Concurso Literário - 2022

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Toda fábula tem sua moral, e toda moral tem um ensinamento para a vida dos nossos alunos. Ao escutar a história, a criança aprende uma lição que promove a reflexão para seu cotidiano. O desafio este ano foi produzir uma fábula que abordasse o tema “Sentimentos e emoções”.

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6º ANO

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BIANCA DE OLIVEIRA BAZANA 6º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Os Sentimentos Era uma vez, uma família de gatos: o pai André, a mãe Eliza, e os três filhos, Lucas, César e Christopher. Todos eram muito diferentes um dos outros, André era medroso e preocupado, sempre escolhendo as opções mais seguras. Eliza vivia irritada, por conta dos filhos. Lucas era muito otimista, nunca se abalava com nada. César era exatamente o oposto, triste e sozinho, e ninguém sabia o porquê. E por finalmente Christopher, tinha medo de comer algo estragado ou envenenado. Eles moravam em uma casa cheia de humanos. Nenhum deles suportava o fato de serem criados como “ animais de estimação” e queriam muito fugir, mas não tinham condições de arranjarem um novo lar. Até que um dia, conseguiram acumular recursos o suficiente para ir pra floresta (onde queriam viver). Conseguiram chegar à floresta e logo veio um guaxinim, falando: “- Ei! Vocês aí! Bem-vindos! Se forem apenas turistas, sigam em frente. Se nunca tinham vindo e querem morar aqui, vão pela esquerda. Se já tinham vindo aqui, vão pela direita! ” Todos estranharam um pouco, mas foram. Por que não podemos ir por um caminho só? Logo a frente, viram um monte de casas enfileiradas, com diversos tipos de animais conversando entre si. Alguns estavam tomando chá e comendo biscoitos. Depois de um minuto admirando a cidade, viram uma raposa enorme, deve ser a chefe andando na direção deles. “Quem são vocês? Vamos conversar. Sigam-me.” Disse a eles. Entraram em uma casa branca, até um quarto, e se sentaram. “- Só pode morar aqui, quem tem emoções controladas. Vocês não parecem que conseguem se controlar, se não, uma emoção pode cegá-los e fazer com que não vejam as outras. Vamos começar o treinamento agindo dentro da cidade. ” Ofereceu ela. Assim, começaram e terminaram com sucesso.

Moral: Você não poderá viver livremente se as emoções te cegarem.

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LARA MACEDO RIBEIRO DE ARAUJO 6º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Os gatinhos Era uma vez, seis gatinhos recém-nascidos. Um deles era muito irritado e nada estava bom para ele: - Leite gelado? Já falei que prefiro quente! E depois arranhava o indivíduo com muita raiva. O segundo gatinho era triste e melancólico: - Miau...Miau...Miau...que dia ensolarado e desagradável.... Hoje o dia está horrível... Já o terceiro era feliz demais, via otimismo em tudo, era animado em exagero: - Que chuva legal! Vou lá fora me divertir e pular na lama! Vou lá falar com os cisnes! Vai ser demais! O quarto gatinho era medroso e se assustava com tudo: - Miau! O que é isso? Esse líquido branco pode ser nocivo...que? Quem é esse? Acho melhor correr desse lugar. É muito perigoso! O quinto gatinho tinha nojo de tudo, só comia da ração “premium” e era muito exigente: - Miau, miau, que, ração é essa? A de ontem?! Pode trocar porque essa é nojenta, eca... O último gatinho nasceu sem uma personalidade definida, mas ao longo do tempo, adquiriu um pouquinho da personalidade de cada irmão, porém sem o exagero que eles tinham em suas emoções: - O que é isso? Um fio preto.... Pode ser perigoso, mas o dia está tão bonito, é uma injustiça ter esse fio por aqui, alguém pode pisar e se machucar feio, por outro lado, é melhor dar a volta pelo sofá, ninguém passa por lá, deve ser melhor.

Lição de Moral: Seja parecido com o último gatinho, toda emoção em exagero é ruim, saiba balancear seus sentimentos. Tudo em exagero não é bom.

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ISADORA MACHADO DE CASTRO 6º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Meu cabelo Era uma vez uma menina chamada Ana. Ana tinha um cabelo muito bonito, mas ela tinha muita dificuldade de mexer nele. Ele era bem cacheado e desde que sua avó faleceu nunca mais ela conseguiu arrumá-lo. Seus pais trabalhavam muito, então quase não davam atenção a ela. Uma vez sua mãe até tentou mexer em seu cabelo, mas não funcionou. Ana todo dia tentava e tentava, mas nunca conseguia. Ana se sentia muito triste porque seus amigos se afastaram dela, até sua melhor amiga Angela. A escola toda comentava que ela tinha muito piolho e alguns até falavam que ela deveria alisá-lo, mas Ana nunca faria isso, era a única coisa que a fazia lembrar de sua falecida avó. Ana estava em casa jogando, quando achou um vídeo de sua avó mexendo em seu cabelo, e ela dizia: “ - Minha querida neta, eu sei que provavelmente você está tendo dificuldades em mexer em seu cabelo, por isso estou fazendo este vídeo, mas o segredo é a confiança, não importa o que os outros pensem, seu cabelo é lindo.” Ana então mostra que seu cabelo é lindo e que não devemos julgar pela aparência física.

