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Orgรฃo Oficial da Junta Regional da Guarda

Nยบ 76

http://guarda.cne-escutismo.pt/

- maio 2013

Habem

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Encontr o Regio d

o Exp lorado e do P r io ne i r o

nal


Neste Número

3 4 5 7 8 8 9 Boletim Informativo da Junta Regional da Guarda maio de 2013 N.º 76 Publicação trimestral Grafismo e Paginação Gabinete de Comunicação e Imagem Capa foto desconhecido Fotos Dia Regional do explorador e pioneiro Mocho Atento Colaboradores neste número António Bento, Riquitikitavi Contactos

Junta Regional da Guarda Apartado325 6200 Covilhã Telf./Fax.: 275 313 486 jr@guarda.cne-escutismo.pt

Editorial A Tolerância Formação Escutismo e a sua técnica Etraud

Reuniões Eficazes - Como fazer avançar o debate Aos Chefes disciplina Águia Branca

Saúde Conselhos para controlo da Diabetes Segue-me Vasco Pinto de Magalhães

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1.ª Secção Lobitos Alcateia

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Encontro Regional de Exploradores

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Encontro Regional do Pioneiro

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Dia de São Jorge

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Família

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Habemus Papam - Franciscum


editorial A Tolerância António Bento Chefe Regional

“ A tolerância é a base da comunicação e do diálogo. Actualmente, ter tolerância é reconhecer aos outros a liberdade de expressarem as suas ideias, pugnarem pelas suas posições e viverem de acordo com os seus valores, ainda que diferentes ou opostos aos nossos. É ser capaz de aceitar o direito à diferença e reflectir sobre ela. Em algumas organizações, defendese, insistentemente, que “ todos devem falar a mesma linguagem” e que “todos devem estar sintonizados na mesma onda”. Mas não será a diversidade de pontos de vista que torna frutuoso e rico o trabalho de um grupo ou da associação? Penso que sim!... Comunicar é mais do que dizer palavras, até porque “ palavras leva-as o vento”. É fundamentalmente, saber escutar o outro e tentar compreender o melhor possível os seus pontos de vista, as suas argumentações e sentimentos, em ordem a poder formular um juízo de valor mais acertado a seu respeito, sem prejudicar outros.

pensar os pensamentos e as sugestões dos outros, sofrer as suas angústias e alegrar-se com as suas esperanças. Por isso existe o diálogo. E dialogar não consiste em expor o meu ponto de vista aos que pensam de maneira diferente da minha; consiste, sim, em pôr provisoriamente entre parênteses o que ou penso, para tentar primeiro compreender o ponto de vista deles (afirmou G. Pire, prémio Nobel da Paz), no ano de 1958. É bom recordar a nossa última discussão, no seio da tua família escutista, o que fizemos!... Gesticulamos, gritamos, berramos, barafustamos… e pouco mais. E o sentimento da tolerância onde ficou? Por vezes, é necessário ter a coragem de “tolerar”, descobrindo nesta enorme atitude os valores de um verdadeiro homem e de um verdadeiro escuteiro, para sermos uma criatura consciente do “Ser” e uma pessoa que respeita o diálogo. Só assim, nos tornamos uma pessoa que valoriza as suas emoções e os seus afectos, vivendo-os em equilíbrio. Sempre alerta para Servir

Comunicar é estar disponível para

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formação

T

Escutismo e a sua Técnica odo o sistema, de qualquer ordem que seja,

progresso - sem carácter de exame - são até um

utiliza os meios que julga mais aptos para

atractivo que o jovem procura como trampolim

atingir o seu fim. Diz-se, por isso, que segue este ou aquele

para subir de pata-tenra, à primeira classe mas

método… Em princípio, e isto não constitui novidade são

actualmente, depende se é lobito, explorador, pioneiro ou caminheiro, deve completar as

seu objectivo: a formação integral da juventude. Em concreto, o Escutismo realiza-se com a

etapas de progresso, onde se encontra, indo de: Lobito – Pata tenra a Lobo Amigo Explorador – Apelo `a Descoberta Pioneiro – Desprendimento à Construção e Caminheiro – Caminho à Partida. É que, “só então poderá afirmar

promessa, através do sistema de patrulhas, pela

tranquilamente ter-se preparado com o devido

vida ao ar livre e pela técnica. Só desta nos

empenho e a necessária seriedade. Claro está,

ocuparemos, na impossibilidade de tratar nestas

que quando se fala de técnica não se entende só

breves linhas todos estes pontos. “ A técnica escutista nasce e encontra a sua

uma actividade manual, mas também e sobretudo um trabalho que supõe capacidade

justificação no ideal de Servir” (o próximo) que é,

intelectual e qualidades morais susceptíveis de

como sabemos, o fundamento de todo o

desenvolvimento. Será pois da máxima utilidade analisar as

tantos os métodos quantos os sistemas. O Escutismo, por sistema, lançou mão dum método que lhe é peculiar, capaz de conseguir o

