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Ano V - Edição 08 - 1º semestre de 2018 - Uma publicação do Colégio Magister Colégio

Revista

Membro das

s i a t i g i d s a c i t á Pr quências e suas conse

O mundo vem até você Empresários aos 13 anos Colégio Magister: a arte de inspirar protagonistas


Atividades artĂ­sticas, esportivas e culturais

ColĂŠgio

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bibliotecamagister


Editorial

Ka a Mar nho Diretora Pedagógica do Colégio Magister Doutoranda em Educação pela Pon cia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

C

ompletar 50 anos de história é marcante. Nestes 50 anos de Magister, que estamos comemorando em 2018, enfrentamos muitos obstáculos e vemos inúmeras conquistas. Tudo isso faz o Colégio ser o que é hoje. Mais uma vez, é um orgulho poder falar um pouco dos projetos e ações que ajudam a construir essa história. Na editoria “Por Que Magister?” desta 8ª edição da Revista do Magister, falaremos de três famílias cujos caminhos cruzam com o da escola. Já na editoria “Nossos Alunos Para Sempre”, o ex-aluno Caique Pereira de Souza discorre um pouco sobre como conseguiu se tornar um reconhecido youtuber, uma das profissões novas que a tecnologia nos apresenta. Nos tempos atuais, é extremamente relevante falarmos sobre um tema que permeia nossa vida

mais do que imaginamos: a Cidadania Digital, que tem desdobramentos na editoria “Uma Reflexão sobre o Futuro” e na matéria do Ensino Médio. A matéria do Kindergarten, que fala sobre prá cas de Letramento na Educação Infanl; a do Ensino Fundamental I, que aborda o aprendizado do QR Code, recurso tecnológico muito presente em nossa ro na; a matéria do Ensino Fundamental II, que diz respeito às competências empreendedoras e financeiras que os alunos do 7º ano trabalham; e a do Programa Internacional, que descreve o Interna onal Day, evento do qual o Magister realizou a 1ª edição em 2017, em parceria com a CI Intercâmbio, também são detalhadas nesta edição. O entrevistado da vez é um dos autores de literatura infantojuvenil mais vendidos e conhecidos do Brasil: Pedro Bandeira, que nos presenteou com uma ilustre visita em 2017.

Funcionários que têm feito parte da trajetória do Colégio nestes 50 anos, a secretária escolar Marcia Mi ko e o supervisor patrimonial Valnor Rodrigues, têm suas histórias com o Magister relatadas na editoria “DNA Magister”. Para finalizar, a editoria de “Responsabilidade Social” desta edição retrata uma conquista da ProBrasil, ONG que o Magister apoia por meio de ações e eventos: a reinauguração da Biblioteca São Mar nho de Lima, na unidade de Jd. Dos Álamos (Zona Sul de São Paulo), fruto de muito trabalho e empenho de voluntários e da comunidade, incluindo o Colégio. Ah, como é bom falar de tudo isso... Dessa forma, caro leitor, você conhece um pouco mais o que é o Magister.

Tenha uma ótima leitura!


Conselho Editorial Alberto Palos Mar nho, Ilka Senise Mar nho, Ka a Mar nho Rabelo, Karin Mar nho Nogueira, Marcos Alberto Mar nho, Simone Soares Mar nho Editora-Chefe Karin Mar nho Nogueira Editora de Redação e Direção Pedagógica Ka a Mar nho Rabelo Direção de Arte Sheila Prado Redator Piero Paglarin

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Por que Magister?

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Aparecendo para o mundo

Contato Comercial marke ng@magister.com.br Tel: (11) 5545-2000

DNA Magister

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As declarações e opiniões de terceiros publicadas nesta revista são da exclusiva responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Colégio Magister.

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O mundo vem até você

QR Code:

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um link para o futuro

Prá cas de

letramento

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Empoderando para a

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Agradecimentos Famílias: Fabio, Kelly, Isabella e Roger; Renato, Marília, Manuela e Gabriela; Sebas ão, Lilian e Marina; Caique Pereira de Souza; Pedro Bandeira; Valnor Mota Rodrigues e Márcia Mi ko N. Masuda.

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Tiragem 3.000 exemplares A Revista Magister é uma publicação de distribuição interna e gratuita do Colégio Magister. Não é permi da a publicação e difusão de seus textos e fotos sem a devida autorização. As mensagens publicitárias são de apoio cultural.

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Prá cas digitais e suas consequências

Fotografia Piero Paglarin Sheila Prado Rodrigo Pacheco Impressão Gráfica Companygraf

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Pedro Bandeira e a paixão pela leitura

Supervisão e Marke ng Carlos Enrique Garcia Revisão Rosiris Cara n

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Empresários

aos 13 anos

Um livro, uma porta para o mundo

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Cidadania Digital

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Por que Magister?

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ebas ão, Lilian e a menina Marina, do 9º ano do Ensino Fundamental e aluna do High School, formam uma das famílias desta edição da editoria “Por que Magister?”. Simpá ca, a família faz parte do Magister desde 2006, quando Marina foi matriculada no Mini-Maternal, com 1 ano e 6 meses de idade. “Como trabalho na área educacional, procurava um lugar onde o diálogo entre família e escola fosse realmente valorizado”, jus fica a mãe e terapeuta ocupacional Lilian, que aponta também os métodos de ensino u lizados pelo Colégio como razão de sua escolha. Ainda sobre o ensino do Magister, Lilian diz que “estar sempre inovando nos recursos de ensino, incluindo e fortalecendo valores importantes para a formação do

ser humano” é o principal diferencial da ins tuição. Ela destaca que é notório o desenvolvimento de Marina em apresentações e falas ao público, já que a adolescente melhorou sua comunicação oral e corporal. Ela acentua também a par cipação da filha no projeto Talentos Literários, quando um texto de sua autoria foi publicado, e completa: “O que nos enche de orgulho foi acreditar no projeto do Ensino Bilíngue quando a Marina estava no Maternal (...) e hoje vê-la indo para o High School... É gra ficante saber que fizemos a escolha certa!” O pensamento de Lilian vai ao encontro do que a família Mantovani, formada pelos pais, Renato e Marília, e as filhas, Manuela (aluna do K4 e do Período Complementar) e Gabriela (do B1) tem a dizer

3 sobre o Colégio: “Escolhemos o Magister por conta do Ensino Bilíngue, da qualidade de ensino e por ser uma escola acolhedora, com um ambiente familiar”, diz Marília. Apesar de ter matriculado Manuela em 2014 no B1 (Berçário), a família Mantovani já possui uma longa história com o Colégio: “Os os e primos do Renato estudaram no Magister. Já conhecíamos a qualidade do ensino”, jus fica a mãe, que completa: “Desde que escolhemos matricular Manuela, queríamos uma escola onde ela ficasse até se formar. Esse sempre foi o intuito: ter a escola fazendo parte da história da família. (...) É importante a escolha da escola com os princípios da família”. Gabriela, que tem apenas 7 meses de idade e foi matriculada em

