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04- Tabela periódica da tipografia 06- Ilustração para camisetas 08- Newwork magazine 09- The movable book of letterforms 10- Afinal, o que é DESIGN THINKING? 12- A fotografia de moda e as narrativas de ficção

14- Infográficos como recursos didáticos 16- O design gráfico nas redes sociais

PROJETO GRÁFICO Carolina Soares COORDENAÇÃO Rangel Sales

18- Tudo começa com um bom portifólio 20- Fechamendo de formatos diferentes para gráfica

TIRAGEM ÚNICA

21- Offset digital

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TIPOGRAFIA

Tabela periódica da tipografia Conheça a tabela criada pelo site Behance. Não sabe que fonte usar no seu próximo trabalho? O site Behance fez uma tabela (igual a tabela periódica dos elementos químicos, que já conhecemos) selecionando as 100 tipografias mais usadas pelos profissionais gráficos do mundo. A tabela periódica tipográfica, tem obviamente, o mesmo estilo de todas as outras milhares de tabelas periódicas espalhadas pelas escolas e lares pelo mundo inteiro. Essa tabela especial, lista 100, das mais populares tipografias da atualidade. Assim como as tabelas periódicas conhecidas, este quadro apresenta o assunto agrupado categoricamente. Foi um trabalho detalhado de agrupamento de famílias e classes de caracteres: sans-serif, serif, script, blackletter, glyphic, exibir, grotesco, realista, Didone, garalde, geométrico, humanista, slab-serif e mista. Cada célula da tabela lista: a família tipografia, um ou dois caracteres símbolos, o

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designer, o ano concebido e uma classificação de 1 a 100. O Ranking foi determinado por uma triagem, que foi combinada com as listas e opiniões dos sites listados. O Ranking final foi baseado na quantidade de listas em que determinada tipografia apareceu, e das suas classificações nessas listas. Após levantar a média de aparência dos caracteres tipográficos e o ranking ser composto, foi dada a pontuação, e a lista foi ordenada em uma planilha, em seguida, dada a pontuação global de 1 até 100. Infelizmente, os caracteres não podem ser ordenados numericamente com exatidão em cima da mesa e, ao mesmo tempo mantê-los em grupos de famílias e classes. Tinha que ser ou um, ou outro. Claro que poderia ter sido feito, mas seria um trabalho gigantesco como um todo. Enfim, após concluir o processo, você encontrará pelo menos, os caracteres tipográficos ordenados e agrupados dentro de sua família/classe.


Nas imagens: A tabela periódica dos tipos e detalhes da mesma. A tabela também está disponível em inglês, espanhol e em outras versões no site: http://www.behance.net/

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ILUSTRAÇÃO

Ilustração para camisetas: a trajetória de Glenn Jones Glenn Jones passou cerca de 15 anos trabalhando como diretor de criação em um estúdio de Auckland, na região metropolitana da Nova Zelândia, criando identidades corporativas e embalagens. Logo mais passou a ilustrar para a Threadless, loja online especializada na venda de t-shirts especiais que são selecionadas através de concurso. O que até então era apenas hobby, despertou sua paixão por camisetas. Com seu humor sutil e sacadas geniais, o designer foi esbanjando criatividade e não demorou a ganhar espaço. Da exposição que conseguiu com as ilustrações criadas para a Threadless, surgiu a oportunidade de montar

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a sua própria marca. Assim nasceu a Glennz e nisso já vão mais de 5 anos no mercado. A marca, com sede nos Estados Unidos, começou com 6 modelos de camisetas. Hoje já são mais de 120 vendidas pelo site e revendedores espalhados por todo o mundo. Um belo trabalho vetorial com ilustrações críticas e humor afiado, abordam temas variados que surpreendem a cada estampa e está entre as queridinhas dos designers. Não há quem já não tenha passado horas navegando entre as camisetas do site. Gleen Jones, é um dos ilustradores mais talentosos e cheios de personalidade da safra atual. Suas ilustrações têm sempre aquele

toque mágico, onde o senso de humor está presente em absolutamente todas elas. Umas te fazem pensar um pouco mais, mas a maioria já lhe arranca um sorriso na primeira olhada. Ele usa e abusa de elementos da cultura pop contemporânea, de Darth Vader a Ronald McDonald. Além da loja virtual, as ilustrações da Glennz são facilmente encontradas nas redes sociais. Num canal do Vimeo, o ilustrador disponibiliza inúmeros vídeos de como surgem as suas estampas. É sempre bom relembrar os ótimos trabalhos deste mago das camisetas. Inspire-se com a criatividade de Glenn Jones:


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DESIGN EDITORIAL

NEWWORK MAGAZINE Newwork: meio revista, meio jornal Para os amantes de design editorial e impressos, a ideia de juntar revista e jornal numa coisa só soa como sino nos nossos ouvidos. Pois foi exatamente isso que o estúdio americano Newwork Magazine fez. Lançado semestralmente, cada edição apresenta trabalhos de variados artístas do mundo das artes, design, moda, cultura e política. A publicação foi criada para curiosos em busca de novas ideias e inspirações, tanto de conteúdo como de design editorial. Newwork Magazine apresenta diversas características originais, como a ideia de juntar jornal + revista, a diferenciação no formato do jornal e a mais genial de todas, cada página pode ser separada criando um layout único que se transforma em cartaz. O jornal revista faz de cada uma de suas páginas uma obra de arte individual. O design é clean e as cores são usadas para separar cada edição de forma elegante! Um salve para Newwork Magazine!

