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PALAVRA DO DIRETOR

Expediente A Revista do Colégio Mauá é uma publicação semestral desta instituição, integrante da Rede Sinodal de Educação. MANTENEDORA: Sociedade Escolar Santa Cruz DIRETOR GERAL: Nestor Raschen VICE-DIRETOR GERAL: Mártin B. Goldmeyer COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: Maristela Fortuna, Cláudia Kniphoff Kroth, Maribel Carvalho, Waldy Lau Filho e Rafael Fetter CONSELHO EDITORIAL: Nestor Raschen, Mártin B. Goldmeyer e Ana Cristina Santos TEXTOS: Four Comunicação, professores, alunos e colaboradores PROJETO GRÁFICO: Elefante CW DIAGRAMAÇÃO: Cristiano Henrique Schindler FOTOS: Banco de imagens do Colégio Mauá ILUSTRAÇÕES: www.freepik.com IMPRESSÃO: LupaGraf TIRAGEM: 2.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL: Ana Cristina Santos - MTb-RS 9072 COLÉGIO MAUÁ - RUA CRISTÓVÃO COLOMBO, 366 FONES: (51) 3711-2144 / 3056-8300 MAUA@MAUA.G12.BR

O ano de 2020 foi muito diferente do que havíamos planejado: seria um ano especial de festejos dos 150 anos do Mauá. De repente, um vírus mudou tudo. A prioridade passou a ser o cuidado com a saúde e com a vida, pois o perigo estava à porta. A escola teve que se reinventar em sua prática e passou da presencialidade para as aulas remotas. Nossos alunos e nossos professores em suas casas. A escola não podia parar. Logo buscamos alternativas para que a aprendizagem passasse do presencial para o virtual. Não foi nada fácil, mas com a união de todos e a ajuda fundamental das famílias conseguimos fazer com que a escola não parasse de cumprir o seu desiderato. Neste momento, resta-nos agradecer todo o apoio que tivemos das famílias e cumprimentar nossos professores pelo esforço de levar o conhecimento aos nossos alunos. Aos alunos, o nosso reconhecimento pelo esforço e dedicação neste período difícil. No retorno às aulas presenciais, em 16/09, contamos novamente com a dedicação dos nossos funcionários e a parceria das famílias. O ano foi diferente do que havíamos planejado, mas o ensino e a aprendizagem continuaram. Ficam as boas lições de parceria, solidariedade e amor que os tempos difíceis nos trouxeram.

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Os festejos dos 150 anos irão continuar em 2021, porque esta é uma linda história que precisa ser comemorada por todos nós.

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Feliz e abençoado Natal e um novo ano de muito amor e paz! Prof. Nestor Raschen | Diretor Geral


OPINIÃO

POLARIZAÇÃO E DISCURSO DE ÓDIO Recentemente, no final de junho de 2020, diversas empresas transnacionais – como Adidas, Heineken e Starbucks – aderiram a um boicote, de pelo menos trinta dias, à gigantesca rede social Facebook, na qual pararam de exibir anúncios. A iniciativa surge em um momento marcado por uma onda de publicações hostis envolvendo, entre outros assuntos, questões raciais e políticas na plataforma e cobra desta maior rigidez no combate a tais posicionamentos. Assim, ficam evidentes as dimensões da polarização bem como do discurso de ódio, disseminados sobretudo em mídias sociais, sendo resultantes de uma ampla rede globalizada e, concomitantemente, propulsores da violência na sociedade atual. Em primeira análise, a Revolução Técnico-Científico-Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, propiciou, com diversas inovações no campo tecnológico, a criação de uma rede integrada em âmbito mundial, dando origem ao processo de globalização. Dessa forma, vivemos hoje os reflexos de tal desenvolvimento, sobretudo no que tange aos sistemas de comunicação. As redes são, sem dúvida, amplamente utilizadas ao redor do globo e propiciam fortemente comunicação interpessoal. Entretanto, a facilidade de fala que nelas se verifica vem se mostrando como um crescente problema, sendo criticada por muitos pensadores, como o escritor e filósofo italiano Umberto Eco, o qual certa vez afirmou que “a internet deu voz a uma legião de imbecis”. De fato, assim, deu-se voz a todos aqueles que, valendo-se do anonimato e da certeza de impunidade, utilizam a internet não apenas para efetuar ataques pejorativos e odiosos, mas também para impor sua ideologia e pensamentos. Em segunda análise, tais atos de violência trazem gigantescas consequências à vida em sociedade. A polarização – que no Brasil é majoritariamente política – acaba por formar, na prática, milícias digitais, responsáveis por disseminar opiniões e posicionamentos de maneira autoritária, propiciando a formação do discurso de ódio. Este, por sua vez, toma enormes proporções e ultrapassa

Gabriel Backes 3º ano/ Ensino Médio o plano virtual, influenciando direta e indiretamente a vida pessoal de quase todos os cidadãos, haja vista a facilidade com que a informação se propaga. Com isso, a manutenção de uma sociedade coesa é afetada, uma vez que a violência ganha um importante espaço em nosso cotidiano, fazendo-se presente em discussões e desentendimentos. Ademais, a hostilidade também é responsável pela degradação dos valores éticos e morais, alicerces de uma vida digna e embasada nos relacionamentos entre as pessoas. É notável, pois, que tanto o discurso de ódio como a polarização, difundidos pelas mídias, constituem um expressivo risco à coletividade. A conjuntura atual urge, portanto, que as plataformas sociais aprimorem suas políticas de combate às hostilidades, o que pode ser feito por meio da associação entre profissionais e inteligência artificial, responsáveis pela aplicação de penas leves – como o impedimento de publicações por um curto período de tempo – aos usuários que apresentarem um comportamento desrespeitoso. Dessa forma, barra-se o avanço de ideias odiosas e autoritárias, contribuindo-se para uma melhor experiência de convívio coletivo.


SALA DE AULA - EDUCAÇÃO INFANTIL

Aula de Música

ANO DE 2020: TEMPO DE CUIDADO, UNIÃO E REINVENÇÃO O ano de 2020 está se encaminhando para o seu final, e assim, como de costume, ao final de cada ciclo, começamos a refletir sobre o caminho percorrido até aqui. “Reinvenção” seguramente é a palavra que define nosso ano, pois afinal, adaptar-se ao novo nunca foi tão necessário como nos dias de hoje. Com a chegada da pandemia e a necessidade do distanciamento social, muitos foram os desafios enfrentados pela sociedade e, para nós, Professores da Educação Infantil, não foi diferente. Nos distanciamos de uma prática pedagógica baseada nas interações, trocas e experiências e nos deparamos com o Ensino Remoto.

Projeto Literário Encontro Virtual Festa Junina

Muitos também foram nossos questionamentos e angústias diante desse novo cenário: Como manter o vínculo com as crianças, escutá-las, acolhê-las e proporcionar uma prática pedagógica significativa à distância? Mas como já mencionado, fomos nos reinventando! O diálogo, a troca, a união do grupo de professores e participação efetiva das famílias foram essenciais, pois queríamos sim fazer o melhor possível para as crianças.

Desenho da Maria Luiza Bringmann, Turma 053

Neste novo formato, os encontros virtuais passaram a ser nosso momento de troca de olhares, momento de escuta e aprendizagem. Que alegria poder ter as crianças um pouquinho mais perto! Fomos encontrando o caminho e também refazendo este percurso por diversas vezes. Mesmo à distância, nosso olhar afetuoso, atento e comprometido já nos trazia respostas. As crianças passaram a verbalizar seus desejos, compartilhar suas vivências e expor seus conhecimentos. E então eis que recebemos a notícia de que, com todos os

Pintura ao ar livre


protocolos atendidos poderíamos retornar ao nosso ambiente, nosso colégio que tanto amamos!

Contação de História no bosque

Junto com a alegria do retorno, veio também a incerteza de como seria este tão falado “novo normal”. Novamente nos reinventamos e desta vez tínhamos fortes aliados: as crianças. Sim! As crianças estavam, assim como nós, com saudades do Colégio Mauá, saudades de estar junto, de sentir a presença do outro. E logo no retorno demonstraram autonomia e compreensão deste novo cenário da escola.

é para sempre. Que a família é a base. Que o amor é imprescindível. E que para dar certo, precisamos dar as mãos (mesmo que em sentido metafórico) e caminharmos juntos... sempre!

