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Revista

Cocapec Ano 11 - Novembro/Dezembro 2012 - nยบ 82 - COCAPEC / CREDICOCAPEC

Recolhedora

Encontro de Crianรงas

Prepare o terreno para receber a Robust-Eco

Cooperativismo mais uma vez faz sucesso com a crianรงada

Cocapec Parceira de seus cooperados

Concurso premia cooperados pela excelente qualidade


A

safra agrícola 2011/12 praticamente terminou, faltam talvez beneficiar alguns sacos que ainda se encontram nas propriedades e que, paulatinamente, serão entregues na cooperativa, como é de praxe em uma safra grande. Foram alcançados marcos bastantes expressivos nesta safra. Mais uma vez a cooperativa caminha para ter um recebimento de café nunca alcançado. No momento em que esta matéria foi escrita, final de outubro, havíamos recebido em torno de 1,2 milhões de sacas. Outro fato inédito a ser considerado é a quantidade de sacas depositadas na cooperativa, os dados levantados em final de setembro mostraram um total de 850 mil sacas, volume que em comparação com setembro de 2010 exibe um aumento de 35%, ultrapassando o recorde da cooperativa naquele ano. Isto mostra a melhor condição financeira do nosso cooperado, bem como o sucesso das políticas para que os financiamentos de pré-comercialização chegassem em tempo hábil, permitindo que o produtor tivesse a opção de comercializar ou não sua safra, fato este que a Cocapec, através de nossas entidades de classe, como o Conselho Nacional do Café (CNC), teve participação. Mas, o fato mais marcante que tivemos nesta safra foi, sem dúvida, a mecanização. Foi atuante, tanto no trato das lavouras, como no recebimento de cafés nos nossos armazéns através da granelização. No que tange a mecanização dos tratos das lavouras, o grande gargalo que era a operação da colheita foi, pela primeira vez implementada de forma significativa. A passagem da colhedeira uma ou mais vezes nos cafeeiros, aliada às práticas de rastelamento e recolhimento dos cafés que estavam no chão propiciaram uma mecanização de 100% da colheita. É com orgulho que a cooperativa desempenhou papel de destaque nesta nova realidade, se empenhando para que o cooperado obtivesse sucesso, quer propiciando benefícios através da fabricação de rastelos e disponibilizando-os para os cooperados por preços e prazos acessíveis, quer com a recolhedora Robust, a qual já disponibilizamos aproximadamente quatrocentas unidades nestes últimos três anos, além dos 360 rastelos, que permitiram a mecanização total da colheita. Quanto ao recebimento a granel a cooperativa ficou bastante gratificada, pois, mesmo não funcionado em sua total capacidade planejada a aceitação dos usuários foi além das expectativas. São por estes dois motivos elencados; o total de recebimento e as fases de mecanização, é que podemos dizer sem exagero que a safra 2011/12 será um marco histórico gratificante para a cooperativa.

EDITORIAL

Termina a safra 2011/12

João Alves de Toledo Filho Presidente NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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NEGÓCIOS

Expediente Órgão informativo oficial da Cocapec e Credicocapec, destinado a seus cooperados Diretoria Executiva Cocapec João Alves de Toledo Filho - Presidente Carlos Yoshiuyuki Sato - Vice-presidente Ricardo Lima de Andrade - Dir. secretário Conselho Administrativo Cocapec Giane Bisco Amílcar Alarcon Pereira João José Cintra Paulo Eduardo Franchi Silveira Erásio de Grácia Júnior José Henrique Mendonça Conselho Fiscal Cocapec Zita Cintra Toledo Cyro Antônio Ramos André Luis Cintra Cocapec Franca Avenida Wilson Sábio de Mello, 3100 - CEP 14406-052 Franca – SP – CEP - 14400-970 CAIXA POSTAL 512 Fone (16) 3711-6200 Fax (16) 3711-6270 Núcleos Capetinga (35) 3543-1572 Claraval (34) 3353-5257 Ibiraci (35) 3544-5000 Pedregulho (16) 3171-1400 Diretoria Executiva Credicocapec Maurício Miarelli – Presidente José Amâncio de Castro – Dir. Administrativo Ednéia Aparecida Vieira Brentini de Almeida – Dir. Crédito Rural Conselho de Administração Credicocapec Carlos Yoshiuyuki Sato Divino de Carvalho Garcia Élbio Rodrigues Alves Filho Paulo Henrique Andrade Correia Conselho Fiscal Credicocapec Hélio Hiroshi Toyoshima João José Cintra Ricardo Nunes Moscardini Credicocapec Fone (16) 3712-6600 Fax (16) 3720-1567 Franca SP PAC Pedregulho (16) 3171-2118 PAC Ibiraci (35) 3544-2461 PAC Claraval (34) 3353-5359 credicocapec@francanet.com.br www.credicocapec.com.br Revista Cocapec Coordenação Setor de Comunicação Fone: (16) 3711-6203/ (16) 3711-6291 apoio.revista@cocapec.com.br revista@cocapec.com.br Diagramação BZ Propaganda & Marketing Revisão Ortográfica Nathalia Maria Soares Jornalista Responsável Realindo Jacintho Mendonça Júnior-MTb/24781 Tiragem: 2750 exemplares www.cocapec.com.br É autorizada a reprodução de artigos publicados nesta edição, desde que citada a fonte. ED. 82 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 A revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados, mesmo sob pseudônimo, que são de inteira responsabilidade de seus autores.

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ÍNDICE Técnica

Desbrota: evite prejuízos Técnica

Manejo de mato para melhor produtividade Produção Animal

Vacinação: o melhor remédio é a prevenção Especial

Obras em Claraval estão adiantadas Social

Diário Campanha de Natal Credicocapec

Workshop de integração

14 20 27 34 42 52

Cocapec participa da 4ª Expoverde O evento proporcionou variedade aos visitantes Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec

A

Cocapec esteve presente mais uma vez na 4ª Expoverde, realizada entre os dias 20 e 23 de setembro no Parque Fernando Costa. A cooperativa participou com a exposição de tratores Agrale e vendas de implementos agrícolas. O delicioso café Tulha Velha também foi servido a todos os visitantes durante toda a feira. Além disso, aconteceu o 2º Workshop de Cafeicultura, com a participação do engenheiro agrônomo e coordenador do setor técnico da cooperativa, Roberto Maegawa, e do também engenheiro agrônomo e presidente da Fundação do Café da Alta Mogiana Edson Castro Couto Rosa, que apresentaram os resultados das pesquisas realizadas naquela instituição. O evento que teve a entrada gratuita, atraiu cerca de 21 mil pessoas, que visitaram os 53 estandes com as mais diversas exposições como: flores, hortaliças, alimentos orgânicos e ainda o 14º Encontro de Automóveis Antigos. Nos quatro dias foram movimentados quase 2 milhões em negócios. A Expoverde, a cada ano que passa se consolida como um dos principais eventos da cidade. Com um número crescente de visitantes a feira reuniu em um só lugar, informações, cursos, palestras e outros atrativos para divulgar as práticas sustentáveis de preservação e sua sintonia com a produção de alimentos.

| A Cocapec também esteve presente com a exposição de máquinas

| O coordenador do setor técnico da cooperativa, Roberto Maegawa, apresentou os resultados da Fundação do Café da Alta Mogiana

| O delicioso café Tulha Velha foi servido aos visitantes da feira

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ESPECIAL

ESPECIAL

Cooperativa Parceira Cocapec dispõe de ferramentas que auxiliam seus cooperados a obterem sucesso Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec e Luciene Reis | Analista de Comunicação Cocapec

| Geraldo Augusto Ferreira tem a cooperativa como parceira

A

Cocapec foi criada com o objetivo de prestar serviços que possibilitassem melhores condições para que seus cooperados fossem competitivos no mercado. Assim, em seus 27 anos de atuação, nunca deixou de buscar ferramentas que permitissem aos seus associados alcançarem sucesso tanto da porteira para dentro como no mercado. Ao longo dos anos, contando sempre com a fidelidade de seus associados, a cooperativa, gradativamente investiu em pessoal, técnicas modernas para uso na lavoura e ainda ferramen-

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...o cafeicultor ressalta que a cooperativa é seu braço direito

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

tas variadas que possibilitam acesso ao mercado mundial. Hoje dispõe de serviços que auxiliam em todos os estágios de produção e comercialização do produto, tornando o cafeicultor cooperado preparado e com altos desempenhos em suas lavouras, oferecendo serviços para auxiliá-los na gestão de suas propriedades e, consequentemente, possibilitando maior produtividade. Uma destas histórias de sucesso é a do cooperado Geraldo Augusto Ferreira, da Fazenda Salto Alegre localizada em Pedregulho/SP ele tem a

cooperativa como parceira. Associado desde os tempos da Cocap, e sendo o cooperado número 79 da Cocapec, o cafeicultor ressalta que a cooperativa é seu braço direito. Ele utiliza tudo que ela dispõe, começando pela assistência técnica, seguindo as orientações do agrônomo, aplicando os insumos no momento e quantidades corretas, pois, sempre realiza as análises de folha e solo no laboratório. Geraldo também adquire máquinas e peças de reposição nas lojas e, estoca e comercializa 100% de seus cafés na Cocapec. O resultado é uma produtividade surpreendente, principalmente na última safra, onde obteve rendimento médio de 57 sacas/ ha de café beneficiado. Em uma de suas lavouras, onde foi realizado um “Dia de Campo”, a produção chegou a 90 sacas/ha por conta dos tratos culturais aplicados. Os números do produtor reforçam que a cooperativa faz diferença, e esta oportunidade é para todos os cooperados. Para o cooperado Erásio de Gracia Junior, foi perceptível a diferença na produtividade após seu pai se tornar cooperado em 1999, quando a Cocapec inaugurou o núcleo em Capetinga, município onde a família cultiva café. Antes, enfrentavam dificuldades na assistência técnica e compra de produtos dentre outros problemas. Assim, em 2004, ele também passou a fazer parte do quadro social da cooperativa. Hoje, faz uso de todos os benefícios de ser cooperado, como o laboratório de análise de solo e folhas, que considera eficiente, assistência técnica que colaborou para o aumento substancial de sua produtividade. Novos serviços como a Granelização, proporcionaram, segundo ele, rapidez, melhorando a logística de co-

| Erásio de Gracia Junior faz uso de todos os benefícios de ser cooperado

Este acesso à cooperativa e ao que ela proporciona não tem preço

lheita. “A granelização foi um divisor de águas para nós cooperados tanto na diminuição de custo, quanto na otimização de mão de obra, por hoje ser este o maior gargalo na fazenda”, avalia Erásio. Outra opção da Cocapec que o cooperado se beneficiou foi a recolhedora Robust Eco, “esta também minimiza o problema da falta de mão de obra e custos”. Na comercialização do café utiliza as ferramentas disponíveis como venda futura e outras, lembrando a tranquilidade por saber da garantia de pagamento. Destaca ainda, a armazenagem segura e compra de insumos programada o que permite melhor

gerenciamento da propriedade. Ele ressalta que o essencial é o cooperado ser fiel à cooperativa, pois só assim ele poderá usufruir de tudo o que ela oferece. Outra vantagem importante para Erásio é que a cooperativa permite a união da classe e espírito de cooperativismo. “A Cocapec é o ponto de encontro da classe. O produtor precisa ter o hábito de frequentar a cooperativa, tê-la como a sua segunda casa, pois é nela que trocamos experiência, e também é onde encontro motivação para fazer um trabalho melhor. Este acesso à cooperativa e ao que ela proporciona não tem preço”, finaliza o cooperado.

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EVENTOS

EVENTOS

Global Agrobusiness Forum debate agricultura mundial

Cocapec recebe Prêmio Lide de Agronegócio

Fórum recebeu mais de 700 líderes e especialistas do setor

A homenagem foi recebida durante o Fórum Nacional de Agronegócios

www.globalagribusinessforum.com.br | Adaptado pela equipe de Comunicação Cocapec

N O objetivo foi debater estratégias e propor soluções de longo prazo para a agricultura mundial

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os dias 25 e 26 de setembro aconteceu o primeiro Global Agribusiness Forum, em São Paulo/SP. O encontro reuniu líderes, especialistas e representantes da cadeia produtiva agrícola para discutir o tema “Agricultura Globalizada e Sustentável, o Desafio do Crescimento”. O objetivo foi debater estratégias e propor soluções de longo prazo para a agricultura mundial. Al Gore, ganhador do Nobel da Paz, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista ambiental foi um dos palestrantes, analisando o impacto das mudanças climáticas para a agricultura em todo o mundo. Os presidentes da Cocapec, João Alves de Toledo Filho e do Sicoob Credicocapec Maurício Miarelli representaram as cooperativas no evento. Além de Al Gore, o fórum contou com a participação de Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, ex-chefe do Conselho de Economia da Casa Branca, e ex-reitor da Harvard University, que tratou dos desafios e oportunidades do agribusiness nos próximos anos. Também estiveram presentes Bruce Babcock, diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Agricultura da Universidade Estadual de Iowa; John Pearce, especialista mundial em mecanização agrícola; e José Manuel Silva-Rodriguez, Diretor da Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural

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www.forumagronegocios.com.br Adaptado pela equipe de Comunicação Cocapec

da União Europeia. Entre os participantes brasileiros estiveram Kátia Abreu, Senadora pelo PSD-TO e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Reinhold Stephanes, Deputado Federal e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Luis Carlos Correa Carvalho, presidente da Abag, Associação Brasileira do Agronegócio; Mônika Bergamaschi, secretária de Agricultura do Estado de São Paulo; Delfim Neto, economista, professor e ex-ministro da Agricultura e da Fazenda; José Goldemberg, físico, especialista em energia, ex-secretário de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente; e João Sampaio Filho, Presidente do COSAG – Conselho Superior do Agronegócio da FIESP. No centro do debate estiveram temas como: o desafio de alimentar o mundo de forma equilibrada nos próximos anos, novos mercados para o setor de leite e carnes, políticas públicas que estimulem o crescimento equilibrado e a eficiência, avanços tecnológicos e a expansão da agricultura energética, soluções modernas e competitivas de financiamento, reorganização da citricultura, competitividade no setor de café, desafios e vantagens da mecanização e maior eficiências nas lavouras, novas soluções em logística, e o uso sustentável de recursos naturais na agricultura.

| O presidente da Cocapec, João Alves de Toledo Filho, recebeu a homenagem pela cooperativa.

| Premiados no 1º Prêmio Lide de Agronegócio

A

Cocapec foi premiada na primeira edição do Prêmio Lide de Agronegócios, que destacou os principais empresários do setor agropecuário nacional. O presidente João Alves de Toledo Filho recebeu a homenagem, pela cooperativa, na categoria café. A entrega aconteceu durante o Fórum Nacional de Agronegócios, realizado nos dias 21 e 22 de setembro, em Campinas/SP, que reuniu os principais líderes e especialistas da área para debater os Novos Rumos do Agronegócio Sustentável no Brasil. O encontro é promovido

pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr., e pelo LIDE Agronegócios, / liderado por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin fez a abertura do fórum que teve ainda ciclo de palestras, com cinco painéis de discussão com grandes nomes da política e do empresariado brasileiro como expositores. O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, abriu o seminário com apresentação especial sobre O Papel do

Pequeno Produtor no Desenvolvimento do Agronegócio. Na sequência, Silvio Crestana, pesquisador da Embrapa, explanou sobre Desenvolvimento Sustentável; e o presidente da Federação Brasileira de Banco (Febraban), Murilo Portugal, falou sobre Novos Rumos no Financiamento do Agro Brasileiro. Já Pedro Parente, presidente da Bunge, discutiu sobre Os Gargalos Logísticos do Agro Brasileiro; e o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, encerrou a agenda de palestras com o tema Uma Estratégia de Espaço para o Agronegócio.