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7º ANO

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GUILHERME BRAGA DEBS 7º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Instinto caçador Em uma zona de mata localizada no norte da África, um jovem filhote de guepardo está aprendendo a caçar. Porém, há um problema: ele é muito precipitado, e acaba assustando sua presa. Sua mãe já cansou de dizer: espere um pouco, espere, espere... mas mesmo assim não adianta, ele ataca cedo demais. Dez anos se passam, e como se nada mudasse, quem olha diz que aquele guepardo parece uma “criança gigante”. É certo dizer que esses predadores ágeis caçam sozinhos, mas ele encontra um grupo de amigos com quem pode interagir quando não está caçando. Mais um dia acaba, e ele volta pra casa de mãos, ou melhor, patas vazias... de novo! Mas sua mãe, que já está com idade avançada, não pode mais caçar. O sol se pôs, e eles irão dormir de barriga vazia. O dia amanhece, mas a velha guepardo não acorda. Ela havia morrido. Quem irá caçar minha comida? Como irei sobreviver? São algumas das perguntas que passavam pela cabeça do guepardo. Ele teria de arranjar um jeito de aprender a caçar. Foi neste momento de tensão em que magicamente ele lembra dos dias em que estava aprendendo a caçar. Lembrou da sua mãe dizer: espere! Espere! Foi aí que ele teve uma ideia. Saiu para caçar, o mato alto o deixa quase invisível. Esgueirando-se, se aproxima de um alce. Fazendo o mínimo de barulho possível, salta e ataca sua presa no momento perfeito. Ele volta para a toca bem-sucedido e grato pelos ensinamentos de sua mãe.

Moral: A precipitação prejudica, mas a paciência e o autodomínio são virtudes que nos levam ao sucesso.

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MARIA CLARA MALACRIDA GODOY VIANA 7º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Por que as coisas são tão confusas? Existia uma menina chamada Gabi, ela era grande, magra, tinha cabelos castanhos e olhos de “jabuticaba”, tinha 12 anos. Ela vivia com sua mãe, sua irmã e seu cachorro. O cachorro chamava Figo, e era seu melhor amigo. Era com ele que Gabi passava todo seu tempo, contava tudo pra ele etc. Gabi chegou da escola, almoçou e foi conversar com o seu cachorro, ela começou a desabafar falando que estava confusa, o Figo perguntou o porquê. Gabi falou que na escola dela todas as amigas já namoram ou ficam com algum menino, só ela que não. Figo perguntou o motivo dela estar confusa. Ela falou que também tinha uns meninos que ela gosta ou acha bonito só que ela nunca ficou com ninguém porque ela se sentia confusa não querendo ficar com ninguém, pois ela ainda gostava de brincar de boneca etc. e se achava muito nova para isso. Mas Gabi não falava isso para as amigas, pois ela tinha medo delas a acharem muito infantil. Então Figo falou: - Gabi, é normal você se sentir assim, porque você está saindo de uma fase e indo para outra (a adolescência) e se sentir confusa, é normal agora. E você não pode querer ser igual a elas, só para elas a aceitarem. Todo mundo tem seu tempo, uns amadurecem mais rápido. E você “tá” indo no seu tempo, então não precisa ficar confusa. Gabi fala: - Obrigada, Figo, agora eu entendi o porquê estou confusa, elas só amadureceram mais rápido que eu e tudo isso é uma fase. Figo fala: - Isso mesmo. Agora vamos brincar um pouco. Gabi fala: - Vamos sim!

Moral da história: “Tudo no seu tempo”.

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MAYARA GUERRERO DE LIMA 7º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

A serpente e o gato A serpente era amiga do jabuti, a tarde a dupla sempre ouvia o gato miar, serpente cansada da situação foi reclamar para o jabuti e para a raposa e falou o seguinte: - Que gato chato! Ele só sabe miar no final da tarde! - Querida serpente, gatos miam e isso é normal para a sua espécie. – disse a raposa. - Serpente, você está muito brava ultimamente! Tente se acalmar. – respondeu o jabuti. - Eu estou calma! O gato fica miando e isso me irrita! – a serpente gritou. No dia seguinte, o gato estava conversando com o jabuti até que a serpente aparece e se interessou no assunto. Depois a serpente e o gato ficaram conversando por horas, o gato disse: - Obrigado por conversar comigo serpente! Eu nunca tive pessoas tão interessantes para te um diálogo comigo. - De nada, amanhã nos vemos por aí! – disse a serpente. Quanto voltou para casa, a serpente estava pensando: - Eu julguei o gato sem tê-lo conhecido direito, ele miava possivelmente porque se sentia sozinho. Eu me arrependo de ter feito isso.

Lição de moral: Não julgue um livro pela capa.

