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ÁLVARO AMARO

É PRECISO ACABAR COM A EXCLUSÃO TERRITORIAL PEDRO MACHADO

EMIGRAÇÃO

CENTRO AFIRMA-SE NO MERCADO TURÍSTICO NACIONAL

AGORA EXPORTAMOS CÉREBROS

AINDA HÁ VIDA NO INTERIOR

1,50€

REVISTA SEMANAL

28 JULHO 2011 • Nº 26

Alcains, Midões, Castanheira de Pera. A C foi à procura das assimetrias do Centro interior. Encontrou gente feliz, crescimento demográfico e equipamentos sociais invejáveis

FAMÍLIA SILVA

EXPOFACIC

EM CASA DE

NOTÁVEIS NA CONFRARIA DO BODO

CANTANHEDE É EXEMPLO PARA O PAÍS

EDUARDO E FÁTIMA MOITA NA INTIMIDADE


ÁLVARO AMARO

É PRECISO ACABAR COM A EXCLUSÃO TERRITORIAL PEDRO MACHADO

EMIGRAÇÃO

CENTRO AFIRMA-SE NO MERCADO TURÍSTICO NACIONAL

AGORA EXPORTAMOS CÉREBROS

AINDA HÁ VIDA NO INTERIOR

1,50€

REVISTA SEMANAL

28 JULHO 2011 • Nº 26

Alcains, Midões, Castanheira de Pera. A C foi à procura das assimetrias do Centro interior. Encontrou gente feliz, crescimento demográfico e equipamentos sociais invejáveis

FAMÍLIA SILVA

EXPOFACIC

EM CASA DE

NOTÁVEIS NA CONFRARIA DO BODO

CANTANHEDE É EXEMPLO PARA O PAÍS

EDUARDO E FÁTIMA MOITA NA INTIMIDADE


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C167


índice

Grupo

ao Propriedade/ Editora: MEDINFORMA, LDA; microscópio NIPC: 509711537; Capital Social: 50.000€; Rua Combatentes da Grande Guerra, 109 - 3045-469 - Taveiro - Coimbra; email: geral@cnoticias.net Tel.: 239981303; Fax.: 239981304;Tlm.: 916987300 Gerência: António Gomes Abrantes; Maria Eugénia C. Figueiredo Abrantes; Inês Micaela Figueiredo Abrantes Capital Social da Entidade Proprietária: Beirastexto, SA – 87%; Outros – 13%

CNotícias

Diretor:

Soares Rebelo (soares.rebelo@cnoticias.net) Chefe de Redação:

Opinião

Um dia com

Marketeer

Vidas

Jorge Bento

Júlio de Oliveira

Catarina Simões

Varela Pècurto

5 Editorial 8 Sete sóis, sete luas 12 Ex(Sic)tações 13 Acredite se quiser 14 Retrato falado 16 Confidencial 22 Via do leitor 23 Cartas 45 Empresário de sucesso 48 Topo de gama 54 Social 62 Escapadelas: o Cerco de Almeida 65 À mesa 66 Moda 68 Vida Nova 70 Cultura

Mário Nicolau (mario.nicolau@cnoticias.net) Redação:

Bruno Vicente (bruno.vicente@cnoticias.net) Marco Roque (marco.roque@cnoticias.net), Marta Varandas (marta.varandas@cnoticias.net) Sílvia Diogo (silvia.diogo@cnoticias.net) Vasco Garcia (vasco.garcia@cnoticias.net)

Colunistas 21 Jorge Bento 33 Mira Lagoa Sobral 74 Luís de Matos

Colunistas:

Alexandra Dinis, António Alegre, António Pedro Pita, Carlos Fiolhais, Helena Albuquerque, Hélio Loureiro, Joana Benzinho, Luís Lavrador, Luís de Matos, Luís Pirré, Manuel Rebanda, Margarida Regêncio, Mário Ruivo, Mira Lagoa Sobral, Paulo Leitão Colaboradores: José Lorena, Márcia de Oliveira; José Manuel Alves Fotografia:

Pedro Ramos (pedro.ramos@cnoticias.net) Direção de Arte:

Inês Abrantes e Jorge Caninhas Relações Públicas- Diretora:

Eugénia Abrantes

AO MICROSCÓPIO

6 "O turismo é o farol da nossa economia" Entrevista com Pedro Machado 18 Um dia com Júlio de Oliveira Descubra como é o dia do presidente da Junta de Freguesia da Tocha 20 Que é feito de si? Apolino Teixeira campeão no basquete, como jogador e treinador pág. 6

Produção:

André Navega , Hugo Campos e Tiago Carvalho

SOCIEDADE

Serviços Comerciais Diretor Comercial:

Luís Figueiredo (luis.figueiredo@cnoticias.net) Técnicos de Vendas:

Fernando Gomes (fernando.gomes@cnoticias.net) José Alberto (jose.alberto@cnoticias.net) PUBLICIDADE E ASSINATURAS

CNotícias Rua Combatentes da Grande Guerra, 109 - 3045-469 Taveiro - Coimbra Tel.: 239 981 303 - Fax: 239 981 304 Tlm: 916 987 300

pág. 24

24 Interior deve lutar contra exclusão Entrevista com Álvaro Amaro 27 Esperança no futuro do interior Apesar dos dados dos Censos não serem animadores, ainda há muita vida no interior do país 38 Emigração do Centro: dos cérebros aos que regressam Dossiê sobre os emigrantes da região

Email: publicidade@cnoticias.net

assinaturas@cnoticias.net Diretor Marketing:

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Rolando Rocha (rolando.rocha@cnoticias.net) Projeto Gráfico: Pedro Góis / Góis Design e Bruno Vale

IMPRESSÃO: IMPREJORNAL - Loures DISTRIBUIÇÃO:

VASP – MLP, MediaLogistics Park Quinta do Granjal – Venda Seca Tiragem Média: 10.000 ex. Registo na ERC com o n.º 126017, de 12/01/2011. Depósito Legal n.º 322204/2011. Periodicidade: Semanal, à quinta-feira Interdita a reprodução de todos os conteúdos editoriais, fotográficos, ilustrações para qualquer meio ou fim, mesmo comerciais.

Assine e divulgue a Assinatura anual 55€ Email: assinaturas@cnoticias.net Telm.: 916 355 014

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CÉREBROS

36 Os segredos da rinoplastia António Diogo Paiva, dos HUC, fala sobre a intervenção cirúrgica que permite respirar melhor

Dinheiro

pág. 50

46 A família Silva é um caso de sucesso Os três irmãos vão entrar para a Confraria do Bodo

VIVER

50 Em casa de Eduardo e Fátima Moita Descobrimos como é a vida na Quinta da Eirinha 72 Histórias de vida de Varela Pècurto Um dos grandes fotógrafos de Coimbra revela algumas das suas experiências

28JUlHO 2011


editorial

Os novos emigrantes SOARES REBELO Diretor

Partir e voltar é, desde os Descobrimentos, uma fatalidade nacional

dez milhões cá dentro, uns cinco milhões lá fora: o mundo ainda é, em boa parte, nosso. Nos quatro cantos do Planeta, nas regiões mais remotas, nos locais mais inimagináveis, há sempre, repartido, um pedaço de alma lusa. Estados Unidos, Brasil, França, Canadá, Venezuela, África do Sul, Luxemburgo e Suíça continuam a ser, da emigração nacional, os destinos favoritos. Mas até em St. Kitts (alguém sabe onde é?...), Benim, Aruba ou Bangladesh temos gente. a capacidade de adaptação às mais diversas e desvairadas terras levou-nos, continua a levar-nos, a partir. A nossa estrutura mental sempre nos permitiu integrar-nos com facilidade nos países de acolhimento e participar ativamente nas respetivas vivências. Embora, quase sempre, emocionalmente ligados às suas origens, os portugueses raramente geram, onde quer que se encontrem, contrariamente ao que se tem verificado com outras nacionalidades, movimentos de rejeição. Preocupam-se mesmo, por todo o lado, com o reforço dos próprios laços de cooperação entre a pátria adotiva e a pátria de origem. entre 1960 e 1975, terão partido legalmente, sobretudo para França, cerca de 250 mil portugueses, a par de mais uns 150 mil clandestinos. Para este êxodo espetacular contribuíram dois fatores essenciais: por um lado, as altas taxas de crescimento dos países mais ricos da Europa pós guerra, requerendo uma mão de obra crescentemente mais volumosa e, em princípio, sem grande grau de especialização – predisposta, portanto, ao desempenho de tarefas relativamente modestas; por outro lado, os desequilíbrios regionais do nosso país, pautados por enormes carências sociais e

económicas, designadamente no interior raiano. envolvendo, de início, quase exclusivamente homens, o surto migratório estender-se-ia depois às mulheres e às crianças, em resultado do apoio ao agrupamento familiar nos países de destino. Resultado: viverão atualmente no estrangeiro cerca de metade dos cidadãos portugueses. Muitos não esquecem as suas raízes – como bem comprovam todos esses milhares que, diariamente, nesta quadra do ano, atravessam, por exemplo, a ex-fronteira de Vilar Formoso ou já por aí estão a dar vida e animação a aldeias durante o resto do ano praticamente despovoadas e desertas de atividade. Partir e Voltar é, realmente, desde os Descobrimentos, uma fatalidade nacional. O fenómeno está a ganhar, no entanto, novos cambiantes: já não se emigra, tão-só, por necessidade de sobrevivência. Muitos – e bons – quadros e cérebros portugueses estão igualmente a ousar carreiras noutras partes da diáspora, onde, com as suas competências, nalguns casos, até, valor excecional, contribuem decididamente para o enriquecimento de quem os acolhe. a emigração é, desde longa data, por razões de ordem económica e também política, ultimamente científica, um fenómeno estrutural da sociedade portuguesa. Não admira, pois, que apesar da situação nacional ser atualmente bem melhor, a todos os níveis, do que há meio século, a crise financeira empurre agora portugueses com outras competências a procurar a fortuna para lá das nossas fronteiras. Somos, não há dúvida, um país de intrépidos aventureiros.

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atual

ao microscópio

Nova consciência na região terminou com as capelinhas O centro afirmou-se no mercado turístico nacional. pedro machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, garante que existe uma nova atitude TEXTO Mário Nicolau

O turismo, na região Centro, está bem e recomenda-se? O turismo é hoje o farol da nossa economia. Nos últimos oito anos, segundo dados revelados recentemente e face aquilo que foi o desenvolvimento do setor e o crescimento da procura interna (22,7 por cento), a região Centro é a que mais cresce em termos de procura. Crescemos 36,7 por cento, o que quer dizer que atingimos em 2010, só com turistas nacionais, cerca de 2,6 milhões de dormidas. A seguir à região Centro surge Lisboa, com 36, 2 por cento. Ao fim de quatro anos de trabalho tenho consciência que o Centro de Portugal se afirma como um destino alternativo no conjunto da oferta turística nacional. Queremos, agora, até ao final do meu mandato, em 2012, consagrar a região Centro com um destino alternativo para o mercado externo e, em particular, para o mercado espanhol, que regista maior afluência entre os cinco mercados estrangeiros, seguido pelos mercados francês, italiano, Reino Unido e Benelux. Por outro lado, o Brasil começa a ser hoje um mercado de forte crescimento. O balanço é, por isso, positivo para um setor que num cenário adverso está a dar indicadores positivos. Quais foram as principais dificuldades na afirmação da região Centro ? Há uma profunda alteração da estrutura demográfica nacional e internacional devido ao envelhecimento cumulativo da população. Esta situação tem reflexos no setor do turismo. Por outro lado, existe uma emergência de novas atitudes e novas aptidões para quem faz turismo e a consolidação da marca Centro de Portugal. Estas três condições obrigaram-nos a definir uma nova atitude: maior expressão para pro-

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gramas alternativos de turismo, onde se inclui o turismo sénior; maior enfoque em nichos como o turismo acessível, o turismo religioso e o turismo de saúde. Ou seja, além dos produtos tradicionais, temos estas novas realidades , que surgem agrupadas com o maior valor para o cliente, que hoje em dia decide onde quer fazer turismo, e a componente da sustentabilidade. O setor do turismo vive e sobrevive, cada vez mais, em parceria com o meio envolvente, criando condições para que a componente da sustentabilidade também seja um afirmação deste setor. Este é o caminho que teremos de prosseguir.

Conseguiu conciliar os interesses dos vários concelhos que integram a Turismo Centro de Portugal? Está por cumprir, ainda, a reforma administrativa do turismo. Não tenho grandes ilusões em relação a esta questão. Quando digo que está por cumprir a reforma administrativa do turismo, estou a referir-me à necessidade de rentabilização dos nossos recursos, aproveitando as marcas e os produtos existentes, e, ao mesmo tempo, ultrapassando a situação atual em que temos no mesmo território empresas municipais de turismo, pólos de desenvolvimento de turismo, entidades regionais de turismo e agências regionais de promoção turística. Assim, do meu ponto de vista, está por cumprir uma reforma que fará, num futuro muito próximo, a fusão destas realidades. Mas conseguiu ou não conciliar os interesses? Há uma atitude positiva. Hoje fala-se sobre turismo no Centro de Portugal de uma maneira diferente daquela que se falava há cinco ou há 10 anos atrás. Esta consciencialização do setor como mola de desenvolvimento local e regional, esta noção de que o turismo é um setor que gera em Portugal, e na região Centro em particular, 180 milhões de euros por ano criou uma consciência crítica do setor pouco compatível com as pequenas "capelinhas" que o turismo tinha no passado recente. O presidente da Turismo Centro de Portugal e o da Agência Regional de Prom oção Turística conseguiu de algum modo congregar vontades, pois é importante que o setor esteja unido à volta de um conjunto de premissas nomeadamente a criação de valor da atividade turística, que não é compatível

28JULHO 2011


Está por cumprir, ainda, a reforma administrativa do turismo. Não tenho grandes ilusões em relação a esta questão

com a separação de marcas, de produtos e de pequenos territórios. Depois, é necessário criar valor para o cliente que não tem a noção nem da barreira geográfica, nem da divisória administrativa. Quer qualidade, quer produto, quer bom serviço e isto é que faz com que aposte no destino. A sustentabilidade do setor, ou seja, o planeamento integrado é outra das necessidades, assim como a intervenção ao nível da legislação. Temos de falar, também, de IVA turístico e sobre a taxa social única, de modo a que o setor seja competitivo internamente e externamente. Julgo que a Turismo Centro de Portugal deu o exemplo em várias questões nomeadamente na qualificação. Fizemos parcerias com a ESAC, ESEC, Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, entre outras entidades, num trabalho que permitiu consolidar vários players, de modo a termos um setor estruturado e a remar para o mesmo lado. Qual foi o seu papel? Passe a imodéstia, o Pedro Machado conseguiu colocar o turismo quer na agenda política da região Centro, quer para na agenda política nacional. O setor do turismo é visto hoje, e a CCDRC reconhece-o, como um dos grandes setores de crescimento e de aposta de futuro. Isso deve-se a quem me antecedeu, à sua escala, à época, mas, hoje, numa visão regionalizada. Já definiu o futuro após o final do mandato? Para já, como diria o Pedro Abrunhosa, vou fazer bem aquilo que ainda não foi feito. A experiência que tenho hoje é uma mais-valia para poder continuar a desafiar-me a mim e a dar um contributo grande à nossa região.

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ao microscópio

sete sóis, sete luas head

elevador do mercado

direito

direto

A n tó n i o H e n r i q u e s ,

CEO da CH Consulting, foi eleito presidente do Clube de Empresários de Coimbra. Tem apenas 42 anos.

Luís Filipe Pirré Advogado

EDP investe na Corrente

Rating, o que é para os Estados ou empresas?

A EDP inaugurou uma nova

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tando previsto que em 2012 receba já mais duas linhas de alta tensão, para além das duas linhas inaugurais. Esta infraestrutura diferencia-se de todas as demais devido a várias inovações tecnológicas. O tradicional cobre dá lugar à fibra ótica, aumentando a eficiência e permitindo um controlo e monitorização à distância. A EDP apostou, nesta iniciativa, numa parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes e a empresa Eneida.

José luís cacho continua a

aproximar os portos de Aveiro e da Figueira da Foz através do mar. As regatas continuam a ser um sucesso.

Álvaro Pereira fundou a

Fucoli, faz amanhã 65 anos. A celebração inclui uma ação de solidariedade para com cinco instituições da cidade.

a loja Superfrutas, localizada na rua Adriano Lucas, Vale das Flores, em Coimbra, é considerada inovadora, mercê do seu conceito único em todo o país. A marca pauta a diferença pela oferta de frutas naturais, batidos e granizados de todo o tipo de fruta. A loja funciona diretamente com produtores e operadores de mercados abastecedores. Seg undo Fernando A lves, proprietário do espaço, oitenta por centro da fruta é nacional. "Trabalhamos só com produtores nacionais", afirma. A Superfrutas tem ainda para oferecer saladas de fruta na hora – o chama-

do Mix Fruta – feito apenas com fruta e, se for ser vido em esplanada, é vendido aos clientes numa tacinha de bolacha, revela Fernando Alves. "A Frutibairrada é a empresa mãe. Tem cerca de 22 anos. Esta nova loja é uma espécie de batismo", adianta. A Frutibairrada, localizada em Taveiro, aposta desde sempre no comércio de fruta e legumes. Vender e distribuir o melhor produto possível aos compradores é o objetivo primordial. " Esta loja tem um conceito de venda à peça e proporciona sempre fruta fresca aos consumidores", garante o proprietário.

a subir

Loja Superfrutas é espaço inovador

a descer

o rating traduz-se na emissão de uma nota ou avaliação da capacidade dos Estados ou das empresas solverem os seus empréstimos: traduz-se, pois, numa classificação que não assegura que um Estado ou empresa, ainda que com a classificação máxima, não entre em bancarrota. Não obstante a polémica gerada em torno das agências de rating, este ainda é a melhor garantia para conseguir financiamento junto dos investidores. Empresas sem rating têm mais dificuldade ou mesmo impossibilidade de financiar-se. No caso dos bancos portugueses, sem os ratings das agências, estes não conseguem obter financiamento junto do Banco Central Europeu. A avaliação do rating é efetuada através de dados quantitativos, tais como relatórios e contas, pese embora as investigações feitas após a crise financeira de 2008 tenham provado que os fatores qualitativos foram determinantes na atribuição de diversas notas. Existem dezenas de agências de rating em todo o mundo, sendo o mercado atualmente dominado pelas chamadas três grandes: Standard & Poor's, Moody's e Fitch.

subestação na localidade de Corrente, com o propósito de melhorar o sistema elétrico da região de Coimbra. O empreendimento teve um custo aproximado de 4, 2 milhões de euros. A nova subestação vem dar resposta à falta de tensão de corrente nas zonas de Celas, Olivais e Tovim, entre outras zonas da cidade, e ainda melhorar o abastecimento de outros concelhos, como Penacova e Vila Nova de Poiares. A subestação está preparada para ser alargada no futuro, es-

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Eugénia Cunha insiste

na abertura do túmulo de A fo n s o H e n r i q u e s . N ã o será,mesmo para uma antropóloga, insistência excessiva?


Ágata Joalharias comemora 30 anos A áGATA JOaLHARIAs, situa-

da na rua Ferreira Borges, em Coimbra, comemora este ano três décadas de existência. António Cruz, proprietário do espaço, faz um balanço positivo deste percurso, acrescentando que o objetivo é conseguir atingir "mais trinta anos". A loja, já conhecida a nível internacional, distingue-se pelas jóias personalizadas e pelas coleções próprias e alianças de casamento. O percurso, ao longo deste tempo, tem sido compensador. "Não há, de certeza, uma loja que tenha uma história como esta. Já realizámos trabalhos específicos para grandes figuras de todo o mundo", sublinha o proprietário. A medalha de ouro da cidade de Coimbra e o anel de doutoramento do ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, são alguns exemplos. "Não vamos comemorar a data com nenhum evento. Não vamos fazer nada de especial. Teríamos de convidar muita gente e sujeitávamo-nos a es-

António Cruz destaca os trabalhos realizados para grandes figuras mundiais

quecer de alguém", argumenta. Segundo António Cruz, a loja opta por não fazer descontos nesta altura. Todos os dias apresenta um justo preço. "Não nos é possível fazer descontos especiais. Não olhamos para a carteira dos clientes. Atendemos as pessoas que nos visitam com muita amizade e dedicação", conclui.

foto legenda

C120

Mais de duas dezenas de estudantes universitários da Bélgica, Finlândia, Ucrânia, Moldávia e Rússia estão a participar, até 6 de agosto, no Curso Tecnológico BEST Summer 2011, organizado pela Universidade de Coimbra. As aulas incidem sobre questões relacionadas com os fogos florestais.