Escutismo. Ela não é um fim em si mesma, mas um meio que leva o rapaz realizar-se no bom equilíbrio das suas forças: físicas, intelectuais e morais. Muitos são os modos pelos quais o Escutismo introduz o rapaz na técnica, que por sua vez se espraia em vários campos: Pioneirismo, Exploração, provas de classe, especialidades… Tudo isto requer uma longa preparação mas, note-se, nem implica estudo árido, nem requer um complexo de capacidades superiores às possibilidades do rapaz. Este assimila enquanto vive intensamente o Escutismo e nele, o que o interessa, diverte-o ao mesmo tempo. As provas de classe, actualmente provas de

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possibilidades educativas da técnica. É o que sucintamente vamos fazer. Antes porém, é necessário ter bem presente: O escutismo não concebe uma técnica separada do espírito. O que impera na técnica é sobretudo o valor utilitário no cumprimento do próprio dever escutista. Eis a razão porque o chefe põe todo o seu empenho em levar o jovem a descobrir oportunidades de realizar algumas boas acções neste tipo de actividades. Deve aplicar o sistema de PATRULHAS. é no sistema de patrulhas que o jovem planeia as suas actividades. O chefe orienta!... É a experiência pessoal que leva o rapaz a estudar a realidade para poder vencê-la e a


submeter-se-lhe para a desfrutar. Que excelente lição aqui encontram os jovens habituados aos limites do ensino escolar! O rapaz por um lado apura o sentido de precisão e exactidão: ganhará gosto em fazer as

de vista especificamente pessoal, apesar disso, no escutismo há uma conjugação de forças de que resulta a técnica social ou de equipa e que projecta o rapaz com todo o seu potencial físico,

coisas bem feitas de princípio ao fim. Pois, se ele

psíquico e moral no seu meio ambiente. Por outro lado, não deve esquecer-se mais um

constata que uma letra errada numa transmissão,

conjunto de virtualidades de possível

ou uma medida mal tirada numa avaliação vai

efectivação: é o espírito de iniciativa, o engenho,

causar desarranjo na actividade em que põe

a paciência e a energia que cada trabalho exige.

todo o seu empenho!... Ora, isto será de importância decisiva para a

Tudo isto constitui uma gama de valores físicos e

sua vida profissional. Assim é que o jovem vai adquirindo o sentido da segurança, a confiança em si, a modéstia e o respeito pelo que o circunda. E não pensemos o jovem de modo algum

morais que coloca o Escutismo entre os primeiros e mais eficientes métodos educativos. Se assim não fora, teríamos um engenhoso tecnicismo reduzido a um simples “truque para enganar e passar tempo”. Etraud

introvertido. Embora víssemos a técnica do ponto

formação

Reunioes Eficazes Como fazer avançar o debate SABEMOS OUVIR? “Deus deu-te dois ouvidos e uma língua, para que tu ouças mais do que fales” Esta era a opinião de S. Bernardino de Sena. E já Pitágoras , em tempos ainda mais remotos, sabia o porquê: de facto, é sua a sentença: Quem fala, semeia; quem ouve, recolhe” Escutar é um instrumento cognitivo de importância fundamental, através do qual nos abrimos aos outros e ao mundo. A escuta é premissa indispensável para o diálogo e para a comunicação plena. Nas reuniões, o ouvir compete-nos e empenhanos também como animadores, mas em primeiro lugar – e a sério –já como simples participantes. E corremos o perigo de estarmos convencidos que “sabemos ouvir”, de pensar que possuímos, por

ciência infusa, a gramática e a sintaxe do ouvir mesmo sem tê-las estudado. Ou, talvez, nos convençamos de que não há nada a fazer porque se trata duma arte que não se pode ensinar nem aprender. Errado.

a|Ouvir, uma arte que se ensina Mortimer J. Adler depois de relembrar brevemente “as quatro operações envolvidas na comunicação verbal (escrever, ler, falar e ouvir) , observa que “a actividade de ouvir é a primeira que se aprende em criança, e aquela que ocupa a maior parte da vida dum homem. Segundo uma investigação feita nos Estados Unidos, o ouvir preencheria 46% do nosso tempo. Seja qual for a causa, é de salientar a carência séria da escola neste sector específico da educação. E fica o dever, da nossa parte, de A pista maio de 2013

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compensá-la na medida do possível.

b| Ouvir, uma actividade da mente Adler explica que para ouvir não chega estar em silêncio diante de quem fala. Pode acontecer aos ouvidos aquilo que acontece aos olhos. Se uma pessoa não quer ver, baixa as pálpebras e afunda-se na escuridão. O ouvido não tem pálpebras, mas uma pessoa pode também não ouvir e afastar a quem lhe fala do campo da sua consciência. Ouvir não é somente uma percepção física ligada a um sentido, nmas é mais uma actividade mental.

