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Do século XX à actualidade Durante o século XX as universidades portuguesas tornaram-se centros de luta contra o Salazarismo e a Guerra Colonial Português. A praxe não era praticada na generalidade das escolas superiores, onde os estudantes democratas a consideravam alienante. Na Universidade de Coimbra, a crise académica de 1969 conduziu a uma greve generalizada aos exames e ao Luto Académico, com suspensão da praxe. Com o fim do regime a 25 de Abril de 1974 a praxe foi rejeitada pelos estudantes. O ressurgimento, apenas ocorreu, no princípio dos anos 80 do século XX, por razões pouco esclarecidas. A Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto é um exemplo de uma instituição que voltou a reimplantar a tradição do traje académico, durante uns anos através da comissão de praxe da Faculdade de Letras e da Faculdade de Engenharia Na cidade de Lisboa a adesão à praxe aumentou, embora mais lentamente, devido também em parte à imensidão da própria cidade e ao facto de não ser uma cidade académica, como Coimbra ou Évora. As excepções, centralizaram-se no Campus da Universidade de Lisboa, visto que as Faculdades de Letras e Direito tinham uma Tradição Académica muito fechada. Durante os anos 90, do Seculo XX, as Faculdades de Ciências e de Farmácia da Universidade de Lisboa, vieram dar um novo vigor a uma realidade praxista muito clássica. Estas regendo-se por códigos de praxe próprios, tentando respeitar e reavivar a tradição. No entanto, devido à volatilidade própria do meio estudantil, é difícil precisar actualmente qual é a adesão à praxe em cada Universidade.


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