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Ano letivo 2013/2014 - 1 Plátano

junho 2014

ECO DIA COM SABOR A MAR

Eco-Dia

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2º Lugar Concurso Cience4you

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Menção Honrosa

3

Pequenos Lusitanos

4

E finalmente… Londres

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Eco-Escolas

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Comenius

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Visitas de Estudo

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Ser Finalista

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Um pouco de História

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Biografias

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Criatividade sem Limites

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Escrita Criativa

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Concurso PNL

21

Poemas Originais

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Uma Aventura Literária

25

Sugestão de Leitura

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De Olhos no Céu

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Diversos

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Foi com muito entusiasmo que alunos, pais e funcionários do Colégio dos Plátanos participaram na caminhada junto ao mar, em mais uma celebração do Eco Dia. A manhã estava esplêndida e até convidava a mergulhos. E da Praia da Conceição até à Praia da Poça, no Estoril, o grupo emanou uma energia muito positiva, em sintonia com o objetivo da celebração deste dia: a Educação para o Desenvolvimento Sustentável. O evento culminava numa pequena limpeza da praia, mas que, para surpresa de muitos, estava afinal bastante limpa. Parabéns a todos! Pág. 2

2º Lugar no Concurso Science4you

Três alunos do 6º ano ganharam o segundo lugar Cantinho da Infantil 36 do concurso promovido pela Science4You. Os Passatempos 40 seus projetos, uma grua hidráulica e uma retroescavadora, Nesta edição incluímos cativaram o interesse de publicidade. O contributo muitos participantes e Também desta reverterá para a Viagem professores. chamou a atenção do júri de Finalistas dos alunos do 9º que atribuiu aos alunos o ano, a realizar na interrupção segundo lugar, não sem antes informar que a letiva da Páscoa de 2015. foi renhida. Agradecemos a todos os decisão Parabéns! Pág. 3 que aderiram a esta iniciativa. Toma Nota

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Força Viriato!

Menção Honrosa para três alunas

Alegria foi a palavra de ordem na festa do Grupo Coral do Colégio dos Plátanos, que interpretou a ópera ligeira “Os Montes de Viriato”. De um lado lusitanos e do outro romanos, dirigidos pela professora Raquel Elói, mostraram que a história pode ser bem divertida, sobretudo quando é cantada. Zás, trás, pás! Pág. 4

Três alunas do 4º ano receberam uma Menção Honrosa do concurso “Um Conto que Contas”, onde tinham que desenvolver um texto que contivesse conteúdos matemáticos. “Água, farinha, ovos e pronto” mostrava a importância da matemática todos os dias. Até para fazer uma receita. Muitos parabéns! Pág. 3


Etc & Tal...

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Em destaque SOL E BRINCADEIRAS MARCAM ECO DIA DOS PLÁTANOS

P

ouco depois das dez da manhã de sábado 31 de maio, o grupo dos Plátanos constituído por professores, educadoras, vigilantes, pais e alunos, iniciou a sua marcha no passeio marítimo entre Cascais e Estoril, sempre orientados pela professora Sofia Lima, coordenadora do programa Eco-Escolas. Este foi o trajeto escolhido para celebrar o Eco Dia no Colégio. “Pequeninos à frente para marcar o ritmo e lembremse que isto é um passeio e não uma corrida”, avisou de início a responsável. Os pais, claro, perceberam a mensagem. Os pequenotes, com a camisola do colégio vestida, é que nem por isso. Estavam excitadíssimos com o passeio, ao lado dos amigos que adoraram reencontrar num ambiente diferente do habitual. Por isso só queriam saber de andar, quanto mais para a frente melhor, e se fosse a correr, melhor ainda. Numa semana com o sol a pregar algumas partidas, neste dia ele foi generoso com os caminhantes e brilhava lá no alto, com todo o seu esplendor. O grupo avançava num bom ritmo,

apreciando a magnífica vista para o mar e aproveitando também para confraternizar. O ponto de partida foi o da praia da Conceição e o destino era a praia da Poça. E como se tratou de um dia comemorativo da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, o programa sugeria uma pequena intervenção de limpeza de praia. Foram distribuídas luvas e sacos para o lixo e, de olhos bem abertos, toca a encontrar “tudo o que é humano”. As crianças estavam empolgadíssimas e queriam a todo o custo encontrar lixo. Mas onde é que ele estava? Pois é, não havia, o que representa sem dúvida uma excelente notícia. E mal os pequenotes se começaram a aperceber disso, depressa se dispersaram em brincadeiras na areia ou nas rochas à procura de enguias, que um menino jura que viu. Passeio bonito, praia sem lixo, muita brincadeira: missão cumprida. Até para o ano!

A redação


Colégio dos Plátanos

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Destaques

2º LUGAR PARA MINI-EMPREENDEDORES

A

28 de maio de 2014, eu, João Lotra, o Miguel Carrasqueira e o Diogo Ribeiro, alunos do 6.ºC, fomos à Faculdade de Ciências apresentar o nosso projeto da “Science 4 you”.

sobressaía. Destacava-se tanto, que muitos alunos e professores vieram ter connosco para Às 14h fomos com o professor Jorge Baptista de táxi o experimentar! até à faculdade. Nós fomos o único grupo representante Após uma do Colégio dos Plátanos e fomos um dos 15 grupos que grande hesitação chegaram à final do concurso, em 50 grupos por parte do júri, participantes! que afirmou que “a foi Levámos o projeto com o qual concorremos: a Grua competição renhida”, Hidráulica, feita com um sistema de seringas e tubos, e muito acabou por também um exemplo de brinquedo que poderá usar o comunicar que mesmo mecanismo (uma retroescavadora). tínhamos ficado Todos os brinquedos em 2.º lugar a que tinham passado nível nacional, e apenas por pouquíssimos pontos não eram muito giros e ficámos com o primeiro prémio! interessantes, como Mesmo assim fomos muito aplaudidos e recebemos por exemplo, um vários elogios na faculdade e, especialmente, assim que jogo de tabuleiro e um carro que chegámos à escola, pelos professores e pelos amigos. funcionava a energia solar. Mesmo assim, João Lotra, 6.º C o nosso brinquedo era o que mais

MENÇÃO HONROSA PARA CONTO

P

arabéns à Bruna Dias, Mafalda Simão e Margarida Rodrigues, do 4º A! As alunas receberam uma Menção Honrosa do concurso “Um Conto que Contas”, um desafio lançado às escolas de todo o país, por uma comissão organizadora, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Matemática.

Consistia na elaboração de um texto onde estivessem presentes conteúdos matemáticos. “Água, farinha, ovos e pronto”, foi o título da história, que explicava que a matemática está presente em tudo na nossa vida. Até para fazer uma receita… A redação


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Em Destaque PEQUENOS LUSITANOS ENCANTAM PAIS

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oi ao som da música “Somos Lusitanos” que o grupo coral do Colégio dos Plátanos deu início à opera ligeira “Os Montes de Viriato”, da autoria de José Carlos Godinho. O nervoso miudinho estava lá, podia notar-se nos alunos, mas lusitanos e romanos cantaram à altura das expectativas.

cantaram, deram vida a algumas cenas com pequenos teatros e até dançaram, sempre dirigidos pela professora de música e responsável pelo coro, Raquel Elói.

No final, já depois de um forte aplauso, os alunos cantaram o tema “A Minha Música”, de José Cid, O musical contou, de uma forma divertida, a história acompanhados de alguns pais. Note-se que a atividade de Viriato e dos bravos lusitanos. Pode dizer-se até que do Coro é gratuita e podem participar os alunos a partir os pequenos deram uma verdadeira lição de história do 2º ano. Foi uma festa linda. Parabéns a todos!!! aos pais, muitos certamente já meio esquecidos destes A redação episódios. Ora lusitanos, ora romanos, os alunos

O R G AN I I Cosmética Biológica


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Colégio dos Plátanos

Em Destaque E FINALMENTE … LONDRES !

E

finalmente

chegou

o

dia

da

contagem

decrescente: 2 de abril, o dia da viagem para

Londres! A partida do colégio estava marcada para as oito! E lá fomos, todos felizes e contentes, a contrastar com uma lagrimazita dos nossos pais! Chegados ao aeroporto, depois dos bilhetes de embarque e bagagem

tratados, entrámos finalmente no avião, num misto de ansiedade e nervosismo. A viagem correu bem e divertimo-nos muito no avião, tirámos imensas “selfies” e notou-se uma grande união entre as duas turmas e os professores. Duas horas e meia depois, chegámos ao nosso destino! No percurso entre o aeroporto e o hotel, o Dr. Rui foi o nosso guia turístico, chamando a nossa turisticamente: Tower Bridge, que nos permitiu conhecer atenção para as zonas mais turísticas e nós como melhor a história do país, os museus da Ciência, História verdadeiros turistas, tirávamos fotos a tudo! E mais um Natural e Britânico, onde pudemos conhecer a história e momento esperado: desvendado estava com quem aspetos mais importantes da Ciência desde a Revolução iríamos partilhar o quarto! Depois de arrumadas as Industrial, a exposição de dinossauros, evolução das espécies e o próprio funcionamento do corpo humano. Pudemos também alargar o nosso conhecimento sobre as civilizações antigas. Um lugar de igual forma marcante foi o Museu de Cera Madame Tussaud’s, onde estão representadas as figuras mais importantes do mundo, e com quem pudemos tirar belas “selfies”; a viagem no comboio da história de Londres, a Câmara dos Horrores (muito fraquinha!) e um pequeno filme 4D com os heróis da Marvel! Inesquecíveis foram também os mercados: Portobello, Covent Garden e Camden Town, em que o difícil foi não comprar! E o que andámos no dia em que fomos ao Big Ben, Westminter, St. James malas, a primeira de muitas reuniões no hall: avisos, Park,

Buckigham

Palace,

Green

Park,

Trafalgar

chamadas de atenção e os cuidados que deveríamos ter. Square… Sem falar na animação que eram os nossos Depois do jantar, a primeira viagem de metro e uma boa passeios noturnos: onde havia música, lá estávamos nós caminhada que nos permitiu conhecer Picadilly Circus e para cantar e dançar. toda a zona envolvente. De regresso ao hotel, mais uma

reunião

para

estabelecer

a

hora

da

ronda

Até que chegou o que mais temíamos: o dia do

dos regresso. O mais triste, pois o nosso sonho estava a

professores aos quartos e o “programa de festas” do dia terminar! Foram dias de muito entusiasmo e também de seguinte.

cansaço. Sempre com as emoções à flor da pele,

Todas as manhãs começaram bem: um maravilhoso e criámos laços com pessoas que nunca imaginaríamos e diversificado pequeno-almoço, era só escolher! Sempre fomos definitivamente um grupo, e não o 9ºA e o 9ºB! condicionados pelo tempo, fomos ao longo dos dias visitando

os

locais

mais

importantes,

cultural

e

As Turmas 9º A e 9º B


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Eco-Escolas

UM CAFÉ PELO AMBIENTE

O

s alunos do 3º ano fizeram uma árvore muito original. Para o tronco e flores utilizaram cápsulas de café e para a folhagem moldes das suas mãos. Para que nunca se esqueçam da fragilidade do nosso planeta e da importância dos três “R´s”: reduzir, reutilizar e reciclar. Parabéns!


Colégio dos Plátanos

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Comenius DOS PLÁTANOS COM AMIZADE

A

professora Cátia Rodrigues e a educadora Maria João Cascais foram a Itália encerrar o ciclo do projeto Comenius e levaram presentes simbólicos como sinal de agradecimento por todas as partilhas vivenciadas e amizades que cresceram ao longo desta iniciativa, em prol do desenvolvimento da educação. Os meninos do 1º ciclo criaram Tangrans com as bandeiras dos nove países que faziam parte do projeto: Portugal, Espanha, Itália, Turquia, Polónia, Estónia, Lituânia, Letónia e Turquia. As crianças do Pré-escolar criaram um mundo com todas as nove bandeiras coladas e mãos pintadas, um poster que simboliza a união e partilha de conhecimento.

Tangrans do 1º ciclo:

Poster criado pelos meninos do Pré-escolar:

Já em Itália, os presentes fizeram imenso sucesso! Vindos das mãos das nossas crianças para muitas crianças de outros países do mundo!