Com tranquilidade, cuidado e segurança, a nova rotina foi sendo construída de forma coletiva. As interações, brincadeiras e os momentos de aprendizagem foram sendo ressignificados. As mãos passaram a ser usadas como pás, pedras transformam-se em castelos, folhas em florestas, formigas em habitantes... sem falar no olhar curioso e encantado pelas belezas que nosso colégio oferece: tartarugas, pássaros, tucanos e até mesmo uma linda e grande coruja que avistamos em nosso bosque encantado! As crianças acreditaram e confiaram neste novo mundo que lhes foi apresentado e nós, adultos, muito temos aprendido com elas. São elas, que em meio a tantos medos, nos mostram que há esperança. Que tudo é possível. Que nada

Desenho Livre

Professores da Educação Infantil – Unidade I Modelagem com argila


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Explorando os sons dos instrumentos

NÍVEL 1: A TURMINHA DO BARULHO Durante a pandemia, desenvolvemos várias atividades domiciliares com as crianças, envolvendo as famílias. Uma das mais marcantes, foi a exploração de um instrumento musical, confeccionado com materiais de sucata.

“Das atividades recebidas durante a pandemia, o Kit Pedagógico com tambor e chapéu foi sem dúvida a atividade que mais chamou atenção da Sofia, sendo até hoje uma das suas brincadeiras favoritas! É só iniciaremos a cantiga Marcha Soldado e ela já corre para A aluna Sofia buscar seus instrumentos e iniciar as tocando batidas no tambor!” seu tambor Depoimento de Raquel Landesvatter, mãe da Sofia.

Desde bebês, as crianças escutam e reagem à música com movimentos. Os materiais sonoros exercem grande interesse nas crianças pequenas. Sua exploração busca descobrir e criar sons. Nesse contexto, agora, no retorno ao presencial, proporcionamos diversas experiências aos nossos pequenos alunos, produzindo sons com seu próprio corpo. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. Portanto, promovemos a participação das crianças ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e vivências artísticas. É notória a alegria e satisfação dos alunos ao explorarem os diversos instrumentos musicais, desenvolvendo assim, a sua sensibilidade.

Descobrindo que sons podem ser extraídos do próprio corpo

A vivência musical lúdica, através de brincadeiras é uma maneira de oportunizar às crianças a expressão de suas ideias e sentimentos. A criança que vive em contato com a música aprende a conviver melhor com as outras crianças e estabelece um meio de se comunicar muito mais harmonioso. A música ainda beneficia na fala, fazendo com que a criança entenda o significado das palavras através dos gestos que se fazem ao cantar. Professoras Elisa B. Wegner, Karoline V. Kothe, Ana C. Andrade e Thaís M. Bastos

O entusiasmo e a alegria são visíveis


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Construindo o meu corpo com elementos naturais

NÍVEL 3: EXPERIÊNCIAS PARA A VIDA Conhecer e construir o conceito do próprio corpo e suas partes foi muito divertido. Vivenciamos um clima de amizade e companheirismo por meio de brincadeiras, músicas e histórias. Foi muito válido para o desenvolvimento e aprendizado das crianças. Este projeto teve como principal objetivo, oportunizar às crianças o reconhecimento do EU e, em continuidade, a valorização da família. Nestas atividades, destacam-se o conhecimento de nós mesmos e das pessoas com as quais convivemos, além de explorarmos e manipularmos materiais da natureza. Mesmo, com o distanciamento da Pandemia, conseguimos atrair as crianças através da curiosidade e tivemos a participação ativa das famílias. Com certeza, estas atividades experimentais serão levadas na memória dos nossos alunos, por serem muito significativas.

"A pandemia mudou nossa realidade. Nos tornamos professores de nossos filhos. Não foi uma tarefa fácil. Foi um grande aprendizado. Mas, tivemos oportunidade de ficarmos mais próximos e mais unidos." Depoimento de Monica Cristine Assmann Hippler, mãe do Matheus e Melissa “Os encontros virtuais para a Helena foram muito importantes para dar continuidade a aprendizagem e a manter os laços afetivos entre as professoras e os coleguinhas. Foi um momento de readaptação e disciplina. Trabalho conjunto entre a escola e a família. Um grande desafio para que as crianças se mantivessem conectadas e estimuladas para a realização e conclusão das tarefas.” Depoimento de Juliana Steinhorst Rovedder, mãe da Helena. apresentando uma nova relação com o meio ambiente. No espaço da escola, podemos encontrar vários estímulos naturais para as crianças desenvolverem seu potencial. Todas as vivências e brincadeiras com os elementos naturais, propiciaram inúmeras conquistas, como o fortalecimento da imaginação, habilidades motoras e a fantasia.

Através de vários objetivos de aprendizagens, abrangemos todos os campos de experiências. Experimentamos diversas possibilidades e o trabalho realizado foi fascinante. Promovemos dinâmicas de grupos, com o intuito de sensibilizá-los,

Estes conhecimentos partiram dos interesses das crianças e os registros já dizem tudo.

Coleta de materiais pelo pátio

Montagem da “Cara Redonda” – música

Professoras Níveis 3: Wathana D. Silva e Jaciani Wegner


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Encontrando o álbum das letras e números

NÍVEL 5: APRENDENDO COM O PIRATA E SEU TESOURO Quanto mais a criança brinca, mais ela se torna capaz de dominar e se expressar através da imaginação. Com este objetivo, iniciamos o ano letivo com muita fantasia e desenvolvemos o Projeto “Piratas e o Tesouro Perdido.” Relacionamos o tema com outros conceitos básicos na área do raciocínio lógico-matemático, psicomotricidade, linguagem e ciências naturais. No início, tivemos muitas atividades lúdicas e histórias em relação ao nosso amigo pirata. Mesmo estando distantes durante um período de isolamento, o pirata se fez presente na imaginação e na rotina familiar de cada aluno. Através de pistas o pirata proporcionou momentos de descobertas e envolveu as famílias para participarem dessas aventuras. Muitos objetivos foram alcançados como, conhecer as letras e aprender palavrinhas através do Baú do Tesouro. Foram propostos desafios com o objetivo de valorizar e conscientizar a todos sobre a importância do Meio Ambiente. Nos mapas, buscamos evidenciar a preservação da água, separação correta dos lixos e a priorização da reciclagem.

DEPOIMENTO DOS ALUNOS "Eu gosto que ele traz surpresas pra gente, coisas para desvendar... e ele esconde coisas pra gente achar... é muito legal!" Alice Almeida Muller "Eu nem sabia que ele tinha o número da minha casa, deixou figurinhas pra pôr no álbum que apareceu embaixo da minha cama!" Pedro Augusto Dubow Gottert "Eu gostei das figurinhas pra colar no nosso caderninho, porque ele deu dicas com um mapa." Benício Ceolin Balzan

"Gosto quando ele deixa envelopes e pistas pra gente procurar o baú" Maite Hoffmann Martini

Com o retorno das aulas presenciais, o pirata continuou surpreendendo com um mistério onde as turmas encontraram no matinho do Colégio uma rede de pesca com vários álbuns de figuras e envelopes contendo imagens. Com entusiasmo as crianças completam o álbum, aprimorando a coordenação, desenvolvendo a capacidade de organização e associando as imagens com as letras iniciais de cada palavra e nomes dos colegas. Neste universo do faz de conta, as crianças adquiriram diferentes conhecimentos levarão para suas vidas. Professoras dos Níveis 5: Nicole G Rovedder, Solange H. Muhlen e Cintia I. Assmann

Descobrindo a letra recebida no gelo


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FAMÍLIA E ESCOLA: JUNTAS NA TRAVESSIA Era final de março, estávamos com muitas expectativas, o grupo se consolidando e todos no processo de adaptação da rotina escolar... Eis que as escolas são fechadas e todos foram arremessados para dentro dos seus lares... Muitos desafios, momentos diferenciados...E a grande pergunta: como vamos alfabetizar essas crianças no ensino remoto? Muito estudo, planejamento, mudanças de rotas, criação de estratégias, parceria e empatia... Professores e crianças tiveram que organizar a tecnologia para favorecer o aprendizado. Os alunos precisaram, junto das famílias, organizar um ambiente de rotina de estudo nas suas casas, que fosse calmo, longe dos irmãos, mesa para atividades, intervalo com brincadeiras para descansar a mente... Dentro deste contexto de pandemia o sucesso se deu através da: aquisição de vocabulário; conhecimento das letras do alfabeto; sons de cada letra; reflexão e ênfase nas sílabas; construção das palavras; manipulação dos fonemas; consciência fonológica; Nossos recursos foram histórias de qualidade, vídeos, jogos on-line, brincadeiras envolvendo movimento; literalmente tivemos que reinventar nossa prática para uma modalidade remota. Neste momento, o grupo contou com a união para conseguir manter viva a escola, mesmo que nas nossas casas. A chama do aprender continuou acesa e os olhos brilhavam a cada encontro com a esperança de um retorno próximo. O processo de aprendizagem não foi interrompido porque o vínculo entre professores e alunos estava presente diariamente, de outras maneiras. As crianças foram incansáveis nesse processo. Alfabetização é abrir os olhos para o mundo letrado e os pais foram nossos “braços” vivos, presentes em todo processo. Muitas aprendizagens socioemocionais e memórias afetivas foram construídas, possibilitando o encontro de duas pessoas para as trocas e construções de saberes.

