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CURIOSIDADE:

Em agosto de 1983 foi instalado em Franca o núcleo da COCAP – Cooperativa Central Agropecuária do Paraná Ltda, que dois anos depois, enfrentando contratempos financeiros, foi dissolvido. Então a história da Cocapec teve início. Em reunião realizada em julho de 1985, por votação unânime dos presentes foi criada a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec, que no final daquele ano já possuía 291 cooperados.

Editorial

A Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas - Cocapec, ao mesmo tempo em que comemorará 25 anos de fundação em 2010, vê pela frente novos e grandes desafios. Manter a liderança da cafeicultura na Alta Mogiana e interior paulista, continuar o esforço pela produção cada vez maior de café de qualidade superior e promover, como sempre fez, a união dos cafeicultores em torno de objetivos e ideais que vêm desde o dia em que um grupo de idealistas resolveu fundar a cooperativa. Por incrível que pareça, é possível produzir café de qualidade sempre superior. Os especialistas contratados pela Cocapec para julgamento das amostras do 6º Concurso de Qualidade de Café - Seleção Senhor Café Alta Mogiana, em setembro passado, atestaram que a qualidade do café dos cooperados este ano foi superior. Classificaram as amostras como gourmet e superior, acima da classificação anterior de cafés finos. Respondendo a indagações da Revista Cocapec sobre se é possível produzir café ainda mais fino, disseram que sim, pois é possível cuidar melhor da lavoura em todas as fases e obter um produto final realmente superior. Diante disso, temos convicção que a cooperativa, através do esforço conjunto de cada um de seus funcionários, com a atuação esmerada dos agrônomos, em trabalho conjunto com os 1.900 cooperados, haverá de alcançar esta meta que em verdade é um desafio. Pois assim o mercado exige.  Para continuar competindo, é necessário oferecer qualidade sempre superior. Como a natureza brindou a Alta Mogiana com altitude e clima favoráveis e diante da competência dos cafeicultores cooperados, podemos dizer que aceitamos o desafio de continuar crescendo, projetando a partir de agora os próximos 25 anos da Cocapec, como foi feito pelo grupo idealista em 1.985, ao fundar a cooperativa. Desafio aceito, vamos então colocar mãos à obra. E ao final de mais um ano, vendo logo adiante 2010 e o 25º aniversário da cooperativa, nos preparamos desde já. E desejamos um Feliz Natal e Venturoso Ano Novo a todos os cooperados e familiares, funcionários, amigos, fornecedores e parceiros em geral.

Editorial

COCAPEC, 25 ANOS E NOVOS DESAFIOS

Mauricio Miarelli Diretor Presidente


Diretoria Executiva Cocapec Maurício Miarelli – Diretor Presidente Carlos Yoshiyuki Sato - Dir. Vice-Presidente Ricardo Lima de Andrade - Dir. Secretário

Conselho de Administração Cocapec Galileu de Oliveira Macedo João José Cintra José Amâncio de Castro Luis Clóvis Gonzaga Paulo Henrique Andrade Correia Wanderley Cintra Ferreira

EXPEDIENTE

Órgão informativo oficial da Cocapec e Credicocapec, destinado a seus cooperados

Conselho Fiscal Cocapec Cyro Antonio Ramos Donizeti Moscardini Renato Antônio Cintra

Revista COCAPEC Índice Comitê Educativo Cidades mineiras recebem curso do Senar/MG

Cocapec Franca

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Avenida Wilson Sábio de Mello, 3100 - CEP: 14406-052 Franca-SP - CEP:14400-970 - CAIXA POSTAL 512 Fone (16) 3711-6200 - Fax (16) 3711-6270

Filiais Capetinga: (35) 3543-1572 Claraval: (34) 3353-5257 Ibiraci: (35) 3544-5000 Pedregulho: (16) 3171-1400 Serra Negra: (19) 3892-7099

Eventos Colaboradores participam da 1ª Semana de Comunicação

Diretoria Executiva Credicocapec

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José Amâncio de Castro - Dir. Presidente Carlos Yoshiyuki Sato - Dir. Administrativo Ednéia Ap.V. B. Almeida - Dir. Créd. Rural

Conselho de Administração Credicocapec Ismar Coelho de Oliveira José Henrique Mendonça Nivaldo Antônio Rodrigues Wanderley Cintra Ferreira

Social Cocapec participa do Sanitaristas Mirins

Conselho Fiscal Credicocapec

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Amilcar Alarcon Pereira Giane Bisco Renato Antônio Cintra

Credicocapec Fone (16) 3720-0030 - Fax (16) 3720-1567 - Franca-SP PAC - Pedregulho:(16) 3171-2118 PAC - Ibiraci (35) 3544-2461 credicocapec@francanet.com.br - www.credicocapec.com.br

CREDICOCAPEC Gerenciamento de Risco Operacional

Coordenação Eliana Mara Martins

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Núcleo de Criação Comunicação/MKT COCAPEC

Diagramação Ideia Fixa Publicidade e Propaganda Apoio Gráfico / Fotos Marcelo Siqueira

Conheça sua cooperativa Setor de Comunicação

Redação

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Luciene Reis

Revisão Nathalia Maria Soares

Jornalista Responsável Realindo Jacintho Mendonça Júnior - MTb/ 24781

Tiragem: 2.400 exemplares Home Page

Capa

www.cocapec.com.br É autorizada a reprodução de artigos publicados nesta edição, desde que citada a fonte.

A revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados, mesmo sob pseudônimo, que são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

Projetos Sociais Iniciativas visam desenvolvimento de cooperados e comunidade

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Gestão

Entendendo qualidade do café e produtividade das lavouras Uma boa gestão depende de experiência e gerenciamento profissionalizado

Ricardo de Souza Sette Professor Dr. da Universidade Federal Lavras

O produtor rural precisa ter uma perfeita compreensão de como funciona a qualidade e a produtividade, já que são termos comuns entre os técnicos, pesquisadores e professores que atuam ou trabalham com o meio rural. Qualidade e produtividade custam, não se tratam de algo que vem sem nenhum esforço ou sem nenhum custo a mais para conseguir. Qualidade é algo que deve ser percebida pelo cliente e quem faz a qualidade são as pessoas. A natureza é perfeita, ela produz, naturalmente, com qualidade, o grande problema é quando entra a ação do ser humano. Por exemplo: é dito que todo grão de café, enquanto está no pé de café, bebe mole, ou seja, tem qualidade para proporcionar uma bebida considerada de alta qualidade. A perda de qualidade acontece a partir do momento em que o grão sai do pé de café até ele estar em condições de ser armazenado, ou seja, a etapa mais importante para manter ou perder a qualidade do café é a pós-colheita. A natureza é sábia, ela já produz com qualidade e é, praticamente, impossível melhorar a qualidade do café depois que ele sai da planta, é preciso, pois manter a qualidade que a natureza proporcionou. Segundo o Professor Borem, autor do livro Póscolheita do Café, em apenas dez dias, a ação do homem pode acabar com a qualidade do café que a planta levou um ano para produzir. Nesse sentido, podemos dizer que cabe aos dirigentes e trabalhadores manter ou não a qualidade do café nos dez dias pós-colheita. Salientamos a importância do planejamento da colheita, dimensionando o volume a ser colhido diariamente com a capacidade de transporte, de lavagem, de secagem e de armazenamento do café. Todas as etapas devem estar interrelacionadas para que não haja perda de qualidade da planta até o armazém.

Qualidade já foi um diferencial competitivo, mas hoje não passa de uma fixação mental e muitas pessoas a consideram como questão de sobrevivência. Mas não é bem assim, precisamos compreender muito bem a qualidade e os efeitos que ela causa nos processos produtivos. Elevar a qualidade de produtos ou processos nem sempre é um bom negócio. Rubens da Costa Santos, em seu livro, Manual de Gestão Empresarial, aconselha que devemos fazer três perguntas antes de melhorar a qualidade: 1- Meu cliente ou comprador perceberá a qualidade adicionada? 2- Meu cliente ou comprador irá valorizar esta qualidade adicionada? 3- Meu cliente ou comprador irá pagar por esta qualidade adicionada? Se o cliente, ou o comprador, a princípio, não está disposto a pagar pela qualidade, por não a ter percebido, antes de desistir, avalie o quanto teria que investir em marketing para que a qualidade adicionada seja percebida, valorizada e o cliente pague por ela. Esse valor tem que ser bem menor do que o investimento para obter a qualidade, para que valha a pena arriscar. Exemplificando, a obtenção de uma certificação de qualidade, exige investimentos ou despesas operacionais regulares. Mas será que esta certificação irá gerar ganhos que supere os investimentos e despesas? Será que a certificação vai abrir novos mercados? Vai conquistar novos clientes? Vai permitir praticar preços maiores? Ou vai pelo menos atender as exigências dos principais clientes? Estas são algumas questões que devem ser respondidas antes de investir na qualidade. O que muito se observa na cafeicultura são os compradores de café querendo uma matéria-prima de melhor qualidade, sem Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

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Gestão

“A Natureza é sábia, ela já produz com qualidade”

pagar mais por isso. Querem transferir todos os ônus da qualidade para os cafeicultores. Já é momento dos cafeicultores questionarem e analisarem mais intensivamente antes de tomarem a decisão de investirem em mais qualidade. É preciso avaliar o custo/benefício, ou seja, os benefícios oriundos do aumento da qualidade pagam os custos para obtê-la? Atenção especial deve ser, também, dada à produtividade que trata da quantificação da produção por unidade. A produtividade é um fator que exerce grande influência nos resultados econômicos e financeiros da propriedade rural. Esse fator é definido pelo produtor, pois ele é que decide a tecnologia a ser empregada e o nível de produtividade de suas atividades agropecuárias. Como individualmente, ele exerce pouca influência sobre a oferta e demanda dos produtos e sobre seus respectivos preços, só lhe resta a opção de definir a tecnologia que lhe garanta uma produtividade que permita a obtenção de resultados econômicos, sociais e ambientais favoráveis e sustentáveis. Respeitados certos limites econômicos, produtividades maiores permitem conseguir produções a menores custos, em razão da sua redução onde há maior produção por unidade. O resultado financeiro da propriedade depende do volume produzido, de seu preço de venda e dos custos para sua produção, sendo que esses custos estão diretamente relacionados com as produtividades obtidas. 6

Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

Produção x Produtividade Uma idéia inicial, que deve ficar clara, refere-se à diferença entre produção e produtividade. O aumento da produção é conseguido quando o volume produzido é aumentado, com o acréscimo de unidades produtivas, como aumento da área plantada ou do número de animais produtivos. Produção significa quantidade conseguida pelos fatores produtivos, sem relacioná-la com a unidade. Uma empresa rural que obteve em seu parque cafeeiro, por exemplo, 10.000 sacas de café, teve uma produção de 10.000 sacas no período considerado. Se, no ano seguinte, obtiver 15.000 sacas sua produção será aumentada em 5.000 sacas, ou seja, houve um acréscimo de 50% na produção. Quando com uma mesma unidade produtiva, área de terreno, quantidade de mão-de-obra, quantidade de animais, conseguir maior volume de produção, em razão do emprego mais adequado de tecnologias, administração mais eficiente e fatores climáticos favoráveis, o produtor estará obtendo maior produtividade. A produtividade representa a produção obtida por determinada unidade. Assim, voltando ao exemplo anterior, se o empresário colheu 10.000 sacas em 400 ha, diz-se que a produção foi de 10.000 sacas, com uma produtividade de 25 sc/ha. No ano seguinte, colhendo 15.000 sacas na mesma área, ele terá conseguido um aumento na produtividade, ou seja, colheu 37,5 sc/ha.