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8º ANO

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LARA COSTA DE FREITAS 8º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

O que é identidade? Em uma cidade pequena, havia um cavalo cujo nome era Jean. Jean era criado pelo fazendeiro José, que dava extrema importância para atividades extracurriculares, por esse motivo, a rotina do pequeno Jean era bem corrida. O cavalinho fazia aula de dança, de teatro, ia ao psicólogo, fazia Karatê e tinha curso de inglês. Já viu cavalo bilíngue? Pois bem, coitado do Jean, não conseguia nem respirar no seu dia a dia. Seu pai exigia perfeição. Por ter tantos cursos desde que saiu da barriga de sua mãe jumentinha, Jean nunca soube o que realmente lhe agradava, Jean não tinha vida social já que estava sempre ocupado. Vida sentimental? Não também, o solitário Jean sonhava em conhecer algum animalzinho que o fizesse feliz. No segundo semestre do teatro, entrou uma nova aluna, uma porquinha chamada Lina, ela era animada, engraçada e muito inteligente. Não demorou muito para que os dois se tornassem amigos. Com Lina, Jean teve outras experiências, experiências que ele queria, diferentemente de como era com seu pai José. Jean experimentou artes plásticas, TI, Ufologia e pedagogia. Mas se encontrou na arte da Psicologia, se tornou o pai do comportamentalismo, parte comportamental da Psicologia. Lina havia ensinado a Jean, que ser ele mesmo é a melhor coisa da vida. E você? Já sabe quem é você?

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MARIA EDUARDA CAVALCANTI GUIMARÃES FELIPPE 8º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

O coelho cinza Era uma vez um coelhinho chamado Felix, que tinha acabado de se mudar para um bairro novo com sua família de coelhos brancos, e a coisa diferente sobre Felix era que seu pelo na verdade era cinza, mas ele nunca se incomodou com isso. Ao chegar na sua escola nova, ele se deparou com vários coelhos brancos, pretos, manchados, mas nenhum cinza, e se sentiu especial por isso até conhecer a raposa da outra turma, Jackson, ele falava alto e implicava com todo mundo, e quando viu Felix não perdeu a chance de o irritar: - Ha, ha, Felix está sujo, Felix está sujo! Ele disse gargalhando com os outros animais de suas turmas. Não estou sujo! Meu pelo só é diferente! Diz Felix correndo de lá prestes a chorar. Ele correu para sua casa e se trancou no seu quarto, quando sua mãe foi falar com ele: - Felix? Filho? O que houve meu amor? A mãe dele entra no quarto preocupada e Felix permanece calado. - Filho, sua irmã me disse que está triste com a cor do seu pelo? Se sim, saiba que ser diferente deles te faz especial, até porque ninguém é igual a ninguém. Mais tarde, no final da semana indo embora da escola, Felix se depara com Jackson preso em uma pedra, com todos olhando e rindo, pois, seu pelo estava sujo de lama. Ele respirou fundo e decidiu o ajudar, tirou Jackson da lama: - Muito Obrigada Felix, eu nunca deveria ter feito bullying com você daquele jeito, me perdoe por favor! - Claro, Jackson, minha mãe sempre me ensinou que somos lindos de qualquer jeito, e você merece outra chance! E eles se abraçaram e pouco tempo depois viraram amigos até porque as pessoas cometem erros, e merecem outra chance.

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HELOISA MARIA DA PAIXÃO E SILVA 8º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Elísa e a Cegonha Elísa era uma garota que sempre gostou muito de crianças, quando pequena sempre pedia a sua mãe um irmão, pois ela era muito solitária, sua mãe com um aperto no coração dizia que não poderia conceder esse desejo a ela, pois elas eram muito pobres e não tinham condições de cuidar de um bebê devido ao alto custo. Ela mesmo pequena, entendia a situação. O pai de Elísa abandonou ela e sua mãe quando descobriu a gravidez, devido a isso a mãe de Elísa cuidava dos gatos sozinha. Quando Elísa completou 21 anos de idade, conheceu um cara chamado Eric, foi amor à primeira vista, após alguns meses conversando decidiram namorar, Elísa passou os melhores dias de sua vida ao lado dele. Uma das coisas favoritas deles era ver filmes no cinema e comer um balde de pipoca de chocolate com sorvete. Anos se passaram e cada vez mais um se apaixonava pelos planos de vida que cada um tinha. Quando decidiram casar, já havia passado três anos de namoro e cinco desde a primeira vez que se conheceram. Durante esse período eles descobriram que Elísa não poderia ter filhos, neste momento a vida deles desmoronou, Elísa somente conseguia chorar, não tinha forças nem para comer, mas uma das coisas que ela percebeu, foi que Eric não saiu do lado dela em momento algum. Com o tempo a ficha foi caindo e eles começaram a voltar a sua rotina normal. Um certo dia Elísa estava na rua, quando começou a escutar um sussurro chamando pelo seu nome, era a cegonha dizendo que o dia de benção estava chegando. Elísa sem entender o que estava acontecendo continuou o que estava fazendo e depois voltou para casa, alguns dias depois, Elísa começou a se sentir muito ruim então decide ir ao médico e descobre a gravidez. Ela começa a chorar de alegria, sua cabeça parecia querer explodir. Quando chega em casa conta a Eric e ele não se aguenta e começa a chorar.

