficiência energética Normalização: A nova ISO 14001 e a Gestão Ambiental Estratégica


Construindo parcerias sustentáveis

A NOSSA FORÇA ESTÁ NA VERSATILIDADE Continuamos a percorrer o caminho da inovação e da qualidade de forma consistente rumo ao futuro, através do desenvolvimento de uma vasta gama de produtos, por forma a encontrar as soluções mais adequadas às necessidades dos nossos clientes. BETÃO LIZ, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 LISBOA Tel.: 213 118 100 Fax: 213 118 821 betaoliz@intercement.com

www.cimpor-portugal.pt


Editorial

João Carlos Duarte Diretor Executivo

Caros Leitores, Este ano vamos arrancar com o primeiro Dia do Betão. Queremos que seja um evento anual onde os profissionais do setor se reúnam para trocar impressões e para conhecerem as últimas inovações e tecnologias. Para isso, contamos com apresentações inspiradoras e diversificadas. Encontramo-nos lá. O Betão Pronto continua a marcar as nossas vidas. A Cidade do Futebol, o restaurante na zona da Batalha e a intervenção na autoestrada A14 são exemplos onde o Betão Pronto foi a opção natural. A indústria do Betão Pronto continua a dar provas de conseguir estar à altura dos maiores desafios da construção. Pensámos também no Ambiente. O artigo sobre a nova versão da norma de sistemas de gestão ambiental, ISO 14001:2015, identifica as principais alterações e dá pistas para a sua implementação. Um contributo para as empresas. Apresentamos a Betão Liz, a empresa de Betão Pronto mais antiga de Portugal e membro fundador da APEB. A Betão Liz marca o início do Betão Pronto em Portugal e desde então tem contribuído significativamente para a criação do nosso ambiente construído. Saliento ainda o artigo sobre a nossa congénere austríaca, a GVTB. Promover a qualidade do Betão Pronto e representar o setor são os objetivos da sua fundação, à semelhança da APEB. Com uma estrutura de apenas duas pessoas consegue atingir estas metas porque recebe o apoio dos seus associados.

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Sumário

Fotografia de capa: © ABB, S.A. / A Cidade do Futebol

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04 Notícias

22 Entrevista

› Breves › Euromodal constrói o futuro › BASF inova com acelerador de endurecimento

Hans-Heinrich Reuter, Diretor de Vendas da Testing

11 Eventos Primeiro Dia do Betão

12 Entrevista João André, Diretor Técnico da APEB

14 Vida Associativa Betão Liz: Meio século no caminho da qualidade, segurança, sustentabilidade e inovação

16 Opinião

24 Obra A Cidade do Futebol

28 Energia Decreto-lei 68-A/2015 traz alterações à legislação de Eficiência Energética

30 Obra Betão Autocompactável (BAC) Um exemplo para a sua aplicação

32 Normalização A nova ISO 14001 e a Gestão Ambiental Estratégica

Betão Pronto permite soluções sustentáveis

19 Internacional GVTB, a Associação Austríaca do Betão Pronto

Associados da APEB: ABB, Betão Liz, Betopar, Britobetão, Brivel, Concretope, Ibera, Lenobetão, Mota-Engil – Engenharia e Construção, Pragosa Betão, Salvador & Companhia, Sonangil, Tconcrete, Unibetão e Valgroubetão. Membros Aderentes da APEB: BASF, Euromodal, MC-Bauchemie, Perta, Prefangol, Saint-Gobain Weber Portugal e Sika Portugal.


Notícias

APEB tem um novo website O novo website da APEB já está online. Com uma apresentação mais atual e uma navegação mais intuitiva, a principal novidade é ser responsive, ou seja: adaptado a qualquer dispositivo móvel, como tablets ou smartphones. A aposta neste novo website é o reflexo do esforço de inovação que a Associação tem vindo a assumir e de uma vontade de melhorar cada vez mais a sua comunicação com a comunidade envolvente: desde associados e membros aderentes a outras entidades com interesse no mercado do betão. Visite-nos em: www.apeb.pt

CIN lança revestimento para betão A CIN lançou um novo revestimento acrílico aquoso C-CRYL® W680 MATT para a proteção integral do betão. Com um baixo teor de COV, este novo revestimento é permeável ao vapor de água, tem uma baixa permeabilidade ao dióxido de carbono e à água, apresentando uma boa aderência. É ignífugo e está disponível num elevado número de cores, sem limite de quantidade, e no sistema de afinação Colormix 3D. Pode ser utilizado diretamente sobre superfícies de betão ou argamassa ou como acabamento de tintas intumescentes aquosas. O 12-680 C-CRYL® W680 MATT permite obter um acabamento mate e é recomendado para a proteção de ele-

mentos estruturais em betão e argamassas cimentícias, tais como pontes e viadutos. Também pode ser aplicado na proteção de elementos estruturais em betão de edifícios industriais, comerciais e habitacionais onde – por razões de saúde, segurança ou motivos ambientais – não é aconselhado o uso de solventes. Com Marcação CE, uma vez que está de acordo com os requisitos da Norma EN 1504-2, trata-se de um produto em conformidade com os princípios de Proteção contra o Ingresso, Controlo de Humanidade e Aumento da Resistividade.

Betão Liz fornece obras na A14

Para a execução das obras de reabilitação da A14, a Betão Liz forneceu betão autocompactável, betão leve com argila expandida, betão de enchimento fluido e diversos betões correntes.

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A A14, que liga Coimbra à Figueira da Foz, foi interdita ao trânsito a 2 de abril de 2016 na zona de Maiorca devido a um aluimento de piso. A intervenção decorreu na zona do aluimento, assim como numa outra passagem hidráulica, a dois quilómetros, junto à ponte militar que tinha sido instalada para permitir o trânsito. A reparação consistiu na substituição dos tubos metálicos danificados por passagens hidráulicas em betão. Os restantes dois tubos, que ficaram intactos, foram reconstruídos e revestidos por um enrocamento de pedra e betão. A A14 reabriu em maio de 2016, apenas sete semanas após a interrupção.


© Unibetão

Túnel do Marão inaugurado em maio Sete anos após o início da sua construção, o Túnel do Marão foi inaugurado a 7 de maio de 2016. A cerimónia foi presidida pela Primeiro-Ministro, António Costa, e contou com a presença de vários membros do Governo. A Autoestrada – Túnel do Marão liga Amarante a Vila Real, atravessando a Serra do Marão e estende-se ao longo de 26 quilómetros, quase seis por túnel, o que o torna o maior túnel da Península Ibérica. Segundo dados da Infraestruturas de Portugal (IP), representou um investimento de 270 milhões de euros. A nova via vai encurtar distâncias entre Trás-os-Montes e o litoral e por se situar a cerca de 200 metros abaixo do IP4, uma zona da serra onde costuma nevar e concentrar-se nevoeiro, apresenta-se como uma alternativa segura e mais rápida.

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Notícias

Encontro nacional Betão Estrutural 2016 Organizado pelo Grupo Português de Betão Estrutural (GPBE) e pelo Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, o encontro BE 2016 realiza-se nesta universidade – e pela primeira vez na região Centro – de 2 a 4 de novembro de 2016. O evento, que coincide com os 50 anos do GPBE, vai reunir conferencistas nacionais e internacionais, entre projetistas, técnicos, empresas, investigadores e comunidade universitária, num amplo fórum de discussão técnica sobre a temática do Betão Estrutural. Mais sobre o BE 2016 no portal do congresso, be2016.dec. uc.pt, ou através do email: be2016@uc.pt.

Novo sistema para medir a capacidade de bombagem do betão Pequenas alterações na composição podem ter efeitos substanciais na bombagem do betão. Por vezes, esta situação obriga a recorrer a um sistema de bombagem diferente do que tinha sido inicialmente previsto. Para resolver este problema, a Putzmeister desenvolveu o Sliding Pipe Rheometer, ou Sliper: um reómetro que permite avaliar a capacidade de bombagem do betão com precisão. O Sliper é um equipamento portátil e robusto, que permite testar a capacidade de bombagem do betão não só no laboratório, mas também no local de uma obra. O dispositivo consiste num tubo vertical que pode ser preenchido com betão fresco. No seu inte-

rior há um pistão montado na base com um sensor de pressão integrado. A velocidade do movimento descendente e a pressão gerada no interior do tubo são registadas em simultâneo. Para determinar a curva que caracteriza a capacidade de bombagem do betão é efectuado um ciclo de medições com várias pressões. O dispositivo é submetido a cargas crescentes e os valores obtidos são transferidos via Bluetooth para um smartphone, que os memoriza e apresenta graficamente. O sistema é complementado com um modelo de cálculo que permite ao sistema Sliper efectuar o prognóstico das perdas de pressão nas bombas de betão. Fonte: Schleibinger Geräte GmbH, www.schleibinger.com

TEST&E 2016 antecipado para julho O 1º Congresso de Ensaios e Experimentação em Engenharia Civil, inicialmente programado para outubro, vai realizar-se de 4 a 6 de julho de 2016 no Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico (IST). Com o tema “Ensaiar para Reabilitar”, esta é uma iniciativa coorganizada pela Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal (RELACRE) e pelo IST.

