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Foram infinitas vezes que falamos, repetimos, insistimos, o café oferece 8,5 milhões de empregos, gera divisas na balança comercial, tem peso histórico na economia do país. Na Cocapec, falamos sobre estes temas há quase 25 anos, desde a fundação da cooperativa. Agora parece que o esforço valeu. Finalmente podemos dizer que a mídia nacional reconheceu o valor do café, tanto que foram várias reportagens especiais, a partir do Globo Repórter. Recebemos estas notícias com o impacto do reconhecimento. Mas de uns tempos a esta parte quer-nos parecer que os fatos têm sido pródigos, a mídia divulgou tantas notícias e mensagens que até nós, cafeicultores e cooperativistas, ficamos surpresos. Já foi amplamente divulgado que o café exportado pelo país há mais de um século, bem mais, apreciado pelos consumidores do exterior, virou também componentes da culinária, na forma de cobertura para saborosos bolos, tortas, sorvetes e agora a grande surpresa, o café virou perfume. Sim e perfume fino, da rede O Boticário, o Coffee Man e o Coffee Woman, as mais novas fragrâncias lançadas no mercado, os primeiros perfumes obtidos a partir do processo de infusão de grãos de café. O perfume obtido com base no café é considerado quente, sensual e marcante. Os frascos de 100 ml chegaram ao mercado consumidor no mês de outubro. Entre felizes e surpresos com o acontecimento, só podemos concluir: café haveria de produzir até perfume mesmo. Pois o aroma inigualável do cafezinho da manhã, ao ser passado no coador, bem sabemos o quanto é maravilhoso. A florada do café, como vimos agora em setembro, nos dá a alegria de caminhar pelas lavouras e sentir um perfume extraordinário e característico de uma planta diferenciada. E algum inventor, de grande imaginação, como sempre ocorre, haveria mesmo de inventar um perfume do café. Haveria, sim. E parabéns mais uma vez aos cafeicultores, pois, afinal, sem o café de qualidade superior que, por exemplo, a Alta Mogiana produz, não haveria este perfume, certamente.

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Editorial

A mídia finalmente descobriu o valor do café

Curiosidade:

Nós brasileiros estamos nos tornando os maiores consumidores de café do mundo, perdemos apenas para os Estados Unidos. Se considerarmos que somos os maiores produtores mundiais de café, não é por acaso que apreciamos tanto esta bebida.

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Mauricio Miarelli Diretor Presidente

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Diretoria Executiva Cocapec Maurício Miarelli – Diretor Presidente Carlos Yoshiyuki Sato - Dir. Vice-Presidente Ricardo Lima de Andrade - Dir. Secretário

Conselho de Administração Cocapec Galileu de Oliveira Macedo João José Cintra José Amâncio de Castro Luis Clóvis Gonzaga Paulo Henrique Andrade Correia Wanderley Cintra Ferreira

EXPEDIENTE

Órgão informativo oficial da Cocapec e Credicocapec, destinado a seus cooperados

Conselho Fiscal Cocapec Cyro Antonio Ramos Donizeti Moscardini Renato Antônio Cintra

Revista COCAPEC Índice Café Cocapec premia melhores amostras

Cocapec Franca Avenida Wilson Sábio de Mello, 3100 - CEP: 14406-052 Franca-SP - CEP:14400-970 - CAIXA POSTAL 512 Fone (16) 3711-6200 - Fax (16) 3711-6270

Filiais Capetinga: (35) 3543-1572 Claraval: (34) 3353-5257 Ibiraci: (35) 3544-5000 Pedregulho: (16) 3171-1400 Serra Negra: (19) 3892-7099

06 Cultura e Lazer Mosaico fascina público

Diretoria Executiva Credicocapec

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José Amâncio de Castro - Dir. Presidente Carlos Yoshiyuki Sato - Dir. Administrativo Ednéia Ap.V. B. Almeida - Dir. Créd. Rural

Conselho de Administração Credicocapec Ismar Coelho de Oliveira José Henrique Mendonça Nivaldo Antônio Rodrigues Wanderley Cintra Ferreira

Social Novidades no Natal Cooperativo

Conselho Fiscal Credicocapec Amilcar Alarcon Pereira Giane Bisco Renato Antônio Cintra

Credicocapec Fone (16) 3720-0030 - Fax (16) 3720-1567 - Franca-SP PAC - Pedregulho:(16) 3171-2118 PAC - Ibiraci (35) 3544-2461 credicocapec@francanet.com.br - www.credicocapec.com.br

27 Técnico Eucalipto: uma alternativa

Coordenação Eliana Mara Martins

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Núcleo de Criação Comunicação/MKT COCAPEC

Luis Eduardo Facioli

Credicocapec

Apoio Gráfico / Fotos Marcelo Siqueira

Gerenciamento de risco de mercado

Diagramação

Redação Luciene Reis

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Revisão Nathalia Maria Soares

Jornalista Responsável Realindo Jacintho Mendonça Júnior - MTb/ 24781

Tiragem: 2.400 exemplares Home Page

Capa

www.cocapec.com.br É autorizada a reprodução de artigos publicados nesta edição, desde que citada a fonte.

A revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados, mesmo sob pseudônimo, que são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Curso de gestão chega ao fim Turma encerra especialização com bela formatura

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Evento

Dia do Engenheiro Agrônomo Data é comemorada com palestra e tradicional jantar Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

Em 12 de outubro, foi comemorado o Dia do Engenheiro Agrônomo, profissionais integrantes do sucesso do agronegócio regional e nacional. Este grupo de profissionais está inserido em todos os elos da cadeia do agronegócio, desde indústrias de insumos e fertilizantes, assistência técnica e gerenciamento do sistema produtivo e também na comercialização dos produtos agropecuários, tanto em mercado físico como em estratégias de mercado futuro. Dada a importância destes profissionais para o agronegócio, durante a semana de 12 a 16 de outubro muitas comemorações foram realizadas na cidade de Franca para homenagear a todos os engenheiros agrônomos da região. A comissão organizadora presidida pelo eng. agr. Antônio José de Almeida trabalhou durante quase um ano na organização dos eventos e contou com a participação de várias empresas da região e multinacionais, que de forma brilhante patrocinaram e assim possibilitaram a realização dos trabalhos. A programação da semana contou com uma palestra realizada pelo eng. agr. Saulo de Carvalho Faleiros da Cocapec que abordou temas relacionados à gestão no agronegócio, aspectos de melhoria na administração de fazendas, destacando o planejamento estratégico, custos de produção e orçamento dos processos produtivos, o que veio enriquecer os conhecimentos do seleto grupo de participantes. Em seguida, no dia 16, a comissão realizou no salão Agabê em Franca, o já tradicional jantar do engenheiro agrônomo, no qual houve a participação de aproximadamente 120 profissionais de toda a região que somados a seus respectivos familiares totalizaram mais de 320 presentes no jantar. Neste evento, Iran Francisconi, foi homenageado como o engenheiro agrônomo do ano, mérito conquistado pelos profissionais que se destacam não somente no ano corrente, mas que dedicam toda uma história de vida

com amor à profissão e cumprem o objetivo de construir um mundo melhor. Parabéns Iran! A comissão organizadora para o ano de 2010 já foi eleita e tem a importante responsabilidade de realizar o próximo evento, com mais entusiasmo e sucesso.

Antônio Almeida, presidente da comissão, Belquice, profa. no Colégio Técnico Agrícola de Franca e Alex Kobal, presidente da Aerf cumprimetam Saulo Faleiros pela palestra

Da esquerda para a direita: Saulo Faleiros, eng. agrônomo da Cocapec, Iran Francisconi, homenageado como eng. agrônomo do ano e sua esposa Sônia, Ednéia Almeida e Antônio Almeida, presidente da Comissão organizadora do evento

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Café

Cocapec premia as cinco melhores amostras 6ª Concurso de Qualidade Café Cocapec termina com premiações e palestra Luciene Reis Analista de Comunicação Cocapec

O 6ª Concurso de Qualidade Café Cocapec Seleção Senhor Café Alta Mogiana, terminou na quintafeira (15/10), em evento no Salão Agabê, com a presença da diretoria executiva da Cocapec e da Credicocapec, conselheiros fiscais e administrativos das duas cooperativas, bem como cooperados e familiares, colaboradores da Cocapec, árbitros do concurso e autoridades. Antes da entrega da premiação das melhores amostras, um momento importante prendeu a atenção dos presentes, a palestra proferida por Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing Internacional, sobre “Perspectivas para o agronegócio Cafés do Brasil”, que

apresentou um panorama mundial de tendências de produção e consumo de café arábica e robusta. O anúncio das cinco melhores amostras de cafés natural e cereja descascado, das 247 inscritas pelos cooperados, fechou a solenidade. Na categoria Natural, o 1º lugar foi premiado com uma adubadeira Minami modelo M 535 B, o 2º lugar com um pulverizador Jacto modelo PH400, o 3º lugar com uma carreta (madeira) Facchini de dois eixos com pneus, o 4º lugar com uma roçadeira Kamaq NRC 132 Ecológica e o 5º lugar com cinco hectares do Tratamento Café Forte Xtra Syngenta (5kg Verdadeiro + 5l Priori + 10l Nimbus).

