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Um olhar sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre / Alice Rigoni Jacques, Lucélia Adami Nunes e Alice Seibel Wapler [organizadoras]. – Porto Alegre: CF, 2019. 178 p.; il.

1.Artes Visuais. 2.Artes – Calçadas portuguesas. 3. Porto Alegre – Influência portuguesa. I.Jacques, Alice Rigoni. II.Nunes, Lucélia Adami. III. Wapler, Alice Seibel. CDU 75 Catalogação na publicação: Maricélia Cezar – CRB10/2152


PREFÁCIO Numa epopeia que data do século XVIII, a emigração de açorianos para o Sul do Brasil, nomeadamente para o Estado do Rio Grande do Sul, revelou uma importante estratégia do então Reino Português na delimitação das atuais fronteiras brasileiras. Os açorianos garantiram, com a sua chegada, a posse das terras do extremo sul do Brasil, fundaram aldeias, vilas e cidades, defenderam fronteiras, desbravaram solos e cultivaram terras. Esse facto tornou o Rio Grande do Sul um espaço onde, atualmente, continuam a ser observadas marcas da presença açoriana, que integram a riqueza cultural do povo gaúcho. Aos primitivos casais açorianos, fica-se a dever a germinação desta pequena grande semente que, em terra longínqua, encontrou terreno fértil para crescer e desenvolver-se, ao ponto de, ainda hoje, apesar da longitude e do tempo que nos separam, serem bem palpáveis e variadíssimas manifestações dessa herança cultural. Este livro resulta, sem dúvida, de uma ancestral ligação entre os Açores e o Rio Grande do Sul, em que, passados mais de dois séculos e meio, a Açorianidade faz parte integrante do património identitário dos rio-grandenses. A preservação da cultura açoriana, a divulgação da Açorianidade, a promoção da imagem dos Açores de hoje, o

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reconhecimento da importância dos açorianos e açordescendentes como agentes fundamentais na construção das sociedades onde se encontram radicados são constatações que valorizam as comunidades e prestigiam a Região Autónoma dos Açores. É, por isso, fundamental que os jovens tomem consciência dessa realidade e sintam-se orgulhosos das suas raízes, pelo que o trabalho desenvolvido no Colégio Farroupilha contribui para esse desiderato, aliado à afetividade que norteia a ação dos pedagogos em incluir essa temática nos seus currículos de aprendizagem. O conhecido historiador e pesquisador gaúcho João Borges Fortes oferece-nos uma magnífica imagem do caráter do povo ilhéu ao descrevê-lo do seguinte modo: “Deixaram-nos o admirável exemplo de fidelidade invariável ao dever, sempre bons, sempre resignados, sempre serenamente trabalhando para a família, para a coletividade, pela Pátria. Honrados, simples e austeros os homens, santas e virtuosas as mulheres. Foi dos lares dessa gente que saíram as esposas que se fizeram mães dos rio-grandenses. Bendita semente, a dos açorianos”. Tais registros realçam o ser, o sentir e o pulsar da alma açoriana, assim como as características genuínas e profundas da nossa identidade insular, que o tempo jamais separará. Votos de uma boa leitura.

Paulo Teves Diretor Regional das Comunidades – Governo dos Açores

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INTRODUÇÃO Há tanta esquina esquisita Tanta nuança de paredes... e por que não acrescentar, lindas calçadas portuguesas?! .... Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo… (E nem que fosse o meu corpo!) Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei… Há tanta esquina esquisita, Tanta nuança de paredes, Há tanta moça bonita Nas ruas que não andei (E há uma rua encantada Que nem em sonhos sonhei…) Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha levada No vento da madrugada, Serei um pouco do nada Invisível, delicioso Que faz com que o teu ar Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso, Cidade de meu andar (Deste já tão longo andar!) E talvez de meu repouso… O Mapa, Mario Quintana

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Ao caminharmos por algumas ruas de Porto Alegre, é possível depararmo-nos com as famosas calçadas portuguesas, que fazem parte do passado e continuam até o presente em nossa cidade. O projeto “Um olhar sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre”, desenvolvido com as turmas do 3º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais do Colégio Farroupilha, surgiu para complementar os estudos sobre Porto Alegre presentes na matriz curricular. Além de proporcionar aos estudantes conhecer a história da cidade, desde a chegada dos primeiros casais açorianos até os dias de hoje, o projeto tem como objetivo incentivá-los a reconhecer e a valorizar o patrimônio histórico e cultural de herança portuguesa por meio das calçadas de Porto Alegre. A culminância do projeto resultou na organização da presente obra, lançada na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre. Ela apresenta o Hino de Porto Alegre, os trabalhos realizados pelos estudantes nas aulas de Artes Visuais sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre, acompanhados de produção textual coletiva trazendo informações históricas e atuais sobre Porto Alegre. Os textos foram realizados em sala de aula sob a orientação das professoras titulares de cada turma. Com esse livro, almejamos compartilhar com as demais escolas uma nova forma de introduzir os estudos de Porto Alegre nos Anos Iniciais, valorizando e preservando o patrimônio histórico e cultural por meio das calçadas portuguesas.

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Leal e Valerosa Porto Alegre Porto Alegre valerosa Com teu céu de puro azul És a joia mais preciosa Do meu Rio Grande do Sul Tuas mulheres são belas Têm a doçura e a graça Das águas, espelho delas, Do Guaíba que te abraça E quem viu teu sol poente Não esquece tal visão Quem viveu com tua gente Deixa aqui o coração. Hino da Cidade de Porto Alegre, Breno Olinto Outeiral

Quando cantamos um hino, estamos reverenciando um país, uma cidade, uma instituição, um time. A música nos traz sensações inenarráveis, pois nos mobiliza interna e externamente. Ao estudarmos sobre a cidade de Porto Alegre, buscamos no seu hino a inspiração para nossas vivências musicais. Além de conhecerem a letra e a melodia do hino nas aulas de Música, com a professora Giane Ramos, os estudantes também tiveram o apoio do Colégio para ampliarem seus conhecimentos acerca do tema, alcançando pessoas de fora da escola: visitaram pontos turísticos da cidade, fizeram um arranjo para o hino e gravaram um clipe musical para presentear a cidade no seu aniversário, no mês de março. O vídeo foi entregue ao Secretário de Educação de Porto Alegre e destacou-se nas redes sociais do Colégio Farroupilha, chamando, inclusive, a atenção de familiares do compositor.

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Quatro deles, Breno Eduardo Outeiral, filho do compositor Breno Olinto Outeiral, Dênis e Bruna, netos, e Betina, bisneta, vieram conhecer e conversar com os estudantes que haviam ressignificado a composição. Na visita, Breno explicou que o termo valerosa, variação de valorosa, foi concedido pelo Imperador D. Pedro II, referindo-se à cidade.

