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Bullying violência disfarçada de brincadeira: Apelidos depreciativos, fofoquinhas, piadinhas sem graça e de mau-gosto ... levante a mão quem nunca zombou de alguém ou não foi alvo de gozação na escola.

Os produtos consumidos pelos adolescentes são objetos que normalmente, tem o valor mais elevado do que os produtos que são de marcas comuns, é uma relação para mostrar status .

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Gravidez na adolescência: Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérios problemas para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos.


Carta de boas vindas! A Revista TRIBOS nasce a partir de uma nova visão: tratar de assuntos atuais e de grande importância para os seus leitores. A nossa proposta é trazer para você um tema novo a cada semana, focando os vários aspectos a ele relacionados. Nessa nossa 1ª edição trataremos do tema ADOLESCÊNCIA. Não é fácil definir com precisão o que é a adolescência, mas a Organização Mundial da Saúde assim o faz: “Adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa). Porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade”. Sabemos que são muitos os conflitos, as dúvidas que os próprios adolescentes têm em relação ao futuro, aos relacionamentos e à vida. Além disso, há uma necessidade de discutir qual o papel que os adultos têm na formação desses jovens. Os temas que serão tratados nessa revista são: (i) conflito com os pais, (ii) bullying, (iii) consumismo, (iv) gravidez, (v) adolescência ou aborrecência e (vi) Adolescentes e a internet. Embarque na leitura e entendimento do fascinante mundo dos adolescentes!

1 - Revista tribos

Agência: Sensorium! Email:sensoriumbeyond@gmail.com Integrantes do Grupo: Alessandra C.Nascimeto - 912121146 Amanda J. Silva – 912121138 Bruno Prado - 912106936 Camila T. Nadeo - 912118753 Jacqueline S. de Lima - 912118578 Jéssica R. dos Santos - 912116651 Welison M. Sebastião - 912121146


1 - Carta de boas vindas

5 – Adolescentes X Consumismo.

7- Bullying: Violência disfarçada de brincadeira

9 – Conflito com os pais.


13 – Gravidez na adolescência.

14 – Curiosidades

16 – Adolescência (ou Aborrecência).

19 – Adolescentes e a internet.


Adolescentes X Consumismo

        

O adolescente tem várias opções de compras e sentimentos que se manifestam pelo modo de adquirir as coisas que gostam. Algumas manias podem ser saudáveis e outras não, os adolescentes se classificam em consumidores: EXIBIDOS SOFREDORES INDECISOS COMPULSIVOS GULOSOS DUROS ALIENADOS INTERNAUTAS LIGADOS EM GRIFES Os produtos consumidos pelos adolescentes são objetos que normalmente, tem o valor mais elevado do que os produtos que são de marcas comuns, é uma relação para mostrar status . Muitas vezes o adolescente consome roupas e calçados de uma mesma grife para mostrar que fazem parte de um mesmo grupo com uma capacidade de aquisição mais elevada comparando-se aos que não possuem 5 - Revista tribos

oportunidade econômica para adquirir tais produtos mostrando que estes adolescentes necessitam de uma orientação familiar adequada, do ponto de vista que sejam instruídos para organizaremse economicamente, pois os produtos de grife por serem mais caros poderiam ser trocados por outros de boa qualidade, mas com valores mais reduzidos e que facilitaria a compra de outros itens necessários que estão dentro do orçamento mensal familiar. A força de consumo do adolescente é um canal muito bem explorado pela mídia, através da propaganda, veiculando a idéia que eles devam ter determinadas necessidades. Essas idéias consumistas, muito bem desenvolvidas através dos patrocínios das multinacionais, são sintomas claros de que a sociedade chegou a um grau de desenvolvimento no qual tudo se parece muito, com grande rapidez. Os carros são parecidos, os telefones celulares são parecidos, os casacos são parecidos, os tênis são parecidos. A "marca" é que vai imprimir o diferencial.