Moral da história: Nunca desista dos seus sonhos, eles podem acontecer quando menos esperar!

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9º ANO

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ENRICO PRAVATTO DE MORAES 9º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

A Vila Em um lugar muito distante havia uma vila. Uma vila onde todos habitantes viviam desesperançosos. Lá, viviam várias espécies de animais. Apesar disso, os porcos falavam apenas com os porcos; as galinhas só se comunicavam com as galinhas; as ovelhas só viviam com as ovelhas. Cada animal tinha seu próprio dever, não podiam parar de trabalhar um dia sequer, até porque o líder da vila ficaria decepcionado com isso, e ninguém ousaria tentar decepcioná-lo. O líder era um pombo, considerado sagrado por todos porque era o único que sabia voar. Era extremamente rígido, não aceitava erros, todos da vila o consideravam um animal bravo, mas nunca o viam triste. Estava sempre acompanhado do seu segurança, um cachorro, tão bravo quanto seu líder. Certo dia, todos os habitantes receberam uma ótima notícia: o filho do líder havia acabado de nascer, ele já ia discursar para seu povo. Durante seu discurso, o líder disse que seu filho nasceu com um problema; ele nasceu sorrindo. Todos da vila ficaram horrorizados; aquilo era inaceitável, ser feliz, naquela vila, era imoral, um crime. Diante daquela situação, o líder não teve outra escolha, teve que expulsar o próprio filho da vila e o jogar no meio da floresta. Agora que estava sozinho, o pequeno pombo se perdeu no meio da mata. Havia encontrado um rio, decidiu ficar por ali, era onde tinha água e muito alimento, um lugar perfeito. Um dia, de manhã, o pombo acordou com duas vozes que ele ouvia de longe. Ele não sentiu medo, afinal, era sempre muito otimista. Foi correndo em direção às vozes, avistou duas ovelhas passeando pela floresta. O pequeno pombo, muito feliz, foi cumprimentá-las, descobriu que moravam em uma vila que eram muito felizes lá. Elas contaram ao pombo o caminho para a vila, e ele foi correndo para lá. Após uma longa caminhada, ele finalmente consegue chegar. Se deparou com um muro de madeira gigante; um gato foi chamar sua atenção, era provavelmente um dos seguranças. O pombo contou que havia acontecido com ele e, depois de um tempo conversando, o segurança permitiu sua entrada. Era uma vila maravilhosa, vários animais vivendo juntos e felizes. O pequeno pombo passou o resto de sua vida lá, sem preocupações e muito contente. Ele descobriu, também, que a vila do seu pai tinha sido atacada por lobos.

Moral da história: devemos aceitar todo tipo de emoção, seja ela tristeza, felicidade, raiva ou qualquer outra.

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GIOVANNA PESSOA NUNES 9º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

Deixe-me ir Em uma floresta distante, um casal de leões reinava juntos por seu território, os dois pareciam ser o casal mais deslumbrante de toda a área, tanto que todos os anos ganhavam como rei e rainha do baile da floresta. Um dia, a gazela ouviu a briga dos dois e percebeu que o casal perfeito na verdade estava tendo desentendimentos e logo avisou a leoa que a postura do leão estava errada, a leoa concordou com a gazela mas permaneceu quieta diante do problema. Alguns dias depois os dois romperam a relação e deram como justificativa a falta de compreensão um do outro. A leoa se sentiu muito mal pelo ocorrido, os dois sentiam falta das vivências antigas e não compreendiam o porquê elas não aconteciam mais. O casal estava separado, mas essa separação não durou por muito tempo, a gazela continuou avisando a amiga sobre o vai e volta que estava acontecendo e que isso tudo não era bom para os dois. A leoa, mesmo cansada e dolorida, ignorou e seguiu tentando. Após cinco dolorosos términos os dois finalmente perceberam que não valia a pena, os momentos antigos eram maravilhosos, mas não podiam ser recriados, o melhor a se fazer era passar pelos sentimentos ruins, superar e focar no futuro. Cada um seguiu a vida como quis em busca de criar novas vivências incríveis.

Moral: Aceitar o presente por pior que seja e saber deixar o passado para trás, às vezes é a melhor opção, as memórias passadas não mudam e não voltam, mas o seu futuro só você pode decidir.

