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EDITORIAL

SUPERAR

para estar melhor S

uperação é um termo relativo à vitórias. E elas podem ter os mais diversos significados pessoais. Não é preciso ser fenomenal para que todos deem conta do seu real valor. Precisamos entender que a representação simbólica das conquistas é tão relevante para quem as realiza que, ao assistirmos a vitória do outro, isso também deve ser motivo de felicidade para nós. A começar da capa, estampamos uma reportagem que traz um nome de peso e de alta relevância para Caicó: Bispo Dom Antônio. Forte, íntegro e seguro de si, ele respondeu francamente as 15 perguntas da jornalista Gláucia Lima, sem titubear e de modo inspirador por demonstrar firmeza, tolerância e respeito para com o próximo, sem maiores julgamentos. Ainda assim, o jornalista Raildon Lucena investigou como a dança pode ser um importante entretenimento de inclusão social. Pra completar, os professores ganharam os holofotes para confirmar o lugar de destaque que merecem e incríveis histórias de pessoas que conseguiram driblar adversidades, em nome do amor por suas famílias, também ganharam as nossas páginas. Tem mais. Muito mais. Um editorial com cliques especiais de entrevistados que fazem a vida acontecer com mais graciosidade; palavras cruzadas para fazer o tempo passar; uma crônica para refletir; e “O Melhor da Cidade” para conhecermos boas sugestões. Catalisamos forças para elevar a nossa qualidade editorial com vigor e modernidade a fim de te proporcionar, uma leitura leve, prazerosa, divertida e revigorante diante de tantas coisas boas que a gente precisa contar.

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índice

A Educação é o caminho

O corpo DANÇA

10 Nem Jesus conseguiu a unanimidade

POR AMOR

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Expediente Projeto Gráfico Referência Comunicação & Assessoria Fotografia Dyego Leandro Revisão Profª Ms. Ana Aline Moraes Revista Collecione Caicó Publicação de veiculação semestral Tiragem 3.000 exemplares Impressão Unigráfica Natal Redes Sociais @collecione

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Gláucia Lima

Raildon Lucena

Jornalista DRT-RN 1742-JP

Jornalista DRT-RN 00944-JP

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Acesse www.collecione.com.br Diretor Executivo e Comercial Fred Costa | 84 99232.7777

Respostas das Palavras Cruzadas: 1. Manteiga - 2. José Augusto - 3. Carne de sol - 4. Rádio - 5. Dezembro - 6. Chuva - 7. Itans 8. Cel. Martiniano - 9. Bordado - 10. Sábado - 11. Espetinhos - 12. Collecione - 13. Carnaval - 14. Cerveja - 15. Marizão

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A professora Zeneide Figueiredo em sala de aula com seus alunos na EECCAM

A Educação é o caminho Como os professores podem ser instrumentos de transformação social na construção de uma nação mais justa Por FRED COSTA

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Fotos DYEGO LEANDRO

valorização do professor deve ser assegurada pelo lado nobre da profissão, a qual todos nós devemos manter os devidos aplausos, até porque eles se mantém com alto índice de relevância, mesmo sem os incentivos merecidos que a profissão tanto precisa. Apesar dos entraves, bons exemplos seguem a nossa volta, indo além do trivial em sala de aula e elevando o ensino em escala multifuncional, rendendo prazer em aprender para aqueles que, mais tarde, serão o futuro da nação. Zeneide Figueiredo é graduada em Física, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) com

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especialização e mestrado em Educação em Portugal, leciona tal matéria para o ensino médio da Escola Estadual Professora Calpúrnia Caldas de Amorim (EECCAM) e também é supervisora do projeto Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) em Caicó/RN. “Tive uma professora na minha primeira série do ensino fundamental chamada Darcilene, com quem aprendi a ler e escrever. Esta convivência me despertou uma admiração, a tal ponto que, com o passar dos anos, quando conheci a Física, tive a certeza que me tornaria também professora”, conta.


EDUCAÇÃO

Todo e qualquer ofício depende, inicialmente, do trabalho de um professor que o ensine lições, métodos, teorias e afins. Apesar das dificuldades, ela reconhece a graciosidade em exercer o seu ofício. “A nossa maior grandeza está em poder contribuir para a realização do sonho de um jovem em conquistar qualquer área do conhecimento, além de ajudá-lo também a se tornar um cidadão melhor através dos nossos ensinamentos”, pondera. Em contato com os seus alunos, Zeneide consegue dinamizar os conteúdos de Física, despertando um interesse acima da média em suas aulas. “Mostro através das minhas experiências, algo inovador para meus alunos, além de falar para os mesmos que vale a pena estudar, adquirir conhecimentos, mesmo diante de tantas dificuldades. Falo ainda que, através da dedicação pelos estudos tive a oportunidade de trilhar caminhos de sucesso como foi o fato de concluir o meu mestrado no exterior e também de conhecer vários países, como França, Alemanha, Holanda, Egito, Israel, Palestina, Argentina e Paraguai. Tudo isso os deixa bastante entusiasmados”, comemora. Um dos pontos altos do ano letivo para Zeneide é a semana que acontece na EECCAM, a Mostra Científica de

Física. “Foi uma ideia brilhante que deu muito certo e rendeu experimentos maravilhosos, além do conhecimento sólido por parte dos alunos. Desenvolvemos esta exposição para toda a comunidade escolar e em sua quinta edição, neste ano de 2017, tivemos a adesão de outros professores no evento, assim como a visitação de vários públicos da nossa sociedade caicoense”, ressalta. Diante dessa realidade apresentada, vemos um paralelo positivo do que comumente se é noticiado sobre o ensino público brasileiro, o qual carrega uma imagem de desgaste que, muitas vezes, de fato, condiz com a realidade, embora saibamos que bons e ótimos exemplos existem como é o caso em questão. “Tenho muito orgulho de fazer parte da família EECCAM. Uma escola que traz consigo uma história de luta e de sucesso, temos excelentes profissionais, assim como alunos. Apesar de estarmos localizados em uma área periférica, temos baixa indisciplina, o que nos permite realizar um trabalho melhor e menos sofrido. Mostro isso para os alunos, todos os dias, que os mesmos têm capacidade de mudar de vida e de história através da Educação, o que é comprovado por exemplos de ex-alunos que hoje em dia estão se destacando em diferentes áreas profissionais”, pontua. Mostra Científica da EECCAM com exposição de projetos de Física

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EDUCAÇÃO

Repassar conteúdo não é ensinar. Ensinar é se vestir de saberes, se doar. É ser um pouco de docente e discente. Na igualdade se revelar na dinâmica da vida: transformar!

Maria Bernadete Lucena Professora

Mudando de ares e indo até o Colégio Diocesano Seridoense (CDS), chegamos a um cenário de instituição privada, mais precisamente à sala 17, encontramos a professora Maria Bernadete de Lucena em momento de atividade prática com seus alunos do 2º ano do ensino fundamental. Formada em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e Pedagogia pela Faculdade Integral do Brasil (FAIBRA), ela relembra: “Desde criança, brincava de escolinha e ajudava meus irmãos e vizinhos a fazerem suas tarefas. Na adolescência, percebi o quanto admirava minhas professoras em sala de aula, principalmente quando as aulas eram dinâmicas, no entanto, na fase adulta enveredei por um curso de ‘auxiliar de escritório’ que em nada me completava. Por essa razão, busquei o Magistério para me preparar para a sala de aula. Nessa época me senti realizada e na função que sempre sonhei”.

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Em 27 anos como professora, Bernadete acumula experiências vivenciadas em Caicó/RN nas Aldeias SOS e CAIC. Hoje em dia, além do CDS, instituição a qual presta serviços há 21 anos, ela também trabalha na Escola Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel. “Respiro Educação, vivo para mediar e aprender enquanto educadora. Sinceramente, não saberia lidar, em nenhuma hipótese, com outra profissão. Um educador não ensina somente métodos e teorias, ensina, principalmente, os valores”, emocionada releva. Como uma profissional que se atualiza e busca se manter dinâmica diante do nobre ofício que exerce, Bernadete inova em seus conteúdos e transmite ensinamentos de modo lúdico e atrativo aos alunos. “Ensinar é fazer valer cada detalhe. É conquistar pessoas, dividir saberes e multiplicar experiências. A grandiosidade se dá no acontecer. Nada é mais gratificante que ver um sorriso de um obstáculo superado, um saber construído, uma dúvida concretizada”, complementa.


A professora Maria Bernadete em sala de aula com seus alunos no CDS

Em compasso com a sua visão de mundo, ela tem plena consciência da sua influência como agente transformadora na vida dos seus alunos, assegura: “É necessário um novo olhar de inovação, buscando metodologias que atraiam a atenção e considerem a realidade dos alunos, a partir de onde eles estejam inseridos, transformando a sala em um espaço prazeroso. Um dia com poesias, o outro com personagens, em outro dado momento fazemos uma paródia, um teatro, entre outros”. Sobre o seu jeito divertido de ensinar, a professora ainda entrega: “Quando planejo minhas aulas me coloco no lugar do aluno pra saber aquilo que me deixaria empolgada para aprender esse conteúdo. Faço uma retrospectiva da minha infância, onde as aulas eram dadas de forma robótica, sem participação do aluno. Naquela época, alunos e professores não interagiam. Os alunos precisam ter oportunidades: de falar, de expor suas ideais, o que sabe

do assunto, como querem aprender”. Para a construção de uma formação relevante é preciso que a escola e família caminhem lado a lado na educação desses cidadãos. “É preciso se ter um elo diante da responsabilidade no ato de educar: Que a família cumpra com seus deveres e que a escola faça valer com sua proposta pedagógica para formarmos cidadãos que lutem por uma sociedade digna e de igualdade social”, comenta. Saindo do contexto urbano e entrando na realidade que existe atualmente na zona rural, a nossa última parada nesta reportagem é na fazenda Solidão, pertencente ao município de Serra Negra do Norte/RN, onde a professora Iany Alves atua na escola municipal Manoel Mariz. Formada em Pedagogia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e com pós-graduação em Educação Infantil, ela nos diz: “Fui agraciada com o desafio de lecionar em uma escola do campo. Desde então não larguei mais.

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A professora Iany Alves em momento de “contação” de histórias para seus alunos da Escola Municipal Manoel Mariz, na Fazenda Solidão, zona rural de Serra Negra do Norte/RN

Defendo a bandeira do campo com muito compromisso e responsabilidade”. Sobre a escolha da sua profissão, Iany conta que teve uma ajuda. “Minha mãe, Dona Netinha, sempre me dizia que lecionar era um lindo ofício e que eu tinha ‘jeito pra coisa’. Daí então, fiz vestibular e me encantei. A faculdade rende uma base teórica para entender a Educação, mas é no chão da escola que tudo acontece e sua identidade como professora vai surgindo”, relata. Sobre o poder da transformação que a Educação pode proporcionar a nossa sociedade, ela acredita: “O nosso trabalho atravessa os muros da escola. O que me motiva a continuar é o olhar doce dos meus alunos, é ouvir quando eles leem pela primeira vez a frase ‘tia, eu já sei ler’ e ter ao final das aulas, em cima da minha mesa, algumas cartinhas com declarações de agradecimento”. Entre as suas principais fontes de inspiração, ela aprecia o trabalho do professor Paulo Freire. “Ele tem um vasto acervo de obras no tocante aos estudos de educação popular. Me identifico muito com ele”, afirma. Outro ponto de estudo é a internet que possibilita, segundo a mesma, a propagação de ideias através dessa plataforma digital. “Utilizo as redes sociais, como o instagram @professorante, para apresentar o meu trabalho. O compartilhamento de ideias e ações pedagógicas podem ser inspiradoras para outros colegas, assim como é pra mim”, garante.