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Euromodal constrói o futuro Empresa do Porto investe dois milhões de euros em inovação e qualidade. A primeira meta está à vista. A Euromodal já se encontra na reta final para concluir as novas instalações. O novo complexo, composto pela fábrica de adjuvantes, laboratório de ensaios e escritórios, vai ser inaugurado até ao fim de 2016. “Esta abertura significa uma nova etapa para a Euromodal”, informa Francisco Araújo, um dos quatro sócios da empresa, e acrescenta: “com as novas instalações criamos a base para pôr em prática o nosso plano de expansão”. A visão da Euromodal é construir parcerias duradouras e de valor acrescentado. A empresa contribui para esta relação win-win com um serviço integrado: “somos especialistas, temos os melhores produtos e a tecnologia mais avançada. É este o nosso compromisso com os clientes”, sublinha o responsável. A Euromodal também aposta na estreita colaboração com o Ensino Superior em Investigação & Desenvolvimento.

de dois milhões de euros em novas instalações e novos equipamentos, na ampliação da equipa, na expansão e no marketing. Até 2022, o plano prevê o aumento da taxa de exportação de 25 para 40 por cento. “Como vamos mudar em breve para as novas instalações, já começámos a contratar. O nosso objetivo é integrar na nossa equipa mais quatro engenheiros altamente qualificados para assegurar um apoio técnico de primeira qualidade”, revela Francisco Araújo que ainda prevê a contratação de mais alguns operacionais. A Euromodal também já começou a adquirir o equipamento para o novo laboratório. “Apostamos no equipamento de ensaio mais recente que nos permite aplicar as metodologias mais avançadas”. O engenheiro civil e de materiais de construção, está convencido que “os clientes ficam a ganhar. Com as nossas soluções, assessoria e produtos, vamos conseguir contribuir ainda mais para o melhor desempenho do betão.”

Foi há três anos que José Pereira, Augusto Cardoso e os irmãos Jorge e Francisco Araújo se sentaram à mesa para debater e traçar o futuro da Euromodal. “Na altura, já apostávamos numa qualidade superior dos nossos produtos e serviços e num acompanhamento dedicado e cem por cento profissional. No entanto, vimos que queríamos ainda mais, que queríamos atingir um nível de excelência que se destaque tanto a nível nacional como internacional”, recorda Francisco Araújo. Uma vez definido o objetivo, os sócios decidiram construir este futuro ao longo de uma década. Decidiram investir um total

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Notícias

Acelerador de endurecimento da BASF BASF volta a inovar com Master X-Seed que permite alcançar resistências iniciais elevadas, assegurando a produtividade durante as condições climáticas de inverno e promovendo a sustentabilidade e a eficiência energética. O conceito de Endurecimento de Alta Velocidade (‘Crystal Speed’) patenteado pela BASF facilita a produção sustentável de betão, graças à sua tecnologia de aceleradores de endurecimento da gama Master X-Seed da BASF. A sua aplicação permite alcançar uma aceleração anteriormente inatingível no processo de endurecimento da fase inicial (quatro a 12 horas) em todos os intervalos de temperaturas. Ideal para produtores de betão pronto e pré-fabricado que procuram formas económicas de alcançar resistências iniciais elevadas e uma utilização flexível das capacidades de produção, bem como assegurar a produtividade em condições climáticas de inverno. Este conceito é compatível com as tecnologias de aditivos para o betão da BASF, incluindo o sistema de Energia Zero, o que permite otimizar processos, melhorar a qualidade do betão e a eficiência energética, poupando ainda tempo e custos e reduzindo as emissões de dióxido de carbono (CO2). Por todas estas razões, o conceito de Endurecimento ‘Crystal Speed’ da BASF assume-se como tendo um desempenho superior a todas as outras soluções disponíveis no mercado.

Elemento diferenciador O elemento essencial do conceito de Endurecimento ‘Crystal Speed’ Alta Velocidade é o Master X-Seed, que consiste em nanopartículas em suspensão no estado líquido que aceleram o desenvolvimento da resistência da mistura de betão. Ao contrário dos métodos convencionais de aceleração – como a cura por calor ou o uso de aceleradores tradicionais –, o Master X-Seed acelera o endurecimento do betão aumentando a hidratação natural do cimento. Não tem qualquer impacto negativo na resistência final e durabilidade do betão. E também não prejudica suas propriedades reológicas das misturas fluidas, permitindo obter maiores tempos de trabalhabilidade e a sua colocação antecipada.

Mecanismos de atuação Durante a hidratação do cimento, as principais fases de clinquer C3S e C2S reagem com água para formar os cristais de hidrato de silicato de cálcio (CSH) e hidróxido de cálcio. A nucleação dos cristais de CSH é uma reação exotérmica na superfície dos grãos de cimento que, para continuar a crescer, tem de ultrapassar várias barreiras de reação. Atualmente, e pela primeira vez, Master X-Seed oferece a possibilidade de usar cristais CSH ultrafinos produzidos de forma sintética numa suspensão pronta a usar na produção de betão. Este método é chamado de ‘crystal seeding’.

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APEB realiza o primeiro Dia do Betão Um novo evento a nível nacional que vai passar a fazer parte do calendário da indústria da construção. O Dia do Betão realiza-se a 2 de junho de 2016 no Hotel Marriott Lisboa e proporciona uma nova plataforma de diálogo entre profissionais. Organizado pela primeira vez em Portugal, o Dia do Betão tem como principais objetivos promover o networking, partilhar as últimas inovações e tecnologias e estimular a indústria do betão pronto. Oferece, por isso, um espaço onde as empresas podem apresentar-se e um programa variado com conteúdos inspiradores. Inclui um debate, um workshop de comunicação e oradores internacionais, como Thomas Hoffmann, da Associação Alemã da Indústria do Betão Pronto, e Hans-Heinrich Reuter, da Testing, empresa líder alemã em sistemas de ensaios. O tema em destaque é o aumento do peso dos veículos de 4 eixos, aprovado há pouco na Áustria e relevante também para o mercado português.

2 de junho de 2016 PROGRAMA 10:00 Receção dos participantes e welcome coffee 10:30 Sessão de abertura Secretário de Estado das Infraestruturas Guilherme W. d’ Oliveira Martins (*) Conselheiro para os Assuntos Económicos da Embaixada da Alemanha Matthias Fischer Presidente da APEB João Ghira 11:00 Increasing the total weight of 4-axles vehicles: Ecological and economic benefits Thomas Hoffmann – Associação Alemã da Indústria do Betão Pronto 11:20 Testing fiber reinforced concrete Hans-Heinrich Reuter – Testing 11:40 Comunicação de alta performance Silke Buss – BUSS Comunicação 12:30 Almoço & Networking 14:00 A especificação LNEC E 464:2016 – O que muda? Arlindo Gonçalves – LNEC 14:30 Gestão do Risco e a ISO 9001:2015 Manuel Valadas Pinho – EIC 14:50 Sustentabilidade do Betão: Outro valor António Mesquita – Cimpor 15:10 Betão Pronto: Soluções diferenciadas Ricardo Ribeiro – Unibetão 15:30 Betão de baixa retração para a reabilitação da ponte Edgar Cardoso José Carlos Marques – Betão Liz 15:50 Mesa redonda – Aumento do peso máximo dos veículos de 4 eixos 16:20 Encerramento Diretor Executivo da APEB João Duarte 16:30 FIM (*) a confirmar junho 2016

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Entrevista

“Recursos humanos, confiança, proximidade e custo justo são os fatores que nos diferenciam” Entrevista com o Diretor Técnico da APEB, João André Está há 24 anos na APEB e em 2015 aceitou o desafio de assumir a Direção Técnica da Associação. Em entrevista, João André fala sobre o que mudou desde que assumiu funções, os objetivos traçados e partilha a sua visão para o futuro dos Laboratórios da APEB. Está a poucos meses de completar um ano como Diretor Técnico da APEB. Que balanço faz? O balanço é positivo. Existe uma responsabilidade permanente de garantir que os trabalhos estão a avançar de forma a serem atingidos os objetivos traçados. Dada a flexibilidade do mercado do setor de construção, nem sempre as estratégicas definidas são consentâneas com o desejável. Assim, temos vindo a rever algumas das medidas e a ava-

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liar a aplicabilidade e adequabilidade das mesmas, nomeadamente na área internacional, mas sem descurar o foco no mercado nacional. O que mudou desde que assumiu funções? Nas minhas novas funções tem existido um maior compromisso com o planeamento, a organização e a motivação de toda a área laboratorial. Gerir a atividade laboratorial da APEB envolve uma variedade de funções e responsabilidades, e a função de gestão é, por natureza, complexa e desafiadora. Os laboratórios são um projeto coletivo em que cada um de nós é uma parte deste todo. Nesse sentido, tenho apostado fortemente na necessidade de estarmos motivados para a realização da missão, da visão e dos objetivos da nossa organização.

Que objectivos são esses? O principal objetivo é continuar a promover uma gestão rigorosa para assegurar a sustentabilidade dos laboratórios. Pretendemos continuar a ser laboratórios Acreditados, de referência no nosso âmbito de atividade. Por exemplo, o Laboratório de Ensaios participa, com as principais entidades certificadoras, nos ensaios relativos à certificação da produção dos centros de produção de betão. Queremos satisfazer as necessidades da indústria de betão pronto no domínio do controlo da qualidade dos centros de produção. Garantir a satisfação e fidelização dos nossos clientes, desde a fase de avaliação das necessidades e expectativas até à assistência pós-venda. E aumentar a aptidão dos nossos técnicos e desenvolver as suas competências.


Poderia falar-nos um pouco dos serviços oferecidos pelos Laboratórios APEB? Na APEB existem dois laboratórios acreditados. O Laboratório de Ensaios APEB, que desenvolve a sua atividade na área dos betões e materiais constituintes. E o Laboratório de Metrologia APEB, que realiza calibrações/ensaios no âmbito da força, massa, dimensional e temperatura. Para obter uma informação mais detalhada sobre os serviços dos laboratórios recomendo a consulta do site da APEB (www.apeb.pt) ou o contacto direto. Em que se destacam os laboratórios da APEB da concorrência? Principalmente nos recursos humanos, onde para além da experiência – os técnicos da APEB têm, na sua maioria, mais de 20 anos de experiência no setor – existe uma motivação e um espírito positivo para que as tarefas sejam realizadas de forma eficaz e eficiente. O facto de os nossos clientes saberem que podem contar sempre connosco para a solução dos seus problemas, e o fator proximidade aliado a um custo justo são também condições diferenciadoras.

