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FMMSines Festival Músicas do Mundo 2011

GUIA 2011 Conheça a programação do festival da música com espírito de aventura


www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines

FICHA TÉCNICA Texto, arranjo gráfico e montagem Câmara Municipal de Sines Impressão Corlito - Centro Técnico de Artes Gráficas Tiragem 15 000 exemplares Edição Câmara Municipal de Sines


Bem-vindos ao FMM Sines 2011 Sines volta a receber, em Julho, a grande festa das músicas do mundo em Portugal. Este ano, vamos realizar o festival em dois fins-de-semana, para permitir uma maior distribuição dos participantes ao longo dos sete dias de concertos, com a preocupação de oferecer melhores condições de conforto e segurança em geral e, em particular, dentro do Castelo. Os espectadores que nos visitam vão notar algumas mudanças no Centro Histórico, pela realização de obras do Programa de Regeneração Urbana de Sines. Vamos fazer os possíveis para que elas não interfiram com a fruição dos espaços públicos, parte essencial da experiência do FMM. Este conjunto de intervenções, a realizar ao longo de 2011 e 2012, insere-se num programa de qualificação do Centro Histórico e da Avenida Vasco da Gama. O objectivo é que, num prazo de 18 meses, ambos sejam espaços urbanos de melhor qualidade, com benefícios para as condições de acolhimento do festival e de outras realizações de grande importância para esta cidade. Quanto à música, estamos seguros de oferecer em 2011 um dos melhores e mais equilibrados alinhamentos de concertos de sempre, com sete dias de música igualmente ricos e um primeiro e um segundo fim-de-semana que se equivalem. A filosofia da programação é a mesma que tornou Sines um festival singular no panorama cultural português: das expressões mais próximas da tradição às fusões mais desassombradas, passando pelo jazz e pelo rock experimental, o FMM transcende as fronteiras de géneros e cruza públicos de origens e formações diferentes de uma forma que não acontece em nenhum outro festival. Em 2011, o convite é o mesmo de sempre: descubram, surpreendam-se, gozem os contrastes. Nas páginas do guia encontram as informações fundamentais para iniciar esta grande viagem musical. Esperamos por vós.

O Presidente da Câmara Manuel Coelho 3


PROGRAMA DE CONCERTOS 2011 22 JULHO SEXTA

23 JULHO SÁBADO

24 JULHO DOMINGO

27 JULHO QUARTA

28 JULHO QUINTA

29 JULHO SEXTA

30 JULHO SÁBADO

4

ANTÓNIO ZAMBUJO (Portugal), 18h45 LE TRIO JOUBRAN “ASFÂR” (Palestina), 21h45 CHEIKH LÔ (Senegal), 23h15 SECRET CHIEFS 3 (EUA), 00h45 ANTÓNIO CHAINHO “LISGOA” (Portugal / Índia), 18h45 MAMER (Xinjiang - China), 21h45 BERROGÜETTO (Galiza - Espanha), 23h15 CONGOTRONICS VS ROCKERS (RD Congo / EUA / Argentina / Suécia), 00h45 ADUF (Portugal), 18h45 LUÍSA MAITA (Brasil), 21h45 DE TANGOS Y JALEOS (Extremadura - Espanha), 23h15 EBO TAYLOR & AFROBEAT ACADEMY (Gana), 00h45 MERCEDES PEÓN (Galiza - Espanha), 18h45 RAKIA (Portugal), 20h00 MANOU GALLO & WOMEN BAND (Costa do Marfim / Bélgica), 21h45 MAMA ROSIN (Suíça), 23h15 BLITZ THE AMBASSADOR (Gana / EUA), 00h45 MIKADO LAB (Portugal), 02h45 SHUNSUKE KIMURA X ETSURO ONO (Japão), 18h45 GRAVEOLA E O LIXO POLIFÔNICO (Brasil), 20h00 APSILIES (Grécia), 21h45 VISHWA MOHAN BHATT & THE DIVANA ENSEMBLE “DESERT SLIDE” (Rajastão - Índia), 23h15 NOMFUSI & THE LUCKY CHARMS (África do Sul), 00h45 TUBA PROJECT FEAT. BOB STEWART (Roménia / EUA), 02h45 L.U.M.E. (Portugal), 18h45 LOUSY GURU (Portugal), 20h00 AYARKHAAN (República da Iacútia - Rússia), 21h45 MARCHAND VS BURGER “BEFORE BACH” (França), 23h15 DISSIDENTEN (Alemanha / Marrocos), 00h45 O EXPERIMENTAR NA M'INCOMODA (Açores - Portugal), 02h45 AZIZ SAHMAOUI & UNIVERSITY OF GNAWA (Marrocos / Senegal), 18h45 CABACE (Portugal), 20h00 LEGENDA MÁRIO LÚCIO (Cabo Verde), 21h45 CASTELO NATHALIE NATIEMBÉ (Reunião - França), 23h15 AV. VASCO DA GAMA SLY & ROBBIE FEAT. JUNIOR REID (Jamaica), 00h45 KUMPANIA ALGAZARRA (Portugal), 02h45 DETALHES SOBRE ENTRADAS NA PÁG. 49


PORTUGAL

ANTÓNIO ZAMBUJO Das melodias do cante alentejano às harmonias da bossa nova, António Zambujo é uma das vozes mais originais do fado. Abre o FMM com o seu novo disco, “Guia”.

22 JULHO, CASTELO, 18H45. Embora se teorize sobre o sangue tropical do fado, não são frequentes as suas viagens de encontro às músicas do Brasil, a não ser sob a fórmula generosa mas nem sempre bem sucedida do intercâmbio. É por isso que a naturalidade da presença da bossa nova e da pós-bossa nova no fado de António Zambujo é tão comovente, como reconheceu Caetano Veloso num texto escrito em 2008, em que o considerou o primeiro fadista masculino a suscitar-lhe uma verdadeira paixão. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo chega ao FMM com o que de mais precioso um artista pode possuir: mais do que a voz de belo timbre que sempre teve, uma voz como criador e intérprete. Uma voz formada a ouvir cante alentejano, a cantar nas casas de fado “Clube de Fado” e “Senhor Vinho” e, acorde a acorde, a abrir os horizontes da guitarra com que se acompanha. Depois de “O Mesmo Fado” (2002), “Por Meu Cante” (2004) e “Outro Sentido” (2007), o disco que marcou o início da sua afirmação internacional, será “Guia”, eleito pela imprensa como um dos discos portugueses de 2010, o destaque do concerto de Sines. 5


PALESTINA

LE TRIO JOUBRAN “AsFâr” Formado pelos irmãos Samir, Wissam e Adnan, Le Trio Joubran abre novos caminhos para um instrumento central da cultura árabe, o alaúde. MARC GINOT

22 JULHO, CASTELO, 21H45. O alaúde é uma paixão árabe e os irmãos Joubran, de Nazaré, Palestina, representam-na na perfeição. Filhos de uma família com quatro gerações de fabricantes e tocadores de alaúde, Samir, Wissam e Adnan exploram todo o potencial deste instrumento, conferindo-lhe em trio novas dimensões de harmonia e sincronização. A história do grupo, de que também faz parte o percussionista Youssef Hbeisch, teve início quando o irmão mais velho, Samir, começou uma carreira a solo, com dois discos gravados, em 1996 e 2001. Para o terceiro álbum, “Tamaas” (2003), convidou o irmão Wissam, construtor exímio de alaúdes, laureado pelo Instituto Antonio Stradivari. O caçula da família, Adnan, juntou-se a eles para “Randana”, gravado em 2005, nascimento em disco do primeiro trio de alaúdes conhecido no mundo. Seguiram-se “Majâz” (2007), o disco que os tornou conhecidos do público internacional, “À l'Ombre des Mots” (2009) e “AsFâr” (2011). O repertório do grupo, composto por peças originais e improvisações, funda-se na cultura dos maqâms tradicionais e é tocado com uma subtileza cúmplice que cativa o público. 6


SENEGAL

CHEIKH LÔ Um dos mais brilhantes músicos africanos do nosso tempo, Cheikh Lô estreia-se em Sines na sequência da gravação de “Jamm”, um dos grandes discos de 2010.