Lilian, Marina e Sebastião


Marília, Gabriela, Renato e Manuela

2017, logo deve seguir os passos da irmã, de 4 anos, que está aproveitando os bene cios de estudar em uma Educação Infan l bilíngue. “No mercado de trabalho que vivemos hoje, é imprescindível o Inglês. Tendo a oportunidade de colocá-las desde cedo no Ensino Bilíngue, o aprendizado é mais eficaz (...) É para que no futuro elas tenham um currículo atra vo e diferenciado”, pontua Marília. A terceira família que conheceremos um pouco mais nesta edição é um quarteto: Fábio é o pai, Kelly é a mãe, e Isabella, do 9º ano, e Roger, do 3º ano do Ensino Fundamental, são os filhos. A história deles no Magister começou em 2005, com a matrícula de Isabella no Berçário. Kelly relembra essa época: “Procurávamos um Berçário e ficamos encantados com a estrutura e com a excelente equipe que encontramos aqui. (...) Um momento marcante foi quando fizemos a adaptação da Isabella no Berçário. (...) Saí da escola aliviada, pois ve a segurança de que tudo ficaria bem. Depois, quando foi a vez do Roger, foi muito mais tranquilo”.

Mas Kelly deixa claro também que já naquela época pensou na con nuação da história de sua família com o Colégio: “Queríamos uma escola que, além de um bom Berçário, possibilitasse uma con nuidade, por meio do Ensino Fundamental e Médio de qualidade. O Magister foi a opção ideal.” Em meio a toda a história construída entre sua família e o Magister, Kelly relembra também com orgulho outros momentos, como os Estudos do Meio que a escola oferece: “Vê-los felizes em passear com os amigos e voltarem com tantas histórias para contar é incrível”; e as apresentações das A vidades Extras: “As apresentações de Ballet, Jazz, Judô, Capoeira também são marcantes, é muito bom vê-los tão felizes pelo que realizaram ao longo do ano.” Essas três histórias demonstram apenas um pouco da sinergia entre o Magister e a comunidade escolar, uma relação que já dura 50 anos... Fábio, Kelly, Isabella e Roger


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Fábio, Kelly, Isabella e Roger Um livro: Extraordinário – R. J. Palacio Uma música: Pais e Filhos – Legião Urbana Um lugar: Disney World Um filme: Toy Story Comida predileta: churrasco O melhor de ser pai é: compar lhar experiências e energias. O melhor de ser mãe é: ver os filhos se tornando pessoas boas, independentes e felizes

Renato, Marília, Manuela e Gabriela Um livro: O Poder Infinito da Sua Mente – Lauro Trevisan Uma música: Something Just Like This - Coldplay Um lugar: Paris (FRA) Um filme: La La Land - Cantando Estações Comida predileta: frutos do mar O melhor de ser pai é: conseguir arrancar um sorriso mesmo elas estando tristes, é poder estar sempre por perto e ao mesmo tempo guiá-las de longe, é receber o mais puro e sincero "eu te amo". O melhor de ser mãe é: poder acordar com um sorriso e um abraço cheio de amor. É ter a percepção e a sensibilidade de que é preciso mudar a si mesmo pra dar o melhor exemplo a nossas filhas.

Sebastião, Lilian e Marina Um livro: A Cabana – William P. Young Uma música: Happy – Pharrell Williams Um lugar: Maceió - AL Um filme: La La Land - Cantando Estações Comida predileta: pizza O melhor de ser pai é: são os bate-papos com a Marina sobre diferentes assuntos da vida... são incríveis! O melhor de ser mãe é: descobrir o sen do do amor: de querer ver e presenciar o desenvolvimento de um ser humano em todos os sen dos. Além da convivência amiga e amorosa com minha filha.


Nossos alunos para sempre

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Caique Pereira de Souza

Aparecendo para o mundo

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modernidade e as constantes atualizações tecnológicas promovem mudanças na sociedade, provocam novas formas de interação e de relações sociais, e até mesmo dão asas à criação de novas profissões. Nosso ex-aluno selecionado para esta edição da editoria “Nossos Alunos para Sempre” está in mamente inserido nessa realidade. Caique Pereira de Souza, nascido em Vargem Grande do Sul-SP, estudou no Magister da pré-escola (atual Educação Infan l) até a 3ª série do Ensino Médio, quando se formou, em 2011.

Graduado em Publicidade e Propaganda, Caíque hoje tem seu próprio negócio: um canal na plataforma Youtube chamado “Escola para Youtubers”, que tem o obje vo de auxiliar youtubers iniciantes e veteranos a criarem canais de qualidade com audiências apaixonadas por seus conteúdos. Mas a história de Caique como youtuber não se resume só a isso. Confira nossa entrevista com ele e saiba mais: 1 - Quais são suas melhores lembranças do Magister e do que você mais gostava no Colégio? A primeira coisa que me vem à mente são as amizades e tempos bons que passaram; e com certeza, as aulas de Teatro, que me moldaram e me levaram a ser quem sou hoje e à profissão que escolhi. Eu já

fui uma pessoa fechada, mida, nha medo da exposição, mas isso mudou e fez a diferença, não só no Youtube, mas na vida. Temos que saber falar, expor nossa opinião, se impor, e o Teatro me ajudou a conseguir essas habilidades. 2 - Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional até o momento. Quando entrei no curso de Publicidade e Propaganda, logo consegui um estágio em uma das maiores produtoras de vídeo da América La na. Passei um tempo trabalhando lá, mas não era aquilo que eu realmente queria para minha vida. Sempre sonhei em estar no palco, na frente das câmeras, e ali eu estava atrás delas. Até que surgiu uma grande oportunidade: eu já nha um canal no Youtube como hobby, e o canal da MIX TV me chamou para um teste em um reality show que seria realizado, cujo “prêmio” seria um programa na emissora. De 30 mil pessoas convidadas, 50 foram para o segundo teste, e 12, incluindo eu, foram selecionadas para o reality. Foi um grande aprendizado. Fiquei em quinto na compe ção, mas foi muito diver do e vi que era aquilo que eu queria. Então, meu hobby, o Youtube, pareceu muito atraente e decidi inves r nele, e não parei mais.


dio em 2011 3ª série do Ensino Mé

3 - Fale sobre sua história como youtuber. Meu obje vo no Youtube era "ser visto". No começo, quando era um hobby, eu fazia tudo sem saber de nada e passei 5 anos "brincando ", e o canal nunca cresceu, até a hora em que decidi levá-lo a sério. Então, fui estudar sobre o assunto. Seis meses depois, já com conhecimento, eu nha uma decisão muito importante para tomar: meu canal falaria do quê? E pensei: “o que eu gosto de fazer?” "Vídeos para Youtube". “O que sei fazer?” "Vídeos para youtuber". Então, por que não fazer um canal sobre como ter um canal? Daí nasceu o "Escola para Youtubers". Comecei o canal e pouco tempo depois, a ngi 13 mil inscritos e, para minha surpresa, a empresa Youtube me chamou para conversar na sede da Google em São Paulo, e me ofereceu mais cursos, mais informação... Com o tempo, fui crescendo e ve o convite para um projeto do Youtube mundial, onde eu seria um dos representantes do Youtube Brasil. Aí comecei a ir a eventos nacionais e internacionais em nome do Youtube, e empresas começaram a se interessar pelo meu conteúdo.