Qual a importância dos ensaios e das calibrações para o setor da construção civil? É de enorme importância. A qualidade implementada no setor só é eficaz se existir um controlo entre todas as etapas, desde a extrativa até ao produto final. Conhecer os materiais e os equipamentos utilizados na sua medição é um garante na evidência da qualidade dos produtos colocados no mercado, que se traduz na diferenciação das empresas.

“A área laboratorial da APEB procura contribuir para a competitividade do setor através do acréscimo de valor associado aos seus serviços, da confiança que transmite aos seus clientes, da sua independência e do empenho de toda a equipa.”

Colaboradores dos Laboratórios APEB Da esquerda para a direita: Manuel Silva, João André, Rui Nobre, João Gomes, Rodolfo Lourinho, Rui Simões, Paulo Afonso e Augusto Silva.

Dada a conjuntura atual, muitas empresas estão a apostar em novas geografias para alavancarem o negócio. De que forma a APEB está a atuar no sentido de apoiar estas empresas, nomeadamente através dos seus serviços laboratoriais? As empresas que trabalham connosco sabem que podem contar com o nosso contributo, independentemente do local onde tenham a sua área de negócio. A área laboratorial tem apoiado estas organizações através da realização de ensaios, calibrações, ações de formação intraempresas e consultadoria. Neste momento existe um enfoque maior na área da metrologia em países do continente africano, nomeadamente Angola, Moçambique e Cabo Verde. De realçar que, mesmo com a alegada falta de divisas estrangeiras em alguns destes mercados, é digno de registo o esforço feito por muitas empresas para continuarem fidelizadas aos nossos serviços. A título de curiosidade posso dizer-lhe que desde o início da APEB já prestámos serviços a cerca de 1 258 organizações. Qual a sua visão para o futuro dos laboratórios APEB? Quero que os laboratórios sejam uma estrutura moderna sem nunca renegar o presente e o passado. Os exemplos das empresas que referi anteriormente dão-nos a garantia de que estamos no bom caminho. É por isso que a área laboratorial da APEB entende que a resposta aos desafios e a sua crescente intervenção traduz a sua capacidade de adaptação às circunstâncias económicas e às exigências do setor em que está inserida e que pretende servir. Procura, assim, contribuir para a sua competitividade através do acréscimo de valor associado aos seus serviços, da confiança que transmite aos seus clientes, da sua independência de ação e do empenho e esforço de toda a equipa de colaboradores. Sei que o melhor ainda está para chegar.

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Vida Associativa

Autoestrada Transmontana Viaduto do Corgo – 2010 a 2012

Betão Liz

Meio século no caminho da qualidade, segurança, sustentabilidade e inovação

Empresa pioneira no fabrico de betão pronto em Portugal e membro fundador da APEB, a Betão Liz comemorou, em novembro de 2015, 50 anos desde a instalação da sua primeira central de betão. A Betão Liz tem estado envolvida nos mais importantes empreendimentos de engenharia civil realizados no nosso país, tendo produzido e fornecido até à data mais de 39 milhões de metros cúbicos de betão para obras públicas e particulares. A primeira central da Betão Liz – que foi também a primeira central de betão pronto a operar em Portugal –, iniciou a sua atividade no final de 1965 em Lisboa, integrada na empresa Cimentos de Leiria S.A.R.L. Nos anos seguintes conheceu uma rápida expansão, com a instalação de centrais por todo o País. No final de 1973, a Betão Liz contava com 13 centrais distribuídas entre o Porto e o Algarve. Em 1976, a Betão Liz é integrada na recém-constituída Cimpor - Cimentos de Portugal E.P., de onde sai em 1980

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para o I.P.E. (Instituto de Participações do Estado). Em 1988, a Cimpor passa a ter novamente uma participação maioritária na Betão Liz mas é só em 2007 que passa a deter 100% do seu capital social. Em 2009 assiste-se à fusão das empresas Cimpor Betão e Jomatel na Betão Liz, passando a empresa a contar com 55 centrais de betão. Em 2012, a Cimpor, e por inerência a Betão Liz, passa a integrar o Grupo InterCement: grupo cimenteiro multinacional, com operações situadas na América Latina, Europa e África, exercendo a sua atividade na produção e comercialização de cimento, betão, agregados e argamassas. Atualmente, a Betão Liz conta com 38 centrais operacionais, distribuídas entre o Minho e o Algarve. Em 2015 forneceu cerca de um milhão de metros cúbicos de betão.

Na dianteira da inovação A principal atividade da Betão Liz é a produção e comercialização de betão pronto e argamassas, desenvolvendo essa atividade com total respeito pelos mais elevados


Centro Comercial Alegro Setúbal – 2013 a 2014

IC17 – CRIL (Buraca/Pontinha) Lisboa – 2010 a 2012

Requalificação da Ribeira das Naus Lisboa – 2012 a 2013

Edifício Centro Santander Totta Lisboa – 2015 a 2016

Números em destaque › 38 centrais de norte a sul do país; › 39 milhões de metros cúbicos de betão

fornecidos; › 1 milhão de metros cúbicos de betão

fornecido em 2015.

padrões de qualidade, segurança e respeito pelo meio ambiente, e cujos compromissos de melhoria contínua estão patentes nas suas Políticas de Qualidade e de Saúde Ocupacional e Segurança. A Betão Liz tem o seu Sistema de Gestão da Qualidade e Segurança certificado pela APCER, segundo as normas ISO 9001 (Qualidade) e OHSAS 18001/NP4397 (Segurança e Saúde no Trabalho). A Betão Liz trabalha ativamente no campo da Investigação, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, aceitando novos desafios, criando novas soluções à medida do cliente, numa perspetiva de melhoria contínua. Além do desenvolvimento de novas aplicações, a empresa procede ao aperfeiçoamento dos seus produtos, acrescentado novas funcionalidades aos sistemas já existentes, contribuindo assim para a sua valorização tecnológica. Desta forma, a sua visão é a prossecução de uma política de ino-

vação e desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços, em colaboração com o meio académico e científico. Nos últimos anos, como resultado da crise que tem assolado o setor da construção, reduzindo de forma expressiva o volume de betão comercializado em Portugal, a empresa tem apostado de forma mais efetiva no desenvolvimento de novas soluções para complementar a sua gama de produtos tradicionais. Também apostou na divulgação dessas soluções junto de instituições de ensino, donos de obra, projetistas, construtores e clientes em geral. A intenção da empresa é a de continuar a crescer. Apesar do setor da construção ainda viver uma conjuntura económica bastantes desfavorável, a Betão Liz acredita que através da construção de parcerias sustentáveis com clientes, fornecedores e comunidade é possível garantir um futuro auspicioso.

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© Mota-Engil Engenharia

Opinião

Ponte sobre o Rio Ocreza – Proença-a-Nova/Perdigão

Betão Pronto permite soluções sustentáveis Por João Duarte

A seguir à água, o betão é o material mais utilizado no planeta. Sem ele não teríamos os edifícios e as infraestruturas que definem as nossas vidas. Sem casas, escolas, hospitais, fábricas e escritórios, e sem meios de deslocação entre eles, a sociedade como a conhecemos não poderia existir. A maioria das estruturas dos edifícios são feitas de betão. O betão costuma ser a essência para a arquitetura dos edifícios. Contribui de forma decisiva para a eficiência energética e para o apelo visual. Em Portugal são atualmente utilizados na construção cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos de betão pronto por ano. Devido à evolução económica a produção de betão pronto caiu cerca de 76 por cento desde 2007, ano em que atingiu os 11,8 milhões de metros cúbicos. No entanto, o mercado parece já ter invertido a tendência. O betão pronto é fabricado através da mistura controlada de agregados finos e grossos, cimento, adições e água.

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São também utilizados adjuvantes químicos para reduzir o conteúdo de água e para melhorar as propriedades do betão fresco e do betão endurecido. Entregue na obra just-in-time, o betão pronto pode ser moldado em qualquer forma concebível e praticamente sem limitações de volume. Quando endurecido, o betão pode suportar por si só cargas de compressão substanciais, mas é frequentemente reforçado para aumentar a sua capacidade de resistência à tração e à flexão. O betão pronto é em muitos aspetos um material simples, fabricado a partir de materiais básicos, mas a dosagem, a mistura e a entrega são cruciais para assegurar um desempenho adequado. Se o betão não atingir a resistência que é esperada toda a estrutura está em risco. Pelo facto de o betão pronto ser produzido em fábrica e sob condições controladas a indústria do betão pronto pode garantir o cumprimento dos mais elevados padrões de qualidade. Em Portugal, a maior parte das empresas de Betão Pronto possui um sistema de gestão da qualidade


© Unibetão

Exemplos de betões especiais › Betão de alta resistência: Betão pronto pode

ser concebido para atingir resistências tão elevadas como os 100 MPa. Este tipo de betão costuma ser aplicado nos pilares mais carregados de edifícios de grande altura e de galerias subterrâneas. › Betão autocompactável: Com uma elevada fluidez mas mantendo a necessária coesão, o betão autocompactável preenche todas as partes do molde ou da cofragem e atinge uma completa compacidade sem a utilização de vibração, interna ou externa. › Betão compactado com cilindros: Betão de resistência elevada utilizado para a execução e pavimentos industriais e rodoviários. Possui uma elevada resistência à abrasão. A sua principal vantagem é a possibilidade de construir pavimentos sem barras de reforço de juntas ou sem armadura contínua. Desta forma reduzem-se os respetivos custos em termos de materiais e de mão de obra.

Túnel do Marão

› Betão leve: Fabricado com recurso a agregados

leves (p.e.: de argila expandida), é utilizado sobretudo na execução de lajes de edifícios de grande altura e de tabuleiros de pontes com o objetivo de reduzir o peso próprio e, por consequência, as ações transmitidas às fundações.

