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CLAQUES

FOMOS VER COMO A MANCHA NEGRA APOIA A ACADÉMICA

?

SECAS SECAS EE ONDAS ONDAS DE DE CALOR CALOR SERÃO SERÃO MAIS MAIS FREQUENTES FREQUENTES NO NO FUTURO FUTURO

O QUE É QUE PAULO JÚLIO

"REFORMA AUTÁRQUICA IRÁ SER FEITA DOA A QUEM DOER"

SE PASSA COM

O CLIMA

Alterações extremas estão a arruinar negócios de milhões de euros na área das obras públicas e da agricultura. Portugueses estão desnorteados e já hesitam na marcação de férias... EM CASA DE

OLGA E CÉSAR FERNANDES VIVEM MELHOR FASE DA VIDA

1,50€ REVISTA SEMANAL 6 OUTUBRO 2011 • Nº 36 •

CÉREBROS

50.º ANIVERSÁRIO

"ABANÃO"

UNIVERSIDADE DE AVEIRO DESENVOLVE "CROCHÉ MOLECULAR"

TAGV RETOMA PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA

PROFESSORA ACUSADA DE VIOLÊNCIA


C22

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CONSTRUÇÃO | REMODELAÇÃO

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Lado a lado com o seu projecto É com paixão que abraçamos cada projecto. É com entusiasmo que acompanhamos cada cliente e executamos soluções únicas para residências, espaços comerciais e escritórios, qualquer que seja a sua dimensão, com a garantia, sofisticação e o rigor do Grupo Catarino.

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Coimbra - Rua Eng. Jorge Anjinho nº115 | 3030-482 Coimbra | Tel: 239 701 016 | Fax: 239 701 018 Febres - Rua Fernando Serra de Oliveira nº90 | 3061-906 Febres | Tel: 231 467 100 | Fax: 231 461 822 info@grupo-catarino.pt | www.grupo-catarino.pt


editorial

Sonata de Outono SOARES REBELO Diretor

O verão acabou mesmo, o regresso ao trabalho interioriza um sentimento de indisfarçável melancolia. Já estamos novamente a antever desgraças – e a falar de política. ACABADO O VERÃO, concluídas as férias na praia de culto, na montanha preferida ou lá longe, num qualquer paraíso tropical, o regresso ao trabalho, à velha rotina do dia-a-dia, interioriza, em boa parte dos cidadãos, um sentimento de indisfarçável melancolia. ESTE INÍCIO do Outono, com a folhagem a cair das árvores e a pintar as ruas de amarelo, é, obviamente, um período tristonho, pouco vocacionado, portanto, para um feliz regresso ao trabalho. Mas não só por isso. Concluído o estival remanso, muitos, na expectativa de mudar a sorte, talvez troquem de hábitos e locais, apostando em novo café, noutro restaurante, num centro comercial alternativo ao tradicional. Talvez. Mas nem assim o suplício será menor… MAIS FELIZES serão aqueles que se mantêm fiéis às grandes paixões sazonais -0 futebol e a caça. A Liga começa a registar as primeirass grandes efervescências, os pequenos já não são tão pequenos quanto dantes, já não se vergam, submissos, ao diktat, quantas vezes subrepticiamente instituído. Qualquer um dos grandes, hoje em dia, ao sair de casa (até mesmo intramuros…), precisa cuidar-se, armar-se de todas as couraças, cavalgar ginetes de guerra. Vão efetivamente longe os tempos em que os vassalos, por uma migalha, alegremente, prescindiam do futuro. Os adeptos gostam…

Grupo

CNotícias

Propriedade/ Editora: MEDINFORMA, LDA; NIPC: 509711537; Capital Social: 50.000€; Rua Combatentes da Grande Guerra, 109; 3045-469 - Taveiro - Coimbra; email: geral@ cnoticias.net Tel.: 239981303; Fax.: 239981304; Tlm.: 916987300

DIRETOR: Soares Rebelo

Gerência: António Gomes Abrantes; Maria Eugénia C. Figueiredo Abrantes; Inês Micaela Figueiredo Abrantes Capital Social da Entidade Proprietária: Beirastexto, SA – 87%; Outros – 13%

Assine e divulgue a

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(soares.rebelo@cnoticias.net)

CHEFE DE REDAÇÃO: Mário Nicolau (mario.nicolau@cnoticias.net)

REDAÇÃO: Bruno Vicente (bruno. vicente@cnoticias.net), Marco Roque (marco.roque@cnoticias.net), Marta Varandas (marta.varandas@cnoticias. net), Sílvia Diogo (silvia.diogo@cnoticias. net), Vasco Garcia (vasco.garcia@ cnoticias.net) COLUNISTAS: Alexandra Dinis, António Alegre, António Pedro Pita, Carlos Fiolhais, Helena Albuquerque, Hélio Loureiro, Joana Benzinho, Jorge Bento,

Assinatura anual 55€

A CAÇA empenha igualmente, a partir de agora, outra paixão – mais uma!... – em Portugal. O vício está enraízado, os grupos formados. Que importa o saquitel de euros que possa custar o abate de uma só peça que seja perante o orgulho de cintar uma lebre, um coelho, uma perdiz? Não foi desta? Ora, será da próxima... E se ainda não for então, será depois... Em certos pontos do território nacional persiste inclusivamente o hábito dos pais prendarem os filhos, ao festejarem a sua maioridade, com uma boa espingarda. A CRISE é séria, os portugueses, de uma forma geral, já a sentem e, é claro, esqueceram rapidamente as férias. Confrontados, diariamente, nas rádios, jornais, televisões, com o descalabro do mundo e a ruína dos homens, mergulham outra vez no velho pessimismo, refugiam-se na costumeira indiferença. Realmente, o que lhes vai chegando? Nada que lhes reforce a confiança e lhes alimente a autoestima, tão-só um nunca mais acabar de calamidades – e, naturalmente, generaliza-se a desesperança, temendo-se, inclusivamente, sobretudo entre os mais jovens, um novo apocalipse. O VERÃO acabou mesmo. Já estamos novamente a antever desgraças – e a falar de política.

José Carlos Neves, Luís Lavrador, Luís de Matos, Luís Pirré, Manuel Rebanda, Margarida Regêncio, Mário Ruivo, Mira Lagoa Sobral, Paulo Leitão

TÉCNICOS DE VENDAS: Fernando Gomes (fernando.gomes@ cnoticias.net), José Alberto ( jose.alber-

COLABORADORES: José Lorena, Márcia de Oliveira; José Manuel Alves FOTOGRAFIA: Pedro Ramos

PUBLICIDADE E ASSINATURAS CNotícias Rua Combatentes da Grande Guerra, 109; 3045-469 Taveiro - Coimbra Tel.: 239 981 303 - Fax: 239 981 304 Tlm: 916 987 300 Email: publicidade@cnoticias.net assinaturas@cnoticias.net

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DIREÇÃO DE ARTE: Inês Abrantes e Jorge Caninhas RELAÇÕES PÚBLICAS- DIRETORA: Eugénia Abrantes PRODUÇÃO: André Navega e Tiago Carvalho SERVIÇOS COMERCIAIS DIRETOR COMERCIAL: Luís Figueiredo (luis.figueiredo@cnoticias.net)

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DIRETOR MARKETING: Bruno Vale (bruno.vale@cnoticias.net) DIRETOR DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: Rolando Rocha (rolando.rocha@cnoticias.net)

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6 OUTUBRO 2011

PROJETO GRÁFICO: Pedro Góis / Góis Design e Bruno Vale IMPRESSÃO: LISGRÁFICA Impressão e Artes Gráficas SA Queluz de Baixo (Oeiras) DISTRIBUIÇÃO: VASP – MLP, MediaLogistics Park Quinta do Granjal – Venda Seca Tiragem Média: 10.000 ex. Registo na ERC com o n.º 126017, de 12/01/2011. Depósito Legal n.º 322204/2011. Periodicidade: Semanal, à quinta-feira INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TODOS OS CONTEÚDOS EDITORIAIS, FOTOGRÁFICOS, ILUSTRAÇÕES PARA QUALQUER MEIO OU FIM, MESMO COMERCIAIS.

Telm.: 916 355 014


índice

ENTREVISTA

AO MICROSCÓPIO

6 Professora acusada de violência Aluno da EB1 Cruz de Morouços queixa-se de "abanão" 20 Histórias de vida José Manuel dos Santos: há quatro décadas a dar graxa a Coimbra 23 O que é feito de si? A esteve à conversa com José Vítor, antigo jogador e treinador

SOCIEDADE 30 32 36

Mudanças climáticas deixam portugueses desnorteados Meteorologistas procuram interpretar alterações extremas Teatro Académico de Gil Vicente celebra 50 anos Há meio século a fazer a ponte entre a Universidade e a cidade "A arte e o engenho de apoiar a Briosa" Saiba como a claque Mancha Negra prepara os jogos e sente o clube

CÉREBROS

40 "Croché molecular" na Universidade de Aveiro "Tricotar" cristais para criar materiais com propriedades únicas

DINHEIRO 44 46

Ginásio da Educação Da Vinci Inovação no novo ano letivo Escola de condução Rainha Santa é referência no distrito Mais de 35 mil alunos já tiraram a carta no estabelecimento

VIVER 52 69

Em casa de... Olga e César Fernandes Figura Kaz Hiruma, maquilhador da marca Givenchy, esteve em Coimbra

CULTURA 74 Entrevista a Rita Braga A jovem cantora está a trazer de volta a magia das canções antigas

CAPA

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50

Paulo Júlio, secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, garante que o Governo não abdica das mudanças nas autarquias.

Suzuki Swift: novo diesel A nova versão 1.3 DDiS completa a gama e apresenta novos argumentos em termos de vendas para o Swift, procurando atingir um leque mais alargado de clientes, já que o seu público-alvo é diferente do que compra a versão a gasolina.

SOCIAL

30

O que é que se passa com o clima? O tempo está às avessas, arruinando negócios de milhões de euros na área das obras públicas e na agricultura e estragando as férias aos portugueses. Coimbra tem uma empresa pioneira, de consultadoria em meteorologia.

José Manuel Silva abriu "Jantares com Ordem" no Casino O bastonário da Ordem dos Médicos foi o primeiro convidado da nova iniciativa do Casino Figueira. Quinze notáveis clínicos foram homenageados.

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OPINIÃO

10 Magalhães Cardoso

22 Paulo Leitão

74 Luís de Matos

Edifícios emblemáticos

Coimbra e o investimento

Impunidade pública

MAIS 64 MODA A lã em cor camelo e o pêlo são algumas sugestões para o Outono / Inverno 66 VIDA NOVA Adriana Fernandes aceitou o desafio de mudar o visual 68 VIAJAR Conheça Marvão, uma vila debruçada sobre o Alentejo

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atual

ao microscópio

EB1 CRUZ DE MOROUÇOS

Agrupamento analisou "abanão" a aluno que interrompeu as aulas UM ALUNO QUEIXOU-SE À MÃE DO "ABANÃO" DA PROFESSORA. O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS REAGIU IMEDIATAMENTE. MÁRIO NICOLAU

OS FACTOS chegaram à redação da

via telefone e foram confirmados na noite da passada sexta-feira pela mãe de um aluno da EB1 Cruz de Morouços por altura da reunião da associação de pais. Durante o tempo que esteve no pátio da escola, o repórter ouviu a descrição de uma situação que "preocupou os pais" e que levou à marcação do encontro de encarregados de educação.

O agrupamento de Escolas Inês de Castro tomou conhecimento da situação e tomou medidas, promovendo uma reunião entre a professora e a mãe do aluno O "abanão" da professora I. ao aluno F. não foi visto com bons olhos pelos pais, que foram surpreendidos pela atuação da professora, que está há um ano na escola e que até ao dia "tinha lidado com todas as situações de um modo exemplar". Só que, desta vez, não foi assim e o caso chegou ao conhecimento do Agrupamento de Escolas Inês de Castro. O ALUNO, com nove anos, frequenta o 4.º ano e não ganhou para o susto. Segundo o relato que o repórter escutou na escola e a denúncia via telefone para a nossa redação, a professora não tolerou os atos de indis-

REUNIÃO O assunto foi tema de conversa, na passada sexta-feira, na reunião da associação de pais 6

ciplina e agarrou o aluno pela cabeça. Nos dias seguintes, contou ao repórter a mãe de uma aluna, o aluno F. não conseguiu ir à escola com receio da professora e a mãe deu conhecimento da situação à associação de pais. Estranhamente, na noite da passada sexta-feira, quando o repórter procurou obter esclarecimentos sobre os resultados do encontro dos encarregados de educação, recebeu a indicação que o tema da reunião "foi unicamente" a análise do relatório e contas da associação de pais. Uma das mães que participou na reunião, e perante o pedido do repórter, colocou a questão – o pedido de esclarecimentos – à presidente da associação de pais que, na resposta, enviou para o exterior um rectângulo de papel em que constava a convocatória e a agenda de trabalho da reunião da passada sexta-feira. ATITUDE bem diferente assumiu a direção

do Agrupamento de Escolas Inês de Castro, que tutela a EB1 de Cruz de Morouços. De modo a esclarecer a situação e a evitar especulações, Maria Isabel Filipe, diretora

do agrupamento, e Helena Marques, diretora adjunta e responsável pelo ensino básico, confirmaram a existência de uma situação que envolve uma professora e um aluno da EB1 de Cruz de Morouços. A diretora Maria Isabel Filipe "agradeceu" o contacto do repórter e afirmou que "o agrupamento de escolas tomou conhecimento do sucedido através da mãe do aluno e que tomou imediatamente as medidas que estão definidas para estes casos". Na prática, contou, "a colega Helena Marques esteve reunida com a mãe do aluno e com a professora". Quanto aos resultados da reunião da associação de pais realizada na passada sexta-


Professores: a vida de quem não tem tarefa fácil O CENÁRIO nas escolas portuguesas

DREC não responde aos contactos MAL teve conhecimento do sucedido

na EB1 Cruz de Morouços, o repórter solicitou, na sexta-feira, um pedido de comentário, via email à Direção Regional de Educação do Centro (DREC) e na segunda-feira tentou, via telefone, obter esclarecimentos sobre o caso. Até ao fecho desta edição, não chegou à redação da nenhuma reação.

Professora em aulas todo o dia O JORNALISTA da tentou falar

com a professora envolvida na situação, mas os contactos com a EB1 Cruz de Morouços foram infrutíferos. Quem atendeu o telefone referiu que "a professora está em aulas e não pode ser incomodada".

-feira, Maria Isabel Filipe disse à que o agrupamento não tem conhecimento oficial das decisões tomadas pelos encarregados de educação. "Assim que chegar alguma coisa trataremos imediatamente do assunto", garante. Por outro lado, explicou, a presidente da associação de pais da EB1 de Cruz de Morouços "está dentro do assunto" e falou com Helena Marques, diretora adjunta e responsável pelo ensino básico. Na conversa, via telefone, com o jornalista, Helena Marques desdramatizou a situação, afirmando que, por vezes, nestas idades, "os alunos não explicam a realidade tal qual ela é e distorcem um bocadinho as coisas". Ao tomar conhecimento de que algo de anormal tinha ocorrido na EB1 Cruz de Morouços, a responsável pelo ensino básico no Agrupamento de Escolas Inês de Castro "chamou a colega e ouviu o que tinha a dizer" sobre o assunto. Depois, falou "várias vezes com a mãe do aluno, que se encontrava no Porto". Helena Marques assegura que, para já, o caso está resolvido, já que a mãe não fez nenhuma participação. Se o agrupamento receber uma queixa por escrito, então, tudo será diferente.

está longe de ser pacífico e tenderá a complicar-se devido aos cortes orçamentais. Mário Nogueira, coordenador do SPRC e secretário-geral da FENPROF, já alertou para as consequências dos cortes no setor da educação. "Cortar na Educação, e de uma forma por vezes cega como se está a prever, pode ter consequências que podem ser ao nível de ruptura do funcionamento de escolas". A sobrecarga é outro dos lados do problema, pois, como refere Mário Nogueira, as escolas, no seu conjunto, contam com menos 10 mil professores do que no ano passado e que o apelo do ministro da Educação, Nuno Crato, a que se faça mais com menos, pode levar ao aparecimento de "situações insuportáveis". Segundo o coordenador do SPRC e secretário-geral da FENPROF, o ministro pode dizer que se tem que fazer mais com menos, "mas um homem da matemática sabe com certeza que seis são quatro mais dois e não quatro menos dois". Portanto, acrescenta o sindicalista, "se o homem da matemática diz que se tem que fazer mais com menos é porque está a fazer uma conta que não é possível fazer”. Para Mário Nogueira, os cortes através das autarquias também são muito preocupantes numa altura em que os pais e as famílias necessitavam de um reforço da Ação Social. Por outras palavras, é preciso acautelar a rutura do sistema de ensino.

MÁRIO NOGUEIRA defende que é preciso acautelar a rutura do sistema de ensino

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ao microscópio

sete sóis, sete luas

Confrarias debatem futuro na Figueira direito

direto

BÁRBARA FIGUEIREDO Advogada

O regime jurídico do cheque sem provisão O FACTO de determinada dívida

ser titulada por um cheque, permitirá ao credor (no caso de tal cheque ser devolvido por falta de provisão) avançar de imediato com uma ação executiva, evitando-se, assim, uma ação declarativa (para atestar a existência da dívida) que, para além de implicar alguns custos, poderá demorar algum tempo. Impõe, contudo, a Lei Uniforme relativa ao cheque, o prazo de oito dias para apresentação do cheque a pagamento, contados desde a data de emissão, devendo a correspondente ação ser intentada no prazo de seis meses. Cumpridos tais prazos, poderá o credor reclamar o pagamento não só do valor do cheque, mas também os juros de mora e as despesas atinentes à respetiva devolução. A emissão de cheque sem provisão constitui crime, previsto no artigo 11.º do DL 454/91, de 28/12, punível com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa. A emissão de cheque pré-datado ou de valor inferior a 150 euros, ainda que se verifique a falta ou insuficiência de provisão, não constitui crime, sendo que, neste último caso, as instituições de crédito estão legalmente obrigadas a garantir o respetivo pagamento. • MANUEL REBANDA, PEREIRA MONTEIRO & ASSOCIADOS - SOCIEDADE DE ADVOGADOS

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A FEDERAÇÃO Portuguesa das

Confrarias Gastronómicas realiza, amahã e depois, o seu IV Congresso, no Casino da Figueira da Foz. Terá ainda lugar uma gala, para entrega dos prémios relativos a 2010. Na sessão de abertura, marcada para as 15H00 de amanhã, Madalena Carrito, presidente do Conselho Diretivo, apresentará as linhas orientadoras da atividade da federação. "A necessidade aguça o engenho", “As Artes Culinárias de expressão popular, de raiz rural e raiz urbana – Afastamentos e Aproximações" e "Confrarias Gastronómicas – Que realidade? Que propostas? Que futuro?" serão alguns dos temas em destaque.

Congresso abordará atividade das confrarias gastronómicas

Touradas proibidas no concelho de Penela

Cinco anos de Moagem no Fundão

VINTE dos 21 membros da Assembleia Municipal de Penela aprovaram uma moção que proíbe a realização de touradas naquele município do distrito de Coimbra. A decisão, segundo os autores da proposta, demonstra que Penela é um "concelho de vanguarda". No passado domingo, realizou-se, em praça desmontável, a última corrida na vila.

Após relevantes obras de requalificação, a Moagem abriu, há cinco anos, no Fundão, como espaço cultural. A efeméride está a ser assinalada, até ao fim do ano, com uma exposição itinerante da Portugal Telecom.

"Agenda Guarda" para Leiria-Fátima residentes e visitantes na Feira das Américas

Em defesa da maçã Bravo de Esmolfe

A CÂMARA Municipal da Guarda lançou a "Agenda Guarda", uma publicação mensal que reunirá as iniciativas públicas e privadas que decorrem no concelho e na região. Trata-se de uma agenda de bolso, para residentes, mas, sobretudo, para os visitantes. Os 15 mil exemplares mensais, com 44 páginas, custam 75 mil euros anuais ao município.

A MAÇÃ Bravo de Esmolfe, que se supõe ser originária do concelho de Penalva do Castelo, só pode ser comercializada com certificação, para ser considerada DOP. Os produtores consideram, todavia, que o "selo", em vez de ser uma mais-valia, é um custo acrescido. O presidente da câmara, Leonídio Monteiro, já apelou à redução dos encargos.

O TURISMO Leiria-Fátima vai à 39.ª Feira das Américas (19 e 21 de outubro), no Rio de Janeiro, onde se esperam mais de 20 mil visitantes em busca de informações ou negócios. Para o presidente do organismo, Paulo Fonseca, os cinco milhões de fiéis que por ano visitam o santuário têm de ser olhados como um produto turístico de grande importância para Portugal.

6 OUTUBRO 2011


IX Festival do Chícharo

está a decorrer em Alvaiázere até domingo

Castelo Branco constrói cais no Rio Ponsul para atrair espanhóis A CÂMARA MUNICIPAL de Castelo Branco lançou o concurso público para construção de um cais fluvial em Lentiscais, na margem esquerda do Rio Ponsul. Segundo o presidente do município, Joaquim Morão, a sua localização na área do Tejo Internacional "constituirá uma nova porta de entrada de espanhóis para o nosso país". Com um investimento de cerca de 250 mil euros, a nova estrutura permitirá a realização de viagens turísticas e comerciais entre Portugal e Espanha. O barco turístico, com capacidade para 80 pessoas, que já circula no Tejo Internacional a partir de Espanha, passará futuramente, segundo o autarca albicastrense, a atracar também naquele local do concelho de Castelo Branco. A intervenção prevê ainda a criação de acessos viários e pedonais com ligação entre a estrada municipal e o cais a construir.