Gestão

A produtividade leva ao maior e melhor uso dos recursos utilizados nos processos produtivos, podendo ter como resultados, menores custos de produção. Importante observar que, não necessariamente, maiores produtividades levam a custos menores. É tarefa do tomador de decisões escolher processos tecnológicos que resultem em produtividades que maximizem os resultados econômicos, sociais e ecológicos, garantido a sustentabilidade do empreendimento. O planejamento é o instrumento que vai permitir ao produtor definir o nível tecnológico a ser empregado para a maximização dos seus resultados. Três pontos limitam o avanço e o emprego da produtividade máxima: o clima, os aspectos biológicos e os aspectos econômicos. A produção pode ser quantificada ou medida em litros, quilos, sacas, arrobas, medidas e uma série de outras formas. E a unidade pode ser dia / homem, hora / homem, dia / máquina, hora / máquina, hectare, alqueire, planta, animal, lote e outros.

Aumentar a produtividade significa aumentar a produção em uma unidade. Na agricultura, o aumento da produtividade pode acontecer de forma natural, em função de um bom clima, ou de forma induzida, por meio da adição de uma tecnologia. No primeiro caso, não gera custos, mas, no segundo, normalmente gera. Esse é o ponto que o produtor precisa compreender para tomar decisões. O aumento da produtividade paga os gastos para obtê-la? É preciso compreender, também, o propósito do aumento da produtividade. Se o propósito é aumentar a produção de alimentos para matar a forme do povo, devemos aumentar a produtividade independente do custo que ela acarreta. O questionamento é: quem paga por esta produtividade? Se o propósito é aumentar a produtividade para ganhar um concurso, também, não devemos nos preocupar com o custo. Nenhum desses propósitos acredita-se ser da maioria dos cafeicultores. Esperamos que o propósito dos cafeicultores seja o de aumentar a produtividade para aumentar os seus lucros.

“... cabe aos dirigentes ou trabalhadores manter ou não a qualidade do café nos dez dias pós-colheita.” Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

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Gestão

Importante salientar que as pesquisas realizadas nas universidades e centros de pesquisas públicos, não têm o propósito de aumentar a produtividade para aumentar o lucro. Como entidades públicas elas estão mais interessadas no aumento da produção de alimentos, na preservação ambiental, na justiça social do que no lucro que proporcionarão aos agricultores. Cabe a cada agricultor, ou, nesse caso, cafeicultor, buscar junto aos órgãos de assistência técnica, consultores e assessores, as tecnologias que possam aumentar a produtividade e, consequentemente, os lucros. Cada cafeicultor tem as suas peculiaridades, a estrutura de sua propriedade é única, sua equipe de trabalhadores é única e o próprio cafeicultor é único, com seus valores, interesses, propósitos, capacidade de liderança e gerencial. Um sistema de gestão profissionalizado ajuda, em muito, o cafeicultor a decidir pela produtividade que lhe proporcione maiores lucros. Propriedades bem organizadas, com sistemas de coletas de dados e de controles implantados podem permitir a realização de planejamentos confiáveis, para identificar as tecnologias que proporcionarão produtividades, com maximização de lucros, de forma ambientalmente correta e socialmente justa. Importante relembrar que uma produtividade de 30 sacas de café por hectare pode ser mais lucrativa do que uma de 40 sacas por hectare. Tudo depende do sistema de produção, da eficiência e eficácia no uso dos recursos para a produção do café. Cada propriedade rural é única, com suas terras, fertilidade, declividade, grau de umidade, insolação, localização, sua equipe de trabalho, sistema gerencial e estilo de liderança. Cabe ao cafeicultor, compreender tudo isso e mais o fato de estar trabalhando com um ser vivo, uma planta, que

tem todo um caráter orgânico e biológico de produção e decidir qual o nível tecnológico e a produtividade ideal para cada um dos seus talhões e lavouras. Outro ponto importante a salientar é que o trabalho é um dos únicos fatores de produção que pode aumentar a mesma sem aumentar os custos, ou seja, aumentar a produtividade com uma relação direta com a diminuição dos custos de produção. Isso se deve ao fator aprendizagem e ao ganho de experiência. Daí a importância do treinamento da mão de obra. Quanto mais treinada a mão de obra maior produtividade pode proporcionar com garantia de redução de custos. Daí o antigo dilema da supervisão. Até quando podemos exigir desempenho da mão de obra sem que seja prejudicial em termos físicos e psicológicos ao ser humano trabalhador. Máquinas bem dimensionadas, conservadas e reguladas, também, são decisivas no aumento da produção sem aumento nos custos, aumentando produtividade com redução de custos. Todos esses aspectos devem ser levados em consideração, no momento de decidir sobre as tecnologias a serem utilizadas, para produtividades que maximizem os resultados. Podemos dizer que, na cafeicultura, não sabemos se estamos em crise, ou no início de uma nova era da cafeicultura mundial, onde os preços estabilizarão nos patamares atuais e uma nova realidade surgirá, onde somente os cafeicultores altamente profissionalizados permanecerão na atividade. É o momento de ficar atento aos movimentos do ambiente empresarial, das tendências do agronegócio do café e de olho nas tecnologias que proporcionarão maiores rendimentos para os cafeicultores.

