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Editorial

Vivemos hoje em um mundo globalizado e informatizado, onde as constantes evoluções tecnológicas têm impactado mudanças no nosso modo de viver, conviver e aprender. A cada dia surgem novas ferramentas de comunicação que possibilitam mais interação nos aspectos sociais e culturais entre todos os povos. As inovações tecnológicas encurtaram as distâncias e ampliaram as possibilidades de comunicação, democratizando as informações e os saberes. Com certeza, todas essas mudanças trazem um grande desafio para a Educação: formar pessoas para um mundo em constante evolução, dinâmico, diverso e para um tempo que não sabemos como será. Afinal, se considerarmos que um estudante demora, em média, catorze anos para concluir a Educação Básica, muitas mudanças ocorrerão durante esse período. Neste novo cenário, é importante que os estudantes desenvolvam a capacidade de trabalhar em equipe, de inovar para melhorar a vida das pessoas, que tenham conhecimentos interdisciplinares, sejam resilientes e estejam preparados para enfrentar os desafios individuais e coletivos dos nossos e dos novos tempos. Pensando nesse mundo sem fronteiras, o trabalho pedagógico, desenvolvido na escola, visa uma formação pautada em uma visão holística, mas focada no ser humano, que objetiva desenvolver a capacidade do educando de interagir com as diferentes culturas, respeitando-as para tornar-se um cidadão global e construir um mundo mais fraterno, cheio de esperança e união. Nas próximas páginas, é possível conhecer algumas das atividades desenvolvidas no CES que valorizam o protagonismo, a colaboração, a atitude e preparam o estudante para os novos tempos; sem deixar de lado valores imprescindíveis para uma convivência saudável e harmoniosa, a essência e a missão de nossa instituição. Boa leitura, até a próxima edição.

Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcanti Diretora Educacional

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Vivemos na era da tecnologia, em que acesso às informações tornou-se facilitado. Diariamente, somos bombardeados por novidades. A sociedade evolui rapidamente e o maior risco que corremos é ficarmos parados no tempo e sermos ultrapassados pelas transformações. A escola, instituição que faz parte da sociedade, precisa estar atenta a todas as mudanças, acompanhá-las, o que não significa abandonar o velho e valorizar somente o novo. É possível conviver com o antigo e com o moderno, valorizando o que cada um traz de melhor. No entanto, diante desse cenário paradoxal, muitos estudiosos observam que proporcionar uma aprendizagem para a vida, que ofereça além da formação cultural e científica, pode propiciar um conhecimento duradouro e eficaz. Em uma sociedade na qual basicamente tudo se processa numa velocidade muito rápida, as pessoas estão constantemente apressadas, o que dificulta a formação de vínculos, é nosso maior desafio formar, desde a primeira infância, cidadãos solidários, compassivos, que respeitem a si mesmo, os outros, a natureza e despertem para a consciência de que tudo está interligado. Ao levar em consideração, não só o conhecimento dos alunos, mas, também, suas questões afetivo-emocionais, suas habilidades, atitudes e valores, poderemos proporcionar uma aprendizagem muito mais significativa e contribuir para a formação de indivíduos críticos, autônomos e reflexivos. Diante da lógica de um sistema excludente, nossa escola é chamada a despertar em seus alunos um olhar atento aos excluídos sociais, formando pessoas criativas e sensíveis com ampla visão sociológica, capazes de transformar a realidade na qual estão inseridas. Frente à atual crise moral, devemos zelar, educar e refletir sobre os valores humanos fundamentais que nos caracteriza como pessoas. Assim, a escola não pode deixar de trabalhar a dignidade, a solidariedade, a justiça, a democracia, o respeito à vida como diferencial. Partindo de uma visão intercultural, buscamos, através de iniciativas e engajamento voluntário, promover um espaço em que se reflita sobre diferenças, os valores, significados, crenças e modos de agir. A escola necessária deve interagir e se articular com as práticas sociais, proporcionar igualdade de direitos e propor novas atitudes que neguem a ideia de diferença, além de outros aspectos fundamentais desenvolvidos em um currículo multicultural e abrangente de oportunidades para todos

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Coordenador Missionário Agostinho Travençolo Junior e Coordenadora de Tecnologia Educacional Karla Priscilla Ferreira


Protagonismo e autonomia na investigação e produção científica Uma das principais preocupações dos educadores é formar alunos autônomos e capazes de gerir seus estudos e suas vidas. Na verdade, isso já é um imperativo na organização social de hoje. Um sujeito autônomo é aquele que consegue cuidar de si mesmo, que se relaciona respeitosamente com sua equipe e que é capaz de pesquisar e aprender sobre um determinado assunto. O desejo de desenvolver-se é o que o impulsionará a buscar essa autonomia. Esse desejo, por sua vez, precisa ser descoberto e incentivado, pois como dizia Paulo Freire “...educar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”. Dessa forma, a escola precisa criar situações que possibilitem esse processo.