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TÉCNICA

TÉCNICA

Preparação do terreno para receber a recolhedora O trabalho para a futura varreção começa agora Por André Luís Stefani | Supervisor Máquinas e Implementos Cocapec

| O ideal é que o solo seja corrigido em toda a área de recolhimento.

| Terreno acidentado devido aos trabalhos durante a colheita.

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C

om o fim da colheita se inicia o novo ano agrícola e alguns preparos são necessários para garantir rentabilidade na próxima safra. Para isso, um dos itens mais importantes é a preparação do solo para receber a máquina recolhedora Robust-Eco. O equipamento tem uma área de recolhimento de 1,35m e uma faca plana de 1,70m, sendo assim todo o trabalho deve ter essa medida como referência. O primeiro passo é acertar a topografia do terreno com depressão, causada pela passagem do pneu da colhedeira e do trator. Esse trabalho pode ser feito com a trincha, levando em consideração a medida entre 1,30m e 1,70m para garantir rentabilidade. Para quem realizou a subsolagem deve-se ter mais atenção, pois o equipamento deixa sulcos que precisam ser nivelados. Em seguida vem o controle de mato, que deve ser mantido em torno

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uma proteção do solo (“cama”) que é benéfica para o cafeeiro. Quando chegar em abril/maio, dependendo da maturação, deve-se fazer a dessecação química (uso de herbicida), deixando o mato com no máximo 10cm, em muitos casos,viabilizado com operação mecânica da trincha/roçadeira. Outro fator que colabora para o sucesso do trabalho da roçadeira é fazer a pré-arruação, retirando toda a matéria que está debaixo da árvore e trazer para o centro, para que os primeiros cafés possam cair em local limpo, diminuindo o prejuízo com a qualidade. Como podemos observar atitudes simples logo após a colheita colaboram para o sucesso da próxima safra. Preparar o terreno, controlar o mato e realizar a pré-arruação são itens que garantirão uma varreção rentável ao cafeicultor.

| A trincha é um dos equipamentos mais eficazes para compactação do solo.

| Para potencializar o trabalho da Robust-Eco, a rua deve estar nivelada.

de 10 cm de altura até o momento de passar o herbicida, para transformar a matéria verde em seca, não prejudicando a operação de abanação. Se deixar muito alto, entre 40 cm e 50 cm de altura para depois fazer a dessecação, o mato pode acamar e o processo de recolhimento futuro ser prejudicado. A consequência disso é a obstrução do furo das peneiras por onde passa o grão, pois haverá muito volume a ser processado e que será eliminado juntamente com as folhas. Para que isso não ocorra, o produtor terá que reduzir marcha e aprofundar a faca da máquina para poder recolher, o que ocasiona perda de rendimento, elevação nos custos e até danos ao equipamento. A qualidade também pode ser prejudicada, uma vez que o mato e pau picados conseguem passar pela peneira e vão junto com os cafés. Para quem utiliza a braquiária deve mantê-la roçando durante o verão, formando NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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TÉCNICA

TÉCNICA

ANÁLISE FOLIAR Produtividade com Sustentabilidade

Por Antônio Carlos de Oliveira Cintra | Engenheiro Agrônomo/Uniagro

| Quando há uma pequena deficiência nutricional os sintomas podem não aparecer, dando a entender que está tudo normal.

A

análise foliar é uma importante ferramenta para ajudar o produtor a avaliar a real situação nutricional de sua lavoura, permitindo que se façam as correções quando necessárias. Diante de uma agricultura crescente e mais competitiva, o desafio neste momento é aumentar a produtividade com eficiência, sem prejudicar o meio ambiente. No entanto, o agricultor deve ficar atento às práticas culturais que realmente lhe proporcionem retorno e, a análise química da folha vem com este objetivo, ou seja, auxiliar os programas de adubação para que se possam alcançar maiores produtividades nas culturas perenes em geral. O produtor muitas vezes segue a risca as recomendações do consultor, aplicando os produtos necessários ao bom desenvolvimento das plantas, porém, surgem algumas situações inesperadas que comprometem os resul-

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tados. Há vários fatores que interferem na produtividade de uma lavoura como, por exemplo, uma amostra de solo mal coletada que proporcionará um resultado não condizente com a realidade, o clima, a distribuição nas operações de adubação, a calagem feita às vésperas da adubação, a perda de nutrientes pela lixiviação e evaporação, enfim, uma série de ações que vão refletir na produção das plantas. Neste contexto, durante o ciclo da planta, surgem as deficiências e excessos nutricionais que podem ser observadas a olho nu ou não. A diagnose foliar é um método de avaliação do estado nutricional das plantas e, pode ser realizada através da análise química das folhas ou visual do tecido vegetal. O método de análise visual requer certa prática e conhecimento da cultura por parte de quem fará o diagnóstico, pois é realizada quando os sintomas de deficiência ou excesso de

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nutrientes se manifestam visualmente, porém, nesta fase muitas vezes a produção já pode estar comprometida. Quando há uma pequena deficiência nutricional os sintomas podem não aparecer, dando a entender que está tudo normal, no entanto, estas lavouras não produzem o esperado. Neste caso pode-se dizer que o cafeeiro apresenta a chamada “fome oculta” e, portanto, esses sintomas só podem ser identificados por intermédio da análise química das folhas, que nos permitirá uma avaliação mais correta e segura do estado nutricional das plantas. Na cultura do cafeeiro, a realização de uma única análise foliar durante o ano agrícola auxilia bastante os programas de adubação, entretanto, para sistemas de alta produtividade, demanda-se um número maior, sendo esta quantidade estabelecida pelo engenheiro agrônomo ou técnico responsável por

acompanhar a propriedade. A melhor época para se realizar as análises foliares é no período chuvoso, que compreende os meses entre outubro e janeiro, pois se houver necessidade ainda dará tempo para efetuar qualquer tipo de correção, via foliar ou via solo. Se optar pela realização de apenas uma análise foliar, ela deve ser realizada no início da granação dos frutos (janeiro-fevereiro), antes da última parcela de adubação que normalmente é realizada no mês de fevereiro, com o objetivo de avaliar se os teores foliares estão adequados para a época de maior demanda de nutrientes, permitindo assim fazer ajustes na adubação anteriormente programada, aumentando ou reduzindo as quantidades de adubos de solo e/ou foliares, a serem aplicados em seguida. Fazer análise foliar auxilia na sustentabilidade da propriedade rural, pois com ela aplicamos aquilo que a cultura realmente precisa, evitando desperdícios de fertilizantes (macro e micronutrientes) que são utilizados tanto nas adubações de solo como nas aplicações foliares. Para uma amostragem correta de folhas, os talhões devem ser separados, de acordo com suas características (idade, variedade, espaçamento, adubação anterior, carga pendente, etc). Em cada talhão, caminhando em ziguezague, devem ser coletadas 80 folhas, de 40 plantas, escolhidas aleatoriamente dentro do talhão. As folhas coletadas devem ser do terceiro ou quarto par (contando da ponta do ramo para a base), em ramos produtivos situados na altura média do cafeeiro e dos dois lados da linha de café. Essas folhas devem ser acondicionadas em saco de papel, devidamente preenchidos com os dados do talhão e da propriedade, e enviadas se possível no mesmo dia ao laboratório. Caso não seja possível encaminhar no mesmo dia, colocar os respectivos sacos de papel na parte de baixo da geladeira.

| No laboratório, um dos processos para análise é a pesagem de nitrogênio.

| O método de análise visual requer certa prática e conhecimento da cultura por parte de quem fará o diagnóstico.

Veja outros cuidados na amostragem de folhas Alguns cuidados devem ser tomados para se realizar a coleta de folhas do cafeeiro. São eles: • Coletar folhas após 30 dias da última adubação de solo e também da pulverização foliar, pois, principalmente no caso dos micronutrientes pulverizados nas plantas, a análise pode detectar resíduos externos, mascarando, assim, os resultados;

• As folhas coletadas devem estar sadias (sem pragas e doenças) e normais (sem lesões e deformações);

• Devem estar isentas de sujeiras (poeira, barro, etc);

• Não coletar folhas de plantas com deficiências isoladas ou que não representem a média visual da lavoura.

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TÉCNICA

TÉCNICA

Desbrota do cafeeiro

A baixa média de produtividade observada no quadro ao lado no tratamento sem desbrota está relacionado com:

Prejuízos podem ser evitados com esta prática simples

• O auto sombreamento e o “embatumado” de hastes na planta;

Por Felipe de Carlos Ferreira | Engenheiro Agrônomo/Uniagro

• O menor comprimento dos ramos laterais que saem das hastes (normalmente mais finas) comportando assim, menor número de nós produtivos/ramo;

• Crescimento de hastes “ramos ladrões” mais finas e que pendem para o meio da rua;

• A manutenção de um micro-clima mais favorável ao ataque de doenças;

• Menor tamanho dos frutos produzidos em hastes mais finas, pelo menor vigor destes ramos.

| Em lavouras que não possuem falhas ou “buracos” o ideal é fazer o esqueletamento na ramagem lateral para retirar todos os brotos.

| A desbrota deve ser feita quando os brotos atingirem de 15cm a 20cm.

S

ão vários os motivos que fazem os brotos surgirem no cafeeiro. Eles crescem quando o tronco fica exposto à insolação direta em função das podas ou quando ocorre qualquer anormalidade que interfere na dominância apical da planta, aparecendo então os ramos ortotrópicos, também chamados de “ramos ladrões”. Para se ter uma ideia, o mal trato que provoca a seca dos ramos laterais, expondo o tronco, o vergamento pelo vento, as machucaduras mecânicas (por granizo, por colheita mecânica ou por geada), a desnutrição, o ataque severo e continuado de pragas e doenças e o stress por seca, são fatores que provocam o aumento de ramos ladrões, e que pode levar a um número excessivo de hastes.

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No quadro abaixo se observa os prejuízos causados por não se fazer a desbrota adequadamente e frequentemente. Tratamentos

Produção (scs/há) 2006/07

207/08

Média

Testemunha, sem desbrota

31

28

29,5 a

Desbrota, todos os anos

43

41

42,0 c

Desbrota total, a cada 2 anos

30

37

33,5 b

Desbrota parcial, todos os anos

37

28

32,5 b

Desbrota parcial, a cada 2 anos

39

35

37,0 bc

| Fonte Santinato, R. et alli, Anais do 34 CBPC, Mapa/Procafé, 2008, p. 406.

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As desbrotas anuais são ideais, pois atuam de forma preventiva. Em certos casos com as plantas mais novas (até 3 a 4 anos), é possível efetuar desbrotas pela eliminação de hastes velhas sem deixar muitas sequelas (buracos) nas plantas. Em plantações velhas, essa eliminação normalmente só pode ser feita associada a uma poda drástica. Para cada estado em que a lavoura se encontra, se aplica uma maneira diferente de realizar a desbrota: Lavouras normais: São aquelas em que a planta se encontra em livre crescimento, ou seja, ainda não sofreu intervenções de podas, nessa lavoura a desbrota deve ser feita de forma preventiva a partir do plantio e formação da lavoura, seguindo-se na lavoura adulta, realizando desbrotas anualmente após a colheita, visando manter o número adequado de hastes, uma vez que o excesso destas acelera o fechamento da lavoura, devido ao tombamento das mais finas para o meio da rua.

Lavouras recepadas: Nessa condição a quantidade de brotos a serem conduzidos por planta está relacionado com o espaçamento, principalmente a distância na linha. Para distâncias menores que 1m deve-se conduzir somente um broto/planta, de 1m a 1,5m conduzir de 1 a 2 brotos/ planta, e com 1,5m ou mais conduzir 2 a 4 brotos/planta. A desbrota deve ser feita quando os brotos atingirem de 15cm a 20cm. Deve-se selecionar os mais bem implantados, saindo da parte média a baixa do tronco, para dar origem a ramos laterais produtivos mais juntos ao solo, proporcionando uma “saia” mais baixa, devendo os brotos deixados coincidirem na direção da linha.

