Novos talentos e artistas de renome reunidos na Bienal de Fotografia ’12

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Fotografia de Miguel Proença SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes 20 de novembro a 21 de dezembro 2012 Galeria de Arte Moderna – Pintor Fernando Azevedo, Sociedade Nacional de Belas Artes Rua Barata Salgueiro, 36, 1250-044 Lisboa 2ª a 6ª feira – 12h às 19h

Lisboa 1963, onde vive e trabalha. Após um contato e uma formação inicial entre 1977 e 1985, é em 1997 que me decido por esta via – a fotográfica – de expressão. No período 1998-2001 estudei fotografia documental, câmara escura e linguagem fotográfica em Milão na John Kaverdash School e no Círcolo Filológico Milanese. Ainda em Milão, fui convidado a desenvolver e a executar um projeto de fotografia de rua para as capas e o interior da revista Milano Free Magazine (2000-01). Outros projetos deste período incluíram a Feira de Sinegallia (1998-1999), as Artes da Ria (1999) e o início do projeto "Alqueva - paisagem que muda povo que espera" (2000-2004), tendo estes dois últimos chegado ao formato de livro. Em Portugal a partir de finais de 2001, do ponto de vista académico concluí uma pós-graduação em Estudos de Fotografia (IADE, 2003-05) e o mestrado em História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (tese: Fernando Lemos: “Eu sou a fotografia”, orientada por Joana Cunha Leal e Margarida Acciaiuoli, U. Nova, 2007-10) e atualmente frequento o doutoramento na Faculdade de Belas Artes (UL, 2010) onde atualmente elaboro a tese na especialidade de fotografia intitulada Fotografia e dispositivo. O objectivo deste percurso académico tem sido o de acompanhar a prática fotográfica com algum desenvolvimento teórico. Como resultado prático desta opção, tenho vindo a explorar outras vertentes da fotografia, além da documental, tendo neste momento (agosto 2012) a curadoria de uma exposição coletiva (parede e projeção) intitulada Paisagem estranha entranha que aborda o pressuposto da paisagem como encenação (Casa das Artes de Tavira). O projeto anterior prosseguiu a ideia de fotografar o corpo humano, inicialmente explicitada em Lugar da Experiência (Pele) (Palácio da Galeria, Tavira, 2008) e continuada em Forma, informe (Arte Contempo, Lisboa, 2011). Esta procura faz parte de outra mais alargada que trata o conceito de “Ostranenie” (tl: “estranhar”), inicialmente apresentado em Árvores Estranhadas [Lisboa Photo (IADE -programa paralelo) e Palácio da Galeria, Tavira, 2005] e em O existente, o encenado e o “estranhado” (Ponte de Sor, 2006). Em Domingo à tarde (Casa das Artes de Tavira 2006 e Corrente d’arte, Lisboa, 2007), no contexto do coletivo de fotógrafos eyeyeye, o conceito de “estranhado” continua, desta

vez através da cópia criativa de uma obra de Leonardo da Vinci, que incluiu montagem digital e encenação. O percurso pessoal tem sido acompanhado e possibilitado por uma vertente profissional que tem abordado as áreas da fotografia de reportagem, de arquitetura e de retrato, que tem progressivamente vindo a centrar a reprodução de obras de arte para diversas finalidades. Destes os últimos trabalhos foram apresentados na forma de catálogo, nomeadamente o Atelier Utopia de Miguel Palma (curadoria Bruno Leitão, Fundação EDP - Porto, 2012), "Uma Pátria Assim … / Such a Homeland … " de Vítor Pomar (curadoria de João Pinharanda, Museu da Eletricidade - Lisboa, 2012) ou ainda acerca do Parque de Escultura Contemporânea Almourol (assessoria artística de João Pinharanda, Vila Nova da Barquinha, 2012). O trabalho a apresentar na Sociedade Nacional de Belas Artes, no âmbito BF12-Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, prossegue ideias da paisagem e da fotografia previamente abordadas no trabalho e na curadoria da exposição "Paisagem estranha entranha".

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