4 - Como você vê, hoje em dia, a relação entre um youtuber e seu público no Brasil? Que o Youtube já é um meio de comunicação acessível e massivo não é segredo. Porém, "com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades". Pelo meu canal, passam diariamente mais de 50 mil pessoas que querem escutar o que eu tenho a dizer. A par r do momento que você a nge uma massa, a cautela na hora de produzir conteúdo triplica. 5 - Como youtuber, como você vê a prevenção do cyberbullying hoje em dia? Deveria ser o básico da educação e é ca. Infelizmente, ainda vemos casos de comportamento errado, porém a informação está cada vez mais alcançando as massas. O Youtube mesmo tem regras muito claras sobre esses quesitos. Nós somos responsáveis por nossos atos e, com toda essa informação, o próprio público mostra descontentamento com a tudes de cyberbullying.

6 - Para elaborar o conteúdo e gerir seu canal, você conta com colaboradores? Em caso afirma vo, quais são suas principais funções? Gerar conteúdo é a tarefa mais di cil, porque não é apenas fazer "videozinho para internet". Se você não entrega conteúdo de valor, não tem resultado (views, inscritos, contratos, patrocínios). Mas o público sempre ajuda, com dúvidas, questões específicas, e acaba virando um ciclo. Hoje, conto com dois funcionários: um editor para cuidar das produções e um representante comercial, uma pessoa que representa meus interesses e cuida da minha imagem diante de contratos, empresas e trabalhos. 7 - Dê um recado para os alunos do Magister que almejam o sucesso profissional. Com tudo o que é esperado de você, da pressão, das provas, trabalhos, “qual curso escolher?” e nessa correria de tomar decisões, muita coisa se perde no meio do caminho. O mais importante é aproveitar cada momento e fazer o que se gosta. O sucesso profissional não é ganhar muito dinheiro ou ter uma casa incrível, um carro sensacional, é acordar todo dia com um sorriso no rosto pelo simples fato de estar fazendo o que se gosta. Para conhecer o “Escola para Youtubers”, o canal de Caique no Youtube, acesse o QR Code abaixo:


Uma reflexão sobre o futuro

8 Dr.ª Simone fala aos colaboradores do Magister sobre prá cas digitais

Prá cas digitais e suas consequências

A toda liberdade corresponde uma responsabilidade”. É com esta afirmação da Dr.ª Simone Mar nho, Especialista em Direito das Relações de Consumo e em Direito Educacional, que começamos a falar sobre um tema contemporâneo e importante: as prá cas digitais. Ao contrário do que alguns pensam, a Internet é regida por regulamentações que preservam a privacidade e o respeito ao próximo. Porém, com o advento das redes sociais, uma “falsa liberdade” tende a se perpetuar entre os usuários, que se veem com o direito de expor opiniões e conteúdos visuais (fotos e vídeos) sem avaliar o impacto destes na vida de outras pessoas e também na própria. “O abuso do direito à liberdade de expressão pode violar o direito à honra, imagem e privacidade”,

alega a Dr.ª Simone, que ainda alerta: “Deve-se pensar muito antes de se manifestar em qualquer rede social, pois o seu pensamento se eterniza na Internet, que muitas vezes não permite o direito ao arrependimento.”

A prevenção da prá ca de cyberbullying (bullying virtual), um problema que o século XXI trouxe à sociedade, é um dos trabalhos que o Magister faz com estudantes a par r do Ensino Fundamental em relação às prá cas digitais.

Na comunidade escolar, que envolve alunos, professores e famílias, o cuidado em relação ao tema deve ser redobrado, pois abrange menores de idade que, perante a lei, não são responsáveis pelo que postam ou escrevem em redes sociais. “Segundo o item VII do Ar go 1.634 do Código Civil, os pais devem representar os filhos judicial e extrajudicialmente até os 16 anos nos atos da vida civil e assis -los após essa idade nos atos em que forem partes, suprindolhes o consen mento”, explica a Dr.ª Simone.

A u lização de disposi vos móveis, como tablets e smartphones, em sala de aula, para fins pedagógicos, que é prevista pelo Ar go 1º da Lei 16.507/2017, é uma conquista em prol da educação, que prevê o uso correto da tecnologia. Além de usufruir esse recurso, o Magister empodera os jovens do Ensino Fundamental e do Ensino Médio também para serem cidadãos digitais fora da sala de aula, no dia a dia, já que suas a vidades virtuais podem gerar consequências para eles próprios, suas famílias e outras pessoas.


Esse trabalho do Colégio é longo e con nuo e seu início foi apresentado aos pais em reuniões escolares. “O trabalho da escola deve ser prolongado junto à família do aluno”, jus fica Camile Rodrigues, coordenadora de Tecnologia Educacional do Magister.

evidências (provas), seja no computador ou em cópias impressas. Para diminuir as consequências para a ví ma, é possível contatar o provedor da Internet para re rar o material ofensivo do ar, porém o provedor só estará apto a fazê-lo mediante ordem judicial;

Assim, os pais adquirem o conhecimento de questões importantes referentes ao uso da Internet pelos filhos. Veja abaixo algumas questões que estão sendo abordadas e às quais os pais devem ficar atentos:

- conforme o Ar go 5º da Lei nº 13.185/2015, é dever do estabelecimento de ensino (...) assegurar medidas de conscien zação, prevenção, diagnose e combate à violência e à in midação sistemá ca (bullying).

- caracteriza o cyberbullying: depreciar, enviar mensagens intrusivas da in midade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social;

- caso o estudante sofra cyberbullying, se for grave e recorrente e for preciso uma intervenção legal para coibi-lo, é necessário salvar as

Outros temas delicados referentes ao assunto, como a publicação ou o compar lhamento de fotos de menores de idade sem autorização prévia dos pais ou responsáveis, também são trabalhados pelo Colégio junto à comunidade escolar. Na semana que compreendeu o Dia Mundial de Combate ao Bullying (7 de abril), em 2018, a Dr.ª Simone realizou palestras aos alunos de 6º a 8º ano sobre o assunto, conscien zando-os.

