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Ana Beatriz Simon Factum Paulo Fernando de Almeida Souza Raimundo Clรกudio da Silva Xavier (Organizadores)

CADERNO DE RESUMOS

Salvador, EDUFBA, 2012

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Ana Beatriz Simon Factum Paulo Fernando de Almeida Souza Raimundo Clรกudio da Silva Xavier (Organizadores)

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Caderno de Resumos 2º ColóquiO Design Social & Sustentabilidade O design como ferramenta criativa para o desenvolvimento local sustentável

FICHA CATALOGRÁFICA Sistema de Bibliotecas da UNEB Bibliotecária: Jacira Almeida Mendes – CRB: 5/592 Colóquio Design Social & Sustentabilidade (2. : 2012: Salvador, BA) Caderno de resumos [do] II Colóquio Design Social & Sustentabilidade: design como ferramenta criativa para o desenvolvimento local e sustentável / Organizado por Ana Beatriz Simon Factum; Paulo Fernando de Almeida Souza; Raimundo Cláudio Silva Xavier. – Salvador: EDUFBA, 2012. 64p. ISSN 2317-0069 Realizado pela UNEB, EBA-UFBA, com apoio da FAPESB. 1. Desenho industrial - Aspectos sociais - Congressos. 2. Desenho industrial - Brasil Aspectos ambientais - Congressos. 3. Desenvolvimento local sustentável – Congressos. 4. Desenvolvimento social - Brasil - Congressos. I. Factum, Ana Beatriz Simon. II.Souza, Paulo Fernando de Almeida. III. Xavier, R. Cláudio Silva. CDD: 745.2

Coordenação Profa. Dra. Ana Beatriz Simon Factum Vice-coordenação Prof. Dr. Paulo Fernando de Almeida Souza | Prof. Dr. Claudio Xavier Conselho Científico Profa. Dra. Roseli Amado da Silva Garcia | Profa. Dra. Glaucia Maria Costa Trinchão Profa. Dra. Lysie dos Reis Oliveira | Profa. Dra. Ana Beatriz Simon Factum | Prof. Dr. Antonio Wilson Silva de Souza Prof. Dr. André Luiz Souza da Silva | Prof. Dr. Paulo Fernando de Almeida Souza | Prof. Dr. Claudio Xavier Monitores Jovania de Souza Santos | Samantha Laís da Silva Gomes | Paloma Simplício de Melo | João Gabriel Marcelo Vieira | Harisson dos Santos Galvão Projeto Gráfico overbrand | Angelo Serravalle Divulgação e Comunicação Incubadora de Sonhos Design - Insonhos Realização Universidade do Estado da Bahia - UNEB | Escola de Belas Artes - UFBA | Instituto de Design Social - IDS Apoio Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia - FAPESB | Biblioteca Pública do Estado da Bahia

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Apresentação O II Colóquio sobre Design Social & Sustentabilidade sob o tema Bahia: o Design como Ferramenta Criativa de Desenvolvimento Local Sustentável, de periodicidade anual, tem como principal objetivo possibilitar a discussão e a troca de experiências entre os setores acadêmico, governamental e produtivo sobre as ações existentes no Estado da Bahia em relação ao design aplicado no desenvolvimento de soluções para sistemas humanos e ambientes naturais que tenham como foco principal a melhoria da qualidade de vida em sociedade. A partir desta reflexão, irá se buscar formas integradoras de atuação, minimizando a fragmentação das políticas públicas aplicadas ao combate à pobreza, ao desenvolvimento local sustentável, ao meio ambiente e com isso otimizar o principal objetivo do design: a resolução de problemas complexos por meio do planejamento de alternativas e formulação de melhores modos de fazer. O design social tem como compromisso primordial atender as necessidades humanas, o que significa pensar previamente em bem-estar ao invés de desenvolver soluções unicamente na ótica do lucro. Neste direcionamento, o designer socialmente responsável entra em cena para atender às demandas sociais de melhoria de qualidade de vida e respeito ao ambiente. Diversas ações de desenvolvimento produtivo tem se realizado no âmbito estadual, ações estas oriundas de diversas frentes institucionais, o que sugere um interesse geral no desenvolvimento social através de inserção produtiva das comunidades de baixa renda, rural ou urbana. Porém, elas vêm ocorrendo de maneira fragmentada, situação que minimiza a contribuição propositiva da atividade do design. Pelo exposto, este evento justifica-se pela necessidade de integração, metodológica e/ou operacional, dos envolvidos nestas diversas ações, equalizando e democratizando os aspectos metodológicos, criando momentos de troca de experiências com a meta colocar o design social como uma política pública do nosso Estado que se articula com os diversos setores do governo e da sociedade baiana na promoção da inovação social, do empreendedorismo social, enfim, do desenvolvimento local sustentável. Comissão Organizadora

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Sumário 6 • “Brought by the wind” Knitting in rural settings 7 • DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL E SUSTENTÁVEL ATRAVÉS DA PARCERIA E ARTICULAÇÃO COM A ITCP/UFSJ NA CIDADE DE CORONEL XAVIER CHAVES – MG 9 • DESIGN SOCIAL: UMA NOVA PERSPECTIVA ATRAVÉS DO DESIGN COLABORATIVO 10 • EXPERIÊNCIAS DO LABORATÓRIO DE DESIGN SOLIDÁRIO LABSOL. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DO CURSO DE DESIGN DA FAAC UNESP BAURU 13 • BASES DE SERVIÇOS DE COMERCIALIZAÇÃO (BSC): SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR? 15 • DESIGN EM EMERGENCIA: A emergência social do design em situações de risco. 16 • DESIGN SISTÊMICO: ESTUDO DA VALORIZAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS DA REGIONAL CENTRO-SUL DE BELO HORIZONTE ATRAVÉS DO DESIGN ESTRATÉGICO 18 • DESIGN E ARTESANATO: UMA PROPOSTA PARA AS CERAMISTAS DE RIO REAL-BA. 19 • EGBÉ: DESIGN DE SERVIÇO APLICADO A ARTICULAÇÃO DE REDES SOCIAIS LOCAIS 20 • PROJETO SOMA: UMA VISÃO DO DESIGN ATRAVÉS DO REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS E GERAÇÃO DE RENDA 22 • REFLEXÕES A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA COM MULHERES ARTESÃS: O CASO DA ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA UNIÃO E PROGRESSO (ACUP) – FEIRA DE SANTANA – BA 24 • REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS RECICLAVÉIS NA COMUNIDADE KAIRÓS 26 • DESIGN COMO FERRAMENTA DE INSERÇÃO SOCIAL: ESTUDO DE CASO DE PARCERIA ENTRE A ACAPEL E O LABSOL 27 • PROJETO ARTE EDUCA SOMOFICINA BANDODIPAPEL 29 • CIÊNCIA, ARTE OU LIXO? UMA NOVA ABORDAGEM PARA RESÍDUOS TERMOPLÁSTICOS PROCESSADOS POR EXTRUSÃO

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UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE PET RECICLADO PROCESSADO POR EXTRUSÃO NA RECUPERAÇÃO DE MÓVEIS • 31 O DESIGN ESTRATÉGICO E A TECNOLOGIA SOCIAL COM VISTAS À SUSTENTABILIDADE NA CADEIA PRODUTIVA • 33 DESIGN SOCIAL: UMA NOVA PERSPECTIVA ATRAVÉS DO DESIGN COLABORATIVO • 35 DESIGN E INOVAÇÃO: O CONCEITO DE COMUNIDADES CRIATIVAS COMO INDUTOR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL • 36 PROJETO DE EMBALAGEM SUSTENTÁVEL PARA LAVA-ROUPAS • 38 RESÍDUOS SÓLIDOS EM UM CAMPUS UNIVERSITÁRIO: CENÁRIO DO CAMPUS I DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA • 41 TECNOLOGIAS SOCIAIS NO CAMPO: O CASO DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DA REGIÃO DE ALAGOINHAS- EFARA –BA • 42 FABRINCANDO: MANUAL IMPRESSO COM O REGISTRO DAS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NO DESIGN DE BRINQUEDOS POPULARES • 44 DESIGN SOCIAL: UMA VISÃO SOBRE A IDENTIDADE AMAZÔNICA E O USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS DA FLORESTA • 46 A EXPERIMENTAÇÃO DO DESIGN DE MODA NA COOPERATIVA COOPAREIAS SOL NASCENTE • 47 PROJETO PORTO DO BARRO • 49 PRESERVANDO SABERES, INOVANDO FAZERES: O TRABALHO COLETIVO COM O ARTESANATO EM PALHA NA COMUNIDADE DE JACUNÃ - BA • 50 POLTRONA ONDA: ECODESIGN E O POTENCIAL DA MADEIRA COMPENSADA NO PROJETO DE MOBILIÁRIO • 51 INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE DO GANTOIS, SALVADOR – BA. • 54 A IDENTIDADE CULTURAL DE COMUNIDADES DE NOVA LIMA: O DESIGN APLICADO NA VALORIZAÇÃO DO ARTESANATO E DO TURISMO SUSTENTÁVEL • 55 BIBLIOCICLETA DESIGN, BICICLETA E LIVROS • 57 A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E O DESIGN SUSTENTÁVEL • 58

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“Brought by the wind” Knitting in rural settings DI. Ana Inés Vidal

Escuela Universitaria Centro de Diseño (EUCD), Facultad de Arquitectura, Universidad de la Republica, Montevideo – Uruguay.

DI. Luciana Urruty

Escuela Universitaria Centro de Diseño (EUCD), Facultad de Arquitectura, Universidad de la Republica, Montevideo – Uruguay.

DI. María Ferreira Litowtschenko

Escuela Universitaria Centro de Diseño (EUCD), Facultad de Arquitectura, Universidad de la Republica, Montevideo – Uruguay. mflitow@gmail.com

Introduction The Mides, through the National Social Economy, aims to “contribute to city development by strengthening local capacity to generate strategies for improving household income, by contributing to the socio-economic, cultural and environmental in local communities, strengthening local development processes. This framework implements an agreement between the Ministry of Social and UDELAR to develop a specific training program in design and quality, for endeavors located in the regions of San Jose, Canelones and Montevideo. Workshops were grouped by different craft techniques that each endeavor specializes in. The knitting workshop was held in Tala with the group of rural women “Waira”, a group of rural women engaged in weaving clothes and human relations. They aim to preserve and appreciate the art of weaving and rural woman identity, sharing and communicating principles and clear and strong convictions. Objectives Through the introduction to design tools and dynamic workshop it was sought to strengthen and improve the quality and the offer of the artisans products, with special emphasis on differentiation and assessment of its particular characteristics in order to generate an identity. Materials and methods The workshop was carried out in four sessions, providing theoretical material on notions of design tools and practical classes.

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7 As for the workshop activities, work was based on stories they brougth, to get information on concepts, which serve as input to begin work with identity. With this information they started a process with swatches of woven textures, that then were processed in the following classes worked and they made sketches that later became a collection of vests to be woven by the group. Results and conclusions It is worth noticing the positive influence of having worked with a group and going to their work space, which allowed us greater integration. For the teachers, going out of the classrooms and meeting other kind of populations in their settings, posed a major challenge regarding training and approach. These reach out projects that directly establish contact with reality are vital. This kind of experiences helps to continue building an institution that can be thought as a real and active agent of change in this society.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL E SUSTENTÁVEL ATRAVÉS DA PARCERIA E ARTICULAÇÃO COM A ITCP/UFSJ NA CIDADE DE CORONEL XAVIER CHAVES – MG CLAUDIANA CARDOSO SERAFIM JANIO CAETANO DE ABREU

Universidade Federal de São João Del Rei São João Del Rei – MG claudiana_cardoso@hotmail.com

Introdução A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São João del-Rei (ITCP/UFSJ) é um programa de extensão que teve início em 1999 e tem como objetivo, dentre outros, inserir setores marginalizados socialmente na economia formal. A ITCP/UFSJ é constituída por alunos e professores de diversas áreas que atuam no processo de incubação, ou seja, na formação de conhecimentos sobre economia solidária, acompanhamento e orientação aos chamados coletivos de trabalho. Dentre os campos de atuação da ITCP/UFSJ destaca-se a ação

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no município de Coronel Xavier Chaves, cuja produção além de caminhar para um processo autogestionário incide numa questão essencial da Economia Solidária: a sustentabilidade. Objetivo Pretende-se com este trabalho refletir possibilidades de desenvolvimento de produção sustentável e solidárias para geração de emprego e renda com grupos de artesãos no município de Coronel Xavier Chaves a partir da contribuição e parceria entre a ITCP/UFSJ e a prefeitura, representada pelo CRAS – Centro de Referência de Assistência Social. Material e método Apresentando uma metodologia de incubação particular, embasada na pesquisa ação e baseando-se nos princípios cooperativistas e autogestários evidentes na economia solidária, a ITCP/UFSJ em parceria com CRAS procura fomentar esses valores em um grupo de produção artesanal de sabão e sabonete. Os agentes de incubação, composto por alunos de graduação, em visitas periódicas, procuram desenvolver e aprimorar conhecimentos do grupo apresentando modelos de gestão administrativa, contábil e jurídica, estimulando o trabalho autogestionário, autônomo em consonância com o caráter sustentável. Resultados de discussões O trabalho solidário surge como uma alternativa para pessoas excluídas da economia dominante, capitalista. Acredita-se, que a ITCP/UFSJ pode contribuir, significativamente, no crescimento do futuro empreendimento solidário, através dos processos de formação e acompanhamento sistemático. Na perspectiva solidária, já é possível verificar transformações no trabalho grupal, visto que já conseguem tomar algumas decisões ponderando o bem estar coletivo. Conclusão Por se tratar de um trabalho em andamento e que ainda não foi finalizado, a articulação do plano de incubação conseguiu alcançar alguns pequenos resultados que serão bases para o processo de formalização do trabalho autogestionário. Gradativamente o coletivo vem se formando, mesmo que ainda esteja no processo de estruturação interna. Espera-se que com o tempo, os membros possam se inserir no mercado formal e, concomitantemente, se desenvolverem economicamente no município de um modo solidário e sustentável.