Homenagem Especial Foi com grande tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Sidenir José Cintra, cooperado do município de Claraval/MG, no dia 19 de novembro de 2009. Sempre muito atuante, Sidenir foi Conselheiro Fiscal em 1996 e 1997, atuou no Conselho Administrativo nos mandatos de 1998 a 2002 e 2002 a 2006, participou do Comitê Educativo de Claraval desde sua criação 8

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em 2002 e também foi Conselheiro Fiscal na Credicocapec. Certamente este grande amigo e fiel cooperado nos deixará saudades, por seu comprometimento e dedicação durante os quase 20 anos que fez parte desta cooperativa. Expressamos nossos sentimentos à família e amigos. A diretoria da Cocapec


Comitê Educativo

Capetinga recebe primeiro curso do Senar / MG Esposas de cooperados participam de curso de processamento de leite

Bruna Malta Analista de Comitê Educativo

Pela primeira vez a Cocapec promoveu em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MG), um curso de profissionalização para as mulheres da região de Capetinga. O curso abordou o tema processamento de leite que permitiu às participantes o aperfeiçoamento na produção de derivados do leite. A região de Claraval já recebe os cursos do Senar/MG há mais de um ano. Seis cursos já ocorreram com o apoio dos cooperados e da comunidade local.

As mulheres desta região, também, realizaram o curso de processamento de leite, e algumas delas já comercializam os produtos, como é o caso de Rosana de Fátima Cintra Batista, que enfrentava muitas dificuldades, e com o curso aprendeu as técnicas corretas produzindo mais em menos tempo. As mulheres aprenderam a produzir doces, vários tipos de queijos, iogurtes e bebida láctea. O curso teve duração de 40 horas e aconteceu durante uma semana em cada cidade. A instrutora Maria Mirtes

Alunas de Capetinga e Claraval recebem instruções sobre o processamento de leite

Magalhães, que ministrou o curso nos dois municípios é de Lagoa Formosa/MG e já trabalha com o Senar há quase quatro anos. Os cursos do Senar têm como objetivo profissionalizar a população rural para promover novas fontes de rendas para a propriedade, visando melhorar a vida do produtor rural e sua família. Em 2010, Senar/MG e Cocapec têm intuito de expandir os cursos atendendo assim, as três filiais mineiras: Ibiraci, Capetinga e Claraval.

Curso orientou sobre produção de doces, queijos variados e iogurtes

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Mercado

Ano termina com preços do arábica aquém do esperado Fernanda Geraldini / Mayra Viana / Keila Inoue Equipe Café Cepea/Esalq – USP

Para o ano de 2009, agentes de mercado esperavam preços mais remuneradores do que os verificados em anos anteriores. Apesar do cenário de crise econômica mundial no início do ano, a bienalidade negativa da safra 2009/10 de café arábica era um fator altista. Pesava para a menor produção, também, os reduzidos investimentos em tratos culturais essenciais, como aplicação de fertilizantes e pulverizações. Segundo estimativa de 17 de dezembro de 2009 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2009/10 é de 28,9 milhões de sacas de arábica, contra as 35,5 milhões de sacas da variedade colhidas na temporada passada.. Quanto à qualidade do café, no início da colheita da safra 2009/10, a ocorrência de intensas chuvas em parte das regiões produtoras comprometeu parte da oferta de cafés finos. Muitos cafeicultores postergaram a colheita devido às chuvas, mas ainda assim parte do produto foi afetada pela umidade. Para esses grãos de qualidade inferior, os negócios eram efetivados a preços cerca de R$ 20,00/saca menores que o arábica tipo 6 bebida dura para melhor. Com o objetivo de reverter o cenário de baixa remuneração aos cafeicultores, o governo brasileiro lançou o Programa de Opções Públicas do Governo Federal. As opções foram bem aceitas pelo setor e a expectativa é que diminua ainda mais a oferta de cafés de qualidade no mercado e, consequentemente, impulsione as cotações. 10

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No dia 15 de julho deste ano foram realizados 4 leilões, sendo os meses de exercício novembro de 2009, janeiro, fevereiro e março de 2010. Apesar dos fatores de redução de oferta e do programa do governo, a forte volatilidade do arábica na bolsa de Nova York impediu ganhos significativos. Além disso, as sucessivas quedas do dólar frente ao real têm limitado a competitividade do produto brasileiro e dificultado os ganhos de exportadores. Na média de outubro de 2009, a moeda norte-americana ficou em R$ 1,74, quase 25% abaixo da média de janeiro, de R$ 2,31. Nesse cenário, a valorização nas cotações não alcançou os patamares esperados, com o arábica sendo negociado a preços próximos aos de 2008, sobretudo a partir de julho (entrada da safra nova).

Bolsa de Nova Iorque retrata cenário atual, apesar da alta na cotação do arábica, real forte impede ganhos


Mercado

Para os próximos meses, agentes apostam que vendedores sigam retraídos, no aguardo da retomada dos preços. Produtores que possuem cafés de qualidade

elevada podem receber preços diferenciados pelo produto, uma vez que compradores têm enfrentado dificuldades para encontrar esse tipo de grão.

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Eventos

1ª Semana de Comunicação integra colaboradores Bruna Malta Analista de Comitê

Cocapec realiza 1ª semana de comunicação com colaboradores

Com muita criatividade, semana teve palhaços

Palestra da Sipat prende atenção de colaboradores

Como incentivo à comunicação, semana teve até feira de variedades

A Semana de Comunicação da Cocapec, realizada de 19 a 23 de outubro foi um sucesso. O objetivo principal, de promover a comunicação e o relacionamento entre os colaboradores dos mais diversos setores da matriz e filiais, foi alcançado com louvor. Mas não pense que o trabalho terminou, comunicar bem é um exercício diário. Temos muito que fazer e desenvolver para nosso crescimento pessoal e também como colaborador da cooperativa. O importante é que demos o primeiro passo para um trabalho que renderá belos frutos para todos, cooperados e colaboradores. 12