Dê COR ao seu betão Os pigmentos à base de óxidos de ferro sintéticos, além de grande capacidade de coloração, são insolúveis em água e têm uma excelente resistência aos raios UV e à alcalinidade do cimento. A integração do elemento cor na massa do betão, pigmentando elementos estruturais, é cada vez mais uma opção eleita por arquitectos e projectistas, em obras públicas e privadas, proporcionando soluções inteligentes de integração de cor no betão estrutural e vantagens em termos de custo, manutenção e durabilidade. Com a OXIMAR formulamos cores e criamos ambientes naturais. Distribuído por: Rua José Gamboa, 1 - 2.º A 1600-902 LISBOA - PORTUGAL junho 2016

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Opinião

Reparação de uma artéria vital Em abril-maio de 2016, a indústria do betão pronto foi envolvida na reparação de uma via rodoviária de extrema importância regional. A autoestrada A14, que liga a Figueira da Foz a Coimbra e ao resto do país, foi interdita ao trânsito na sequência de um aluimento do pavimento. Para a reparação da via, foi encontrada uma solução que envolveu a utilização de betão pronto, na forma de betões especiais (betão autocompactável, betão leve e betão fluido de enchimento) e de diversos betões correntes. Esta participação da indústria do betão pronto foi essencial para a assegurar a reabertura da via com a maior celeridade possível.

composições otimizadas para cada obra. Podem assim fornecer uma vasta gama de betões correntes e especiais para ir ao encontro das necessidades de todos os seus clientes.

Betão Pronto amigo do ambiente

Elevador/ Escada na praia do Peneco, Albufeira – Betão Branco

ISO 9001 certificado. Muitas centrais possuem também a certificação do controlo da produção de acordo com a NP EN 206-1, o que dá uma garantia acrescida da qualidade dos seus produtos. Quando se fala de betão pronto não se está a referir um único material, mas uma multiplicidade de produtos. O betão pronto pode ser especificado e produzido num número infinito de maneiras para dar resposta às mais variadas necessidades. Em alguns casos, o betão tem que atingir requisitos especiais de desempenho e de homogeneidade que não se podem alcançar com os materiais convencionais e as práticas correntes de mistura, colocação e cura. Pode ser requerido que o betão desenvolva resistência mais rapidamente, que resista aos efeitos corrosivos da água do mar ou que tenha de ser projetado para o revestimento de um túnel. A dosagem dos materiais constituintes é o segredo para conseguir alcançar o desempenho pretendido. O estudo criterioso das composições dos betões é a garantia de que os objetivos são alcançados com o menor custo possível. Os membros da APEB possuem departamentos de investigação e desenvolvimento que lhes permite estudar

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etão

O betão é um dos materiais de construção mais tradicionais. Já era utilizado no tempo dos romanos e continua atual, já que é um material extremamente sustentável. Uma das principais características é o facto de ser produzido com materiais da região e utilizado localmente. A distância média percorrida para efeitos de entrega do betão pronto é de apenas 15 quilómetros, o que permite minimizar os custos e o impacto ambiental do seu transporte. O betão é igualmente durável e robusto. Quando executadas de forma adequada, as estruturas em betão têm uma longa vida útil com custos de manutenção reduzidos. Resiste tanto ao fogo como às inundações e absorve o ruído e o calor. Este aspeto tem ganho importância face às alterações climáticas. A sua elevada densidade é muito útil para absorver o excesso de calor durante o dia e para o libertar à noite, quando a temperatura exterior desce. O betão também é sustentável porque é reciclável. Quando os edifícios e obras de arte chegam ao fim da sua vida útil e são demolidos, o betão pode ser reutilizado como agregado para diversas aplicações, incluindo a fabricação de novo betão. Com o tempo, o betão consegue absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Este processo é acelerado quando o betão é reciclado. Desta forma, contribui para a redução do efeito de estufa no nosso planeta e, por consequência, para a manutenção da nossa sociedade como a conhecemos.


Internacional

Güteverband Transportbeton (GVTB), a Associação Austríaca do Betão Pronto Ao lado da indústria do betão pronto

Em 1979 um grupo de cinco produtores juntou-se para melhorar a qualidade do betão pronto. Fundaram a Güteverband Transportbeton (GVTB), a Associação Austríaca do Betão Pronto, definiram critérios de qualidade para o produto e comprometeram-se a cumpri-los nas suas empresas. Hoje, a associação representa 125 empresas de betão pronto dos nove estados federados da Áustria. Estes associados operam 220 centrais e são responsáveis por mais de 90% do volume da produção nacional. GVTB é uma associação empresarial sem fins lucrativos e de livre adesão. A sua organização baseia-se num agrupamento das empresas associadas em cada um dos estados federados. É gerida por uma direção constituída pelo presidente, Peter Neuhofer, pelos oito representantes dos comités regionais dos estados federados (Viena, Baixa Áustria, Estíria, Caríntia, Alta Áustria, Salzburgo, Tirol e Voralberg) e pelos coordenadores dos três grupos de trabalho permanentes. O representante de cada estado federal é eleito pelo respetivo comité regional. Estes representantes nem sempre provêm de empresas lideres de mercado e frequentemente são gestores de pequenas empresas. Desta forma garante-se que quer as grandes quer as pequenas empresas estão representadas na direção. Como o estado de Burgenlan não possui um representante nomeado, a representação das suas empresas é assegurada pela Baixa Áustria e pela Estíria. O presidente da associação e os coordenadores dos três grupos de trabalho são nomeados pela Assembleia Geral.

Todos os membros da direção desempenham as suas funções sem custos para a associação, em mandatos com a duração de dois anos. O quadro de pessoal da GVTB é constituído por apenas duas pessoas: Christoph Ressler, Secretário-Geral, e Annette Staszczyk, Responsável Administrativa. Além da promoção da qualidade do betão pronto, o segundo objetivo que esteve na origem da criação da GVTB foi a constituição de uma entidade que representasse institucionalmente a indústria. Ao longo dos mais de 35 anos de existência a GVTB cresceu e ampliou os seus objetivos. Hoje, as suas principais atividades incluem a normalização, a formação, o marketing, a segurança, o transporte, a informação, assim como o apoio aos seus membros.

Normalização Foi há cinco anos que o Secretário-Geral, Christoph Ressler, assumiu a presidência do comité técnico de normalização que é responsável pela aplicação nacional da norma do betão, a EN 206. Esta função assume particular importância para a indústria do betão pronto, uma vez que reflete o reconhecimento da representatividade da GVTB. Aquando da eleição de Christoph Ressler, a GVTB teve o total apoio por parte da indústria de cimento e dos laboratórios de ensaios. A presidência deste comité técnico de normalização está ligada à representação da Áustria ao nível do Comité Europeu de Normalização (CEN). Assim, Christoph Ressler é também o representante nacional no comité europeu de normalização do betão, o CEN TC 104.

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Internacional

Peter Neuhofer, Presidente da GVTB

Christoph Ressler, Secretário-Geral da GVTB

Formação A qualificação do pessoal é um dos principais fatores de uma empresa de sucesso. Para apoiar os seus membros, a GVTB desenvolve ações formativas profissionais focadas em duas vertentes: a formação contínua dos trabalhadores da indústria e a formação de novos trabalhadores. Para a formação contínua, a GVTB estabeleceu uma parceria com a Sociedade Austríaca da Tecnologia de Construção, também conhecida como Academia do Betão (www.betonakademie.at), que é líder na formação profissional para as tecnologias do betão e construção neste país. Esta atividade remonta a 2005, tendo começado por realizar sete cursos diferentes em cada um dos nove estados federados. Atualmente, a GVTB disponibiliza 45 cursos de formação e só no inverno 2015/2016 abrangeu mais de 1600 pessoas em cerca de 100 ações de formação.

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etão

No que respeita à formação inicial, em 2007 a GVTB criou um programa especial de educação profissional dirigido a jovens para, assim, preencher esta lacuna na indústria do betão pronto. O programa começou a funcionar em 2009 e desde então a indústria tem a possibilidade de formar novos trabalhadores, verificando-se que cada vez mais empresas aproveitam esta oportunidade para formar os seus próprios trabalhadores. O período de formação é de três anos e termina com um exame final, teórico e prático. Os primeiros jovens trabalhadores formados através desta iniciativa finalizaram a sua formação em 2012 e hoje são os profissionais mais procurados pelas empresas de betão pronto. As receitas da formação profissional constituem uma componente essencial para o financiamento das atividades promovidas pela GVTB.


Transporte do betão

Marketing À semelhança da Plataforma Europeia do Betão, a GVTB juntou-se em 2008 a outras duas associações austríacas com o objetivo de desenvolver uma estratégia de marketing comum a três setores: cimento, pré-fabricação e betão pronto. Formaram, assim, o grupo Betonmarketing Österreich (www.betonmarketing.at). As três associações trabalham em conjunto para promover o betão como material de construção. E cada uma é responsável por cerca de um terço do financiamento do grupo, tendo direito a dois votos na direção – órgão responsável por todas as iniciativas desenvolvidas pela Betonmarketing Österreich, incluindo ações publicitárias na televisão, na rádio, em revistas, etc. Todo o trabalho desenvolvido pelo grupo é assegurado por pessoas designadas por cada uma das associações, provenientes das suas empresas associadas. No entanto, já está a ser considerada a contratação de um responsável para coordenar e intensificar todas as atividades da Betonmarketing Österreich.