Calçadas portuguesas Após estudarem alguns aspectos sobre Porto Alegre, como seu hino e a origem da cidade, os estudantes conheceram as calçadas portuguesas. Calçada Portuguesa, ou Mosaico Português, é o nome consagrado de um determinado revestimento de piso, utilizado na pavimentação de passeios e espaços públicos. Essa arte em pedra foi iniciada em Portugal no século XIX e é realizada pelos mestres calceteiros, também conhecidos como ourives de chão. Com suas mãos ágeis, sem utilizar máquinas, lapidam pedras com cuidado, procurando encontrar o local exato para firmá-las. Um trabalho que exige atenção, sensibilidade e muito talento. Desenham nas ruas mais do que simples pedras, lembranças, legado. Esse trabalho teve início no Brasil em 1905, quando foram trazidos de Portugal calceteiros e pedras portuguesas nas cores branca e preta para construir as calçadas do Teatro Amazonas, em Manaus. O desenho realizado foram ondas do mar – simbolizando o encontro do rio Negro

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Calçadão de Copacabana, Rio de Janeiro. Foto de Allan Fraga.

com o rio Solimões. No ano seguinte, 1906, a construção do primeiro calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, marcou a relação existente entre Brasil e Portugal. Essas duas obras foram realizadas por mestres calceteiros vindos de Portugal. Em Porto Alegre, as calçadas portuguesas foram executadas mais tarde, mas também no início do século XX, e conservam os traços da arte portuguesa, reflexo lusitano, resquícios do início da cidade. A partir do início do século XX,

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iniciou-se a pavimentação da Praça da Matriz e todo seu entorno com as calçadas portuguesas. Diversos desenhos com ou sem simetria foram montados pelos mestres calceteiros utilizando pedras irregulares de basalto e calcário em diversas calçadas de bairros de Porto Alegre, como Centro Histórico, Moinhos de Vento, Cidade Baixa, Floresta e Menino Deus. Destacam-se, nesses bairros, as calçadas portuguesas mais antigas, com riqueza de padrões de simetria e diversidade de desenhos. Alguns simbolizam boa sorte, como estrelas, que aparecem em diversas calçadas de nossa cidade, trazendo as marcas da herança portuguesa.

Mestre calceteiro trabalhando. Foto de Ozanam A. Souza.

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As calçadas dos estudantes Nas aulas de Artes Visuais, com a professora Alice Seibel Wapler, os estudantes foram apresentados a uma série de registros fotográficos de variadas calçadas portuguesas localizadas em diversos bairros da capital gaúcha. A análise das imagens apontou não apenas os aspectos técnicos, como a interpretação das figuras desenhadas a partir da disposição das pedras no chão. A leitura de imagem coletiva identificou as cores presentes nas calçadas, a simetria e repetição de padrões característicos. As imagens de calçadas antigas e contemporâneas permitiram a realização de um paralelo entre os estilos de desenhos em sintonia com a arquitetura das construções que os contornava. Vídeos de reportagens televisivas expuseram o trabalho dos calceteiros, ampliando a compreensão do processo criativo e braçal que resulta nas paginações que encantam quem transita pelas calçadas. Inspirados pelas referências visuais da aula expositiva, os estudantes desenharam os padrões e as figuras que mais chamaram a atenção, como uma espécie de registro do que foi apreendido. Também foram convidados a observar e a fotografar as calçadas portuguesas que encontrassem pelas ruas. Muitos trouxeram seus registros e apresentaram para os colegas nas aulas seguintes. Um varal com os desenhos e com as fotografias impressas e reveladas foi montado na sala de Artes. A sensibilização em aula estimulou o olhar dos estudantes para a percepção dos espaços por onde passam, mais precisamente, por onde pisam, envolvendo também as famílias no estudo e na identificação das calçadas portuguesas.

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Produção dos trabalhos nas aulas de Artes Visuais.

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Individualmente, em duplas ou trios, os estudantes iniciaram o projeto de uma calçada ao estilo português. Desenharam em folha A4 com lápis grafite e, posteriormente, preencheram os espaços com papel picado e E.V.A. nas cores vermelha, branca e preta, além de cascas de ovos limpas recolhidas nos refeitórios da escola para a atividade. O trabalho minucioso exigiu paciência e tempo. A colagem remeteu à técnica do mosaico, em que os desenhos das f iguras são delimitados pelas cores utilizadas, sem a necessidade de um contorno. Uma segunda mostra de imagens na aula de Artes Visuais revelou calçadas portuguesas já danificadas, iniciando a reflexão e promovendo o debate sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural de Porto Alegre. Questões relativas à segurança dos transeuntes também foram abordadas, uma vez que os buracos nas calçadas tornam-se um risco aos pedestres. A importância do trabalho realizado pelos restauradores foi discutida e induziu a questão: o que nós podemos fazer pela melhoria das calçadas portuguesas de Porto Alegre? A pergunta provocou os estudantes a verem-se como integrantes e, portanto, responsáveis pela cidade. Não apenas apontando um problema social, mas instigando a reflexão de soluções e ações possíveis. Os trabalhos dos estudantes foram reunidos e compuseram um único painel que, remetendo a uma calçada, foi colado no piso da escola e protegido com papel contact. Assim, as colagens dos estudantes foram apresentadas a toda comunidade escolar na Ciranda de Ideias, uma mostra de produções

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dos estudantes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, que aconteceu em 29 de julho. Na mesma ocasião, no Memorial do Colégio Farroupilha, coordenado por Alice Rigoni Jacques, foi organizada uma exposição de fotografias das calçadas portuguesas de Porto Alegre capturadas pela professora Lucélia Adami Nunes e outras imagens fotografadas pelos estudantes, em percursos realizados pelos bairros da cidade. Outra etapa do projeto foi a seleção para apresentação no XIV Salão UFRGS Jovem.

Calçada portuguesa do Colégio Farroupilha O projeto “Um olhar sobre as Calçadas Portuguesas de Porto Alegre” terá sua culminância com a realização de uma calçada portuguesa nas dependências do Colégio Farroupilha. A técnica empregada será a mesma utilizada nas primeiras calçadas portuguesas da nossa capital. A arte realizada remeterá ao arabesco de ferro que ornamentava a fachada principal do Velho Casarão, primeira sede do Colégio Farroupilha na Av. Alberto Bins, onde atualmente está localizado o Hotel Plaza São Rafael. Lucélia Adami Nunes Divulgadora da Cultura Açoriana, autora do projeto “Um olhar sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre” e das fotografias das calçadas da cidade Alice Rigoni Jacques Coordenadora do Memorial do Colégio Farroupilha Alice Seibel Wapler Professora de Artes Visuais Giane Ramos Professora de Música

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Estudantes do 3º ano olhando a calçada composta com seus trabalhos durante a atividade do Circuito Açoriano, em frente ao Memorial do Colégio Farroupilha.


“Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio da parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo”. Caderno H, Mario Quintana

Estudar a arte das calçadas portuguesas e homenageá-la por meio dos nossos estudantes engrandece as nossas mentes e os nossos corações. Letícia Nunes Coordenadora Pedagógica dos Anos Iniciais


Igreja da Matriz

TURMA CL3A Pedacinhos de calcário e basalto ali enterrados para conforto dos pés e regalo dos olhos. pedras brancas e pedras pretas, calcário e basalto, trabalho de calceteiros que, de cócoras e com seus martelos pontiagudos e paciência de cão velho, ali tricotaram belíssimos padrões. Antonio Mota, 2010


