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PERPETUAÇÃO

José Carlos Lyra: duas décadas no comando da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas

JOSÉ CARLOS MALTA

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“Se a metade do que o deputado disse for verdade, A Assembleia está em situação muito ruim” PÁGs. 11 e 12

Alagoas / 16 a 22 de agosto de 2013 / Ano 1 Número 2 / cadaminuto.com.br / R$ 2.00

Ao MP, empresa afirma que obra da Pierre Chalita não tinha autorização

Parte da área onde ocorreu problemas pertence à Base Empreendimento. Em ata, representante da empresa se defende e diz que a execução da via foi iniciada sem consentimento de proprietários. Atual gestão alega que não há documento de doação. PÁGs. 03 e 04

LEIA MAIS

Setor sucroalcooleiro convive com uma dívida de R$ 50 bilhões e AL perde posto de “influente no ramo” PÁGs. 28 e 29

AL-101 Norte: mesmo diante da importância para o turismo, não há previsão de duplicação PÁGs. 06 e 07

Operação federal prende empresário que emprestava helicópteros para campanhas

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Redação

MINUTO REDAÇÃO

cadaminuto@hotmail.com

Enfim, taturanas no banco dos réus

A informação é da jornalista Vanessa Alencar, do Portal Cada Minuto. O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas pode concluir três – dos quatro processos – ações envolvendo os deputados estaduais suspeitos de participarem da quadrilha que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos até o final deste ano. É importante que estas ações tenham início, meio e fim para que não paire a sensação de impunidade. Quem for culpado que pague. Se alguém for inocente, que tenha a inocência reconhecida. Simples assim. Mas, que sejam julgados. Informa a reportagem de Vanessa Alencar: “pelo menos três dessas ações, distribuídas nos anos de 2008 e 2009, podem ser concluídas até o dia 31 de dezembro deste ano”. Aguardemos.

TEOTONIO VILELA

O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), tem reduzido ainda mais a velocidade (como se fosse possível!). Dizem nos corredores do Palácio República dos Palmares que anda contando os dias para o fim do mandato. Vilela tem evitado se expor. Tem saído pouco às ruas. Usa o dobro de cautela que costuma usar. No caso envolvendo a Assembleia Legislativa, quase não fala nada sobre o assunto. Precisou ser cutucado.

ANTÔNIO ALBUQUERQUE

O esvaziamento do PTdoB – do advogado eleitoral Marcos Toledo – tem deixando a situação difícil para Antônio Albuquerque. O ex-presidente da Assembleia Legislativa sonha com a Câmara de Deputados, mas diante do enfraquecimento da sigla, pode faltar quem lhe dê apoio no coeficiente eleitoral. Logo, melhor não arriscar e sair candidato a deputado estadual mesmo; setor que Antônio Albuquerque domina e bem.

MAURÍCIO TAVARES

O deputado estadual Maurício Tavares (PTB) entrou no time dos parlamentares que optaram pelo silêncio diante do escândalo que está sendo vivenciado pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Dizem, nos bastidores, que o deputado não quer nem ouvir falar da Casa de Tavares Bastos. Quer ouvir menos ainda o assunto “factoring”. Para ele, é motivo de silêncio. Alguém poderia explicar por qual motivo?

ADRIANO SOARES

Até o ex-secretário de Educação, Adriano Soares –ligado ao senador Benedito de Lira (PP) – resolveu criticar a demora para se escolher o novo nome a comandar a pasta. Coincidentemente (ou não), a crítica de Soares agilizou o processo. Ficou a atual ex-interina.

CURTINHAS

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Editorial

O poder e a renovação

O exercício do poder tem seus encantos e com ele os vícios. Basta lembrar o ditado popular que assim afirma: quer conhecer alguém, conceda poder a esta pessoa. É por esta razão que é importante a renovação dos comandos, seja em uma empresa e – sobretudo – no poder público. A alternância é salutar. Ela reoxigena, traz novas ideias, permite – inclusive – que alguns problemas possam ser visto por outros ângulos, outras perspectivas. Além disto, uma das condições da democracia é justamente este processo de renovação. Pois bem, conforme alguns funcionários do sistema que forma a Federação das Indústrias, isto não vem ocorrendo por lá. O presidente da Federação – José Carlos Lyra – parte para o 20º ano no comando da entidade. São duas décadas. Por assessoria, a informação que chega ao CadaMinuto Press é que assim se fez por ausência de oposição. Como se trata de um órgão que lida com dinheiro que é fiscalizado pelo Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União, são válidos os questionamentos. Nesta edição, o assunto é debatido em uma matéria jornalística que mostra a insatisfação de alguns funcionários que criticam ações da atual gestão. Encaminhamos perguntas à assessoria de José Carlos Lyra, mas até o presente momento esta optou pelo silêncio. Outra matéria importante desta edição – dentre tantas que merecem destaque – diz respeito à Avenida Pierre Chalita. O CadaMinuto Press teve acesso às atas das reuniões ocorridas com o Ministério Público para discutir a situação da via feita na gestão de Cícero Almeida (PRTB). Em uma destas atas, a Base Empreendimento – empresa dona da área onde a Pierre Chalita foi construída – afirma que a administração de Almeida iniciou a obra sem a devida autorização, reforçando a tese de que não existe a doação do terreno. Cícero Almeida firma que o terreno foi doado por um empresário, mas que não lembra o nome dele. O CadaMinuto Press identificou este empresário. Ele é citado na ata do Ministério Público apenas como Osvaldo e seria um dos representantes da Base Empreendimento. Em matéria especial, a história é contada em detalhes. A Avenida Pierre Chalita se revela um caminho cheio de problemas. Que os culpados apareçam. Até o presente momento, os prejudicados são a população e os cofres públicos.

Expediente

Gol de placa Um “gol de placa” foi marcado pelo deputado estadual Joãozinho Pereira. Depois de muito silêncio, ele convidou os colegas parlamentares a publicarem quem são os seus comissionados por gabinete, quanto é pago a cada um deles e ainda prestar conta das verbas recebidos no exercício do mandado parlamentar. Pereira disse que faria isto por conta própria. Que não seja só discurso e que seja seguido o exemplo!

Bola Fora A bola fora desta semana foi da Câmara Municipal de Maceió. O clima começa a pesar dentro da Casa de Mário Guimarães. Além da oposição que vem crescendo, há assuntos em pauta que é justamente o que não se espera de um parlamento-mirim: o vereador Zé Márcio (PSD) sendo acusado de ameaçar a colega Simone Andrade (PTB), Galba Neto (PMDB) falando em sabotagem de projeto e por aí vai...enfim, que péssimo exemplo!