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The Movable Book of Letterforms O designer gráfico americano e artista especializado em livros Kevin Steele criou um livro interativo bem divertido sobre tipografia. Steele é mestre em Belas Artes pela Henry Radford Hope School of Fine Arts, da Indiana University, onde também é professor adjunto. O projeto “The Movable Book of Letterforms” é um livro interativo de caráter educativo que apresenta uma básica introdução sobre as letras, origens e características. O resultado é um livro pop-up de 22 páginas, todas cortadas e montadas à mão e que infelizmente não está à venda. Em 2010, o belo editorial foi premiado pela Movable Book Society, uma organização que reúne colecionadores, artistas, curadores, livreiros, produtores de livros para partilhar o entusiasmo e a troca de informações sobre livros pop-up e móveis. Abaixo você confere algumas páginas deste trabalho minucioso e um vídeo que certamente te deixará com vontade de ter um exemplar na sua estante.

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DESIGN THINKING

Afinal, o que é

Design Thinking? Design Thinking são os conjuntos de métodos e processos para abordar problemas, relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia em um contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto; criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as soluções para o contexto. Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação. Assim, ao utilizar métodos e processos utilizados por designers, o design thinking busca diversos ângulos

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e perspectivas para solução de problemas, priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras. Dessa forma, busca-se “mapear a cultura, os contextos, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos para ganhar uma visão mais completa e assim, melhor identificar as barreiras e gerar alternativas para transpôlas”1 . Para que tal ocorra, O Design Thinking propõe que um novo olhar seja adotado ao se endereçar problemas complexos, um ponto de vista mais empático que permita colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto e gerar resultados que são mais desejáveis para elas, mas que ao mesmo tempo financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem transformados em realidade. O design thinking e a solução de problemas O design thinking propõe que um novo olhar seja adotado ao se endereçar a problemas complexos, com um ponto de vista mais empático que permita colocar as pessoas no centro do

desenvolvimento de um projeto e gerar resultados que são mais desejáveis para elas, mas que ao mesmo tempo financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem transformados em realidade. Nesse sentido, ele é parte do paradigma Arquitetura/Design/Antropologia (A/D/A), caracterizado pela inovação e pelo human-centered design. Esse paradigma também é focado em uma estilo de trabalho colaborativo e interativo e um pensamento mais abdutivo, comparado as práticas associadas com as formas mais tradicionais de administração, ligadas ao trinômio Matemática/Economia/Psicologia (M/E/P)9 . Apesar de apresentar as mais diversas etapas, de forma nenhuma o Design Thinking pode ser pensado de forma linear, em uma sequência de fase. Ao contrário, cada etapa permeia a outra, fazendo parte de um todo coerente. Devido a sua natureza não-linear, a configuração das fases de um processo podem ser configuradas de forma a se adequar a um problema ou projeto em questão 10 . Assim, um processo de design thinking pode ser divi-


dido, mas não sequenciado, em: Imersão Dividida em duas parte, preliminar e em profundidade, é quando uma equipe se aproxima de um problema, a partir das mais diversas perspectivas e pontos de vistas. A imersão preliminar é quando o problema é entendido, a partir de um enquadramento e de pesquisas, tanto de campo inicial (pesquisa exploratória) quando de referências, locais e globais (pesquisa desk). Nessa fase, os mais diversos atores do processo são identificados, além do escopos e limites de um projeto, fornecendo insumos para a fase seguinte, a de imersão em profundidade11 . A imersão em profundidade inicia-se com um Projeto de Pesquisa, seguindo de uma exploração do contexto do problema, muitas vezes, utilizado técnicas emprestadas da antropologia, como entrevistas, trabalho de campo, etc. A partir dos dados coletados, cria-se cartões de insights com reflexões e conclusões geradas durante a fase de imersão, de forma a facilitar a consulta e o manuseio. Dessa formas, é possível criar insumos para a etapa de análise e síntese. Análise e síntese Os dados coletados na fase de imersão, organizados em cartões de insights, devem ser submetidos a uma fase de análise e síntese, de forma a serem organizadas e criar padrões identificáveis, dentro de uma lógica que permita a compreensão do problema em questão12 . Nessa etapa, várias ferramentas podem ser usadas como cartões de insight, di-