CALÇADAS PORTUGUESAS Calçada portuguesa, mosaico português ou pedra portuguesa é o nome consagrado de um determinado tipo de revestimento de piso utilizado especialmente na pavimentação de passeios, de espaços públicos e espaços privados, de forma geral. Aqui em Porto Alegre, as calçadas portuguesas estão presentes nas ruas e, em especial, em pontos centrais e turísticos da capital. Elas fazem parte de uma representação histórica. Trazem a influência da cultura dos açores na formação da cidade e, hoje, estão espalhadas por todo mundo. A história dessas calçadas originou-se em Portugal no século XIX, uma verdadeira arte em pedras trazida para o Brasil. A partir de 1906, teve início a pavimentação da Praça da Matriz e de todo seu entorno com as calçadas portuguesas. A calçada é um pavimento constituído por pedras brancas, pretas, cinzas e vermelhas, as quais permitem desenhar no chão determinadas figuras, formas ou padrões. A pedra utilizada na aplicação da calçada portuguesa obedece a algumas características específicas, e nem todas as pedreiras extraem esse tipo de pedra. Essa técnica de pavimentação permite aos talentosos calceteiros, trabalhadores que fazem o revestimento de calçadas de pedras, darem uma particular beleza às ruas, pois diversos desenhos, com simetria, foram montados por esses “mestres calceteiros” utilizando pedras irregulares de basalto e calcário em calçadas e bairros de

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Porto Alegre. Encontramos exemplares dessa arte no Centro Histórico e nos bairros Moinhos de Vento, Cidade Baixa, Floresta e Menino Deus. Nesses locais, destacam-se as calçadas portuguesas mais antigas, com riqueza de padrões de simetria e uma diversidade de desenhos. No Brasil, esse foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XIX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica. Além de toda beleza trazida por essa arte, as pedras utilizadas são naturais e permitem que o solo continue permeável. Assim, para que essa tradição tipicamente portuguesa não desapareça, é importante que sejam formados novos calceteiros, pois o número de trabalhadores especializados nessa arte tem diminuído significativamente. Devido a isso, as calçadas portuguesas têm passado por um período muito complexo de conservação, afinal, esse trabalho tão singular não pode ser extinto e nem substituído de forma tão degradante e em uma cidade tão encantadora como nossa Porto Alegre. Renata Ribas de Lima (Professora do CL3A)

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Arthur Castro Comoretto dos Santos e Mariana Vieira Corassini 21


Anita Antunes Siqueira, Camila Wickert Prass e Rafaela Nascimento Crestani 22


Gabriel Lopes Chabalgoity e Gabriel Nunes Fontoura 23


Helena Cardoso Marques e Raphael Alves Rosa 24


Isabella Luciano Gonรงalves e Victor Hugo Santiago dos Santos Paula 25


Julia Cardoso Melo e Lara ArrueĂŠ Lemos, Maria Antonia Alvim dos Santos 26


Lorenzo Ilha de Oliveira 27


Lucas Facchinetto Sanches e Luis Henrique Pariz 28


Bernardo Guilherme Pereira e Maria Eduarda Bitencourt Silva Espindola 29


Lucas de Azevedo Nunes e Poliana D’ Elia Paes 30


Pyetra Ferreira Martins 31


Kayla Moreira da Silva e Thiago Domingos Martins 32


Bernardo Rodrigues Gomes e Valentina de Oliveira Garcia Padilha 33


Praça da Alfândega

TURMA 3E É que nas veias corre-me basalto negro no coração a ardência das caldeiras. o mar imenso me enche a alma, e tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança. Por isso é que sou das ilhas de bruma, onde as gaivotas vão beijar a terra. Manuel Medeiros Ferreira, 1950


O ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES Pertencente a Portugal, o Arquipélago dos Açores é um dos locais mais encantadores do Atlântico Norte. O Arquipélago dos Açores, em Portugal, foi a principal fonte de imigração europeia para o Rio Grande do Sul. Localizado entre a Europa e a América do Norte, os Açores contam com nove ilhas: Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo. Atualmente, são regiões autônomas, com assembleias e governos próprios. As ilhas encontram-se em cima de três placas tectônicas, razão pela qual elas surgiram: vulcões emergiram das profundezas da água, formando as nove ilhas açorianas, que hoje contam com quase dois mil vulcões. O maior Arquipélago possui apenas duzentos e quarenta e cinco mil habitantes, sendo a maioria de São Miguel. A maior parte da população é de origem europeia, principalmente portuguesa. A ilha mais visitada é a de São Miguel, e não é sem motivo. Além de trilhas, ela oferece visitas guiadas a lagos absurdamente bonitos, como a Lagoa do Congro, a Lagoa das Furnas e a Lagoa das Sete Cidades. Os turistas podem, ainda, praticar canoagem, ciclismo e montanhismo. Além disso, as praias de areia preta também despertam a atenção de quem visita os Açores.

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As ilhas açorianas possuem origem vulcânica. A mais antiga é Santa Maria, que surgiu há, aproximadamente, 8,1 milhões de anos. Evandra Vargas (Professora do 3ºE)

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AndrĂŠ Soares Dalle Grave e Arthur Jelinek Leal 37


LetĂ­cia Botta Moreira e Luiza Althaus Lubianca 38


Giulia Bilibio Brugnera e LĂ­via Ferreira Capun 39


Lucas Ferrari GuimarĂŁes e Pietro Russo Conti 40


Luiz Eduardo Guaranha de Souza Leal e Rafael Luiz Rossi de Barros Gomes 41


Bruno Fontanive Eguia Netto, Isadora Caloy Oliveira e Maria Alice Penz Borges 42


Maria Eduarda Pinto Kautzmann e Valentina Spagnol Pedrazzani 43


Frederico Dick Chagas e Miguel Dias Ferla Martins 44


Gabriel Arend Kisslinger e Pedro Afonso Camargo de Freitas 45


Helena Rodrigues Zardo e Roberta Santini GuimarĂŁes 46


Alice Buriol Lamb e LĂ­via Fagherazzi Dillenburg 47


AntĂ´nio Henrique Dotto Kunh e Gabriel Sarmento Busnello 48


Palácio da Justiça

TURMA CL3B “O mar enrola n’areia… Ninguém sabe o qu’ele diz… Bate n’areia e desmaia… Porque se sente feliz!” Corália Furtado, 2016


A CHEGADA DOS AÇORIANOS A PORTO ALEGRE Os açorianos viviam no arquipélago dos Açores, formado por um conjunto de 9 ilhas de origem vulcânica. Devido ao superpovoamento das ilhas e aos abalos sísmicos típicos de solo vulcânico, os açorianos viveram um período muito dif ícil distantes do continente, com escassez de alimentos, falta de trabalho, problemas de saúde. Com o intuito de melhorar a vida dos açorianos e garantir a posse das terras no Brasil, disputadas na época com os espanhóis, o governo português decidiu enviar 60 casais açorianos para povoar as terras do Sul do país. Esses casais, oriundos de várias ilhas, chegaram às terras brasileiras cheios de esperança, acreditando nas promessas dos governantes da época, que ofereciam, além da divisão das terras em lote, sementes, instrumentos agrícolas e uma parelha de gado para cada família, para que pudessem prover a subsistência na nova terra. Quando os açorianos desembarcaram em solo brasileiro, deveriam ocupar a região das missões, mas, naquele momento, acontecia a Guerra Guaranítica entre as tribos guaranis e dois países europeus, os portugueses e espanhóis. A guerra durou três anos, e os açorianos acabaram se espalhando pelo espaço gaúcho, dando origem a vários municípios: Rio Grande, São José do Norte, São Luís de Mostardas, Pelotas, Jaguarão, Herval, Camaquã, Porto