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ao microscópio

opinião

ipc

serviços de ação social

rUI ANTUNES Presidente do IPC

Coimbra na televisão São frequentes as queixas contra a secundarização a que Coimbra foi votada nos últimos anos. Os pretextos são muitos e vão da falta de protagonismo político, ao não investimento económico, passando pelo fecho de serviços da administração descentrada do Estado ou pelo esquecimento da comunicação social nacional. Como quase sempre acontece quando algo não corre bem, são muitos os críticos e poucos os que fazem algo para mudar a situação. É por isso que hoje escrevo sobre a ESEC TV. Trata-se de um pequeno grupo de pessoas que desde 2005 coloca regularmente Coimbra e as suas realizações culturais na televisão nacional. Sem queixas e com muita vontade de fazer. A ESEC TV promove e divulga a vida cultural de Coimbra sem receber apoios das instituições da cidade, esquecida e ignorada por aqueles que distribuem apoios e subsídios para variadíssimas realizações culturais a que a ESEC TV dá projeção sem receber nada em troca. Apesar disso, sabemos que Coimbra reconhece o trabalho da ESEC TV. É preciso, no entanto, que se saiba que este projeto precisa de apoios para continuar. Parabéns à ESEC TV. Um abraço reconhecido ao Francisco Amaral, coordenador da ESEC TV, e à equipa que garante todo o projeto: o Luís Pato, a Márcia Figueiredo, o Pedro Cereijeiro, a Carina Esteves e a todos os estagiários que aqui aprendem, entre outras coisas importantes, a olhar e a fazer-nos olhar para Coimbra com outros olhos.

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Instalação de alunos a preços acessíveis Os Serviços de Ação Social do IPC (SASIPC) são um importante apoio para os alunos em geral, mas principalmente para aqueles cujos rendimentos do agregado familiar sejam insuficientes e sem o qual muitos deles não teriam condições para prosseguir os estudos no ensino superior. Neste sentido, os SASIPC não têm poupado esforços para oferecer aos alunos deste Instituto as melhores condições de estudo e garantir que os interessados em prosseguir a sua formação não deixem de o fazer por falta de meios, especialmente financeiros. As bolsas de estudo são o apoio mais visível e direto concedido aos alunos, mas além deste existem outros, como alimentação, alojamento, saúde, atividades desportivas, entre outros apoios educativos.

ESEC e Escola de Hotelaria criam nova pós-graduação A pós-graduação em Gestão Turística e Hotelaria surge através de uma parceria entre a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e a Escola de Turismo e Hotelaria de Coimbra. Destina-se aos trabalhadores do setor e outros interessados com licenciatura na área ou diploma de especialização tecnológica conferido pelas escolas do Turismo de Portugal. É de salientar que esta é a primeira pós-graduação nesta área em Coimbra.

Os SASIPC dispõem de nove residências de estudantes, com 370 vagas para alojamento das quais seis residências com capacidade para 348 alunos e três casas com capacidade para 22 alunos. Pretende-se assim oferecer aos estudantes condições de instalação a preços acessíveis e que obedeçam a requisitos que permitam bom ambiente de estudo e de convívio. Uma das casas corresponde a um espaço criado para acolher jovens mães, estudantes do instituto, oferecendo condições para a mãe e para a criança, evitando assim o abandono escolar. Atualmente os SASIPC dispõem de cinco cantinas (duas exploradas pelos próprios serviços, duas adjudicadas a uma empresa e uma explorada pelos serviços de ação social da Universidade de Coimbra) tendo ao todo capacidade para 870 lugares sentados.

Ex-aluna do ISCAC lança livro "A Tributação das Sociedades Não Residentes

sem Estabelecimento Estável em Portugal" é o título do livro de autoria de Natália Pinto, ex-aluna da pós-graduação em Contabilidade e Fiscalidade Empresarial do ISCAC.

Ensino sem fronteiras no IPC Ao abrigo do programa ERASMUS, o IPC já rea-

lizou 186 acordos bilaterais de cooperação com instituições de ensino superior de 27 países. Este programa é uma oportunidade única para os alunos do Ensino Superior.

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C168


head ex(sic)tações

ao microscópio

toma lá dá cá Durante dois anos, o Governo não terá oposição. Mas as grandes decisões ou se tomam nos primeiros meses ou não se tomam. Marques Mendes

O memorando da troika não suspende a política. O PS será firme na defesa das funções sociais do Estado. António José Seguro

frases desfeitas Continua a olhar-se para a cultura como um ramo de cheiros. Albano da Silva Pereira, diretor do CAV Dizia Shakespeare que "todo o mundo é um palco". Mas, lá está: há países em que o palco é de fantoches...

Telefonar não é nada seguro. francisco Queirós, vereador CDU da Câmara de Coimbra Só há realmente uma forma de iludir a devassa das escutas: não deixar vestígios...

O problema é de civilização e não vejo classe política à altura.

Venha a vassourada para varrer o lixo.

Gonçalo capitão, adido social em Joanesburgo

Também sabe por onde começar?

Está a chamar daí, da África do Sul, Shaka Zulu aos nossos dirigentes?

Será que o Obama não percebe o temor subjacente de que os Estados Unidos possam vir a ser como Portugal?

pedro vaz serra, Economista

Andar na universidade não é o mesmo que estar na praia. jorge Miranda, Professor de Direito Ora, bolas! Como gostaríamos de vê-lo dar aulas em fato de banho...

Carlos Amaral Dias, diretor do Instituto Superior Miguel Torga David, afinal, é Golias... E David adora ser mencionado por Golias.

Jaime Ramos, Médico Realmente, somos um país onde seria possível criar um mundo inteiramente novo - caos não falta.

Não obstante os tempos perigosos mantém-se a húbris capitalista. ferreira ramos, Advogado A húbris, é claro, essa terrível húbris...

quem foi que disse? há anos ao espe“ Assistimos táculo degradante de altas suspeitas de corrupção e baixíssima eficácia no seu combate. Boaventura Sousa Santos

Fernanda Mota pinto

Fontes: Facebook, As Beiras, Diário de Coimbra e Lusa. Seleção de frases e comentários: Redação C

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28JulHo 2011

Rui Alarcão

Resposta certa: Boaventura Sousa Santos

A prevenção da sinistralidade rodoviária em Portugal é uma farsa.


Na Clínica Delille, o seu sorriso vem sempre em primeiro lugar. É por ele que recorremos à melhor tecnologia e aos melhores profissionais, inovando na forma de estar e de proporcionar bem-estar. Da Implantologia à Odontopediatria, oferecemos-lhe todas as soluções para que tenha uma saúde oral perfeita. Visite-nos, estamos à sua espera.

C152

De sorriso aberto.


ao microscópio

praça de táxis Coimbra devia fazer um esforço económico para receber uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta? Aurélio Teixeira

Acho que seria bastante importante a cidade receber uma etapa da Volta a Portugal. Era uma forma de dinamizar Coimbra, principalmente nesta altura do ano, em que está tudo morto.

retrato head falado

figura da semana

João Moura O PRESIDENTE da Câmara Municipal de Cantanhede não teme a crise: a XXI edição da EXPOFACIC aí está em curso, a comprovar que o concelho continua a desenvolver-se e a progredir económica e socialmente. A autarquia aumentou o espaço de exposição, mas nem assim consegue satisfazer todos os interessados em participar no certame, que, de ano para ano, lá vai repetindo o sucesso e atraindo cada vez mais público. João moura conseguiu levar a feira para fora da região Centro. Hoje, até o Governo chama, como se provou no dia da inauguração, com a presença do secretário de Estado Paulo Júlio. É mesmo "um exemplo para Portugal".

menções honrosas Rogério Ferreira

Há quem goste de ciclismo, mas eu acho que não tem importância n e n h u m a f i c a rmos de fora da Volta a Portugal. Há coisas muito mais importantes que precisam de ser feitas em Coimbra.

Assunção Esteves

Almeida Henriques

A presidente da Assembleia da

o secretário de Estado da Economia, natural de Viseu, decidiu dedicar as sextas-feiras a visitas, in loco, a empresas nacionais. O Governo tem realmente de estar mais próximo das iniciativas e dos investimentos do tecido empresarial.

República anunciou que algumas reuniões parlamentares vão ter lugar fora do hemiciclo de S. Bento, noutros pontos do país. Ora, até que enfim, alguém percebeu que Portugal não é só Lisboa.

debate Luís Santos

Se fosse um evento que trouxesse desenvolvimento e qu e fosse bom para a cidade, acho que devia passar por cá, mas a verdade é que eu não tenho a certeza se daria o resultado esperado.

As impregnações ideológicas e culturais são inevitáveis. É necessário insistir na formação ética, assumindo o campo ideológico onde se situam. Portugal é dos poucos países onde a confusão é total: ninguém é de ninguém... dizem! Duvido!

É minha convicção que têm um comportamento ético e de acordo com o que podemos classificar como boas práticas. Alguns OCS têm instituída a figura do provedor, que reforça a isenção e a qualidade da atividade em sentido alargado.

Acredita na ética da comunicação social portuguesa?

ricardo castanheira

José manuel canavarro

Diretor AC Microsoft Brasil

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Deputado

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se eu mandasse

saudades de

coimbra

"Apoiava a maternidade "

José Carlos Matias Jornalista na TDM – Teledifusão de Macau

Que recordações guarda de Coimbra? Tendo nascido em Coimbra e vivido numa aldeia perto de Coimbra durante 22 anos, Coimbra é a minha casa. É em Coimbra que se encontram grandes afetos: amigos, ruas, cafés, praças… Tem alguma estratégia para diminuir a distância? Vou a Coimbra duas vezes por ano, quando vou a Portugal. Falo com regularidade com amigos meus que vivem em Coimbra e também vou lendo na internet as últimas notícias da cidade e da nossa Briosa. O Fado de Coimbra é um bom antídoto para a saudade? Mais do que matar as saudades, o Fado de Coimbra ganha uma dimensão ainda mais universal quando

se vive no estrangeiro. Quando regressa a Coimbra encontra sempre alguma coisa diferente? Coimbra é sempre diferente, mas sempre igual. Ou seja, com uma população estudantil flutuante, as caras vão sendo renovadas, mas mantém-se a cidade vetusta, de reencontros com velhos amigos. Tem algum local da cid ade qu e con s ide re emblemático na sua história pessoal? Qual? Imensos locais. Assim de repente, gosto do Choupalinho. Ao olhar para Coimbra, do lado de Santa Clara, dá vontade de abraçar a cidade.

Rui Mendes, presidente da Escola Superior Educação de Coimbra principiaria por implementar políticas de efetivo apoio à maternidade e à família. apostava na mudança de comportamentos assumidos como naturais, em particular, os relativos à corrupção, à evasão fiscal, à nomeação de pessoas para funções sem competência para o perfil esperado. fomentaria no ensino infantil e juvenil a primazia do jogo e do lúdico, da atividade física e desportiva, bem como de todas as atividades de cariz artístico e expressivo e a obrigatoriedade da prática do xadrez. reorganizava o ensino superior público, apostando na equidade do apoio prestado às instituições e aos estudantes,

premiando os que com menos recursos económicos alcançam melhores resultados académicos, na racionalização de recursos e na formação e investigação aplicada às necessidades empresariais e sociais. investia no ordenamento do território, na preservação do ambiente, no turismo de excelência e na melhoria das condições de vida das populações.

Reorganizava o ensino superior público, apostando no apoio às instituições e aos estudantes C187

Coimbra é a minha cidade

Se tivermos em conta outras cidades, Coimbra é... A minha cidade.

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confidencial head

ao microscópio

Candidatix no casamentix

Impossibilitado de se manter no seu atual cargo – raio da lei autárquica – este autarca parece não querer que o seu legado se esgote na presidência de uma vila. Nos últimos tempos, é vê-lo a saltitar de possível candidatura em possível candidatura. Mas, apesar da idade, sabe usar os media. Impossiblitado de se candidatar a algo a esta semana, decidiu enviar fotos da sua presença num casamento de que foi padrinho. Tá fixe.

Desamores públicos

lente... de contato

Noutras notícias, na estação pública, versão de Coimbra, os amores parecem andar desencontrados. Nos últimos tempos, parece ser difícil manter os casamentos. Nada de estranho: há poucas vidas tão stressantes e ocupadas como a dos jornalistas. Mas não haver matrimónio que resista é obra. O verão já puxou mais ao amor, claramente.

A caloira laranja continua a fazer sucesso na região Centro. Desta feita foi um aveirense que se decidiu meter com ela. Sempre simpática, respondeu a todas as questões. Via Facebook, claro.

Pergunta: Quem é que pede pastilhas do Canadá para atuar numa expo? Resposta: Um Dj que até é da Colômbia. APROVADO

António José Seguro

O beirão conseguiu ser eleito secretário-geral do PS. Embora se adivinhem tempos difíceis, António José Seguro garantiu que os socialistas vão conseguir fazer "uma oposição construtiva e leal". Estamos perante um líder de futuro ou transição? Nota 15

REPROVADO

Tensão alta

A vida de governante dá cabo da pessoas, todos sabemos, mesmo se lá estivermos há pouco tempo. Exemplo disso é saber que, na visita a um grande certame agrícolo-industrial, um recém-empossado secretário de Estado tenha ido medir a tensão com o presidente da câmara. No final, o desabafo: "estás melhor do que eu". Aprendam que vida de autarca local é que é a boa vida, meus amigos.

Choque demográfico Realizou-se na passada semana um dos mais conhecidos jantares da cidade. Nas Docas, reuniu-se a nata da comunicação conimbricense. Mas tudo no feminino. Longe de ser uma discussão em torno dos grandes temas de verão, regada a sangria, a refeição foi calma e regrada. O motivo? Grande parte das presentes estavam grávidas. E ainda dizem que Coimbra tem diminuído.

espelho meu

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GNR Viseu

O posto da GNR do Caramulo passou a servir apenas para atendimento, numa reorganização que prentende dar "uma maior noção da presença da Guarda" à população. Autarcas e residentes da região não ficaram muito convencidos. Nota 8


Produtos em ferro fundido nodular, fabricados segundo normas europeias

TRABALHAMOS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA (abastecimento de águas e saneamento básico)

SEDE: Apartado 467 - Coselhas 3001-906 Coimbra - Portugal Tel. +351 239 490 100 Fax +351 239 490 198 Gps 40º 13’ 16.64’’ N 8º 25’ 40.18’’ W sede@fucoli-somepal.pt

C169

FILIAL: Apartado 4 - Rua de Aveiro, 50 3050-903 Pampilhosa - Portugal Tel. +351 231 947 000 Fax +351 231 949 292 Gps 40º 21’ 02.97’’ N 8º 26’ 18.32’’ W filial@fucoli-somepal.pt


ao microscópio

11H30 Verificação da limpeza de toda a zona envolvente da Escola dos Barrins

umhead dia com

13H00 Almoço no restaurante "Amigo", junto ao Posto de Abastecimento da Galp

júlio de oliveira presidente da junta de freguesia da tocha

autarca de "peito e alma", tem como meta tornar as pessoas "mais felizes". faz tudo para levar progresso à tocha, mas Guarda coimbra no coração texTO e FOTOS marta varandas costuma dizer-se que é de manhã que se

10H30 Despacho do correio e da documentação do dia

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começa o dia. E Júlio de Oliveira, presidente da Junta de Freguesia da Tocha (JFT) é exemplo vivo disso. Todos os dias madruga. Às 07H30 chega ao Posto de Abastecimento da Galp da Tocha, do qual é proprietário. Mas há sempre um objetivo que o acompanha: "conseguir o melhor para as pessoas da freguesia e ajudar a resolver os seus problemas para que sejam mais felizes". É assim que vê a política. Talvez por essa razão seja desde 1984 o autarca daquele pedaço "abençoado" do concelho de Cantanhede. A equipa da C chega à JFT às 10H00. Júlio de Oliveira está em reunião, com os Sapadores Florestais da JFT. Mas meia hora depois vem receber-nos, prazenteiro e sorridente. Explica que já passou pelos correios, consultou o mail - "que não tinha nada urgente" - e teve a primeira reunião do dia. Refere que "os sapadores têm um papel importante na freguesia", que tem, no total, 75 km2, alguns deles constituídos por floresta. "A equipa é composta por cinco elementos e todos têm feito um bom trabalho", sublinha. Conta-nos que a sua vida divide-se entre os combustíveis, os pneus e os lubrificantes e a JFT, onde vem todos os dias, porque enche-lhe a alma. "Gosto da Tocha e gosto de ser presidente da junta", afirma. Já recebeu con-

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14H30 Ponto de situação da limpeza da ciclovia Berlengas/Praia da Tocha 16H00 Reunião para organizar o patrulhamento e fiscalização do mercado

vites para ser vereador na Câmara Municipal. Mas nunca quis deixar a freguesia da Tocha, que traz no coração. Idealista por natureza, é uma pessoa muito popular na região. Tem consciência disso, mas garante que acontece naturalmente. "Gosto muito de ajudar os outros", afirma. "Estou em contacto com as pessoas todos os dias e é esta proximidade que me faz bem. É bom ajudar. Fazemos de tudo, até de padre, porque ouvimos confissões de muita gente", confidencia. vivência em coimbra Apaixonado pela Tocha mas também por Coimbra - onde fez os preparatórios para Engenharia Química, acabando a greve de 1969 por levar à interrupção dos estudos -, fala, emocionado, da boémia académica e dos tempos que viveu na Real República do "Rap'ó Tacho". Diz que foi a melhor escola de vida que teve, porque havia "espírito de ajuda dos mais velhos". E fala com saudade dos colegas com quem partilhou casa e com quem reúne, "pelo menos três vezes por ano", para relembrar aqueles tempos e conviver. A política entrou na vida de Júlio de Oliveira pelas mãos do CDS. Recorda o "amigo" Francisco Lucas Pires e fala de Manuel Queiró com um carinho que salta à vista. "São exemplos a seguir, é gente que nos ajudou sempre e muito", frisa. Não deixa de referenciar a sua "bíblia", que neste caso dá pelo nome de "Objetivo 92. No caminho da sociedade aberta". Convicto, afirma que caso tivesse sido dada atenção ao livro, que "devia ter sido respeitado", o programa da Troika "não era hoje necessário no nosso país". O livro refere-se a um conjunto de reflexões, sendo uma compilação de textos, fruto de alguns encontros que tiveram lugar em Ofir, em 1984, dirigidos por Francisco Lucas Pires, que também deu o seu contributo.