DEPOIMENTO DOS ALUNOS “Nas aulas online com a Profe Ju aprendi a ler, escrever, fazer continhas de mais e de menos e esperar minha vez de falar. Alguns dias eu gostava das aulas online, alguns dias eu sentia saudade dos meus colegas e das Profes, de correr e de brincar nas duas pracinhas.” Antônia Ferreira, aluna do 1º Ano

“As coisas estavam indo tudo muito bem, Martina reconhecendo as letras, um processo que já vinha acontecendo desde a Pré Escola, tentando já realizar a união de sílabas, quando fomos surpreendidos pela pandemia. No início um grande susto, muitas incertezas e ansiedade, atividades a serem realizadas pelas crianças com auxílio da família, que estava parte em home-office, e parte continuava a sair. Não foi fácil. Passado certo tempo, Martina se tornou tão independente que assistia às aulas sozinha. A alfabetização aconteceu naturalmente, sem esforço e sem mais brigas. Hoje, certamente estamos ainda mais felizes com o retorno presencial, pois a socialização enriquece o processo de alfabetizar, sem dúvidas”. Paula Furst - mãe da Martina - 1º Ano “Ao iniciar o ano de 2020, havia muita expectativa em relação à alfabetização do Henrique Machado, pois ele já estava em processo de aquisição da leitura e da escrita. Porém, surpreendidos pela Pandemia, houve a necessidade de uma adaptação às plataformas digitais e o engajamento familiar para que o sistema de alfabetização que se daria na escola, passou a ser apresentado em casa. E assim, dúvidas, inseguranças, cansaço tiveram que ser superados com paciência e com criatividade de todos os envolvidos, principalmente dos professores para que atingissem o aprendizado. Nessa quarentena percebemos que a relação escola e família é fundamental para garantir o desenvolvimento educacional dos nossos filhos.” Carla Martin Goelzer - mãe do aluno Henrique Goelzer Machado - 1º Ano


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MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES DE PENSAR, FALAR E FAZER Durante o período de aulas remotas, professoras e estudantes dos Segundos Anos do Ensino Fundamental foram juntos descobrindo maneiras de trabalhar os conteúdos de forma a manter socialização entre os colegas, buscando fortalecer os vínculos.

empatia, autocuidado, confiança, espírito colaborativo, tolerância, paciência, resistência à frustração, persistência e superação. As questões socioemocionais, antes trabalhadas através de histórias contadas, vividas

por personagens mágicos, com tentativas de trazer para dinâmicas e experiências de grupo, foram vividas pelas nossas crianças, sendo elas as personagens principais, e em busca de alternativas para superá-las e crescer.

Árvore da Pátria

Carreata da Saudade

Halloween

Café da Manhã

Para que fosse possível um melhor entendimento e escuta de todos, as turmas foram separadas em dois grupos, de segunda à quinta-feira, para que assim, fossem respeitadas as singularidades de cada sujeito. Esse momento especial, nas sextas-feiras, onde toda a turma estava novamente reunida, tornou-se um momento de interação e diversão. De forma lúdica, as crianças socializavam atividades diversas enviadas como desafios, pela professora regente e adicionais. Foi um momento de encorajar as crianças para que pensassem múltiplas possibilidades de pensar, falar e fazer. Também nestes dias especiais, foram comemoradas a Festa Junina, o Dia do Gaúcho e o Dia das Crianças, mas agora com brincadeiras, danças e atividades repensadas, ressignificadas para um momento virtual. Foram muitas as aprendizagens e habilidades desenvolvidas, tais como:


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AS AVENTURAS COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO Sabe aquele “amigo especial”, diferente, que você conversa, brinca, cuida e que carinhosamente chama de animal de estimação? Ele foi a personagem principal de uma proposta de produção textual que as professoras dos terceiros anos lançaram para os alunos. Após perceberem que a maioria dos alunos tinha um animal de estimação, e que muitas vezes estes amigos “participavam” das aulas on-line, as professoras resolveram investir em uma proposta divertida, que segundo elas rendeu muitos textos criativos. Para motivar os alunos, em um primeiro momento, cada um fez a apresentação do seu animal aos colegas, onde contavam como era o dia-a-dia do seu amigo, o tipo de alimentação, o que faziam juntos… Em seguida, tinham que planejar e narrar uma aventura com o seu animal de estimação. Para digitar o texto foi utilizada a ferramenta de documento do Google Drive, pois assim as professoras conseguiam acompanhar e mediar a escrita, realizando as correções necessárias e dando sugestões em tempo real. Com certeza foi uma experiência única, em um momento de “escola” tão diferente, vivenciado ao nas aulas remotas, onde os alunos puderam compartilhar experiências e desenvolver a escrita de forma prazerosa.

DEPOIMENTO DOS ALUNOS “Eu adorei porque produzimos um texto de uma forma bem diferente e que nunca tínhamos feito antes”. Francine Kuentzer - Turma 932 “Gostei porque usamos um aplicativo que era novo para nós alunos”. Bernardo Cappellari - Turma 932

“Tivemos a oportunidade durante as aulas remotas de acompanhar a atividade de produção textual na ferramenta do Google Drive. Uma experiência fantástica! As crianças em tempo real digitavam e a profe em conjunto já acompanhava, ensinava e pontuava coisas importantes do texto. Eles se sentiram muito importantes e a criatividade rolou solta, pois a história era em torno de aventuras com os seus grandes companheiros dessa etapa virtual: os animais!! Encantados!! Parabéns pela escolha do material e por proporcionar momentos tão importantes como esse! Martina Borba, mãe de Bruno e Pedro Borba (Turma 932)

DEPOIMENTO DA PROFESSORA

“Diante do momento que estávamos vivenciando através das aulas on-line, pensamos que a ideia de trazer os animais de estimação ao encontro dos alunos, seria uma ideia diferente, criativa e que pudesse aproximar a escrita de forma prazerosa. Além de proporcionar o uso da ferramenta de texto do Google Drive, onde conseguimos mediar as produções e auxiliar nas correções. Sem dúvida os alunos tiveram uma experiência especial repleta de aprendizagens ao lado dos seus amigos de estimação!” Professora Juliana Marques

“Foi muito legal porque podemos usar a tecnologia durante a aula on-line”. Guilherme Kardauke Bugs - Turma 932 “No dia do animal de estimação eu levei meu gatinho para a aula virtual. Eu gostei bastante desse dia porque eu pude conhecer cada bichinho com vários detalhes sobre a vida deles e a personalidade de cada um. Eu gostaria que tivesse mais textos como o do animal de estimação porque foi bem legal e estimulou a minha criatividade. Eu acredito que foi a mesma coisa para os meus colegas”. Carolina Cappellaro Cecchin - Turma 933

Animais de estimação, como cão e peixe, participaram das aulas on-lines


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NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA De surpresa, no início do ano letivo de 2020, ela apareceu. Uma pedra? Não. Uma pandemia. E o obstáculo estava posto: o distanciamento social e o nosso afastamento físico do ambiente escolar. O susto e o silêncio dos primeiros dias promoveram metamorfoses. Nossas mentes criaram asas e migramos para as nuvens! Nossas novas salas de aula foram remotamente construídas. A ação dos pais oportunizando o acesso

às janelas tecnológicas para o estudo dos filhos junto aos professores tornou possível a continuidade dos estudos e amenizou a falta que nos fez a convivência com os colegas. E a pedra no meio do caminho possibilitou que em nossas mentes ficassem memórias, lembranças para além dos estudos do 4ºAno. E muitas, muitas histórias temos para contar!