BARROS MELO COMUNICAÇÃO LTDA. Endereço: Av. Jangadeiros Alagoanos, 1112 – Pajuçara Maceió/AL – CEP: 57030-000 Contatos: (82) 3313-2162 / 3313-6040

CARLOS MELO DIRETOR - GERAL

LULA VILAR

TERESA CRISTINA

EDITORA - GRUPO CM A popula ªo deu o mote para o prefeito de Macei , Rui EDITOR - GERAL Palmeira (PSDB), durante as audiŒncias pœblicas do PPA. O LUCIANO EMENÓBREGA assunto mais discutido com os secretÆrios e representantes DIAGRAMADOR TRAT. IMAGENS outros em do poder pœblico foi mobilidade urbana. Claro, hÆ www.cadaminuto.com.br pauta. Responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião deste semanário


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Política

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Empresa afirma ao MP que obra iniciou sem autorização PIERRE CHALITA

Da Redação O ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PRTB), tem investido na retomada de sua carreira política. Em 2014, será candidato a uma das cadeiras da Câmara de Deputados ou da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Porém, o foco mesmo conforme bastidores - é o ano de 2016, quando Almeida pretende retornar ao Executivo de Maceió sendo o principal rival do atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). Por esta razão, Almeida não tem perdido a oportunidade de atacar o tucano. Porém, na retomada desta carreira política, Almeida terá que lidar com sua própria biografia, que acumula um histórico de denúncias, algumas já em demanda judicial. O ex-prefeito se alega inocente em todas elas. Agora, mais uma bomba que pode sobrar para o ex-chefe do

Base Empreendimento é a “dona” da área que Almeida diz ter sido doada

Executivo: os problemas detectados na Avenida Pierre Chalita. Não se trata apenas de uma obra com “defeitos” de engenharia, mas de um imbróglio que chamou atenção do Ministério Público Estadual em função dos erros que podem ter sido cometidos pela gestão passada. A Prefeitura Municipal de Maceió - na gestão de Cícero Almeida - pode ter se dado ao luxo de uma série de irregularidades que apontam desde a improbidade administrativa até crimes ambientais que acabaram afetando a vida de moradores do Sítio São Jorge. É isto que está sendo investigado. Tudo indica que a área onde foi construída a Avenida Pierre Chalita não foi desapropriada e sequer existe o termo de doação do terreno. Almeida revelou que a área havia sido doada em entrevista exclusiva ao Blog do Vilar Ao Vivo. O CadaMinuto Press teve acesso

às duas atas das audiências ocorridas com o Ministério Público Estadual. Ambas em maio deste ano, quando a via Pierre Chalita apresentou os problemas diante das chuvas que caíram em Maceió. No termo de audiência, já se constata - na fala do atual secretário municipal de Infraestrutura, Roberto Fernandes - que a obra foi inaugurada e entregue à população sem solicitação de licença ambiental de operação. Depois, se descobriu que a área é privada. Entre os donos, está a Base Empreendimento. Pelo entendimento dos técnicos da Infraestrutura, os primeiros problemas na via ocorreram em função de uma intervenção realizada em terreno contíguo à avenida pela Base Empreendimento, que é a proprietária da área onde se encontra parte da Pierre Chalita. A secretaria realizou drenagens no local, mas o proprietário da área teria continuado a

realizar obras, na supressão de vegetação e desmontes de barreiras. Ou seja, a possível abertura de empreendimentos na região que seria valorizada com a nova via aberta.

BARREIRAS

Os desmontes das barreiras feitos pela Almeida Construções (identificada na ata) - chamou a atenção da Secretaria de Infraestrutura (conforme consta no registro no MPE) a ponto de ser interditada. Foi então, que a pasta da Infraestrutura foi procurada por um empresário identificado apenas como “Osvaldo”, representando a Base Empreendimentos (responsável pelas obras privadas na área), buscando maiores informações sobre as drenagens que estavam sendo feitas pela prefeitura. Na visão do secretário Roberto Fernandes, foram justamente as in-

tervenções feitas pela base Empreendimento que causaram os maiores problemas. O detalhe é que - conforme apurou o CadaMinuto Press - este senhor identificado apenas como “Osvaldo” é quem teria negociado a doação do terreno com a Prefeitura Municipal de Maceió ainda na gestão de Almeida. O ex-prefeito nega qualquer favorecimento no processo de doação do terreno que deu origem à Avenida Pierre Chalita. Entretanto, se há algo para além dos problemas já detectados, a resposta pode se encontrar com “Osvaldo” e ex-gestão, ao se detalhar o processo de como a administração municipal conseguiu construir no terreno. A obra afetou ainda a vida dos moradores do Parque Miramar, em função do assoreamento de um canal que acabou por alagar casas na região.


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Proprietário da área de avenida Pierre Chalita culpa gestão passada por alagamentos

Na reunião com o MPE, a Base Empreendimento foi representada por Rodrigo Costa. Ele afirma - em termo de audiência - que, em 2011, a Prefeitura Municipal foi autorizada a fazer o levantamento topográfico na região. A autorização veio não só da área pertencente à Base, mas de toda a vizinhança. Porém, segundo o representante da Base Empreendimento, a Pierre Chalita foi iniciada sem autorização ou regularização da situação junto aos proprietários da região. Não houve indenizações aos proprietários, já que há outros além da Base Empreendimento. Ele afirmou ainda que no decorrer das obras, a construtora responsável pela Pierre Chalita aterrou o Córrego do Sapo, que era o canal natural de escoamento da região. Em outras palavras, se joga a responsabilidade para a Prefeitura. A Base teria contratado um consultor técnico já prevendo os problemas, conforme depoimento de Rodrigo Costa no Ministério Público, onde são questionados diversos pontos da obra. Entre estes, a execução da cobertura vegetal (para evitar deslizamento) sem conclusão. A Base alega que foi informada pela Prefeitura Municipal de Maceió que não havia recursos disponíveis para a canalização final das águas, mas que a obra seria feita no segundo semestre de 2012. Ou seja: há a possibilidade de que a gestão passada já soubesse da bronca, mas deixou para atual administração. Com isto, foi aberto um canal provisório no meio da área pertencente à BASE, tendo a construtora contratada pela administração municipal causado os alagamentos.

CUSTOS

Todo este imbróglio que se encontra no MPE custou aos cofres públicos aproximadamente R$ 10 milhões. A Avenida Pierre Chalita tem seis quilômetros de extensão e, ao longo da via, o motorista tem duas opções de acesso: uma ladeira para chegar ao Sítio São Jorge e outra para chegar

à Avenida Juca Sampaio, no Barro Duro. Ao inaugurar a via, eis a declaração do ex-prefeito: “Considero essa obra como um grande trabalho artístico, daqueles produzidos por nosso eterno Pierre. Contudo, fico feliz por concretizar mais um grande trabalho para à população maceioense, mostrando, assim, que a Prefeitura de Maceió está sempre prestando contas para todos”, afirmou. O projeto - segundo a administração municipal da época - atendia à expansão imobiliária, além de ter sido pensado na segurança do ciclista, motorista e pedestre. Não é o que se viu na prática. E o pior: como mostram as audiências do Ministério Público, foram investidos milhões em área particular, já que o termo de doação apontado por Almeida até agora não apareceu. Agora na busca por corrigir a obra, a atual administração teve gastos já, terá mais e ainda pode ser acionada para indenizações. Outra pergunta que se faz: se o terreno não foi doado, porque o proprietário da Base Empreendimento nunca se pronunciou? A resposta deve ser dada pelo próprio Osvaldo que assim se identificou para o atual secretário Roberto Fernandes. O CadaMinuto Press e o Portal CadaMinuto conversou com Osvaldo por celular. Ele se identificou apenas como Osvaldo Augusto. O empresário confirmou que a área pertence a uma empresa de sua família. Ao ser questionado sobre a polêmica da doação ou não do terreno, Osvaldo pediu um prazo para responder qualquer tipo de questionamento. Alegou que precisava falar com seu advogado e com os familiares que também fazem parte da empresa. O primeiro contato com Osvaldo Augusto foi feito na sexta-feira, dia 9. Ele solicitou que ligássemos para ele na segunda-feira, dia 12. Assim foi feito. Quando nossa equipe de reportagem falou com ele, disse que retornaria em cinco minutos. O que não aconteceu.