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Quer conhecer?

John Dewey (1859-1952) filósofo, pedagogo e pedagogista norteamericano influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação. Dewey defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumentos para a maturação emocional e intelectual das crianças. Disponível em: https://novaescola.org.br /conteudo/1711/johndewey-o-pensador-quepos-a-pratica-emfoco>.Acesso em: 20 out. 2017


FIQUE POR

O Projeto Construindo e Aplicando o Conhecimento, desenvolvido no nono ano do Ensino Fundamental, é um exemplo disso. Ao oportunizar a escolha de um tema, que deverá ser pesquisado ao longo do ano letivo pelos alunos, coloca-os como responsáveis pelo processo de aquisição de conhecimento e de seu próprio desenvolvimento. Durante esse trabalho, realizado em equipes de até três alunos e mediado por um professor-orientador, muitas habilidades são desenvolvidas, como a de organização das próprias leituras até a de planejamento e execução da pesquisa e de sua apresentação. É muito natural que o estudante se conscientize dos compromissos que deve assumir e que perceba o quanto isso é fundamental para seu sucesso. Como os temas escolhidos são muito variados, o grupo acaba se beneficiando com o compartilhamento dessas informações. As diferenças, portanto, enriquecem os projetos e ampliam as oportunidades de adquirir conhecimento. Unidos em torno de um objetivo comum, os alunos passam a se perceber como membros de uma equipe que busca o melhor para si, mas que também contribui para fazer da escola um espaço democrático em que se desenvolvem as potencialidades de todos. E assim, como a escola é a própria vida, segundo John Dewey, filósofo e pedagogo norte americano, a sociedade é transformada pela vontade de todos de produzir conhecimento, num lugar em que todos vivem, convivem e protagonizam o seu desenvolvimento.

DENTRO No dia 07 de outubro, alguns estudantes das primeiras e terceiras séries do Ensino Médio participaram do 3º Icloc Jovem, um congresso voltado para alunos de escolas públicas e particulares que tem por objetivo proporcionar um espaço para apresentação dos projetos realizados pelos estudantes. Os alunos das terceiras séries apresentaram suas monografias, que fazem parte do projeto Introdução à Pesquisa Acadêmica, e os alunos das primeiras séries apresentaram os seus trabalhos de pesquisa, que fazem parte do projeto Construindo e Aplicando o Conhecimento, desenvolvido no 9º ano. Como não poderia ser diferente, a participação de nossos alunos foi um sucesso. Eles compartilharam com diversas pessoas, alunos de outros colégios, professores e pesquisadores, os resultados de seus trabalhos de pesquisa. Veja fotos e assista alguns trechos das apresentações. QR Code

Professora Patrícia Ribeiro Campos

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Contribuir sempre Neste ano, durante as apresentações das monografias, tivemos uma novidade: alguns ex-alunos do Colégio Espírito Santo foram convidados para fazerem parte das bancas de avaliação. Além de se encantarem com os projetos apresentados, os nossos convidados contribuíram, não só com a experiência profissional, mas, também, com conhecimentos específicos relacionados às áreas das quais os trabalhos apresentados faziam parte.

Aprendizagem e nostalgia são algumas das muitas palavras que podem resumir a minha experiência como participante da banca das monografias do Colégio Espírito Santo, em 2017. Além da felicidade de receber tal convite, o sentimento de estar do outro lado da mesa, de avaliar e assistir às apresentações, bem como de ler as monografias, criaram em mim um interesse ainda maior pela educação. Minha paixão pelo colégio que me formou resume a minha paixão pela experiência de participar do processo de formação de outros jovens. Sou mais do que grato pela possibilidade de compor a banca de avaliação e apenas espero que, no futuro, essa experiência indescritível se repita para que esse sentimento não se perca. Felipe Ramos Sant’ Anna

Após um ano e meio da realização da minha monografia, tive a oportunidade de retornar ao Colégio Espírito Santo para ver esse processo com outros olhos: a partir da banca examinadora. Foi uma experiência muito interessante e desafiadora, que muito contribuiu para o meu crescimento pessoal e profissional. O CES me proporcionou um preparo acadêmico e traquejo na área de pesquisa que tem contribuído para meus planos de fazer uma Iniciação Científica a partir da continuidade e aprofundamento da minha monografia. Agradeço imensamente o convite da escola e parabenizo a iniciativa da inserção desse tipo de trabalho na grade curricular, pois acredito que é um grande diferencial que prepara o aluno para vida. Anna Victória Ferreira