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9 DESIGN SOCIAL:

UMA NOVA PERSPECTIVA ATRAVÉS DO DESIGN COLABORATIVO ISABELA MANTOVANI FONTANA

Universidade Federal do Paraná – Curitiba, Paraná isabelafontana@gmail.com

Introdução O designer pode ser um agente transformador contribuindo para o desenho de uma sociedade mais responsável, mais virtuosa, plural e inclusiva e para a qualidade de vida de todos (DAMAZIO, 2006). Propõe-se que alguns fatores da colaboração no Design podem influenciar um processo projetual de design social. O estudo contempla fatores que influenciam os resultados e de alguma forma a motivação dos participantes dentro do processo de concepção de algum produto voltado a alguma instituição com fins sociais. Objetivos Demonstrar como aspectos do design colaborativo podem aumentar as possibilidades de sucesso de um processo e dos resultados em um design de cunho social. Materiais e Métodos Para a coleta de dados foi utilizada uma análise bibliográfica nos assuntos propostos. Dentre os trabalhos consultados, foram selecionados como foco dessa pesquisa bibliográfica Heemann et al. (2008), Piirainen et al. (2009), Lima & Heemann (2009), Kleismann (2006), Cipinuk e Portinari (2006), Damazio (2006), Nojima (2006), Novaes e Ripper (2006), Farbiarz et al. (2006), entre outros. Resultados As características interdisciplinares do Design e toda sua abrangência possibilitam o desenvolvimento de projetos junto aos mais variados segmentos da sociedade e áreas do conhecimento, ou seja, o Design possui enorme alcance social, e seus resultados podem e devem ser revertidos em benefícios para a coletividade, contribuindo para causas relevantes e para melhoria de vida do indivíduo, do país e do planeta (DAMAZIO, 2006). Porém, é relevante lembrar que o grupo social e o nível da cultura dos participantes de um projeto de design social são fatores que influenciam diretamente a projetação do produto com este fim (NOJIMA, 2006). Onde

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vários atores de contextos diferentes interagem em busca de um objetivo comum, usualmente, divergências e problemas durante a interação dentre os participantes do projeto acarretam em resultados que nem sempre agradam todas as partes interessadas no projeto. O estudo mostra que fatores do co-design aplicados a um processo de design social podem facilitar a projetação, possibilitando a melhoria dos resultados finais. Conclusões A inter-relação dos assuntos propostos demonstra que a aplicação destes fatores da colaboração potencializa os resultados finais de um projeto, sendo que, em um Design Social, é imprescindível a colaboração entre todos os atores do processo, principalmente levando-se em conta que esses fatores podem influenciam diretamente a motivação de seus participantes.

EXPERIÊNCIAS DO LABORATÓRIO DE DESIGN SOLIDÁRIO LABSOL. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DO CURSO DE DESIGN DA FAAC UNESP BAURU PROF. DR. CLÁUDIO ROBERTO Y GOYA

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru goyaclaudio@hotmail.com

CÍCERO FÉLIX DE OLIVEIRA JUNIOR

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru juniortk2@hotmail.com

FERNANDO GARCIA CANIÇAIS

Departamento de Comunicação Social, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, canicais.fernando@gmail.com

LYA BEATRIZ PELEGRINI

Departamento de Comunicação Social, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, lya.beatrizp@gmail.com

CÍCERO FÉLIX DE OLIVEIRA JUNIOR

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista.

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11 UNESP, Campus de Bauru juniortk2@hotmail.com

LARISSA MURADOR BLANCO

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru larimblanco@yahoo.com.br

THAIS AKINA YOSHITAKE

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru akiina.thais@hotmail.com

ANIELLE LOLI

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, ani_loli@hotmail.com

AMANDA CRISTINA MARCOLINO

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, amandi96@gmail.com

MARIA GABRIELA BASILI

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, gabi.iz@hotmail.com

DANIEL ESTEBAN PEREIRA LOPES FIDELIS

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru, daniel_esteban_fid@hotmail.com

ISABELA POMPEI NEVES

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru isaa_pn@hotmail.com

BRUNO BORGES DA SILVA

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru paocomqueijo@hotmail.com

MARINA TAROZZO

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru

MARLON VITOR SOUZA SANTOS MOTTA

Departamento de Design, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista. UNESP, Campus de Bauru marlonmotta@hotmail.com

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Introdução O artesanato destaca-se no contexto cultural do Brasil, forma de expressão espontânea, obtida de matérias-primas regionais, de acordo com a cultura e modo de vida local. A diversidade torna o artesanato brasileiro rico e único, garantindo geração de trabalho e renda para inúmeras comunidades. O Design costuma estar associado à industria, a serviço do capital, das relações de subordinação e expropriação a ele atreladas. Assim faz-se necessário despertar a possibilidade de pensar Design a serviço de uma sociedade mais democrática e solidária, de forma abrangente, considerando o bem comum. Objetivos Em 2007 foi criado O “Laboratório de Design Solidário” a fim de proporcionar aos alunos da UNESP Bauru, a possibilidade de entrar em contato com a prática através do desenvolvimento de projetos embasados nos conceitos de ecodesign, economia solidária e sustentabilidade, desvinculando-se do Capital internacional e da produção em massa. Materiais e Métodos O Labsol, procura otimizar, revitalizar e qualificar a produção artesanal, tendo em vista a sustentabilidade das comunidades promovendo encontros entre o Design e o patrimônio cultural do artesanato. A metodologia de trabalho é simples, organizado um programa de visita, em que se reconhecem os artesãos, sua realidade, materiais, técnicas e métodos de trabalho, de volta ao laboratório, são elaborados projetos, produção de protótipos até obter-se os produtos finais. Todo o desenvolvimento é um caminho de mão dupla, possibilitando a troca, reconhecendo que não existe hierarquia entre saberes. O desenvolvimento de produtos demandados pelos grupos é entendido como uma retribuição do Labsol ao conhecimento empírico/prático adquirido. Resultados O Labsol fundamenta-se pelo Ecodesign, foca na conscientização ambiental, utiliza de materiais naturais, processos não agressivos na produção ou reciclagem, e no reaproveitando resíduos. Cada ação é particular, garantindo aos produtos identidade e assim uma melhor inserção no mercado. O Labsol atendeu mais de uma dezena de comunidades e realizou mais de uma centena de produtos, proporcionando a confirmação prática da teoria acadêmica envolvendo o tripé da experiência universitária: ensino, pesquisa e extensão

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13 Conclusão A práxis tem propiciado a oportunidade da aplicação dos conhecimentos do design a serviço de uma sociedade mais solidária e democrática. A pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para o desenvolvimento de produtos a partir do artesanato, as questões ambientais, a ética e a responsabilidade social, a procura de uma organização social alternativa onde o trabalho não alienante, tornar produtos artesanais economicamente viáveis, promover a sustentabilidade das comunidades produtoras é um necessário campo de ação, pesquisa e estudo.

BASES DE SERVIÇOS DE COMERCIALIZAÇÃO (BSC):

SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR? ISAEL PINA JUNIOR

Pós-graduando em Sociedade, Inovação e Tecnologia Social pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFBR, Campus Cruz das Almas-BA. E-mail: isaelpina@yahoo.com.br

GILDÁSIO SANTANA JÚNIOR

Professor Adjunto do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, Campus Vitória da Conquista-BA. E-mail: gildasiojr2@gmail.com

Introdução O presente trabalho discute o papel das Bases de Serviços de apoio à Comercialização (BSC) na tentativa de otimizar o processo de comercialização dos produtos da agricultura familiar. Elas têm como objetivo, contribuir na comercialização dos produtos provenientes dos Empreendimentos Econômicos Solidários – EES e das Organizações Produtivas da Agricultura Familiar e foram estruturadas com o objetivo de atacar diversas problemáticas no âmbito da comercialização da agricultura familiar, constituídas a partir de aporte teórico como das tecnologias sociais. Objetivos Este trabalho concentra-se nesta ação governamental para averiguar em que medida as BSC´s estão desenvolvendo suas atividades propostas e alcançando sua finalidade. A problemática do texto é analisar o processo de implantação da Base

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de Serviços de Comercialização no Território de Cidadania do Sisal (BA). A hipótese de trabalho é que as BSC´s além de instrumento de política pública constituem-se como uma tecnologia social e tem um formato apropriado para otimizar e dinamizar o processo de comercialização da agricultura familiar. Aspectos Metodológicos Este trabalho se consubstancia na análise da comercialização da agricultura familiar e do processo de implantação das BSC´s. A unidade de análise da pesquisa foi a BSC do território da cidadania do Sisal no Estado da Bahia. Para consecução do objetivo, no início, optou-se por uma pesquisa de caráter teórico-empírico de tipo descritivo. Na investigação, lançou-se mão da pesquisa documental e bibliográfica para se conseguir dados de fontes secundárias que satisfaçam o objetivo de estudo, visando construção do referencial teórico. A partir de então foram coletados dados referentes às seguintes variáveis: tecnologia social, agricultura familiar, comercialização agrícola na agricultura familiar e território de cidadania. Complementando os procedimentos utilizou-se da observação. Resultados Os resultados indicam que o formato da BSC contempla os principais problemas da comercialização. No entanto, foi identificado que tal programação vem enfrentando dificuldades de se materializar na execução de suas ações, devido a problemas na implantação do programa. Conclusões As conclusões do trabalho apontam para ratificar o desenho das BSC´s e a constatação que, caso o processo de implantação não seja priorizado e revisto, as metas estipuladas não serão alcançadas. O desafio que se coloca para os gestores das Bases (atuais e potenciais) é conceber para as entidades parceiras executoras do programa, condições para planejar e operacionalizar processos de estruturação, fortalecimento e consolidação de serviços que, em espaços de tempo relativamente curtos, produzam ações efetivas de sustentabilidade e de garantia de continuidade. Referências BELTRÃO, S. L. L.; SAYAGO, D. A. V. Novos atores e novas institucionalidades no Território do Sisal (BA): estruturas de poder no contexto das políticas públicas de desenvolvimento territorial rural sustentável. C&D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v.3, n.1, p.132-148, jan./dez. 2010;

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15 CALDAS, Alcides; ALMEIDA, Arnaldo; MACHADO, V. Tecnologia Social: cooperação Universidade/Comunidade para o desenvolvimento urbano regional e local sustentável. Revista de Desenvolvimento Econômico, SalvadorBahia, n° 16, p. 16-25, dez. 2007; COSTA, R. Comercialização e transformação dos produtos da agricultura familiar: alguns pontos a discutir. FUNDAÇAO KONRAD ADENAUER – Agricultura Familiar, agroecologia e mercado no Norte e Nordeste do Brasil. Fortaleza-CE, 2004, p.67; DAGNINO, R. P. A tecnologia social e seus desafios. In. Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento/ Fundação Banco do Brasil. Rio de Janeiro: 2004. p. 187- 209; DAGNINO, R. P. A Tecnologia Social e seus desafios. In: DAGNINO, R. (org.). Tecnologia Social: ferramenta para construir outra sociedade. Campinas: Komedi, 2010; PETTAN, K; MEDAETS, J. P. Comercialização na Agricultura Familiar – Instituto Giramundo Mutuando. Cadernos Agroecológicos 5. Programa de Extensão Rural Agroecológica – PROGERA. Botucatu-SP, 2009;

DESIGN EM EMERGENCIA:

A emergência social do design em situações de risco. MENEZES, Maria Norma

MSc Artes. Professora do Curso de Comunicação Visual Design, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro normapuri@gmail.com

LIMA, Vinícius Giffoni

Aluno de Graduação do Curso de Comunicação Visual Design, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro. design.viniciuslima@gmail.com