O Magister trabalha o tema também em parceria com as famílias e faz questão de deixar claro que todos são impactados por ele. “A escola ampliou esse trabalho para os pais e até mesmo seus funcionários”, diz Camile Rodrigues. A fala dela é refle da em ocasiões como uma das reuniões de pais do 1º semestre deste ano, quando o Colégio convidou a Dr.ª Ana Paula Siqueira, Especialista em Direito Tributário e Digital e idealizadora do programa “Proteja-se dos Prejuízos do Cyberbullying”, para falar aos pais de 6º ano do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio sobre o assunto. Camile jus fica: “O intuito do trabalho é causar a reflexão sobre o tema”. A educadora ainda aconselha aos pais que acompanhem a atuação digital dos filhos: “Par cipem. Conheçam os amigos - reais e virtuais - dos seus filhos. Dediquem tempo a eles, façam parte do mundo deles”.

conscientização

cidadania responsabilidade


Entrevista Pedro Bandeira e a paixão pela leitura

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edro Bandeira é um dos escritores de literatura infanto-juvenil mais vendidos e reconhecidos do Brasil. Autor de diversas obras de sucesso, como "A Droga da Obediência", "O Fantás co Mistério de Feiurinha", “A Marca de uma Lágrima" e muitas outras, Pedro tem uma trajetória brilhante como escritor e é ganhador de vários prêmios, como o Troféu APCA, da Associação Paulista de Crí cos de Arte, e o Prêmio Jabu , da Câmara Brasileira do Livro, entre outros. Em outubro de 2017, o Magister teve a honra de receber Pedro para um bate-papo com as crianças do 3º ano do Ensino Fundamental. Durante a visita, o escritor falou sobre sua carreira, suas obras, inspirações e sobre "Mais respeito, eu sou criança!", livro de sua autoria que os alunos da turma leram no úl mo trimestre do ano le vo. Ele ainda respondeu às perguntas das crianças e, ao final da conversa, autografou o Passaporte da Leitura e o exemplar de “Mais respeito, eu sou criança!” de cada aluno.

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Para saber um pouco mais sobre a inspiradora relação de Pedro Bandeira com a literatura, acompanhe a entrevista que o autor deu ao Magister: 1 - Quando o senhor descobriu o prazer pela leitura? Na minha infância, a leitura era minha única companhia, uma vez que meus irmãos eram muito mais velhos do que eu, não nha ninguém para brincar, não havia TV nem videogames... 2 - O senhor acha que os jovens leitores leem mais hoje do que an gamente? No Brasil, no início do século XX, 90% das pessoas eram analfabetas; no meio do século, 60% eram analfabetas. Assim, muito pouca gente podia ler, porque não sabia. Hoje, a escolarização é ampla e, graças aos professores, os jovens no Brasil leem muito mais do que em qualquer outro tempo. 3 - O senhor tem um gênero literário preferido? Sim: livros bons!

4 - Como é seu processo de escrita? O senhor espera a inspiração ou se propõe a escrever em determinados dias e horários? Escrever é um trabalho, a arte é um trabalho. Nenhum ar sta fica esperando que a tal “inspiração” caia do céu. Trabalha-se todos os dias, seja escrevendo, seja revisando, seja pesquisando, lendo... 5 - Que conselhos o senhor daria às crianças que produzem textos na escola? Como elas devem planejar sua escrita? Na escola, as crianças devem treinar a escrita o tempo todo! O melhor é que se peça a elas que escrevam sobre temas ligados à sua emoção, como sobre sua mãe, sobre seu irmão, seu animal de es mação, sobre algo que “saia de dentro” dela, nunca sobre algo distante de seus sen mentos, como “minhas férias” e coisas assim. 6 - O senhor acredita que os gibis podem ajudar as crianças pequenas a gostarem de ler?

Pedro Bandeira no Encontro com o Autor no Magister em 2017

Sim. Ler gibis e assis r a filmes estrangeiros com legendas, sem dublagem, foi algo que, em minha infância, muito me ajudou a treinar compreensão de texto e velocidade na leitura. Meu conselho é que, na escola, em todas as classes, haja pelo menos uma caixa com gibis e livrinhos de fácil leitura para uso dos alunos que verem terminado alguma tarefa antes dos outros. Assim, esses alunos se ocupam enquanto os colegas ainda estão trabalhando e aprendem que, quando não se tem nada para fazer, os livros e os gibis são ó mas companhias! 7 - De que modo os pais podem contribuir para que as crianças vejam o livro de uma forma posi va e sintam vontade de ler? Os pais, desde quando seus filhos são pequenos, devem ler em voz alta para eles. Desde o berço, desde os primeiros meses de vida. 8 - As crianças gostaram muito da sua visita ao Magister. Gostaria de deixar alguma mensagem para elas? Eu também adorei conhecê-las!.


Valnor Mota Rodrigues

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onciliar rigor e flexibilidade é uma habilidade imprescindível para quem gerencia e lida com pessoas profissionalmente. Valnor Mota Rodrigues, Supervisor Patrimonial do Magister, faz dessa habilidade sua mo vação.

Sob a gestão de Valnor estão os porteiros, seguranças e inspetores de alunos. “Adoro o que faço e faço por amor. É natural de mim querer sempre prestar meu serviço com excelência, me cobro muito”, alega o Supervisor Patrimonial.

Nascido em Cristalândia - TO, Valnor ingressou no mercado de trabalho com 14 anos, como Menor Aprendiz nos Correios do interior tocan nense. Após o término de seu primeiro contrato de trabalho e um período de 4 anos no mercado informal, ele veio para São Paulo, a fim de dar con nuidade à sua vida profissional.

“Sempre me prontifico a ajudar quando posso”.

Na capital paulista, seu primeiro emprego foi na Portaria de um estabelecimento alimen cio. Logo depois, o terreno do estabelecimento foi adquirido pelo Magister e se tornou uma escola de idiomas do Colégio. Foi nessa época que ele conheceu o senhor Alberto Mar nho, fundador e mantenedor do Magister. Em 2000, senhor Alberto fez uma proposta para o porteiro trabalhar na escola de idiomas, iniciando, assim, a história do tocan nense com a ins tuição. Em 2006, Valnor recebeu o convite para ser Supervisor Patrimonial e gerenciar as unidades Júnior e Sabará, além da escola de idiomas, que hoje não faz mais parte do grupo. Cerca de dois anos depois, o crescente interesse pela área fez o profissional realizar um curso superior em Processos Gerenciais. “Fiz o curso para me aperfeiçoar e administrar pessoas de uma forma cada vez melhor, entendê-las”, ele jus fica.

Segundo Valnor, sua autonomia para trabalhar é uma das coisas que mais lhe agrada no exercício da sua função, além do fácil acesso à direção. Mas, além de gerenciar suas equipes, Valnor faz questão de ter contato direto com o público. “Nos horários de pico, na entrada e saída, sempre estou presente na Portaria, recepcionando as pessoas. Gosto disso”, ele afirma. E complementa: “Sempre me pronfico a ajudar quando posso”. Sobre o fato de trabalhar na Segurança, uma área que deve primar pelo cuidado e cumprimento de regras, Valnor consegue aliar a isso a educação e a gen leza que lhe são naturais. Ele é categórico: “Ao mesmo tempo que temos que ser rígidos, temos que educar. Fico sempre atento a isso.” Ao Magister, por toda sua relação com a ins tuição, Valnor tem gra dão: “Sou muito grato ao Colégio por tudo o que ele me proporciona, por ter meu trabalho visto e reconhecido. Isso é importante.”