agramas de afinidades (organização e agrupamento de cartões de insight com base em afinidades, similaridades, dependências ou proximidades, gerando um organograma),mapas de conceitual (visualização gráfica, construída para organizar dados coletados em trabalho de campo), critérios norteadores (diretrizes balizadores do projeto), etc. Ideação ou ideation É a fase onde o perfil de um público alvo é definido, daqueles que serão “servidos” pelas soluções criadas, a partir de ideias inovadoras para um tema do projeto em questão. Para tal, utiliza-se como insumo a síntese criadas a partir das fases anteriores. Nessa fase, além da equipe multidisciplinar envolvida em todo o projeto, outro sujeitos são incluídos como usuários (público) e profissionais da área em questão, de forma a obter várias perspectivas e um resultado mais rico e diverso13 . Nessa fase, brainstormings são realizadas, além de sessões de co-criação com o público e profissionais da área, gerando ideias que serão capturadas. Aqui ideias ousadas são bem-vindas, de forma que se evita qualquer julgamento de valores. Por isso o senso crítico não pode inibir os sujeitos envolvidos, sendo promovido apenas para o debate de ideias. Prototipação ou prototipagem É o momento que ideias abstratas ganham conteúdo formal e material, de forma a representar a realidade capturada e propiciar a validação de todo o conteúdo apreendido. E apesar de ser apresentado como fase final do processo de design think-

ing, ele pode permear todo projeto, de forma a acontecer simultaneamente com a imersão, análise e síntese, e ideação . Nessa fase que as soluções inovadoras devem ser criadas, criando oportunidades de negócios, no caso de uma empresa. Origem do termo A noção de design como uma “forma de pensar” tem sua origem traçada a partir de 1969, nas ciências, no livro The Science of the Artificial2 , de Herbert A. Simon e mais especificamente na engenharia, à partir de 1973 , com Experiences in Visual Thinking3 , de Robert McKim. Rolf Faste, professor de Stanford, definiu e popularizou o conceito de “design thinking” como uma forma de ação criativa e foi adaptada a administração por David M. Kelley , colega de Faste em Stanford e fundador da IDEO, empresa de consultoria de design de produtos americana, que apesar de não ter inventado o termo, foi uma das primeiras formadoras de opinião sobre o tema. Atualmente, existe um grande interesse em design thinking e design cognitivo , tanto no mundo acadêmico como no mundo dos negócios, com uma demanda crescente por palestras e simpósios sobre o tema.

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FOTOGRAFIA

A Fotografia de Moda e as Narrativas de Ficção Esse texto é uma pequena introdução para um assunto a ser explorado com mais demora. Falo da fotografia de moda como uma fotografia encenada. Mas vamos falar um pouco sobre alguns conceitos básicos para conseguir desenvolver o raciocínio aqui… No presente texto, falarei sobre como a fotografia de moda é, talvez sobre todas as outras modalidades, a fotografia mais vocacionada à imaginação. Na fotografia de moda estão presentes o conceito do artista (estilista), a história que por ele é contada, a visão do fotógrafo sobre essa história e, em última instância, as inúmeras leituras do público sobre essa imagem. Portanto, a realidade é criada subjetivamente por quem concebe o vestuário, inventada por quem o registra fotograficamente e reinventada cada vez que alguém detém-se por um instante olhando e tentando apreender a imagem. Temos que levar também em consideração a velocidade com que essa imagem circula e a quantidade de gente que a lê, e, certamente, falaremos, num futuro desenvolvimento, sobre o meio que contém essa imagem por achar que a natureza desse meio (o digital) é parte primordial e decisiva

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no tocante à ficção fotográfica de moda. Meios digitais ajudam a propagar com velocidade novas tendências atingindo um público específico e difundindo novos conceitos rapidamente. Características específicas do meio digital interferem diretamente em aspectos estéticos da imagem. É importante, no momento, nos situarmos em termos dos demais conceitos básicos. Saber explicitar com clareza de que cenário tratamos aqui. Sobre a imagem fotográfica e sobre qual é a imagem que vai servir de suporte para o nosso estudo. Longe do documental, mas se valendo dele, a fotografia que trataremos é o suporte para o imaginário. Lugar de criatividade, invenção, ficção. Vale agora situarmos a moda, dentro desse mesmo contexto.A moda muitas vezes é relegada a um segundo plano em termos de reflexão intelectual. Apesar de onipresença e do grande fluxo de informação proveniente dela, recai sobre a moda uma aparente frivolidade e superficialidade. Mas a moda instiga, dentro da perspectiva que pretende-se abordar aqui, reflexões em termos de construção cultural, reverberação, reflexo na realidade a partir de conceitos artísticos e subjetivos. A imagem em moda é a imagem que fala pelo artista/

estilista a respeito da sua construção. Arte e técnica se unem em um produto objetivo (vestuário) exprimindo conceitos e realocando perspectivas. A fotografia de moda é particular em seu modo de produção, mas não só nisso. A fotografia de moda não mostra somente o vestuário, o significante “moda”. É, obviamente, uma fotografia que registra significados, como disse Barthes. A moda propicia o ambiente ideal para a criação de uma fábula. Depois dos anos 40 as restrições aos fotógrafos de moda foram diminuindo gradativamente, dando liberdade à criação fotográfica e firmando esta, definitivamente, como palco pra a ficção fotográfica na moda. A criação de uma narrativa, um conceito, é inerente à criação em moda. Recebendo muitas influências da arte, a moda conta uma história e é necessária, para tanto, a temática, a cena. A fotografia de moda pode estar inserida dentro de três tipologias básicas: a fotografia técnica (lookbook), a fotografia de desfiles (fotojornalismo de moda) e a fotografia com produção (editoriais de moda, ensaios conceituais). Nosso estudo será centrado no útimo tipo. O Editorial de Moda tem por característica se utilizar de