“Na minha opinião, os cafeicultores estão cada vez mais engajados e um concurso como este da Cocapec representa incentivo na busca da qualidade.” Oliver Gut da Stockler Com. Exp. Ltda, um dos árbitro do concurso Conheça os premiados em cada categoria Categoria Café Natural 1º lugar 2º lugar 3º lugar 4º lugar 5º lugar

HIROKI NAKAMURA PEDRO ANGELO ANDRADE CORREIA MARIANA MIRANDA VAZ DA SILVA JOSÉ ROBERTO PIMENTA E OUTROS FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA

Categoria Cereja Descascado 1º lugar 2º lugar 3º lugar 4º lugar 5º lugar

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EURIPEDES ALVES PEREIRA JOSÉ FRANCISCO CONRADO JACINTO MAURIVAN RODRIGUES CBI AGROPECUÁRIA LTDA AILTON JOSÉ RODRIGUES

SÍTIO IRMÃOS NAKAMURA FAZENDA DOS LOBOS SÍTIO SÃO SEBASTIÃO SÍTIO ALTO DA BOA VISTA SÍTIO BOA VISTA

FRANCA / SP IBIRACI / MG FRANCA / SP CAPETINGA / MG IBIRACI / MG

FAZENDA SANTA TERESINHA FAZENDA SANTA VIRGINIA FAZENDA SANTA CRUZ FAZENDA ÁQUA SANTA SITIO SÃO DOMINGOS

CÁSSIA / MG ITIRAPUÃ / SP PEDREGULHO / SP FRANCA / SP PEDREGULHO / SP

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Café

As cinco melhores amostras do Concurso da Cocapec pertencentes a fazendas do estado de São Paulo foram encaminhadas para o 8º Concurso Estadual de Qualidade de Café de São Paulo.

Ganhadores da categoria Cereja Descascado

Ganhadores da categoria Café Natural

Carlos Brando fala sobre as perspectivas para o agronegócio café

Anselmo Magno de Paula, Gerente do Depto de Comercialização de Café, explica a dinâmica de seleção das melhores amostras

Ricardo Lima destaca a importância do Concurso para promover a qualidade do café da Alta Mogiana

Diretores da Cocapec e Credicocapec, representantes comissão organizadora Revista COCAPEC - da Setembro / Outubro 2009 do7 evento e autoridades compuseram a mesa solene

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Café

Café, cada vez mais no gosto dos brasileiros O consumo de café continuou crescendo mesmo na crise Realindo J. Medonça Jr. Cooperado da Cocapec e jornalista

O consumo do café continua aumentando. Aumenta quando não existe crise. Aumenta também com crise. Foi o caso deste primeiro semestre de 2009. O consumo de café no Brasil cresceu, principalmente entre a juventude. Nos pontos de distribuição do Senhor Café, pela Cocapec, em São Paulo, nas lojas de conveniência, é cada vez maior o consumo e isso serve como exemplo. São médicos, engenheiros, professores, universitários, profissionais liberais, que se reúnem a cada final de tarde para conversar sobre o dia de trabalho, sobre os projetos pessoais e profissionais. E o cafezinho é presença obrigatória. A boa aceitação do Senhor Café no principal centro consumidor paulista, a capital do Estado, revela essa aceitação. Ora pelo clima frio, às vezes chuvoso, ora a propósito de eventos, o café se torna presença cada vez mais acentuada. E muito aceita. Além disso, hoje, o café é parte integrante da moderna culinária, na preparação de bolos e tortas, pratos salgados e doces, sobremesas, bebidas quentes ou frias, bolachas e até sorvetes. Enfim, o café está sendo “descoberto” por vários segmentos. A Cocapec, já caminhando para seus 25 anos, que completará 8

em julho de 2010, começou inicialmente com menos de uma centena de cafeicultores cooperados e hoje tem mais de 1.850 produtores inscritos. Suas fazendas e sítios estão localizados em municípios da região de Franca, predominantemente na Alta Mogiana, e outros tantos na região de Serra Negra, tradicionais produtoras de cafés finos. Houve tempo, em que a Cocapec chegou a levar aos produtores e escritores de novelas das grandes emissoras de televisão, merchandising onde uma senhora aparecia oferecendo um gostoso cafezinho às famílias e visitantes. Iniciativa que visou despertar o gosto pelo café, nosso principal produto. E os registros da época indicaram que a iniciativa foi muito válida. Dos tempos da Sinhá Moça, aos Barões do Café, até os dias atuais, quando a cafeicultura oferece 8,5 milhões de empregos diretos e indiretos no país, o setor é cada vez mais reconhecido e respeitado. As fazendas de café, afinal, são sinônimos de trabalho, labuta diária que vai de sol a sol, pois quando termina a colheita, em fins de agosto, já vem a florada de setembro, indicando que, outro ciclo começa. Como agora, nesta época do ano. O barista José Moreira Ju-

nior, do alto de sua experiência de uma vida de trabalho voltada para a atividade, afirma que o café é presença cada vez mais marcante e que a bebida é a segunda mais consumida, superada, somente, pela água mineral. O Brasil continua sendo o maior produtor de café. Com tanta tradição, dá até para imaginar porque o brasileiro é louco por um cafezinho. José Moreira Junior revela que essa paixão não é apenas tupiniquim: “Posso dizer que hoje somos o segundo maior consumidor de café perdendo apenas para os EUA. E a diferença já é pequena.” Mas, desde as fazendas do século XIX até as prateleiras dos supermercados dos dias de hoje, o tradicional e bom cafezinho ganhou novas roupagens. O café reúne, conforta e aquece qualidades que o corpo busca nos dias de frio, é perfeito para o clima ameno e, é também o ingrediente principal dos drinques da estação. Para melhor definir a respeito, o especialistas no tema, Hanny Guimarães, diz que: “Quando o vento frio sopra entre as frestas da janela e nos faz tremer, logo buscamos um recanto cálido para nos proteger do clima

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Café

frio que chega. Aquecidos por fora, é hora de preparar algo que nos esquente por dentro e anime os que compartilham os retalhos do cobertor. O café, tradicionalmente quente, não só combina com o momento como é consumido 10% mais no inverno.” Nas cafeterias, a bebida aquece o movimento, que cresce 30% nos dias de baixa temperatura. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) revelou um dos principais motivos que levam à procura pelo grão: o café esquenta. Resposta dada por 68% dos entrevistados na análise. Estudantes e pesquisadores preferem o café, para incrementar uma atividade, às vezes muito intensa. Se as estatísticas apresentam os números, nós sentimos na pele os efeitos benéficos do café na época congelante. A sensação confortável é ainda melhor se a bebida for combinada a diferentes ingredientes que adicionam ainda mais sabor e aconchego. Paralelamente a tudo isso, a Cocapec incrementou durante todo o tempo de sua existência a atividade profissional dos agrônomos, trabalhando sempre muito próximo dos cafeicultores, orientando, levando inovações técnicas e incentivando a produção de café sempre de qualidade superior. Hoje, podemos dizer que os cooperados da Cocapec são especialistas na produção do melhor café, sem medo de errar, o melhor café do mundo, pois está comprovado que o café da Alta Mogiana tem esta mística reconhecida pelos mais exigentes e capacitados técnicos e provadores, é realmente diferente, superior aos demais de boa qualidade.

Bolo da Mamãe Joana Ap. Pereira Bolonha

INGREDIENTES DA MASSA 2 xícaras (chá) de açúcar 4 ovos 1 xícara (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 xícara (chá) de café Tulha Velha coado ½ xícara (chá) de óleo Margarina e farinha de trigo para untar PREPARO DA MASSA Em uma tigela, coloque o açúcar e os ovos e misture bem. Acrescente o chocolate, a farinha de trigo, o fermento, o café e o óleo, mexendo a cada adição. Coloque em forma média (25x35 cm), untada e enfarinhada. Leve ao forno médio, pré-aquecido, por cerca de 35 minutos ou até que enfiando um palito, este saia limpo. INGREDIENTES DO RECHEIO 1 lata de leite condensado 1 caixa de creme de leite 6 colheres (sopa) de coco em flocos (natural ou desidratado) 6 metades de pêssego em calda PREPARO DO RECHEIO Cozinhe a lata de leite condensado em panela de pressão por cerca de 20 minutos, contados a partir do inicio da fervura. Deixe esfriar bem e misture o creme de leite, o coco e os pêssegos picados.

INGREDIENTES DA COBERTURA 250 gramas de ameixas sem caroço 2 xícaras de açúcar 1 xícara de água 4 claras 2 colheres (sopa) de açúcar PREPARO DA COBERTURA Leve a água, as 2 xícaras de açúcar e as ameixas ao fogo. Deixe cozinhar até a calda engrossar bem (derrame um pouco com uma colher. O ponto é quando forma um fio). Enquanto forma a calda, bata as claras em neve bem firme, acrescente as 2 colheres de açúcar e bata mais um pouco . Com a batedeira ligada ainda, acrescente a calda de ameixa e bata somente até misturar. INGREDIENTES DA CALDA 100 ml de leite de coco 250 ml de leite MONTAGEM Metade do bolo Metade da calda Recheio Metade do bolo Metade da calda Espuma de ameixa Decoração a gosto

No bolo feito para ilustrar esta revista usou-se castanhas trituradas para confeitar Revista COCAPEC - Setembro / Outubro 2009

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Café

A grande imprensa destaca o café Cientistas falam dos benefícios dessa bebida em rede nacional Realindo J. Medonça Jr. Cooperado da Cocapec e jornalista

Foi uma agradável surpresa. Globo Repórter, Caminhos da Roça, Globo News deram mais que manchetes especiais sobre o café, o valor da bebida, a preferência dos consumidores. Dedicaram programas inteiros sobre o tema café, que, afinal de contas, oferece 8,5 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil, além de expressiva receita na balança comercial de exportação há mais de século e meio. Foram dias especiais para cafeicultores e dirigentes cooperativistas, que se dedicam de corpo e alma à cafeicultura. No caso da Cocapec, há quase 25 anos. Enquanto o Globo Repórter divulgou todo um programa especial sobre