"Era um visionário", assegura o autarca da Tocha. "A vitória da Junta de Freguesia foi a primeira de Francisco Lucas Pires. Ganhámos com maioria absoluta. Ainda me lembro do nosso primeiro slogan: Tocha Vila/Praia Nossa", relembra. E sorri. Arrancamos agora para a Escola Primária dos

Gosto muito de ajudar os outros. Estou em contacto com as pessoas todos os dias e é esta proximidade que me faz bem à lupa Nome

Júlio José Loureiro de Oliveira Data de nascimento

27 de janeiro de 1947

naturalidade e residência

Tocha (Cantanhede)

Prato predileto

Batatas a murro assadas na areia com bacalhau grelhado hóbis

Música clássica e leitura porto de abrigo

O mar

Barrins, onde as ervas do pátio estão a ser limpas para evitar incêndios. O interior da escola também está limpo e Júlio de Oliveira refere que como o espaço não está a ser usado é cedido para cursos de informática ou formação profissional. Seguimos para a Escola de Caniceira, também vazia, onde anda a ser feito o mesmo trabalho. Júlio de Oliveira nunca segue pela estrada principal. "Vou pelas secundárias para verificar se está tudo bem e se é necessário fazer algum arranjo". preparar a XXI expofacic O telemóvel está sempre a tocar. É hora de almoço. Paramos no restaurante "Amigo", situado no posto de abastecimento do qual é proprietário. Juntam-se a nós Fernando Paz Alves (secretário da JFT) e José Manuel Cebola (tesoureiro da JFT), para organizar a presença da junta na inauguração da Expofacic. Sopa de feijão verde, chicharro grelhado, queijo para a sobremesa, vinho da casa, água e um café para rematar compõem a refeição do autarca, que diz maravilhas do peixe que acabou de comer. Há uma mesa próxima onde está uma parte da equipa do Hospital Rovisco Pais, centro de medicina de reabilitação da região Centro. E todos se juntam para conversar um pouco sobre assuntos da atua­lidade, antes de iniciar a tarde de afazeres. São horas de verificar o trabalho que os sapadores estão a fazer na ciclovia que liga as Berlengas à Praia da Tocha. Júlio de Oliveira gaba as tarefas feitas e segue para o posto da GNR da Tocha, para reunir com o comandante do posto, o sargento-chefe Rama­lho e organizar o patrulhamento e fiscalização do mercado que se realiza todos os domingos. O dia do autarca termina com uma deslocação a Lisboa, em trabalho, para uma reunião que diz respeito à sua vida particular.

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o que é feito de si? head

ao microscópio

1947 ao microscópio

Campeão Distrital de Juniores

1954/55

1958/59

1976/77

1977/78

1979/80

Campeão Nacional de Infantis

Campeão Distrital e Campeão Nacional de Seniores

Campeão Nacional de Juvenis (treinador)

Campeão Nacional de Juvenis (treinador)

Vice-campeão Nacional da II Divisão (treinador)

o antigo treinador de basquetebol não esquece os momentos que passou na académica, mas critica a falta de formação que prevalece em portugal Texto sÍLVIA dIOGO foto PEDRO RAMOS

Os jogadores de basquetebol eram tão conhecidos como os jogadores de futebol da Académica

Apolino Teixeira Quando começou a ligação à Académica? A minha ligação à Académica começou quando entrei para a natação, aos 10 anos. Durante muito tempo, treinei no tanque que existia no campo de Santa Cruz. Fui um bom nadador de bruços. Ganhei muitos campeonatos, apesar de ter tido sempre os braços muito frágeis em relação ao resto do corpo. Nessa altura, não se fazia preparação física adequada à natação. Depois o basquetebol... Tenho saudades desses tempos. Hoje ainda não estou totalmente afastado do basquetebol. Na época anterior colaborei com os treinadores de formação da Académica para coordenar e dar orientações aos treinadores. O problema do basquetebol português continua a ser a falta de formação conveniente. Nunca me afastei do basquetebol. Continuei a cooperar e procurei ser sempre útil. Quais as principais diferenças do basquetebol atual em relação ao praticado no seu tempo? É uma diferença abismal. O basquetebol em 1960 era algo fantástico. Os jogadores de basquetebol eram tão conhecidos como os jogadores de futebol da Associação Académica. Era um desporto que enchia pavilhões com uma facilidade incrível. O que o marcou mais nesse período? Sem dúvida, quando conquistei o Campeonato Nacional de Infantis com o Lúcio Lemos, em 1954. Foi uma alegria muito grande. A minha equipa de juniores foi a primeira campeã distrital de Coimbra. Houve outras datas que me marcaram muito. Em 1947, ganhei o primeiro campeonato de Juniores. Em 1958, ganhei o Campeonato Distrital de Séniores e em 78/79, ganhei o Campeonato Nacional de Juvenis da II Divisão. Conquistei muitos campeonatos distritais, todavia, só voltei a ganhar campeonatos nacionais no Académico. Há quem

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diga que o Académico não era a Académica - e , de facto, não era. Em 1974, a Académica proibiu a equipa de futebol da Associação Académica de praticar futebol profissional. Por isso,foi formado o Clube Académico de Coimbra, para que a Académica pudesse continuar a jogar. Como não concordámos com o que ocorreu, acabámos também por mudar com "armas e bagagens" o basquetebol para o Académico. Foi um clube pequeno, mas conquistou muitos títulos. O que acha de Coimbra, hoje em dia, a nível desportivo? Não sou nada saudosista, mas a Coimbra desportiva está atualmente a "anos-luz" da Coimbra dos anos 60. A Académica tinha uma prestação muito grande. Tudo se processava de uma forma diferente. É claro que não tinha as dificuldades que tem agora ,porque era muito auxiliada pelo Ministério da Educação. Havia, ainda assim, uma adesão muito maior à Académica. As pessoas até iam a pé ver os jogos. E hoje? Como ocupa o seu tempo? Quando fiz 60 anos, reformei- me e fundei a Associação de Basquetebol de Coimbra, onde fui dirigente e presidente durante dois mandatos.Fui selecionador de todas as categorias. Fui dos primeiros árbitros. Atualmente, estou inscrito em História de Arte e Informática na Universidade dos Tempos livres, cá em Coimbra. Temos uma turma com cerca de quarenta pessoas, na sua maioria médicas e diplomadas. São pessoas que continuam a gostar de conviver. Quem nos dá as aulas é o Pedro Ferrão, do Museu Nacional Machado de Castro. Frequento as aulas às terças e quintas-feiras. É ótimo, porque no tempo de férias sinto-me um pouco frustrado por não ter nada para fazer. Há um excelente convívio e realizamos muitas viagens. Faço os resumos dessas viagens e divirto-me muito por todo o Mundo. Sempre gostei de História e de conhecer novas culturas.

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ao microscópio

head cartas

texto elaborado pelo gabinete de ficção da revista

blica Exm.º Sr. Presidente da Repú

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o foi República, uma carta a pedir, com Escrevi-lhe, senhor Presidente da onalidade uci stit e, fiscalização cuidada à con revelado nos jor nais do continent ncadeira, bri o subsídio de Natal. Não foi uma V. Ex.ª, na do imposto extraordinár io sobre uma diligência muito sér ia, que Foi s. eiro selh con s seu dos nto como sei ter sido entendime Madeira terão de ficar na r. As receitas fiscais a cobrar na ora ign erá pod não ho, son de sua cadeira Madeira. Tenho dito. Começarei ita? Ah!, muita coisa. Aponte aí! isfe sat for não são ten pre ha Que poderei eu fazer se a min Irr itar o mais possível os dos meus conter râneos. Objetivo? lico avé qui ma is ma o lad o r ocha. Apoiarei todas por instiga ana, obr igando -os a comer pêra-r ban a s -lhe ndo ira ret e, ent tin da CGTP, reimcubanos do con que sejam, de aumentos salariais as pid estú e as inh squ me is ma ntios, transas reivindicações, por amargas em todos os cérebros doe s nça bra lem i are lam Inf . boa plantando o PREC em Lis ável das angústias pessoais Sobral Cid. Serei o artífice incans o esc ant gig num lo ngu retâ o com ainda mais dívidas, for mando brinhas, obr igando -os a penar coim dos es, rcõ mo dos s, uro mo não comerei, não e coletivas dos massa ao Funchal, não dor mirei, a gar che até a: sum Em s. nça mais fome, mais doe truir-vos a falácia. dade mental será investida em des aci cap ha min a a tod : ei sar can des uilo que lhe digo? hor Presidente. Não acredita naq sen a, had gal gar a e i-lh ouv s ma , jamais nos deixáEstou cá longe, co, nós, os ungidos da Atlântida Zar lves nça Go de tes den cen des nossas ilhas, Desengane-se: nós, so. Por aquilo que é nosso, pelas sen con do tola e ta ifis pac gem mos enganar pela mensa saros, incluindo as car raaté os do Machico, pelos nossos pás ses, ren dei ma os pel as, ert des as morte a filantropia e o mesmo ssilva, não hesitamos em fer ir de dre ma de esta flor sa nos a pel s, de batalha. Dela cas e os priôlo é dos outros – eis a nossa ordem bém tam que o nós a so, nos é altr uísmo. A nós o que não abdicaremos. gula de todos os tempos. ente, fome de quatro dias; temos sid Pre hor sen os, tem não ra, grandes, mas Aqui, na Madei stamos, com o offshore, em lucros Apo ro. hei din em os sam pen só s quanto Aqui, na Madeira, os muitas vezes, podem ser tão bon etid rep , que os, uen peq ros luc os pomtambém não descuramos em que se encontram aqueles a que ça gra des de o açã situ a a ort da generosidade. Deos lucros grandes. Pouco nos imp s nunca nos apontou o caminho Deu es: ues tug por ma cha a rop Eu bro – se não tivermos posamente a nal o corte no subsídio de dezem cio titu ons inc e, ent sid Pre hor Alberto João clare, portanto, sen isso da troika. Dirá V. Ex.ª: este é que o e sab m gué nin , Cá te. direito, é claro, à nossa par o - e aprenda, de uma vez por dere bem tudo quanto aqui lhe dig pon s ma á, Ser do. stra fru um é Jardim qualquer outra… ma de julgamento tão boa como todas, que a frustração é uma for Na expetativa, com os melhores

cumprimentos

de julh Quinta da Vigia (Funchal), 28

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o de 2011


opinião

Importa trabalhar o conceito cidade-região Jorge Bento

Toda a cidade está em competição global. Existe afirmação ou existe marginalização

LI há dias a síntese disponível online, das conclusões de um estudo que uma instituição bancária encomendou à SaeR, onde pontificava o recentemente falecido Prof. Hernâni Lopes, sobre o potencial das “autarquias e das cidades na geração de riqueza económica, na melhoria da qualidade de vida das populações e na sua sustentabilidade, bem como na geração e promoção do conhecimento, da inovação e da criatividade de base empresarial” .

adequada à competitividade emergente da globalização, que considere: o desenvolvimento de uma visão estratégica inovadora. A promoção da identidade de cidade, da região, do conjunto urbano. A consideração de fronteiras funcionais flexíveis. A constituição de redes regionais de inovação e criatividade. A importância do setor privado na governança competitiva. A formulação de projetos estruturantes e o estímulo à cooperação entre cidades".

nela , como em muitos trabalhos sobre desenvolvimento regional, afirma-se o papel das cidades como fatores de mudança e de criação de riqueza atuando como “motores de transformação das sociedades e das economias nacionais”, mas também se fala dos novos conceitos de espaço estratégico e da governança dos municípios portugueses.

este documento é de facto uma ferramenta de trabalho muito importante para nós, Comunidade Intermunicipal, pois resume de forma cristalina os aspetos que nós temos estado a moldar para afirmar a nossa consolidação como agente de desenvolvimento deste território. E o conceito que importa trabalhar é o de cidade-região (Coimbra - Baixo Mondego) enquanto conjunto de pólos urbanos e territórios envolventes, que interagem e atuam coordenadamente, tendo um pólo central, dinamizador e marca do conjunto – Coimbra.

E, se optei por dedicar este texto a este trabalho da SaeR, é porque nele encontro alguns dos conceitos que tenho defendido para suporte da ação da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego e que passam por um “exercício de reflexão estratégica que permita definir: Uma razão de ser. Uma vocação/um perfil/ um caráter. Uma diferenciação. Um posicionamento competitivo. Uma capacidade de oferta articulada de serviços e qualidade de vida, geração de riqueza e poder e geração de conhecimento e inovação. Um espaço em rede de geometria variável.” passam igualmente pela adoção de

uma “agenda de governança competitiva,

termino, com mais um abuso de citação: “Toda a cidade está em competição global. Existe afirmação ou existe marginalização. “Cada cidade tem a sua microgeopolítica. Importa conhecê-la e potenciá-la.” Temos pois um trabalho notável pela frente mas não estamos sozinhos na leitura que fazemos dos problemas e dos métodos para os vencer. Estudos CGD #1, “Cidades e Desenvolvimento: um domínio de potencial estratégico para a economia portuguesa”, CGD/SaeR, Julho 2011

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sociedade

entrevista

Portugal interior tem de lutar contra exclusão territorial

Álvaro Amaro, presidente da câmara de Gouveia , receia que, a manter-se a política que tem sido seguida para o interior, grande parte do país deixe a breve prazo de existir. "E isso é uma brutal injustiça", sublinha À C. TExTO SOARES REBELO Considerou, no recente congresso da Associação de Municípios, a interioridade um "problema nacional". Porquê? Ao longo dos últimos 37 anos, o interior tem sido abandonado pelo Poder Central. Assistimos a uma galopante desertificação, causada, em larga medida, pelo desequilíbrio do investimento público e privado nas cidades e regiões do litoral. Existem duas realidades territoriais bem distintas em Portugal: o litoral desenvolvido e o interior esquecido. O interior está definitivamente esquecido? Apesar dos constantes apelos e alertas, nunca se olhou para o interior de Portugal numa perspetiva de desenvolvimento sustentado. Se Portugal e os seus governantes não promoverem uma visão para os territórios do interior, a muito breve prazo uma grande parte de Portugal deixará de existir. E isso é uma brutal injustiça!

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que considero úteis para um maior equilíbrio no desenvolvimento do território. Que medidas são essas? A primeira diz respeito ao IRC pago pelas empresas que se fixem no interior. Deve ser progressivo e começar do zero no primeiro ano de laboração. A segunda tem a ver com uma redefinição da rede do ensino superior (politécnico e universitário). Significa acabar com uma "competição" sem sentido de cursos "porta com porta" em instituições diferentes. Além do mais, essa nova rede estimulará o desenvolvimento de cidades que já hoje oferecem uma enorme capacidade técnica.

Regionalizar é mesmo preciso para garantir a coesão territorial e económica do país? Uma gestão pública mais próxima dos cidadãos é uma realidade incontornável para o desenvolvimento do país. Os municípios têm desenvolvido este caminho duma forma ímpar, mas existe uma veia centralizadora do Estado e a comunicação social veicula uma imagem negativa que não corresponde ao muito e bom trabalho que as autarquias têm produzido.

Há soluções para evitar essa injustiça? Para mim é hoje muito claro, e por isso o afirmei mais uma vez no último Congresso da ANMP, que o problema do interior só tem solução se houver coragem de o colocar no patamar das questões nacionais. O problema do interior tem de ser encarado como um verdadeiro problema nacional.

O modelo de regionalização que foi chumbado há alguns anos seria o ideal para garantir males menores do centralismo do Terreiro do Paço? Como já referi, a regionalização é uma reforma da organização do Estado que deve fazer o seu caminho no tempo adequado para não se voltar a "matar". Foi o que aconteceu em 1998, com uma autêntica "birra" de alguns setores do PS, ao quererem referendar aquele modelo de oito regiões. Veja-se o absurdo de querer uma região interior com os distritos da Guarda e Castelo Branco. Fui e sou absolutamente contra. Portugal não tem dimensão para mais de cinco regiões administrativas no continente. As políticas regionais devem ser articuladas entre realidades territoriais transversais "litoral/ interior" que não menosprezem quem por si já esteve abandonado ao longo de vários anos.

Como combater as assimetrias entre o interior e o litoral? As assimetrias regionais apenas poderão ser combatidas com medidas articuladas entre os diversos stakeholders locais, regionais e nacionais. Em primeiro lugar, deve haver uma política diferenciadora para os territórios do interior. Há muito que defendo duas medidas

É um regionalista convicto? Sou um regionalista convicto, mas por isso entendo que este não é o momento para colocar sobre a mesa uma reforma desta importância. Iríamos assistir a muita demagogia contra a regionalização. Urgente é tirar o país desta crise. Depois, sim, é imperioso voltar a debater e referendar um novo modelo de regionalização.

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PU


Que seria necessário para aproveitar convenientemente os recursos de que, apesar de tudo, terras e gentes do interior ainda usufruem - designadamente, na agricultura, no turismo e na grelha florestal? Tal como referi, apenas políticas articuladas entre os diversos stakeholders locais, regionais e nacionais terão possibilidade de combater o abandono a que o interior de Portugal está votado. A agricultura, o turismo e a floresta são alguns dos recursos que o interior de Portugal pode potenciar, mas é necessário criar uma visão para este território. Apenas desta forma será possível desenvolver os recursos existentes que vão muito para além destes três. Apoios municipais ao aumento da natalidade têm justificação? Sinceramente, não creio. Uma medida dessas, assim desgarrada, não me parece que dê grandes resultados. Prefiro as medidas de ação social a famílias numerosas. Acredito mais nas medidas integradas de apoio às famílias do que o simples cheque por cada nascimento.

Assistimos a uma galopante desertificação, causada, em larga medida, pelo desequilíbrio do investimento público e privado nas cidades e regiões do litoral

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PUB


sociedade

É imperioso o estímulo fiscal à fixação de empresas

entrevista

Falta a Portugal política de desenvolvimento regional Considera que o poder autárquico tem estado à altura do combate à desertificação nos respetivos concelhos? O poder autárquico é quem mais se preocupa com essa realidade. Vejam, por exemplo, o caso de Gouveia. Desenvolvemos um conjunto de programas que ajudam a fixar os jovens no conce-

lho. Apoiamos a construção de habitação própria permanente para jovens, apoiamos a criação de postos de trabalho próprios, subsidiamos as deslocações dos estudantes do ensino superior e os transportes escolares são gratuitos no ensino secundário. Estes são alguns exemplos. São medidas que visam apoiar os agregados familiares e que

pretendem manter os laços de relacionamento com a cidade e o concelho. Mas tenho a noção de que é importante o papel do Estado. E esse não tem existido muito. É imperioso o estímulo fiscal, como atrás referi, à fixação de empresas. O país tem instrumentos de desenvolvimento regional. Mas não tem política regional.

Interior não é um "peso" para o resto do país Ainda será possível estancar o despovoamento do interior? Esse é o grande trabalho que o país terá de fazer. Os territórios do interior ficaram reféns das macropolíticas nacionais e europeias que em larga escala contribuíram para acentuar a desertificação. Defendo que os territórios apenas conseguirão parar a emigração das suas gentes se garantirem uma boa qualidade de vida e perspetivas de desenvolvimento pessoal e profissional. Os investimentos efetuados pelos municípios têm, de uma forma geral, contribuído para garantir uma melhor qualidade de vida, mas apenas com uma política articulada nas áreas da educação, da ação social, da cultura e do desenvolvimento económico, que garanta a criação de postos de trabalho, é possível repovoar o interior e estagnar o seu despovoamento.

reerguer como um todo. Mal está o país que pretende sair de uma crise, como aquela em que Portugal está mergulhado, esquecendo grande parte do seu território. O interior de Portugal pode e deve contribuir para ultrapassar as limitações orçamentais e financeiras em que o país está envolvido. Há alguns anos, alguém escrevia, e muito bem, que o país não fez

contas quando optou pelo povoamento e agora também não está a fazer contas ao despovoamento. Se não houver inversão desta trajetória, creio que as contas terão um valor muito elevado. Mas há ainda quem considere o interior um peso para o país... O interior não deve ser olhado

Mal está um país que pretende sair de uma crise, como aquela em que Portugal está mergulhado, esquecendo grande parte do seu território

O Poder Central nunca terá tido uma visão ampla dos problemas fundamentais das regiões mais remotas. Neste momento, com a crise e a troika, como inverter a situação? Essa é precisamente uma das visões limitadoras que é necessário ultrapassar. A crise abre novas possibilidades e o país tem de se

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como um "peso" e o trabalho que Portugal tem pela frente abre a oportunidade para um desenvolvimento territorial mais equitativo, assim o Estado queira aproveitar e potenciar os recursos que o interior de Portugal oferece. Há muito que as populações, os agentes políticos e económicos aguardam por uma estratégia clara, que exige uma grande coragem política, e que deve ter em conta a coesão territorial, ou seja, a par da luta contra a exclusão social é importante, diria mesmo imprescindível, que se lute contra a exclusão territorial.