elementos cênicos para ajudar a construir o conceito da coleção ou a narrativa pretendida pelo fotógrafo. Independente de serem fotos em estúdio ou em locações externas, é possível, como no cinema, construir a cena e dirigir os modelos a posto de criar uma narrativa a ser acompanhada pelo leitor da imagem. Portanto a fotografia de moda será tratada aqui como palco para as narrativas ficcionais hipermodernas. Narrativas de velocidade. Narrativas em quantidade. Editoriais de moda imitam o fluxo das narrativas cinematográficas. Apesar da supressão do movimento, a narrativa ficional está lá. Existem, nos editoriais de moda, os elementos necessários para a construção da narrativa

ficcional. A forma que tomam os Editoriais de Moda é característica. Como já foi dito, a moda terá seus signos próprios também no que concerne ao fotográfico. Pode-se afirmar que, frequentemente a fotografia de Editoriais de moda utiliza-se de elementos cinematográficos e teatrais. Iluminação, maquiagem, uma direção de objetos de cena extremamente cuidadosos, a escolha da locação, os gestos dos modelos, geralmente ajudam a compor cenas dos ensaios. Muito mais que o vestuário é mostrado. A foto está muito além da roupa. A foto quer narrar uma história.

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INFOGRAFIA

Infográficos como “São mais sintéticas que os vídeos, mais narrativas que um esquema, mais atraentes que as tabelas de dados, mais exploratórias que as apresentações tradicionais e, diferente dos textos escritos, permitem visualizar a informação que apresentam. Os infográficos mostram fatos, processos, notícias, acontecimentos ou dados de forma leve, sintética e visual, facilitando a compreensão da informação árida ou complexa e estimula o interesse do leitor que, numa passada de olhos, pode selecionar o que lhe interesa, o que já conhece e o que não conhece. Em formatos estáticos ou animados, impressos ou digitais agregando elementos multimídia e , muitas vezes, interatividade, os infográficos oferecem variadas posibilidades de exploração didática. Podem ser repositórios de informações e geradores de atividade de expressão oral e escrita na aprendizagem de idiomas, facilitadores da comprensão dos conteúdos curriculares, estímulos para o estudo ou a ampliação, recursos que motivem o conhecimento da sobre assuntos da atualidade ou bons meios de expressão e criatividade utilizando as novas tecnologias para sua produção. A existência na Internet de uma grande quantidade de informação narrada nesse gênero acrescenta à sua

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utilização a oportunidade de se contar com conteúdos sempre atualizados. Trabalhar com infográficos em uma aula supõe, também, introduzir novos modos de expressão visual no ensino. Infográficos, um instrumento para a análise. Guia docente baseado em textos do livro El periódico en las aulas. Análisis, producción e investigación de Enrique Martínez-Salanova Sánchez. São vários documentos informativos sobre infográficos e seu uso na imprensa e um guia didático com conselhos e orientações para analisar, utilizar e produzir infográficos na aula, em projetos digitais ou fazendo parte do jornal escolar. Usos dos infográficos na educação. Entrevista de Alberto Cairo, especialista na criação de infográficos, onde ele explica o que são e quais as vantagens que os infográficos digitais trazem para a educação. Visualização e conhecimento. Um breve convite à infografia. Artigo de Alberto Cairo na revista Mosaic (UOC). Neste breve artigo o autor explica as razões pelas quais a infografia é importante para o futuro do conhecimento. A infografia como recurso didático Encontre infográficos na Internet? Infografias Consumer Eroski. infográficos didáticos

multimídia que podem ser descarregados para consulta sem conexão e utilizadas livremente com fins educacionais e formativos. Infografias Hiru.com. Interativas e de caráter didático. Diversos temas e conceitos explicados de forma simples e atrativa. Infografias animadas do jornal El Mundo sobre temas de sociedade, cultura, saúde, economía, esportes, ciência ou Internet, como esta sobre medusas ou esta sobre como funciona el intercâmbio de arquivos na Internet. Também, infografias estáticas na Aula El Mundo. Infográficos de Andalucía Investiga. infográficos didáticos interativos com temas relacionados às Ciências. Animações e Infográficos para Educación Secundaria no Wikisaber com explicações, áudio, atividades interativas e uma seção de avaliação. Animações e Infográficos interativos na Kalipedia Animações e infográficos da National Geographic em espanhol Infográficos do Discovery Channel. Um exemplo: Nuestro planeta, um material interativo que mostra como a Terra é afetada por diversos impactos ecológicos produzidos pela humanidade. Nela se pode encontrar os níveis históricos de contaminação, recursos e consumo de energia assim