Mitos e Verdades a respeito do café, Caminhos da Roça mostrou a festa do Morango e em meio a tantas receitas maravilhosas a presença do café em boa parte delas. O Globo News dedicou entrevistas com especialistas e ressaltou a preferência da juventude pelo café, ao invés de bebidas alcoólicas, pois é sabido que os jovens hoje se dedicam muito aos estudos, à preparação para concursos e vestibulares e o cafezinho aparece em posição relevante, capaz de manter ativa a memória. Cientistas afirmaram que pesquisas indicam o melhor rendimento dos estudantes. O Dr. Darcy Lima afirmou que o café deixa os alunos mais atentos para as aulas e os professores aprovam a novidade até na merenda escolar. Além disso, o café tem vitaminas, é antioxidante e contém minerais, como ferro que previne anemia, zinco que mantém energia e ativa o sistema imunológico e potássio para que não se esgotem as energias. E o gostoDr. Darcy Lima defende benefícios do café na merenda escolar

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so aroma do café, por nós tão apreciado, estimula áreas de prazer do cérebro. Enfim, a bebida tem mais de 200 componentes que são liberados no ar e podem ser percebidos pelo olfato. A partir daí, o café virou mania, no mundo inteiro. Os brasileiros tomam 430 milhões de cafezinhos a cada dia. Jorge Moll, da rede de laboratórios D’or, afirmou que “se a gente comparar café com vinho e perfumes, é mais rico no perfil de aromas”. Podemos, dizem os cientistas, detectar o efeito do café em vários circuitos cerebrais. A primeira região é a da percepção olfática, onde o cheiro é percebido. A ativação das áreas do prazer acontece no tronco cerebral. Alberto Gaspar, experiente correspondente da rede Globo, que por sinal é da escola da TV Ribeirão, onde começou no início da década de 80, ao lado de José R. Burnier, Heraldo Pereira e Nelson Araújo, afirma que sempre gostou de café. Já elaborou muitas reportagens com Mauricio Miarelli, no Conselho Nancional Café e na Cocapec, prof. José Braz Matielli, Dr. Darcy Lima e diz que foi com gosto que fez a reportagem especial. O

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café, somente, não é recomendado para pessoas que sofrem de úlceras, pânico e ansiedade. Mauricio Miarelli, recém formado, há 25 anos chegou a Franca, vindo da região de Alfenas, iniciando sua carreira como agrônomo, passando pelo setor de comercialização de café, pela secretaria e pelo cargo de provador, foi eleito presidente da Cocapec, cargo que ocupa atualmente e também presidente do CNC. Ele afirma que durante décadas as lideranças da cafeicultura, incluindo a Cocapec em posição relevante, muito lutaram para divulgar o café. Certa vez, o ex-presidente da Cocapec, José Carlos Jordão da Silva, chegou a se entrevistar com um autor de novelas de televisão, sugerindo que a cena

de uma senhora com uma bandeja maior país produtor e exportador. interrompia o diálogo de tradicio- Em nossa região, fica ainda o saldo nal família para servir um gostoso do privilégio de se produzir o mecafezinho. Marketing perfeito e lhor café, os tipos mais finos, o café inovador, que certamente facilitou gourmet, adocicado, diferenciado muito as ações perante o público das demais regiões. O que certaconsumidor. Depois foi lançado o mente impulsiona o consumo e leva Senhor Café, marca registrada do o público ao hábito de apreciá-lo pemelhor café do mundo, da Alta rante os produtos de outras regiões. Mogiana, de mais de 1.850 cafei- Saldos positivos, que a Cocapec está cultores cooperados, que trabalham sabendo administrar, em Franca e em mais 12 municípios aproveitando que da região. Esse café vem alcançando agora o café excelente aceitação, em mais de 400 def initivapontos de vendas na capital do Es- mente caiu tado e começa a chegar ao interior e no gosto poà região. pular, tanto Enquanto isso, o Brasil que a grande confirma o segundo lugar em con- imprensa resumo de café, no mundo, somente conhece seu superado pelos EUA, além de ser o valor.

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Novidades

Como a elasticidade afeta o mercado de café Em reuniões técnicas ouve-se com certa frequência a expressão “o café é bebida de demanda inelástica”. Como essa característica do café afeta seu mercado?

Luiz Moricochi Eng. agrônomo pós-graduado em economia (USP) e associado da Cocapec

Mas do ponto de vista prático (é o que nos interessa), quando se tem uma cesta de produtos e os mesmos são submetidos à mesma variação de preços (10%, por exemplo), podemos dizer: aqueles produtos que responderem com uma menor variação no consumo são de demanda inelástica (ou menos elástica); aqueles que, nas mesmas condições, apresentarem maior variação no consumo são de demanda elástica. O preço que o consumidor está disposto a pagar por um bem Não vamos teorizar sobre ou produto depende de uma série esse assunto, pois foge ao escopo de fatores, entre as quais: a) quantideste artigo. Apenas gostaria de di- dade de dinheiro disponível; b) sua zer que em economia quando se fala importância para atendimento de em elasticidade preço de demanda necessidades; c) existência ou não de está se referindo à divisão de duas produtos substitutos; c) sua reprevariações percentuais: variação per- sentatividade no orçamento familiar centual de quantidade compradas em termos de gastos e d) quantidade de um produto, pela variação cor- disponível do produto no mercado. respondente nos preços. Conforme Pode-se deduzir, pois que a imporo número obtido nessa divisão – tância que os produtos têm para o que recebe o nome de coeficiente de consumidor é relativa, ou seja, varia elasticidade preço de demanda - se de pessoa para pessoa. O cigarro, diz que um produto é de demanda por exemplo, é “importante” para elástica ou inelástica. Para o café o algumas pessoas, apesar de ser excoeficiente encontrado pela FGV tremamente prejudicial à saúde. em recente estudo foi de 0,67. O café se enquadra também 14

no grupo de produtos de demanda inelástica. O coeficiente de 0,67 encontrado significa que quando há aumento de 1% no seu preço a quantidade consumida cai em proporção menor a esse aumento, ou seja, apenas 0,67 %. Isto acontece, porque o consumidor faz de tudo para continuar satisfazendo seu hábito de tomar café. Também o cigarro é produto típico de demanda inelástica; é sabendo disso que o governo taxa o produto o quanto pode, com a certeza de não quebrar a indústria. No caso do café, esse “vício” (no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais (diferente da carne bovina, cujo consumo aumenta com a queda de preço) só porque o preço caiu muito, como resultado de um eventual excesso de produção. Esse atributo tem muito a ver com a estabilidade de renda do produtor, podendo-se se afirmar que quando há excesso de café, o preço cai mais do que deveria cair e quando há escassez o preço sobe mais do que deveria subir. O produtor devia gra-

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“No caso do café, esse “vício” (no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais só porque o preço caiu muito.” var isso em sua mente como se fosse uma lei da cafeicultura, para não cair em armadilhas de preços. Isso pode acontecer também com outros produtos, mas, é mais problemático quando se trata de produto de demanda inelástica como o café. Muitos ainda se lembram do que aconteceu no início de 1986: devido a uma grande seca ocorrida no final do ano de 85, os preços atingiram US$ 400/ saca, causando grande euforia na época (com apenas uma saca de café comprava-se um hectare de terra em algumas regiões cafeeiras). Esse alto preço, por outro lado, provocou excesso de produção, derrubando os preços para US$ 40 em 1992. Foi

uma quebradeira geral resultando em mais um milhão de hectares erradicados. Esses preços exagerados (dois extremos) ocorreram por culpa principalmente da demanda inelástica (também houve especulação). Qual a implicação desse atributo neste contexto de crise mundial? Com o desemprego e queda geral de renda, tudo se passa como se ocorresse na prática um aumento de preços de café. Entretanto como o consumo pesa pouco no orçamento familiar, dificilmente o consumidor vai abrir mão de seu hábito de tomar café. Essa é a principal razão pela qual alguns analistas (entre os quais nos incluímos)

já acreditavam que o efeito da crise seria menor quando comparado com o impacto sobre o mercado de outras commodities. É claro que há segmentos afetados, como o de cafés especiais - em que se paga mais de R$12,00/tacinha, em redes famosas de varejo no país – mas esse segmento não representa nem 10% do consumo mundial de 130 milhões de sacas anuais. Poderá também ocorrer menor consumo de café solúvel na Rússia, Alemanha, USA e outros países mais atingidos pela crise. Mas o consumo global deverá seguir com tendência crescente, embora às taxas inferiores observadas antes da crise.

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Mercado

A RAINHA DAS COMMODITIES Mercado de commodities como petróleo e agrícolas encontram-se interrelacionados

Celso Luis Rodrigues Vegro Eng. agr. MS Desenvolvimento Agrícola e pesquisador científico do IEA

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190 170 150 130 US$

Muitas vezes os economistas em seus aconselhamentos deixam de enfatizar o fenômeno econômico da relatividade dos preços, ou seja, a relação de dependência entre os mercados na formação das cotações. Traduzindo, não existe preço em absoluto. Os mercados de commodities (petróleo, metálicas e agrícolas) encontram-se sumamente interrelacionados, sendo que uma delas pode se arvorar ao título de rainha de todas as demais – o petróleo. O movimento baixista percorrido pelas cotações do petróleo após o pico de preços de julho de 2008, tendem a criar movimentos similares para o conjunto do mercado das demais commodities, inclusive as agrícolas, sendo o café uma das mais importantes nesse mercado. Assim, cotejando-se as cotações do arábica em Nova Iorque (contrato C em segunda posição em US$/sc) e do robusta em Londres (em US$/sc de 60kg), com as contabilizadas pelo barril do petróleo (Brent), constata-se que a tendência prevalecente para esses mercados foi de queda, com ligeiras oscilações que no caso do arábica decorreu da especulação em torno da onda de frio nos cinturões produtores brasileiros e, para o robusta em função de momentâneos veranicos em pleno período de monções asiáticas (Figura 1).