Bicos-de-lacre de Pardilhó são os mais perfeitos do mundo

FERNANDO DOMINGUES, re-

Infraestrutura de 250 mil euros levará quatro meses a construir

Joaquim Morão revelou que "será também construída uma zona intermodal de transbordo entre embarcações fluviais e autocarros de transporte de passageiros, os quais asse-

gurarão visitas turísticas ao concelho de Castelo Branco". O cais ficará concluído, de acordo com o respetivo caderno de encargos, quatro meses depois do início das obras.

sidente em Pardilhó (Aveiro), vai levar à próxima edição do Campeonato do Mundo de Ornitologia, agendada para janeiro de 2012, em Espanha, vinte bicos-de-lacre, aves africanas de pequeno porte, bico vermelho e plumagem cinzenta, na expectativa de conquistar, pelo menos, oito medalhas. O jovem aveirense conquistou em 2001, com apenas 16 anos, o primeiro grande título, ao sagrar-se vice-campeão do mundo. Pardilhó está considerado o local onde nascem os mais belos exemplares desta espécie de aves.

Bodyboard juvenil

na Figueira da Foz

JUMBO OFERECE MELHOR PREÇO O Jumbo, o Pingo Doce e o Continente, apresentam preços iguais no nosso cabaz de compras para esta semana. A diferença entre o valor mais baixo e o mais alto (Supercor) é de apenas 3 cêntimos. Preços verificados a 2.10.11, das 13H00 às 15H00.

PREÇOS/KG/L

PINGO DOCE CONTINENTE

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Água Luso (1,5l)

0,46 €

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0,49 €

Água das Pedras (6x0,25cl)

2,29 €

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Leite Mimosa M/G (1l)

0,59 €

0,59€

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Nestum Mel Clássico (300g)

1,49 €

1,49 €

1,49 €

1,49€

Manteiga Mimosa c/ sal (250g) 1,39 €

1,39 €

1,39 €

1,39 €

TOTAL

6,22€

6,22€

6,25€

6,22€

:(

A TERCEIRA etapa Circuito Regional Oeste Centro Bodyboard 2011, na categoria Esperanças, promovida pelo Clube Aventura Rota do Sol (São Pedro de Moel), ABFM (Figueira da Foz) e CDAN (Nazaré), terá lugar no fim de semana de 22 e 23 de outubro, na Figueira da Foz. A finalíssima da prova, iniciada, nos passados dias 1 e 2, em São Pedro de Moel, está marcada, para os dias 26 e 27 de novembro, na Nazaré, apenas para os Top 16 e Top 18 de cada categoria.

mais caro

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ao microscópio

consultório de

urbanismo

MAGALHÃES CARDOSO * Quais são, esteticamente, os edifícios mais emblemáticos de Coimbra? A CIDADE de Coimbra possui conjuntos de edifícios de elevado valor patrimonial. Por essa circunstância, aliada à história da Universidade, com profundos reflexos na organização urbana da cidade, estamos neste momento empenhados na candidatura a Património Mundial (UNESCO), englobando uma vasta área central da urbe. É uma candidatura da Universidade de Coimbra, mas também da cidade, do município e de Portugal, só possível pela enorme valia do património edificado que existe e que importa salvaguardar e desenvolver. A c a n did a tur a é um a cl a r a opor tunidade de afirmação para Coimbra, mas representa também uma necessidade de entrelaçarmos esforços entre instituições e de afinarmos uma estratégia comum. Com tanta escolha para designar os edifícios mais emblemáticos, diria que há escolhas representativas de todas as épocas da cidade. Diria também que as profissões associadas às artes são aquelas que podem opinar com mais critério sobre aspetos estéti-

sete sóis, sete luas

cos. O importante a reter é que, em várias épocas, a arquitetura presente na cidade revela qualidade, quer no seu partido estético e de integração urbana, quer na funcionalidade dos espaços edificados e da sua relação com os espaços de fruição coletiva. Mais recentemente, temos edifícios com uma arquitetura moderna, arrojada, representativa das mais relevantes correntes da atual arquitetura portuguesa, que têm recebido reconhecimento em prémios de diversa natureza. Sendo certo que, no período que se seguiu ao 25 de Abril, houve intervenções menos cuidadas, que nos obrigam a uma requalificação. É também de registar que os bons exemplos no passado recente se sucedem e nos permitem considerar que Coimbra está a ficar cada vez mais bonita (e, mais importante ainda, mais cuidada e mais funcional). Como defendo que devemos premiar as boas práticas, para com isso fazer escola e vulgarizar a qualidade, coordenei recentemente a atribuição do Prémio Municipal de Arquitetura "Diogo Castilho", na edição referente aos dois últimos anos. E pude testemunhar que as 10 candidaturas aceites (um número nunca atingido) recolheram rasgadíssimos elogios dos qualificados membros do júri. O que significa que a melhor arquitetura que se faz em Coimbra é francamente boa. Temos, por conseguinte, que nivelar por cima, transformando os bons exemplos nos exemplos correntes. Uma resposta possível à pergunta é a de desafiar cada leitor a visitar essas 10 obras, de diversa tipologia. E cada um escolherá em liberdade…

Avanço do mar ameaça casas na costa de Ovar

Populações receiam ocorrência de novas inundações A APROXIMAÇÃO do inverno está a preocupar as populações das zonas costeiras de Aveiro, onde, habitualmente, nesta altura do ano, devido à erosão, se registam situações de avanço do mar e de destruição de equipamentos na via pública, bem como inundações em casas privadas, sobretudo nos bairros de pescadores. O tema foi já, de resto, abordado em reunião da Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, onde o deputado Paulo Cavaleiro, eleito pelo círculo de Aveiro, apelou à ministra Assunção Cristas no sentido de revelar "se já tem um caminho pensado" em termos de defesa da costa. Apontando Ovar como a zona

números

38

mil milhões de euros foi o montante das dívidas das empresas públicas em 2010

8,3%

foi o saldo negativo registado nas contas públicas no primeiro semestre

50

* Magalhães Cardoso é o diretor Municipal da Administração do Território na Câmara Municipal de Coimbra. Envie as suas questões para redacao@cnoticias.net, que serão respondidas neste espaço.

10

mais problemática, nomeadamente nas localidades de Esmoriz, Cortegaça e, sobretudo, do Furadouro, o parlamentar social-democrata lamentou o resultado das intervenções mais recentes nesses locais, considerando que, "nesses casos, o alarme das populações é ainda maior, porque viram que as obras efetuadas não resolveram os seus problemas". Segundo Paulo Cavaleiro, trata-se de "uma zona onde são necessárias medidas urgentes de proteção e o problema atinge outros concelhos da região, como Murtosa, Aveiro, Ílhavo, Vagos e até Mira, onde o cordão dunar se encontra em risco eminente de rutura e precisa de intervenção urgente".

mil milhões de euros é o orçamento para missões militares no estrangeiro em 2012

6 OUTUBRO 2011

Prémios EcoXXI para Pombal e Águeda OS MUNICÍPIOS de Pombal e

Águeda foram, conjuntamente com Vila Nova de Gaia, os mais pontuados na atribuição do galardão europeu EcoXXI, destinado a reconhecer e incentivar as boas práticas e ações que conduzam a um desenvolvimento sustentável. Na região Centro, foram ainda contempladas as câmaras municipais de Manteigas, Cantanhede, Mealhada, Coimbra, Peniche e Estarreja.


VINHO DO DÃO

Colheita 2011 é a melhor dos últimos 20 anos na região

Chuva no tempo certo e temperatura ideal garantiram a matura­ ção lenta das uvas e, daí, um "grande vinho" O S PRODUTORES temiam, em

julho, um "ano de cão", mas estão agora convictos de que a colheita deste ano dará um "grande vinho" na região do Dão, talvez mesmo um dos melhores das últimas duas décadas. A podridão negra (black rot), doença pouco vulgar na zona, causou sérios prejuízos em muitas vinhas (algumas delas ficaram completamente dizimadas),

fotolegenda

mas, devido às condições climatéricas perfeitas que se seguiram, em agosto e setembro, com a chuva a chegar no tempo certo e a temperatura ideal para uma maturação lenta das uvas, a qualidade ficou garantida. A produção deverá atingir, segundo a Comissão Vitivinícola Regional do Dão, a média dos últimos anos, de mais de 250 mil litros.

veja mais imagens em www.cnoticias.net

C120

Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) celebraram o dia do seu padroeiro, S. Jerónimo, homenageando 153 pro­ fissionais com 25 anos de serviço e também os 112 que se apo­ sentaram no último ano. Fernando Regateiro, presidente do Conselho de Administração, exortou a uma rápida instalação do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

11


ao microscópio

sete sóis, sete luas

PASSAGEIROS E MERCADORIAS

visita de

médico

Via rápida Aveiro - Salamanca

ANTÓNIO ALEGRE Médico

UM UTENTE com valores altera-

O PL ANO Estratég ico dos

dos das suas análises (colesterol elevado), teve para comigo, em plena consulta, um desabafo merecedor de ser partilhado. Ao ser informado do que deveria fazer (alimentação, exercício físico, medicação), perguntou e cito: "O Dr. acha que o treme-treme me faz bem?". Recostei-me na cadeira, parei para pensar e o Sr. João (nome fictício), vendo-me surpreso, explicou que se referia às máquinas que provocam um "tremedouro", sendo (segundo as publicidades) muito boas para queimar calorias. Com vontade de rir mas sem saber o que dizer, prometi que iria informar-me. Pesquisei sobre "Exercício Vibratório" e entre várias opiniões, realço o que de mais relevante existe e que terei de transmitir: 1 - Benefícios para a saúde resultantes da prática da vibração corporal recreativa, ainda não estão suficientemente estudados para se poderem recomendar; 2 - Em revisões recentes não estão descritos efeitos adversos graves e 3 - Contraindicações: fratura recente, pós-cirurgia, material de osteossíntese, hérnia discal, trombose venosa profunda, prótese valvular cardíaca, aneurisma, gravidez, epilepsia, enxaqueca e outras. Terei de dizer ao Sr. João para andar a pé, em detrimento da máquina do "tremedouro".

Transportes, divulgado na semana passada pelo Governo, prevê a criação de uma linha ferroviária rápida entre Aveiro e Salamanca. Segundo o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o objetivo é aproveitar aquele porto para lançar uma via, de bitola europeia, entre Portugal e Espanha, para mercadorias e passageiros. O governante já havia anunciado essa aposta do executivo no

Universidade de Coimbra aposta nas indústrias do conhecimento

má notícia

• CENTRO DE SAÚDE DE EIRAS

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Governo aposta em ligações ferroviárias com Espanha em carris de bitola europeia

decurso do programa televisivo "Prós & Contras", da RTP, emitido a partir do Casino da Figueira da Foz, onde defendeu as linhas de passageiros e mercadorias de Sines a Madrid e de Aveiro a Salamanca, aproveitando os portos aí existentes. Álvaro Santos Pereira acrescentou que as linhas "não podem parar em Madrid", numa alusão ao facto das ferrovias portuguesa e espanhola terem uma bitola ibérica, enquanto os restantes países têm bitola

O REITOR da Universidade

de Coimbra está convicto de que Portugal ultrapassará a crise se souber valorizar o mérito e a competência. Espera, por isso, que a austeridade não comprometa a investigação científica, fun-

O MINISTRO das Finanças, Vítor Gaspar, revelou na AR que o novo desvio registado nas contas públicas obriga a mais medidas de austeridade em 2012 e anos seguintes.

boa notícia

Acontece-nos de tudo...

europeia, adiantando que os fundos alocados ao comboio de alta velocidade (TGV) poderão ser aplicados às futuras novas linhas, as quais serão em bitola europeia. José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, considerou a decisão, em declarações à , da "maior relevância para a competitividade de ambos os portos e a expansão da economia regional". | SR

damental para o desenvolvimento económico do país. Em seu entender, o número de áreas em que Portugal está no topo ainda não é suficiente em conhecimento e aplicação económica desse conhecimemento.

O GOVERNO criou um apoio social extraordinário que reduz para 700 mil portugueses os custos com a energia, cujo IVA subiu este mês de seis para 23 por cento.

6 OUTUBRO 2011


Na Clínica Delille, o seu sorriso vem sempre em primeiro lugar. É por ele que recorremos à melhor tecnologia e aos melhores profissionais, inovando na forma de estar e de proporcionar bem-estar. Da Implantologia à Odontopediatria, oferecemos-lhe todas as soluções para que tenha uma saúde oral perfeita. Visite-nos, estamos à sua espera.

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De sorriso aberto.


via do leitor

ao microscópio

cartas

Um reitor a sério na Universidade de Coimbra

ENVIE A SUA OPINIÃO CARTA: Rua 25 de Abril, n.º 7 Taveiro 3406 - 962 Coimbra EMAIL : redacao@cnoticias.net

As intervenções que o novo reitor da Universidade de Coimbra tem feito desde que tomou posse têm-me impressionado muito favoravelmente. Os seus discursos não são de circunstância. Aproveita cirurgicamente cada um deles para enviar à academia, professores, alunos e funcionários, mensagens da maior oportunidade. Não esquece, nos recados, o próprio Governo. O recente alerta contra eventuais cortes nas verbas destinadas à investigação relevam, para lá do académico, um homem atento às necessidades de desenvolvimento económico do país. Os alunos também têm sido advertidos de que o canudo deixou de dar automaticamente direito a um emprego, impondo-se-lhes, ao longo dos cursos, não dó passar, mas adquirir, acima de tudo, conhecimentos e competências. Não tenho dúvidas: a Universidade de Coimbra tem no professor João Gabriel Silva um reitor a sério.

As cartas deverão ser datilografadas com morada e número de telefone. A reserva-se o direito de selecionar as partes que considera mais importantes. Os originais não solicitados não serão devolvidos.

Diz-se que o ministro das Finanças vai lançar novas medidas de austeridade. Onde é que vamos parar?

A proibição de touradas no concelho de Penela "Penela: Assembleia Muncicipal debate hoje proibição de touradas no concelho". Com outras palavras: "o sofrimento dos touros de domingo terá contribuído para acelerar o processo". Com ainda outras palavras: o sangue que será derramado pelos touros será muito útil. Nem era preciso nenhum processo, só bom senso e alguma informação sobre o que se passa no mundo: a verdade é que a Câmara de Penela apoiou a organização da tourada e agora num ato fariseu e oportunista - face à reação nacional e internacional - quer sacudir a responsabilidade. MARC RYON, Penela

A justiça continua a envergonhar Portugal É inqualificável! Segundo o Expresso, Isaltino Morais esteve quase 23 horas na cadeia, porque os magistrados não tiveram acesso a todo o processo. Isto é: o procurador do Ministério Público que promoveu a prisão do presidente da Câmara de Cascais e a juíza que ordenou

RAFAEL MARTINS, Figueira da Foz

a respetiva execução ignoravam a existência de um processo no Tribunal Constitucional, com efeitos suspensivos sobre a condenação, cujo prazo para entrega de alegações só termina na próxima quinta-feira (hoje). É uma situação absolutamente ridícula. Não estou a defender Isaltino Morais, condenado, e se calhar muito bem, a sete anos de prisão, perda de mandato e uma indemnização de 463 mil euros ao Estado, por fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder, entre outros crimes. Estou é contra a forma como continua a administrar-se a justiça em Portugal, sem rei nem roque, sem se terem, inclusivamente, em conta, os direitos fundamentais dos ciadãos. Viu-se agora. Comprovar-se-á, de novo, daqui a uns tempos. O bastonário dos Advogados tem toda a razão nas denúncias que tem feito à atuação dos nossos juízes. HENRIQUE SANTOS, Coimbra

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MÁRIO ALVES, Coimbra

O IP3 entre Coimbra e Viseu Um destes dias demorei mais de duas horas a ir de Viseu a Coimbra - e, é claro, outro tanto de lá para cá. As obras nas pontes em que estão a decorrer obras, no Cunhedo e Santa Comba Dão, e a alternância nas faixas de circulação que as atravessam impõem aos condutores longos tempos de espera. Não seria possível engendrar alternativas? Nessa viagem encontrei na estrada algumas ambulâncias, que certamente se depararam com os mesmos contratempos do que eu. Aí fica o desabafo. JOSÉ DE ALMEIDA, Viseu

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inquérito

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COIMBRA

RECORDE DO GUINESS

LOUSÃ

Demolição limpa zona da Solum

Ashrita pedalou na piscina

Moda atraiu milhares

Seguro está a gerir bem o Partido Socialista? Participe com a sua opinião em www.cnoticias.net

6 OUTUBRO 2011


cartas

texto elaborado pelo gabinete de ficção da revista

Portugueses e D. Carlos e que o Buíça matou selvaticament de Des a. ldr cho a um está s paí O nosso Gonzaga Xavier élio Luís Mig uel Rafael Gabriel D. Manuel Maria Filipe Carlos Am oburgo Gotha gança Orléans Sabóia e Saxe-C contrário Francisco de Assis Eugénio de Bra s de sair do fundo da Europa, ao aze cap is ma ca nun os fom não teve de partir para o exí lio, 101 anos de República, que ontem os mundos ao mundo. Ao fim de nov os dem até que em , cas épo s doutra , escravizado pela troika, está Só isto: Portugal, sem soberania ce? nte aco que r, ora em com a atas, as crianças já vos obr igaram dinheiro para o bacalhau com bat o a ssei esca s ília fam às , ras e as perdas entre o praticame nte às escu os benefícios entre os acionistas em art rep cos ban os is: Ma a. confiscar as nem escola têm na sua terr ica caça ao tesouro, já pensa em ênt aut a num as, anç Fin das o bou – pasme-se! – com as resto dos portug ueses, o ministr as, até o município de Penela aca alm de ita ilíc o nçã rete de as doigrejas, acusan ções da cultura nacional. a das mais ancestrais manifesta cor ridas de toiros, renegando um cos. Os políticos republicanos são os: os republicanos e os monárqui ític pol de s tipo s doi al tug Por Há em nárquicos são políticos-ostra: em jatos de tinta. Os políticos mo o ent sam pen o m nde esco co: a é um político-choco. políticos-cho da corte. Obviame nte, Cavaco Silv ros mb me s pelo s ola pér uir rib , fofo, quase inviabrem-se para dist ítico-medusa: sou transpare nte pol da ain , stra o-o ític pol de m , tipo Irina Inegavelmente, eu sou, alé aí a mostrar-se em lingerie fina por a and que a dam a Um ? ica sível. O que é, de resto, a Repúbl nidade cénica ... ha russa". Não tem, sequer, sole din nal "ro a com ida hec con Shayk, também gança, é claro, sou partido, eu, D. Duarte Pio, de Bra de , ero efém ser um no, ica ubl línAo contrário do chefe rep ta, falo primorosamente vár ias ência. Tenho uma educação bea ivid clar e e, a ent tur ard pos xão com pe pai a nci um prí Tenho um ícia as armas de fogo, jogo ténis. per com o nej ma , em alo tar, cav a San de bem dos condes guas. Monto heço a província: vivi no palácio Con es. flor de to Gos . do sica e, a-s mú lado, dig arrebatadora, pela vivo em Sintra – praticame nte ao ra, Ago ra. mb Coi em s, rco Ma tides Nelas e no palácio de São todas as pre ndas para dir igir o o de charrete. Reúno, em suma, and E los. Car poder D. do a eu nci viv e erê ond nsf o paláci tanto, a tra turbada como esta. Exijam, por con tão a tur jun con a num s, paí no do meu e a Junqueira. de Belém e São Bento para Sintra nte r a religião católica apostólica coroação. Tomem nota. "Juro ma de o urs disc o nte me iva lus inc Já fiz Política da Nação Portug uesa e fazer observar a Constituição ar erv obs s, paí do e dad gri inte meto ratificar este juraromana e a ção quanto em mim couber e pro Na da al ger bem ao ver pro e no istros e secretários e mais leis do Rei ssim me apraz que os atuais min tro Ou a. ues tug Por ção Na da me nto nas Cortes Reais io das suas funções". de Estado continuem no exe rcíc ! os eu: avante Portug ueses. Avante Digam todos: viva o Rei! Digo-v

Sintra, 6 de outubro de 2011

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ex(sic)tações

ao microscópio

se eu mandasse

frases desfeitas

Procedia ao combate rigoso à corrupção e à economia paralela EXISTEM algumas condições prévias para mudar o país: a reforma fiscal é uma delas, com IRS e IRC realmente progressivos e sem permitir exceções.

O desmoronamento dos países e das economias veio demonstrar que há muito doutor e salvador e muito poucos inteligentes.

NORBERTO CANHA, médico

Não esqueça, senhor doutor, que os banqueiros sempre tiveram mais em conta, desde que iniciaram a sua atividade, há dois mil anos, na Assíria e na Babilónia, os riscos do que as oportunidades.

PAULO MOURA, médico na Maternidade Daniel de Matos Credo! Coitadas das grávidas!

QUEREMOS UM PODER LOCAL SEM RETROVISORES PAULO JÚLIO, secretário de Estado da Reforma Administrativa Contenha um pouco o frenesim, senhor governante. Em política, quando se fala em reformas drásticas, não é para deixar tudo exatamente como está?

Não conheço nenhum país do mundo em que a 200 kms do mar se diga que se vive no interior.

AUGUSTO MATEUS, antigo ministro da Economia Sabe o que dizia o surdo para o filho também surdo? Só isto: "Nunca acredites naquilo que não ouves"...