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Márcia Mi ko Nishigawa Masuda

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onfiança no próximo é uma virtude que facilita e qualifica as relações interpessoais, sociais e profissionais. A relação de Márcia Mi ko Nishigawa Masuda com o Magister é repleta de confiança e reciprocidade. Nascida na capital paulista, Márcia atualmente é Secretária Escolar do Colégio. Mas até chegar a esse cargo, uma significante história foi construída entre ela e a ins tuição. Quando era estudante do Ensino Básico, Márcia sinalizava interesse por iniciar sua carreira na área de Biológicas. Porém, ao conversar com outras pessoas e fazer um curso pré-ves bular, esse interesse mudou de direção e apontou para carreiras na área da Informáca, que estava em crescimento. Então, ela, que já nha experiência profissional como Menor Aprendiz em uma ins tuição bancária, começou a fazer um curso de graduação em Ciências da Computação, pelo qual conseguiu estagiar em duas escolas, como auxiliar em laboratórios de Informá ca. Na sequência, sua experiência na área do Ensino a levou a trabalhar no Magister, no departamento gráfico, onde atuou por alguns meses como Auxiliar Gráfico e, logo em seguida, assumiu a gestão do setor. Cerca de quatro anos depois, Márcia recebeu um convite inesperado do Colégio: trabalhar na Secretaria Escolar. A profissional, grávida na época, aceitou o novo desafio e começou a se preparar para exercer sua nova função. “Foi uma surpresa muito boa eles me oferecerem uma oportunidade como essa quando eu estava grávida”, diz ela.

Assim que retornou da Licença Maternidade, em 2007, Márcia, enfim, assumiu seu novo cargo. “Foi marcante minha transição de um departamento para outro. E fui muito bem acolhida”, afirma a profissional. Hoje, mais de 10 anos depois, ela fala com propriedade sobre sua atuação: “Tenho anos de casa. É um desafio constante. Aprendi e con nuo aprendendo muito. Isso é bom, pois temos que visar sempre o crescimento e nunca estagnar.” Responsável pela gestão e organização da documentação geral do Colégio e pelo atendimento a pais de alunos, Márcia deixa claro seu encantamento por trabalhar no campo do Ensino: “A área da Educação é importante, porque podemos ver o crescimento e o desenvolvimento de uma criança desde a Educação Infan l até o Ensino Médio, por completo.” A confiança que o Magister deposita em Márcia é a principal mo vação da secretária. “Só tenho a agradecer as oportunidades que foram dadas a mim e con nuar trabalhando para me desenvolver ao máximo”, ela diz, entusiasmada.

“A área da Educação é importante porque podemos ver o crescimento e o desenvolvimento de uma criança desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, por completo.”


Programa Internacional

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International Day – O mundo vem até você Procurando facilitar às famílias o acesso às informações necessárias para que elas alcancem o obje vo de ver seus jovens estudando no exterior, em 2017 o Magister fez uma parceria com a CI Intercâmbio e Viagem, empresa especializada em promover a ida de brasileiros para estudarem fora do país, e organizou a primeira edição do Interna onal Day.

Porém, ao mesmo tempo em que outras nações oferecem diferentes possibilidades acadêmicas, as questões culturais que cercam o ensino e as exigências para o ingresso de estrangeiros podem ser diferentes de um país para outro. Por isso, é de suma importância o conhecimento sobre o que cada nação preconiza a respeito de fatores como estudo, moradia e, muitas vezes, mercado de trabalho.

Realizado em outubro na Unidade Júnior, o Interna onal Day foi um grande evento que teve como intuito promover o encontro das famílias do Colégio e demais interessados com representantes de universidades internacionais, consulados e outros profissionais aptos a falar sobre as peculiaridades de estudar em alguns dos principais países europeus e americanos.

No Interna onal Day, que foi aberto ao público geral, os visitantes puderam esclarecer suas dúvidas na Feira de Universidades e Consulados, com estandes de diversos países, como Espanha, França, EUA, Irlanda, Holanda e Suíça, entre outros, e veram a oportunidade de assis r a palestras ministradas por especialistas sobre o tema do evento e especificidades de cada nação. O evento contou também com a Bookfair, uma feira de livros em inglês oferecida pela editora Sell Books, parceira do Magister na ocasião. O Interna onal Day aconteceu simultaneamente à Mostra Cultural do Programa Internacional do Magister, que exibiu ao público presente os trabalhos dos alunos do Kindergarten (Educação Infan l Bilíngue) e do Programa Internacional (Elementary, Middle e High School), que são o resultado de

Alunos do Programa Internacional também trabalharam no Interna onal Day

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studar no exterior deixou de ser uma perspec va promissora e se tornou realidade para muitos jovens no Brasil. O conhecimento e a vivência de outras culturas e a busca por qualificações acadêmicas diferentes das que o país oferece são as principais mo vações para os adolescentes cursarem sua graduação fora do país.


A Feira de Universidades e Consulados foi uma das atrações do Interna onal Day

tudo o que foi desenvolvido e dos conhecimentos adquiridos pelas turmas ao longo do período le vo.

profissionais”, ela complementa, discorrendo sobre a importância do evento para o Magister.

“O Interna onal Day foi importante para os pais elucidarem diversas dúvidas e terem acesso a várias informações sobre o sonho de proporcionar que os filhos façam uma graduação no exterior. O evento aproximou os pais dessa realidade”, diz Ka a Mar nho, diretora pedagógica do Magister. “Para o Colégio, o Interna onal Day complementa todo o trabalho que é feito desde o Kindergarten até o High School, passando pelo Counseling, para auxiliar no preparo dos alunos para assumirem desafios acadêmicos fora do país e se tornarem protagonistas de suas próprias trajetórias estudan s e

Ka a ainda faz questão de falar sobre o futuro do Interna onal Day: “Como empresa especialista no ramo, a CI Intercâmbio e Viagem forneceu todo o suporte necessário para que o evento fosse um sucesso e ficasse marcado na história do Magister. A intenção agora é a de realizarmos a segunda edição em 2018, com todos os acertos da primeira edição e talvez algumas novidades”, afirma a diretora, entusiasmada.


Kindergarten

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Práticas de letramento na Educação Infantil

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esde muito pequena a criança observa e manifesta curiosidade com relação à cultura escrita. Ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ela começa a perceber que a escrita causa efeitos nas pessoas e, assim, vai adquirindo comportamentos de leitora e escritora, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, tomando cada vez mais gosto pela leitura e escrita. Quanto mais contato ela ver com eventos com a escrita, mais oportunidades terá para se apropriar dos modos de agir e de valores e conhecimentos que dizem respeito a esse universo, desenvolvendo papéis de leitora, escritora, e mobilizando a linguagem escrita para a u lização em diferentes situações sociais.