c| Os erros do ouvir Como acontece com tudo o que não se aprende convenientemente, também no ouvir se cometem erros em barda. 1- Um erro muito frequente é definido por Adler como “estado de sonolência intelectual” Ouve-se, mas não se escuta. 2- Outra limitação pode ser a inadequação do nosso código linguístico. 3- Outro é sobretudo a distracção. Quem fala, pronuncia cerca de 150/180 palavras por minuto. Ao invés, quem ouve, normalmente, é capaz, de captar ou pensar, por minuto, três ou quatro vezes esse número de palavras. A distracção é um inimigo que trazemos dentro de nós, que nos impede de acolher as palavras dos outros e de comunicar com eles.

reunião, da sonolência intelectual à escuta intelectualmente activa. 1- U pré requisito é a consideração, ou melhor, a estima por quem fala. 2- Outro pré requisito é ter interesse pelo tema tratado.

e |Por fim: atenção às linguagens não verbais. Então, nas reuniões, ouvir não é menos importante do que falar. Mas isto não diz respeito somente aos ouvidos: outros falam-nos também com as linguagens não verbais do corpo, das mãos, dos olhos, do vestuário. E nós devemos captar também estas linguagens. De quem fala, recebemos um conjunto de mensagens que se juntam às palavras faladas, e nós podemos responder-lhe com mensagens igualmente, muitas vezes involuntárias, que circulam abundantemente nas reuniões, tendo presente que podemos utilizá-las como uma escolha livre da nossa vontade.

CONCLUSÃO? Tornar-se bom ouvinte não é fácil. mas não desanimemos: Quem sabe ouvir os outros não só é simpático com todos, mas também, após algum tempo, acaba por aprender alguma coisa” E como lembra um sábio provérbio russo: “ Nunca caíram as orelhas a ninguém por ouvir demais”

d| Da sonolência intelectual à escuta activa Falta ainda aprender como se passa, na

Participa

da Guarda e é de todos os escuteiros da região ra pa ão aç blic pu a um é a» «A Pist m o envio das ipem na sua dinamização, co rtic pa os tod e qu cia ân ort imp grande suas histórias e vivências. amento, acções de das tuas actividades de Agrup Por isso aguardamos notícias etc. serviços com a comunidade, ias para: Envia os teus artigos e fotograf jr@guarda.cne-escutismo.pt

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controlo da diabetes

saúde

CONSELHOS PARA

O que é a diabetes? A diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glucose) no sangue e resulta de uma deficiente capacidade de utilização pelo organismo da nossa principal fonte de energia – a glucose. Existem vários tipos de diabetes, mas a mais frequente é a chamada diabetes tipo 2.

Diabetes tipo 2 (diabetes não insulino – dependente)

A

mais frequente (90% dos casos). O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à sua acção. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a um esforço maior, até que a insulina produzida acaba por se tornar insuficiente e o organismo terá cada vez mais dificuldade em absorver a açúcar proveniente dos alimentos. Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta, apesar de ser cada vez mais frequente em idades mais jovens devido às elevadas prevalências de excesso de peso e obesidade infanto-juvenil, e, na maioria dos casos, o seu tratamento consiste na adopção de uma alimentação equilibrada e variada, de forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também que seja praticada alguma actividade física regular.

Diabetes tipo 1 (diabetes insulino- dependente)

A

mais rara. O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente, em qualidade deficiente ou ambas as situações. Como consequência, as células do organismo não conseguem utilizar, do sangue, o açúcar necessário. Contrariamente à diabetes tipo 2,adiabetestipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até mesmo em idosos. Não está directamente relacionada com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida porque o pâncreas deixa de a produzir.

Viver com diabetes Quem sofre de diabetes sabe que não há forma de eliminar esta doença. Por isso, o melhor mesmo é aprender a viver com ela e evitar que se torne um problema maior: 1- Visite regularmente o médico e certifique-se de que tem normais os níveis dos triglicéridos, colestrol e glucose; 2- Procure acumular 30 minutos de actividade física moderada todos os dias da semana. Caso tal não seja possível,

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procure praticar actividade física pelo menos 3 vezes por semana (caminhar, subir, e descer escadas em vez de utilizar o elevador, dançar, nadar… Tudo conta); 3- Faça possíveis por não engordar, optando por uma alimentação equilibrada e menos calórica; 4- Se fuma, o melhor é começar a pensar em reduzir ou mesmo tentar eliminar os cigarros da sua vida.