22 JULHO, CASTELO, 23H15. Membro da Baye Fall, uma forma senegalesa do Islão, parte da Confraria Mouride, Cheikh Lô faz música a partir de um lugar de paz. Nascido em 1955, numa cidade do Burkina Faso junto ao Mali, Lô é senegalês, mas domina toda a cultura musical da África Ocidental e Central. Cantor, guitarrista e compositor de excelência, começou a carreira como percussionista, primeiro em África e depois em França, onde passou alguns anos da década de 80. De volta ao Senegal, editou uma cassete, “Doxademe” (1990), com canções sobre a emigração, mas foi “Ne La Thiass” (1996), produzido por Youssou N'Dour, que o tornou uma estrela. Seguiram-se “Bambay Gueej” (1999), “Lamp Fall” (2005) e “Jamm”, um dos grandes discos de 2010. Nas suas composições, o mbalax mais tradicional suaviza-se através do uso refinado do acústico e da incorporação de ritmos cubanos, reggae, música brasileira e influências de outras origens. Autor e intérprete de grande profundidade, Cheikh Lô é um dos músicos africanos mais originais e influentes das últimas duas décadas, um génio tímido que honra o FMM com a sua presença. 7


EUA

SECRET CHIEFS 3 Criação de antigos membros da banda Mr. Bungle, Secret Chiefs 3 faz rock progressivo instrumental com influências sinfónicas, de heavy metal e música árabe. OLIVIA OYAMA

22 JULHO, CASTELO, 00H45. O guitarrista e compositor Trey Spruance tem a melancolia de Corto Maltese, o olhar de quem já viu muita coisa, ama o mundo na sua diversidade, mas não se deixa impressionar com nada. A música que faz com a banda Secret Chiefs 3 é aventureira, mas as paisagens que vê são sempre crepusculares. De uma peça para outra, passa do épico da música sinfónica para cinema para as linhas ondulantes das melodias do Médio Oriente e daí para a escuridão do metal e para muitos outros portos mergulhados na cacimba. Rock progressivo instrumental é a etiqueta que unifica a viagem estética do grupo, mas apenas porque é a mais geral. Originários de São Francisco, os Chiefs foram fundados em meados dos anos 90 por Spruance e outros antigos membros da banda Mr. Bungle. Ao longo da sua história e de quase uma dezena de discos gravados, as formações têm sido fluidas, como a própria banda, de fronteiras pouco definidas com outros grupos liderados por Spruance, como Ur e Traditionalists. Mas a clareza aqui não importa. Aceitemo-los como são, velados, e embarquemos no seu navio-fantasma. 8


PORTUGAL / ÍNDIA

ANTÓNIO CHAINHO “LisGoa” António Chainho evoca 500 anos de ligação cultural entre Portugal e Índia num cenário que não podia ser mais condicente: o Castelo de Vasco da Gama. ALEXANDRE NOBRE

23 JULHO, CASTELO, 18H45. Nascido a poucos quilómetros de Sines, na aldeia de S. Francisco da Serra (Santiago do Cacém), o guitarrista António Chainho é o grande músico do Alentejo refrescado pelo mar. Aprende os primeiros acordes com o pai, mas ainda jovem vai para Lisboa e ganha calos nas principais casas de fado da capital. Acompanha as melhores vozes do seu tempo, de Maria Teresa de Noronha a Lucília do Carmo, e percorre o mundo, dividindo o palco com Paco de Lucia e John Williams. A partir dos anos 80, começa a consolidar um percurso solista, fazendo viajar a guitarra em projectos de fusão cada vez mais arrojados. Na colectânea “Red Hot + Lisbon”, acompanha k.d. lang no “Fado Hilário”. Em 1998, chega “A Guitarra e Outras Mulheres”, o seu maior sucesso. “Lisboa - Rio” (2000) cruza tradição portuguesa com clássicos do Brasil e, em 2010, apresenta “LisGoa”, o disco que traz a Sines, acompanhado por Isabel Noronha (voz portuguesa e konkani, língua de Goa), Rubi (voz hindi e konkani), Tiago Oliveira (viola), Paulo Sousa (sitar), Manú Teixeira (percussões) e Ciro Bertini (contrabaixo). O público descobridor do FMM espera-os. 9


XINJIANG - CHINA

MAMER Filho da cultura nómada do povo cazaque de Xinjiang, a região mais interior da China, Mamer faz música folk gerada na tradição mas com olhos no futuro.

23 JULHO, CASTELO, 21H45. É possível nascer na China um trovador na linha da grande tradição folk europeia e norte-americana? Já nasceu. Chama-se Mamer e traz consigo o Chinagrass, música acústica com o poder evocativo das paisagens que modelam o coração dos homens. No caso deste jovem talento chinês, a inspiração é encontrada na região interior de Xinjiang, um território de grandes estepes povoadas de cavalos, pastores e uma espiritualidade que já não se encontra nas metrópoles do “boom” económico. Natural destas terras batidas pelo vento, Mamer recupera o património musical do povo cazaque criando e recriando canções com raízes na tradição mas totalmente contemporâneas, baladas folk sobre o quotidiano nómada, que ganham vida no baixo ressonante da sua voz e nas duas cordas do alaúde “dombra”, na guitarra e noutros instrumentos tradicionais. Editado em 2009, pela Real World, o seu álbum de estreia, “Eagle”, é um exemplo de contenção e bom gosto e recebeu elogios da imprensa musical de todo o mundo. Em Sines é acompanhado por três elementos da banda cazaque IZ. 10


GALIZA - ESPANHA

BERROGÜETTO A Galiza é uma das grandes nações folk do mundo e os Berrogüetto são os seus mais reconhecidos embaixadores. Trazem novo disco e novo vocalista ao FMM. XOAN PIÑÓN

23 JULHO, CASTELO, 23H15. Através da folk, o folclore adquire consciência de si, apercebe-se que tem de evoluir para sobreviver, mas também que só o conseguirá se conservar a sua verdade interior. Berrogüetto é Galiza na sua cor mais verde e no seu estado mais fresco. Desde 1996, com a edição de “Navicularia”, destaca-se pelo tratamento inovador do folclore galego com harmonizações modais e contrapontos de grande originalidade, tendo sido considerado o melhor grupo folk europeu pela revista alemã “Profolk”, em 1998. Os prémios, aliás, acumulam-se no currículo do grupo, incluindo uma nomeação para os Grammy Latinos com o seu terceiro disco, “Hepta” (2001). Tocam em Sines depois do lançamento de “Kosmogonías” (2010), o primeiro disco gravado com uma voz masculina, a de Xabier Díaz, novo cantor, gaitista e percussionista da banda. Xabier acompanha Anxo Pintos (sanfona, gaita, sax, violino e teclas), Guillerme Fernández (guitarras), Isaac Palacín (percussão), Quico Comesaña (bouzouki, bandolim e harpa), Quim Farinha (violino e niquelarpa) e Santiago Cribeiro (acordeão e teclados). As brisas benfazejas da Galiza voltam a soprar em Sines. 11


R. D. CONGO / EUA / ARGENTINA / SUÉCIA

CONGOTRONICS vs ROCKERS Dez músicos dos grupos da série Congotronics dialogam em palco com dez músicos da cena rock alternativa. Um dos espectáculos mais aguardados de 2011.

23 JULHO, CASTELO, 00H45. Para que os habitualmente misantropos músicos indie se envolvam num projecto de colaboração tem de haver muito amor em jogo. Amor feito de afinidade e respeito pelo experimentalismo ecológico dos grupos da série Congotronics, que desde 2004 entusiasma o público com a sua música de transe baseada em instrumentos tradicionais electrificados artesanalmente. Este concerto é a sequência do disco de 2010 “Tradi-Mods vs Rockers: Alternative Takes on Congotronics”. Junta 10 músicos congoleses e 10 músicos ocidentais na criação de repertório novo onde os seus universos se cruzam. Os músicos Congotronics são provenientes dos grupos Konono n.º 1, conhecido pelas distorções progressivas dos seus “likembes” electrificados, e Kasaï Allstars, reinventores dos ritmos hipnóticos da música cerimonial congolesa. Os “Rockers” são Deerhoof, banda de referência da cena indie dos EUA, Juana Molina, cantautora argentina, Wildbirds & Peacedrums, duo pop experimental sueco, Matt Mehlan, líder dos Skeletons, outro grupo alternativo americano, e Vincent Kenis, ex-Aksak Maboul e fundador da editora Crammed. 12


PORTUGAL

ADUF O adufe que conhecemos da Beira Baixa amplia-se e transforma-se num “adufão” com influências asiáticas. A cantora basca María Berasarte é convidada especial.

24 JULHO, CASTELO, 18H45. Instrumento de percussão de origem árabe, o adufe tem uma grande tradição na música popular portuguesa, em especial nos cantares femininos da Beira Baixa. Inspirou o projecto Adufe, apresentado no FMM em 2000, e volta a inspirar a sua nova encarnação, Aduf, com perda do “e” final como que a sinalizar a evolução do conceito, mais aberto a novos ritmos, urbanos e industrializados. O principal elemento musical e cénico continua a ser o “adufão”, adufe mutante cuja concepção incorpora influências da percussão ritualista japonesa e chinesa. Constituídos por uma pele de vaca montada sobre um aro de cedro e castanho, os adufes vitaminados medem 1,3m x 1,3m e 1,5m x 1,5m, são tocados com paus e produzem um som muito grave e poderoso. José Salgueiro, um sábio da percussão em Portugal, continua a liderar o projecto que concebeu em 1998. É acompanhado por José Peixoto, guitarrista e parceiro nas composições, pela cantora basca María Berasarte e por mais seis músicos de gabarito. O espectáculo assenta no disco com o mesmo nome do projecto, lançado em 2010. 13


BRASIL

LUÍSA MAITA Autora de “Lero-Lero”, um dos discos brasileiros com maior atenção internacional em 2010, a paulistana Luísa Maita estreia-se em Portugal no palco do FMM. TERESA MAITA

24 JULHO, CASTELO, 21H45. Nas últimas edições, o FMM tem usado na programação da música do Brasil o critério da revelação. Em 2011, mantém-no, apresentando Luísa Maita, uma das jovens cantautoras brasileiras com um trajecto internacional mais interessante no último ano. Filha de um pai da classe trabalhadora com origens sírias e de uma mãe proveniente de uma família judia abastada, Luísa nasceu em São Paulo em 1982. O pai, Amado Maita, autor de um disco homónimo que é uma pérola da MPB em processo de redescoberta, e a mãe, Myriam Taubkin, produtora musical, proporcionaram a Luísa uma infância povoada de músicos e de grande música brasileira e universal. Começou por cantar em bares, casamentos, publicidade, mas também no grupo Urbanda, que abandonou para começar a trilhar o seu caminho a solo. “Lero-Lero”, o seu disco de estreia, lançado em 2010 pela Cumbancha, é um disco paulistano até ao tutano, espelho de um Brasil jovem e urbano em busca de uma vida melhor, onde convergem o samba e a bossa nova, mas também o jazz, a pop, a soul e a electrónica. Luísa estreia-o em Portugal no palco do Castelo. 14


EXTREMADURA - ESPANHA

DE TANGOS Y JALEOS O verdadeiro flamenco popular, raramente mostrado fora das cerimónias privadas das famílias ciganas extremenhas, num encontro genuíno e de grande intensidade.