Essa idéia de ser diferente própria do adolescente, é que vai determinar o grau de necessidade de consumir esse ou aquele produto. Agora, se ele pode consumir, se ele tem condições financeiras para adquirir o produto fruto do seu desejo, é outra coisa. Outros vetores apontam para as conseqüências dessa ansiedade não satisfeita, como a violência ou as drogas, por exemplo. O consumo de produtos que favorecem a beleza também está ocupando um lugar de destaque entre os adolescentes. Manter a aparência bela e fazer correções com cosméticos e maquiagens se faz necessário, pelo fato de estarem numa cultura em que as pessoas com boa apresentação, mais bonitas e mais cuidadas garantem as melhores oportunidades se estiverem em uma competição. O mundo está cada vez mais competitivo e que consegue as melhores vagas no mercado de trabalho são aqueles que tiverem a melhor aparência física. Há uma comparação sobre as meninas e os meninos adolescentes, quem consome mais beleza, e uma surpresa, o sexo masculino está se comparando ao feminino na compra de beleza, tanto em produtos estéticos, serviços em centros de beleza e também realizam cirurgias reparadoras.

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Não é possível existir uma juventude fútil e consumista sem a ação de três fatores de nosso tempo, quais sejam eles: o sistema de produção capitalista e sua livre concorrência selvagem, a perpetuação dos valores da aparência divulgados com imagens veiculadas em aparelhos midiáticos, hábito praticamente inerente à formação dos jovens desde seus momentos de infância e a falta de formação educacional (intelectual, crítica) dos pais, que confundem relacionamento afetivo e moral com a satisfação efêmera de um presente que, além de deixar os filhos mais bonitos os deixa mais felizes, em uma perfeita relação de troca mercadológica dentro do seio familiar. A origem do consumismo muitas vezes se dá na infância. As crianças choram para adquirir produtos, coisas, brinquedos que querem. Muitas vezes os pais que trabalham fora o dia todo tentam suprir a sua ausência em casa com os filhos lhes dando presentes, sendo um ato prejudicial que terá conflitos na sua adolescência, fazendo dos seus filhos grandes consumidores.


BULLYING : violência disfarçada de brincadeira! Bullying é um fenômeno devastador podendo vir a afetar a auto-estima e a saúde mental dos adolescentes. Geralmente ocorre quando o adolescente é mais suscetível ou vulnerável às agressões verbais ou morais que lhes causam angústia e dor, principalmente quando ocorrido em ambiente escolar traduzindo-se como uma forma de exclusão social. Pode desencadear alguns problemas de saúde tais como a anorexia, bulimia, depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio. A enfermagem, pautada com princípios de prevenir agravos de diversos males, preocupa-se também com esta intercorrência traumática na adolescência. Mais que uma etapa no ciclo de vida do indivíduo, a adolescência é uma fase especial no decorrer do desenvolvimento do homem, determinando mudanças no adolescente e conduzindo-o à maturidade dentro dos parâmetros normais no ciclo da evolução humana. Não obstante, poderá haver obstáculos que influenciarão esta escalada rumo a uma vida adulta saudável, principalmente aqueles relacionados à construção da autoestima e do fortalecimento de um alicerce sólido diante de sua saúde mental, indispensável frente aos desafios da vida. A inserção em grupos sociais, a necessidade do reconhecimento de seus valores,

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o companheirismo dos amigos de grupo e o apoio familiar servem como “tijolos” de uma construção, interligando auto-estima e sociabilidade, impulsionadoras de futuros cidadãos ativos e operantes dentro da sociedade. A origem pode estar num apelido de mau gosto, em ameaças de agressão ou simplesmente em atitudes de desprezo, onde a escola, um importante agente socializador para o adolescente, pode vir a tornar-se um “campo inimigo” para o mesmo, e levá-lo a ser ridicularizado pelo grupo e conseqüentemente torná-lo mais frágil. É notório que adolescentes afetados pela violência sinalizada pelo bullying podem vir a se tornar adultos com saúde mental desequilibrada, podendo ser desencadeados, dentre outros, transtorno do pânico e crises de ansiedade, e, quando não, auto-extermínio ou homicídios cometidos pelos mesmos, fragilizando o jovem em sua totalidade. O futuro é palavra deveras doce e ao mesmo tempo assombrosa aos ouvidos do adolescente. O medo e as incertezas dele diante do que há de vir se tornam quase que inevitáveis, principalmente por tratar-se de não saber ainda quem ele é e o que “vai ser” , em anos vindouros. Somando-se a esse turbilhão de inseguranças, o bullying poderá vir a contribuir de maneira nefasta frente às expectativas ao futuro, ocasionando uma visão frustrante em relação aos seus horizontes.