O dia a dia do doente Tal como referimos, um diabético pode fazer uma vida perfeitamente normal desde que tenha alguns cuidados especiais. E isso está relacionado com as questões do quotidiano, como jantar fora, sair com os amigos à noite, ir a uma festa ou mesmo só beber um copo. Festas e Saídas nocturnas Se estiver a fazer tratamentos com fármacos, deve ingerir uma maior quantidade de alimentos para compensar actividades físicas mais exigentes, como por exemplo, dançar. Nunca beba álcool de estômago vazio, Inspira sempre alimentos ricos em hidratos de carbono primeiro. Previna as hipoglicemias privilegiando o consumo de alimentos ricos em hidratos de carbono de absorção lenta, tais como o pão integral e a massa. Estes alimentos vão contribuir para manter estáveis os níveis de açúcar no sangue. Contudo, caso tenha uma hipoglicemia deve ingerir um hidrato de carbono de absorção rápida (um pacotinho de açúcar ou, então, uma bebida açucarada, como por exemplo um refrigerante).

familiares, torna-se cada vez mais necessário o recurso à alimentação fora de casa. Mas não se esqueça de que os primeiros passos para o sucesso devem acontecer antes de chegar ao restaurante, devendo tentar as seguintes estratégias: 1- Nunca chegue completamente “esfomeado”; 2- Antes de sair de casa faça uma refeição ligeira (um prato de sopa de legumes, um iogurte magro ou um copo de leite magro); 3- Sempre que possível, seleccione cuidadosamente o restaurante; 4- Se tiver de esperar no bar pela sua mesa, peça uma bebida não alcoólica. E lembre-se dos seus objectivos de saúde! Reveja cuidadosamente o menu para tentar encontrar alternativas agradáveis, deliciosas e que lhe dêem prazer, mas que sejam mais saudáveis. Não se deixe influenciar negativamente pelas opções de outras pessoas. Pergunte antes de escolher. Não escolha sem ter a certeza absoluta daquilo que vai comer. Inicie a refeição com uma sopa, preferencialmente de legume, em vez de uma outra entrada, ou divida a entrada com um companheiro de refeição e peça uma salada. No menu, procure alternativas que possam ser confeccionadas ao vapor, grelhadas, assadas, cozidas ou escalfadas. Evite fritos, gratinados, salteados e preparações com molhos feitas com natas e leite de coco. Se não conseguir resistir, poderá beber a acompanhar a refeição um copo de vinho branco ou tinto, mas prefira água. ( Continua….)

Comer fora de casa Em resultado do estilo de vida actual, os horários desencontrados e das prioridades

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Segue-me (Jo6, 68; 8,12) Quem nos mostra o caminho? A quem iremos? Quem nos salva?... Quem me garante que vale a pena? Quantos não dão este grito? Individualmente ou em grupo, crentes e não crentes; alguém que eu conheço ou e próprio, jovens aparentemente bem ou aqueles que sofrem a opressão como há bem pouco tempo na grande Praça de Pequim… O grito vem por não se saber (não ver) como sair de uma situação concreta, pontual, ou correspondendo a algo mais profundo: o futuro, o sentido da vida. Que fazer? Como fazer? A quem seguir? O mesmo grito num panorama variado: Escuridão, confusão, desolação, cansaço… ou simples querer ir mais longe na santidade! O desgaste e revolta pelo vazio de tantas tentativas falhadas… ou o desencanto, o medo, ou o choque de uma dada situação em que o mundo parece mal feito e não acerta com o que desejamos e sonhamos! À nossa volta, tanto sofrimento, injustiça, violência e nenhuma explicação cabal, quanto mais uma solução! E contudo, queremos ser felizes, experimentar a liberdade, conquistar um lugar e uma vida com

sentido. Naquele dia, quando Jesus falava da cruz muitos O abandonaram: essa solução também não! E Jesus disse aos seus amigos, confundidos: também vós Me quereis abandonar? E Pedro respondeu: “A quem iremos, senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna”(Jo 6,68). Embora na escuridão e dúvida, era já uma certeza salvadora. Uma certeza na fé, fruto de um risco com que se tem de responder aos sinais inequívocos de amizade por parte de Jesus. Jesus dá tanto e promove tanto a nossa liberdade que outro seguimento não seria nem lúcido nem digne: “Quem Me segue não anda nas trevas” (Jo 8, 12). Não há outra luz do mundo! Amar como Ele amou, dissipa a escuridão. Lutar pela verdade com Ele, dá sentido à minha vida e ilumina o mundo. Porque resisto e tantas resistem insistindo em luzes já falidas? E é o próprio testemunho dos que se lançaram corajosamente que nos ensina; ou O siga ou ando nas trevas. É esta a alternativa e é a própria vida que o demonstra. (Vasco Pinto de Magalhães)

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1ª Secção Lobitos - Alcateia Lobitismo - Na Selva A selva está tranquila, apesar de nela se agitar a vida com toda a sua pujança. Os ramos altos das árvores afastam-se: é ele, o Haiti, com a sua longa tromba e as suas orelhas como abanos. O Haiti sorri com os olhos pequeninos: também ele conhece a lei da selva. Agora é a Ká que se aproxima, ondulando o seu corpo por entre as raízes. A Ká é boa espia e conhece bem os segredos da selva. Não teme nada. é esguia e por isso escapa ao mais perspicaz. Estalam as folhas sob os passos vagarosos. Olá! Balú! Estava à espera do teu bom conselho, da tua prudência. Balú não é feroz. é calmo e sossego. Veio do Norte e por isso tem o seu pêlo longo e branco como a neve; No entanto também ele ficou na selva; também ele aceitou as suas leis, e agora, passeia pacatamente a sua experiência sob as sombras amenas das árvores. Dá conselhos a uns, repreende outros, para todos estende a sua pata amiga. A selva está tranquila. E por cima das árvores, os Bandarlogues dão guinchos e fazem cabriolas. São engraçados, lá isso são! Mas não têm lei. A sua vida é comer bananas e arreliar os outros! Fraca vida! E agora no centro duma clareira, está a Rocha do Concelho. A Rocha do Concelho onde a Akelá ouve os seus Lobitos, onde dá as suas leis e onde se reúne com eles. Quando Akelá sobe à Rocha do Concelho e grita: Alcateia! alcateia! Alcateia! Todos os Lobitos correm a sentarse à sua volta. Orelhas bem no ar para ouvir: “ O Lobito escuta a Akelá; O Lobito não se