SER CALOIRO NÃO É CRIME ANTÓNIO VILHENA, escritor Que tem o senhor contra os velhos rituais da praxe – o "canelão", o "rapanço", o recolher obrigatório ao badalar da "Cabra", a colher de pau a zurzir nas unhas dos recém-chegados até escorrer sangue?

OS LIDERZINHOS EUROPEUS REAGEM COMO ADOLESCENTES

DESPREZARIA a conversa da treta a que já estamos habituados em vários setores, nomeadamente, na inversão do onus da prova, combate rigoroso à corrupção e à economia paralela. CRIARIA as regiões administrativas de acordo com a Constituição da República Portuguesa (cinco regiões já com órgãos administrativos existentes) para descentralização da política efetiva.

AQUI JÁ PERDEMOS GORDURA E SE NOS PEDEM MAIS CORTES VAMOS ENTRAR NO OSSO

A REFORMA fiscal abrangeria todos os rendimentos, tanto financeiros como do trabalho, e incluiria a aprovação da lei para criminalização de enriquecimentos ilícitos.

ANDA MUITA GENTE DISTRAÍDA EM PORTUGAL

JOSÉ MANUEL PUREZA, professor universitário

FERNANDO REGATEIRO, presidente do conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra

Como é interessante o novo século. E há 11 anos ainda não existia!

Realmente, um cadáver não fala nem atrapalha.

PROCEDERIA à simplificação do sistema fiscal. Esta medida seria aplicada através da progressividade já referida e estudando a possibilidade de acabar com muitos outros impostos diretos. CUMPRIDAS estas condições, teríamos, então, um país melhor. A tarefa, porém, não se esgota na reforma fiscal, existindo muito para fazer noutros setores do nosso país.

Santos Cardoso, ex-administrador hospitalar

FONTES: FACEBOOK, AS BEIRAS, DIÁRIO DE COIMBRA E LUSA. SELEÇÃO DE FRASES E COMENTÁRIOS: REDAÇÃO C

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RTP custa ao Estado mais de um milhão de euros por dia

elevador do mercado

figura da semana

Gonçalo Quadros

A Critical Software vai trabalhar diretamente para a brasileira Embraer

A CRITICAL SOFTWARE continua a reforçar a sua imagem a nível internacional. A empresa conimbricense, que já trabalha para a NASA, a Agência Espacial Europeia e as agências espaciais chinesa e japonesa, vai participar agora na criação dos sistemas de software do novo avião brasileiro KC390, de transporte tático militar e civil.

MARCELO NUNO está a comunicar bem com os consumidores da Águas de Coimbra. As iniciativas do Dia Mundial da Água foram "frescas".

FUNDADA EM 1998, a Critical abriu, em outubro de 1999, o primeiro escritório fora de Portugal, em San José, Silicon Valley. Em dezembro do mesmo ano celebrou, em conjunto com o Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o primeiro contrato com a NASA. EUCLIDES DÂ M A SO está O CEO DA EMPRESA, Gonçalo Quadros, con-

seguiu, nos últimos 13 anos, impor a Critical em mercados maduros e exigentes. Este é mais um exemplo.

apostado, como procurador-geral distrital, em tornar a justiça mais rápida.A expetativa é enome.

debate

É preciso apostar mais na educação. A Câmara tem que pegar com força nesses dossiês e ter uma intervenção forte, para que Coimbra ganhe condições para formar um território educativo de excelência.

empenhada na dinamização do Museu da Pedra, em Cantanhede. As celebrações do 10.º aniversário prometem.

a subir

Sim. Coimbra tem um conjunto muito grande de estabelecimentos de ensino, especializados em diferentes áreas. Só tem a necessidade de constituir algo mais consistente nas artes plásticas e no teatro.

MARIA CARLOS continua

X ANANA GUSM ÃO não honrou o título de "doutor" de Coimbra. O abandono da reunião com estudantes timorenses feriu a democracia.

MANUEL ROCHA Diretor do Conservatório de Música de Coimbra

a descer

Coimbra tem condições para "ter um território educativo de excelência", como pretende o presidente da Câmara?

CARLOS CLEMENTE Presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu

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ao microscópio

Dorme com restos mortais da mulher EM 2004, um ano depois da sua mulher ter morrido, o vietnamita Le Van foi ao cemitério e desenterrou os restos mortais da defunta. Desde então que dorme com eles guardados dentro de uma boneca de tamanho real. Muitas das noites, Le, de

acredite se quiser

uma boneca de barro, de tamanho real – com roupa incluída – e introduzir lá os restos da falecida esposa. As autoridades já disseram a Le para enterrar os restos mortais, mas o homem recusa-se.

os cinco mil anos de joalharia na Índia, o automóvel vai ser usado para a promoção multinacional da marca e não estará à venda. A versão standard do carro custa cerca de 15 mil euros. A "Gold" vale mais de três milhões!

Alarme deteta ressuscitados na morgue NA TURQUIA, uma morgue foi

57 anos, é também acompanhado pelos seus sete filhos. Antes de "levar" a mulher para casa, o homem dormia na campa com o cadáver, mas os filhos convenceram-no a não pernoitar nessas condições. Decidiu então fazer

Carro dourado custa três milhões

equipada com um alarme para detetar casos de cadáveres que ressuscitem. Os sensores detetam "movimentos, mesmo os mais fracos, e acionam alarmes", disse o diretor do cemitério. "Tomámos as nossas medidas, caso uma pessoa, declarada morta pelos médicos, acorde", acrescentou.

O TATA NANO é um carro pe-

quenino, semelha nte a u m Smart. A versão especial deste modelo, chamada "Gold", é tudo menos vulgar. O veículo vem coberto com 80 quilogramas de ouro de 22 quilates, 15 quilogramas de prata e várias pedras preciosas. Criado para homenagear

Violada por homem invisível NA MALÁSIA, um homem foi

até à esquadra mais próxima, preocupado e perturbado, apresentar queixa por uma alegada violação de que a sua mulher terá sido vítima. O curioso é que o violador era… invisível. O jovem, de 20 anos, contou às

autoridades que a sua esposa teria tirado as roupas, tocado o corpo e gemido enquanto dormia. Assim, chegou à conclusão (depois de visitar um médium, que lhe disse que alguém teria usado magia negra para roubar a alma da esposa e violá-la) que a mulher foi abusada por um homem invisível. O marido não teve dúvidas: "vamos denunciar o sacana". As autoridades é que não puderam fazer nada, uma vez que tinham dificuldades em "ver" o suspeito.

De Gea apanhado a roubar um donut EM MANCHESTER, um jovem

foi apanhado a "roubar" um donut numa loja. A notícia não teria nada de incrível se o jovem não se chamasse De Gea e não fosse o guarda-redes do Manchester United, que ganha cerca de 350 mil euros por mês. O jogador já explicou que comeu o bolo e não o pagou por distração. É mais uma prova que a adaptação do espanhol a Inglaterra não está a correr da melhor forma. Dentro do campo, o guardião também não tem convencido os adeptos com as suas exibições.

Peitos de Holly Madison valem um milhão de dólares A MODELO e atriz Holly Madison fez um seguro para os seus peitos no valor de um milhão de dólares. "Os meus peitos são a minha principal fonte de rendimento", justificou a ex-namorada de Hugh Hefner.

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lente de contacto NOVO MOUZINHO DA SILVEIRA? Escreveu "Crónicas de um Autarca", quando era presidente de câmara, há quem anteveja um novo livro, "Crónicas de um Governante", quando deixar o Executivo. O jovem político está de tal forma empenhado na reforma administrativa do país e tem ideias tão precisas sobre o que vai fazer, que não teme boicotes, nem na sua área política, nem na oposição. Um antigo e muito conhecido ministro maçon do PS, surpreendido com tamanha determinação, lançou-lhe há dias um gigantesco desafio - tornar-se um novo Mouzinho da Silveira, que também se licenciou na Universidade de Coimbra e, no século XVIII, revolucionou o nosso mapa autárquico, acabando com os forais e dando-lhe a formatação que ainda hoje vigora. Vale?

praça de

táxis

ROSA E XANANA Surpreendeu a presença da nossa "olímpica" Rosa Mota na cerimónia de doutoramento "honoris causa" de Xanana Gusmão pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Houve quem desse uma explicação: veio para correr com ele...

Os cidadãos devem continuar a lutar contra a coincineração em Souselas?

VALE TUDO?

ARMANDO LOURENÇO

No passado domingo, no Estádio Cidade de Coimbra, lutou-se pela liderança. E a luta esteve ao rubro. Dentro e fora das quatro linhas. Se, no relvado, o árbitro não permitiu grandes excessos, nas bancadas valeu tudo. Até encher a bancada com o nome do concorrente com produto adversário. Haja papel…

O Jorge serviu até tarde... Ocuparam uma mesa e saborearam o jantar tardio. De um lado, Vítor Batista e o vigoroso Ferreira da Silva; do outro, Maló de Abreu e Luís Providência. O adjunto deste chegou mais tarde com indumentária veraneante, preparado para o calor. Mas o encontro dos cinco não chegou a aquecer... De repente, eis que chega mais um conviva para a mesa do canto: Pina Prata dá um toque independente à refeição. À distância, o repórter da lente de contacto não consegue escutar o que dizem. Foi basquete ou pavilhão? De política se falou certamente, mas a presidência (à CMC) não se cozinha assim...

AS VOLTAS DA NOITE A rentrée conimbricense trouxe muitas novidades à vida noturna da cidade. Há espaço para todos. Para aqueles que prometem magia, para os VIP, para os que gostam de ritmos mais quentes… E até para aqueles que foram ficando pequenos no mundo da noite descerem a avenida e mudaram-se para a concorrência. Parece que os (antigos) patrões agradeceram. Outros, em vez de descer, sobem na vida. Da porta, passam para a casa mais famosa do país. Há que aproveitar as novas saídas profissionais!

Esta questão nem devia ter sido colocada. Tudo o que for tóxico é, obviamente, prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente. A coincineração devia fazer-se em sítios desérticos, mas o interesse económico sobrepõe-se.

AURÉLIO TEIXEIRA

Penso que as manifestações contra a coincineração continuam a fazer sentido, mas deviam ser mais divulgadas. Sou ambientalista e acredito que a queima de resíduos tóxicos em Souselas é prejudicial para Coimbra, porque o vento traz aquilo tudo.

espelho meu

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ao microscópio

vidas

JOSÉ MANUEL DOS SANTOS

Há quatro décadas a dar graxa a Coimbra "ZÉ GRAXA" FAZ PARTE DA PAISAGEM DA PRAÇA DA REPÚBLICA. DESDE OS 12 ANOS QUE PÕE A BRILHAR TODOS OS SAPATOS QUE LHE PASSAM PELAS MÃOS VASCO GARCIA

NASCEU EM SANTA CLARA,

mas cedo teve de atravessar o Rio Mondego e subir até à Praça da República, à procura de uma ocupação que lhe garantisse algum dinheiro no final de cada mês. Começou como sapateiro, tinha uns "12 ou 13 anos". Não era a sua profissão de sonho. Mas as dificuldades financeiras e os problemas de saúde não lhe permitiram continuar com os estudos e teve de se fazer à vida. Pouco tempo depois, o patrão da sapataria onde trabalhava decidiu trespassar a loja e José Manuel dos Santos ficou por sua conta. Instalou-se então na Praça da República e dedicou-se a engraxar sapatos. É lá que está há cerca de 40 anos. "Foi algo a que me adaptei bem", conta José Manuel dos Santos – ou "Zé Graxa", como é mais conhecido na cidade que o viu nascer. Atualmente, com 58 anos, não se queixa de falta de trabalho:

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"tenho muitos clientes. A crise não tem ajudado, mas desde que chegue para o tacho já não é mau". LONGE VÃO os dias em que figuras marcantes da vida da cidade e do país, como o falecido eurodeputado socialista Fausto Correia – "estava sempre na brincadeira comigo", recorda, saudoso – passavam pela sua cadeira. Hoje, a rapaziada usa mais sa-

patilhas e quase dispensa os serviços de "Zé Graxa". Mas nem sempre. Os filhos de antigos clientes e os jovens, em dias de cerimónias importantes, também gostam de ter o calçado impecável. "Há dias, veio cá um estudante, de capa e batina, e, no final, quando olhou para os sapatos ficou espantado. Já não eram limpos desde a Queima das Fitas, disse-me", lembra, com um sorriso nos lábios, o homem.

Se não apareço algum dia na Praça, as pessoas ficam preocupadas e perguntam por mim

ZÉ GRAXA é parte integrante

da vida da Praça da República. Nos minutos em que a esteve com ele, deu para perceber que toda a gente o conhece e cumprimenta. Desde os agentes da PSP aos motoristas dos SMTUC. "Se eu não apareço algum dia, as pessoas ficam preocupadas e perguntam por mim", diz. Mas são raros os dias em que isso acontece: "mesmo no inverno, naqueles dias de chuva e frio, venho. Penso: o que é que fico a fazer em casa? E vou. Pode ser que dê. Ao menos converso...". A maior parte das conversas são com o vizinho do quiosque mesmo ao lado, a quem chama carinhosamente de "padrinho". S E TO DA A G E NTE con he-

ce "Zé Graxa", o engraxador também conhece bem os seus clientes. "Às vezes, basta olhar para os sapatos para saber de quem são", garante. Chegou a tentar fazer uma lista de clientes, mas teve de desistir porque

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FOTOS PEDRO RAMOS

"quando chegava ao fim já tinha perdido a conta". José Manuel dos Santos é casado mas não tem filhos nem ninguém que lhe siga as pisadas neste mundo de puxar o lustro ao calçado. "Brinco com os meus amigos e digo-lhes que, quando eu morrer, vêm eles para aqui. Mas é só na brincadeira", revela. Os mesmos amigos que, de vez em quando, lhe pregam umas boas partidas: "Uma vez selaram-me a cabina, com fita e com um papel do tribunal e tudo. Quando cá cheguei, fiquei todo atrapalhado. Pensei que me tinham fechado o negócio". Mas não fecharam. E "Zé Graxa" lá continua, dia após dia, a deixar a brilhar todos os sapatos que lhe passam pelas mãos, a troco de um simpático par de euros. "Deus queira que esteja aqui por muitos mais anos", termina.

Profissão de futuro reportou há duas edições, a crise económica está a fazer ressurgir profissões antigas. A falta de dinheiro na carteira leva a que, em vez de comprarem artigos novos, as pessoas optem por reparar ou cuidar aqueles que têm. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa considera que profissões como a de engraxador têm futuro e pretende requalificar estas atividades, dando um meio de vida e integração social aos mais carenciados. TAL COMO A

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opinião

ao microscópio

Coimbra e o investimento PAULO LEITÃO

DURANTE os últimos seis anos Coimbra viveu um período sombrio, no que concerne ao investimento estatal. A única exceção prende-se com o novo hospital pediátrico e a variante ao IC2. ESTE DESERTO de investimento não tem nenhuma explicação financeira ou causas sobrenaturais, devendo-se sim a uma estratégia concertada, planeada e executada, por figuras cimeiras do anterior governo, aproveitando-se das querelas e fragilidades de um PS Coimbra fraco e moribundo.

POIS É este cenário de um reles filme cómico, que em tudo tem a ver com tão triste realidade, em que as poucas obras iniciadas pelo anterior governo estão em risco de uma morte anunciada às portas da cidade de Coimbra. Refiro-me ao Metro Mondego e ao IC3. Até parece que alguém profetizou ser este um território proibido a qualquer tipo de investimento. JÁ PARA não mencionar a estacionada, nova estação de caminhos-de-ferro e a sempre adiada e indubitavelmente necessária autoestrada Coimbra Viseu.

DESERTO DE INVESTIMENTO DEVE-SE A UMA ESTRATÉGIA CONCERTADA PELO ANTERIOR GOVERNO

ESTES ALTOS dirigentes, da outrora força reinante, zelaram pelos interesses dos seus feudos, despreocupando-se com as consequências devastadoras para o remanescente do reino. Foram assim beneficiados os condados de Aveiro e Castelo Branco, como se de capitais do reino se tratassem, relegando para segundo plano, como se a outro reino pertencessem, os restantes feudos da tão nobre região Centro. PERDOERM-ME os leitores pelas palavras empregues, mas os tiques destes senhores nada têm a ver com princípios republicanos e democráticos, mas sim de quem retalhou o país a seu belo prazer, como da sua propriedade se tratasse.

MAS como atrás referi, encontramo-nos numa era de vacas anémicas, o que não nos permitirá pensar no que deveria ser, mas sim no possível. Então se a nova estação e a autoestrada podem esperar, já a não execução do projeto Metro Mondego e do último troço do IC3, significa para além do prejuízo irreparável à mobilidade das populações, o desbaratar dos dinheiros públicos.

A OBRA do metro poderá ser concluída exclusivamente com o recurso a fundos comunitários, não onerando o Orçamento de Estado, aproveitando-se os cerca de 140 milhões de euros já gastos, como comparticipação nacional. JÁ A não conclusão do IC3 implicará certamente um desequilíbrio da concessão, retirando assim o troço gerador de mais receita, originando maiores encargos futuros ao não serem realizados. Seria tão absurdo como acabar a A1 em Alverca ou em Santa Maria da Feira. SEI que o novo governo não nos desiludirá. Apesar da necessidade que urge em controlar as contas públicas, terá a sapiência de perceber que existem investimentos que implicam mais custos por não serem feitos.

DERRUBADA a oligarquia reinante, assistimos, incrédulos, ao saque empreendido ao tesouro real, impossibilitando qualquer hipótese de novos investimentos.

| Paulo Leitão é vereador da Câmara Municipal de Coimbra e assina regularmente este espaço de opinião |

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6 OUTUBRO 2011


o que é feito de si?

JOSÉ VÍTOR COMEÇOU NA ACADÉMICA E ENVERGOU, DEPOIS, A CAMISOLA DO UNIÃO DE COIMBRA. COMO TREINADOR PASSOU POR VÁRIOS EMBLEMAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS. FOI ADJUNTO DO AMIGO VÍTOR MANUEL

MN

Andrade, o técnico do União na altura, decidiu profissionalizar o plantel fui dispensado. Vesti, depois, a camisola do Nazarenos, treinado por Calicchio, que mais tarde treinou o União. Regressei a Coimbra já com o União na 2.ª Divisão e estivemos para subir à 1.ª Divisão, mas no último minuto do jogo com o Varzim, eles fizeram um golo e foram à liguilha. Fiquei até 1975, depois joguei uma época na Naval e cheguei ao Luso já na condição de jogador/treinador. O Mealhada foi a etapa seguinte e a subida de divisão contribuiu para o regresso ao Luso duas épocas depois.

mini currículo 69/70 Subida à 2.ª Divisão do U. Coimbra 71/72 Subida à 1.ª Divisão do U. Coimbra 75 e 77 Nascimento dos filhos 87/88  Inicia o percurso na primeira Liga como adjunto de Vítor Manuel 2000 Subida do U. Coimbra à 2.ª Divisão 2001 Recupera do enfarte 2006 e 2010 Nascimento dos netos

Quando é que iniciou a carreira como jogador? No Torneio Cândido de Oliveira, que era promovido pelo ex-treinador da Académica Óscar Montez. Fui júnior da Académica durante dois anos. Como era um brilhante aluno estive para ir para a Força Aérea como voluntário, o que não chegou a acontecer. Fui jogar para o Eirense e como treinava na Arregaça, os dirigentes do União de Coimbra acabaram por convidar-me. Comecei a jogar no clube na segunda época de sénior e fiquei até à subida à 1.ª Divisão, em 1971/1972. Nessa altura já trabalhava para uma marca de tintas e como Francisco

Quando é que recebeu o convite de Vítor Manuel? Na época 87/88 estava a treinar o Guieense e o Vítor convidou-me para trabalhar com ele. Fomos para o Sporting de Braga. Penafiel, Braga, de novo, Académica, Leiria, Belenenses, Sourense, União de Coimbra e a passagem pela Madeira completam o meu percurso como treinador. Porque é que decidiu parar? Quando atingi os 60 anos montei um berçário em casa e, com a minha esposa, decidi apoiar o crescimento dos meus dois netos. É um enorme prazer. Tem mais memórias positivas ou negativas? A maioria são positivas. A subida do União de Coimbra antecedeu o enfarte que tive e que originou uma intervenção cirúrgica. Já lá vão 10 anos. Só tenho a agradecer às pessoas que resolveram o problema. Não tenho grandes razões de queixa do futebol e dos 11 anos com o Vítor só tenho boas recordações. Ainda que de forma indireta continua ligado ao futebol... É verdade. Vou ver muitos jogos, converso com os amigos e dou uma ajuda à Lacatoni, a marca de material desportivo que patrocina a Académica. São amigos de longa data e não existe nenhum compromisso.