Uma das maiores preocupações da indústria do betão pronto é o transporte do betão fresco. As regras estão cada vez mais exigentes e os regulamentos, controlos e limitações estão a aumentar. Por isso, há alguns anos, a GVTB arrancou com a iniciativa de aumentar o peso máximo dos veículos de 4 eixos, que é o tipo de veículo mais utilizado na indústria do betão pronto. Nesse sentido, foram efetuados diferentes estudos relativos aos efeitos do aumento do peso máximo destes veículos na infraestrutura rodoviária e na segurança. Com o objetivo de sensibilizar os políticos, foi também elaborada a argumentação com todos os benefícios para a indústria, a comunicação e o ambiente. Aspeto fulcral da argumentação foi a perecibilidade do betão fresco e a garantia de fornecimento à obra. Em conjunto com a Câmara Austríaca para a Economia e com o apoio do sindicado da construção, a iniciativa política arrancou em finais de 2014. Meio ano depois, a GVTB celebrou o seu maior sucesso, uma vez que em junto de 2015 o parlamento austríaco aprovou o aumento do peso máximo dos veículos de 4 eixos de 32 toneladas para 36 toneladas.

Alguns dados estatísticos: GVTB

Áustria

Número de empresas de betão pronto

125

135

Número de centrais de betão pronto

220

Volume de produção de betão pronto em 2015

9,6 Mm

10,5 Mm3

Número de trabalhadores

2100

2400

250 3

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Entrevista

“O mercado português é, com certeza, interessante para nós.” Entrevista com Hans-Heinrich Reuter, Diretor de Vendas da Testing Fundada em 1978 no sofá da sala e com início numa cave de produção minúscula, a Testing é hoje o fabricante líder alemão de equipamentos de ensaio para materiais de construção. A partir da sua sede de 4000 metros quadrados em Berlim, a empresa fornece 4500 produtos de qualidade para 70 países de todos os continentes. O diretor de vendas Hans-Heinrich Reuter, que vai falar sobre equipamentos de ensaio para betão reforçado com fibras, explica à Betão em entrevista telefónica, porque é que a qualidade é tão importante. O engenheiro civil revela também o que a Testing faz e planeia fazer em Portugal. “Testing fiber reinforced concrete” – porque é que escolheu este tema para o Dia de Betão em Lisboa? Somos muito ativos na área do ensaio de fibras de aço e temos desenvolvido diferentes sistemas de ensaio. No betão reforçado com fibras, o mais importante é conseguir avaliar o comportamento após a fissuração inicial e determinar com exatidão qual a resistência à flexão que o betão reforçado com fibras ainda pode suportar. Precisamente

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etão

para isto temos desenvolvido sistemas de ensaio servo-hidráulicos. Estes sistemas têm a capacidade de regulação com muita precisão e com muito controlo. Assim conseguimos avaliar o desempenho após fissuração do betão reforçado com fibras – e do betão projetado – sejam quais forem as fibras: de carbono, de basalto ou de aço. Já há estes sistemas de ensaio no mercado português ou gostaria de os lançar? Já estamos em negociações para implementar estes sistemas também em Portugal. Trata-se de um equipamento praticamente único, uma vez que nós próprios o desenhámos. Em princípio, são sempre equipamentos originais porque é preciso muito desenvolvimento de antemão. Isto quer dizer: uma máquina muito especial para um projeto muito especial? Para um projeto muito especial, para um cliente muito especial. Raras vezes produzimos a mesma máquina duas vezes. A grande inovação é

que hoje conseguimos regular muito depressa graças a equipamentos mais modernos, muito rápidos, que são capazes de registar até 5000 pontos por segundo. Outro progresso é a enorme robustez com que fabricamos as máquinas. A estrutura da máquina já não se deforma, o que evita o descarregamento assim que o provete de betão em ensaio se quebra. E aqui desenvolvemos uma máquina que foi bem aceite pelos institutos de investigação e pela indúsria da construção para controlar e classificar o material. Com certeza também é interessante para o mercado português. A APEB trabalha com moldes para provetes de betão da Testing. Quais os outros produtos que vendem em Portugal? O nosso portefólio inclui tudo o que é preciso num moderno laboratório de argamassa-cimento-betão. Temos mais de 4500 produtos aqui na nossa sede em Berlim, dos quais 3000 são produzidos por nós. Para Portugal, vendemos nos últimos cinco anos diferentes sistemas de ensaios de betão e moldes para provetes de betão.


A Testing aposta numa produção da mais alta qualidade.

“O nosso portefólio inclui tudo o que é preciso num moderno laboratório de argamassa-cimento-betão.” O mercado português é um mercado pequeno, a construção está em retração desde 2003 e nos últimos anos caiu 30 por cento. Quão interessante é o mercado português para a Testing? O mercado português é, com certeza, interessante. Já fornecemos a diferentes empresas e a uma universidade. É verdade que o mercado é pequeno, mas trabalhamos aqui com toda a dedicação. Têm um representante em Portugal ou vendem diretamente? No passado, tivemos um parceiro de distribuição, mas não trabalhou exclusivamente connosco. Conseguimos realizar alguns projetos. No entanto estamos muito interessados em desenvolver-nos no mercado português.

Isso quer dizer que atualmente não fazem Marketing ativo em Portugal? Não, não fazemos. Mas podiam fazer. Podemos fazer eventualmente, sim (risos). No Marketing, podíamos de facto ser mais ativos em Portugal. Quando tivermos o parceiro certo, podemos fazer muito em conjunto.

fábrica. Quando se entra nas instalações, sente-se o nosso compromisso com a qualidade. Mesmo a área de produção, bom, isso deve soar engraçado, costuma ser lavada uma vez por semana. Lá vê-se como nós produzimos, tudo extremamente limpo e exato e é precisamente este o nosso ponto forte. Aqui vivemos o Made in Germany.

Gostaria de concluir a nossa entrevista com as vossas vantagens competitivas? Temos uma equipa jovem e ativa que domina muitas línguas e está perto do cliente. Saimos muito e visitamos os projetos para os entender perfeitamente, fazemos os nossos trabalhos de casa e depois apresentamos uma proposta vencedora e realizamos o projeto. Somos uma empresa familiar e convidamos os nossos clientes e potenciais clientes a visitarem-nos aqui em Berlim para conhecerem a produção. Temos uma nova localização com uma nova

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Obra

A Cidade do Futebol Por João Freitas, Departamentos Betão Pronto e Produção da ABB, S.A.

Inaugurada no passado mês de março, a Cidade do Futebol é, na sua essência, um marco edificado daquilo que o futebol representa para Portugal e para os portugueses. Trata-se de uma obra que pretendeu reunir no Complexo Desportivo do Jamor a sede da Federação Portuguesa de Futebol e os Centros Logístico e de Treinos das Seleções Nacionais. O arranque dos trabalhos remonta a novembro de 2014, quando foram iniciadas as primeiras terraplanagens dos terrenos do Alto da Boa Viagem em Oeiras, com vista a uma inauguração agendada para 31 de março de 2016, data em que a FPF comemorou o seu 102º aniversário. A construção do edifício em forma de T teve início em abril de 2015. Desde o primeiro dia que o Grupo Alexandre Barbosa Borges, S.A. procurou satisfazer os propósitos da FPF, atra-

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etão

vés de uma equipa polivalente constituída pelos seus colaboradores e parceiros mais próximos, que ao longo de 17 meses trabalhou no sentido de honrar o compromisso na construção da casa mãe da FPF. A Cidade do Futebol agrega no mesmo espaço todas as instalações da FPF, nomeadamente o Centro Técnico das Seleções, o Núcleo Central que engloba a Sede, e que funcionará como centro de acolhimento a todos os que se relacionam com a FPF, e o Centro Logístico. O Centro Técnico é composto por dois pisos, onde estão inseridos quatro campos de treino, um deles vocacionado para treino de guarda-redes, bancada com ligação ao átrio do Núcleo Central (edifício principal) e ao centro de imprensa, cinco núcleos de balneários, um ginásio, um centro de hidroterapia e locais de trabalho para as equipas técnicas e staff. O Núcleo Central comporta o átrio prin-


A Cidade do Futebol em números › Área do lote: 70 500 m2 › Áreas exteriores: 64 700 m2 › Área de construção: 12 700 m2 › Betão aplicado em obra: 11 500 m3 › Principais betões fornecidos:

C30/37 S3 D22 XC2/XC3/XC4(P) Cl0,4 C35/45 S3 D22 XC2(P) Cl0,4 C25/30 S4 D12 XC2(P) Cl0,2 › Aço estrutural aplicado: 1.400 000 kg › Escavação efetuada: 100 000 m3 › Aterros efetuados: 95 000 m3 › Cubos basalto arrumados à mão: 3 milhões › Relvado: 32 000 m2 › Árvores e espécies arbóreas: 11 370 › Cablagem elétrica: 187 km › Tubagens: 8 km › Condutas de ar condicionado: 9 486 km › Amostras apresentadas e ensaios de qualidade realizados em obra: 2 350

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Obra

cipal, o Centro de Formação, o Centro de Conferências, um restaurante, as áreas de trabalho dos departamentos da FPF e da Presidência, bem como um parque subterrâneo com uma capacidade para 50 viaturas ligeiras. O Centro Logístico é o edifício destinado ao material de treino e equipamentos, arquivo, áreas de apoio ao tratamento e manutenção dos campos, lavandaria, cais de descarga, áreas para preparação de viagens e áreas de trabalho para equipas de manutenção e segurança. Uma das grandes preocupações do dono de obra prendeu-se com as vertentes energéticas e ambiental. Sempre foi condição obrigatória obter a melhor certificação energética possível com custos de exploração reduzidos. Para isso, foi dada extrema importância ao aproveitamento das condições naturais locais, com destaque para a exposição solar, ventilação natural, sistemas construtivos das fachadas e aproveitamento da luz natural. O resultado foi a obtenção da classificação A em classe energética.