Apresentação do seu livro para os colegas

(...) “Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho...” Confecção da rosa dos ventos

O escritor Fábio Monteiro e os 4ºs Anos

Carlos Drummond de Andrade

Festa junina

DEPOIMENTO DOS ALUNOS

Dia de comemorar os 150 anos do Colégio Mauá

Dia do Gaúcho Programação da Semana da Criança

Dia das Frações com chocolate “Foi uma aula muito legal. Como algo tão simples pode ser tão bom? Eu consegui compreender bem o conteúdo. Foi divertido” Eduarda L. de Oliveira - Turma 947

“Além de aprender eu me diverti. Foi uma aula deliciosa!” Felipe Wagner Alves - Turma 947

“Uma aula especial, com a divisão da barra de chocolate eu entendi bem o que é uma fração.” Isabella Cardozo - Turma 947

“Eu resumo essa aula como: DELICIOSA e INSTRUTIVA.” Alex Propp Perotto - Turma 947

“Eu amei essa semana de aulas, foi muito legal e divertido. O que mais me chamou a atenção foi o encontro com o autor Fábio Monteiro e também aprender frações com uma barra de chocolate. Estou com muitas saudades da escola e de todos, espero que as aulas voltem logo”. Alana Carpes Hermes - Turma 942 A Semana da Criança foi muito legal e divertida. Nós fizemos atividades de forma diferente, brincando, comendo chocolate, rindo, conversando e jogando. As horas passaram tão rápido que, quando víamos, já era hora de acabar a aula” Lavínia Sofia Tornquist - Turma 946


150 ANOS COLÉGIO MAUÁ

COLÉGIO MAUÁ: 150 ANOS DE TRABALHO E CONQUISTAS NA EDUCAÇÃO O ano de 2020 seria de celebração no Colégio Mauá, que no dia 27 de julho, completou 150 anos de atividades. No entanto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), alterou os planos, cancelando as comemorações. “Esperamos poder celebrar esta importante data em 2021, com a presença de nossos alunos e da comunidade escolar”, completa o diretor geral, Nestor Raschen. Uma cerimônia restrita, com direito a bolo e parabéns a você, reuniu algumas lideranças da escola no dia do aniversário, cumprindo todas as regras de distanciamento.

no poder transformador da educação. Se hoje, mesmo vivendo um período tão difícil e desafiador, podemos olhar para frente com esperança e otimismo, é porque herdamos este legado, de trabalho, de união e de superação”, completa Raschen. As comemorações alusivas aos 150 anos, que iniciaram ainda em 2019, quando no mês de setembro a escola sediou a realização da 55ª Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação (ONASE), estavam previstas para ocorrer durante todo o ano de 2020,

entre elas, um Jantar-Baile. As aulas presenciais na escola, suspensas em 18 de março, voltaram de forma gradual em 16 de setembro, com alunos da Educação Infantil, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança. Mesmo sem aulas presenciais ou festividades, os 150 anos da escola foram lembrados por cadernos especiais nos jornais Gazeta do Sul, Riovale Jornal e Arauto, além de uma matéria especial na coluna Túnel do Tempo, de Zero Hora.

O Colégio Mauá chegou ao Sesquicentenário com sua maior estrutura: 2.025 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, 122 professores e 108 funcionários. “Temos o compromisso de seguir com a mesma dedicação e perseverança dos nossos precursores, que com grandes dificuldades iniciaram esta linda história, marcada por muito trabalho e conquistas na educação”, destaca Raschen. Fundado em 27 de julho de 1870 para atender os filhos dos imigrantes alemães que colonizaram o município, o Mauá foi consolidando a sua trajetória com forte envolvimento da comunidade. “É uma história construída por muitas mãos, com pessoas que sempre acreditaram

Em 1981, Lar do Estudante passou a ser a nova sede do Mauá


A inauguração do novo prédio do Ensino Fundamental e a incorporação da Escola Criança & Cia, foram marcos no ano de 2019, destaca Nestor Raschen, Diretor Geral

História – O Colégio Mauá foi fundado com a denominação de Sociedade Escolar Schulgemeinde, que originou a Deutsche Schule (Escola Alemã). Diversos foram os fatos que marcaram a trajetória do educandário, entre eles, a instalação do internato (1892) e o novo prédio do Internato Masculino e a criação do Internato Feminino (1922). Foi em 1949 que a instituição recebeu a denominação atual: Colégio Mauá. Em 20 de setembro de 1966 foi inaugurado o Museu do Mauá, atualmente com um acervo estimado em 80 mil peças. Em 1981, com a desativação dos internatos, a escola se mudou do centro da cidade para a atual localização, onde funcionava, desde 1971, o Lar do Estudante. O espaço que contempla hoje o Colégio Mauá, uma área de 50 mil metros quadrados, é resultado de uma doação de 22 mil metros quadrados do Senhor Augusto Hennig e de outros 21 mil metros quadrados recebidos da Sociedade de Tiro ao Alvo, além de aquisições e contribuições efetivadas pela comunidade e pela Prefeitura. Pessoas como o médico Ibanez Lara Filho, presidente da Associação de Pais e Mestres (APM), em 1980 e 1981, o ex-prefeito Arno Frantz e o ex-diretor Osvino Toillier, junto com a Mantenedora, foram responsáveis pela transferência do colégio do Centro para

a área onde hoje está o educandário. Prédio Novo - Os últimos 20 anos foram de grande desenvolvimento na história da escola, com a inauguração do moderno Teatro do Mauá (2001), aquisição de uma casa com 900 m², hoje utilizada para o Turno Integral (2006), inauguração do novo Ginásio de Esportes (2013) e inauguração do novo

Cerimônia restrita marcou passagem dos 150 anos

espaço exclusivo para a educação infantil (2015). “No ano passado, mais duas etapas importantes, com a inauguração no novo prédio do Ensino Fundamental, com quatro andares e 24 salas de aula, e a incorporação das atividades da Escola Criança & Cia, ampliando ainda mais a nossa atuação na área de Educação Infantil”, frisa o diretor.



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CORPOREIDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA Com as restrições impostas durante as aulas remotas, a disciplina de Educação Física do Fundamental I, Anos Iniciais, buscou na Criatividade e Resgate Histórico os elementos para propor atividades que despertassem o interesse das crianças e tivessem significado. "Nossa preocupação era enviar aulas que estimulassem a Corporeidade em cada lar das famílias de nossos alunos, foi um desafio e também uma oportunidade, destaca a professora Riane Tornquist. Através de muita pesquisa, gravações e edições de vídeos, os professores propuseram aulas que seriam impossíveis no Ensino Presencial. "Tivemos que encarar e dominar a tecnologia a curto prazo, algo muito diferente do que vínhamos fazendo em anos de docência. Com a retomada das aulas presenciais, voltaremos com uma Educação Física diferente, mais conectada com os desafios de nosso tempo”, completa o professor Rafael Luz.

Professores Rafael e Riane se empenharam nas coreografias

Algumas aulas de Educação física inesquecíveis durante o período remoto: Jogo da Cabra-Cega; Escravos de Jó; Tênis Divertido: Desafio da Régua; Dança da Integração;

Festa de São João; Memorizando e Saltando; Semana Farroupilha; Cinco Marias.

A SÉTIMA ARTE E OS DESAFIOS VIRTUAIS Em meio à pandemia e o desafio das aulas virtuais no início do ano, me adaptando e adaptando a disciplina artes/teatro/vídeo a essas modificações, recebi as turmas 992 e 994. Lembrei de uma preciosidade que havia recebido nas férias dos familiares do ator e diretor de cinema e TV, Paulo José: um livro que teve sua edição limitada para os familiares e amigos e colegas que de forma muito didática e competente ensina sobre cinema, teatro e televisão. Essa obra me ajudou a fazer a adaptação para o mundo virtual. As turmas embarcaram comigo no estudo da linguagem do cinema: Planos, ângulos, movimentação de câmera e a análise destas técnicas em cenas de filmes e séries. O ex-aluno da escola estudante de cinema, Rian Kraether, contribuiu com vídeos que orientavam para uma boa produção de filmes de forma caseira, visto que a pandemia nos deixava limitados na produção, ou seja, uma câmera de celular na mão e uma ideia na cabeça, parafraseando o cineasta Glauber Rocha.