Nas aulas de Culinária, por exemplo, as crianças, desde pequenas, discutem previamente os ingredientes de uma receita, ditando-os para que a professora registre, e entregam a lista para a nutricionista providenciar os ingredientes para que, juntos, preparem o alimento. “Receita” é um gênero literário, e dessa forma, os pequeninos aprendem qual a função da escrita nessa situação. “As crianças

entendem a importância de um registro dentro de um conceito, com um sen do real. Nesse caso, sem a lista de ingredientes e suas quan dades, não seria possível solicitar a compra dos ingredientes e, posteriormente, preparar o a lim ento ”, res u m e C a ro lin a Saarepere, coordenadora do Kindergarten (Educação Infan l bilíngue) do Magister.

A Educação Infan l tem um papel fundamental na ampliação de repertórios em prá cas letradas. Nessa etapa da escolaridade, a imersão na cultura escrita deve par r do que as crianças conhecem e da curiosidade que deixam transparecer. No Magister, o entendimento da função social da língua pela criança é promovido por a vidades lúdicas e prá cas que até, por vezes, extrapolam os limites da sala de aula e envolvem a par cipação das famílias dos alunos. Junto com a professora, os alunos do K3 listam os ingredientes de uma receita e pra cam uma função social da língua


Outra importante e significa va situação envolvendo o letramento aconteceu nas aulas de Linguagem do K4 (Kindergarten 4) a par r da escuta da música “Vou Brincar Lá no Quintal”, proposta no material didá co. A música cita diversas brincadeiras, muitas delas desconhecidas pelas crianças, o que, desde o início, já aguçou a curiosidade dos pequenos. Para aprender tais brincadeiras, eles fizeram uma lista ditando cada uma para a professora, que, nesse momento, foi a escriba. Feito isso, veram que, cole vamente, elencar quais gostariam de conhecer para, então, aprenderem as regras, pois nham um obje vo: ensiná-las para as crianças do K3 (Kindergarten 3). Parte da a vidade envolveu até as famílias, que ouviram a

As prá ca s de letram ento po

música com seus filhos e registraram uma brincadeira preferida por meio de imagens. Foi uma diversão compar lhar com os amigos em roda o que registraram em parceria com os pais. Essa proposta trata de uma situação em que o texto escrito foi central, ou seja, foi necessário fazer um registro escrito para que a pesquisa e a organização do “como ensinar” fossem realizadas com sa sfação e a ngissem, assim, uma determinada finalidade, um propósito cole vo e comum a todos da turma.

crianças par ciparem efe vamente de diferentes, curiosas e variadas prá cas de leitura, promovendo interações sociais que facilitem a apropriação dos modos de ler e registrar. Sem dúvida, desde cedo, as crianças estão imersas em um ambiente alfabe zador!

Com base nos exemplos acima, podemos afirmar que faz parte das experiências da Educação Infan l criar situações que permitam às

dem ser lú

dicas e div er das

O processo de letramento começa na Educação Infan l


QR Code: um link para o futuro

É

comum ouvirmos que as crianças deste século pra camente nasceram com disposivos móveis, como tablets e celulares, “nas mãos”. Mas não é todo mundo que sabe fazer o uso mais adequado desses equipamentos. As diversas possibilidades que a tecnologia oferece para facilitar nosso dia a dia muitas vezes não são exploradas em sua totalidade.

usado nos dias atuais. Sua função é nos direcionar automa camente a um site, aplica vo ou arquivo que queremos encontrar, mediante uma combinação gráfica de quadros e espaços – lida por um aplicavo propício – que gera um endereço virtual ou URL (Uniform Resource Locator) e nos dá acesso ao que buscamos.

No Magister, a inserção dos alunos no mundo digital inicia-se na infância, a fim de que possam lidar com esses recursos com responsabilidade e competência. No Ensino Fundamental I, a temá ca das Habilidades Digitais é o passaporte para a exploração que as crianças fazem de inúmeros recursos para sua vida acadêmica e social.

Camile Rodrigues, coordenadora de Tecnologia Educacional do Magister, foi a responsável por explicar e executar o passo a passo da geração de um QR Code aos alunos da turma, no Laboratório de Informá ca. As crianças prestaram atenção e depois repe ram o processo no computador, com a orientação de Camile e das docentes da série.

Um dos recursos estudados pelo 4º ano do segmento em 2017 foi o QR Code (Quick Response Code) – “Código de Resposta Rápida” em português –, que é comumente

“Eles já nham visto, mas não sabiam o que era um QR Code nem para que ele servia”, comenta a Prof.ª Elizângela Grandelli, docente do 4º A e B. “Eles olhavam os QR

18 Codes dos amigos e percebiam que cada um era diferente do outro”, ela complementa. Monet Genioli, coordenadora do Ensino Fundamental I, resume o obje vo do aprendizado: “A ideia era mostrar para eles o que é, como criamos e como podemos u lizar o QR Code”. “Ah, então é pra isso que serve?!” foi uma reação comum dos alunos, segundo a Prof.ª Elizângela. O trabalho com Habilidades Digitais é con nuo. O aprendizado do QR Code é apenas parte de tudo o que é desenvolvido no Ensino Fundamental I. Para as crianças, em meio a todo o universo tecnológico que nos cerca, ainda há muito a aprender. Este é só o começo... Para você também exercitar um pouco o uso do QR Code, passe o leitor de QR Code do seu celular ou tablet abaixo e veja o que Matheus Tamataya, aluno do 4º C de 2017, tem a dizer sobre o tema:

Alunos do 4º ano aprendem sobre o QR Code

Ensino Fundamental I


Ensino Fundamental Ii

Empresários aos 13 anos

Q

uantos de nós, na escola, pudemos ser formados para sermos emocionalmente educados em termos financeiros? Pois, mais que atributos racionais, é preciso ter certo controle comportamental para ser inteligente financeiramente. Hoje, no Magister, esse aprendizado faz parte da formação dos estudantes do Ensino Fundamental. Sob a orientação dos docentes da disciplina de Metodologia e Autonomia, que tem o Empreendedorismo com um dos pilares, os estudantes são es mulados a projetar a gestão de uma microempresa. O trabalho é dividido em grupos e passa pelo aprendizado de fatores como custos da matéria prima e da fabricação, incluindo mão de obra; origem do produto; despesas adicionais, como luz, manutenção etc.; valor de venda e cálculo de lucro. Atributos mercadológicos, como obje vo e segmento da empresa, e atributos de markeng, como logo po e slogan, também são definidos pelos alunos. Todo o desenvolvimento, do planejamento à venda, é minuciosamente feito pelos jovens, para depois ser apresentado à turma. Em 2017, os estudantes do 7º ano veram como desafio “construir” uma ONG completa, com estatuto, campo e formas de atuação, meios de geração de dinheiro, canais de comunicação etc.