Introdução O Projeto Design em Emergência abrange, de forma lúdica e interativa, questões entre design, arte, sociedade, economia e meio ambiente, em ações educativas que visam a prevenção e resolução de problemas em situações de perigo iminente e/ou pós catástrofes, naturais ou decorrentes. Objetivos, Materiais e Métodos A partir da aplicação de oficinas, desenhadas exclusivamente para cada situação problema, o objetivo é formar e informar o público jovem (faixa etária entre 10 e 17 anos) sobre os riscos provenientes do mau uso dos recursos materiais, assim como das formas predatórias de descarte e utilização de recursos, naturais e/ou manufaturados. Por uma visão holística do design, o publico é levado a conhecer as ferramentas da comunicação visual que podem ser utilizadas em situações decorrentes de catástrofes, assim como o aprendizado de sistemas artesanais de utilidade (artefatos como purificadores e calefatores de água), descarte e separação

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de metabolismo de resíduos sólidos, revegetação e reflorestamento, assim como a recuperação da memória afetiva das populações envolvidas. Resultados e Conclusões O projeto, de cunho extensionista, promove o desenvolvimento de expertises variadas pelos bolsistas que, oriundos de diversos Cursos e Unidades da UFRJ, promovem entre si o diálogo entre saberes e sua aplicabilidade no campo da educação e comunicação através do design e das artes. Sua relação com a Pesquisa está ligada ao Núcleo de Comunicação Design do Curso de Comunicação Visual Design da Escola de Belas Artes. Palavras-chave: Design, Sustentabilidade, Artes integradas, Educação, Comunicação Visual

DESIGN SISTÊMICO:

ESTUDO DA VALORIZAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS DA REGIONAL CENTRO-SUL DE BELO HORIZONTE ATRAVÉS DO DESIGN ESTRATÉGICO JACQUELINE AVILA RIBEIRO MOTA

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil jacquelinearmota@hotmail.com

CARLOS MAGNO PEREIRA

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil carloscamape@gmail.com

NADJA MARIA MOURÃO

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil nadja2m@gmail.com

Introdução Atualmente, disseminam-se produtos locais considerados como manifestações culturais fortemente relacionados ao território e a comunidade que os produziu, sendo esse o resultado de uma rede que envolve recursos da biodiversidade, modos de fazer tradicionais, costumes que nem sempre são valorizados. Assim sendo, o design sistêmico e estratégico, surgem como norteador que promove inovações socioculturais. Parte-se do pressuposto que o design contribui para a inserção da

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17 valorização de produtos e serviços da regional centro-sul de Belo horizonte. O design hoje transcende a parte projetual para também atuar na área de serviços, que tem como consequência a valorização do território, o pensamento sistêmico e estratégico. Ferramentas, essas, importantes quando se vislumbra que a cidade de Belo Horizonte está sendo preparada para sediar a Copa do Mundo em 2014 e será uma das cidades sede das Olímpiadas em 2016. Objetivos Pesquisar as possibilidades de valorização de produtos e serviços da Regional Centro-Sul de Belo Horizonte (região adentro da Avenida do Contorno) utilizando o design estratégico como ferramenta na identificação de demandas, carências e possibilidades na valorização de território. Materiais e Métodos Durante o desenvolvimento da pesquisa utilizou-se a coleta de dados por meio da documentação indireta - pesquisa documental e pesquisa bibliográfica. Resultados e Conclusões O design sistêmico se apresenta como forte difusor de produtos e serviços, sendo essas ligadas as manifestações culturais fortemente relacionados ao território, utilizando-se da comunicação que aproxima consumidores e produtores, promovendo a qualidade dos produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de cadeias de valor sustentável. É importante lembrar que o design sistêmico junto com o design estratégico tornam-se norteadores na promoção de inovações socioculturais. Portanto, o papel do designer torna-se um importante instrumento na valorização da região aliado a sustentabilidade, contribuindo para a troca econômica e cultural. Com base no estudo realizado, registram-se iniciativas da própria cidade de Belo Horizonte com intuito de valorização local, tal como a criação do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o Mercado Central que matem a tradição na venda de produtos típicos da região e a Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena que trabalha com a venda de produtos tradicionais do artesanato mineiro.

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DESIGN E ARTESANATO:

UMA PROPOSTA PARA AS CERAMISTAS DE RIO REAL-BA. ÂNGELA XAVIER DE SOUZA NOLASCO

Mestranda em Gestão e Tecnologia Industrial - SENAI CIMATEC; Salvador, Bahia angela.nolasco@gmail.com

RENELSON RIBEIRO SAMPAIO

Ph.D. em Science Policy Research Unit. pela University of Sussex, Sussex, Inglaterra renelson.sampaio@fieb.org.br

Introdução A sociedade tem valorizado a importância dos valores artesanais e a presença do conteúdo cultural nos produtos. Esta é um a oportunidade de fortalecer as comunidades de artesão que contribuem para a riqueza cultural do Brasil tão presente no Nordeste. Objetivos O objetivo deste trabalho é propor caminhos possíveis para o fortalecimento da comunidade artesanal ceramista de Rio Real valorizando seus componentes históricos e permitir a geração emprego e renda através do fortalecimento da cultura local, melhoria da auto-estima da comunidade com a promoção de ações participativas na sociedade. Materiais e Métodos Para este estudo, foi realizada uma pesquisa exploratória-qualitativa, cuja técnica utilizada foi o levantamento bibliográfico para seleção de referências sobre o tema estudado. Foram utilizadas entrevistas com quatro artesãs que se mantinham em atividade no município de Rio Real em 2006. Resultados O ofício é de origem indígena e tem como principal característica a técnica de roletagem para construção das peças. O ofício foi passado de mãe para filha. Todas afirmam que não tem retorno financeiro com as vendas, e que as vendas estão diminuindo e os aprendizes desistem por este motivo. Muitas acreditam que o futuro da atividade é acabar e apenas uma delas crê que essa atividade um dia será valorizada. Não existem instrumentos (políticas públicas ou iniciativas de organizações privadas) que trabalhem com a promoção das peças artesanais. Elas não têm noção do valor cultural que possuem em suas mãos, excetuando uma delas que começou a assinar as peças de sua autoria.

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19 Conclusões A situação da atividade ceramista em Rio Real é frágil necessitando de ações urgentes para que seu patrimônio cultural, especialmente as técnicas e tecnologias associadas ao desenvolvimento da cultura local, que remonta às comunidades indígenas, para que não sejam perdidas. A própria história de Rio Real está fragmentada, não se encontrando fonte para a sua consulta, estando ela dispersa na casa de interessados e na memória de seus moradores. O regate da atividade artesanal desse município contribui para: gerar emprego e renda, fortalecer a cultura local, melhorar a autoestima da comunidade, promover ações participativas na sociedade e conseqüentemente mudar a percepção do município. Muito terá que ser feito e sabe-se que não são ações pontuais que proporcionará um desenvolvimento sustentável. Esse regate é também de responsabilidade de sua sociedade que deve junto ao poder publico e Ong´s trabalharem em prol do município.

EGBÉ:

DESIGN DE SERVIÇO APLICADO A ARTICULAÇÃO DE REDES SOCIAIS LOCAIS RODRIGO TEIXEIRA DE QUADROS

Universidade Federal da Bahia; Salvador, Bahia rtquadros@gmail.com

Introdução O projeto Egbé (pronuncia-se “êbé”), que significa “comunidade” na língua Ioruba, é um serviço de comunicação em redes sociais locais que tem por objetivo a articulação de discussões sobre problemas comuns a sua população e a organização de ações que envolvam a cooperação comunitária para a melhoria da qualidade de vida nos bairros onde está inserido. Desenvolvido em um curto prazo, o projeto teve apenas uma de suas fases prototipadas e apesar de insuficientes, os resultados indicaram princípios que devem ser considerados neste e em outros projetos de cunho social. Objetivo Desenvolvimento e prototipagem de serviço de apoio a articulação de redes sociais no âmbito dos bairros de uma cidade, no sentido de estimular a cidadania ativa através da discussão e articulação de ações comunitárias.

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Materiais e Métodos A metodologia utilizada envolve quatro passos: (1) exploração, (2) criação, (3) reflexão e (4) implementação. O primeiro refere-se a coleta e análise de dados afim de estabelecer um cenário do sistema, para o qual, dados foram levantados através de pesquisa bibliográfica, entrevistas não-estruturadas e estudo de similares. O segundo passo propõe a geração de ideias e definição de um conceito central, no qual foi usado um método de divergência e convergência em quatro etapas: descobrir, gerar, sintetizar e empreender. O terceiro sugere o teste e revisão do conceito proposto e aconteceu através da prototipagem do serviço na cidade de Simões Filho junto a um grupo de jovens participantes do projeto social “Bibliocicleta”, desenvolvido pelo designer Augusto Leal. O último passo, que refere-se a produção e aplicação da solução encontrada, não foi realizado. Apesar da sequência proposta, a metodologia é cíclica e iterativa, tendo sido necessário voltar a alguns passos para validar conceitos, coletar dados, etc. Resultados e conclusões Ainda que outros testes devam ser feitos em circunstâncias diferentes, a prototipagem possibilitou notar que o alinhamento com a proposta pedagógica da instituição parceira é essencial. Portanto, é necessário mudar a abordagem do projeto, partindo de um serviço independente à uma ferramenta pedagógica usada por instituições que trabalham com jovens. Mesmo assim, a experiência demonstrou que criar mecanismos de interação entre possíveis atores sociais é um caminho viável, sustentável e justo de promover o desenvolvimento. Assim, a desmaterialização a que o design tem se submetido colabora com a mudança de foco em soluções baseadas em objetos, para soluções baseadas em experiências e interações, o que só reforça seu caráter político e social.

PROJETO SOMA:

UMA VISÃO DO DESIGN ATRAVÉS DO REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS E GERAÇÃO DE RENDA LOUISE RHANA CARDOSO PEROQUETTI Design Possível - São Paulo – SP rhana@designpossivel.org

Introdução O projeto aqui apresentado aborda o desenvolvimento de lancheiras e marmiteiras junto a um grupo de costureiras chamado “Cardume de Mães”, localizado no

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21 Taboão da Serra, que participou de todo processo de execução, desde aprovação de desenhos até o produto final. Foram reutilizadas matérias-primas, tais como a lona vinílica (banner) e embalagem de longa vida, baseando-se na minimização dos impactos gerados pelo produto no meio ambiente, tendo como base o Ecodesign, e na vivência do designer atuando junto à um grupo produtivo, seguindo os conceitos de Design Social. Objetivos Criação de lancheiras para jovens/adultos utilizando embalagem longa vida e lona vinílica como matéria prima, ambos reutilizados. A mão de obra será de um grupo produtivo de costureiras localizado em uma comunidade carente. Materiais Lona vinílica e embalagem longa vida Métodos Para o desenvolvimento dos produtos, não foi encontrada uma metodologia de projeto específica para a atuação de designers junto à grupos produtivos ou comunidades carentes. Tomou-se como base a metolodologia de desenvolvimento de produtos de Munari. “O método de projeto, para o designer, não é absoluto nem definitivo; poder ser modificado caso ele encontre outros valores objetivos que melhorem o processo. E isso tem a ver com a criatividade do projetista, que, ao aplicar o método pode descobrir algo que o melhore” (MUNARI, 2008, p.11) As fases do projeto, desde o primeiro contato com o grupo até a finalização do protótipo final festão descritas em um diário de bordo. Resultados Os resultados atingidos com a execução desse projeto alcançaram as expectativas geradas no início de seu desenvolvimento. Os produtos foram finalizados e a vivência com o grupo se deu de forma harmonica e cooperativa. As lancheiras estão à venda hoje no mercado e apresentaram aceitação dos consumidores. As mesmas já foram expostas duas vezes na feita Craft Design.

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Conclusões O designer pode ser agente de mudança social e ambiental, e aplicar suas capacitações para esse fim. Os impactos gerados pelos produtos no meio ambiente devem ser reduzidos, e o designer tem o dever de gerar soluções para que isso aconteça e a universidade a responsabilidade de formar profissionais cientes das alternativas que a sua profissão pode oferecer para que ele contribua para o desenvolvimento social e ambiental, o que, na minha opinião, ocorreu vagamente durante os quatro anos de curso. Espero multiplicar toda experiência adquirida durante a execução desse projeto e contribuir para que a atuação do designer voltada para a sustentabilidade seja difundida.

REFLEXÕES A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA COM MULHERES ARTESÃS: O CASO DA ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA UNIÃO E PROGRESSO (ACUP) – FEIRA DE SANTANA – BA CRISTINA SOUZA SILVA

Pós-graduanda em Sociedade, Inovação e Tecnologia Social pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Campus Cruz das Almas-BA cristinasouzafsa@gmail.com

ISAEL PINA JUNIOR

Pós-graduando em Sociedade, Inovação e Tecnologia Social pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Campus Cruz das Almas-BA isaelpina@yahoo.com.br

Introdução O sistema capitalista produz uma sociedade desigual em que muitos indivíduos são excluídos do processo de produção e nessa lógica de incluídos e excluídos o capitalismo se fortalece. Assim, o reflexo da lógica capitalista é a produção de uma sociedade, competitiva, excludente e desigual. Objetivos A partir de tal perspectiva o presente trabalho objetiva discutir características, especificidades e o modelo de gestão de empreendimentos econômicos solidários, refletindo sobre os desafios enfrentados a partir da experiência analisada.