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Atualmente, falar em Educação no campo não se destina apenas a indicar escolas distantes da zona urbana. Felizmente, o termo distancia-se disso e apresenta-se como ponto de partida para aqueles que nessa área habitam, para se firmarem como cidadãos. “Diante das peculiaridades dos alunos, trabalho em uma sala multisseriada, ou seja, uma forma de organização, na qual se conta com várias séries do ensino fundamental simultaneamente em sala, tendo que atender aos alunos com idades e níveis de conhecimento diferentes, contando histórias, não apenas lendo, mas proporcionando uma leitura viva”, confessa. Tudo começou com uma “contação” tímida, a partir de fantoches. “Me lembro até do livro ‘O Grande Rabanete’, de Tatiana Belinky. Nossa! As crianças amaram e o trabalho foi ficando mais consistente, até que elas foram pedindo mais e mais atividades do tipo”, relembra. Dentro do calendário de ações em sala de aula, a segunda-feira foi estimada como o dia oficial da “contação” de histórias, tornando-se, portanto, um dos momentos mais aguardados pelos alunos. “Embarcamos em cada história providenciando figurinos e ambientações, confeccionando alguns jogos para realizar as brincadeiras que fazem desse dia, uma festa de aprendizagem”, atesta. Para finalizar, ela evidencia o papel da família em comunhão com a escola. “O diálogo é muito importante, assim como não misturar os papéis: a escola ensina e a família educa”, resume.


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O BRILHO do sorriso

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Odontologia é uma das áreas da saúde que mais desperta nas pessoas o desejo de estar esteticamente alinhado com o seu biotipo. Em Caicó, um dos profissionais que mais se destaca no meio é o Dr. Marcos Moreira (CRO RN 1869), diante das suas especialidades em implantodontia, endodontia e estética. Entre os procedimentos mais recorrentes, ele destaca o clareamento dental que pode ser realizado basicamente por duas maneiras: em consultório dentário ou em tratamento caseiro com a supervisão do cirurgião-dentista. Em ambos é utilizado um gel para clarear os dentes. Quanto maior a sua concentração nas áreas, mais rápido o clareamento será efetivado. “Vale salientar que o procedimento é realizado para clarear dentes hígidos, perfeitos, sem nenhuma restauração em resina composta ou porcelana, pois o gel não exerce nenhum efeito sobre estas aplicações estéticas”, admite. A princípio, qualquer pessoa pode se submeter ao clareamento dental, basta que se tenha dentes amarelados e deseje melhorar a sua aparência. É interessante ressaltar que nem todos os dentes podem ser beneficiados pelo tratamento, já que as causas do escurecimento podem ser diversas, devido a pigmentação de alimentos e bebidas, uso de aparelho ortodôntico, genética e outros mais. Sobre a técnica caseira, os principais riscos que o procedimento pode causar está em despertar uma sensibilidade temporária, clareamento excessivo e queimaduras químicas, no entanto, seguindo as recomendações do dentista, o paciente fará uso de modo correto da moldeira e poderá contar com o

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DEZEMBRO 2017ira Dr. Marcos More

em atendimento

Dr. Marcos Moreira esclarece dúvidas sobre clareamento dental Por FRED COSTA

Fotos DYEGO LEANDRO

respaldo de pastas anti-sensibilidades. “O tempo de duração do tratamento varia de caso a caso e depende de quatro fatores: organismo, natureza da mancha, técnica utilizada e comprometimento do paciente”, certifica Dr. Marcos. Disciplina precisa fazer parte de qualquer tratamento dentário, principalmente os relacionados à clareamentos, uma vez que o paciente deverá obedecer certos critérios para conquistar um resultado de excelência, como o fato de evitar alimentos com muito tempero, refrigerantes, cafés, vinhos ou qualquer outra comida que possa manchar os dentes. “O clareamento dental tem muitos benefícios a acrescentar às nossas vidas: elevação da autoestima por dar um aspecto de saúde bucal mais evidente e segurança para sorrir facilmente, o que tornará a pessoa mais sociável em seu dia a dia. Prova disso é a minha paciente Isadora que, em meio ao seu tratamento, já está muito satisfeita com os seus resultados”, acrescenta. Recentemente, Dr. Marcos Moreira participou do congresso anual da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), em Recife/Pernambuco, e por lá ficou a par do que existe de mais moderno no que se refere às técnicas e materiais para implementar os clareamentos dentários em seus pacientes. Entre em contato diretamente no consultório odontológico do Dr. Marcos Moreira, localizado nas salas 19 e 20, do Shopping Liberdade, na rua Felipe Guerra, 510, no centro de Caicó/RN. Para mais informações, ligue 84 3421.3440 e 99613.5838. Siga também no instagram @dr.marcosmoreira.

Dr. Marcos Moreira em

sessão de clareamento

dentário


Para a maioria dos pacientes, os dentes podem ser clareados de três maneiras: 1. Em consultório: mínimo de duas a três sessões de 60 minutos com géis clareadores à base de peróxido de hidrogênio a 35% ativados ou não por Laser ou Led. 2. Em casa através do uso de uma moldeira pré-fabricada, na qual o cliente coloca um gel clareador à base de peróxido de carbamida (nas concentrações de 10%, 16% ou 22%), por um período mínimo de 14 dias ou noites, dependendo do grau das manchas dos dentes. 3. Associação das duas técnicas acima citadas, com uma sessão em consultório mais 7 a 10 dias usando moldeira junto ao gel à base de peróxido de carbamida. Das 3 técnicas citadas, esta é a que apresenta os melhores resultados, uma vez que envolve o acompanhamento do profissional e os recursos necessários para bons resultados.

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UMA FISIOTERAPia

nada convencional Um novo conceito de fisioterapia através de terapias alternativas chega a Caicó pela clínica Fisiovida Dra. Einar Figueiredo executando técnica de Dry Needling

Por FRED COSTA

M Dra. Dianny Figueiredo praticando a liberação miofascial

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Fis

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ida

Dra. Bárbara Vale em procedimento com ventosas

Dra. Luma Brilhante realizando tratamento com bandagens funcionais

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uito se fala nas novas técnicas de abordagens fisioterápicas que existem hoje em dia no mercado, através das terapias alternativas. A Fisiovida, clínica especializada em diversos procedimentos de fisioterapia em Caicó, também está inserida neste contexto, disponibilizando o que há de mais moderno na área. “Temos como objetivo principal transformar a fisioterapia convencional em terapia resolutiva, realizando desde técnicas convencionais à terapias alternativas, em busca de resultados positivos aos nossos pacientes”, reconhece Einar Figueiredo, fisioterapeuta e diretora geral da clínica. Em um modo geral, as abordagens terapêuticas alternativas são trabalhadas através de quatro tipos de terapias no atendimento convencional e passam a ser inseridas de acordo com a necessidade do quadro do paciente, contando assim, com uma terapia nada convencional em seus tratamentos. “Desse modo, a Fisiovida dispõe de bandagens funcionais, ventosas, microagulhamento a seco (Dry Needling) e liberação miofascial, de forma manual e instrumental”, complementa. A Fisiovida iniciou as suas atividades ainda no ano de 2000. Em 2014 passou por uma intensa reformulação, na qual foi modernizada com equipamentos de ponta e técnicas cinesioterapêuticas diferenciadas que, culminaram, na sua consagração como clínica de fisioterapia mais requisitada da região, mediante também a sua equipe altamente capacitada. Em horários extensivos e fora do turno comercial, a Fisiovida funciona para atingir a todos os públicos, atendendo em regime de convênios e particulares na rua Felipe Guerra, 560 A, no centro de Caicó/RN. Para mais informações, ligue 84 99879.6369 ou 98702.8837. Siga-a nas redes sociais em instagram @clinicafisiovida e facebook @fisiovidacaico.


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Dra. Débora Fernandes em atendimento em seu consultório oftalmológico em Caicó/RN

DE OLHO nas cirurgias

A partir de agora, Dra. Débora Fernandes passará a realizar também cirurgias oftalmológicas em Caicó Por FRED COSTA

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Foto DYEGO LEANDRO

esde que retornou a Caicó com o intuito de contribuir para termos acesso a uma medicina moderna e humanizada, a Dra. Débora Fernandes (CRM/RN 6418) vem conquistando os seus pacientes pela experiência e precisão em suas consultas. Para fortificar esses laços, ela acaba de instituir na cidade, a fim de ampliar os seus domínios: cirurgias oftalmológicas. “A clínica adquiriu equipamentos de última geração para realização de diversos procedimentos cirúrgicos, entre esses: catarata, pterígio, calázio, pálpebras, entre outros. A disponibilização destes serviços acontecerá no Hospital da Liga em Caicó, que possui um centro cirúrgico de alta tecnologia”, ressalta a médica.

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Aliado às consultas e exames complementares que já desenvolve constantemente em seu consultório na clínica Promédica, localizada na rua Felipe Guerra, 440 A, em Caicó/RN, ela irá conciliar com as cirurgias que poderão ser realizadas através do SUS ou em modo particular. “Espero que a população de Caicó e região venha a ganhar com a inclusão desse novo serviço de excelência em Oftalmologia, uma vez que o bem estar e a qualidade da visão dos nossos pacientes serão sempre a nossa marca registrada”, complementa. Para mais informações, entre em contato, em horário comercial, 84 3421.4082 e a siga nas redes sociais, em instagram e facebook, para ver dicas e muito mais pelo @dradeborafernandes.oftalmo.


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De geração em geração, a Drogaria Central continua no gosto do caicoense

TRADIÇÃO de caicoense Por FRED COSTA

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ertos costumes são transmitidos ao longo das gerações, entre alguns desses, nas famílias caicoenses, o hábito de saber que na hora da precisão se poderá contar com a Drogaria Central é uma certeza que se mantém viva desde 1972. “Somente quem é da nossa terra, assim como eu e você, sabe lidar com os caicoenses da forma como nós gostamos e merecemos”, assegura a farmacêutica Kadidja Simplício (CRF/RN 2111) que se mantém na administração da drogaria junto ao seu pai, Neto e a sua irmã, Rosanete. Continue acreditando e comprando na Drogaria

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Entenda como a Drogaria Central consegue manter-se como a mais requisitada da cidade

Foto DYEGO LEANDRO Central, a única da região a estar aberta 24 horas por dia com a maior variedade de medicamentos, cosméticos e produtos diversos, nas melhores condições de pagamento com descontos que chegam, em alguns casos, a 80%. Vale salientar que a taxa de entrega a domicílio é gratuita das 7h às 18h e você ainda pode parcelar as compras em até 6x sem juros nos cartões de crédito. A Drogaria Central está localizada na Praça DixSept Rosado, por trás do Mercado Público de Caicó, no centro da cidade. Mais informações através do disk saúde 84 3421.1268.


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A COR E PISO

que a sua obra merece Inspirada pelos melhores showrooms de construção do país, a loja “Cor & Piso” tem o que é novidade no segmento em acabamentos para Caicó e região Por FRED COSTA

Fotos DYEGO LEANDRO Setor de revestimentos cerâmicos

Setor de revestimentos cerâmicos

Setor de cubas e sanitários

Setor de luminárias pendentes

Setor de tintas

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Alana Fernandes, diretora da Cor & Piso

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m bom português, a palavra “showroom” quer dizer “espaço amplo e devidamente organizado para expor produtos dos mais diversos tipos”. No segmento de construção, este recurso é bastante utilizado para que os consumidores tenham noção da real dimensão de seus itens incorporados em espaços previamente arquitetados. Essa ideia permite que o público se projete naquele ambiente e se imagine em meio aqueles belos e funcionais acabamentos. Em Caicó, a loja “Cor & Piso” tem essa proposta e disponibiliza, em seus mais de 300 metros quadrados, pisos e revestimentos em geral, tintas (destaque para a ala de tons exclusivos, onde o cliente produz uma tonalidade única de acordo com o seu gosto), iluminação, louças, metais, argamassas, rejuntes, portas, fechaduras e puxadores através de cerca de 35 marcas dos mais variados formatos, cores e preços. “O nosso mix de produtos é composto a partir do que é tendência de mercado no segmento de acabamentos. Procuramos sempre estar atualizados, participando de feiras, eventos e até mesmo estando a par do que acontece nas redes sociais para poder trazer para Caicó e região, o que é novidade na área de construção”, comenta a diretora da empresa, Alana Fernandes. Ao destacar uma tática de mercado que tornou o principal trunfo da loja, Alana ainda nos conta: “Nosso diferencial é estudar e nos manter antenados todos os

dias. Até por que o mercado é bem versátil e tem crescido bastante. Nossos produtos abrangem do popular ao mais requintado. Então, procuramos conhecer as necessidades dos nossos clientes e assim trazer o que vejo que falta em nossa região na área, a fim de deixar o nosso público mais confortável e satisfeito”. Toda firmeza e credibilidade que a gestão da loja transmite, por meio de Alana, aos seus 11 colaboradores e milhares de clientes, é proporcionada graças à experiência acumulada no setor, desde o ano de 2013. “Iniciei a minha história no comércio, trabalhando ao lado do meu pai, Odilon Fernandes, na Girassol Construções. Por lá, eu gerenciava a empresa como um todo, cuidando e aprendendo um pouco de cada setor. Em 2015 percebi a necessidade de aumentar o negócio e aí surgiu a ideia de lançar a ‘Cor & Piso’. Então, tiramos o projeto do papel, lutamos contra a crise por acreditar em nosso sonho, mesmo com pouca mercadora na época, mas muita vontade de crescer, tudo foi cooperando para que desse certo, contando com o apoio e ensinamentos do meu pai”, relembra Alana, contente e satisfeita com os resultados obtidos nas novas instalações da empresa que está localizada na rua Generina Vale, 789, no centro de Caicó/RN. Para mais informações, ligue 84 3421.2036 ou via WhatsApp 84 99131.2662. Siga-a também nas redes sociais, em instagram e facebook, @corepiso.