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escuta a si próprio”. Ainda a pata da Akelá se ergue ordenando, já um lobito partiu a correr. É que o Lobito é obediente e não tem reumatismo nas pernas quando se trata de obedecer. A Akelá. Que diz? “Meus queridos Lobitos, temos de nos precaver contra os perigos”. Xercane prepara-se para nos atacar… Ah! Lá vai ele bramindo, orgulhoso, como se fosse o rei da Selva! Xercane odeia os Lobitos e as suas leis; é cobarde e gosta de lutas pela calada. Temos está quente. As folhas tremeluzem filtrando o sol. Passo a passo, ei-los que partem para a sua missão: “ Vencer o Xercane! Vencer o Xercane! Uma sombra passou entre o Sol e a terra. É a Baghera á amiga e por isso se oferece para ajudar os Lobitos. É valente, forte e não teme os perigos. Os lobitos agradecem-lhe, levantando as aguçadas orelhas. Todos partem por entre a folhagem. Não se ouvem ruídos. É que o Lobito não faz barulho. Quando anda é veloz e leve como uma pena. É noite na selva. Os lobitos rodeiam a Rocha do Concelho cansados e sem terem descoberto Xercane. A Akelá fala e pede a ajuda dos outros animais amigos. Também eles se sentam na Rocha do Concelho. Lá está o Balú, a Baghera, a Ká, o Haiti, todos prontos a trabalhar. Os lobitos têm sono e estão cansados, mas a Akelá ordena vigília e eles obedecem. Obedecem, porque todos sabem que a Akelá é a mãeloba a quem devem obedecer. E lá estão de pé junto às árvores, ouvindo o restolhar das folhas, os guinchos longínquos e o coração que bate lembrando-lhes o seu dever de Lobito. Etraud


Encontro Regional de C

om o lema “ Odisseia para 2013”, o Paul acolheu o Encontro Regional de Exploradores, que reuniu cento e sessenta escuteiros exploradores, jovens dos 10 aos 14 anos de idade, e quarenta e três dirigentes e caminheiros. A chuva, que teimou em não dar tréguas, inviabilizou o acampamento no Santuário de Nossa Senhora das Dores, obrigando a chefia do Departamento da 2ª Secção, a acantonar os participantes do evento no Pavilhão Desportivo da Escola Secundária do Paul. A vencedora das actividades do Encontro Regional de Exploradores do ano passado foi a Patrulha de Exploradores do Agrupamento nº 506 do CNE da Vila do Paul, ficando. por isso, com a incumbência de planear, organizar a edição do presente ano, nos dias 22,13 e 24 de Março. Estiveram presentes os Agrupamentos, com as patrulhas seguintes: Patrulha Pinguim Agr. nº 506 – Paul Patrulha Pantera Agr. nº 31- Barco Patrulha Pantera Agr. nº 580 - Tortosendo Patrulha Tigre Agr. nº 20 - Covilhã Patrulha Falcão Agr. nº 231 – S. Maria Manteigas Patrulha Coelho Agr. nº 1057 – Soalheira Patrulha Pantera Agr. nº 801 – Valverde Patrulha Águia Agr. nº 153 – Teixoso Patrulha Pantera Agr. nº 1222 – Boiadora Patrulha Raposa Agr. nº 20 – Covilhã Patrulha Lince Agr. nº 506 – Paul Patrulha Pantera Agr. nº 1335 - Aldeia de Joanes Patrulha Hiena Agr. nº 1335 – Aldeia de Joanes Patrulha Cão Agr. nº – Alpedrinha Patrulha Rola Agr. nº 153 - Teixoso Patrulha Lobo Agr. nº 1304 – Covilhã Patrulha Gato Agr. nº 505 - Trancoso Patrulha Urso Agr. nº 134 - Guarda

Exploradores

PAUL

Patrulha cavalo Patrulha Pantera Patrulha Cão Patrulha Castor

Agr.nº 20 – Covilhã Agr nº 607 – Unhais da Serra Agr. nº 505 – Trancoso Agr. nº 1222 - Boidobra