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LUCAS TRESSINO MATOS DE SOUZA 9º ano – Ensino Fundamental Anos Finais

O Garoto e seu avô Era uma vez um garotinho chamado Téo, que era muito bagunceiro e cheio de energia que morava apenas com seu avô que se chama João, ele era um senhor bem carinhoso e cuidadoso com seu neto, mas o garoto nunca dava ouvidos ao avô, sempre fazia o que pensava. Um dia estavam andando em um morro muito alto para colher os grãos de café e frutas que haviam plantado, o avô andava de mãos dadas com o garoto, enquanto Téo levava uma mochila vazia em suas costas, na qual era utilizada para guardar o café e as frutas. Chegando no local o avô pediu para o garoto ficar ao menos comportado e quieto, como Téo não tinha nada para fazer ele obedeceu seu avô, João deu algumas frutas ao menino; uvas, tangerinas e uma maçã. O garoto adorava essas frutas, e aquelas estavam muito boas, ele pediu mais ao seu avô, porém, infelizmente ele não podia dar já que as outras precisavam ir para seu comércio ser vendida, porque essa era a profissão do senhor e também explicar que há um processo antes de comer. O garoto triste e bravo, então pegou algumas escondidas de seu avô antes dele ir trabalhar e durante o período de trabalho, o garoto como já havia ido naquela plantação, lembrou o caminho e foi sozinho pegar umas frutas. Após ser bem-sucedido voltou a sua casa de comeu tudo. Após alguns dias fazendo isso, começou a se sentir mal, ter enjoo, dor de barriga, febre, cansaço etc. Ele já se imaginava do que se tratava, porém não queria falar para o avô, mas chegou uma hora que se tornou tão visível que seu avô percebeu. Mesmo o garoto não querendo contar, ele precisava falar, pois se não poderia piorar para ele. Após Téo contar tudo, seu avô ficou muito triste, pelo menino ter pego sem permissão, por querer esconder aquilo, pois o menino estava mal. Após um bom tempo de conversa entre os dois, Téo pela primeira vez se comoveu com seu avô e parou de desrespeitá-lo, porque também aprendeu que os mais velhos são mais experientes e após tudo isso definitivamente eles viveram felizes para sempre.

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1ª série

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SARAH SANT ANA BOLONINE 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

Sentimentos com importância Oi, meu nome é Tristeza, não vejo beleza em muita coisa... acredito que no fundo eu leve comigo alguma dor, um vazio que não sei o causador, nunca o conheci, nem fui apresentado, mas de alguma forma virou meu amigo e hoje andamos lado a lado. Vivo em uma cidade em que sou menosprezado, jogado de lado no submundo, indigente do estado, eu e qualquer sentimento que não seja sinônimo de felicidade. Em meio a essa desigualdade, holofotes se viram a frases como “Encontre a alegria”, “venha viver feliz pra sempre” espalhados na paisagem. Vejo sentimentos se vendendo para se tornar felicidade, pensar que um dia já fomos amigos, hoje não sei se de verdade... desde pequena tinha falas de superioridade, afinal educação vem de berço e era filha do orgulho exagerado e sobrinha do ego elevado. Na metade da minha vida, indo ao trabalho, tropecei em algo inesperado e surgiu como fuga e salvação em meio ao nosso governo desorientado. Foi na periferia, um lugar que julgam como podre, escória do mundo, casa e habitat de bandidos, mas não se contém nisso! É de lá que sai a voz do povo, onde a arte surge do morro, carrega cultura e inspira muitos outros. Me encontrei na arte, ser quem eu sou, virar possibilidade, não ter certo ou errado, viver sem medo de ser julgado, aprender que medo, tristeza, raiva, angústia e nossas inseguranças têm relevância e precisam de importância.

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CAMILA GALLINDO COSTA 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

Jamais olhe por outros olhos Era uma vez, em uma ilha muito, muito distante, uma montanha cuja era chamada de vulcão, que em um certo dia, decidiu mostrar aos seres vivos habitantes da ilha, sua exuberante beleza, seu líquido fervescente e rubro escorria e seu aroma ia se exalando. Onda de desespero e choque bateu nos animais, todos que habitavam aquele pedaço de céu decidiram de última hora migrar para um lugar seguro, sem ao menos haver algum rumo. O querido e amado coala, paralisado no meio da muvuca, sem saber o que fazer, era apaixonado pelo seu lar, e jamais havia cogitado deixa-lo para trás. Em compensação, seu amigo o corvo, assustado e afobado como era, não pensou duas vezes antes de agarrar o coala e subir voo. Lá do alto, pouco se podia ver, a tóxica fumaça que aos poucos formou-se em volta da ilha, impossibilitou que tanto os seres no solo, quanto no ar, vissem algo. Seu organismo não era acostumado com aquele ambiente que se formou em tão pouco tempo, começara a cair, por mais que tentasse continuar com a viagem sem rumo, despencou lá do alto com o coala, pareceu até mesmo que a densa neblina atingiu os pensamentos do pobre corvo, prendendo-o a um único pensamento “sou inútil, sequer sou capaz de salvar a mim e minha família.” Perambulando pela densa água corrente, o rei dos mares, o tubarão, estressado pela fome, buscava por algo que forrasse seu estômago. Em um curto tempo como passe de mágica, surgiu a sua frente um coala e um corvo, que ao olhar detalhadamente, percebeu-se os cruéis machucados em ambos, tendo sua fome escassa com a situação, sem pensar duas vezes decidiu salvar aqueles animais e os levou para um lugar terrestre. Abrindo seus olhos e percebendo como estavam, o coala e o corvo só tiveram que agradecer pela vida nova que lhes foi concedida, por aquele que pensavam ser um monstro, dali em diante pararam com seus pré-julgamentos e acolheram aqueles que são indiscriminados por todos que possuíam ego, amaram e respeitaram, independentemente quem lhes foram enviados do céu.