Conflito com os pais O adolescente, no geral, ainda é um ser dependente da família, seja ao nível financeiro, seja ao nível das relações emocionais. Convivendo no interior de uma família, o adolescente é parte integrante da mesma, compondo, em conjunto com os outros membros, o sistema familiar. Partilha, com a família, a questão da família pensada e família vivida. Então, a família deve ser considerada e trabalhada no atendimento de adolescentes. Para muitos pais, a percepção de que o filho está se tornando um adolescente só acontece ao se darem conta das modificações corporais ocorridas com o filho. O desenvolvimento psicossocial não é considerado. Há muitas queixas associadas aos comportamentos dos filhos porque estes não são entendidos como característicos da adolescência, mas sim percebidos como "má criação" dos filhos (comportamentos não aprovados). Muito freqüentes são as queixas quanto à instabilidade de comportamento, indisciplina, rebeldia dos filhos.

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É importante se considerar as expectativas da família frente ao adolescente. No processo de estabelecimento da identidade do adolescente, pede-se a ele independência em relação à família, ao mesmo tempo em que se espera dele comportamento de obediência e submissão. Em nossa sociedade, no geral, adolescência se caracteriza por uma condição que não é mais a de criança, mas nem deve ser ainda a do adulto. É a "condição de adolescente", selada pela autoridade dos pais.


Os filhos lutam pela independência (querendo e não querendo) e os pais também se comportam de modo ambivalente, pois ao exigirem a independência de seus filhos com relação a eles mesmos, também o fazem de modo ambíguo, comportando-se como bloqueadores da independência dos filhos. Muitos pais atuam com rigidez intensa frente a seus filhos, gerando conflitos. Por outro lado, há muitos pais que compreendem a adolescência como um processo na vida do filho, agindo como facilitadores da vivência deste processo, ou seja, mantendo postura de abertura para com o filho. As falas dos adolescentes refletem o relacionamento: "...eu fui uma adolescente muito reprimida,você não pode fazer isso... você não pode sair..Eu sempre fui uma coitadinha... Isso foi me criando uma revolta", (fem., 18 anos) "...não me dou bem... Na idade assim da gente,quer sair, se divertir a minha mãe proíbe tudo,então, não me dou muito bem com ela, a gente briga... meu pai ê o pior de todos." (fem.,13 anos) "...Nunca tive brigas com meu pai e minha mãe por causa do problema da adolescência, isso não. Ao contrario, sempre procuraram esclarecer mais, me ajudarem mais, não ficavam botando coisas na minha cabeça. Muito ao contrario, sempre me ajudaram." (mas., 16 anos) "...E o relacionamento entre eu e meus pais sempre foi uma coisa muito aberta, a gente pode chegar, conversar, debater o que precisa, não tem uma coisa de repressão... vou crescendo, eles estão acompanhando..." (fem., 16 anos)

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Há pais que criam expectativas de desempenho em relação ao adolescente, às quais este pode não corresponder (como exemplo: desempenho escolar,ingresso no mercado de trabalho). Em sua frustração, os pais podem rotular o adolescente como problema. É importante desmistificar o rótulo do adolescente como problema e refletir com a família sobre situações específicas. Os adolescentes, quando comentam sobre a forma como percebem o relacionamento com seus pais, enfatizam os seguintes aspectos: • falta de diálogo; • não aceitação das opiniões emitidas pelos adolescentes; • proibição para saírem (festas, bailes, passeios com amigos) - sentem-se presos; • falta de compreensão quanto a desejos dos adolescentes; • pais como adultos, se colocam numa posição superior frente aos adolescentes; • repressão das atividades das adolescentes do sexo feminino, por temor aos seus envolvimentos sexuais; • não aceitação do namoro adolescente; • falta de colaboração mútua entre pais e adolescentes, na compreensão de uns e outros; • excesso de "conselhos" por parte dos pais; • não aceitação da forma como os adolescentes desempenham serviços domésticos. Desta forma, podemos observar que uma necessidade de constante autoafirmação e aceitação caminham paralelas no cotidiano do adolescente, e em primeira instância, apoia-se na família e posteriormente, em um grupo de amigos, os quais fortalecem seu auto-conceito e formação de identidade. De acordo com este cenário, vê-se a importância da família junto ao adolescente apresentando-se junto a ele com dualidade, hora como refúgio, outrora vista como dissociável perante a necessidade de busca por um grupo de identificação, desvencilhando-se da imagem de criança. Em contraste a essa necessidade familiar, a necessidade do grupo de amigos se faz indispensável para a socialização do adolescente. Todavia ele utiliza seu grupo de amigos de outra forma, isto é, está batalhando para realizar uma transição lenta da vida familiar protegida para a vida independente do adulto, e o grupo de amigos torna-se o veículo para essa transição.