Fiquei muito feliz em participar da banca de avaliação das monografias desse ano. É um projeto que sem dúvidas me estimulou na pesquisa acadêmica e vê-lo ainda ativo, mesmo depois de dez anos, é bastante animador! Bruno Ferreira Martins

Primeiramente, gostaria de agradecer o convite feito para participar da banca avaliadora de algumas das monografias de 2017. Sou ex-aluna, estudei desde o Maternal até a terceira série, do ensino médio, no Colégio Espírito Santo. Hoje sou acadêmica do terceiro ano de Medicina e foi um grande prazer poder voltar de uma maneira totalmente diferente, estando do outro lado da banca, já que eu, também, tive a experiência de apresentar um trabalho tão importante, que é a monografia. Pude notar a evolução de toda organização, das avaliações e ressalto a importante e inteligente iniciativa de convidar um estudante especialista para participar das bancas. Gostaria de parabenizar todos os alunos, em especial aqueles que pude avaliar e que apresentaram trabalhos relacionados à área da saúde. Espero poder contribuir mais vezes para esse evento tão importante na vida de um estudante. Lais Usero Isaias

Ter participado da banca da monografia foi uma experiência realmente enriquecedora. Além de ter relembrado meus momentos como aluna, ainda pude conhecer o outro lado como avaliadora. Ter participado dos "bastidores" me fez perceber como avaliar alguém é algo difícil e extremamente delicado de se fazer e essa percepção, para mim, como futura professora, foi muito importante, uma experiência única. Agradeço muito a oportunidade e o carinho de ter feito parte disso, de um projeto que, como ex aluna, posso falar com absoluta certeza, que está fazendo muita diferença no curso que faço. Victoria Cruz Storace Silva

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“A conti formaç ã n estar uada não o dev futur voltada para e o, m as o pre o sente sim par atua , tempo a trans ção e de de form ação .”

As mudanças na sociedade têm ocorrido com uma velocidade muito grande. Atualmente vivemos em uma era digital e a cada dia mais ferramentas tecnológicas estão disponíveis para uso pessoal ou profissional. Portanto, é preciso acompanhar as transformações e manter-se atualizado para que haja progressos significativos, inclusive no processo de ensino-aprendizagem.

Nesse novo contexto, surge a necessidade de se investir em recursos tecnológicos, mas só isso não basta, é preciso investir, também, na formação de docentes, valorizar e dar condições para que os educadores se apropriem das novas tecnologias na busca de uma adequação pedagógica ao atual momento. Pensando na melhoria da qualidade de ensino para todos os nossos alunos, o Colégio Espírito Santo investe na capacitação de seus educadores em parceria com a Google for Education. Assim, o professor conhece as tecnologias digitais disponíveis no mercado, que trazem agilidade, dinamismo e novas maneiras de trabalhar com o conhecimento, e tem a oportunidade de apropriar-se de seu uso enquanto ferramenta pedagógica.

Desta forma, os educadores precisam estar bem preparados para enfrentarem os desafios que surgem em sala de aula. Considerando que os alunos são nativos digitais, é preciso suplantar o paradigma de formação, atualizar-se e ainda refletir sobre a distância entre a formação acadêmica e as novas metodologias.

Porém, as formações não se restringem apenas aos aspectos tecnológicos. Além destas, tão urgentes e necessárias no momento atual, há outras realizadas pelas coordenadoras de área, mais específicas, relacionadas às áreas de conhecimento que, juntamente com a tecnologia, transformam, atualizam as metodologias e preparam o professor para lidar com o novo perfil de aluno que está diariamente conectado com o mundo.

A obra “Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito”, organizada por Selma Garrido Pimenta e Evandro Ghedin, apresenta artigos de diversos autores que permitem refletir sobre o papel fundamental do professor no processo de socialização do conhecimento, sobretudo no mundo globalizado em que vivemos, com todos os avanços científicos e tecnológicos pertinentes.

Sendo assim, não há como negar que a formação do professor deve ser contínua. O desenvolvimento profissional ocorre durante toda a vida, na interação com a prática, com o coletivo escolar e com os contextos organizacionais nos quais o professor está inserido.

PIMENTA, Selma Garrido e GHEDIN, Evandro (Orgs.). Professor Reflexivo no Brasil – Gênese e crítica de um conceito. – São Paulo: Cortez, 2002

Professoras Mariangela Avila de Oliveira e Maria Cristina L. Valente Novak

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Realidade Virtual aplicada à educação: experiência com o conhecimento de maneira imersiva e interativa

A geração dos nativos digitais, que surgiu em 1980, com o advento das tecnologias, transformou a relação e o perfil dos personagens que circulam nos ambientes escolares. O virtual se incorpora à lógica social com muita naturalidade, garantindo, assim, a condição dos alunos para lidar com a tecnologia. Os nativos digitais não distinguem o online do off-line, passam a maior parte do tempo conectados, utilizando ferramentas digitais no seu dia a dia, redes sociais para interagir com os colegas, portais virtuais para obter informações a todo o momento. Os modos de ser, de se relacionar e de buscar informações ensejam novas formas de aprender.