Durante os três dias as actividades decorreram com uma normalidade, á excepção da primeira, que deveria ter lugar na sexta feira, à noite, relacionada com as tradições da Quaresma na vila, entre as quais a Procissão dos Penitentes, não realizada, em virtude do esquecimento da EDP, que não desligou a iluminação publica atempadamente. No dia 23 de Março (sábado) os jovens exploradores fizeram “jus” ao seu nome e no “Jogo de Vila” puderam descobrir e conhecer

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algumas referências da freguesia no que diz respeito ao seu enorme e grandioso património arquitectónico, religioso e cultural. À noite, o tradicional Fogo de Conselho foi adaptado para um “concerto no espaço” o qual se realizou no salão paroquial. Para a secretaria Regional do Projecto Educativo avaliando o “Encontro Regional de Exploradores” correu bem, apesar da chuva, que prejudicou um bocadinho as actividades, mas, ainda assim, os exploradores tiveram a grande oportunidade de conhecer melhor a vida do Paul, numa palavra o balanço foi positivo. Dia 24 (Domingo) último dia, cada Patrulha, dando corpo ao lema do Encontro apresentou a

sua “nave especial”para depois participarem na Eucaristia dominical, no Santuário de Nossa Senhora das Dores, conjuntamente com a população do Paul. Depois do almoço, decorreu por volta das 15h30, o encerramento e simultaneamente a entrega, à patrulha do Agrupamento nº 505 CNE de Trancoso, vencedora do Dia Regional dos Exploradores, o Totem – símbolo da 2ª secção – Expedição. Terminou com a canção “ O dia chegou ao Fim” Até Trancoso. Etraud

s o ir e n io P e d l a n io g Encontro Re ALPEDRINHA Alpedrinha acolheu o Encontro Regional de Pioneiros com o tema “Em Comunidade, Construindo os Caminhos da Transumância”, onde 120 pioneiros viveram intensamente mais um fim-de-semana de puro escutismo. Estiveram presentes os Agrupamentos: Alpedrinha, Barco, Boidobra, 20-Covilhã, Lageosa do Mondego, Paul, 231-Santa Maria Manteigas, Soalheira, Teixoso, Tortosendo, Unhais da Serra, Guarda, Valverde e 1304 –S. Nuno – Covilhã. Situada no sopé da encosta sul da Serra da Gardunha, a vila de Alpedrinha acolheu nos dias 6 e 7 de Abril mais um Encontro Regional de Pioneiros. Com o tema “Em Comunidade, Construindo os Caminhos da Transumância” este encontro contou com a participação de cerca de 120 pioneiros de 14 agrupamentos da região da Guarda. Coincidindo com o II Domingo de Páscoa, onde a Igreja Católica celebrou o Domingo da Divina Misericórdia, cada pioneiro foi convidado, em

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comunidade, a percorrer novos caminhos à semelhança dos discípulos de Jesus, que reunidos em comunidade, e renovados pelo Espírito são convidados a construir e a percorrerem os caminhos da Paz. O encontro regional de pioneiros teve o seu inicio oficial, no sábado de manhã, com a abertura de campo, onde se procedeu à cerimónia do hastear da bandeira da Organização Mundial do Movimento Escutista, e que contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia, o antigo Chefe de Agrupamento de Alpedrinha e o Chefe da Junta. Após este momento naturalmente marcante e importante na vida do escutismo, cada equipa foi convidada a participar num jogo de vila, com base num conjunto de pistas e de jogos alusivos ao tema “Pastores por um dia”. Este Jogo de Vila que permitiu percorrer os caminhos peculiares de Alpedrinha e descobrir recantos e monumentos importantes, possibilitou a cada pioneiro


enriquecer os seus conhecimentos históricos, sociais e humanos. No sábado pela noite e, sob a mística: “Felizes os que acreditam sem terem visto”, os pioneiros percorreram, num Raid noturno pela serra da Gardunha, os caminhos outrora calcados pelos pastores que conduziam os seus rebanhos, em busca de alimento. Pretendia-se com esta atividade que, através do exemplo vivo e vivido pelos pastores, o pioneiro experimentasse não só as dificuldades físicas impostas pelos caminhos, mas que através destas, tivesse consciência de que para querer tem que agir. Nesta atividade os pioneiros tiveram de percorrer os referidos caminhos utilizando técnicas de orientação. Este Raid convidou, ainda, cada pioneiro a tomar estes caminhos da transumância, como sendo os seus “caminhos”, incentivando-o a percorre-los de “olhos

fechados”, simbolizado pela noite, de modo a que possa humildemente “acreditar sem reservas”. Por fim, no domingo pela manhã, cada equipa teve a oportunidade de mostrar os seus dotes artísticos com a apresentação dos seus chocalhos, construídos com materiais reciclados e decorados com técnicas plásticas à sua escolha, no concurso “Chocalho Fashion Day”. Considerando não só as pontuações alcançadas nos jogos, mas também na unidade, no desempenho, no dinamismo e na organização da equipa, bem como na postura em formatura, a equipa Augusto Gil do agrupamento 134 Guarda foi a vencedora de mais um encontro regional de pioneiros. O Encontro terminou com a Celebração da Palavra onde foi possível observar os laços de cumplicidade e de competitividade salutar de cada e entre comunidades que se foram fortalecendo durante os dois dias de verdadeiro escutismo.