ATAS DA REUNIÃO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO


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BERNARDINO Souto Maior

Toma cá, dá lá.

A partir da semana que vem vai ser só o toma cá. Eu explico. Os deputados têm uma verba para distribuir em projetos para os municípios que os elegem. São chamadas de emendas parlamentares. Eles votam o que o governo quer e recebem o dinheiro da emenda. É o toma lá, da cá. Com o orçamento impositivo, o governo vai ser obrigado a liberar a grana sem contra partida, por isso o toma cá. Por isso eles são verdadeiros vereadores federais. E quem vai arrumar o dinheiro para essa nova despesa que senadores e deputados vão criar? De onde vai sair a receita? Mais impostos? Na sua opinião é bom para a democracia brasileira a existência dessas emendas individuais?

SONHAR É PRECISO

Para o deputado,Judson Cabral, que vai oficializar sua candidatura a presidente estadual do PT, o mais importante do seu ingresso na disputa é a certeza de que haverá um debate respeitoso na legenda, que leve, após a disputa, à unidade, algo que ninguém aposta na tendência CNB, de Paulão e Joaquim Brito. Tem gente que ainda acredita em Papai Noel!

SEM CONVITE

O santanense Isnaldo Bulhões(PDT) confirmou que não recebeu nenhum convite para mudar de partido. Vai para reeleição no PDT de Ronaldo Lessa.

RECORDE

O deputado Gilvan Barros(PSDB) vai bater recorde de reeleição. Em 2014 será reeleito pela oitava vez consecutiva. E ainda foi uma eleição de prefeito em Girau do Ponciano. Nunca perdeu uma eleição.

PÉ FRIO

Já como deputado federal pelo PSB-RJ, o ex-jogador Romário participou da campanha de três candidatos a prefeito em Alagoas: Jeferson Morais(Maceió), Marcos Ferreira(Santana do Ipanema) e Rogério Teófilo(Arapiraca). Os três perderam a eleição e ele agora deu “tchau” ao partido.

BUCHO DE PIABA

A professora Cícera Pinheiro, fiel escudeira da prefeita Célia Rocha, ganhou o apelido no centro Administrativo de Arapiraca de bucho de piaba. Coincidência ou não, ela participa de reuniões secretas coordenada por Célia e no outro dia a imprensa de Maceió já sabe tudo.

CONTRAPONTO

A tucanada de Penedo prepara para lançar a candidatura da ex-vereadora Ivana Toledo, esposa do tucano quase socialista Alexandre Toledo para reconquistar a cadeira da Assembléia Legislativa de Alagoas do baixo São Francisco. Para contrapor essa ideia, o prefeito de Penedo, Marcius Beltrão(PDT) e seu vice, Ronaldo Lopes(PMDB) pode lançar o vereador Cidoca, filho do ex-governador Moacir Andrade que já foi deputado estadual.

CURTINHAS O Congresso Nacional recebeu em julho 18.632 visitantes e 90 mestre, batendo o recorde da hist ria do Legislativo. Nesta semana, a presidente deve iniciar uma sØrie de visitas entrega de obras e anœncio de benef cios.

ABDALÔNIMO

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Suspeito era influente entre políticos e emprestou helicóptero para campanha eleitoral

Operação: quadrilha teria movimentado mais de R$ 300 mi Da Redação

(Com informações do CadaMinuto)

A Polícia Federal – em parceria com a Receita Federal – desencadeou, no dia 15 de agosto – uma operação que desbaratou uma suposta quadrilha comandada pelo empresário Walmer Silva (dono da concessionária Lifan), que tinha também como participação – ainda conforme as investigações – a empresária Vitória Zoolo. Eles são acusados de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Além de Vitória Zoolo e Walmer Silva – que são irmãos – foram presos ainda um contador e um funcionário do grupo empresarial comandado pelos dois. De acordo com a Polícia Federal, entre 2008 a 2013, foram abertas mais de 20 empresas em nomes de laranjas da mesma família. “Elas funcionavam durante um ano”, colocou o delegado da Polícia Federal, Adriano Moreira. Sobre o valor de R$ 300 milhões movimentados pela quadrilha durante os últimos cincos, o delegado afirmou que o montante pode aumentar com o decorrer das investigações. Agentes da Polícia Federal apreenderam documentos, computadores, carros de luxo, helicóptero, um avião, cofres e quatro armas. Sobre o armamento, a Polícia explicou que todas estavam com a documentação vencida, e uma era de cano de uso não permitido. O nome escolhido para Operação – Abdalônimo – era o nome de um homem pobre que foi descoberto por Alexandre, O Grande, que se tornou rei. A denominação dada faz alusão às condições fino se mil nanceira de Walmer antes de adquirir tantos bens. O empresário paracasal simples da peloé Nordeste, filho de um cidade Anadia e residia no

Helicóptero de empresário foi usado em campanhas eleitorais em Alagoas povoado Tapera, onde seus pais e alguns familiares moram até hoje. Ele vendia maracujá na feira livre da cidade e ao se tornar rico passou a ser chamado de “maracujá de ouro”. Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão expedidos, pela 17ª Vara Criminal da Capital, além de oito de condução coercitiva e 24 mandados de busca e apreensão. A operação ocorreu de forma simultânea na capital, Arapiraca, Anadia e Feira de Santana. Segundo a PF, o empresário ostenta altíssimo padrão de vida possuindo diversos imóveis, fazendas, carros superesportivos, um avião e um helicóptero. A Receita Federal informou que o investigado não declarou renda auferida condizente ou mesmo os bens que possuía. O delegado da Receita Federal Edmundo Tojal afirmou que os rendimentos declarados são inferiores aos recebidos. "As evidências de sonegação de impostos são grandes, mas, estamos investigando". A operação contou com a participação de 70 Policiais Federais 25 servidores da Receita Federal do Brasil.

INFLUÊNCIA

De acordo com informações obtidas pelo CMPress, chama atenção a influência de Walmer Lima junto a políticos importantes do Estado de Alagoas e até magistrados. Ele já teria – inclusive – emprestado helicópteros para alguns destes amigos. Circulava muito bem junto a “poderosos”. A PF aponta que o suspeito se utilizava de subterfúgios criminosos, tais como a falsificação de documentos, criação de empresas de faixada e a ocultação de bens, mediante a utilização de terceiras pessoas, ou “laranjas”. Quanto a aeronave de Walmer Lima, ele chegou – inclusive – a ser utilizado em campanhas eleitorais, segundo as primeiras informações obtidas pelo site CadaMinuto. Outra informação – divulgada pelo jornalista e blogueiro do CadaMinuto, Odilon Rios – é que Walmer Silva foi citado em uma investigação, na Procuradoria Geral da Repúblicaque envolve uma tentativa de assassinato ao juiz Marcelo Lemos Tadeu. O plano seria arquitetado por um desembargador, do Tribunal de Justiça. Estas informações não foram confirmadas pela Polícia Federal.


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Aparte por Vanessa Alencar

Velhos problemas, velhas “soluções”...

Algumas das principais recomendações feitas pelo novo procurador-geral da Assembleia Legislativa à Mesa Diretora da Casa já foram tentadas – sem êxito. Auditoria e recadastramento, por exemplo: ambas realizadas e pagas, mas os resultados jamais deram as caras. Já o ponto de frequência foi adotado manualmente no ano passado gerando revolta. Afinal, segundo servidores do Poder Legislativo, o tal ponto só é cobrado de quem já trabalha. Se é para moralizar, porque não instaurar procedimentos administrativos e demitir – por justa causa - os fantasmas? Só para constar: receber salário público sem trabalhar é roubo...