Visando um aprendizado mais efetivo para estes estudantes, é possível utilizar desde aplicativos de jogos educativos, criados especialmente para o ensino, até tecnologias de realidade virtual que promovem total imersão do aluno em determinado conteúdo. Nesse contexto, a Google, empresa internacional que vem investindo na educação e formação de jovens, desenvolveu os óculos de realidade virtual para amplificar o aprendizado.

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Os óculos permitem ver imagens tridimensionais em realidade virtual, quando usados com um smartphone equipado com aplicativos específicos que têm a tecnologia VR (realidade virtual) ou AR (realidade expandida). A tecnologia VR permite ao usuário sentir-se imerso em uma expedição na Floresta Amazônica, em uma visita a um museu de História ou mesmo dentro do sistema nervoso humano. Isso ocorre devido a uma tecnologia que propicia uma visão em 360º, possibilitando ao aluno observar aquele cenário movimentando a cabeça ou mesmo andando pelo ambiente. Ao focar seus olhos em determinados pontos do cenário, o aluno pode

No entanto, embora tenhamos

ampliar ou ressaltar algum detalhe específico, mudar de imagens ou

destacado os benefícios, as tecnologias

fotos e, ainda, ativar caixas de texto explicativas. Além disso, é

não substituem atividades convencionais,

possível que o professor, na posição de tutor ou guia, norteie a

como as aulas práticas laboratoriais, mas

jornada por esses diferentes cenários 3D.

se tornam complementares. Uma

A realidade virtual permite ao aluno viajar para diversos

sugestão de utilização da realidade virtual

mundos e vivenciar situações diferentes mesmo dentro da sala de

(VR) é a realização de uma simples reação

aula. Mas, graças à tecnologia de realidade expandida, o estudante

química e a observação do fenômeno em

pode observar modelos virtuais materializando-se no seu caderno e,

escala macroscópica, com alteração de

uma vez que eles surgem, é possível manipulá-los. Nesse caso, além

cores ou estado físico. Após a análise

de observar, o estudante interage ativamente com a projeção,

visual, utiliza-se a ferramenta dos óculos

podendo, por exemplo, observar a complexa organização dos

de realidade virtual com expedições que

sistemas fisiológicos do corpo. A realidade expandida cria uma

exploram a organização dos átomos em

ponte entre o estímulo virtual e o mundo físico.

cada etapa da reação.

Uma das áreas do conhecimento que pode obter resultados

Em uma sociedade que inventou

satisfatórios com a utilização da tecnologia é a da Ciências das

novas formas de compreender a realidade

Natureza, englobando as disciplinas de Física, Química e Biologia,

e aprender, as ferramentas virtuais

que estuda fenômenos com escalas variáveis, desde o nanoscópico

tornam-se importantes para que o aluno

até o macroscópico, como o estudo atômico e dos movimentos

analise, interprete e explore cenários

planetários. Para esses estudos, há uma série de aplicativos com

potencializando a aprendizagem.

tecnologia 4D que relacionam altura, largura e profundidade, além da coordenada Z, o tempo; criando assim o espaço por completo, ou seja, um cenário de realidade aumentada (AR). Alguns exemplos de bons aplicativos são: Elements 4D, Anatomy 4D, Animals 4D e Quiver. 14

Professores Douglas Albuquerque Gouvêa e Fábio Ailton F. de Moraes Lázaro


Inverter e inovar Estudar, concentrar-se e perceber uma conexão entre as matérias parece ser algo impossível, mas, quando entendemos o porquê de estudarmos determinado assunto ou, ainda, quando temos a oportunidade de entrar em contato previamente com um conteúdo, podemos nos tornar os verdadeiros protagonistas das aulas e da construção do nosso conhecimento, deixando de lado uma postura passiva. A educação, no século XXI, passa por transformações e nós, educadores, estamos em constante busca de novos recursos para que nossos alunos possam participar das aulas de maneira ativa. Técnicas novas estão surgindo, dentre elas a educação híbrida que vem sendo utilizada de diversas formas.“O ensino é híbrido porque somos aprendizes e mestres, construtores e produtores de informações e conhecimentos, [...]. Somos o que escrevemos, que postamos, o que 'curtimos'. Nisso, expressamos nossa caminhada, nossos valores, visão de mundo, sonhos e limitações.” (MORAN, 2015, p.28). Neste final de trimestre, foi aplicada, nas aulas de Matemática, com os alunos dos nonos anos, a metodologia flipped classroom que consiste em estudar em casa o que será trabalhado em sala e, no momento da aula, aplicar o conteúdo na resolução das atividades propostas.