O Projeto Comenius foi muito importante para todos os meninos e restante comunidade educativa do colégio, pois fez-nos aprender muito sobre a Europa, que é de todos nós! Prof. ª Patrícia Timóteo

DESENHO POR QUADRÍCULAS

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ida da nossa professora a Itália, no âmbito do Projeto Comenius, fê-la vir com ideias frescas e com ainda mais vontade de aprendermos sempre mais uns com os outros! Gostamos quase todos de desenhar e pintar, e foi com muita curiosidade que ouvimos a nova técnica que a nossa professora nos apresentou… Desenhar usando a régua, a memória visual e a noção de proporção… Huuummm… Desenhar pela técnica da quadrícula, ou seja, Tomás Lopes – Desenho do Gonçalo Gomes – Desenho do olhamos o desenho como Pinóquio e Gepeto Pequeno Pónei se fosse um puzzle e desenhamo-lo por partes. Resultado: adorámos! Agora sabemos como devemos traçar linhas retas e perpendiculares, medir em centímetros, melhorar a nossa organização espacial e focar a atenção numa tarefa que nos dá imenso gozo fazer! O resultado está à vista e ficámos bastante orgulhosos de nós mesmos! A turma do 2º B


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Visitas de Estudo

DOS CAVALOS À ENERGIA ELÉTRICA

N

a visita de estudo ao museu da Carris, nós, alunos do 3º ano, vimos e aprendemos muitas coisas interessantes. Logo no início, começámos por ver um filme sobre os tempos de hoje e como eram os tempos mais antigos. Ao longo da visita, tivemos a oportunidade de andar num dos elétricos, e foi nele que fomos até à oficina. Dentro da oficina vimos alguns transportes públicos e turísticos. Para mim, o meu preferido foi o autocarro turístico e um elétrico que era puxado por cavalos! Este foi o primeiro elétrico que foi inventado por dois irmãos. Mais tarde, com a evolução dos tempos, chegou a energia elétrica. Foi então que um aprendiz criou o primeiro elétrico a energia elétrica. Deste modo podiam levar mais pessoas neste transporte. Nos dias de hoje os elétricos continuam a ser utilizados por milhares de pessoas e turistas pela sua beleza e antiguidade. Para acabar, no fim da visita, fizemos um jogo. Tínhamos que colocar umas figuras num mapa, no lugar onde elas pertenciam. Hoje se calhar, vamos olhar de uma maneira diferente para os elétricos. Madalena Reis, 3º B

Diogo Bértola – 3ºB

Madalena Reis – 3ºB


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Colégio dos Plátanos

Visitas de Estudo

ONDE PÁRA A POLÍCIA?

O

s alunos do 1º A fizeram uma atividade muito lúdica e divertida. Foram à esquadra da PSP de Casal de Cambra, concelho da Amadora, fazer uma gincana rodoviária que os ensinou a respeitar os sinais de trânsito.

Esta iniciativa enquadrou-se no programa Escola Segura e cativou os alunos desde o início, não tivessem eles sido acompanhados por elementos da PSP, desde a saída do colégio.

Lourenço Ferreira e Sofia Jesus

Chegados lá, todos tinham a sua função. Uns eram peões, outros condutores de automóveis ou motociclos, mas dá para adivinhar aquilo que TODOS queriam ser: agentes da polícia, claro está. Não é para menos. É que podiam vestir uma mini farda igualzinha à dos agentes de verdade. Com um bloquinho de multas, autuavam todos os que não estavam conforme as regras: sem capacete é ilegal, tem que se passar na passadeira, onde está o cartão de cidadão, o cinto é obrigatório e o stop é para parar. Todos se divertiram imenso!!! A Turma do 1º A

Alunos do 1º A


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Matemática FAZER BANDEIRAS COM FRAÇÕES Quem disse que a Matemática é só teoria? Pois bem. Ao longo deste ano, na área da Matemática, os alunos do 2º ano estudaram diferentes matérias que lhes permitiram usar esses conhecimentos noutras áreas e no dia-a-dia. Quando aprendemos as frações, isto é, o conceito de metade, terça e quarta parte, os alunos exploraram-no de uma forma mais lúdica, de modo a nunca mais se esquecerem de que dividir um todo em partes pode ser bem fácil e divertido! As professoras lançaram o desafio e os alunos criaram três bandeiras para um país denominado “O País das Frações”. Cada bandeira representava uma cidade: “Cidade das Metades”, “Cidade dos Terços” e “Cidade dos Quartos”. Criatividade e Matemática à mistura, deram origem a trabalhos como estes.

As Turmas A e B

1,2,3, DESAFIO!

A

s duas turmas do 3º ano, estiveram, desde o Carlota Pita, Bruna Rodrigues, Madalena Reis, 3º B início do 2º período, muito empolgadas nos desafios de Matemática e Ortografia.

Organizaram-se em grupos e, tal como um concurso, resolveram vários desafios que lhes foram lançados pelas professoras. Meio esquecidos de que afinal estavam a resolver problemas de matemática ou a escrever sem erros, os alunos adoraram, o que facilitou imenso a aprendizagem e consolidação dos problemas de matemática e de ortografia. Uma vez ganho um desafio, a equipa somava pontos na cartolina exposta na sala. No final, vence a melhor, claro, mas a melhor parte é que todos saem a ganhar! João Fernandes, Francisco Vaz e João Rodrigues - 3º A As Turmas 3ºA e 3ºB


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Colégio dos Plátanos

Ser Finalista...

5º ANO AQUI VOU EU!!! Quase, quase a chegar ao 5º ano, os alunos finalistas do primeiro ciclo escreveram dois textos a falar dos exames nacionais e sobre o que representa afinal ser finalista.

EXAMES NACIONAIS

E

ste ano chegou a nossa vez de realizarmos no Colégio dos Plátanos os exames nacionais de Português e Matemática, que decorreram nos dias 19 e 21 de maio, durante a manhã. As provas finais de ciclo foram realizadas com o objetivo de avaliar os nossos conhecimentos e contam para a nota final. Nestes dias, alguns colegas estavam nervosos mas, após a realização de cada exame, concluímos que os mesmos tinham sido fáceis. Guilherme Timula, Julieta Lamas, Lucas Vallejos, Rafael Mirrado 4º B

SER FINALISTA ALEGRIA E TRISTEZA... Ser finalista é sentir o orgulho de acabar o 1º ciclo, sentir a alegria de saber contar até 1000 e ler com pausas, escrever textos ou poesias. Quando se está a acabar o 1º ciclo, é normal estar preocupado, estudar para testes e exames, com tudo atrapalhado. Mas quando tudo acaba, é hora de começar a preparar uma festa. Ser finalista é saber fazer tudo bem, sem pressa de passar de ciclo. Mas também é sentir a tristeza de nos despedirmos da nossa professora que nos educou durante quatro anos. Essa é a parte triste. Mas neste momento não vamos ficar tristes, vamos só cantarolar! Vamos convidar família e amigos, pessoas conhecidas, vizinhos e amigos dos amigos, para um jantar especial! Vamos lá festejar então! Margarida Rodrigues, 4º A

Alunos do 4º A e 4º B


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Um pouco de História

25 DE ABRIL: ANTES E DEPOIS

M

aria era uma estudante normal do liceu. Era boa aluna e uma rapariga bem-educada, simpática e de uma família religiosa. Todas as manhãs, após acordar, realizava a sua higiene, tomava o pequeno-almoço, ia para o seu quarto fazer os trabalhos de casa e estudar e, depois de fazer todas as tarefas relacionadas com o liceu, que era a sua prioridade, a doce rapariga fazia as tarefas domésticas pois a sua mãe já tinha ido trabalhar. À hora de almoço, Maria fazia o seu almoço, sentavase à mesa, dizia as suas orações para agradecer ao Senhor pela sua refeição, desfrutava da mesma, lavava a loiça e preparava-se para sair. Todos os dias saía sozinha de casa para ir para o liceu de transportes públicos e voltava para casa da mesma maneira. Tinha aulas à tarde, com exceção de um dia da semana em que tinha aulas também da parte da manhã. Depois de chegar do liceu, ficava sempre sozinha em casa pois a sua mãe trabalhava até tarde e o seu pai era oficial da marinha e estava muitas vezes fora. Maria chegava muito cansada do liceu mas fazia o jantar, para si e para a mãe, punha a mesa e comia sozinha. Assim que tinha a oportunidade, Maria arrastava-se escadas acima e pelo corredor até ao seu quarto, entrava, escolhia a roupa para o dia seguinte e deitavase pesadamente na alta cama, adormecendo profundamente em poucos minutos. Poucas horas depois, a mãe de Maria chegava a casa e ia até ao quarto da filha, dava-lhe um beijo na testa, avisando-a da sua chegada. Dentro de casa, os adultos evitavam conversar sobre certos temas, como a situação política, à frente das crianças e, se, por distração, isso acontecesse relembravam-lhe: “- Maria, isto não é para se dizer na rua!”. Maria não dava muita atenção ao regime, não se interessava no assunto, só vivia com ele, mas percebia que os adultos quase só se interessavam por isso e sabia que era um assunto sério. No liceu era tudo muito organizado e rigoroso. As turmas não eram mistas nem os rapazes e as raparigas estavam juntos no intervalo, na sala de convívio e em visitas de estudo. Normalmente, Maria tinha aulas sempre na mesma sala e, só para algumas disciplinas, ela mudava de sala de aula abraçada aos seus livros, percorrendo os enormes corredores cheios de gente. Dentro da sala de aula, as carteiras eram a pares mas não se podia falar com os colegas durante as aulas. Assim sendo, Maria não abria a boca a não ser para responder às perguntas feitas pela professora ou para colocar questões sobre a matéria dada, pois sabia que

se arriscava a levar com o temido ponteiro da professora na cabeça se o fizesse. Todas as raparigas do liceu tinham de usar uma bata branca pelo joelho, algo que Maria não gostava mas nunca havia dito a ninguém pois sabia que seria repreendida por criticar uma regra do liceu. Ela tinha conhecimento que colegas suas tentavam encurtar a bata ao fazer uma bainha, mas que eram avisadas pelo tamanho considerado inapropriado. Todavia, assim que saía do liceu, Maria tirava a bata e seguia rapidamente caminho até à paragem da camionete que a levaria a casa. A vida de Maria era rotineira e simples e ela não se queixava porque lhe agradava uma vida estável mas havia algo em falta, algo que Maria não sabia ao certo o que era, só sentia a sua falta. No dia 25 de abril de 1974, Maria tinha aula de lavoures a meio da manhã, mas havia sido acordada mais cedo pela campainha da porta. Era a sua vizinha e amiga da família, Anita, que viera falar com a mãe de Maria, chamada Gabriela. Maria baixou-se atrás do móvel que estava no início das escadas e ouviu atentamente a conversa sussurrada pela sua mãe e a sua vizinha que se mostrava algo preocupada. A mãe de Maria convidou Anita a entrar e conversaram na sala de estar: - O que se passa, Anita? – perguntou Gabriela. - Não saias de casa, Gabriela. – respondeu Anita – Nem tu nem a Maria. - Porquê? O que aconteceu? - Tu sabes que o meu marido faz parte de um partido político, apesar de ser ilegal. - Sim… Mas ele disse-te alguma coisa? - Não. Ele passou a noite fora e saiu armado. Vai acontecer alguma coisa referente ao estado. Eu não sei o que é mas tenho a impressão que algo vai acontecer. - Então e se for só uma impressão? - Mais vale prevenir do que remediar. Fiquem em casa, não saiam. Fiquem atentas à televisão e ao rádio. Eu vou para minha casa e vou fazer o mesmo. - Está bem. Não te preocupes. Nós não saímos. Boa sorte. – desejou Gabriela, já preocupada e temendo por um conflito armado. - Obrigada e para ti também! Até logo. Gabriela esboçou um sorriso e abraçou Anita, depois acompanhou-a à porta e Anita seguiu a passo acelerado para sua casa. Maria voltou para o quarto e começou a pensar no


Colégio dos Plátanos

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Um pouco de História assunto. Estava confusa e percebia que se passava algo sério. Ela ouvia todas as noites a rádio e não tinha ouvido nenhuma notícia referente ao estado ou a algum conflito, lembravase apenas de ouvir, um pouco antes da meia-noite, uma das suas canções preferidas, “E Depois do Adeus” de Paulo Carvalho, pois deixava o rádio do seu quarto ligado, que era uma maneira de a fazer relaxar após chegar stressada a casa. Pouco tempo depois Gabriela foi ao quarto de Maria e avisou a filha de que ficariam em casa naquele dia. Maria reagiu como se não soubesse de nada e não gostou de ver a sua mãe tão preocupada, não lhe respondeu só a abraçou na tentativa de a reconfortar. Desceram juntas as escadas e, mãe e filha, ficaram na sala a ouvir as tão faladas notícias e era verdade, estavam perante uma revolução e, pouco a pouco, tomavam conhecimento do seu desenrolar. Após o fim da revolução, Maria e Gabriela estavam alegres pois sabiam que esta tinha acabado com a ditadura, mas não sabiam o que iria acontecer dali em diante, só tinham a certeza que a sua vida seria diferente. Poucos dias após a recente revolução, passou uma reportagem na televisão que deu a conhecer à população tudo o que havia acontecido durante o grande acontecimento e Maria, curiosa, viu toda a reportagem e, logo no seu início, ela ficou a saber que uma das suas canções preferidas, “E Depois do Adeus”, de Paulo Carvalho, a mesma canção que Maria ouvira na véspera da revolução, fora o código para o seu início.

Quando as coisas acalmaram Maria voltou ao liceu. Estava tudo mudado e o diretor do liceu havia sido saneado. Os finalistas mantinham os alunos ocupados falando do que tinha acontecido, de várias matérias e conversavam de todo o tipo de coisas. O horário de Maria era agora algo instável e confuso. Havia dias em que não tinha de ir para o liceu e outros em que ia mas ficava lá muito pouco tempo, indo só às chamadas sessões de esclarecimento. Apesar de continuar a ir para as mesmas salas, e as turmas não terem sido alteradas era algo completamente diferente do “antigo” liceu e Maria adorara a mudança, especialmente porque já não tinha de usar aquela bata com a qual ela não vivia em harmonia. Maria adorava ir para o liceu mesmo que fosse por pouco tempo, pois ela passava mais tempo com os colegas e podia expressar-se livremente. Mas o melhor era não estudar nem fazer trabalhos da casa ou chegar stressada e cansada a casa. Agora Maria dedicava mais tempo a ajudar a família, aos seus passatempos e a descansar. Começaram a formar-se associações de estudantes onde podiam debater os problemas da vida estudantil, falar de tudo o que não podiam antes da revolução e tomar decisões face ao liceu e aos seus alunos. Toda a situação ficou na memória de Maria mas ela lembrar-se-ia sempre da revolução dos cravos, do dia 25 de Abril de 1974. A revolução que lhe deu o que ela precisava sem saber, que lhe deu liberdade sem o uso de violência, devido ao bom censo de alguns Homens (e Homens, mesmo com “H” grande) que decidiram dialogar ao invés de disparar. Inês Dias, 8ºB

A FUGA DE PENICHE

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3 de janeiro de 1960 fugiram do Forte de Peniche Álvaro Cunhal, Jaime Serra e Joaquim Gomes, entre outros, todos eles presos políticos do Estado Novo que, com a ajuda do exterior e de um GNR que também estava contra o regime, tinham organizado a fuga. Esta tinha como sinal de avanço um carro com o porta-bagagens aberto. A fuga de Peniche foi uma das fugas mais espetaculares da história, pois era uma das prisões com maior segurança do Estado Novo e representou um duro golpe para a ditadura e uma abertura de portas para a revolução. Tomás Parreira, 6.º B


Etc & Tal...