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Este projeto nasceu da necessidade apontada pelos próprios colaboradores durante avaliação feita pela empresa RHDP Consultoria em Recursos Humanos em janeiro deste ano. De acordo com o grupo, a comunicação era o ponto a ser trabalhado com mais urgência. Por isso, o Setor de Comunicação foi logo envolvido no trabalho e em parceria com a RHDP desenvolveu todas as atividades da semana. Os grupos foram formados com colaboradores dos diversos setores da cooperativa que não se comunicavam diariamente. Todos puderam, através das atividades, se co-


Eventos

nhecerem melhor e até iniciarem novas amizades. Algumas atividades como o caso do teatro apresentado pelo grupo roxo, permitiu a todos entender o trabalho desenvolvido pelas filiais e agrônomos em parceria com o setor comercial e com o financeiro. Sabemos que essas áreas estão, como todas as outras, totalmente ligadas entre si e que uma boa comunicação é essencial para todos e para a empresa. Os trabalhos apresentados por outros grupos nos fizeram refletir sobre a importância de manter uma comunicação clara e objetiva com nossos colegas de trabalho. Tivemos também a incrível marca de 2 mil correios elegantes enviados, atividade que foi desenvolvida com carinho pelo grupo laranja. Muitos colaboradores se destacaram, mas Juliana Pires da Silva, do Serviços Gerais e Marciel Pandolfo, do Setor de Máquinas, foram premiados como destaque da semana pelo envolvimento e dedicação. Não podemos deixar de considerar o empenho de todos, principalmente aqueles que se dedicaram e inovaram com brincadeiras como: sombras, mímicas, palhaços, e ainda distribuíram balas, pirulitos, sorrisos e flores aos que participaram. Criatividade não faltou!

Colaboradores demonstram emprenho e dedicação

Todos participam da ginástica laboral

Sipat A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) foi realizada juntamente com a Semana de Comunicação. Ações importantes foram realizadas. Tivemos na segunda-feira, dia 19, a oportunidade de fazer uma avaliação de saúde com profissionais da Life Company de Campinas. Também aprendemos a fazer ginástica laboral e as formas corretas de corrigirmos nossa postura para não prejudicar a coluna. Na terça-feira, dia 20, foi a vez da equipe da Unimed, realizaram testes de glicose e aferira a pressão arterial de cooperado e colaboradores.

Lavoura após calagem Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

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Capa

Mancha aureolada Doença pouco conhecida afeta cafeicultura da região da Alta Mogiana

Saulo Faleiros Eng. agrônomo da Cocapec

O ano agrícola 2009/2010 tem sido bastante atípico na maioria das regiões cafeeiras do Brasil. As chuvas praticamente não cessaram no período comumente seco do ano, temperaturas altas seguidas de veranicos e chuva acompanhadas de baixas temperaturas, tem sido fatores que com certeza alteram o desenvolvimento normal das plantas e sua predisposição a ataques de pragas e doenças, uma vez que estas podem se tornar mais intensas em determinadas condições climáticas. Um exemplo desta situação se dá com a doença chamada mancha aureolada, causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae. A mancha aureolada tem sido bastante comum em diversas lavouras de nossa região, principalmente, nas que estão em formação, àquelas situadas em maiores altitudes com faces expostas a ventos, e

as que apresentam sintomas de deficiências nutricionais. O desconhecimento do diagnóstico adequado da doença, e seu correto manejo tem deixado os produtores aflitos, uma vez que os sintomas da doença aumentam de forma rápida e o controle curativo é pouco eficiente caso a condição climática não favoreça. Os prejuízos causados por esta doença, podem chegar a níveis que a lavoura se torne inviável, ou que seja necessária sua eliminação, pois os sintomas causam morte de ramos e ponteiros, morte e queda de frutos, além de queda prematura das folhas causando nesta uma lesão bastante característica de coloração parda e comumente circundada por um alo amarelo. A mancha aureolada é realmente uma doença bastante drástica, pois ataca a maioria dos tecidos importantes para a produção satisfatória dos ca-

Em campo, agrônomos analisam os efeitos da doença no cafeeiro

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Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

feeiros. Além disto, a bactéria quando instalada no interior da planta se torna bastante difícil de ser eliminada, pois fica incubada em ramos e outros tecidos onde o antibiótico se torna pouco eficiente. O principal fator de sucesso desta doença está no seu correto diagnóstico, para que medidas de controle sejam aplicadas o mais rápido possível, iniciando em alguns casos antes mesmo da implantação da lavoura, instalando-se quebra ventos e utilizando medidas que diminuam as condições favoráveis para a infecção da doença, uma vez que o controle químico somente, é bastante oneroso e sua eficiência pouco satisfatória se adotada de forma isolada de outras formas de controle. Em lavouras já implantadas e em produção, o manejo da doença se inicia no período de pós-colheita e se estende até o momento em que seja necessário.

Agrônomos observam no microscópio ação de bactéria sobre a planta


Capa

Mas o problema maior, é que o diagnóstico da doença não tem sido feito no momento certo, e nem de forma correta, causando muita confusão com doenças fungicas como Phoma (Phoma tarda), Cercosporiose (Cercospora coffeicola), além de outros patógenos que causam o conhecido complexo de seca de ponteiros, pois as condições climáticas para estas doenças, principalmente a mancha de phoma, está diretamente associada às condições para a mancha aureolada, portanto é comum encontrar mais de uma doença, no mesmo momento, em uma lavoura. Diante desta condição que merece uma atenção especial por parte de todos os técnicos, o departamento técnico da Cocapec convidou mais uma vez para estar em Franca a pesquisadora Dra. Flávia

Patrício do Instituto Biológico de Campinas – SP, especialista em fitopatologia, que tem feito um trabalho brilhante que muito tem colaborado com o diagnóstico e controle desta séria doença. Na oportunidade a Dra. Flávia esteve reunida durante uma tarde com todos os agrônomos e técnicos da Cocapec na propriedade do cooperado Erásio de Grácia, onde o problema de mancha aureolada é bastante sério e carece de constantes cuidados. No campo os técnicos foram treinados em relação ao correto diagnóstico da doença, os pontos relevantes para a melhor estratégia de controle e como evitar o progresso da doença e minimizar as condições favoráveis para a infecção. É importante dizer que em outra oportunidade todos os técnicos foram capacitados pela Dra.