Lavouras decotadas: Deve-se conduzir 2 brotos/planta, pois o excesso faz com que as hastes fiquem finas, passando a produzir menos com o passar do tempo. Lavouras esqueletadas e despontadas: Em lavouras que não possuem falhas ou “buracos” na ramagem lateral deve-se retirar todos os brotos. Se houver “buracos” e falhas, pode-se manter para preencher a falta de ramos laterais.

| Fonte: CULTURA DE CAFÉ NO BRASIL: MANUAL DE RECOMENDAÇÕES ED. 2010.

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TÉCNICA

TÉCNICA

Broca do café

tipo, pois 5 grãos brocados constituem em 1 defeito na classificação do café, deprecia o preço deste, e ainda, pode implicar diretamente na redução da quantidade de café exportável, pois no comércio externo, não são admitidos lotes com mais de 10% de grãos brocados.

Seu controle garante a qualidade Por Rubens Manreza | Engenheiro Agrônomo/Uniagro

Condições favoráveis: A broca permanece na lavoura de uma safra para outra em frutos remanescentes de colheita. Assim, se a catação for mal feita, deixa frutos no pé ou no chão favorecendo a praga. Ambientes sombrios (lavouras fechadas ou arborizadas), lavouras em faces mais úmidas, período úmido na entre-safra, oferecem melhores condições de sobrevivência da praga. Outros fatores que contribuem são a presença de cafezais abandonados nas proximidades, ocorrência de estiagem de dezembro-janeiro (época de maior trânsito da broca), floradas desuniformes e colheita tardia. Geralmente em anos de baixa safra o ataque é mais elevado.

| Os grãos brocados prejudicam a classificação do café

A

broca do café é a segunda praga em importância na cafeicultura, mas atualmente ocupa o centro das atenções, pois o principal produto utilizado no seu controle está com os dias contados, e será retirado de comercialização e utilização do mercado no início do segundo semestre de 2013. Esta praga afeta diretamente a qualidade do café, pois se trata de um pequeno besouro que perfura o fruto, normalmente na região da coroa, e faz uma galeria no interior, onde põe os ovos, dos quais saem as larvas, que se alimentam das sementes. Uma fêmea sobrevive em média 156 dias, produzindo aproxi-

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Controle: madamente 74 ovos, entretanto, esta coloca no máximo 20 ovos por câmara (galeria), ou seja, uma mesma fêmea coloca ovos em vários frutos, visto que esta voa e o macho não, e mais, a proporção é de 10 fêmeas para 1 macho. O ciclo médio da praga é de 28 dias, com variação de 17 a 46 dias, podendo ocorrer 7 gerações por ano ou ciclo produtivo do café.

Prejuízos causados: Nos grãos já em fase de granação, provoca redução no peso das sementes danificadas, diminuindo a renda de café coco/beneficiado. A perda de qualidade pela depreciação do aspecto dos grãos e, de

O aumento no ataque da broca começa a partir de novembro-dezembro, pois as fêmeas fecundadas saem dos grãos onde permaneceram na safra anterior, para perfurar os frutos ainda jovens da primeira florada, intensificando o ataque na granação até a maturação, sendo que este ocorre principalmente no terço médio e saia do cafeeiro. Um bom controle de broca inicia com uma colheita bem feita, não deixando frutos no chão, e principalmente no pé (preferidos pela praga), também depende da manutenção de lavouras “abertas”, usando poda quando recomendado e eliminação de lavouras abandonadas, possíveis focos de broca.

A broca pode ser parasitada por himenópteros, pequenas vespas, com destaque para a de Uganda, que criada e introduzida nas lavouras em São Paulo em 1930, não obteve sucesso devido a ausência do hospedeiro (broca) no período de entre-safra do café e pelo uso de inseticidas para controle da broca. Também é colonizada naturalmente por fungos, como a Beauveria bassiana, facilmente reconhecida por apresentar uma pequena massa branca junto ao furo no fruto por onde entrou a broca. Entretanto, a população destes fungos é afetada pelas condições ambientais, como temperatura, umidade e insolação, e ainda pelo uso de fungicidas utilizados no controle de doenças, principalmente os cúpricos. A forma mais eficiente de controle é o químico, com inseticidas específicos. Para avaliar a necessidade deste tipo de controle, deve ser realizado monitoramento, percorrendo o talhão em zig-zag, observando em 20 plantas no talhão, 3 ramos na saia de cada uma dessas plantas, e anotar o número de ramos que apresentam frutos brocados, sendo recomendado controle com níveis de 1 a 3% de frutos brocados. Deve-se ter atenção e separar os talhões a serem amostrados de acordo com histórico e características que possam favorecer a praga, evitando assim, pulverizar desnecessariamente áreas sem infestação. Atualmente, existem dois produtos registrados para o controle de broca, Endosulfan e Clorpirifós, sendo o primeiro mais utilizado e de maior eficiência. Há alguns anos, só era realizado controle na época de maior trânsito da broca (dezembro-janeiro), mas, com a utilização do Endosulfan, que tem efeito fumigante, é possível atingir as brocas até mesmo nas fases iniciais

Esta praga afeta diretamente a qualidade do café

A broca permanece na lavoura de uma safra para outra em frutos remanescentes de colheita

A partir de julho de 2013 toda a comercialização e uso de todos os produtos formulados com Endosulfan estará cancelada

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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TÉCNICA

Retirada programada do Endosulfan no Mercado Brasileiro: Com base em estudos científicos, que demonstraram efeitos colaterais gerados pela exposição ao Endosulfan, para proteger a saúde das populações humanas expostas e atendendo ao que preconiza a Lei Federal 7.802, de julho de 1989, a ANVISA decidiu proibir o inseticida no Brasil. Desde julho de 2011, estão canceladas as importações de Produtos Técnicos e Formulados. Em julho de 2012 foi cancelada toda produção destes, e a partir de julho de 2013 toda comercialização e uso de todos os produtos formulados com Endosulfan estará cancelada, com recolhimento de todo estoque rema-

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Aplicação de inseticida/ fungicida via solo Momento importante para o futuro da lavoura Por Luciano Ferreira Coelho | Engenheiro Agrônomo/Uniagro

P

| Um pequeno besouro perfura o fruto, normalmente na região da coroa

| A broca permanece na lavoura de uma safra para outra em frutos remanescentes de colheita

nescente em distribuidores e em poder de agricultores num prazo máximo de 30 dias. Hoje o uso de Endosulfan só é permitido nas culturas do café, canade-açúcar, soja e algodão, até a data limite de 31/07/2013. Já está proibido o uso nos estados do Amazonas, Acre, Ceará, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Tocantins, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe. O uso para controle de formigas e como preservativo de madeira também está proibido, assim como as modalidades de aplicação aérea e costal.

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

| REFERÊNCIAS Cultura de Café no Brasil: Manual de Recomendações. Edição 2010. J.B. Matiello, R. Santinato, A.W.R. Garcia, S.R. Almeida e D.R. Fernandes. Cartilha Informativa Nortox de Retirada Programada do Endosulfan no Mercado Brasileiro.

| REFERÊNCIAS www.extrapratica.com.br Livro de Cafeicultura UFLA | www.editora.ufla.br | www.grupocultivar.com.br

de penetração nos frutos. A aplicação deve ser feita com base no monitoramento, sendo uma aplicação com 1,5 a 2,0 litros de Endosulfan por hectare suficiente em ataques mais “leves”, já em ataques mais severos deve ser feita uma segunda aplicação, 30 a 45 dias posteriores à primeira, sempre após novas inspeções e amostragens. Deve-se ter atenção à tecnologia de aplicação para obter um bom controle, com pulverizadores em bom estado, bicos e volume de calda adequados, objetivando atingir os frutos. É importante a utilização de 0,5 % na calda de óleo mineral ou vegetal. Entretanto, com a retirada do Endosulfan do mercado, prevista pela ANVISA para julho de 2013, as empresas fabricantes de defensivos estão testando inseticidas para o controle de broca à base de clorantraniliprole, mas até o momento não há nenhum produto novo registrado, com a mesma eficiência conhecida do Endosulfan.

TÉCNICA

rezado cooperado, mais um ano agrícola se inicia e, com ele, algumas etapas da futura safra, portanto, trataremos nesta edição das aplicações preventivas via solo para o controle da ferrugem e do bicho mineiro. A ferrugem do cafeeiro (Coffea arabica L.) assim como o bicho mineiro (Leucoptera Coffeella.) constituem juntos ainda um fator limitante na cultura do café, sendo estes causadores de desfolha, comprometendo a produção futura. Várias medidas podem ser utilizadas, visando sempre aliar o sucesso no controle da doença e praga aos aspectos de segurança ambiental e do trabalhador. Entre as opções no controle, o emprego de aplicações foliares vem sendo utilizado desde o início do cultivo do café no Brasil. Entretanto, com o advento dos fungicidas e inseticidas sistêmicos de aplicação via solo, estes são empregados hoje, pela maior parte dos cafeicultores. A superioridade dos sistêmicos ocorre devido às suas propriedades de absorção, translocação e modo de ação no controle da ferrugem e do bicho mineiro, culminando com a redução do número de aplicações foliares e consequentemente redução nos custos de produção. Esta modalidade via solo, comumente chamada de “aplicação via drench”, consiste em aplicar a calda em jato contínuo na linha de plantio no solo limpo, com equipamento tratorizado, corretamente calibrado ou mesmo

| Os aplicadores costais fazem o trabalho manual na lavoura.

| Equipamento tratorizado aplicando o produto em jato contínuo na linha de plantio no solo limpo.

equipamentos costais, sendo ambas as modalidades mais seguras, com maior rendimento na aplicação, menor risco de intoxicação do aplicador e aumento da produtividade devido a melhor forma de se fornecer o produto para a planta “pela boca”, ou seja, pelas raízes. A época das aplicações destes produtos normalmente vai da segunda quinzena de outubro até meados de novembro e o volume da calda normalmente utilizada é de 400 litros/há, no caso de equipamentos tratorizados, e de 50 ml/ planta no caso de aplicadores costais. Vale aqui ressaltar a importância de que

em primeiro lugar, no ato da aplicação, o técnico responsável que o assiste, avalie a planta previamente no intuito de verificar o nível de inseticida tanto da ferrugem quanto de bicho mineiro, pois a ação dos produtos não é imediata. Normalmente neste período (out/ Nov), os índices de infecção/infestação estão baixos, permitindo a aplicação destes produtos sem complemento foliar. Em segundo, use produtos com registro para a cultura instalada que, no nosso caso, é o bom e velho pé de café. Para mais informações consulte o técnico responsável pela sua região.

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TÉCNICA

TÉCNICA

Aumente a produtividade com o manejo de mato

| Mato muito alto, com dominância de capim, em cafezal.

A retirada das plantas indesejáveis garante uma lavoura sadia Por Pedro Henrique dos Santos | Engenheiro Agrônomo/Uniagro

O

controle do mato no cafezal é uma prática de elevada importância para se obter produtividade, sendo considerada tão antiga como a própria exploração agrícola. O principal objetivo deste tipo de manejo é reduzir a competição por água, luz e nutriente, evitando assim quedas na produção. Sem o controle adequado as daninhas crescem e se multiplicam rapidamente, extraindo os elementos essenciais para a sobrevivência da planta. O prejuízo causado pelas plantas indesejáveis pode

variar entre 30% a 100% nas lavouras de maneira geral e o seu controle pode representar de 20 a 30% do custo de produção de uma lavoura. As plantas daninhas são rústicas, tem um bom sistema radicular e estão mais adaptadas a ambientes desfavoráveis que o cafeeiro, portanto são capazes de concorrer em situação vantajosa. A exemplo do prejuízo causado pelo mato, estudos mostram (tabela 1) as perdas de nutrientes em Kg/ha extraídos pelas daninhas na região de Teixeiras/MG.

Extração de nutrientes em Kg/ha pelas folhas, hastes e raízes de plantas daninhas em áreas com cafeeiros. Teixeira/MG. Plantas Daninhas

Nitrogênio

Fósforo

Potássio

Cálcio

Magnésio

Caruru

12,63

1,86

6,94

7,26

4,27

Amendoim-bravo

14,37

0,75

10,55

4,7

1,13

Botão de ouro

3,72

0,19

1,58

2,05

0,33

Picão-preto

33,72

2,51

19,18

13,55

3,01

Capim-colchão

12,1

1,33

19,4

11,39

2,44

Campim-marmelada

20,08

0,31

2,28

3,29

0,62

Total (Kg/ha)

96,62

6,95

59,93

42,24

11,8

Café (folhas)

12,63

1,86

6,94

7,26

4,27

| Palhada na linha do café.

| Fonte: Adaptado de Miguel et al. (1980).

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Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

Como quase tudo nessa vida tem o lado bom e ruim, a presença do mato na lavoura não poderia ser diferente. Ele protege o solo contra a erosão, reciclagem de nutrientes, hospedagem de inimigos naturais, melhora as condições biológicas do solo, fornecimento de matéria orgânica, são algumas das vantagens da sua presença. Sendo assim, o controle ideal é aquele cujo agricultor procura diminuir o máximo os prejuízos causados pelo mato, mas ao mesmo tempo explora suas vantagens, e essa técnica é o manejo do mato. Nesta hora é necessário o olhar clínico do técnico junto ao

produtor, pois em muitos casos o trabalho não está acontecendo de forma correta. O período de controle muitas vezes passa do tempo e o mato acaba causando prejuízos ao cafezal. É necessário saber o período crítico de competição entre o cafeeiro e o mato, principalmente após o plantio do cafeeiro (mudas). A pesquisa mostra que essa época é entre outubro e abril (tabela 2) que coincide com a época de maior crescimento vegetativo e enchimento dos grãos. Portanto, é importante manter o mato controlado para evitar a absorção dos nutrientes da adubação e competição por água em casos de veranicos.