PASSE LIVRE?

Na contramão do populismo tão em voga após a onda de protestos que tomou o País, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) foi sensato ao afirmar, em entrevista à imprensa, que o Passe Livre é inviável em Maceió. Caso o Projeto de Lei de autoria do vereador Galba Neto (PMDB) seja aprovado, quem vai pagar a conta? Provavelmente os trabalhadores que usam diariamente o transporte coletivo urbano.

PORTAL DA CÂMARA

A promessa do presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Filho (PP) de transmitir as sessões da Casa ao vivo, pela internet, continua comprometida. Conseguir assistir a sessão online é um lance de sorte: tem dias que a transmissão funciona, em outros, não... Em compensação, o Twitter oficial da CMM merece aplausos.

CILADA POLÍTICA?

Em conversa com o CadaMinuto, um dos proprietários do terreno onde foi construída a Avenida Pierre Chalita, desabafou: “Caímos numa cilada política”. O empresário não quis responder a pergunta crucial: a doação ocorreu ou não?, mas opiniou que os graves problemas apresentados na obra, cujas barreiras “desmancharam” com as chuvas que caíram esse ano, eram “políticos” e não estruturais...

PIZZA SABOR TATURANA

Três dos quatro processos por Improbidade Administrativa decorrentes da Operação Taturana podem ser julgados em primeira instância até o dia 31 de dezembro deste ano, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas, devido a uma das metas estabelecidas pelo CNJ. Resta lembrar que esse seria apenas o primeiro passo de uma longa jornada jurídica que pode terminar, infelizmente, em pizza.

PROBLEMA

Projeto foi orçado em R$ 378 milhões, mas acabou vetado por Dilma Rousseff

Estado não tem recursos para custear obra de duplicação da AL 101 Norte

Anna Cláudia Almeida Repórter

Enquanto o desenvolvimento na região Sul de Alagoas registrou progressos nos últimos anos com a duplicação da rodovia estadual AL 101, a região Norte parece seguir esquecida pelo poder público. A obra favoreceu o trânsito, trouxe mais mobilidade para nativos e turistas que precisam seguir pela rodovia e, apesar de empecilhos enfrentados durante a execução, o projeto foi concluído e entregue em setembro de 2012. O bom fruto da duplicação são as cifras que se multiplicam na economia alagoana num dos principais polos turísticos; isto sem falar no grande impulso para o crescimento da construção civil, atraindo intensamente novos empreendimentos para a região. A rodovia que tem grande importância na ligação da Região Metropolitana ao Sul do Estado teve 25,8 km duplicados entre o Pontal da Barra, em Maceió, e o Trevo do Gunga, na Barra de São Miguel. Esse retrato não pode ser remetido, pelo menos por enquanto, para um ponto oposto, a rodovia AL 101 Norte. Um caminho que poderia

render maravilhas para o turismo ainda segue deficiente, já que não se tornou um foco em potencial das ações do governo. Quem pensava que a promessa de mais uma obra grandiosa para Alagoas poderia ter capítulos escritos na recente história se enganou. Era dia 06 de outubro de 2010 quando, durante um encontro no Palácio do Planalto, com os governadores de Alagoas, Pernambuco, 15 ministros e secretários estaduais, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou a duplicação da AL-101 Norte e da PE-060. A reunião tratava sobre os recursos do governo federal para ações nos municípios atingidos pelas enchentes naquele ano. A duplicação da AL-101 Norte, que liga Maceió a Maragogi, foi um pleito levado pelo governador de Alagoas ao presidente Lula e teria um custo estimado, nas duas rodovias, em R$ 450 milhões. Quase três anos se passaram e não há perspectivas para o início das obras. A reportagem do CadaMinuto Press percorreu mais de 30 km pela rodovia, seguindo de Maceió até o município de Paripueira e pode constatar in loco

que a situação da estrada, bastante utilizada por turistas, é preocupante. No espaço percorrido, o que se nota é um grande desgaste do assalto. Mesmo sem a existência de crateras, todo o percurso é marcado por buracos na pista, com asfalto velho e trechos onde a sinalização é precária. Em alguns pontos é possível observar a vegetação invadindo a AL 101 e encobrindo as placas de sinalização, o que pode acarretar em graves acidentes. E se o problema já incomoda motoristas, a preocupação com pedestres e ciclistas é ainda mais visível. Muitos povoados e municípios foram crescendo às margens da estrada e se mostra como um sinal de perigo. Faltam acostamento, faixas de pedestres e os acidentes são praticamente inevitáveis. Outra questão preponderante sobre a obra é a desapropriação dos imóveis construídos às margens da rodovia. Diferentemente da AL 101 Sul (onde havia poucas casas no caminho da obra), o custo para indenizar moradores e empresários é alto e o Estado não tem como arcar sem a contrapartida do governo federal.


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Sem recursos, não existe perspectivas; apenas há projetos para restauração da via

Para quem imaginava que a duplicação da AL 101 Norte seria uma realidade, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/AL) explica que atualmente não há perspectiva para a obra, mas que projetos para restauração de cerca de 30 km (entre Maceió e Paripueira), incluindo outras melhorias, já estão sendo desenvolvidos pelo órgão. A reportagem ainda questionou o órgão sobre o projeto anunciado em 2010 e a possível conclusão da obra em 2014 (antes da Copa do Mundo). "Não há nenhum recurso federal garantido para essa obra. O que houve foi uma proposta de federalização da AL-101 Norte por meio de Medida Provisória (MP) lançada pelo deputado federal Maurício Quintella (PR) e que foi vetada pela presidente Dilma em 2011", disse a assessoria do DER. Para a obra, não há a possibilidade de colocá-la em prática sem o custeio federal. "O valor é extremamente alto, não só para a execução

da obra como também para as desapropriações da região. À época, o valor para este projeto girava em torno de R$ 378 milhões", acrescentou. Pelos números apresentados, o custo da obra é o dobro do que foi destinado à duplicação da AL 101 Sul. Concluída, segundo o DER, no tempo previsto em projeto [24 meses de obra + intervalos sazonais (períodos de chuvas)]. Ao todo, foram R$190 milhões, dos quais R$ 160 milhões foi de investimento próprio do Estado. "O trecho a ser duplicado da AL-220 corresponde a 18,3 km e está previsto um custo de R$ 66 milhões, valor compatível com o orçamento do Estado. Além do custo ser bastante inferior ao da duplicação da AL-101 Norte; a duplicação da AL-220, no referido trecho, é a continuação de uma obra já existente e de extrema importância para região", colocou o órgão. Enquanto a duplicação não acontece, o DER garante que vem

adotando medidas para resolver, mesmo que de forma paliativa, os problemas de congestionamentos. Além de restaurar e sinalizar a AL 101 Norte, com inclusão de 3ª faixa, o órgão tem vários projetos em fase de conclusão que beneficiará outros trechos rodoviários da região. "Outras obras já foram entregues na região como a restauração de 24,7 km da rodovia AL-105, no trecho entre os municípios de Matriz de Camaragibe e Porto Calvo; recuperação de 26,2 km da AL-105, entre Porto Calvo e Jacuípe, e a implantação e pavimentação de 11 km da AL-480, em Jundiá. Ainda em Jundiá, foram entregues 16 km da AL-480, que liga a cidade ao entroncamento da AL105, em Jacuípe. Também foram entregues acessos em Jundiá, Porto Calvo, Matriz de Camaragibe, Novo Lino, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, São Luís do Quitunde e São Miguel dos Milagres, num total de 16 km recuperados", elencou a assessoria do órgão.