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reportagem

AINDA Há vida no Interior Os últimos censos são claros: a população continua a abandonar o interior do país. No entanto, existem localidades que ainda apresentam uma vitalidade invejável, com esperança no futuro textos Marco Roque Fotos Pedro Ramos

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sociedade

reportagem

(No topo) O Museu do Canteiro guarda a história da identidade de Alcains (Acima) Complexo de piscinas é muito procurado, particularmente por crianças

quais são as primeiras palavras que surgem quando pensa no interior do país? Provavelmente, desertificação ou abandono. Pensa em imagens de escolas a fechar, pequenas praças sonolentas, onde dois ou três idosos relembram os tempos em que a localidade estava cheia de vida. Possivelmente, não pensa em dezenas de crianças a brincar, associações culturais e desportivas que propõem atividades para todas as idades, todo o ano. Oferecendo tudo isso, Alcains é um exemplo de vitalidade no interior da região Centro. A alguns quilómetros de Castelo Branco, Alcains pode orgulhar-se de ser das poucas freguesias do distrito a, não só manter a população, mas também a registar uma ligeira subida populacional em relação a 2001, ultrapassando a barreira dos cinco mil habitantes. Um facto especial tendo em conta que resultados preliminares dos Censos 2011 apontam para uma "fuga" das populações para os grandes centros urbanos. Quando se entra na vila albicastrense, todas as ideias predefinidas em relação à vida no interior caem por terra. Uma larga avenida, pintada ao centro pelo verde da relva, apresenta carros a passar e pessoas a passear. Não estamos numa vila sonolenta, encontram-se sempre pessoas na rua. As árvores da Praça de Santo António, central na vila, dão sombra a um grupo de jovens que esperam um autocarro. Os mais velhos também se reúnem no local, mas só depois do calor e num grande grupo de animada conversa.

(À esquerda) centro histórico de Alcains (À direita) A fábrica têxtil Dielmar emprega cerca de 400 pessoas

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Partimos em direção a um dos ícones da vila, o Museu do Canteiro, que também serve como centro cultural. O canteiro era, e é, um profissional que trabalhava na pedreira, talhando a pedra – Castelo Branco tem um granito único – e preparando-a para as construções. Solange Almeida, que nos recebe no museu, sublinha que "o canteiro e o queijo são uma marca forte da identidade de Alcains. Em especial o canteiro, porque quase toda a gente teve um familiar a transformar a pedra". Até porque, em meados do século passado, havia cerca de 500 pessoas da vila a trabalhar como canteiro. Se a exposição permanente gira em torno da história, as temporárias dão vida ao museu. A atual é um trabalho fotográfico com o título "Os Bichos". Mas o que "dá bastante dinamismo ao museu são os ateliês para as escolas, em função das exposições ou para dias específicos", refere Solange Almeida. Ateliês "que estão sempre cheios, não podemos aceitar mais gente". E o museu, nas exposições mais conhecidas como a do presépio, consegue chegar aos 1.500 visitantes por mês. Em busca do queijo Pela tarde, vão chegar crianças para mais um ateliê. Por isso, há ainda tempo de conhecer a outra face da identidade da vila: o queijo. Percorrida a estrada nacional que passa junto à zona industrial, chegamos à Tapada das Sortes, uma pequena casa onde se faz o queijo de Alcains, com destaque para o Caganitas, um queijo de ovelha que tem um nome que ninguém esquece.


o Associativismo da vila Conhecido o queijo, regressamos à vila para tentar compreender o que torna Alcains tão atraente para as pessoas. "Alcains tem cerca de 20 associações culturais", revela Marco Anes, da Associação Papa-Léguas, entidade que organiza passeios pedestres, noturnos e diurnos, maratonas de BTT e passeios de bicicletas antigas. O associativismo marca

a vida na vila. "Os raides de BTT estão na moda e os passeios pedestres é dos 5 aos 80 anos", afirma Carlos Gonçalves, outro membro da organização que não tem problemas em afirmar que "mesmo trabalhando em Castelo Branco não trocava a casa de cá por lá". É o "melhor meio-termo entre a cidade e o campo", conclui. Mário Chambino, também da Papa-Léguas, sublinha que "não trocava Castelo Branco por Alcains, há gente que não é de cá e vem. Mas não procuram a vila para morrer cá, são ativos". Os membros da Papa-Léguas lançam uma ideia inovadora para melhorar a vida na vila. "O edifício do seminário ainda está subaproveitado, era um bom lugar para colocar um polo de uma universidade ou do politécnico de Castelo Branco", apontam.

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Olhando para o futuro Desporto, cultura, indústria são razões atraentes para viver num local. Mas, para se sentir o pulso a uma terra, importa saber como estão as crianças, sinónimo de futuro. De volta ao museu, o atelier do dia, inspirado na exposição fotográfica "Os Bichos", reúne 22 crianças, número que corresponde às cadeiras disponíveis. Enquanto os mais pequenos criam misturas de animais - "eu estou a fazer um escorpião-centopeia" mostra um deles - Andreza Teixeira, que trabalha no museu e é presidente da Associação Recreativa e Cultural de Alcains C170

"Marcamos a diferença porque o nosso queijo é genuíno, feito sempre da mesma maneira, embora dependa sempre do leite", revela Jorge Silva, proprietário da Tapada. Leite que é comprado na região. "Temos quatro fornecedores de ovelha e um de cabra", indica Jorge Silva, revelando que "embora tenhamos uma loja própria na Moita, a maioria das vendas é feita em Alcains e Castelo Branco". Produto da terra, para a terra. "São estas unidades pequenas que usam os recursos que existem na terra. Embora andemos a lutar, vende-se bem", sublinha. E a crise até veio ajudar. "Acho que as pessoas valorizam mais estes produtos por causa da crise: dão mais valor aos produtos que têm cá", completa Jorge Silva. A produção é feita "à antiga", mas com espaço para crescer, apesar de já produzirem cerca de 10.000 litros de leite por mês, nas estações mais frias. "Vamos construir uma divisão para produzir requeijão, é preciso fazer o negócio evoluir", conclui o proprietário.

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sociedade

reportagem

(ARCA), arranja tempo para responder a algumas perguntas da C. "Temos um grupo de percussão, outro de concertistas e cavaquinhos para adultos e jovens, teatro, uma escola de música. Não temos mãos a medir", revela, por entre os pedidos de ajuda para fazer as colagens. "O nosso objetivo é reviver tradições antigas e também ocupar o tempo das crianças", indica a presidente da ARCA, acrescentando que "a escola de música tem 120 pessoas, desde os 5 até aos 70, não nos podemos queixar até porque não temos tempo para acolher mais ninguém". "Aliás, o meu filho anda por aqui e já nem sei dele", ri-se Andreza, sublinhando que "os infantários e as escolas estão cheios, em Alcains, pelo menos, não há falta de pessoas". Por tudo isto, "não me posso queixar, gosto do interior e de viver no interior", conclui.

Há muito espaço para o futuro alcains é também casa de duas grandes marcas, a Dielmar e as Fábricas Lusitana. Enquanto a Dielmar é uma referência na produção têxtil nacional, as Fábricas Lusitana são o local donde sai a conhecida Farinha Branca de Neve. Infelizmente, a C não teve oportunidade de visitar os espaços. Estas marcas demonstram que é possível ter um empreendimento de sucesso no interior. A vila também já conta com um posto de abastecimento para veículos elétricos, sinal de que o futuro, para Alcains, está mesmo ao virar da esquina.

Castanheira de Pera: um sonho que criou vitalidade Hoje, falar na Praia das Rocas, inaugurada em 2005, é quase sinónimo de falar de Castanheira de Pera. Sob o lema "ondas a 80 quilómetros do mar", o espaço de diversão aquático é único. Mas nem sempre foi assim. "Antigamente a vila era mais fechada, esta obra deu uma relevância ao concelho que de outra forma não teria", avança Filipe Lopo, guia da Câmara Municipal da

A Casa do Tempo tem a forma de um relógio, tentando apelar ao passado e ao presente

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vila. "Era impossível imaginar pessoas em biquíni na zona, por exemplo, e agora é tão normal como se estivéssemos na Figueira da Foz", completa. O projeto da praia teve como grande impulsionador Pedro Barjona, presidente da câmara na época. "Na altura pensaram que ele estava louco, mas o facto é que, nos primeiros anos, a praia enchia com mais de 5.000 pessoas", recorda Filipe Lopo. Clara Kalidás, da empresa municipal que gere o espaço, revela que os números atuais passam por cerca de 100.00 visitantes por época balnear. "Temos hidroginástica, jogos na água, parede de escalada, as bolas na água, gaivotas, canoas, espetáculos pontuais", afirma Clara Kalidás, avançando que "a praia foi uma alternativa ao fecho das fábricas, Castanheira sempre viveu da ribeira. Antes fazia funcionar as fábricas, agora faz funcionar a praia". Isto porque a água que é utilizada na praia entra


diretamente da ribeira junto ao empreendimento, seguindo depois o seu caminho. E o sucesso continua a ser tanto que "nós temos aqui dias em que estão mais pessoas na praia do que no concelho todo". A praia acaba por ser um ponto de vitalidade no interior. "Emprega pessoas não só da Castanheira, mas também da região: comércio, hotelaria, restauração... Vai tudo por arrasto", sublinha Clara Kalidás. "Eu vejo o futuro com bons olhos, o nosso empreendimento vai continuar", acrescenta. A oferta da vila não se esgota na Praia das Rocas (ver texto ao lado), existe uma aposta clara no turismo mais cultural e de natureza. "Temos a Casa do Tempo, com uma exposição permanente sobre produção de lanifícios e outra que vai rodando", destaca Filipe Lopo, que re-

vela receber turistas "um pouco de todo o lado, de Inglaterra e da Holanda, bem como portugueses de norte a sul do país". Sónia Tomás, responsável pela Casa do Tempo, revela que "por causa da crise, notámos uma certa diminuição na afluência, tentamos sempre apresentar uma novidade para que as pessoas da região tenham acesso a um espaço de cultura". Na Casa do Tempo é também possível aprender sobre os vários locais históricos que rodeiam a vila, como os Poços de Neve, donde saía gelo para a corte real. E, para provar que há mais vila para além da praia, basta olhar para a jovem Praça da Notabilidade, um espaço que "pretende servir social e culturalmente a população", incluindo um recinto de exposições, um clube de ténis, um auditório e um espaço infantil.

Há mais praia para além das Rocas não se pense que a única praia da região é a das Rocas. Castanheira de Pera tem também praias fluviais, com destaque para a Praia do Poço Corga. Apesar da água ser um pouco mais fria, a praia continua a encher sob o olhar vigilante do nadador salvador. "Também recebemos grupos de escuteiros" que aproveitam o verde da região, indica Filipe Lopo. A natureza é um dos pontos que

mais pessoas atrai à vila. "Costumo levar grupos para ver os veados ou os javalis na serra, bem como dar passeios até aos Poços da Neve", conta Filipe Lopo. Os passeios pedestres são dignos de destaque, permitindo o contacto direto com o verde envolvente. Os habitantes só pedem um favor: lembrem-se que Castanheira de Pera não se escreve Castanheira de "Pêra".

C117

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sociedade

Os mais reguilas desfrutam da tarde de sol em frente ao jardim-de-infância da junta de freguesia

Midões, a terra dos brasões mesmo ao lado de Tábua Durante o verão, quem chega perto da junta de freguesia de Midões é de imediato recebido pela animação dos jovens que estão no jardim-de-infância, enquanto os pais trabalham. "Em tempo de crise, em Midões ela nem se nota", avança José Alberto Pereira, presidente da junta, revelando que "nunca antes houve um jardim-de-infância a funcionar no verão para os pais poderem continuar a trabalhar descansados". O orgulho do presidente pela sua terra é notório. Apesar de ser uma aldeia, "temos uma grande escola, recente, que acolhe alunos até ao nono ano, a antiga escola primária é um grande jardim-de-infância, temos um posto de correio, um banco, um posto médico", enumera. Para além disso, é "também das poucas freguesias que, sem ser a sede, tem farmácia", sublinha o presidente. Mas também tem pessoas? "Temos quase 60 miúdos no jardim-de-infância, saem uns quantos e entram outros tantos", ri. Outro motivo de regozijo para José Alberto Pereira é a qualidade de emprego que as pessoas da aldeia conseguem ter. "Posso dizer que Midões é uma freguesia na qual o desemprego não existe, ou, pelo menos, onde se contam pelos dedos das mãos os desempregados que existem", avança o autarca. Para esta situação, contribui muito as fábricas de Tábua. "Tenho que dar os meus parabéns ao grupo Aquinos, trabalha lá muita gente, e aos pequenos em-

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presários que acabam por criar empregos ao nível da construção civil", defende. "Também temos um centro de dia, um rancho típico que é uma coisa maravilhosa, um grupo de escuteiros que está a trabalhar muito bem e atrai miúdos de outros concelhos, ficamos satisfeitos com estas situações", indica o presidente da junta de freguesia. E a população da aldeia não tem medo de assumir uma vida mais rural. "Todos cultivam as suas parcelas de terra. Todos trabalham e colaboram com as suas famílias, os jovens, tendo um pai ou um avô, acabam por aproveitar a ajuda. E, assim, também dão vida à sua família. Acho que Midões está bem e na linha do progresso", conclui.

A freguesia é conhecida pelas suas casas brasonadas

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opinião

Mira Lagoa Sobral

Sinais dos tempos

O mundo empresarial e o mundo autárquico convergem na confissão implícita, mas expressa, que as nossas cidades estão exaustas

A edição da passada semana desta revista incluía duas locais de notável relevância. A primeira local relevante encontra-se na página 16, em que se cita o presidente do Conselho Empresarial do Centro que preconiza "uma aposta na regeneração das cidades como forma de recuperar habitabilidade, atividades económicas e dinamizar a economia em tempos de crise". E a citação continua realçando o preconizado com uma frase de uma atualidade relevante e de primeira grandeza: "só assim as autarquias se tornarão, de facto, mais competitivas". A segunda local relevante encontra-se na página 33, de autoria de António Coimbra, DMAT (? - alguém se encarrega de explicar esta sigla que, assim e sem mais, fica incompreensível e inidentificável - ?) da Câmara de Coimbra, que inequivocamente afirma "Coimbra precisa de melhor arquitetura de um modo geral" e que complementarmente se exprime como de imediato se transcreve na íntegra: "Acredito que, em conjunto com a sua envolvente próxima (Baixo Mondego, Figueira da Foz, Fátima e uma região com cultura, paisagem, gastronomia, aventura, inovação), Coimbra se afirmará como um destino turístico e económico que ajudará o país a libertar-se das amarras que o tolhem. Acredito numa cidade inteligente, bem equipada, acessível a todos, em que apeteça ainda mais viver, e viver com gosto". conclusão primeira a retirar: o mundo empresarial e o mundo autárquico convergem na confissão implícita, mas expressa, que as nossas cidades estão exaustas com a rotina de esvaimento e de autocentrifugação. Ambos os mundos, empresarial e autárquico, se preocupam com a regeneração. O mundo empresarial elevando a regeneração a preocupação primeira. O mundo autárquico confessando uma doença: a pobreza arquitetónica.

o mundo empresarial preocupa-se com a necessidade de reativação da atividade económica. Princípio demasiado genérico, necessário, mas assim dito não despista nenhuma pista, nem de continuidade, nem fraturante nem estruturante. Diz e não significa. o mundo autárquico opta por enunciar as valências adormecidas do conhecimento, crente que as mesmas acordem da letargia por geração espontânea, apela à "coqueteria" histórica e enuncia a minuta de uma portaria de alargamento de âmbito geográfico de estética atrativa, tipo conquista territorial medieval, já que não passa sem chegar a zonas de atratividade religiosa internacional, e seleciona como territórios interessantes apenas os do oeste, omitindo (ou ignorando? ) os de nascente, norte e sul. Que tem tudo isto de regeneração? Que tem tudo isto de atrativo? para novos tempos - os do futuro - para novos desafios - os do futuro - só novas soluções. Algumas de ruptura, claro. Corajosas, pois claro. Renovantes e não recuperantes. Não recuperadoras, nem prolongadoras de prazos de validade há muito, muito ultrapassados. Até se começar a executar no terreno, há toda uma regeneração e toda uma atratividade, ambas mentais, a iniciar. A assim não ser, manter-se-á o registo de soundbytes inúteis, que a nada levam a não ser ao descrédito, e a mais umas doses, bem dispensáveis, de mais do mesmo. E deste produto já existem demasiados stocks, espalhados democraticamente por todo o país, e sempre em doses excessivas e não escoáveis. Não há quem as compre, e muito menos quem as pague. Atraiam as pessoas! Não as presenteiem com dificuldades, especialmente se ilógicas, incompreensíveis e inadmissíveis. Atraiam as pessoas! Não as repudiem!

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PUBLIREPORTAGEM

Eficiência energética e energias renováveis

Enernatura

A utilização dos recursos energéticos tradicionais tem custos económicos e ambientais cada vez mais elevados. A opção por fontes de energias renováveis é a melhor solução para minimizar esses custos e a Enernatura a empresa ideal para prestar esse serviço Criada em outubro de 2008, em Coimbra, a

Enernatura tem por objetivo contribuir para o aumento da eficiência energética e para a melhoria do aproveitamento das energias renováveis, de forma a reduzir os encargos energéticos do consumidor, bem como diminuir a dependência da utilização de combustíveis fósseis. Promover a eficiência energética; promover a certificação energética de edifícios, sugerir e apoiar na implementação de opções de melhoria do seu desempenho energético; promover o aproveitamento e a utilização das fontes de energia renovável disponíveis, contribuindo para a redução da dependência energética externa do país e fomentando a criação de novas actividades económicas; participar no alcance da meta relativa a edifícios neutros em termos de emissões de gases com efeito de estufa e de utilização de energia, através da introdução de eficiência energética e da integração de sistemas de energias renováveis em edifícios; e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região e do país são as principais missões da empresa. Neste sentido, o objetivo dos colaboradores da Enernatura é a promoção do aproveitamento dos recursos energéticos renováveis, disponíveis no local, a divulgação e a aplicação de me-

didas de eficiência energética e de conservação da energia, contribuindo assim para um desenvolvimento sustentável da região. Luís Duarte e Nuno Tomás são os responsáveis pela empresa, que tem vindo a crescer exponencialmente, não esquecendo, contudo, a sustentabilidade. A Enernatura conta atualmente com cerca de 20 colaboradores. Desses, quatro possuem formação na área da Engenharia e dois na área de Gestão de Empresas. Centro e sul do País abrangidos A Enernatura tem sede em Coimbra e duas delegações em Alcochete e Portimão. Desta forma, a empresa tem uma área de atuação que abrange toda a região Centro e Sul do país. Os seus principais clientes são os grandes consumidores de energia, que apostam na integração de fontes de energia renováveis para minimizar os encargos atuais de energias fósseis, bem como clientes residenciais, onde se destaca, como área de ação, a instalação de unidades

de microprodução fotovoltaica, serviço chave na mão. Aproveitar o sol nas duas vertentes: térmica e fotovoltaica A Enernatura tem desenvolvido a sua actividade principalmente na área da energia solar, na dupla vertente: solar térmico e solar fotovoltaico. Ao nível do solar térmico, realiza projetos e vende soluções para aquecimento de água de piscinas (setor residencial e de serviços) aquecimento de águas sanitárias (edifícios novos, existentes, residenciais e de serviços); aquecimento de águas de processo e de ar para processos de secagem (indústria); e aquecimento e arrefecimento ambiente de edifícios. Ao nível do solar fotovoltaico, realiza projetos e vende soluções para sistemas ligados à rede elétrica pública e

ENERNATURA NA EXPOFACIC2011 A ENERNATURA está presente na Expofacic com um grande espaço onde pode esclarecer todas as questões que tenha acerca de energias renováveis 34

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Aumentar eficiência e reduzir encargos energéticos

Enernatura, Lda Ponte de Eiras, Eiras, Coimbra Coimbra 3020-323 T. 239 001 616 fax. 239 494 315 Site: www.enernatura.pt

Energia solar é a principal área de atuação da Enernatura Realiza projetos e vende soluções

Missão da enernatura

para sistemas não ligados à rede elétrica pública. A empresa trabalha também com outros tipo de energias renováveis, nomeadamente a energia eólica e a biomassa. Mais incentivos são necessários Os responsáveis da Enernatura lembram que a utilização dos recursos energéticos, em particular dos combustíveis fósseis primários (petróleo, gás natural e carvão), "têm custos económicos e ambientais significativos, que estão constantemente a aumentar, a um ritmo impressionante". Nesse sentido, alertam, "todos teremos de realizar um esforço de racionaliza-

ção no seu uso e, ao mesmo tempo, promover o uso das fontes de energia renováveis". "Para a continuidade da implementação das atuais e novas tecnologias baseadas em fontes de energia renováveis, terão de haver ainda mais incentivos à colocação destes equipamentos, quer na área doméstica, quer na área industrial, uma maior abertura por parte do cliente final a estas tecnologias e, também, uma maior profissionalização dos intervenientes ao nível da instalação", concluem os responsáveis.