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23 Aspectos Metodológicos Os caminhos investigativos para efetivação da pesquisa tiveram as seguintes etapas metodológicas: 1- Pesquisa bibliográfica; 2- Pesquisa de Campo em abril de 2011, onde foi realizada uma entrevista semi-estruturada à dirigente da ACUP, Srª Maria da Paixão, na qual foi possível reunir e registrar as informações através de fotos, filmagens e gravações; 3- Análise e integração dos dados. Resultados Percebemos que para a uma corrente de pensadores, a economia solidária é uma alternativa para os excluídos e desempregados, a mesma pode conviver com o sistema capitalista, pois este, apesar de ser hegemônico não consegue abarcar dentro de si toda a população ativa. Uma outra corrente vê a Economia Solidária como um movimento que vai contra o capitalismo hegemônico e que se pode estabelecer uma sociedade mais justa, com princípios de solidariedade e de cooperação. A atividade realizada pela ACUP se enquadra nos moldes de economia solidária com pressupostos diferentes dos disseminados no capitalismo. Conclusões Seguindo uma linha de análise das particularidades da gestão dos empreendimentos econômicos solidários, encontramos na ACUP aspectos das dimensões social, econômica, pública e técnico-produtiva: pluralidade dos princípios econômicos, autonomia institucional, sociabilidade comunitário-pública e finalidade multidimensional. No âmbito social, algumas características da economia solidária foram observadas na experiência da ACUP. Os processos decisórios são democráticos com participação efetiva do grupo. A instituição apresenta pluralidade dos princípios econômicos e as relações se dão no âmbito mercantil, não-mercantil e não-monetário. Apresenta uma finalidade pública multidimensional ao satisfazer, não apenas as necessidades econômicas do grupo, mas também ideológicas, culturais, sociais e políticas. Podemos inferir que a ACUP está projetada positivamente, pois, possibilita melhorias tanto sociais quanto econômicas à comunidade na qual se insere. Nessa perspectiva, as ações desenvolvidas pela ACUP tornam-se evidentes nas redes de cooperação que se voltam para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária visando à construção de novos paradigmas e atores sociais rumo ao fortalecimento da democracia e da cidadania.

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Referências CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura. V.1. São Paulo: Paz e Terra, 1999. 617 p. FRANÇA FILHO, Genauto C. de. Esclarecendo terminologias: as noções de terceiro setor, economia social, economia solidária e economia popular. Revista de Desenvolvimento Econômico, Ano III, Nº 5, Salvador, 2001. MOURA, Maria Suzana, SILVA JUNIOR, Jeová Torres, HOCHE, Esdras, DA SILVA, Manuela Ramos, MAGALHÃES, Ósia Alexandrina V. e TEIXEIRA, Luiza Reis. A Análise da Gestão de Empreendimentos Solidários. Salvador, 2002. MOURA, M. S.S.; SILVA JUNIOR, J. T.; MAGALHÃES, Ó. A. V.; TEIXEIRA, L. R.; SILVA, M. R. Especificidades da gestão de empreendimentos na economia solidária: breve estado da arte sobre o tema. In: ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INVESTIGADORES DO COOPERATIVISMO, 2004, São Leopoldo. Anais..., 2004. SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2002. SINGER, Paul; SOUZA, André Ricardo de. A economia solidária no Brasil: a autogestão como resposta ao desemprego. São Paulo: Contexto, 2003.

REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS RECICLAVÉIS NA COMUNIDADE KAIRÓS SOUZA, GLAUBER VANIA

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Caruaru/PE - Brasil glaubervaniasouza@gmail.com

LUCENA, AMANDA

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Caruaru/PE - Brasil amanda.ll@hotmail.com

JOAQUINA, DAMIANA

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Caruaru/PE - Brasil damidiana@hotmail.com

Introdução O nosso ponto de partida para o percurso acontece com a consideração, muitas vezes esquecida de que a sociedade, nossa vida e a das futuras gerações dependem do funcionamento em longo prazo de ecossistemas, que por sua simplicidade chamamos de natureza. Acompanhamos no dia-a-dia o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo e as águas. Atualmente, muitas Ongs, Associações e Comunidades trabalham com a reciclagem de materiais como o plástico, o papelão, alumínio, afim de arrecardarem fontes

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25 de sustento. Com o intuito de obter uma nova fonte de renda para a Comunidade Kairós, que utiliza da reciclagem de garrafas pet e papelão, projetamos alguns produtos ecoeficientes produzidos a partir da reutilização da garrafa pet e refugos da confecção de vestuário feita pela comunidade. Objetivos O objetivo principal é gerar mais renda para a Comunidade Kairós, podendo aumentar dessa forma a inclusão de jovens e adultos residentes na comunidade nos trabalhos de reutilização de materiais, reforçando assim, o “resgate” dessas pessoas na sociedade. Materiais e Métodos Cada vez mais os designers se preocupam com essa realidade, buscando soluções menos agressivas em relação ao uso de recursos naturais no processo de fabricação. Assim refletindo, desde o início do projeto, o possível descarte futuro do bem é a respeito de soluções que visam diminuir o impacto do descarte sobre a natureza. O design Sustentável, também é conhecido como Eco design, onde promove a utilização de materiais alternativos e planeja o desenvolvimento, a produção, o uso e o descarte, com vistas a reduzir o impacto causado pela produção em escala industrial sobre o meio ambiente (MANZINI e VEZZOLI, 2008), ou seja, é uma ferramenta de projeto. A partir do conceito do life cycle design que com base em Manzini e Vezzoli (2008) tem o objetivo de reduzir a carga ambiental associada ao ciclo de vida de um produto, os resultados obtidos na pesquisa realizada, atendem de forma simples e econômica, minimizando o impacto ambiental através da reutilização de materiais de descarte, como papelão, garrafas pet e restos de tecidos. Resultados e conclusões Com base em um universo de produtos que podem ser desenvolvidos através da reutilização de garrafas PET, foram selecionados produtos de fácil produção e baixo custo para serem desenvolvidos à partir do trabalho coletivo na Comunidade, e ser mais uma fonte de renda para garantir o sustendo da Comunidade Kairós.

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DESIGN COMO FERRAMENTA DE INSERÇÃO SOCIAL:

ESTUDO DE CASO DE PARCERIA ENTRE A ACAPEL E O LABSOL NATÁLIA HELENA DOS SANTOS DE TOLEDO.

Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”; Bauru, São Paulo nahhty.toledo@gmail.com

CLAUDIO ROBERTO Y GOYA.

Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”; Bauru, São Paulo goyaclaudio@hotmail.com

Introdução Através de uma ação da Prefeitura Municipal e da população, foi criada a ACAPEL- Associação dos Catadores de Papel de São Manuel. Partindo do referencial de que a constituição do homem subjetivo e social se dá em sua relação com o trabalho, é possível afirmar que na sociedade contemporânea sob a ótica do Capital, confunde-se e representa-se o trabalhador como mercadoria. No contra fluxo deste contexto, surge o Laboratório de Design Solidário - LabSol, da FAAC – UNESP Bauru, tendo como principal objetivo otimizar e revitalizar a produção artesanal através dos conceitos de ecodesign e economia solidária. Tradicionalmente, em São Manuel, ocorre a montagem de tapetes de Corpus Christi, manifestação artística popular da Igreja Católica. Em 2007, a ACAPEL ganhou um espaço para confeccionar e expor seu tapete e convidou o LabSol para participar do desenvolvimento do projeto e da confecção do tapete. Objetivos O principal objetivo desse trabalho é relatar as vivências e experiências partilhadas entre o LabSol e a ACAPEL através de um estudo de caso sobre o planejamento e desenvolvimento de projetos de tapetes durante os últimos quatro anos. Através da metodologia de projeto em design, promovem-se ações conjuntas entre design, patrimônio cultural e promoção social, reinserindo os cooperados da ACAPEL, a princípio marginalizados na sociedade por sua ocupação profissional, através de um trabalho criativo realizado pela construção de sua identidade. Metodologia e Desenvolvimento Trata-se de um estudo empírico, de caráter prático, onde após o contato com

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27 o grupo e análise da proposta do projeto, foi elaborada pesquisa bibliográfica e utilizou-se a metodologia de projeto em design, aliada à conhecimentos específicos em Design Social, Economia Solidária e cultura vernacular, para o planejamento, elaboração e execução de projetos de tapetes com temas religiosos com materiais alternativos advindo da própria ACAPEL durante os últimos quatro anos. Resultados Em uma sociedade que segrega pessoas pelo de acúmulo de capital e pela importância dada socialmente a algumas profissões em detrimento de outras, especialmente privilegiando o pensar e desvalorizando o fazer. Se o trabalho lhes eleva a auto-estima, subverte os valores supostos: o catador se encontraria entre as últimas escalas de valoração social e de capital, no imaginário coletivo. Na 63º edição do evento, em 2011, a ACAPEL e o LabSol receberam o prêmio de “melhor tapete” pela peça elaborada em parceria, demonstrando o reconhecimento da comunidade ao importante trabalho realizado. Conclusão Após a análise dos resultados, concluímos que os objetivos foram alcançados e a mudança no relacionamento com a sociedade, percepção pessoal e paradigmas são verdadeiras.

PROJETO ARTE EDUCA SOM OFICINA BANDODIPAPEL IVES QUAGLIA

CEEP em Artes e Design (Centro Estadual de Educação Profissional) Salvador – Bahia ivesq@uol.com.br

Introdução O projeto ARTE EDUCA SOM – oficina BANDODIPAPEL apresenta uma proposta pedagógica interdisciplinar, interagindo as linguagens artísticas das artes plásticas e música com outras áreas do conhecimento. Esta iniciativa é do artista plástico, arte-educador e professor Ives Quaglia que desde 2003 desenvolve um processo de construção coletiva na criação/confecção/produção de novos instrumentos musicais percussivos, formando um conjunto integrado de “re-percussões” multiculturais e possibilitando novas experiências artístico-musicais no “tocar” em todos os sentidos.

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Objetivos Difundir a arte-educação como exercício de cidadania e formação sócio-cultural. Promover o intercâmbio de experiências e a importância do trabalho coletivo no processo de criação, confecção e avaliação dos resultados obtidos. Experimentar a criação e confecção de instrumentos musicais percussivos, produzindo sons e ritmos a partir do contexto musical da cultura popular local, regional, brasileira e global. Explorar e desenvolver novas experiências através da técnica do papelamento na criação e confecção de objetos funcionais e/ou artístico-culturais. Contribuir para a formação do individuo, interagindo várias áreas do conhecimento e agregando valores de educação, arte, design, meio ambiente, sustentabilidade, cultura e cidadania. Materiais e Métodos É utilizada a metodologia da arte-educação, através da técnica do papelamento, reutilizando materiais recicláveis, tais como: madeira, plásticos, metais, papelões e principalmente papéis variados. Uma parte significativa destes materiais deve ser coletada e/ou aproveitados do universo da localidade da oficina (instituição, rua, bairro), dando um caráter de identidade e pertencimento desde o início da concepção da proposta. Os instrumentos são divididos por categorias funcionais e características estéticas: marcações, repiques, atabaques, moringas, pandeiros e outras criações. Resultados Neste contexto já realizou diversas palestras, exposições e oficinas em instituições públicas e privadas de Salvador. No Brasil, nos estados: Pernambuco (Recife – 2008); Minas Gerais (Betim – 2009); Distrito Federal (Brasília – São Sebastião – 2009), no projeto TAMBORES DO BRASIL – 6ª edição. Na Espanha, em diversas cidades da Província Valenciana (2008-2009), onde estão experimentando esta proposta multicultural re-percussiva. Conclusões Esta proposta de trabalho tem contribuído para valorizar a arte no processo educativo e suas interfaces com outras áreas do conhecimento. Uma Demonstração na prática dos resultados multidisciplinares, de acordo ao histórico, produtos finalizados

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29 e contextos apresentados. Atualmente, são desenvolvidas atividades afins, acrescentando novos elementos pedagógicos, conforme os cursos profissionalizantes do CEEP em Artes e Design, estabelecendo novos valores sobre nossa identidade multicultural e o PAPEL em todos os sentidos da gente no mundo contemporâneo.

CIÊNCIA, ARTE OU LIXO?

