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Informativo da Capela Nossa Sra. do Perpétuo Socorro - Belo Horizonte - MG

Ano II • Nº. 12 • Agosto/2011

São Domingos, nosso Padroeiro

Editorial Deus chama No mês de agosto, dedicado às vocações na Igreja do Brasil, podemos nos questionar sobre qual o primeiro chamado de Deus para nós. Ao tentar responder veremos que Deus nos chamou em primeiro lugar à vida. Para existir no mundo e sermos felizes Deus nos convocou. No nosso existir, tudo o que fazemos realizamos em nome da melhora da Vida e das nossas vidas. Isso, por si só, já é um reflexo desse chamado primeiro de Deus a nós. A fim de sustentar nossa vida pessoal e contribuir para a manutenção da sociedade, vamos escolhendo papéis sociais e deixando outros de lado. Com as opções feitas, normalmente, nos realizamos. Por um movimento interno natural, somos impulsionados a fazer o que nos dá prazer e melhor se adequa às nossas perspectivas, sem excluir os que nos rodeiam. Por outro lado, essa realidade vem sendo canalizada na atualidade no único sentido da realização individual. Daí, que muitas vezes, sem compreender o sentido profundo das próprias escolhas, homens e mulheres caminham na direção do vazio daquilo que fazem, pois olham para seus papéis sociais e funções como sendo algo exclusivo para si, perdendo o vínculo social inerente a tudo aquilo que constitui o ser humano no seu ato de construir o mundo. Por isso, não será incomum ver a insatisfação das pessoas no que fazem. Quando percebem que àquilo que escolheram está ligado um conjunto de responsabilidades vem logo o desânimo e a frustração. Como foram preparadas para o glamour da função e não para o seu ofício, se sentem perdidas e desconfortáveis. Nesse contexto é difícil ser pai, mãe, padre, catequista, agente de pastoral... Claro, todos foram educados para viver no casulo do egoísmo, trancados em si mesmos, sem dar a devida atenção ao chamado a servir à Vida. Esquecem o importante fato de tudo estar direcionado ao serviço. Ora, se um lado da questão é a realização da pessoa, o outro é a indissociável ligação com o serviço. Deus nos chama para a nossa felicidade, mas esta não acontece sem os outros companheiros de nossa caminhada. Pelo Pai de Jesus somos cativados a viver um ministério de amor. Qualquer coisa que façamos, tudo, está direcionado ao crescimento pessoal que supõe o serviço ao outro. No Reino anunciado por Jesus, os que mais crescem são os que dilatam o coração a serviço da vida, para que ela seja abundante para todos. Uma resposta real ao chamado de Deus só poderá ser qualificada como autêntica se imbuída deste espírito. Se somos um mundo triste e cheio de medos é porque ainda não aprendemos a lição do Mestre de servir. Queremos nos realizar, porém sem serviço ao outro. Nesse mês vocacional é oportuno lembrar sempre da lição da refeição do amor: “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo 13, 13-15).