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A professora Mônica Belotto em aula de balé auxilia a aluna Manuela

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Superando limites, conheça exemplos de pessoas que utilizam os movimentos da dança como força de expressão e no reconhecimento do próprio corpo Por RAILDON LUCENA Fotos DYEGO LEANDRO


COMPORTAMENTO

com precisão. No caso de Manuela, também é uma ferramenta de socialização e equilíbrio que ajuda bastante a garotinha, que tem Síndrome de Down. Sua mãe, Célia Maria, conta que Manuela, que tem 10 anos de idade, se identifica bastante com a dança, que a mesma já praticava quando a família morava no Rio de Janeiro e, ao voltarem para Jardim de Piranhas, ela procurou um local onde as irmãs Manuela e Marcela, que são gêmeas, pudessem fazer a atividade. Encontraram, em Caicó, o Estúdio de Dança de Mônica Belotto. “Manuela já acorda perguntando se tem balé. Quando a gente diz que não tem ela faz cara de choro”, conta. A mãe-coruja fala que a filha gosta de ensaiar os movimentos artísticos na frente do espelho, ressaltando que as aulas auxiliam tanto na postura corporal como na integração e socialização com outras crianças. Célia recorda que sua gestação ocorreu normalmente, mas Manuela nasceu com Down. Todavia, a mãe destaca que a filha leva uma vida normal, como qualquer menina. “É uma criança muito amada, carinhosa e bastante expressiva”, acentua. Ela fala que, inclusive, em Jardim de Piranhas, muitas pessoas a chamam por “mãe da Manuela”, o que a deixa muito feliz, pois sua filha é bastante popular. As irmãs, que praticam as aulas juntas, fazem questão de demonstrar o amor que sentem uma pela outra. Durante a entrevista para a Collecione, Manuela exercita alguns passos brincando com a fita e fazendo movimentos que aprendeu naquela aula. A alegria das irmãs é simplesmente contagiante.

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rotina de Manuela começa logo cedo. Ela acorda, toma café e vai para a escola estudar. No período da tarde, faz os deveres de casa e brinca com a irmãzinha, Marcela. Duas vezes durante a semana, ela faz uma atividade que gosta bastante: o balé. Ela se desloca, com a mãe Célia e a irmã, até Caicó, onde estuda a modalidade. Manuela sonha em se tornar uma bailarina e, para isso, não mede esforços. Essa história é a mesma de muitas garotas seridoenses. O balé é uma modalidade de dança que exige disciplina e atenção para executar os movimentos artísticos

Expressividade e força corporal A professora Mônica Belotto diz que Manuela é um doce de criança e que se relaciona muito bem com toda a turma. A expressividade dela chama a atenção da instrutora, pois é um atributo muito importante na execução dos passos de dança. “Ela brilha no palco”, assinalou, lembrando que ela recebe o mesmo tratamento de todas as outras meninas, inclusive quando erra ou está com uma certa “preguicinha”, é chamada a atenção do mesmo jeito. “Ao final do ano, sempre fazemos um espetáculo de encerramento. É o momento em que os alunos mostram o que aprenderam. Manuela sempre se apresenta e executa a

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Rodolfo Marcos pratica dança de salão, samba de gafieira e bolero

coreografia, chamando a atenção pela expressão corporal e facial que é muito forte”, declara Mônica. A professora afirma que a dança traz vários benefícios corporais e psicológicos, trabalhando o corpo de uma forma completa, dentre os quais ela destaca: equilíbrio, flexibilidade, orientação temporal e corporal e desenvolvimento cardiovascular. “A dança trabalha a consciência do corpo. Na medida em que a pessoa começa a estudar passa a dar atenção a esses movimentos e isso se torna uma

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preocupação do dia a dia”, pontuou Mônica Belotto. Para ser bailarina, ela argumenta que é preciso treinar e repetir cada movimento por muitas vezes. “Quem quer chegar lá, precisa ter essa autodisciplina”, acentua. A coreografia do balé, para sair perfeita, requer dedicação e colaboração de toda a equipe. Força de vontade na execução de cada passo Se Manuela leva a dança a sério, imagina o Rodolfo Marcos, 22 anos. Ele é da cidade de Equador e faz dança


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de salão, samba de gafieira e agora se interessou por um novo ritmo, o bolero. O rapaz faz faculdade de história na UFRN e conheceu Mônica durante uma palestra em que ela falou sobre a história da dança. Rodolfo possui deficiência visual (baixa visão) ocasionada pelo glaucoma, mas tinha muita vontade de aprender a

dançar. Ao conversar com Mônica, não demorou muito e iniciou as aulas. A instrutora comenta que o trabalho com Rodolfo foi um grande desafio, pois as pessoas aprendem a dançar pela informação visual. Com isso, foi preciso desenvolver outras formas para ele perceber como o corpo se movimenta no espaço. Ela explica cada passo e o dançarino que tem uma audição muito apurada se guia pelo ritmo e pulsação da música. “Dentro da sala, ele consegue se localizar, percebe vultos e quando está próximo da parede. Rodolfo tem muita força de vontade e quer aprender logo os passos mais elaborados”. Ele já conquistou os movimentos básicos do samba de gafieira, que a instrutora classifica como bastante complexos. Para Rodolfo, a dança é uma conquista e motivo de orgulho. O jovem estimula as pessoas que possuem deficiência visual a procurar o seu espaço na sociedade. “Quando as pessoas se escondem no anonimato fica difícil de interagir”, argumenta. Ele lembra que várias pessoas com deficiência visual estão se destacando no meio social, através da força de vontade. Dançar, segundo Rodolfo, traz muitos benefícios, entre os quais: a sociabilidade, o fato de ser um exercício físico e uma oportunidade de tirar o stress do cotidiano, além de deixar a pessoa mais sensível. “A arte tem o poder de transformar. Você vê o mundo com outros olhos”, filosofou. Perseguindo sonhos Natural de Curitiba-PR, Mônica Belotto dança desde os 8

anos de idade. Professora de dança com pós-graduação, ela tem larga experiência, se tornando bailarina profissional e trabalhando em várias companhias pelo Brasil e exterior, com passagem pela escola do Balé Nacional, em Cuba. Mônica revela que não nasceu com os atributos físicos para se tornar bailarina, e que enquanto alguns professores a incentivavam, outros não faziam o mesmo. Contudo, ela sempre perseguiu o seu sonho de ser bailarina, sendo hoje professora de dança e repassando seus conhecimentos para várias pessoas. Ela chegou em Caicó há 9 anos e, durante algum tempo, deu aulas de balé em uma escola particular da cidade, depois decidiu montar o seu estúdio de dança. Além de oferecer balé clássico, ela trabalha com outras modalidades, como forró, samba de gafieira e bolero. As idades dos alunos variam muito, entre 4 e 83 anos. Há, inclusive, uma turma só com mães. “Qualquer corpo dança. Não existe dança errada. Há técnicas específicas para quem quer se tornar profissional, mas se você tem prazer em dançar, nada deve te impedir”, incentivou. Ela avalia que, em Caicó, a dança evoluiu muito nos últimos anos. Há muito movimento de dança no mundo fitness e jovens que buscam aprender o hip hop e outras danças urbanas, apesar da carência de espaços para as práticas e possibilidades de aperfeiçoamento. “A região tem muito a crescer e muita gente com vontade de aprender a dançar”, finalizou.

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O Crossfit é a nova paixão do caicoense Como essa prática esportiva conquistou aqueles que buscam qualidade de vida, saúde e bem estar Por FRED COSTA

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Aula de Crossfit de uma das turmas da Cactos em Caicó/RN

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ma das modalidades esportivas mais em alta no mundo passou a ter endereço próprio em Caicó: o Crossfit. Tal iniciativa se deve ao educador físico João Paulo Santos (001563 – G/RN), responsável pela implementação da primeira box da região, a Cactos. “Fazemos um programa de treinamento de força e condicionamento físico baseado em movimentos funcionais, feitos em alta intensidade e constantemente variados através de aulas coletivas”, declara. Apesar de ter construído uma sólida carreira nas melhores academias de Natal, João Paulo retornou a Caicó e construiu o projeto da Cactos que, em menos de quatro meses, despontou na cidade como a nova paixão do caicoense. O que pode ser comprovado diante da procura e dos resultados que os alunos estão obtendo, o que se torna incentivo para novos adeptos. “O mais interessante que eu acho é que aqui não tem rotina. Todo dia tem um treino novo. Isso é ótimo porque faz a gente ter vontade de vir e conferir o que vai acontecer”, garante Denise Anaken, servidora pública. Para praticar o Crossfit não há grandes restrições, a saúde estando em dia, qualquer pessoa está apta a realizálo, independente de idade ou peso. “Durante as aulas tenho a preocupação de estimular os alunos a progredirem para poder melhorar o seu condicionamento, porém, cada um vence o seu próprio limite e não o do outro”, ressalta o headcoach João Paulo. “Pratiquei esportes no colégio,

mas depois me tornei sedentária e não encontrava uma atividade física que me identificasse. Ao conhecer a Cactos, me apaixonei. Me sinto estimulada em vir praticar os treinos e isso se reflete na minha perca de peso e aumento da qualidade de vida”, assegura a Liana Araújo, administradora. Dada a dinâmica das atividades e animação das turmas, formadas por até 20 alunos por aula, a Cactos se consolida como um polo de incentivo à qualidade de vida em Caicó. “Para quem tem uma vida corrida, o Crossfit é ideal por reunir vários exercícios que trabalham diversos grupos musculares do nosso corpo. Gosto também porque às vezes posso vir de manhã, outro dia somente a noite... E assim vou adaptando os treinos à minha rotina com base na disponibilidade de horários das aulas através de um aplicativo no celular”, pondera Marcelo Melo, advogado. Vale salientar que somente profissionais de Educação Física devidamente habilitados podem ensinar o esporte, como João Paulo que fez o curso Crossfit Level 1 Trainer (CF-L1), em São Paulo/SP, através de uma das boxes mais conceituadas do país, com professores americanos e espanhóis, sendo aprovado e se tornando apto a ensinar essa modalidade em nossa cidade. Informe-se melhor, fique por dentro dos pacotes na Cactos, localizada na avenida Seridó, 890 A, no centro de Caicó, e torne-se um crossfitter. Mais informações 84 99683.8237 e os siga também no instagram @cactoscrossfit.