UMA NOVA ABORDAGEM PARA RESÍDUOS DE TERMOPLÁSTICOS PROCESSADOS POR EXTRUSÃO LOURDES APARECIDA RIBEIRO

IFBA, Campus Simões Filho/BA, Brasil lourdesr@ifba.edu.br

JOSÉ KAIO MAX ALVES DO REGO

UFRN, PPGCEM, Natal/RN, Brasil kaiomax2000@gmail.com

THATIANA CRISTINA P. DE MACEDO

UFRN, LabPol, Natal/RN, Brasil thatirn@gmail.com

EDSON NORIYUKI ITO

UFRN, Departamento de Engenharia de Materiais, Natal/RN, Brasil ito@ufrnet.br

Introdução O uso da extrusão para obtenção de novos materiais poliméricos é um dos processos mais utilizados nos laboratórios de pesquisa pois requer equipamentos simples como as extrusoras com mono ou dupla rosca, similares as utilizadas na indústria. Esses equipamentos possibilitam experimentar e criar novos materiais puros, blendas ou híbridos, como os nanocompósitos. O processo consiste no aquecimento, amolecimento do polímero e posterior extrusão por matrizes em formato de fio, fita ou sopro, entre outras (MANRICH, S., 2005). No final de cada processamento, ou troca de material, é necessário realizar a limpeza da máquina, utilizando polímeros. Isso gera resíduos e perda de materiais, que normalmente são descartados, pois podem estar contaminados (WIEBECK, H.; PIVA, A. M., 2004). Os resíduos de extrusão também são gerados no início de cada processamento, devido aos ajustes do equipamento, até que sejam obtidos os parâmetros ideais de temperatura, pressão e velocidade para cada tipo de material.

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Objetivos Mostrar que materiais termoplásticos utilizados para limpeza de extrusoras, ou resíduos do processamento, podem ser transformados em objetos decorativos, peças utilitárias ou tornar-se uma forma de expressão artística livre, ao invés de serem descartados como lixo poluidor. Materiais e Métodos Foram utilizados termoplásticos como PMMA (polimetil metacrilato), PE (polietileno), PP (polipropileno), PET (polietileno tereftalato), puros, com adição de argilas e azocorantes, resíduais de diversas pesquisas científicas. Esses materiais, inicialmente no formato de pellets, foram processados em extrusoras, com matriz do tipo fio, e resfriados ao ar livre ou água. Durante o resfriamento, vários pesquisadores foram convidados a criar objetos ou formas livres, com auxílio de pinças, espátulas e luvas. Resultados Obteve-se um conjunto de peças com formatos diversos, produzidos individualmente ou em grupo. Essas peças foram fotografadas e identificadas pelos autores que nomearam sua arte ou criação. Conclusões Os resíduos de pesquisas de novos materiais como nanocompósitos e blendas poliméricas foram reaproveitados para produção de diversos objetos ou como expressão artística e livre da criatividade. O processo de reaproveitamento dos materiais extrudados tornou-se uma forma de expressão da criatividade e arte, reduzindo o lixo produzido no laboratório. Também promoveu uma maior integração dos pesquisadores, considerando-se que a execução das peças necessitou trabalhar em equipe, além de habilidade e cuidado, pois a solidificação dos materiais em contato com o ar e água é rápida. Maior parte do material residual da extrusora foi reaproveitada e transformada, reduzindo assim o descarte e produção de lixo no laboratório. Referências WIEBECK, H.; PIVA, A. M., Reciclagem do plástico; 1a ed; Ed. Artiliber, São Paulo, SP, Brasil, 2004. MANRICH, S., Processamento de termoplásticos; 1a ed; Ed. Artiliber, São Paulo, SP, Brasil, 2005.

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31 UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE PET RECICLADO PROCESSADO POR EXTRUSÃO NA RECUPERAÇÃO DE MÓVEIS LOURDES APARECIDA RIBEIRO

IFBA, Campus Simões Filho/BA, Brasil lourdesr@ifba.edu.br

ERIK SANTOS SILVA

UFRN, PPGCEM, Natal/RN, Brasil erik.engmat@gmail.com

VANDICLEYA ALVES MOREIRA

UFRN, LabPol, Natal/RN, Brasil vandialves15@hotmail.com

EDSON NORIYUKI ITO

UFRN, Departamento de Engenharia de Materiais, Natal/RN, Brasil ito@ufrnet.br

Introdução O PET (polietileno tereftalato) é um dos termoplásticos comerciais mais utilizados (CANEVAROLO Jr, S. V.; 2010). Aproximadamente 5,9 milhões de toneladas de resinas termoplásticas foram consumidas em 2010. O Brasil consumiu 230.000 toneladas de PET na fabricação de embalagens em 2007. O maior mercado para o PET pós-consumo no país é a produção de fibra de poliéster para indústria têxtil, aplicada na fabricação de fios de costura, forrações, tapetes, entre outras. Também é freqüente seu uso na fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas. (CEMPRE, 2012). Objetivos Mostrar a utilização de fios de PET reciclado, produzidos por extrusão, na restauração de móveis. Esses fios são resíduos de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Como estudo de caso foram restauradas cadeiras danificadas, pertencentes ao patrimônio público, como alternativa ao descarte do lixo local. Materiais e Métodos Foram utilizados fios de PET reciclado, produzidos em extrusora monorosca,

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sem adição de pigmentos e cadeiras danificadas, com estrutura tubular metálica, assento e encosto de madeira com palhinha. Além disso, fez-se uso de tinta acrílica para acabamento. A parte estrutural metálica da cadeira foi limpa e mantida na cor original (preta). O encosto e assentos de madeira foram lixados e pintados. Com os fios de PET criou-se uma trama manual, substituindo palhinhas danificadas. Calculou-se a resistência do fio de PET reciclado, em ensaio de tração uniaxial, para verificar a viabilidade de uso da cadeira. Resultados Foram utilizados aproximadamente 30 m de fio de PET reciclado por cadeira. Por meio do ensaio de tração verificou-se que o fio de PET reciclado, com diâmetro aproximado de 1,75 mm, é capaz de suportar uma força de 12,4 kg (tensão de 5,2 kg/mm2) sem romper. O resultado final foi fotografado e a cadeira foi devolvida ao acervo da universidade. Conclusões Com base em cálculos teóricos estima-se que a trama de PET é capaz de suportar mais de 550 kg sem romper. Essa não é a resistência final da cadeira, pois os demais componentes e a deformação dos fios, devido ao uso e temperatura, não foram avaliados. Assim, os fios de PET reciclado podem ser uma alternativa para recuperação de móveis, como as cadeiras antigas que fazem parte do patrimônio e encontram-se espalhadas em algumas salas e laboratórios da universidade. Tratase da oportunidade de recuperar o patrimônio público e reutilizar um material que seria descartado, diminuindo assim, o lixo produzido na instituição. Referências CANEVAROLO Jr, S. V.; Ciência dos Polímeros; 3a ed; Ed. Artiliber, São Paulo, SP, Brasil, 2010. CEMPRE Compromisso Empresarial para Reciclagem. Disponível http://www.cempre.org.br ; Acesso em: 7 de setembro de 2012.

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33 O DESIGN ESTRATÉGICO E A TECNOLOGIA SOCIAL COM VISTAS À SUSTENTABILIDADE NA CADEIA PRODUTIVA Waldemar Rodrigues de Araújo Filho

SENAI DR-BA (Coordenador do Projeto)

Adriana Reis de Souza SESI DR-BA

Fábio Campos Aguiar SESI DR-BA

Phaedra Moraes Brasil SENAI DR-BA

Gisele Pereira dos Santos

Bolsistas de Pesquisa CNPq

Nalia Cristina Bispo Portela Ribeiro Bolsistas de Pesquisa CNPq

Introdução O projeto é de caráter inovador, e se norteia a partir do apanhado teórico e metodológico dos princípios do Design Estratégico e da Tecnologia Social, por meio da transferência tecnológica em uma determinada empresa fabricante de artefatos de couro. De modo a fomentar oportunidades sociais, econômicas e ambientais para a reconfiguração da cadeia produtiva, onde identificam-se alternativas para o novo produto ecológico a ser inserido no mercado, propõe-se uma nova postura socialmente justa e responsável, por meio da constante atualização e participação dos atores envolvidos nesta cadeia na perspectiva da cultura verde. Assim, busca-se obter as competências necessárias a uma engenharia sustentável, em um projeto viável e verificado, em resposta às demandas de um mercado ecologicamente correto, no qual o design será um co-evolucionário, se pautando na equidade gerencial da responsabilidade social empresarial. Objetivos A partir da expertise do SENAI, desenvolver tecnologia para produção de linha de acessórios em couro isentos de agressores químicos dentro de um conceito sustentável,

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mediante incorporação de metodologia criada pelo SESI para articulação da cadeia de valor em torno de práticas de produção e distribuição ambientalmente responsáveis. Metodologia A partir da revisão do estado da arte, se construiu um mapa conceitual que orientou a pesquisa de campo aplicada junto à empresa parceira e seus fornecedores. Tais abordagens levaram à sistematização do projeto de transferência tecnológica e inovação, criando o apanhado teórico e metodológico necessário à consecução dos objetivos. Considerações As percepções acerca da crescente demanda por processos, produtos e serviços sustentáveis, inserem o projeto em um contexto no qual se destaca a importância da transferência tecnológica para consolidação de uma economia verde e social baseada em inovações na cadeia produtiva do couro, vislumbrando uma sociedade cada vez mais enredada nas diferentes perspectivas em sustentabilidade; moldando uma gestão organizacional que opta pelas lógicas do reuso, reciclagem, instrução, transmissão e educação colaborativa . A tecnologia e a metodologia estão em fase de desenvolvimento e implementação, mediante ações de comunicação e educação continuada para distribuidores, fornecedores e colaboradores. O projeto, ao final das suas fases, pretende proporcionar não somente o reposicionamento da empresa parceira, mas principalmente o registro da primeira patente verde do SENAI, assim como a publicação da metodologia social do SESI empregada na estruturação das ações. Referências FERREIRA, Geraldo de Souza. Diálogo e Responsabilidade Social. In: SIMÕES, C. P. et al. (Orgs.). Responsabilidade Social e cidadania: Conceitos e ferramentas. CNI-SESI: Brasília, 2008. GIBSON, Rowan; SKARZYNSKI, Peter. Inovação prioridade nº 1: O caminho para transformações nas organizações.. Tradução Alessandra Mussi Araujo, Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. ROZENFELD, Henrique et al. Gestão de desenvolvimento de produtos: Uma referência para a melhoria do processo. São Paulo: Saraiva, 2006.

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35 DESIGN SOCIAL:

UMA NOVA PERSPECTIVA ATRAVÉS DO DESIGN COLABORATIVO ISABELA MANTOVANI FONTANA

Universidade Federal do Paraná Curitiba, Paraná isabelafontana@gmail.com

Introdução O designer pode ser um agente transformador contribuindo para o desenho de uma sociedade mais responsável, mais virtuosa, plural e inclusiva e para a qualidade de vida de todos (DAMAZIO, 2006). Propõe-se que alguns fatores da colaboração no Design podem influenciar um processo projetual de design social. O estudo contempla fatores que influenciam os resultados e de alguma forma a motivação dos participantes dentro do processo de concepção de algum produto voltado a alguma instituição com fins sociais. Objetivos Demonstrar como aspectos do design colaborativo podem aumentar as possibilidades de sucesso de um processo e dos resultados em um design de cunho social. Materiais e Métodos Para a coleta de dados foi utilizada uma análise bibliográfica nos assuntos propostos. Dentre os trabalhos consultados, foram selecionados como foco dessa pesquisa bibliográfica Heemann et al. (2008), Piirainen et al. (2009), Lima & Heemann (2009), Kleismann (2006), Cipinuk e Portinari (2006), Damazio (2006), Nojima (2006), Novaes e Ripper (2006), Farbiarz et al. (2006), entre outros. Resultados As características interdisciplinares do Design e toda sua abrangência possibilitam o desenvolvimento de projetos junto aos mais variados segmentos da sociedade e áreas do conhecimento, ou seja, o Design possui enorme alcance social, e seus resultados podem e devem ser revertidos em benefícios para a coletividade, contribuindo para causas relevantes e para melhoria de vida do indivíduo, do país e do planeta (DAMAZIO, 2006). Porém, é relevante lembrar que o grupo social e o nível da cultura dos participantes de um projeto de design social são fatores que influenciam diretamente a projetação do produto com este fim (NOJIMA, 2006). Onde vários atores de

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contextos diferentes interagem em busca de um objetivo comum, usualmente, divergências e problemas durante a interação dentre os participantes do projeto acarretam em resultados que nem sempre agradam todas as partes interessadas no projeto. O estudo mostra que fatores do co-design aplicados a um processo de design social podem facilitar a projetação, possibilitando a melhoria dos resultados finais. Conclusões A inter-relação dos assuntos propostos demonstra que a aplicação destes fatores da colaboração potencializa os resultados finais de um projeto, sendo que, em um Design Social, é imprescindível a colaboração entre todos os atores do processo, principalmente levando-se em conta que esses fatores podem influenciam diretamente a motivação de seus participantes.