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Uma das grandes preocupações do dono de obra prendeu-se com as vertentes energética e ambiental. Para isso, foi dada extrema importância ao aproveitamento das condições naturais locais, com destaque para a exposição solar, ventilação natural, sistemas construtivos das fachadas e aproveitamento da luz natural. O projeto foi também pensado de forma a reutilizar o maior número de materiais disponíveis no local da obra, com o menor impacto possível nas populações envolventes. É exemplo disso o aproveitamento de toda a pedra basáltica existente no local para executar os muros de gabião que envolvem a Cidade do Futebol, o aproveitamento de cerca de 95 000 m3 de escavação utilizados


em aterro de obra, a seleção de equipamentos eficientes e a execução de todos os acessos à Cidade do Futebol em períodos de férias escolares (duas rotundas e acessos com separador central), hoje denominada Avenida das Seleções.

A Cidade do Futebol vai ao encontro dos mais altos padrões de sofisticação, conforto, segurança e qualidade e é com grande orgulho que o Grupo Alexandre Barbosa Borges, S.A. vê o seu nome associado a um projeto que é de todos e para todos os portugueses.

Ficha técnica › Dono de obra: Federação Portuguesa

de Futebol › Empreiteiro: Grupo Alexandre Barbosa

Borges, S.A.

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Energia

Decreto-lei 68-A/2015 traz alterações à legislação de Eficiência Energética Por Iolanda Soares, Consultora, Auditora, Formadora

A alteração à legislação em matéria de eficiência energética, decorrente da publicação do decreto-lei 68-A/2015, trouxe algumas novidades. Nomeadamente no que diz respeito à periodicidade das auditorias energéticas e aos seus prazos legais. Publicado a 30 de abril do ano passado, este decreto traz como uma das principais alterações a obrigatoriedade de todas as empresas não PME realizarem auditorias energéticas periódicas. Os prazos legais estabelecidos no SGCIE (Sistema de Gestão de Consumos Intensivos de Energia) e no SCE (Sistema de Certificação Energética dos Edifícios) para a realização dessas auditorias também foram alterados, havendo um alargamento sempre que se verifique que a auditoria é não rentável.

Prazos legais alargados Nestas circunstâncias, o prazo de validade dos certificados SCE para GES (Grandes Edifícios de Serviços) sujeitos a avaliação energética periódica passou de seis para oito anos. E o relatório de avaliação energética elaborado – acompanhado de elementos comprovativos que suportem a análise e toda a informação que justifique as opções tomadas – também deve permanecer disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por um

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período mínimo de oito anos. Relativamente ao SGCIE, para instalações com consumo de energia igual ou superior a 1000 tep/ano, as auditorias devem ser realizadas com uma periodicidade de oito anos, contrariamente aos seis anos anteriormente exigidos. No entanto, não houve alterações relativamente à necessidade de a primeira destas auditorias ter de ser realizada quatro meses após o registo da entidade. A melhoria mínima de 6% nos indicadores de eficiência energética SGCIE deve ser atingida em oito anos em instalações com consumo de energia igual ou superior a 1000 tep/ano. Esta melhoria passa a 4% em oito anos para as restantes instalações. No entanto, o que poderia parecer uma facilitação decorrente deste alargamento de prazos só ocorre caso estas auditorias sejam não rentáveis – sendo que se considera uma auditoria não rentável quando são identificadas medidas de eficiência energética cujo custo de implementação, acrescido do custo da própria auditoria, não seja inferior ao valor monetário das economias de energia resultantes daquela. Por outro lado, e segundo o artigo 12 deste diploma, se estas auditorias energéticas forem rentáveis, independentemente de serem ou não abrangidas pelo SGCIE ou SCE, deverão ser realizadas de quatro em quatro anos.


Incentivo à certificação O DL 68-A/2015 também refere que ficam dispensadas das auditorias todas as empresas não PME detentoras de uma certificação de sistemas de gestão de energia ou do ambiente, de acordo com as normas ISO 50001 e/ou ISO 14001, atribuída por uma entidade certificadora acreditada. Estes sistemas de gestão terão de prever a realização de auditorias energéticas, ficando sob a responsabilidade dos auditores a verificação deste aspeto. Nestes casos, a periodicidade é definida pelas empresas e entidades que realizam estas auditorias, o que implica um risco de não cumprimento do critério de independência exigido noutras circunstâncias. Outra leitura importante do DL 68-A/2015 diz respeito à introdução de critérios mínimos para a realização de auditorias energéticas – incluindo as auditorias previstas nos sistemas de gestão ISO 50001 e ISO 14001 – expressos no Anexo IV. Contudo, ao lermos este Anexo percebemos que possui uma génese generalista. Enquanto organizações compradoras, é verificada uma dificuldade em operacionalizar critérios objetivos que ajudem a esta-

belecer requisitos específicos no momento de contratualizar este tipo de serviços. Por outro lado, as entidades que os oferecem continuam a poder ter uma imensa liberdade criativa no modo como estabelecem o cumprimento destes critérios. Um outro dado que é importante referir é a imposição – de novo, a todas as empresas não PME – do registo na Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o registo, de quatro em quatro anos, dos seus consumos de energia relativos aos anos anteriores. No caso da Cogeração, as alterações decorrentes do DL 68-A/2015 são muito mais profundas, tendo este diploma procedido à integral republicação do DL 23/2010 de 25 de março e revogado do DL 538/99 de 13 de dezembro. Esta republicação contemplou uma série de imprecisões e erros, pelo que pouco depois – a 6 de junho do ano passado – seria publicada a Declaração de Retificação n.º 30-A/2015. Nesta linha, deve-se continuar atentos à saída de diplomas legais associados ao DL 68-A/2015.

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Obra

Betão Autocompactável (BAC) Um exemplo para a sua aplicação Por Laboratório e Controlo da Qualidade, Construções Pragosa, SA.

O edifício apresentado neste artigo será futuramente um estabelecimento comercial da área da restauração que irá enriquecer a oferta gastronómica da região centro. Na sequência de um projeto ‘diferente’ e arrojado, a arquitetura do edifício tem como elemento principal o betão pronto. Todo o edifício foi contruído em betão, desde as fundações à cobertura. A gama de betões utilizados nas várias fases do projeto foram desde o C12/15 X0(P) Cl0,20 D22 S2 até ao C30/37 XC3/XC4(P) Cl0,20 D22 S3 para betão convencional e o C30/37 (BAC) X0(P) Cl0,20 D12 S5 para betão autocompactável. Foram, assim, utilizados cerca de 700 m3 de betão convencional e 195 m3 de betão autocompactável. O betão convencional foi utilizado na execução da estrutura base do edifício, assim como de algumas estruturas interiores e estruturas anexas.

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Todas as paredes exteriores, e/ou expostas ao exterior, foram construídas com betão autocompactável. O projeto requeria que as paredes exteriores fossem executadas com cofragem ao estilo tradicional, com recurso à utilização de chapas de madeira natural. A ideia da cofragem ao estilo antigo era conferir ao betão a mesma textura e padrão da madeira natural, com os seus veios e nós à vista – sendo um edifício executado em betão mas com a aparência de uma casa de madeira. A aplicabilidade do betão autocompactável trouxe vantagens na execução das estruturas por não haver necessidades de recurso a meios mecânicos, permitindo assim a rentabilização de tempo e de meios no processo de aplicação do betão. Outras vantagens foram a execução de peças soltas moldadas ‘in situ’ com elevada densidade de armaduras, assim como elementos inclinados


que seriam de difícil execução caso se tivesse recorrido ao processo de aplicação do betão convencional.

Após a definição, através da realização de amassaduras experimentais, da dosagem do betão a fornecer, e tendo em conta a curta distância da central à obra (cerca de 15 minutos), não foi difícil de controlar e manter a trabalhabilidade do betão desde o fabrico até à aplicação, não se verificando perda da trabalhabilidade do mesmo. Em obra, verificou-se alguma dificuldade no controlo da descarga do betão, devido à força exercida sobre a cofragem durante o processo de bombagem. Para reduzir o impacto da queda do betão dentro do elemento, a manga da auto-bomba trabalhou sempre na posição mais horizontal possível, permitindo, assim, reduzir consideravelmente a força de impacto. Foi possível concluir que a opção do betão autocompactável se mostrou uma alternativa viável para as condicionantes e perspetivas do produto a obter em obra. Mesmo não se tendo verificado grandes condicionantes no processo de produção e aplicação, a produção deste tipo de produto será sempre alvo de otimização conforme as condicionantes inerentes a futuras aplicações.

Características do BAC fornecido: › Resistência característica: 37 MPa › Espalhamento: 650 a 700 mm › Consumo de ligante: 400 kg/m3 › Consumo de água: 165 kg/m3 › Consumo de superplastificante de alto desempenho: 4,14 kg/m

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Normalização

A nova ISO 14001 e a Gestão Ambiental Estratégica Por Maria Segurado, APCER, Auditora ISO 14001, ISO 9001 e OHSAS 18001

A ISO 14001:2015, referência mundial para sistemas de gestão ambiental, foi publicada a 15 de setembro de 2015. Esta nova versão responde às tendências mais recentes, como sejam a análise de risco e oportunidades, um maior compromisso da liderança e envolvimento das partes interessadas. Desde a publicação da ISO 14001:2015 que estamos num período de transição de 3 anos, durante o qual as organizações certificadas ISO 14001 devem adaptar os seus sistemas de gestão ambiental à nova versão do referencial. De acordo com o ISO Survey 2014, Portugal conta com mais de 1.300 organizações certificadas segundo a ISO 14001.

como líder na gestão organizacional; num maior enfoque na melhoria do desempenho ambiental; na extensão do controlo e influência da organização ao ciclo de vida dos produtos e serviços; e numa comunicação interna e externa mais eficaz. Gestão Ambiental Estratégica: Há um maior destaque da gestão ambiental dentro dos processos de planeamento estratégico da organização, tais como compreensão do contexto da organização, liderança, análise de riscos e oportunidades e planeamento das alterações, tendo por base o pensamento baseado no ciclo de vida.