Quem é o Padroeiro de nossa Paróquia? Respondendo a essa pergunta os paroquianos costumam dizer: sou da paróquia Santa Rita; eu sou da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; sou da Nossa Senhora de Fátima... e assim vão substituindo o Padroeiro da Paróquia por suas respectivas padroeiras ou padroeiros das comunidades. Trata-se de um fato muito comum em nosso meio. Nem todos têm ciência de sermos uma Paróquia rede de comunidades com um Padroeiro comum: São Domingos de Gusmão. Na verdade, somos nove comunidades abrigadas sob o patrocínio deste Santo Espanhol. Mas quem é ele? Domingos é de Caleruega, reino de Castela, na Espanha, e veio ao mundo no ano de 1170. Sobre seu nascimento, segundo relatos antigos, sua mãe, Joana de Aza, teve um sonho com um cachorro que saía de seu ventre com uma tocha na boca incendiando o mundo. Mais tarde o sonho se tornou símbolo do grupo que Domingos viria fundar, pois os dominicanos, a exemplo do seu fundador, passaram também a ser conhecidos como dominicanes, ou seja, cães do Senhor por causa da pregação. A tocha passou a ser entendida como sendo a força da Palavra Evangélica aquecendo o mundo. Domingos, que era o filho mais novo da família, foi encaminhado pelo pai, Felix de Gusmão, para ser clérigo. Cedo foi iniciado nos conhecimentos da época para ser Padre. Na cidade de Palência, onde estudava, um episódio marcante de sua biografia é a venda de seus livros, preciosismos naquele tempo, para acabar com a grande fome pela qual passava a cidade. A compaixão será um dos seus traços fundamentais. De acordo com seus biógrafos, Domingos teria dito: “Como posso estudar em peles mortas, enquanto meus irmãos morrem de fome”. O nosso Santo, já depois de padre, em terras francesas, irá conhecer de perto a realidade dos movimentos, que diante da falta de testemunho da Igreja, pregavam o Evangelho desvirtuando-o. Domingos abandona o seu bispo Diogo, com quem estava em missão de pedir a mão de uma princesa da Dinamarca para o filho do rei de Castela, passando pela França, e toma um rumo novo para sua vida. Convicto de sua fé, e da necessidade de levar as pessoas a um verdadeiro conhecimento da Palavra de Deus e da doutrina católica, o jovem padre resolve adotar um estilo de vida simples e de pregador itinerante, a fim de, pelo exemplo de vida, converter os afastados da fé. Essa decisão irá culminar em intenso trabalho que terá seus primeiros frutos com a criação, em 1206, de uma comunidade de monjas, em Prouille, com um grupo de mulheres convertidas do movimento dos Cátaros. Domingos considera a vida dessas mulheres como um verdadeiro apoio para a pregação. Em 1216, Domingos de Gusmão, funda oficialmente a Ordem dos Pregadores. O grupo de homens que o acompanhavam agora tinha aprovação, a partir de então, para pregar a Palavra de Deus como direito fundamental e inerente à sua missão. Aos cuidados do nosso Padroeiro, o grupo irá crescer e logo se espalhar por toda a Europa e ganhar a partir daí o mundo inteiro. O que Domingos queria era ver o mundo todo abrasado pela Santa Pregação, animado pelo carisma da Ordem dos Pregadores de se dedicar e consagrar à Palavra. Tendo vivido como grande homem, Domingos faleceu no ano 1221, depois de ter deixado um exemplo de desprendimento de si mesmo para dar toda a sua vida a Deus. Sua preocupação maior era que todos chegassem à luz da Verdade. Ele viveu para isso, lutando dentro e fora da Igreja, com um estilo de vida pautado no Evangelho, com a escolha pela mendicância como melhor forma de profetizar contra o mundo apegado ao dinheiro e o poder. Domingos era um homem evangélico. Frei Magno Marciete

Frei Magno Marciete

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TERRORISTA LOURO DE OLHOS AZUIS Frei Betto Preconceitos, como mentiras, nascem da falta de informação (ignorância) e excesso de repetição. Se pais de uma criança branca se referem em termos pejorativos a negros e indígenas, judeus e homossexuais, dificilmente a criança, quando adulta, escapará do preconceito. A mídia usamericana incutiu no Ocidente o sofisma de que todo muçulmano é um terrorista em potencial. O que induziu o papa Bento XVI a cometer a gafe de declarar, na Alemanha, que o Islã é originariamente violento e, em sua primeira visita aos EUA, comparecer a uma sinagoga sem o cuidado de repetir o gesto numa mesquita. Em qualquer aeroporto de países desenvolvidos um passageiro em trajes islâmicos ou cujos traços fisionômicos lembrem um saudita, com certeza será parado e meticulosamente revistado. Ali reside o perigo... alerta o preconceito infundido. Ora, o terrorismo não foi inventado pelos fundamentalistas islâmicos. Dele foram vítimas os árabes atacados pelas Cruzadas e os 70 milhões de indígenas mortos na América Latina, no decorrer do século 16, em decorrência da colonização ibérica. O maior atentado terrorista da história não foi a queda, em Nova York, das torres gêmeas, há 10 anos, e que causou a morte de 3 mil pessoas. Foi o praticado pelo governo dos EUA: as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Morreram 242.437 mil civis, sem contar as mortes posteriores por efeito da contaminação. Súbito, a pacata Noruega – tão pacata que, anualmente, concede o Prêmio Nobel da Paz – vê-se palco de dois atentados terroristas que deixam dezenas de mortos e muitos feridos. A imagem bucólica do país escandinavo é apenas aparente. Tropas norueguesas também intervêm no Afeganistão e deram apoio aos EUA na guerra do Iraque. Tão logo a notícia correu mundo, a suspeita recaiu sobre os islâmicos. O duplo atentado, no gabinete do primeiro-ministro e na ilha de Utoeya, teria sido um revide ao assassinato de Bin Laden e às caricaturas de Maomé publicadas pela imprensa escandinava. O preconceito estava entranhado na lógica ocidental. A verdade, ao vir à tona, constrangeu os preconceituosos. O autor do hediondo crime foi o jovem norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, branco, louro, de olhos azuis, adepto da fisicultura e dono de uma fazenda de produtos orgânicos. O tipo do sujeito que jamais levantaria suspeitas na alfândega dos EUA. Ele “é dos nossos”, diriam os policiais condicionados a suspeitar de quem não tem a pele suficientemente clara nem olhos azuis ou verdes. Democracia é diversidade de opiniões. Mas o que o Ocidente sabe do conceito de terrorismo na cabeça de um vietnamita, iraquiano ou afegão? O que pensa um líbio sujeito a ser atingido por um míssil atirado pela OTAN sobre a população civil de seu país, como denunciou o núncio apostólico em Trípoli? Anders é um típico escandinavo. Tem a aparência de príncipe. E alma de viking. É o que a mídia e a educação deveriam se perguntar: o que estamos incutindo na cabeça das pessoas? Ambições ou valores? Preconceitos ou princípios? Egocentrismo ou ética? O ser humano é a alma que carrega. Amy Winehouse tinha apenas 27 anos, sucesso mundial como compositora e intérprete, e uma fortuna incalculável. Nada disso a fez uma mulher feliz. O que não encontrou em si ela buscou nas drogas e no álcool. Morreu prematuramente, solitária, em casa. O que esperar de uma sociedade em que, entre cada 10 filmes, 8 exaltam a violência; o pai abraça o filho em público e os dois são agredidos como homossexuais; o motorista de um Porsche se choca a 150km por hora com uma jovem advogada que perece no acidente e ele continua solto; o político fica indignado com o bandido que assaltou a filha dele e, no entanto, mete a mão no dinheiro público e ainda estranha ao ser demitido? Enquanto a diferença gerar divergência permaneceremos na préhistória do projeto civilizatório verdadeiramente humano.