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Saudável, sim! Deliciosa? Também! Jane Cris prova que comida saudável não precisa ser sem graça

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s tempos são outros. Quem por aqui não já se imaginou com alguns quilos a menos? Incorporar hábitos saudáveis pode ser bem difícil, principalmente para uma sociedade em que a praticidade de se alimentar está, muitas vezes, dentro de uma embalagem de supermercado ou sendo frita na esquina mais próxima. Desde o ano passado, Jane Cris começou a preparar as suas próprias refeições, priorizando alimentos frescos em combinações saudáveis que rendiam pratos deliciosos, o que despertou a curiosidade dos amigos que, ao provarem, começaram a pedir para que ela aceitasse encomendas. Os pedidos foram se acumulando, ao ponto de Jane decidir que era chegado o momento de formalizar o negócio. Daí em diante nascia a “Jane Cris Alimentando Saúde” que atualmente fornece refeições para almoços e jantares, bem como sobremesas, salgados e sucos. “Com base em um cardápio previamente estabelecido e divulgado em minhas redes sociais @janecrisalimentandosaude, todos os dias

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forneço almoços e sucos detox, a partir das 11h. À tarde, após às 15h, é a vez das sobremesas e salgados. À noite, depois das 18h, os jantares. Toda semana temos novidades através de receitinhas autorais e supervisionadas por nossa nutricionista, Luana Cavalcante (CRN 16248/P)”, nos conta. Entre os diferenciais que busca implementar, Jane ressalta que caso o cliente traga a sua própria embalagem, o custo da refeição sai por apenas R$ 5,00. Uma opção mais rentável e que ainda contribui com o meio ambiente. “A saúde está em primeiro lugar. Hoje em dia não é somente uma questão de ter um corpo legal, a estética é uma consequência dos hábitos saudáveis, por isso o que mais prezo em minhas refeições são os temperos para render um sabor delicioso aos pratos. Até porque não existe nada pior do que comer algo sem gosto ou cor, afinal de contas comida saudável não precisa ser sem graça”, resume. Mais detalhes, acesse www.janefit.siteoficial.ws ou via WhatsApp 84 99644.4544 e fique por dentro de tudo!


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O empresário Emanuel Santos ao lado de um som automotivo montado por ele

Solta o

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SOM

ntre as diversões que atualmente o caicoense mais aprecia, escutar música continua a ser uma das preferidas. De uns tempos pra cá, as inovações tecnológicas permitiram que esse entretenimento fosse se modernizando ao ganhar novos meios para acontecer, prova disso são os populares paredões, estruturas de marcenaria que interligam caixas de som acopladas em seu interior, possuindo, em média, o tamanho correspondente ao de uma parede, por isso a associação direta com o termo, e assim são conectados a um automóvel com todo um aparato especial. Em Caicó, um dos pioneiros em empreender no ramo foi Emanuel Santos. “Desde pequeno fui curioso e desmontava meus carrinhos elétricos para saber como eles funcionavam. Quando adolescente, vi um amigo organizar o próprio som e aquilo me despertou o desejo de também fazer. Daí comecei em 2007, a trabalhar em casa realizando alguns reparos em sistemas de sons”, relembra. Com o passar do tempo, a demanda de trabalho foi aumentando significativamente até que ele precisou investir no negócio em sede própria e sair da garagem de casa. “A partir do que eu sentia carência no meio, buscava inovações diante do que o mercado lançava e assim fui investindo em cursos de alinhamento de sistemas para fazer a LokoSound se tornar referência no segmento”, conta.

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Os caminhos que transformaram a LokoSound em referência de som automotivo Por FRED COSTA

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Se você também curte som, mas não dispõe de uma verba considerável para investir no próprio paredão, uma boa saída é adaptar a mala do seu carro com uma estrutura e aparelhagem personalizadas. “Inicialmente fazemos uma avaliação do espaço disponível. Em seguida, o cliente diz o que deseja e suas ideias são lançadas para o nosso designer que através de softwares específicos chegam a uma ideia em 3D do projeto final do som. Depois da aprovação de modos e cores, o sistema vai ganhar forma na marcenaria, montagem e regulagem”, explica Emanuel que trabalha com as melhores marcas nacionais adaptadas em sons de mala, paredões, sistemas internos e acessórios. As criações da LokoSound conseguem ir além da nossa região, uma vez que a empresa envia mercadoria, via Correios, para atender aos pedidos crescentes em todo país e até mesmo no exterior. “Já cheguei a mandar um sistema para um amigo brasileiro que mora em Londres”, pontua. Ainda assim existem casos extraordinários como o de um automóvel, modelo Celta, da Chevrolet, que há dois anos, recebeu o título de maior paredão da época, adaptado ao seu sistema, com padrão de qualidade LokoSound que funciona na avenida Breno Olegário, no bairro de Boa Passagem, em Caicó/RN. Mais informações 84 99920.8889 ou via instagram @emanuellokosound.


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Equipe A Pescaça

O melhor para a sua aventura

“A Pescaça” comemora 28 anos de mercado disponibilizando o mais diversificado mix de produtos e marcas da região para camping, caça, pesca e pet Por FRED COSTA

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m meio às quase três décadas de histórias, “A Pescaça” tem muito o que comemorar, não somente pelo fato de possuir o mais diversificado mix da região com produtos que chegam a mais de 100 mil itens, em cerca de 100 marcas, para camping, caça, pesca e pet. Ser cliente “A Pescaça” é ter a garantia de um relacionamento estreito e de extrema confiança com uma marca que faz de tudo pela satisfação de seus clientes desde os seus primeiros anos de mercado. Não é à toa que hoje em dia se vê que essa paixão foi transmitida de pai para filho e que ao longo das gerações, “A Pescaça” consolida-se como a melhor. A loja que inaugurou as suas atividades, em 1989, estava sediada na avenida Coronel Martiniano e foi através do empreendedorismo visionário do casal Clidenor Medeiros e Maria de Fátima Góis que, na época, unificou esta às suas outras empresas, “Só Ferro”, especializada na venda de itens homônimos e “Guriarte”, focada na comercialização de artigos para bebês. Tempos depois, dado

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o crescimento significativo de “A Pescaça” foi preciso que o negócio estivesse localizado em uma sede maior. Foi então que o filho, Chandenberg Góis assumiu a administração da empresa, em novo ponto comercial, onde até hoje a empresa segue em consolidação, na rua Joaquim Gorgônio, 365, no centro de Caicó. “Fico muito feliz em contribuir nessa trajetória de sucesso que se iniciou com meus pais e que hoje está comigo. ‘A Pescaça’ é uma loja ideal para os amantes da caça e pesca, para aqueles que amam animais, mas que também não dispensam um lazer em família”, ressalta Chandenberg. Se você preza em seus momentos de lazer por atividades que compreendam pesca, caça ou camping, saiba que os melhores produtos, nas maiores facilidades de preço e pagamento, você encontrará em “A Pescaça”. Para mais detalhes, siga a loja nas redes sociais, em instagram e facebook, @apescaca ou então ligue 84 3417.2102 ou via WhatsApp 84 98803.2102.


Setor de armas legalizadas comercializadas em A Pescaça

Setor com produtos de camping em A Pescaça

Setor com inúmeros tipos e marcas de rações em A Pescaça

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DESEJO

Cinara Costa, a empresária por trás do sucesso da boutique Cravo & Rosa

absoluto

A boutique “Cravo & Rosa” celebra sucesso entre a mulherada que curte as grandes tendências da moda em Caicó Por FRED COSTA

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Fotos DYEGO LEANDRO

uem imagina uma boutique que se mantém no imaginário “do querer máximo” da mulherada em Caicó, que ama estar a par das grandes tendências de moda, chegará, com forte convicção, ao nome “Cravo & Rosa”. Para explicar esse fascínio, bons argumentos sobram, porém, entre os melhores, destacamos o pioneirismo em estabelecer um calendário sistemático a cada semana, dispondo de novidades quentes, daquelas tipo “desejo absoluto”.

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Há um ano e meio à frente da gestão da loja, a empresária Cinara Costa entrega porque decidiu investir no negócio. “O que me chamou atenção, quando comprei a ‘Cravo & Rosa’, foi o seu posicionamento no mercado, as marcas revendidas, o critério especial em escolher das peças estampadas às mais clássicas, além da minha identificação com o segmento. Percebi então que deveria me lançar na área e dar continuidade ao belo trabalho iniciado na administração anterior”, explica.


Diante do seu público, formado por um perfil de mulher que sabe o quer e almeja estar linda em qualquer ocasião, a “Cravo & Rosa” se predispõe a vesti-la em suas diversas fases. Da adolescência em seus 14 anos até a maturidade das que possuem 60 anos ou mais. “Para assegurar esse poder feminino e estimular o seu melhor estilo, nós comercializamos as marcas Miss Lolla, Sayso, Lez a Liz, Joy e Jolie que se encaixam no biotipo daquela que usa do 36 ao 42, como também possuímos coleções incríveis da Cholet e Miss Bella para quem veste do 34 ao 46. Tem pra todos os gostos, idades, estilos e preços. Se você pensou em arrasar, tenha a certeza que, aqui na loja, teremos as melhores opções, principalmente para esta época de final de ano, verão e carnaval. Venha fazer as suas comprinhas aqui!”, complementa. O glorioso trabalho de comunicação digital que a marca investe em suas redes sociais é responsável por sacudir a loja em dias bem movimentados. O que, em comum acordo ao trabalho das consultoras de vendas, Gaby e Luana, geram números acima da média, capazes de bater as mais altas metas e, claro, elevar o índice de satisfação das clientes que sempre que precisam de um look maravilhoso recorrem à “Cravo & Rosa”, localizada na avenida Coronel Martiniano, 953, no centro de Caicó/ RN. Para mais informações, ligue ou entre em contato via WhatsApp 84 99914.9275. Siga-a também nas redes sociais, em instagram @cravoerosa e no facebook @cravoerosaboutique.

Cravo & Rosa

Cravo & Rosa

Cinara com as consultoras de vendas Luana e Gaby

Fachada da boutique Cravo & Rosa em Caicó/RN

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a vida como ela É

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O que traz ENERGIA a sua vida

Collecione convidou uma turma com vigor de sobra para realizar o que deseja. Engajados em suas causas e inspiradores por vida, eles respondem a seguir.

Direção criativa FRED COSTA Fotos DYEGO LEANDRO

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Essa energia que consigo ter, ela vem da minha família, do meu trabalho, dos amigos, da beleza do mundo e do fato de poder agradecer a Deus cada novo dia. Estas coisas me encorajam a viver feliz e intensamente

Goretti Silva

Graduada em Administração e Ciências Contabéis, pela UFRN. Conselheira Vogal da SICREDI Mossoró e presidente do Abrigo Pedro Gurgel em Caicó/RN.

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A minha energia é baseada em três pilares: viver a vida, aprender sobre ela e ensinar sobre ela!

Dra. Patrícia Dutra

Médica formada pela Universidade Potiguar, residente em Medicina de Família e Comunidade pela Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM) da UFRN, professora da disciplina de Medicina de Família e Comunidade da EMCM/UFRN e mestranda do programa de Educação, Trabalho e Inovação em Medicina pela EMCM/UFRN.

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Tudo aquilo que fazemos tem retorno, seja feito o bem ou o mal. Eu tento fazer o máximo de coisas boas para que o retorno a mim seja positivo. Assim consigo forças para lutar dia a dia, pois não é fácil, mas é maravilhoso. É muito gratificante ver que as pessoas usam o meu exemplo como espelho para superar os seus problemas. Isso se transforma em combustível para que eu possa levantar todo dia e ir à luta, pois se ficarmos esperando as coisas acontecerem, se perde tempo. Cada dia vivido é uma vitória.

Edilson de Jesus Palestrante e Designer

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Minha família traz essa minha alegria que rende toda essa energia de viver para também ter força, coragem e determinação para administrar os nossos empreendimentos Valdilma Lopes

Empresária do quiosque “O Comilão” na Praça de Alimentação José Augusto e “O Comilão em Dubay”, na zona rural de Caicó/RN.

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“ “ Ser independente, trabalhar, ganhar o meu próprio dinheiro e não depender de ninguém Seu João Gomes

mais conhecido por Birau, 91 anos, aposentado e ainda assim, artesão, um dos pioneiros na fabricação de chapéus e bonés em Caicó/RN.