Nesta hora é necessário o olhar clínico do técnico junto ao produtor

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TÉCNICA

Perda em produção em cafeeiros em função da época de controle do mato, Caratinga/MG, 1979. Época de Capina

Perda de produção %

Sempre Capinado

Capina de outubro a abril

7

Capina de outubro a fevereiro

12

Capina de dezembro a setembro

13

Capina de dezembro a fevereiro

18

Sempre sem capina

55

| Fonte: Oliveira et al. (1979).

| Lavoura de café com capim na entrelinha.

| REFERÊNCIAS Silva et al (2007). Miguel et al (1980). Café Arábica do plantio à colheita, v 1, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, Lavras 2010. http://www.fundacaoprocafe.com.br/sites/default/files/publicacoes/pdf/folhas/Folha028Mato.pdf http://www.cafepoint.com.br/radares-tecnicos/manejo-de-lavoura/manejo-do-mato-mudanca-deparadigma-na-cafeicultura-34267n.aspx

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Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

Um bom manejo seria colocar o mato roçado na linha do cafezal, formando assim uma camada de material vegetal morto, com isso os nutrientes absorvidos na entre linha são devolvidos gradativamente para o café na forma de matéria orgânica, além de fornecer outros benefícios como: diminuir a temperatura do solo na linha do café, evitando assim morte de raízes superficiais, reduz perdas de solo por erosão, mantém os níveis de água mais elevado, promove a reciclagem de nutrientes, etc. É necessário sempre manter a linha do café livre de mato vivo, para isso, existem várias técnicas como: capinas manuais (enxada), mecânicas (roçadeira) e químicas (herbicida). A escolha da técnica vai de acordo com o nível tecnológico de cada produtor, mas o ideal é fazer uma associação de todos os métodos. Na época da colheita, caso o produtor queira deixar o solo limpo para fazer a varreção, pode-se retirar a camada de palha da linha e enleirar na entrelinha, mas o ideal seria conseguir levantar o café de uma camada seca e firme. Uma boa opção, que tem obtido bons resultados é a semeadura de braquiária nas entrelinhas do cafezal. Ela fornece grandes quantidades de matéria orgânica, melhora a estrutura física do solo, impede a compactação e melhora a drenagem da água, além de evitar que outras plantas daninhas de difícil manejo se propaguem pela área. Para fazer esse esquema de consórcio é necessário ajustar a adubação para não faltar nutrientes para o café. A braquiária não pode avançar para linha do cafeeiro, sendo necessário ficar a uma distância de pelo menos uns 30 cm da saia. Caso não seja feita os ajustes de adubações e nem a contenção do crescimento exagerado da braquiária, pode-se causar sérios danos a produtividade do cafezal. Porém se manejada adequadamente obtém ótimos resultados. NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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TÉCNICA

TÉCNICA

Como realizar a “Queima Controlada” Lei estadual define normas para a realização de queimadas em lavouras Por Adilson Sérgio Machado Junior | Assistente de Auditoria Interna Cocapec

A

s queimadas estão presentes desde o início da cultura agrícola de nosso país, quando controlada e bem aplica, é muito útil para manutenção e limpeza da lavoura, no entanto, existem leis que regulamentam esta prática. Com o intuito de orientar os cooperados que estão sofrendo autuação por desconhecimento da lei, apresentamos alguns esclarecimentos sobre a legislação em vigor. No estado de São Paulo, a Lei Nº 10.547 regulamentada pelo Decreto Estadual Nº 56.571/2010, define os procedimentos, proibições, estabelece regras de execução e medidas de precaução a serem obedecidas quando do emprego do fogo em práticas agrícolas, pastoris e florestais. O intuito é estabelecer normas para minimizar o impacto ambiental que o emprego do fogo no processo produtivo agropecuário possa causar. Para isso a Polícia Militar Ambiental, fiscaliza e monitora toda área via satélite, conse-

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guindo verificar rapidamente se existem áreas com algum tipo de queima. Esta tecnologia desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) é usada no Brasil desde 1989, com o objetivo de buscar soluções tecnológicas,competitivas e sustentáveis ao agronegócio e ao meio ambiente. Segundo a legislação estadual vigente, para a realização da “Queima Controlada” (expressão que define o emprego do fogo para produção e manejo agrícola, pastoril e florestal ou para fins de pesquisas científicas e tecnológicas em áreas com limites físicos previamente definidos), o produtor rural deverá solicitar junto a CESTESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), a Autorização Para Queima Controlada. O interessado na obtenção deverá preencher um formulário no Portal de Licenciamento da CETESB com alguns requisitos de acordo com o Art. 4º da referida lei

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para a solicitação do documento de Comunicação de Queima Controlada como: 1 – Definir as técnicas, os equipamentos e a mão de obra a serem utilizados; 2 – Fazer o reconhecimento da área e avaliar o material a ser queimado; 3 – promover o enleiramento dos resíduos de vegetação, de forma a limitar a ação do fogo; 4 – Prepara aceiros de no mínimo três metros de largura, ampliando esta faixa quando as condições ambientais, topográficas, climáticas e o material combustível a determinarem; 5 – Providenciar pessoal treinado para atuar no local da operação, com equipamentos apropriados ao redor da área, e evitar a propagação do fogo fora dos limites estabelecidos; 6 – Comunicar formalmente aos confrontantes a intenção de realizar a Queima Controlada, com o esclarecimento de que, oportunamente, e com a antecedência necessária, a operação será confirmada

com a indicação da data, hora e início e do local onde será realizada a queima; 7 – Prever a realização da queima em dia e horário apropriados, evitando-se os períodos de temperatura mais elevada e respeitando-se as condições dos ventos predominantes no momento da operação; 8 – providenciar o oportuno acompanhamento de toda a operação da queima, até sua extinção, com vistas à adoção de medidas adequadas de contenção do fogo na área definida para o emprego do fogo. Após o preenchimento, o documento deverá ser enviado a unidade da CETESB que o site indicou ao iniciar a solicitação São necessários também para o licenciamento, documentos referentes à propriedade como, o ITR – Imposto Territorial Rural, CCIR – Certificado do Cadastro de Imóvel Rural e o pagamento de uma taxa de quinze UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) que seria aproximadamente R$ 276,60 se a solicitação for feita através

de agrônomos autônomos, se realizado através da Secretaria da Agricultura, a taxa será isenta. A consulta de todos os documentos necessários, sobre isenções da taxa e o preenchimento, podem ser realizadas no site da CETESB Depois de protocolado o requerimento de Queima Controlada, junto à CETESB, o órgão terá o prazo máximo de quinze dias para expedir a autorização correspondente. Em áreas que contenham restos de exploração florestal, com limite em conjunto às sujeitas a regime especial de proteção, estabelecida em ato de poder público federal, estadual ou municipal, é exigida vistoria prévia, neste caso a Queima Controlada poderá ser executada apenas após a emissão de autorização independente do prazo de resposta do órgão responsável. A utilização de recursos de emprego do fogo em lavoura que não estiver de acordo com a legislação, acarretará ao produtor, além de punições previstas em legislações

ambientais de esfera federal, estadual, e/ou municipal, o pagamento de multa de trinta UFESPs por hectare queimado (aproximadamente R$ 533,20) mais recomposição da vegetação do local afetado. Para o Sr. Francisco Roberto Setti, Gerente da CETESB de Franca que atende 16 municípios da região, a Queima Controlada deve ser evitada devido aos seus impactos ambientais, é recomendável que o produtor utilize de outros meios e que use o emprego do fogo apenas em casos que não haja outra opção. A Lei Estadual Nº 10.547/2000 e o Decreto Estadual Nº 56.571/2010 na íntegra e os demais links de acesso à consultas e serviços relacionados à Queima Controlada, estão disponíveis no site www.cocapec.com.br.

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PRODUÇÃO ANIMAL

PRODUÇÃO ANIMAL

Encontro de negócios para cooperados movimentam o setor veterinário

Vacinação: o melhor remédio é a prevenção

Oportunidade para comprar produtos com preços diferenciados

Por Paulo Henrique Andrade Correia | Médico Veterinário/Uniagro

Por Mário César Caramori | Coordenador de Produtos Veterinários

N

o mês de setembro, dois laboratórios realizaram encontros de negócios para os cooperados pecuaristas. O objetivo principal foi divulgar os benefícios dos produtos e proporcionar a sua venda com preços diferenciados aos presentes. O primeiro aconteceu no dia 19 pelo, na BoiPec, laboratório Merial que apresentou para aproximadamente 50 pessoas, o endectocida Ivomec Gold, produto que atua tanto na parte interna, no controle de vermes, quanto na externa para combater pragas e parasitas. Ele possui ação prolongada que protege o organismo do animal por mais tempo. Já no dia 26, cerca de 60 participantes compareceram ao hotel Dan INN, e acompanharam a demonstração do Boostin do laboratório MSD Saúde Animal. O produto é utilizado para aumentar a produção de leite, através de moléculas leite, agindo nas células com baixo rendimento. Para garantir a eficácia, seu uso deve ser associado a alguns fatores como alimentação e alojamento adequado. Primeiramente, os técnicos das empresas realizaram apresentações de cada produto, trazendo informações sobre a composição, correta utilização e ainda esclarecendo dúvidas. Em seguida, explicaram a mecânica do processo de comercialização. Os vendedores das lojas da Cocapec também auxiliaram no

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A | A MSD Saúde Animal demonstrou o Boostin, eficiente produto para aumentar a produção de leite.

| O laboratório Merial apresentou o endectocida Ivomec Gold utilizado para combater vermes, pragas e parasitas.

Os vendedores das lojas da Cocapec também auxiliaram no atendimento aos cooperados esclarecendo as dúvidas sobre as vendas

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

atendimento aos cooperados esclarecendo as dúvidas sobre o produto e sua utilização. Nas duas ocasiões, as metas foram alcançadas com sucesso nas vendas, e todos os interessados adquiriram os medicamentos com valores vantajosos.

s vacinas são produtos biológicos que protegem os animais contra certas doenças, provocando uma reação do sistema imunológico, promovendo a produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância. Desta maneira a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, de maneira branda. Em nossa região são obrigatórias as vacinas contra a Aftosa, Brucelose e a Raiva dos Herbívoros. Porém, existem outras que o criador sabe muito bem que, se não vacinar, o animal pode contrair a doença e vir a óbito, como é o caso do Carbúnculo Sintomático ou Peste da Manqueira. Além disso, existem outras que tem sido usadas em larga escalas pelos nossos fazendeiros, como é o caso das Clostridiose, Botulismo, Ceratoconjuntivite, IBR (Rinotraqueíte dos Bovinos), Mastites, Paratifo e outras.

Vacina contra a Febre Aftosa: A febre aftosa é uma doença provocada por vírus, afeta animais que pos-

suem o casco biungulado, ou seja, bovinos, caprinos, ovinos, suínos e alguns animais selvagens. É muito contagiosa e causa prejuízos enormes, uma vez instalada no rebanho. É uma vacina obrigatória por lei, e o Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) estabelece os meses de maio e novembro para esta vacinação. Em uma destas datas vacinamos todo o rebanho e em outra apenas os bovinos até de 24 meses de idade. Há necessidade de comprovar a vacinação junto ao órgão de fiscalização do governo estadual.

Vacina contra a Raiva dos Herbívoros: A raiva é uma doença causada por vírus e uma vez instalada é fatal, levando o animal a morte. É transmitida pelo morcego hematófago contaminado pelo vírus, que suga o bovino ou o equino para se alimentar. Após a mordedura os sintomas podem aparecer em torno de 20 até 90 dias. O animal com a doença se isola do rebanho, fica triste, lento e inicia uma claudicação geralmente nos membros posteriores, tremores musculares, às vezes hipersensibilidade, progredindo para uma paralisia dos membros, não consegue beber água nem comer, deita, apresenta movimentos de pedalagem. Após o início dos sintomas morre entre 3 a 10 dias. Para os animais que nunca receberam a vacina, depois da primeira dose, é necessário realizar uma dose de reforço após 30 dias da primeira e a partir daí uma vez por ano.

Vacina contra a Brucelose A brucelose bovina é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Brucella abortus que atinge os bovinos e se manifesta principalmente por abortos no terço final da gestação e nascimentos de bezerros fracos, além de ser uma zoonose, ou seja, o homem pode contrair a doença através do animal doente. As perdas devido a brucelose estão relacionadas à baixa eficiência reprodutiva dos animais, com vacas falhadas na cria (menor quantidade de bezerros nascidos), diminuindo logicamente a produção de leite. No touro pode levar a uma orquite. A maior via de transmissão é a oral. A grande quantidade de bactérias eliminadas durante o aborto e após, nas secreções uterinas, sobrevivem no ambiente por muito tempo e é a fonte de contaminação de outros animais nas pastagens e nas águas. A vacinação é feita com a vacina B19, em fêmeas (bezerras) entre 3 a 6 meses de idade, geralmente é eficiente para prevenir o aborto, além de aumentar a resistência à infecção. É uma vacina que deve ser realizada pelo Médico Veterinário. Assim que a bezerra é vacinada, coloca-se do lado esquerdo da cara a marca candente com a letra “v”e o número do ano de nascimento. A vacina de brucelose é obrigatória, o Veterinário emite o atestado de vacinação que o proprietário leva ao posto fiscal para as devidas anotações em seu cadastro rural. A melhor maneira de diminuirmos os custos com medicamentos veterinários é muito eficaz é a conscientização de que a vacinação é muito eficaz.