24 JULHO, CASTELO, 23H15. Bem-vindos à glória do flamenco castiço. Nada substitui ouvi-lo no lugar, mas se existe espectáculo que se consegue aproximar da força telúrica do flamenco popular, ele chama-se De Tangos y Jaleos. Criado em 2010, na Bienal de Flamenco de Sevilha, mostra o cante e o compás mais legítimos e genuínos do flamenco extremenho: os tangos e os jaleos. Em especial os jaleos, são muito difíceis de ouvir em toda a sua autenticidade hoje em dia e quase apenas sobrevivem nos casamentos dos ciganos, na forma dos cantes “alboreá” e “Yeli”, raramente levados para o palco. O espectáculo é composto por um grupo de artistas como La Kaita (cantaora), El Peregrino (bailaor), Alejandro Vega (cantaor), El Madalena (cantaor) e Miguel Vargas (guitarra), que mostram orgulhosamente a linhagem musical das velhas famílias ciganas de Badajoz. Cantando e bailando nas festas, cerimónias e casamentos ciganos e nos antigos mercados de gado, conservam e transmitem um flamenco que poucas vezes o público português e europeu terá tido oportunidade de ouvir. Um acontecimento FMM. APOIO 15


GANA

EBO TAYLOR & AFROBEAT ACADEMY Figura histórica do highlife, o ganês Ebo Taylor fecha o primeiro fim-de-semana de concertos na companhia de uma orquestra de “allstars” do afrobeat actual. JOHANN CLAUSEN

24 JULHO, CASTELO, 00H45. Baseado nas guitarras e nos metais, o highlife emergiu no Gana no início do século XX para se tornar um dos estilos fundadores da música africana moderna, tendo inspirado, por exemplo, a rebeldia orquestral do afrobeat. Veterano a viver um novo fôlego na sua carreira, o guitarrista ganês Ebo Taylor é um dos músicos em actividade que melhor representa estas duas tradições ligadas pelo sangue. Nascido em 1935, numa família de pescadores, interessou-se muito cedo pela guitarra. Em 1962, ganhou uma bolsa para estudar em Londres, onde conheceu o lendário Fela Kuti, pioneiro do afrobeat, com quem manteve uma relação de amizade e mútua influência. De volta ao Gana, em 1965, afirmou-se como um compositor, arranjador, solista e director musical de referência no seu país, responsável por algum do mais poderoso highlife, afrobeat, jazz e funk produzido em África ao longo das últimas décadas. Com a Afrobeat Academy, uma das melhores orquestras de afrobeat do mundo, composta por músicos baseados em Berlim, gravou em 2010 o disco que dominará o concerto de Sines, “Love and Death”. 16


GALIZA - ESPANHA

MERCEDES PEÓN Multi-instrumentista e criadora genial, a galega Mercedes Peón traz a Sines um dos discos de fusão electro-acústica mais amados dos últimos anos, “SÓS”.

27 JULHO, CASTELO, 18H45. Sozinha em palco com uma engrenagem musical que opera sem ajuda, Mercedes Peón parece uma cientista absorvida no seu laboratório de reinvenção da música galega. Mas não se confunda concentração com ilusão de autosuficiência: Mercedes é aberta como poucas artistas, acolhendo em si o toque da tradição do seu lugar e das suas viagens pelo mundo e pela tecnologia. Considerada uma das mulheres mais carismáticas da world music, despertou para a música galega quando, aos 13 anos, ouviu cantar as mulheres da Costa da Morte. O tocar da pandeireta e o cantar da ribeirana impulsionaram-na a recolher as músicas, danças, histórias e vivências dos seus conterrâneos. Em 2000, gravou o seu primeiro álbum, “Isué”, seguido de “Ajrú” (2004) e “Sihá” (2007), apostando de forma crescente nas potencialidades do electro-acústico. O seu último disco, “SÓS” (2010), é talvez o mais vanguardista de todos eles, mas isso não o impediu de ter liderado os “charts” europeus de world music durante semanas. Compositora, cantora, multi-instrumentista, não precisa de companhia para encher o Castelo com a sua música povoada. 17


PORTUGAL

RAKIA Formada por músicos ligados a grupos portuenses como Mu e Mandrágora, a jovem banda Rakia aposta na música de fusão com raízes espalhadas pelo mundo.

27 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. Criado no final do século XIX, o esperanto, língua universal construída a partir de algumas das principais línguas mundiais, foi uma utopia de união e harmonia. É em esperanto, e em português, que as vozes do jovem projecto Rakia cantam, procurando construir uma linguagem comum que cresce da reunião de raízes tradicionais e diferentes estilos musicais. Utilizando instrumentos provenientes de várias partes do mundo, Rakia entrega-se de corpo e alma à partilha de música de fusão. Considerado por votação do público o Melhor Grupo do Festival Acustic Omaggio, em Itália, junta músicos provenientes de diversos projectos musicais da cidade do Porto (Mu, Mandrágora, Deu La Deu e NómadaUrbe). O alinhamento é composto por Fabíola Augusta (voz, flauta transversal e dança), Diana Azevedo (violino, voz e dança), Miguel Moreira / Syul (bateria, derbouka, cajon), João Serrador (baixo acústico e baixo eléctrico) e Jos'Ca (viola campaniça e guitarras eléctricas). Cabe-lhes a abertura do programa do palco da Avenida Vasco da Gama no Festival Músicas do Mundo 2011. 18


COSTA DO MARFIM / BÉLGICA

MANOU GALLO

& WOMEN BAND

Cantora, baixista e percussionista, Manou Gallo é uma artista africana na diáspora. Fundada nas tradições do povo Djiboi, a sua música é um arco-íris de influências.

27 JULHO, CASTELO, 21H45. Manou Gallo tem o olhar inconfundível de quem viveu a infância em liberdade. A menina selvagem que foi na sua pequena cidade da Costa do Marfim deixou-a encontrar sozinha o seu destino: o ritmo. Aos 8 anos, pratica o acto mais ousado na busca por compreendê-lo: num funeral, sobe para um banco e começa a tocar os “atombra”, os tambores cerimoniais do seu povo, os Djiboi. Quatro anos depois, ingressa na sua primeira banda, Woya, como percussionista. Mais tarde, interessa-se pelo baixo (ritmo em forma de cordas) e é a tocar este instrumento que, em 1992, é convidada a voar para Bruxelas para acompanhar o célebre grupo vocal Zap Mama. Radicada na Bélgica, em 2001, forma a sua própria banda, com quem começa a cruzar ritmos tradicionais com blues, funk e R&B. Lança o primeiro álbum, “Dida”, em 2003, e “Manou Gallo”, em 2007. Pouco depois, inicia o seu trabalho com a Women Band, com a qual grava “Lowlin” (“viagem”, na língua Dida), em 2010. É com esta banda acústica belga que sobe ao palco do Castelo de Sines para mostrar a sua alegria e versatilidade. 19


SUÍÇA

MAMA ROSIN A música crioula da América francófona inspira um dos jovens grupos europeus mais promissores. Do zydeco ao punk, a ordem de Mama Rosin é para dançar.

27 JULHO, CASTELO, 23H15. O zydeco é um estilo de música nascido há dois séculos no seio da comunidade crioula negra do Luisiana. Não seria de esperar que fosse um trio das margens do Lago Genebra, Suíça, que o trouxesse de volta à atenção do público jovem, mas é isso que está a acontecer. Adoptando um nome retirado de uma canção cajun, Mama Rosin é formado por Cyril Yeterian (acordeão diatónico, voz, guitarra), Robin Girod (guitarra, banjo, “washboard” e voz) e Xavier “Gérard Guilain” Bray (bateria). A sua música funde o rock n' roll mais enérgico ao manancial da música norte-americana com raízes francesas. Elegem como grandes influências Amede Ardoin, lendário tocador de concertina dos anos 1920 e 1930, mas também bandas como Velvet Underground, The Clash e White Stripes. Gravaram o primeiro disco, “Tu As Perdu Ton Chemin”, em 2008, e “Brûle Lentement”, em 2009. “Black Robert”, do mesmo ano, acrescentou o jazz e o calypso a este “gumbo” musical picante e efervescente de festa. O seu novo disco, “Louisiana Sun”, lançado em Abril, é uma colaboração com a banda britânica Hipbone Slim and The Kneetremblers. 20


GANA / EUA

BLITZ THE AMBASSADOR Unindo a rebeldia poética do rap ao poder instrumental das orquestras africanas, Blitz the Ambassador promete marcar o hip hop da segunda década do séc. XXI.