110 90 70 50 30 Jul

Ago

Set

Out

Nov

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Dez Jan/200

Arábica - NYBOT

Fev

Robusta-Lo

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Pretróleo (Brent)

FIGURA 1 – Cotações do Barril do Petróleo, Café Arábica e Café Robusta, em sacas de 60 kg, jul./08 a set./09 Fonte: Elaborada a partir de dados básicos do IPEADATA e Cafepoint.

A ligeira recuperação das cotações do petróleo observadas a partir de abril de 2009 já se transmite para o mercado de café, especialmente o de arábica, fato esse que ocorre em plena entrada do mais intenso período de comercialização da safra brasileira que ocorre em paralelo com o incremento no ritmo dos embarques. Caso a evolução das cotações do petróleo se mantenha ascendente (cenário esse bastante plausível), possivelmente no último trimestre do ano as cotações do café poderão ganhar maior volatilidade amparada pela acentuação da procura pelo produto

(arábica e robusta) decorrente, tanto da entrada do inverno no Hemisfério Norte como da ausência até início de novembro das vendas Centro Americanas e Colombiana. Todavia, há que se considerar que a ascensão das cotações do petróleo tem limites, pois preços próximos dos US$ 100,00 por barril tornariam os frágeis indícios de recuperação econômica muito mais incertos. O acompanhamento das cotações internacionais dos produtos transacionados em bolsa de valores são elementos relevantes na construção de cenários prospectivos para o

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Mercado

mercado de café. Evidentemente, tal observação não descarta a análise de outros fatores determinantes na formação dos preços do café como a expectativa de safra, evolução do consumo e dinâmica dos estoques, paridades cambiais e níveis de inflação, sem se esquecer das políticas públicas implementadas nos países produtores com relevância nesse mercado. A ênfase na questão do petróleo se deve a esse aspecto ser normalmente ignorado nas análises que normalmente são divulgadas. Uma boa análise de conjuntura do mercado de café requer conhecimentos muito diversificados e anos de acompanhamento do produto capazes de subsidiar a produção de trabalhos qualificados e, sobretudo, confiáveis.

Movimento baixista percorrido pelas cotações do petróleo influencia nas demais commodities

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Cultura e Lazer

Mosaico conquista adultos e crianças Espetáculo “Missão Super, Hiper, Importante��� fascina o público de Franca

Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

O Mosaico Teatral levou, no dia 17 de setembro, 300 pessoas ao Teatro Municipal José Cyrilo Goulart de Franca. A peça, “Missão Super Hiper Importante”, da Cia. Luis Louis encantou o público e conquistou adultos e crianças. Com interação total do público mirim, a peça foi responsável por muitas risadas e a diversão foi garantida para todos. A peça infantil atende a proposta das cooperativas de levar toda a família para ver uma peça de teatro de qualidade, no dia tivemos pais e filhos atentos

às brincadeiras da peça. Todos presos a magia do teatro. Outra atração do Mosaico Franca foram os peixinhos de aquário distribuídos na saída do espetáculo. A criançada ficou alvoroçada e encantada com a lembrança que levaram para casa. Além da apresentação, o Mosaico Franca foi marcado pelo workshop ministrado pela equipe da Cia Luis Louis, que trabalhou com 18 participantes, a maioria alunos de teatro e artistas, a sua apurada técnica da mímica, com

Equipe de promotores e apoiadores do Mosaico Teatral Franca

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movimentos estilizados e uso do corpo para compor cenário e personagens. O workshop foi realizado no Teatro do Sesi Franca. O programa Mosaico Teatral é promovido pelo Sescoop/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo), juntamente com as cooperativas locais Cocapec, Credicocapec, Unimed – Franca e Coonai. O projeto tem apoio da Prefeitura Municipal de Franca e da FEAC – Fundação de Esporte, Arte e Cultura e este ano também contou com a parceria do SESI – Franca (Serviço Social da Indústria). O Mosaico tem função cultural através da expressão artística e cunho social, pois todos os ingressos são trocados em alimentos ou produtos de necessidade básica, que no caso de Franca, são doados ao Fundo Social de Solidariedade e que este ano recebeu 405 litros de óleo. “O Mosaico tem função cultural e cunho social, pois todos os ingressos são trocados em alimentos ou produtos que no caso de Franca, são doados ao Fundo Social de Solidariedade. Neste evento foram arrecadados 405 litros de óleo.”

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Cultura e Lazer

“A peça infantil atende a proposta das cooperativas de levar toda a família para ver uma peça de teatro de qualidade, no dia tivemos pais e filhos atentos às brincadeiras da peça. Todos presos a magia do teatro.”

Espetáculo cativa adultos e crianças

Através da diversão peça leva o público a reflexão sobre a vida

Peixinhos de aquário encantam público mirim na saída do teatro

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1º Curso de Gestão do Agronegócio Café chega ao fim Curso inédito na região traz resultados positivos e soluções para a cafeicultura da Alta Mogiana Bruna Malta Analista de Comitê

O curso de Especialização em Gestão do Agronegócio Café foi encerrado com uma bela cerimônia de formatura. A noite iniciou com a colação de grau. Entre os formandos estavam cooperados, filhos de cooperados e colaboradores da Cocapec e terminou com comemoração entre formandos e familiares. Estavam presentes na cerimônia o professor Dr. Samuel Giordano, coordenador da Universidade do Café Brasil e coordenador executivo do curso Especialização do Agronegócio Café, Christiane Leles Rezende, gestora executiva do curso e orientadora dos trabalhos de conclusão do curso e Aldir Alves Teixeira, diretor presidente da Assicafé, consultor da illycafè e paraninfo da turma, escolhido pelo importante trabalho realizado na área de qualidade de café. Representando o Sistema Cooperativista estavam Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), que foi homenageado como nome da turma e Aramis Moutinho Junior, representando Edivaldo Del Grande – diretor presidente do Sistema Ocesp e patrono da turma. O Sistema apoiou a 20

realização do curso, custeando parte dos investimentos, assim como a Universidade do café (UDC). O presidente da Cocapec, Mauricio Miarelli, ressaltou que é com grande satisfação e alegria que a diretoria da Cocapec vê a conclusão de um curso pelo qual fizeram grande esforço para realizar, e ainda, a produção de trabalhos que irão trazer muitos benefícios para os produtores e os gestores da cooperativa. Curso

O curso foi promovido pela UDC e Centro de Conhecimento em Agronegócios em parceria com a Cocapec, Programa de Estudos dos Sistemas Agroindustriais da Universidade de São Paulo (Pensa/Usp) e Fundação Instituto de Administração (FIA). A iniciativa da cooperativa de realizar esta parceria e promover o 2º curso de Especialização em Gestão do Agronegócio Café realizado no Brasil teve o intuito de aprimorar os conhecimentos de seus cooperados, atender as necessidades crescentes de melhoria no campo e manter o nível tecnológico dos cafeicultores.

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“...é com grande satisfação e alegria que a diretoria da Cocapec vê a conclusão de um curso pelo qual fizeram grande esforço para realizar...”

Nome da turma: homenagem a Márcio Lopes de Freitas

Patrono da turma: homenagem a Edivaldo Del Grande, representado por Aramis Moutinho Jr.

Camilo José Faleiros Custódio

Engenheiro agrônomo e produtor de café “O curso foi de grande importância para compreendermos melhor muitos aspectos ligados a cafeicultura e a gestão. Através do curso, tivemos a oportunidade de inserir em nossa propriedade e compartilhar com colegas novas ações e conceitos tecnológicos que podem determinar o diferencial do nosso negócio. Aprendemos, entre muitas coisas, que não basta produzir, temos que ser competitivos, adotando práticas, como o cooperativismo, a sustentabilidade, a certificação e a decisão mais assertiva na comercialização, visando ter sempre um produto diferenciado e de alta qualidade. Enfim, acho que tivemos uma grande oportunidade, oferecida pela cooperativa. Agradeço a todos que de alguma forma contribuíram para a realização e sucesso do curso.”

Paraninfo da turma: homegangem a Dr. Aldir Alves Teixeira

Mesa solene composta por diretores da Cocapec, Credicocapec, professores do Curso de especialização e representantes da OCB e Ocesp

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Mauricio Miarelli com a placa da 1º turma de pós-graduação

Trabalhos Os trabalhos de conclusão de curso foram desenvolvidos nos últimos 12 meses pelos grupos de formandos, que apresentaram à banca de examinadores, composta pelo Presidente da Cocapec, Mauricio Miarelli, Samuel Giordano e Christiane Resende. “Eles fizeram um grande exercício. Sentar em grupo e trabalhar em equipe é uma forma cooperativa de trabalho e também de cooperação levada ao seu extremo e realizar este exercício, isso se constitui a meu ver na formação de um grupo de elite para a cooperativa que pode pensar nos problemas para os próximos quarenta anos.”, afirma Giordano. Os temas tratados pelos alunos abrangeram todas as áreas do

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café, desde variedades de plantio até o produto na xícara. Miarelli declarou que assuntos extremamente importantes para a classe produtora foram tratados de forma a lançar luz em problemas enfrentados pela cafeicultura da região e de outros locais. A Universidade do Café do Brasil publicará os cinco melhores trabalhos deste curso, de acordo com Christiane Resende esta publicação é distribuída para o Brasil inteiro, para todas as instituições de pesquisa relacionadas ao café, todas as universidades de café e para o ministério da agricultura. “Foi difícil escolher as cinco melhores, pois todos os trabalhos estão bons, ainda bem que a Cocapec vai publicar os 10”. Completa Resende.