Sendo assim, foram publicados no Classroom textos e exemplos de aplicação do conteúdo estudado. Depois de lidos, em sala de aula, um grupo de alunos expôs o que entendeu dos textos, apresentou as dúvidas e iniciou um debate que foi intermediado pela professora e teve a participação dos outros colegas. Em seguida, os estudantes aplicaram o conhecimento construído na resolução de situações-problema, de maneira crítica, autônoma, assumindo a autoria de seus atos e produções. Esse modelo de aula também foi aplicado em Educação Financeira, com um formato um pouco diferente. Os alunos assistiram, em sala, a um vídeo sobre consumismo e obsolescência programada e, ao final, discutiram o que entenderam e apresentaram as suas dúvidas. Em casa, responderam a perguntas que foram disponibilizadas no Classroom, realizaram pesquisas sobre o tema estudado e, na aula posterior, estruturaram argumentos contra e a favor do consumismo, reconhecendo a relevância social do tema e propondo abordagens interdisciplinares. Para finalizar a atividade, no auditório do CES, eles participaram de um debate no qual apresentaram os argumentos e todo o conhecimento construído durante as aulas, favorecendo, assim, processos de atuação, pesquisa e reflexão.

FIQUE POR

Professora Vera Lúcia de Oliveira Ferreira Martins

DENTRO

Nas aulas de Biologia, os estudantes das segundas séries do ensino médio, fazendo uso de ferramentas tecnológicas, criaram vídeo aulas, aplicativos e sites sobre o conteúdo de Botânica e apresentaram informações sobre grupos vegetais, formação de flores e frutos. Todos desfrutamos dos benefícios gerados pelas plantas. A diversidade dos ecossistemas e da vegetação neles contida é um fator chave para a nossa sobrevivência, por isso a importância de estudar sobre os vegetais. Ao participarem dessa atividade, os alunos tornaram-se protagonistas do próprio conhecimento. Decifre o QR Code e conheça a produção dos alunos.

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Cultura popular e integração De acordo com um dos folcloristas mais importantes do Brasil, Luís da Câmara Cascudo, todos os grupos humanos possuem um patrimônio de tradições que é transmitido oralmente, defendido e conservado pelo costume. O autor ainda destaca que esse patrimônio é milenar, contemporâneo e cresce com os conhecimentos diários, desde que se integrem aos hábitos de grupos. Esse patrimônio é o Folclore. A palavra tem origem inglesa, Folk, povo, nação e Lore, instrução, conhecimento, sabedoria. É possível completar que o folclore é o conjunto de manifestações artísticas do povo: tradições, conhecimentos, adivinhações, provérbios, lendas, brincadeiras superstições, músicas, danças e muito mais. No mês de agosto, os alunos do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental I entraram em contato com a enriquecedora e variada cultura do folclore brasileiro. Além de relembrarem e conhecerem um pouco mais sobre as manifestações artísticas, as crianças empenharam-se e criaram, coletivamente, com o auxílio das professoras, diferentes dinâmicas resgatando a cultura popular. Cada turma foi responsável por uma performance que promoveu a união e a colaboração. Pensando em propor uma integração ainda maior e significativa, na semana do folclore, as famílias foram convidadas a participarem de algumas vivências, no Colégio, em uma agradável manhã de sábado. As atividades elaboradas a partir de adivinhas, provérbios, personagens, lendas e brincadeiras folclóricas possibilitaram um clima todo especial de alegria e coleguismo. Afinal, foram montados grupos de pais e alunos para participarem das atividades divididas por estações. A interação entre escola e família é fundamental para o desenvolvimento humano. A partir dessa interação, a criança percebe que ambas as instituições compartilham funções sociais, são responsáveis pela construção e transmissão do conhecimento culturalmente organizado e por aprendizagens significativas que favorecem o crescimento emocional, físico, social, cognitivo e afetivo. Professoras Jaqueline de Souza Silva Rezende e Tatiana Vilella

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PARA SABER MAIS

Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) foi um folclorista, historiador, professor e jornalista brasileiro. Foi um dos mais importantes pesquisadores das manifestações culturais brasileiras. Nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 30 de dezembro de 1898 e dedicou-se ao estudo da história, da cultura e do folclore brasileiro. Faleceu no dia 30 de julho de 1986. Em 1941, Luís da Câmara Cascudo fundou a “Sociedade Brasileira de Folclore”. Em 1943 foi convidado pelo poeta Augusto Meyer, diretor do Instituto Nacional do Livro, para redigir o “Dicionário do Folclore Brasileiro”, publicado em 1954. Entre os anos de 1950 e 1960 foi o responsável pela organização de diversas coletâneas de textos históricos etnográficos e sobre os mitos folclóricos brasileiros. Disponível em: https://www.ebiografia.com/luis_da_camara_ca scudo/>. Acesso em: 29 out. 2017.