27 JULHO, CASTELO, 00H45. O arranjo não é o ornamento; o arranjo é o sustento. É essa a marca que distingue o hip hop de Blitz the Ambassador: a instrumentação é tão importante quanto as palavras. Nascido em 1982, no Gana, Blitz cresceu a ouvir highlife, afrobeat, jazz e soul da Motown. Ainda criança, descobriu “It Takes A Nation of Millions to Hold Us Back”, álbum clássico dos Public Enemy que despertou em si a paixão pelo rap. Com a ida para a universidade nos EUA, essa paixão intensificou-se e, depois de se licenciar, tentou singrar na cena hip hop de Nova Iorque. Para criar o som que pretendia, com os sopros esmagadores das grandes orquestras africanas, fundou a sua própria banda, The Embassy Ensemble, mas o “mainstream” teve dificuldade em assimilar a sua fusão entre hip hop, afrobeat, highlife e jazz. Face ao desinteresse das “majors” pelo seu hip hop big band, fundou uma companhia discográfica, Embassy MVMT, onde edita e onde aposta na divulgação de projectos de hip hop alternativo. Depois de “Stereotype” (2009), o disco com que se afirmou, traz a Sines novo trabalho, “Native Sun”, lançado em Maio. 21


PORTUGAL

MIKADO LAB Autor de dois dos melhores discos de jazz feitos em Portugal, o trio liderado pelo compositor e baterista Marco Franco surpreende com a sua música retro-futurista.

27 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H45. Entre o “kitsch e o sublime” (The New York Times), Mikado Lab é dos projectos mais originais da música portuguesa da última década e um dos mais reconhecidos pela crítica internacional. Com dois discos lançados, “Baligo” (2007) e “Coração Pneumático” (2009), faz música com sabores ao mesmo tempo antigos, com história e pátina, e futuristas, criados em laboratório. Embora o jazz, sempre pronto a receber as músicas sem pátria definida, seja uma classificação de género que lhe assente bem, há explorações que fazem inveja à música contemporânea experimental, ambientes retro lounge, melodias que nos tocam o coração como canções pop e saudosas reminiscências de rock clássico e de um tempo em que a electrónica também era uma força romântica. É o palco da praia do FMM Sines mas podia ser o lobby de um hotel de Acapulco em 1957 tomado por extraterrestres. O alinhamento do grupo é formado pelo compositor e baterista Marco Franco, por Ana Araújo, nos teclados e electrónica, e por Pedro Gonçalves, no baixo eléctrico. Há disco novo no horizonte. 22


JAPÃO

SHUNSUKE

KIMURA x ETSURO ONO

O Tsugaru-shamisen é um instrumento de cordas com um lugar especial na cultura do Japão. Kimura e Ono tocam-no com a imaginação do jazz e a energia do rock. SUCHEN SK

28 JULHO, CASTELO, 18H45. Ao contrário de instrumentos como o violoncelo ou o piano, que têm um timbre naturalmente cativante, o som duro do Tsugaru-shamisen, instrumento de três cordas japonês, precisa de ser transcendido para ser entendido. Shunsuke Kimura e Etsuro Ono, dois dos seus melhores praticantes, fazem-no de forma exemplar. O Tsugaru-shamisen começou por ser tocado como modo de subsistência por músicos cegos, no norte do Japão. Em meados do século XIX, ainda servia apenas de acompanhamento para cantores tradicionais, mas com o tempo foi ganhando apreciadores como instrumento a solo. Nesta condição, para mostrar todo o seu potencial expressivo, requer ser tocado de forma muito rápida e ritmada, o que abre caminho a um tipo de improvisação semelhante ao jazz. Premiados pela qualidade da sua inovação na música tradicional, Kimura e Ono levam o Tsugaru-shamisen a extremos de dinamismo, em concertos onde a energia libertada ultrapassa os recursos aparentes do instrumento acústico. Além do shamisen, Kimura toca também flauta shinobue, que acrescenta uma dimensão contemplativa a algumas peças. 23


BRASIL

GRAVEOLA E O LIXO POLIFÔNICO Oriunda do estado de Minas Gerais, a banda Graveola e o Lixo Polifônico faz música onde materiais nobres e menos nobres se misturam. LUÍSA RABELLO

28 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. Um mundo marcado pela voracidade consumista, inclusive na música, produz resíduos, ruídos, destroços de produtos e sons. Foi neste rasto de lixo da contemporaneidade urbana que a jovem banda Graveola, de Belo Horizonte, Minas Gerais, encontrou a sua matéria-prima. Formado em 2004, numa roda de violão, pelos então estudantes Luiz Gabriel Lopes, Marcelo Pedestá e José Luiz Braga, o grupo assume-se como uma máquina de colagem e reciclagem onde a cópia vale tanto quanto o original, o falso é tão legítimo quanto o verdadeiro, o kitsch e o excelso estão no mesmo plano. Estética do plágio, póstropicalismo, culinária sonora, barroco-beat são algumas terminologias que se lhes aplicam, mas “lixofonia” é, na sua simplicidade, a que melhor os descreve. Tocadores de instrumentos sólidos e precários, “showmen” desajeitados, criam peças, por vezes humoradas e muitas vezes intensamente líricas, onde a riqueza da grande música brasileira de cruza com materiais pobres, desde jingles publicitários a segmentos de música popular (ainda) pouco respeitada. 24


GRÉCIA

APSILIES O quarteto Apsilies é um dos grupos mais destacados da nova geração da rebetika. O repertório da escola oriental do género é a base das suas experimentações. DIMITRIS ILA

28 JULHO, CASTELO, 21H45. Como o fado, os blues ou o tango, a rebetika, a grande canção urbana da Grécia, também nasceu nas margens da sociedade. O termo “rebet” deverá derivar da palavra turca para fora-da-lei e este é de facto um género povoado de pobres diabos, de pequenos delinquentes a prostitutas e viciados em droga. Apsilies (“sem dinheiro”, na tradução, arrepiante de ressonâncias, para português) é um quarteto de jovens músicos que, embora dizendo-se mais experimentalista do que revivalista, conhece a fundo a história e a alma da rebetika. Numa música que cruza as culturas otomana e europeia, prefere destacar a herança oriental. O repertório do único disco gravado até agora, homónimo, em 2009, reúne canções de amor de autores de Esmirna (cidade grega actualmente na Turquia) que começaram a chegar à Grécia no final do séc. XIX e depois da troca forçada de populações entre os dois países, em 1922. Apsilies são Dimitris Mystakidis (voz e guitarra), Theodora Athanasiou (voz e baglama - espécie de alaúde), Nikos Andrikos (tzombous e “politico lauto” - alaúde de Istambul) e Apostolos Tsardakas (saltério e violino). É a estreia da rebetika no FMM. 25


RAJASTÃO - ÍNDIA

VISHWA MOHAN BHATT & THE DIVANA ENSEMBLE “DESERT SLIDE” Um dos maiores inovadores da slide guitar indiana dialoga com um grupo cigano na tradição dos músicos dos antigos rajás. A alma do Rajastão num concerto imperdível.

28 JULHO, CASTELO, 23H15. Uma das características do sentimento do Belo, segundo Kant, é o desejo de ser partilhado. É o que acontece quando a seta de Desert Slide nos acerta em cheio: sentir sozinhos o sublime não chega; é preciso estendê-lo aos disponíveis, convencer os cépticos. Provenientes dessa terra desértica mas encantada do Rajastão, estamos na presença de mestres no uso da dinâmica enquanto matéria-prima da emoção musical. Vishwa Mohan Bhatt foi o primeiro aluno de Ravi Shankar e é um dos músicos mais reconhecidos da Índia. Compositor e improvisador de excelência, criou o seu próprio instrumento, a “Mohan Veena”, híbrido de vários instrumentos indianos com a slide guitar americana. Tem uma discografia longa, onde se inclui o disco que dá nome ao projecto, de 2006, e “A Meeting by the River”, parceria com Ry Cooder que mereceu um Grammy em 1994. Neste projecto, faz-se acompanhar pelo quinteto cigano The Divana Ensemble, descendente dos músicos dos antigos rajás. Sob o comando de Vishwa, cordas, percussões e a voz sideral de Anwar Khan levam-nos numa montanha-russa espiritual para a história do FMM. 26


ÁFRICA DO SUL

NOMFUSI & THE LUCKY CHARMS Formada na rica tradição do jazz sul-africano e nas grandes vozes da música negra, Nomfusi apresenta em Sines o disco que a revelou ao mundo, “Kwazibani”.

28 JULHO, CASTELO, 00H45. Com pouco mais de 20 anos, Nomfusi tem história demais atrás de si. Nascida numa “township”, subúrbio para não brancos herdado do apartheid, pouco conheceu do pai e, quando tinha apenas 12 anos, a mãe morreu de sida. Empregada doméstica e “sangoma” (curandeira), a mamã Kwazibani levava a pequena Nomfusi para rituais que envolviam horas electrizantes de dança e canto. Essas experiências marcariam para sempre as suas noções de intensidade e espectáculo. Depois da morte de Kwazibani, também a tia que a tinha acolhido na sua casa morreu e Nomfusi acabou por ter de ir viver para a Cidade do Cabo, numa nova “township”, onde foi descoberta a cantar na igreja e lhe foi oferecida uma bolsa para estudar música. A viragem na vida de Nomfusi ficaria completa no concerto de formatura, quando os olheiros da editora Universal se apaixonaram por ela. O disco de estreia foi lançado em 2009, tomando como título o nome da mãe. É uma mistura de jazz sul-africano, R&B e Motown clássico que revela Nomfusi como uma das melhores novas vozes soul da actualidade. Ilumina o Castelo com a banda The Lucky Charms. 27


ROMÉNIA / EUA

TUBA PROJECT feat. BOB STEWART Entre a Dixieland e o free jazz, o Tuba Project do pianista e compositor romeno Lucian Ban dá à tuba a proeminência que lhe faltava no jazz contemporâneo.