recursos didáticos como analisar, em tempo real, qual é a pegada ecológica que estamos deixando no mundo. Infográficos da revista Muy Interesante. infográficos digitais interativos, exemplos: ¿De qué está hecho tu móvil?, Medusas. Infográficos didáticas sobre as mudanças climáticas accionnatura.org. The Virtual Body infográficos animados e interativos sobre o corpo humano (cérebro, esqueleto, coração e trat digestivo) em inglês e espanhol. Infografias estáticas do corpo humano publicadas no jornal El Mundo. Infográficos SINC (Serviço de Informação e Notícias Científicas). Infográficos Esmas sobre temas de saúde. Infográficos em inglês The Dynamic Earth Em versões para impressão e multimídia com interatividade, se explicam rochas e minerais terrestres, placas tectônicas, vulcões e o sistema solar. Infográfico que mostra o significado das cores em diversas culturas (AlwaysWithHonor.com y David McCandless). Road Map to Harmony . Um mapa interativo que permite explorar como cada parte do sistema que compõe nosso mundo afeta todos os outros. Outros infográficos de Good Magazine no Flickr.

Animações e infográficos interativos da BBC. Recursos e ferramentas que ajudam a criar para infográficos Organização de ideias e visualização de dados Gerador online de gráficos de Kid’s Zone. Para uso escolar, guiado e muito simples. Permite a visualização de dados sobre diferentes tipos de representações gráficas e o resultado pode ser impresso, enviado ou guardado no computador sem necessidade de registro. Organizadores gráficos, ideias e recursos. Recursos e ferramentas para organizar, interrelacionar e apresentar visualmente a informação: planilhas, linhas do tiempo, mapas mentais e conceituais, mapas de contraste, etc. Chart Chooser Marcando as opções desejadas, esta aplicação ajuda a encontrar o gráfico adequado para apresentar dados segundo a relação que eles têm sentre si para, posteriormente, oferecer a ou as telas possíveis (gráficos de barras/colunas, de linhas, circulares/ pizza, de bolhas, etc.) listas para descarregar inserir os dados no Excel ou no PowerPoint. Mapas geográficos Umapper permite elaborar mapas geográficos personalizáveis em flash que se podem ser compartilhados ou inseridos em sites. Xpeditions Atlas Gerador

de mapas do mundo, de continentes ou países, com informação básica ou detalhada, com ou sem marcação de fronteiras em formato GIF ou PDF. Mais mapas. Worldmapper é um enorme coleção cartogramas ou mapas nos quais se mostra cada território geográfico redimensionado segundo a categoria selecionada (população, saúde, educação, violência, pobreza, recursos…). Desta forma as cifras e porcentagens refletidos nos mapas são mais compreensíveis. Para cada um dos mapas é oferecido um poster em formato PDF no qual aparecem os gráficos de dados. Google Earth para conhecer outras culturas Imagens e ferramentas online para tratamento de imagens Bancos de recursos gratuitos: coleções de fotografias, ilustrações, animações, vídeos, ícones e símbolos de uso livre ou com licenças Creative Commons. Capturadores web online: Kwout, Thumbalizr, Thumboo Editores de imagens online: Pixlr, Fotoflexer, Pixenate, Resizr, Thumba, Efeitos para imagens online: Befunky, Fun Photo Box, Write On It (fotomontagens), Picfont (aplicação online simples para adicionar textos nas imagens).

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WEB DESIGN

O Design Gráfico nas Redes Sociais Apesar de ser ainda um estudante, pude participar de projetos em design gráfico e digital com as mais variadas abordagens. Por conta desse período de imensa carga técnica e teórica que estou vivendo, já mergulhei nos mais diversos tipos de projetos que envolviam, de alguma forma, a abordagem gráfica e a necessidade do desenvolvimento de um projeto gráfico para alguma coisa, fosse o que fosse, impresso ou digital. Atualmente estou totalmente imerso nesse universo das redes sociais, mas apesar de todo o material disponível por aí a respeito delas que busque, de alguma forma, padronizar e construir uma linha de raciocínio base para produzir um entendimento dos meios disponíveis para o seu uso, existem nulas referências em relação ao design gráfico e sua presença nas mídias sociais. Por esse motivo, vou tentar me ater a essa parte específica, buscando expor aqui alguns padrões que observamos em outros tipos de vertentes onde o design gráfico se faz presente e que se aplicam também as redes sociais de uma forma geral. A necessidade de projetar Muitas empresas têm aderido as redes sociais buscando algo em comum: ganhar algo com elas, seja mais clientes, seja dinheiro, seja ambos, afinal de contas quase sempre a relação cliente/dinheiro é simbionte. Entretanto, não é muito difícil achar pelas mídias, empresas e pessoas que fazem um uso totalmente irregular desse meio de comu-