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Alegre, Viamão, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha, Palmares, Osório, Rio Pardo, Cachoeira do Sul, Taquari, Triunfo, Santo Amaro, entre outros. Além disso, houve a difusão de hábitos alimentares, de linguagem, de práticas agrícolas e de construções arquitetônicas, fazendo com que os açorianos contribuíssem para a colonização e formação do povo gaúcho e e também para o desenvolvimento urbano, demográfico e econômico. Os colonizadores adaptaram-se bem ao Rio Grande do Sul, dedicando-se à agricultura, plantando algodão, trigo, arroz, cana-de -açúcar e uvas, deixando as marcas da herança açoriana em terras gaúchas. Paula Cunha e Ledi Pires de Oliveira Chiobatto (Professoras do CL3B)

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Arthur Neumann Balboni, Luan Cemin Pereira e Wendell dos Santos Franรงa 52


Aysha Isabella Moraes da Silva e Izadora Vargas Barroso 53


Bernardo Bienk Lucas 54


Carolina Soares Garay e Isabella da Silva Llorens 55


Enzo Aguiar Zingano e Rafaella Constanza Barella de Oliveira e Silva 56


Fรกbio Tsokos Morrudo 57


Isabelle Mascarenhas Ribas Pereira e Raphaela Silveira Dolores 58


Isabella Camboim Gomes, JĂşlia Rodrigues Pires e Manuella de Aguiar Rocha 59


Lara Munhoz Scherer de Borba e Manuela Silva Walacheski 60


Amanda Villant Griebler e Mayara CorrĂŞa Porto Pereira 61


Bernardo FagĂşndez Ribeiro e Pedro Henrique Irribarem Xavier 62


Nícolas Gonçalves Cavalcanti da Silva e Pietro Machado de Leon Leitão 63


Pedro Silveira Velloso e Rafael Silva da Silveira 64


Igreja Menino Deus

TURMA 3F Atravessar a ponte de pedras resistindo ao mundo moderno parece até um quadro emoldurado, o monumento e a ponte construídos há muitos… há muitos anos. Hermes Bernardi Júnior, 1998


A PONTE DE PEDRA A Ponte de Pedra substituiu uma ponte de madeira erguida em 1825. Ela foi reconstruída várias vezes por causa das enchentes e pelo desgaste da madeira. Foi fechada ao trânsito em março de 1848. A nova ponte deveria ser mais durável e foi construída com cimento e com pedras. Seu construtor foi João Batista Soares da Silveira e Souza, açoriano da Ilha de São Jorge, que usou escravos como mão de obra. Essa ponte foi aberta ao público em 1848, ainda inacabada, e foi concluída seis anos mais tarde, em 1854. Ela cruzava um dos braços do Arroio Dilúvio e era a única ligação entre um pequeno vilarejo do bairro Menino Deus e o Centro Histórico de Porto Alegre. Na correnteza das águas que ali passavam, resvalava uma ou outra canoa, apenas com um tripulante, transportando mercadorias ou passageiros que desejavam fazer a travessia. A Ponte de Pedra repete um sistema tradicional vindo dos romanos, com estruturas em arcos apoiadas em maciços de pedra. Está situada no Largo dos Açores e é um monumento histórico de Porto Alegre. O arquiteto Roberto Py, professor do curso de Arquitetura da UFRGS, diretor do Colégio Farroupilha no período de 2000 até 2009, foi o responsável pelo projeto de integração dessa área. Responsável pelo

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projeto do viaduto dos açorianos, ele agregou a Ponte de Pedra ao paisagismo do novo viaduto. O monumento de pedra, intitulado Ponte de Pedra, foi tombado em 1979 e ganhou um espelho d’água sob os seus três arcos. A Ponte de Pedra também é conhecida como Ponte dos Açores. Um dos problemas da ponte, atualmente, são as ações dos vândalos. O artista Luís Maristany de Trias desempenhou o papel de documentador da história de Porto Alegre, pintando uma tela da Ponte de Pedra na qual remonta antigas cenas da capital. A tela a óleo encontra-se exposta no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Para os porto-alegrenses, é um orgulho ter esse monumento na cidade, pois possui 165 anos de existência. Maria Tereza Porto (Professora do 3ºF)

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AntĂ´nia de David Crestani e Helena Gemelli Fernandes 68


Arthur Frota Hess e Cรกssio Viana Zwierzinski 69


Carolina Irigoyen Herrlein e Livia Ferronato Janssen 70


Bernardo Miranda de Almeida e David Vianna Moreno 71


Carlos Eduardo Farias Anflor e Henrique Vasconcellos Vaz 72


Laura Cristina Gonรงalves e Luiza Lisboa Pasqualotto 73


Bernardo Teixeira Fonseca e Martin Rosito Goldschmidt 74


Julia Petry Quinto e Martina Longhinoti Zandonai 75


Martina Miranda Balinski e Matias Zanon de Lorenzi 76


Olívia de Barros Falcão Dockhorn, Maria Amélia Comas Guaspari Barreto e Pietra Sarmento Pedrosa Cavalcanti de Albuquerque


Carlos Frederico Milbradt de Medeiros e Pedro Busnello Bento da Silva 78


AntĂ´nio de Oliveira Gelatti e Thomas Rechden Fornari 79


HidrĂĄulica Moinhos de Vento

TURMA 3C Flores mimosas Com boca e olhinhos de gente, Loucinhas de barro, casinhas muito coloridas, Gatinhos amarelos ou pardos, Burricos verdes ou lilases, Espantalhos gorduchos e altos, Montes que faziam lembrar tigelas emborcadas‌ Angela Furtado-Brum, 2016


AS CASAS AÇORIANAS ATRAVÉS DO TEMPO As belas casas açorianas não são iguais, pois possuem elementos diferentes, algumas são coloridas e outras brancas. Ainda assim, é possível identificar características padrão, como os azulejos e as vidraças de guilhotinas, que, antigamente, eram feitas de pedras e telhas de barro que tinham um leve e irregular arredondamento. Além disso, essas construções eram rústicas e possuíam chaminés que variavam de forma, de acordo com a ilha de origem dos açorianos. As residências eram grudadas umas às outras em função da segurança, com portas saindo direto na calçada, e algumas delas tinham plantas na sacada e telhados com a ponta curvada que pareciam pombas. E, também, eram mais confortáveis e elaboradas de acordo com o poder aquisitivo dos indivíduos, algumas tinham eira, um prolongamento do telhado que servia como proteção para a chuva, e outras tinham, além das eiras, beiras e até tribeiras, que eram ornamentos sobre as eiras. No século XVIII, as casas começaram a ser construídas com 2 ou 3 andares e com capela no seu interior e junto a elas havia, também, depósitos cobertos que recolhiam as águas das chuvas. Com o passar dos anos, esses lares ficaram mais confortáveis, porém não mudaram o seu estilo. Até hoje, apresentam características inconfundíveis em sua arquitetura, e alguns

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bairros, inclusive, ainda guardam a presença da arquitetura açoriana, possibilitando-nos encontrar, ainda, casas que nos remetem ao início da nossa história. Gabriela Maciel da Silva (Professora do 3ºC)

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Ana Clara da Silva Panassol, Giovana Marzullo Rech e JĂşlia Barbosa da Silva 83


Beatriz Pereira de Mello Lang e Rafaela Mallman Faccin 84


Catarina Coser Adams e Helena Dornelles Medeiros 85


DĂŞnic Ferreira Lacorte 86


Gabriel Teixeira ManhĂŁes de Andrade e Rafael Ribeiro Jaquet 87


Helena GuimarĂŁes Honorato e Joana da Costa Turra 88


Isabela Serpa Capra e Luiza Leitzke Pedersen Rosa 89


JoĂŁo Felipe Gomes Souza e Pedro Clezar Teixeira 90


Mathias Homrich Hochegger e Miguel Pacheco Dorneles 91


Henrique Menegusso Neves e Nuno Alcantara Gomes Mahfuz 92


Bernardo Notare Meneghetti, Gabriel Tubone Gonzales e Pedro Bonotto de AraĂşjo Lopes