Promover a eficiência energética através da elaboração de projectos RCCTE - Regulamento das Características de Comportamento Térmico de Edifícios (Dec. Lei 80/06) e RSECE - Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização de Edifícios (Dec. Lei 79/06), caracterizados pela escolha de soluções tecnológicas e construtivas de elevado grau de eficiência. Promover a certificação energética de edifícios, sugerir e apoiar na implementação de opções de melhoria do seu desempenho energético. Promover o aproveitamento e a utilização das fontes de energia renovável disponíveis, contribuindo para a redução da dependência energética externa do país e fomentando a criação de novas actividades económicas (Microgeração). Participar no alcance da meta relativa a edifícios neutros em termos de emissões de gases com efeito de estufa e de utilização de energia, através da introdução de eficiência energética e da integração de sistemas de energias renováveis em edifícios. Contribuir para o desenvolvimento sustentável da região e do país.


saúde

cérebros

Kate Middleton Nariz reto: não tem

Áurea Nariz pequeno: são me-

Sarah Jessica Parker Nariz adunco: um nariz

Owen Wilson Nariz aquilino: um

basicamente a curvatura ou qualquer outra forma de depressão no centro e geralmente tem uma ponta aguda. Também é conhecido como nariz grego.

nores em comprimento e geralmente com uma ponta virada para cima. Nariz pequeno com pontas viradas é também chamado de nariz arrebitado.

adunco é fácil de detetar. É também chamado como um nariz de falcão. Ocorre quando é fino, com contornos nítidos e uma curva no meio.

nariz aquilino refere-se ao nariz que tem uma ponte de destaque. A ponte é curvada ou dobrada. Esse nariz também é conhecido como romano.

rinoplastia

Respirar melhor através de um nariz mais bonito O ÓRGÃO DO OLFATO, ESSENCIAL PARA O GOSTO, SERVE PARA RESPIRAR E EMBELEZAR O ROSTO. QUEM RESSONA OU TEM PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS PODE DEIXAR DE OS TER RECORRENDO À RINOPLASTIA Texto marta varandas foto pedro ramos o nariz serve para respirar, mas também está associado a um conceito estético. São os avanços mais recentes na rinoplastia que podem resolver grande parte das obstruções nasais, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas. A roncopatia – vulgarmente conhecida por ressonar – é outro problema que pode estar – ou não – associado ao nariz e pode ser resolvido através da cirurgia. António Diogo de Paiva, diretor do Serviço de Otorrinolaringologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), explica à C que a rinoplastia é uma cirurgia "realizada na estrutura nasal para melhorar a respiração do indivíduo e/ou a estética". Serve para correção de deformidades traumáticas ou naturais e ainda para corrigir disfunções. "Por vezes é associada a uma mentoplastia (cirurgia do queixo), para harmonizar as formas do rosto", refere o médico, acrescentando que a rinoplastia moderna visa reestruturar o nariz "tratando as suas deformidades pela redução das estruturas os-

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teocartilaginosas (rinoplastia de redução) ou pela inclusão de enxertos (rinoplastia de aumento)". Hoje "é possível realizarmos este tipo de cirurgia melhorando a respiração nasal e tratando problemas de sinusites que são as inflamações da mucosa dos seios da face, cavidades cuja mucosa é igual à da fossa nasal". A sinusite é uma inflamação destes seios, muitas vezes porque o nariz não funciona bem. ressonar é uma doença Relativamente ao ressonar, António Diogo de Paiva considera-o uma doença, "particularmente quando se fazem apeneias - paragens respiratórias – durante o sono, que podem levar a situações muito complexas e inclusivamente a uma paragem cardíaca". A Otorrinolaringologia, com outras especialidades afins, deve fazer um estudo da patologia do sono e "saber se um indivíduo ressona por uma obstrução do nariz ou da garganta, ou por outra razão qualquer". A roncopatia pode estar ligada a uma má dinâmica nasal ou a um excesso de peso. Nos

obesos é muito frequente, em especial nos indivíduos com o pescoço "curto e largo", explica o médico. Também professor catedrático da cadeira de Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, António Diogo de Paiva refere que a equipa multidisciplinar com quem trabalha, em todas as áreas da especialidade - ouvidos, nariz e garganta - tem organizado cursos anuais de pós-graduação. "No ano passado realizou-se o 5.º Curso de Rinoplastia, em que se abordou a evolução que se tem registado na área e juntou especialistas portugueses, espanhóis e franceses nos HUC". Estes cursos são "muito profícuos porque colegas doutros países mostram-nos a sua experiência e vêm dar-nos conta das situações mais atuais. É indispensável que os médicos estejam permanentemente atualizados", sublinhou o especialista. "Se a respiração nasal for má pode ter 'conserto' cirúrgico, através da rinoplastia", rematou o otorrinolaringologista António Diogo de Paiva.

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ciência & tecnologia Matemática irreverente na UC mostrar as muitas "pontes"

TYCHO BRAHE (Astrónomo dinamarquês, 1546-1601)

Perdeu a ponta do nariz numa luta de espadas e substitui-a por uma de ouro

que existem entre a matemática e a arte é um dos principais objeti­ vos da BRIDGES, uma conferência científica internacional muito pe­ culiar, que decorre pela primeira vez em Portugal, até domingo, dia 31 de julho, na Universidade de Coimbra. Junta os mais co­ nhecidos e mais mediáticos ma­ temáticos do mundo e cientistas, artistas, educadores, músicos, es­ critores, informáticos, escultores e até bailarinos.

José Xavier recebe prémio

o biólogo marinho José Xavier, investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra, foi galardoado com o prémio inter­ nacional Martha T. Muse para a ciência e política na Antártica, no valor de 100 mil dólares. A ceri­ mónia de entrega do prémio vai acontecer na conferência mundial sobre biodiversidade marinha, a decorrer em Aberdeen, de 26 a 30 de setembro.

UBI candidata-se a 3,5 milhões o instituto Coordenador de

Investigação da Universidade da Beira Interior (UBI) coordenou uma candidatura de três grandes linhas de investigação consti­ tuídas por vários projetos ao Eixo 1 - Competitividade, Inovação e Conhecimento do Programa Mais Centro, num total de cerca de 3,5 milhões de euros.

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sociedade

emigração

"Cérebros" da região Centro brilham no estrangeiro A nova geração de emigrantes já não vai para o estrangeiro trabalhar nos campos, na construção civil e em fábricas. Portugal exporta agora jovens qualificados, génios da ciência, engenharia, tecnologia e diplomacia, que conseguem impor-se no mercado internacional texto Bruno Vicente "O PROBLEMA não é a fuga de cérebros de Portugal, mas sim a nossa incapacidade de os trazer de volta". José Pimentão, de 34 anos, resume em poucas palavras o que é ser emigrante português nos dias de hoje: por um lado a inevitabilidade de agarrar melhores oportunidades laborais "lá fora", por outro a frustração de querer voltar para Portugal para ajudar o país a desenvolver-se, mas encontrar em terras lusas pouco espaço de manobra. José Pimentão formou-se na Universidade de Coimbra (UC), em Engenharia Mecânica, com especialização em Termodinâmica e Fluidos, prosseguindo depois estudos em Paris, na área da Astrofísica Instrumental e Engenharia Aeroespacial. O engenheiro mecânico, com um percurso de sucesso, acabou por ver a sua vida dividida entre Paris, Roma e Coimbra. O percurso no estrangeiro é vasto e continua a ser construído diariamente. Logo nos primeiros passos, José Pimentão colaborou com a NASA e trabalhou para a Agência Espacial Europeia (ligação que ainda mantém), integrando a missão da sonda Vénus Express, na equipa da VIRIS (Visible Infrared Spectrometer). O sucesso da missão levou-o a novos desafios. Em 2006, por exemplo, é nomeado coordenador de "Criogenia e Energia" da sonda espacial PILOT, coordenando uma equipa franco-italiana. Em Portugal, co-fundou a Sinergiae, sendo atualmente presidente e CEO do grupo. A aventura no estrangeiro começou por causa das limitações nacionais na área. "Faltava-me a verdadeira engenharia, aquela pela qual estaria disposto a lutar", explica José Pimentão. Mas o especialista não perdeu o sentimento patriótico, referindo que, na área da astrofísica e da engenharia aeroespacial "os portugueses têm obtido resultados surpreendentes",

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O engenheiro José Pimentão conseguiu ter sucesso em Itália e França e, em simultâneo, fundar a Sinergiae em Portugal

afirmando-se "perante outras nações", o que tem surpreendido a própria Agência Espacial Europeia. No trono da diplomacia Segundo o engenheiro aeroespacial, o sucesso luso no estrangeiro está também relacionado com a "grande capacidade de os portugueses serem bons diplomatas", estatuto

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XXI expofacic 625 espaços de exposição • 43 tasquinhas • 8,8 ha de área de exposição • 7 palcos

Brinde ao sucesso James Blunt e Erick Morillo no sábado

É muito fácil comprar bilhete

James Blunt, autor de "You’re beautiful", sobe ao palco 1 no próximo sábado, num grande concerto que abre com os sons de outra grande vedeta internacional, o DJ e produtor Erick Morillo. Pedro Abrunhosa, GNR e Pete Tha Zouk e Rui Veloso, no encerramento, completam o cartaz de espetáculos da Expofacic 2011.

Os bilhetes estão disponíveis nas estações dos CTT, Fnac, Worten, El Corte Inglês, Casino de Lisboa, Campo Pequeno, Dolce Vita, Viagens Abreu e MegaRede, postos de turismo de Cantanhede, Coimbra, Figueira da Foz e da Rota da Luz, Intermarché de Cantanhede e Mealhada, www.ctt.pt e www.ticktetline.sapo.pt.

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O maior centro de negócios da região e do país durante 10 dias

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josé antónio pinheiro, presidente da comissão executiva da expofacic 2011, salienta o papel relevante desempenhado pelo certame num momento menos positivo da economia NACIONAL. a qualidade da oferta é outra referência e cativa milhares de visitantes. As expectativas são elevadas e a afluência de visitantes nos primeiros dias do certame confirmaram a tradição: a Expofacic é um certame incontornável e, segundo José António Pinheiro, presidente da comissão executiva, conseguiu vencer a crise. A maior feira/exposição da região, e uma referência a nível nacional, desempenha este ano, afirma o também vereador da Câmara Municipal de Cantanhede, um papel relevante ao estimular a economia local e nacional. A autosustentabilidade do certame é um exemplo de boas práticas, já que a comissão executiva que organiza o evento garante a cobertura integral do investimento, que ronda um milhão e trezentos mil euros "É o maior

centro de negócios", sublinha José António Pinheiro. Apesar dos constrangimentos que o país atravessa, a Expofacic, explica o presidente da comissão executiva , consegui reunir todos os ingredientes para consolidar a feira em termos de qualidade, mantendo a ousadia de anteriores edições. O sucesso da feira/ festa de Cantanhede é obra de vários fatores, nomeadamente a manutenção da equipa que a organiza e que iniciou o trabalho em novembro. O cartaz de espetáculos pensado para agradar a todos os tipos de público e o preço simbólico são argumentos de peso, pois é difícil, ou mesmo impossível, assistir a um concerto


dos Xutos e Pontapés ou de Tony Carreira por três euros. José António Pinheiro salienta, ainda, a participação das juntas de freguesia, das associações culturais e desportivas e escolas num certame que a prosseguir os níveis de afluência deverá, pelo menos, atingir os números da edição de 2010: 416 mil pessoas. O recorde, porém, não é a principal preocupação do também autarca, que insiste na consolidação da Expofacic no panorama de eventos nacionais, realçando a envolvência de todo o concelho em torno da Expofacic, que por estes dias é "o maior palco nacional". Pelo palco 1 (num total de sete) passam as estrelas nacionais e internacionais, mas a oferta musical não se fica por aqui. O picadeiro com programa próprio, o circuito para ensaio de viaturas movidas a energias alternativas e a exposição de utensílios agrícolas são as novidades da Expofacic 2011 , que foi reforçada em todos os setores e conta com 500 expositores.

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A envolvência das juntas de freguesia, das associações culturais, desportivas e escolas é uma mais valia

seja responsável, beba com moderação

Depois de Áurea, Deolinda, Xutos & Pontapés, Tony Carreira, João Pedro Pais, Expensive Soul, Carlos do Carmo e Camané, é a vez, hoje, de Pedro Abrunhosa, GNR e Pete Tha Zouk (dia 29), James Blunt e Erick Morillo (dia 30) e Rui Veloso (dia 31), no palco 1. Vários DJ internacionalmente conhecidos contribuem para a festa madrugada fora no palco 4. Entre os 500 expositores, que ocupam 625 espaços, estão representadas "empresas de referência a nível local, regional e nacional" e, à semelhança de anteriores edições, cerca de uma centena ficaram em lista de espera. Com mais três mil e quinhentos metros quadrados de área (88.500 metros quadrados no total), a Expofacic é uma excelente oportunidade de negócio. Além dos setores tradicionais (comércio, serviços, indústria, agricultura), o certame promove as atividades da comunidade educativa e ligadas ao setor do ambiente, saúde e turismo. A denominada Aldeia de Portugal, destinada a acolher algumas regiões de turismo e municípios, cujo parceiro privilegiado é a Turismo Centro Portugal, permite contactar com várias regiões do país. Os dias temáticos – do Empresário, da Biotecnologia, do Agricultor, Ambiente e do Expositor – já fazem parte da tradição do certame, que, no próximo sábado conta o contributo de James Blant e Erick Morillo para mais uma noite memorável. "Num ano complicado, a Expofacic é um oásis para os empresários, que entenderam o certame como uma excelente oportunidade para combater a crise", conclui.

www.cantanhede.com


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XXI edição é mais uma vitória para o concelho de Cantanhede "A X XI Edição da Expofacic é

mais uma vitória para todo o concelho", considera Helena Teodósio, vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede. O "excelente" cartaz e as "novidades em toda a feira" ajudam a explicar o sucesso do certame, que arrasta milhares de pessoas até Cantanhede. Segundo a autarca, "a diversidade no gosto e nas opções" colocadas perante os visitantes contribuem para o "estado de graça" da Expofacic que, considera Helena Teodósio, "quer manter a ligação emocional com os visitantes, expositores e patrocinadores". Quebrar a rotina e preservar o impacto económico do certame são dois objetivos que Helena Teodósio coloca na estratégia da

Expofacic. "A demonstração das potencialidades das empresas é fundamental, mas não podemos esquecer que a Expofacic é uma feira agrícola, comercial e industrial, e tem uma forte componente institucional e cultural, que deverão manter-se, mas sempre conjugadas com a necessária dose de atratividade", afirma. A tarefa não é fácil, mas a vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede confia num "final feliz" para um certame que tem muito a ganhar com o projeto de requalificação que está previsto para o Parque Expo Desportivo de S. Mateus e que inclui a construção de um "grande pavilhão" para exposições. O futuro é já amanhã...

Helena Teodósio

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Cantanhede é cidade há duas décadas Cantanhede está em festa e não apenas

pela Expofacic. O município comemora em 2011 o 20.º aniversário da elevação a cidade. A efeméride foi recordada na sessão solene comemorativa do Dia do Município, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cantanhede em 1991, Albano Pais de Sousa. O atual presidente da autarquia, João Pais de Moura, afirmou que, passadas duas décadas, "mantém-se a importância" da elevação de Cantanhede a cidade. "A cidade e o concelho estão muito gratos a Albano Pais de Sousa", declarou o edil cantanhedense. Jorge Catarino, presidente da Assembleia Municipal de Cantanhede, Jorge Catarino, abordou a situação económica atual, frisando que "Portugal e Cantanhede têm de voltar à economia real". Durante a sessão, foram entregues vários prémios e distinções. André Teixeira recebeu a o Prémio Dr. Lima de Faria, por ser o aluno do concelho com melhor média no Ensino Secundário. O jovem terminou com 18,5 valores e estuda atualmente Medicina na Universidade de Coimbra. Cinco funcionários da autarquia de Cantanhede foram homenageados, por terem cumprido 25 anos de serviço. "São o exemplo do funcionário público ao mais alto nível", declarou João Moura. Foi ainda entregue a Medalha de Mérito Cultural ao Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa 1.º de Maio da Tocha e assinalado o 25.º aniversário da freguesia da Sanguinheira.

João Moura, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, ofereceu ao secretário de Estado, Paulo Júlio, uma garrafa do delicioso néctar do concelho concurso

Marquês de Marialva premiado líder na produção de vinhos e espumantes DOC Bairrada, a Adega de Cantanhede, através dos vinhos e espumantes Marquês de Marialva, fruto do saber fazer acumulado ao longo ede 56 anos de história, foram laureados, até ao momento, com nove medalhas. Nos espumantes, o Marquês de Marialva Baga (Blanc de noir) Reserva Bruto 2008 garantiu a Medalha de Ouro no Berliner Wein Trophy 2011 e a Medalha de Prata no IWSC Londres 2011. Já o Marquês de Marialva Bical – A rinto Reserva Bruto 2008 obteve a Medalha de Bronze no IWSC Londres 2011. Nos vinhos, o Marquês de Marialva Baga Grande Escolha 2005 assegurou a Medalha de Prata e

Oportunidade para a região e exemplo para o país o vereador da Educação da Câmara Muni-

Albano Pais de Sousa e Lima de Faria especial expofacic | VIII

cipal de Cantanhede, Pedro Cardoso define a Expofacic 2011 como "um mundo de oportunidades" numa fase complicada do setor económico. O certame, acrescenta, "permitirá superar estes tempos difíceis, contribuindo para a afirmação do concelho e a consolidação do projeto deste executivo". A qualidade da organização e "de toda a envolvente" serve de alavanca à continuidade da estratégia de desenvolvimento de Cantanhede, e, segundo Pedro Cardoso, constitui, ao mesmo tempo, uma oportunidade para outros concelhos da região. "É igualmente um bom exemplo para o país, pois demonstra que o trabalho, a determinação e o otimismo são a metodologia indicada para ultrapassar esta situação difícil", conclui.