O futebol mudou muito? As novas tecnologias são um sinal do que mudou, por vezes sem respeito pelas pessoas. Há os iPad e os papelinhos, tudo treta! Não percebo, por exemplo, porque é que o Vítor Manuel não tem lugar nos clubes portugueses. Treina no estrangeiro e tem condições para trabalhar em Portugal. No passado, os dirigentes entregavam todas as decisões ao treinador, mas hoje já não é assim. Os treinadores são mais económicos e pelo que ouço dizer fazem contratos quase ao dia. Agora, há um ponto comum: quando se ganha está tudo bem, quando se perde está tudo mal. A chicotada psicológica é um recurso eficaz? Não tive muitas e nunca fui despedido pelo telefone ou por um recado enviado por terceiras pessoas. Há coisas que não aceito como "tem

Os treinadores desta vaga são mais económicos para os clubes e fazem contratos quase ao dia

de pôr esta equipa" ou "tem de pôr este jogador". O Vítor pensa da mesma maneira e nunca cumprimos as exigências nesta área. O que é que sente perante a realidade do União de Coimbra? Uma enorme mágoa. Sou um coimbrinha de gema. Gosto da Académica, do Sport, do Olivais. Há muita gente com responsabilidades na situação do União de Coimbra. O clube não sobrevive se sair da Arregaça, onde deveria ter sido montado um sintético há muitos anos. A equipa sénior foi para o Estádio Sérgio Conceição e está como está. Há muitos sintéticos na cidade, pelo que alguém anda a brincar com o União. As raízes estão na Arregaça. O clube podia ser o satélite da Académica. Sempre defendi esta possibilidade. Era bom para todos. | MN

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sociedade

entrevista

PAULO JÚLIO

“ Sem reforma

será o colapso O SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL E DA REFORMA ADMINISTRATIVA, PAULO JÚLIO, QUER EVITAR O COLAPSO DAS AUTARQUIAS. A REFORMA É INEVITÁVEL E SERÁ REALIZADA. DOA A QUEM DOER TEXTO MÁRIO NICOLAU

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está atento às reações ao Livro Verde da Reforma Administrativa e convida à participação dos eleitos locais e das populações. Possíveis "paus na roda" ou "areia na engrenagem" são contas de um rosário que não teme. Desta vez, garante, o país não ficará unicamente pelo diálogo. A reforma administrativa é mesmo para cumprir. Que leitura faz das reações ao Livro Verde da Reforma Administrativa? De um modo normal. Mas há vários tipos de reações: das pessoas, enquanto cidadãos, a reação de alguns eleitos locais. No primeiro caso, as pessoas acham normal que se faça uma reforma desta tipologia, que não é reduzir freguesias, já que assen-

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ta em quatro eixos de atuação, pelo que é muito mais densa e estrutural do que uma mera redução de freguesias. Agora, no ponto que é mais mediatizado e que diz respeito ao território, existem, repito, vários tipos de reação e algumas são de elogios ao modo como o Governo está a abordar a administração local em termos de reforma.

cronogramas. E aqui reforço uma ideia: temos um tempo para fazer esta reforma, não temos todo o tempo do mundo. Agora, aguardamos contributos construtivos, mas recomendo que se faça uma análise tendo em conta o que terá de ser o poder local daqui a 20 anos sem esta reforma e com esta reforma. Este é o grande desafio.

Então, mais uma vez, o problema é a forma como se comunicam as decisões? Fomos muito transparentes e fizemos um documento - o Livro Verde da Reforma Administrativa - que é público e que tem a coragem suficiente para colocar várias matrizes de critério e de suporte aos diversos eixos, definindo metodologias, objetivos,

Os anunciados cortes são extensíveis aos municípios? O memorando de entendimento é claro: Portugal deve reduzir substancialmente o número de autarquias e deve apresentar, até final de 2012, um plano sobre esse tema que deverá estar vigente em outubro de 2013 nas próximas eleições autárquicas. Reforço esta ideia: a reforma não é só orga-

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FOTOS PEDRO RAMOS

nização do território; tem implicações no setor empresarial local, na organização do território, vai, de um forma muito profunda, ao cerne do problema: o problema não é o número de municípios. Portugal, quando comparado com todos os países da Europa, está muito abaixo da média europeia. Então qual é o problema? O modelo de gestão. É isso que abordamos no Livro Verde, além da democracia local e a nova lei eleitoral autárquica. Por isso, reduzir a reforma à discussão do número de freguesias é algo que o Governo não quer porque não é disso somente que se trata. Mas há mais freguesias que municípios?

Temos de perceber a diferença entre as funções de cada um. Agora, não percebo como é que eleitos locais confundem municípios com freguesias. Servem para gerir território e esse território tem pessoas. A freguesia serve as pessoas num regime de proximidade, mas não substitui o município, que tem competências, estruturas, orçamentos e deverá, o que por vezes não faz, assumir o papel que lhe cabe no desenvolvimento das comunidades ao nível social e económico, por exemplo. Porém, há queixas de que não fazem mais porque estão asfixiadas pelo Estado? O que esta reforma pretende fazer é de-

finir um quadro de competências para as novas freguesias, uma vez que, hoje, esse quadro de competências está refém da vontade política do respetivo presidente de câmara, o que está errado. Na lógica de políticas de proximidade deve ser definido um quadro mínimo de competências para as freguesias e dar-lhes o respetivo orçamento. Os municípios têm um outro quadro de competências e os seus respetivos orçamentos. Mais: as comunidades intermunicipais têm de ter um outro quadro de competências para tratar seja de setores estratégicos, seja de setores comuns a todos os municípios porque através disso é possível libertar muito dinheiro para o que é necessário fazer. Temos de ser inteligentes a reformar. Se nada fizermos, devido ao

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sociedade

caminho de insustentabilidade financeira que estamos a percorrer, o poder local irá servir pior as pessoas. O encerramento de equipamentos culturais e desportivos por falta de recursos para a sua manutenção vai ocorrer em muitos mais locais. O Governo não se quer imiscuir no poder local, mas tem a missão de governar e de perceber qual é o nível central e qual é o nível local. Tem o desejo de transferir competências do nível central para o nível local, nomeadamente ao nível intermunicipal, de modo a que as políticas possam ser aplicadas de um forma mais eficiente. Mas para que isto se faça é necesssário um poder local sustentável, robusto, coeso e saudável. Quase todos os eleitos locais sentem que o poder local tal como está precisa de ser reformulado. É isto que apresentamos com muita coragem.

Não estamos a falar de capelinhas

Que leitura faz da reação do presidente da ANMP, Fernando Ruas, após a apresentação da reforma? Quando reagiu pela primeir a vez, não conhecia bem o documento. É evidente, e sublinho, que a libertação de recursos, uma vez implementadas cada uma das ações relativas aos quatro eixos, é enorme. Por onde é que se começa? Os municípios têm de reduzir as dívidas a fornecedores. É um dos pontos que mais preocupa a troika. Têm de gastar menos... Em que áreas? Têm de fazer diferente. A mudança terá de ser feita por necessidade ou por vocação. Gosto muito mais das mudanças por vocação. Os equipamentos desportivos ou os equipamentos escolares podem ser geridos ao nível intermunicipal. Ao cidadão pouco importa se são geridos só com o orçamento da câmara local ou com um orçamento intermunicipal em que a câmara local também contribui. A escala dá poupança. Dou outro exemplo: é necessário que cada uma das autarquias tenha um de-

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entrevista

A mentalidade dos autarcas portugueses tem tendência para mudar? O que está feito, está feito. É importante que não percorramos o mesmo caminho do erro. O eixo 3 da reforma, que fala da gestão municipal e intermunicipal, e financiamento, vai definir um quadro de competências - não ao nível do associativismo - e legislar sobre as competências que deverão estar ao nível da área intermunicipal e da área metropolitana. Começa este mês um estudo piloto em duas comunidades intermunicipais que é coordenado pela Direção Geral das Autarquias Locais.

pois as populações, quando questionadas, dizem "sim" à reforma na administração local também no que diz respeito ao território. Sei que podem ser manipuladas, mas o Governo apela à participação de quem sabe mais sobre os problemas, ainda que esta reforma não seja para os atuais eleitos locais, é para os próximos 30 anos.

Receia "os paus na roda"? Não ficaremos, como é habitual no nosso país, pelo debate. Espero que alguns eleitos locais não fiquem a falar sozinhos,

Haverá vantagens para quem aderir rapidamente ao plano? Trataremos todos por igual. Temos consciência que uma reforma desta dimensão terá sempre problemas. Sabemos porque nunca foi feita. É necessário que as pessoas participem no debate sem pensar no lugar de hoje ou nas eleições autárquicas de 2013. Devem pensar em 2020. Vamos pensar, por uma vez, 10 anos à frente.

partamento formado por vários engenheiros para analisar uma obra particular e muitas vezes demore um ano ou dois a processar um licenciamento? Os cidadãos só têm a perder com isso. Não estamos a falar de capelinhas, estamos a falar do serviço público e de uma revolução no modelo de gestão autárquica. Menos cargos? Poderemos concluir que é necessário um conjunto de políticos a tempo inteiro no nível intermunicipal, mas não são políticos a mais, já que mudarão de nível. A redução representa eficácia e, ao mesmo tempo, poupança. A ANMP está de acordo com a redução de eleitos locais. No futuro, vejos os municípios com orçamentos participativos, a fazer um esforço de informação na medida certa, transparentes e a apostar nas boas práticas.

Com ou sem unanimidade? Temos deixado de fazer o que é necessário devido à preocupação com o unanimismo. O Governo irá ouvir toda a gente, mas a reforma é para concretizar.

O modelo de autarca irá mudar? Claramente. Não fará tanta obra, até porque não terá tantos recursos. O bom autarca será aquele que conseguir atrair investimento privado para o seu concelho e que trabalhar em rede com os atores locais. Será aquele que definir uma visão estratégica da comunidade, tendo como referência a universidade e os politécnicos. O bom autarca da próxima década terá de diminuir o emprego porque não terá recursos para aguentar os atuais níveis de emprego público. Acima de tudo, o bom autarca será aquele que for capaz de promover o desenvolvimento económico e social. Estou convencido que o país poderá ser outro dentro de cinco anos.

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O que está feito, está feito. É importante que não percorramos o mesmo caminho do erro


E se a reforma terminar com o concelho de Penela? Quem tem um cargo de Estado tem de pensar em todo o território nacional, retirando a emoção no lançamento de critérios para uma determinada decisão. No meu papel anterior tentei sempre ter um critério transversal. É esta a minha filosofia de vida. Que balanço faz de 100 dias no Governo? Não foram 100 dias fáceis. Este Governo não está disponível para passar entre os pingos da chuva. Neste Governo está gente que quer trabalhar. Poderá ficar na história como o novo Mouzinho da Silveira? O senhor primeiro-ministro sabe e o senhor ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares também sabe que em termos daquilo que é o meu perfil, não aceitei este cargo para fazer mais do mesmo ou gestão corrente. Para fazer é necessário coragem, ouvir os outros e ultrapassar bloqueios. É para isso que aqui estou.

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As populações podem ser manipuladas, mas quando questionadas dizem "sim" a uma reforma também ao nível do território

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opinião

MIRA LAGOA SOBRAL

Sinais dos tempos QUE HOJE (quinta-feira, 6 de outubro) à hora de almoço a autoestima dos Portugueses se sinta aumentada. Há anos que um novo Nobel é devido à Literatura Portuguesa. Adiado mais uma vez? À espera de quê? Preterido em nome de modismos circunstanciais que apontam mais para jogos de interesses internacionais do que para a real valia? Oxalá não. Portugal merece. Portugal tem. Todos sabem. Que o internacional seja claro e justo! A PRÓXIMA semana, número 41 do ano corrente e primeira completa do ano 102 da República, inicia-se com uma nova prova de democracia, cujo significado político é cansativo realçar. DOMINGO decorrem mais umas eleições na Região Autónoma da Madeira. Curioso vai ser como votam os Portugueses que se encontram nos respetivos e competentes cadernos eleitorais. A abstenção tende a engordar. Porque o erro conhecido, e nunca corrigido, dos cadernos eleitorais garante à partida o funcionamento do circo opinativo pós eleitoral. Encerradas as urnas co-

É A HORA DA CORAGEM, DA VERDADE, DA ATUALIZAÇÃO meçará a procissão de opinadores. Cada opinador cada sentença. Que, logo depois, se agrupam em conhecidos lotes de pensadores e de interesses, sejam eles quais forem: partidários, económicos, financeiros, sociais, culturais. Durante quanto tempo se irão escutar os ecos do que podia e devia ser mais "uma festa da democracia" e mais não passa de um ritual cada vez mais desconexo da realidade. Quanto custa o "bailinho"? Quem o vai pagar? Durante quanto tempo? É no que dá o "la-la-la-la" trauteado à exaustão, em substituição da real letra esquecida. Todos dançam. Mas qual o ritmo? Andante? Claro que sim! "Allegro" ? Claro que não! O que aconteceu não devia ter acontecido, disse Isaltino Morais a respeito de si próprio. Será que os Portugueses que podem votar no domingo 9 de outubro, pensam, dirão o mesmo e vão mudar de andamento? Ou não olharão para a estatística (outra forma de fixar, contar e ler a história, agora através dos números que apesar de potentes como são, são susceptíveis de ocultação e de se verem forçados a dançar

o "bailinho mandado" a mando do mandador)? Ou acreditarão em milagres? A 22 ANOS de completar dois séculos, a divisão administrativa do país é hoje uma manta de retalhos, desajustada, cara, obstaculizadora, e bloqueadora. Só Presidentes (de câmara, de assembleia municipal, de junta de freguesia, de assembleia de freguesia) são cerca de 9.000. Claro que com a idade, os corpos vivos veem as células inúteis proliferarem. Outras divisões do País (a Católica) há muito que se vem ajustando (por falta de profissionais - também conhecida por falta de vocações -) e há titulares que acumulam mais que uma paróquia, alguns muitas. O modelo do poder político civil partirá com atraso para a modernização e extirpação das células mortas. QUE O CAPOEIRO AUTÁRQUICO vai ser palco de uma luta de galos, lá isso é verdade. Os poleiros estão podres. Muitos já nem existem de facto. Há cada vez mais poleiros fictícios vistos como poleiros reais. Se com exceção, grosso modo, das Áreas Metropolitanas, se vê reforçar-se a desertificação do país (quantas Câmaras dão prémio por cada nascimento? E quanto gastam?), se encerram escolas, porquê persistir em Juntas de nada? E nas áreas Urbanas? Continua tudo micro? Sedas Nunes, há mais de meio século escrevia que Portugal seria sempre um país da cauda por causa do minifúndio. Todos concordam. Mas porquê acabar com o minifúndio? Para proteger uma espécie em vias de redução: a dos "importantes eleitos" para nada poderem fazer, porque nada podem fazer? Estaremos para sempre condenados ao mini? O mini material é o espelho do mini mental. Cresçamos! É A HORA DA CORAGEM, da verdade, da atualização. Chore quem tiver que chorar. Sempre é preferível ouvir o clamor da dor do sacrifício auto extinguível, a todos termos de continuar a pagar o daninho do nada, que nada tem, nada faz e a nada leva. CONSCIENTEMENTE optarmos por manter este martírio coletivo é uma forma de flagelo cívico garante da perpetuidade crescente do sofrimento laico. Saibamos escolher o melhor. E saibamos ter cera nos ouvidos para resistir aos cantos de desgraça de sereias "não amigas do ambiente", mas que, harmoniosa e matreiramente, melodiam melosamente para melhor anestesiar. Saibamos ser egoístas inteligentes. Saibamos ser inteligentemente egoístas. A bem de todos. Inclusivé de quem não está de acordo.

| Mira Lagoa Sobral assina todas as semanas este espaço de opinião |

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sociedade

ambiente

BRUNO VICENTE

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS extremas,

que se têm feito sentir nos últimos anos, estão a confundir os portugueses e a deixar a própria comunidade científica inquieta. Os dados estatísticos são claros. O ano passado foi dos mais quentes da história, registou um número elevado – anormal – de noites tropicais (temperatura mínima do ar superior a 20 graus) e, simultaneamente, foi o mais chuvoso da última década. Em 2010 surgiram outros fenómenos climáticos considerados "extremos", como o tornado de Torres Novas, Tomar e Sertã, ou como a queda de neve no Centro e Norte do país fora da estação típica. Este ano, o clima também está do avesso. Portugal teve a segunda primavera mais quente desde 1931. Em abril e maio a temperatura média do ar registou uma grande anomalia em relação ao período compreendido entre 1971 e 2000, registando-se aproximadamente mais cinco graus do que seria considerado normal. Já os meses de verão traíram os portugueses, estragando muitas férias: as temperaturas máximas deixaram a desejar. O calor voltou a atacar – novamente de forma anormal – no início de outubro, com os primeiros dias deste mês a registarem temperaturas máximas superiores a 30 graus em praticamente todo o território nacional. O facto está a levar dezenas de instituições de todo o país a alterar os horários de funcionamento. É o caso do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que anunciou que vai manter o "horário de verão" (das 10H00 às 19H00) até 16 de outubro. É que o calor continua a levar muitos visitantes ao espaço arqueológico de Coimbra. PREVISÕES VALEM MILHÕES. Coimbra tem uma empresa de consultadoria em meteorologia que, nos últimos meses, tem tido grande procura. Os clientes pretendem previsões meteorológicas focalizadas num local específico e num período de tempo bem definido. A precisão dos resultados pode ajudar a poupar milhares ou mesmo milhões de euros. "O clima mexe muito com a vida das pessoas e, quando falamos de férias, estamos a pensar em algo secundário. Alterações climáticas extremas afetam sobretudo as pessoas que vivem da agricultura e da construção civil", explicou à o especialista José Eduardo Baptista, um dos responsáveis da IberMeteo.

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PRAIA EM ABRIL E EM OUTUBRO. Gosta de "ir a banhos" no verão? Este ano podia ter escolhido a prima

Portugueses desnorteados com mudanças climáticas ALTERAÇÕES EXTREMAS ESTÃO A AFETAR A VIDA PROFISSIONAL E LÚDICA DE MILHÕES DE PESSOAS. DE COIMBRA PARECE SURGIR UMA AJUDA No caso da agricultura, a empresa desenvolve previsões de variáveis meteorológicas, "como o número de horas de folha molhada e acumulados de temperatura previstos que, associados a parâmetros como a precipitação, humidade relativa ou temperatura per-

A agricultura e o setor da construção civil são os mais prejudicados pelas mudanças do clima, que têm estragado, ainda, as férias dos portugueses

mitirá ao cliente poupar bastante dinheiro no tratamento de pragas e doenças". O agricultor pode aplicar tratamentos preventivos (mais baratos), em vez de tratamentos curativos, mais dispendiosos. No setor da construção civil e obras públicas, a informação é essencial, por exemplo, na aplicação de betuminoso (previsão detalhada de precipitação e acompanhamento meteorológico), construção de pontes e viadutos de grande dimensão (previsão detalhada de vento), construção e reforço de potência de barragens (previsão detalhada de precipitação, informação sobre variações do caudal dos rios e acompanhamento meteorológico). Por tudo isto, a empresa de Coimbra consegue ser pioneira em Portugal.

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hido a primavera ou o início do outono. Seria quase igual

Um país, 63 graus de diferença O INSTITUTO de Meteorologia apre-

senta, através da internet, os "extremos climatológicos" detetados no país. Os números revelam que Portugal já sofreu, num passado recente, alterações de temperatura na ordem dos 63 graus.

SECAS E ONDAS DE CALOR. Os cientistas têm dificuldade em avançar com dados concretos sobre as condições meteorológicas a médio prazo, porque, no fundo, estão a lidar com uma realidade que está em constante mutação. Mas o meteorologista Manuel Costa Alves aceitou o desafio da e traçou um perfil do que será Portugal nos próximos anos. "O aquecimento globa l or ig ina rá , no nosso país, o aumento da frequência e intensidade das secas e ondas de calor, situações que acentuarão as condições já existentes de desertificação. O mundo rural ficará ainda mais desprotegido e a agricultura terá de repensar o seu futuro, porque algumas culturas terão os seus ciclos vegetativos alterados", começa por indicar o especialista. "A faixa litoral, por seu lado, será atingida por sobrecargas térmicas pouco frequentes até aqui e confrontar-se-á com os efeitos produzidos pela subida do nível do mar, que passará a exercer uma pressão crescente, sobretudo durante as tempestades de Inverno, nas habitações, equipamentos e infraestruturas", acrescentou. O meteorologista termina com um alerta: "Nas zonas metropolitanas – e nas peque-

Política climática?

A QUERCUS – a par de outras entidades, como alguns provedores do Ambiente de cidades portuguesas – tem defendido a criação de uma política climática nacional, de modo a que se criem meios mais eficazes para reduzir os efeitos destas mudanças abruptas do clima, encaradas como uma realidade perigosa para o ser humano. nas e médias cidades do interior sujeitas a novos extremos meteorológicos – definir-se-ão novos riscos e vulnerabilidades que se apresentarão como desconhecidos. O ritmo da mudança climática é mais rápido que o do nosso conhecimento, adaptação e resposta".

ANOMALIAS DA TEMPERATURA MÉDIA

comparativo entre 2011 e o período de 1971 a 2000 revela que as temperaturas de primavera estão a aproximar-se dos valores de verão, diminuindo as amplitudes térmicas MAIS QUENTES (AUMENTO DE 5º)

MAIS FRESCOS (DIMINUIÇÃO DE 0.5º)

Abril

Junho

• O maior valor da temperatura máxima do ar foi assinalado em Amareleja, no distrito de Beja, a 1 de agosto de 2003: nada mais nada menos que uns escaldantes 47,4 graus. • A 4 de fevereiro de 1952, Penhas da Saúde, concelho da Covilhã, registou a temperatura do ar mais baixa do país: 16 graus negativos. • Curiosamente, Penhas da Saúde detém também o maior valor de precipitação em 24 horas – 220 mm – a 14 de janeiro de 1977. • Já a maior rajada de vento detetada em Portugal – uns intensos 167 km/h – aconteceu na região do Porto/S. Pilar, a 15 de fevereiro de 1941.