7 FOTOS CMPRESS

Sinalização

Sobre a sinalização questionada pela população, o DER afirma manter constante diálogo com a população e vem desenvolvendo ações para atender sugestões e reivindicações dos moradores. A assessoria do órgão informou que as Gerências Regionais do DER também realizam constantemente vistorias para identificar quais rodovias necessitam de reparo (ações de tapa-buraco) e de sinalização e sempre que surge a necessidade de alguma melhoria, o engenheiro responsável pela região executa a tarefa. No caso da AL-101 Norte, especificamente, a rodovia será totalmente restaurada e sinalizada no trecho Maceió/Paripueira e receberá atenção nos outros trechos. "Outro problema constante é que o órgão tem sofrido com o roubo de placas de sinalização das rodovias. Em alguns casos as placas são suprimidas em apenas 30 dias desde de sua colocação e o DER, por ser um órgão pequeno, não consegue atender à demanda rodoviária na mesma velocidade das supressões. Por isso, as gerências estão realizando boletins de ocorrência para tentar identificar o destino destas placas e reduzir os casos de furto. Quem tiver alguma informação ou

quiser fazer uma denúncia, é imprescindível que entre em contato com o órgão pelo 0800 284 5434", acrescentou o órgão. O DER informou que há um programa de Conserva Rotineira da Malha Rodoviária estadual que vinha sendo feito, basicamente, por meio de recurso arrecado com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), imposto que teve as alíquotas reduzidas a zero pelo Governo Federal em 2012. Essa é uma questão citada pelo órgão para as dificuldades de recursos para o andamento das obras. "Com a redução a zero do imposto, o DER já deixou de receber cerca de R$ 45 milhões que seriam destinados para essa finalidade e ficou sem fonte fixa de financiamento para conservação de rodovias. O governador destinou uma parte dos recursos do BNDES para a nova leva de obras rodoviárias, no montante de R$ 20 milhões, mas ainda assim o DER acumula um déficit de R$ 25 milhões desde redução da CIDE. Por isso, o DER está pleiteando junto ao governador do Estado o repasse de uma parte do IPVA para essa finalidade", explicou.


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Mais de 340 alagoanos estão na lista de espera por um transplante de rins SAÚDE

Em Alagoas, são realizados apenas transplantes de rins, córneas e coração

U BARBOSA

Gilca Cinara Repórter

“Quando estamos fora de uma determinada situação, pouquíssimas vezes conseguimos enxergar o sofrimento do outro e olhar para trás. Embora mesmo ficando sensibilizados com alguns fatos, quando realmente enfrentamos o problema, começamos a criar uma perspectiva melhor não só para você, mas de ajuda para o outro também”. Este é o depoimento é de Daniel Barbosa, 29, que saiu da lista de espera para receber a doação de um rim e se prepara para o transplante. A conquista de Barbosa é aguardada com muita expectativa por mais de 340 alagoanos inscritos na lista de espera para o transplante de rins. O procedimento, conhecido no campo da medicina como transplante intervivo, ainda não tem data definida e será realizado após o teste de compatibilidade feito entre Barbosa e o irmão. Em 2011, com uma crise de edema pulmonar, ele descobriu que precisaria de transplante de rins para manter a função do órgão, que é filtrar o sangue do organismo. O paciente lembra que, durante os primeiros meses de tratamento da hemodiálise, a adaptação na alimentação e o afastamento do emprego foram as principais mudanças sofridas na sua rotina diária. “A mudança de vida foi radical. Tive que me adaptar para fazer a hemodiálise três vezes por semana, e com isso a empresa me colocou em beneficio. Além disso, a minha alimentação mudou completamente, não posso tomar muito líquido, nem comer todo tipo de comida. Quanto mais liquido você toma, vai acumulando e com o tempo vai parando de urinar”, relatou Barbosa, lembrando

“Ou você recebe o transplante ou recebe uma graça muito grande para que os rins voltem a funcionar”

que as atividades físicas também ficaram comprometidas. Emocionado por receber o órgão do irmão, o paciente afirma que para terminar com o tratamento da hemodiálise existe apenas duas chances. “Ou você recebe o transplante ou recebe uma graça muito grande para que os rins voltem a funcionar”. O irmão de Barbosa realizou o teste de compatibilidade após a segunda crise dele, onde ficou internado por mais de uma semana. “Nós dois estamos nos preparando para o transplante. Antes de receber já estou com uma ótima sensação pelo doador ser meu irmão. Isso é um gesto grandioso demais, pois

sabemos que tem muitas pessoas quem tem irmãos compatíveis, e nem todos se prontificam”, ressaltou. Ao ser indagado se antes da doença ele era um doador de órgãos, Barbosa garante que não havia analisado e pensando na questão, mas a doença lhe ajudou a enxergar a vida de outra maneira. “Após o processo de recuperação, vou buscar me dedicar a ajudar pessoas que precisam de assistência médica”.

CENTRAL DE TRANSPLANTE

No estado são realizados apenas transplantes de rins, córneas e coração. De acordo com a lista da Cen-

tral de Transplantes de Alagoas, existem 59 pessoas a espera do transplante de córnea e uma para coração. No primeiro semestre do ano, foram realizados sete transplantes de rins, sendo três intervivos, e 26 de córneas. A assistente social da Central de Transplantes, Kelly Brandão, afirma que o número de doações de córneas tem aumentado e o tempo de espera para realizar o transplante, diminuído. Segundo ela, há alguns anos uma pessoa aguardava cerca de uma década para conseguir o transplante de córnea. “O maior número de pessoas abordadas é no Hospital Geral do Es-

tado e, graças a sensibilidade das pessoas, conseguimos reduzir para seis meses o tempo de espera na lista para córnea”, afirmou a assistente social, acrescentando que apenas no HGE existe uma equipe especializada para abordar as famílias para falar sobre a doação. Kelly explica que, pela Legislação Federal, todo hospital com mais de 80 leitos deve ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT). De acordo com ela, o papel da Comissão é abordar as famílias após a confirmação do óbito para que elas digam sim para doação. “Estamos tentando implantar essa comissão na Santa Casa e no Hospital dos Usineiros. No momento da dor, a família não vai lembrar de dizer que quer doar os órgãos do familiar. Tem que haver um profissional que esteja fora da situação para sensibilizar e oferecer oportunidade da doação”, ressalta. A assistente garante que, para aumentar o número de transplantes, os hospitais precisam intensificar o trabalho de notificação para a Central de Transplantes. Segundo ela, a Central não pode desenvolver o trabalho de abordar as famílias sem ter conhecimento sobre o estado de saúde do paciente.