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CAPA

CAPA

Os melhores cafés da Alta Mogiana

1º LUGAR

R$ 10.000,00

Por Luciene Reis | Analista Comunicação Cocapec

3º LUGAR

4º LUGAR

5º LUGAR

3º - Rodolfo Salim Almeida Feres Faz. Rodolfo Almeida Pedregulho-SP

4º - Mauricio Donizete Moscardini Sítio Califórnia Cristais Paulista-SP

5º - Borá Agropecuária Ltda Faz. Rio das Velhas Sacramento-MG

4º - Niwaldo Ant. Rodrigues Fazenda da Lagoa Pedregulho-SP

5º - Mauri van Rodrigues Fazenda Santa Cruz Pedregulho-SP

R$ 6.000,00

R$ 4.000,00

R$ 2.000,00

1º - Luiz Gustavo Guimarães Corrêa Faz. Boa Vista Cássia-MG

2º - Hélvio Aparecido Jorge Sítio Dona Tuca Pedregulho-SP

Ganhadores da categoria cereja descascado:

A

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R$ 8.000,00

Ganhadores da categoria café natural:

Cocapec premia ganhadores do 9° Concurso de Qualidade de Café Seleção Senhor Café – Alta Mogiana

Cocapec realizou no dia 17 de outubro a entrega dos prêmios aos ganhadores do 9° Concurso de Qualidade de Café – Seleção Senhor Café – Alta Mogiana. A premiação dos cinco melhores lotes de café na categoria cereja descascado e natural aconteceu no Auditório do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria). O evento foi apreciado pela diretoria da cooperativa, cooperados e autoridades locais. A cerimônia também contou a presença do palestrante Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing Internacional que falou sobre “Perspectivas da Cafeicultura Brasileira e Mundial”. O concurso é realizado anualmente pela Cocapec com o objetivo de incentivar seus cooperados a produzirem café arábica de alta qualidade, reforçando o reconhecimento da Alta Mogiana como fornecedora de cafés especiais e valorizando o nosso “Senhor Café”. Os cafés que obtiveram a primeira colocação nas duas categorias são do município mineiro de Cássia. Para o ganhador da categoria Café Natural, o engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Guimarães Corrêa, alcançar este resultado foi muito gratificante, o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. “Um professor meu dizia que quem estraga o café somos nós, então fiz tudo do jeito que mandam, tomei todos os cuidados, além de que, a altitude na minha região é propícia para

2º LUGAR

1º - Eurípedes Alves Pereira Faz. Santa Terezinha Cássia-MG

2º - CBI Agropecuária Ltda Fazenda Água Santa Franca-SP

3º - Ailton José Rodrigues Faz. São Domingos Pedregulho-SP

A comissão julgadora foi formada por técnicos em classificação de café, não pertencentes ao quadro de funcionários da Cocapec, indicados pela comissão organizadora, devidamente habilitados junto à Associação Comercial de Santos. Foram eles: Jorge José Menezes Assis da Monte Alegre Coffees, Clóvis Venâncio de Jesus da ABC Café e Antonio Fagundes de Souza Junior da Cooparaiso.

| Anselmo Magno, gente do Departamento de Café e membro da comissão organizadora do Concurso, explica metodologia utilizada para a escolha dos melhores cafés

| O engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Guimarães Corrêa, conquistou o 1º lugar na Categoria Natural

| Na mesa solene estavam diretores da Cocapec e autoridades

| João Toledo, presidente da Cocapec, abriu o evento dando boas vindas

o café.” Luiz Gustavo ainda agradeceu a todos que colaboraram para esta conquista, e em especial aos seus pais, esposa e filhos que o apoiaram nesta fase. Na categoria cereja descascado, o ganhador, Eurípedes Alves Pereira obteve pelo quarto ano consecutivo o posto. O cooperado, iniciou o trabalho com cereja descascado há seis anos, e conta que no começo foi difícil, mas depois foi pegando o jeito. E, para ele,

os resultados alcançados nos últimos anos são consequência da persistência e capricho em se fazer um café de qualidade. Foram premiados os 5 melhores cafés da categoria natural e os 5 da categoria cereja descascado. Os cafés preparados por via seca (café natural) foram contemplados com os prêmios (vale compras), a serem utilizados nas lojas da Cocapec, sendo que cada colocação recebeu:

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

| Eurípedes Alves Pereira obteve pelo quarto ano consecutivo o 1º lugar na categoria Cereja Descascado

| Os 5 primeiros da Categoria Natural

| Os 5 primeiros da Categoria Cereja Descascado

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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CAPA

CAPA

Cooperado fica entre os 4 melhores do estado na categoria natural O cooperado da Cocapec, Ricardo Cintra Coelho, de Franca, ficou com a quarta melhor nota da categoria natural, no 11º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. A prova dos lotes foi realizada nos dias 24 e 25 de outubro na Sala de Provas da Associação Comercial de Santos. Para o Concurso Estadual a Cocapec encaminhou amostras dos quatro primeiros colocados de cada categoria em seu concurso, que têm suas propriedades no estado de São Paulo. Ricardo Cintra, participou do leilão promovido pelo Concurso Estadual que foi realizado

no dia 6 de novembro. O resultado do leilão foi divulgado dia 13 de novembro, em cerimônia realizada no Museu do Café, em Santos, quando foram premiados os produtores campeões e as indústrias campeãs nas categorias Ouro (maior valor de aquisição por saca), Diamante (maior investimento realizado) e Especial (maior valor pago por um microlote). Os cafés adquiridos no leilão pelas torrefadoras serão industrializados e lançados dia 17 de dezembro, compondo a 10ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo. Trata-se

de uma edição limitada, que chegará aos consumidores em sofisticadas embalagens de 250 gramas, identificadas por selo numerado. O Concurso e a Edição Especial são promovidos pela Câmara Setorial de Café de São Paulo e pela CODEAGRO - Coordenadoria de Agronegócios da Secretaria da Agricultura do Estado, e contam com a parceria do Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo, da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, do Sebrae, da ACS - Associação Comercial de Santos e do Museu do Café.

Perspectivas da cafeicultura brasileira e mundial Por Maria Fernanda Brando e Carlos Brando | P&A Marketing Internacional

Apae/Franca recebe R$ 160 mil | JPlateia acompanha palestra sobre perspectivas de mercado

| Carlos Brando prendeu a atenção do público ao falar sobre o futuro do mercado de café

| Presidente da Apae recebe R$ 160 mil arrecadados juntos aos cooperados da Cocapec e Sicoob Credicocapec

No evento também ocorreu o repasse à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Franca, de mais 160 mil reais que foram arrecadados junto aos cooperados da Cocapec e Sicoob Credicocapec. E que, mesmo após o término da campanha realizada para o 3º Leilão “Quem doa mais?”, promovido anualmente para a instituição, muitos cooperados ainda se dispuseram a ajudar. A entrega foi realizada pelos presidentes da Cocapec e Sicoob Crecidocapec, João Alves de Toledo Filho e Maurício Miarelli, este último também

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embaixador da Apae, ao presidente da instituição, Jorge Flávio Sandrin. Miarelli, destacou que o cafeicultor tem uma natureza solidária, e que muitos ajudam com café as instituições de seus municípios, mas neste ano, eles tiveram a oportunidade de estenderem esta solidariedade e, surpreenderam, ao continuarem colaborando mesmo após a realização do leilão “Quem Doa Mais?”. O embaixador da Apae agradeceu especialmente cada cooperado que doou para a campanha e aos diretores e colaboradores das duas cooperativas que se empenharam pela causa, e, entregou o

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

“cheque” ao presidente da Apae. Sandrin, destacou a importância do trabalho dos embaixadores para a continuidade das ações realizadas com as 1120 crianças que a Apae assisti desde de recém nascidas a idade, praticamente, adulta nas áreas de saúde, assistência social e educação. Destacou que, a Apae recebe recursos da área governamental, mas não são suficientes para cobrir todas as despesas que a instituição tem. Ele destacou que a instituição está de portas abertas para visitas e agradeceu a todos que colaboraram para que o montante chegasse às mãos da Associação.

O

Brasil é hoje o maior caso de sucesso do mundo produtor de café. Com a expectativa de uma colheita de 50 milhões de sacas em 2012, o país viu sua produção média crescer 50% nos últimos dez anos sem a expansão da área plantada. O uso de novas técnicas e tecnologias no campo aliado à pesquisa agronômica avançada impulsiona a produtividade, que passou de uma média nacional de 14 sacas/hectares nos anos 2000 para 21 sacas/ha em 2010, com casos de produtores excelentes atingindo médias de 50 sacas/ha em Arábica e

100 sacas/ha em Conilon. O setor de café brasileiro conta com uma infraestrutura produtiva organizada, uma indústria desenvolvida que abastece o mercado doméstico, o segundo maior do mundo, e um setor exportador líder, com mais de 33 milhões de sacas de café exportadas em 2011. O Brasil segue sendo um polo dinâmico da produção, tanto em Arábica quanto em Robusta (Conilon). No restante do mundo, poucos países demonstram tanta vitalidade e crescimento sustentado. Recentemente Honduras e Peru ganham destaque,

além do Vietnã. Honduras tem investido em novas plantações e em qualidade e espera atingir 5 milhões de sacas na safra 2012/13. A produção de café hondurenha expandiu 50% na última década, com custos de produção mais baixos que os do Brasil. No Peru, a produção de café cresce à custa de mais plantações, uma vez que a produtividade segue baixíssima na maioria das zonas produtoras. A produção peruana de café é de 5 milhões de sacas, aproximadamente, com destaque para os orgânicos e especiais.

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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CAPA Produtores da América Central sofrem com alterações climáticas e com a broca, além das produtividades baixas. A Colômbia viu sua produção cair drasticamente em anos recentes, de 12 para 7,5 milhões de sacas. Tal fato levou à queda do fornecimento de Arábicas suaves (lavados) ao mercado. Na Ásia, Vietnã e Indonésia, grandes produtores de Robusta, avançam em ritmos diferentes. No Vietnã, as safras recentes teriam ultrapassado 20 milhões de sacas, mas problemas com a qualidade persistem. A Indonésia já é o terceiro maior produtor mundial de Robusta, atrás do Vietnã e do Brasil, e tem potencial para chegar a 10 milhões de sacas nos próximos anos. O avanço do Brasil em relação às demais origens se deve em grande parte à “revolução” tecnológica pela qual passa a cafeicultura, não somente em termos de novas variedades, insumos e gerenciamento, mas também em relação à mecanização da colheita (em muitas áreas) e irrigação (em áreas específicas). Tais tendências devem ser intensificadas, caso o Brasil deseje ser o principal candidato a suprir os mercados internacionais de café. Ainda há muito espaço para aplicação de tecnologias existentes durante o plantio, colheita e pós-colheita, tanto no Arábica quanto no Conilon. Também, há grandes possibilidades na área de sustentabilidade, com maior adoção de boas práticas agrícolas, redução de custos de produção e adoção de certificações, com consequente agregação de valor ao produto. Aumenta muito a demanda por cafés sustentáveis verificados e certificados por compradores internacionais. E o consumo de café avança no mundo, apesar da crise. O consumo mundial de café, estimado em 137 milhões de sacas em 2011, é alavancado hoje principalmente por países produtores – por exemplo, México, Indonésia, Índia, Brasil − e mercados emergentes como Rússia

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CAPA

Abaixo: slides que ilustram o artigo, retirados da palestra proferida pela P&A aos membros da Cocapec, em 17/10/12. MAIS PRODUÇÃO EM MENOS ÁREA PRODUÇÃO BRASILEIRA, PRODUTIVIDADE E ÁREA (MÉDIAS DE QUATRO ANOS)

Milhões sacas Sacas/ha 45 40 35 30 25 20 15 10 5 2001 2002

Milhões ha

2003

2004

Produção (milhões sacas)

2005

2006

2007

Produtividade (sacas/ha)

2008

2009

4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 2010

Área Plantada (milhões/ha)

PRODUTIVIDADE CRESCE © Copyright P&A

PRODUÇÃO MUNDIAL PÓLOS DINÂMICOS

PÓLOS SEMI-DINÂMICOS

– Brasil (A+R)

- Vietnã (R)

– Honduras (A)

- Indonésia (R)

– Peru (A)

Problemas:

– Etiópia (A)

- Colômbia (A)

TIPO DE CAFÉ

1980 (%)

2001 (%)

2011 (%)

ARÁBICA

74

66

63

ROBUSTA

26

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© Copyright P&A

e países do leste da Europa, além da China. Nestes mercados, grandes mudanças econômicas e sociais como o avanço da classe média contribuem para dinamizar o consumo de café. Aumenta o consumo de café fora de casa, em escritório, padarias e cafeterias, que se posicionam como uma nova experiência de consumo, com destaque

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

| Fonte: P&A Marketing Internacional

para o espresso em alguns locais. O solúvel se expande em casa, principalmente nos países emergentes, e também avançam as máquinas domésticas monodose (sachê e cápsulas), como Nespresso, Keurig, Senseo e Dolce Gusto. Já nos mercados tradicionais, como Europa Ocidental e EUA, o consumo de café reduziu seu ritmo

recentemente devido à crise financeira, entre outros fatores. Nestes mercados, cresce o consumo dentro de casa através do uso de máquinas monodose para filtro e espresso; no varejo aumenta a busca por opções mais baratas de café, como as marcas próprias das redes de supermercado. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café e o segundo maior consumidor. O Brasil produz grandes volumes de café, com qualidade consistente, de variados tipos e origens, e tem potencial para produzir ainda mais. O país também é hoje a maior fonte mundial de cafés sustentáveis, apesar do mundo desconhecer muitos destes fatos. Pensando nisso, e na possibilidade de agregar valor aos Cafés do Brasil, um grande programa de marketing está sendo desenvolvido pelo setor. O setor privado constituído por ABIC, ABICS, CNC, CNA, BSCA e ABOP uniu esforços e em conjunto fez uma proposta de posicionamento dos Cafés do Brasil ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em julho deste ano. Tal posicionamento deve balizar as iniciativas de médio e longo prazo a serem implementadas ao longo dos anos 2012 a 2016, amparadas em quatro conceitos principais: diversidade, qualidade, sustentabilidade e origem. A ideia é desenvolver um conjunto integrado de ações de marketing tanto no mercado interno quanto externo, para posicionar o Brasil como o “País do Café”, aproveitando os grandes eventos a serem sediados aqui, como Copa 2014 e Olímpíadas 2016, entre outros. O objetivo principal do programa é agregar valor aos cafés brasileiros, tendo em vista o lugar de destaque ocupado pelo país no mercado mundial de café, e levando em consideração as novas tendências mundiais de produção e consumo. Espera-se que este programa de marketing colabore para difundir a origem Brasil, ampliar

FIM DA BONANÇA DOS PREÇOS: COMO REAGIR? - Continuar investindo em tecnologia • gerenciamento • insumos • irrigação • mecanização - Difundir tecnologias existentes • expandir produtividade • Arábica: de 20 para 40 sacas / ha • Conilon: de 30 para 60 sacas / ha - Agregar valor • qualidade • marketing • indústria

| Fonte: P&A Marketing Internacional

© Copyright P&A

PERSPECTIVAS DA PONTA DO CONSUMO CONSUMO MUNDIAL DE CAFÉ: 2000 A 2010 140 120

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114

119

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124

128

130

132

134,6

100 80 60 40 20 0

Fonte: OIC

137 MILHÕES SACAS CONSUMIDAS EM 2011

© Copyright P&A

mercados e agregar valor ao produto nacional, com benefício para todos os envolvidos – produtores, regiões e marcas de café. Este é o momento ideal para os Cafés do Brasil: enquanto alguns concorrentes enfrentam dificuldades de aumentar sua produção, cresce a demanda por produtos e preparações que usam cafés brasileiros.