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Biografias No âmbito da disciplina de Português, aquando do estudo da obra “25 a Sete Vozes” e da comemoração do 25 de Abril, os alunos fizeram uma pesquisa sobre a vida de algumas personalidades marcantes daquela época. Vamos conhecer um pouco mais sobre a nossa História!

AMÉRICO TOMÁS

MARCELO CAETANO

N

A

mérico de Deus Rodrigues Tomás nasceu em Lisboa a 19 de Novembro de 1894 e faleceu a 18 de Setembro de 1987, após uma cirurgia.

ascido em Lisboa, a 17 de agosto de 1906, no bairro da Graça, Marcelo José das Neves Alves Caetano, ficou órfão de mãe aos 10 anos e viveu nos anos conflituosos da República.

Em 1922, casou com Gertrudes Rodrigues e teve duas filhas, Maria Natália e Maria Madalena Rodrigues Tomás.

Entretanto casou-se, a 27 de outubro de 1930, com Teresa Teixeira de Queirós de Barros, acabando por ter quatro filhos.

Desejou ser padre. Depois pensou em Medicina, acabando por se matricular na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1927. Doutorou-se em 1931.

Frequentou durante dois anos a Faculdade de Ciências entre 1912 e 1914. A sua carreira teve início em 1914 como aspirante no corpo de alunos da Armada. Em 1916, ao concluir o curso da Escola Naval e durante a 1ª Guerra Mundial desempenhou funções no serviço de escolta no Couraçado Vasco da Gama. Em 1918, foi promovido a Primeiro-Tenente. A 17 de Março de 1920 entra ao serviço do navio hidrográfico 5 de Outubro, onde serviu durante 16 anos desempenhando as funções de chefe da missão Hidrográfica da Costa Portuguesa. Foi nomeado chefe de gabinete do Ministro da Marinha em 1936, Presidente da Junta Nacional da Marinha Mercante de 1940 a 1944 e Ministro da Marinha de 1944 a 1958, elaborando o diploma Despacho 100 que estruturou e modernizou a Marinha Mercante Portuguesa. Em 1958 foi eleito o 13º Presidente da República, tendo como adversário, o General Humberto Delgado. Foi reeleito em 1965 e 1972. Foi o último presidente do Estado Novo português.

Entre 1926 e 1927 participou na fundação da Ordem Nova, uma revista anti moderna, anti liberal e anti democrática. Apoiou a ditadura militar entre 1926 e 1928 e deixou de ser a favor de um governo monárquico em 1929. Passa a ser apoiante do regime de Salazar, participando na redação do estatuto do trabalho nacional e da constituição de 1933. Foi comissário nacional da Mocidade Portuguesa entre 1940 e 1944, ministro das colónias entre 1944 e 1947, presidente da Câmara corporativa e ministro da presidência do conselho de ministros entre 1955 e 1958. Foi afastado do cargo de ministro por Salazar, aceitando funções no partido único União Nacional. Regressa à vida académica como reitor da Universidade de Lisboa, demitindo-se em 1962.

Em 1968, foi nomeado presidente do conselho de ministros. Com o golpe militar No 25 de Abril de 1974, já com 80 anos, Américo do 25 de abril, Marcelo Tomás foi demitido do cargo e expulso da Marinha, Caetano foi deposto de todos os seus cargos, tendo sido partindo para o exílio no Brasil. Em 1978 o General exilado no Brasil com a família, onde morreu a 25 de Ramalho Eanes permite o seu regresso a Portugal. outubro de 1980. Tomás Figueiredo, 6º A Susana Rodrigues, 6.º A


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Colégio dos Plátanos

Biografias GOMES DA COSTA

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ÓSCAR CARMONA

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anuel Gomes da Costa nasceu a 14 de janeiro de 1863 em Lisboa e morreu a 17 de dezembro de 1929. Destacou-se como militar e político tendo sido o 10º presidente da República Portuguesa. Participou nas campanhas de pacificação das colónias em África, na Índia e I Guerra Mundial. Enquanto político, liderou uma revolta militar que ocorreu a 28 de maio de 1926, preparada em segredo. Consistiu numa marcha militar que partiu de Braga e chegou a Lisboa, onde, com o apoio da população, pôs fim à 1ª República entregando o poder aos militares. Na sequência do golpe militar, o Governo e o Presidente da República demitiram-se e Mendes Cabeçadas começou a governar. Mas Gomes da Costa afastou-o e assumiu a presidência do Ministério e a chefia do Estado. No entanto, foi substituído pelo general Carmona devido à sua incapacidade de gerir o Governo. Foi preso e deportado para os Açores, em 1926, onde foi eleito por Carmona a Marechal. Em setembro de 1927 foi autorizado a regressar a Lisboa. Faleceu em condições miseráveis, pobre e sozinho. Miguel Domingues, 6.º B

seu nome completo é António Óscar de Fragosa Carmona e nasceu a 24 de novembro de 1869, em Lisboa. Foi um militar e governante português, primeiro-ministro e Presidente da República. Foi nomeado pelo governo revolucionário repúblico, a 15 de outubro de 1910, membro da Comissão de Reestruturação do Exército. Na sequência do golpe militar de 28 de maio de 1926 foi ministro da Guerra entre 9 de julho e 29 de novembro, ministro dos Negócios Estrangeiros entre 3 de junho e 6 de julho de 1926, pasta que acumulou com a de presidente do Ministério, a partir de 9 de julho de 1926. Foi nomeado presidente da República a 26 de novembro de 1926. A 25 de abril de 1930 foi recompensado com a GrãCruz da Ordem dos Santos Maurício e Lázaro de Itália. Faleceu a 18 de abril de 1951. Em 1966, o seu corpo foi trasladado do Mosteiro dos Jerónimos para o Panteão Nacional. Carolina Anjos, 6.º C

OTELO SARAIVA DE CARVALHO

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR

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telo Saraiva de Carvalho nasceu em 1936. Foi capitão de Artilharia em Angola entre 1961-63 e também na Guiné entre 1970-73. Foi ele que deu origem ao Movimento dos Capitães e ao Movimento das Forças Armadas. Pertenceu ainda à PIDE e à Legião Portuguesa, marcadamente no período Salazarista. Otelo, durante cerca de quatro anos, foi professor na escola Central de Sargentos em Águeda. Foi ele quem dirigiu as operações do 25 de Abril. Na década de 1980 foi acusado de liderar a organização terrorista, responsável pelo assassinato de 17 pessoas nos anos 80. Foi detido em 1984. Quando esteve preso na cadeia de Caxias, no início dos anos 80, iniciou um relacionamento com Maria Filomena Morais, uma funcionária prisional divorciada. Nas eleições, uma vez ficou em segundo lugar e outra em terceiro. Bruna Trole, 6.º C

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ntónio de Oliveira Salazar nasceu a 28 de abril de 1889 e foi primeiro ministro de Portugal. O seu percurso no Estado português iniciou-se quando foi escolhido por militares para Ministro das Finanças durante um curto período de duas semanas, na sequência da revolução de 28 de Maio de 1926. Foi substituído pelo comandante Filomeno da Câmara de Melo Cabral após o golpe do general Gomes da Costa. Foi também Ministro das Finanças entre 1928 e 1932. Entre 1933-1968, o ditador Salazar dirigiu os distritos de Portugal como presidente do Ministério entre 1932 e 1933 e como presidente do Conselho de Ministros entre 1933 e 1968. Em 1945 o estado português recusou-se a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. No mês de março de 1961, no norte de Angola, acaba por estalar uma sangrenta revolta, com o assassínio de colonos civis. Salazar alimentou as fileiras de guerra colonial, que se espalharam à Guiné e a Moçambique, com o propósito de manter as províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa. Salazar viria a falecer a 27 de julho de 1970. Mariana Nascimento, 6.º C


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Criatividade sem limites Os alunos do 7º ano das turmas B e C desenvolveram na disciplina de Educação Visual um projeto de Design para a conceção de um tabuleiro de xadrez. Utilizando diferentes temáticas visuais e reutilizando criativamente diversos tipos de materiais na construção das peças, os trabalhos foram expostos a toda a comunidade escolar na entrada do 3º ciclo. Estão todos de PARABÉNS!!!!

Os alunos do 8º ano das turmas A e B desenvolveram de uma forma muito criativa, histórias mirabolantes com personagens extravagantes e cenários oníricos, pranchas de Banda Desenhada individuais para a disciplina de Educação Visual. Os trabalhos foram apresentados a toda a comunidade escolar numa exposição no corredor do 3º ciclo

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s alunos do 9º ano da turma B desenvolveram um projeto de Design para um candeeiro em polipropileno na disciplina de Educação Visual. Tendo sido desafiados a explorar as potencialidades plásticas do papel, a partir da planificação de um cubo, alcançaram-se protótipos fantásticos como demonstra a exposição patente no corredor do 3º ciclo, tendo havido muitas solicitações à aquisição dos candeeiros. A professora e os alunos estão muito orgulhosos do sucesso alcançado. Prof.ª Susana Gameiro


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Escrita Criativa O MISTÉRIO DA MEIA PERDIDA

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erta noite, depois do meu banho e dos meus trabalhos de casa, estava muito cansada e decidi ir dormir. Pedi à minha mãe para me ir aconchegar e dar um beijinho de boa noite e assim adormeci. Numa altura da noite, aí por volta das três horas e quarenta e oito minutos, acordei cheia de frio no pé direito. A minha querida meia tinha desaparecido. Meu Deus! A minha meia quentinha e fofinha estava agora perdida, cheia de frio e de certeza que estaria muito assustada. Decidi ir procurá-la, meti-me pela cama abaixo, mas nunca mais chegava ao fundo. De repente comecei a ver uma luz que ia ficando cada vez mais forte e à medida que me aproximava, fui ver o que era. Aaaahhhhh!!! Mas que belo lugar era aquele, que mais parecia Lisboa nos Santos Populares, cheio de estendais, estendais e mais estendais, de meias, mais meias e mais meias de várias cores e feitios. Havia meias com corações, com relógios que faziam tic tac, tic tac, havia meias às bolinhas, às pintinhas, às riscas, com elefantes, cerejas, meias com olhinhos, outras monstruosas e outras com sentimentos. Não sabia por onde começar a procurar a minha bela e querida meia de dormir do pé direito. Então pensei numa estratégia para a encontrar, fiquei amiga de três meias que não paravam de me perseguir com o olhar, a meia com relógios, a meia com olhinhos e a meia com sentimentos. Pergunteilhes que sítio era aquele. Responderam-me que era o Mundo das Meias Perdidas e que todas as meias perdidas iam para aquele lugar, ficando por lá, até que os seus donos as fossem buscar. Então eu quis saber se tinham visto a minha meia, pois o meu pé estava cada vez mais frio e ela aquecia-me durante a noite e por isso era muito especial. Respondeu-me a meia dos sentimentos que me parecia sempre muito triste: - Se a tua meia entrou esta noite, só pode estar na fila do estendal número 17. Mas a meia dos olhinhos, como via melhor que todas as outras, disse que a minha meia perdida estava no estendal mais à frente, no número 43 porque era uma meia que cheirava muito bem, ao contrário de muitas outras que cheiravam mal. Depois de tanto procurar… lá estava a minha bela meia pendurada no estendal 43 à minha espera, tal

como a tinha visto pela última vez, carregada de borbotos, quentinha e fofinha. Fiquei muito feliz por a ter encontrado e desejei que todos os meninos que perderam as suas meias as encontrem, assim como eu encontrei a minha. Ao longe, comecei a ver um menino pequenino a olhar para a meia dos sentimentos e quando olhei para ela, já não estava triste, estava muito feliz e risonha. Tinha encontrado o seu querido dono, o Tomás, que logo foi buscá-la e dar-lhe um abraçopé e um beijopé. De repente, a meia relógio começou a fazer Tic Tac cada vez mais rápido, eram horas de acordar para ir para a escola. Acordei com a minha meia do pé direito enfiada na minha orelha. Que disparate tão engraçado! Madalena Ramos, 3.º B

POEMA DAS CORES O vermelho simboliza a paixão O amarelo a alegria, O verde a esperança E o roxo a fantasia.

O laranja simboliza a energia E o azul a tranquilidade,

O cinzento o equilíbrio E o castanho a maturidade.

O grande preto Simboliza o mistério e a distinção, E o magnífico branco A paz e a perfeição.