DESIGN E INOVAÇÃO:

O CONCEITO DE COMUNIDADES CRIATIVAS COMO INDUTOR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RITA DE CASTRO ENGLER

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil rcengler@uol.com.br

CARLOS MAGNO PEREIRA

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil carloscamape@gmail.com

DANIELA MENEZES MARTINS

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil danielafalbo@hotmail.com

Introdução Este resumo tem com objetivo analisar o conceito de Comunidades Criativas aplicada ao desenvolvimento sustentável. Parte-se do pressuposo que a criatividade pode contribuir para a sustentabilidade de comunidades inseridas em contextos distintos. Diante de um mercado atual globalizado e saturado, onde existe uma lacuna em produtos, serviços e sistemas inovadores e críticos, é prioridade o desenvolvimento de pesquisas aplicadas que se configurem instrumentos eficazes para compreender

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37 as relações que contribuam para a promoção da sustentabilidade de comunidades com foco em aspectos econômico, social, cultural e ambiental. O município de Nova Lima foi escolhido como foco desta pesquisa por apresentar características singulares dentre as cidades históricas pertecentes ao Circuito do Ouro, inseridas na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH. A diversidade cultural é outro fator que contribuiu para a seleção de comunidades de Nova Lima como objeto de estudo. O município possui uma característica singular, uma forte influência da cultura inglesa, devido aos imigrantes que se estabeleceram na região para administrarem as minas de extração de ouro. A criatividade atua como indutora, direta e indireta, de processos de transformação de realidades em grupos distintos observados neste estudo. A utilização do design, como ferramenta de inovação social, tendo como intuito valorizar os recursos e talentos locais é um forte aliado nesse processo. Objetivos O objetivo dessa pesquisa é estudar e reconhecer as relações sistêmicas do distrito de Sebastião das Águas Claras, tendo a criatividade como fomentador dessa relação e identificando a possibilidades para agregar valor aos produtos e serviços através da utilização do design de território. Materiais e Métodos A metodologia utilizada nessa pesquisa consiste em: pesquisa bibliográfica seguida de revisão de literatura, pesquisa documental através de fontes primárias locais e pesquisa de campo. Resultados e Conclusões Nesse contexto, a transdiciplinariedade do design configura-o num meio capaz de contribuir para o incremento e desenvolvimento econômico e sociocultural das comunidades, através do exercício da criatividade. Atualmente é fundamental saber interagir com grupos heterogêneos e mediar a integração de diversos universos, além de compreender contextos culturais tanto no projeto de produto com também de sistemas e serviços nas formas de inovação colaborativa e participação social. Portanto, o Conceito de Comunidades criativas surge como uma proposta para o caminho sustentável, como alternativa de soluções de produtos, sistemas e serviços tendo assim, uma abordagem diferenciada onde as relações lineares são evitadas dando forma preferencialmente a uma interação de cada membro de forma circular.

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PROJETO DE EMBALAGEM SUSTENTÁVEL PARA LAVA-ROUPAS MÍRIAM FERREIRA

Unijorge, Salvador miry.ferrer@gmail.com

THALITA RAFAELA DA HORA

Unijorge, Salvador thalitarafaelagh@hotmail.com

ANDRÉ SANTOS

Unijorge, Salvador andredesigner26@hotmail.com

ROSEANE SOUZA

Unijorge, Salvador ssroseane@gmail.com

CARINA SILVEIRA

Unijorge, Salvador, Orientadora, Mestre carinassilveira@gmail.com

Introdução Diante da visão de mercado globalizado, cada vez mais exigente, e da necessidade de um bom projeto de embalagens para destacar o produto dos demais concorrentes, nesse projeto será abordado o estudo da estrutura e da linguagem visual da embalagem de sabão em pó Lava Roupas Barra Coco dando ênfase à funcionalidade, inovação e sustentabilidade. Objetivos • Apresentar nova proposta de estrutura e linguagem visual para a embalagem do Lava Roupas Barra Coco; • Desenvolver nova proposta de estrutura para embalagem de detergente em pó; • Construir linguagem visual para atrair e despertar o desejo de compra do consumidor; • Agregar a embalagem valor sustentável, transmitindo a preocupação da empresa com meio ambiente; • Tornar a embalagem eficiente e funcional para a conservação e utilização do produto.

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39 Materiais e Métodos A metodologia utilizada foi baseada em Mestriner (2002), que está organizada em cinco etapas: briefing, estudo de campo, estratégia de design, desenho, implantação do projeto. Resultados A solução adota foi desenvolver uma embalagem que atendesse à diversidade de público e das diferentes formas de utilização do produto. A embalagem criada foi inspirada no formato do coco para fazer referência ao produto e pensada nos requisitos de conservação do sabão, composta de estrutura de polietileno verde, plástico de fonte renovável. O deterFigura 1 – Rendering da embalagem gente em pó viria em sachês de plástico desenvolvida hidrossolúvel, com 20 unidades, sendo Fonte: Próprio autor, 2012. um sachê para cada quilo de roupa. A embalagem poderá ser reaproveitada com o refil do sabão em pó. Além disso, retirando o rótulo e desenroscando-a ao meio, as partes superior e inferior do pote podem ser usadas como recipiente para pequenas hortas, caqueiros e plantas. Essas características visam diminuir os problemas que o descarte dessas embalagens poderia causar.

Figura 2 – Ciclo da embalagem Fonte: Próprio autor, 2012.

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Conclusão Ao final do trabalho, o produto obteve êxito nos objetivos de sobressair aos detergentes em pó concorrentes, chamando a atenção do consumidor pela sua forma inovadora, pois, quebra o visual da categoria tanto na forma quanto nas cores e representações gráficas utilizadas. Apresenta a melhora nos quesitos conservação, perspicuidade na forma de expor informações, praticidade no manuseio, reutilização e reciclagem, favorecendo a relação com o usuário.

Figura 3 – Efeito de gôndola da embalagem desenvolvida com as concorrentes da categoria Fonte: Próprio autor, 2012.

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41 RESÍDUOS SÓLIDOS EM UM CAMPUS UNIVERSITÁRIO:

CENÁRIO DO CAMPUS I DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA LAÍS CARLOSBOAVENTURA SANTOS

UNEB laisc.boaventura@gmail.com

ARLINDA OLIVA

UNEB aoliva@uneb.br

Introdução A sustentabilidade ambiental se configura como um dos principais temas de estudo na contemporaneidade e o padrão de consumo atual da sociedade é marcado pela grande e impensada geração de resíduos, os quais, em sua maioria, são passíveis de reaproveitamento. Minorar a geração de resíduos sólidos, assim como implantar melhorias na sua gestão, tornou-se um grande desafio para administrações municipais e também para os gestores de instituições públicas e privadas. A partir de tais constatações é que se configura o presente trabalho. Objetivos O trabalho apresenta como objetivo desenhar o cenário da geração dos resíduos sólidos num campus universitário, através do estudo de caso do Campus I da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, à luz de conceitos como sustentabilidade e educação ambiental. Materiais e Métodos Para realização do trabalho buscou-se identificar a relação entre o espaço urbano (campus universitário) e o meio ambiente; e os conceitos e classificações dos resíduos sólidos. Foi feita uma pesquisa sobre normas técnicas e legislação que incidem sobre o gerenciamento adequado de cada tipo de resíduo gerado no Campus I da UNEB e a partir desse estudo foi feita uma comparação entre o exigível e a realidade encontrada. Foram também analisadas algumas experiências de campi universitários com a coleta seletiva de residuos sólidos domiciliares e abordada a experiência de implantação desse mesmo processo no espaço urbano de estudo dessa pesquisa, com a utilização inclusive de planta de situação do local; e documentos disponibilizados pelo Núcleo de Estudos do Meio Ambiente da UNEB.

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Resultados e Conclusões A partir do cenário encontrado no espaço de estudo, o trabalho apresenta como resultado a constatação da necessidade de ser implementado um sistema integrado de gestão de resíduos sólidos, atentando para origem, especificidade, periculosidade e formas de manuseio. Considerando ser o espaço de estudo um campus universitário, a demonstração exemplar da instituição para a formação profissional de seus alunos merece ser mencionada. Registra-se a existência de cronograma de implantação nos municípios brasileiros da legislação do tema, o que vem reforçar a necessidade de maior atenção das universidades. As conclusões conduzem ainda a inferência de que a implantação de um sistema de gestão dos diversos tipos de residuos sólidos gerados em um campus universitário, pode vir a articular sustentabilidade e educação ambiental com outras dimensões do trato do espaço urbano, a exemplo da geração de renda, economia solidária, e tecnologias sociais vinculadas aos cursos.

TECNOLOGIAS SOCIAIS NO CAMPO: O CASO DA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DA REGIÃO DE ALAGOINHAS- EFARA –BA CRISTINA SOUZA SILVA

Pós-graduanda em Sociedade, Inovação e Tecnologia Social pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Campus Crus das Almas-BA.

RITA DE CÁSSIA BRÊDA MASCARENHAS LIMA

Professora Msª coordenadora da Pró Reitoria de Extensão da Universidade Estadual de Feira de SantanaBA rbredalima@yahoo.com.br

MARIA CLEONICE BARBOSA BRAGA

Professora Drª do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana-BA nicebraga08@gmail.com

Introdução O povo tem direito a ser educado no lugar onde vive e a uma educação pensada desde o seu local e com sua participação, vinculada à cultura e as necessidades sociais, culturais e humanas. Este trabalho traz reflexão sobre um tipo de educação voltada para o campo e para as necessidades sociais e culturais deste meio. A Escola Famílias Agrícola da Região de Alagoinhas-EFARA atende a

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43 um total de 70 alunos da zona rural dos municípios de Alagoinhas, Inhambupe, Crisópolis, Olindina, Sátiro Dias e Banzaê, é uma escola pensada e apropriada para atender aos povos do campo. Objetivo O presente trabalho analisa de que forma a tecnologia social se faz presente na Escola Família Agrícola da Região de Alagoinhas e como ela vem contribuindo no desenvolvimento local. Caminhos investigativos A efetivação desta pesquisa ocorreu a partir de pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo que constou de observações in lócus e entrevista semi-estruturada ao coordenador pedagógico, 02 monitores e 06 alunos matriculados na escola. Resultados e discussões Para o coordenador a metodologia diferenciada da escola, a alternância, que ocorre em dois momentos, escola e comunidade, oferece vantagens na medida em que o aluno aprende a lidar com o meio em que vive colocando em prática os conhecimentos apreendidos na escola o que vai incentiva-lo a não perder o vínculo com o seu meio. Segundo os monitores, castração de animais, técnicas de adubação, técnica de plantio e outros são algumas práticas que os alunos aprendem na escola e repassam à comunidade. Os alunos apresentam o curso técnico em agropecuária e a metodologia diferenciada da EFARA como principais motivos para estudaram na escola. Os alunos acham que contribui com o desenvolvimento local a parir do repasse de seus conhecimentos a famílias e comunidade e principalmente prestando assistência técnica para melhorar a agricultura da região. Conclusões As tecnologias sociais são mais do que a capacidade de implementação de soluções para determinados problemas; elas impulsionam as representações coletivas a buscarem alternativas de desenvolvimento a partir de experiências inovadoras e que se orientam pela defesa dos interesses das maiorias e pela distribuição da renda, pode-se afirmar que as práticas educativas desenvolvidas na Escola Família Agrícola da Região de Alagoinhas se caracterizam enquanto Tecnologia Social uma vez que com sua especificidade metodológica oferece um

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ensino contextualizado com a realidade dos alunos e voltado para a sua formação integral e para o desenvolvimento local. Referências BAVA, S. C. Tecnologias sociais e políticas públicas. In: FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL. Tecnologia Social uma estratégia para o desenvolvimento. Brasília, 2004, p.103-116. CALDART, R. S. Por uma educação do campo: traços de uma identidade em construção. In: ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna. Por uma educação do campo. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. P.147-160. CALVÓ, Pedro Puig. Centros Familiares de Formação em Alternância. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE PEDAGOGIA DA ALTERNÃNCIA, I. Pedagogia da Alternância: alternância e desenvolvimento. 2. ed Salvador, Ba: UNEFAB, 1999. p. 15-24. CAVALCANTE. L. O. H; BORGES. C. A Escola Família Agrícola do Sertão - entre os percursos sociais, trajetórias pessoais e implicações ambientais. III Encontro da ANPPAS. 2006. DAGNINO. R. A tecnologia social e seus desafios. In. FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL. Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento/ fundação Banco do Brasil. Rio de Janeiro: 2004.p. 187- 209.