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nicação, talvez pelo fato de ser um meio que começou a ser explorado muito recentemente e, por conta disso, existe uma certa falta de padrão para determinar o que, de fato, deve e o que não deve ser feito, pois existem estratégias que podem funcionar com algumas empresas e não com outras, tanto estratégias de marketing quanto visuais. Apesar dessa falta de padrão, existem regras que continuam perfeitamente aplicáveis no que diz respeito as estratégias que as empresas ou pessoas que queiram mostrar ou vender alguma coisa, e assim como funciona com a comunicação impressa ou mesmo com outras abordagens do meio digital, existe a necessidade de se determinar, inicialmente, uma identidade para essa empresa ou pessoa, ou seja, uma projeção de como deve ser a sua face de divulgação nas mídias sociais. Vou citar o exemplo da Coca-cola no facebook, que até agora têm sido a página com mais engajamento dos seus conteúdos. Com o advento da ação “Quanto mais melhor“, onde a empresa transformava o nome das pessoas em parte do rótulo das latinhas de refrigerante, percebeu-se que a Coca-cola estava em busca de uma relação mais estreita com seus clientes assíduos e em busca de novos que compartilhassem do “valor Coca-cola”, tanto que a ação se estendeu para o facebook para que a Coca-cola tivesse mais nomes para estampar nas latinhas. Unida a essa promoção da

marca, passou a existir uma espécie de reciclagem da identidade visual da empresa nas redes sociais de uma maneira geral, embora o maior foco comercial visível esteja no facebook. Conteúdos com linguagens totalmente informais, mais populares, dispostas em grids quase minimalistas vermelhos e brancos para conteúdos mais simples, infográficos mais desenvolvidos com fontes mais fantasiosas, ou ainda que mais rígidas (a Coca-Cola faz um uso quase constante de fontes semelhantes a Helvetica. Herança da publicidade européia talvez!), mas sempre dispostas dentro de uma identidade visual inconfundível e sem abandonar sua abordagem inicial com imagens que ilustrassem o seu valor, mas agora com pelo menos uma garrafinha de refrigerante estrategicamente colocada no canto inferior direito ali da imagem, como uma assinatura. Um outro exemplo de página bem sucedida em matéria de design é a do Walmart no twitter. O twitter, por si só, não proporciona muitos artifícios gráficos para uso, mas se o que já existe for usado de forma adequada, pode ser que o resultado seja um visual agradável. No caso do Walmart, a página é referência por usar o twitter como um canal direto de comunicação com seu cliente, como um SAC. Mas, assim que se acessa a página da empresa, já enxergamos rapidamente o logo da empresa multiplicado como uma textura no background azul,


cor do nome da empresa na composição do seu logo. Esse tipo de abordagem funciona perfeitamente, pois reforça a identidade da marca e une esse fator ao bom serviço prestado pela empresa. Abordagem técnicas e criativa É comum dedicarmos um tempo somente para pesquisa de referências durante a criação de uma identidade visual, seja ela completa ou seja um projeto de website. Não é muito diferente com as redes sociais, pois elas também podem e devem ser vistas como parte da identidade de uma marca, uma vez que elas funcionam como um complemento e/ou como um canal de comunicação que fará seus vendedores chegarem até aqueles considerados clientes em potencial dos seus produtos ou serviços. O design gráfico nas redes sociais é algo que anda ao lado das estratégias de SEO e pesquisas de campo adotadas pelos profissionais da área, pois todo o branding desenvolvido pode ser simplesmente perdido se o conteúdo produzido não condizer com o visual que o abrigará. Não adianta uma empresa que venda um produto requintado ou que faça uso de cores neutras e leves procurar atuar nas redes sociais com algo oposto a isso, pois provavelmente não ganhará mais clientes e passará uma ideia confusa aos clientes que já possui. De nada adianta o designer possuir todas as especificações técnicas de cor, uso de marca e valores de uma empresa se ele não puder expô-las visualmente de uma forma organizada e criativa. Nós aqui no Brasil não

temos uma tradução literal para design, mas entendemos que design se trata de projetar algo de maneira coesa. Dessa forma, projetar para redes sociais envolve tanta seriedade quanto envolveria produzir uma papelaria ou um site. Existem muitas empresas que são bem sucedidas nas redes sociais na sua missão de galgar novos clientes e manter os que já possui por conta do design final que une conteúdo e layout. O uso de uma boa imagem que ilustre perfeitamente um bom tema sugerido dentro de um layout visualmente atrativo pode ser o trunfo de uma empresa, seja qual for a rede social onde ela atue. Entretanto, muitas vezes a necessidade de uma abordagem um pouco mais criativa na produção do conteúdo se faz presente. O facebook ainda é a plataforma que mais instiga as empresas a galgarem novas oportunidades e corriqueiramente vimos pequenas campanhas fazendo uso do próprio design do facebook para expor uma determinada estratégia visual. Abaixo estão alguns exemplos das abordagens criativas ou mais técnicas no facebook e twitter, sejam de empresas ou de pessoas. As empresas permanecem renovando a parte visual nas suas redes, então esses exemplos são exemplos que já fizeram parte das suas fanpages. É notória a preocupação dessas empresas e pessoas em passar uma mensagem visual mais criativa do que técnica, pois a mente humana associa imagens a sensações com mais facilidade do que simplesmente lendo. As redes sociais possibilitam o uso