Paralelo à produção do vídeo, estudamos o início da história do cinema, a estética dos filmes, paleta de cores, truques viáveis de iluminação. como editar um vídeo. Por fim em duplas ou individualmente escolheram uma ideia, um formato e fizeram seus story lines. Produziram pequenos vídeos de 2 a 3 minutos com temas como: as janelas na pandemia, a vida de Frida Kahlo, registros da vida em família, programas culinários, solidão, questões raciais e sociais, etc.

Ao final, nos encontros virtuais, fizemos nossa Amostra de Cinema das turmas 992 e 994. Os alunos apresentavam na tela, um ajudava o outro e eu como professora fiquei somente como uma orgulhosa espectadora dos filmes que esses alunos produziram e se esmeravam para apresentar, para o áudio funcionar, o vídeo rodar. Obrigado alunos por terem se mantido fortes, apesar de todas as mudanças e inseguranças nossas, a vontade de aprender e o desejo de criar. Professora Simone Bencke


SALA DE AULA - ENSINO MÉDIO

Professores se exercitaram e estimularam a participação de alunos

EDUCAÇÃO FÍSICA VIRTUAL: O PROFESSOR DE MIL FACES Março de 2020 - o Colégio Mauá ficou online, a vida mudou e tudo se transformou: as aulas viraram vídeos/roteiros/encontros virtuais e as salas de aula foram para os quartos, cozinhas e garagens; outros personagens entraram em cena: microfone, fone de ouvido, cabo azul de conexão (amigos inseparáveis). Os professores junto aos alunos e suas famílias foram incansáveis para tudo funcionar e que o vínculo fosse mantido.

email. Entraram em cena, os videomakers, os locutores, aprendendo e ensinando o tempo todo, de corpo, alma e internet juntos.

Na Educação Física não foi diferente, mas como tudo mudou de repente...As nossas aulas práticas no ginásio, campo de futebol, sala de dança, musculação, pista atlética, num passe de mágica foram transformadas e adaptadas para celulares e notebooks.

Criamos uma nova Educação Física, tão vibrante e movimentada, semelhante àquela ao vivo, presencial...Lembram dos barulhos e a movimentação para o começo das aulas?. Nós conseguimos, pois não faltaram: Exercícios, Circuitos Físicos, Brincadeiras (jogo do copo, elástico, equilíbrio, boliche), Rodas de Histórias, Esportes, Orientações de Qualidade de Vida, sempre com muita alegria e energia. Na Semana do Dia das Crianças, foi emocionante conhecer os brinquedos preferidos que são usados e os que são guardados com muito carinho pelos alunos.

Os professores reinventaram seus métodos de ensino sobre Esportes, Dança, Brincadeiras e Saúde, que foram sendo acessados com um simples clique, um enter, um link, um

Bahh! E lembram da música de encerramento do semestre, antes das férias de inverno: ”Don’t stop me now”, os Profes dançando nas suas casas e a alegria com que todos

assistiram no Encontro Virtual de apresentação? O escritor Joseph Campbell, no livro: “O héroi de mil faces”, escreveu que todos percorremos jornadas de transformações, com desafios e perigos, que quando superados com perseverança e fé, voltamos renovados e cheios de esperança. Acreditamos que estamos passando por esta experiência com muita coragem, aprendemos juntos a lidar com as exigências e mudanças. Começamos a compreender, cada vez mais, que dependemos uns dos outros, que a melhor ferramenta é andar de mãos dadas com as pessoas que confiamos, para construir um mundo melhor. Os Professores de Educação Física, nos 150 anos do Colégio Mauá confirmam, junto com todos os alunos: “Ensinar, Educar, Fazer você crescer! Como é bom ter essa missão!”


IDIOMAS

ENSINO BILÍNGUE: ANSEIOS, ALFABETIZAÇÃO E A LEITURA DO MUNDO O ano letivo de 2020 foi muito aguardado no Colégio Mauá. Além da alegria e ansiedade típicas de cada início de ano, esse momento envolvia também o avanço do currículo bilíngue para o 1º ano do Ensino Fundamental e a tão esperada celebração dos 150 anos de história da instituição. Infelizmente, no entanto, fomos surpreendidos pela pandemia da Covid-19 e tivemos que alterar radicalmente a rotina escolar. As comemorações tiveram que ser adiadas, mas o ensino e aprendizagem não puderam parar. Professores, alunos e famílias inteiras se reinventaram e, mediante esse esforço extraordinário, foi possível que a escola continuasse existindo dentro da casa de cada um de nossos queridos estudantes, inclusive no que diz respeito à sequência do ensino bilíngue na Educação Infantil e sua “estreia” no Ensino Fundamental. O 1º ano do Ensino Fundamental é naturalmente um marco na vida escolar das crianças. É o início de uma fase que se destaca especialmente pelo contato mais intenso com o mundo da leitura e da escrita e todas as descobertas “mágicas” envolvidas no processo de decifrar o código escrito. Por isso, tanto por parte dos estudantes quanto por parte de suas famílias, é um momento repleto de expectativas. Se anseios já são parte do processo de alfabetização monolíngue ocorrendo em um contexto até então

considerado “normal”, imagine o que ocorre quando consideramos um contexto de aprendizagem bilíngue e à distância! É claro que esses sentimentos se intensificam. Famílias têm dúvidas quanto às possíveis dificuldades de aprendizagem que podem ser enfrentadas por crianças em contextos bilíngues, considerando, por exemplo uma possível confusão entre as línguas ou ainda prejuízos no processo de alfabetização. Felizmente, pesquisadores têm cada vez mais se dedicado a investigar aspectos relacionados à Educação Bilíngue e ao Bilinguismo e pesquisas recentes permitem afirmar que tais dúvidas não passam de crenças que foram construídas em nossa cultura. Difundir os conhecimentos científicos acerca da aprendizagem da escrita, especialmente no que tange a contextos bilíngues, certamente é um caminho para superarmos as construções negativas em relação a esse processo. Ao contrário do que muitos pensam, o processo de alfabetização de crianças bilíngues acontece da mesma maneira que o de crianças monolíngues. O sujeito bilíngue, entendido como aquele que possui mais de uma língua em seu repertório linguístico, movimenta seus recursos para a construção de conhecimento e produção de sentidos do mundo (BUSCH, 2015; GARCIA, 2009). Portanto, crianças bi/multilíngues movimentam seus conhecimentos acerca da


escrita a partir das línguas que constituem seus repertórios, o que corrobora com a ideia de que a criança vivencia um único processo de alfabetização (MEGALE, 2017; ROCHA, LIBERALI, 2017). Esses conhecimentos vão desde os aspectos mais gerais, como a escrita realizada da esquerda para a direita, o manuseio do lápis, até os mais específicos, como as relações fonema-grafema, aspectos relacionados a gêneros textuais (DIAS, 2020). A escrita se difere da fala por apresentar características próprias que foram construídas ao longo da história, um sistema de representação permeado por fatores sociais e culturais. A apropriação da escrita se dá através de um processo de reflexão sobre os elementos que devem ser representados (DIAS, 2020; FERREIRO, TEBEROSKY,1986). Ao conceber a escrita como sistema de representação, deve-se levar em consideração as hipóteses que crianças possuem sobre esse sistema, hipóteses essas construídas mesmo antes do início formal de alfabetização na escola. É possível vermos crianças de 3 ou 4 anos tecerem reflexões sobre sonoridades, formas próprias da escrita e de sua função social de forma bastante atenta (DIAS, 2020). Partindo dessas premissas, o processo de aquisição da língua escrita, portanto, deve potencializar as reflexões que as crianças já possuem, a partir de situações pedagógicas pensadas intencionalmente para que construam conhecimento de todos os elementos envolvidos na escrita, desde sua faceta linguística (relações grafema-fonema e outros aspectos) até suas facetas interativa e sociocultural (SOARES, 2008). Na prática, é possível observarmos na escrita de crianças bi/multilíngues aspectos que podem ser associados a uma ou outra língua. Em crianças no processo inicial da escrita em contextos inglês-português, por exemplo, é comum verificarmos produções como “titier” em que o registro é feito com grafemas correspondentes aos fonemas que seriam empregados em língua portugue sa para representar a palavra “teacher” da língua inglesa, mesmo processo que ocorre em “finix” correspondente à palavra “finish” em língua inglesa. Essa marca deve ser observada não como algo negativo ou um problema no processo de alfabetização (DIAS, 2020). Antes, deve ser vista como um conhecimento que pode ser transferido entre as línguas (CUMMINS, 2005). Essas inferências ou transferências entre as línguas devem ser trabalhadas pedagogicamente, direcionando a escrita da criança de modo a atender aos padrões de cada língua, partindo das premissas de compreensão da aquisição da escrita independente da língua. Finalizando, as ações pedagógicas, “métodos” e caminhos propostos para o desenvolvimento da escrita não devem ser definidos pela língua por meio da qual a escrita está sendo desenvolvida, mas sim pelo sujeito envolvido no processo, ou seja, a criança que aqui é um sujeito bilíngue (DIAS, 2020).