FABRINCANDO: MANUAL IMPRESSO COM O REGISTRO DAS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NO DESIGN DE BRINQUEDOS POPULARES TAMIRES MARIA LIMA GONÇALVES SANTOS

UFBA/EBA - Universidade Federal da Bahia, Escola de Belas Artes, Salvador-BAHIA tamilima.santos@gmail.com

ANDRÉ LUIS DIAS DE LIMA

UFBA/EBA - Universidade Federal da Bahia, Escola de Belas Artes, Salvador-BAHIA aldiaslima@gmail.com

TAYGOARA AGUIAR DO CARMO SOUSA

UFBA/EBA - Universidade Federal da Bahia, Escola de Belas Artes, Salvador-BAHIA taygoara@gmail.com

Introdução Este trabalho apresenta uma relação do design com a produção de brinquedos populares e discute o registro de tecnologias empregadas na produção de brinquedos populares, como forma de preservação de um patrimônio cultural, a perenização de saberes populares e o conhecimento sobre formas alternativas de design. Para tanto, apresenta o projeto “Fabrincando”, que através de estudos sobre o papel do brinquedo para a criança e como produto do design, reconstrução de brinquedos populares oriundos da região Nordeste e utilizando materiais reaproveitados e reci-

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45 clados, apresenta um manual impresso com instruções de execução para crianças e textos informativos relacionados ao brinquedo popular, estimulando a criatividade e conscientizando sobre a importância dos saberes artesanais populares. Objetivo Geral Discutir, registrar e difundir as tecnologias empregadas na produção de brinquedos populares. Objetivos específicos • Compreender a relação entre o design e a produção de brinquedos; • Discutir a importância do registro de tecnologias empregadas na produção de brinquedos populares; • Apresentar um livro que ensina a fazer cinco brinquedos populares e que contém textos informativos relacionados ao brinquedo popular. • Possibilitar a formação de agentes mutiplicadores deste conhecimento Materiais e métodos • Revisão literária; • Entrevistas com produtores e comerciantes de brinquedos populares; • Desconstrução e reconstrução estrutural de brinquedos; • Fotografias e ilustrações do método de construção. Resultados Compreensão o papel do brinquedo popular na sociedade e como artefato, conhecimento de tecnologias empregadas e formas alternativas de projetar, desenvolvimento de métodos para construção dos brinquedos e produção de manual impresso. Conclusão Através do estudo foram destacados pontos relevantes entre o design e a produção de brinquedos populares. Caracterizados como atividade lúdica e de sobrevivência, são confeccionados de forma criativa através dos conhecimentos próprios ou adquiridos do artesão a partir de materiais reaproveitados, por serem economicamente mais viáveis. É preciso então, um reconhecimento como produtos de design, já que apresentam, mesmo que empiricamente, etapas com aspectos funcionais, técnicos e semânticos de um projeto convencional. Observando o emprego de soluções projetuais interessantes tanto pelas técnicas desenvolvidas quanto pela transformação de materiais, nota-se a importância

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de tecnologias desenvolvidas pelos artesãos e da necessidade de seu registro para gerações futuras. Dessa maneira, expõe-se que o design pode se apresentar como forma relevante de registro e perenização de saberes populares. Amplia-se ao designer, um estudo acerca da importância dessas tecnologias, conhecimento sobre formas alternativas de projetar, atuando como ferramenta para o entendimento e valorização da cultura popular.

DESIGN SOCIAL:

UMA VISÃO SOBRE A IDENTIDADE AMAZÔNICA E O USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS DA FLORESTA ERIK SILVA DOS SANTOS

Universidade Federal de Santa Catarina; Florianópolis, Santa Catarina – Brasil dossantos.erik@gmail.com

Introdução A importância do design em qualquer âmbito é notável, a pesquisa busca pontuar e discutir a atuação da gestão de design no polo artesanal do Amazonas, evidenciando a qualidade e a imagem sob a ótica do consumidor (em geral, turistas) e o uso da sustentabilidade como suporte para a extração adequada de recursos naturais na concepção de produtos. Objetivos Este estudo identifica de que forma o design social contribui para o amadurecimento e melhoria da identidade amazônica, analisando as características dos produtos desenvolvidos no estado, compreendendo como a sustentabilidade propicia o manejo dos recursos naturais, pareando a cultura local com conceitos de design a apontando ações que potencializem qualidade da produção. Materiais e Métodos A pesquisa irá utilizar a abordagem qualitativa e quantitativa seguindo o método cíclico de Celso Negrão & Eleida Camargo, 2008. Em etapas, far-se-á uso de cases buscando conhecer o cenário, estruturando os pontos marcantes da cultura local – a partir do levantamento de dados, o estudo procura formular hipóteses a respeito do status atual do produto amazônico (artesanal, especificamente) e apresentará um direcionamento de como o design contribui para a melhoria do mesmo, na qualidade formal e na sua produção, de forma sustentável.

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47 Resultados A validade está em contribuir de forma significativa ao mercado artesanal, mostrando meios e diretrizes a serem seguidos, com o objetivo de intensificar a aplicação de atividades sustentáveis na exploração de recursos provenientes da floresta amazônica na concepção de artefatos. Conclusão Ao mesmo tempo em que, fortalece a preocupação da geração de uma identidade consolidada para os produtos artesanais oriundos da Amazônia, preocupa-se para que esta identidade seja agregada de uma imagem de qualidade visual, funcional e estética. Assim, o design social pode contribuir para o crescimento adequado da produção artesanal, direcionando ao uso sustentável de recursos produtivos, a qualidade e a estética do produto e a visualização da cultura e da identidade amazônica no Brasil e no mundo.

A EXPERIMENTAÇÃO DO DESIGN DE MODA NA COOPERATIVA COOPAREIAS SOL NASCENTE PABLO LUÍS DOS SANTOS PORTELA

Organização: Universidade Salvador (UNIFACS) Local: Salvador - BA pabloporttella@gmail.com

Introdução A sociedade possui o enlace com áreas distintas, inclusive com a Moda, que como um sistema dinâmico, proporciona meios de comunicação, de informação e de integração entre os seres, disponibilizando nas variadas compreensões existentes uma relação positiva nas atividades de instituições solidárias que atuam neste contexto. A proposta deste trabalho foi investigar como se dá o acesso a instruções na área de design de moda em empreendimentos solidários. Sendo escolhida como foco para conhecimento teórico e prático a cooperativa de roupas Coopareias Sol Nascente, localizada em Areias, Camaçari-BA. Esta pesquisa ocorreu durante o período da graduação tecnológica em Design e Gestão de Moda, na Universidade Salvador (UNIFACS), em 2008, através da apro-

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vação do projeto no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O projeto foi intitulado O acesso a tendências da moda em empreendimentos solidários: o estudo da Coopareias Sol Nascente, uma cooperativa de roupas sediada na localidade de Areias, município de Camaçari-BA. Objetivos O objetivo desta pesquisa é analisar como ocorre o processo de democratização da Moda em empreendimentos solidários, tomando por base a Coopareias Sol Nascente. Materiais e Métodos • Levantamento bibliográfico e documental; • Execução de atividades de campo com aplicação de entrevistas, visitas e oficinas; • Organização das informações obtidas em jornais, reuniões, fotos, entrevistas; • Estágio na cooperativa em estudo e preparação de relatórios parciais. Resultados • Elaboração de artigo científico; • Relatório final de pesquisa; • Promoção de Desfile de Moda – Evento de integração e divulgação da Coopareias Sol Nascente no ambiente acadêmico e no mercado. Conclusões A curiosidade em saber quais ferramentas um empreendimento solidário que trabalha no segmento relacionado com a moda utiliza em seu processo de pesquisa e criação, concorrendo e se mantendo ao mesmo tempo com o mercado, foi sido desvendada na cooperativa no decorrer do processo investigativo. O trabalho desenvolvido na Coopareias Sol Nascente constatou-se que entidades como ela, que fazem parte do sistema de economia solidária, tem capacidade de desempenharem atividades produtivas com total qualidade. Para isso, é necessário um trabalho com comprometimento, responsabilidade, disciplina, foco, acreditando no potencial de todos os envolvidos, e melhorando suas habilidades e rendas através das ações em conjunto.

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49 PROJETO PORTO DO BARRO JANETE KISLANSKY

kislansky@hotmail.com

Introdução Criação de uma linha de produtos cerâmicos artísticos com a cara da Bahia desenvolvendo uma linha de produtos utilitários, decorativos e escultóricos. Objetivos O projeto tem por objetivo a criação de centros exclusivamente dedicados à criação e produção da cerâmica baiana, com a concessão de bolsas gratuitas para formação de artistas e cursos livres gratuitos para a população. Materiais e Métodos • Argila • Estecas • Mesas • Cadeiras • Esmaltes e Engobes • Aventais • Torno elétrico • Torno de mesa • Forno elétrico • Plaqueira Oficinas de capacitação de adolescentes e adultos para produção de produtos artísticos, priorizando a cultura da Bahia. Resultados e conclusões Inclusão social através da arte, priorizando a cerâmica como meio de criação lúdica e rentável. Criação de um espaço cultural para o desenvolvimento de projetos sociais voltados para a produção cerâmica, além da implementação de cadeia produtiva de cerâmica utilitária, objetos decorativos e escultóricos.

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PRESERVANDO SABERES, INOVANDO FAZERES:

O TRABALHO COLETIVO COM O ARTESANATO EM PALHA NA COMUNIDADE DE JACUNÃ - BA GIANLUIGI AIROLDI

Ai.Bi - Associação Amigos das Crianças - Salvador/BA salvador@aibi.org.br

ÓSIA ALEXANDRINA V. D.PASSOS

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas/BA osia@ufrb.edu.br

Introdução O trabalho analisa a experiência da Associação dos Artesãos de Palha de Jacunã (Jaguarari-Bahia), apresentando resultados do Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Sociedade, Inovação e Tecnologia Social, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, desenvolvido entre março e agosto de 2012. Economia Solidária e Tecnologia Social são os conceitos centrais do trabalho, entrelaçados na análise de uma experiência que trança, na palha, “outra economia”, ou seja, um modo diferente de produzir bens e gerar riqueza, “outro modo de produção”, baseada na propriedade coletiva de bens e que utiliza “outras metodologias e saberes”. Objetivo O objetivo é analisar a experiência do trabalho coletivo com o artesanato em palha na comunidade de Jacunã, enquanto empreendimento econômico solidário, discutindo o processo de inovação na perspectiva da Tecnologia Social. Materiais e Métodos Para a realização do estudo, revisou-se literatura sobre Economia Solidária, Tecnologia Social e Inovação. Os dados foram coletados por meio de observação direta e entrevistas semi-estruturada, de maio a junho de 2012. Para análise, utilizou-se um quadro que tem como conceitos centrais a produção coletiva e a inovação, a primeira com as dimensões da produção, da comercialização e da divisão das despesas e dos lucros e, a segunda, com as dimensões da inovação na produção, na comercialização e a relação entre inovação e saber tradicional.

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51 Resultados e Conclusões O trabalho coletivo das artesãs se insere no contexto dos empreendimentos de economia solidária que estão se consolidando no Brasil como alternativa de geração de renda, inclusão social e organização do trabalho, dinamizando o desenvolvimento local. O trabalho coletivo na Associação é organizado; todos participam e têm total conhecimento acerca das atividades e dos processos envolvidos. Por outro lado, a participação e a construção da gestão democrática é um desafio. A arte de trabalhar a palha na comunidade de Jacunã é uma manifestação do saber popular, transmitido de geração em geração. A formação da Associação fortaleceu esse saber, que sempre foi importante para a complementação da renda das famílias, e contribuiu para a diversificação da produção e sua comercialização. A inovação de produtos ocorre de diferentes maneiras: interação com outros grupos, tentativa de conquistar novos mercados, interação com os clientes e necessidade dos próprios moradores da comunidade em aprimorar as peças. A inovação fortalece o saber, contribuindo, ao mesmo tempo, para sua preservação e renovação; além disso, fortalece laços comunitários através da construção coletiva.