Fernanda Amalcaburio Pydd e Sophia Severo Ferreira 94


Felipe Fabris Gonรงalves e Vicente Hahn Tomaz 95


Praça Raul Pilla

TURMA 3G “Quem quiser saber meu nome, dê uma volta no jardim, que o meu nome está escrito, numa folha de jasmim.” Autor desconhecido


SOBRENOMES AÇORIANOS Os nomes ou sobrenomes de família surgiram para identificação das pessoas. O sobrenome é um patrimônio familiar que representa uma linhagem que se estende por gerações e gerações. Os açorianos semearam no Rio Grande do Sul seus sobrenomes. Em sala de aula, descobrimos que vários colegas têm sobrenome de origem açoriana, o que despertou o nosso interesse em investigar a origem dos sobrenomes da turma. Descobrimos também que os sobrenomes indicam em que ilha instalaram-se as primeiras famílias, como vemos a seguir: Santa Maria: Leandres, Chaves, Velho, Figueiredo, Corvelo. São Miguel: Botelho, Viveiros, Medeiros, Quental, Arruda, Albuquerque. Terceira: Machado, Toste, Pamplona, Fagundes, Barcelos, Evangelho, Parreira. Graciosa: Espínola, Correia, Picanço, Simas. São Jorge: Silveira, Ávila, Brasil. Pico: Goularte, Dutra, Silveira. Faial: Arriaga, Bulcão, Brum, Terra, Labat, Rosa. Flores: Pimentel, Mesquita, Mendonça, Coelho. Corvo: Fraga, Nascimento. Os açorianos deixaram heranças culturais muito importantes

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que ainda fazem parte de nossos costumes e que marcaram a história de nossa cidade. É possível afirmar, com base em estudos genealógicos, que todos os municípios do Rio Grande do Sul têm descendentes açorianos enraizados em sua população. Ana Carla Recena (Professora do 3ºG)

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Aline Fernandes Heck e Bruna Faria Morozini 99


Alana Steigleder Ribeiro e Eduardo Georgiadis Silber 100


Enrico Kloeckner Catta-Preta e Pedro Henrique Barni Pacheco de Melo 101


Gabriel Bacellar Albers e Pedro Vargas Maurer 102


Enrico Bochi Zuffo e Guilherme Sudbrack Von Diemen 103


Henrique Gabiatti e Rafael Restelatto Holz 104


Isabela Ouchi Vignatti e LĂ­via Rodrigues Ferronatto 105


Julia Santos Pacheco, Murilo Brasil Viegas Schaidhauer dos Santos e Arthur Do Ă“ Rabelo RĂŞgo


Julia Dalmaso Reuter e Julia Thomé Píppi 107


Luiza Streb Sampaio e Mariana Casaccia Mariotti 108


Manuela Mothes Morosini 109


Maria Eduarda Scheibel e Maria Souza de Moura Pinto 110


Valentina Tonini Ely e Helena Farah Zuffo 111


Glenda Gonรงalves Scalzilli, Rafaela Totel Dorfmann e Vicenza Tomasini Madruga 112


Santuário São Rafael

TURMA 3H “Os dois corações abertos, da viola, tão riquinhos, um é meu, o outro é teu, como os dela bem juntinhos! Autor desconhecido


DANÇAS AÇORIANAS Entre 1748 e 1756, cerca de 6 mil açorianos vieram para o Brasil. Eles trouxeram do Arquipélago dos Açores várias danças que hoje fazem parte da nossa cultura. Entre elas, podemos citar o pezinho, a chimarrita e o pau de fita. Uma das danças mais conhecidas no nosso estado é o pezinho. Ela é bastante tradicional e praticada nos CTGs gaúchos. Dança-se em pares e com o movimento dos pés. No Arquipélago dos Açores, uma das danças mais populares é o pezinho, presente em todas as ilhas, com características próprias diferindo tanto na música como na coreografia. As roupas utilizadas durante as danças eram saia longa, lenço, camisa e chapéu de palha para as mulheres. Os homens usavam calça larga, camisa, botina e uma cesta de palha. Nas comemorações, o instrumento musical que acompanha as danças, os bailes e as festas é a viola açoriana. A viola açoriana é encontrada de dois tipos: - Tipo micaelense: em São Miguel e nas outras ilhas; com dois corações e outros detalhes. - Tipo terceirense: na ilha Terceira; com boca redonda. Sendo assim, o Colégio Farroupilha aborda, de forma sistemática, as tradições e as culturas açorianas desde a Educação Infantil até os Anos Iniciais. Karina Menezes da Silva (Professora do 3ºH)

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Arthur Forster Schmitt e Enzo Vinhol Severo 115


Clara Bileski Soares e JĂŠssica Sanches Tractenberg 116


Gabriel Furlan Pita Machado e Lorenzo Signe Lermann 117


Arthur Vardanega Vitola, Giordano Rostirolla Sampaio e JoĂŁo Pedro Koch Zingalli 118


Julia Izolan Marchese e Laura Holmer dos Santos Fett 119


Laura Jacques Brauner e Maria CecĂ­lia Durli Vaccaro 120


Bianca Bernardes Corsini e Martina Delicor Garcia 121


Lucas Azevedo Rodrigues e Matheo Toigo Monaco Moreira 122


Bento Schirmer Ardenghi Brizolla e Matheus Heinrich Martins 123


Nathan Souza Petry 124


Amanda Arteche Proenรงa e Sthefany Lima Marques 125


Praça Dom Feliciano

TURMA 3B Cozinham a comida em buracos na terra, com o calor dos vulcões. comem comida temperada com especiarias vindas das Índias, Áfricas e Américas. José Henrique Azevedo, 2018


CULINÁRIA AÇORIANA A alimentação é primordial para o ser humano, pois é uma questão de vida. Porém, com o passar do tempo, tornou-se patrimônio cultural. No terceiro ano dos Anos Iniciais do Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, estudamos as contribuições trazidas pelos açorianos, imigrantes oriundos do Arquipélago dos Açores um conjunto de nove ilhas pertencentes a Portugal, localizado no Oceano Atlântico. Desse modo, entre muitas de suas contribuições culturais está a culinária rica em sabores e aromas, agradando os olhos e o paladar do porto-alegrense. Os estudantes realizaram pesquisas de receitas das comidas típicas dos Açores, oportunidade em que conheceram receitas de pães, massas, molhos variados, sopas, caldos, peixes, frutos do mar, carnes, aves, queijos e doces saborosos, as quais foram preparadas de várias formas. A atividade culminou com as apresentações das receitas e um lanche coletivo com a degustação dessas especialidades açorianas. Um estudante citou: “Professora, eu descobri, quando pesquisava a minha receita, que é uma tradição açoriana servir doces para as visitas. A minha avó sempre serve ambrosia ou arroz de leite pra gente quando vamos visitá-la”. Além disso, os doces foram o carro-chefe da nossa degustação açoriana, aqueles que disputam um lugar de destaque nos cafés das famílias de origem portuguesa. Por isso,