O país ganha prestígio no exterior e cresce a demanda por cafés diferenciados, que já compõe 18% de todo o café exportado pelo Brasil. Como se vê, há muitas oportunidades para o Brasil no mercado de café. Esperamos que seja apenas o começo de uma nova e frutífera etapa da cafeicultura brasileira.


ESPECIAL

ESPECIAL

Obras em Claraval estão adiantadas

| O armazém já recebe cafés da atual safra.

| Em um espaço de quase 760 m², será instalada a nova loja.

A localização privilegiada, próximo ao acesso a Porteira da Pedra, trará benefícios à logística facilitando a entrada e saída de carros e caminhões

O núcleo estará pronto no primeiro semestre de 2013

| O futuro armazém de insumos será amplo proporcionando agilidade para o cooperado.

Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec Valdinei Donizete da Silva | Coordenador do núcleo de Claraval José Valmir Monteiro Junior | Coordenador Serviços Gerais Cocapec

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núcleo de Claraval, que completou 25 anos este ano, se prepara para receber novas instalações já no primeiro semestre de 2013. As obras estão adiantadas, o armazém, inclusive, já recebeu café da safra comercial de 2012. Em um espaço de quase 760 m², será instalada a nova loja, com ampla área de atendimento, permitindo inclu-

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sive mais opções de produtos. O local ainda abrigará uma agência maior e mais moderna do Sicoob Credicocapec e uma copa, ponto de encontro dos cooperados. O armazém de café, já em funcionamento, possui uma área total de 3000 m², e capacidade para 120 mil sacas. O núcleo também terá o sistema de granelização em funcionamento para a próxima safra. Lembrando que estes

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

investimentos foram todos aprovados na Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no dia 30 de março. A localização privilegiada, próximo ao acesso a região da Porteira da Pedra, trará benefícios à logística facilitando a entrada e saída de carros e caminhões. Além disso, um amplo estacionamento proporcionará conforto ao cooperado em sua visita a cooperativa.

| A localização privilegiada trará benefícios a logística.

| O núcleo estará em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2013.

NOVEMBRO/DEZEMBRO SETEMBRO / OUTUBRO 2012 | Revista Cocapec

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ESPECIAL

ESPECIAL

Legislação Trabalhista: PPRA E PCMSO

Tulha Velha de cara nova Por Pedro Rodrigues Alves Silveira | Gestor Torrefação Cocapec e Lucas Adriano Cunha | Promocional de Indústria Cocapec

Documentos que ajudam o empregador a controlar os riscos

O

Por Alda Batista de Souza | Assistente de Segurança do Trabalho Cocapec

D

ando sequência a série de reportagem sobre as Leis Trabalhistas, os próximos itens que serão discutidos pela Revista Cocapec são o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), fundamentais para os empregadores rurais estarem em dia com a legislação trabalhista. O PCMSO indica a relação de todos os exames médicos que os empregados deverão se submeter para verificação de suas condições de saúde. O objetivo é a prevenção, investigação e diagnóstico dos agravos relacionados ao trabalho, bem como as diretrizes e conduta no que se refere a doenças profissionais que possam vir a afetar os funcionários. O seu planejamento e implantação se baseiam na identificação dos riscos. Já o PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras – NRs - (Normas de Segurança). A implementação do PPRA é obrigatória para todos que contratam empregados. Não importando o grau

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de risco ou a quantidade de contratados, cada um com suas características e complexidades diferentes. Esse programa está estabelecido na Norma Regulamentadora NR 09 e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os responsáveis pela execução do PPRA são os profissionais dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), portanto, o empregador desobrigado pela legislação de manter um serviço próprio, deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar, implementar, acompanhar e avaliar o PPRA. O PPRA e o PCMSO, são programas de caráter permanente nas empresas e instituições, com fases de implementação definidas. O PPRA, utilizado para servir de subsídio na confecção do PCMSO, deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas demais NRs. No laudo, é preciso constar as medidas para minimizar, controlar e até mesmo eliminar os riscos ambientais identificados. O documento deve ser feito pelo menos uma vez ao ano e sempre que necessário, para avaliar o desenvolvimento e realizar ajustes e estabelecer novas metas e prioridades.

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

Veja os itens que deve conter no PPRA: Planejamento anual com metas, prioridades e um cronograma; Estratégica e metodologia de ação; Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; Monitoramento da exposição aos riscos; Registro e divulgação dos dados. Identificação na fase de antecipação dos riscos potencial á saúde; Constatação, na fase de reconhecimento de risco evidente à saúde; Quando através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal entre danos observados na saúde dos trabalhadores e a situação de trabalho a que eles ficam expostos.

café Tulha Velha, da Cocapec, está com uma nova roupagem: embalagem moderna, sem esquecer sua tradição e qualidade. E, para apresentar esta nova imagem ao consumidor, a Cocapec está realizando ações de marketing junto ao público-alvo da marca. Dentre os diversos trabalhos que estão sendo feitos, a parceria com o programa Balanço Geral na TV Record, destaca as características do Tulha Velha, sabor encorpado, bom rendimento, além da sua origem e referência, por ser produzido pela Cocapec. Nas rádios, um novo jingle (música), também acompanha esta temática mostrando ainda, ao consumidor que um bom café sempre vai bem, a qualquer hora e lugar, seja em casa, no trabalho ou com os amigos. Para estreitar as relações com os consumidores, mantemos degustações nos principais pontos de venda, onde nossas promotoras destacam todos os atributos da nossa bebida. E, o que é mais importante, os consumidores aprovaram a nova roupagem. “Adorei a nova embalagem, ficou moderna, trazendo sensações de bem estar. Meu marido sempre gostou muito de café, e sua preferência é que a bebida tenha sabor forte, encorpado e aroma do café do campo, por isso sempre tomou Tulha Velha, sou consumidora a mais de 10 anos. E atualmente viúva, ainda continuo tomando o mesmo café, pois me faz relembrar bons tempos ao lado de meu marido”,

revela Dirce Ferreira Lima, moradora do Jardim Francano e freguesa do Varejão Rafa’s – Jardim Francano. Outra novidade para a marca foi a ampliação da área de atuação para as cidades de Miguelópolis, Guaíra, Ituverava, Guará e Ipuã. Agora, os consumidores destas localidades contam com o Tulha Velha. Com trabalhos como este a cooperativa busca melhorar a sua estrutura para atuar na etapa final da cadeia do agronegócio café, valorizando o produto da Alta Mogiana, através do crescimento sustentável.

| Merchandising do Café Tulha Velha no programa Balanço Geral.

Adorei a nova embalagem, ficou moderna, trazendo sensações de bem estar

SETEMBRO / OUTUBRO 2012 | Revista Cocapec

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SOCIAL

SOCIAL

Cocapec forma 1ª turma do Curso Básico de Informática

| Os colaboradores aprenderam sobre noções básicas e linguagem digital.

Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec

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Por Camila Neves | Coordenadora Senar/SP

A

pós muito trabalho durante a colheita, o produtor agora precisa se preparar para os tratamentos de sua lavoura e as atividades futuras que irão influenciar diretamente em sua produtividade. Pensando nisso, o Senar/SP promoveu três cursos durante o mês de setembro. Na cidade de Cristais Paulista/ SP aconteceu dois cursos. O primeiro

Os colaboradores tiveram o primeiro contato com o mundo da informática

o dia seis de setembro, 16 colaboradores receberam das mãos do diretor secretário Ricardo Lima de Andrade, o certificado de conclusão do Curso Básico de informática desenvolvido pela cooperativa. O objetivo foi proporcionar aos funcionários um primeiro contato com o mundo da informática. Para isso, foram criadas duas turmas de oito pessoas que, durante três meses, aprenderam sobre noções básicas, linguagem digital e informações que serão úteis em diversos momentos. Representando a diretoria, Ricardo Lima de Andrade ressaltou que a necessidade partiu dos próprios colaboradores. O diretor disse ainda que todos deram um passo importante, pois venceram o medo do desconhecido e que o momento agora é para praticar, buscando auxílio quando necessário, dentro e fora da cooperativa, e que, o importante, é não parar. O curso foi ministrado pelo colaborador Danilo Gimenes Tasso que, com muita dedicação ensinou os colaboradores. Ele parabenizou a todos e disse que o curso cumpriu seu objetivo e despertou o interesse de muitos em colocar em prática tudo que aprenderam, demonstrando inclusive o desejo de adquirir um computador. Para o colaborador Éder-

Senar/SP promove cursos em setembro foi de Aplicação de Agrotóxicos com Turbo Pulverizador, entre os dias 3 e 5 com cerca de 14 pessoas. Já entre os dias 24 a 28, 8 pequenos produtores, que possuem essa prática em suas propriedades, tiveram as noções básicas de Manutenção de Tratores, e aprenderam a troca de óleo, filtros, etc. Lembrando que, para ser registrado na função de tratorista, ele precisa fazer esse curso,

que é reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Em relação a Promoção Social, foi realizado durante a 4ª Expoverde em Franca/SP o curso de Cultivo de Orquídeas, que ensinou os 20 participantes como plantar e cuidar deste tipo de flor, assim como ela pode se tornar uma fonte de renda.

| Os participantes aprenderam a trocar óleo dos tratores e tiveram outras noções sobre a manutenção do equipamento

| 16 colaboradores formaram a 1ª turma do curso de informática da Cocapec.

son Luis de Oliveira esse foi o ponto de partida, “cabe a nós alunos dar sequência e buscar novos conhecimentos, tenho o objetivo de comprar um computador para acompanhar a modernidade”. Outro participante do curso foi Maurílio Barbosa de Oliveira, que relatou não ter nenhum contato com a informática, “não sabia nem ligar, observava minha filha, mas não tinha coragem, mas depois do curso perdi o medo, em casa já acesso sozinho. Não vou parar, e se tiver oportunidade de fazer outro curso vou fazer, não serão os cabelos brancos que irão me

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O objetivo foi proporcionar aos funcionários um primeiro contato com o mundo da informática impedir”.O resultado positivo mostra que a cooperativa acertou na proposta, ao se preocupar com o bem estar de seus funcionários, além de auxiliar no desempenho de suas atividades profissionais.

| O Senar sempre proporciona cursos relevantes ao período do trabalho no campo .

Senar/MG

Senar/SP

IBIRACI: (35) 3544-5000 (Raquel)

Sindicato Rural de Franca

CLARAVAL: (34) 3353-5257 (Dinei) CAPETINGA: (35) 3543-1572 (Joana) lojas.ibiraci@ cocapec.com.br

(16) 3720-2366 (Camila)

Veja os cursos previstos do Senar/MG - Manutenção de colheitadeira (Capetinga e Claraval)

senar@srfranca. com.br www.srfranca. com.br

*Cursos sujeitos a alterações.