DIA DOS PAIS A comemoração do dia dos pais coloca sob nossas vistas a figura heróica de tantos pais que dia após dia dão a vida por seus filhos. Não é nada fácil exercer essa tarefa hoje, nessa época em que a autoridade é ostnda. contestada. O pai deve ser “autoridade” para seus filhos, não tenhamos dúvida. A autoridade no sentido pleno da palavra: corresponde ao poder de comandar o outro e leva-lo a agir da forma desejada; aquele que contribui para a base da responsabilidade; que fez crescer. Que os pais possam assumir a sua missão e realmente demonstrarem a maturidade necessária para cumprir esta importante missão. Pais, parabéns pelo seu dia! Extraído do J. da Paróquia Santo Antônio - B.H.

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA de 14 a 20 de agosto. Estamos nos preparando para que tenhamos uma Santa Semana Nacional da Família,onde podemos mostrar como é bom Ter e Ser Família cujo tema deste ano é Família,Pessoa e Sociedade. Segundo dom Petrini, a Semana Naciona da Família deve ser celebrada como uma festa. “Quando uma família cristã faz festa, celebra o dom da vida e o dom da fé que cada um recebeu, festeja o dom do amor entre marido e mulher, o dom da maternidade e da paternidade, o dom do sacramento do matrimônio e, portanto, o dom que é a presença de Jesus Cristo na convivência familiar Que a Sagrada Família seja sempre nosso amparo e nossa força!

Não percam! É dia de bazar na Perpétuo! Dia 20 de Agosto – Sábado - Das 10:00hs às 17:00hs Roupas, calçados, brinquedos e muito mais! Novos e Usados. Ótimos preços! Venha conferir. Esperamos por você!

HORA DA RECEITA TORTA DE PIZZA Massa 3 xícaras (chá) de leite / 2 xícaras (chá) farinha de trigo / 1 xícara (chá) de amido de milho / 1 xícara (chá) de óleo / 3 ovos / 2 colheres (sopa) fermento em pó / Cebola picada (a gosto) Receio 200 g de queijo mussarela / 2 tomates em rodelas. Modo de preparo Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. Coloque a metade em uma forma untada e enfarinhada. Espalhe por cima da massa as fatias de queijo e as rodelas de tomate temperadas com sal, se preferir coloque também orégano. Cubra o restante da massa. Leve ao forno pré-aquecido, por 40 minutos. Sugestão: coloque também no recheio presunto, mortadela, etc. Coloque uma camada de queijo na cobertura.

Bom apetite!

Cantinho da Criança

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de “Conversa sobre a fé e a ciência” (Agir), entre outros livros. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.

O SEMEADOR ANO II - Nº. 12 –AGOSTO DE 2011. “/Editores: Matheus- Nascimento-Shirley Santos - Colaboração:Frei Magno Marciete Com. N. Sra. do Perpétuo Socorro - Paróquia São Domingos de Gusmão Rua Marcos Donato de Lima, nº. 324 - Bairro Ribeiro de Abreu Belo Horizonte Minas Gerais. CEP:31872-410 “Editores: Matheus Nascimento-Shirley Santos - Colaboração:Frei Magno Marciete

Educado- Obediente- Estudioso- Orando- Alegre -Boas maneiras -Louvando

O Semeador - Agosto de 2011  

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