Maio

Julho

Agosto

(ºC) 6.5 5.0

3.5 2.5

1.5

1.0 0.5 -0.5 -1.0 -1.5 -2.5 -3.5 -5.0 -6.5

OS MAPAS do Instituto de Meteorologia revelam que, em abril e maio, a maioria do país registou uma temperatura média do ar cinco graus superior ao que seria "normal", o que constitui uma grande anomalia em relação aos valores verificados entre 1971 e 2000. Os meses que se seguiram, de verão, traíram os portugueses: a tendência foi interrompida e a temperatura não foi tão elevada como seria esperado.

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comemorações

sociedade

TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

Há meio século a fazer a ponte entre a cidade e a universidade CONSIDERADO POR MUITOS O RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO CULTURAL DE COIMBRA, O TEATRO DA ACADEMIA CELEBRA 50 ANOS DE VIDA E ARTES MARTA VARANDAS

ESTÁVAMOS EM setembro de

1961. A Praça da República, em Coimbra, enchia-se de gente para assistir à inauguração do novo Teatro Gil Vicente, um espaço para as artes, entre a universidade e a cidade. Hoje Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), passado meio século da abertura são recordadas memórias, momentos marcantes e é renovada a importância do espaço enquanto estrutura para acolhimento das artes do espetáculo na cidade. "Nessa altura tinha sido chamado para a tropa e estava em Tancos. Como fazia parte da direção do TEUC (Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra), de um momento para o outro sou chamado ao comandante que me diz

'faça favor, vá para Coimbra, que tem aqui uma ordem de marcha para ir, durante 10 ou 15 dias'. O que tinha acontecido? A direção tinha pedido ao reitor para enviar uma carta ou pedido ao Ministério do Exército que deu ordem para eu estar aqui", conta Amaro Correia, que esteve na organização das VIII Delfíadas - Festival Internacional de Teatro Universitário, em 1961, primeiro evento a subir ao palco do TAGV. "Esta situação só prova a força que o teatro e os estudantes da Universidade de Coimbra tinham", reforça. Fernanda Correia, mulher, também participante nas VIII Delfíadas, considera o TAGV "um difusor de cultura que, por ter sede na UC, tem como obrigação ser um elo de ligação entre a cultura, cidade e universidade".

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ESPETÁCULOS FORA DO VULGAR. Maria Fernanda Requixa,

espetadora desde 1961, recorda que na altura existia o Teatro Avenida, mas "ao TAGV vinham mais espetáculos fora do vulgar". Assistiu às VIII Delfíadas e viu tantos outros espetáculos que a levam a dizer que, no TAGV, sente-se em casa: "Quando me querem conduzir ao lugar digo logo que não é preciso porque sei a planta de cor". Já Maurício Lebreiro, funcionário do TAGV desde 1987, diz que conhece a casa como se ele próprio fosse "uma pequena pedra do edifício". "Dificilmente alguém que passou por Coimbra consegue conceber a cidade sem o TAGV", acrescenta. "TESTEMUNHOS TAGV". Estes e outros depoimentos podem ser ouvidos no documentário legendado "Testemunhos TAGV", em exibição até 22 de outubro, nos dois monitores do teatro e no exterior. Esta é uma das quatro iniciativas que fazem parte da semana das comemorações dos 50 anos do TAGV. Patente até à mesma data está também a exposição "Momentos TAGV". Entretanto, na semana que passou teve

ainda lugar o ciclo "O Cinema vai ao Teatro" e um concerto com o agrupamento Cordis, espetáculo que encerrou a semana comemorativa. UM TEATRO "SINGULAR". Fernando Matos de Oliveira, diretor do TAGV, recorda que, em 1961, "o teatro universitário de Coimbra foi muito influente e refletia um pouco a dinâmica do teatro universitário. Havia grupos de teatro, na universidade, numa altura em que o teatro universitário tinha um peso grande naquilo que eram as entidades teatrais". O diretor defende que o TAGV foi "muito importante na cidade", porque quando é construído, em 1961, Coimbra "não tinha espaços equivalentes". Já o diretor adjunto, Mickael de Oliveira, lembra que o teatro universitário em Portugal foi uma escola de formação, tanto de atores como de encenadores, até início de 80 e agora continua", facto que se verificou no TAGV.

António Neves da Costa, espetador assíduo do TAGV, aos 84 anos, faz votos de que venham "mais 50", na certeza de que a juventude da nova direção "fará o TAGV chegar longe".

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Direção quer viver o ano da celebração através da programação diversificada

FACHADA do TAGV no dia da inauguração, em 1961, DR

quando o festival VIII Delfíadas subiu ao palco

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do TAGV, fala das quatro iniciativas que fizeram parte da semana das comemorações dos 50 anos do TAGV, lembrando que duas delas - a exposição "Momentos TAGV" e o documentário "Testemunhos TAGV" - ficam em exibição até 22 de outubro, mas sublinha que "estamos a viver o ano da celebração. Queremos que este ano de programação 2011/2012 seja também, em termos de espetáculos, motivo de celebração, para podermos ter uma programação diversificada e retomar o melhor que tivemos, além de avançar com as nossas propostas". O diretor explica a importância desse "recomeço", para oferecer uma "diferenciação e diversificação na programação da cidade, porque o TAGV cumpriu sempre esse papel e é importante recuperá-lo", para "tentar que se faça justiça e história" e porque é esta "uma das missões deste espaço".

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FERNANDO MATOS de Oliveira, diretor

FERNANDO MATOS de Oliveira quer retomar o que de melhor já teve a programação do TAGV


sociedade

educação

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Número de estudantes brasileiros na UC em 2010

Novos brasileiros em Coimbra

183

Número de estudantes espanhóis na UC

O PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTERNACIONAIS MUDOU O PANORAMA DO INTERCÂMBIO COM COIMBRA

O ANO LETIVO já começou em

Coimbra e como já é habitual neste período, a cidade desperta para receber alunos de várias partes de Portugal e do mundo. Este ano há um novo contigente de alunos brasileiros que está sendo motivado pela abertura de novos programas de intercâmbio nos últimos anos destinados principalmente a estudantes de escolas públicas. É uma nova realidade para estudantes que "antes não podiam ter uma oportunidade como essa", explica Regivaldo Braga Moreira, inscrito no curso de letras e natural da ilha de São Luís do Maranhão, no nordeste brasileiro. "Acredito que estes programas estão a dar aos estudantes a oportunidade de ampliar cada vez mais os conhecimentos, assim como acrescentar uma mais-valia no currículo académico, e também experiência de vida". O principal responsável pela inserção destes recém chegados no ambiente académico é o programa de licenciaturas internacionais(Pli), criado no Brasil pela coordenação para aperfeiçoamento de pessoal de ensino superior(Capes), que desde 2007, ano em que o agora ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva homologou um novo regulamento para a instituição, passou a abranger também alunos de licenciaturas (de 1951 a 2007 os programas da Capes incluíam alunos de mestrado e doutorado). O Pli acabou por mudar o pano-

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rama dos programas de intercâmbio com as mais diversas universidades, abrindo um leque de oportunidades a alunos de origem humilde e de classe média, que antes olhavam o intercâmbio como uma realidade cara e distante. Coimbra, muito conhecida pelos estudantes brasileiros como a capital intelectual de Portugal, foi sempre vista como uma das melhores opções. "A cidade de Coimbra é fascinante e linda, muitos ilustres já passaram por aqui. Os portugueses foram frios na recetividade, mas o bom é que existem muitos brasileiros, encontramos um ali, outro aqui, e brasileiro quando se encontra conversa muito", conta

COIMBRA é para os brasileiros a capital intelectual de Portugal Jackson Douglas Silva dos Santos, aluno contemplado com a bolsa do Pli na Faculdade de Letras. "Este projeto envia alunos de escolas públicas do Brasil para todos os cantos do mundo, não somente em Portugal, e acho que isso é uma barreira que está

Brasil em maioria no número de inscritos O DEPARTAMENTO de relações internacionais da Universidade de Coimbra espera receber este ano letivo cerca de 1500 alunos em mobilidade e a expetativa é superar largamente o ano letivo anterior. Somente neste primeiro semestre já foram inscritos 942 alunos estrangeiros. O PROGRAMA de mobilidade com o Brasil é o segundo mais representativo, contabilizando 36 por cento do total destes intercâmbios, fica atrás do life learning program erasmus, que representa 64 por cento dos alunos em mobilidade na UC. Se forem analisados apenas por nacionalidade, em 2010, os alunos oriun-

dos do Brasil foram a maioria, com 337 inscritos. Certo é que as relações bilaterais entre os países ficam cada vez mais fortalecidas em todos os sentidos com estes convénios entre universidades. PARA OS BRASILEIROS, conhecer melhor o seu país significa conhecer mais da própria história do Brasil, numa busca incessante pelas origens. QUANTO aos portugueses, a oportunidade de conhecer pessoas das mais diferentes regiões do Brasil, das mais variadas classes sociais, pode ser um bom sinal para o fim de estereótipos.

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sendo quebrada, e como sou de família simples, esta realidade acaba por ser muito impactante. Eu não esperava este intercâmbio na minha vida, em apenas um ano as coisas aconteceram muito rápido", conta Jackson, orgulhoso por fazer parte do grupo de sete alunos da universidade federal do Maranhão selecionados pela Capes. Um dos principais objetivos da Capes ao implementar o programa de licenciaturas internacionais é induzir e fomentar a formação inicial e continuada de professores para a educação básica, tentando suprir uma das maiores carências do Brasil: o ensino público de qualidade e igualitário, apenas uma utopia mesmo nos dias de hoje. O setor da educação básica no Brasil atravessa neste momento uma grave crise, com paralisações e constantes protestos da classe de docentes em busca de melhores investimentos e condições de trabalho, que atingem a precariedade nalguns longínquos estados brasileiros, nomeadamente nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.


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sociedade

reportagem

MANCHA NEGRA

"A ARTE E O ENGENHO DE APOIAR A BRIOSA" SEM DROGAS NEM VIOLÊNCIA, MAS COM MUITO AMOR À ACADÉMICA. A ACOMPANHOU A MANCHA NEGRA NOS PREPARATIVOS PARA O JOGO COM O FC PORTO E DESVENDA-LHE A VIDA DA CLAQUE DA BRIOSA

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PINTAR FAIXAS gigantes exige perícia, espaço e escuridão total. Um projetor ilumina a "tela" branca onde o logótipo da Mancha Negra seria pintado

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sociedade

reportagem

VASCO GARCIA

DOMINGO, dia 2 de outubro. A Académica recebe, no Estádio Cidade de Coimbra, o FC Porto. Precisamente um ano antes, o mesmo recinto foi palco do maior espetáculo que a cidade já presenciou. Os U2 deram dois concertos memoráveis que quem viu jamais esquecerá. Exatamente por isso, no domingo, antes do início do jogo, a instalação sonora do anfiteatro conimbricense passava sucessivos êxitos da banda de Bono Vox. Enquanto a maior parte do público ouvia as músicas e recordava esses grandes momentos, havia um setor do estádio que nem sequer se apercebeu que algum som saía das colunas. Estavam demasiado ocupados a preparar um outro espetáculo que, não se comparando àquele que foi proporcionado pelo conjunto irlandês, foi também marcante e teve outro valor, pela "arte e engenho" que foram necessários para o levar a cabo. E EIS QUE, minutos antes de o árbitro dar início ao desafio, a Mancha Negra surpreende todo o estádio ao revelar duas enormes faixas – com cerca de 36 metros de comprimento – que cobriam toda a zona onde se encontravam os membros da claque. "A arte e o engenho de apoiar a Briosa", lia-se numa delas. A

"Não é por sermos de uma claque que temos de ser criminosos" AS CLAQUES de futebol são, não raras

vezes, associadas a violência, drogas e outras atividades menos desejáveis. A acompanhou a Mancha durante uma noite e um dia e não viu nada disso. Viu um grupo de jovens a divertir-se à volta de algo que os une: a Académica. Por isso, a presença da polícia não incomoda. "Podem fazer as rusgas que quiserem. Todas as pessoas aqui têm um trabalho lícito. Cerca de 60 por cento são estudantes e os restantes trabalham. E não é por sermos de uma claque que temos de ser criminosos", afirma Roger, um dos vice-presidentes da Mancha. Haverá excessos, como em muitos outros sítios, mas essa não é a regra. Quanto a relações com outras claques, há de tudo. "Muito boas, boas, más e muito más", descreve JP. Oficialmente, a Mancha tem relações com os Desnorteados, do Sp. Espinho, e os Manks, do Benfica.

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outra exibia as cores da Académica e o símbolo do grupo de apoio ao clube de Coimbra. Para os adeptos, foi um espetáculo bonito de se ver, mas que se esgotou em poucos minutos. Mas, para a Mancha Negra, foram dias de trabalho e algumas horas de sono perdidas. A coreogragia que foi apresentada no jogo

A polícia escoltou os adeptos mas o percurso decorreu sem incidentes. Agentes e membros da claque foram até na conversa durante o caminho com o FC Porto demorou quase toda a semana a ser preparada. O presidente, João Paulo Fernandes, é o cérebro por detrás de toda esta operação. Mal acaba um jogo, já está a pensar no que irá fazer no seguinte. "Muitas vezes, as melhores ideias surgem em viagem ou quan-

do estou a dormir", conta. A Académica e a Mancha estão constantemente na sua mente. NA NOITE de quinta-feira, a

foi ver como estavam os preparativos para o jogo grande do fim de semana. Num pequeno e escuro espaço do Pavilhão Eng.º Jorge Anjinho, cerca de uma dezena de pessoas fazia verdadeiras obras de arte de forma quase "arcaica". Um retroprojetor projetava as imagens para uma parede onde estavam esticadas as faixas. Fazia-se então um pequeno esboço do desenho que seria, depois, "orgulhosamente pintado à mão". Se o símbolo foi relativamente fácil de pintar, a outra faixa, com as silhuetas de alguns dos membros da claque, deu algumas dores de cabeça. Deixámos o "ateliê" da Mancha por volta da meia-noite. JP (como é tratado o presidente da claque) e companhia ainda tinham muito trabalho pela frente, noite dentro. Só na madrugada de sábado é que tudo ficou pronto. "Infelizmente, não temos dinheiro, como outras claques, para enviar os

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FOTOS DE PEDRO RAMOS

NÃO FOI ASSIM. Apesar do apoio da Mancha, a Académica perdeu por 0-3. Os dragões foram demasiado fortes para uma Briosa que se recusou a jogar à defesa e pagou caro por isso. Ao primeiro golo, a resposta foi rápida. Um bravo "força rapazes" saiu, espontâneo, tentando dar à equipa força para recuperar. Mas foi o segundo tento que mais mossa causou. Todos perceberam que, a partir daí, seria difícil conseguir um resultado positivo. JP mobilizou as hostes. "Apoiar quem ganha é fácil, vamos lá!", gritou o presidente. Nas filas de baixo da bancada, junto ao relvado, meia dúzia de elementos em tronco nu, suados de tanto gritar e saltar, puxavam pelos restantes. E a Mancha não mais se calou. É certo que o entusiasmo não era o mesmo dos minutos iniciais, mas o apoio nunca faltou, nem mesmo quando o FC Porto fez o 0-3. Um apoio que se faz sentir em cada jogo – esteja a Académica em primeiro ou em último – e que, tantas vezes, rompe o silêncio num estádio mudo e deserto. No final, o grito lá estava: "Eu amo a Briosa", repetido vezes sem conta. Um amor que não se explica. Grita-se, canta-se, salta-se e, acima de tudo, sente-se.

FESTA prepara-se antes, pintando faixas, ensaiando coreografias e cânticos que também "entram em campo"

desenhos para uma gráfica e mandar fazer uma faixa", lamenta Ricardo Lopes, um dos vice-presidentes do grupo nascido em 1985. Mas, assim, o sabor é outro e o resultado final muito mais gratificante. CHEGA FINALMENTE o dia de jogo. Para a Mancha, além de mais uma oportunidade de ver a Briosa, isso significa também mais um dia de trabalho. A partida só começava às 20H30 mas, por volta das 16H00, já alguns dos "ultras" da Académica se encontravam no estádio. Os preparativos incluem a colocação de faixas, instalação do megafone, esticar bandeiras… em cerca de meia hora o trabalho está feito e é tempo de regressar à sede. É lá que os adeptos se concentram até chegar a hora do jogo. O porco no espeto aquece o estômago. O bar não pára, os bilhetes vendem-se a bom ritmo e várias pessoas aproveitam para se fazerem sócios da Mancha. "A equipa está bem e isso ajuda-nos. Já superámos os nossos objetivos para esta época, que eram

750 associados", revela Ricardo Lopes. Às 19H30, uma hora antes do apito inicial, o grupo começa o trajeto até ao estádio. Eram cerca de duas centenas (a que se juntaram outros tantos, já no interior do recinto). "Conseguimos ter mais pessoas nos jogos às segundas-feiras, porque estão cá os es-

Num pequeno e escuro espaço cerca de uma dezena de pessoas fazia verdadeiras obras de arte de forma quase "arcaica" tudantes. No jogo com o Feirense tivemos quase 900 pessoas no nosso setor", explica o vice-presidente. A polícia escoltou os adeptos mas o percurso decorreu sem incidentes. Pelo contrário: agentes e membros da claque foram até na conversa durante o caminho. À chegada, ficou o desejo. "Bom jogo e que corra tudo à vossa maneira", disse um dos elementos da PSP.

"A nossa vida social é a Académica. Nós pensamos no clube todos os dias" JP, RICARDO E ROGER são os três principais rostos da Mancha. O trabalho que fazem é quase profissional. Pensam tudo ao pormenor. Para ter uma ideia, as viagens à Madeira (para os jogos com o Marítimo e o Nacional) são marcadas no dia em que é feito o sorteio do campeonato. Tudo para que a deslocação saia mais barata e que mais adeptos possam estar nas bancadas a apoiar a Briosa. Mas o que leva estes homens – que são todos filhos únicos e se transformaram em verdadeiros irmãos –, com família e responsabilidades, a dedicar quase todo o seu tempo livre a um clube e a uma claque? Em primeiro lugar, o amor à Académica. Em segundo, a amizade que os une. "A nossa vida social é a Académica. Nós pensamos no clube todos os dias", diz Roger. "O único interesse que temos é dar sem receber", acrescenta. "Recebemos dores de cabeça", corrige Ricardo. O reconhecimento por parte dos jogadores é o único salário que recebem. Para eles, é suficiente.

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investigação

ZEÓLITOS são materiais microporosos com propriedades únicas e invulgares

cérebros

"CROCHÉ MOLECULAR"

"Tricotar" cristais para criar materiais com propriedades únicas

DOENÇAS. Cristais poderão medir pH nas células e detetar doenças

SENSORES. A inovação da UA combina porosidade com emissão de luz, criando novas potencialidades para a eletrónica

INVESTIGADOR DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO ESTUDA ZEÓLITOS E SINTETIZA NOVOS MATERIAIS CONTENDO LANTANÍDEOS E QUE EMITEM LUZ DE COR DIFERENTE DA COR QUE RECEBEM MARTA VARANDAS

OS CRISTAIS REAIS apresentam defeitos

de construção. João Rocha, docente do Departamento de Química da Universidade de Aveiro (UA) explicou à como é possível modificar as condições de síntese de cristais de forma a alterar esses defeitos. Por possuírem uma estrutura com nanoporos, estes materiais têm inúmeras aplicações. São adsorventes (processo pelo qual as moléculas de um fluído são retidas numa superfície sólida) usados na purificação de gases, trocadores iónicos em detergentes, são usados em catálise na indústria petroquímica e em aplicações biotecnológicas. Venha conhecer melhor estes materiais, com estrutura que lembra croché (renda). Os zeólitos são materiais cristalinos. Possuem uma estrutura rígida, construída com átomos de alumínio, silício e oxigénio, que exibe microporosidade. "Isto é, albergam corredores e câmaras onde residem moléculas de água e iões de sódio e potássio", refere o investigador. Os zeólitos são usados, por exemplo, para separar moléculas de dimensões diferentes, funcionando como "peneiros moleculares e também para reter iões metálicos pre-

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CRISTAIS sintéticos sofreram melhoramentos na composição molecular

sentes em águas duras, ou seja, ricas em cálcio e magnésio, facilitando a ação dos detergentes". Os zeólitos são, ainda, utilizados como catalisadores heterogéneos, nomeadamente na indústria petroquímica: "estes materiais permitem acelerar certas reações químicas, importantes na indústria do petróleo. São dos catalisadores mais vendidos em todo o mundo, em particular para esta indústria", assegura o docente da UA.

CRISTAIS IMPERFEITOS O aperfeiçoamento da estrutura molecular dos cristais encontrados na natureza permite múltiplas aplicações científicas

ESTRUTURA EM CROCHÉ. A forma como

os átomos se organizam no espaço, a estrutura deste cristal, "tem uma semelhança muito grande com o croché", afirma João Rocha. As imagens comprovam-no e ajudam a perceber o que diz o professor da UA. UM ZEÓLITO DIFERENTE. Também dire-

tor do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO), João Rocha estudou e sintetizou materiais microporosos com propriedades únicas e invulgares. "Inventamos novos materiais com o objetivo de combinar microporosidade com propriedades que são interessantes para a indústria eletrónica. Uma delas é a emissão de luz", avança.

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s

ciência & tecnologia GRÁFICOS MOLECULARES que mostram a semelhança com o croché. É fácil perceber como os átomos se organizam no espaço!