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tivemos a oportunidade de provar pão de ló, arroz-doce, ovos moles, salame de chocolate da vó Maria, camafeu de nozes, quindim, queijadas da Graciosa, suspiros, rosquinhas, sonhos, doces com frutas, bem-casados, pastel de Santa Clara, torta de coco açoriana. A aula realmente foi SABOROSA. Através desse trabalho, os estudantes perceberam que a tradição culinária açoriana tornou-se um hábito nas famílias descendentes ou não dos açorianos, sendo assim, é apreciada em diversas regiões do nosso Estado, passando de geração para geração. Aline Santos (Professora do 3ºB)

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Anita Sporleder Kuplich e Gabriela Schardosin Dal Ponte 129


Antonia Rossi Dolabela, Bettina Bernardes Canquerini e Catherine Argemi Juchem 130


Camila Félix de Oliveira Durán e Rafaela Bressani Araujo 131


Carolina Londero Camargo Branco 132


Arthur Carmona Predebon e JoĂŁo Mariano da Rocha Zamel 133


Arthur Schneider Beck, Felipe Pieruccini Colvero e Lucas Auwärter Aimi de Oliveira 134


Eduarda Costa Da Silva e Maria Clara Maciel Longo 135


Lucas Meurer Stein e Pedro Henrique Silva Zarpe 136


Débora Sokolnik Lopes e Rafaela Jakubowski Frantz 137


OlĂ­via Scherer Horn e Rafaela Martins dos Santos 138


Francisco Augusto Mariano da Rocha Mussnich, Theodoro Junqueira D’ Azevedo e Thomas Jobim Wilson


Francisco Fittipaldi Pons Mentz e Tiago Japur Vieira dos Santos 140


Luigi Tamayo Escalante e Vittorio Lunke Repetto 141


Igreja Nossa Senhora das Dores

TURMA 3A Hi! […] Já me lembro de um outro monumento… o símbolo da cidade com respeito e muito amor do pampa leva saudade a figura do Laçador! Hermes Bernardi Júnior, 1998


MONUMENTO AOS AÇORIANOS No ano de 1752, chegou a Porto Alegre um grupo de 60 casais açorianos. Esses casais instalaram-se às margens do Lago Guaíba e, ali, começaram a construção da cidade de Porto Alegre. Em homenagem à vinda dos casais açorianos, no ano de 1974, no dia 26 de março, aniversário da cidade de Porto Alegre, foi inaugurado o Monumento aos Açorianos. A obra possui 17 m de altura e 24 m de comprimento. É feita em aço e representa uma caravela composta por corpos humanos entrelaçados. À frente, há uma figura mitológica chamada Ícaro que representa a vitória. A obra é criação do escultor Carlos Tenius e localiza-se no Largo dos Açorianos, junto à Ponte de Pedra. No monumento, está escrito: “Jamais sonhariam aqueles casais açorianos que da semente que lançavam ao solo nasceria o esplendor desta cidade.” Luíza Rolla (Professora do 3ºA)

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Arthur Weiss Ribeiro Sartor, Heitor Vendruscolo Mativi e Murilo Fulgencio Campagnolo


Beatriz D’ à vila Weindorfer e Francesca Camargo Marchioni 145


Bernardo Grazziotin Pinto, Bernardo Bertaiolli Mossmann e Hans de Araujo Thill 146


Eduarda Gonรงalves de Melo e Marina Peter Schneider Soares 147


Henrique Costa da Silva e Pedro de Lima Michellon 148


Isabela Bissacotti Perondi e Lumi Kaneda de Oliveira 149


Lucas Tuchtenhagen dos Santos e Rafael Martins CorrĂŞa da Silva 150


Maria Eduarda Klein La Face e Marina Cajado CorrĂŞa da Silva 151


Flรกvia Fochesato Oliveira Braga da Silva e Maria Luiza de Oliveira da Costa 152


Henrique Glitz Westphal e Matheus Kercher Gularte 153


Gabriela Arruda Muccillo da Silva e Nicole Herman Camargo 154


Bernardo GuimarĂŁes Cunha e Pedro Dias Batezini 155


Maria Eduarda Eckert Vieira de Rezende e Thayse Ortiz de Oliveira 156


Rua da República

TURMA 3D Eram cinco bonequinhas, eram cinco pedrinhas, cinco conchinhas, cinco bolas de papel, cinco pedras grandes, cinco dados, cinco sementes de pêssego, cinco pastilhas coloridas caídas de alguma parede no caminho da escola, cinco pedaços de qualquer coisa. Todos com nome de Maria. Marba Furtado, 2012


BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS AÇORIANOS Os açorianos deixaram várias heranças no Rio Grande do Sul, dentre elas, brincadeiras e brinquedos, como: cinco Marias, bilboquê, gato e rato, sapata e cabra-cega. Brincadeiras como essas e outras são realizadas em escolas nos dias de hoje, como: brincadeiras de rodas, cabra-cega, peteca, escravos de Jó, jogo de bolitas, conhecido como bolinhas de gude, e jogo da velha. Além dessas brincadeiras, temos também o galo e a galinha, dominó, pipa, pião, bate-bate, boneca de pano, cata-vento, pé de lata e telefone sem fio. Abaixo, optou-se por explicar o jogo das Cinco Marias, dentre todos os citados. Por ser um jogo popular, conhecido entre as crianças brasileiras, o jogo consiste em cinco saquinhos preenchidos com arroz ou areia. Modo de jogar: A maneira mais comum de jogar é começar pegando um saquinho e jogá-lo para cima. Antes que o saquinho caia na mesa, pegue rapidamente outro saquinho com a mesma mão que atirou o primeiro… E recupere o 1º saquinho ainda no ar, antes dele cair, sempre com a mesma mão. É preciso ser bem rápido, é claro. Se deixar o saquinho cair, você perde a vez para seu parceiro. Jogue para cima os dois que estão em sua mão e tente

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pegar mais um antes que os outros caiam. Vá aumentando o número de saquinhos a cada jogada até tentar pegar todos os cinco. Esse jogo pode ser jogado sozinho ou em grupo, junte os amigos e divirta-se! Através de pesquisa realizada com os estudantes sobre brinquedos e brincadeiras açorianas, com o auxílio da professora Priscilla Pitta, foi construído um texto coletivo, com as ideias da turma, realizado em sala de aula. Priscilla Pitta (Professora do 3ºD)

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Bernardo Danilevicz Bertoncello, Henrique Dubaj Bueno e Vitor Kloeckner Catta-Preta


Elisa Mason Fernandes e Henrique Xavier da Silva 161


Guilherme Gaidzinski Moschen e Isabela Zanardi Neu 162


Francisco de Azambuja Garbellotto e João Felipe Beltrão Lança 163


Beatriz Hillesheim Alam e Julia Maciel da Rosa 164


Alice de Souza Mello e Luiza Ferreira Pegorini 165


Marco AntĂ´nio Fernandes Theisen e Marcus Targino Karsten 166


Maria Eduarda Aita Bozzetto e Valentina Quatke Knorr 167


Lucas Fontana Fagundes e Mariana Tisott 168


AlĂ­cia Biazzetto de Assis e Marina Fam Carvalho 169


Lucca Reginatto Cervo, Pedro Henrique Pedroso da Cunha e Valentina Georgiadis Silber