Samuel Giordano é homenageado pelo trabalho realizado pela FIA

Os temas tratados foram: 1- O peso da infraestrutura de seca, preparo e mecanização da lavoura na produção do café na área de atuação da Cocapec. 2- O valor da organização cooperada: o impacto da Cocapec na cafeicultura de Ibiraci-MG. 3- A busca por um processo produtivo sustentável na cafeicultura da região da Alta Mogiana. 4- Planejamento estratégico na cafeicultura moderna. 5- Tendências de consumo de café entre o público jovem universitário.

Banca examin

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Familiares e amigos dos formandos

6- Passos para averbação da propriedade rural. 7- Silvicultura como alternativa para melhorar a renda. 8- Recursos humanos na propriedade cafeeira, principais conflitos e desafios. 9- A conscientização dos cooperados para o cooperativismo: o caso Cocapec. 10- Avaliação de novas variedades de café visando produtividade com qualidade na região de Franca-SP. Para os interessados em saber mais, o material está disponível na biblioteca da Cocapec.

Banca examinadora assiste às apresentações dos TCCs

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Evento inicia com execução do Hino Nacional

“Os temas tratados pelos alunos abrangeram todas as áreas do café, desde variedades de plantio até o produto na xícara.” Maria Silvia Ferreira Rosa Cooperada

“Essa pós-graduação em agronegócio café trouxe-me fundamentos para acreditar que vale a pena investir na qualidade do meu produto e consequente adição de valor. Olhando os pontos fortes e fracos da minha propriedade, devo minimizar os fracos e maximizar os fortes. Foi a Cocapec que viabilizou essa especialização e nos deu a oportunidade de aprender com professores que propiciaram embasamento para o aperfeiçoamento de nossas práticas agrícolas. Elas são fundamentais para evitar perdas no preço, investir nessas práticas não é custo e sim ganho de preço. Contribuiu dessa maneira para uma maior eficiência em nosso negócio – café.”

Formandos comemoram a conquista

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Social

Encontro de crianças, diversão garantida Jogos cooperativos, danças circulares e oficina de terrário fazem a alegria da criançada

Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

A 8ª edição do Encontro de Crianças Cooperativistas aconteceu dia 3 de outubro no Clube de Campo do Amazonas, e teve a participação de 150 crianças de 6 a 10 anos. Promovido pela Cocapec e Credicocapec, o evento tem o objetivo de transmitir valores do cooperativismo para filhos e netos de cooperados e colaboradores. Com tempo nublado e temperatura amena, o dia transcorreu de forma agradável e divertida para os participantes. Na abertura os pais tiveram a oportunidade de tomar café da manhã com seus filhos e conhecer o clube, onde as crianças passariam o dia. O período da manhã foi tomado por atividades

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ao ar livre, entre jogos cooperativos, danças circulares e brincadeiras no parque do Clube. As atividades foram coordenadas por Carlos Eduardo Rodrigues e Regina Rodrigues, ambos de Bebedouro, e conduzidas pelos colaboradores da Cocapec que participaram do evento. Após o almoço as crianças participaram do Projeto “Brincar e Reciclar é Cooperar”, patrocinado pelo Sistema Ocesp. O Projeto é composto pela peça de teatro “A água que fugiu do lago” da Cia Arueiras do Brasil e a Oficina de construção de brinquedos com materiais recicláveis, com a equipe da Cooperaacs. Paralelo à oficina, as crianças se revezavam entre sessão de cinema, danças circulares e outros desafios cooperativos.

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Social

Jogos cooperativos garantem diversão para todos

Brincar e Reciclar é cooperar O Projeto “Brincar e Reciclar é Cooperar” é promovido pelo Sistema Ocesp através de uma peça de teatro “A água que fugiu do lago” e a oficina de construção de um terrário. De acordo com o Sistema, a apresentação do espetáculo tem por objetivo conscientizar as crianças para uma educação ambiental permanente e mostrar o que acontece com o meio ambiente, em específico a água, devido à incorreta dispensa de lixo doméstico, educando para uma atitude de preservação. Já a oficina tem o papel de difundir informações sobre a importância da reciclagem para o ambiente em que vivemos, tornando os participantes multiplicadores da informação para suas famílias. Ela também estimula desenvolve e incentiva a criatividade através do “despertar” da capacidade de se pensar o novo, com a importância da preservação do meio ambiente e o quanto todos nós podemos ganhar com a reciclagem, pois através desta matéria-prima (barata ou até mesmo gratuita) pode-se transformar o conceito lixo em arte/brinquedos.

Carlos Sato, Vice-presidente da Cocapec e José Amâncio de Castro presidente da Credicocapec abrem evento

Criançada participa de ponte cooperativa com a ajuda dos colegas

Paraquedas cooperativo permite integração e diversão

Turminha assiste atenta à peça “A água que fugiu do lago”

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Social

Escola utiliza o cooperativismo para melhorar a educação Aumentar o desempenho dos alunos através do Cooperjovem, esta é a meta da Escola Sueli Contini de Franca Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

O Cooperjovem é um programa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), aplicado em 17 estados brasileiros pelas unidades estaduais e já formou quase 280 mil crianças e 10 mil professores. O objetivo do Cooperjovem é disseminar o cooperativismo na sociedade, começando pelas crianças. Para isso, os professores são treinados e aprendem a desenvolver projetos cooperativos em suas escolas. Assim todos participam e aprendem de forma cooperativa. Para que o programa possa ser estruturado em um município é necessária a construção de uma rede de parceria envolvendo o Sescoop, cooperativas locais e rede de ensino. Em Franca, a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Sueli Con26

tini, do Jardim Tropical, participa do programa e já obteve ótimos resultados, como no projeto “Lixo dá lucro”, com a arrecadação de garrafas PET. A Cocapec apóia a realização do projeto nesta escola em parceria com a Credicocapec, Unimed e Coonai. O Cooperjovem 2009 iniciou as atividades em Franca com a formação de 30 professores da Escola Sueli Contini, que estão participando do curso de 40 horas promovido pelo Sistema Ocesp/Sescoop-SP. Os professores aliam a formação ao projeto cooperativo escolhido pela escola, que este ano pretende aumentar o desempenho dos alunos nas avaliações nacionais e estaduais. A escola está totalmente envolvida e conta com a participação de professores, equipe gestora e alunos.

Os municípios de Cristais Paulista e Itirapuã também fazem parte do Cooperjovem, mas optaram por dar continuidade ao programa em 2010. A decisão ocorreu devido ao atraso no calendário de aulas. A Cocapec, junto com as cooperativas Coonai, Credicocapec e Unimed e as Secretarias Municipais de Educação de Cristais Paulista, Franca e Itrapuã são parceiras do Sistema Ocesp/Sescoop-SP na realização do Programa Cooperjovem na região. Para saber mais sobre o Cooperjovem encaminhe um e-mail com suas dúvidas para comite@cocapec.com.br.

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Social

Novidades no Natal Cooperativo 2009 Com o tema “Solidariedade e amor ao próximo”, Campanha promoverá almoço para instituições

Anielly Rodrigues Barbosa Assistente Adm. Comunicação

A 7ª Edição do Natal Cooperativo traz o tema “Solidariedade e amor ao próximo” e tem o objetivo de promover um almoço natalino para instituições de Franca e região. A Campanha que já iniciou e terminará em 11 de dezembro de 2009, foi planejada por jovens colaboradores da Cocapec que fazem parte do Programa Juventude Cooperativista do Sistema Ocesp/Sescoop-SP. Preocupados com uma alimentação adequada ao público que será beneficiado, a equipe da Cocapec consultou a nutricionista Cíntia Parisi e o almoço terá um cardápio especial para as instituições. No dia 13 de dezembro de 2009, os colaboradores da Cocapec irão realizar o almoço e passar o dia com crianças e idosos que vivem nas instituições. O momento será de confraternização, brincadeiras e danças. O projeto Natal Cooperativo é uma realização da Cocapec com participação da Credicocapec e já arrecadou cestas básicas, brinquedos, leite e promoveu doações de sangue, entre outras ações. Para ajudar procure um dos nosso colaboradores e faça sua doação em alimentos ou dinheiro.