Melhor da Classe no IWSC Londres 2011 e o Marquês de Marialva Baga Reserva 2007 a Medalha de Prata no Monde Sélection 2011, Medalha de Ouro no Coupe des Nations 2011 e a Medalha de Prata no CNV – Concurso Nacional de Vinhos 2011. O Marquês de Marialva 2006 foi Medalha de Bronze no IWSC Londres 2011 e o Marquês de Marialva Reserva 2008, Medalha de Prata no CNV Concurso Nacional de Vinhos 2011. Os vinhos da vindima de 2010 (tinto, branco e rosé) foram distinguidos com a Medalha de Prata no Concurso da Confraria dos Enófilos da Bairrada 2011, ampliando o número de distinções garantidas nos últimos anos pela Adega Cooperativa de Cantanhede.


reconhecido pelos pares europeus. E quem melhor para falar sobre a relação entre povos que Inês Sofia Oliveira? A conimbricense, de 25 anos, estudou Relações Internacionais na Faculdade de Economia da UC, seguindo depois para Bruxelas, Bélgica, onde trabalhou como consultora para, entre outras, a Hill&Knowlton, uma empresa de consultadoria internacional. Projetos com a Organização Mundial da Saúde e a Coca-Cola fazem, também, parte do seu currículo. "O trabalho em Bruxelas é, em geral, todo o mesmo. As empresas, organizações não-governamentais e afins querem fazer lobby junto das instituições europeias. A maioria contrata empresas de consultadoria para fazerem o trabalho", diz Inês Sofia Oliveira. A partida para a Bélgica, com apenas 22 anos, "não foi uma emigração planeada". "Foi uma questão de ter uma oportunidade no estrangeiro que em Portugal não tinha", acrescenta. A licenciada em Relações Internacionais garante que as diferenças laborais são muitas. "As minhas experiências em Portugal correram sempre pior que as do estrangeiro. Uma vez, uma menina de uma agência de trabalho

José Pimentão mostrou serviço em Toulouse, França, no Centro de Estudos Espaciais. Colaborou com a NASA e trabalha para a Agência Espacial Europeia

temporário disse-me que eu não entendia o mercado, que tinha de ser flexível. Isto num contexto de um trabalho a part time em que ia ganhar 280 euros por mês. Não há muito respeito pelos trabalhadores em Portugal. No estrangeiro há mais consideração e também menos hierarquia", afirma.

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sociedade

Inês Sofia Oliveira estudou Relações Internacionais e tornou-se consultora de várias empresas internacionais, em Bruxelas, Bélgica

Salários mais elevados, melhor qualidade de vida e o desafio que um país diferente proporciona são fatores cruciais na altura de deixar o país natal. "Acima de tudo, quem trabalha tem independência. O desemprego é sempre pior", atira Inês Sofia Oliveira. A emigração é encarada, geralmente, como uma lâmina de dois gumes. "Eu defendo que as pessoas devem ficar e tentar melhorar Portugal. A fuga de cérebros é um pouco deixar o país ao abandono. Mas, por outro lado, acho que há muitos jovens que, ficando, principalmente agora, adiam a sua própria vida, o que também não é justo", conclui. Saudosismo português A maioria dos emigrantes portugueses consegue integrar-se no país de acolhimento. Mas, às vezes, demora tempo. Apesar de quase todos afirmarem que "a aventura compensa", não conseguem esquecer um sentimento

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emigração

bem nacional, a saudade. "Acho que Portugal será sempre mais bonito que todos os outros países. O individualismo europeu ainda não chegou aí", defende Inês Sofia Oliveira. Mas, segundo o também conimbricense Luís Pegado, o regresso a casa pode ser impulsionado por outros motivos. "Sinto que tenho o dever de ajudar o meu país a melhorar, mesmo que isso possa implicar alguns sacrifícios no plano profissional", declara. Luís Pegado, de 29 anos, licenciou-se em Química, ainda em Coimbra, doutorando-se depois em Lund, Suécia, na área de Química-Física. As universidades funcionaram como trampolim para o mercado de trabalho internacional. "Desde novembro de 2010 que tenho uma posição de pós-doutoramento no Paul Scherrer Institut, um instituto de investigação em Villigen, na Suíça", explica. Para Luís Pegado, "a abertura ao mundo é sempre algo de importante e benéfico". E foi por isso que agarrou com as duas mãos as oportunidades que teve. "No doutoramento fiz investigação sobre a validade de diferentes modelos teóricos que se usam na descrição da interação entre partículas e, em particular, superfícies carregadas em meio aquoso, usando para isso sobretudo simulações computacionais", começou por explicar.

Luís Pegado, especialista de química-física, faz investigação no Paul Scherrer Institut, em Villigen, Suíça

"No pós-doutoramento continuo com trabalho teórico, mas agora mais especificamente aplicado ao cimento, em particular a novos tipos de cimentos mais amigos do ambiente (ou "verdes"). O objetivo é conhecer e compreender as propriedades destes materiais ao nível molecular (por exemplo, composição). Estas informações são indispensáveis para que estes novos materiais se possam começar a usar na prática", completa. Boa parte dos emigrantes acaba por ficar a trabalhar no país de destino até à reforma, que depois é gozada no país de origem. Luís Pegado não quer esse destino. Por isso, as suas últimas palavras, voltam a ser proferidas com a pátria no coração. "Voltar a Portugal para ajudar o país é uma das minhas grandes motivações para trabalhar. É o acreditar que o meu crescimento e enriquecimento podem mais tarde vir a contribuir para fazer algo bom em Portugal", concluiu.

28JULHO 2011


"Se tivesse menos 20 anos, voltava para o Canadá" Foi o sonho de ter uma casa que o levou a deixar o lar. "Para fazer a casa, pedi 50 contos. E tinha de pagar para não ter a dívida comigo dia e noite", justifica. A solução foi emigrar. França o destino. Em dezembro de 1967, aos 25 anos, Manuel Almeida deu o "salto". Não foi fácil mas, depois de inúmeras peripécias, chegou a Nantes. Acabou por ficar lá apenas seis meses. As greves do maio de 68 ditaram o seu regresso. Esteve dois anos na Bairrada. Entretanto, nasceu o primeiro filho e Manuel voltou a partir em busca de uma vida melhor. Desta vez, para o Luxemburgo. Trabalhou dois anos e meio numa fábrica de manilhas de cimento. Até que recebeu uma carta do irmão com os documentos que lhe dariam a passagem para o Canadá. A mulher não queria acompanhá-lo na nova

aventura. Mas Manuel convenceu-a: "são só quatro anos". Acabaram por ser 12. Foram anos bons: "O Canadá foi um rico país que me acolheu", recorda. Foi lá que nasceu a filha Patrícia. Trabalhou numa fábrica de componentes automóveis até que um acidente o fez voltar para a sua aldeia, S. Mateus (Anadia). "Agora estou na minha terra e tenho uma vida tranquila", constata. Olhando para trás, considera que todos os sacrifícios "valeram a pena". Mais: diz que, se fosse hoje, teria ficado mais tempo no Canadá, onde vive e trabalha o seu filho Paulo. "Gostava que ele cá estivesse, mas ele está num país que lhe dá tudo o que precisa", argumenta. Aliás, o próprio Manuel Almeida já pensou em regressar: "estou um bocado chateado de estar aqui. As notícias são sempre tristes. Se tivesse menos 20 anos voltava para o Canadá", conclui. VG

"Não quero educar o meu filho nesta mentalidade" a nível de mentalidades e xenofobia. Tenho colegas na parte francesa e nunca passaram pelo que passei aqui. São muito frios, xenófobos e racistas, vivem tanto nas regras que constroem que se torna uma prisão viver aqui". O nascimento do filho acabou por aumentar a necessidade de voltar. "Sou nova e acabei de ter um filho, não o quero educar nesta mentalidade de fazer dinheiro, sem criatividade, com muito racismo à mistura, em que ele se verá privado da sua liberdade enquanto pessoa", sublinha Carla. Mas, não deixa de ter noção das dificuldades. "Sei que vai ser complicado. E vamos precisar de lutar bastante", sublinha. No entanto, acredita no sucesso. O curso em Psicologia Canina do marido vai servir para abrir uma escola de treino de cães. "No início não vai ser um trabalho a tempo inteiro, pois é necessário arranjar clientela, mas até agora já temos alguns interessados e ainda não chegámos a Portugal", afirma, confiante. MR

41 C177B

De regresso a Portugal esta semana, a partida de Carla Pimenta , hoje com 27 anos, não foi ditada pela busca de um ordenado maior ou uma vida melhor. "Vim para a Suíça porque o meu atual marido (então namorado) morava e trabalhava em Zurique e, como eu tinha acabado o curso e não tinha emprego, parecia mais lógico vir eu do que ele regressar ", conta. A sorte ditou que conseguisse um emprego numa empresa de recursos humanos, ao invés de trabalhar na área da restauração. "Como tinha um curso de jornalismo na mão foi bom, acho que ainda teria aguentado menos tempo neste país se tivesse ido servir à mesa". A diferença de culturas e de tratamento foi determinante para a Suíça nunca se tornar o lar de Carla. "O meu marido, apesar de estar cá há sete anos, nunca gostou da Suíça. E eu, já lá vão quase quatro, mas nunca me senti em casa, nem perto disso", defende, pois "desde cedo tive bastantes dificuldades


sociedade

emigração

O que mudou num ano na região Centro

O Conservatório de Música de Coimbra tem, finalmente, instalações próprias

Quem quiser ir à praia tem, este ano, uma surpreendente alternativa. Em pleno interior, Mangualde (distrito de Viseu) tem a primeira praia artificial da Europa. Não falta a areia nem a água salgada. Já aqueles que optem por umas férias mais culturais vão encontrar em Coimbra dois novos polos: a Casa da Escrita, que ocupa a habitação onde viveu o poeta João José Cochofel, e a Casa das Artes, uma iniciativa da Fundação Bissaya Barreto. O símbolo maior da Universidade de Coimbra, a Cabra, está de "cara lavada", depois de uma intervenção de restauro, assim como o Jardim da Sereia, que a autarquia pretende devolver à cidade.

Ecopista Viseu Tondela Santa Comba Dão (à esquerda) e novo Hospital Pediátrico de Coimbra (à direita)

Ao fim de mais de duas décadas de espera, o Conservatório de Música de Coimbra conseguiu finalmente ter instalações definitivas. O espaço, amplo e com muita luz natural, merece ser conhecido.

Torre da Universidade de Coimbra (à esquerda) e molhe norte do Porto da Figueira da Foz (à direita)

Para chegar a Coimbra, os visitantes podem já utilizar a variante sul do IC2, que, apesar de muitas críticas, já pode ser transitada. Mas, se, em vez do carro, utilizar a bicicleta, a nova eco pista que liga Viseu, Tondela e Santa Comba Dão é o local ideal. Os barcos, esses, dispõem de condições melhoradas no Porto da Figueira da Foz, concluídas que estão as obras no molhe norte. A Praia Artificial de Mangualde é a primeira da Europa

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Quem regressa à região, depois de um ano longe de casa, espera sempre encontrar novidades. No período que passou desde o último verão, não foram muitos os investimentos inaugurados no Centro do país. Sinal da crise. Ainda assim há algumas infraestruturas – novas ou renovadas – à espera para serem descobertas pelos emigrantes.

28JULHO 2011

Na saúde, se os mais novos tiverem algum problema, os pais podem recorrer ao novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que, depois de um conturbado processo, está, finalmente, em funcionamento. VG


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marketeer head

Não devemos ter medo dos confrontos

dinheiro

catarina simões é assistente de direção da Clínica Delille Qual foi o seu primeiro emprego? Professora do Curso Tecnológico de Comunicação na Escola Secundária D. Duarte (onde dei muitas aulas e recebi em troca verdadeiras lições de vida!). Como gastou o primeiro ordenado? Paguei uma grande almoçarada a quem me acompanhou no meu percurso pessoal e académico. Um sonho… Que as crianças possam ter os pais presentes para termos uma geração futura sã. O que não suporta? Falta de carácter e de personalidade. Um vício que não equaciona deixar… Deixar de ter opinião sobre o que me rodeia, mesmo que tenha de ser extremamente inconveniente

conversa de

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quiosque

GALERIAS TITO Largo Tenente Ferreira Leite, n.º 18-24; Taveiro - Coimbra

Alzira da Conceição Calhau está nas "Galerias Tito", em Taveiro, há 24 anos. O estabelecimento vende, essencialmente, jornais, revistas, tabaco e senhas para os transportes públicos. Mas lá pode encontrar também muitos outro artigos: brinquedos, bijutarias, artigos

de brinde, roupa para bebés... No entanto, frisa a proprietária, como estes produtos têm pouca procura, é mesmo "o canto da escrita" a alma da casa. As "Galerias Tito" estão abertas de segunda a sexta das 09H00 às 19H00 e sábados, domingos e feriados de manhã.

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com os demais. E que marca não dispensa? A marca da vida, que é para ser usada e vivida todos os instantes em que por aqui andamos. Que música lhe dá vontade de cantar em voz alta? My Way, Frank Sinatra. Com quem não jantava? Com todos os que não tivessem fome. Último livro lido, cd ouvido, filme visto? Paula, Isabel Allende....Só, do fantástico Jorge Palma....Cinema (confesso que não tenho tido tempo mas agora nas férias que certamente irei ver com os meus sobrinhos o Carros2) Lema de vida? Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.


MÁRIO NICOLAU

empresário de sucesso

O curso na Escola Superior Agrária de Coim-

bra foi o ponto de partida para o projeto de João Paulo Cardoso. Após a conclusão do curso, em 1998, o gerente da Quinta do Celão instalou-se na produção, aproveitando três hectares de terreno do avô. Só que "a folha" era pequena para as culturas e "não dava dignidade suficiente", pelo que João Paulo Cardoso escolheu as hortícolas e criou o primeiro hectar de estufas. Dois anos depois, conta, "montei mais um hectar e, num conceito muito regional - Coimbra, Viseu, Figueira da Foz, Aveiro - centrei a venda da produção para as lojas recheio". Não demorou muito tempo a "inverter a condição normal de um agricultor" - vendia muito mais do que conseguia produzir - e o "passo forte na produção" revelou-se inevitável. "Aluguei uma quinta com 15 hectares e passei de dois para 17 hectares", lembra o gerente. Na altura, as mudanças estenderam-se, também, ao circuito de distribuição, já que através do Clube de Produtores Sonae, a Quinta do Celão encontrou as condições ideais para crescer". A janela de procura aumentou muito e o crescimento foi enorme. Passamos de cinco funcionários, em 2001, para 55 e temos uma exploração, em rotação, 85 hectares. Este ano já abarcamos mercado e a nossa produção continua a não ser suficiente", afirma. Mas a solução... já está em marcha: "convidamos cinco agricultores e transformamos a Quinta do Celão numa organização de produtores, de modo a termos uma capacidade negocial diferente". O departamento comercial é muito ativo - e uma novidade em termos regionais - e tem em Paulo Tavares uma "peça fundamental". Os hortícolas da Quinta do Celão marcam presença em Espanha (Madrid, Barcelona) e nas cadeias Sonae e Pingo Doce (com outra marca), mas em breve deverão chegar ao Norte da Europa. O estudo para a introdução das "culturas de novidade" (espinafres e companhia) nesta região europeia está em estudo e no Inverno deverão surgir novidades a este nível. Segundo João Paulo Cardoso, a agricultura que "dava trabalho a analfabetos não vale a pena", já que as pessoas "podem possuir um baixo índice cultural e praticarem uma agricultura profissional"; ou seja, "na Quinta do Celão temos dois engenheiros e recrutamos, agora, mais um e são eles que decidem por onde vamos. Na prática, é necessário harmonizar os pedidos dos clientes com aquilo que é possível possível fazer no campo". A adequação de variedades e adubações são capítulos essenciais num processo que inclui "um sistema de tratamentos o mais saudável possível". A explicação do sistema é curiosa:

Tesouros escondidos na Quinta do Celão João paulo cardoso aproveitou três hectares de terreno do avô para criar uma referência no mercado de hortícolas. O norte da europa é um objetivo texto e foto mÁRIO nICOLau

a empresa QUINTA DO CELÃO UNIP. LDA Campo do Bolão - Adémia de Baixo Apartado 8153 - 3021-901 Coimbra Telefone 239 105 955 email: quintadocelao@iol.pt

"tentamos, numa primeira fase, tratar insetos com outros insetos. Não é agricultura biológica é só luta biológica. Não sofremos dessa religião". João Paulo Cardoso e a família comem, em casa, "exatamente o que vendemos, pois sabemos bem o que fazemos às culturas. Perdemos, por vezes, alguma potência de produção porque respeitamos os intervalos de segurança. Temos a certificação máxima em Portugal e estamos a tratar da certificação internacional". Ao consumidor, o gerente da Quinta do Celão deixa um conselho muito simples: "comam sempre produtos da época e de preferência portugueses". Além da defesa da economia nacional, está em causa a saúde de quem compra...

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dinheiro

homenagem

Confraria do Bodo prepara-se para entronizar um bastonário, um reitor e um investigador... todos irmãos

POMBAL

Família de notáveis na Confraria do Bodo Irmãos José Manuel Silva (bastonário da Ordem dos Médicos), João Gabriel Silva (reitor da Universidade de Coimbra) e o professor e investigador Jaime Monteiro Silva são entronizados este domingo textos Bruno Vicente

"Percursos exemplares" O p r e s i d e n te d a Confraria do Bodo, Joaquim Pimentel, explicou porque a escolha dos novos confrades recaiu na família Silva. "Temos destacado pessoas que tiveram uma intervenção social relevante para o concelho. Este ano optámos pelos três irmãos, fruto dos seus percursos académicos e profissionais exemplares", afirmou. A tradição do Bodo, que remonta à idade média, "continua muito forte". As festas populares arrancaram hoje e só terminam segunda-feira. Programa completo em www.festasdobodo.com.

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o teatro cine de Pombal vai ser palco, às 12H00 do próximo domingo, de um acontecimento peculiar. É que os três irmãos mais velhos da família Silva vão ser entronizados, em simultâneo, na Confraria do Bodo. Os manos nasceram em Pombal, tendo, mais tarde, prosseguido estudos em Coimbra, cidade onde começaram também a afirmar-se profissionalmente. Atualmente, João Gabriel Silva é o reitor da Universidade de Coimbra (UC), José Manuel Silva é o bastonário da Ordem dos Médicos e Jaime Monteiro Silva é investigador e professor universitário no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da UC, integrando a ICMI (International Commission on Mathematical Instruction). José Carlos Alvarez (diretor do Museu Nacional do Teatro) completa o leque de personalidades que vão ser entronizadas na Confraria do Bodo.

Três novos embaixadores Ser um novo confrade é muito mais do que ser homenageado e obter um título. Acarreta novas responsabilidades. Quem o diz é Madalena Carrito, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. "Os novos confrades acabam por ser uma espécie de embaixadores da Confraria e têm a obrigação de lutar por esse movimento", explicou a responsável, acrescentando que "é sempre importante que os novos confrades se identifiquem em pleno com a confraria" que os acolhe.

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topo head de gama

viver

mercado

Suzuki em festa A fábrica de Esztergom da Ma-

gyar Suzuki Corporation, na Hungria, acaba de produzir a unidade número 2.000.000. A cerimónia serviu para celebrar a marca e comemorar o 20.º aniversário da fundação da empresa. O novo Suzuki Swift na cor "Ablaze Red", foi conduzido por Zsolt Gyulay, do comité olímpico húngaro.