28 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H45. Ao contrário de outros instrumentos da sua família, como o trompete e o saxofone, a tuba raramente é utilizada como solista e não se pode gabar de muitas páginas brilhantes na história do jazz. Conscientes deste papel menor e tentando contrariá-lo, o pianista romeno Lucian Ban e o saxofonista norte-americano Alex Harding decidiram criar, em 2004, um “ensemble” em que a estrela fosse a tuba. Tuba Project não podia ter encontrado actor mais adequado para o papel principal: Bob Stewart, 76 anos, um dos tocadores de tuba mais virtuosos e expressivos que o jazz já conheceu. Juntamente com o saxofone barítono de Harding e o saxofone alto e flautas de Bruce Williams, forma uma secção de sopros excepcional, a que se junta a bateria de Derrek Phillips e o piano de Lucian Ban, repleto de influências da Europa de Leste. Em conjunto, produzem um jazz enérgico e contagiante com incursões pela Dixieland de Nova Orleães, pelo pós-bop e pelo free jazz, entre outras paragens. O disco “Tuba Project” (2005), com composições de Lucian Ban, dá o mote ao espectáculo de Sines. APOIO 28


PORTUGAL

L.U.M.E. Criado por Marco Barroso, o Lisbon Underground Music Ensemble é uma big band de autor com alguns dos melhores músicos portugueses do jazz e da clássica. HERVÉ HETTE – RVHETTE.OVER-BLOG.COM

29 JULHO, CASTELO, 18H45. Uma geração de jovens músicos, cultos e sem complexos de nicho, tem vindo a fazer do jazz talvez a área da música portuguesa com maior vitalidade no séc. XXI. Criado em 2006, L.U.M.E. (por extenso: Lisbon Underground Music Ensemble) reúne 15 dos melhores músicos nacionais das cenas jazz e da música erudita. Uma orquestra de sopros com afinidades com o modelo da big band, L.U.M.E. é um projecto de autor, centrado na imaginação criadora de Marco Barroso, responsável pelo conceito, composição, direcção, piano e electrónica. Aliando composição escrita a elementos de improvisação em ambiente orquestral, L.U.M.E. busca referências que vão do funk à música textural, do boogie woogie ao impressionismo. Os vocabulários do jazz, do rock e da música erudita contemporânea são a substância da expressão, trabalhada numa grande diversidade de pontos de vista e estados de alma, onde se inclui com frequência o humor e a ironia. Os críticos fazem comparações a Frank Zappa, Sun Ra Arkestra e Flat Earth Society. O disco de estreia, homónimo, lançado em 2010, alimenta o repertório do espectáculo. 29


PORTUGAL

LOUSY GURU Acabada de estrear em CD com “As Big as Divided”, a jovem banda portuguesa Lousy Guru faz pop com influências folk onde os jogos polifónicos são marca.

29 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. Os Lousy Guru são tudo menos meninos de coro, mas o aspecto da sua música que salta mais imediatamente aos ouvidos é a profusão de harmonias vocais que envolve os seis membros da banda. Há um efeito de nostalgia nesses momentos de polifonia despretensiosa, evocativos, entre tantas outras coisas, de uma pop californiana dos anos 60, feita de paz, praia e juventude. Mas os Lousy Guru são muito mais do que um sonho de Verão. Nascidos em Lisboa, em 2008, apresentam um set assente em guitarras (Miguel Décio e André Barata), baixo (André Galvão), bateria (Tiago Albuquerque), acordeão (João Braz) e teclas (Marta Carvalho), aos quais se juntam ukuleles, glockenspiel e outros instrumentos. Depois do EP “Songs of Love and Rain” e da criação de uma banda sonora para teatro, editaram em Fevereiro o seu álbum de estreia, “As Big as Divided”, com músicas, letras e arranjos da banda. Inicialmente marcados pela folk americana e pelo lo-fi, assumem actualmente um registo pop impossível de destrinçar em subgéneros, tal a variedade de ambientes criados. 30


REPÚBLICA DA IACÚTIA - RÚSSIA

AYARKHAAN O trio Ayarkhaan lidera o movimento de revitalização da música da república russa da Iacútia. O canto gutural e o berimbau “khomus” são as suas ferramentas.

29 JULHO, CASTELO, 21H45. Na música dos lugares onde a natureza manda a natureza ouve-se. No trio feminino Ayarkhaan escuta-se a Iacútia (ou Sakha), república vasta e pouco povoada na zona asiática da Federação Russa, limitada a norte pelo Oceano Árctico. Cantoras e tocadoras de “khomus”, Albina Degtyareva, Alisa Savinova e Natalia Fedorova são a voz humana dessa paisagem desolada onde as forças da natureza se confundem com as forças divinas. Na sua música, ouve-se o vento que atravessa as planícies da tundra, os pássaros que cantam na sombra das florestas cerradas, o galope dos cavalos montados pelos pastores. A principal ferramenta da sua arte, o “khomus”, é uma espécie de berimbau metálico tocado com a boca. Associado aos rituais xamânicos característicos da região, tem uma grande versatilidade de tons e ressonâncias e é capaz de fazer lembrar o som do violoncelo, do saxofone ou da guitarra eléctrica. A componente de canto gutural do grupo, designada “d'ieretii”, apresenta uma riqueza contrapontística comparável à dos coros femininos búlgaros e russos. Grande música ancestral, grande música vanguardista. 31


FRANÇA

MARCHAND vs BURGER “BEFORE BACH” O terreno fértil das músicas modais inspira o projecto do cantor Erik Marchand e do guitarrista Rodolphe Burger. Mehdi Haddab (Speed Caravan) é convidado especial.

29 JULHO, CASTELO, 23H15. “Before Bach” é o disco gravado em 2005 por Erik Marchand, cantor e instrumentista bretão, e Rodolphe Burger, guitarrista alsaciano. O título remete para a música modal que dominava a Europa antes da hegemonia do tonal iniciada simbolicamente pelo “Cravo Bem-Temperado” de J. S. Bach. Mas embora colha inspiração nalguma música modal que hoje ainda sobrevive em tradições folclóricas, este não é um encontro musicológico. É um encontro emocional entre dois dos melhores músicos franceses, com a participação de um grande músico argelino, Mehdi Haddab (Speed Caravan), cujo alaúde eléctrico entusiasmou o público do FMM em 2009. Burger cria com a sua guitarra de blues-rock ambientes cinematográficos de deserto norte-americano que nos envolvem e desconcertam à vez. Marchand canta nas formas tradicionais bretãs do “gwerz” e do “kan ha diskan” e deixa-se contaminar pelas harmonias balcânicas, em particular da região albanesa de Epiro do Norte. Arnaud Dieterlen (bateria) e Julien Perraudeau (baixo) completam o grupo. Música de raça indeterminada que vai surpreender Sines. 32


ALEMANHA / MARROCOS

DISSIDENTEN Uma das bandas que mais contribuiu para abrir a música ocidental aos sons do resto do mundo traz a Sines as suas “Tanger Sessions”, fusão de rock e música árabe.

29 JULHO, CASTELO, 00H45. Antes de ser moda, o multiculturalismo foi vanguarda e poucos grupos nos últimos 30 anos o levaram tão a sério quanto os berlinenses Dissidenten. Apelidados de “padrinhos do worldbeat” pela Rolling Stone, foram fundamentais para abrir a música popular ocidental às músicas do mundo. Formados em 1981, editaram o primeiro disco, “Germanistan”, no ano seguinte, durante uma estadia na Índia. Em 1984, montaram a tenda em Tânger, onde gravaram “Sahara Elektrik”, de onde saiu um dos maiores sucessos, a canção “Fata Morgana”. Continuaram em viagem pelo planeta e pelos seus sons nas duas décadas seguintes. Em 2008, editaram “Tanger Sessions”, base do concerto no FMM. Inspirada no conflito entre Oriente e Ocidente que se seguiu ao 11 de Setembro, nunca como aqui a música de Dissidenten teve tão manifesta a componente adulta do rock, com cordas abrasivas em primeiro plano. Hippies tornados realistas pelas mudanças do mundo, Marlon Klein (bateria e percussões) e Uve Müllrich (baixo e guitarra), membros fundadores da banda, lideram um septeto com músicos alemães e marroquinos. 33


AÇORES - PORTUGAL

O EXPERIMENTAR NA M’INCOMODA A música tradicional açoriana redescobre-se através do digital. Um projecto de Pedro Lucas, finalista da primeira edição do Prémio Megafone / João Aguardela. HELENA GONÇALVES

29 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H45. “O Experimentar Na M’Incomoda”, disco de 2010 e projecto em palco, reinventa a música tradicional açoriana numa perspectiva urbana, contemporânea e cosmopolita, usando sem acanhamento samplers, sequenciadores e sintetizadores digitais como modo de produção. O ponto de partida foi o disco “O Cantar Na M’Incomoda” (1998), onde o músico terceirense Carlos Medeiros reinterpretou alguns dos temas mais obscuros do espólio tradicional do arquipélago, e alargou-se a outras canções ou tradições orais. Finalista da primeira edição do Prémio Megafone / João Aguardela, O Experimentar Na M’Incomoda submete o folclore açoriano a encontros inesperados – do krautrock ao dub, de Tom Zé a Animal Collective – e faz conviver sintetizadores espaciais, guitarras melancólicas, noise industrial e batidas sincopadas com velhas canções de baleeiros e foliões do Espírito Santo. Vêm a Sines o mentor do projecto, Pedro Lucas, no laptop e guitarra eléctrica, Miguel Machete, na voz, glockenspiel e percussões, e Pedro Gaspar, no baixo eléctrico, viola caipira e FX. 34


MARROCOS / SENEGAL

AZIZ SAHMAOUI & UNIVERSITY OF GNAWA No seio da Orchestre National de Barbès, Aziz Sahmaoui ajudou a renovar a música magrebina. Em 2011, lança-se a solo com o projecto de gnawa que mostra no FMM.