Eduardo Gonçalves, 5.º C


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Escrita Criativa

A ROSA DAS MIL PÉTALAS

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um reino distante, num tempo perdido, existia uma casa muito antiga onde vivia uma bruxa terrível, que tinha por hábito amaldiçoar tudo o que era seu. Ora acontece que uma rapariga muito curiosa, chamada Sofia, passeava nos campos em redor da casa. Tanto caminhou que acabou por encontrar a casa da bruxa. No velho alpendre de madeira repousava uma roseira com uma única flor. A flor mais bela do mundo e arredores. Era perfumada como a brisa da primavera, leve como o orvalho, delicada como a geada, macia como o veludo e, sobretudo, vermelha como o sangue. Vendo a refinada rosa, Sofia não resistiu e apanhou-a. Logo que lhe tocou, picou-se num dos espinhos da bela flor. Uma gota de sangue caiu para as pétalas da rosa. Imediatamente o mundo tremeu, girou…. Uma confusão de cores, formas e cheiros apareciam e desapareciam num abrir e fechar de olhos. De repente tudo parou. Sofia sentia-se completamente renovada. Um cheiro intenso a rosa pairava no ar. Os vermelhos eram mais nítidos enquanto os azuis e os amarelos eram mais sombrios e distantes. Olhou em redor, estava muito mais baixa. Pensou para consigo: “Mas que raio é que me aconteceu? Estou muito mais baixa, cheira-me a rosa mais do que nunca. Oh, meu

Deus, não pode ser… Faço parte da rosa… Não, melhor, sou uma das pétalas daquela rosa que colhi.”. De repente uma voz rouca e maligna pairou no ar: - Quem apanhei desta vez? Oh, uma menina. Como te chamas, minha ratazana? - prosseguiu sem dar tempo para responder – Bem, não interessa, daqui a nada serás perfume, literalmente. Sofia não podia acreditar. Mas que morte horrível, não podia ser, servir de perfume para aquela bruxa. Tudo menos isto. Motivada por este pensamento, começou a saltar, primeiro pouco, depois bastante. De repente o turbilhão de cores, formas e cheiros apareceram e um momento depois desaparecera. A maga apareceu e começou a lançar feitiços, para aprisionar Sofia: - Prendatus imobilaitos. Sofia foi mais rápida e mais esperta. Apanhou um espelho, pô-lo à sua frente e numa explosão de luz a bruxa caiu petrificada no chão. - É bem feita, velha bruxa! Apanhou a varinha, destruiu os encantamentos, apanhou a flor e voltou para casa cantando uma alegre melodia. Nuno Calaim, 5.º C


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Escrita Criativa ENCONTREI O MEU SUPER-HERÓI NO TESTE DE PORTUGUÊS Melhor Super-Herói

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ano tinha começado e eu ia para uma nova escola. Não conhecia absolutamente ninguém, estava tão à nora... A primeira aula era de Geografia e lá fui eu de livros atrás, como sempre, atrasada, tentar arranjar um lugar vago para me sentar. As carteiras eram a pares mas já só havia mais um lugar vago, ao lado de um rapaz alto, magro, loiro e com os olhos verdes mais bonitos que eu alguma vez tinha visto: - Hum…posso?-disse eu apontando para a cadeira - Ah claro! – Disse ele com um sorriso generoso sou o Kiko já agora. Sentei-me e cumprimentei-o. A aula passou num instante, a conversa entre nós durou a aula inteira, ele tinha uma voz muito doce, um riso parvo e tinha aquele cheiro que ninguém consegue descrever mas que contudo era bastante agradável. Durante aquele dia, passeámos pela escola inteira, ele mostrou-me todos os cantos, achei aquilo bastante grande. Um semestre tinha passado e nós estávamos cada vez mais cúmplices um do outro, ele fazia-me sorrir sem ser aquele típico rapaz que enche todas as raparigas de elogios só para a conseguir namorar. Numa tarde de outono, estávamos os dois sentados num banco do jardim da escola. O ambiente estava tão agradável, o vento soprava nas folhas das árvores fazendo com que elas caíssem lentamente no chão. Estávamos a falar de super-heróis quando ele me disse: - Acreditas em super-heróis com poderes e isso? - Hum… não, nunca acreditei muito nisso, há coisas que penso que nunca irão ser possíveis. Nascer com esse dom de poder voar ou mandar teias de aranha com a mão, não bate certo. - respondi. - Mas olha que devias acreditar… eu cá tenho quase a certeza de que eles existem.- disse ele muito convencido. - Consegues prová-lo?- disse, desafiando-o. - É que nem duvides, vem ter comigo esta noite à rua do Carmo e logo veremos, ok?- perguntou. - Vamos lá ver então… - disse desconfiada. Nessa noite vesti o casaco mais quente que tinha e lá fui ter com ele onde tínhamos marcado. A rua não era muito iluminada e não o estava a ver em lado nenhum,

estava apenas rodeada de prédios altos com varandas largas. De repente oiço alguém a chamar por mim, o som vinha lá de cima e quando olhei vi o Kiko com um fato verde e branco de corpo inteiro. Confesso que ia apanhando um susto de morte! Quer dizer, ele estava empoleirado num prédio sem dificuldade nenhuma! E foi aí que soube que o meu melhor amigo era um super-herói. Inês Coelho, nº 14, 7ºB

Encontrei Gerónimo Stilton

E

mbarquei no aeroporto de Lisboa com destino ao Brasil, país onde ia participar numa competição de atletismo. Sentia-me muito entusiasmado, mas, ao mesmo tempo, cansado, os treinos tinham sido intensivos. Mal entrei no avião, que era enorme com estofos brancos e azuis como a água do mar, adormeci. A meio da viagem, senti uma coisa peluda a tremer a tocar-me no ombro, acordei estremunhado e ouvi uma voz: - Desculpe, pode dizer-me as horas? Abri os olhos, e não acreditava no que via. Era um sonho! Mesmo à minha frente, estava o meu herói: - O senhor é o Gerónimo Stilton, aquele que vive mil e uma aventuras em cada mistério que resolve, o grande repórter da ilha da Ratazia, que ganhou 32 prémios seguidos na categoria de melhor escritor do mundo?! - Sim, sou eu. E tu, quem és? -Sou o seu maior fã. - Afirmei num tom convincente. - Ah, sim! E onde vais? - Vou participar numa competição desportiva na bela cidade do Rio e Janeiro, e você? - Vou tentar resolver o mistério de um colar de ouro, cravejado a diamantes e rubis que desapareceu duma exposição. E assim, a conversa continuou cheia de perguntas curiosas e respostas fantásticas. Uns minutos depois aterrámos. Despedimo-nos e cada um seguiu o seu caminho. Nuno Bartolomeu. 7º C


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Escrita Criativa ENCONTREI O MEU SUPER-HERÓI NO TESTE DE PORTUGUÊS Uma aventura em Miami

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stava nas férias de verão. Os meus pais haviam conseguido uma promoção num hotel em Miami pois, como a minha mãe é diretora comercial, consegue muitas vezes este tipo de talões grátis. Mal sabia eu da aventura que me esperava lá, em Miami.

De repente, em Hogwarts

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á estava eu, na internet, a ver imagens no meu “dashboard” do Tumblr, quando uma das publicações me chamou a atenção. Era a imagem animada de uma estrela cadente a passar pela Terra. Nos comentários diziam que a estrela concretizava um desejo quando “reblogássemos” a imagem. Eu não acreditava nessas tretas, até que um dia decidi experimentar, e pedi:

- Quem me dera que um dia, numa ocasião e lugar qualquer, consiga conhecer todas as minhas Cheguei, depois de uma viagem longa, ao fim da personagens favoritas! tarde, a um hotel de quatro estrelas e meio em frente ao Os dias passaram, os meses correram, até que um mar azul turquesa; uma limusine parou perto da entrada dia estava num bosque a passear com a família. Já tinha do hotel. De lá de dentro saíram dois rapazes, com esquecido aquele desejo, por isso andava a vaguear pelo meio das árvores à procura de tocas de coelho bonés a tapar a cara, sempre a olharem para baixo: (porque sempre tive aquela tentação de tocar com o pé - Curtis, vai arrumando as malas, estou cheio de para ver se caía como a Alice). Até que encontrei uma sede, vou procurar um bar… boa e toquei-lhe com o pé. Caí e gritei. Estava feliz, Dirigi-me ao rapaz que procurava o bar, pois queria finalmente tinha-a encontrado. Mas uma coisa era companhia e… Tinha a sensação que já havia visto estranha: eu não era a única ali. Estava a gritar outra vez, agora não de medo, mas a gritar de felicidade! aquela cena em algum sítio… Estavam ali todos os alunos de Hogwarts com as - Olá, sou o David! Desculpa lá, mas ouvi a conversa; varinhas erguidas a limpar o pó e a terra das suas não tenho companhia e também estou cheio de sede, túnicas pretas; os tributos dos Jogos da Fome ainda nos como te chamas? fatos da Arena (ao que parece interrompi-lhes os Jogos) - James Beckett. – respondeu o rapaz, mostrando com as armas a apontarem para nós com o medo que sempre tiveram de ser esfaqueados nas costas; a Hazel finalmente a cara. Grace vestida com a t-shirt de basquetebol do Gus e Foi a cereja no topo do bolo. Lembrei-me finalmente com o seu “Phillip” e o Augustus Waters. Tão de onde o conhecia. Podia dizer que se chamava James surpreendidos como eu: Beckett, mas reconheci imediatamente James Adams, o - Parece que chegámos aqui todos da mesma personagem da Cherub (coleção de livros) a agência de maneira! – disse, pois havia sob cada um de nós um espiões adolescentes. Disse apenas: buraco na terra, e conseguia ver os ramos das árvores a - Quem me dera ser como tu. ondularem com o vento. Aparentemente, tinha quebrado o gelo. Começaram todos a falar e a ganhar confiança. Assinaram-me os - Já não tenho sede. – sorrindo. E foi-se embora. livros, que por acaso tinha ali, até que me fugiram das mãos. Estava a gritar outra vez. Ao que parece estava a sonhar. Mas foi um dos melhores sonhos da minha David Conceição, 7ºC vida. James piscou-me o olho, e disse:

Beatriz Lamego7ºB


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Concurso “Um conto à moda de Saramago” Os alunos do colégio participaram no concurso “Um conto à moda de Saramago”, promovido pelo Plano Nacional de Leitura. Aqui fica um exemplo dos diversos trabalhos enviados.

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O Sonho

eparei-me de repente num mundo estranho. A minha cama era de pedra, e tinha uma pequena abertura para ser aquecida com fogo. Em minha casa, as pessoas com quem convivia, e até a minha aparência tinham mudado. Reparei que havia um espelho, por isso decidi olhar para mim: tinha-me tornado num homem bastante velho, de cabelo esbranquiçado, cara enrugada, e era bastante baixo. Tinha também uma pequena barba e olhos negros. Eu tinha apenas 12 anos, mas tinha aparência de 80. Eu não sabia o que tinha acontecido ao certo, mas sabia que me encontrava no corpo de outra pessoa, que não me pertencia, pois tinha a minha própria consciência; no entanto, também partilhava as memórias, os sentimentos e a consciência de outra pessoa, provavelmente a da pessoa a quem o corpo pertencia realmente. Era, no entanto, relativamente difícil manter-me independente pois tinha que manter a minha consciência forte e persistente para que não me fundisse no outro e nos misturássemos. Se isso acontecesse, seria de certeza um caos, tanto para mim como para o senhor. Na verdade, não achei que o velho se importasse muito com a minha presença, mesmo no seu corpo, mas eu achei um pouco desconfortável. Estar no corpo de outra pessoa não acontece todos os dias e também não é nada comum. Conseguia também ver tudo, sentir tudo, até ter as mesmas memórias que ele tinha gravado na sua consciência. Descobri, depois de uma pequena pesquisa mental, que ele era um homem muito solidário, amável e pacífico; e que amava muito a sua família, mais do que tudo o resto, e eles também pareciam fantásticos, apesar de os ter visto apenas através de memórias um pouco desfocadas.

Eu, pelos vistos, vivia uma vida relativamente calma, num lugar calmo, rodeado de um ambiente calmo com pessoas calmas. Tinha uma rotina bastante normal: acordava cedo, lia o jornal da manhã, depois tomava um pequeno-almoço muito saboroso feito pela minha esposa e dava uma pequena corrida matinal. Voltava sempre fatigado. Mais tarde, depois de tomar um almoço igualmente delicioso, lia um livro até à noite, jantava e ia dormir. Eu passei aproximadamente quatro dias nesta vida. Sinceramente, foi muito repousante! No entanto, na quarta noite, algo mudou: tinha a sensação que aquele sono duraria mais tempo. Adormeci assim que me deitei na cama e adormeci profundamente. Acordei devido a uma intensa luz que iluminava o meu rosto, não era artificial, mas também não parecia natural devido à sua extrema intensidade. Reparei que, subitamente, tinha mudado de lugar, todo o ambiente tinha mudado de novo, pensei que tinha voltado ao princípio, e que tinha recomeçado. Mas isso não aconteceu. Apesar das mudanças, permanecia no mesmo corpo, com a mesma dupla consciência, por isso fiquei bastante confuso. Vestia roupas antigas, brancas, mas muito limpas, com um estilo grego, ou talvez romano. Estavam, um pouco mais distantes, dois guardas de armadura, da cabeça aos pés, com uma lança em cada mão, à espera de cortar o primeiro que se atrevesse a fazer algo errado.