Sucesso Ford DESDE a introdução do motor

EcoBoost de 1.6 litros no final de 2010, que a fábrica da Ford em Bridgend, no Reino Unido, tem vindo a trabalhar a todo vapor para atender à procura dos clientes. DisponíveL no novo Focus, C-MAX, Grand C-MAX, Mondeo, S-MAX e Galaxy, o versátil motor EcoBoost 1,6 litros tem sido um enorme sucesso.

quinta a fundo  Mercedes-Benz A revelou, oficialmente, C63 AMG Coupé Black Series  Toyota renovou A a Hilux no capítulo estético e adaptou os motores à legislação Euro V

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Escritório móve Mégane Coupé Société DINÂMICO, desportivo e intenso o novo Mégane Coupé Société é um excelente parceiro de negócios. O gosto pela condução e a diversão inerente a um Coupé aliam-se para que cada deslocação, cada viagem, seja um prazer. O design único, a qualidade soberba inerente a qualquer modelo Renault e o conforto interior são fatores diferenciadores que marcam qualquer automóvel. Com o novo Mégane Coupé Société, segundo a Renault, trabalhar é um prazer redobrado. Com as motorizações 1.5 dCi 90cv FAP Eco2 e 1.5dCi 110cv FAP Eco2 verdadeiramente ecológicas, o novo Mégane Coupé Société consegue consumos extraordinários aliados a custos de utilização extremamente reduzidos. Na motorização 1.5 dCi 110cv

Skoda lança série especial do Fabia Break esta série especial do Fabia Break, denominada Family, oferece mais equipamento: jantes de liga leve de 14’’ Atik, interior exclusivo Crystal, bancos traseiros rebatíveis 1/3, 2/3, vidros escurecidos a partir do pilar B, ar condicionado Climatic, barras de tejadilho pretas, entre outros. Está disponível com duas motorizações: 1.2 TSI de 85 cv (disponível desde 14.918 euros) e 1.2 TDI de 75 cv (desde 17.425 euros).

FAP Eco2 destaca-se a sua caixa manual de seis velocidades que permite reduzir os consumos em estrada, sendo por isso, ideal para utilização diária em auto-estrada. A sustentar estas motorizações está o nível de equipamento Dynamique. Com esta versão, o equipamento de série é realçado pelas jantes em liga leve de 16 polegadas, pelo ar condicionado, pelo volante em couro, pelo regulador e limitador de velocidade, pelos vidros laterais traseiros sobreescurecidos, pelo sensor de luz que acende automaticamente os médios e pelo sensor de chuva que acciona os limpa pára-brisas automaticamente. A Renault proporciona assim um verdadeiro Coupé e divertimento q.b. A economia é outro dos argumentos deste... escritório móvel.

fotolegenda

João Figueiredo, piloto da Automóveis do Mondego, esteve em grande na quarta jornada do Campeonato de Espanha de GT, que decorreu no Estoril. "O carro esteve sempre muito consistente e fiável sendo uma preciosa ajuda para recuperar as posições que perdemos com a primeira troca de pilotos. No final valeu o magnífico trabalho da equipa", disse o piloto na apreciação ao 3.º lugar da classificação geral (1º GTS).

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Vinho da Quinzena motorização

vel

Vinho da Quinzena: Vinho da Quinzena:

o méganE Coupé Société be-

neficia da qualidade das motorizações 1.5 dCi 90cv FAP Eco2 e 1.5dCi 110cv FAP Eco2. A caixa manual de seis velocidades permite reduzir os consumos em estrada, pelo que é ideal para utilização diária em auto-estrada.

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Mais de 700.000 unidades do Classe B DESDE o lançamento do Classe B no mercado, em 2005, foram entregues mais de

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700.000 unidades a clientes em todo o mundo. Com o Classe B, "a Mercedes-Benz definiu novos benchmarks no segmento premium dos automóveis compactos”, referiu Joachim Schmidt, vice-presidente executivo da Divisão de Vendas e Marketing da Mercedes-Benz Cars. "Embora o lançamento do seu sucessor esteja previsto para breve, o Classe B continua a registar uma grande procura entre os nossos clientes", conclui.


Eduardo e Fátima Moita

VIVER

"A sociedade está desuman olha só para o seu umbigo"

em casa de...

Foi em Miranda do Corvo, mais propriamente na Quinta da Eirinha, que fomos encontrar o casal Moita. É lá que passam grande parte do tempo em família texto márcia de oliveira fotos pedro ramos

Têm casa no centro da vila, mas é no espaço

verde, ao ar livre, da Quinta da Eirinha que Eduardo e Fátima Moita passam grande parte do seu tempo. Eduardo Moita nasceu em Miranda do Corvo. Tem 62 anos. Os pais eram alfaiates, não tinham muitos recursos e por isso a sua infância foi um pouco marcada pelas dificuldades. Durante o seu percurso trabalhou em diversas áreas, desde a construção civil

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ao ensino. "Estava a trabalhar para uma fábrica alemã, mas depois veio o 25 de Abril e fechou. Ficar desempregado numa altura em que já tinha um filho e a minha mulher estava grávida de outro foi complicado, mas procurei sempre trabalhar, porque tinha responsabilidades para com a família. Entretanto fui para o ensino, para trabalhos manuais", realçou o empresário. Mas foi na área dos seguros que

"vingou". "Cheguei a gerente de uma delegação de seguros. Depois decidi seguir o meu próprio caminho e criei a Miranseguros que atualmente tem três escritórios: na Lousã, em Penela e em Miranda (sede). Temos 11 pessoas a trabalhar e uma carteira próxima dos 4 milhões de euros", esclarece satisfeito. Já foi presidente da junta, esteve na assembleia municipal durante vários anos e dedicou-se às causas sociais. Prova disso é

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anizada, go"

Atualmente, na Miranseguros, trabalham 11 pessoas e a empresa tem uma carteira próxima dos 4 milhões de euros

o facto de, atualmente, estar ligado a duas empresas do Grupo Isidoro e, com eles, estar a fazer um projeto para criar um lar, creche e infantário numa casa antiga situada junto ao mercado municipal. Os filhos – Marco e Cláudio – estão agora à frente da Miranseguros. Eduardo, embora esteja aposentado da companhia de seguros, continua a ir lá todos os dias. Até porque, é como o próprio diz: "felizmente ganhei

algum património e estabilizei. Agora sou patrão de mim próprio, mas continuo a cumprir o horário". O amor pela terra que o viu nascer Eduardo está casado com Fátima, natural de São Paulo (Brasil), há 38 anos. "Vim do Brasil, com os meus pais (emigrantes), e os amigos foram visitá-los. Entretanto foi lá um amigo deles, viu-me e depois, como ti-

nha amizade com os pais do meu marido, foi ao pé deles e disse que tinha visto uma rapariga jeitosa para o filho deles", conta. Começaram a namorar nessas férias. Cerca de um ano depois estavam casados e depois nasceram os filhos. "Passei um inferno com eles, porque não comiam nada. Ainda bem que os meus netos não saem aos pais, devem sair às mães", diz Fátima a sorrir. Hoje, com a vida orientada, o casal tem mais

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viver

head em casa de... head

VIVER

tempo para passear. "Vamos todos os anos a sítios diferentes. Já fomos ao Canadá, Finlândia, Las Vegas, Brasil. Além disso, também temos uma casa em Dornes, mesmo ao pé da barragem e outra no Algarve, na Praia da Rocha, onde vamos sempre que podemos", realça o mediador de seguros. No entanto, destaca, "quem me tira de Miranda tira-me tudo… Passar para lá do Espinhal já me custa. Passei aqui grande parte da vida e adoro morar aqui". A vida já lhe trouxe muitos dissabores. Mas os momentos melhores foram em maior número. "O meu maior prazer na vida é estar com os meus netos – Laura (12 anos), Henrique (2 anos), Eduardo (4 anos) e António (2

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Comprar carros bons é a única extravagância que faço

anos) – e ajudar as pessoas mais carenciadas. Nesse aspeto ajudo muita gente. E nada me dá mais prazer do que ver o sorriso no rosto das crianças quando recebem um brinquedo", frisa. O empresário orgulha-se de não ter vícios. Mas, como realça, "todos temos uma pancada. A minha é pelos carros. É a única extravagância que tenho e troco de carro de cinco em cinco anos. É o único dinheiro que às vezes considero mal gasto. Mas pronto há sempre uma pancada, e a minha é esta", destaca a sorrir. União faz a força União é a palavra de ordem desta família. "O meu desejo é que os meus netos e os da idade deles tivessem sorte no seu percurso

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de vida e que não passem por dificuldades. A sociedade está muito desumanizada, as pessoas olham muito para o seu umbigo e gostava que fosse diferente, que as pessoas tivessem alguma felicidade, principalmente as crianças", afirma o empresário que vive no mesmo bairro que os filhos e netos, com quem costuma brincar frequentemente. "Aliás é natural que assim seja, dada à proximidade", realça. O seu objetivo definido para a família é "colaborar com os meus filhos e dar aos meus netos aquilo que muitas vezes não tive na minha infância". Até porque, para Eduardo e Fátima, numa família deve existir "comunhão de esforços entre todos para que se atinja a felicidade e união".


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Joana Alcaide

Adriana dos Santos

João Rolo

Muito público a apoiar as vozes de Mira

MIRA escolheu mais cinco semifinalistas João Miranda

As Festas de S. Tomé foram o palco de mais uma eliminatória do concurso Canta Comigo, passatempo através do qual a revista C procura encontrar a melhor voz do distrito de Coimbra. Inserido num ambiente descontraído, o espetáculo contou com a participação de nove concorrentes, cinco dos quais passaram, como manda o regulamento, à fase seguinte. A noite foi animada pela Banda C ( Banda Ministério) e pela arte mágica de Telmo Melo. veja os vídeos e vote nos seus favoritos em

www.cnoticias.net

O júri da eliminatória de Mira foi composto por Joana Gaspar, Fátima Mesquita, Luís Figueiredo, Arménio Rangel e João Oliveira

SEMIFINALISTAS de MIRA

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Marlene Silva

Gonçalo Lopes

Mariana Oliveira

28JULHo 2011

Bruno Sousa

Sandra Moreira


O júri da eliminatória de Penacova foi composto por Luís Rodrigues, Luís Adelino, Fernanda Veiga, Luís Figueiredo e Arménio Rangel

Pedro Bem-Haja

O mágico Telmo Melo surpreendeu a vereadora da cultura

Beatriz Martins

Multidão fez a festa em PENACOVA

Joana Ramos

NO DIA SEGUINTE foi a vez de

Penacova receber o Canta Comigo. No recinto das Festas do Município, os concorrentes foram aplaudidos por milhares de pessoas que assistiram ao espetáculo e apreciaram as prestações dos cantores. A Banda Ministério aqueceu a noite com uma atuação muito enérgica e que contagiou os presentes. veja os vídeos e vote nos seus favoritos em

Grande noite de festa em Penacova João Santos

www.cnoticias.net

SEMIFINALISTAS de PENacova

Marta Nogueira

Marta Assunção

João Cruz

Ana Assunção

Ana Marques

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Ana Isabel

Julieta Matos e o ilusionista do Canta Comigo

Inês Vinagre

Fi q

Arganil compareceu em peso para "puxar" pelos seus concorrentes

Elísio Gregório

aRGANIL festejou com a c o Parque Verde Urbano do Subpaço em

Arganil foi o local escolhido para a 9.ª eliminatória do Canta Comigo, o passatempo da Revista C. As vozes de Arganil surpreenderam a plateia e o júri que escolheu os semifinalistas de Arganil. As atuações estão disponíveis em www.cnoticias.net, onde podem ser apreciadas e votadas. O mais votado, até 10 de agosto, irá representar o seu concelho na Grande Final no dia 12 de agosto em Góis!

O júri da eliminatória de Arganil foi composto por António Seco, Jorge Silva, Luís Figueiredo, Julieta Matos e Eugénio Almeida

veja os vídeos e vote nos seus favoritos em

Joana Santos

www.cnoticias.net

SEMIFINALISTAS de ARGANIL

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Tânia Marques

Patrício Bernardino

Sónia Bandeira

28JULHO 2011

Edgar Vieira

João Baptista


Filipe e Joana, os vocalistas da banda Ministério, o grupo musical que acompanha o CANTA COMIGO e que fez uma enorme festa!

Aurélia Beja Anabela Lemos

Condeixa recebeu o Canta Comigo com enorme entusiasmo e a "nova" praça foi pequena para tanta gente!

CONDEIXA puxou pelos "artistas" A Vila de Condeixa mobilizou-se, no domingo, para as tradicionais festas em honra de Santa Catarina. A revista C associou-se à efeméride, realizando ali a 10.ª eliminatória do concurso Canta Comigo. A noite foi muito animada e, segundo alguns presentes, "uma excelente maneira de encerrar as festas".

Elsa Rodrigues

Ivone Pires

O júri de Condeixa foi composto por Armando Dias, Luciana Neto, Margarida Guedes, Luís Figueiredo e João Neto

veja os vídeos e vote nos seus favoritos em

www.cnoticias.net

SEMIFINALISTAS de CONDEIXA-A-NOVA

Pedro Costa

Flávia Santos

Carina Ferreira

"Espanhol da Ega"

Andreia Miguens

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ESCOLA DE HOTELARIA APOSTA EM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO Pedro Machado, Elisabete Mendes, Ana Paula Pais, Rui Mendes e Adília Ramos

A ESCOLA de Hotelaria e Turismo de Coimbra passou a ministrar, em parceria com a Escola Superior de Educação, um novo curso de pós-graduação em Gestão Turística e Hoteleira. O objetivo é qualificar os profissionais do setor turístico e hoteleiro para exercerem funções de direção nas diferentes unidades do setor. A escola pretende ainda garantir conhecimentos e saberes exigidos pelas empresas, tendo em vista a melhoria da qualidade dos serviços.

Ana Paula Pais apresenta objetivos do novo curso

Filipe Carvalho e José Redondo

Condeixa-a-Nova RENOVA praça da república 1 Nuno Moita da Costa, Liliana Pimentel e Jorge Bento 2 Carlos Branco, Margarida Guedes, Jorge Bento e Nuno Moita da Costa 3 Na inauguração foi servida uma escarpiada de 30 metros!

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o dia do Município de Con-

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deixa-a-Nova foi comemorado com uma festa de inauguração das obras de requalificação da Praça da República. Muitos foram os condeixenses que assistiram ao momento. Jorge Bento, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, realça a importância desta praça, afirmando que faz parte do "coração da vila". A escarpiada de 30 metros confecionada para a cerimónia foi o que atraiu mais pessoas. A festa serviu ainda para recordar o passado e as raízes de Condeixa, nunca deixando de pensar no futuro.

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3 28JULHO 2011


leroy merlin inaugurado em coimbra 1 Olivier Jonvel, Luís Freitas e João Paulo Barbosa de Melo 2 Comité de direção da Leroy Merlin Coimbra

o grupo francês Leroy Merlin já tem loja em Coimbra. As instalações, na antiga Makro, ao Vale das Flores, foram inauguradas no passado dia 19. A oferta comercial privilegia, sobretudo, a bricolage e a decoração. Olivier Jonvel, diretor-geral da empresa, admitiu tratar-se de uma "loja de teste", uma vez que é a primeira a abrir numa cidade média (fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto). "Se esta experiência funcionar, poderemos abrir também lojas em Braga, Aveiro, Leiria, Santarém, ou outras cidades", garantiu o empresário gaulês.

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O Clube de Empresários de

Coimbra elegeu, dia 21 de julho, uma nova direção. Segundo o novo presidente, António Henriques, o organismo deverá tornar-se um espaço de reflexão e devolver à sociedade uma perspetiva do que são as empresas num contexto económico, social e político. "Vamos apresentar brevemente um programa mais estruturado, com um conjunto de ações concretas", garantiu. António Henriques quer ainda fazer do CEC "o espaço de cidadania de que as empresas não podem prescindir".

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clube dos empresários tem novos dirigentes

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1João Asseiro, José Relvão, João Madeira, Arnaldo Baptista, António Abrantes, Teresa Carla Oliveira, António Henriques, Fernando Gomes, Jorge Bernardino e Luís Rocha 2 Miguel Silvestre, Paulo Barradas, António Henriques e Pedro Vaz Serra 3João Diogo , Fernando Madeira e José Mota 4 Nuno Silva e Luís Carlos Rocha 5 António Neves da Costa e José Relvão 6 Suzana Redondo 7 Teresa Carla Oliveira 8 Arnaldo Baptista e Mário Ferreira

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João Moura, Paulo Júlio e Pedro Cardoso

expofacic 2011 enriquece o concelho A XxI EDIÇÃO da Expofacic – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede foi inaugurada, no dia 22 de julho, pelo secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio e pelo presidente da Câmara de Cantanhede,

João Moura. O certame continua a apostar na gastronomia e nos concertos com grandes artistas nacionais e estrangeiros, como, entre outros, Áurea, Deolinda, Xutos & Pontapés, Tony Carreira, Morcheeba ou James Blunt. O certame encerra este domingo.

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Jorge Bento e Alfredo Marques

Barbosa de Melo e António Pinheiro

Pedro Machado e Luís Roque

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verão

escapadelas

História

Almeida recria com rigor cerco napoleónico de 1810 A efeméride vai ser assinalada entre 26 e 28 de Agosto, esperando-se que as cerimónias, em que se inclui um mercado oitocentista, atraiam muitos visitantes. No desenrolar das Guerras Peninsulares, Almeida foi ponto crucial de entrada das hostes inimigas em solo português. A 24 de julho de 1810, após o combate na ponte do Côa, à vista da vila, e porque a retirada de Crawford deixava a população sem esperança de socorro, Ney intimou imediatamente Cox a entregar a praça. Obtendo resposta negativa, foram tomadas medidas para o seu cerco. As tropas francesas aproximaram-se, instalaram várias baterias no pequeno planalto sobranceiro ao rio (numa zona fronteira ao Baluarte de S. Pedro, como já tinha acontecido no cerco de 1762) e, após demorada montagem, só a 26 de agosto as baterias dos sitiantes abriram fogo, incendiando, desde logo, muitos edifícios. Nesse mesmo dia,

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ao fim da tarde, acidentalmente, o paiol do castelo explodia. A efeméride vai ser recordada, entre 26 e 28 de agosto, com todo o rigor histórico, esperando-se que muitos visitantes assistam às cerimónias. Está igualmente previsto um conjunto de atividades de (re)criação, como seminários científicos, workshops, oficinas didáticas e exposições. Será ainda recriado um mercado oitocentista, a par de outras atividades próprias do século XIX. "O hexágono de Almeida, pérola preciosa da construção peninsular e europeia, acolhe dentro de si todo um conjunto de infindável informação e riqueza patrimoniais que constitui, indubitavelmente, um caso de excepção na investigação dita 'patrimonial'".


nas redondezas... Vilar Formoso O aglomerado populacional é constituído por dois núcleos separados pela ribeira de Tourões. O núcleo mais a sul é mais recente e desenvolveu-se a partir do século XIX, com a construção, em 1892, do caminho de ferro, que vai da Figueira da Foz até à fronteira com Espanha. O edifício da estação ferroviária, um bom exemplar da arquitetura do século passado, com admiráveis azulejos e uma velha locomotiva a vapor - a BA 101, primeira de uma série de três, construídas em 1930 pela fábrica alemã Henschel & Sohn, para a companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. A partir da década de 80, a vila sofreu um elevado crescimento, beneficiando do facto de se situar numa zona fronteiriça e o escudo ter desvalorizado face à peseta.

Castelo Mendo Pitoresca vila medieval, com foral desde 1229, concedido por Sancho II, e integrada no concelho de Almeida em 1834, está hoje classificada de Imóvel de Interesse Publico. Conserva, assim, uma grande parte das caraterísticas ancestrais do burgo fortificado, onde emerge um conjunto arquitetónico, civil e religioso bastante rico, onde se misturam obras de arte de estilos tão variados, como o Românico, Gótico, Manuelino, Filipino, Maneirismo e Barroco. É ainda de assinalar que no fim-de-semana a seguir à Páscoa se realiza nesta aldeia histórica uma interessante feira medieval que não deixa ninguém indiferente, quer pela qualidade da animação e das atividades de recriação, quer pelo cenário medieval que a envolve.