30 JULHO, CASTELO, 18H45. Entre o Magrebe e a África Subsariana, entre o Islão e o animismo, a cultura gnawa produziu uma música que é uma condensação de ritual religioso, tratamento médico e sublimação artística. Música de transe, repetitiva e hipnótica, não lhe basta ser gostada, apenas triunfa se colocar os ouvintes num estado superior de consciência. Será isso certamente que quererá Aziz Sahmaoui, cantor, percussionista e tocador de guembri (entre outros instrumentos de cordas), no seu concerto do FMM. Membro destacado da Orchestre National de Barbès e colaborador de Joe Zawinul, esteve na linha da frente da renovação da música magrebina. Com o seu novo grupo, University of Gnawa, lançou em Abril o seu primeiro disco em nome próprio, com o gnawa como base, mas também influências do chaabi, estilo festivo marroquino, de sons da África Negra, de jazz e de rock. Acompanham-no nos cantos de chamada e resposta e nos instrumentos Hervé Samb (guitarra), Alioune Wade (baixo eléctrico), Cheikh Diallo (kora, teclados), Guillaume Pihet e Mamoun M. Dehane (percussões), uma reunião entre Marrocos, Senegal e França. 35


PORTUGAL

CaBaCe Vencedora do concurso Rock Rendez Worten 2010, CaBaCe é a banda revelação da música afro feita em Portugal. Este concerto é mais um passo na sua descoberta.

30 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. A cabaça é uma das grandes dádivas do reino vegetal ao homem, que a utiliza para comer, como vasilha para transportar água e alimentos e como componente de uma infinidade de instrumentos musicais. É na sua generosidade de cornucópia que o jovem septeto CaBaCe se inspira. Formado em 2009, venceu o concurso de novas bandas Rock Rendez Worten em 2010 e em poucos meses conquistou um número impressionante de seguidores. Apresenta um repertório de originais em vários crioulos, francês, inglês e português e define a sua música como uma fusão afro-soul-reggae onde várias tradições de África encontram linguagens mais urbanas e boémias. Em palco, convida à dança com uma sonoridade quente e descontraída. A formação é composta por Dawda (Senegal) e Ingrid Fortez (Angola), nas vozes solistas e coros, Mucyo (R. D. Congo), na percussão, Ricardo Oliveira (Portugal), na bateria, Marco Correia (Portugal), nas teclas, flauta e voz, Carlos Ribeiro (Portugal), na guitarra e voz, e João Santos (Portugal), no baixo. O concerto no FMM será mais um momento para se dar a conhecer e conquistar novos públicos. 36


CABO VERDE

MÁRIO LÚCIO Ex-líder dos Simentera, Mário Lúcio apresenta em Sines o seu trabalho a solo mais recente, “Kreol”, um dos discos do ano nos “charts” europeus de world music.

30 JULHO, CASTELO, 21H45. A Ordem do Vulcão é a medalha atribuída pela República de Cabo Verde aos seus artistas consagrados. No caso de Mário Lúcio, que a recebeu em 2006, o nome da distinção não podia ser mais ajustado. Compositor, multi-instrumentista, cantor, escritor e pintor, Lúcio jorra talento em todas as artes, o que não terá sido alheio à sua escolha para ministro da Cultura de Cabo Verde, cargo que exerce desde Março. Na música, conhecemo-lo desde Simentera, um dos grupos que recuperou de forma mais consistente a tradição acústica do arquipélago e deu em Sines um grande concerto, no festival de 2003. Mário lançou-se a solo em 2004, com a edição de “Mar e Luz”, a que se seguiu “Badyo”, em 2006, e “Kreol”, em 2010, um disco que durante meses não saiu dos primeiros lugares dos “charts” europeus de músicas do mundo. Gravado em sete países,"Kreol" é uma destilação perfeita da mestiçagem pan-atlântica que funda a cultura de Cabo Verde, com elementos que a aproximam do Brasil, da África continental, das Caraíbas e de Portugal. É essa música de vento cálido que traz ao Castelo. 37


REUNIÃO - FRANÇA

NATHALIE NATIEMBÉ Transformando o maloya tradicional através de um olhar contemporâneo e pessoal, Nathalie Natiembé é uma das vozes mais originais da música africana de hoje. CHRISTOPHE PIT

30 JULHO, CASTELO, 23H15. O maloya, estilo musical de Reunião, ilha francesa no Oceano Índico, é marcado pelo som cru dos tambores tradicionais e a clareza do canto em crioulo. Nathalie Natiembé não canta o maloya como foi herdado dos escravos, mas mesmo se rodeada por uma banda que poderia acompanhar um cantor de rock alternativo o que de mais puro tem o maloya mantém-se lá: a textura orgânica, de madeira não tratada, da música verdadeira. Buscando inspiração noutras terras do Índico (como Moçambique), mas também na canção francesa, nos blues, na música soul e no rock dos anos 70 que tanto ama, tem o dom de absorver influências mantendo-se íntegra e original. A sua voz de pó, de uma elegância com ressonâncias tribais, parece desprezar a superfície do exótico e preferir a penumbra. Chega a Sines com três discos gravados: “Margoz” (2001), “Sankèr” (2005) e “Karma” (2009). No concerto de Sines assume a sua encarnação mais introspectiva e contemporânea, acompanhada de Yann Costa (teclado fender rhodes), Boris Kulenovic (baixo) e Germain Samba (bateria). Uma forte candidata a revelação do festival. 38


JAMAICA

SLY & ROBBIE feat. JUNIOR REID Dez anos depois do concerto histórico com Black Uhuru, em 2001, a secção rítmica que mudou o reggae volta a Sines com um dos cantores jamaicanos em melhor forma.

30 JULHO, CASTELO, 00H45. Lowell “Sly” Dunbar (bateria) e Robert “Robbie” Shakespeare (baixo) formam a dupla mais bem-sucedida da música jamaicana e são a prova de que, embora tenha a sua quota-parte de génios ensimesmados, a música é sobretudo um jogo de equipa. Enquanto secção rítmica e produtores, deram coração ao melhor reggae produzido desde os anos 70 e nas cerca de 200 mil canções que já tocaram ou produziram acumulam um dos patrimónios mais impressionantes da música popular. O seu uso inovador das capacidades do digital ajudou a mudar o “modus faciendi” da criação musical nos anos 80 e a sua erudição rítmica tem sido procurada, com avidez, por uma lista interminável de artistas, em que se incluem nomes como Bob Dylan, The Rolling Stones e Sting. Apresentam-se em Sines 10 anos depois da sua primeira passagem, em 2001, com os Black Uhuru. Junior Reid, o cantor convidado, também conheceu a experiência de actuar com esse grupo lendário, mas hoje afirma-se a solo como uma das vozes que melhor promove o encontro entre o reggae, o R&B e o hip hop. Há fogo e “riddim” na apoteose do Castelo. 39


PORTUGAL

KUMPANIA ALGAZARRA Seja nas ruas, seja nos palcos, quando a Kumpania aparece a festa começa. Balcânica, latina, jamaicana, universal, a sua música celebra o mundo e a vida.

30 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H45. Num dos anos mais sombrios do Portugal contemporâneo, o FMM fecha na praia com um dos grupos portugueses mais festivos e solares. Kumpania Algazarra nasceu em 2004 e, em modo “brigada anti-rotina”, começou a percorrer o país com uma música unicamente preocupada em animar a malta. Em 2008, lançou o primeiro disco, com o nome da banda, registo de uma “longa travessia por ruas, jardins, praças, becos, palcos, espaços alternativos e festas improvisadas”. Nómadas assumidos, cantam em várias línguas e com uma multiplicidade de influências, incluindo as fanfarras balcânicas, as músicas árabes e latinas, o afrobeat e o ska. A fusão é uma bebida energética perfeita para dançar até cair e ser feliz apesar de tudo. Com disco novo prometido para 2011, o encontro fica já marcado para Sines. Fazem a festa: Luís Barrocas (voz, saxofone alto e guitarra), Luís Bastos (sax tenor e clarinete), Helder Silva (percussões), Nuno Salvado (acordeão e guitarra), Ricardo Pinto (trompete), Paul H. (trompete), Pedro Pereira (baixo), Francisco Amorim (trombone), Gil Gonçalves (tuba) e Hugo Fontainhas (bateria). 40


INICIATIVAS PARALELAS

MÚSICA NA ARTE: 3 EXPOSIÇÕES “PANIS ET CIRCENSIS”, “OPERA” E “TNSC A PROSPECTUS ARCHIVE” Centro de Artes de Sines e Centro Cultural Emmerico Nunes | 16 de Julho a 24 de Setembro | Inaug. 16 de Julho, 19h00 | Todos os dias, 14h00-20h00 | Parceria Câmara Municipal de Sines / Centro Cultural Emmerico Nunes | “Panis et Circensis” é um projecto de fazenda/valladares | “Opera” e “TNSC A Prospectus Archive” são produções Teatro Nacional de S. Carlos / Fundação EDP

No âmbito de uma parceria entre o Centro de Artes de Sines e o Centro Cultural Emmerico Nunes, são apresentadas três exposições de fotografia que exploram diferentes abordagens ao universo da música. No Centro de Artes (foyer -1) é apresentada a mostra “Panis et Circensis”, que reúne trabalhos de quatro fotógrafos. A relação entre arte e música, paisagem e sonoridade, são alguns dos binómios que ocorrem do diálogo que André Cepeda articula entre a prática de artista e de músico; o registo da tour de uma banda de jazz realizado por António Júlio Duarte questiona a história da fotografia dita documental, no sentido de que o seu registo não é um olhar exterior mas antes uma colaboração íntima, ou parte integrante, dessa mesma partitura improvisada; o ensaio visual de Carlos Lobo, composto por imagens de várias proveniências, propõe a aproximação entre os actos revolucionários políticos e as congregações sociais que os concertos e a música provocam; os ambientes e vivências que Patrícia Almeida encontra nos festivais de música remetem para rituais remotos da nossa presença e convivência no mundo.