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Raquel Souza, idealizadora da marca de moda feminina Karhel

Potência

FASHION O luxo acessível de ter uma peça, em produção restrita, a preço justo compõe a essência antenada da inovadora marca de moda feminina “Karhel” Por FRED COSTA

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mulher seridoense é reconhecida pela sua vaidade, bom gosto e excelência no vestir. Diante dos seus inúmeros referenciais, a Collecione apresenta um projeto que irá mudar o seu jeito de consumir moda. Tudo por que foi lançado em Caicó, a marca “Karhel” em seu conceito máximo de estilo, atendimento, produção e exclusividade, tal qual existe nas grandes cidades e metrópoles. Capitaneada pela empresária Raquel Souza, formada em Administração de Empresas com MBA em Gestão Avançada de Negócios e atualmente cursando MBA em Moda, Design e Gestão de Marcas, ela revela: “Sempre fui apaixonada por moda e tive essa iniciação mediante a vivência com minha mãe que é costureira. Então brotou em mim, uma admiração surreal pelo que trabalho que a mesma faz com grande capricho”. Se formos definir essencialmente do que se trata a “Karhel” chegamos a uma marca de moda multifacetada que tem uma loja conceito como plano de fundo de seus serviços que disponibilizará em seu espaço físico, coleções cápsulas em regime de produção restrito a poucas peças. “Iremos oferecer produtos acessíveis que tenham ‘informação de moda’. A marca terá um estúdio de criações que servirá como sede oficial em Caicó, onde também se fará presente vendas no varejo diante da exposição de

algumas peças. Atuaremos fortemente no segmento de e-commerce, através dos nossos perfis nas redes sociais, em instagram e facebook @usekarhel, com envio de itens disponíveis para todo o Brasil”, sinaliza. Dentro do processo de produção da “Karhel” existe uma equipe de criação, branding (gestão de marca) e estilo. Todos a postos para proporcionar a melhor experiência de consumo para aquelas que desejam usar roupas adequadas ao seu tipo físico e gosto pessoal. “Estamos desenvolvendo trabalhos com vários profissionais do Seridó da área de moda como designer, estilista, modelista, fotógrafo e outros mais para brevemente utilizar essa bagagem de trabalho para a construção da nossa imagem de moda”, assegura. Para primeiro contato com a marca, a cliente precisará ir até a loja, aberta em horário comercial e localizada na rua Olegário Vale, 828, sala 1, no centro de Caicó/RN. Em contato com a marca, as clientes poderão adquirir peças sofisticadas e ao mesmo tempo acessíveis que transmitirão conforto e beleza para a mulher moderna. Para mais informações acesse www.usekarhel.com.br e fique por dentro de todas as novidades que a “Karhel” pode fazer por você.

Raquel Souza em seu ateliê, em Caicó/RN

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Nem Jesus conseguiu unanimidade

Em entrevista exclusiva, Dom Antônio Carlos conta como está sendo sua experiência com o pastoreio na Diocese de Caicó, fala sobre sua rotina episcopal, o rodízio de padres nas paróquias, as mudanças no Sistema Rural de Comunicação e sobre alguns assuntos em que ele se envolveu que tiveram repercussão além do esperado. Por GLÁUCIA LIMA

Gláucia Lima: Dom Antônio, como está sendo a experiência com o bispado? Dom Antônio: Iniciei o meu pastoreio aqui na Diocese de Caicó no dia 24 de maio de 2014. Nesses três anos e meio tenho vivido uma experiência desafiadora e bonita. Sou carioca, filho de pais alagoanos, por isso carrego no sangue o DNA do nordeste, mas ao mesmo tempo trago o sangue do Rio. Cada vez mais tenho aprendido a amar este povo com sua cultura. Admiro muito a capacidade de resiliência que o seridoense tem diante de tantas dificuldades, sobretudo da crise hídrica. É muito bonita a religiosidade popular nesta região, principalmente as novenas dos padroeiros. GL: É uma tarefa fácil ser bispo aqui na Diocese de Caicó?

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DA: A Diocese de Caicó tem um clero que tem um grande senso de eclesialidade, ou seja, de pertença à Igreja, por isso sabe muito bem acolher um bispo que vem de outra região. Nossa Diocese tem vários desafios, mas não é uma Diocese problemática. Os desafios são próprios da missão: transformar a religiosidade em espiritualidade, fazer que não haja uma separação entre fé e vida, entre dimensão espiritual e social; ajudar o povo a conviver com a seca; dar uma formação integral aos futuros padres da nossa diocese, ter uma formação permanente para o clero e as religiosas, etc. GL: Como é a rotina de um bispo? DA: Ordinariamente temos missas diárias nos seminários, no mosteiro,

no abrigo, na Fazenda da Esperança. Diariamente temos reuniões e atendimentos aos fiéis, etc. Constantemente somos convidados a visitar as paróquias para as festas dos padroeiros, para crisma, para encontros e tantos outros motivos. Também temos os compromissos envolvem o nosso regional Nordeste 2, que engloba os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, totalizando 21 dioceses. A sede do nosso regional se encontra em Recife, por isso, algumas vezes por ano temos naquela cidade reuniões. Sou o bispo referencial para a juventude neste regional e também tenho compromissos decorrentes dessa função. Anualmente temos a assembleia geral ordinária da CNBB, em Aparecida, no estado de São Paulo.

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GL: Desde que assumiu a Diocese, o senhor já promoveu duas vezes mudanças nas paróquias. Por que essas mudanças são necessárias? DA: Na verdade foram quatro mudanças, sempre no final do ano, desde 2014. Por que acontecem as mudanças? Vários motivos podem provocar uma transferência. Todo pároco recebe uma provisão por seis anos. No final desses anos ela pode ser renovada ou não. Outros padres são transferidos porque sentem necessidade ou porque são necessários em outras funções. São inúmeros os motivos. As mudanças são boas, pois começar um novo trabalho é sempre um desafio, tanto para o padre como para o povo. Numa época que a nossa Diocese tinha poucos padres, as transferências não aconteciam com frequência, pois tínhamos poucas opções. Hoje, graças a Deus, temos um bom número de padres. A chegada de novos padres também provoca essas mudanças, pois precisamos abrir espaço tanto para os que já estão no ministério como para os que estão chegando. O papa Francisco nos fala de uma Igreja em saída. Esta Igreja em saída exige que os seus ministros também estejam em saída. Este processo se iniciou no episcopado de Dom Jaime, foi levado adiante por Dom Delson e agora estou dando continuidade. GL: Há alguma repercussão interna, no clero, os padres são avisados previamente ou é o senhor quem decide e já orienta a mudança? DA: Há sempre uma repercussão

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interna, mas ela é muito mais positiva do que negativa. Primeiramente eu converso com o Vigário Geral e com os vigários episcopais, depois escuto os padres envolvidos e por último conversamos com o conselho presbiteral, que é formado por doze padres. Normalmente o clero é receptivo, são poucos os casos que acontecem resistências fortes. Acho que isso é expressão da comunhão do nosso clero. GL: Houve também mudanças no Sistema Rural de Comunicação. Quem assume? A rádio terá outro perfil na nova administração ou segue a mesma linha? DA: O Pe. Welson Rodrigues do Nascimento irá assumir a função de diretor do Sistema Rural de Comunicação. Cada diretor tem a liberdade para estabelecer o estilo do seu trabalho. Com certeza o Pe. Welson dará o seu toque, assim como Monsenhor Tércio e Pe. Ivanoff deram o seu. Pe. Welson há anos que tem trabalho com as nossas rádios, inicialmente em Parelhas, e posteriormente, em Currais Novos. Na medida em que ele for entrando na dinâmica do trabalho, com certeza verá mais de perto os desafios. GL: E Padre Ivanoff vai mesmo morar em Roma? DA: O Pe. Ivanoff estava há nove anos nesta função, faltando um ano para acabar o segundo quinquênio, pois a nomeação para esta função tem a duração de cinco anos, podendo ser renováveis. Ele fez 20 anos

de ministério ordenado e sentiu a necessidade de dar uma parada para fazer uma reciclagem. Ele irá para a América Central, no primeiro semestre fará um curso para acompanhantes psico-histórico-espirituais na Guatemala. No segundo semestre fará uma experiência missionária numa comunidade rural da Nicarágua. GL: 2018 será ano eleitoral. O senhor é visto por parte da população como um defensor de posições políticas? Qual deve ser sua postura como pastor da igreja em um momento pré-eleitoral? DA: Conforme Aristóteles, o homem é um animal político. Entendemos política como a arte e a ciência do bem comum. A partir desses conceitos teremos que admitir que toda pessoa é política. Outra coisa é a política partidária ou a politicagem. Um pastor não deve fazer política partidária, pois numa comunidade de fé existem fieis com as mais variadas opções. A politicagem, que é a política para beneficiar interesses próprios não deve ser feita por nenhum cristão autêntico. A Igreja tem uma doutrina social, que foi sendo construída a partir de 1891. Um bispo quando se posiciona na questão social levará sempre em conta a evolução dessa doutrina. A doutrina social da Igreja defende o bem comum, a partir daqueles que são os mais vulneráveis na sociedade, que são os pobres e os excluídos. Esta defesa é um imperativo evangélico, pois foi sempre a postura de Jesus Cristo.


Dom Antônio em momento de oração

GL: Qual orientação os padres devem seguir? Eles podem assumir publicamente suas posições políticas? DA: Este raciocínio que apresentei para a postura do bispo nos momentos de eleições serve também para orientar os padres nas suas posturas nesses momentos de campanhas eleitorais. GL: E um padre que, por ventura, deseje se candidatar, ele deve se afastar das atividades eclesiásticas? DA: Há alguns anos que a Igreja no Brasil tem defendido que aqueles padres que vierem a se candidatar deverão ficar afastados das suas funções eclesiásticas, durante a campanha e o mandato, caso sejam eleitos. Isso acontece para que não caiamos na tentação de misturando os discursos, manipularmos o Evangelho.

esse acontecimento? A Igreja assiste de que forma os seus servos que passam por momentos assim? DA: O suicídio no nosso Seridó é um fenômeno tão grave quanto a nossa crise hídrica. Ele não é problema de fé, nem problema moral. É uma questão de saúde. Por ser uma questão de saúde, nenhuma categoria está isenta de passar por esta situação, inclusive nós, homens e mulheres consagrados. Cabe a Igreja, assim como a toda sociedade, estar atenta aos sinais que alguém com ideias suicidas costuma emitir e tentar se antecipar ao ato. A Igreja Católica junto com outras igrejas, com as universidades estamos nos empenhando para que em breve abramos aqui o CVV (Centro de Valorização da Vida), com um plantão de 24h, com pessoas capacitadas que estarão abertas a atenderem às ligações de pessoas que precisam desabafar.