de artifícios de imagem em diversos tipos de peças, sejam ilustrações, peças mais gráficas, infográficos ou simples postagens diárias, mas de uma forma mais criativa ou de forma a dar finalmente a expressão que uma empresa deseja ter, de fato, com a sua comunicação em relação ao que ela deseja informar. Cuidados Acontece que, como já foi dito, explorar as mídias sociais como plataforma de divulgação é algo que tem sido feito a pouco tempo, portanto existem muitas coisas que são feitas de forma irregular ou simplesmente incorreta e isso pode colocar todo o trabalho a perder. Existem diversas formas de approach que as empresas querem adotar para criar sua identidade nas mídias, mas dependendo da forma como esses approaches são conduzidos, o resultado pode ser muito diferente do esperado. O design gráfico é o responsável por manter a ordem nesse quesito e um uso racional de um bom design será o fator determinante de um conteúdo. Um conteúdo pode ser desenvolvido dentro de um design gráfico muito interessante e parecer muito maior do que ele realmente é, assim como também pode acontecer o contrário e isso se dá pelo fato de existir uma premissa básica em design gráfico que se aplica a qualquer tipo de job: padrões existem para serem quebrados em algum momento. Entretanto, é necessário muito estudo da parte do designer para poder indicar corretamente o timing para que certos padrões sejam quebrados.

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PORTIFÓLIO

Tudo começa com um bom portfolio. 01) Escolha a plataforma ideal para colocar seu portolio na webW. A grande vantagem de expor os trabalhos na internet é poder colocar seus trabalhos em sites que já fornecem templates. Ninguém precisa ser um mago da programação e nem gastar um centavo para ter o seu próprio espaço. Porém, é preciso alguns cuidados na hora de escolher o site onde vai publicar seu portfolio. Não é regra o que escreverei aqui, mas já passei por algumas experiências e posso afirmar o seguinte: NÃO DEVEMOS ESCOLHER UM LUGAR SÓ. Deviant art, Flickr, Tumblr e outros blogs são legais, mas a organização deixa a desejar. Eles são excelentes ferramentas para a divulgação de projetos em andamento, sketches, referências, etc. Não tenha seu portfolio só nesses lugares, pode ser extremamente decepcionante para quem estiver olhando seus trabalhos, pelo simples fato das ferramentas de organização, muitas vezes, serem deficientes. Opte por ter seu site no carbonmade, cargo collective, behance ou outros locais que permitam a classificação por projetos, a real separação por temas e interfaces customizáveis. Um perfil no twitter também cai muito bem na hora da di-

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vulgação dos seus trabalhos mais recentes. 02) Ter um estilo versus O que eu gosto de desenhar. Galera, anime, mangá e afins são legais, visualmente interessantes e existem grandes artistas desse gênero, porém, se você quer ser um ilustrador profissional no Brasil, RETIRE esse desenho do seu portfolio. Ele só serve pra quem sonha em se tornar um desenhista do meio. O mercado não aceita bem esse estilo, existem preconceitos e richas com relação a tudo que vem do oriente. Este é o momento em que alguns vão se revoltar contra mim, mas é a verdade. Mercado editorial, de livros didáticos e, principalmente, o de design e publicidade não assimila muito bem esse tipo de trabalho no portfolio de um ilustrador pelo simples fato de ser um estilo “engessado”. Os desenhos que você fazia com 15 anos também não são bem-vindos. Aquele Wolverine, Batman e outros heróis só chamam a atenção das grandes companhias de Comics Americanas. Um bom portfolio é aquele onde conseguimos encontrar a essência do artista, sua técnica, seu traço em ilustrações originais e de temas e suportes variados. 03) Quantidade não é sinônimo de qualidade.

Não é porque você tem 500 desenhos que todos eles vão para o seu site. Um portfolio bem composto reúne, em média, de 15 a 20 desenhos atuais e um arquivo com os melhores trabalhos de anos anteriores. Um editor, diretor de arte ou qualquer cliente vai precisar de, no máximo, 5 ilustrações analisadas para saber se você é ou não indicado ao trabalho que ele tem. Filtre seus melhores trabalhos e faça com que sejam os primeiros a serem vistos no seu portfolio. 04) Aparecer é preciso. Mostrar que é real, também. É muito legal criar ilustrações para a Coca-cola, WWF, Greenpeace e outros clientes fantásticos, mas, precisamos ser honestos ao informarmos o que são trabalhos autorais e acadêmicos e o que fomos contratados para fazer. Não pensem que vocês conseguirão o trabalho por conterem marcas famosas no portfolio. Pelo contrário, se você “destruir” aquela marca com a sua ilustração, certamente, não conquistará nenhum cliente de verdade. Outra coisa legal é separar um espaço para mostrar os locais onde seu trabalho já foi divulgado, exposições, etc. Visibilidade, literalmente, é a alma do negócio para o ilustrador. Quanto mais visto, mais lembrado e, por conseguinte, mais tra-


balhos você terá. 05) Humildade, o trunfo dos melhores. Saber aceitar críticas é difícil. Serei xingado por muitas pessoas que receberam minhas análises. Mas, essa parte do processo é muito útil. Todo artista iniciante precisa submeter seu trabalho à avaliação dos que estão há mais tempo no mercado. Se o cara diz que você precisa refazer tudo, não chore, pegue um caderno, um lápis e comece tudo de novo. Ninguém vai prejudicar você. O mercado é grande, tem espaço para todos. Para todos que são competentes. Uma hora a casa cai e você será contestado pela falta de qualidade do seu material.