Carlos Lobo, Untitled da série “The Sonic Booms”, 2008

Augusto Alves da Silva, “Opera”, 2006

As exposições “OPERA”, de Augusto Alves da Silva, e Paulo Catrica, da série “TNSC A Propectus Archive”, 2010 “TNSC A Prospectus Archive”, de Paulo Catrica, apresentadas no Centro de Artes (sala principal) e no Centro Cultural Emmerico Nunes, respectivamente, resultam da encomenda que o Teatro Nacional de S. Carlos e a Fundação EDP fizeram a vários fotógrafos para realizarem um levantamento das instalações do único teatro de ópera do país.

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INICIATIVAS PARALELAS

CICLO DE CINEMA Centro de Artes de Sines - Auditório | 22 a 30 de Julho | Sessões às 15h30 | Entrada livre | Parceria com a produtora Terratreme e “A Música Portuguesa a Gostar dela Própria”

22: “Benda Bilili!”, de Florent de la Tullaye e Renaud Barret Ricky tem um sonho: tornar os Staff Benda Bilili a melhor banda de Kinshasa. Roger, uma criança de rua, quer juntar-se às estrelas do gueto, músicos paraplégicos com as suas cadeiras-de-rodas quitadas. Juntos, sobrevivem aos desafios e o sonho concretiza-se. Dur. 85m 23: “Bosphoroads”, de Toni Polo Série de curtas-metragens que explora o trabalho de jovens músicos turcos, centrando-se especialmente na forma como o Ocidente influenciou a cultura da Turquia. Filmes em inglês com legendas em castelhano. Dur. 108m 24: “Full Metal Village”, de Sung Hyung Cho Todos os anos, milhares de fãs de heavy metal afluem à pequena vila alemã de Wacken para um dos maiores festivais mundiais do género. Este filme mostra como a população local aprendeu a conviver com os rebeldes musicais que visitam a sua comunidade. Dur. 90m 25 e 26: “A Música Portuguesa a Gostar dela Própria”, de Tiago Pereira Projecto iniciado em Janeiro, ao qual se juntou a realizadora Joana Barra Vaz e outros colaboradores. O compromisso é filmar cinco projectos musicais por semana, em lugares inóspitos para a música, e criar um espólio de música portuguesa visitável através da internet. http://amusicaportuguesa.blogspot.com/

27: “Nomadlab”, de vários autores Org. Luísa Homem e Pedro Pinho Desenvolvido em Moçambique pela produtora portuguesa Terratreme, “Nomadlab” é um laboratório de experimentação e reflexão sobre a linguagem do documentário (em especial, a sua noção de tempo). Veremos vários pequenos filmes resultantes dessa experiência.

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28: “Água”, de Eva Ângelo Documento realizado a partir do espectáculo "VALE", com coreografia de Madalena Victorino e música de Carlos Bica, em terras do Vale do Tejo. Um olhar sobre os encontros entre pessoas vindas da dança, do teatro, da música e membros da comunidade local. Dur. 92m 29: “Linha Vermelha”, de José Filipe Costa Em 1975, Thomas Harlan filmou a ocupação da Herdade da Torre Bela. Três décadas e meia depois, “Linha Vermelha” revisita o modo de produção e os efeitos desse filme emblemático do período revolucionário. Melhor Longa Metragem Portuguesa do IndieLisboa 2011. Dur. 80m 30: “Kreol”, de Frédérique Menant Mário Lúcio lançou um novo álbum em 2010. Percorrendo a antiga rota dos escravos, por África, Europa, Brasil, Cuba, Martinica, viajamos com Mário e com os artistas que com ele colaboraram na gravação de “Kreol”, de Milton Nascimento a Pablo Milanés. Dur. 62m

INICIATIVAS PARALELAS

ATELIÊS DE MÚSICA Centro de Artes de Sines - Palco do Auditório| 25 e 26 de Julho | 21h00-23h00 | Para o público em geral | Inscrições na Escola das Artes de Sines (Tel. 269 182 523)

25: Ateliê de Ritmo, pelo prof. Filipe Teixeira Ateliê assente na abordagem rítmica pelas sílabas da Índia do Sul aplicadas à subdivisão, modulação métrica e compassos incomuns. Estudo das talas (estruturas rítmicas indianas). 26: Ateliê de Jam Session Combo Jazz, pelo prof. Vasco Agostinho Neste ateliê vamos explorar o funcionamento de um grupo de jazz e respectivo repertório, preparando um espectáculo final. 43


INICIATIVAS PARALELAS

ENCONTROS COM ESCRITORES Centro de Artes de Sines - Espaço de Periódicos | 23 a 30 de Julho | Ver horários abaixo | Entrada livre | Parceria Câmara Municipal de Sines / Livraria a das artes

23: ANTÓNIO PIRES (17H00) Ao longo da carreira, o jornalista António Pires tem dedicado uma atenção especial às músicas do mundo. O livro "Raízes e Antenas", que aqui apresenta, revela alguns dos seus mistérios e maravilhas.

24: LUÍS FILIPE CRISTÓVÃO (17H00) "Afonso e o livro", de Luís Filipe Cristóvão (texto) e Amélie Bouvier (ilustração), aborda a construção de um livro, do texto à paginação e à impressão. Para pais e filhos.

26: LÍDIA JORGE (18H30) Lídia Jorge, nome central da literatura portuguesa contemporânea, apresenta o seu último romance, “A Noite das Mulheres Cantoras”, sobre o êxito e os seus custos.

27: SÉRGIO GODINHO (17H00) Sérgio Godinho, um dos cantautores portugueses mais exigentes com a palavra, apresenta o seu novo livro de poesia, “O Sangue Por Um Fio”.

29: JOSÉ DUARTE (17H00) José Duarte, alcunha “Jazzé”, é um dos maiores divulgadores do jazz no nosso país. Vem ao FMM apresentar “Jazzé e outras músicas”, colectânea de textos publicados nos anos 80.

30: CARLOS CLARA GOMES E JOSÉ MOÇAS (17H00) Apresentação do CD / livro "Auto da Fonte dos Amores", ópera popular baseada na paixão de Pedro e Inês, com a presença do autor, Carlos Clara Gomes, e do editor, José Moças. 44

PEDRO LOUREIRO


INICIATIVAS PARALELAS

ATELIÊS PARA CRIANÇAS Centro de Artes de Sines - Auditório | 22 a 30 de Julho | 11h00 | Para crianças dos 6 aos 12 anos | Gratuito, mediante marcação no balcão do Centro de Artes de Sines (Tel. 269 860 080)

22: SECRET CHIEFS 3 Trey Spruance e os seus companheiros dos SC3 fazem rock colorido com sons de todo o mundo. Neste ateliê revelam alguns tesouros da sua música viajante. 23: MAMER Mamer é originário da cultura nómada dos cazaques de Xinjiang. Neste encontro, ajuda-nos a descobrir uma China de cavaleiros, rebanhos e horizontes largos. 24: LUÍSA MAITA O Brasil possui uma das culturas musicais mais ricas do mundo. Luísa Maita encontra-se com o público infantil para partilhar a sua experiência criativa. 25: “GIRA-DISCAR O MUNDO (EM HISTÓRIAS)” Ateliê para crianças, com um DJ e uma escritora, que parte das músicas do mundo para a invenção de histórias. Idealizado pela

27: SHUNSUKE KIMURA x ETSURO ONO Dois músicos japoneses tradicionais mostram às crianças os sons encantatórios do instrumento Tsugarushamisen. 28: NOMFUSI & THE LUCKY CHARMS A cantora sul-africana Nomfusi teve uma infância de dificuldades, mas a música ajudou a superá-las. Um exemplo do poder transformador da arte.

Animiniarte, organizado pela Casa do Mundo e apoiado pelo Programa Europeu Juventude em Acção 2011.

29: AYARKHAAN O trio Ayarkhaan vem das paisagens desoladas da Sibéria. Na sua música as crianças poderão ouvir os sons mágicos dos animais e das forças da natureza.

26: KIDU BRINGUE BAL Os Kidu representam a alegria da música mestiça, sem limites de géneros, de palcos, de dedicação. O poder do seu amor à música vai contagiar os mais novos.

30: NATHALIE NATIEMBÉ A simpática Nathalie Natiembé mostra às crianças as bases do maloya, a música dos escravos de Reunião, ilha francesa no Oceano Índico. 45


INICIATIVAS PARALELAS

FEIRA DO LIVRO E DO DISCO Capela da Misericórdia | 22 a 30 de Julho | Dias de concertos (22-24 e 27-30 de Julho): 16h0002h00 | 25 e 26 de Julho: 16h00-00h00 | Parceria C. M. Sines / livraria a das artes / VGM

Numa associação entre a Câmara Municipal de Sines, a livraria a das artes e a VGM, a Capela da Misericórdia acolhe uma feira do livro e do disco com as mais recentes novidades editoriais no mercado português e uma selecção de discos de músicas do mundo, clássicos e contemporâneos.