Felipe Reis de Barcelos e Ricardo Gemelli Fernandes 171


Roberta Bersch Xavier e Valentina da Silva Rodrigues 172


Referências AZEREDO, Flávio Antônio de. Herança açoriana nas danças tradicionais do Rio Grande do Sul. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003. AZEVEDO, José Henrique. Diário de Viagem. In: SOARES, Adriana; ARMANI, Carina; Santos, Conceição dos.; ADAMI, Lucélia; BILO, Viviane. Açores, Nossas origens nas Ilhas de Encanto. Edições Caravaela, 3ª edição, Porto Alegre, 2018, p. 8. BERNARDI JR. , Hermes. Abecedário Alegre do Porto. Porto Alegre: Gráfica CV Artes Gráficas, 1998. 48p. : il. FERREIRA, Manuel Medeiros. Ilhas de Bruma. Hino à açorianidade. Disponível em https://sol.sapo.pt/artigo/118816/o-vinho-das-ilhas-debruma (visualizado em 03/09/2019). FURTADO-BRUM, Ângela. Fátima. In: FURTADO-BRUM, Ângela (Org.). Quadros com histórias – Avó, conta-me um caso! Delegação dos Açores. Nova Gráfica, Lda. 2ª edição, 2016, pp. 15-20. FURTADO, Corália. A casinha misteriosa. In: FURTADO-BRUM, Ângela (Org.). Quadros com histórias – Avó, conta-me um caso! Delegação dos Açores. Nova Gráfica, Lda. 2ª edição, 2016, pp. 21-28. MOTA, António. Tenente-coronel José Agostinho. Coleção Retratos. Governo dos Açores. 2010, 38P. QUINTANA, Mario. Poema da cidade. Apontamentos de história sobrenatural. IEL/Ed. Globo, 1976. SOARES, Adriana; ARMANI, Carina; Santos, Conceição dos.; ADAMI, Lucélia; BILO, Viviane. Açores Nossas origens nas Ilhas de Encanto. Edições Caravaela, 3ª edição, Porto Alegre, 2018. TREVISAN, Armindo; PESAVENTO, Sandra Jatahy. Olhe por onde anda: Calçadas de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007. https://www.patrocinioonline.com.br/noticia/pedacinhos-do-rio-dejaneiro-em-patrocinio-6654.html (visualizado em 21/08/2019) https://marbafurtado.blogspot.com/2012/12/as-cinco-marias.html (visualizado em 21/08/2019)


AS CALÇADAS DE PORTO ALEGRE PEDEM SOCORRO! “Uma cidade precisa ser construída todos os dias, pedrinha por pedrinha, tal como os mestres calceteiros nos ensinaram ao longo da história das cidades. A força de cada pedrinha decorre da força do sistema como um todo, gerado pelo fato de todas as pedrinhas compartilharem, solidárias, o mesmo projeto da cidade.” Cristovão Buarque

Praça Garibaldi.


Praça Marechal Deodoro da Fonseca.

Igreja Menino Deus.

Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha.

Praça Dom Feliciano.


Alana Steigleder Ribeiro | Alice Buriol Lamb | Alice de Souza Mello | Alícia Biazzetto de Assis |Aline Fernandes Heck | Amanda Arteche Proença | Amanda Villant Griebler | Ana Clara da Silva Panassol | André Soares Dalle Grave | Anita Antunes Siqueira | Anita Sporleder Kuplich |Antonia de David Crestani | Antonia Rossi Dolabela | Antônio de Oliveira Gelatti | Antônio Henrique Dotto Kuhn | Arthur Carmona Predebon | Arthur Castro Comoretto Dos Santos | Arthur Do Ó Rabelo Rêgo | Arthur Forster Schmitt | Arthur Frota Hess | Arthur Jelinek LealArthur Neumann Balboni | Arthur Schneider Beck | Arthur Vardanega Vitola | Arthur Weiss Ribeiro Sartor | Aysha Isabella Moraes Da Silva | Beatriz D’ Ávila Weindorfer | Beatriz Hillesheim Alam | Beatriz Pereira de Mello Lang | Bento Schirmer Ardenghi Brizolla | Bernardo Bertaiolli Mossmann | Bernardo Bienk Lucas | Bernardo Danilevicz Bertoncello | Bernardo Fagúndez Ribeiro Saraiva da Silva | Bernardo Grazziotin Pinto | Bernardo Guilherme Pereira |Bernardo Guimarães Cunha | Bernardo Miranda de Almeida | Bernardo Notare Meneghetti | Rodrigues Gomes | Bernardo Teixeira Fonseca | Bettina Bernardes Canquerini |Bianca Bernardes Corsini | Bruna Faria Morozini | Bruno Fontanive Eguia Netto | Camila Félix de Oliveira Durán | Camila Wickert Prass | Carlos Eduardo Farias Anflor | Carlos Frederico Milbradt de Medeiros | Carolina Irigoyen Herrlein | Carolina Londero Camargo Branco | Carolina Soares Garay | Cássio Viana Zwierzinski | Catarina Coser Adams | Catherine Argemi Juchem | Clara Bileski Soares | David Vianna Moreno | Débora Sokolnik Lopes | Dênic Ferreira Lacorte | Eduarda Costa Da Silva | Eduarda Gonçalves de Melo | Eduardo Georgiadis Silber | Elisa Mason Fernandes | Enrico Bochi Zuffo | Enrico Kloeckner Catta-Preta | Enzo Aguiar Zingano | Enzo Vinhol Severo | Fábio Tsokos Morrudo | Felipe Fabris Gonçalves | Felipe Pieruccini Colvero | Felipe Reis de Barcelos | Fernanda Amalcaburio Pydd | Flávia Fochesato Oliveira Braga da Silva | Francesca Camargo Marchioni | Francisco Augusto Mariano da Rocha Mussnich | Francisco de Azambuja Garbellotto | Francisco Fittipaldi Pons Mentz | Frederico Dick Chagas | Gabriel Arend Kisslinger | Gabriel Bacellar Albers | Gabriel Furlan Pita Machado | Gabriel Lopes Chabalgoity | Gabriel Nunes Fontoura | Gabriel Sarmento Busnello | Gabriel Teixeira Manhães de Andrade | Gabriel Tubone Gonzales | Gabriela Arruda Muccillo da Silva | Gabriela Schardosin Dal Ponte | Giordano Rostirolla Sampaio | Giovana Marzullo Rech | Giulia Bilibio Brugnera | Glenda Gonçalves Scalzilli | Guilherme Gaidzinski Moschen | Guilherme Sudbrack Von Diemen | Hans de Araujo Thill | Heitor Vendruscolo Mativi | Helena Cardoso Marques | Helena Dornelles Medeiros | Helena Farah Zuffo | Helena Gemelli Fernandes | Helena Guimarães Honorato | Helena Rodrigues Zardo | Henrique Costa Da Silva | Henrique Dubaj Bueno | Henrique Gabiatti | Henrique Glitz Westphal | Henrique Menegusso Neves | Henrique Vasconcellos Vaz | Henrique Xavier da Silva | Isabela Bissacotti Perondi | Isabela Ouchi Vignatti | Isabela Serpa Capra | Isabela Zanardi Neu | Isabella Camboim Gomes | Isabella Da Silva Llorens | Isabella Luciano Gonçalves | Isabelle Mascarenhas Ribas Pereira | Isadora Caloy Oliveira | Jéssica Sanches Tractenberg | Joana da Costa Turra | João Felipe Beltrão Lança | João Felipe Gomes Souza | João Mariano da Rocha Zamel | João Pedro Koch Zingalli | Júlia Barbosa da Silva | Julia Cardoso Melo | Julia Dalmaso Reuter | Julia Izolan Marchese | Julia Maciel da Rosa | Julia Petry Quinto | Júlia Rodrigues Pires |Julia Santos Pacheco | Julia Thomé Píppi | Kayla Moreira Da Silva | Lara Arrueé Lemos |