Referências bibliográficas BUSCH, B. Linguistic repertoire and Spracherleben, the lived experience of language. Working Papers in Urban Language & Literacies. Paper 148. 2015. CUMMINS, J. Teaching for Cross-Language Transfer in Dual Language Education: Possibilities and Pitfalls. TESOL Symposium on Dual Language Education: Teaching and Learning Two Languages in the EFL Setting. Bogazici University, Istambul, Turkey, 2005. DIAS, C. A alfabetização em crianças nos contextos bi/ multilíngues: as crenças e as potências. Artigo publicado no site Teach in Education, 2020. FERREIRO, E.; TERUGGI, L. A diversidade de línguas e de escritas: um desafio pedagógico para a alfabetização inicial. In: FERREIRO, E. O ingresso na escrita e nas culturas do escrito. São Paulo: Cortez Editora, 2013. GARCÍA, O. Bilingual education in the 21st century: A global perspective. Oxford: Wiley-Blackwell, 2009. MEGALE, A. H. Do biletramento aos pluriletramentos: alguns avanços conceituais na compreensão dos processos de sistematização da leitura e da escrita por crianças multi/bilíngues. Revista Intercâmbio, v. XXXV: p. 1-17, 2017. São Paulo: LAEL/PUCSP. ISNN 2237-759X. ROCHA, C.; LIBERALI, F. C. Ensino de línguas nos anos iniciais de escolarização: reflexões sobre bilinguismo e letramentos. In: RODRIGUES, André Figueiredo; FORTUNATO, Marina Pinheiro (Org.). Alfabetização e letramento: prática reflexiva no processo educativo. São Paulo: Humanitas, 2017, p. 127-144. SOARES, M. Alfabetização, a questão dos métodos. São Paulo: Editora Contexto, 2018.

Ao longo destes primeiros passos na caminhada da alfabetização, famílias, coordenação pedagógica, professoras de língua portuguesa e professoras de língua inglesa estiveram, mais do que nunca, unidas a fim de tornar esse ano de tanto desafios, um ano de muitas conquistas e aprendizados em dois idiomas, os quais se tornam lentes para leitura que cada uma de nossas crianças está fazendo do mundo. Fernanda Zubaran - Coordenadora do currículo bilíngue. Bruna Santos e Katiele Hirsch - Professoras de Língua Inglesa dos 1º anos.

Em 2020, conquistas e aprendizados em dois idiomas


APM

CAMPANHAS MOBILIZARAM COMUNIDADE ESCOLAR Nem precisamos de um parágrafo longo para falar que a pandemia mudou totalmente os planos que a Associação de Pais e Mestres (APM) tinha construído para 2020. Assim como para todos, adequações foram necessárias para que a atuação se adaptasse às novas circunstâncias. Ainda assim, ações foram realizadas ao longo dos meses. No início do ano, a segunda etapa da “Campanha Material Escolar não é Lixo – nem quando acaba” arrecadou materiais usados tanto para doação quanto para reciclagem. A participação das famílias foi muito positiva, e há a expectativa de que a próxima edição seja ainda melhor! Continue guardando seus materiais... Em uma ação conjunta com o Grêmio Estudantil e a Associação de Professores e Funcionários do Colégio Mauá, em maio aconteceu a “Campanha da Generosidade”, onde foram recebidos e encaminhados aproximadamente 1000 peças de roupas e cobertores, 150 quilos de alimentos, além de itens de higiene e valor em dinheiro. Para possibilitar a escuta das famílias, foi realizada uma “conversa de acolhimento” na forma de enquete virtual, que foi respondida por mais de 400 pessoas, que puderam expressar aprendizados, desafios, experiências e sentimentos durante o afastamento das aulas, bem como sugerir temas a serem abordados pela escola. A partir da análise desta enquete, e em conjunto com o Setor de Psicologia do Colégio, foi realizada uma conversa

virtual sobre “APRENDIZAGENS SOCIOEMOCIONAIS DAS CRIANÇAS E FAMÍLIAS EM 2020”, com a psicóloga Bianca Stock, com foco nos alunos do 1º. ao 4º. Ano. A abordagem foi muito elogiada e, segundo comentários recebidos, contribuiu para esclarecer dúvidas de muitas famílias. O resultado de uma das questões da enquete é a ilustração (em anexo), que representa as palavras mais citadas como questões presentes durante o período de afastamento escolar. Pode-se perceber que, mesmo que apareçam palavras como “ansiedade”, “preocupação” e “estresse”, as mais destacadas são “saudade”, “tempo em família” e “aprendizado”. No mês de outubro, foi possível realizar o Brechó de Uniformes, e para evitar a aglomeração de pessoas, foram oferecidas 3 diferentes datas. Como sempre, um bom número de pessoas aproveitou a oportunidade que, além de ser uma forma de economia, contribui para aumentar a vida útil das roupas, evitando seu descarte e contribuindo para o meio ambiente. Também em outubro, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária, para apresentação das contas 2019 e para eleição da diretoria da APM, que permanece tendo Cristiana Hoppe como Presidente e, como Vice, Milene Monteiro. Em seguida, aconteceu a Reunião com Pais Representantes, durante a qual a APM apresentou sua equipe e o resumo das realizações de 2019, além dos planos para os meses finais de 2020.


PSICOLOGIA

COLÉGIO REALIZA 1º EVENTO DIGITAL O Colégio Mauá realizou, no dia 7 de outubro, o primeiro evento virtual da história da instituição, resultado de uma parceria entre o Serviço de Psicologia e a Associação de Pais e Mestres (APM), sob o título “Aprendizagens socioemocionais das crianças e famílias em 2020”. Este evento foi pensado a partir dos atendimentos e conversas com famílias e alunos realizadas pelo Serviço de Psicologia ao longo do ano. Além disso, também considerou-se a pesquisa realizada no mês de setembro pela APM, onde as famílias foram convidadas a compartilhar, a partir de uma enquete que abordou a experiência vivenciada em tempos de pandemia. O Evento Digital foi transmitido ao vivo pelo Facebook do Colégio Mauá e contou com a participação da psicóloga Bianca Stock. Dentre os pontos trabalhados pela psicóloga, destaca-se a importância da qualidade nos vínculos familiares, de considerarmos o esforço e o

protagonismo das crianças nos tempos de isolamento social, assim como o potencial da infância ao nos ensinar o viver criativo, de sermos ativos em nossa imaginação, esperanças e escolhas, base para garantirmos nossa saúde mental.

Não existe receita, ainda assim, há alternativas para enfrentarmos da melhor forma os desafios deste período!


TECNOLOGIA

AMADURECIMENTO TECNOLÓGICO Falar de rotina escolar em tempos de pandemia é um grande desafio. De início fomos tomados por uma enxurrada de dúvidas, incertezas e uma angústia muito grande. Será que nossos alunos aprenderão? Vamos mostrar os caminhos da melhor forma? Como organizar nossa rotina familiar com a responsabilidade que é a educação das nossas crianças? Uma situação inesperada que mudou nossa rotina e nosso planejamento da noite para o dia. Tivemos que nos adaptar a essa nova escola virtual, com demandas tão complexas e ambientes familiares compartilhados. Finalmente, após quase 8 meses, retornamos. O que aprendemos com tudo isso? Foi um ano perdido ou um ano de muito aprendizado? Será que nossas crianças saíram perdendo com esse ambiente virtual? Conseguiram aprender? Analisando os dias após o retorno percebemos muitas coisas. E sim, nossas crianças perderam a oportunidade do convívio, da presença, do coletivo. Mas certamente foi um ano de muitos aprendizados. Nesse meio tempo, houve um amadurecimento tecnológico e uma independência nas nossas crianças, que perceberam que o computador, o tablet ou o celular são também ferramentas de estudo que nos conectam com o mundo e com os outros. E que foram essas ferramentas que nos ajudaram a cultivar laços afetivos e manter o aprendizado escolar.