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Falta hospital especializado em Alagoas para outros tipos de transplantes

Sobre o transplante de outros órgãos – fígado, pâncreas, tecidos, medula óssea e outros - o coordenador da Central de Transplante, Carlos Alexandre Oliveira, afirma que o estado não tem um hospital geral especializado que possa abrigar a estrutura de um centro de transplante grande porte, como existe nos estados vizinhos de Pernambuco e Bahia. “Para ter esse centro aqui no estado, o interesse tem que partir dos hospitais, sejam eles filantrópicos ou particulares. Os critérios exigidos pelo Ministério da Saúde não são muitos, mas tem que ter uma estrutura mínima”, frisou o médico. Mesmo conhecendo as dificuldades de algumas pessoas para se deslocar para outros estados, Alexandre não classifica como grande a falta da realização desses transplantes em Alagoas. O médico garante que a demanda dos outros órgãos aqui é pequena. “É muito mais simples e rápido utilizar uma estrutura já montada e preparada, do que montar essa estrutura e não ter muita demanda”. O médico destaca que a distribuição da demanda não é exclusiva de Alagoas. Segundo ele, a carência existente em Sergipe segue para Bahia, a do Piauí segue para o Ceará e outras seguem para Pernambuco. “Mesmo não tendo essa estrutura, temos projetos no estado para realizar transplante de medula óssea e pâncreas, pois a demanda vem crescendo gradativamente”, salientou.

izar. O que precisa ter hoje é mais informação do doador em expor o seu desejo para família. O transplante é um procedimento de alta tecnologia, mas se não houver o ato de solidariedade da família em dizer sim para doação isso não irá acontecer”. A afirmação da assistente social é expressa pelas doadoras Isabelle Rocha e Laudiane Fernandes junto aos seus familiares. Empresária de 35 anos, Laudiane garante que decidiu ser doadora desde que entrou na fase adulta e não contou com a influência de ninguém. “Foi uma inspiração divina. Sempre converso com o meu esposo e com amigas sobre o assunto, e deixo clara a minha vontade. Tenho comigo a certeza de que depois que morrer de nada vai servir o meu corpo,

mas posso ajudar a aliviar o sofrimento de famílias que podem salvar seus membros queridos. Não passei nada parecido, mas, se passasse gostaria que alguém me ajudasse”, relatou. A advogada Isabelle Rocha diz que a vontade de ser doadora começou com um gesto pequeno, a doação de sangue. Aos 37 anos e mãe de uma menina de cinco anos, Isabelle conta que na sua família todos sempre conversaram abertamente sobre o tema. “Minha filha está crescendo já conhecendo a importância de ajudar o próximo. Sempre fui 100% emocional e acho que devemos ter, acima de tudo, amor pelo próximo. Sempre tive o positivismo em casa de ajudar as pessoas e levamos isso as outras gerações”.

Kelly Brandão destaca a importância da doação de órgãos após falecimento

U OLIVEIRA

“É muito mais simples e rápido utilizar uma estrutura já montada e preparada, do que montar essa estrutura e não ter muita demanda”

DOENÇA DO SILÊNCIO

SEJA UM DOADOR

Para Kelly Brandão o ato de conversar com familiares sobre o desejo de ser um doador é muito importante. Segundo ela, quando a família sabe que aquele parente tinha o desejo de ser um doador e expressou isso ainda em vida, a abordagem da Comissão de Transplante fica muito mais fácil. “Esse é o primeiro passo para doação, não precisa deixar nada por escrito. Doação após o falecimento, só parente até segundo grau pode autor-

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Alexandre Oliveira fala sobre a demanda dos transplantes em Alagoas

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma das enfermidades que mais causa mortes no Brasil, ao lado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e do Infarto do Miocárdio. De acordo com especialistas da área, um em cada dez adultos brasileiros possui algum tipo de doença renal, sendo que a grande maioria desconhece essa situação. Por ser considerada uma doença silenciosa, muitas pessoas somente procuram os médicos quando a doença está em um estado avançado,

tendo que se submeter assim a diálise. É preciso estar atento aos sintomas indiretos da doença, como a pressão alta, sangue na urina, inchaço nas pernas e no rosto, náuseas, vômito, anemia (palidez), hábitos noturnos de urinar, mal estar e infecções urinárias recorrentes. Os especialistas apontam que para a prevenção é recomendada a redução no consumo de sal, gordura e de produtos industrializados, sejam eles doces ou salgados. O uso irregular de remédios como antiinflamatórios também deve ser evitado.


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Luis Vilar

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Entrevista

JOSÉ CARLOS MALTA / Presidente do Tribunal de Justiça

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“Se metade do que o deputado falou for verdade, a situação do legislativo é muito difícil”

Editor-geral

o comando do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, o desembargador José Carlos Malta Marques se destaca como um “conciliador e pacifi-

cador”. Tem procurado impor esta filosofia no Tribunal, inclusive aproximando mais o poder da população e lutando – segundo ele mesmo – contra o amadorismo e desorganização que ainda persiste na estrutura do Judiciário alagoano. Ele classifica inclusive como um dos maiores desafios de sua gestão, implantar uma “filosofia de empresa”. Em entreCMPRESS

vista exclusiva ao CadaMinuto Press, José Carlos Malta Mar-

ques fala sobre estes e outros assuntos, como a Operação Tat-

urana, as metas do CNJ, além de fazer uma avaliação da

atuação do ministro Joaquim Barbosa no comando do

Supremo Tribunal Federal (STF). Confira a entrevista.

Na avaliação do senhor quais os avanços que o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas apresentou nestes últimos anos, já que muitas das críticas feitas são em relação ao distanciamento do Judiciário da população e sua morosidade? O Judiciário alagoano melhorou sensivelmente e por uma questão de concepção dos membros do Tribunal de Justiça de hoje. O Tribunal é mais próximo da sociedade. Digo isto tanto pela maneira como temos nos conduzido nos julgamentos, quanto pela participação dos membros do Tribunal em eventos externos que acabam aproximando o Poder Judiciário da sociedade. Eu cito como exemplo a Justiça itinerante, um deles ocorrido em Santana do Ipanema. Lá estavam três desembargadores. É uma demonstração de avanço. É preciso destacar ainda a saída dos órgãos de julgamento de dentro do Tribunal. As câmaras estão se reunindo em faculdades em sessão normal. É uma iniciativa que ocorre nas faculdades de Direito que promovem interação com os estudantes. É um avanço que deve ser considerado.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que se cobra um Judiciário mais próximo, mais presente e mais célere, também se tem uma crítica muito forte ao juiz proativo, que age muitas vezes sem ter sido provocado. Como o senhor enxerga esse sentimento do Judiciário proativo? O grande ponto de afirmação é o estreitamento para superar esse distanciamento entre o Judiciário e a população, que é histórico. Esse distanciamento se deve à própria for-

mação do Judiciário brasileiro que é de origem portuguesa, com ares cartoriais muito fortes, como a escolha dos membros do poder e que deu neste modelo que não é o melhor. Tanto assim que gerou uma imagem deformada. A ação proativa do magistrado – que eu digo que é a saída dos gabinetes para ir fazer a verificação in loco das coisas como acontecem na sociedade – é uma das coisas de maior destaque no Judiciário hoje. Com esta ação proativa se evita muita demanda no Poder. Antes que as coisas aconteçam, o juiz já está resolvendo. Eu tenho incentivado muito este relacionamento mais estreito dos magistrados com os setores diversos da sociedade visando exatamente isto. Contribui com a diminuição do número de processos no poder. É positivo de todos os modos.

Como o senhor avalia a atuação do ministro Joaquim Barbosa no comando do Supremo Tribunal Federal (STF), já que tem sido um presidente de posição firme se envolvendo – inclusive – em diversas polêmicas? O ministro Joaquim Barbosa é um homem de valor pessoal incomensurável. Mostrou-se um vencedor na vida chegando ao STF. Tem tomando posições extremamente valiosas para a afirmação do Poder. Tem tomado algumas posições que contrariam setores do próprio Poder. Isto faz parte da própria característica dele que suscita polêmicas a partir de posicionamentos. É natural e temos que respeitar e acatar. É a maneira de ser do ministro. Temos que tirar os pontos positivos.