Dia de São Jorge COVILHÃA

20 de Abril de 2013 Sob um sol animador, no sábado dia vinte, a região da Guarda do Corpo nacional de Escutas, comemorou, pela primeira vez e em cheio o dia de S. Jorge, patrono do escutismo Mundial.

Pelas nove horas da manhã, já se encontravam junto à Casa do Escuteiro, no Jardim Municipal, na cidade da Covilhã, cerca de 400 escuteiros, desde Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros e dirigentes, vindos de dez Agrupamentos da Região, (Aldeia de Joanes, Barco, XX Covilhã, 1 304 Covilhã – S. Nuno, Fundão, Guarda, Manteigas S. Pedro, Teixoso, Trancoso e Unhais da Serra) preparados para eliminar os diferentes dragões que lhes aparecessem pelo caminho, sob o lema: “Tu Fazes a Diferença”, o chefe Regional deu as boas vindas e simultaneamente inicio das actividades que decorrerem por toda a cidade da Covilhã, a qual acolheu com simpatia e entusiasmo os escuteiros da Região da Guarda. AApista de2013 2013 pistamarço maio de

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Ao longo do dia a cidade foi descoberta num grande jogo, por secções onde Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros se envolveram e participaram em actividades planeadas e diversas. A animação foi geral e muitas princesas se salvaram… O dia acabou com a celebração da Eucaristia

O

corpo Nacional de Escutas (CNE) – Escutismo Católico Português, movimento de educação não formal, de crianças e jovens segundo o método escutista proposto por Lord Baden-Powell of Gilwell e à luz do Evangelho, no cumprimento da sua missão: - Entende a família com sendo a célula vital e primordial da sociedade, à qual é confiada a transmissão da vida, constituindo local insubstituível do processo de transmissão e consciencialização de valores; - Entende a família como uma comunidade fundada no sacramento do matrimónio, na complementaridade e fecundidade conjugal, e no acolhimento e protecção mútua de todos os seus membros, o que inclui crianças, jovens, adultos e anciãos; - Tem na sagrada Família de Nazaré o exemplo e modelo ideal de família; - Entende a família como o espaço privilegiado que permite ao ser humano tornar-se pessoa pela relação física, afectiva e social entre os seus membros e pelo papel educativo que desempenha; - Reconhece e defende o primado da família na educação das crianças e jovens, manifestando o carácter subsidiário do Escutismo, a par de outras entidades, nessa mesma educação; - Está ciente da desvalorização da família e da confusão instalada em torno do seu sentido

Dia de BP 22 de Fevereiro

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que a todos envolveu num grande abraço de luz, seguido do adeus… até à próxima! A dinamização e organização do dia esteve, e muito bem, a cargo do Agrupamento Nº 20 do CNE da Covilhã, que a todos recebeu de braços abertos, assim como a Junta Regional e os departamentos da mesma. Riquitikitavi

FAMÍLIA específico na cultura contemporânea; - E constata a necessidade de permanente defesa e promoção do valor inigualável da família enquanto elemento basilar da sociedade e de suporte e realização da pessoa humana. Neste contexto, o Corpo nacional de Escutas pauta a sua actuação pelos seguintes princípios: 1- O Corpo Nacional de Escutas, no quadro da sua identidade, concretiza a sua missão educativa em diálogo e sintonia com a família das crianças e jovens que acolhe; 2- O Corpo Nacional de Escutas, na prossecução da sua missão educativa, considera e procura o envolvimento activo e subsidiário da família, designadamente dos pais, no processo educativo escutista de cada criança e jovem; 3- O corpo Nacional de Escutas, cujo terceiro princípio é “ O dever do Escuta começa em casa” procura educar no sentido da progressiva participação activa das crianças e jovens na comunhão familiar; 4- O corpo Nacional de Escutas, ainda na prossecução da sua missão educativa, procura educar para a vida em família, atendendo ao registo vocacional de cada jovem; 5- O Corpo Nacional de Escutas respeita e acolhe, de modo idêntico, todas as crianças e jovens, independentemente da sua situação familiar particular; 6- O Corpo Nacional de Escutas procura consciencializar, capacitar e formar os seus agentes educativos para a defesa da família; 7- O Corpo Nacional de Escutas não se identifica com toda e qualquer forma de desvalorização ou desvirtuação da família e do seu significado e sentido, repudiando-as;


8- O Corpo nacional de Escutas, consciente da sua identidade e missão, entende a situação familiar dos adultos no Escutismo como u m a op or tun i d a d e e d u c a t i v a d e c a ri z testemunhal, identificando-se plenamente, também neste aspecto fundamental, com a doutrina e o magistério da Igreja Católica, que assume e aplica segundo critérios pastorais; 9- O Corpo Nacional de Escutas quer

ajudar os adultos no Escutismo a viver melhor a sua vida em família, estando atento à necessidade de promover a conciliação entre esta e as exigências específicas do voluntariado educativo, procurando permanentemente aperfeiçoar-se nesta dimensão. (Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português)