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ESPECIAL

ESPECIAL

Mosaico Teatral mais uma vez é sucesso O público se encantou com o espetáculo Por Cristiane Olegário | Assistente de Comunicação Cocapec

| No dia 26 os colaboradores da Cocapec participaram de uma oficina de teatro

| Os atores da Cia Trucks ensinaram técnicas de manipulação de bonecos

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ais uma edição do programa Mosaico Teatral aconteceu no dia 28 de setembro em Franca/SP. Centenas de pessoas de várias idades lotaram o Teatro Municipal da cidade para assistirem o espetáculo “O Senhor dos Sonhos” da Cia Truks. Todos, principalmente a criançada, se divertiram com as aventuras do menino Lucas, um garoto sonhador. Os espectadores foram recepcionados com o café Tulha Velha, proporcionado pela Cocapec, e leite oferecido pela Coonai. Ao final, além do sorteio de brindes, a garotada teve a oportunidade de conhecer os bonecos que compõem a peça e interagir com os atores. Desenvolvido pelo Sescoop/ SP, em parceria com cooperativas Cocapec, Sicoob Credicocapec, Coonai e Unimed, o programa tem por objetivo ampliar a oferta cultural por meio da apresentação de peças teatrais e rea-

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

lização de oficinas para comunidade. O programa proporcionou ainda no dia 26, uma oficina de teatro para colaboradores da Cocapec. O intuito foi demonstrar como as técnicas das artes cênicas podem ajudar nas tarefas profissionais. Cerca de 19 pessoas, de diversos setores da cooperativa, participaram. Já no dia 28, no período da tarde, a Cia Trucks também promoveu uma oficina gratuita com o tema “Técnicas de Animação de Bonecos Figuras e Objetos”. Estudantes de teatro da cidade e amantes da manipulação de bonecos participaram do workshop e ficaram encantados com a complexidade do trabalho. Com o objetivo de integrar as ações sociais da cooperativa, toda renda arrecada com a venda de ingressos foi revertida ao Lar de Ofélia, uma das instituições que recebe ações de grupos da Campanha de Natal Cooperativo.

| O menino Lucas contagiou a plateia e deixou todos empolgados com suas histórias

| O público que lotou o Teatro Municipal de Franca se divertiu com as aventuras do espetáculo O Senhor dos Sonhos

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SOCIAL

SOCIAL

11º Encontro de Crianças Cooperativistas Por Luciene Reis | Analista de Comunicação Cocapec e Cristiane Olegário | Assistente de Comunicação Cocapec

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á onze anos a Cocapec e o Sicoob Credicocapec realizam o Encontro de Crianças Cooperativas, com o objetivo de formar crianças com consciência e conhecimento cooperativista, para que tenhamos uma nova geração mais preparada para multiplicar esta doutrina. Todos os anos, o encontro apresenta um diferencial, com isso, ele amplia e se desenvolve com bases sólidas para atender seus objetivos de maneira criativa e inovadora. A 11ª edição do Encontro de Crianças Cooperativistas aconteceu dia 27 de outubro no Parque de Exposição Fernando Costa e teve a participação de cerca de 200 crianças entre 6 e 12 anos. Como em 2012 a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou como o Ano Internacional das Cooperativas, a Cocapec e o Sicoob Credicocapec têm participado dessa comemoração através das ações sociais realizadas em benefício de cooperados, colaboradores e comunidade. E, reconhecendo os objetivos comuns do Encontro de Crianças e do Programa Cooperjovem que é educar pelo cooperativismo, vimos uma possibilidade rica de troca de experiência entre as crianças que vivenciam o cooperativismo no espaço familiar e as crianças que vivenciam a cooperação na escola. Assim, este ano o evento contou com a participação de alunos do Programa Cooperjovem das escolas EMEB Sueli Contini Marques e Faus-

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to Alexandre Souza Teodoro. Sendo assim, em parceria com a Coonai e o Sescoop/SP unimos as realidades de filhos e netos de cooperados e colaboradores e os educandos. O dia transcorreu de forma agradável e divertida para os participantes. Na abertura os pais tiveram a oportunidade de tomar café da manhã com seus filhos. O evento foi tomado por atividades ao ar livre e jogos cooperativos como futpar, queimada solidária, corrida de saco tripa entre outras. As ações foram coordenadas por Sérgio Carvalhal, e conduzidas pelos colaboradores da Cocapec, Sicoob Credicocapec e Coonai que participaram do evento. O dia terminou com a montagem de um Mosaico com os logotipos do Encontro e do Cooperjovem.

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

| O evento foi tomado por atividades ao ar livre e jogos cooperativos como futpar, queimada solidária, corrida de saco tripla entre outras atividades

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SOCIAL

SOCIAL

Diário Campanha Natal Cooperativo

| SolidaPed

o Encontro de Crianças Cooperativistas e Cooperjovem a equipe “Liga da Cooperação” levou algumas moradoras do Lar D. Leonor para passear no parque e interagir com as crianças. As visitantes foram homenageadas e presenteadas com flores diante das 200 crianças que aplaudiram e saudaram as senhoras.

Mais ações foram realizadas pelos grupos da Campanha Natal Cooperativo Por Cristiane Olegário | Assistente de Comunicação Cocapec

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trabalho desenvolvido tem mostrado a importância da união das equipes. Os colaboradores da Cocapec e Sicoob Credicocapec estão dando um show! As equipes passaram com sucesso por mais um bimestre de ações da Campanha Natal Cooperativo. Estas têm demonstrado muito dedicação e comprometimento com suas entidades, tornando a solidariedade um exercício cotidiano.

SolidaPed

As equipes passaram com sucesso por mais um bimestre de ações da Campanha Natal Cooperativo

A Liga da Cooperação A Liga da Cooperação proporcionou às moradoras do Lar Dona Leonor um passeio no Franca Shopping no dia 25 de agosto. A intenção foi levá-las para um ambiente diferente que proporcionasse contato com outras pessoas. Após um passeio pelas lojas e contemplação dos pássaros, um café, cortesia do Renato, proprietário do quiosque Senhor Café, foi oferecido às senhorinhas. De acordo com o grupo elas ficaram bastante entusiasmadas devido ao grande movimento de pessoas, principalmente crianças. Na visita de setembro, o grupo preparou seus esmaltes, espátulas e alicates, para mais um dia de beleza. Os integrantes se transformaram em manicures e pedicures, e levaram cores e entretenimento para as idosas. Além de cuidarem da autoestima, também, confraternizaram com um belo café da tarde. Coroando

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Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

| A Liga da Cooperação

O grupo de Pedregulho realizou a entrega das pizzas que foram vendidas com o objetivo de arrecadar fundos para as ações. Em seguida, a equipe promoveu um bingo para o Lar dos Velhinhos da cidade, oferecendo brindes. Na oportunidade, os integrantes interagiram com aos moradores colaborando na marcação dos números sorteados. Em setembro, o grupo ofereceu os moradores do lar um café da tarde diferente, em ritmo de confraternização, quando serviram salgadinhos e refrigerantes. A equipe concentrouse em dar muita atenção e carinho a todos, que ficam ansiosos aguardando o dia da próxima visita.

| Esperança Renovada

Esperança Renovada O Lar de Idosos São Vicente de Paula recebeu mais duas visitas do grupo nos dias 28 de julho e 25 de agosto. Os integrantes passaram algumas horas ouvindo histórias e trocando experiências com os moradores. Na oportunidade, dois simpáticos senhores resolveram mostrar seus talentos, um deles, participante da folia de reis tocou sua viola para alegrar e, o outro, emocionou a todos com o suave som do cavaquinho. Os moradores do lar também foram presenteados com um kit de higiene. No dia 22 de setembro, o grupo fez mais uma vista promovendo

| Fraternidade

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SOCIAL um café da tarde e, a seguir, os idosos foram surpreendidos com uma apresentação de dois integrantes do grupo Trupe Trujá. Os palhaços alegraram a tarde dos idosos arrancando muitas risadas.

| Grupos Amigos Solidários e Aliança Natalina

Fraternidade No dia 25 de agosto, a equipe promoveu uma comemoração do Dia dos Pais, para os moradores do Lar Eurípedes Balsanufo. Na ocasião, a equipe realizou um bingo, distribuindo brindes aos participantes. Além disso, a visita teve muita música, comidas e bebidas e troca de experiências entre os moradores e os integrantes do grupo.

Grupos Amigos Solidários e Aliança Natalina As equipes fizeram mais uma visita ao Lar de Ofélia no dia 25 de agosto. A entidade possui alas separadas para homens e mulheres, sendo assim a visita se iniciou pela parte feminina com os integrantes interagindo com as senhoras e, em seguida, foram até a masculina. Durante o período, a equipe buscou identificar algumas necessidades para avaliar de que forma poderão ajudar. No dia 29 de setembro, o Lar de Ofélia se transformou em estúdio fotográfico por um dia. As equipes montaram um cenário e levaram figurinos para a sessão de fotos com os moradores do lar. Todos se divertiram muito com a novidade, as lentes profissionais do fotógrafo registrou a alegria estampada no sorriso dos modelos.

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Solidariedade Sempre Ibiraci

| Solidariedade Sempre – Ibiraci

Em julho a equipe fez a primeira visita ao lar de idosos “Aísa Rodrigues de Siqueira”em Ibiraci, onde promoveram um café da tarde. De acordo com integrante do grupo a ação foi

muito gratificante para ambas as partes, pois, para os colaboradores ficou a doce sensação de ajudar alguém e para os velhinhos sua carência suavizada. No dia 13 de setembro, os colaboradores

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

voltaram ao lar após o expediente e levaram gelatina para todos. Os idosos ficaram muito contentes com a visita, contaram histórias e bateram muito papo. NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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CONHEÇA SUA COOPERATIVA

CONHEÇA SUA COOPERATIVA

Gerentes e Gestores

qualquer corporação e fundamentais para o bom andamento da cooperativa. Sendo assim, esta gerência é essencial para garantir o correto funcionamento, sempre em harmonia com os demais departamentos.

Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec

| Gerentes e Gestores da Cocapec

D

entro do ambiente de trabalho é necessário que existam profissionais para planejar, orientar, controlar e distribuir responsabilidades para os demais colaboradores. Para isso a Cocapec possui três gerentes e quatro gestores que dividem essas funções. As três gerências são:

48

Comercial, responsável por administrar os setores veterinário, vendas de insumos, apoio comercial, máquinas e implementos, peças, oficina, armazém de insumos, laboratório, técnico e Gis/Cadastro. São áreas que proporcionam benefícios diretos aos cooperados, e por isso o papel do gerente é de assegurar as melhores condições de venda que atenda aos objetivos e interesses dos cooperados. A Gestão Comercial Café é responsável pela fiel classificação dos lotes através da degustação e, com isso, garantir a qualidade dos cafés da cooperativa. Além disso, atua diretamente na compra e venda no mercado físico, atendimento ao cooperado e coordena a formação de blends, de maneira a atender as exigências do mercado.

Comercial do Café, responsável pelos setores armazém de café, classificação, comercialização de café e torrefação. O profissional destas áreas lida diretamente com os cafés dos cooperados, zelando pelo produto desde a sua chega à cooperativa até sua comercialização. Além disso, ele busca oferecer aos associados opções

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

de comercialização, como também captar novos compradores, sempre em sintonia com o mercado. Administrativo/Financeiro, responsável pelos setores financeiro, contabilidade, fiscal e estoque escritural, tecnologia da informação e serviços gerais. Estas áreas são comuns em

A Gestão Armazém de Café é responsável por todos os armazéns de café da cooperativa, incluindo o armazéns gerais, no que diz respeito à estrutura física, máquinas de benefício e rebenefícios. O profissional coordena todo o processo de armazenagem, desde quando o café chega à cooperativa até quando ele sai. Mas acima de tudo, ele zela pela guarda, conservação do bem mais precioso para o cooperado, seu café, fruto do seu trabalho.

A Gestão de Torrefação surgiu pela necessidade de dar atenção espe-

cial à área estratégica de industrialização de cafés e faz parte do Departamento de Café. O gestor desta área é responsável pelas operações da cadeia de suprimentos do setor, produção, e operações comerciais de cafés torrados de marcas próprias (Tulha Velha, Cocapec e Senhor Café) e também da prestação de serviços para marcas terceirizadas.

A Gestão de Lojas está inserida no setor comercial e é responsável por garantir o bom andamento dos trabalhos em áreas que comercializam produtos, fazendo as adequações quando necessário. O profissional desta área atua juntamente com os coordenadores e fornece a eles todo o suporte, visualiza novas oportunidades e métodos para potencializar o trabalho em todas as lojas da cooperativa, tornando o atendimento ao cooperado ainda mais profissional.

A Gestão Administrativa, ao contrário das quatro primeiras, não está inserida em nenhuma gerência, isso acontece pelo fato dos setores sob sua responsabilidade (auditoria interna, comunicação e gestão de pessoas) estarem mais próximos das ações da diretoria e com isso atender todas as áreas da cooperativa. Com isso, a função principal deste gestor é fazer o intercâmbio com a direção, acompanhar os trabalhos destes dois setores e ainda identificar junto aos outros quais as demandas de acordo com as estratégias, visto que essas áreas são responsáveis por todos os meios de comunicação, como site, revista, assim como projetos que beneficiam diretamente os cooperados, familiares e comunidade.

GERENTES Anselmo Magno de Paula Gerente Comercial do Café (16) 3711-6272 negócios.café@cocapec.com.br

Claudinei Mendes Ferreira Gerente Administrativo/Financeiro (16) 3711-6229 setor.financeiro@cocapec.com.br

José de Alencar Coelho Junior

Gerente Comercial (16) 3711-6236 gerencia.comercial@cocapec.com.br

GESTORES Airton Rodrigues Costa Gestor Comercial Café (16) 3711-6224 cafemogiana@cocapec.com.br

Márcio Henrique Veloso Gestor Armazéns Café (16) 3711 – 6242 Controle.cafe@cocapec.com.br

Pedro Rodrigues Alves Silveira

Gestor de Torrefação Café (16) 3711-6276 torrefação@cocapec.com.br

Claudia Valeria Novato R. Baston

Gestora Lojas (16) 3711-6294 gestão.lojas@cocapec.com.br

Morgana Cristina Reatto Mattos

Gestora Administrativa (16) 3711-6214 gestão.adm@cocapec.com.br

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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BOLETIM - RELAÇÃO DE TROCA RELAÇÃO DE TROCA DE CAFÉ PRODUTOS

UNID.