Para grande estranheza minha, deixaram-me entrar sem sequer olhar para mim, ainda parei para olhar para eles durante uns minutos, mas pareceram exatamente Apesar do amor pela sua família, a pessoa que este iguais para mim. idoso amava mais era a sua esposa. Para ele, ela era a Já depois do que parecia ser a entrada, olhei mulher perfeita e casar com ela a melhor coisa que lhe novamente em redor, parecia que estava dentro de um tinha acontecido na sua vida toda. E eu, depois de templo enorme! Tinha colunas por todo o lado, cada observar muitas outras memórias, apercebi-me que o coluna dez vezes o meu tamanho, as pessoas tinham sentimento era claramente mútuo. A sua esposa era vestidas as mesmas roupas que eu. O ambiente parecia parecida com ele, tinha já o cabelo parcialmente muito antigo, bem como as roupas. Mas, pelo contrário, esbranquiçado, a mesma altura, mas diferenciava-se aquilo que parecia uma civilização, parecia ter atingido o nalguns aspetos - os olhos dela, cor de esmeralda, eram, cúmulo da tecnologia, viam-se tantas peças de na minha opinião, também muito atrativos, eram tecnologia por lá, que a maioria eu não sabia o que eram daqueles olhos que conseguiam hipnotizar uma pessoa. ou para que serviam. As pessoas aperceberam-se que


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Concurso “Um conto à moda de Saramago” eu me encontrava perdido, então levaram-me até um pequeno templo e disseram-me que seria a minha futura habitação. Esta tinha tudo, desde entretenimento, a alimentação, a conforto, tudo o que eu desejava, tanto eu como a consciência do idoso, de quem me tinha tornado bastante amigo. Tudo parecia perfeito. Se eu não estava a sonhar, este novo mundo parecia um pouco demasiado perfeito. Depois de horas a perguntar às pessoas, muito ocupadas lá fora, descobri uma coisa muito chocante. Eu tinha morrido. Durante a noite, tinha morrido, e a consciência que o corpo continha, junto comigo, tinham vindo para este mundo, o suposto céu que toda a gente sabia. Eu não fiquei muito abalado, pois não tinha perdido nada. No entanto, o meu amigo ficou transtornado, perdeu tudo o que ele tinha e amava, os seus filhos, os seus netos, a sua vida perfeita e maravilhosa e, sobretudo, a sua esposa que tanto amava. Ele não conseguia suportar aquilo tudo, aquelas perdas enormes arrancavam bocados da sua alma, ele tinha que arranjar forma de voltar ao que realmente amava. Durante dias andei em busca de alguém que nos conseguisse ajudar, até que, finalmente, me vim a encontrar com uma mulher deveras perfeita, desde a aparência à personalidade. Era loira de olhos azuis, muito amável e, no meio daquela multidão enorme de pessoas que nos ignoravam e que nos pareciam ignorantes, e ao contrário de todos os outros, veio logo em nossa ajuda vendo o nosso desespero. E assim ela disse-nos do Tribunal da Escolha, e ainda melhor, acompanhou-nos até lá.

Ele foi a correr até ao quarto da sua amada mulher, mas não se encontrava lá. Aliás, ninguém se encontrava em lado nenhum. Ele entrou em pânico total, estava perante o seu maior medo, uma eternidade longe de tudo e de todos, de tudo o que ele poderia ter, e de tudo o que ele tinha e amava, mas felizmente para ele estava enganado. Tudo estava deserto, mas a senhora simpática tinha-nos acompanhado, também ela, mesmo sabendo dos riscos, tinha vindo. E disse que também ela estava já farta daquele mundo perfeito, e que também ela tinha decidido renascer, mesmo sob aquelas condições, para procurar a causa pela qual tinha morrido tão jovem. Ela tinha-se sacrificado para salvar um autocarro cheio de pessoas. Durante o rapto de um autocarro, ela própria se tinha voluntariado para ser vítima, e de certeza que a sua rica família pagaria muito dinheiro aos raptores para a salvar! Ouvindo isto, todas as pessoas do autocarro puderam fugir, todos exceto a coitada da jovem. Ela foi torturada e, depois do dinheiro chegar, eles mataram-na a tiro. Permanecemos em silêncio por algum tempo e depois ela partiu em busca das pessoas pelas quais tinha voltado. E nós continuámos a procurar a gente toda que tinha desaparecido. Na pequena vila, tinham organizado um grande cortejo fúnebre para o idoso, que tinha vivido uma modesta vida com bons amigos e familiares, e por isso toda a gente da vila tinha ido ao seu funeral vê-lo. Ali, estavam a contar histórias de que eles se lembravam de quando era vivo, eu fiquei muito comovido a ouvi-las, algumas eram felizes, outras eram mesmo muito tristes, até me lembro de ter chorado. Mas aquilo não era nada comparado ao discurso da tal amada. Ela tinha referido tudo o que ela tinha feito com ele, algumas coisas mesmo (...) e eu apercebi-me que, no fundo, e apesar de tudo, tinha valido a pena: foi para mim algo que nunca esquecerei, lembro-me igualmente de prometer a mim próprio um dia encontrar alguém que eu amasse tanto quanto aquele casal.

O Tribunal da Escolha era algo que, pelos vistos, dependendo da situação do espírito, concedia ou não, hipótese de escolha entre ficar ali para sempre, imortal, indolor, com tudo o que se desejasse, ou voltar à vida, em forma de espírito, mas sem corpo, similar a um Sem aviso, comecei a sentir imensas tonturas, fantasma, mas que nunca mais poderia voltar àquele comecei a ver tudo muito distorcido e, de repente, ficou paraíso. tudo muito escuro. Sabendo, por partilhar a mesma consciência que A minha visão voltou muito lentamente, olhei de ele, o quanto ele amava a sua esposa, a sua vida, a sua novo em volta, e daquela vez não vi nenhum mundo, família, tornou-se óbvio o caminho que ele escolheria. nem nenhum ambiente estranho, era o meu quarto. De repente, voltámos à nossa cama, olhávamos Tinha finalmente acordado. para nós mesmos, para o que era agora um corpo morto.

Henrique Zhao, 8º A


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Poemas… originais! Os alunos do 6.º ano foram convidados a escrever em sala de aula, poemas cujo tema central eram... objetos! Objetos que não obedecem aos donos e que só fazem o que querem. Vamos ler alguns textos e perceber que a poesia, afinal, pode ser divertida!

Um Relógio de Parede Um relógio de parede Que a minha tia tinha pendurado Davas horas sem rede Com as alturas ficava engasgado

O Relógio Na cozinha existe um relógio diferente,

porque na verdade, os ponteiros não rodam normalmente.

Tic, tac, tic, tac Sem parar Quando chegava lá a cima É que era de assustar!

Apesar de tudo, ainda reclama que é canhoto, preferia que fosse mudo p’ra isto não dar p’ró torto

Como temia as alturas Dava as horas a fugir Pouco passava das 6:30 Nunca mais era hora de dormir

O que faço? Alguém me ajuda? Já fui ao relojoeiro

Para que serve este engenho? Só dá para enganar... Nem diz as horas com empenho Tão pouco é de fiar.

e ele diz que não muda!

Carlos Moisés Tavares e Miguel Domingues, 6.º B

Andreia Meneses e Diogo Estácio, 6.º A

Era uma vez uma Ventoinha Era uma vez uma ventoinha Que gostava de rodar Como um carrossel à noitinha Punha as estrelas a brilhar

A ventoinha estava a rodar Para a minha casa refrescar Tenho que a parar Se não o telhado vai rodar

Esta pobre ventoinha Não parava de girar Então um dia pôs-se a gritar: - Alguém me pode ajudar? Margarida Sotana e Tomás Matias, 6.º B

A Consola Tenho uma consola Que não me deixa jogar Ela só se isola Na sala de estar Ela só quer somar pontos Enquanto eu quero jogar à bola Bolas! Gastei 70 contos E agora fico de fora! Que faço eu? Parar de jogar? Comprar uma consola nova Que faça o que eu lhe mandar? João Lotra e Maria Beatriz Saraiva, 6.º C


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Poemas… originais! As Muletas

A Calculadora

As muletas devem ajudar

A calculadora não faz contas

as pessoas a andar

Não sabe o que contar

para no hospital

Fui fazer o teste

não terem que ficar.

E os problemas, fez-me errar

Tenho duas muletas que sabem dançar, mas só quando a música, está a tocar. A Espanha tenho de voltar para as velhas muletas entregar, porque elas só sabem dançar,

Lá fora está a chover

Ela funciona a sol Não sei o que fazer Para o problema resolver Estou desesperado Tenho teste amanhã O sol tem de chegar

Termino aqui Vasco Duarte - Jaime Moreira, 6.º B Este pedido de ajuda

Eu tenho uma calculadora

Preciso de sol! Vai embora chuva

só gosta de desenhar. (Só sabe fazer desenhos coloridos e abstratos sem qualquer significado e não a consigo parar). Tudo porque me viu a pintar e e agora não para de sonhar que em vez de calculadora é uma grande pintura. O que hei de fazer? Apagar-lhe a memória? Mas e se ela me esquecer?

Madalena Ribeiro e Bernardo Lourenço, 6.º A

O Estojo Eu tenho um estojo E este é roxo. Devia guardar todas as canetas Mas só guarda as pretas. Deixei as canetas Abertas no estojo. E agora ele está Pintado no rosto. Mas como as pretas Estavam sem tinta Não lhe deixaram Nem uma pinta.

Tomás Parreira - Sara Rebelo, 6.º B

que em vez de somar, dividir, subtrair ou multiplicar

Rita Fernandes, 6.º C

A chuva tem de parar

e eu já me estou a passar.

A Calculadora Pintora

Tapadas com uma manta A beber o seu chá!... Que hei de eu fazer? Ir p’ro frio?... nem pensar! Vou mas é aninhar-me Ou quem sabe, hibernar!...

As minhas Luvas Comprei umas luvas P’ras mãos aquecer E do frio invernoso Me poder proteger Mas nos dias mais frios Do inverno gelado As luvas desapareciam Como que num passo encantado! Afinal as marotas Tinham frio a valer E sempre procuravam Onde se aquecer! Nos bolsos do casaco, No roupão ou no pijama Até dentro do forno Ou enroladas na cama Já fui dar com elas Aconchegadas no sofá,

Que hei de fazer? Comprar um estojo novo? Mas então e a crise? Tirou-me o dinheiro todo!

Tomás Sebastião e Gonçalo Donões, 6.º C

A Ventoinha Calorenta Na minha sala há uma ventoinha Que é branca e roda sozinha. Em vez de dar ar fresco, dá calor, pois está apaixonada por um secador. O que hei eu de fazer? Deixar de me arrefecer? Apaixonar-me também? Mas por quem? Beatriz Reis e Inês Cardigos, 6.º C


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Uma Aventura Literária No âmbito da disciplina de Português e do Concurso “Uma Aventura Literária 2014”, promovido pelo grupo Leya, os alunos do 5.º e 6.º anos deixaram-se inspirar e elaboraram textos de tema livre. Levados pela imaginação, produziram textos capazes de deliciar os mais exigentes leitores! Vamos ler alguns?

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Murmúrio, o pintor encantado

uma pequena aldeia chamada Tela, vive um pintor chamado Murmúrio. Ele é o mais novo de todos os pintores da aldeia e ainda tem um talento muito especial, pois quando canta Lalalala a tela que tem à sua frente fica pintada com o quadro que ele imaginou! Um dia, um homem chamado Rodrik aparece na sua loja “A maravilha da pintura”, e pediu um quadro muito especial, um retrato da sua filha Gisela. - Claro que lhe faço um quadro. - disse Murmúrio. - Espero por si daqui a meia hora. - disse Rodrik. Passados os 30 minutos, Murmúrio apareceu na casa de Rodrik. - Esta é uma foto da minha filha, ela não pode estar presente, foi visitar uma amiga. - declarou ele. Rapidamente o quadro ficou pronto, pois Murmúrio utilizou o seu magnífico dom. Logo que ele acabou, Rodrik empurrou-o para dentro do armário. - Tu irás pintar os quadros que eu te pedir para vender na minha loja. - disse Rodrik, rindo muito alto. Os meses passaram e Murmúrio continuou a pintar quadros que pareciam ter cada vez mais, pouca vida e pouca cor. Ele já não tinha inspiração, estar fechado dentro de um armário não o inspirava. Num dia de sol, alegria e muito calor, na casa de Rodrik, enquanto Gisela procurava o seu colar de joias, que o seu pai lhe dera, Murmúrio pintava um quadro com um leão cinzento e um pôr-do-sol preto. De repente ele ouve a chave a mexer-se, e num instante a rapariga cai para cima dele. - Quem és tu? - perguntou Gisela. - Eu sou o Murmúrio, e o teu pai trancou-me aqui e obrigou-me a pintar quadros para ele vender. respondeu ele. - Eu vou ajudar-te a sair daqui, então vamos fazer assim…- explicou Gisela a Murmúrio. À noite, quando o pai de Gisela saiu, ela foi buscar a chave e abriu a porta. E enquanto ele não saíra, Murmúrio pintara quadros para o poder enganar, fazendo com que ele pensasse que ele ainda se encontrava no armário. - Vamos depressa antes que o meu pai chegue! exclamou Gisela. Depois, Murmúrio voltou para casa e, enquanto havia quadros em casa de Rodrik, ele não se preocupou, até que um dia o Rodrik não viu mais quadros, abriu a porta e reparou que Murmúrio tinha desaparecido. A filha falou com ele e disse que ela podia ajudá-lo na loja e assim poderiam arranjar mais dinheiro. E assim o Murmúrio e a Gisela casaram-se e os dois abriram uma loja de arte chamada “O importante é a pintura”. E a próxima geração irá melhorar ainda mais a arte que é e sempre será mágica! Margarida Santos, 5.º A