Habemus Papam

Franciscum O Cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio, de 76 anos, arcebispo de Buenos Aires tornou-se no primeiro Papa do continente americano, escolhendo também o inédito nome de “Francisno”. É também o primeiro Jesuíta a ser eleito como bispo de Roma, sucedendo a Bento XVI, após um Conclave de dois dias e cinco escrutínios. Jorge Mário Bergoglio nasceu na capital da Argentina a 17 de Dezembro de 1936, filho de emigrantes italianos, e trabalhou como técnico químico antes de se decidir pelo sacerdócio, no seio da Companhia de Jesus (Jesuítas), licenciado-se em filosofia antes do curso de teológico. Ordenado padre a 13 de Dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979). Foi eleito sucessor de Bento XVI, no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada 12 de Março, terça-feira: o fumo branco saiu da chaminé a partir das 19h06 locais o anuncio solene do cardeal protodiácono ocorreu às 2oh12 e o no Papa surgiu à varanda central da Basílica de S. Pedro às 20h22. Como Papa –Francisco, já está a revolucionar

a Igreja. O mundo está apaixonado pelas suas reacções. Recusou obedecer às regras que a hierarquia lhe quis impor, rejeitou todos os luxos e fez questão de avisar que pode mexer no governo do Vaticano. Começou por recusar três símbolos do poder Papal: 1- Mozita (capa vermelha debruada a pêlo de arminho) 2- A Cruz dourada; e 3- sapatos encarnados. Por outro lado recusou usar: 1- O anel de ouro, por anel de prata dourada; 2- Cruz de Prata, manteve o crucifixo que usava em Buenos Aires, ainda antes de ser Cardeal. 3- Vestes brancas – Vestiu apenas a batina. 4- Miniautocarro e automóvel, para uso pessoal. 5- Mitra- Ele usa a mesma de cardeal. Por isso a rádio Vaticano apresenta o Papa Francisco como “pastor das pessoas pobres, voz do que não tem voz, rosto dos que não têm rosto”. Ele tem um perfil simples e um “homem de profunda espiritualidade. Etraud. A pista maio de 2013

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O dia da

mãe

No primeiro Domingo de Maio celebra-se o Dia da Mãe.

Neste mês dedicado a Nossa Senhora (Mãe dos Escutas) sentimos a sua protecção especial de Mãe, e sentimos uma grande alegria a brilhar e a iluminar os corações de todos nós. Maria é a Mãe que cuida de todos e de cada um, com intenso amor, misericórdia e condescendência. Nossa Senhora é a Rainha do Céu e da terra e, ao mesmo tempo, nossa Mãe. É esta a convicção com que entramos sempre no mês de Maio. Se soubermos viver convenientemente esses trinta um dias especialmente consagrados a Nossa Senhora, teremos aumentado a nossa devoção, adquirido uma confiança especial e uma intimidade mais acentuada com a Virgem Santíssima. O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica “ Mense Maio”, salientou: “ É para Maria que se levantam neste mês mariano as nossas súplicas, implorando com maior fervor e confiança as suas graças e os seus favores. E se as graves culpas dos homens pesam na balança da justiça de Deus e provocam os seus justos castigos, sabemos, por outro lado, que o Senhor é “ O Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação” (2 Cor 1, 3) e que Maria Santíssima foi constituída administradora generosa dos tesouros da sua misericórdia. Ela, que experimentou as penas e as tribulações da terra: cansaço do trabalho de cada dia, os incómodos e os apertos da pobreza, as dores do Calvário, venha em socorro das necessidades da Igreja e do mundo; acolha benigna os pedidos de paz que a ela sobem de todos os pontos da terra; ilumine os que dirigem a sorte dos povos; consiga que Deus, dominador de ventos e tempestades, acalme também as tempestades dos corações humanos em guerra e nos dê a paz nos nossos dias, a paz verdadeira, que se funda nas bases sólidas e duradouras da justiça e do amor; justiça igual tanto para o fraco como para o forte; amor que afaste os desvarios do egoísmo, de maneira que a salvaguarda dos direitos de cada um não degenere em esquecimento ou negação do direito alheio” Estas palavras de Paulo VI definem, com clareza, o enquadramento deste mês mariano, portanto, não deixemos passar este mês de Maio sem oferecer a Nossa Senhora (Mãe dos Escutas) o testemunho da nossa fé, devoção, amor e carinho, manifestando-lhe assim, toda a nossa devoção filial. Que a devoção a Nossa Senhora nos leve a amá-la sempre mais e nos conduza a viver, no dia-a-dia, as suas virtudes.

( Fr. José Carlos Vaz Lucas, op)

A pista | n.º 76  

Orgão Oficial da Junta Regional da Guarda maio 2013

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