Cardápio sugerido: Pratos principais - Arroz Primavera com milho, cenoura, presunto e tomate - Strogonoff de frango ou carne bovina Bebidas - Suco Natural e Refrigerante

- Batata Cozida - Feijão - Saladas: folhas, tomate e chuchu Macarrão espaguete com molho de tomate. Sobremesa - Panetone Revista COCAPEC - Setembro / Outubro 2009

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Técnico

Equipe Técnica faz atualização Instituto Agronômico de Campinas (IAC) promove curso para agrônomos e técnicos da área de café

Saulo de Carvalho Faleiros Eng. agrônomo da Cocapec

A Cocapec, sempre com o objetivo de manter seu corpo técnico atualizado sobre tecnologias de ponta que possam melhorar a condição de produção e gestão de seus cooperados, ofereceu a todos os Eng. Agrônomos e Técnicos que prestam serviço de assistência técnica junto ao produtor, o curso de atualização em café promovido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), realizado nos dias 25 e 26 de agosto de 2009. O curso abordou temas importantes para melhorar a competitividade e tecnologia da produção de café. Foram ministradas palestras com variados temas, tais como: melhoramento do cafeeiro para resistência a doenças e ao bicho mineiro, além de informações de variedades que estão sendo estudadas com o objetivo de produzir cafés de melhor qualidade e até cafés descafeinados. Dentre os temas abordados, também

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foram discutidos agrometeorologia e fisiologia do cafeeiro além do manejo da fertirrigação. O fechamento do curso foi feito com uma apresentação sobre o cenário econômico da cafeicultura e os custos de produção, mostrando os mais importantes pontos que o agronegócio café precisa ser mais bem trabalhado. São ações como estas que motivam a cooperativa a garantir ao nosso cooperado a permanência da qualidade dos serviços prestados pelo

departamento técnico, pois este é constantemente atualizado e bem informado, e teve nesta oportunidade condições de trocar experiências com técnicos de todas as regiões produtoras de café do Brasil, para garantir ao nosso produtor cada vez mais segurança em todas as tomadas de decisões de seu negócio, subsidiado com informações atualizadas e corretas que garantirão maior competitividade, permanência e expansão da atividade cafeeira.

Equipe Técnica da Cocapec faz atualização

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Técnico

Tecnologia da aplicação É possível obter bons resultados através da análise do equipamento utilizado

Alex Carrijo Eng. agrônomo da Cocapec

Agrônomos assistem a palestra de Luis César Pio

O Setor Técnico da Cocapec está em constante aperfeiçoamento para aprimorar o trabalho dos produtores rurais através da implantação de novas tecnologias e redução de custos, principalmente em um momento que ser eficiente significa permanecer no mercado de café. Com o início das aplicações foliares, a Cocapec em parceria com as fornecedoras Syngenta e Allplant, representadas respectivamente pelo engenheiro agrônomo Luis Gustavo M. Andrade e o técnico Layer G. Oliveira Filho, promoveu juntamente com a Herbicat, nos dias 9 e 10 de setembro um treinamento sobre “Tecnologia de Aplica-

ção”. O curso foi realizado pelo engenheiro agrônomo Luis César Pio da Herbicat e foi dividido em dois momentos. No primeiro dia houve a explanação teórica, e no dia seguinte foram executadas atividades práticas no campo. O treinamento de tecnologia de aplicação tem como objetivo fornecer ferramentas para atingir melhor os alvos foliares esperados, através da duplicação de bicos para redução de calda aplicada por hectare, melhor absorção das gotas pelas folhas, regulagem correta de pulverizadores e consequente otimização de recursos para o produtor. Para adquirir mais conhecimentos sobre o tema, todos os

Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas vinculados à Uniagro (Cooperativa de Profissionais das Ciências Agrárias), que prestam serviços de assistência técnica à Cocapec, participaram do curso. Segundo Pio, para atingir o alvo esperado, as aplicações devem ser realizadas com gotas em tamanhos propícios aos produtos a serem aplicados. Exemplo: para pulverização com herbicidas o ideal é a utilização de bicos que liberem gotas de dimensão médio-grossa, enquanto que para a aplicação de inseticidas, o ideal são gotas médio-finas e assim cada tipo de produto depende de uma regulagem específica. Para saber a quantidade de gotas que abrangem o espaço desejado, o corpo técnico da Cocapec utiliza papel sensível, ferramenta que todos possuem, o que possibilita a condução das aplicações nas propriedades assistidas por eles. É importante lembrar que quem determina a quantidade e tamanho das gotas que serão depositadas nas folhas são dois fatores: os tipos de bicos utilizados e a pressão (libras) da bomba. Portanto, é importante que o produtor tenha sempre seu equipamento de aplicação em perfeito estado e que consulte o engenheiro agrônomo nesta fase dos tratos com a lavoura. Revista COCAPEC - Setembro / Outubro 2009

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Redução de calda por hectare através da duplicação de bicos A nova tecnologia de duplicação de bicos oferece a vantagem de redução na aplicação. Geralmente, a vazão utilizada nas pulverizações é de 400 litros de água por hectare. Com a nova tecnologia, que distribui melhor as gotas nas folhas, é possível reduzir 50 litros de calda por hectare. Isso permite que uma fazenda com por exemplo, 300 hectares, economize em cada pulverização 15 mil litros de água, levando em consideração as quatro pulverizações anuais. Esta redução também se estende às horas de utilização do trator na aplicação. O ganho chega a 30 horas em cada pulverização, o que pode gerar uma economia anual de R$ 5.520,00, acompanhe:

30 h (economia por pulverização) x R$ 46,00 (hora máquina) = R$ 1380,00 4 pulverização (anual) x R$ 1380,00 = R$ 5.520,00 de economia

Na primeira imagem foi realizada aplicação sem a duplicação de bicos e com 400 litros de vazão de água por hectare. A imagem dois mostra de forma visível a melhor abrangência das gotas no papel sensível, com a aplicação com duplicação dos bicos e 350 litros de vazão de água por hectare. Absorção das gotas pelas folhas É essencial no momento da aplicação, ficar atento às condições climáticas ideais para que a planta absorva totalmente os produtos a serem aplicados, não havendo prejuízos com perdas por escoamento ou evaporação do tratamento. Para que essa absorção seja efetiva, é preciso que as folhas estejam em momento propício para receber a aplicação. É possível identificar o melhor período observando as seguintes recomendações: - Umidade relativa do ar - mínimo de 55% - Velocidade do Vento - 3 a 10 km/h - Temperatura - abaixo de 30º A Cocapec e suas parceiras ao levar novas tecnologias de aplicação têm a preocupação de proporcionar a eficiência dos trabalhos de campo de seus cooperados, através de economia financeira somada a uma maior produtividade em função do alto aproveitamento de produtos. O produtor deve consultar o engenheiro agrônomo ao ter a intenção de inovar, pois cada lavoura exige análise de compatibilidade com a nova tecnologia e um estudo de viabilidade deverá ser feito.

IMAGEM 1: APLICAÇÃO SEM DUPLICAÇÃO DE BICOS – 400litros/hectare

IMAGEM 2: APLICAÇÃO COM DUPLICAÇÃO DE BICOS – 350 litros/hectare

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Cuidados na aplicação Ao implantar novas tecnologias, o produtor deve estar atento aos detalhes que surgem no processo, monitorando sua eficiência e jamais esquecer a segurança do trabalhador na hora da execução das tarefas. É indispensável o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) em todas as aplicações foliares. Seguem instruções de manuseio de EPI’s: Instruções de uso: - Antes de vestir o EPI, verifique se todos os componentes do mesmo estão limpos e sem danos aparentes (rasgos e esfolamentos). - Vestir o EPI antes de iniciar o uso de agroquímicos na

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seguinte ordem: calça, jaleco, botas, avental impermeável, viseira, touca árabe (boné) e luvas. - Para retirar o EPI, lave as luvas ainda vestidas e seque em papel toalha. Após isto, ainda com as luvas vestidas, retire o EPI na seguinte ordem: touca árabe, viseira, avental, jaleco, botas, calça e luvas. Como lavar seu EPI: - O EPI deve ser lavado após cada utilização para remoção da calda e sujeira. - Manuseie o EPI sujo utilizando luvas nitrílicas. - Utilize somente sabão neutro (ex: sabão de coco). - Não utilize: amaciantes, alvejantes ou outros produtos comuns de lavagem de roupas. - Não lave roupas comuns junto com os EPI’s. - Faça duplo enxágüe. - Passe a ferro as partes em tecido – isto é fundamental para a durabilidade da hidrorepelência do tecido.

Papel sensível possibilita visualizar quantidade de gotas recebidas pelas folhas no momento de pulverização

Para obter mais informações sobre novas tecnologias, consulte o técnico da Cocapec que atende sua região.

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Eucalipto como Alternativa de Renda 2º Seminário leva novas informações à cooperados interessados na cultura

Roberto N. Maegawa Eng. agrônomo da Cocapec

O eucalipto é uma cultura altamente competitiva de baixo custo de implantação e manutenção, pois além de buscar umidade em níveis profundos do solo, exige pouca nutrição. É uma alternativa ideal para as áreas de pastagens, que geralmente são degradadas e impróprias para o plantio de café. Além do mais, pequenas propriedades que sempre necessitam da madeira para cercas, construções e outros, podem obter significativa economia com o plantio do eucalipto. Esta cultura está em evidência no mercado devido à grande rentabilidade que pode gerar. Hoje, as informações científicas de seu cultivo desmistificam preconceitos populares e torna-o forte aliado no equilíbrio ambiental. O eucalipto também possui grande capacidade de sequestrar carbono na atmosfera, é fonte de energia renovável na produção de ferro gusa e tende a contribuir para a redução do aquecimento global. As oportunidades encontradas com esta cultura no mercado são inúmeras, tais como: lenha, carvão, papel e celulose, móveis, madeira tratada, construção civil, 32

fornecimento de energia, etc. De acordo com dados levantados pela Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o balanço entre a oferta e a demanda para o futuro é negativo, o que é cultivado supri apenas 1/3 das necessidades de mercado, o restante da madeira ainda provém de matas nativas. A busca por tecnologia nos últimos 30 anos elevou a média da eucaliptocultura de 13 m³/ha/ano para 30 m³/ha/ano. Alcançar maior

produtividade foi possível através de novas técnicas de manejo, espaçamento e a clonagem de mudas. Com o interesse do cooperado por informações sobre o cultivo do eucalipto como alternativa de renda, a Cocapec realizou em fevereiro deste ano o 1° Seminário “Implantação da cultura de eucalipto na região da Alta Mogiana”. Após este primeiro contato dos cooperados com a cultura, o setor técnico da Cocapec capacitou