E

A grande aventura do Adão

ra uma vez um anão chamado Adão, que vivia numa pequena aldeia, num cogumelo com telhado vermelho às bolinhas. Adão era curioso, destemido e muito engraçado. Um dia, decidiu ajudar a sua amiga Eva nas tarefas domésticas, a pôr a mesa para o almoço, a lavar a roupa, a secá-la… Quando acabaram as tarefas propostas para aquele dia, Eva perguntou a seu amigo: - Queres almoçar em minha casa? - Não é preciso…! - Eu acrescento outro prato na mesa, não há problema! Então Adão aceitou e depois do almoço foram lavar a louça. Quando terminaram foram para a sala de estar. - Tantos livros que tens! - disse, espantado, o anão. - É verdade. É que eu adoro ler. – respondeu Eva – Alguns deles pertenceram aos meus antepassados. Um dia o meu avô contou-me que ao estarmos muito interessados no livro que lemos, é possível entrarmos na história. Mas para voltar, teremos de resolver um enigma, só não sei qual. Já volto… Ora Adão, curioso, decidiu pegar no livro “O Reino dos Doces” e começou a ler. Estava tão interessado que conseguiu entrar dentro da história. - Onde estou eu...? Até que apareceu uma águia. - Estás no Reino dos Doces. De onde vens? Não te conheço… - perguntou a águia. - Venho de um reino chamado Bué Bué Longe. Como te chamas? - Chamo-me Vitória, e tu? - Adão. - Vem conhecer o meu reino. Nesse momento Eva voltara à sala de estar e viu o livro que Adão escolhera aberto, em cima da mesa, e descobriu logo que ele entrara na história. Mas também já sabia que Adão ficaria muito curioso por Eva lhe ter dito aquilo. Adão aceitou e lá foram, divertidos. Começaram por ver a fonte de chocolate, depois o labirinto das gomas urso, o parque dos marshmallows e por último, contemplaram as nuvens de algodão doce. Adão lembrou-se de que teria de resolver um enigma para voltar a casa. Então perguntou à águia que enigma teria de resolver. - Já me esquecia… Vamos ter com o Rei Bombom… lembrou-se Vitória, puxando o amigo pelo braço. Já estavam a chegar ao palácio do rei e, quando la chegaram, Adão reparou que o palácio era todo feito de doces: o telhado de chocolate, as paredes de gomas grandes de vários sabores, as janelas de marshmallows o portão de caramelo... Entraram no palácio, na esperança de saberem qual o


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Uma Aventura Literária enigma que lançaria o Rei Bombom a Adão. Quem é este forasteiro? De onde vem?- perguntou o Rei Bombom. - O meu nome é Adão e venho de um reino chamado Bué Bué Longe. Vim cá para saber qual o enigma que terá de me lançar, você sabe… para voltar para casa! - Logo vi que vieste para isso. Tragam o livro dos enigmas! Então levaram o livro ao Rei Bombom e num ápice procurou um enigma. - Este. Adão, terás de passar a cascata de caramelo, a floresta dos zombies doces e, por último, atravessar o labirinto das gomas urso, onde encontrarás a chave para a fonte de chocolate. A Vitória pode ir contigo. - Aquela fonte que não estava a funcionar? – perguntou o Adão. - Essa mesma. Não está a funcionar porque ainda ninguém encontrou a chave que a liga. Assim o fizeram. Passaram a cascata de caramelo, lutaram contra os zombies doces ultrapassando a floresta e depois, foi difícil, mas conseguiram atravessar o labirinto das gomas urso, onde encontraram a chave que ligava a fonte de chocolate. Depois de a ligarem, divertidos, saltaram para dentro da fonte e ficaram cheios de chocolate. Quando Adão voltou para casa, contou à sua amiga tudo o que tinha feito, nunca se esquecendo daquela grande aventura. Mariana Viais, 5.º B

H

O Monstro

á uma ilha no meio do mar, tão pequenina, tão pequenina que nem aparece nos mapas. Já foi habitada, mas agora é apenas uma ilha deserta. Era composta por duas cidades, as pessoas que moravam numa, nunca foram à outra, por isso nenhum desses habitantes tinha a certeza de que a outra existia. As duas cidades estavam separadas por um enorme e misterioso vulcão. Numa das cidades, cujo nome era Feiticeiro, morava com os tios um menino chamado Fogo. Ele era muito medroso, tal como todos os meninos de Feiticeiro. Naquela cidade, aconteciam coisas estranhas. O tempo estava sempre a mudar, em cinco minutos estava a nevar e logo depois estavam altas temperaturas; as luzes ligavam e apagavam sozinhas… Os tios de Fogo sempre disseram ao menino que atrás do vulcão havia um palácio para ele. Os tios diziam-lhe isto para o convencer a ir ver se existia ou não a outra cidade. Os anos foram passando e Fogo cresceu. Um dia

ele decidiu partir e ver se o tal palácio existia. Reuniu mantimentos e levou os seus quatro cavalos da sua quinta pois a viagem era longa. Durante a viagem, várias pessoas que por ali ficaram perdidas, tentaram roubar as coisas de Fogo, mas sem sucesso. Outras ajudaram-no, dando-lhe os seus restos de comida. Então, Fogo retribuiu dando um cavalo. No fim da viagem, Fogo já não tinha cavalos e demorou mais tempo a chegar ao vulcão. Horas depois avistou o vulcão, mas de repente foi atingido por uma flecha que continha um líquido que o fez adormecer. Ele acordou numa sala enorme. Essa sala estava no interior do vulcão. Depois, Fogo viu um monstro enorme. -Quem és tu? - perguntou Fogo. - Sou o Monstro. - O que é que eu estou a fazer aqui? - Estás a ver o que acontece quando se tenta entrar na minha bela cidade?! Ficas meu prisioneiro! exclamou o Monstro. - Mas não devia estar ali um palácio para mim? - Um palácio, mas qual palácio!? O único palácio aqui é este, o meu palácio! - o Monstro estava a zangar -se – Bem, vou-me acalmar. Há 200 anos, Feiticeiro era um reino com fama pelos seus feiticeiros. Eu era uma pessoa normal, mas era o filho do rei. Ninguém do reino gostava de mim, mas sem razão. Quando o rei morreu, na minha coroação, um feiticeiro transformoume num monstro enorme com poderes mágicos. Como se isso não bastasse, lançou-me mais um feitiço para que eu ficasse num monstro para todo o sempre. Depois eu criei um vulcão que separou o reino em duas partes. Numa das partes transformei terrenos em desertos e em labirintos para que ninguém chegasse à outra parte. - Que história enorme! - exclamou Fogo. - Posso ir embora? - Não! Então Fogo pegou numa poção de encolher que estava numa mesa para fazer experiências e encolheu o Monstro. Depois fugiu, esquecido da cidade que estava do outro lado do vulcão. Dias depois chegou a Feiticeiro e disse a toda a gente que a outra cidade existia, mas ninguém devia lá ir porque era demasiado perigoso. Assim Fogo começou a ser conhecido como o aventureiro. Passaram 500 anos e o efeito da poção de encolher passou e o Monstro ainda ficou maior do que antes. Irritado, este saiu do vulcão e destruiu a ilha. Os habitantes fugiram e o Monstro, passadas umas horas, começou a encolher e a encolher até que desapareceu. E é esta a história desta ilha. Jacinta Baptista, 5.º C


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Uma Aventura Literária No tempo dos Vikings

Uma Aventura com Unicórnios

m dia estava eu na minha casa, sem nada para fazer, quando me deu na cabeça ir ao laboratório do meu pai, um grande cientista! Comecei a vasculhar as coisas dele quando me deparei com uma espécie de portal para outra dimensão. Como não era assim um grande aluno a física e matemática, para ligar a máquina comecei a carregar nos botões todos em simultâneo. Esta ligou-se e fui sugado para dentro dela. Até chegar ao lado do portal, ainda demorou um pouco, mas quando lá cheguei reparei que estava noutra época, a época dos vikings. Comecei aflito a gritar, ou melhor, a berrar, chamando os meus pais desalmadamente, mas estes não apareciam, até que ao fim desta gritaria, apareceu um viking enorme que me levou ao rei daquele país, El-Rei Brutos. Ao chegar ao castelo, avistei vários guardas vikings e passadas várias portas gigantes entrei na sala real. Ao entrar nesta sala, o rei olhou para mim com um ar de troça, devia ser por causa do meu tamanho, depois levantou-se e foi para ao pé de mim para me examinar. Ao acabar, questionou-me: - De que planeta és tu para seres tão pequenino? És da pequenolândia? - toda a gente se riu, menos eu. - Eu? Eu sou do planeta Terra e lá as pessoas são mais pequenas que vocês. - respondi-lhe. Toda a gente começou a murmurar o que era o planeta Terra pois eles nunca tinham ouvido um planeta que se chamasse Terra. Depois Brutos questionou-me: - Terra? Mas que planeta é esse que nos estás a falar? - A Terra é o planeta mais maravilhoso de todos. Não há nenhum que se compare com ele. E eu devia estar aí pois eu vim para aqui por causa de um portal mágico e agora estou aqui preso, no Planeta dos Vikings. No planeta Terra o meu pai e a minha mãe começaram a notar a minha falta e começaram a procurar-me. Quando o meu pai entrou no laboratório viu o portal mágico programado para o tempo dos Vikings e percebeu logo onde eu estava e entrou no portal para me ir buscar, mas primeiro avisou a minha mãe. - Como já sabemos a história do pobre rapaz, nós vikings prometemos não vos chatear. Guardas, acompanhem-no à saída. Qual não foi o meu espanto que ao sair vejo o meu pai a olhar para mim como quem quer dizer que vou estar um mês de castigo. Mas tudo voltou ao normal e eu claro, de castigo. Se me perguntassem se eu gostava de repetir eu diria logo que não, mas se foi a aventura mais extraordinária, lá isso foi. Simão Gato, 6.º A

Há muito tempo havia uma menina chamada Mariana, que adorava cavalos. Como ela gostava de acariciar a sua crina macia e escovar o seu pelo brilhante! Um dia, ia ela a passear calmamente com a sua égua, Elly, quando, subitamente, Elly começou a relinchar e a tremer loucamente. Corria de um lado para o outro, de um lado para o outro. Mariana tentava acalmá-la, mas a pobre égua continuava impaciente. Foi então que a menina reparou que Elly olhava para o céu. Mariana olhou para lá e... viu inúmeros unicórnios pairando no ar! Ela nunca antes vira unicórnios, mas nos livros de contos estes estavam representados como criaturas míticas, muito sorridentes e às cores. De facto, os unicórnios que pairavam diante dos seus olhos eram às cores, mas tinham um ar muito sério. Tinham também um cartão de identificação a dizer A.S.U.. Mariana, muito admirada, começou a falar com os unicórnios. Perguntou-lhes quem eram eles e o que queriam dela e de Elly. A sua resposta foi direta: - Somos da A.S.U., Agência Secreta de Unicórnios. Viemos para te levar e à tua égua numa missão secreta: parar o vilão mais famoso por usar os poderes dos chifres dos unicórnios para praticar o mal, o Dr. EstragaTudo! Mesmo não acreditando lá muito na história que os unicórnios contavam, Mariana aceitou ir com eles, pois era uma aventura e Mariana adorava aventuras! Atravessaram imensos portais até ao Reino da Magia, onde estavam todos os personagens dos contos de fantasia. Mariana conformou-se então: tudo o que tinham contado os unicórnios era verdade! Percorreram a Cidade das Fadas, a Cidade Encantada, a Cidade da Felicidade, até que, finalmente, chegaram à Cidade Malvada, onde residia o Lobo Mau, o Dr. EstragaTudo e até as mais malvadas bruxas do Universo! Felizmente, naquela cidade, também morava a Fada Rosalina, que encontrou Mariana, Elly e os agentes da A.S.U., e se ofereceu para combater também contra EstragaTudo. Para se guiarem até ao Dr. EstragaTudo usaram a varinha mágica de Rosalina. Era aquele o momento! Iriam unicórnios, fada, humana e égua salvar o dia, ou iria o Dr. ganhar? Os unicórnios e a fada lançavam os seus poderes mais fortes, Elly e Mariana lutavam para defender os seus amigos, mas nada disto era suficiente para acabar com o Dr. EstragaTudo! Mas havia um segredo: uma joia escondida num local desconhecido derrotava todos os vilões. Surpreendentemente, a égua transformou-se em unicórnio e, não se sabe como, a joia apareceu! Mariana pegou nela, disse algumas palavras mágicas que tinha visto nos livros e todos os vilões foram destruídos! Esta é a estória de como uma menina, uma fada e unicórnios salvaram o mundo. Alícia Guerra, 6.º B