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LUAN SCHENFELD MATIAS BARBOSA 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

O Sol e a Lua Milhares de anos após a explosão que os originou, o Sol percebeu um desânimo na sua colega Lua e decide falar com ela: - Estás bem, dona Lua? Parece descontente com algo. A Lua em tom cabisbaixo responde: - Ah, não é nada de mais... O Sol já mais velho percebe que algo não está como deveria e está deixando a dona Lua desconfortável, porém antes de qualquer coisa ela acaba desabafando: - Desculpe, Sol, mas eu invejo você, sempre tão radiante e brilhante, os humanos cultivam e ficam felizes em sua presença, já eu sou o símbolo das trevas e a única companheira dos solitários, já que parece que só lembram de mim quando estão sozinhos. Ele vendo a sua companheira nesse estado não podia ficar sem dizer nada e pensa em uma maneira de fazer com que ela perceba o seu valor: - Dona Lua, a senhora tens de me desculpar, mas a senhora não tem ideia do que falas. - Se para alguns sou a alegria e a luz, para aqueles que vivem com o risco de morrer de insolação sou eu a verdadeira perdição! Ela responde: - Mas ao menos você é lembrado. O mesmo retruca: - E aqueles que falam com você nas noites? Para eles você é aquela que sempre está lá para escutá-los, sem julgamentos, ou seja, para eles você é a luz. Ela já mais alegre, responde: - Obrigada pelas palavras, Sol, começarei a pensar bastante nisso. Ele vendo o ânimo em sua colega, agradece a mesma, pois o mesmo sentia falta de ser escutado.

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2ª série

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GIULIA COSTA MENDONÇA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

Morte seca Em um lindo jardim, havia uma rosa que possuía a habilidade de controlar o tempo de acordo com seus sentimentos. Na maior parte do tempo o sol reinava, porém, às vezes a chuva vinha a cair. Certo dia uma abelha aparece e de imediato ela se encanta pela perfeição e alegria da rosa e logo as duas se tornaram grandes amigas. Todos os dias a abelha ia ver a rosa e de tanto que elas ficavam juntas, a abelha decidiu ir morar com a rosa, com isso, a rosa teve que controlar suas emoções, pois sabia que se chovesse, a abelha iria se machucar. Dias se passaram desde que a abelha foi morar com a rosa, mesmo a flor necessitando da presença da chuva, ela não deixava cair. No aniversário da abelha, ela pediu para a rosa fazer nevar, pois esse era seu sonho, entretanto a rosa negou o pedido alegando que não poderia fazer nevar, já que se fizesse isso, todas as flores do jardim iriam morrer. Ao ouvir isso, a abelha ficou extremamente triste e decepcionada, pois acreditara que o amor imenso que a rosa dizia sentir era inexistente. Chateada a abelha voou para longe. A rosa ficou muito triste, porém ela não podia permitir sentir tristeza, pois sabia que a tempestade seria demais para a abelha. Muito tempo se passou desde a briga das duas amigas e então a abelha decidiu voltar para a rosa. Chegando no jardim, a abelha não encontrou a rosa e foi perguntar às outras rosas onde sua amiga estava e acabou descobrindo que havia morrido devido à seca. Foi então que a abelha percebeu que o amor que a rosa sentia era tão forte que ela deu sua vida para não a machucar. Amor é se importar e cuidar. Se resguardar e se doar demais é suicídio.

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ESTELA NAOMI NISHIDA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

A busca dos sentimentos Em uma selva, existia um pequeno filhote de leão diferente de todos os animais que ali viviam, ele não possuía sentimentos, no entanto, sempre quis saber como era sentir algo, sentir amor, tristeza, raiva e felicidade, e por isso decidiu ir atrás da grande árvore sagrada, que realizava qualquer tipo de desejo. Então o leãozinho decidido começou sua jornada até seus sentimentos, mas no caminho avistou uma raposa cercada de uma multidão, o pequeno curioso foi até lá para descobrir o que era. Quando chegou perto, perguntou: - O que é isso? - Ora, meu cliente quer comprar uma máscara de sentimentos? Ajudou muitas pessoas, principalmente eu, é a mais vendida na selva inteira. - Interessante, como ela funciona? - É só colocar no rosto, assim, vai poder ter qualquer sentimento que queira, se estiver triste é só colocar no rosto e ficará feliz. O pequeno animal comprou a estimada máscara que todos adoravam, e ao colocá-la, disse: - Não estou sentindo nada, não houve nenhuma mudança. - Claro que houve! Olhe no espelho! É o animal mais feliz do mundo! - É verdade! Mas que estranho, apesar da minha face expressar alegria, ainda não sinto nada. O leão pensou, e então perguntou: - E você? Como se sente? - Não está vendo meu rosto? Minha expressão é pura felicidade! - Mas não estou perguntando da sua expressão, estou perguntando de como você realmente se sente. A raposa parou por um tempo e começou a chorar sem parar, chorou tanto que sua máscara quebrou, enquanto isso, ela disse: - Ninguém nunca havia me perguntado isso, muito obrigada! Sinto como se todo o peso que eu sentia foi embora e o vazio que em mim resistia se completou! Você realmente é um bom amigo, muito obrigada! O leãozinho em choque sentiu uma sensação estranha, nunca tinha ajudado ninguém, e além do mais nunca teve um amigo, aquela sensação era como se fosse felicidade, porém era impossível ser isso, já que o pequeno não tinha sentimentos. A raposa satisfeita e aliviada perguntou:

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- Decidi que vou parar de vender essas máscaras pois o verdadeiro sentimento não dá pra esconder. Acho que vou embora daqui e viajar sem rumo aproveitando minha vida e apreciando cada sensação. Será que gostaria de vir comigo? O animalzinho queria muito ir, mas estava numa jornada até a árvore sagrada e um animal sem sentimento não serviria para nada, iria apenas machucar o único amigo que tinha feito, então ele disse: - Me desculpe, mas não posso ir, tenho que ir atrás da árvore sagrada. - Que pena, queria muito que fosse, mas não posso impedir que vá, se quiser mesmo ir então espero que aproveite sua jornada! Até um dia meu querido amigo! O leão sentiu mais uma sensação, um vazio, diferente de tudo que sentiu, porém decidiu seguir seu caminho até a árvore sagrada. Após caminhar muito, finalmente encontrou a grande árvore, o animal falou: - Oh, árvore sagrada, possuo um desejo! - Diga meu pequeno, o que você mais quer nesse mundo? - Eu desejo ter sentimentos! - Que assim seja! Uma grande luz espalhou no ar e o filhote disse: - Não sinto nada, sua mágica não adiantou de nada! - Ora, fiz meu trabalho, agora resta a você refletir e ver se realmente não funcionou. O leãozinho pensou, e pensou, e pensou, até ver que na verdade ele sempre teve sentimentos, o problema foi que nunca percebeu. E o animal chorou e chorou, pois tinha perdido o único amigo que tinha.

Moral: À vezes o que você mais quer está na sua frente, basta olhar.

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MANUELA BEZERRA LEMOS OLIVEIRA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

Mudanças

Em certa floresta viviam cinco animais. Cada um deles possuía um sentimento diferente. A raposa vivenciava apenas o nojo, o urso a raiva, a lebre a tristeza, o esquilo o medo e o macaco a alegria. Por possuírem apenas um sentimento cada um, se privavam de muitas experiências. O esquilo vivia escondido, a lebre se lamentando, a raposa era enjoada. Já o macaco era feliz demais, não tinha medo de nada e se machucava sempre. Ao contrário do macaco, o urso era violento, machucava os outros animais e a si mesmo. Certa noite, houve uma tempestade forte. Quando a raposa acordou sentia raiva e muita fome. Sua fome era tão grande que comeria o que estivesse em sua frente. Estranhou, pois, seu paladar era aguçado, não se alimentava de qualquer coisa. Em seguida, acorda o urso, sorridente e muito feliz. Deu bom dia à raposa, que achou a situação esquisita pois o urso nunca a cumprimentava, sempre tentava caçá-la. Então, conversou com o urso e ambos concordavam que havia algo errado, e que a causa disso era a tempestade, que trocou seus sentimentos. Esperaram, ansiosos, pelos outros animais. Um a um foram chegando. Todos estavam vivenciando diferentes sensações. A lebre já não era mais triste, mas era medrosa. O esquilo não sentia mais medo, contudo era triste. O macaco não sentia mais a alegria e sim, o enjoo. Alguns até gostaram de vivenciar novas emoções, porém, o urso passou a se machucar, a raposa a ser explosiva, a lebre medrosa, o esquilo triste e o macaco enjoado. No mesmo dia, pela noite, houve outra tempestade. Dessa vez distribuiu os cinco sentimentos sobre todos os animais. Mais tarde, acordariam e sentiriam que era exatamente o que precisavam. O que sentiam antes era o extremo e não era bom, não fazia bem. Se privavam de muitas experiências ou (não viviam felizes), viviam demais.

Moral: É necessário haver equilíbrio nos sentimentos. Nem sentir ao extremo e nem sentir nada. O medo nos impede de fazer coisas perigosas conosco e viver sem ele pode custar a vida. Da mesma forma que somente com a tristeza, não haverá alegria e nem motivos para se sentir feliz.