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Castelo Bom Antiga vila leonesa, foi integrada, no final do séc. XIII, com o Tratado de Alcanizes, na Coroa portuguesa. Do castelo, mandado erguer por D. Dinis, conservam-se ainda hoje importantes vestígios, como a sua porta em arco quebrado, que protegia a Torre, junto à qual estão colocadas as armas da vila. Na área envolvente do seu casario rústico, encontram-se também alguns panos de muralha, que permitem, com uma observação cuidada, entender a sua configuração primitiva, bem como o denominado "Revelim", que seria possivelmente um paiol.


verão

"o repasto do evaristo"

A casa dos batizados & companhia localização: Distrito: Coimbra Morada: Casal da Estrada, 3150-277 Sebal, Condeixa-a-Nova Contatos: 239 945 663 ou 93 666 62 26; repastodoevaristo@hotmail.com www.orepastodoevaristo.pt

INFORMAÇÕES: Aberto todos os dias Almoços e jantares sob marcação Estacionamento: sim Pagamento: numerário, cheque, multibanco, cartões de crédito Reserva: obrigatória Menus: desde 17,5 euros

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É na pequena aldeia de Casal da Estrada, no concelho de Condeixa-a-Nova, que se encontra uma casa rústica, de madeira e alguma pedra, com portadas de vidro e que alberga "O Repasto do Evaristo". Não se trata de um restaurante, porque o conceito é diferenciador: trabalha só por marcação e dirige-se a pequenos eventos. Quem ousar participar nesta aventura gastronómica começa por tocar à campainha. Evaristo Oliveira, proprietário, abre a porta e recebe os comensais, brindando-os, no hall da entrada, com espumante, presuntos, queijos, frutos secos e outros mimos. Na sala de jantar, onde se respira um ambiente familiar e personalizado, com bonitos vasos, distribuídos pelo espaço, cheios de rolhas que outrora taparam preciosos néctares, passa-se às especialidades da casa. "Comida feita à mão para apreciadores", pode ler-se na ementa. Chegam as "entradinhas". Enchidos, favinhas com carne de porco, míscaros com linguiça, cogumelos com bacon, salada de grão com bacalhau... São cerca de 15 variedades de entradas servidas no tabuleiro. Para visitar "O Repasto do Evaristo" convém vir sem pressas. Porque depois das entradas vêm os pratos principais onde se encontra o

"Fogareiro das Carnes", o "Bacalhau dos Pobres", "Espetada Mista de Peixe" e o afamado "Leitão Grelhado", que Evaristo Oliveira garante não ter intenção de fazer concorrência ao "Leitão da Bairrada", porque é uma forma diferente de cozinhar o pequeno bácoro. Não faltam acompanhamentos, todos à disposição por 1 euro por pessoa: migas, couvada, puré de azeitonas, puré de maçã, arroz de fei-

"O Repasto do evaristo" faz partir à descoberta de outros cheiros, cores e sabores. com uma cozinha singular, é preparada a degustação de todas as especialidades, que culmina com a sobremesa, onde reinam os doces conventuais

jão, açorda de coentros, cenourinhas, batatas grelhadas, pimentos fritos e salada mista. Os doces são deliciosos. À exceção da taça farta de frutas, todos são conventuais: "Barriga de Freira", "Barriga de Frade", "Pudim de Toucinho" e "Doce da Capela", em homenagem à capela que está a 20 metros de "O Repasto do Evaristo", onde têm lugar "pequenos eventos, mas grandes momentos". MV

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vinhos trabalho todos os dias no que me dá realmente prazer…

sugestão

mito 2010 O projeto MITO combina a complexidade da casta Alvarinho com a elegância perfumada do Loureiro. É um vinho com um aroma muito intenso, nuances de fruto tropical, distinto e elegante onde as qualidades das castas estão bem vincadas. Na boca é macio e frutado. MITO 2010 apresenta-se como um excelente companheiro para marisco e peixe grelhado tendo também estrutura para acompanhar a tradicional cataplana. Disponível em www.lusovini.com. Preço: 4,99 €

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anselmo mendes Enólogo

fazer vinho. Tenho tido a honra de trabalhar em muitas regiões do país, mas entre todas, a Região dos Vinhos Verdes tem para mim um significado especial (talvez por ter lá nascido). Hoje, com o aquecimento global, o vinho verde é a solução perfeita para a gastronomia de verão portuguesa. O projeto MITO nasceu de um desafio da LusoVini, na vindima de 2009 e teve como objetivo desenvolver um verde que surpreendesse pela frescura e complexidade. As castas presentes, Alvarinho e Loureiro, ajudaram de alguma forma na base de toda essa complexidade, que faz com que este vinho suporte bem pratos mais elaborados, sendo dessa forma conjugado com um leque maior de pratos da gastronomia condimentada portuguesa. Em 2010 obtivemos um resultado ainda mais apurado, pois sobre o trabalho desenvolvido é que se aprende e aperfeiçoa. Para 2011 prevejo uma forte queda de produção que vai, sem dúvida, fazer aumentar a qualidade da uva que irá maturar. Sugiro que provem.


verão

DANIEL CASTELEIRA Stylist

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Evocando referências da indumentária própria da marinha e aplicando-os nos guarda roupas femininos, a estilista Coco Chanel, na década de 20, imortalizou o estilo Navy, tornando-o sinónimo de sofisticação e elegância. Neste Verão, este estilo reaparece, mas trazendo algumas diferenças, conjugando os acessórios pesados e modernos com blusas finas e saias cintadas tornando o visual mais urbano.

Estilo navy Coco Chanel Imortalizou o estilo Navy, tornando-o sinónimo de sofisticação e elegância.

28JuLho 2011


saúde & beleza

Red, oh Yes!

pulseiras 9,95€ MANGO

carteira em pele preço sob consulta MARC JACOBS

misture azuis e vermelhos A tendência Navy ou náutica tem como principais elementos as cores branco e vermelho e claro, as riscas. Os volumes devem ser bem conjugados e a seleção dos acessórios pode apostar em dourados metálicos!

Modelos: Ana Sousa e Mariana Simões | Produção: Black at White Fotografia: M. Crespo | Cabelos: Natália Lopes Cabeleireiro Maquilhagem: Makeit Up | Local: Bar Gota de Água - Buarcos

Lábios vermelhos, sensuais e sobretudo sem falhas de cor, que tal? Para sentir um lábio bem desenhado e preenchido de vermelho, sem retocar com frequência, pode fazer um truque e usar uma dica. Após delinear com lápis de lábios (lip stick), a sua boca, coloque um pouco de sombra vermelha sobre os lábios secos, e de preferência bem hidratados, (ou seja sem peles - utilize vaselina). Com uma escova de dentes normal e em movimentos circulares, sem pressão, faça uma esfoliação labial e hidratação. Após ter preenchido os lábios com a sombra, coloque o baton vermelho e no final para dar uma efeito vítreo, use um lip glass ou gloss! A MakeitUp aconselha por Andreia Moreira

Recupere o brilho da pele! A máscara facial consiste em hidratar a pele, evitando que ela fique seca. Depois da praia, opte por uma máscara feita com argila que traz o brilho de volta para o rosto, corpo ou até para o cabelo. Pode repeti-la de quinze em quinze dias e a sua pele vai estar sempre jovial.


verão

vida nova A candidata é jovem e super divertida. A aposta foi num corte com franja pronunciada e um duplo corte para dar forma e volume ao cabelo

carlos gago Ilídio Design, embaixador L'Oreal

antes

HAIRSTYLIST Fátima Folques

CORTE

Corte colecção tony&guy

STYLE

Texture expert

LEITORA

Damieta Fontes

PROFISSÃO Estudante

depois

IDADE 26 anos

Produção global: CABELEIRO ILIDIO DESIGN by Carlos Gago - C. COMERCIAL GIRASSOLUM Fotografia: Pedro Ramos MAQUILHAGEM: Bé / Kátia Roupas e adereços: B&A Ricardo Colaço Loja 121, 1.º Helena Colaço Loja 117, 1.º C. COMERCIAL GIRASSOLUM

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Se deseja mudar o seu visual, envie um e-mail, 28JUlHo 2011 com o seu nome, idade e foto para vidanova@cnoticias.net


CA

PARECE QUE FOI ONTEM MAS JÁ PASSARAM 100 ANOS. Foi em 1911 que tudo começou. Ao longo dos últimos 100 Anos caminhámos ao lado de muitos projectos e ambições. Apoiámos famílias, empresas e instituições de solidariedade social. Contribuímos para o desenvolvimento económico-social das comunidades locais. De aldeias a vilas, de vilas a cidades e de geração em geração. Hoje somos um Grupo Financeiro com uma oferta global de produtos e serviços em que os portugueses confiam. 700 Balcões, mais de 400 mil Associados e mais de 1 milhão de Clientes. Juntos somos cada vez mais, e juntos celebramos 100 Anos de Crédito Agrícola.

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Centenário


Orquestra Clássica do Centro CULTURA

TAGV/Coimbra. 31 de julho. 21H30 A Orquestra Clássica do Centro, com direção de Artur Pinho Maria, é a protagonista de um espetáculo integrado no evento "Bridges Coimbra 2011".

agenda da semana qui.28 Sítio dos sons (música rock) - Centro Cultural D. Dinis/ Coimbra - 21H30

sex.29 Cuca Roseta ao vivo - Casino Figueira - 23H00

Mário Laginha Cine-Teatro Avenida/ Castelo Branco. 28 de julho. 22H00. 8€ Mário Laginha dá um concerto onde homenageia Chopin, recorrendo ao improviso, como tanto gostava o antigo compositor.

Canta Comigo Lousã (29 de julho). Góis (30). 22H00 A revista C continua a procurar a melhor voz da região, agora na Lousã (Pç. Sá Carneiro) e Góis (Largo do Pombal).

Citemor Montemor-o-Velho. Até 14 agosto

sáb.30

Verão é sinónimo de Citemor Festival de Montemor-o-Velho, um verdadeiro hino à criação artística. Programação completa da 33.º edição em www.citemor.com.

Homem ao Mar ao vivo - Fnac Coimbra - 17H00

dom.31 Exibição do filme "Megamind", de Tom McGrath - Fnac Coimbra - 11H30

seg.1 Fil´mus (filme musicado ao vivo) - Parque Urbano de Tondela 21H30

ter.2 Exibição do filme "O Convento" (1995), de Manoel de Oliveira - Interior do Convento de Santa Clara-a-Velha - 21H30

António Ataíde CAE/Figueira da Foz. 30 de julho. 22H00. 5€ Encontro de fado reúne António Ataíde, Bruno Costa e Nuno Botelho.

"Do Amor" Cerca S. Bernardo/Coimbra. 29 e 30 de julho. 21H30 O mais recente texto dramático de Lars Norén está repleto de diálogos mudos. A encenação é de Solveig Nordlund.

GNR

Cantanhede. 29 de julho. 22H00 O mítico grupo português – com trabalho editado desde o início da década de 80 – é um dos grandes destaques da Expofacic desde ano. Nestes últimos dias da feira sobem também ao palco nomes como Pedro Abrunhosa (28 de julho), James Blunt (30 de julho) e Rui Veloso (31 de julho).

qua.3 Exposição "Bichos", de Hélder Conceição - Museu de Canteiro/Alcains Das 09H30 às 12H20/14H00 às 17H30

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Entremuralhas

Licenciaturas

Castelo de Leiria. 29 a 31 de julho A associação Fade In e a Câmara Municipal de Leiria são as responsáveis pela organização deste festival de música gótica, onde o palco é o castelo leiriense. O magnífico monumento medieval recebe 12 bandas de culto: Nitzer Ebb, Sol Invictus, Irfan, Ignis Fatuus Luna, Suicide Commando, Rosa Crvx, Sieben, Brainderstorm, Diary of Dreams, Arcana, Trobar de Morte e Narsilion.

- Administração e Finanças (Código Instituição - 3065 / Código Curso - 9671) Provas: Matemática / Economia / Português

- Administração e Marketing (Código Instituição - 3065 / Código Curso - 9672) Provas: Matemática / Economia / Português

- Engenharia Informática (Código Instituição - 3065 / Código Curso - 9119) Provas: Matemática / Biologia e Geologia / Física e Química / Economia

- Gestão Integrada em Qualidade, Ambiente e Segurança (Código Instituição - 3065 / Código Curso - 8321) Provas: Matemática / Biologia e Geologia / Economia

Mestrados - Informática Aplicada - Marketing e Comunicação - Comércio Electrónico

"A pulsão do amor" A exposição, da Coleção Millennium bcp, reúne trabalhos de diversos artistas portugueses e estrangeiros como Paula Rego, Mário Eloy, Júlio Pomar, Costa Pinheiro, Pablo Picasso ou Milly Possoz, entre outros nomes conceituados do panorama artístico internacional. Integrada na terceira edição do Festival das Artes, com acesso gratuito, a mostra é fruto de uma organização conjunta da Fundação Inês de Castro, do Millennium bcp e do Município de Coimbra.

"No means no" Centro de Artes Visuais/Coimbra. Até 25 de setembro A exposição de Paulo Brighenti reúne desenho e pintura de séries anteriores, expostos a par com dois desenhos murais, explorando a relação do trabalho de Brighenti com o espaço. A origem o desenho faz-se de energia, de imagens pairantes que não se podem estabilizar. O desenho toma o fundo (que é arquitetura) como base para a relação entre as linhas que o compõe.

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Museu Mun. Coimbra/Edifício Chiado. Até 17 de setembro

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vidas

viver

Varela Pècurto expôs fotografia em praticamente todo o mundo Antigo proprietário da Casa Hilda, não há quem não o conheça em Coimbra. O seu talento na captação de imagens e o seu CUNHO artístico INCOMPARÁVEL foram reconhecidos através da atribuição de numerosos prémios, medalhas e diplomas de Honra texto e fotos sílvia diogO Nasceu no Alentejo, sempre teve uma enorme paixão pela fotografia. Veio para Coimbra depois de ter namorado mais de oito anos com aquela que sempre foi a sua mulher. "Somos casados há 61 anos. Foi um namoro longo demais", recorda. Eduardo Varela Pècurto teve de sair da casa dos seus pais para não agravar as despesas da família e conseguir, assim, a sua emancipação. Em Coimbra, atingiu a independência que tanto desejava. A mulher esteve sempre presente nesse grande objetivo. "Ao longo da minha vida, ela tem sido uma ótima retaguarda. Sustenta tudo aquilo que a minha profissão

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Frequentei dezenas de exposições e concorri a salões de arte fotográfica pelo mundo inteiro

exige. Cozinha muito bem.Faz doces como não como lá fora. Antigamente, fazia as melhores calças que alguma vez usei", confessa o popular fotógrafo conimbricense. A propensão para a fotografia começou ainda nos tempos do liceu. "Eu gastava a minha mesada a comprar revistas de desenhos e aventuras. Fazia fotografia , que depois vendia aos meus colegas. Fazia negócio e satisfazia o meu gosto pela fotografia ao mesmo tempo", relembra. A paixão pela arte foi aumentando, imparável e irreversivelmentre, de tal forma, que nunca mais desistiu da fotografia. Antes de se mudar para Coimbra,

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já era sócio do Grupo Camera , onde que se reuniam vários amadores de fotografia e cinema. Concorreu a uma exposição e obteve o primeiro prémio. Foi esse prémio que o fez ficar definitivamente em Coimbra. "Essa fotografia representava as mãos de um oleiro cheias de barro molhado, a água refletia-se nos seus dedos", recorda. Começou a trabalhar na livraria Atlântida e, mais tarde, tornou-se sócio-gerente da Casa Hilda , onde também orientou a secção de fotografia. Varela Pècurto gosta de fotografar um pouco de tudo, mas tem um gosto especial em fazer fotografia de arte. "Frequen-


tei dezenas de exposições e concorri a salões de arte fotográfica pelo mundo inteiro. Tenho mais de cinquenta medalhas em casa, de ouro, prata e bronze. Tenho perto de cem menções honrosas e objetos artísticos", revela à C. Na sala de estar de sua casa, está um busto do seu rosto. "Havia um escultor em Coimbra que andava sempre sem dinheiro. Uma vez pediu-me um cachimbo, e em troca, fez o meu busto", recorda. Outras das suas paixões é a fotograf ia documental, principalmente, a que requer conhecimento e capacidade técnica para ir além do normal. "Em muitas situações, deparamo-nos com dificuldades técnicas e é preciso vencêlas. Gosto de enfrentar esses problemas", garante. Durante anos, os jornais não tinham fotógrafo privado e Varela Pècurto serviu todos

os jornais de Coimbra e os principais de Lisboa e Porto. Para isso, teve de arranjar uma equipa. "Fui para a RTP durante vinte anos. Foi muito absorvente. Não almoçava nem jantava. Apanhava sol e chuva", relembra. A fotografia mais emblemática que alguma vez tirou foi a de um raio a cair na torre da Universidade de Coimbra. "Foi obtida de um sábado para um domingo, às duas da manhã. Eu estava na minha cozinha, com a máquina no tripé. Há quem diga que eu tive sorte - e concordo - mas a verdade é que eu estive lá no momento certo para conseguir tirar essa fotografia", recorda. "Fiz um álbum ao meu filho para ele um dia recordar. É um álbum fora do vulgar e muito completo. Também fotografei todos as viagens. Viajei quase por toda a Europa", acrescenta.

Varela Pècurto

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Sempre ligado à fotografia, Varela Pècurto não esquece os momentos que marcaram a sua vida. Sente-se orgulhoso por ter atravessado o 25 de Abril sem ter sofrido danos físicos.

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ideias headdos outros

Burla 419 luís de matos

Os que mais se riem são quem primeiro cai

Após o surgimento do email, ficámos mais familiarizados com uma antiga forma de burla. Alguns teremos tido a sorte de perceber ou ser avisados a tempo. Outros terão uma história menos feliz para contar. Acreditem, os que habitualmente acusam os demais de ingenuidade são quem mais contribui para as estatísticas dos enganados. Por muito espertos que nos consideremos, é bom relembrar que por algum motivo este tipo de burlas continua em prática. A "Burla 419", também conhecida como

"Nigerian Scam", basea-se na ideia de que um estrangeiro rico precisa de ajuda para transferir os seus fundos e está disposto a partilhar a fortuna com quem o assistir. Na sua essência, este enredo de burla tem origem no conhecido esquema do "Prisioneiro Espanhol" e remonta ao século XVIII. Na sua forma original, o vigarista diz à sua vítima (qualquer um de nós…) que está em contacto com alguém detentor de uma fortuna incomensurável e que essa pessoa se encontra presa em Espanha sob identidade falsa. Supostamente, o preso não pode revelar a sua identidade sem que isso tivesse repercursões seriíssimas. Assim, tendo conseguido contactar com um seu amigo (o malandro que nos contacta) precisa agora de algum dinheiro que permita esclarecer todo o mal entendido. A promessa é clara… se ajudarmos seremos faustosamente recompensados. Uma outra versão consiste em sermos contactados por alguém que afirma ser funcionário de uma instituição governamental ou banco, advogado, solicitador, amigo ou herdeiro de alguém cuja fortuna precisa de um conjunto de procedimentos para ser libertada.

teza leva a que a vítima envie mais dinheiro e o burlão continuará a "esticar a corda" até que a vítima se canse. Porém, mesmo os que não enviam dinheiro, e apenas não conseguem evitar o desejo de saber mais e responder, também acabam por ser prejudicados. Os roubos de identidade através de dados pessoais ingenuamente por nós fornecidos são inúmeros e trazem com eles consequencias absolutamente desastrosas. Todos estamos expostos diariamente a esquemas destes. Uns mais elaborados, outros mais ingénuos. Não responda a mensagens não solicitadas, especialmente se se tratarem de propostas de negócio, pedidos de assistência, avisos de uma herança potencial, propostas de investimento ou oportunidades de ajudar uma instituição de caridade. Nos últimos dias, duas pessoas da minha família foram alvo de tentativas de burla deste tipo, uma por email outra por carta. Em ambos os casos nada foi deixado ao acaso. Por email chegou uma promoção plausível de 200€ aparentemente enviada por uma conhecida rede de supermercados. Por carta registada, oriunda da África do Sul, o contacto de um advogado falando da morte do nosso muito querido Manuel Arriaga (que não conhecemos) e da sua herança por reclamar. Não se ria… um destes dias calha-lhe a si…

Quem morde o isco envia pequenas somas em dinheiro e vai sendo alimentado com informação aparentemente real que se destina a manter a certeza de que está perante a oportunidade da sua vida. Essa aparente cer-

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Número 26 da Revista C