Nesse processo, os alunos estudam sobre a história do dinheiro e os conceitos de “necessidade”, “desejo” e “consumismo”. Ainda, aprendem conceitos básicos de Economia, como receita, imposto, inflação etc., além de terem noções das peculiaridades da venda online e da venda sica. O Prof. Leandro Suzart, um dos docentes de Metodologia e Autonomia, jus fica: “Assim, eles podem vivenciar uma organização financeira.” Ele ainda complementa sobre o resultado do trabalho: “Alguns alunos até ajudam a fazer o orçamento familiar!” Produtos das áreas de tecnologia, moda, esportes e gastronomia – como brigadeiros e uma gela na de três cores – são alguns dos resultados dos jovens em suas microempresas. O Empreendedorismo, desenvolvido desde 2014 na disciplina de

19 Metodologia e Autonomia, coloca para cada série propostas que crescem em complexidade e que vinculam aos projetos outro pilar, o de Valores Humanos. O trabalho realizado no 7º ano serviu de apoio ao projeto orientado pelas professoras Roselene Luz e Isilda Alvarez em 2017 no 8º ano, no qual os estudantes veram como desafio organizar a gestão de uma das barracas da Festa Junina Beneficente do Magister. Os jovens foram orientados a pensar na barraca como se fosse uma empresa e atuaram como se fossem funcionários dos departamentos de Marke ng, Propaganda, Logís ca e área financeira, revertendo o lucro ob do para a ONG ProBrasil, apoiada pelo Colégio. “Mais do que saber conceitos, colocar em prá ca o que aprenderam sobre educação financeira é uma experiência importante para eles”, afirma o Prof. Leandro.

No Magister, Educação Financeira alia teoria e prá ca


Ensino Médio Empoderando para a Cidadania Digital

O

século XXI proporcionou avanços tecnológicos, fazendo-nos rever o modo como interagimos com o ambiente em que vivemos e com o próximo. A chamada Geração Z (jovens nascidos entre 1995 e 2010), por já ter nascido em meio a essas transformações e inovações, possui habilidades que as gerações anteriores não puderam desenvolver com naturalidade. É fato que a socialização, hoje, principalmente entre os mais jovens, se dá de forma diferente se compararmos com décadas anteriores. A Internet e seus adventos, como as redes sociais, fazem parte da vida das pessoas de forma natural e intrínseca. Por meio desses recursos é possível conhecer pessoas, manter relacionamentos, expor e contrapor opiniões e, assim, mostrar quem somos e o que pensamos. Mas, até que ponto podemos nos expor na Internet? E até que ponto é válido interagirmos – posi va ou

nega vamente – com outras pessoas pela rede? É a par r destas perguntas que o Magister trabalha com seus alunos o importante tema da Cidadania Digital. Para o 9º ano do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, as plataformas virtuais Geekie, Google for Educa on e recursos básicos do Google – como o Google Drive, que permite o comparlhamento monitorado de arquivos – compõem o material pedagógico das séries, promovem a interação com os docentes e outros alunos e, assim, são um meio de trabalhar a Cidadania Digital. Os momentos certos e os porquês de usar seus smartphones ou tablets na ro na escolar – o que é permi do por lei para fins pedagógicos e realizado no 9º e no 1º ano no Magister – são combinados entre os estudantes e os professores, já sendo parte do trabalho. Mas, e fora da sala de aula, como fazer os jovens usarem a tecnologia com fins posi vos, tornando-os cidadãos digitais?

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Par mos de um pressuposto: “Cidadania Digital é uma extensão da cidadania real. É a mesma cidadania que aprendemos desde crianças, mas no mundo virtual”, diz Camile Rodrigues, coordenadora de Tecnologia Educacional do Magister e uma das responsáveis pelo trabalho junto aos estudantes. “Para os adolescentes, de certa forma, o mundo real e o virtual são uma coisa só, um faz parte do outro. Por isso não é di cil para eles entenderem a Cidadania Digital”, ela complementa. A coordenadora ainda afirma: “O aprendizado da Cidadania Digital não pode vir 'de cima para baixo', ser imposto. Tem que ter uma significante par cipação dos alunos, que têm que ser autônomos quanto ao que devem ou não fazer. É preciso empoderá-los.” A Geekie, ins tuição parceira do Magister, elaborou uma car lha que ajuda a nortear o trabalho do Colégio, com orientações quanto a posturas que podem ser adquiridas ou evitadas


no mundo virtual. Na escola, esse trabalho é desenvolvido na disciplina

de Metodologia e Autonomia e con nuado nas outras disciplinas. Ele é realizado de forma dinâmica e com base em alguns pilares. O primeiro deles é a Empa a, ou seja, colocar-se no lugar do próximo e avaliar se ou como se deve par cipar de discussões polêmicas em redes sociais, por exemplo. “O simples fato de dar um 'like' em algo significa que você está concordando com aquilo. É preciso ter cuidado com o conteúdo com o qual interagimos”, diz Camile. A Escutatória é o segundo pilar do trabalho. Camile explica: “Escutar o outro é muito raro. Em sala de aula, fazemos dinâmicas que incitam os alunos a escutarem o próximo”.

A Oratória é outro pilar desse trabalho. “Escutar é muito importante, mas falar também. O aluno tem que saber se posicionar, se impor nos momentos adequados”, jus fica Camile. O Silêncio Colabora vo complementa esses pilares. “Nas dinâmicas, se numa discussão a pessoa quer falar, ela simplesmente levanta a mão, sem falar nada, e espera sua vez”, afirma a educadora. Isso ensina a saber o momento certo de falar, de expor opiniões. Sobre o resultado dessas dinâmicas na Cidadania Digital Camile é clara: “Quando você tem hábitos no dia a dia que te levam a refle r, a ter empa a, a saber ouvir o próximo e saber quando se calar ou falar, sua postura no mundo digital tende a ser a mesma”. Além de como usar a Internet e redes sociais, os alunos aprendem quando u lizar esses recursos. “Eles vão trabalhar temas como vício digital, e são incitados a refler sobre esses temas. As reflexões são 'levadas para casa', influenciam o comportamento social deles”, afirma Camile.

O phubbing – ato de digitar em um disposi vo móvel enquanto se par cipa de uma conversa –, as fake news (no cias falsas) e como iden ficá-las, o cyberbullying e privacidade e proteção digital (criação de senhas seguras, por exemplo) são outros temas estudados, sempre com a orientação da Tecnologia Educacional e dos docentes. Camile resume todo o significado desse aprendizado: “O trabalho de Cidadania Digital é focado não só em educar digitalmente, mas em formar o cidadão global, completo”.