GL: Mesmo não sendo ainda confirmado, mas tudo leva a crer que uma religiosa cometeu suicídio em Caicó. Sendo o senhor um baluarte no combate ao suicídio, como sentiu

GL: Recentemente o Rio Grande do Norte ganhou 30 novos Santos. Qual o impacto disso para a Igreja? DA: Esses santos canonizados pelo papa Francisco no

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dia 15 de outubro foram 2 padres e 28 leigos que por causa da sua fé foram martirizados pelos holandeses calvinistas, no sec. XVII. Duas lições poderíamos de imediato tirar deste fato: a fé deve ser testemunhada. Martírio significa testemunho. Segunda lição: nunca mais a intolerância, seja ela por qualquer motivo. A intolerância cega, a intolerância mata. GL: Dom Antônio, o senhor se envolveu em assuntos que tiveram repercussão acima do esperado. O Senhor se sentiu incompreendido ou vítima de má interpretação por parte dos paroquianos? DA: Unanimidade é um conceito mais teórico que real. Nem Jesus conseguiu a unanimidade. “Todo ponto de vista é a vista de um ponto”. As divergências muitas vezes aparecem a partir de que ponto estamos enxergando, por isso é normal surgirem divergências. As divergências não podem servir de motivação para gerar intolerância. O que diverge de mim, não necessariamente é meu inimigo. Precisamos crescer na arte de conviver com as divergências, de construir a unidade na diversidade, de constantemente nos perguntarmos mais pelo que nos une do que por aquilo que nos separa. Cada vez precisamos ser construtores de pontes em vez de construirmos muros, como nos lembra tanto o papa Francisco. Nessa perspectiva procuro entender os conflitos que surgem por causa das divergências de opiniões. Gosto muito de uma citação que o papa Francisco faz de Martin Luther King no nº 118 do Documento Amoris

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Laetitia: “Isto lembra-me Martin Luther King, quando reafirmava a opção pelo amor fraterno, mesmo nomeio das piores perseguições e humilhações: «A pessoa que mais te odeia, tem algo de bom nela; mesmo a nação que mais odeia, tem algo de bom nela; mesmo a raça que mais odeia, tem algo de bom nela. E, quando chegas ao ponto de fixar o rosto de cada ser humano e, bem no fundo dele, vês o que a religião chama a “imagem de Deus”, começas, não obstante tudo, a amá-lo. Não importa o que faça, lá vês a imagem de Deus. Há um elemento de bondade de que nunca poderás livrar-te. (...) Outra forma de amares o teu inimigo é esta: quando surge a oportunidade de derrotares o teu inimigo, aquele é o momento em que deves decidir não o fazer. (...) Quando te elevas ao nível do amor, da sua grande beleza e poder, a única coisa que procuras derrotar são os sistemas malignos. Às pessoas que caíram na armadilha deste sistema, tu ama-las, mas procuras derrotar o sistema. (...) Ódio por ódio só intensifica a existência do ódio e do mal no universo. Se eu te bato e tu me bates, e eu te devolvo a pancada e tu me devolves a pancada, e assim por diante… obviamente continua-se até ao infinito; simplesmente nunca termina. Nalgum ponto, alguém deve ter um pouco de bom senso, e esta é a pessoa forte. A pessoa forte é aquela que pode quebrar a cadeia do ódio, a cadeia do mal. (...) Alguém deve ter bastante fé e moralidade para a quebrar e injetar dentro da própria estrutura do universo o elemento forte e poderoso do amor».

GL: Caicó encontra-se numa situação de fragilidade dos serviços, sobretudo, de assistência à saúde. Essas necessidades chegam à Igreja de uma forma direta? DA: Com certeza nos momentos de maiores privações, os pobres normalmente procuram as Igrejas, pois ainda percebem nelas uma possibilidade de socorro. A saúde com certeza é uma das dimensões com mais fragilidades hoje no nosso país, sobretudo, nesse momento que se cortam os gastos com o social e se aumentam os gastos para garantir os votos dos aliados visando aprovar medidas que beneficiam interesses de minorias ou livram políticos de acusações de corrupção. Com certeza isso é um clamor que chega aos céus e Deus com certeza nos questiona pelo sangue derramado de tantos irmãos. GL: O que deseja aos leitores e caicoenses para o ano que vai iniciar? DA: O ano novo se aproxima. É sempre oportunidade de recomeço. Ele só será novo se formos capazes de reconhecer o que envelheceu na nossa vida e que precisamos deixar para trás, renovando o nosso coração e a nossa mente. Estamos vivendo um momento complexo da história, que para alguns poderá ser visto como o fim da linha, mas para outros será a possibilidade de dizermos: basta, vamos fazer diferente. Depende de nós. Dentro de nós está o ano velho e o novo, dependerá de cada um ver qual será aquele que viverá, ou aquele que vamos alimentar. Para nós cristãos, um mundo novo é possível, desde que seja feito no espírito daquele que faz nova todas as coisas: Jesus Cristo.


Cada vez mais devemos ser construtores de pontes em vez de construirmos muros

Dom Antônio Carlos

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Dom Antônio recebeu a equipe Collecione em sua residência


ECONOMIA

Pense GRANDE Entenda como empresas que se planejam estrategicamente criam as melhores e mais rentáveis alternativas para vencer a crise Por FRED COSTA

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Fotos DYEGO LEANDRO

m um mercado cada vez mais concorrido, a advocacia preventiva tem contribuído para a maximização econômica dos resultados das empresas. Isso já é realidade em Caicó. Collecione, portanto, entrevistou advogados especialistas no tema e explica como o seu negócio também pode investir – e principalmente lucrar – através desse método de planejamento. “Assim como o nosso corpo não nos perdoa pela falta de cuidados, o mercado não perdoa os empresários que não antecipam os riscos dos seus negócios, a fim de tomarem as decisões mais adequadas. Na prática, a assessoria jurídica é semelhante a um plano de saúde para a empresa, sendo um instrumento eficaz na prevenção e mitigação dos impactos financeiros, comerciais e de imagem, dando aptidão para o enfrentamento das mais diversas turbulências empresariais”, pondera o Dr. Augusto Maia, sócio do GDM Advocacia, escritório atuante na defesa dos direitos das empresas. É justamente nesse sentido que a contratação de assessoria jurídica especializada tem sido uma alternativa

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em meio à crise financeira, que tem provocado dificuldades e até mesmo o fechamento de muitas empresas. Com efeito, o empresário brasileiro, todos os dias, tem que driblar inúmeras situações que colocam em risco a existência de sua empresa, como o surgimento de novas leis, que criam obrigações para o estabelecimento, a exemplo da reforma trabalhista, da complexidade tributária, das peculiaridades das relações de consumo, além das exigências administrativo-empresariais. O apoio de uma assessoria jurídica evita que o empresário tome decisões que possam gerar prejuízos futuros, rendendo, portanto, estabilidade e segurança, adequando o comportamento e o funcionamento do negócio, como também prevenindo o cometimento de abusos por parte de órgãos fiscalizadores, como explica o Dr. Thiago Garcia, advogado com atuação tributária: “O contribuinte vem sendo colocado na posição de inimigo. Por vezes as autuações trazem uma mensagem ameaçadora, para que a empresa, pressionada ou mesmo amedrontada,


pague o valor exigido, mesmo existindo a ampla possibilidade de questionamento legal”. E completa: “Sempre que entender necessário, o empresário deve acionar os mecanismos administrativos e judiciários, para fazer cumprir as normas que algumas autoridades fazendárias preferem ignorar ou desrespeitar”. A tática ideal sugere que o empresário foque nas suas atividades comerciais, deixando as atribuições burocráticas para o advogado, que identificará os benefícios jurídicos e fará com que o Direito trabalhe a seu favor. Deste modo, a assessoria garante proteção patrimonial e acompanhamento negocial. Esta advocacia preventiva evita a morosidade das discussões judiciais, trazendo para o cotidiano a solução de problemas antes que se tornem um processo. “Infelizmente, boa parte da sociedade ainda está enraizada na cultura de que é melhor apagar os incêndiosdoqueevitá-los”,declaraoDr. Lucas Dantas, advogado empresarial. “É comum que o empresário somente procure um advogado após ter sido processado por algum funcionário, cliente ou ter sofrido uma autuação fiscal, por exemplo, o que diminui significativamente a sua lucratividade, pois terá que arcar com despesas não previstas em seu orçamento, além de eventuais custas processuais, acordos, condenações, entre outros. A função da assessoria é combater essa imprevisão”, finaliza. Sendo assim, Collecione dá a dica: o melhor é sempre prevenir!

O advogado Dr. Augusto Maia

O advogado Dr. Thiago Garcia

O advogado Dr. Lucas Dantas

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Tratamento

VIP

“Mimo Pet Shop” desponta como a melhor em Caicó diante dos seus produtos e serviços realmente diferenciados Entrada da Mimo Pet Shop

Por FRED COSTA

A Recepção e ala dos mais diversos produtos pet

Ambiente de banho dos animais

Equipe Mimo Pet Shop

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Fotos DYEGO LEANDRO

queles que possuem um bichinho de estimação desejam proporcionar o melhor para o seu fiel companheiro. Na busca por atender a uma demanda de mercado exigente que só cresce em todo o mundo, a “Mimo Pet Shop” foi idealizada para disponibilizar os melhores produtos e serviços do segmento em Caicó, atendendo a cães e gatos, mas também dispondo de viveiros para porquinhos da índia, coelhos e aves adestradas. Entre os destaques que transformaram a loja como a melhor da cidade estão as rações super premium, petiscos e sachês 100% naturais, veganos e não veganos, além de coleiras, acessórios, roupas das grifes Zee.Dog e Fabricapet, caixas de transporte, caminhas, brinquedos e utensílios em geral. “O nosso serviço de banho e tosa conta com linhas de produtos francesas e diferenciadas dos até então existentes no mercado local, em um espaço climatizado, confortável e aconchegante para eles se sentirem à vontade, ainda mais por usufruírem de água morna para terem maior tranquilidade e relaxamento. Os atendimentos são realizados com um animal por vez, em horários previamente agendados, para que eles não sejam colocados em gaiolas de espera e assim evitamos o estresse do pet”, assegura Chandenberg Góis, empresário responsável pelo negócio. Carinho, confiança e tranquilidade são os atributos que movem a “Mimo Pet Shop” e a tornam famosa pelo tratamento VIP oferecido aos seus clientes. A loja está localizada na rua Joaquim Gorgônio, 337, no centro de Caicó, ao lado da loja “A Pescaça”, funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, já aos sábados, das 7h30 às 12h30. Para agendamentos e mais informações, ligue 84 3421.1086 ou 98800.1086. Siga também as redes sociais, em instagram e facebook @mimopetshop e fique por dentro de todas as novidades.


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Saúde Animal

em primeiro lugar “Vet Caicó” consolida o seu centro clínico e cirúrgico como referência veterinária no Seridó

I

Por FRED COSTA

Fotos DYEGO LEANDRO

dealizado para ser um complexo de saúde veterinária em Caicó, aonde cães, gatos e aves pudessem dispor de reabilitação e recuperação, em clínica geral e cirúrgica, bem como encontrassem diagnósticos precisos através de exames laboratoriais e testes rápidos, o “Vet Caicó” logo se tornou referência no Seridó diante dos seus diferenciais implementados no mercado local. Ao total de três consultórios, sendo um específico para atendimento de felinos (tornando-se o primeiro centro a atender as normas Cat Friendly, ganhando o status de clínica amiga do gato), além de sala exclusiva para vacinação de filhotes. Em ações conjuntas e realizadas por sua equipe multidisciplinar capitaneada por três médicas veterinárias, as quais em breve receberão os títulos em Dermatologia e Ortopedia. Assim, Caicó contará com essas especialidades atendendo diariamente com prévia marcação. O “Vet Caicó” traz a segurança necessária que os donos dos animais precisam para mantê-los com a saúde em dia através de internamento com musicoterapia e ambiente 100% climatizado, espaço especialmente criado para hospedagem de cão e gato, laboratório próprio, sala de cirurgia totalmente equipada – com anestesia inalatória – além de atendimento de urgência 24 horas, localizado na rua Joaquim Gorgônio, 362, no centro de Caicó/RN. Mais informações 84 4106.0029 e 99710.1015.”

Consultório

Sala de atendimento para felinos

Laboratório próprio

Sala de cirurgia

para Área restrita pacientes s do ão acomodaç

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Recepção da clínica


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FAST FOOD

à caicoense Prestes a completar 20 anos, o “Big Hangus” se consolida como a hamburgueria mais requisitada em Caicó e vira modelo de franquia para novos investidores Por FRED COSTA

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Fotos DYEGO LEANDRO

m dos lanches preferidos pelos caicoenses é o sanduíche. Prático e delicioso, ele pode ser combinado com os mais diversos recheios e acompanhamentos. Em nossa cidade, quando pensamos em degustar algo do tipo, o nome de uma marca logo nos vem à mente: Big Hangus. Não há como não se imaginar escolhendo um dos seus vários tipos de sanduíches, todos elaborados com hambúrgueres artesanais, em produção da casa, com temperos exclusivos e aquele precinho camarada que só eles têm. Sinônimo de credibilidade na área, Ionaldo Medeiros é o criador da marca “Big Hangus”. Logo cedo, aos 13 anos, em 1990, começou a atuar no segmento como chapeiro (aquele que fica na chapa assando os sanduíches) e acumulou experiência por passar por alguns trailers da cidade, até que, em 1998, surgiu a oportunidade de ter o próprio negócio: um carrinho de cachorro quente. Surgia então, o “Hanguinho”. Anos depois pode investir mais e partiu para um trailer só seu, foi aí que a marca “Big Hangus” nasceu e começou a se consolidar no mercado local, ainda localizado ao final da avenida Seridó, nas proximidades da praça Dom José Delgado. Por lá, o cardápio cresceu, a marca elevou ainda mais a sua qualidade e ganhou clientela fiel.