Troque experiências, não esconda o que sabe dos outros. Compartilhar conhecimento é a melhor forma de fixarmos aquilo que sabemos. Mas, antes de montar um site, sair enchendo a caixa de e-mail de milhares de ilustradores e contaminar o mercado com seus trabalhos, estude, estude e estude. Desenhe, desenhe e desenhe. Solidifique o seu material, crie uma identidade visual respeitável e, aí sim, comece a divulgação. Lembre-se que: a primeira impressão é sempre a que fica. Um mal trabalho visto hoje, dificilmente se tornará em uma porta de entrada para bons clientes amanhã.

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PRÉ IMPRESSÃO

Fechamento de formatos diferentes para gráfica A ideia é trazer um breve relato de como fechar arquivos para gráfica (ou outro suporte) sem ter dores de cabeça – as dicas da Cris Schiavenin sobre fechamento de arquivo devem ser lidas antes de prosseguirmos! Imaginando que já leram todos os posts da Cris, vamos ao que interessa \o/. Só recapitulando Para que serve fechar um arquivo? Serve para que não ocorram erros no momento da impressão e o resultado final seja o mais próximo do que se espera ao desenvolver o layout. Algumas informações básicas devem ser seguidas, como sangrar os elementos que estourem o limite da página, converter todas as cores para CMYk (processo de impressão subtrativa – utilizado nas gráficas), imagens em resolução e tamanho adequados para seu tipo

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de trabalho (revistas, jornais, outdoor, etc) – normalmente 300 DPI é o adequado para não ter surpresas. Marcas de corte e vinco posicionadas, agora é só imprimir e correr para receber os elogios do cliente. Mas isso resolve para formatos retangulares ou com um variação de ângulo pequena. E se eu tenho um layout abstrato ou redondo? Chama o Batman? Não, é só seguir as mesmas orientações e depois atenção aos detalhes. Fechamento de arquivo em formatos abstratos (incluindo redondo) Formatos diferenciados não têm nada de diferente de qualquer outro formato retangular, apenas precisamos ter cuidado para não esquecer que teremos uma faca de corte – ou meio-corte para adesivos – que será aplicada no acabamento. Faca de corte-vinco

Quando se necessita de um formato diferenciado em um impresso e preciso utilizar uma “forma” para este formato desejado, é um gabarito (que surge de um desenho vetorial na maioria das vezes) e pode ser utilizado também para dobras, serrilhados, além do corte total ou parcial do material. O corte-vinco é um processo de acabamento gráfico, aplicado normalmente no material já impresso. Algumas vezes são realizados testes de encaixe – para embalagens – e verificação de formato em folhas brancas, apenas para ajuste da máquina de corte. Tecnicamente a utilização de uma face de corte-vinco se dá “por pressão sobre o conjunto impresso, realizando o corte desejado simultaneamente sobre várias unidades.”


PROCESSOS DE IMPRESSÃO

Offset Digital

A Impressão Offset Digital. Ela possui alta qualidade, com possibilidade de usar todos tipos de papéis e tiragens variadas, assim como offset convencional, mas mostrarei as diferenças e pontos positivos nesse post. Para o pessoal recordar, abaixo está como funciona o offset Convencional. O sistema de off-set funciona com matrizes produzidas com as mesmas características da litografia e usando chapas de alumínio como meio de gravação e transferência de imagem. É o principal processo de impressão desde a segunda metade do século 20, e o mais usado no mundo, tanto para embalagens como para impressos, garantindo boa qualidade para médias e grandes tiragens e praticamente em qualquer

tipo de papel e alguns tipos de plástico (especialmente o poliestireno). O off-set faz uma impressão indireta: há um objeto entre a matriz e o papel, que é chamado de blanqueta. A imagem que está na matriz (que é metálica e é simplesmente chamada de chapa) é transferida para um cilindro coberto com borracha (a blanqueta) e daí, para o papel. Em resumo: a matriz imprime a blanqueta e esta imprime o papel. Como mostra na imagem, cada “parte” da impressora possui somente uma cor, ou seja é impressa de cor em cor. Off-set Digital É a impressora off-set cuja chapa, pré-montada no cilindro da chapa, é copiada a partir de dados digitais sob o comando de um computador. Ela elimina algumas

etapas, principalmente na geração de fotolitos. Na impressão off-set digital o fotolito não existe mais. As informações são gravadas direto na chapa (que vai na máquina). Ela possui as seguintes características: tem a possibilidade de encomendar somente a quantidade que o cliente necessita, reduzindo os custos. Mesma qualidade offset com a versatilidade e a agilidade das impressoras digitais. Ideal para médias e pequenas tiragens. Também pode ser feita personalizações em textos e imagens com dados variáveis e permite as mesmas variações de acabamento da offset convencional. Imprime frente e verso simultaneamente e separa trabalhos, facilitando o acabamento.

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PROCESSOS DE IMPRESSテグ

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Design Brasil  

Primeira revista diagramada por mim.

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