Responsabilidade Social Um livro, uma porta para o mundo

P

or meio do conhecimento a leitura promove o empoderamento. Com base nesse pensamento, a Associação ProBrasil, ONG que assiste crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social residentes no Jd. dos Álamos, na Zona Sul de São Paulo, inaugurou sua Biblioteca São Mar nho de Lima, em fevereiro deste ano. Apoiada pelo Magister desde 2004, por meio de ações pedagógicas e diversos eventos organizados pelo Colégio, a ProBrasil sempre teve a preocupação de oferecer um complemento à educação de seus assis dos por meio de aulas e oficinas de música, arte etc., em

períodos inver dos aos da escola. A abertura de uma biblioteca vem ao encontro dessa ideia e visa fomentar a leitura e a aquisição de conhecimento pela comunidade. “A leitura é fundamental para o desenvolvimento da nossa cria vidade, nossa imagem do mundo. Ela ajuda na formação dos nossos valores e comportamento. Além de bene cios como aumentar e melhorar o vocabulário e o conhecimento geral dos jovens”, diz Uwe Weibrecht, presidente da ProBrasil. O evento de inauguração da Biblioteca São Mar nho de Lima foi realizado no dia 21 de fevereiro, e

22 contou com a presença de diversas crianças e jovens assis dos pela ProBrasil, moradores da comunidade, voluntários e alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Magister, que pres giaram o acontecimento. No início do evento, todos assis ram atentamente a um cortejo literário da ONG IBEAC, que tem como obje vo promover a prá ca da leitura na região de Parelheiros. As voluntárias da ONG, parceira da ProBrasil, contaram histórias de livros infan s, falaram sobre a importância do acesso à leitura, cantaram e encantaram o público. Depois, Uwe falou a todos sobre o significado daquele momento e

Evento de inauguração da biblioteca da ProBrasil


oteca

a bibli

ação d augur

e in Ato d

apresentou com orgulho alguns dos jovens voluntários que auxiliam a ProBrasil e ajudaram no processo de criação do novo local. Uwe ainda falou sobre a relevância da biblioteca: “O acesso a livros na região de Parelheiros é muito complicado, e a ProBrasil hoje é um ponto onde esse acesso é possível. Para um desenvolvimento sustentável, a inauguração da biblioteca é um passo fundamental.” Mas todo o trabalho que culminou nessa inauguração não foi fácil. O próprio Uwe explicou como se deu o processo, que contou com uma importante contribuição do Magister, seus alunos e comunidade escolar: “O projeto da criação de uma biblioteca comunitária começou em 2010 e sempre contou com o apoio do Magister, que

fez várias doações de livros. Para registrar e catalogar os livros, o Colégio doou um computador, que também é usado para pesquisas”. Maria Lucélia, bibliotecária do Magister, ensinou os jovens voluntários a catalogar e organizar os livros. “Três voluntárias ainda fizeram um curso de contação de histórias”, complementou Uwe. Vivian Santos, coordenadora do telecentro da ONG e que par cipou de parte do processo, também deu seu parecer sobre a conquista: “Para nós, foi uma luta, mas conseguimos. Agora, estamos buscando novas parcerias para con nuar o trabalho”. A ProBrasil, em parceria com o IBEAC, pretende realizar cortejos literários em seus arredores, contando histórias ao público e buscando fomentar o hábito da leitura.

“A inauguração da biblioteca ocorreu com a par cipação da comunidade. Vamos agora lutar também para que ela seja uma ferramenta de transformação. Precisamos criar uma cultura, um hábito de leitura entre os jovens”, declarou Uwe, vislumbrando as possibilidades que a biblioteca oferece. A Biblioteca São Mar nho de Lima conta com um acervo de mais de 2500 livros, composto por literatura nacional e estrangeira, além de literatura infanto-juvenil. Os livros ficam à disposição da comunidade, que pode re rá-los para leitura gratuitamente.


Aconteceu...

VI Congresso Saberes da Docência

Palestra sobre a Independência do Brasil

Em parceria com o Instituto Inovar de Educação Internacional, o Magister realizou o evento educacional em agosto de 2017, nas dependências do Centro Universitário Ítalo-Brasileiro (UniÍtalo), o que demonstra o crescimento do congresso.

Luis Phillipe Orleans e Bragança, herdeiro da Família Real portuguesa que esteve no Brasil na Monarquia, e Danilo Garcia de Andrade, diretor institucional da Casa de Portugal, falaram aos alunos do Ensino Fundamental II sobre a Monarquia e a Independência.

11ª Jornada das Profissões Realizada em agosto de 2017, a jornada reuniu profissionais de várias áreas do mercado de trabalho e professores universitários, que dividiram suas experiências e conhecimentos com os alunos do Ensino Médio.

Intercâmbio Brasil - Argentina

Festival dos Festivais 2017

Em setembro, o Magister recebeu alunos da série correspondente ao 9º ano de uma escola argentina. Eles vieram ao Brasil para conhecer nossa cultura e vivenciarem um pouco da rotina que um estudante brasileiro vive. Depois, com o mesmo objetivo, alunos do Magister passaram alguns dias na Argentina.

Em novembro, alunos de modalidades esportivas como Patinação Artística, Judô e Ginástica mostraram seus talentos aos pais e ainda competiram com alunos de outros colégios e ganharam medalhas.

3º ICLOC Jovem Em outubro, o Magister participou do 3º ICLOC Jovem, evento organizado pelo Instituto Singularidades e pelo Instituto Cultural Lourenço Castanho que reúne alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio para apresentarem trabalhos educativos, a fim de suscitar a integração entre eles e desenvolver o pensamento crítico e a fala em público.


Você sabe dizer qual é o número exato de cubos na gura abaixo? Tente não passar muito tempo olhando a imagem, sendo 20 segundos mais do que suciente para calcular quantos cubos existem.

e l b Crum

de maçã com aveia

Ingredientes: 6 maçãs ½ xícara de farinha integral ½ xícara de aveia em flocos finos ou granola ½ xícara de açúcar mascavo 2 colheres (sopa) de óleo de coco ou manteiga Canela em pó a gosto (opcional) Modo de preparo:

Matemática é uma ciência que traz grandes benefícios para o cérebro. No desao matemático abaixo, descubra o número que falta na sequência.

Corte as maçãs em rodelas grossas e coloque numa vasilha que vá ao forno; Se quiser, polvilhe a vasilha com um pouco de canela; Num outro recipiente, coloque a farinha, a aveia (ou granola), o açúcar e o óleo de coco e misture até virar uma farofinha; Coloque essa farofinha sobre a maçã e leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos; Re re do forno e sirva.

Respostas: 1 - 10; 2 - 90; e 3 -

Elimine três guras da imagem abaixo para que as demais não quem em contato entre si.

Obs.: a maçã pode ser subs tuída por frutas como banana, pêssego, abacaxi, morango e manga.


No último resultado do ENEM, o Magister teve a melhor média de redação da sua região.

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Revista Magister - Edição 08  
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