Produtores assistem à palestra sobre a produção de eucalipto

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um de seus engenheiros agrônomos através da participação deste na disciplina “Implantação Florestal” durante o primeiro semestre de 2009 no curso de silvicultura da Esalq/Piracicaba. O material e informação recebidos foram repassados para toda a equipe técnica da cooperativa, capacitando-os a darem suporte aos interessados em cultivar eucalipto. Com o interesse crescente do cooperado por obter mais conhecimentos sobre esta alternativa de renda, a Cocapec promoveu o 2° Seminário sobre “Técnicas de plantio e manejo do eucalipto para uso múltiplo na região da Alta Mo-

giana”. O evento aconteceu em agosto e contou com a presença de 150 pessoas. Dividido em dois momentos, inicialmente o seminário transcorreu no Clube dos Bancários, onde os presentes receberam informações teóricas sobre o cultivo de eucalipto, nas palestras sobre Legislação Ambiental com o engenheiro agrônomo Welson Roberto do DEPRN, Linhas de Financiamento com a engenheira agrônoma Rejane Cecília Ramos do Instituto de Economia Agrícola, e finalizando Técnicas de Plantio com o professor José de Castro da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O período da tarde aconteceu na Fun-

dação do Café da Alta Mogiana e foi dedicado às demonstrações das técnicas de preparo, manejo e plantio de forma manual e mecanizada e das ferramentas de adubação, cobertura e controle de formigas cortadeiras. O evento contou com o apoio de vários fornecedores e a parceria do Sistema Ocesp/Sescoop-SP, da Cati Franca, Parcintec/ Emprapa, Credicocapec e Coonai (Cooperativa). A Cocapec ao incentivar o cultivo do eucalipto tem o objetivo de atender a demanda do produtor, fornecendo tecnologia e informação para que ele alcance a rentabilidade desejada.

Aproximar e valorizar pessoas faz parte da nossa identidade.

SyngentaÊ éÊ aÊ traduçãoÊ deÊ aproximarÊ asÊ pessoas.Ê ÉÊ umÊ nomeÊ queÊ demonstraÊ oÊ potencialÊ deÊ uniãoÊ eÊ forçaÊ daÊ empresa.Ê SãoÊ 24.000Ê funcionáriosÊ emÊ maisÊ deÊ 90Ê países,Ê dedicadosÊ aÊ trazerÊ oÊ potencialÊ dasÊ plantasÊ paraÊ aÊ vida.Ê FazerÊ parteÊ dessaÊ empresaÊ éÊ seÊ unirÊ aÊ umaÊ equipeÊ comprometidaÊ emÊ oferecerÊ aosÊ agricultoresÊ aÊ inovaçãoÊ eÊ oÊ conhecimentoÊ paraÊ queÊ produzamÊ maisÊ comÊ menosÊ eÊ ajudemÊ aÊ alimentarÊ aÊ populaçãoÊ mundialÊ emÊ crescimento. É por isso que temos orgulho ser Syngenta. Revista de COCAPEC - Setembro / Outubro 2009 33

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Cocapec recebe homenagem no Dia Nacional do Campo Limpo Através da cooperativa 53 mil embalagens já foram recolhidas na região

Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

Há seis anos a Cocapec realiza o trabalho de coleta itinerante de embalagens vazias de defensivos agrícolas para facilitar que o cooperado cumpra a Lei 9974/00, a qual obriga a devolução destes recipientes. Com este trabalho 53 mil unidades já foram recolhidas pela cooperativa e entregues à Associação de revendas de produtos agrotóxicos de Franca (Arpaf), posto de recebimento que mantém parceria com o Centro de Recebimento de Embalagens de Ituverava/SP, administrado pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram). Por este trabalho desenvolvido na região, a Cocapec foi homenageada no Dia Nacional do Campo Limpo, 18 de agosto, em Ituverava. Idealizado e iniciado em 2005 pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), o Dia Nacional do Campo Limpo tem o objetivo de mobilizar, em uma única data, todos os envolvidos no programa de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas, como agricultores, distribuidores, cooperativas, poder público e indústria produtora, além de promover a conscientização de crianças de escolas públicas e privadas. O primeiro ano da ação teve um público de 11,3 mil pessoas, em 2008 este número saltou para 117,5 mil pessoas em todo o país. No dia 18 de agosto deste ano, houve mais uma vez, a mobilização nacional de todos os integrantes do sistema de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Na região, a ação é promovida pela Fafram que esteve no dia 18 de “Portas Abertas”, para que a comunidade pudesse conhecer mais de perto, o processo de destinação final do material recolhido na região. A Faculdade aproveitou a data e levou para as escolas e comunidades locais mensagens sobre a impor34

tância da preservação do campo limpo. A programação contou com mini-palestras de empresas fabricantes e distribuidoras de defensivos agrícolas sobre o uso correto e seguro destes produtos. A peça teatral “Prosa Sertaneja”, levou de forma lúdica, informações sobre o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) na aplicação de defensivos agrícolas, com a distribuição de material educativo para alunos das escolas visitantes.

Informação

!

Em 2008 foram 24,4 mil toneladas de embalagens destinadas. Entre 2002 e 2008, 108,5 mil toneladas de embalagens foram destinadas. InpEV 76 empresas fabricantes de defensivos agrícolas associadas. 399 unidades de recebimento em todo o país, gerenciadas por 230 associações que reúnem 2.900 distribuidoras e cooperativas. Arpaf Av. Wilson Bego, 401 - Dist. Industrial Fone: (16) 9254-3340 - Mônica

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Comitê

Curso de tecido mobiliza Claraval Parceria entre Senar/MG e Cocapec viabiliza novo curso na Porteira da Pedra

Luciene Reis Analista de Comunicação da Cocapec

Filhas e esposas de cooperados, no total 10 mulheres da Porteira da Pedra fizeram o curso de tecido promovido pelo Serviço Nacional de

Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar/MG). A instrutora foi Miriam Arruda de Patos de Minas/MG, que

Grupo composto por filhas e esposas de cooperados realizam mais um curso do Senar/MG

trabalha no Senar há oito anos e dá aula de corte e costura com várias possibilidades de aplicação como roupas no geral, trabalhos com retalhos, entre outras utilizações O curso foi na Fazenda Mandioca, do cooperado João de Paula Plácido e Helenice Maria Cintra Plácido e aconteceu entre os dias 14 e 18 de setembro, com 40 horas de aulas. Para que o curso pudesse acontecer, cada participante levou sua máquina de costura. Em agosto, as mulheres da comunidade da Porteira da Pedra já haviam feito o curso de “Artesanato em fibras naturais”. Até o final de 2009, mais três cursos acontecerão em Claraval e Capetinga. Todas estas formações são frutos da parceria da Cocapec e Senar/MG.

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Veja nos quadros abaixo os índices pluviométricos coletados na matriz em Franca e na filial mineira de Capetinga. Os dados apresentados fazem um comparativo dos últimos cinco anos.

Índice pluviométrico* de Franca nos últimos 5 anos Ano

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

2005 2006 2007 2008 2009 Média

307 283 545 325 382 368

132 327 175 230 228 218

194 178 113 128 282 179

11 19 117 108 53 62

152 2 45 38 58 59

21 16 4 32 32 21

17 6 72 0 21 23

0 33 0 26 30 18

134 31 3 39 137 69

162 355 75 87

300 330 190 168

266 328 273 410

170

247

319

*Dados em milímetros obtidos na Cocapec Matriz - Franca, SP

Índice pluviométrico* de Capetinga nos últimos 5 anos Ano 2005 2006 2007 2008 2009 Média

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

504 279 111 591 251 144 745 238 135 573 236 116 354 249 286 553,4 250,6 158,4

56 54 66 78

152 5 61 40 54 62,4

0 20 0 5 21 9

10 0 0 0 17 5,4

165 83,8

ago 0 28 0 26 24 15,6

set

out

110 188 93 319 69 58 37 113 128 87,4 169,5

nov

dez

280 285 217 222

236 443 280 428

251 346,8

*Dados em milímetros obtidos na Filial da Cocapec em Capetinga, MG 36

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Acompanhe nas tabelas que seguem, a média mensal do preço de café arábica, milho, boi e soja segundo índice Esalq/BM&F.