AS APLICAÇÕES. João Rocha explica que ao combinar a porosidade ao nível molecular, com emissão de luz, podem fazer-se sensores, sendo um dos projetos inovadores da UA. Os cintiladores de Raio X têm canais na sua estrutura, sendo um exemplo de material que combina porosidade com emissão de luz. Cristais de outros materiais podem ser usados como minúsculos medidores de pH: neste caso concreto poderão ser usados para medir a acidez no interior de células, e detetar doenças.

REFORMULADA e renovada. Assim é a edição deste ano do programa Competências Empreendedoras de Base Tecnológica (CEBT) que, com a participação, pela primeira vez, de universidades espanholas, alcança o estatuto de Ibérico. O CEBT Ibérico, com início a 6 de outubro, tem por objetivo valorizar os ativos de propriedade intelectual provenientes dos centros de saber universitários. Desde o início (2006), o programa anual já formou 428 empreendedores.

Espanhol gratuito na UBI O LABORATÓRIO de Línguas do Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior (UBI) oferece gratuitamente 75 vagas para a aprendizagem do Espanhol (níveis A1, A2, B1, B2 e C1) aos alunos, funcionários e docentes da UBI. Os diferentes níveis terão início este mês, com a duração de 60 horas. PR

Este novo tipo de material zeolítico contém silício, oxigénio e um tipo de metal especial, dito lantanídeo. O európio é um exemplo destes metais. "Fomos buscar os lantanídeos para fazer materiais microporosos baseados neles. Quando recebem luz de uma certa cor emitem luz de cor diferente", descreve o investigador. "Por exemplo, os iões trivalentes de európio têm uma propriedade interessante: quando iluminados por luz ultravioleta emitem luz vermelha, sendo usados, por exemplo, em monitores de televisão". Por esta razão, o novo zeólito, que contém estes iões, "emite luz vermelha quando exposto a luz ultravioleta". No caso de um certo material, João Rocha verificou que a luz emitida "revela a presença de dois tipos de hélices de átomos, enrolando para a direita e para a esquerda, as 'vigas' que erguem o esqueleto do zeólito". Um fenómeno, "nunca antes observado. Parecia inexplicável", conta João Rocha. "Tínhamos iluminado os cristais do zeólito com luz ultravioleta não polarizada e, contudo, a luz emitida fornecia indícios claros sobre a presença de hélices direitas e esquerdas". O diretor do CICECO revela que "foi precisa muita imaginação e anos de trabalho para perceber o que se passava".

CEBT Ibérico tem inscrições abertas

à lupa

Três medalhas de bronze para Portugal

NOME

João Rocha DATA DE NASCIMENTO

15 de agosto de 1962 NATURALIDADE

Angola (Benguela) RESIDÊNCIA

Ílhavo

MÚSICA

Ópera, Pink Floyd, Genesis, Jazz CINEMA

Casablanca HÓBIS

Ginásio, karaté, jardinar, viajar

O DEPARTAMENTO de Química da Universidade de Aveiro (UA) preparou-os e eles trouxeram para Portugal três medalhas de bronze na XVI Olimpíada Ibero-Americana de Química. Os três estudantes do secundário, que participaram nas olimpíadas que decorreram no Brasil, conseguiram pela primeira vez o pleno numa competição.

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sociedade

opinião

ipc

CINEP abre ano letivo com simpósio internacional O SIMPÓSIO Internacional

RUI ANTUNES Presidente do IPC

Boas notícias NAS ÚLTIMAS semanas registaram-se boas notícias para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) e para o Politécnico de Coimbra (IPC). Dificuldades orçamentais levaram o Conselho de Gestão do IPC a propor a transferência de cursos da ESTGOH para as escolas de Coimbra. A proposta carecia da aprovação prévia do Ministério da Educação e da Ciência que a vetou prontamente. Simultaneamente responsáveis dos principais partidos tornaram pública a defesa dos cursos na ESTGOH. Estive em reuniões com deputados do PSD, PS e CDS e todos defenderam a continuidade da ESTGOH. Também fui ouvido na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República onde, uma vez mais, recebi o apoio de todos os partidos à continuidade da ESTGOH. Nenhum responsável de uma instituição de ensino defende de ânimo leve o encerramento de cursos ou a diminuição da oferta formativa. Todos queremos que a nossa instituição seja maior, mais forte e mais abrangente. Se o Conselho de Gestão avançou com esta proposta fê-lo na convicção de que isso era, face às circunstâncias, inevitável. Hoje, depois de ter recebido o apoio inequívoco de todos os partidos à continuidade dos cursos da ESTGOH, não apenas daqueles que estão na oposição mas, sobretudo, daqueles que estando no governo decidem sobre os recursos dados às instituições, é de supor que serão disponibilizados à ESTGOH os meios necessários para que os seus cursos continuem. Se assim for, trata-se efetivamente de uma boa notícia para a ESTGOH e para o IPC.

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sobre a Docência no Ensino Superior (SATHE 2011) irá decorrer no dia 14 de outubro de 2011, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. Este simpósio abre o ano letivo, formaliza a constituição do CINEP - Centro de Inovação e Estudo da Pedagogia no Ensino Superior, e deverá marcar o princípio de outros simpósios, conferências e encontros similares sobre questões pedagógicas. Este e os futuros encontros vão permitir enriquecer a aprendizagem, estimular o debate e contribuir para a internacionalização das atividades formativas levadas a cabo pelo Politécnico de Coimbra. Com o SATHE 2011, o CINEP dá início às conferências internacionais, e nesta primeira conferência irá contar com a presença da Dr.ª Lee Warren, diretora associada do Derek Bok Center (Centro de ensino da Universidade de Harvard) e uma dos dois consultores seniores do projeto CINEP. O simpósio terá início às 09H30, com a sessão de abertura feita pelo Presidente do IPC e por Presidentes das Unidades Orgânicas do Politécnico de

A CONFERÊNCIA conta com a presença da Dr.ª Lee Warren, diretora do Derek Bok Center - Universidade de Harvard. Na foto, imagem do campus de Tulsa (EUA) Coimbra, prosseguirá com o Painel "Ensinar no Politécnico de Coimbra" e a manhã terminará com a Dr.ª Lee Warren na conferência Plenária "Tending the Gardens of the Mind". Durante a tarde decorrerão vários wokshops simultâneos e o sim-

Pós-Graduações e Mestrados AS ESCOLAS do Politécnico de Coimbra, ESEC,

ESTGOH, ESTeSC e ISCAC têm durante o mês de outubro abertas candidaturas à 2.ª fase para alguns mestrados, e ainda para uma pós-graduação na ESTeSC.

Simpósios Internacionais EM NOVEMBRO o ISEC irá acolher o FSS2011 –

Symposium on Fractional Signals and Systems, e o ISCIES2011 – International Symposium on Computational Intelligence for Engineering Systems, ambos já vão na segunda edição.

pósio encerra com um momento musical feito por docentes do IPC. O SATHE 2011 é um evento gratuito e estão abertas inscrições até ao dia 12 de outubro. Poderá obter mais informações em www.sathe2011.com.

INOVIPC – Formações em outubro Para o mês de outubro estão em destaque no Centro de Formação do IPC (INOVIPC), a formação em Contabilidade Analítica de 10 a 14 de outubro, a formação em comportamento, motivação, ética e organização do trabalho de 24 a 28 de outubro e a formação em Iniciação ao sistema operativo windows nos dias 27 e 28 de outubro. As formações são abertas a todas as pessoas, tendo estas como limite máximo de 30 participantes por formação.

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notícias

ENSINO dinheiro

Direção do CEC toma posse amanhã

A NOVA direção do Clube de

Empresários de Coimbra toma posse amanhã, às 17H00, na Quinta das Lágrimas. Almeida Henriques, secretário de Estado Adjunto da Economia, preside à cerimónia de tomada de posse da direção liderada por António Henriques.

Polirithmus continua a inovar O POLIRITHMUS – Centro de

Fitness de Cantanhede surgiu há um ano e procurou inovar, introduzindo um conjunto atividades. Saúde mental, defesa pessoal e kickboxing, kid-syle, hip-hop style, dance style, afro-latinas, entre outras, integram a oferta do centro, que criou um leque de opções com descontos até 30 por cento.

Lexpress aborda eurobonds A EDIÇ ÃO de setembro da Lexpress, newsletter legal e trimestral de Luís Filipe Pir ré Advogados,analisa a alteração ao regime da insolvência, a cessação de contrato de trabalho (novos critérios de compensação), o aumento das rendas para 2012 e os Eurobonds .

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Ginásio da educação Da Vinci com novas metodologias SALAS DE ESTUDO personali-

zadas, com um número mínimo de alunos, agrupados por ano letivo e escolas, acompanhados por professores especializados e técnicos de Psicopedagogia. A aposta nas novas tecnologias, com a colaboração de técnicos especializados das Faculdades e Ciências da Educação e de Psicologia da Universidade de Coimbra, é outra das novidades para este ano letivo do Ginásio da Educação Da Vinci, em Coimbra, a dois passos da Escola Secundária de Avelar Brotero. Sob atenta observação dos técnicos, são diagnosticadas, melhoradas e incrementadas medidas pedagógicas que contribuem para o sucesso dos seus alunos. A modalidade T.I. ("tudo incluído") tem uma mão cheia de vantagens: sala de estudo, transporte e atividades extra curriculares. Na prática, os alunos que frequentam a sala de estudo são transportados de forma personalizada das escolas que frequentam e acolhidos na respetiva sala de estudo. Depois, elaboram os "tpc's", reforçando os conhecimentos e preparando os seus testes. Têm ainda a oportunidade de conciliar o trabalho na sala de estudo com as atividades extra-curriculares

tais como artes, ateliers de leitura e culinária, ficando sob vigilância até às 20H00 diariamente. A nova modalidade do Ginásio da Educação Da Vinci minimiza custos, rentabilizando o tempo dos encarregados de educação e contribuindo para o bem-estar e sucesso escolar. Este centro de apoio desenvolve também, este ano letivo, atividades pedagógicas destinadas ao adulto sénior, colocando à disposição deste setor do público um programa de valorização e dinamização pesso-

APICER lança Cer Responsável

Estilu's em Outubro com descontos

Produtos árabes no CC Primavera

O PROJETO da Associação

O ALISAMENTO JAPONÊS

Portuguesa da Indústria Cerâmica é dedicado à qualificação social e ambiental das empresas do setor, com vista à melhoria da produtividade e competitividade. Tem como entidade consultora a CH Business Consulting em parceria com várias entidades.

está em promoção no cabeleireiro Estilu's, em S. Martinho do Bispo. As clientes podem efetuar a transformação capilar e beneficiar, assim, de 50% de desconto. As novidades vão continuar na Estilu's pelo que mais informações deverão ser solicitadas através do telefone 239 095 243.

F I C A no Centro Comercial Primavera e é a única do género em Coimbra. A "Babouche Rouge" oferece maioritariamente produtos ár abes de fabrico ar tesanal, feitos em couro e seda natural. Tem ainda uma secção de produtos artesanais da Europa, Ásia, África e América.

O ginásio prepara jovens para os desafios da matemática

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al, de informática, de estimulação cognitiva, de iniciação à leitura e escrita, de artes culinárias e decorativas. Nos Ginásios da Educação Da Vinci não se pratica o físico, exercita-se o cérebro. Com uma gama diferenciada de serviços no âmbito da educação formal e não formal os Ginásios Da Vinci são espaços agradáveis, em que diariamente se procura formar jovens autoconfiantes, disciplinados, capazes de enfrentar desafios e concretizar sonhos. | MN


Criadas mais de 5 mil novas empresas entre abril e agosto SEGUNDO o Barómetro Empre-

sarial foram constituídas 5.206 empresas de abril a agosto de 2011 com capital social inferior a cinco mil euros, possibilidade criada pela nova lei em vigor desde abril de 2011. Estas empresas representam 42 por cento das constituições do período. A opção de capital social destas empresas concentra -se essencialmente em valores inferiores a mil euros (4.032 empresas). Também se verificou um decréscimo de 29,5 por cento das constituições com capital social com valor superior ou igual a cinco mil euros (limite mínimo permitido pela lei anterior). A constituição de uma empresa em Portugal deixou de exigir este investimento inicial, à semelhança do que já acontece noutros países, possibilitando a sua criação com capital social a partir de um euro por sócio, procurando desta

conversa de

quiosque É no centro de Anadia – cidade situada no coração da Bairrada – que se localiza a Papelaria Mascote. Helena Ribeiro, proprietária, faz contas e recorda que já passaram mais de 20 anos desde que abriu portas, a vender revistas e jornais, material escolar, livros escolares, telecomunicações e brindes. O piso superior tem decoração. A Mascote abre das 09H00 às 12H00 e das 14H00 às 19H00 durante a semana e aos sábados das 09H00 às 13H00. Helena Ribeiro frisa que houve uma "quebra muito grande nas vendas", em especial nas revistas e nos jornais.

forma incentivar o empreendedorismo. Os valores registados permitem verificar que o número de novas empresas (sociedades limitadas e unipessoais) constituídas de abril a agosto de 2011 cresceu 21 por cento quando comparado com o período homólogo. A adesão a esta alteração legislativa e as novas medidas fiscais contribuíram para esta subida.

marketeer

"Não suporto falta de profissionalismo e rigor" Qual foi o seu primeiro emprego? Jornalista na Rádio Voz da Ria, de Estarreja. Como gastou o primeiro ordenado? O meu primeiro ordenado recebi-o na qualidade de colaboradora da Rádio, tinha apenas 17 anos e acabado de concluir o 12.º ano. Comprei uma aparelhagem para ouvir rádio e gravar cassetes! E, apesar de tudo, não tem tanto tempo quanto isso. Um sonho… Viajar e conhecer todos os países do mundo...

1 EURO é o mínimo legal para a constituição de uma empresa

MASCOTE Rua Alexandre Seabra, N.º 1 Anadia - Tel. 231 503 752

O que não suporta? Falta de profissionalismo e rigor, hipocrisia e falsidade. Um vício que não equaciona deixar… Sou músico dependente, não há tratamento que me faça deixar este vício.

E que marca não dispensa? Delta Cafés. Que música lhe dá vontade de cantar em voz alta? Adoro Soul, R&B, anos 80, Fado, MPB… Por favor não me obriguem a escolher uma música! Com quem não jantava? José Castelo Branco. Último livro lido, CD ouvido, filme visto? O "Paraíso na Outra Esquina", de Mario Vargas Llosa, Banda sonora do "Death Proof", mais uma seleção especial de Quentin Tarantino, e o filme "Death Proof", de Quentin Tarantino. Lema de vida? Encar ar a vida com otimismo e saber apreciar momentos que por mais simples que sejam, são significativos.

Carla Miranda, técnica de comunicação autárquica

HELENA RIBEIRO é a proprietária da Papelaria Mascote, em Anadia

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dinheiro

sucesso

PRIMEIRA ESCOLA CERTIFICADA

Escola de Condução Rainha Santa é referência no distrito JOSÉ DIOGO É UM APAIXONADO POR AUTOMÓVEIS. A GESTÃO DA ESCOLA DE CONDUÇÃO RAINHA SANTA DÁ-LHE ENORME PRAZER. SÍLVIA DIOGO

J

osé Diogo nasceu em Vila Flor, uma vila pertencente ao distrito de Bragança. Filho de pais humildes, considera ter tido um percurso de vida difícil e de muita responsabilidade. Ainda muito jovem cumpriu a tropa em São Tomé e Príncipe. "Resolvi ficar por lá. Na altura, São Tomé e Príncipe era uma colónia portuguesa muito agradável. Revestida com um verde e um mar extraordinários, era uma colónia lindíssima", lembra. Depois de casar, em 1967, comprou uma escola de condução em São Tomé. "A escola custou-me

Humildade, seriedade e nunca baixar os braços fazem parte da receita de José Diogo para garantir o sucesso no mundos dos negócios cerca de 300 contos, mas em 1975 deu-se a independência de São Tomé e Príncipe e das outras colónias", recordou. Quando regressou a Portugal fundou, em 1978, a escola de condução, inicialmente chamada Diogo e Fernandes, Lda. No início dos anos 80, resolveu alterar a designação da escola, procurando um nome que se adaptasse à cidade de Coimbra. "Fui buscar o nome Rainha Santa e recebi elogios de muitas pessoas. Notei que faltava um nome. Fiz um pequeno inquérito, mas já estava convicto que ia colocar o nome de Rainha Santa", confessou. "Tenho duas grandes

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paixões: a mulher, pela sua concepção de mãe, e o automóvel. Sou um apaixonado por automóveis", confessou. Em Coimbra apostou na criação de uma escola que visa um ensino de qualidade e que evoluiu de uma forma notável ao longo dos anos. Hoje é a terceira maior escola do país. Em 1986, a escola adquiriu as competências D e C+E e a formação de instrutores, examinadores e diretores de escola de condução. Nesse mesmo ano, adquiriu a escola de condução de Condeixa-a-Nova. Autónoma e separada da Rainha Santa, tem em comum a qualidade dos serviços prestados e a finalidade de abranger uma vasta área. Doze anos mais tarde nasceu a escola de condução de S.Martinho, com os mesmos objetivos da escola de Condeixa-a-Nova e com a finalidade de levar o ensino de qualidade à população. PARA O EMPRESÁRIO existem alguns segredos para atingir o sucesso. "Humildade, seriedade e nunca baixar os braços, são os truques para atingir a sucesso", afirmou. "Quando fui para São Tomé, a minha mala era um saco de serapilheira. Quando saí da tropa tinha uma camisa e um par de calças que lavava a noite para vestir no dia seguinte", conta. Para chegar onde chegou e conseguir ser um empresário de sucesso teve de trabalhar muito e dedicar-se intensamente aos seus objetivos. "Roubei muitas horas à família", relembrou. A ENTIDADE reguladora impossibilita o

avanço das empresas. "Não nos deixa ser mais transparentes", adiantou. A empresa de José Diogo distingue-se das outras pelo trabalho digno, honesto, transparante e de

33 Número de anos de existência da Escola Rainha Santa

35.472 Número de candidatos que tiraram a carta

3 Número de escolas que integram a empresa

70/93 Percentagens da taxa de sucesso nos exames de condução e de código, respetivamente

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EXIGÊNCIA As salas de aula estão equipadas com computadores que proporcionam aos alunos a realização de testes a qualquer hora do dia. O servidor regista o trabalho no dia-a-dia de todos os alunos.

muito apoio ao aluno. "Tentamos dar sempre apoio ao aluno e colocá-lo o à frente de tudo", afirmou. "Em 2002 certifiquei-me e convenci-me que já era um bom prestador de serviços – recebemos o certificado pela APCER. Para mim foi dos melhores momentos da minha vida. A certificação da qualidade vai recair nas mãos do cliente, do aluno, do grau de satisfação", esclareceu. José Diogo diz que todos os dias a sua empresa é avaliada pelos alunos. "Foi a primeira escola a ser certificada. Veio a certificação do IMTT para todas as categorias", adiantou. A empresa é constituída por 26 funcionários. Quatro em Condeixa-a-Nova, três em S.Martinho do Bispo e os restantes em Coimbra. Funciona desde as 09H00 às 20H00. Os alunos frequentam, para além das 32 aulas teóricas obrigatórias, uma avaliação de dez em dez lições. Essa avalição fica registada no servidor e é gravada na ficha individual do aluno. "Quando estão para ir a exame, voltam a ser avaliados novamente de uma outra forma. Tudo o que fazem também é

transferido para o servidor e para a ficha individual. Oferecemos uma password com todo o sistema da escola. Podem estar em casa e realizar os testes", explica. "Com a grande facilidade das novas tecnologias conseguimos ver, no dia seguinte, os alunos que estudaram e trabalharam.

Quais os objetivos? A ESCOLA Rainha Santa quer ser uma referência no ensino da condução. Elevada qualidade de ensino e uma cultura de valorização e satisfação pessoal são os principais objetivos

Controlamos assim a taxa de sucesso dos alunos e sabemos quem se esforça para garantir a aprovação nos exames. Somos bons profissionais e exigentes. Os alunos deixam a sua marca no servidor. Fica lá tudo registado, pelo que sabemos tudo o que se passa", disse. JOSÉ DIOGO é consul de São Tomé e Príncipe há 20 anos. Nunca recebeu uma queixa de uma entidade, nem de um polícia. " As pessoas de São Tomé são diferentes. São pessoas com uma formação diferente", considera. Nunca trabalhou menos de 12 horas por dia. "A pedido de São Tomé, tive de construir uma escola de condução e um centro de exames para alterar o sistema, pois as cartas de condução de Portugal não tinham validade", adianta. Gere mil e um serviços. Trata de tudo o que está relacionado com o consulado. Trabalha para o país. "Porquê? Porque não tenho pai, não tenho mãe, nem irmãos. Sou filho único. A minha única família é a mulher e as filhas. Gosto de servir os outros", conclui.

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1.º PASSEIO TT 26/11/2011 PELOS TRILHOS DA REGIÃO CENTRO

MADRINHA

informações e inscrições passeiott@cnoticias.net

MAYA

ORGANIZAÇÃO

LOGÍSTICA

APOIO


topo de gama

Mazda3 supera teste de resistência

DEPOIS do Mazda6 e do Mazda5, coube agora ao Mazda3 completar com distinção os cem mil quilómetros do teste de resistência da Auto Bild. A pontuação obtida é uma nova prova da elevada qualidade de produto, fiabilidade e durabilidade dos veículos Mazda.