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Visionário por sempre estar atento às novidades, Ionaldo percebeu que, em 2006, era tempo de investir em um novo ponto comercial e assim, mudou-se para a Praça de Alimentação José Augusto, área nobre da gastronomia caicoense e um dos locais de maior fluxo de pessoas na cidade. “Quando cheguei na Praça, comecei a acrescentar diferenciais no nosso cardápio, como o hambúrguer de frango e ingredientes como catupiry e queijo cheddar. Além de molhos novos e especiais que ninguém naquela época oferecia até então”, nos conta. Um dos grandes referenciais de Ionaldo está em observar como se comportam as grandes mundiais redes de fast food, como MC Donald`s. “A partir de alguns combos que eles faziam, adaptei alguns ingredientes e fui inovando aqui em Caicó, trazendo pro público, por exemplo, o nosso ‘Big Hangus’ que é a junção dos hambúrgueres de frango e carne em um só sanduíche. Daí em diante foram surgindo o Big Salame, o Big Picanha e por aí vai”, relembra. Outra grande fonte de inspiração está também em perceber como o público das capitais gosta de consumir sanduíches gourmet. “Fui a Natal e andei em algumas sanduicherias da cidade para ver o que eles estavam oferecendo. Daí vi que um das principais apostas estava em disponibilizar molhos exclusivos, então passamos a ter em nosso cardápio, algumas opções únicas de molhos. Além de investir em uma máquina industrial para fazer o nosso próprio hambúrguer artesanal com carnes de primeira qualidade”, ressalta. O sucesso foi imediato. De 2006 a 2015, a marca “Big Hangus” se notabilizou em Caicó como uma das mais requisitadas pelo público, o que pode ser comprovado pelo fluxo de clientes e a quantidade de pedidos que era solicitada. Desde 2015, a hamburgueria ganhou nova sede. Desta vez, uma loja própria com cerca de 400 metros quadrados, ainda próximo à Praça de Alimentação José Augusto, no centro de Caicó. O cardápio cresceu e passou a ter 33 tipos de sanduíches, 12 sabores de pizzas, algumas opções de a lá carte em que, os pratos mais requisitados são o filé e o frango à parmegiana, bem como ótimas opções de sobremesas em diversos tipos de sorvetes da Slup e o açaí, da Oca. Em 2017, a marca “Big Hangus” se profissionalizou ainda mais e virou modelo de franquia para novos investidores que, frequentemente, entravam em contato com a marca para querer abrir outros pontos de venda em diversas cidades da região. “Junto a dois sócios, Ítallo Diniz


Gefferson Carnaúba, Ionaldo Medeiros e Ítallo Diniz são os sócios que compõem o grupo Big Hangus

e Gefferson Carnaúba, formamos o ‘Grupo Big Hangus’ que conta com um plano de expansão para chegar a mais de dez cidades do RN, Paraíba e Ceará”, afirma Ionaldo. A ideia de montar o grupo surgiu a partir da necessidade de apresentar ao investidor um plano de negócio consistente o suficiente para se mostrar rentável. “Aqueles que nos procuram, inicialmente fazemos uma pesquisa em torno do perfil do investidor, para saber se ele é apto a gerenciar uma das nossas franquias. Com base em uma possível aprovação, apresentamos nossos números, perspectivas econômicas, análise de ponto comercial e garantimos treinamentos para equipe”, aponta o sócio Ítallo. A matriz do grupo está localizada em Caicó, no entanto, outras lojas já funcionam em cidades vizinhas. “Na Paraíba, em São Bento e Santa Luzia já temos unidades e a próxima será em Catolé do Rocha”, complementa Gefferson. O trio de sócios comemora os resultados obtidos neste ano com a formação do grupo e projeta novos objetivos para 2018, prometendo manter a mesma qualidade dos seus produtos e o atendimento de primeira linha que elevou a marca “Big Hangus” em case de sucesso. Para mais informações, ligue 84 99963.4488.

Big Hangus em números 400m² Espaço ambiente da loja

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Tipos de sanduíches

Tipos de pizzas

12.000

360

Sanduíches, em média, são vendidos por mês

Capacidade para receber 360 clientes *dados matriz Caicó/RN

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Branda com seu marido, Danilo e a filha do casal, Ana Luísa, em momento de descontração em família

POR AMOR

Histórias de quem conseguiu superar de adversidades e romper paradigmas de questões complicadas em suas vidas Por FRED COSTA

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Fotos DYEGO LEANDRO


HISTÓRIAS

T

odo e qualquer reverse que a vida nos impõe, precisa ser enfrentado, pois diante desses desafios há lições a serem aprendidas, no intuito de nos fazer mais fortes. A gravidez é um momento mágico e desejado por inúmeras mulheres que nutrem o sonho de ser mãe. Há dois anos, a empresária Branda Azevedo foi contemplada com essa realização e sua filha, Ana Luísa, de 2 anos, está aí para provar isso. “Me tornar mãe foi um sonho realizado. Fiz tratamento para engravidar durante quase um ano e logo que descobrimos a gravidez, foi um momento muito especial da minha vida. Ana Luísa foi a primeira neta de ambos os lados das famílias. Foi uma criança muito aguardada”, recorda. Não obstante, logo surgiu um fato inesperado. “Quando ela nasceu, dois dias depois, veio a notícia que ela tinha microcefalia. Na mesma época teve o boom de outros bebês nascendo com a mesma condição. Daí isso foi notícia em todos os canais de televisão e na internet não se falava em outra coisa, aí imagine como eu estava?”, relembra. Após se ver diante daquela situação inesperada, a primeira reação de Branda foi de negação. “Eu não acreditava que tudo aquilo estava acontecendo comigo. Logo em seguida veio o luto. Sim, luto! Por que a criança que eu havia idealizado por nove meses não veio. Tive início de depressão, mas graças a Deus, ao meu marido, Danilo e a minha família consegui compreender que era de mim que ela mais precisava, do meu cuidado, da minha atenção. Então, a maior lição que pude extrair disso, hoje analisando melhor, é que filho é uma dádiva de Deus, seja ele como for”, constata. Em meio ao ritmo intenso da vida é inevitável que momentos mais difíceis não deixem de aparecer. “Tem dias que a gente acorda e acha que nada vai dar certo. Vem a insegurança, o medo, a culpa... Depois da chegada de Ana Luísa, nada mais tem prioridade pra mim do que as suas atividades: fisioterapeutas, terapia ocupacional, fonoaudiólogo, pediatra, neuropediatra e oftalmologista fazem parte da nossa rotina que, em muitos momentos, são eles que nos dão ânimo e otimismo. Esses profissionais são verdadeiros anjos para nós. Eu também faço acompanhamento psiquiátrico, no qual me ajuda muito”, pondera.

Em suas redes sociais, Branda posta parte do seu dia a dia com Ana Luísa. Há algum tempo, ela compartilhou um texto que abordava a questão que “filhos especiais chegavam até famílias especiais” e esse fato rendeu muita repercussão entre os seus seguidores, principalmente familiares, amigos e admiradores. “Hoje tenho amizade através da internet com diversas mães especiais, como eu. Nossa troca de experiências é muito rica para nos mantermos firmes diante dos altos e baixos”, conta. Diante de todas essas questões, neste ano, Branda foi surpreendida positivamente com um convite que jamais esperava: participar de uma campanha publicitária de dia das mães a pedido de uma famosa boutique de Caicó. Sob o título de “mães que venceram”, ela e Ana Luísa foram clicadas especialmente para a ocasião e em uma declaração, a mãe coruja pode transmitir a todos, as suas lições. “Ao receber o convite de Simone, eu fiquei até surpresa. Então levei como uma oportunidade de realmente mostrar para as pessoas que tudo na vida passa. Eu tive a sensação de me sentir útil e feliz por receber tanta energia positiva. Foi recompensador ver tantas pessoas dizendo que admirava o nosso amor e a forma como eu consigo ser mãe. Eu sei que existe muitas outras mães que ainda não assimilaram bem, um fato como esse. Algumas têm vergonha do filho por ter nascido daquela forma, mas é preciso entender que isso, apesar de difícil não pode ser encarado assim. Não podemos colocar mais barreiras nesta situação do que aquelas que já existem naturalmente”, afirma. Segura de si e ciente do seu papel como mãe, Branda tornou-se exemplo de garra e coragem. “Antes era difícil até mesmo ir ao parque com ela. Hoje em dia eu vou. Por que a gente se choca com a realidade de outras crianças que não tem essa condição, porém, no fundo, eu sei que ela precisa viver isso”, admite. Sobre tudo o que ainda vai vivenciar, ela é enfática: “Me apego muito com o lado espiritual. Hoje me sinto abençoada por ter uma missão muito maior, aqui na Terra. A cada dia, Ana Luísa nos surpreende com alguma vitória. As coisas mais simples que, para a maioria dos pais é nada relevante, por ser algo natural, para nós, é comemorado com muita alegria”.

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HISTÓRIAS

Em outra perspectiva de superação temos Joseane Dantas, na atualidade, uma das cabeleireiras mais renomadas de Caicó, trabalhando, hoje em dia, dividindo-se entre o seu próprio salão de beleza e os compromissos como embaixadora Enze Professional, título concedido a partir do conhecimento da marca de cosméticos capilares através do seu desempenho nas redes sociais. “Assinamos contrato e já realizamos inúmeros eventos, dentre esses, cursos para mais de 200 pessoas em Belém/PA e Recife/PE. O vídeo que produzimos sobre passo a passo de cortes de cabelo está próximo de atingir 1 milhão de visualizações na internet”, assegura. Quem observa o sucesso de Joseane, talvez nem imagine a sua trajetória de luta até chegar a esse patamar. Ainda aos 8 anos de idade, ela mudou-se para Caicó e foi morar no bairro Frei Damião, na periferia da cidade, com a mãe, o padrasto e seus irmãos. Até então, residia em Jardim de Piranhas/RN, apesar de ser natural de Brejo do Cruz, na Paraíba. “Me deparei com uma situação de pobreza extrema. O que me deixava mais aterrorizada era olhar pra frente e só vê aquela imensidão de lixo do aterro e ao me virar pra trás, apenas mato”, lembra. No entanto, a vida começou a sorrir para Joseane através do Programa de Educação Tutorial (PET), do governo federal, em meados de 2003. Por lá as oportunidades

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começaram a surgir. “Eu e meu amigo de infância, Jackson, também morador do mesmo bairro, fizemos diversos cursos profissionalizantes no segmento de beleza, graças a uma diretora da época, Patrícia. A gente sonhava muito em sair daquela realidade, nós insistíamos em progredir na vida. Apesar de várias pessoas tentarem nos desestimular e mandar a gente aceitar a nossa realidade”, recorda. Até conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho, Joseane enfrentou muito preconceito por ser moradora da favela. “Fui muito humilhada, principalmente por parte da sociedade que não confiava na gente. Eu tinha que mentir que morava em outro bairro pra ser aceita”, entrega. Com tantos sonhos a serem realizados e uma vontade de crescer fora do comum, ela se destacou e chamou a atenção da técnica de um dos cursos que fizera, a mesma também era dona de um salão de beleza, no bairro de Boa Passagem, Rosário Fernandes e sendo assim a primeira oportunidade profissional apareceu. “Nessa época eu tinha 15 anos, passei a ganhar o meu próprio dinheiro e ser independente. Com o tempo continuei estudando e participando de muitos cursos em diversas cidades. Rangel, pelo SEBRAE, me ajudou bastante”, lembra agradecida. Aos 18 anos, Joseane engravidou do primeiro namorado. A relação acabou ainda durante a gestação, porém, logo depois ela

iniciou outro relacionamento e, desta vez, com uma mulher. A situação não foi bem assimilada por sua família no primeiro momento, mas com diálogo e prudência, as questões foram sendo compreendidas. “Eu sempre disse tudo aquilo que eu sentia. Aos poucos, a situação foi sendo amenizada e hoje vivemos todos em paz na maior sintonia”, comemora. Atualmente, Joseane é casada com Aline Andrade, uma relação que dura há 8 anos e com quem a sua filha, Yasmin, hoje com 11 anos, têm uma convivência saudável e amistosa. “Nós nunca sofremos preconceito de cara. Não sei o que as pessoas comentam por trás, até onde sei é algo bem positivo. Somos felizes assim. Existem situações que eu deixo para Aline resolver com Yasmin. Elas são muito ligadas. Yasmin se espelha muito em Aline, eu percebo essa admiração. E tudo isso existe por que temos um diálogo aberto com nossa filha que sempre entendeu”, alega. Pra finalizar, vale salientar que Jackson, um de seus melhores amigos, hoje têm um salão de beleza próprio em Natal e Joseane segue com agenda lotada de clientes a sua espera em Caicó. “Eu nunca perdi a humildade. Não tem um dia que eu esqueça de onde eu vim. Consegui o que tenho, por mérito próprio, a custo de muito trabalho e estudo. Tento ser uma pessoa melhor a cada dia. Não me considero ‘a’ melhor da cidade, mas me esforço para estar entre os melhores”, resume.