Flávia em palestra apresentada na Cocapec, onde o corpo técnico recebeu embasamento teórico para conhecimento do agente causal da doença e nesta segunda oportunidade o treinamento foi realizado no campo, conforme comentado acima, para que o diagnóstico seja feito com mais precisão. Ações como estas colocam a cooperativa como referência na prestação de serviços de assistência técnica, revelando seu comprometimento com o negócio de seu cooperado, oferecendo técnicos constantemente capacitados e atualizados nas diversas áreas de produção, gestão e comercialização de seu café. Procure o Departamento Técnico da Cocapec, caso necessite de mais informações sobre a doença, adotando o correto manejo e evitando assim maiores prejuízos.

Dra. Flávia Patrício, do Instituto Biológico, e agrônomos analisam café atacado pela mancha aureolada Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

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Gis

Cocapec e Conab discutem safra da região Conab promove reuniões para discutir as safras de café dos municípios mineiros Victor Alexandre Ferreira Coordenador Gis/Cadastro

A Cocapec participou de uma reunião, realizada na própria matriz em Franca, com José Henrique de Oliveira e Terezinha Vilela de Melo Figueredo, analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), juntamente com agrônomos da Emater de Claraval, Juliano Diogo Pereira, de Capetinga, Dimas José de Azevedo e de Ibiraci, Leonardo Bicego Ribeiro, o agrônomo do Banco do Brasil da unidade de Passos, Antônio Francisco de Castro Filho, o diretor da Cocapec Ricardo Lima de Andrade e o coordenador do Gis-Cadastro, Victor Ferreira. O tema da reunião foi a confirmação da safra de café 2009 e a primeira estimativa de safra para o ano de 2010,

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apenas nos municípios de Capetinga, Claraval e Ibiraci, já que os analistas da Conab representam a unidade de Belo Horizonte. A Conab está promovendo reuniões com profissionais ligados a cafeicultura, para discutir as safras de café por município. Esse evento é importante, pois reúne pessoas que estão realmente vivenciando a realidade do município produtor de café e, além do mais, são profissionais que possuem conhecimentos técnicos e realmente estão aptos a discutir entre si e informar a Conab um número de safra com maior precisão. A Cocapec, por possuir um histórico de dados confiáveis e um ótimo relacionamento com entidades das es-

feras nacionais e estaduais, é sempre referência dentro da atividade agropecuária. Foram discutidas as variáveis que influenciaram a safra deste ano (2009) e que irão influenciar a próxima safra de café desses três municípios, como clima, tratos culturais, podas, colheita, entre outras. A importância disso tudo é a integração entre as entidades com dados consistentes, gerando informações seguras. A Cocapec, como representante dos produtores cooperados, trabalha na geração desses dados regionais, contribuindo para que a Conab receba informações reais sobre as lavouras de café da região.


Social

Cocapec participa de projeto do IMA Sanitaristas Mirins, tem o objetivo de instruir crianças do ensino fundamental

Saulo Faleiros Eng. agrônomo da Cocapec

Alunos participantes do projeto Sanitaristas Mirins recebem diploma na solenidade de formatura.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizou, durante o ano de 2009 na cidade de Ibiraci, o projeto Sanitaristas Mirins com o objetivo de instruir crianças do ensino fundamental sobre a importância da preservação do meio ambiente e da produção de alimentos saudáveis. No conteúdo do projeto as crianças puderam adquirir conhecimentos teóricos sobre a utilização correta de defensivos agrícolas e receberam uma cartilha informativa, que esclarece quais os riscos dos agrotóxicos para a saúde e para o meio ambiente e o que fazer para que estes sejam minimizados. Assim, puderam levar as informações para seus pais e familiares que em

sua maioria estão diretamente ligados à produção agrícola. Foi informado o modo correto da utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI), as faixas de toxicologia dos defensivos agrícolas, as formas de prevenção de acidentes e a maneira de se realizar a tríplice lavagem das embalagens vazias e como descartá-las seguindo a conscientização ambiental e as leis vigentes. Com o apoio da Cocapec, um total de 380 crianças e professores puderam conhecer a central de descarte de embalagens em Franca – SP, onde o engenheiro agrônomo Saulo de Carvalho Faleiros da Cocapec acompanhou todas as turmas juntamente com a engenheira agrônoma Maria do

Carmo Campos do IMA, e apresentaram, todas as informações técnicas sobre o uso correto de defensivos agrícolas. Em seguida as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a filial da Cocapec de Ibiraci, visitaram os armazéns de café e a usina de rebenefício. No mês de novembro ocorreu nas escolas de Ibiraci, a solenidade de formatura dos Sanitaristras Mirins, e novamente a Cocapec esteve presente oferecendo brindes para todos os participantes do projeto como forma de reconhecimento desta importante ação que acima de tudo tem o objetivo de construir um mundo mais consciente e limpo, preservando a saúde e o meio ambiente. Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

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Capa

9ª Edição do Escola no Campo Projeto coordenado pela Cocapec mais uma vez inova ao agregar atividades com reciclados

Luciene Reis Analista de Comunicação

Bruna Malta Analista de Comitê Educativo

A 9ª Edição do Projeto Escola no Campo levou novidades para os professores dos municípios participantes, pois, após o trabalho iniciado em 2006 com jogos cooperativos e danças circulares, este ano o projeto realizou as oficina de reciclagem para a construção de brinquedos e jogos. Em agosto, o Setor de Comunicação da Cocapec reuniu os gestores das escolas para lançar o projeto e entregar o material que, este ano, passou por modificações e ganhou dois capítulos: um sobre direito da criança e adolescente e o outro sobre trabalho infantil.