Elétricos Renault chegam em breve

Citroën C4 Aircross GARANTINDO A EVASÃO DO QUOTIDIANO O CITROËN C4 Aircross combina a dinâmica dos modelos com as linhas musculadas de um veículo de todo-o-terreno. A frente do veículo, de linhas horizontais é pontuada por aberturas aerodinâmicas horizontais nas extremidades, que acentuam o seu aspeto compacto. Na frente, as luzes de LED integradas verticalmente nas saídas aerodinâmicas compõem a assinatura luminosa do C4 Aircross, visível de dia e de noite. O desenho das grandes jantes de 18 polegadas e as óticas traseiras com inspiração direta no protótipo Hypnos foram trabalhados para maximizar o fluxo de ar e ajudam a reduzir as emissões de CO2. O Aircross integra nos retrovisores os repetidores de mudança de direção, de guias de luz nas óticas traseiras e de uma câmara traseira para as manobras de marcha-atrás, integrada na faixa cromada da tampa da bagageira. Graças a um sistema de transmissão integral de última geração, o Aircross oferece uma ótima ligação à estrada sob quaisquer circunstâncias. De acordo com seus desejos e necessidades, o condutor dispõe de um comando único, situado por detrás da alavanca

de velocidades, que lhe permite selecionar manualmente um dos três modos de transmissão. Beneficia desde o seu lançamento, das performances da motorização HDi 150 (também disponível em duas ou quatro rodas motrizes com uma caixa de velocidades mecânica de seis relações) e de um bloco a gasolina 1.6i de 115 cavalos (disponível apenas na versão de duas rodas motrizes e caixa de cinco velocidades). Síntese ideal entre conforto e utilização, a ligação ao solo tem merecido uma atenção especial de fidelização aos valores da Citroën.

ficha HDi 150 Cilindrada 1798 cc Potência 110 cv Binário 300 Nm CONCESSIONÁRIO Garagem de Santa Cruz Av. Navarro 3000-150 Coimbra Telefone: 239 852 003

DENTRO de poucos meses, a gama Re-

nault elétrica estará disponível para encomenda. O Kangoo ZE é uma excelente opção nos comerciais, surgindo o Fluence como o indicado para o transporte de passageiros. Zoe Preview e Twizy são outras das propostas da gama.

Quatro estreias Opel em Frankfurt A OPEL esteve em destaque no Sa-

lão Internacional do Automóvel de Frankfurt com a apresentação do coupé compacto Astra GTC, o versátil Zafira Tourer e a van compacta Combo. A revelação do automóvel elétrico experimental RAK abre um novo capítulo em matéria de mobilidade urbana, enquanto o Ampera – o primeiro automóvel elétrico da Europa que não impõe limitações na utilização – fez a sua estreia na Alemanha algumas semanas antes do lançamento.

Novo Porsche 911 roda na Alemanha 49


dinheiro

topo de gama

Skoda apresentou Citigo

Toyota assinala 40 anos em Ovar

UMA DAS iniciativas que marca o aniversário é o desconto de dois mil euros na aquisição de qualquer um dos dois modelos produzidos na unidade portuguesa: a Dyna e a Hiace. Esta oferta estará em vigor até ao dia 31 de dezembro.

Suzuki Swift tem novo diesel Nova appiBrisa já disponível

JOVENS EMPRESÁRIOS SÃO UM DOS ALVOS DO NOVO MODELO

A NOVA aplicação iBrisa para

iPhone oferece um serviço de informação atualizado, e em tempo real, acerca das condições de circulação. Obras em curso, condições atmosféricas e acidentes são outras das informações úteis incluídas nesta aplicação.

Juke completa um ano no mercado

A NISSAN lançou a edição espe-

cial Kuro (em japonês, preto) para assinalar o primeiro aniversário do Juke. Distingue-se pelos espelhos retrovisores e puxadores das portas em preto e pelas jantes em liga leve de 17 polegadas em preto brilhante.

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O NOVO Swift DDiS é comercializado com três níveis de equipamento: GL+, GLX e GLX Sunroof. Ana Guerreiro, responsável de vendas e marketing da Cimpomóvel Veículos Ligeiros SA, importadora e representante da Suzuki em Portugal, afirma que o novo Swift "traduz a personificação da filosofia 'Way of Life!' da Suzuki, apresentando-se como um automóvel com um estilo muito emocional e fortes credenciais ambientais". A nova versão 1.3 DDiS completa a gama e apresenta novos argumentos em termos de vendas para o Swift procurando atingir um mais alargado leque de clientes, já que o seu público-alvo é diferente daquele para o qual a versão gasolina está mais direcionada. Ou seja, jovens empresários e empresas que, pela especificidade dos

seus negócios, optam por motorizações diesel – as motorizações diesel mantêm uma quota próxima dos 40 por cento, o que também demonstra a importância do motor 1.3 DDiS no modelo Swift e o potencial do seu contributo para as vendas da marca. Em termos mecânicos, o novo Suzuki Swift 1.3 DDiS, dotado de tecnologia common-rail, apresenta um interessante nível de performances, possíveis a partir do binário máximo de 190 Nm às 1.750 rotações por minuto, permitindo que alcance 165 quilómetros por hora de velocidade máxima e 12,7 segundos na aceleração dos 0 aos 100 quilómetros, a par de reduzidos consumos que se situam, em circuito combinado, nos 4,2 litros aos 100 quilómetros. A nova unidade 1.3 DDiS é exemplar no capítulo ambiental

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devido ao novo sistema de filtro de partículas com catalisador incorporado, montado à saída do motor. O modelo liberta apenas 0,001 gramas de partículas por quilómetro (109 gramas de CO2 por quilómetro), cumprindo com a regulamentação Euro 5 em vigor. Associado a este bloco turbodiesel encontra-se uma transmissão manual de cinco relações, de fácil manuseamento, a qual permite uma maior eficiência no aproveitamento do binário. A direção de pinhão e cremalheira, a travagem que recorre a discos ventilados nas rodas da frente e a estrutura de suspensão tipo MacPherson à frente e com barra de torção atrás, complementadas com molas helicoidais, são idênticas às da versão a gasolina. O excelente nível de equipamento da gama Swift é claramente reconhecido como uma das


Land Rover leva três unidades do Evoque ao Dakar 2013

MÁRIO NICOLAU Chefe de redação

O exemplo da Autoeuropa

mais-valias do produto, quando comparado com os seus principais concorrentes. Com todos os argumentos da nova geração, nomeadamente as 5 estrelas (e a liderança nos testes do segmento Supermini) do consórcio EuroNCAP, os dispositivos de segurança de exceção, elevada tecnologia, design consensual e um conceito diferenciador de automóvel desportivo e compacto, o novo Swift promete desempenho acima da média no mercado nacional. Já está disponível no nosso país com duas carroçarias e três níveis de equipamento: três

quinta a fundo

portas com o nível GL+, que se alarga ao cinco portas, que cresce em conteúdos de acordo com os níveis GLX e GLX Sunroof. Em termos de preços, a Auto Morais & Duarte comercializa o novo Suzuki Swift 1.3 DDiS com um preço a partir dos 18 mil euros, relativo ao valor de um Swift 1.3 DDiS GL+ 3p. Caso o cliente pretenda a versão de cinco portas, o diferencial é de 700 euros. Por 19.500 euros, pode adquirir o Swift 1.3 DDiS GLX 5p e por 800 euros adicionais o Swift 1.3 DDiS GLX Sunroof 5p. Agora, resta marcar o test drive...

KIA CRESCE A coreana introduziu um terceiro turno de produção na fábrica de Zilina, na Eslováquia e contratou cerca de mil novos colaboradores.

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VÉLV É NOVIDADE É elétrico e pode transportar em segurança três passageiros. Com uma potência de 20kW para 650 quilos, tem autonomia de 100 quilómetros.

OS RESULTADOS estão à vista: a Autoeuropa deverá registar este ano um aumento de produção de 30 por cento e conseguir os melhores resultados dos últimos cinco anos. "Já estamos com um crescimento robusto relativamente ao ano passado. Esperamos um aumento de cerca de 30 por cento da produção em relação a 2010", disse António de Melo Pires, acrescentando que a empresa está a produzir 625 carros por dia, o máximo possível em dois turnos, mas que ainda tem a possibilidade de avançar para um terceiro turno. É verdade também que as encomendas provenientes de países europeus, principalmente da Alemanha, aumentaram e que o continente asiático, com o mercado chinês à cabeça, ajudaram "à festa". Porém, é necessário lembrar que administração e trabalhadores alcançaram um acordo de cavalheiros com a produtividade no horizonte e... devidamente recompensada. Apesar do exemplo dado ao país, a Autoeuropa continua a correr s oz i n h a , f i c a n d o p o r perceber os motivos que levam os empresários portugueses a assobiarem para o lado perante a receita que está à mão de semear...

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OLGA E CÉSAR FERNANDES

SOCIAL

"ESTAMOS A PASSAR UMA DAS MELHORES FASES DAS NOSSAS VID

em casa de...

PARA ENTRAR DA MELHOR FORMA NA NOVA ESTAÇÃO, A EQUIPA DA FOI VISITAR A FAMÍLIA FERNANDES NA SUA VIVENDA, EM MIRANDA DO CORVO. O CASAL ACREDITA EM AMOR E "COISAS DO DESTINO" MÁRCIA OLIVEIRA

CÉSAR FERNANDES, coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde personalizados de Miranda do Corvo, acabou de chegar a casa depois de um dia extenso de trabalho, mas nem o cansaço lhe faz desaparecer o sorriso quando recebe os jornalistas. A ideia de ter visitas em casa sempre lhe agradou, assim como à mulher, Olga Fernandes. "Sempre gostámos de ter a casa cheia com amigos e familiares", confessa. Levam-nos para a sala, espaço com decoração rústica onde lhes agrada particularmente es-

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tar durante o verão. Médico especialista em medicina geral e familiar, fez a sua formação em Coimbra e orgulha-se de fazer parte do curso de 71/77, "o mais giro da universidade". O monumento futurista que se encontra atrás do auditório dos HUC foi feito em honra dos alunos desse curso, que continuam a reunir-se anualmente. "É a nostalgia", afirma. Inicia o seu percurso como médico em 1978 e, no mesmo ano, casa-se com uma mulher que já conhecia, mesmo antes de nascer. "Quando ela nasceu, o pai foi festejar à taberna do meu e, como sou sete anos mais velho do que ela, já

fui eu que servi os vinhos com que o meu sogro festejou o nascimento da filha", recorda, a rir. "Acredito, por isso, que o nosso reencontro como namorados foi coisa do destino". Em 1982 vai para o centro de saúde de Miranda, onde ajuda na criação do SAP e das urgências. Quando se tornou coordenador e teve de fechar essas duas valências, sentiu esse momento como um dos que mais o marcou pela negativa. "Na altura, senti que tinha ajudado a criar um menino e que me estavam a tirar". Hoje, mais de 30 anos volvidos, e depois de passar por uma época de stress, sente que não está

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VIDAS"

FOTOS DE PEDRO RAMOS

"FUI EU QUE SERVI OS VINHOS COM QUE O MEU SOGRO FESTEJOU O NASCIMENTO DA FILHA"

preparado para parar. "Esta paixão vai continuar enquanto sair de minha casa de manhã a assobiar, bem de saúde e com vontade de ir para o centro de saúde", realça. NASCEU numa aldeia a cinco quilómetros de Miranda do Corvo. Quando acabou a quarta classe era o melhor aluno. Costumava dizer que tinha sido o único da escola a ter pré-primária, porque o pai era merceeiro e desde muito cedo habituou-o ao contacto com o lápis e o papel. "É claro que já não fui o melhor quando cheguei a Coimbra, muito menos quando me colocaram na turma dos 'filhinhos' de dou-

tores. Eu era o filho do 'ti' Orlando Espinho. Não foi fácil, porque eu nem falar sabia. Não foi realmente fácil ir com 10 anos para Coimbra, sozinho, porque não tinha transportes", recorda. O pai mandou-o para Coimbra para aprender mais alguma coisa do que ele e continuar o negócio. "A ideia era vir para casa quando fizesse o 5.º ano, mas depois rebentou a guerra colonial e então ele disse para eu fazer o 7.º ano para ser alferes. O senhorio da casa pôs-me com um rapaz mais velho do que eu, que

andava em medicina. Achei a área fascinante, fiz exame, sem o meu pai saber, para entrar na Faculdade de Medicina. Entrei". Quando contou ao pai, ele desmaiou. "Sim, desmaiou, mas depois aceitou". E era quanto César Fernandes precisava saber para seguir o seu sonho. FAMÍLIA DE BOMBEIROS… Olga e César Fernandes têm duas filhas e estão à espera da chegada do primeiro neto. Nenhuma seguiu a profissão do pai ou da mãe (educadora de

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social

head em casahead de...

"DAS COISAS MAIS FASCINANTES QUE EXISTEM É ESTAR NO BANCO DE FUTEBOL, AO PÉ DOS JOGADORES"

SOCIAL

infância), mas ambas partilham a mesma paixão com o progenitor – o voluntariado. É nos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo que passam grande parte do tempo. Aí e nas atividades desportivas. Em 1984, César foi convidado para ser o médico do Atlético Clube Mirandense. Acabou por fazer uma pós-graduação em medicina desportiva e agora tem cerca de 200 atletas para "vigiar". "Das coisas mais fascinantes que existem é estar no banco de futebol, ao pé dos jogadores", afirma. Mas há mais: é igualmente presidente da comitiva de Miranda do Corvo da Fundação de Cardiologia e tutor da Faculdade da Medicina da UC para a área de medicina geral e familiar. "Agora a minha vida no centro de saúde tornou-se também muito mais airosa e bonita, porque os alunos dão-me acesso a uma experiência excelente. Eles ensinam a teoria e eu ensino-lhes a parte prática da medicina. É por isso que digo que neste momento acho que estou a passar uma das melhores fases da minha vida", explica o médico.

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… E BATERISTAS. Na casa do casal Fernandes o destaque vai para o espaço exterior, com um jardim, uma churrasqueira e uma piscina, local de diversos convívios de verão. Mas o bar, idealizado por César Fernandes, é o local de eleição principalmente no inverno. É lá que junta todos os amigos sempre que pode e é lá que toca na sua bateria, sempre que chega a casa mais stressado. "Agora adquiri uma bateria e quando venho com stress descarrego na bateria, mas há um contra: a minha mulher tem de sair daqui com tanto barulho", diz, a rir. Olga Fernandes gosta de viajar e de praia. Ao contrário do marido, que prefere ir para a casa da serra que outrora pertenceu ao pai. Mas numa coisa estão de acordo: não pretendem sair de Miranda. "Aqui temos muita qualidade de vida". Não se consideram um casal nem melhor nem pior que os outros. "Temos um convívio harmonioso e com muito amor. É a razão pela qual estamos juntos há tantos anos", concluem.

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social

XANANA GUSMÃO DISTINGUIDO COM HONORIS CAUSA

Xanana Gusmão recebeu honoris causa pelas mãos de João Gabriel Silva

"TODOS TEMOS UMA QUOTA-PARTE NA MUDANÇA DESTE CENÁRIO MUNDIAL QUE NÃO ASSUSTA, SÓ REVOLTA" Carlos André e Xanana Gusmão

Xanana Gusmão e Eduardo Lourenço

FOTOS: PEDRO RAMOS

O primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, é o mais recente Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra. No magnífico cenário da Sala dos Capelos, teve como apresentante o ensaísta Eduardo Lourenço, tendo o elogio ficado a cargo do professor José Augusto Bernardes. Ao usar da palavra, Xanana Gusmão afirmou sentir-se "pequeno, mas muito honrado" com a distinção, proposta pela Faculdade de Letras, para relevar, segundo o diretor, Carlos André, "uma figura de invulgar dimensão humana e o político que, com visão lúcida e estratégica, deu um passo tão importante para a afirmação da lusofonia".

Nuno Crato e Helena Freitas

Adelaide Chichorro, Maria Barroso e Rosa Mota

João Queiró e Almeida Santos


social

BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS NO CASINO O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, foi o convidado da primeira edição dos "Jantares com Ordem", que o Casino da Figueira da Foz está a organizar. Estiveram presentes muitas personalidades conhecidas, que participaram ainda na cerimónia de descerramento de uma placa de homenagem a 15 notáveis clínicos.

João Gabriel Silva e Adelaide Chichorro

FOTOS : PEDRO RAMOS

Laura Lacerda e Arminda Furtado

José Manuel Silva, Linhares Furtado, Adriano Vaz Serra e Hernâni Caniço

C193

Marta Pena e Carlos Monteiro

Maria Helena Vaz Serra e Adriano Vaz Serra

Hernâni Caniço, Generosa Duarte e Domingos Silva


"SOPROS DE VIDA" APRESENTADO NA LIVRARIA LEYA EM COIMBRA

J

osé Lemos Vale apresentou o seu novo livro "Sopros de Vida". A apresentação ficou a cargo de Rosa Serra (ex-alferes enfermeira paraquedista. O evento, que se realizou no passado dia 24 de setembro, pelas 16H30, na livraria LeYa da Coimbra Editora, homenageou todos os enfermeiros militares que atuaram na guerra do Ultramar e que, com abnegação e sentido do dever, se entregaram à nobre missão de salvar vidas e aliviar o sofrimento humano aos combatentes trucidados pela metralha da guerra. Na segunda parte do livro são recordadas as generosas e corajosas enfermeiras paraquedistas da Força Aérea Portuguesa que constituíram o primeiro grupo de mulheres equiparadas a militares.

José Luis Moreira, Rosa Serra e José Lemos Vale (ao lado)

C193

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ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS DA GUERRA DO ULTRAMAR FORAM HOMENAGEADAS NO LANÇAMENTO DO LIVRO


social

PAULO JÚLIO ABRIU CASA DAS INDÚSTRIAS CRIATIVAS EM PENELA

O secretário de Estado da Reforma Administrativa entregou a distinção à empresa Fernandes&Calados (em cima) e o presidente da câmara, António Alves, premiou Francisco Banha. A Universidade de Coimbra também foi distinguida. Paulo Júlio e António Alves inauguraram ainda a Casa das Indústrias Criativas (ao lado).

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ATRIZ SOFIA ARRUDA "ARRASOU" EM DESFILE

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ROUPAS COLORIDAS DERAM BELEZA AO DESFILE NO PAVILHÃO MULTIUSOS DE PENELA

enela comemorou o dia do município atribuindo prémios a quem se distinguiu na valorização do concelho. Paulo Júlio, secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa e antigo presidente da autarquia, esteve presente na cerimónia. Durante quatro dias, a vila foi palco de diversas festividades, que incluíram um desfile de moda organizado pelas lojas locais, para o qual foram convidados a artista Sofia Arruda e o modelo Valter Campos. "Gosto mais de representar do que de desfilar. Para mim a moda é uma ´brincadeira´", afirmou Sofia Arruda, que visitou Penala pela primeira vez. "Fiquei surpreendida, porque não conhecia esta vila histórica. O castelo é lindíssimo, principalmente com as luzes ligadas durante a noite", concluiu.


COMEMORAÇÕES DO DIA DA ÁGUA EM VÁRIOS PONTOS DE COIMBRA

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Museu da Água de Coimbra associou-se, no passado dia 1 de outubro, às celebrações do Dia Mundial da Água com a inauguração de uma exposição alusiva à efeméride. A "FRESH" serviu ainda para cinco artistas mostrarem, de formas diferentes, as várias maneiras de abordar o tema. Aidan Bremmer, Silvia Cavelti, Nada Mandelbaum, Peter de Jong e Kasia Wrona, de diferentes países mas todos a viver no Algarve, afastaram-se o mais possível do simples quadro tradicional. No mesmo dia, o Coimbra Shopping acolheu a exposição "Coimbra Gota a Gota" com atividades lúdicas para miúdos e graúdos. Marcelo Nuno, presidente da Águas de Coimbra, apelou para "o consumo da água da torneira, que é controlada e de elevadíssima qualidade". Kasia Wrona, Aidan Bremmer, Silvia Cavelti, Nada Mandelbaum e Peter de Jong. Nelson Geada e Marcelo Nuno participaram na pintura

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"COIMBRA GOTA A GOTA" PROPORCIONOU ATIVIDADES LÚDICAS E PEDAGÓGICAS


social

CASAENSE INAUGUROU DOIS RELVADOS SINTÉTICOS

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Casaense inaugurou, no passado dia 1 de outubro, dois relvados sintéticos no seu complexo desportivo. A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo. Segundo Luís Providência, vereador do Desporto da autarquia, a coletividade da margem esquerda do Mondego já justificava, pela sua atividade, infraestruturas mais modernas. "Merece estes novos relvados pela formação que faz e pelo número de miúdos que integra", afirmou o autarca. Anteriormente, já tinham sido requalificados na freguesia os campos do Vigor e do Esperança. Antonino Antunes, Luís Providência, João Paulo Barbosa de Melo, Maria do Carmo Videira, Luis Gaspar, Ricardo Rodrigues, Antonino Antunes (ao lado)

ALEGRIA, CONVÍVIO E SATISFAÇÃO MARCARAM A TARDE DE FESTA NO COMPLEXO DESPORTIVO DO CLUBE

MIGUEL RELVAS INAUGUROU CENTRO EDUCATIVO DE VILA NOVA DE POIARES

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Jaime Soares, Eduarda Carvalho, Miguel Relvas, Cristina Oliveira e Paulo Júlio

GOVERNO QUER DAR OPORTUNIDADE AOS JOVENS FORMADOS NO PAÍS

ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, deslocou-se a Vila Nova de Poiares para inaugurar o novo centro educativo da vila. N0 decurso da sessão solene, o governante referiu haver atualmente milhares de jovens preparados para a competitividade e que o Executivo está à procura da solução para os manter dentro do país. "Não somos capazes de responder àquilo que foram os anseios da sua formação. Temos hoje muitos jovens que emigram porque não lhes damos a oportunidade de mostrarem cá aquilo que sabem", afirmou. O ministro diria ainda, à margem da cerimónia, que vão ser tomadas, em breve, medidas destinadas a "emagrecer os custos da RTP".


