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UM TEXTO QUE VALE POR MIL Com disciplina e prática, o aluno Querino Neto conquista nota máxima na redação do Enem No início do último ano do Ensino Médio, já com as atenções voltadas para o curso de Direito, o aluno Querino Neto sabia que tinha que chegar preparado à prova de redação do Enem 2014. A estratégia que escolheu para alcançar esse objetivo foi o exercício. Com esta meta, fez pelo menos uma redação por semana até o dia da prova. A prática levou à perfeição – o ditado popular se mostrou correto dessa vez – e Querino tirou nota máxima com um texto sobre o tema “Publicidade infantil em questão no Brasil”. Antes disso, porém, uma das redações entregues à professora Terezinha Alcântara no início da preparação não atingiu a nota mil. “Em uma das atividades de sala, eu tirei nota zero e ela pediu que

eu refizesse a redação”, relembra Querino. A professora Terezinha lembra que ele chegou a escrever quatro páginas em atividade exigida por ela durante o ano. Para conseguir uma boa nota, o aluno tinha que ser mais objetivo. “O texto dele não é tão simples, mas esse é o seu estilo. Para a prova de redação no Enem, no entanto, ele tinha que trabalhar mais a objetividade”, ressalta. A cada treino, Querino focava na objetividade e em todas as competências exigidas pelo Enem a ponto de conseguir trabalhá-las com clareza na hora da prova. O esforço valeu a pena e ele conseguiu conquistar uma vaga no curso de Direito na UFAL (Universidade Federal de Alagoas).

CONFIRA A REDAÇÃO NOTA 1000 Se o conceito censitário de publicidade entende o uso de recursos estilísticos da linguagem, a exemplo da metáfora e das frases de efeito, como atrativo na vendagem de produtos, a manipulação de instrumentos a serviço da propaganda infantil produz efeitos que dão margem mais visível ao consumo desnecessário. Com base nisso, estabelecem-se propostas de debate social acerca do limite de conteúdos designados a comerciais televisivos que se dirigem a tal público. Faz-se preciso, no entanto, que se ressaltem as intenções das grandes empresas de comércio: o lucro é, sobretudo, ditador das regras morais e decisivo na escolha das técnicas publicitárias. Para Marx, por exemplo, o capital influencia, através do acúmulo de riquezas, os padrões que decidem a integração de um indivíduo no meio em que ele se insere — nesse caso, possuir determinados produtos é chave de aceitação social, principalmente entre crianças de cuja inocência se aproveita ao inferir importâncias na aquisição. Em contraposição a esses avanços econômicos e aos interesses dos grandes setores nacionais de mercado infanto-juvenil, os órgãos de ativismo em proteção à criança utilizam-se do Estatuto da Criança e do Adolescente para defender os direitos legítimos da não-ludibriação, detidos por indivíduos em processo de formação ética. Não obstante, a regulamentação da propaganda tende a equilibrar os ganhos das empresas com o crescente índice de consumo desenfreado. Cabe, portanto, ao governo, à família e aos demais segmentos sociais estimular o senso crítico a partir do debate em escolas e creches, de forma a instruir que as necessidades individuais devem se sobrepor às vontades que se possuem, a fim de coibir o abuso comercial e o superconsumo.

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CONTATO! / EDIÇÃO 2015 / www.contatomaceio.com.br

Revista Contato!  

Edição 2015 da revista Contato!.

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