A equipe traçou metas, tarefas e discutiu a importância de projetos como este e a parceria com a iniciativa privada. No mês de setembro ocorreu a oficina “Jogos e brinquedos com recicláveis” com a professora Marta Bastos de Ribeirão Preto. Quinze professores dos municípios parceiros aprenderam a fazer jogos, brinquedos, fantoches, objetos de decoração, todos utilizando como base a sucata ou reciclado. A etapa seguinte do Escola no Campo aconteceu em outubro, quando os professores envolvidos se reuniram para preparar o Festival

Ricardo Lima, diretor da Cocapec e Luis Gustavo Andrade, representante de vendas da Syngenta, prestigiaram o evento Jogos incentivam trabalho em equipe

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Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

Cooperativo de encerramento, que aconteceu no dia 19 de novembro e teve a exposição dos objetos reciclados desenvolvidos pelos professores e alunos. Foram mais de 500 crianças reunidas no centro de esportes da Unifran (Universidade de Franca). Foram realizados jogos cooperativos e danças circulares, todas as atividades com o objetivo de desenvolver o espírito cooperativo dessas crianças. O evento foi encerrado com uma dança circular, a qual envolveu todos os participantes de uma só vez.

Equipe que coordenou jogos cooperativos e dança circular


Capa

Paralelo a estas atividades os professores trabalham em sala de aula a apostila do projeto, material distribuído gratuitamente pela Syngenta. O Escola no Campo é uma realização da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e Syngenta Proteção de Cultivos. Trabalhado em diversas regiões

brasileiras, é de responsabilidade da Cocapec a distribuição, aplicação e a supervisão do andamento do projeto na região de atuação da cooperativa. Com média de oito municípios participantes desde 2001, este ano seis cidades aderiram ao Escola no Campo. Em 2009, algumas escolas de municípios vizinhos, não participaram do projeto devido ao

atraso no início das aulas no 2º semestre, em consequência da gripe H1N1. Este ano participaram as escolas E. E. Iarbas Rodrigues de Claraval/MG, E. E. Dr. José Teodoro de Souza de Capetinga/MG, E. E. Prof. Wanderit Victal F. Alves de Jeriquara/SP, E. E. Farid Salomão de Ribeirão Corrente/SP, E. E. Henrique Lespinasse de Itirapuã/SP e a E. E. Ibiraci/MG.

Alunos fazem aquecimento para dança circular que reuniu todos os presentes

Jogos incentivam trabalho em equipe

Jogo cooperativo ensina a confiar no próximo

Oficina trabalhou reciclagem na produção de brinquedos e jogos

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Social

Cooperjovem na escola Sueli Contini Programa envolve alunos e pais em um só evento que dissemina a cooperação

Bruna Malta Analista de Comitê Educativo

A EMEB Sueli Contini realizou no mês de novembro, mais uma edição do projeto da Secretaria Municipal de Educação, o Família na Escola. Esta ação tem como objetivo aproximar os pais da realidade da escola, o que tem gerado ótimos resultados na aprendizagem dos alunos. Este ano o tema abordado pela escola foi “Aprender e Cooperar é preciso”, referência ao projeto desenvolvido a partir do Programa Cooperjovem que capacita um grupo de 20 professores da escola desde agosto de 2009. Há dois anos, as cooperativas Cocapec, Credicocapec, Coonai e Unimed realizam em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o Sescoop/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), o Programa Cooperjovem nos municípios de Franca, Cristais Paulista e Itirapuã. Este programa tem como objetivo trabalhar e incentivar a prática da cooperação e a disseminação do cooperativismo na escola e, consequentemente, na sociedade. Em 2010, as ações começam no início do ano letivo.

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Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

Secretária da Educação de Franca, Leila Haddad, participou do evento

Comunidade assisti apresentação recreativa


Social

Escola lança desafio à familiares de seus alunos

O projeto contou com a participação de quase 800 pessoas, divididas em dois períodos. Os pais puderam ver apresentação de seus filhos, show circense, participaram de sorteio de brindes oferecidos pelas cooperativas e no final participaram

das atividades propostas pelos professores. Porém, o auge aconteceu na apresentação do hino da escola, cujo refrão é “cooperação, cooperação, cooperação, nós vamos cooperar”. O evento colabora para integração dos pais na realidade da

escola e na solução de alguns problemas. Este ano foi a terceira edição do projeto, e a grande inovação foi a parceria com o Cooperjovem. Os resultados foram excelentes, pois a consciência da cooperação já foi semeada entre a comunidade.

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Veja nos quadros abaixo os índices pluviométricos coletados na matriz em Franca e na filial mineira de Capetinga. Os dados apresentados fazem um comparativo dos últimos cinco anos.

Índice pluviométrico* de Franca nos úl mos 5 anos Ano

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

2005 2006 2007 2008 2009 Média

307 283 545 325 382 368

132 327 175 230 228 218

194 178 113 128 282 179

11 19 117 108 53 62

152 2 45 38 58 59

21 16 4 32 32 21

17 6 72 0 21 23

0 33 0 26 30 18

134 31 3 39 137 69

162 355 75 87 262 188

300 330 190 168 77 266

266 328 273 410 319

*Dados em milímetros ob dos na Cocapec Matriz - Franca, SP

Índice pluviométrico*

nos úl mos 5 anos

Ano

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

2005 2006 2007 2008 2009 Média

504 591 745 573

279 251 238 236

111 144 135 116

56 54 66 78

152 5 61 40

0 20 0 5

10 0 0 0

0 28 0 26

110 93 69 37

354 249 286 553,4 250,6 158,4

165 83,8

54 62,4

21 9

17 5,4

24 15,6

128

*Dados em milímetros ob dos na Filial da Cocapec 22

Revista COCAPEC - Novembro / Dezembro 2009

87,4

out 188 319 58 113

nov

dez

280 285 217 222

236 443 280 428

156 193 166,8 239,4 346,8


Acompanhe nas tabelas que seguem a média mensal do preço de café arábica, milho, boi e soja segundo índice Esalq/BM&F.