U


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Uma Aventura Literária

E

Viagem no Tempo

ra 2042. Num reino chamado Avante, recentemente descoberto, vivia um rei e uma rainha, chamados D. António e Dª Maria de Bélgica, que eram os descobridores deste país. Eles tinham uma filha chamada Vitória, de 12 anos e um filho chamado Afonso, de 14, que eram muito ligados ao povo. Nas suas aulas de História Mundial, o professor da realeza falou sobre a medicina das primeiras décadas do século XXI, visto que a medicina e outras coisas mudaram bastante entre 2020 e 2042. Vitória e Afonso ficaram tão interessados que não paravam de pensar nessa matéria. Certo dia, lembraram-se de que tinham uma máquina do tempo. Puseram-na para 7 de setembro de 2013 e seguiram a viagem no tempo. Quando chegaram, foram ao hospital mais próximo para ver as “ferramentas” que os médicos usavam naquela altura. Quando iam a entrar no consultório médico, uma enfermeira apanhou-os e disse-lhes: - Meninos, não podem entrar ali! Só podem entrar no consultório se forem os médicos ou os assistentes! - Mas nós só queremos ver o que é que os médicos usam para tratar dos pacientes! – exclama o Afonso. - Pois, claro… Até parece que nunca estiveram doentes! – afirma a enfermeira. E vai-se embora. A Vitória pensa, pensa, e lembra-se de uma solução. - Afonso! Tive uma ideia! E se nos candidatássemos ao emprego? Tu eras médico e eu assistente! - É uma boa ideia, mas não temos idade para sermos médicos! Então ela tira uma poção para ficarem com mais dez anos, os dois bebem e, de repente, parecem adultos. Ao candidatarem-se ao emprego, só havia duas vagas, preenchidas por eles. Ao ver os utensílios usados pelos médicos, ficaram espantados, comentaram e falaram sobre aquilo o

tempo inteiro. Quando regressavam da viagem no tempo, o Afonso começou a pensar e a dizer: - Eu acho que nos esquecemos de alguma coisa muito importante para o nosso país… - Não penses tanto! Afinal, que boa experiência tivemos! O que é que pode correr mal? – pergunta a Vitória. Quando chegam a Avante, o Afonso lembra-se do que se esqueceu e do que correu mal. Com um ar preocupado, diz: - Claro! Esquecemo-nos de nos demitir e… Mudámos o mundo! Avante não existe! É só um terreno deserto! - O quê? Mas como? – interroga-se Vitória. - Os nossos pais conheceram-se dia 7 de setembro de 2013, no hospital onde nós nos inscrevemos, e ficaram com as duas últimas vagas, aquelas que nós ocupámos. Depois, quando se viram, apaixonaram-se. Continuaram a trabalhar lá e enriqueceram. Com o dinheiro, fizeram uma viagem num barco e encalharam, por azar, num terreno deserto. Nele viram uma oportunidade de investir o dinheiro e criar o próprio reino. Como nos esquecemos de nos demitir, nada disto aconteceu. E… - Espera aí, – interrompe a Vitória – se os nossos pais não se apaixonaram, não nos tiveram como filhos! Então nós vamos desaparecer, ou coisa parecida? - Não exatamente… Os filhos do nosso pai são uma parte de ti e uma parte de mim. Com os filhos da nossa mãe acontece o mesmo. - Como é que sabes isso tudo? - Nunca viste o telejornal, pois não? – pergunta-lhe o Afonso. - Bem, isso não interessa. Temos de pensar numa solução. Olha, porque é que não vamos de novo ao passado? - Essa é a única solução, mas a máquina tem de ser carregada. É carregada pelo vento, e não temos muito tempo. Os pais devem estar a chegar ao hospital

JOAQUIM MANUEL LIMA FANECA CONTABILIDADE E SERVIÇOS T.O.C nº 47557

Av. da Liberdade , 22-2º Sala 4 2715-097 Pêro Pinheiro Telf./219672369 Fax/210435527 Tlm: 969072507 joaquim.faneca@sapo.pt

dentro de uma hora. E não te esqueças de que Avante é uma das zonas menos ventosas da Terra! Podemos soprar, mas… - Subam a bordo! – grita a Vitória. – Durante a tua conversa, soprei no recipiente do vento. Afonso, eu já sabia que soprar era a solução! Chegaram mesmo a tempo para impedir que o mundo mudasse para sempre. Foram à rececionista e disseram, ao mesmo tempo, que se demitiam. Logo depois, os seus pais ganharam o emprego e tudo correu como o planeado. - Ufa! Ainda bem que corrigimos o passado! Agora tudo está bem! – desabafa a Vitória. E assim regressaram para casa e nunca mais fizeram uma viagem no tempo. Tomás Sebastião, 6.º C


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Sugestão de Leitura Coleção Maximum Ride

E

Coleção Ulysses Moore

u recomendo os livros da coleção Maximum Ride, escritos por James Petterson, porque

depois de os ler todos, apercebi-me de que a

A

s histórias de Ulysses Moore contam

imaginação não tem limites. Estes são os melhores aventuras

de

as dois

jovens, Julia e Jason,

livros que alguma vez poderás ler.

Os livros contam as peripécias de um grupo de que chegaram a Kilmone

seis jovens que têm asas e capacidades sobrenaturais, Cove,

vindos

de

porque têm genes de pássaro implantados por um grupo Londres, onde acabaram de cientistas malvados.

por fazer um amigo que Estes

livros

recomendados

são já lá morava. Chegaram para os três à Vivenda Argo,

pessoas que têm gosto uma

casa

cheia

de

pela leitura ou que querem segredos e mistérios por começar a gostar de ler!

desvendar. Será que os três amigos conseguirão desvendar os

segredos e resolver os mistérios? Eu aconselho a todas as pessoas que leiam a Rita Dupim, 5.º C coleção Ulysses Moore, pois vão adorar! Patrícia Lopes, 6.º C

Viagem às Nuvens

N

um bonito dia de primavera, o Rodrigo, por artes do vento, começa a voar e aterra

“Rimas Perfeitas, Imperfeitas e Maisque-perfeitas” Este livro da escritora Alice Vieira e ilustrações de

numa nuvem. É ela que lhe explica que aquilo que todos Afonso Cruz, é muito mais do que um livro de poemas. pensam ser chuva, são afinal as lágrimas das nuvens, Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, serve que ficam com olhos agredidos por causa da poluição. para ajudar os alunos a distinguir os tempos verbais. Com o encantamento Neste livro de Fábio Agostinho, antigo aluno do Colégio dos Plátanos, ao mesmo tempo que se lê, pinta-se

natural da escritora,

também as ilustrações do professor Jorge Baptista.

uns foram escritos no Presente,

outros

Futuro,

no

Gerúndio,

Imperativo,

Pretérito

Perfeito, Imperfeito e Mais-Que-Perfeito. Nunca

mais

confusão. OBRIGATÓRIO!!!

Da

Texto. Educação Pré-Escolar

1º Ciclo


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Estudo do Meio DE OLHOS NO CÉU

M

ercúrio, Vénus, Terra, Marte, Saturno, Urano e Neptuno. São estes os planetas do sistema solar. Os alunos do 3º ano já os conhecem de trás para a frente e de frente para trás. Não só porque foram há pouco tempo visitar o Planetário de Lisboa, mas também porque fizeram bonitos trabalhos sobre o sistema solar. A propósito da disciplina de Estudo do Meio, organizaram-se em grupos, escolheram um planeta, um satélite ou uma estrela e deitaram mãos à obra. O resultado são trabalhos muito bem elaborados, com muita informação, gráficos, fotografias, alguns até a três dimensões. Estão todos expostos nas paredes de ambas as salas.

As Turmas 3º A e 3º B


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A little bit of English! EM INGLÊS, POR FAVOR......

O

s alunos do 3º ano fizeram trabalhos deliciosos sobre a sua refeição favorita. Tudo em inglês, claro, que o trabalho é da teacher!

Margarida, Ivo, Santiago e Afonso, 3º A

A escolha foi tão variada quanto o número de refeições que há. Uns escolheram o almoço, ou melhor, o lunch, o pequeno-almoço, jantar ou até o tea, quer dizer, o chá. Os trabalhos estão tão giros que até apetece comê-los, ali mesmo da parede da sala. É que os miúdos colocaram os textos em hambúrgueres de papel, gelados, sanduiches, maçãs e até ananases. Não se esqueceram de colocar as horas e todas o novo vocabulário que aprenderam. Fizeram também bonitos desenhos sobre o tempo, para ver se convencem o São Pedro a enviar de vez a primavera. Nestes trabalhos, o vocabulário incidia sobre o sol e a chuva, mas também nas peças de vestuário. Congratulations!!! Diogo, Miguel, Martim, Rodrigo e Carlota, 3º B

Madalena, Bárbara, Bruna, Matilde F. e Mariana, 3º B


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Diversos VOLEIBOL

O

voleibol é um jogo desportivo coletivo que opõe, num terreno delimitado e dividido por uma rede em 2 áreas de jogo, 2 equipas de 6 jogadores.

O objetivo do jogo é enviar a bola por cima da rede, procurando que ela toque no solo do campo adversário e evitando que toque no solo do próprio campo, cumprindo sempre o regulamento do jogo. O terreno de jogo é retangular, dividido ao meio por uma rede. A bola de Voleibol é esférica, de couro sintético. A sua cor pode ser uniforme e clara ou uma combinação de cores. Íris Cascais e Joana Silva, 5.º A

O COELHINHO BRANCO CONTADO POR NÓS!

O

s meninos do 1ºB fizeram bonitos trabalhos sobre “O Coelhinho Branco”, a obra que estão a estudar em sala de aula. Uma história tradicional mas recontada de uma maneira diferente, muito apelativa, sobretudo para quem aprendeu a ler há pouco tempo. Depois de lido o livro, foi-lhes pedido que escolhessem a sua parte preferida e que a ilustrassem. O resultado é uma parede cheia de desenhos com coelhinhos assustados, formigas valentes e cabras malteses muito malvadas. Estão todos muito bonitos! Não só os desenhos mas a caligrafia, que a partir de agora, até é o mais importante. Até ao 2º ano!

A Turma do 1º B

Carolina Martins e Eva Pombo

O ABECEDÁRIO SEM JUÍZO

P

ara aprender as rimas, nada melhor do que fazê-lo de uma forma divertida.

A turma do 2ºA criou o abecedário sem juízo, que é como quem diz, frases às vezes um bocadinho palermas, mas que têm rima. Escolheram nomes de A a Z, com especial atenção para os existentes na sala e criaram frases divertidas. Senão veja-se: “A é o André que cheira a chulé”, “B é o Bernardo que é o meu namorado”, “G é o Guilherme que ontem pisou um verme”, “H é o Hugo que comeu um sugo”, “O é a Olívia que odeia lixívia”, “U é o Ulisses que faz malandrices”, “X é o Xavier que come sopa sem colher” e finalmente “Z é o Zeca que apanhou uma faneca”. Claro que ninguém ficou zangado e todos se divertiram muito! A Turma do 2º A


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Diversos

DIA DA MÃE

ANATOMIA DO LEITOR lemos um livro, qual o papel afinal dos Q uando olhos, boca, mãos, ouvidos, do coração, da

eiga

mente curiosa e dos próprios livros? Os alunos do 2ºA responderam a estas perguntas, e querem saber? Deram respostas muito interessantes. Os livros servem “para se ler muitas vezes”, claro, ou ainda “para contar muitas histórias de países distantes”. Então e os olhos? Esses servem “para ver bem as palavras dos livros”, ou, dito de outra maneira, “para ler com amor e carinho tal como atenção”. Já a boca “muito faladora e barulhenta serve para perguntar expressões e para ler”. Por outro lado, os ouvidos servem para “ouvir as mais de 500 palavras do livro”. E as mãos? “Para abraçar muito bem os livros”, “virar as páginas”, ou, como disse outro aluno “pegar nos nossos preciosos livros”.

miga stupenda

ofinha maginativa inda rgulhosa

“Para ler um poema”, é certamente com o coração, que serve também para “bater para ler em calma”, “para sentir a alma do livro”, ou “para fazer circular o sangue e para lermos com ele”. Claro que sim! E quem lê livros tem com certeza uma mente curiosa, muito útil para “ter pensamentos de ler”, “para pensar bem nas palavras novas” ou ainda “para ter ideias maravilhosas para os seus livros”. Bravo!!!

aravilhosa spetacular otável morosa

Martim Oliveira, 5.º A

Profª Patrícia Timóteo


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Toma nota!

DIA MUNDIAL DA CRUZ VERMELHA O Dia Mundial da Cruz Vermelha celebra-se no dia 8 de maio, pois foi nesse dia que o seu fundador, o suíço Henry Dunant, nasceu. A Cruz Vermelha é a maior organização humanitária do mundo. Foi Fundanda em 1863 e é uma instituição universal, na qual todas as sociedades nacionais têm direitos iguais e o dever de entreajuda. Tem como missão prestar assistência humanitária e social, em especial aos mais vulneráveis, pessoas que estão perante uma situação frágil. A Cruz Vermelha conta com cerca de 97 milhões de voluntários, em 190 países. Os seus sete princípios são: Humanidade, Independência, Voluntariado, Neutralidade (não tomar partido de…), Imparcialidade (sinónimo de neutralidade), Unidade e Universalidade (abranger todo o universo). A Cruz Vermelha em Portugal foi fundada por José António Marques em 11 de fevereiro de 1865 sob a designação de “Comissão Provisória para Socorros e Feriados e doentes em tempo de Guerra”. Marta Pedro, 5.º A

DIA MUNDIAL DA INTERNET

O

dia Mundial da Internet comemora-se no dia 17 de maio. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas em janeiro de 2006. O dia também é conhecido como o Dia Mundial das Telecomunicações e da

A internet teve origem durante a Segunda Guerra Mundial. Teve como objetivo criar um canal de comunicação para os serviços militares norteamericanos. A internet originou uma grande mudança no dia-a-dia das pessoas, como por exemplo, a forma como comunicam e como procuram e recebem informações, entre muitas outras ações do quotidiano. Catarina Sousa, 5.º A

Sociedade de Informação.