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Lara Munhoz Scherer De Borba | Laura Cristina Gonçalves | Laura Holmer dos Santos Fett | Laura Jacques Brauner | Letícia Botta Moreira | Lívia Fagherazzi Dillenburg | Lívia Ferreira Capun | Livia Ferronato Janssen | Lívia Rodrigues Ferronatto | Lorenzo Ilha De Oliveira | Lorenzo Signe Lermann | Luan Cemin Pereira | Lucas Auwärter Aimi de Oliveira | Lucas Azevedo Rodrigues | Lucas De Azevedo Nunes | Lucas Facchinetto Sanches | Lucas Ferrari Guimarães | Lucas Fontana Fagundes | Lucas Meurer Stein | Lucas Tuchtenhagen dos Santos | Lucca Reginatto Cervo | Luigi Tamayo Escalante | Luis Henrique Pariz | Luiz Eduardo Guaranha de Souza Leal | Luiza Althaus Lubianca | Luiza Ferreira Pegorini | Luiza Leitzke Pedersen Rosa | Luiza Lisboa Pasqualotto | Luiza Streb Sampaio | Lumi Kaneda de Oliveira |Manuela Mothes Morosini | Manuela Silva Walacheski | Manuella De Aguiar Rocha | Marco Antônio Fernandes Theisen | Marcus Targino Karsten | Maria Alice Penz Borges | Maria Amélia Comas Guaspari Barreto | Maria Antonia Alvim Dos Santos | Maria Cecilia Durli Vaccaro | Maria Clara Maciel Longo | Maria Eduarda Aita Bozzetto | Maria Eduarda Bitencourt Silva Espindola | Maria Eduarda Eckert Vieira de Rezende | Maria Eduarda Klein La Falce | Maria Eduarda Pinto Kautzmann |Maria Eduarda Scheibel | Maria Luiza de Oliveira da Costa | Maria Souza de Moura Pinto | Mariana Casaccia Mariotti | Mariana Tisott | Mariana Vieira Corassini | Marina Cajado Corrêa da Silva | Marina Fam Carvalho | Marina Peter Schneider Soares | Martin Rosito Goldschmidt | Martina Delicor Garcia | Martina Longhinoti Zandonai | Martina Miranda Balinski | Matheo Toigo Monaco Moreira | Matheus Heinrich Martins | Matheus Kercher Gularte | Mathias Homrich Hochegger | Matias Zanon de Lorenzi | Mayara Corrêa Porto Pereira| Miguel Dias Ferla Martins | Miguel Pacheco Dorneles | Murilo Brasil Viegas Schaidhauer dos Santos | Murilo Fulgencio Campagnolo | Nathan Souza Petry |Nícolas Gonçalves Cavalcanti Da Silva | Nicole Herman Camargo | Nuno Alcantara Gomes Mahfuz | Olívia de Barros Falcão Dockhorn | Olívia Scherer Horn | Pedro Afonso Camargo de Freitas | Pedro Bonotto de Araújo Lopes | Pedro Busnello Bento da Silva | Pedro Clezar Teixeira | Pedro de Lima Michellon | Pedro Dias Batezini | Pedro Henrique Barni Pacheco de Melo | Pedro Henrique Irribarem Xavier | Pedro Henrique Pedroso da Cunha | Pedro Henrique Silva Zarpe | Pedro Silveira Velloso | Pedro Vargas Maurer | Pietra Sarmento Pedrosa Cavalcanti de Albuquerque | Pietro Machado De Leon Leitão | Pietro Russo Conti | Poliana D Elia Paes | Pyetra Ferreira Martins | Rafael Luiz Rossi de Barros Gomes | Rafael Martins Corrêa da Silva | Rafael Restelatto Holz | Rafael Ribeiro Jaquet | Rafael Silva Da Silveira | Rafaela Bressani Araujo | Rafaela Jakubowski Frantz | Rafaela Mallman Faccin | Rafaela Martins dos Santos | Rafaela Nascimento Crestani | Rafaela Totel Dorfmann | |Rafaella Constanza Barella De Oliveira E Silva | Raphael Alves Rosa |Raphaela Silveira Dolores | Ricardo Gemelli Fernandes | Roberta Bersch Xavier | Roberta Santini Guimarães | Sophia Severo Ferreira | Sthefany Lima Marques | Thayse Ortiz de Oliveira | Theodoro Junqueira D’ Azevedo | Thiago Domingos Martins | Thomas Jobim Wilson | Thomas Rechden Fornari | Tiago Japur Vieira dos Santos | Valentina da Silva Rodrigues | Valentina De Oliveira Garcia Padilha | Valentina Georgiadis Silber | Valentina Quatke Knorr | Valentina Spagnol Pedrazzani | Valentina Tonini Ely | Vicente Hahn Tomaz | Vicenza Tomasini Madruga | Victor Hugo Santiago Dos Santos Paula | Vitor Kloeckner Catta-Preta | Vittorio Lunke Repetto | Wendell Dos Santos França

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Expediente Presidente: Fernando Carlos Becker Diretora Pedagógica: Marícia Ferri Diretor Administrativo: Milton Fattore Filho Coordenadora do Ensino Fundamental ̶ Anos Iniciais: Letícia Nunes Professora/autora do projeto “Um olhar sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre”: Lucélia Adami Nunes Professoras responsáveis pela organização do livro: Alice Rigoni Jacques, Lucélia Adami Nunes e Alice Seibel Wapler Professora de Artes Visuais: Alice Seibel Wapler Professora de Música: Giane Ramos Professoras titulares dos 3º anos do Ensino Fundamental ̶ Anos Iniciais: Luíza Rolla (3ºA); Aline Santos (3ºB); Gabriela Maciel da Silva (3ºC); Priscilla Pitta (3ºD); Evandra Vargas (3ºE); Maria Tereza Porto (3ºF); Ana Carla Recena (3ºG); Karina Menezes da Silva (3ºH); Renata Ribas de Lima (CL3A); Paula Cunha e Ledi Pires de Oliveira Chiobatto (CL3B) Equipe Pedagógica dos Anos Iniciais Edição textual: Cristiane Parnaíba Revisão textual: Bruna Vieira Dorneles, Maria do Carmo Hornos Steffens e Paulo Pureza Projeto gráfico editorial: Carolina Heinen


No 3º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, os estudantes do Colégio Farroupilha aprendem sobre Porto Alegre a partir de aulas expositivas, saídas de estudos e propostas para pensar e viver a cidade. O livro “Um olhar sobre as calçadas portuguesas de Porto Alegre” é um dos resultados de um projeto interdisciplinar desenvolvido com as turmas de 2019. Um convite para conhecer a história de Porto Alegre e reconhecê-la enquanto se caminha pela cidade. Ao longo de suas páginas, além de textos sobre diferentes aspectos constitutivos da identidade e da cultura de Porto Alegre, o leitor pode conferir representações, feitas pelos estudantes, de um dos traços que remetem às origens da capital gaúcha: as calçadas portuguesas.

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"Um olhar sobre as Calçadas Portuguesas de Porto Alegre" | Livro dos estudantes do 3º ano 2019  

"Um olhar sobre as Calçadas Portuguesas de Porto Alegre" | Livro dos estudantes do 3º ano 2019