Mas não acaba sendo um presidente que cria crises? Eu não acredito que chegue a provocar crises. Não acredito! Provoca descontentamentos, ranhuras e coisas que são incômodas. Mas, não se chega à crise entre poderes, no significado exato da palavra.

E aqui em Alagoas, como o senhor avalia a relação existente hoje entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo? Eu vejo como relações extremamente tranquilas. Temos um relacionamento muito bom com Legislativo, Executivo e Ministério Público. Temos entre nós mesmos algo que se formou naturalmente que são os canais abertos de comunicação. Quando precisamos de alguma informação eu me dirijo diretamente ao procurador-geral de Justiça e vice-versa. Assim é também com o presidente da Assembleia e com o Governador do Estado. Aqui se pratica muito bem a dualidade que está na Constituição Brasileira, que é a harmonia e a independência.

O senhor deve lembrar das críticas que o Judiciário recebeu no passado em relação à morosidade no processo da Operação Taturana, envolvendo deputados estaduais. Como o senhor encara essas críticas e há previsão para que as ações da Taturana sejam julgadas? Eu concordo com as críticas de que ele demorou a ser julgado. De fato, demorou e demorou muito. Agora, por qual razão demorou é outra história. Quando a demora foi constatada – quando estive na Corregedoria, fiz incursões verificando isto – nos deparamos com situações em que os juízes mostravam os motivos da demora. Parar é que nunca parou. Agora, é ação extremamente complexa, com número grande de réus, com um acervo documental imenso e as decisões precisavam ser tomadas com base em estudos. Então, realmente é um processo demorado, mas perfeitamente explicado. Ele acelerou mais quando foi colocada uma equipe de juízes para cuidar dele.

Há expectativa para ser julgada ação envolvendo a Taturana este ano? Não tenho como afirmar isto. São processos que estão com recursos e distribuídos para diversos desembargadores que são relatores. Depende muito do andamento

no âmbito do gabinete de cada relator. Acredito que o andamento pode ter sido acelerado por algum desembargador, como estamos em agosto, há tempo suficiente para ser julgado.

Ainda em relação aos casos envolvendo a Assembleia Legislativa, o senhor recebeu do deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) uma série de novas denúncias envolvendo o parlamento estadual. Como avalia a crise vivenciada pela Assembleia, que se assemelha, e muito, com o que se viu na Operação Taturana? Eu fiquei estarrecido diante do relato que me foi feito. Fiquei extremamente preocupado com as informações que foi me passada oralmente, mas que – segundo o deputado – estão contidas no CD que me foi passado. Eu acho que é algo de interesse comum, inclusive da própria Assembleia, esclarecer tudo isto. Se a metade do que o deputado informa que ocorreu ali for verdade, tiver acontecido da forma como ele contou, já teremos uma situação muito difícil para o Poder Legislativo do Estado. Não posso dizer que as informações são verdadeiras, claro. O que eu fiz em relação às informações? Não temos demanda no Judiciário a respeito destes fatos. Então, como há uma equipe trabalhando em processos de improbidade, encaminhei cópia a estes juízes, ressaltando que pode chegar demanda, então eles já possuem o material para um posicionamento. São acusações sérias e que precisam ser examinadas com atenção e apurar tudo.

Em Alagoas se vivencia uma situação epidêmica de violência. Como o Judiciário tem contribuído para reduzir os índices de criminalidade? Como já está contribuindo. Temos um Plano de Segurança Pública comandado pelo Ministério da Justiça e estamos conseguindo reduções numéricas em homicídios. Este plano tem contribuição efetiva do Judiciário. Ele é acompanhado por uma câmara de monitoramento com sede do Tribunal de Justiça. Há um juiz presidindo esta câmara. O trabalho é tão importante que eu participo de algumas sessões desta câmara.

Recentemente foi divulgado na imprensa um áudio com uma discussão entre o senhor e a desembargadora Carvalho. Como se encontra o clima no Tribunal de

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EU FIQUEI ESTARRECIDO DIANTE DO RELATO QUE ME FOI FEITO. FIQUEI EXTREMAMENTE PREOCUPADO COM AS INFORMAÇÕES. SÃO ACUSAÇÕES SÉRIAS E QUE PRECISAM SER EXAMINADAS.

Justiça? É de harmonia ou existem arestas entre desembargadores? O pleno hoje é harmônico. Na verdade, este episódio envolvendo a minha pessoa e a desembargadora teve uma conotação maior em um momento errado. Foi um julgamento em que existiu uma discussão

permanecer de pé sem a presença do CNJ. Digo isto nem tanto pelo lado correcional, punitivo. Digo pela contribuição valorosa na organização dos Poderes Judiciários do Estado, na questão das metas estabelecidas, nas fiscalizações, inspeções pontuais. São pontos que

tensa e que terminou – de parte à parte – com declarações das quais iríamos cobrar responsabilidades pelo que foi dito. Pedimos as cópias das sessões. Entendeu a desembargadora que foi ofendida por mim, e eu entendi que fui ofendido por ela. Depois, a desembargadora teve uma grandeza incomensurável. Em uma sessão, ela pediu a palavra e fez um comovido pronunciamento, relatando que havia feito considerações não apropriadas, pedindo desculpas. Foi um pronunciamento que emocionou a ela e a todos nós. As desculpas foram recebidas e acatadas. O incidente foi encerrado aí. Hoje temos o melhor relacionamento com a desembargadora. Entendi as explicações dela. Ela entendeu as minhas. O clima no Tribunal é de harmonia entre todos os desembargadores.

servem de orientação. Por estes aspectos é um Conselho extremamente importante. Ele tem falhas, há procedimentos excessivos, decisões que contrariam autonomia dos Judiciários estaduais. Mas, se fizermos uma “conta corrente” das ações, o saldo é extremamente positivo.

Como o senhor tem avaliado o trabalho do Conselho Nacional de Justiça? Avalio de forma extremamente positiva. O Judiciário não tem mais como

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Como se encontra Alagoas em relação às metas do CNJ? Não esteve muito bem. Até porque o próprio setor de estatísticas do Tribunal tem dúvidas quanto à apuração do resultado. Tenho a impressão pela movimentação que houve para o apressamento destas metas, que nas próximas medições já apresentaremos resultados bem melhores. Comparando o Judiciário de Alagoas com os demais do país, poderíamos afirmar que temos um poder ótimo, bom, regular, ou ruim? O Judiciário não é melhor nem pior que nenhum outro. Estamos na média. Ele tem defeitos e carências, como outros possuem.

Mas, há virtudes: um corpo de juízes e servidores de nível excelente. Todavia, é um poder que se fez historicamente de forma meio trôpega, desorganizada por excesso de amadorismo. É isto que estamos – por meio de um planejamento estratégico – tentando corrigir. Foi feito um estudo e constatamos defeitos de funcionamento por conta do excesso de amadorismo. Com isto, o resultado administrativamente não foi tão bom. Temos projetos para melhorar neste sentido. Vamos aparecer em situação melhor.