Média mensal do preço de Café Arábica* lndice Esalq/BM&F** 2008

2009

R$

US$

R$

US$

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

267,84 285,19 263,28 256,35 254,84 255,76 250,52 248,86 261,58 256,84 261,28 261,18

150,95 165,21 154,25 151,93 153,56 158,03 157,47 154,29 145,56 118,00 115,06 108,96

268,10 269,34 262,46 260,10 268,02 257,19 247,50 255,34 254,29

116,04 116,44 113,54 117,99 130,09 131,23 128,23 138,29 139,81

Média Anual

260,29

144,44

260,25

125,74

*Saca de 60 kg líquido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor ** Escola Superior de Agronomia Luiz Queiroz / Bolsa de Mercadorias e Futuros

Média mensal do preço* de Boi

Média mensal do preço* de Soja 2009

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

R$

US$

49,21 47,56 45,35 47,95 50,39 49,89 47,83 48,20 46,07

21,30 20,57 19,62 21,75 24,45 25,46 24,77 26,10 25,32

48,05

23,26

Média mensal do preço* de Milho

2009 R$

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

2009

US$

84,01 81,54 77,54 87,88 79,47 80,85 81,40 77,92 77,25

36,38 35,25 33,53 39,68 38,58 41,26 42,17 42,20 42,47

80,87

39,06

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média Anual *Fonte: Índice Esalq/BM&F

R$

US$

23,67 22,26 20,62 21,29 22,25 22,24 20,58 19,41 19,12

10,25 9,63 8,92 9,66 10,80 11,35 10,66 10,51 10,51

21,27

10,25

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Novidades

Cocapec implanta Nota Fiscal Eletrônica Alteração da sistemática atual de emissão da nota fiscal em papel Modelo 1 ou 1A, por nota fiscal eletrônica

Wagner do Nascimento Borges Coordenador do Setor de Tecnologia da Informação (TI)

Desde o dia 1º de setembro de 2009, em cum- (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), cuja primento a legislação pertinente, a cooperativa e demais função é acompanhar o trânsito das mercadorias e/ou empresas do segmento, passaram a emitir a NF-e (Nota facilitar a consulta da respectiva nota na internet. Fiscal Eletrônica), em substituição a Nota Fiscal modeAlgumas vantagens da NF-e: lo 1/1A que todos conhecemos. A Nota Fiscal Eletrônica, NF-e, é um docu- Redução da concorrência desleal pela diminuimento de existência digital, emitido e armazenado eleção da sonegação e consequentemente, aumentronicamente, com intuito de documentar, para fins to da arrecadação; fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços, ocorrida entre as partes. Sua - Planejamento de logística de recepção de mervalidade jurídica é garantida pela assinatura digital do cadorias pelo conhecimento antecipado da inforremetente (garantia de autoria e de integridade) e na mação da NF-e, pois a previsibilidade das mercarecepção do documento eletrônico pelo Fisco, antes da dorias a caminho permitirá prévia conferência da ocorrência do fato gerador (emissão da NF-e). Nota Fiscal com o pedido, quantidade e preço; A NF-e tem validade em todos os Estados da Federação e já é uma realidade na legislação brasileira - Melhoria no processo Fiscal, possibilitando um desde outubro de 2005. O modelo da NF-e contemmelhor intercâmbio e compartilhamento de inpla a impressão de um documento chamado de Danfe formações entre os fiscos; - Redução de custos no processo de controle das notas fiscais fiscalizadas em trânsito;

Equipe de TI Cocapec, responsável pela implantação da NF-e na cooperativa

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A Nota Fiscal Eletrônica tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico para a substituição da sistemática atual de emissão do documento fiscal em papel que atualmente acoberta as operações com mercadorias entre empresas (modelos 1 e 1-A), simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco.

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COCAP


Novidades

Aqui, é proibido fumar Matriz e filiais paulistas da Cocapec fazem adequações para cumprir Lei Antifumo

Ildefonso De Pra Junior Assistente Operacional de Serviços Gerais

A Cocapec matriz e as filiais de Pedregulho e Serra Negra, como todos os ambientes fechados e coletivos do estado de São Paulo, tiveram que se adequar a Lei nº 13.541 que ficou conhecida como a Lei Antifumo, e entrou em vigor no dia sete de agosto de 2009. Esta Lei visa estabelecer ambientes livres da fumaça provocada pelo cigarro, comprovadamente tóxica e causadora de graves doenças. O intuito do governo paulista é diminuir a incidência de problemas decorrentes da inalação destas substâncias em fumantes passivos, aquelas pessoas que apesar de nunca terem fumado, ao conviverem constantemente com a fumaça do cigarro, correm o risco de adoecerem. A fiscalização para cumprimento da Lei está a cargo do Procon e da Vigilância Sanitária, eles aler-

tam que se no momento da fiscalização houver a presença de bitucas, cinzeiros e fortes odores de cigarro, o estabelecimento poderá ser multado. Em caso de desrespeito à lei, o estabelecimento receberá multa que será dobrada se houver descumprimento pela uma segunda vez. Se ocorrer um terceiro flagrante, o estabelecimento ficará interditado por 48 horas e, em caso de nova reincidência, a interdição será de 30 dias. A Cocapec, cumprindo o que determina a Lei, fixou cartazes, placas e banners informativos em locais de fácil visualização, orientando cooperados, colaboradores, clientes e visitantes sobre a proibição de fumar nas dependências das unidades paulistas. “É importante ressaltar que o descumprimento da Lei poderá acarretar sérios prejuízos financeiros e morais para a Cocapec, por isso a diretoria conta com a colaboração de todos”, afirma Maurício Miarelli, presidente da cooperativa.

fonte: www.dcomercio.com.br

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Gerenciamento de risco de mercado Estrutura de gestão e gerenciamento de riscos do SICOOB CREDICOCAPEC

Gabriela Siqueira Coelho Agente de Controle Interno e Risco

Baseado em conceitos definidos pelo Banco Central do Brasil o gerenciamento de riscos tem sido cada vez mais importante e fundamental para sobrevivência das instituições financeiras no mercado globalizado de hoje. Dentre os principais riscos em que a cooperativa está exposta, destacamos nesta edição o risco de mercado, sendo que na próxima edição abordaremos sobre o risco operacional.

Risco de Mercado Consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. A estrutura, o gerenciamento e a execução das políticas de gerenciamento dos riscos de mercado da cooperativa estão contidos no Manual de Gerenciamento do Risco

de Mercado – MRM. A Credicocapec possui estrutura de gerenciamento de risco de mercado composta pelo Conselho de Administração, DiretoriaExecutiva, pelo Agente de Controle Interno e Risco, pelo Monitor de Controle Interno e Risco e pela área de auditoria do Sicoob Central Cocecrer.

Atividades Política de gerenciamento do risco de mercado

Responsabilidade 1 2 3 4

5

Definição, aprovação, instituição, atualização, revisão e disseminação da política, estabelecimento de responsabilidades, análise de relatórios, atuação para correção de deficiências, comunicação eficaz. Provimento – ao ACI – das condições adequadas de atuação, adoção de providências para mitigar o risco relacionado com as áreas da estrutura organizacional subordinada, interação tempestiva com o ACI e o Conselho de Administração. Elaboração da proposta; proposição de revisão e execução da política; identificação, avaliação e monitoramento do risco; documentação e armazenamento de informações sobre o risco; elaboração de relatórios para o Conselho de Administração; sugestões de atualizações da política; e avaliação do cumprimento de normativos aplicáveis. Monitoramento das ações do ACI, comunicação – ao Conselho de Administração – de incorreções na execução do gerenciamento de risco de mercado. Execução de testes de avaliação da política. •1 – Conselho de Administração •2 – Diretoria-Executiva •3 – ACI •4 – Monitor •5 – Área de Auditoria da Sicoob Central Cocecrer

A descrição completa da estrutura está disponível para acesso público no site do SICOOB CREDICOCAPEC pelo endereço www.credicocapec.com.br. 40

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Estrutura de Gerenciamento de Risco

Dicionário da Economia Commodity

Nas relações comerciais internacionais, o termo designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, como é o caso do café, algodão, estanho, cobre, etc.

Balança Comercial

Registra os valores das exportações e o valor das importações. Se o valor das exportações superar os das importações, a balança comercial apresenta um superávit. Se acontecer o contrário teremos um déficit.

Errata No Dicionário de Economia da edição anterior da Revista Cocapec (nº 63), no lugar da sigla COPOM, o correto é a palavra PASSIVO. As outras informações estão corretas. Revista COCAPEC - Setembro / Outubro 2009

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Laboratório Cocapec Mônica Ap. Nascimento Martins Química e Coordenadora do Laboratório Cocapec

zar análises completas (macro e micronutrientes) em solo s e folhas, o que permitiu aumentar sua capacidade. Hoje realiza 15 mil amostras/ ano, e para que isso se tornasse possível, houve investimentos em novos equipamentos que permitem maior agilidade, segurança e rapidez com qualidade nos serviços prestados.

Contatos: >>> Coordenadora Mônica Martins - (16) 3711-6256 setor.laboratorio@cocapec.com.br Equipe de colaboradores do Laboratório

O uso da análise de solo ou foliar permite que o produtor tenha melhor rentabilidade, pois ele passa a conhecer as reais necessidades de sua lavoura e os investimentos necessários. Resultado confiável mais a análise do engenheiro agrônomo resultam em racionalização das adubações e melhora no desenvolvimento das plantas e dos frutos. Consequentemente reduz o custo para o cafeicultor, pois com base nos laudos emitidos pelo Laboratório são calculados calagem e adubação via solo e folha. O Laboratório da Cocapec possui equipamentos modernos e excelência na qualidade das análises 42

de solo e foliar, com resultados certificados pelas instituições competentes. Para garantir suas análises, o Laboratório conta com padrões internos de qualidade, que permitiram que ele conseguisse obter e manter o selo de Controle de Qualidade do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) para as análises de solo e o selo da ESALQ (Escola Superior Agrícola Luiz de Queiroz) para as análises foliares. Instalado em 1986, realizou 1,9 mil amostras de macronutrientes em solos naquele ano. Na busca constante de atender as necessidades de seus cooperados, em 2003 o Laboratório Cocapec passou a reali-

>>> Recepção Thales Batista - (16) 3711-6256 recepcao.laboratorio@cocapec.com.br >>> Colaboradores Claudia Silva - (16) 3711-6256 Diego Miquelino - (16) 3711-6256 Elisa Bonetti - (16) 3711-6256 Michelle Ap. Barbosa - (16) 3711-6256 Michele Az. Barboza - (16) 3711-6256

Invista com qualidade

Sua lavoura espera pela análise foliar Informações com o seu agrônomo ou no laboratório da Cocapec. (16) 3711-6256

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Iniciativa:

Apoio:

INSTITUTO NACIONAL DE PROCESSAMENTO DE EMBALAGENS VAZIAS

inpev.org.br

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