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Gravidez na adolescência A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período. Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade. O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência. A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar. Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil. É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens. 13 - Revista tribos


CURIOSIDADES

Juno MacGuff é uma adolescente descolada, que ao transar pela primeira vez com seu melhor amigo, engravida. Como poucas, a jovem Juno é uma garota determinada e de atitudes independentes, desistiu de fazer aborto ao saber que seu bebê tinha unhas,coma ajuda de sua melhor amiga Leah (Olivia Thirlby) procura no jornal pais adotivos para a criança decidindo entregar "a coisa" (como ela se refere no filme), ou melhor, o filho para a adoção. Parte então, a procura de "pais perfeitos" para criar o seu filho e assim continuar sua vida: entrar para a faculdade e tocar na banda da turma. Enfim,algo original,o que é raridade nesses últimos tempos. O bem elaborado roteiro da estreante Diablo Cody (que aliás lhe rendeu um Oscar), conta com o elenco que esbanja carisma entrosamento,fazendo-nos apaixonar pelos personagens,que passam longe dos clichês de filmes protagonizados por adolescentes. Indicações e Oscar super merecidos,vale comentar que a trilha sonora é excelente. Acho que boa parte das pessoas já viram, mas quem ainda não viu, veja, pois vale a pena conferir.

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Adolescência (ou Aborrecência) 









“Aborrecência”. É assim que muitos chamam a temida adolescência, fase em que os jovens encontram dezenas de conflitos. “A adolescência é um período desafiador e às vezes difícil da vida, tanto para o próprio adolescente, como para os pais”, diz a psicóloga Tânia Siloto. Muitas vezes a ajuda profissional faz-se necessária, mas também é um facto que, na maioria dos casos, a boa e velha conversa dentro de casa é mais do que suficiente. Afinal, como saber se tudo está dentro do “normal”? Em primeiro lugar, a fase não deve ser sinónimo de pânico, e sim uma oportunidade para uma nova relação entre pais e filhos. “Famílias com melhor comunicação conseguem adaptar-se com maior facilidade às mudanças, sugerindo que pais democráticos, com autoridade, que expliquem regras de conduta e incentivem a independência responsável, oferecem melhor oportunidade para que o jovem aumente a sua autonomia sob orientações e grau de controlo apropriado”, explica Tânia. A profissional ressalta que a falta de diálogo, por sua vez, pode dificultar. “A adolescência é marcada por mudanças físicas, sexuais, psicológicas e cognitivas do adolescente, mas também por demandas sociais feitas por pais, companheiros, professores e sociedade como um todo”, avalia. Ou seja, adultos exigem do novo adulto independência, mudanças no relacionamento, ajustamento sexual, preparação para a educação e vocação para o trabalho, o que parece injusto com os adolescentes que passam por tantas transformações biológicas e culturais na procura da própria identidade. Muitos familiares assustam-se com a nova postura de quem antes era o “anjinho da casa”. Também não é raro encontrar pais que fecham os olhos às alterações de comportamento “suspeitas” e as julgam normais por achar que são passageiras. Segundo Tânia, para falar de “normal” é preciso olhar a cultura, a estrutura familiar, a educação recebida e a dinâmica social do jovem. Muitas vezes, um adolescente é julgado por conduta “anormal”, mas a sua realidade mostra uma estrutura familiar fragmentada, falta de orientação, regras e limites. Trata-se de “um conjunto de ausências que permearam a vida deste adolescente que passa a ser julgado pelo que não recebeu”, diz a psicóloga. De acordo com a profissional, os jovens costumam ser otimista, mas alguns têm uma visão negativa sobre si, tendem a ser isolados emocionalmente, alienados da sociedade e dependentes de drogas, sendo comum sofrerem de distúrbios psicológicos e psicofisiológicos.