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Por que todas

AMAM A TOLI?

Destaque na moda nacional, entenda como a marca também se tornou a queridinha das caicoenses Por FRED COSTA

Fotos DYEGO LEANDRO

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uem conhece uma caicoense sabe que, dentre as inúmeras características que ela carrega consigo, a vaidade tem destaque, o que a torna símbolo de elegância e consequentemente ícone de beleza. Como aliada na conquista desses títulos está a moda feminina que sempre fez parte do seu dia a dia na escolha por peças de bom gosto que valorizem o seu estilo. De um ano e meio pra cá, esses atributos ganharam o reforço da Toli em Caicó, com o estabelecimento de uma franquia da marca. Desde então, ao mesmo tempo que as coleções da Toli circulam pelas grandes cidades e capitais do país, Caicó também recebe as mesmas coleções. Uma comodidade e tanto para aquelas que gostam de se manter antenadas com as novidades e assim podem comprar em uma loja com o mesmo padrão de shopping, só que adaptada e inserida no coração da nossa Caicó, na avenida Coronel Martiniano, 470, no centro da cidade, ao lado da Caixa Econômica Federal. “Sou filha de comerciantes. Sempre quis empreender e desde que

A franqueada Helisama Andreza, responsável pela Toli Caicó

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Toli Caicó

Toli Caicó

Helisama folheando a mais recente edição da revista Toli

voltei a morar aqui com meu esposo, decidi que iria investir e estimular a economia local na área de vestuário. Acredito no potencial de Caicó e das pessoas que aqui vivem”, afirma Helisama Andreza, proprietária e casada com o médico Vander Weyden, também caicoense. Ela ainda é assistente social e professora de graduação do curso de Serviço Social na Faculdade Católica Santa Teresinha (FCST), possui graduação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, e mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. Desde 1992, a Toli vem se aprofundando na busca de informações que acrescentem ao mundo da moda, fazendo estudos e pesquisas para elaborar coleções lindas e úteis para completar a mulher contemporânea que precisa se vestir bem em todos os espaços que ocupa e que, pra isso, quer fazer um investimento justo. “Conheci a Toli e me encantei com a logística da franquia que assegura qualidade e preços ótimos. A marca já queria ter representação por aqui, justamente por sermos um povo forte, competente e elegante”, ressalta a franqueada que comemora os resultados do investimento assertivo que fez: “A nossa franquia em Caicó têm sido sucesso, prova disso é o fato de que, dentre as 40 lojas da Toli no Brasil, ocupamos lugar de destaque entre as 10 que mais cresceram no primeiro semestre de 2017”. Para este final de ano, a marca celebra o verão 2018 com muitas peças que vão de encontro ao desejo da mulher moderna, com uma coleção que está completamente afinada com o que a caicoense também curte. Opções de looks para festas de final de ano, portanto, não faltam. “Caicó pode e deve ter tudo o que precisamos. Não há necessidade de estarmos consumindo nas capitais, se aqui também tem o que é ótimo. Podemos ter acesso à diversidade que o mercado pode oferecer aqui, sem precisar viajar. Portanto, convido a todas vocês que amam peças com caimentos impecáveis, em cores lisas, bem como aquelas que também amam estampas exclusivas para virem até a Toli Caicó e aproveitarem a nossa moda atual, versátil e diferenciada”, conclui Helisama. Para mais informações, entre em contato via 84 3421.2843 ou WhatsApp 84 99854.7889.

Helisama com as consultoras de vendas da Toli Caicó

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Crônica

VEM com a gente E Por JÚNIOR VALE

ita, é dezembro! Em alguns dias, pareceu perto, em outros, tão longe. Enfim aqui estamos. Aos trancos e barrancos, superamos 2017. Superamos? Não tem sido um ano fácil, mas, desde que o sol raiou no último primeiro de janeiro, tivemos quase 365 oportunidades de fazer algo significativo – por nós, pelo próximo e pelo futuro. De 365, quantas aproveitamos? Vale lembrar: ser significativo não necessariamente significa ser extraordinário. Pode ser aquele bom dia ensolarado no dia nublado de alguém. Pode ser aquela troca de gentileza com quem anda se sentindo esquecido. Pode ser aquela verdade necessária em meio ao mar de falsidades. E pode ser aquela mão a quem não tinha aonde se erguer. Ah, como essa mão tem sido necessária ultimamente. Tenho visto e sentido que muitos de nós estamos nesse instante de quedas, tem sido uma atrás da outra. Mal dá pra recuperar o fôlego, que dirá se levantar. Sozinho, então, é uma tarefa ainda mais penosa – mas não precisa ser. Não nascemos sozinhos. Não construímos o que temos sozinhos. Dificilmente seremos capazes de nos salvar sozinhos. Comunidade. Essa é a mão de que precisamos e essa é a mão que devemos oferecer. Em comunidade, surgimos, crescemos, construímos e nos salvamos. Parece óbvio, mas não subestime o poder da indiferença, da intolerância, do desamor. Eles chegam inteligentes, preparados, sorrateiros e cegam num piscar de olhos. De repente, é mais seguro ficar do lado que atira a pedra. É mais cômodo ficar do lado que aponta o dedo. É mais fácil ficar do lado da trapaça se ela também o beneficia. Mas o que a cegueira literalmente o impede de ver é o quanto isso tudo é nocivo, autodestrutivo, separatista. Pense um segundo e perceba o quão mais fácil é de ser derrubado se você está desunido e não tem alguém pra te proteger. É assim que o povo brasileiro está diante da política. É assim que as mulheres estão diante dos abusadores. É assim que os LGBTQ estão diante dos fanáticos. E, enquanto a gente discute de quem é a culpa, mais um direito nosso é

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tomado. Mais uma injustiça é cometida, mais uma merenda é desviada, mais um livro é rasgado, mais uma rua é dominada, mais uma árvore é derrubada, mais uma luz se apaga, mais uma porta se fecha. Mais uma vida é ceifada. Permita-me aqui citar uma querida Stefani: “Primeiro precisamos nos libertar desses rótulos. Nós somos unificados em nossa humanidade. E a única coisa que todos sabemos, o que apreciamos uns nos outros, é a bondade. Então isso tem que vir antes de todas as coisas. E nós devemos agir, incansavelmente, desse jeito.” Acrescento à bondade o inconformismo. Nós embaixadores da bondade temos obrigação de defender os desprotegidos, de trabalhar pelo bem comum acima do individual, de cuidar da nossa comunidade para que ela vença unida e gigante como nossa própria natureza. Vamos aproveitar as últimas oportunidades que temos em 2017 e todas que virão em 2018 para construir a cada dia uma história diferente de bondade, de solidariedade, de empatia, de compaixão, de engajamento, de dignidade, de respeito, de paciência, de beleza, e, acima de tudo, de amor. Não faça isso por recompensa, faça por natureza mesmo. Prometo-lhe que é muito mais fácil, e, com o tempo, só melhora. Não tenha medo, você não está só. Vem com a gente espalhar o amor?


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?

QUE MEL

QUE A

RAPARIGA RAPADURA

tem

Desejado por muitos de nós, desvendamos a história do mel de rapadura e os segredos que o levaram a se tornar tão popular à mesa dos caicoenses. Por FRED COSTA

Foto DYEGO LEANDRO

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CULTURA

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m erro ortográfico em nossa edição passada reverberou a tal ponto nas redes sociais – e principalmente na boca do povo – que resolvemos fazer do equívoco, uma matéria. Para entender melhor o caso, basta saber que um entrevistado respondeu a um dos tópicos da seção “O Melhor da Cidade” que a sua sobremesa preferida era “filhós com mel de rapadura”, no entanto, mesmo após incessantes revisões, deixamos passar e foi veiculado, a seguinte resposta “...mel de rapariga”. Os prints em instagram e facebook correram à solta, o assunto ainda ecoou em certos grupos de WhatsApp, além de ser pauta certa em algumas rodas de conversas da cidade. Como é comum a qualquer projeto envolvendo seres humanos, coisas do tipo acontecem, pedimos desculpas ao referido entrevistado que, inclusive, levou na esportiva e gargalhou do ocorrido. No entanto, tamanho auê nos despertou o desejo de falar mais sobre esta iguaria gastronômica, então nada mais justo que trazer à tona a sua origem e entender a sua popularização em nossas mesas. Para isso, convocamos um dos nossos parceiros, uma sumidade no que se refere às histórias do passado, o professor Adauto Guerra que, logo nos disse: “o mel da rapadura tem a mesma origem da cana de açúcar. No século VIII, os árabes passaram pelo nordeste da África e invadiram a Península Ibérica. Por lá foram estabelecendo esta cultura que depois foi assimilada pela Espanha e Portugal”. Algum tempo depois, quando o nosso país foi descoberto, estes elementos foram inseridos por aqui e o nosso povo passou a cultivar a cana de açúcar e seus derivados como o açúcar refinado, o mel e a garapa. Não demorou muito para que a cana tornasse o produto mais rentável nas plantações do Brasil, superando, inclusive, a criação de gado. Então, devido a isso, a rapadura virou aperitivo, uma espécie de guloseima. “Naquele tempo não existiam sobremesas sofisticadas. O espanhol sempre comia um pedaço de rapadura depois do almoço e esse hábito a popularizou, principalmente por ela ser tão barata”, afirma Adauto. A partir desta influência, o sertanejo assimilou também o costume, até por que os outros doces que existiam era caros para serem degustados diariamente. “O pobre não podia se dar ao luxo de comprar nas bodegas, por exemplo, o doce de banana, a não ser em ocasiões especiais ou então que fosse produzido domesticamente”, ressalta. Sobre o casamento perfeito com os filhós, Adauto nos conta que estes foram trazidos pelos africanos, daí o nosso povo resolveu o regar com o mel, extraído em uma preparação rápida e caseira, diante da mistura com água em fogo e pronto: a paixão aconteceu. Hoje em dia, mesmo com o passar das décadas, os filhós com mel de rapadura continuam a conquistar gerações, adoçando a vida daqueles que não resistem a esta deliciosa mistura.

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Eita, Caicó!

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Exercite os seus conhecimentos sobre a nossa cidade e chame a família e os amigos para brincar descobrindo as respostas certas para as charadas das nossas palavras cruzadas. Boa sorte!

As respostas estão na página 8 da mesma edição da revista.

Palavras cruzadas


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Revista Collecione Caicó #16  
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Décima quarta sexta da Revista Collecione Caicó

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