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POLTRONA ONDA:

ECODESIGN E O POTENCIAL DA MADEIRA COMPENSADA NO PROJETO DE MOBILIÁRIO TATIANA ALEIXO LIMA FERNANDES

Unesp, Campus de Bauru - SP, FAAC, Design de Produto tatianaaleixo@yahoo.com.br

PROF. DR. TOMÁS QUEIROZ FERREIRA BARATA

Unesp, Campus de Bauru - SP, FAAC, Design de Produto barata@faac.unesp.br

ANA CAROLINA YUKARI TOYAMA

Unesp, Campus de Bauru - SP, FAAC, Design de Produto ana_toyama@hotmail.de

THOMAS MUSMANN DE CARVALHO

Unesp, Campus de Bauru - SP, FAAC, Design de Produto thomasmusmann@gmail.com

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Introdução O desenvolvimento sustentável concilia racionalidade econômica, conservação dos recursos naturais e equidade social. Portanto as atividades necessárias para produzir, distribuir, utilizar e eliminar o produto, bem como os impactos sócioambientais oriundos das mesmas, devem ser consideradas durante seu desenvolvimento e produção. Por esta razão, conceitos de ecodesign foram criados para caracterizar a preocupação sócio-ambiental no desenvolvimento de produtos. Este trabalho enfatiza a aplicação destes conceitos na concepção e produção do protótipo confeccionado a partir placas de madeira compensada. Objetivos Priorizou-se a experimentação projetual, o estudo das potencialidades e aplicabilidade do material e seu processo de transformação, respeitando os princípios do design sustentável. Material e Métodos A madeira compensada, apresenta certificação florestal, garantindo o manejo correto que preserva o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico. Sua produção é regional, evitando a emissão desnecessária de combustíveis fósseis durante o transporte. Foi priorizado a etapa de pesquisa para a incorporação de conceitos do ecodesign, o uso de sketches manuais e modelagem virtual para concepção e prototipagem, a metodologia de projeto e planejamento durante a produção com o emprego de técnicas e processos de baixo impacto ambiental. Resultados O projeto foi fundamentado em três conceitos. O orgânico norteou a concepção formal, por proporcionar adequação ergonômica e atemporalidade estética. O multifuncional significa oferecer eficiência, otimização de espaço e consequente redução de gastos. Os encaixes permitem a criação de um produto unimaterial e planificável, facilitando o descarte e reciclagem, viabilizando transporte e estocagem mais eficientes e simplificando montagem e manutenção. A Poltrona Onda é confeccionada unicamente com madeira compensada, a partir da repetição de perfis, que formam seu assento e encosto, travados e sustentados por quatro peças dentadas, que se apoiam nos perfis laterais. O aspecto da multifuncionalidade é contemplado pela capacidade de armazenamento de objetos

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53 da peça responsável pelo travamento dos perfis maiores. Para a finalização do protótipo foram selecionados produtos à base d’água, não agressivos ao meio ambiente.

Figura.1: O resultado, a Poltrona Onda.

Conclusões A solução norteada pelos princípios do ecodesign, explora satisfatoriamente às características do material e oferece um objeto de fácil manuseio e liberdade de configuração. Referências CORSON, W. H. 1993. Manual global de ecologia. O que você pode fazer a respeito da crise do meio ambiente. São Paulo: August us. MANZINI, E., Vezzoli, C. 2002 O desenvolvimento de produtos sustentáveis. São Paulo: Edusp. LÖBACH, B. 2001 Design Industrial – Bases para a configuração de produtos industriais. São Paulo: Edgard Blücher.

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INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE DO GANTOIS, SALVADOR – BA. Adalberto Vilela Ana Julieta Garcia Cláudia Schwikart Dila Reis Gabriela Rabelo Igor Queiroz Juliana Rocha Larissa Rocha Lucas Prates Mariana Britto Matheus Tanajura Taís Azevedo

Curiar – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia Salvador, Bahia, Brasil. curiar.faufba@gmail.com

Resumo do Pôster Realizada entre julho e agosto de 2012, a Intervenção na comunidade do Gantois foi a primeira ação coletiva do Curiar - Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) da Universidade Federal da Bahia. O pôster expõe as fases de preparo, a metodologia de aproximação com a população local e a análise feita posteriormente. O objetivo era revitalizar o largo, a escadaria – principal acesso à comunidade – e o único espaço de lazer das crianças, localizados entre a Av. Garibaldi e a Vte. Souza Uzel, com o intuito de beneficiar os moradores do Gantois e a população do entorno. Além disso, criar laços com a comunidade, melhorar as condições de acessibilidade, o embelezamento do local e o aumento da auto-estima dos habitantes foram algumas das metas atingidas pelo Curiar. Por outro lado, é importante ressaltar que o fato do curto prazo fez o grupo dar passos impulsivos e a falta de um cronograma realista acabou por dificultar o andamento dos trabalhos. Além disso, a ideia da intervenção na escadaria surgiu da interpretação feita, pelo EMAU, das conversas com os moradores. Mas, projetos

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55 participativos não podem ser realizados a partir da análise feita por uma das partes, eles devem ser construídos coletivamente. Enfim, sabemos todos que é um começo, e como em todos os começos temos muito o que aprender para chegar aos resultados que esperamos. Mas o louvável da iniciativa do Curiar, e também dos seus parceiros, é a vontade e a disponibilidade de todos que participaram, a fé nos efeitos de um trabalho coletivo e a vontade de se envolver com comunidades que não tem acesso ao arquiteto. Uma bonita relação com o Gantois começa a se construir, e daí por diante só há o que amadurecer, com persistência e serenidade.

A IDENTIDADE CULTURAL DE COMUNIDADES DE NOVA LIMA: O DESIGN APLICADO NA VALORIZAÇÃO DO ARTESANATO E DO TURISMO SUSTENTÁVEL RITA DE CASTRO ENGLER

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil rcengler@uol.com.br

GEORGES MACHADO MICHAILIDIS

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil georgesgd@gmail.com

DANIELA MENEZES MARTINS

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola de Design Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil danielafalbo@hotmail.com

Introdução Este resumo tem como objetivo analisar a cultura local do município de Nova Lima e identificar os elementos da iconografia local, a fim de desenvolver soluções gráficas que qualifiquem produtos artesanais de forma sustentável e com maior identificação ao local na qual foram desenvolvidos. A identidade cultural é a base para o reconhecimento de uma comunidade ou grupo social de um território sendo ela definida pelo seu ambiente, objetos pessoais, vestuário, culinária, música, mito, crença, religião, ética. Essa combinação de valores torna um grupo único e o diferencia culturalmente dos demais.

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Devido a grande quantidade de produtos artesanais veiculados no mercado, diferenciar apresenta-se como uma oportunidade e possível solução para sobrevivência e inovação de empreendimentos. Desta forma torna-se necessário desenvolver mecanismos eficazes que configurem a inserção de produtos e serviços sustentáveis provenientes de comunidades e pequenos negócios. Por fazer parte da região Metropolitana de Belo Horizonte, Nova Lima recebe um grande contingente turístico, tanto por sua proximidade física, quanto por seus potenciais particulares como inúmeros atrativos históricos, culturais, infraestrutura hoteleira e aspectos naturais. Dessa forma, a escolha do município de Nova Lima como foco da pesquisa foi uma opção viável, por sua proximidade física e potencial turístico com possibilidades reais de desenvolvimento sustentável. Objetivos O objetivo desse trabalho é identificar os elementos iconográficos da cultura de São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima – MG, utilizando do design como processo diferenciador no desenvolvimento produtos artesanais sustentáveis que possuam reconhecimento por sua origem territorial. Materiais e métodos A metodologia desenvolvida é dividida em três etapas: a primeira visa desenvolver uma revisão de literatura buscando identificar elementos culturais e históricos. A segunda etapa efetua seleção de dados coletados. Na terceira desenvolve-se a organização dos dados e apresenta-se a aplicação em suporte material. Resultados e Conclusões Os resultados esperados são o desenvolvimento de elementos gráficos que representem a cultura da comunidade local e sua aplicação ao artesanato visando torná-los únicos, destacando-os no mercado.. Espera-se também que através da aplicação do design no artesanato, possamos promover um maior desenvolvimento socioeconômico da comunidade de artesãos, uma vez que a região apresenta grande potencial turístico.

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57 BIBLIOCICLETA

DESIGN, BICICLETA E LIVROS AUGUSTO GABRIEL DE JESUS LEAL

Universidade Federal da Bahia Salvador-BA augustoleall@gmail.com

Introdução A bibliocicleta é um projeto de incentivo a leitura e disseminação do livro realizado no município de Simões Filho - BA. Trata-se de um suporte de transporte de livros e materiais didáticos, que funciona como expositor em locais de difícil acesso ao livro. O suporte para encaixe em bicicletas é de fácil montagem e baixo custo, feito com uso de materiais reaproveitados. A Bibliocicleta circula e distribui, gratuitamente, livros para pessoas de todas as idades. Atualmente o projeto encontra-se em fase de replicação por meio da realização oficinas de design com jovens de bairros da cidade. Objetivos • Promover o livre acesso ao livro • Incentivar a leitura entre pessoas de todas as idades • Criar pontos de leitura móveis em bairros de Simões Filho • Contribuir com a formação educacional de jovens por meio das oficinas de replicação do projeto. Materiais e Métodos As oficinas tem carga horária média de 16h. Esse tempo pode mudar a depender da especificidade de cada grupo trabalhado. Nas oficinas os participantes aprendem a construir bibliocicletas, são apresentados ao design, e estimulados a pensar em como podem contribuir com a solução de problemas comunitários. Participam também de exercícios voltados para a leitura. A metodologia da oficina é centrada no design. Nela, os educandos vivenciam atividades de problematização, pesquisa, desenvolvimento de alternativa e prototipagem. Resultados e Conclusões O projeto participou da III Bienal Brasileira de Design (2010), foi finalista do Design Excelence Brasil 2011 e também do IF Design Awards 2011, participou da

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mesa redonda sobre processos metodológicos do 1º Colóquio de Design Social e Sustentabilidade da Bahia, participou do TEDxPelourinho e também foi contemplado com o Prêmio Pontos de Leitura do Ministério da Cultura. Durante as oficinas podemos constatar bastante entusiasmo dos jovens com as aulas. Pudemos observar que o entendimento da metodologia do design pode contribuir com a construção da autonomia e com a motivação para aprender dos jovens. Essa experiência, somada com a certeza do poder transformador do design, motivaram a realização de uma pesquisa no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia, na linha Concepção, Produção, Teoria e Crítica do Design. Essa pesquisa tem como objetivo entender como o design pode contribuir com a formação de jovens, com foco no desenvolvimento da sua autonomia e da capacidade de solucionar problemas. Como as habilidades do design podem colaborar com o enfrentamento dos complexos problemas da atualidade.

A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E O DESIGN SUSTENTÁVEL JULIANA SANTOS EGEA

FEB/UNESP - Faculdade de Engenharia de Bauru/SP juju_egea@hotmail.com

CLAUDIO GOYA

FAAC/UNESP - Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação - Bauru/SP goyaclaudio@hotmail.com

THAIS AKINAYOSHITAKE

FAAC/UNESP - Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação - Bauru/SP akiina.thais@hotmail.com

GABRIELA BASILLE

FAAC/UNESP - Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação - Bauru/SP gabi.iz@hotmail.com

ISABELA POMPEI NEVES

FAAC/UNESP - Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação - Bauru/SP isaa_pn@hotmail.com

Introdução O Laboratório de Design Solidário é um Projeto de Extensão Universitária pertencente à Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação - UNESP Bauru, coordenado pelo Prof. Dr. Cláudio Goya – Departamento de Design, buscando desenvolver

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59 técnicas sustentáveis em se tratando da produção de artesanatos. As atividades do projeto fundamentam-se nos princípios de economia solidária com caráter sustentável, possibilitando geração de renda às comunidades menos favorecidas por meio de objetos artesanais desenvolvidos de forma sustentável baseados no ecodesign, isto é, quando o ambiente auxilia na tomada de decisões. A Engenharia de Produção é importante em todo processo de fabricação de novos produtos, pois estuda o conceito, estrutura, interface e manutenção, visando sempre eficácia e eficiência na utilização de recursos disponíveis e assim há uma combinação entre funcionalidade e economia. Objetivo: Inserir e integrar os conceitos de Engenharia de Produção no desenvolvimento dos produtos destinados às comunidades carentes baseados em princípios da sustentabilidade, buscando agregar valor estético e sustentável aos mesmos; analisando a forma mais adequada de utilizar os recursos disponíveis, resultando em produtos diferenciados e de grande aceitação pela sociedade; sustentar conhecimentos de caráter técnico a respeito dos recursos disponíveis. Materiais e Métodos Trata-se de um projeto empírico de caráter teórico-prático, por intermédio de um estudo de caso, onde após a revisão da bibliografia utilizou-se a metodologia de pesquisa em Engenharia de Produção para a elaboração de um modelo de produção, aperfeiçoando as etapas de desenvolvimento dos produtos, ou seja, otimizando-as. Resultados: Após o estudo ser realizado, os novos produtos foram desenvolvidos de maneira adequada ao interesse das comunidades envolvidas, concedendo novas oportunidades rentáveis às mesmas por meio da reinserção de materiais descartados no processo de produção como também alternativas menos agressivas ao meio ambiente. A adoção de tecnologias visando à sustentabilidade representa uma alternativa viável para a qualificação do artesanato de forma geral. Conclusões Dessa forma, foram realizados testes com insumos diferenciados e também com resíduos domésticos ou industriais que chegaram ao Laboratório de Design Solidário visando ao melhor aproveitamento dos mesmos; minimizando impactos ambientais e propiciando melhoria, modificação e evolução nos processos dos produtos. Portanto, nota-se a significância do projeto de extensão articulado de forma indissociável à pesquisa e ao ensino, apoiado nos pilares da sustentabilidade.

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CADERNO DE RESUMOS - 2º Colóquio de Design Social e Sustentabilidade  

O II Colóquio sobre Design Social & Sustentabilidade sob o tema Bahia: o Design como Ferramenta Criativa de Desenvolvimento Local Sustentáve...

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