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

O

Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de maio, desde o dia 18 de maio de 1977. Esta proposta de comemoração foi feita pelo ICOM – (Internacional Council of Museums), em Portugal, mais conhecido por Conselho Internacional de Museus. Nesta importante data, certos museus têm entrada gratuita, podendo visitar-se as suas exposições/obras entre outras atividades. A maioria dos museus alarga o seu tempo de abertura, sendo o objetivo atrair mais clientes. Todos os anos, os museus escolhem um tema central para comemorar o Dia Internacional dos Museus. Mariana Marcelino, 5.º C


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Toma nota!

DIA MUNDIAL DA ENERGIA

O

Dia Mundial da Energia é celebrado dia 29 de maio. No dia-a-dia das pessoas, gasta-se muita energia e nós queremos poupá-la através do Dia Mundial da Energia. Assim, se refletirmos e agirmos, teremos uma melhor condição e qualidade de vida! Contamos convosco! Duarte Correia, Magda Esteves e Mariana Figueiredo, 5.º A

DIA MUNDIAL SEM TABACO

DIA MUNDIAL

DOS OCEANOS

O

Dia Mundial sem Tabaco comemora-se a 31 de maio, para alertar a população para os malefícios do tabaco e sensibilizar para a necessidade de proteger as pessoas do fumo proveniente do tabaco Dia Mundial dos Oceanos começou a ser dos outros. O lema escolhido pela Organização Mundial comemorado a 8 de junho de 1992 no Rio de de Saúde (OMS) para a campanha deste dia foi “Proibir Janeiro, Brasil. Até ao momento, a data ainda não foi o patrocínio, promoção e publicidade do tabaco”. oficialmente estabelecida pelas Nações Unidas. Todos os anos “a epidemia do tabaco” mata cerca de Este dia tem a finalidade de, a cada ano, fazer um 6 milhões de pessoas. A OMS estima que em 2030, se nada for feito contra o tabaco, devido à epidemia, tributo aos oceanos e aos produtos que eles fornecem, tais como os seres marinhos. Os oceanos constituem um poderão morrer mais de 8 milhões de pessoas por ano. meio de comunicação para o comércio global. A poluição Cada vez mais quem fuma está sujeito a morrer mundial e o consumo excessivo de peixes tem causado rapidamente, podendo parar de o fazer. Não fume! reduções nos seres vivos que lá habitam. Maria Adriana Fernandes, 5.º C Andreia Pimenta e Catarina Dias, 5.º A

O

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A OBESIDADE

O

dia mundial da luta contra a obesidade é celebrado a 24 de maio e deseja alertar a população para o problema da obesidade e das doenças associadas a esta.

A obesidade é uma doença na qual a reserva de gordura aumenta até que esta começa a causar problemas de saúde. Como a obesidade é provocada pelo excesso de ingestão de energia, a forma mais simples de tratamento é a adoção de um estilo de vida mais saudável com um equilíbrio entre o consumo e o gasto calórico. Rita Dupim, 5.º C


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Etc & Tal...

Cantinho da Infantil

COMPREENDER A LIBERDADE Não é fácil ser-se pequenino e entender o que foi o 25 de abril. Não foi por isso no entanto, que as educadoras deixaram passar a data em branco. As crianças fizeram cravos muito lindos utilizando as suas mãozinhas pintadas de vermelho. Na sala da pré A, a educadora Maria João até fez com eles um trabalho mais profundo. Explicou-lhes o que é isso de liberdade e entre outras coisas, as diferenças entre viver num país em paz ou em guerra. Os meninos fizeram desenhos com castelos e bombas no primeiro caso e pássaros e flores no segundo. A redação

Inês Lopes - Pré A

Infantil 1

VAMOS FAZER PULSEIRAS?

A

febre das pulseiras de elásticos já chegou à infantil e ensino pré escolar.

Quem passa pelo pátio, é ver a mesa grande rodeada de minorquinhas a escolher as cores dos elásticos e a fazer pulseiras com a ajuda de dois lápis ou mesmo entre os dedos. Tiram os elásticos de pequenos sacos, mas também há as caixas mais sofisticadas, com organização feita por cores. Muito bem! É bom para a destreza intelectual e para a motricidade. E convenhamos, ficam giríssimas nos bracinhos deles!!! Ed.ª Sónia Castanheira

Inês Cruz, Mariana Capucho, Joana Antunes e Beatriz Nunes

JÁ SABEMOS COMO CRESCEM AS PLANTAS!

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as salas do Ensino Pré Escolar há muito que a primavera está a ser “cultivada”. Os meninos já sabem bem quais os elementos fundamentais ao crescimento das plantas: ar, luz e terra. A turma B fez um trabalho onde os meninos desenharam esses elementos e depois levou a cabo uma experiência: colocaram uma batata doce na terra e outra no aquário dos peixinhos da sala, para observarem a sua evolução. E ficaram a saber que as plantas também se desenvolvem na água. E que giro é ver todos os dias novas folhas a sair do aquário e as raízes cada vez mais fundas... os peixinhos estão a adorar esta nova flora. Na sala A, as crianças também estão deliciadas com os seus pezinhos de feijão a germinar no algodão molhado. Viva a primavera!

José e Leonor - Pré B


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Colégio dos Plátanos

Cantinho da Infantil

MATEMÁTICOS DE PALMO E MEIO

O

s meninos das salas da Infantil 2 e 3 já vão muito lançados na matemática. A brincar, a brincar, têm sido vários os exercícios que têm feito com algarismos até cinco, com formas geométricas e até gráficos. Desde simples desenhos utilizando triângulos, retângulos e quadrados, correspondências com objetos do dia-a-dia ou por quantas letras é composto o nome de cada um. Na infantil 3 e na sequência do Dia da Mãe, fez-se um gráfico para saber quantas mães dos meninos da sala têm os olhos pretos, castanhos verdes ou azuis, cabelo preto castanho ou louro, curto ou comprido e quantas são altas ou baixas. Estão todos de parabéns! Ed.ª Mª João Cascais

Infantil 3

Infantil 2

Pedro Caleiro - Pré-A

Fausto Carvalho - Infantil 2

Lara Veiga - Infantil 2


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Etc & Tal...

Cantinho da Infantil

QUE GIROS SÃO OS ANIMAIS! Numa espécie de preparação para a visita ao Jardim Zoológico, as crianças da Infantil e do Ensino Pré Escolar aprenderam imensas coisas divertidas sobre animais. À medida da sua idade, claro. Os pequeninos da infantil 1 fizeram máscaras de leões muito, muito assustadoras! Mas não é preciso ter medo porque eles são todos bonzinhos... Fizeram também uma cartolina onde juntaram as mamãs e as suas crias: a gata e o gatinho, a ursa e os ursinhos, a pata e os patinhos, a galinha e os pintainhos, e por aí fora. Todos têm um preferido! Os mais crescidos da pré B, já sabem dizer o que são animais ovíparos e vivíparos. Os primeiros desenvolvemse em ovos fora do ventre materno, como os pintainhos e os segundos desenvolvem-se na barriga da mãe, tal como eles. Muito bem! Ed.ª Carla Leitão

Gonçalo Laranjeiro - Infantil 2

Helena Antunes - Pré-B

Matilde Martins e Martim Reis - Infantil 1


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Colégio dos Plátanos

Cantinho da Infantil

OLHA NÓS NO JARDIM ZOOLÓGICO!!! Para os pequeninos na Infantil, ir ao Jardim Zoológico, é como se fosse sempre a primeira vez. Não foi diferente na visita do dia 29 de Maio, que serviu para celebrar o Dia da Criança. O tempo parecia não ajudar em nada. De manhã, no colégio, até chegaram a cair uns pingos de chuva, mas os meninos dos Plátanos não perderam a coragem e munidos de chapéu, não fosse o Sol fazer uma visita, foram enfrentar as feras do Zoológico. Uma vez lá chegados, não lhes escapou nadinha! Visitaram os leões, as zebras, rinocerontes e girafas, cobras enormes, crocodilos preguiçosos, macacos e macaquinhos arruaceiros e um enorme gorila zangado preocupado em defender o seu território. Até batia as mãos no peito e tudo, como nos filmes do King Kong!!! O almoço foi outra das partes mais divertidas, porque os pequenitos foram ao RES-TAU-RAN-TE!!!!!! Que crescidos! Comeram creme de cenoura, pizza e gelatina!!! Repostas as energias, seguiram para a zona dos golfinhos para ver o show aquático. O golfinho Vicky foi, tal como os outros, muito muito aplaudido e os meninos adoraram visitá-lo. Recorde-se que a classe da Infantil do Colégio dos Plátanos apadrinha o golfinho Vicky (está lá uma placa a comprová-lo e tudo!) e houve meninos que levaram a sua contribuição. Adeus Vichy, até para o ano!!! As Educadoras da Educação Pré-Escolar

QUE CEREJAS TÃO DOCINHAS!!!

O

s meninos da infantil 2 tiveram imensa sorte num destes dias, porque a mãe do Francisco Vaz levou cerejas para todos os meninos provarem. A educadora Paula aproveitou a iniciativa e à degustação coletiva acrescentou uma pequena poesia sobre a primavera. “Eu como na Primavera, as cerejas tão docinhas, elas são como os morangos, muito muito vermelhinhas”. Nesta poesia, os meninos faziam desenhos em substituição de algumas palavras, o que os ajuda no domínio da linguagem oral e escrita. Já para não falar que aprendem poesia de uma forma lúdica. Ed.ª Sara Almeida

Beatriz Baptista, Francisco Vaz e Catarina Neves

O NOSSO PLANETA É AZUL!

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undo, planeta, continentes e oceanos. Os meninos da sala da Pré B já aprenderam muita coisa sobre a Terra. Sabem que há duas maneiras diferentes de a representar: circular ou plana, e que a linha que a divide se chama equador. Ursos polares (tão queridos) no Norte, lá em cima, e pinguins divertidos no sul lá para baixo. Agora toca a trabalhar. Neste projeto da educadora estagiária Mafalda Marques, foram-lhes dadas várias tarefas para fazer: primeiro, uma enorme tela para pintar de azul bem bonito os oceanos, sem esquecer os continentes se faz favor, e um mini mundo de papel. Um pequeno balão forrado a papel higiénico cheiinho de cola. Bem, o mundo destes pequeninos era frágil, (assim como o de verdade, os crescidos é que não sabem) e nem todos resistiram às traquinices de quem ainda tem entre cinco e seis anos. Mas eles adoraram na Madalena, Daniel e Laura mesma. Pré B Ed.ª Carla Leitão


Passatempos DESCOBRE AS PALAVRAS L

B

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BAILE

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FINALISTAS

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CARNAVAL

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ECOLOGIA

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ESTUDAR

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ALUNOS

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RESOLVE O CRUCIGRAMA P L Á T A N O S

1. História e Ciências Naturais são… 2. Os professores dão… 3. Aprender a multiplicar é matéria de…

6. 7. 8.

PROFESSORES

FICHA TÉCNICA Direção: Infantil - Educadora Mª João Cascais 1º Ciclo - Prof.ª Patrícia Timóteo 2º Ciclo - Prof.ª Sara Alves e Prof. ª Diana Damião 3º Ciclo - Prof.ª Judite Centeno e Prof. ª Gracinda Alves Rita Zenida, 4º A

Mª Beatriz Saraiva, 6º C

Constança Costa, 4º A

Bárbara Ferreira, 7º A

Sara Botelho, 4º B

Catarina Guita, 7º A

Julieta Lamas, 4º B

Afonso Ferreira, 7º B

Catarina Sousa, 5º A

Matilde Amaral, 7º B

Marta Pedro, 5º A

Matilde Lopes, 7º C

Mariana Viais, 5º B

Marta Soeiro, 7º C

Francisca Fatia, 5º B

Beatriz Fernandes, 8º A

Diogo Centeno, 5º C

Henrique Zhao, 8º A

Mariana Marcelino, 5º C

Marta Rebelo, 8º B

Susana Rodrigues, 6º A

José Almeida, 9º A

Tomás Figueiredo, 6º A

Inês Cardoso, 9º A

Diogo Gonçalves, 6º A

Bernardo Mateus, 9º A

Bárbara Lopes, 6º B

Mª Beatriz Macedo, 9º B

Diogo Raimundo, 6º B Joana Almeida, 6º C

Alunos / Professores

Redação:

Paginação: Prof.ª Altina Sousa Revisão: Ana Catarina Guerreiro Ilustração: Alunos do Colégio Depois das aulas, temos… Edição: Colégio dos Plátanos Tiragem: 200 exemplares Em Inglaterra fala-se… Propriedade: Colégio dos Plátanos Andamos num… Avenida dos Plátanos, nºs 2, 4, 6 Rinchoa O 6.º ano vai ter… 2635-544 Rio de Mouro Telefone: 219178200 Carolina Chamusca e Tomás Sebastião, 6.º C Fax: 219171820 www.colegiodosplatanos.com

4. Aprendemos a ler e a escrever a… 5.

PLÁTANOS

Profile for Colégio dos Plátanos

ETC&TAL - 3ªedição 2013/2014  

ETC&TAL - 3ªedição 2013/2014  

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