Os objetivos de revisão da norma incluíram: • A adoção da Estrutura de Alto Nível (Anexo SL) comum a todas as normas ISO de sistemas de gestão, de modo a facilitar a integração dos vários sistemas de gestão das organizações; • A melhoria dos atuais requisitos específicos de gestão ambiental. As cinco principais alterações da nova versão centram-se na integração da gestão ambiental na estratégia da organização; no reforço do papel da gestão de topo

Desempenho Ambiental: Nesta versão da norma há uma alteração de ênfase da melhoria contínua do sistema de gestão para melhoria do desempenho ambiental da

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Liderança: A liderança é uma peça fundamental para o bom funcionamento do sistema de gestão ambiental. A norma define que a gestão de topo deve demonstrar liderança e compromisso com o sistema. De acordo com a ISO 14001:2015 a gestão de topo pode delegar responsabilidades sobre ações concretas, no entanto deve conservar a responsabilidade e obrigação de prestar contas para garantir que as ações são executadas e para assegurar a eficácia do SGA..

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organização. Ao longo de toda a norma os requisitos são claros e orientados para a melhoria do desempenho ambiental, estando mesmo definido no “Objetivo e campo de aplicação” que os resultados pretendidos de um sistema de gestão ambiental incluem a melhoria do desempenho ambiental. Pensamento com Base no Ciclo de Vida: Para além do requisito atual para gerir os aspetos ambientais relacionados com as suas atividades, produtos e serviços, as organizações devem considerar aqueles que podem influenciar considerando uma perspetiva de ciclo de vida. A norma não exige uma análise de ciclo de vida formal, mas requer que as organizações analisem cada etapa que pode estar sob seu controlo ou influência, tal como design e desenvolvimento, aquisição de matérias-primas, produção, transporte ou fornecimento, utilização, tratamento de fim-de-vida e o destino final dos seus produtos e serviços. Comunicação: A comunicação com partes interessadas permite assegurar a implementação eficaz do sistema de gestão ambiental. A norma requer que as organizações implementem processos de comunicação interna e externa,

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Principais benefícios da certificação ISO 14001 › Aumentar o envolvimento da gestão de topo e dos colaboradores na gestão ambiental; › Atingir objetivos estratégicos através da incorporação de questões ambientais na gestão da organização; › Reduzir a probabilidade de riscos ambientais, tais como emissões, derrames e acidentes; › Vantagens competitivas através da melhoria da eficiência dos processos e consequente redução de custos; › Vantagens competitivas decorrentes de uma melhoria da imagem da organização e sua aceitação pela sociedade e pelo mercado.

garantindo a qualidade da informação a comunicar, nomeadamente a sua transparência, consistência, veracidade e fiabilidade. É importante que a informação comunicada seja consistente com as práticas da organização.

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Associados

Alexandre Barbosa Borges, S.A. Rua do Labriosque, 70 Martim 4755-307 BARCELOS

Betão Liz, S.A.

Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 LISBOA

BETOPAR - Indústrias e Participações, S.A. Av. do Movimento das Forças Armadas, 10 R/C Dtº 2710-431 SINTRA

BritoBetão, Lda. Herdade Monte das Flores Estrada da Canada, Apartado 437 7002 -505 ÉVORA

Brivel – Britas e Betões de Vila Real, S.A. S. Cosme, S. Tomé do Castelo 5000-371 VILA REAL

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Concretope – Fábrica de Betão Pronto, S.A. Estrada Nacional 10/1, Qta. dos Porfírios 2819-501 SOBREDA

Ibera – Indústria de Betão, S.A. Quinta da Madeira, EN 114, Km 85 Apartado 424 7006-805 ÉVORA

Lenobetão, S.A. PC Santa Catarina da Serra Apt. 1004 2496-907 SANTA CATARINA DA SERRA

Salvador & Companhia, Lda. R. dos Arcos, 67, Apartado 79 2301-909 TOMAR

Sonangil – Construção Civil e Obras Públicas, S.A. Quinta do Secretário Via Rápida da Caparica 2810 -116 ALMADA

TCONCRETE, S.A. Rua de Pitancinhos, Apartado 208, Palmeira 4711-911 BRAGA

Mota-Engil – Engenharia e Construção, S.A. Rua do Rego Lameiro, 38 4300 - 454 PORTO

Unibetão – Indústrias de Betão Preparado, S.A. Av. das Forças Armadas n.º 125, 7.º 1600-079 LISBOA

Pragosa Betão, S.A. Apartado 46 2440 - 901 BATALHA

Valgroubetão – Sociedade de Betão Pronto, Lda. Z. I. Vale do Grou, R. Sta. Bárbara 2525-000 ATOUGUIA DA BALEIA


Adoramos

desafios

MC-PowerFlow 2695 um superplastificante de alta performance Boa plastificação inicial não interferindo com a manutenção da trabalhabilidade? Elevada robustez com excelente trabalhabilidade? Combinamos os opostos para produzir soluções de alta qualidade! O novo superplastificante MC-PowerFlow 2695 de alta performance oferece óptimos resultados para o manuseamento do betão em obra. Reduz a viscosidade do betão pronto e, beneficia de propriedades de trabalhabilidade optimizadas – reforçada com uma extraordinária manutenção da trabalhabilidade. Contacte-nos! Nós adoramos desafios!

MC FOR CONCRETE INDUSTRY geral@mc-bauchemie.pt


Associados

ABB – Alexandre Barbosa Borges, S.A. Capital Social 696.505,00 euros

Sede Social Rua do Labriosque, 70 4755-307 Martim, Barcelos

Telefone: 253 142 000 Fax: 253 142 001 E-mail: geral@abborges.pt Website: www.abborges.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Eng.º João Freitas

967 602 226 (joaofreitas@abborges.pt)

Barcelos Braga Maia

Betopar – Indústrias e Participações, S.A. Capital Social 696.505,00 euros

Sede Social Av. do Movimento das Forças Armadas, 10 R/C Dtº 2710-431 Sintra

Telefone: 219 106 042 E-mail: geral.betopar@gmail.com

CENTRO DE PRODUÇÃO

36

etão

LOCAL

DEPARTAMENTO COMERCIAL

CONTACTO

Loures

Luis Rocha

926 326 038


Betão Liz, S.A. Capital Social 22.000.000,00 euros

Sede Social Rua Alexandre Herculano, 35 1250-009 Lisboa

Telefone: 213 118 100 Fax: 213 118 821 E-mail: betaoliz@intercement.com Website: www.cimpor-portugal.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO CONTACTO

E-MAIL

LOCAL

CONTACTO

E-MAIL

962 525 295

btz.valenca@intercement.com

Figueira Foz

961 559 379

btz.ffoz@intercement.com

P. de Lima

962 983 510

btz.plima@intercement.com

Coimbra

962 373 861

btz.coimbra@intercement.com

Felgueiras

962 375 979

btz.felgueiras@intercement.com

V. N. Poiares

962 373 861

btz.coimbra@intercement.com

Guimarães

967 028 590

btz.guimaraes@intercement.com

Pombal

964 242 856

btz.pombal@intercement.com

Famalicão

962 378 626

btz.famalicao@intercement.com

Leiria

962 714 627

btz.leiria@intercement.com

Mirandela

962 536 169

btz.mirandela@intercement.com

Entroncamento

962 721 916

btz.entroncamento@intercement.com

Vila Real

969 292 041

btz.vilareal@intercement.com

Óbidos

962 374 401

btz.obidos@intercement.com

Moncorvo

962 378 626

btz.moncorvo@intercement.com

Rio Maior

969 292 044

btz.rmaior@intercement.com

Sra. Hora

962 738 098

btz.shora@intercement.com

Portela Sintra

962 723 525

btz.psintra@intercement.com

Rio Tinto

962 374 398

btz.riotinto@intercement.com

Alhandra

962 723 522

btz.alhandra@intercement.com

Gaia

962 605 336

btz.gaia@intercement.com

Loures

962 738 181

btz.loures@intercement.com

Esmoriz

962 374 165

btz.esmoriz@intercement.com

Frielas

962 738 181

btz.loures@intercement.com

Aveiro

962 738 182

btz.aveiro@intercement.com

Alfragide

962 723 524

btz.alfragide@intercement.com

Viseu

962 983 508

btz.viseu@intercement.com

Almada

962 738 184

btz.almada@intercement.com

Tábua

962 407 183

btz.tabua@intercement.com

Setúbal

962 980 776

btz.setubal@intercement.com

Mangualde

967 423 902

btz.mangualde@intercement.com

Alcochete

918 798 830

btz.alcochete@intercement.com

Guarda

963 900 811

btz.guarda@intercement.com

Alcantarilha

962 406 198

btz.alcantarilha@intercement.com

Covilhã

968 122 133

btz.covilha@intercement.com

Esteveira

962 993 409

btz.esteveira@intercement.com

C. Branco

967 423 902

btz.cbranco@intercement.com

Loulé

962 723 184

btz.loule@intercement.com

Paulo David

David Martins

Anibal Ferreira

Valença

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

João Pedro Alves Jorge Santos Mário Jorge Neto

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

LOCAL

CENTROS DE PRODUÇÃO

junho 2016

37


Associados

Brivel – Britas e Betões de Vila Real, S.A. Capital Social 400.000,00 euros

Sede Social S. Cosme – S. Tomé do Castelo 5000-371 Vila Real

Telefone: 259 302 630 Fax: 259 356 538 E-mail: geral@brivel.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Vila Real

Eng.º Rui Teotónio

259 302 630 939 201 033 ruiteotonio@brivel.pt

Macedo de Cavaleiros

Hugo Ferreira

939 201 022 hugoferreira@brivel.pt

Concretope – Fábrica de Betão Pronto, S.A. Sede Social Estrada Nacional 10/1 Quinta dos Porfírios 2819-501 Sobreda

Telefone: 212 587 540 E-mail: geral@concretope.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Almada