Sentir, perseverar e agir

Olá amigos, sou o professor Max de Oliveira, de Ensino Religioso do Ensino Fundamental I. É com grande prazer que exponho a minha experiência com o grupo de Pastoral da Perseverança. Desde jovem, aprendi o valor da doação, do respeito aos menos favorecidos e a obrigatoriedade que temos com nossos semelhantes que, por razões das mais diversas, ainda vivem à margem da sociedade, tendo seus direitos tolhidos e seus sonhos desfeitos.

Fui designado para uma importante missão: trabalhar com adolescentes que apresentam corações inquietos e prontos para servir (Santo Agostinho). Muitos já vivenciaram a experiência do sacramento da Primeira Eucaristia, ainda não ingressaram no grupo de crisma, e estão à espera de um tempo oportuno para continuarem sua formação humano-cristã. Assim, participam do Grupo de Perseverança que tem como um de seus objetivos manter acesa uma chama no coração desses jovens, despertando e capacitando-os para o voluntariado, desenvolvendo um olhar misericordioso para com as nossa triste realidade.

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Confesso não ser um trabalho fácil, pois

Para isso, utilizamos diversas estratégias,

enfrentamos uma crise moral e ética muito forte,

como arrecadar doações para instituições

mudanças de conceitos que geram conflitos,

carentes, visitação de abrigos, asilos e orfanatos.

atingindo severamente as famílias e, por

Promovemos, também, encontros formativos nos

consequência, muitos jovens que, altamente

quais os jovens, sob a luz de textos bíblicos e/ou

conectados e antenados com tudo, muitas vezes,

filosóficos, constroem argumentos para

sem clareza nas escolhas, profundidade nos

expressarem suas ideias e participam de

argumentos, caem no relativismo e na falta de

discussões que os fazem refletir sobre o seu papel

compromisso.

na construção de uma nova sociedade.

Diante dessa realidade, o grupo da

O grupo de Perseverança possibilita ao

Perseverança passa a ser uma ponte para que os

jovem, que se identifica com nossa espiritualidade

adolescentes consigam refletir sobre a realidade

juvenil e missionária, continuar o seu processo

que os sensibiliza; participar do trabalho

formativo e ampliar a sua percepção de mundo à

voluntário, oportunidade ímpar em suas vidas, e

luz de uma proposta concreta: a promoção da

buscar meios que possibilitem transformar o

vida.

mundo em um lugar mais justo e fraterno.

“Verdadeiramente digna é a vida de quem dá tudo de si.” Arnaldo Janssen Professor Max de Oliveira Faria

“Verdadeiramente digna é a vida de quem dá tudo de si.” Arnaldo Janssen

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SEM

FRONTEIRAS Neste ano, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo promoveu uma atividade diferenciada: o Projeto Missão sem fronteiras que reuniu estudantes dos Colégios de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e possibilitou a todos vivenciarem a diversidade cultural e compartilharem bons momentos. O encontro aconteceu no Colégio Espírito Santo, no Tatuapé, durante os dias 4, 5 e 6 de agosto. Um dos objetivos do projeto foi evangelizar os jovens a partir da ação missionária. Durante os três dias em que estiveram juntos, os alunos dos Colégios, que fazem parte da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, experienciaram momentos de partilha, união, amizade e missionaridade. Os alunos participaram de atividades diversificadas no Centro de Integração do Migrante, no Arsenal da Esperança, na própria comunidade, além de integrarem-se em aulas de português, inglês e zumba.

Como o próprio nome do projeto, a missão ultrapassou as fronteiras e mostrou aos participantes que todos são responsáveis por um mundo mais humano, justo, solidário e que pequenas ações podem se transformar em grandes conquistas.

Grupo de alunos da Crisma

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“Em minha opinião, foi um dos melhores finais de semana

“Foi muito bom ajudar refugiados,

da minha vida, pois pude conhecer

crianças, migrantes e moradores de rua. Foi

novas pessoas e fazer coisas que me

realmente incrível e inesquecível fazer

deixaram feliz e tranquilo, como

amizades e vivenciar momentos que ficarão

ajudar pessoas.”

para sempre não só na minha, mas na memória

Felipe Ingenleuf Joubeir

de todas as pessoas que participaram dessa missão. Só tenho a agradecer ao Colégio Espírito Santo por ter me dado a oportunidade de conhecer tanta gente de boa essência! Muito obrigada! Momentos como esses nunca serão esquecidos!” Lara Mathias

“Esse encontro ampliou a minha visão de mundo e fez com que os meus olhos se abrissem para o que vem acontecendo com o Brasil e outros países. Conhecer

“Participar do Projeto Missão sem

pessoas com outras experiências

Fronteiras foi uma experiência incrível e única

nos transforma.”

que levarei para minha vida. Pude conhecer Beatriz Paiva

mais sobre a cultura de outros lugares e fazer novos amigos. A minha timidez, no início, foi um obstáculo, mas meus amigos me ajudaram, consegui vencê-la e aproveitar

“O Projeto Missão sem Fronteiras foi

muito todas as atividades.”

muito interativo. Compartilhamos angústias,

Diogo Perez

alegrias e expectativas. Nos identificamos com outras pessoas, o que nos tornou um grupo muito unido. Criamos laços e fizemos novos amigos. Com certeza, esse Projeto ficará na lista de experiências mais legais que já vivi.