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Nada é por acaso. “As razões muitas vezes têm origem em experiências pessoais de desenvolvimento, como relações conturbadas com os pais, maus tratos e violência doméstica, preocupações sociais como discriminação racial ou económica, rejeição dos valores da sociedade e sentimentos de solidão”, afirma. Por isso, nada melhor do que o acompanhamento da família e, em certos casos, o apoio de um psicólogo. “Pais atentos podem observar alterações no comportamento dos filhos e procurar apoio psicológico de um profissional, apesar de ser comum a resistência dos jovens em concordar na procura de ajuda e reconhecer que precisa dela”, diz Tânia. A terapia com adolescentes pode ser individual ou em grupo mas, segundo a profissional, o paciente precisa detectar que pode confiar no terapeuta, que necessitará ser flexível, impondo limites quando necessário, cuidando para não substituir o papel dos pais.

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Adolescentes e a Internet    





A Internet é, atualmente, o meio de comunicação preferido dos adolescentes. Uma grande parte considera mesmo que não se pode passar sem a Internet o próprio instrumento de acesso à Internet é um dos seus atrativos, uma vez que o computador transmite uma sensação de poder a quem sabe utilizá-lo A adolescência é naturalmente marcada por períodos em que predominam Sentimentos de tristeza, solidão e insegurança, estes sentimentos são aliviados pela possibilidade de alargar os relacionamentos para além das tradicionais fronteiras sociais e geográficas. Não é, portanto, de estranhar que uma pessoa que se sinta só tenha tendência para passar mais tempo online do que quem não se sente só: encontra, na Internet, um mundo que a ajuda a fugir às emoções negativas associadas à solidão Muitos autores falam mesmo em “crise de identidade” na adolescência, tendo esta expressão sido utilizada pela primeira vez pelo psicanalista Erik Erikson (1968). Refere-se a um período – o quinto estádio de desenvolvimento, dos 12 aos 18 anos de idade – em que há uma grande incerteza de papéis a assumir aliada à preocupação com o que os outros pensam introduziu se o conceito de “audiência imaginária” como sendo uma preocupação dos adolescentes resultante do egocentrismo natural nesta fase de desenvolvimento: o adolescente sobrevaloriza os olhares e avaliações dos outros, obviamente, na net, o espaço e o tamanho dessa “audiência” são ilimitados. Muito se discute sobre os eventuais benefícios ou malefícios às crianças e adolescentes decorrentes do uso da Internet. No Brasil, a preocupação justifica-se pelo número crescente de acesso destes jovens à rede mundial de computadores. Embora não se tenham dados estatísticos sobre o acesso desta camada da população brasileira, acredita-se que eles sejam responsáveis pela maioria dos acessos à rede mundial de computadores. Dados recentes demonstram que mais de 20 milhões de pessoas acessam diariamente a Internet com os mais variados interesses e necessidades, uma vez que ela acabou se tornando a intermediária de relações pessoais e comerciais.