João Ferreira

969 053 428

Orlando Gonçalves

968 013 214

Lagos Albufeira S. Brás de Alportel

38

etão


Ibera – Indústria de Betão, S.A. Capital Social 2.000.000,00 euros

Sede Social Quinta da Madeira EN 114, Km 85 Apartado 424 7006-805 Évora

Telefone: 266 758 500 Fax: 266 758 511 / 506

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

Évora

266 758 501/2

Montemor-o-Novo Borba

266 893 709 Eng.º Ricardo Matias

Reguengos de Monsaraz

268 890 612 266 501 604

Sines Beja

CONTACTO

269 878 160 Eng.º Ricardo Matias

284 998 744

Lenobetão, S.A. Capital Social 7.000.000,00 euros

Sede Social PC Santa Catarina da Serra Apt. 1004 2496-907 Santa Catarina da Serra

Telefone: 244 749 100 Telefax: 244 749 129 E-mail: geral@lenobetao.pt Website: www.lenobetao.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

Fátima

Filipe Santos (filipe.a.santos@lenaindustria.pt)

96 210 81 88

Castelo Branco

Nuno Basílio (nuno.m.eusebio@lenaindustria.pt)

96 210 81 95

Portalegre

Eng.º Hugo Basílio (hugo.p.basilio@lenaindustria.pt)

96 210 80 36

Montijo

Luis Ramiro (luis.b.ramiro@lenaindustria.pt)

96 210 82 07

junho 2016

39


Associados

Mota-Engil – Engenharia e Construção, S.A. Capital Social 100.000.000,00 euros

Sede Social Rua do Rego Lameiro, 38 4300-454 Porto

Telefone: 220 914 820 Fax: 220 914 830

ÁREA COMERCIAL LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR DE MERCADO

Rego Lameiro

Eng.ª Daniela Maia

CONTACTO 912 504 080 comercialbet@ mota-engil.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL PRODUÇÃO

CONTACTO

Eng.ª Marta Durães

919 448 593

Eng.ª Margarida Morgado

913 642 133

Paredes* Canelas* Caniçada* Famalicão Santa Iria da Azóia* Metro Sul Tejo*

*Centrais com capacidade para fornecer betão para Classe de Inspeção 3.

Pragosa Betão, S.A. Capital Social 500.000,00 euros

Sede Social EN1 Km109 Amieira, Ap. 46, 2440-901 Batalha

Telefone: 244 480 120 Fax: 244 481 049 E-mail: betao@pragosa.pt Website: www.pragosa.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Batalha Alenquer Torres Vedras Montemor-o-Novo

40

etão

Dr. João Jordão

244 480 120


Salvador & Companhia, Lda. Capital Social 5.500,00 euros

Telefone/fax: 249 382 112 E-mail: salvador.companhia@gmail.com

Sede Social Rua dos Arcos, 67 Apartado 79 2301-909 Tomar

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Tomar

Dr. Joaquim Oliveira (Mercado)

249 382 112

Eng.º Hugo Cruz

249 382 112

Guerreira Santa Cita -Tomar

(Qualidade) Pedro Nunes (Comercial)

962 604 463

Sonangil - Construção Civil e Obras Públicas, S.A. Capital Social 200.000,00 euros

Sede Social Quinta do Secretário Via Rápida da Caparica 2810 -116 Almada

Telefone: 212 952 990 Fax: 212 952 989 E-mail: geral@sonangil.pt Website: www.sonangil.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

CONTACTO

DO MERCADO Almada

Fernando Mendes

212 952 990

junho 2016

41


Associados

Unibetão – Indústrias de Betão Preparado, S.A. Capital Social 12.000.000 euros

Sede Social Outão – Setúbal Serviços Centrais e Administração Av. Eng.º Duarte Pacheco n.º 19 – 7º 1070-100 Lisboa

CENTROS DE PRODUÇÃO LOCAL

RESPONSÁVEL/ DIRETOR DE ZONA

Telefone: 213 172 420 Telefax: 213 555 012 E-mail: geral.unibetao@secil.pt Website: www.unibetao.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO CONTACTO

LOCAL

RESPONSÁVEL/ DIRETOR DE ZONA

CONTACTO

Gaia / Maia

227 169 180 / 229 415 953

Castelo Branco

272 907 221

Viana do Castelo / Braga

258 322 203 / 253 672 578

Guarda

271 211 559

Guimarães / Penafiel

253 587 183 / 255 726 365

Frielas

219 898 640

255 432 819 / 259 336 067

Queluz

214 343 290

St.ª Maria da Feira

256 373 625

Linhó / Vila Franca de Xira

219 240 457 / 263 286 810

Amarante / Vila Real

Eng.º José Guedes

Alberga

234 524 533

Torres Vedras

Tondela

232 817 325

Setúbal / Alcochete

265 528 220 / 212 348 370

Coimbra

239 980 390

Casal do Marco

212 267 800

Elvas

268 624 181

Vendas Novas

265 805 222

Portalegre

245 362 177

Évora

266 704 138

Entroncamento

249 719 272

Alcácer do Sal

265 613 281

241 833 129

Beja

284 324 430

Abrantes

Eng.º Luís Moreira

Santarém

243 351 459

Caldas da Rainha

262 841 777

Leiria

244 843 170

Pombal

236 216 114

Sines Ferreiras / Olhão Portimão

Eng.º Pedro Menéres

Eng.º António Modesto

261 330 030

269 632 332 289 571 371 / 289 703 336 282 968 173

45 MODE

42

etão

LOS


Cartoon

Preparação para a Betonagem

PLANNING THE POUR

mpurezas s.

Aplicar óleo de descofragem de forma uniforme, bem distribuída e com pouca espessura.

Limpar e eliminar os resíduos e impurezas dos moldes e das armaduras.

UR

G THE PO

PLANNIN

o de m obra.

Remover os desperdícios e lixo das cofragens.

Um bom neamento da agem evita os sos da obra!

~o as Ter em considerac, a condic, o~es climatéricas.

HO DE EQUIPA

APEB Av.ª Conselheiro Barjona de Freitas, 10 A 1500-204 LISBOA - PORTUGAL EUROPEAN READY MIXED CONCRETE ORGANIZATION Telefone: ASSOCIATION 21 774 19 25; 21 774 19 32; 21 778 53 65 EUROPEENNE DU BETON PRET A L’EMPLOI OPÄISCHER TRANSPORTBETONVERBAND Telefax: E U R21 778 58 39 E-mail: geral@apeb.pt

ERMCO

Seguir as especificac, o~es de projecto e de execuc, a~o da obra.

Encomendar o beta~o atempadamente e ajustar o ritmo de entrega em obra.

Controlar o ritmo de descarga do beta~o em obra.

Um bom planeamento da betonagem evita os atrasos da obra!

A QUALIDADE DE UM BETÃO RESULTA DO BOM TRABALHO DE EQUIPA

ERMCO

junho 2016 43CONCRETE ORGANIZATION EUROPEAN READY MIXED

ASSOCIATION EUROPEENNE DU BETON PRET A L’EMPLOI EUROPÄISCHER TRANSPORTBETONVERBAND


Membros Aderentes

BASF PORTUGUESA, S.A. Rua 25 de Abril, n.º 1 2689-368 PRIOR VELHO Tel.: 219 499 900 • Fax: 219 499 948 geral-ebeportugal@basf.com www.master-builders-solutions.basf.pt www.basf.pt

MC-BAUCHEMIE PORTUGAL, LDA. Rua Pinhal dos Morros, 6 2120-064 FOROS DE SALVATERRA Tel.: 263 509 080 • Fax: 263 509 089 geral@mc-bauchemie.pt www.mc-bauchemie.pt

SAINT-GOBAIN WEBER PORTUGAL, S.A. Tojeira, Apartado 16 3240-908 AVELAR Tel.: 236 620 600 • Fax: 236 620 620 info@weber.com.pt www.weber.com.pt

EUROMODAL, LDA. Rua Aires Ornelas, 137 4000 -023 PORTO Tel.: 225 379 171 • Fax: 225 360 508 mail@euromodal.pt www.euromodal.pt

PERTA – SOC. EQUIP. CONST. CIVIL, LDA. Rua Jaime Lopes Dias, n.º 3 A/B 1750-124 LISBOA Tel.: 217 520 560 • Fax: 217 592 842 vendas@perta.pt www.perta.pt

SIKA PORTUGAL, S.A. Rua de Santarém, 113 4400-292 VILA NOVA DE GAIA Tel.: 223 776 900 • Fax: 223 776 966 info@pt.sika.com www.sika.pt

PREFANGOL, LDA. Pólo Industrial de Viana LUANDA Angola Tel.: 00244 222 291 550 Fax: 00244 929 172 459

Propriedade APEB – Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto – Av. Conselheiro Barjona de Freitas, 10-A, 1500-204 Lisboa T. 217 741 925/932

E-mail: geral@apeb.pt

www.apeb.pt

Diretor João Ghira | Coordenação Editorial João Carlos Duarte Design, Publicidade e Produção Companhia das Cores – Design e Comunicação Empresarial, Lda. – Rua Sampaio e Pina, n.º 58, 2.º Dto., 1070-250 Lisboa T. 213 825 610

E-mail: marketing@companhiadascores.pt

www.companhiadascores.pt

Impressão Alves & Albuquerque – Charneca de Baixo, Armazém L, 2710-499 Ral - Sintra | Depósito legal 209441/04 | Tiragem 3 500 exemplares Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores.

44

etão


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Master X-Seed ajuda a promover o desenvolvimento das resistências iniciais do betão, possibilitando uma desmoldagem mais rápida. Os nossos especialistas de Master Builders Solutions, poderão apresentar uma solução feita à sua medida.

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Betão nº 35 - Junho 2016  

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão afirma-se como o...

Betão nº 35 - Junho 2016  

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão afirma-se como o...

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