FIQUE POR

Todos nos reunimos por um único motivo: Deus.” Beatriz Scarponi Correa

DENTRO Neste ano, a pastoral das Missionárias Servas do Espírito Santo lançou a 1

Semana Sem Fronteiras,

em todos os colégios da Rede de Educação SSpS, que acontecerá a cada 2 anos. Ela tem como objetivo valorizar as culturas, estimular o pensamento sem fronteiras e destruir preconceitos.

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Essência e Missão

De acordo com o dicionário, essência – substantivo feminino, com origem do latim “essentia”, indica a natureza, a característica mais importante de um ser. É invariável, permanente, elemento primordial que Deus colocou em cada uma de suas criações.

A educação missionária visa a formação integral. Reconhecida pela excelência acadêmica, também, busca fazer do educando um ser humano comprometido em tornar o mundo um lugar cada vez melhor.

A essência torna o ser humano diferente de todas as outras espécies e, somada à existência, o permite perceber as imperfeições, as limitações da vida e ter a consciência de que a perpetuação da espécie depende da relação social, da partilha e do amor.

Nesse contexto, o Colégio Espírito Santo, que faz parte da Rede de Educação MSSpS, à luz da essência missionária, considera a multidimensionalidade do ser e reconhece que o desenvolvimento pleno do sujeito só é possível quando são consideradas suas diferentes dimensões: física, afetiva, cognitiva, socioemocional e ética.

As Missionárias Servas do Espírito Santo (MSSpS) têm por essência a missionaridade, dedicam sua vida a Deus e vivem o amor e a comunhão trinitária para que as pessoas possam ter uma existência digna e seus direitos respeitados.

Dessa forma, num ambiente adequado e dinâmico, de constante reflexão, pesquisa e estudo, o CES promove a evolução gradativa e harmoniosa de seus alunos, orientando-os, a fim de que desenvolvam habilidades, adquiram competências, vivenciem a solidariedade e o exercício da cidadania, sem perder de vista a sua essência: o amor, sentimento que nos liga a nós mesmos, aos outros e ao mundo.

Entre as diversas atividades realizadas pelas Missionárias está a educação, visto que educar é uma forma de fazer presente o Reino de Deus, de promover um novo jeito de viver com base no princípio do amor.

Coordenadora Pedagógica Maria Eunice Cardoso de Oliveira

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PARA SABER MAIS Na segunda metade do século XIX, a Europa vivia um momento de turbulências: nacionalismo, colonialismo e imperialismo faziam parte do cenário europeu. Ao lado de toda essa agitação e transformação, estava o grande entusiasmo missionário fervilhando no coração de Padre Arnaldo Janssen, um homem que decide se empenhar em uma tarefa mais do que urgente: formar uma Congregação Feminina. Com a contribuição de várias pessoas, a aspiração desse padre se concretizou, atraiu a atenção de jovens interessadas em associarem-se a um projeto missionário de longo alcance. Assim, com a colaboração de duas grandes mulheres, Maria Helena Stollenwerk (Madre Maria) e Hendrina Stenmanns (Madre Josefa), e de outras jovens que, em 8 de dezembro de 1889, foi fundada a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo.

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Colaborar (ação)

Colaborar, cooperar, ajudar; ações extremamente necessárias em uma sociedade altamente tecnológica e individualista que, muitas vezes, valoriza mais o bem individual do que o bem universal. A colaboração deve ser muito trabalhada nas escolas. Cada vez mais é preciso fazer com que os alunos vivenciem a partilha, a ajuda, a cooperação e percebam que colaborar aproxima as pessoas, divide experiências e torna a sociedade mais justa e fraterna. No espaço escolar, as atividades em grupo e estudos do meio são ações que promovem a colaboração, sem a competição, e ampliam a ideia da solidariedade. Uma escola que impulsiona a colaboração, ouve os seus protagonistas (alunos), reavalia as suas práticas, promove processos de decisões e torna todos corresponsáveis por tudo o que acontece dentro desse ambiente propício para a aprendizagem.