Novas ferramentas para se conectar com o mundo

O que vejo hoje em nossos alunos é uma autonomia muito grande na resolução de problemas e na comunicação com seus professores. Aprenderam a “se virar”. Quanto aprendizado! Que bagagem! Não foi fácil! Os equipamentos eram insuficientes, a internet travava, o meet não funcionava, frustrações, choro, ansiedade e insegurança. Sentimentos presentes em quase todas as famílias e que, por vezes, desmotivava. Mas superamos! Crescemos e aprendemos muito com tudo isso. Aprendemos a dar valor ao olhar, ao ouvir, ao compartilhar. Aprendemos que as ferramentas tecnológicas devem ser utilizadas com sabedoria e com propósito, para crescer e criar, e não só como entretenimento. Aprendemos que escola é vida! Colocando 2020 em uma balança, perdemos, mas ganhamos muito também. Reaprendemos a estabelecer prioridades.


ESPORTES

Júlia Furtado

GINÁSTICA RÍTMICA: DESAFIO E TREINOS VIRTUAIS MARCARAM O ANO No início de outubro, a Federação de Desporto Educacional do Rio Grande do Sul (FDE/RS) divulgou os vídeos vencedores do Desafio Virtual de Ginástica Rítmica, que tinha como objetivo estimular a prática da modalidade em tempos de pandemia. As alunas Isadora Baierle, Manuela Mohr, Rafaela Teixeira, Melissa Forgiarini, Manuela Kohls, Milena Bartz e Julia Bartz foram destaque da competição on-line e ficaram em primeiro lugar dentro de suas categorias. “Iniciativas como esta são muito importantes para manter a motivação das nossas ginastas, uma vez que elas seguem em treinamentos on-line e as competições oficiais permanecem canceladas”, salientou o treinador da equipe, Rafael Luz. O treinador explica que para participar do desafio, cada ginasta gravou um vídeo de 50 segundos, que deveria conter elementos da ginástica como equilíbrio, giro, salto, acrobático, passa de dança e lançamento do aparelho. As gravações, produzidas pelas próprias alunas, deveriam ser publicadas no perfil pessoal do Instagram de cada participante entre os dias 28 de setembro e 4 de outubro. A avaliação ficou a cargo de uma banca de arbitragem, que observou a execução dos elementos. Os três melhores resultados de cada categoria tiveram os vídeos repostados na página do Instagram da FDE/RS.

Melissa Forgiarini convidada pela CBG

Confira os resultados: Isadora Baierle - 9 anos - Mãos Livres: 1º lugar Manuela Mohr - 11 anos - Mãos Livres: 1º lugar Rafaela Teixeira - 12 anos - Maças: 1º lugar Melissa Forgiarini - 13 anos - Maças: 1º lugar Manuela Kohls - 14 anos - Mãos Livres: 1º lugar Milena Bartz - 14 anos - Maças: 1º lugar Julia Bartz - 16 anos - Bola: 1º lugar

TREINAMENTOS

Os treinamentos virtuais mantiveram as atletas dentro da rotina durante os meses que estiveram longe da escola, não as afastando totalmente das suas modalidades durante o isolamento social. Durante o período de afastamento, algumas alunas foram convidadas a participarem de atividades on-line da Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul (FGRS) com ginastas de diversos municípios do Rio Grande do Sul, O objetivo era valorizar o trabalho das entidades gaúchas e de promover a prática esportiva. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) também selecionou atletas de todo o país e seus técnicos para participarem de treinamentos virtuais com a Seleção Brasileira. As ginastas Alice Silva e Melissa Forgiarini foram as selecionadas do Colégio Mauá. “É um orgulho para a escola ter duas ginastas selecionadas. É um reconhecimento pela qualidade do trabalho que o Mauá vem desenvolvendo há muitos anos”, enfatiza o diretor Nestor Raschen.


ESPORTES maio, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) promoveu treinamentos virtuais com a participação de técnicos e atletas.

Cristina Weigel foi uma das participantes dos treinos virtuais da modalidade

GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

Durante a pandemia, a internet se tornou uma ferramenta capaz de promover a aproximação das pessoas, sem aglomeração. No segmento esportivo, os treinos virtuais foram importantes aliados para manter o contato com os diversos públicos, bem como garantir a evolução das modalidades esportivas. No mês de

A professora de Ginástica de Trampolim (GT) do Colégio Mauá e coordenadora técnica da Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul (FGRS), Cristina Weigel, foi uma das participantes dos treinos virtuais da modalidade. Segundo ela, foi criado um modelo de treinamento para mobilizar, instruir e ajudar a minimizar os problemas físicos e técnicos gerados aos ginastas durante essa pausa no trabalho planejado para este ano.” Foi uma oportunidade única de estar acompanhando o trabalho dos principais técnicos e ginastas da GT brasileira. Sem dúvida, um momento de grande aprendizagem que contribuirá para a equipe do Colégio Mauá, bem como para o desenvolvimento da ginástica no Rio Grande do Sul”, completa a técnica.

XADREZ: COMPETIÇÕES E TREINAMENTO VIRTUAIS Mesmo em isolamento social, os alunos do Departamento de Xadrez participaram de treinamentos e de competições do esporte de maneira virtual. Desde abril, os estudantes recebiam atividades semanais e participavam de aulas coletivas em uma ferramenta de videoconferência para manter o nível e complementar os estudos. Além dos torneios virtuais, eles também estavam presentes em lives semanais de treinos, onde eram divididos por grupos específicos. Durante os últimos meses, os alunos Estudantes recebiam atividades semanais participaram de competições como o para manter o nível Pan-Americano On-line de Xadrez Escolar, o 1º Torneio On-line Privado do Colégio Mauá, Copa Internacional das Nações Online de Xadrez, Torneio de Xadrez Online, entre outros encontros virtuais internacionais. Destaque também para a live com o Live com o campeão campeão brasileiro de Xadrez, brasileiro de Xadrez Rafael Leitão foi um Rafael Leitão; um mini curso de mini curso de arbitragem para os jogadores mais arbitragem para graduados; e exercícios semanais de jogadores mais fixação e análise de desempenho graduados individual.

Torneios virtuais e lives semanais de treinos faziam parte da rotina no isolamento


NOTAS GERAIS

CARREATA DA SAUDADE ARRECADA 1,2 TONELADA DE ALIMENTOS Para matar um pouco a saudade entre professores e alunos, sem aulas presenciais desde o dia 18 de março, o Mauá realizou no dia 20 de junho, a Carreata da Saudade. O evento, que buscou aproximar os 150 professores e monitores da instituição e os 1,8 mil alunos da instituição afastados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), arrecadou 1.223 quilos de alimentos. As doações, conforme a assistente social da instituição, Sandra Halmenschlager, beneficiaram a Associação Comunitária Pró Amparo do Menor (Copame), Comunidade Terapêutica Recomeçar, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Hospital Ana Nery, Hospital Santa Cruz, Associação de Auxílio aos Necessitados (Asan), Projeto Alegria Esperança e Projeto Movida, mantido pela escola. “Foi um evento lindo, marcado pela emoção e solidariedade das famílias, que permitiu que professores e famílias matassem um pouquinho da saudade e ainda ajudassem na arrecadação de alimentos para os mais necessitados”, enfatiza. Entre as doações, destaque para açúcar, massa, leite, feijão, farinha e azeite, além de itens como bolachas, pipoca, lentilha, canjica, café, achocolatado e sardinha.