Média mensal do preço de Café Arábica* lndice Esalq/BM&F** 2008

2009

R$

US$

R$

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

267,84 285,19 263,28 256,35 254,84 255,76 250,52 248,86 261,58 256,84 261,28 261,18

150,95 165,21 154,25 151,93 153,56 158,03 157,47 154,29 145,56 118,00 115,06 108,96

268,10 269,34 262,46 260,10 268,02 257,19 247,50 258,40 254,29 262,20 272,55

116,04 116,44 113,54 117,99 130,09 131,23 128,23 140,88 139,81 150,93 157,75

US$

Média Anual

260,29

144,44

261,55

130,94

*Saca de 60 kg líquido, bica corrida, po 6, bebida dura para melhor ** Escola Superior de Agronomia Luiz Queiroz / Bolsa de Mercadorias e Futuros

Média mensal do preço* de Boi

Média mensal do preço* de Soja 2009

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

R$

US$

49,21 47,56 45,35 47,95 50,39 49,89 47,83 48,87 46,07 44,67 44,06

21,30 20,57 19,62 21,75 24,45 25,46 24,77 26,64 25,32 25,71 25,50

47,38

23,69

Média mensal do preço* de Milho 2009

2009 R$

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

US$

84,01 81,54 77,54 87,88 79,47 80,85 81,40 77,92 77,25 77,18 74,35

36,38 35,25 33,53 39,68 38,58 41,26 42,17 42,20 42,47 44,41 43,04

79,94

39,91

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

R$

US$

23,67 22,26 20,62 21,29 22,25 22,24 20,58 19,41 19,12 20,60 20,41

10,25 9,63 8,92 9,66 10,80 11,35 10,66 10,51 10,64 11,86 11,82

21,13

10,54

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Gerenciamento de risco operacional Estrutura de gestão e gerenciamento de riscos do SICOOB CREDICOCAPEC Gabriela Siqueira Coelho Silva Agente de Controle Interno e Risco

Na edição anterior comentamos sobre o risco de mercado que consiste em perdas que podem ocorrer à cooperativa resultante da flutuação nos valores de mercado, porém, a cooperativa também está exposta a outros riscos. Destacamos nesta edição o risco operacional, que consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou eventos externos. Alguns dos eventos que ex-

põem a cooperativa ao risco operacional são: fraudes, demandas trabalhistas, práticas inadequadas relativas a clientes ou produtos e serviços, falhas em sistema de tecnologia da informação, interrupção das atividades da cooperativa, descumprimento de prazos e falhas na execução das atividades. A estrutura, o gerenciamento e a execução das políticas de gerenciamento do risco operacional da cooperativa estão contidos no Manual de Gerenciamento do Ris-

co Operacional – MRO. A Credicocapec possui estrutura de gerenciamento de risco operacional composta pelo Conselho de Administração, DiretoriaExecutiva, pelo Agente de Controle Interno e Risco, pelo Monitor de Controle Interno e Risco e pela área de auditoria do Sicoob Central Cocecrer. A descrição completa da estrutura está disponível no site do SICOOB CREDICOCAPEC pelo endereço www.credicocapec.com.br

1 – Conselho de Administração 2 – Diretoria-Executiva 3 – ACI 5 – Área de Auditoria do Sicoob Central Cocecrer 24

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4 – Monitor


Estrutura de Gerenciamento de Risco

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Setor de Marketing e Comunicação Eliana Mara Martins Coordenadora do Setor de Comunicação

O Setor de Marketing e Comunicação da Cocapec é responsável pela divulgação de todos os assuntos pertinentes à cooperativa. Conta, hoje, com uma equipe formada por nove profissionais, com o objetivo de promover a comunicação da cooperativa. Importantes meios de comunicação com o cooperado, são produzidos e desenvolvidos dentro do setor. A Revista Cocapec, a TV e a Rádio Interna, site, outdoor, mensagem de celular são meios utilizados para manter cooperados, colaboradores, clientes e fornecedores sempre atualizados com informações sobre cotações do mercado agropecuário, agenda da cooperativa, notícias e informações das organizações representativas do setor cooperativista e cafeeiro.

O Escola no Campo, Encontro de Crianças, Encontro de Mulheres, Cooperjovem, Mosaico Teatral, Jovens Lideranças e Natal Cooperativo são projetos sociais realizados anualmente pelo Setor de Comunicação, onde são desenvolvidas atividades e ações com o intuito de aproximar as esposas, filhos de cooperados do sistema cooperativista. Os Comitês Educativos também são coordenados pelo Setor de Comunicação, com apoio do Departamento Técnico, Café e Comercial, que contribuem para disseminação de informações da cooperativa e oportunidades de negócios. Todo atendimento ao cooperado, clientes e fornecedores é realizado pela equipe do PABX, que também é responsável pelo envio e

Equipe de Marketing e Comunicação

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recebimento de correspondências, jornais, revistas e malotes. A administração do plano corporativo Claro/Cocapec é mais um serviço realizado pelo Setor de Comunicação. O setor também apoio outros eventos realizados pela Cocapec como Simcafé e Concurso de Qualidade de Café através da criação de peças publicitárias e divulgação destas ações. As notícias da cooperativa ainda são divulgadas pelo Jornal da Terra, transmitido diariamente pela Rádio Imperador.


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Revista Cocapec 65  

Revista Cocapec numero 65

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