MARIZA PEREZ E ANDRÉ SARDET NO DOLCE VITA A 7.ª edição do Dolce Vita FeelWoman Touch contou com a participação de André Sardet, Marisa Perez e Isabel Figueira, que foram convidados a falar das suas experiências pessoais. André Sardet abordou a sua vida enquanto músico e a sua infância em Coimbra. Marisa Perez explicou a sua experiência no mundo da moda. Em destaque esteve o scouting pela Face Models, visando a descoberta de novos talentos.

Mariza Perez

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Entrevista a André Sardet


social

CARAS CONHECIDAS FORAM AO ESTÁDIO Na zona Vip muitas caras conhecidas assistiram ao Académica-FC Porto. No final, o resultado foi favorável à equipa azul e branca (3-0), que recuperou a liderança da liga portuguesa de futebol.

FOTOS SÍLVIA DIOGO

Pinto da Costa e Luís Godinho

Vitor Baía

Fernando Gomes também esteve presente no jogo

Fernando José Oliveira, André Oliveira, Paula Cruz, Gonçalo Lobo Xavier e filho

Ernesto Vieira e Manuel Barreto

André Figueiredo 62 e João Figueiredo

Marques de Almeida, José Roseiro e António Abrantes

6 OUTUBRO 2011

Eugénia Abrantes e Rui Antunes


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moda

viver

AFINAL O QUE É QUE SE VAI USAR NESTE OUTONO INVERNO? O PELO: Esta estação assume pro-

tagonismo não só nos casacos, mas também nas saias e calças, nas golas e nos punhos. As opções sintéticas ganham um aspecto mais verdadeiro e difícil de distinguir.

Casaco de pelo: 249€ Jeans: 159€ Botas: 349€ Relógio: 119€ TUDO MISS SIXTY

LÃ CAMELO: A lã em cor camelo to-

mou de assalto os desfiles de inverno em todo o mundo e é o must have desta estação. Como é uma peça que está sempre a voltar às luzes da ribalta, está a caminho de se tornar um clássico, por isso faça um bom investimento e compre um modelo que lhe dure alguns anos.

Quando chegar o outono... MODELO: Maira PRODUÇÃO: Black at White CABELEIREIRO: Natália Lopes Cabeleireiros MAQUILHAGEM: Makeit Up ARTIGOS: Sixty Store

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Casaco de malha: 159€ Botas: 349€ TUDO MISS SIXTY


vida nova

viver

POR CARLOS GAGO ILÍDIO DESIGN, EMBAIXADOR L'OREAL

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Desde que ganhou o Canta Comigo, o passatempo original da , a agenda de Adriana Fernandes está muito concorrida. Daí que a cantora tenha procurado uma imagem mais cuidada para se apresentar em palco. O cabelo da Adriana é muito denso e encaracolado mas a aplicação da plástica capilar permitiu um visual de cabelo esticado, muito mais leve e sadio. Com a vantagem de, com os devidos cuidados, o tratamento durar quatro meses!

PARA CUIDAR DO CABELO EM CASA: para dar continuidade ao trabalho realizado por profissionais, é necessário que em casa sejam usados produtos corretos, por isso aconselhamos a gama de produtos liss ultime, um champô sem sal e uma máscara nutritiva e reparadora. 66


figura

Kaz Hiruma

Q

uem conhece Kaz Hiruma, sabe da sua grande paixão pela maquilhagem e pelo cinema. O maquilhador internacional da marca Givenchy veio a Coimbra mostrar os seus dotes artísticos para uma sessão de maquilhagem grátis organizada pela perfumaria Mars.

Qual foi a sua formação académica? Em que áreas se formou? Realizei mestrado em Artes Liberais e graduei-me em Design Gráfico na Universidade Tokai. Mais tarde, fui para Paris, onde estudei na Christian Chauveau's Technical School of Artistic Make-up e obtive o prémio de melhor aluno em 1987. Já realizou muitos trabalhos? Fale-nos de alguns deles... Sim. Maquilhei para vários desfiles de moda: Ungaro, Guy Laroche, Giorgio Armani, Masatomo... Também trabalhei para catálogos, publicidade, eventos e demonstrações entre elas para a Nathalie Rheims, Model´s, Natasha St. Pier, Olivia Bonamy Versace... Quais são os seus truques para realizar uma boa maquilhagem? Essa pergunta é bastante difícil. Uma maquilhagem de beleza é diferente de uma maquilhagem de cinema. Para uma maquilhagem de beleza, o mais importante é obter uma boa pele, criar um bom perfil no rosto. O que o distingue de outros maqulhadores? Faço uma massagem com os meus produtos. Esta massagem foi pensada pelo Spa Givenchy. É especial e consiste numa massagem estética francesa e shiatsu japonês. Tudo junto, proporciona uma massagem relaxante. Penso que mais ninguém consegue fazer isso. Que área o fascina mais no mundo artístico? Gosto muito de trabalhar na área do cinema. É sem dúvida a minha vocação. Já participei na Ophélie Winter, Danièle Thompson, Paris Première, NHK, Joy, Helena Rubinstein, Natasha St Pier, Model's...

O LADO PROFISSIONAL

PEDRO RAMOS

Nasceu em Tóquio, mas rapidamente se mudou para Paris. O interesse pela maquilhagem manifestou-se ainda muito jovem. Começou por se formar na área do design, mas só mais tarde percebeu que o que realmente gostava de fazer na vida estava ligado ao mundo da maquilhagem. Antes de trabalhar qualquer tipo de pele, prepara bem o rosto, usa os produtos adequados e, claro, sempre produtos da sua marca de eleição – Givenchy.

Adoro a Givenchy. É a melhor marca. Tem muita qualidade! 67


viajar

viver

Marvão VILA DEBRUÇADA SOBRE O ALENTEJO

ADÃO MENDES

ELEGER uma aldeia de Portugal como "A"

mais bonita de todas é tarefa difícil. No entanto, afirmar com toda a certeza que Marvão é uma forte candidata a esse título, não coloca qualquer dúvida! Vila com uma história rica e antiga, disputada por diferentes povos ao longo dos tempos, recebeu o seu foral de D. Sancho II, em 1226. Situada sobre um conjunto rochoso predominantemente quartzítico, a cerca de 860 metros de altitude, impõe-se sobre toda a região plana envolvente, num confronto titânico com outra eleva��ão importante, sobre a qual assenta Castelo de Vide. Percorrer as ruas estreitas em calçada desta pequena povoação, traz à imaginação o galopar dos cavalos a entrar e sair do castelo, as belas senhoras com os seus trajes, os guerreiros com os seus elmos, os torneios… Como em quase todas as regiões mais interiores do país, só por alturas do verão e de períodos festivos é que as pessoas abundam por estas partes, uma vez que a deslocação para a cidade se faz aqui sentir fortemente. Por isso, é frequente ouvir outras línguas que não a portuguesa, ao cruzarmos com os muitos visitantes curiosos

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que chegam e se instalam numa visita que, quase sempre, é breve mas encantadora, principalmente se realizada ao final do dia, podendo assim apreciar o pôr-do-sol magnífico desde as muralhas mais altas do castelo. Com toda a lógica, as pessoas responsáveis desta povoação, apresentaram no ano de 2000, a sua candidatura a Património Mundial, que está ainda por decidir.

ficha COMO IR O itinerário mais confortável consiste em seguir pela A1 até à saída para Abrantes/ Torres Novas e aí seguir pela A23.

SITUADA no Alto Alentejo (Portalegre) e conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, Marvão usufrui de espetacular vista panorâmica

ONDE FICAR A Pousada de Santa Maria de Marvão é o local ideal para se instalar nesta localidade. O QUE COMER Desde os refinados pratos de caça no restaurante "O Sever", até aos ensopados de cabrito e de borrego no "Milomens", a escolha é difícil. Um dos clássicos desta região é ainda a sopa de cação. E há a doçaria à base de castanha. O QUE COMPRAR Existem pequenas lojas de artesanato, mas a oferta não é muita.

6 OUTUBRO 2011


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à mesa

viver

receita do chef

Polvo À MODA ITALIANA (4 pessoas) INGREDIENTES 1 polvo entre 1kg e1,5kg congelado 1 00g de tomate cereja bem maduro 1dl de azeite 10 folhas de basílico 5 dentes de alho pimenta preta sal batatas rosmaninho

GONÇALO SOARES Chef de cozinha O RESTAURANTE Quinta do Vale,

situado em Oliveira do Bairro, é um espaço no coração da Bairrada onde o cliente tem alternativa ao leitão. Trata-se de um restaurante especializado em peixe (unicamente selvagem, sempre de mar), onde se destaca o peixe assado no sal. Venha conhecer e deixe-se surpreender também por outras iguarias, muitas delas da cozinha europeia, como é o caso do prato que hoje vos trago. Para vir ao Quinta do Vale aconselha-se fazer reserva.

MODO DE PREPARAÇÃO Coza o polvo cerca de 1H15, corte os tomates em quatro e junte, ao alho, azeite numa frigideira, tudo a cru, juntando também o polvo em lume brando cerca de 15 minutos. No final, junte as folhas de basílico (pode também utilizar manjericão), salteie um pouco e sirva. Acompanhe com batatinhas primor, salteadas com rosmaninho.

vinhos

A QUINTA DO RIBEIRO Santo, em Carregal do Sal, é uma pequena pro-

priedade por mim adquirida e recuperada, com o objetivo de produzir vinhos com personalidade muito própria. Era uma antiga propriedade do pároco da freguesia de Oliveira do Conde, ladeada por um ribeiro onde corre água o ano inteiro, por isso foi apelidada de "Quinta do Ribeiro Santo". Esta vila, repleta de casas senhoriais, localiza-se no Dão, entre pinhais em vales e encostas que vão da Serra da Estrela ao Caramulo. Os cinco hectares de vinha, que seguem o encepamento tradicional com as bem conhecidas castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinto Cão, foram plantados num terreno granítico pobre, com grandes afloramentos rochosos, de onde se avista a Serra da Estrela. Toda a vinha está em regime de produção integrada, demonstrando a grande preocupação com as questões ambientais. A vindima, feita manualmente, e a vinificação cuidada proporcionam três vinhos distintos: um Colheita, um Reserva e este Grande Escolha que hoje vos apresento.

Ribeiro Santo Grande Escolha 2008 Tem notas de frutos silvestres, flores do bosque e caruma do pinheiro. Na boca apresenta uma acidez viva, bem equilibrada com a fruta e o final longo. PREÇO: 25,00 €

CARLOS LUCAS, Enólogo

SABOR DA SEMANA

Pasta 70

ONDE COMPRAR

ONDE IR

superCOR Rua Mon. Nunes Pereira 5-7 Santo António dos Olivais

ITÁLIA Parque Dr. Manuel Braga

PIZZARTE Rua Engenheiro Von Haffe, 27 r/c

BABBO SANTI Rua Vale Lobos, 43 - Lote 1 r/c

COIMBRA

COIMBRA

AVEIRO

LEIRIA

6 OUTUBRO 2011


C196


POR BRUNO VICENTE bruno.vicente@cnoticias.net

CULTURA NOVO TALENTO

agenda da semana qui.6 Concerto dos Mão Morta - TAGV/Coimbra - 21H30

Rita Braga: a magia das canções antigas está de volta

sex.7 Kubik ao vivo - Fnac Coimbra - 22H00

sáb.8 Eleanor Friedberger + Euros Childs ao vivo - Museu Nacional de Machado de Castro/Coimbra - 21H30

A jovem, acompanhada por um ukulele, canta em português, inglês, francês, russo e grego A artista lisboeta esteve em Coimbra no domingo e atua na Fnac Leiria a 9 de outubro, às 17H00

dom.9 Concerto de Anna Ihlis - Fnac Coimbra - 17H00

seg.10 Leituras encenadas "O Mar Português" (Grupo Interdito FPCEUC) - Centro Cultural D. Dinis/ Coimbra - 21H30

ter.11 Ciclo poético "A Manicure", de Mário de Sá Carneiro (Projeto D) - Centro Cultural D. Dinis/ Coimbra - 21H30

qua.12 Exibição do filme "A minha versão do amor", de Richard J. Lewis - Teatro Miguel Franco/ Leiria - 18H30 e 21H30

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O seu repertório é uma viajem por um universo recheado de jazz, "novelty songs" dos anos 20, folk sérvio, polaco e russo, Mozart tocado no ukulele, temas em inglês, português, francês e até canções gregas. Como é que surgiu esta diversidade de influências e de registos? Optei sempre por tocar músicas menos conhecidas, menos óbvias. Comecei a cantar em português, inglês e polaco e, a partir daí, fui alargando o leque para mais épocas e para outros lugares. Ao apostar em canções antigas de todo o mundo, consegue recuperar um certo universo encantado, que parecia perdido no tempo. Foi difícil dar um toque pessoal a estas músicas? Sim, porque foi preciso reinventar um bocado. Por um lado essas canções são históricas, de vários universos, como o cinema, mas por outro lado acabei por levar estas músicas para um contexto

novo. Acho que isto nunca foi feito: tocar músicas dos anos 20 desta forma e apresentar canções gregas com o ukelele.

problemático os músicos trabalharem longe uns dos outros, a partir das suas casas. Hoje em dia é possível gravar um álbum assim.

O seu primeiro álbum, "Cherries That Went To The Police", está à venda há poucos dias e vai ser apresentado de forma oficial em Lisboa, a 15 de outubro. Como descreve este trabalho? É um álbum que reúne os temas que tenho apresentado ao vivo, nos últimos anos. Não sou só eu a solo com o ukulele. Também toco guitarra e órgão e tenho músicos convidados, como o Chris Carlone, o Nick Phelps, a Yvette Dudoit e o Jeff Hogan-Buffa.

Além dos concertos em território nacional, tem também alguma experiência no estrangeiro, com várias digressões internacionais no currículo. Em que sítios é que gosta mais de atuar? Na Califórnia toquei em sítios com que me identifico muito e em que tinha alguma facilidade em ter músicos a acompanhar-me. Eles conseguem fazer cenários bastante giros, com poucos recursos. Mas em Los Angeles, em Berlim e em Portugal também já apanhei sítios que gostei muito.

Essas contribuições musicais chegam da Filadélfia e de Los Angeles (EUA) e ainda da Bélgica. O facto do trabalho ter sido feito à distância complicou muito o vosso processo criativo? A complicação maior foi a questão do tempo. Não é assim tão

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Foi convidada por Paulo Furtado (Legendary Tigerman) para escrever e gravar o tema "The Wind Will Blow Everything", que foi editado no álbum "Femina". A experiência foi positiva? Gostei bastante desta colabo-


Eduardo Madeira - "Em Pêlo" Teatro José Lúcio da Silva/Leiria. 8 de outubro. 21H30. 10€ Stand- up comedy que vai da spoken word ao fado vadio, da imitação tangível ao blues rasgado, do facebook à canção de intervenção.

"O Barbeiro de Sevilha"

Quempallou

TAGV/Coimbra. 12 de outubro. 21H30. 25€ a 28€ O Teatro Nacional de Ópera da Moldávia apresenta uma das óperas mais populares de Rossini, com libreto de Cesare Sterbini, baseada numa comédia homónima de Beaumarchais. O espetador segue a história do Conde Almaviva, que com a cumplicidade de Fígaro – o barbeiro – tenta aproximar-se de Rosina. Mas o tutor da donzela, Dr. Bartolo, irá fazer de tudo para evitar essa aproximação, pois planeia casar-se com a jovem. Para poder ludibriar o tutor, o Conde utilizará inúmeros disfarces e passará por muitas peripécias.

H00

Num vídeo do youtube podemos ver a Rita Braga a ser "abduzida por um macaco albino do espaço", em pleno concerto. O que foi aquilo? Foi o primeiro concerto que dei, em 2005, em Lisboa. Convidei vários amigos para participarem no espetáculo, que tinha uma componente muito teatral e, no final, acabei por ser raptada pelo macaco albino do espaço.

Conheça o trabalho de uma das referências da música folk galega. Cada concerto dos Quempallou é uma verdadeira festa.

Joel Xavier Cine-Teatro Avenida/Castelo Branco. 8 de outubro. 21H30 Considerado um dos mais prestigiados guitarristas mundiais, Joel Xavier comemora 20 anos de carreira regressando aos blues.

Bernard Massuir

ração. Convidou-me para fazer a primeira parte dos concertos dele nos coliseus (do Porto e dos Recreios), o que foi muito bom. O seu processo artístico extravasa em muito a música… Sem dúvida! Gosto de pôr a criatividade em vários terrenos e não faço apenas música. Estava a trabalhar numa produtora de animação, entretanto interrompi, mas vou fazendo bandas sonoras, já fiz ilustração e banda desenhada. Também fui atriz numa curta-metragem, em São Francisco, para a qual vou compor a banda sonora.

Antiga Junta dos Vinhos/Águeda. 8 de outubro. 23H30

Novo Ciclo ACERT/Tondela. 8 de outubro. 21H45 "La Voix est Libre" é um espetáculo de teatro e música recheado de humor, protagonizado por um dos artistas mais multifacetados do mundo.

"A Memória. Os Contos. Os Sonhos" Joana Amendoeira TAGV/Coimbra. 7 de outubro. 21H30. 7,5€ a 10€ A fadista apresenta o novo disco de originais, "Fado". Ao lado de Pedro Pinhal e Filipe Raposo, Joana Amendoeira assina a produção e conceção musical do trabalho, reunindo ainda uma série de letristas ou poetas, como João Fezas Vital, João Monge, Vasco Graça Moura, Rosa Lobato Faria, José Luís Peixoto, Pedro Tamen, Fernando Girão, Amélia Muge, Tiago Torres da Silva, Hélder Moutinho, Pedro Assis Coimbra e Pedro Rapoula.

Teatro Municipal da Guarda. Até 30 de outubro A exposição da pintora Evelina Coelho revela um conjunto de obras inspiradas, principalmente, no universo dos contos e das histórias infantis. A entrada para este universo mágico e encantado é gratuita.

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ideias dos outros

Impunidade pública LUÍS DE MATOS

OS MAUS DA FITA NÃO SÃO ATORES. EXISTEM E TÊM DE SER PUNIDOS!…

TODOS SABEMOS como é bom viver numa sociedade onde liberdades, direitos e garantias são herdadas sem aparente dor ou trabalhos forçados. Falo daqueles que, como eu, já nasceram num Portugal livre e democrático. Talvez por isso, ao não termos tido que lutar por elas, muitas coisas não nos indignem. Mesmo assim, há limites. Limites que uma vez atingidos nos enchem de revolta. Limites que quem tem responsabilidades públicas não deveria sequer conceber ou tolerar e muito menos ousar ultrapassar. SABEMOS QUE se não pagarmos os nossos impostos sofremos as consequências que se convencionaram. Ao mesmo tempo, assistimos a detentores de cargos públicos serem impunes protagonistas das mais atrozes vigarices e roubos ao erário público. É assim num estado de leis suaves e de outras que só se cumprem para alguns. Sorrimos ou encolhemos os ombros quando lemos e ouvimos histórias sobre aqueles que apesar de terem chegado a cargos importantes nunca deixaram de ser chicos espertos com coluna vertebral gelatinosa. Infelizmente, é assim dia sim, dia não. Depois vêm as eleições, pedem que votem neles e nós votamos. Não importa se roubaram ou foram condenados, não importa se fugiram para outras bandas para que a polícia não lhes pudesse deitar a mão. Nenhum perde o sorriso público ou o discurso honesto que tresanda a mentira. São mercenários vestidos de anjo e fazem-se acompanhar do salvo-conduto que o nosso "encolher de ombros" lhes confere.

ção possa, quem sabe, fazer-se com alguma eficácia. Já percebemos que não vamos lá com retórica ou com a ingénua esperança de que quem manda seja honesto por definição ou inerência do cargo. A dívida da Madeira é paradigmática. Um exemplo de que não importa a dimensão da aberração; sempre haverá quem a entenda ou tente justificar sem qualquer receio de ouvir alguém a gritar "o Rei vai nu!". E NÓS CÁ continuamos… Vemos os telejornais como se de histórias de ficção se tratassem, enredos de série de televisão que fala de um país distante num qualquer planeta imaginário. O nosso subconsciente não aceita que certas personagens existam de verdade e automaticamente pensa que certos protagonistas são simplesmente, na vida real, atores honestos que, de tão talentosos que são, parecem existir de verdade.

PROVAVELMENTE teremos todos que abdicar de algumas garantias para sonhar que o combate à corrup-

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CA

PARECE QUE FOI ONTEM MAS JÁ PASSARAM 100 ANOS. Foi em 1911 que tudo começou. Ao longo dos últimos 100 Anos caminhámos ao lado de muitos projectos e ambições. Apoiámos famílias, empresas e instituições de solidariedade social. Contribuímos para o desenvolvimento económico-social das comunidades locais. De aldeias a vilas, de vilas a cidades e de geração em geração. Hoje somos um Grupo Financeiro com uma oferta global de produtos e serviços em que os portugueses confiam. 700 Balcões, mais de 400 mil Associados e mais de 1 milhão de Clientes. Juntos somos cada vez mais, e juntos celebramos 100 Anos de Crédito Agrícola.

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