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3ª série

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LUCAS SOARES DA SILVA 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

Pós Guerra Em um dia chuvoso, os leões juntam-se e vão fazer uma visita a seus amigos, os hipopótamos. O rei leão recebeu um pedido de ajuda de um hipopótamo, nesse bilhete estava escrito: “Precisamos de ajuda, nosso reino está praticamente morto.” Assinado: Reino dos Hipopótamos. Após a chegada dos leões, o rei leão foi até o trono do Hipopótamo King ver o que havia acontecido com o reino e seu povo: - Não tenhas receio, meu caro amigo King, pegue seu povo e venha festejar conosco em nosso reino. O hipopótamo King com lágrimas em seus olhos explicou o motivo de seu reino e povo estarem tão infelizes e desanimados. - Muitos homens do nosso reino se foram após a guerra contra aquelas malditas formigas... O rei leão pensativo e confiante, ergueu sua cabeça e disse: - Eu sou o rei Leão, mas também o rei da festança, com isso proponho ao meu povo vir e passar um tempo em seu reino, dou-lhe a minha palavra que tudo irá melhorar. Hipopótamo King empolgou-se com tal ideia e dividiu seu reino com o reino dos leões. Todavia, o reino estava abandonado, triste, as ruas sujas, casas destruídas com resquícios da guerra. A partir disto os leões construtores entraram em ação mútua com leões da limpeza. Após três dias de reforma, a vila encontra-se pronta. Logo uma festa de reinauguração é feita. O Hipopótamo King ficou abismado por ver seu povo feliz e renovado pós-guerra. Os leões voltam ao seu reino felizes por terem ajudado seus amigos. “Se permitam viver, não vale a pena se prender ao passado.”

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ENZO PRAVATTO DE MORAES 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

A formiga medrosa Em um lindo campo verde, havia um pequeno formigueiro no lugar, as formigas que habitavam eram esforçadas trabalhadoras que sempre se dedicavam para manter a harmonia. Dentro desse formigueiro, vivia uma formiga que tinha medo de sair e ver o mundo lá fora, estava sempre evitando conhecer coisas novas e, por consequência, não ajudava outras formigas a manter a harmonia no formigueiro. Ela passava o dia todo dentro do formigueiro sozinha, dentro de um pequeno quarto, lendo livros ou brincando com seus brinquedos, mantendo essa rotina todos os dias. O inverno vinha chegando, a comida estava ficando escassa, as formigas precisavam de ainda mais esforços e a ajuda de uma as outras para conseguirem lidar com a situação. A pequena formiga não procurou ajudar o formigueiro e manteve a mesma rotina. As outras formigas a convidaram para colaborar com elas, mas a formiguinha, com medo, recusou o convite e voltou para seu quarto ler livros e brincar sozinha, como sempre. Eis que o inverno finalmente chegou e as formigas não conseguiram pegar comida o suficiente para todo o inverno, essa situação preocupou o formigueiro inteiro, inclusive, a formiguinha. Enquanto a formiguinha estava em um canto, com medo, chega a ela a notícia que seu amigo havia se perdido na nevasca. Essa notícia chocou a formiguinha e ela resolveu sair do formigueiro para encontra-lo. O frio a sufocava, seus pés afundavam na neve, ela continuou caminhando até encontrar seu amigo, ele estava inconsciente, a formiguinha o levou de volta ao formigueiro. Nesse dia, a formiguinha salvou seu amigo e superou seus medos.

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GUSTAVO MERIDA MARTINS 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO

A empatia Algum tempo atrás em meio a floresta, inúmeras árvores, tanto do lado direito quanto do lado esquerdo, vibravam com a chegada do sol. Apenas uma era quieta, estática não tinha vibração, não emitia alegria nenhuma com a chegada do sol, todas as outras vibravam e o sol ficou intrigado com a aquela situação rotineira porque acontecia diariamente a mesma coisa. Em algumas vezes o sol até tentou aumentar a intensidade dos seus raios solares pra ver se de alguma forma atrairia a atenção daquela árvore. Isso foi por dias, semanas, meses. Um determinado dia, o Sol inquieto com tudo aquilo, chamou a Lua e disse: - Lua, minha amiga, preciso de sua ajuda. A Lua disse: - Pois não, Sol, como posso te ajudar? O Sol disse: - Gostaria de saber o que acontece com aquela árvore, porque sempre que eu chego todas elas despertam, se alegram com minha chegada, vibram, porém essa é a única que não acontece isso. A Lua disse: - Sol, eu vou ver o que está acontecendo com ela, porque a noite com a minha chegada e a das estrelas, nosso brilho natural, eu emito umas ondas, uma brisa leve a qual eu consigo despertar a atenção dela e ela vibra como todas as outras. Então, eu acredito que você deva mudar sua estratégia. Use a empatia para ter a atenção dela. Faça isso. O Sol imediatamente agradeceu a Lua e disse: - Tá bom, vou tentar fazer isso amanhã. Acontece que no dia seguinte, o Sol ao emitir os raios solares emitiu uma brisa também que foi em direção aquela arvore e ela despertou alegremente, vibrando com seus galhos. E Sol disse: - A Lua tinha razão, empatia é tudo. Bom, sabe essa árvore quieta, ali na dela que precisou de uma estratégia diferente, empatia na comunicação? Pois é, nós enquanto surdos, nos identificamos com isso. É preciso empatia, é necessário um jeito de se comunicar diferente, uma atenção.

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AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Profa. Camila Bortoto Profa. Paula de Toledo Pires Profa. Sueli Marchetti Zaparolli Prof. Walmir Puccini Profa. Gisele Takayama Profa. Fabiana Basile Profa. Lilian Machado Prof. Luis Fernando Bronzatto

São Paulo – Brasil Junho de 2022

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