Média Mensal do Preço do Café Arábica - Comparativo dos últimos 5 anos (R$)

Preço unitário SP

Preço unitário MG

Relação de Troca SP

Relação de Troca MG

R$

920,00

R$ 2,29

R$ 2,24

Fertilizantes Sulfato de Amônio

t

R$

940,00

Uréia

t

R$ 1.280,00

R$ 1.320,00

R$ 3,12

R$ 3,22

Super Simples Pó

t

R$

780,00

R$

820,00

R$ 1,90

R$ 2,00

Super Simples Gr

t

R$

815,00

R$

925,00

R$ 1,99

R$ 2,26

Cloreto de Potássio Gr

t

R$ 1.390,00

R$ 1.395,00

R$ 3,39

R$ 3,40

Adubo 21.00.21

t

R$ 1.135,00

R$ 1.145,00

R$ 2,77

R$ 2,79

Calcário Dol.Itaú

t

R$

R$

45,80

R$ 0,12

R$ 0,11

Nitrato de Amônio

t

R$ 980,00

R$ 1.100,00

R$ 2,39

R$ 2,68

50,00

550 550 500 500 450 450 400 400 350 350 300 300 250 250 200 200 150 150 100 100

Jan Jan 2008 2008

Valores referente ao mês de outubro de 2012

CUSTO (R$/HA) por seguimento BICHO MINEIRO PRODUTO Abamectina Nortox

0.4

PREÇO - (R$)/HA R$ 7,84

0.8

R$ 48.88

Danimen

0.2

R$ 17,40

0.2

R$ 5,00

Karate Zeon 250 CS

0.04

R$ 1,78

Nomolt

0.4

R$ 35,60

Rimon

0.3

R$ 16,59

Vertimec

0.4

R$ 20,00

PRODUTO

DOSAGEM KG/L/HA

PREÇO - (R$)/HA

PREÇO - (R$)/HA

R$ 113,30 R$ 60,75

Tilt

1

R$ 80,09

Priori xtra

0.75

R$ 88,50

Supera 350 SC

2

R$ 45,40

BROCA PRODUTO

DOSAGEM KG/L/HA

Endossulfan

2

PREÇO - (R$)/HA R$ 56,00

PHOMA PRODUTO

PREÇO - (R$)/HA

Janeiro

433,37

258.54

485.04

271.39

Fevereiro

495,98

297.29

441.31

US$

R$

US$

Janeiro

30,35

18.11

31,08

17.39

256.93

Fevereiro

31,68

18.99

28,40

16.54

315.94

387,53

216.18

Março

31,44

18.94

28,89

16.11

524,41

330.82

379,53

204.47

Abril

29,94

18.88

25,83

13.92

Cuprozeb

3

R$ 60,75

Maio

530,76

329.11

382,65

192.69

Maio

28,69

17.79

24,91

12.54

Tutor

2

R$ 47,94

Junho

514,99

324.35

360,31

175.76

Junho

30,75

19.36

24,13

11.77

Tebufort

1

R$ 22,70

Julho

457,81

292.92

408,06

201.05

Julho

30,31

19.39

28,80

14.19

Opera

1.5

R$ 113,30

Agosto

470,62

294.68

378.48

186,63

Agosto

30,20

18.91

33.25

16.39

Supera

2

R$ 45,40

Setembro

511,57

292.51

385.92

190,38

Setembro

31,92

18.23

32.23

15.9

Outubro

490,45

277.34

374.98

184,75

Outubro

30,75

17.39

31.35

15.45

Novembro

493,83

275.48

Novembro

29,81

16.66

Dezembro

491,35

267.28

Dezembro

28,18

15.32

MÉDIA ANUAL

494,95

296.36

MÉDIA ANUAL

30,34

18.16

28.89

15.02

DOSAGEM KG/L/HA 5

PREÇO - (R$)/HA R$ 93,75

Galigan Ce

2.5

R$ 118,75

Goal

2.5

R$ 118,75

PRODUTO

DOSAGEM KG/L/HA

PREÇO - (R$)/HA

208,02

Fonte: Índice Esalq/BM&F

Índice pluviométrico* de Franca nos últimos 5 anos Ano

HERBICIDAS

398,38

*Saca de 60 kg líquido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

2008

325

230

128

108

38

32

0

26

39

87

168

410

2009

382

228

282

53

58

32

21

30

137

262

77

382

Glifosato

3

R$ 26,25

2010

461

158

274

16

17

12

1

0

110

102

339

221

Zapp QI

2.1

R$ 27,30

2011

328

145

365

146

1

29

0

24

32

115

135

274

Gramocil

3

R$ 59,04

2012

317

158

150

125

28

115

Aurora

0.08

R$ 23,96

Média Mensal

299.2

152.1

209.7

179.9

321.7

Flumizim

0.1

R$ 33,05

*Dados em milímetros obtidos na Cocapec Matriz - Franca, SP

Roundup WG

1.5

R$ 26,19

PRODUTO

DOSAGEM KG/L/HA

PREÇO - (R$)/HA

Cobre Recop

3

R$ 51,00

28.5

44.0

28

0

10.0

16.0

67

69

77.0

126.9

Índice pluviométrico* de Capetinga nos últimos 5 anos Ano

MANCHA AUREOLADA

89.6

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

2008

573

236

116

78

40

5

0

26

37

113

222

428

2009

354

249

286

165

54

21

17

24

128

156

193

389

2010

327

95

206

51

12

6

0

0

87

116

302

235

161

306

219.5

339.5

Cuprozeb

2.5

R$ 50,63

2011

399

120

538

136

0

8

0

R$ 48,00

Supera

2

R$ 45,40

2012

523

80

245

103

50

134

19

Tebufort (Tebuconazole)

1

R$ 22,70

Kasumin

1

R$ 64,50

Média Mensal

435.2

278.2

106.6

31.2

Cantus

0.15

R$ 79,74

Tutor

2

R$ 47,94

*Dados em milímetros obtidos na Cocapec de Capetinga, MG

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

2012

R$

0.1

Amistar

50

DOSAGEM KG/L/HA

US$

524,27

R$ 321,62

3

R$

Abril

1,4

1.5

2011

US$

Março

Actara WG

Opera

2012

R$

R$ 24,50

HERBICIDA PRÉ-EMERGENTE PARA CAFÉ

Dez Dez

Média mensal do preço* de Milho índice Esalq/BM&F

1

Alachor

Cuprozeb

Nov Nov

Viper

R$ 487,55

R$ 46,80

Out Out

R$ 48,00

35

0.75

Set Set

Fonte: Esalq/BM&F Fonte: Esalq/BM&F

2011 DOSAGEM KG/L/HA

Ago Ago

0.1

Counter

Alto 100

Jul Jul

Amistar

PRODUTO

PREÇO - (R$)/HA

Jun Jun

R$ 88,50

R$ 368,00

DOSAGEM KG/L/HA

Maio Maio

0.75

1

PRODUTO

2010 2010

Abr Abr 2012 2012

Priori xtra

Verdadero WG

FERRUGEM

Mar Mar 2011 2011

Média mensal do preço de Café Arábica* índice Esalq/BM&F

INSETICIDA/FUNGICIDA DE SOLO PRODUTO

2009 2009

CERCOSPORA

DOSAGEM KG/L/HA

Curyon

Fastac

Fev Fev

156.0

34.8

7.2

8

186

0

0

55

104

10.0

63.0

135.0

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

51


CONHEÇA SUA COOPERATIVA

Workshop de Integração Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec

O

Sicoob Credicocapec realizou no dia primeiro de setembro, juntamente com seus colaboradores, o 1º Workshop de Integração. O intuito foi de promover a socialização e estimular a criatividade dos funcionários. O evento foi realizado em uma chácara e reuniu 45 colaboradores. Diretor Administrativo José Amâncio de Castro e a Diretora de Crédito Rural Ednéia Aparecida Vieira Brentini de Almeida, fizeram a abertura dando as boas-vindas aos presentes. Na sequência, foi realizada uma dinâmica de integração promovida pela Empresa Potenciar, associada ao Sescoop/SP, o que deixou os participantes bem à vontade para as ações do dia. Orientados pela RHDP (empresa consultora de RH do Sicoob Credicocapec), os colaboradores se dividiram em seis grupos e fizeram apresentações, relacionando o dia a dia do seu setor. O primeiro a se apresentar foi o pessoal do Setor de Crédito, que se inspirou no programa da Rede Globo Profissão Repórter e, de forma divertida, criou situações condizentes com o trabalho. Os próximos grupos, compostos pelos funcionários dos Postos de Atendimento (PA’s) de Pedregulho, Ibiraci e Claraval, que expressaram seus dons artísticos em uma paródia musical. Na sequência, o terceiro grupo, Setor de Atendimento do PA de Franca, com sua inventividade, exibiu um teatro contanto suas atividades profissionais na cooperativa. O quarto grupo foi o do

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Planejamento Estratégico Sicoob São Paulo – 2013-2015 Por Murilo Andrade | Assistente de Comunicação Cocapec

C setor administrativo, também inspirado em um programa de TV O Aprendiz da Rede Record, passou de maneira divertida as rotinas do setor. O quinto grupo – setor de contabilidade – fez sua apresentação embasada nas famosas Empreguetes na novela Cheias de Charme. Finalizando as apresentações, as funcionárias do caixa do PA de Franca que, com muita agitação, encenaram um programa de perguntas e respostas, semelhante ao

Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

Passa ou Repassa, exibido pelo SBT nos anos 90. Após, o palestrante Marcos Bidart, realizou algumas atividades de integração e a seguir os colaboradores se confraternizaram com um grande almoço. Desta maneira, o Sicoob Credicocapec motiva e estimula seus colaboradores que, consequentemente, desenvolverão suas atividades de forma mais eficaz beneficiando o cooperado.

om a missão de “atender as necessidades e expectativas das associadas” e ser referência no cooperativismo de crédito brasileiro, o Sicoob São Paulo realizou nos dias 4 e 5 de outubro, na cidade de Lins – SP um encontro que teve como objetivo construir o Planejamento Estratégico do Sicoob São Paulo com enfoque participativo para o próximo triênio. Assim, com a participação das 15 cooperativas singulares associadas, o Sicoob São Paulo elaborou o balanço da sua situação atual, definiu seus objetivos estratégicos para 2013-2015 e paralelamente definiu as ações prioritárias para cada objetivo estratégico.

A abertura do evento ficou por conta do presidente do Sicoob São Paulo, Henrique Castilhano Vilares, que após dar boas vindas às cooperativas presentes, passou a palavra ao Palestrante Marco Aurélio Borges de Almada Abreu – Diretor Presidente do Bancoob – com o tema “Conjuntura Econômica no dia atual”. Como subsidio ao Planejamento Estratégico, para dar início ao trabalho, o Diretor de Negócio do Sicoob Confederação – Abelardo Duarte de Melo Sobrinho – expôs sobre “A importância das Cooperativas de Crédito para um mundo melhor – Planejamento e Organização Sistemática”.

Na sequência, sob orientação metodológica do Sicoob Confederação, foram apresentadas e discutidas as propostas com posterior avaliação e exposição daquelas consideradas prioritárias com as respectivas ações a serem desenvolvidas. Considerando a importância dos resultados deste encontro, o Sicoob Credicocapec esteve presente representado por Ednéia Ap. Vieira Brentini de Almeida (Diretora de Crédito Rural), Hirsohi Ushiroji (Superintendente) e Marcelle Antequera V. Villanii (Contadora), que tiveram oportunidade de se posicionar para melhoria do sistema.

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 | Revista Cocapec

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CURTAS

Curtas Cursos movimentam equipe de vendas Colaboradores da equipe de vendas da Cocapec participaram de mais um curso sobre sementes de milho, no dia 18, na Cocapec Matriz. O objetivo é que eles conheçam em detalhes a variedade de opções disponibilizadas pela cooperativa para melhor atender a solicitação do produtor. Todos os fornecedores de sementes da Cocapec estão tendo esta oportunidade de apresentar suas opções.

Reunião de novos cooperados Nos dias 13 e 26 de setembro, aconteceram mais duas reuniões para novos cooperados. No total foram 24 pessoas, dos municípios de Cássia dos Coqueiros/SP, Claraval/MG, Cristais Paulista/SP, Franca/SP, Ibiraci/MG, Ribeirão Corrente/ SP e Patrocínio Paulista/SP. O encontro acontece para aproximar os produtores rurais da cooperativa, sendo uma excelente oportunidade para os

Atualização do ITR no Setor de Cadastro Todo cooperado, após pagar o Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), deve encaminhar uma cópia simples da declaração completa ao setor de cadastro da cooperativa. Lembre-se que manter as informações de seu cadastro atualizado colabora para agilizar diversos processos dentro da instituição.

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Revista Cocapec | NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012

novos associados entenderem seu funcionamento e conhecerem seus direitos e deveres, ao se tornarem sócio-cooperados, além de receberem mais informações sobre o sistema cooperativista. Nestes encontros, os presidentes da Cocapec João Alves de Toledo Filho e do Sicoob Credicocapec Maurício Miarelli, também deram as boas-vindas aos novos cooperados.

Equipe técnica participa de curso em Varginha/MG Nos dias 22 e 23 de agosto, integrantes da equipe técnica da Cocapec estiveram presentes no curso de Manejo Tecnológico da Lavoura Cafeeira realizado em Varginha/MG. Na oportunidade os profissionais puderam acompanhar a discussão de temas atuais como podas, floração do cafeeiro, maquinário, nutrição, entre outros e trouxeram informações renovadas para melhor atender os cooperados.


O café Tulha Velha é produzido pelos cooperados da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), na região da Alta Mogiana. Desde 1990, o café Tulha Velha traz a tradição e o sabor inigualável para a família brasileira. Com grãos especialmente selecionados, sabor encorpado e ótimo rendimento, garante um aroma único e incomparável para aqueles consumidores mais exigentes do autêntico café do campo. Tulha Velha, o café forte da Cocapec.

Para conhecer mais sobre os cafés da COCAPEC entre em contato pelos telefones:

(16) 3711-6276 / (16) 9178-4372 sac@cocapec.com.br


Revista Cocapec 88