CONTOS DE TANTOS MUNDOS No decorrer da Feira do Livro e do Disco, estará disponível uma selecção de contos de todo o mundo e um pequeno palco. Perca os medos, escolha um conto, suba ao palco e conte-o a quem visita a feira. Além disso, realizam-se, no Centro de Artes de Sines, sessões de contos com os seguintes narradores: 22: CRISTINA TAQUELIM (17H30) Cristina Taquelim trabalha na Biblioteca Municipal de Beja, onde, entre outras tarefas, é responsável pelas “Palavras Andarilhas”, o maior encontro de promoção da leitura e da narração oral do nosso país. Desenvolve actividade como narradora desde 1995. 25: RODOLFO CASTRO (18H30) O contador argentino Rodolfo Castro foi leitor profissional em escolas do México e publica, em vários géneros, do ensaio à ficção, desde 2003. Actualmente dedica-se à escrita, a contar contos e a dar formações na área da leitura e da narração oral. 28: ÂNGELO E GALISSA (17H30) Ângelo Torres e José Galissa apresentam uma série de histórias africanas do seu projecto conjunto. Ângelo é um actor e contador de S. Tomé e Príncipe. José, da Guiné-Bissau, é mestre de kora e um dos raros especialistas da cultura mandinga em Portugal. 46


INICIATIVAS PARALELAS

RÁDIO FMM AO VIVO 22 a 30 de Julho | Centro de Artes de Sines - Casa Preta: 11h00-13h00 e 15h00-17h00 | Largo Poeta Bocage: 17h00-18h45 | Parceria com a Escola das Artes de Sines

A Rádio FMM ao Vivo, com animação musical, reportagens e notícias, é coordenada por Luís Rei, autor do site português mais activo na área das músicas do mundo, www.cronicasdaterra.com, e do programa de rádio “Terra Pura”.

CONCERTOS ESPECIAIS Av. Vasco da Gama - Palco das Tasquinhas | 25 e 26 de Julho | 22h30 | Entrada livre

25: KIDU BRINGUE BAL (FRANÇA) O quarteto Kidu Bringue Bal representa a alegria da música mestiça. Há vários anos que toca por sua conta nos espaços públicos do FMM, mas desta vez vamos poder vê-lo e ouvi-lo no palco. A sua música, totalmente acústica, cruza várias tradições francesas com ritmos caribenhos e balcânicos. Alan, na guitarra, Fred, no contrabaixo, Zol, no acordeão, Blandine Laval, na flauta, e todos na voz são os protagonistas desta música elegantemente festiva. 26: OS MAQUINISTAS (PORTUGAL) Novo projecto musical, formado por professores da Escola das Artes de Sines. Neste concerto tocam peças de fusão entre música clássica e electrónica. O alinhamento é composto por Marco Alves (trombone), Jorge Évora (tuba), Rita Ramos (violoncelo), Bruno Silva (viola), Francisco Ramos (violino), Paulo Mota (fagote), Tiago Marques (oboé), Aline Santos (flauta), José Dias (guitarra), Paulo Temeroso (saxofone), João Simões (DJ) e João Aguiar (VJ). 47


INICIATIVAS PARALELAS

DJ’s Palco da Av. Vasco da Gama | 28 a 30 de Julho | A partir das 4h00 | Entrada livre

28: RIDDIM CULTURE SOUND Colectivo de selektas, DJ's e toasters sem fronteiras, juntos desde 2004, em prol do reggae. Representam a união entre diferentes origens, culturas e vivências e demonstram que não existem barreiras quando o tema é música. No repertório, para além de originais como "Bun Dem Wicked", "Discipline Man", “Fly Me to the Moon”, "Fama", "Babylon Police", trazem na manga temas de ska, rocksteady, roots, dance hall, dub e afrobeat.

29: IRMÃOS MAKOSSA Os Irmãos Makossa são Paolo e Nelson, dois apaixonados pela música africana. Inspirados por Fela Kuti, Manu Dibango e James Brown, entre outros músicos, os seus “sets” são uma viagem fervilhante sobretudo por África, mas estendendo-se aos outros continentes. O afrobeat é o estilo dominante, mas também fazem incursões por afrofunk, highlife, chimurenga, makossa, soukous, semba, funaná, marrabenta, sons latinos e muito mais.

30: BAILARICO SOFISTICADO Nos “sets” de vistas largas de Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira quem dança reggae a seguir está a dançar electrónica, new wave, oldies e um mar de músicas do mundo. Juntos desde 1999, são, desde 2005, presença regular no FMM, com alinhamentos onde se misturam fanfarras ciganas, punk, afrobeat, revivalismo ska, bhangra pop e muitos outros ritmos para dançar até o sol nascer. Em 2011, dirigem novamente o baile final do festival. 48


INFORMAÇÕES ÚTEIS ENTRADAS PREÇO Concertos nocturnos no Castelo Entrada diária: 15 euros Passe 1.º fim-de-semana (22-24 de Julho): 35 euros Passe 2.º fim-de-semana (27-30 de Julho): 50 euros Passe dois fins-de-semana (22-24 e 27-30 de Julho): 80 euros Valores indicados com IVA incluído à taxa reduzida

Concertos das 18h45 no Castelo e concertos na Av. Vasco da Gama Entrada livre LOCAIS DE VENDA SINES: Posto de Informação Turística de Sines, Centro de Artes de Sines, Serviço de Atendimento de Porto Covo. LISBOA: Loja VGM. CIRCUITO TICKETLINE (TODO O PAÍS): Lojas FNAC, Lojas Worten, El Corte Inglés (Lisboa e Gaia), C. C. Dolce Vita, Lojas Viagens Abreu, Casino Lisboa, Galeria C. Campo Pequeno. Online: www.ticketline.sapo.pt. Call Center: Ligue 1820 (24 horas). DIAS DOS ESPECTÁCULOS: Bilheteiras junto ao recinto. ADVERTÊNCIAS SOBRE AS ENTRADAS - As entradas (diárias e passes) têm em 2011 o formato de pulseira, que apenas pode ser retirada do pulso no final do período de espectáculos a que correspondem. - Os “vouchers” adquiridos através do circuito da Ticketline são trocados pelas pulseiras diárias ou pelas pulseiras correspondentes aos passes nas bilheteiras do festival. - As crianças com menos de 12 anos não pagam entrada. Nos termos da lei, está vedada a entrada a menores de 4 anos nos recintos dos espectáculos. - As entradas não dão direito a lugar sentado. No Castelo, há bancadas com 550 lugares. - Em caso de alteração da data ou local do espectáculo, as entradas são válidas para a data ou local definitivos, não podendo ser reclamada a sua importância. - No Castelo, existe uma área para utentes em cadeiras de rodas (“deck” da cafetaria). - É proibida a entrada de animais e objectos perigosos (incluindo latas e garrafas de vidro). - É proibido realizar registos áudio e vídeo dos espectáculos. - Todos os fossos para fotógrafos são reservados aos profissionais credenciados. - Após o final dos concertos das 18h45 no Castelo, os espectadores devem abandonar o recinto com brevidade para a organização preparar o espaço para os espectáculos da noite. 49


ALOJAMENTOS A região de Sines tem alguns parques de campismo, mas não muitas unidades hoteleiras. Recomenda-se que se trate do alojamento com antecedência. Ver lista de alojamentos e informações sobre a área de acampamento alternativo no site do FMM.

ALIMENTAÇÃO Além dos restaurantes do concelho, a oferta de refeições é reforçada com o serviço das Tasquinhas, instaladas num recinto próprio na Av. Vasco da Gama. Nas proximidades de ambos os palcos do FMM existem outros pontos de venda de alimentos e bebidas.

APOIO AO ESPECTADOR Durante os concertos no Castelo, existe um Gabinete de Apoio ao Espectador junto à Alcáçova. O gabinete presta os seguintes serviços: informações genéricas, livro de reclamações, perdidos & achados e primeiros-socorros.

CONTACTOS Informações para espectadores / imprensa Tel. 269 630 665 [*] sidi@mun-sines.pt Serv. Informação, Divulgação e Imagem Organização / Produção Tel. 269 860 080 [*] info@fmm.com.pt Serviço de Cultura Outros Centro de Artes de Sines: Tel. 269 860 080 Câmara Municipal de Sines: Tel. 269 630 600 Posto de Informação Turística de Sines: Tel. 269 634 472 Serviço de Atendimento de Porto Covo: Tel. 269 959 166 [*] Os números de telefone assinalados funcionam apenas antes do início do festival. Os contactos telefónicos directos a usar no decurso do evento estão disponíveis, em Julho, no site www.fmm.com.pt.

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MAPA

Oriente-se nas zonas de palco do FMM 2011. R.

CIDADE DE SINES

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Organização

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Bilheteiras

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Merchandising

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Gabinete Imprensa

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Área Comercial

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Apoio ao Espectador

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Iniciativas Paralelas


ORGANIZAÇÃO

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CÂMARA MUNICIPAL DE SINES EVENTO CO-FINANCIADO POR:

MECENATO

APOIO

PARCEIROS MÉDIA RÁDIOS OFICIAIS

TELEVISÃO OFICIAL

JORNAL OFICIAL


FMM Sines 2011 - Guia