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Quando a Internet é utilizada para obter informação com vistas à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, conclui-se que ela é um bem. Mas, ainda assim, teríamos que especular sobre a fonte de informação e com quem relacionam-se esses jovens. Seria esta fonte segura? Seria esta fonte capaz de prover informações confiáveis para contribuir com o processo educacional? Seriam esses relacionamentos estabelecidos com pessoas confiáveis? Logicamente, estas preocupações demonstram a necessidade de julgamento não somente segundo juízos de valor, mas também segundo critérios objetivos que poderiam avaliá-las sob o ponto de vista científico dentro da área de interesse em questão, ou quando não, quem são as pessoas com as quais se relacionam os jovens ao navegar na rede. Disso decorre uma outra pergunta. Teriam as crianças e adolescentes discernimento para julgá-las? Provavelmente, não. É sabido que nesta idade esses jovens ainda são carentes de educação para a vida, ou seja, dependem de orientação para guiarem-se no enfrentamento das próprias realidades ainda conflituosas em relação ao mundo que as rodeiam. Sem acompanhamento de adultos – pais ou responsáveis, educadores, etc – a Internet pode ser um mal. Embora com relativo controle, estão presentes na Internet conteúdos indignos e dignos. A pornografia, a invasão de privacidade, blogs que incitam a violência e cultuam valores duvidosos, inclusive racismos, convivem com outros cujos propósitos ou são nobres, ou pelo menos se enquadram dentro dos limites da normalidade. Nos sites de relacionamento, os conteúdos são criados pelas próprias pessoas que se comunicam. Se elas são capazes de criar os seus próprios conteúdos e são partícipes de um diálogo comum é porque ali convergem suas necessidades e interesses. Mas, se estiverem ali pessoas adultas induzindo crianças e adolescentes a praticarem ações que as possam violentar, moral ou fisicamente, nada será detectado até que se consume o mal intentado, colocando-as como vítimas de pessoas inescrupulosas. As pessoas adultas, pais ou responsáveis, têm o dever moral de se colocarem próximas a esses jovens a fim de estabelecer limites e disciplina por meio do diálogo franco demonstrando as razões de suas preocupações com as potencialidades da Internet. Estas preocupações não teriam razão de existir se não houvesse notícias de casos de ofensa às crianças e adolescentes. Mas, o que se vê e o que mais se ouve, são os impactos negativos pelo mau uso da rede, capaz de deturpar valores e viciar comportamentos com prejuízos à própria pessoa quando incapaz de discernir sobre o valor das ações e dos conteúdos presentes na Internet. Na verdade, a Internet pode representar tanto um bem como também um mal. Existe um ditado popular que diz que a dose é a distância que separa o remédio do veneno. Esta analogia também é cabível para a Internet, especialmente em relação às crianças e aos adolescentes, onde a dose do uso da Internet deverá ser prescrita e ministrada por pais ou responsáveis.

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 Agradecimentos Agradecemos aos que de forma direta e indireta nos ajudaram na elaboração deste trabalho e que nos motivaram mesmo quando achamos que não mais seria possível. Ficamos muito satisfeitos com o resultando final e isso se deve ao empenho de cada integrante que se dedicou até o ultimo momento para a conclusão deste projeto que com certeza ficara marcado e sempre será lembrado por cada um de nós. Agradecemos também aos professores que deram toda a assistência e dedicaram tempo para sanar dúvidas. Esta revista se torna desde já motivo de orgulho para todos nós!

 Referencias bibliográfica 

avidez-na-adolescencia   

  

   





21 - Revista tribos

http://www.infoescola.com/sexualidade/gr

/

http://www.colegioweb.com.br/biologia/gravid ez-na-adolescencia.html http://meuartigo.brasilescola.com/atualidades/ a-internet-na-vida-jovem-brasileiro.htm http://www.gizmodo.com.br/para-jovensinternet-e-tao-essencial-quanto-agua-e-maisimportante-que-contato-pessoal/ http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/1 814158 http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125 ,EFC820190-2336,00.html http://revistaescola.abril.com.br/crianca-eadolescente/comportamento/bullying-escola494973.shtml http://www.educacional.com.br/reportagens/b ullying/default.asp http://vilamulher.terra.com.br/conflitos-entrepais-e-filhos-8-1-55-14.html http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/238 .pdf http://www.portaleducacao.com.br/gestao-elideranca/artigos/4590/a-forca-do-consumoadolescente http://epocanegocios.globo.com/Revista/Com mon/0,,EMI91383-16366,00O+MAPA+DO+CONSUMO+ADOLESCENTE.h tml http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2003/ p_076.htmlhttp://bvespirita.com/Aborrecente, %20N%C3%A3o.%20Sou%20Adolescente%20(p sicografia%20Vera%20L%C3%BAcia%20Marinz eck%20de%20Carvalho%20%20esp%C3%ADrito%20Ros%C3%A2ngela).pd f


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