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Embora as atividades individuais também tenham o seu valor, o desenvolvimento cognitivo é mais efetivo quando a criança se relaciona com o outro em um contexto coletivo. Foi Lev Vygotsky, a partir do estudo da zona de desenvolvimento proximal (ZDP), quem percebeu que a aprendizagem só se consuma quando intermediada pelo outro a partir das interações sociais impulsionadoras de conhecimento. No mês de agosto, os alunos dos terceiros anos participaram de um estudo do meio no Sítio do Picapau Amarelo. Lá, puderam aprender mais sobre Monteiro Lobato e seus personagens. Nessa ocasião, tiveram a oportunidade de envolverem-se em atividades coletivas e, interagindo com o outro, praticaram o respeito, a solidariedade e compartilharam experiências. Colaborar promove o desenvolvimento de muitos valores importantes, como a compaixão, o companheirismo, o respeito, a tolerância etc. Conviver com o outro, compreendê-lo, saber ouvir e falar são habilidades fundamentais, dentro e fora da escola, para se viver no mundo atual.

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Professoras Luciana Basile Mendonça Lima e Tatiana Torre Maggico


Um para o outro e todos juntos Vivemos em uma sociedade altamente tecnológica, repleta de meios de comunicação extremamente sofisticados que, ao invés de contribuírem para o fortalecimento das relações sociais, acentuam o individualismo. Somado a isso, temos a coisificação do homem que gera a perda de valores éticos e morais priorizando os objetos em detrimento da vida. O prazer instantâneo é cada vez mais valorizado e o ter se sobrepõe ao ser. Diante desse cenário, torna-se um dever dar às crianças, enquanto se mostram receptivas o que temos de melhor. É mais do que urgente valorizar as relações humanas, a importância do compartilhar, de vivenciar os bons momentos ao lado de quem amamos e resgatarmos valores imprescindíveis para uma convivência saudável em sociedade. Precisamos deixar de simplesmente existir para aprendermos a viver juntos. E os projetos têm uma enorme contribuição, pois quando a escola propõe a realização de um, aprendem os alunos, os educadores, os pais e toda a comunidade. Trabalhar com projetos significa criar uma história coletiva com significados compartilhados, na qual a criança é o ator, por excelência, que pensa, duvida, se interessa, compartilha, procura soluções, quer compreender o mundo ao seu redor, dele participar e ressignificá-lo.

Este ano, os alunos do segundo ao quinto ano do ensino fundamental I trabalharam com o projeto “Um para o Outro” da produtora fonográfica, editora e gravadora “Música em família”, idealizado e criado por Paula Santisteban e Eduardo Bologna. Um dos objetivos desse projeto, sendo a família o tema principal, é proporcionar o fortalecimento das relações humanas a partir do desenvolvimento de atividades lúdicas e artísticas que fazem com que o aluno reflita sobre a maneira de se relacionar com o outro. “Um para o Outro” resgata a importância do saber viver com os familiares, valoriza os momentos simples da vida e possibilita refletir como cada uma das pessoas com as quais convivemos são importantes para nós. Com a intenção de “costurar” os laços afetivos das crianças com seus familiares e resgatar valores esquecidos neste mundo consumista, temas como o existencialismo, a infância, o brincar e o fortalecimento das relações humanas são discutidos, aprofundados, sempre a partir da troca e da reflexão. As atividades, iniciadas em sala de aula, permitem às crianças participarem de rodas de conversa, cantarem as músicas do CD, que faz parte do projeto, assistirem a vídeos e repensarem suas escolhas e atos. As atividades continuam em casa, momento em que os alunos dividem com os familiares as experiências vivenciadas. A riqueza desse Projeto está, também, no fortalecimento da relação entre escola e família. Essa parceria, tão importante, fortifica a formação e a transformação das crianças para que, no futuro, tornemse cidadãos de bem e escolham o ser em detrimento do ter. É preciso valorizar e priorizar momentos singelos da vida, como um simples abraço, mostrando que essas ações “são de graça e não custam nada”. Professoras Juliana Aparecida Laurenza Zappia e Simone Ingenleuf Joubeir

“O trabalho com projetos pretende ensinar a vida em democracia, a participação social, a capacidade de abrir mão de um desejo singular por um coletivo, de um impulso imediato para a construção de projetos coletivos de longo prazo. Crianças que estudam e convivem conforme esses parâmetros possivelmente serão cidadãos com experiências de processos coletivos, de tomada de decisões, com responsabilidade social. “(BARBOSA; HORN, 2008, p. 92).

Referência bibliográfica BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos naeducação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.

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Revista Gênesis do Colégio Espírito Santo  
Revista Gênesis do Colégio Espírito Santo  

Vivemos hoje em um mundo globalizado e informatizado, onde as constantes evoluções tecnológicas têm impactado mudanças no nosso modo de vive...

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