Evento aproximou os 150 professores e monitores com os 1,8 mil alunos do Mauá


NOTAS GERAIS

CONCURSO DE REDAÇÃO DA REDE SINODAL No decorrer dos meses de julho a setembro deste ano, realizou-se o 6º Concurso de Redação da Rede Sinodal de Educação. Enfocando o tema “Polarização e discurso de ódio”, os participantes elaboraram um texto dissertativo-argumentativo conforme as competências exigidas na prova do ENEM. Como em outras edições do concurso, cada escola da rede pôde enviar até três redações para representá-la. No Colégio Mauá, alunos do segundo e do terceiro ano do Ensino Médio foram convidados a participar de uma seleção interna e, a partir de uma análise criteriosa – tendo em vista o nível elevado de abordagem do tema e de desempenho linguístico de todos os textos –, o grupo de professores de Produção Textual escolheu aqueles que deveriam concorrer na etapa decisiva. Sendo assim, no final do mês de setembro, nossa escola recebeu, com satisfação, o resultado: Gabriel Naeher Backes, da turma 232, conquistou o segundo lugar no concurso, somando 967 pontos. O prêmio por tal colocação – um Ipod – veio acompanhado de um vídeo em que a coordenadora da Rede Sinodal, professora Joni Roloff Schneider, enaltece a dedicação e

o empenho do aluno Gabriel, evidenciados tanto na coerência de suas reflexões acerca da temática proposta quanto pela qualidade de sua escrita. O texto pode ser conferido na página 3 desta edição da revista do Mauá.

PERFORMANCE NO ENEM Os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), divulgados no mês de junho, destacaram, mais uma vez, o Colégio Mauá. Além do lugar de destaque entre as instituições gaúchas, o Mauá ficou em 78º lugar entre todas as escolas do país, posição considerada a melhor de todos os tempos. Entre os outros resultados que destacam o Colégio Mauá no Rio Grande do Sul, estão a primeira posição em Redação, e o 2º lugar, considerando as provas Objetivas e Redação, nas escolas com mais de 60 alunos que participam do exame. A posição geral do Mauá no Estado, considerando as provas Objetivas e a Redação, também chama a atenção. Entre todas as escolas participantes, o colégio ficou na 7ª posição geral e, entre as particulares, em 5º lugar. Considerando apenas as questões objetivas, ficou em 10º lugar.

PARTICIPAÇÃO NA ONC Mesmo com o isolamento social necessário em virtude da pandemia, os alunos do Mauá continuaram participando de grandes desafios da área educacional, sempre incentivados pela comunidade escolar. Neste sentido, 52 estudantes do 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio foram classificados para a segunda fase da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), considerada a maior competição do conhecimento em ciências do Brasil. A primeira fase da ONC aconteceu nos dias 6 e 7 de agosto, com aplicação de uma prova on-line com 20 questões objetivas de Biologia, Química, Física e Astronomia. Conforme a professora da área de Ciências da Natureza do Colégio Mauá, Mérion Linck, o educandário inscreveu 69 alunos, sendo que 57 fizeram a primeira fase, que contou com a inscrição de dois milhões de estudantes de todos os estados do Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, o Mauá participa da ONC. Em 2019, foram 21 alunos premiados nesta competição.


NOTAS GERAIS

PALESTRA COM MARCELO CARNEIRO A chegada do novo corona vírus ao Brasil esteve entre os temas abordados pelo médico infectologista Marcelo Carneiro, que a convite da direção do colégio, palestrou no dia 4 de março para os alunos. Na sua explanação, Carneiro explicou o que é o Corona vírus, como ele se replica e se adapta aos seres vivos. Além disso, fez algumas recomendações aos alunos em caso de contato com pessoas infectadas. “A contaminação se dá pelo ar, pelo aperto de mão e pelo uso de utensílios em comum. Por isso, se alguém está com algum sintoma de gripe, fique em casa e procure um médico”, alertou.

descartáveis e tomar cuidados básicos ao tossir ou espirrar. Outro ponto abordado foram as fake News (notícias falsas). “O site do Ministério da Saúde mostra as notícias falsas que estão sendo divulgadas”, comentou Carneiro. Na ocasião, os alunos também receberam material informativo produzido pelos órgãos públicos com cuidados básicos sobre o vírus.

Entre as recomendações destacada pelo médico estavam o uso do álcool gel e a higienização das mãos sempre que possível. Ele ainda deu dicas para quem estava resfriado, como utilizar lenços

RETORNO PRESENCIAL INICIOU NA EDUCAÇÃO INFANTIL Observando o Mapa de Distanciamento Controlado do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, as aulas presenciais do Colégio Mauá reiniciaram pela Educação Infantil, no dia 16 de setembro. O plano de retorno às atividades presenciais, com diversas medidas de saúde e segurança, foi aprovado pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para Educação Municipal (Coe-M). Além de todos os protocolos preventivos relativos ao combate do novo coronavírus (Covid-19), como medição de temperatura, uso de máscara e álcool em gel e distanciamento, as turmas retornaram de forma gradual e escalonada. Depois da Educação Infantil, retornaram os alunos do Ensino Médio (dia???) e do Ensino Fundamental (dia...) O calendário escolar para o fim de 2020 e início de 2021 também foi definido pela instituição. As aulas na escola ocorrerem até o dia 22 de dezembro, seguida de recesso de Natal e Ano Novo. Nas duas primeiras semanas de janeiro, serão oferecidas atividades de reforço para os alunos que não conseguiram alcançar os objetivos, com oportunidades de reavaliações. Já o início do próximo ano letivo está marcado para o dia 22 de fevereiro.


FORMANDOS

TERCEIRÃO 2020 Turma 231

Anita Haas Hoppe, Arthur Felipe Fraga Genehr, Arthur Herberts Thesing, Artur Eduardo Brixner, Caio Eduardo Koester Kirst, Eduarda Luiza Henn Lawisch, Eduardo Noy Simon, Fernanda Garmatz Leite, Francine Bartz Winterhalter, Gabriel Naeher Backes, Giovanna Kist, Guilherme Wagner, Gustavo Henrique Maciel, Isadora Dame Vogg, Isadora Sebastiany Mundstock, Julia Bagatini Santos, Larissa Isabel Jackisch, Laura Armborst Cora, Lucas Gaspary Ferreira, Luisa Rech, Luiza Gessinger, Matheus Ottavio Vogel Medina, Murilo Alfonso Soares, Pedro Schneider Witz, Rafael Claus Kohn, Rafaela Thais Agnes Feix, Stefani Iasmin Wagner, Tiago Henrique Fischer, Vinicius Josue Schuster, Vinicius Nogueira Bergamo e Vitoria Luiza Stockey Erhardt

Amanda Louise Magioni Boettcher, Arthur Brixius da Costa, Arthur Cabana Pinto, Arthur Pedroso Kaminski, Barbara Muller Czopko, Camyla Luanne Correa Piel, Cassiane Thomas Guedes da Luz, Eduarda Kraether Costa, Evelin Wagner, Felipe Keller, Gabriel Gonzatti de Morais, Isabela Frighetto, Leonardo Francys Prates, Lucas Hansel, Luellen Zilio, Luma Teixeira de Oliveira, Manuela Hoppe Neis, Mariana Desbessell, Mauricio Nathanael de Barros, Nathalia Hoffmann Ritt, Nicole Cervo Ahmad, Nina Rosa Carniel Steil, Renan Doebber Bublitz, Riana Kraether Tornquist, Roberta Grehs Faller, Roberta Kraether Rockenbach, Samuel Elias, Samuel Lauschner Lopes e Thomas Raphael Wenzel

Turma 232

Turma 233

Ana Clara Gass Ana Luize Peiter, Betina Faga Bergallo, Eduarda Tessele Tomm, Fabio Henrique Schuster de Oliveira, Gabriel Benicio Sehgno Pinheiro, Gregor Alexandre Wrasse Bender, Guilherme Augusto Barbian, Guilherme Fraga Bohn, Itala Katzer Segatto, Julia Pick, Julia Raminelli Marion, Laura Aggens Schmidt, Leonardo Kafer, Leticia Thais Jackisch, Marcos Henrique Conrad, Matheus Rean Schweickardt, Melissa Santos De Oliveira, Nycolas Rafael Funk, Pablo Henrique Blank, Paula Gottems Vendrusculo, Paula Wrasse Temp, Pedro Arthur Freese, Pedro Augusto da Fontoura, Rafael Willian Lenz, Victoria Sofia Schabbach Henn, Vinicius Eduardo Weiss, Vitoria Pellegrini Laste e Yasmin Lambert Mildner


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