Como o senhor pretende deixar o Tribunal de Justiça após sair da presidência? Encontrei um Tribunal administrativamente com as carências as quais me referi. Era uma constatação já feita por antecessores. Mas, encontrei uma gestão austera vinda do desembargador Sebastião Costa Filho. Isto me deu muito conforto para assumir. O desembargador renunciou um mês no período dele para que pudéssemos trabalhar. Tínhamos a eleição no mês de outubro, que provocava um período muito curto para o próximo presidente se inteirar de tudo. Com liderança do Sebastião Costa Filho, hoje a eleição será feita no ano anterior. A partir de janeiro de 2014, já podemos eleger o sucessor que pode trabalhar comigo um ano tomando ciência de tudo. Eu espero entregar ao meu sucessor melhor do que recebi. O maior desafio é a organização do poder, como disse. Nosso lado negativo é este. Não é desorganização por má-fé, mas pela cultura do amadorismo e da improvisação. Queremos puxar um pouco mais para a filosofia de empresa.

O senhor é muito apontado nos bastidores como o desembargador da conciliação. O senhor concorda? Olha (risos) eu até concordo. Sou uma pessoa que não foi rapaz, passei de menino a homem. E isto me deu muitas lições de vida. Eu sou sempre de tentar conciliar. Evito entrar em briga, sobretudo entre amigos. Tem algo que eu sempre penso comigo: numa briga entre amigos, só devemos entrar para fazer a pacificação dos dois. Talvez por isso se forme esta imagem. Eu admito que gosto de tentar pacificar as coisas.


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Lançamento do CadaMinuto Press

Alagoas acaba de ganhar seu mais novo veículo de comunicação, o Jornal CadaMinuto Press. O semanário que leva a assinatura do Grupo CadaMinuto, foi apresentado a diversas autoridades, políticos e jornalistas em um coquetel realizado no Restaurante Mestre Cuca Farol, na Casa da Indústria


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Vereador denuncia que assinatura foi forjada para ter que deixar partido SÃO BRÁS

Kléverson Levy Repórter

Desde o fim da eleição de outubro de 2012 a briga política no município de São Brás, cerca de 180 km de Maceió, se arrasta até os dias de hoje. Após oito meses de gestão e ainda inconformados com a derrota nas urnas, o grupo de oposição tenta ganhar no “tapetão”. O fato é que o presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e que também foi candidato a vice-prefeito, Cândido Tavares, falsificou a assinatura do atual presidente da Câmara de Vereadores do município, Gileno José dos Santos, o Gileno (PTB), com o objetivo de acusá-lo por infidelidade partidária. Nossa reportagem teve acesso com exclusividade – aos documentos que comprovam o crime de falsidade documental realizada pelo então presidente do PTB. Ligado à candidata derrotada no pleito do ano passado, Teresa Neuma Mendonça Tojal Matias, a Neuma (PDT), onde também formou chapa como viceprefeito, Cândido Tavares forjou a assinatura de seu colega de partido na tentativa de tirá-lo dos cargos de vereador e presidente do legislativo municipal. Porém, a “vingança” começou de-

Documentos apontam que desfiliação foi falsificada pelo presidente da sigla partidária

pois que Gileno Santos - como presidente da Câmara - exonerou de uma só vez o ex-vereador e também expresidente da casa, Adriano Santos (PT), e o próprio Cândido Tavares, que ocupavam cargos no legislativo municipal até março deste ano. No entanto, desde que foram demitidos os dois não conseguiram ‘engolir’ a posição tomada pelo vereador-presidente e se uniram para prejudicar o grupo que está no Poder. De acordo com o advogado do presidente da Câmara, Gustavo Callado, em entrevista à nossa reportagem, a “manobra política” teria como objetivo fazer seu cliente perder – de imediato - o mandato para dá vaga a um suplente do partido. “Ele falsificou a assinatura do meu cliente com o único intuito de fazê-lo perder o mandato de vereador e, consequentemente, a presidência da Câmara. Gileno nunca assinou nenhum documento e muito menos solicitou a saída do partido. Toda essa manobra não passa de interesses da oposição para desestabilizar o grupo que foi eleito nas urnas em 2012”, explica o advogado. Gustavo Callado atentou também para as datas do pedido entregue na 34ª Zona Eleitoral e recebido pelo presidente do PTB de São Brás. O advogado explica que o

protocolo do cartório registra sete dias após o suposto pedido de desfiliação entregue a Cândido Tavares. “Em 20 de maio houve um ofício pedindo a desfiliação ao presidente do partido. Sete dias depois, como registra o protocolo do cartório eleitoral, ainda sem que meu cliente fosse comunicado, foi enviado uma cópia para o juiz da 34ª Zona eleitoral informando da saída. Como é possível, após uma semana do pedido, a desfiliação ser entregue em cartório eleitoral sem que o filiado tivesse – ao menos – sido avisado. Isso mostra que tudo estava programado e a armação pronta”, disse o advogado. Para completar, segundo Callado, Cândido Tavares infringiu o artigo. 298, do código penal, que resulta em falsidade ideológica (Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro) com pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa. O advogado afirmou que foram feitos dois Boletins de Ocorrências (BO): um na Polícia Federal (PF), responsável em investigar crimes eleitorais; e outro na Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) para apurar o crime de falsidade documental. Além disso, os robustos documentos que comprovam que a assi-

natura foi forjada foram entregues à Justiça Eleitoral para que sejam tomadas medidas cabíveis e os culpados sejam pena-lizados. A trama política que foi feita para desfiliar o vereador Gileno Santos tem todo um interesse político. Segundo contou o vereador Gileno à reportagem, o presidente do PTB tinha o propósito de denunciá-lo por infidelidade partidária (o mandato eletivo não é propriedade particular do candidato eleito, mas patrimônio intangível do partido político pelo qual ele se elegeu). Ou seja, com a perda do mandato por infidelidade, assumiria a cadeira na presidência do legislativo a irmã de Cândido Tavares, a vereadora Maria José Tavares, a Nanda (DEM), que é a vice-presidente e oposição ferrenha aos grupos que comandam o Executivo e Legislativo de São Brás. “Como eu iria desfilar-me do partido sabendo que existe a perda do mandato por ato de infidelidade partidária. Estou vereador há oito vitórias consecutivas e pela terceira vez presidente do legislativo municipal. São mais de trinta anos que exerço meu trabalho em prol de todos os são-braenses”, reforça Gileno Santos.


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kleverson Levy

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Email: kleversonlevy@gmail.com

Taxas abusivas: cadê o Procon-AL?

Os donos de estandes de ingressos estão cada vez mais “sabidos” na hora de vender via cartões de créditos. Tem ficado longe de cumprir a Lei (se é que existe) as cobranças de taxas abusivas nas vendas em Maceió. Apesar do Procon-AL ter informado que é ilegal, se o consumidor for pagar com cartão, há um acréscimo a mais no valor real do ingresso. Não existe fiscalização e o preço que se paga é mais que absurdo. De fato, os consumidores também contribuem para serem “abusados” na hora da compra. Na verdade, sem existir reclamações dos próprios clientes, algumas casas de eventos em Maceió cobram valores exorbitantes se comparado com outras capitais do nordeste. Pior ainda se for parcelado no cartão de crédito. Portanto, fica o alerta para o Procon de Alagoas averiguar as taxas abusivas.

NÃO FOI BEM!

Na abertura da 5ª Conferência Estadual das Cidades, realizada no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) fez um balanço de sua gestão. Os presentes, no entanto, não concordaram com as palavras de Vilela. No fundo do auditório ouvia-se um “zum zum zum” dizendo que o governador estava apenas prestando contas de governo e não focado na Conferência. Por outro lado, algumas pessoas queriam saber se realmente estava em Alagoas, após tantas benfeitorias anunciadas por Téo Vilela.

COLLOR EM ARAPIRACA

Quando esteve em Arapiraca, filiando alguns “companheiros” no PTB, o senador Fernando Collor – de novo! – não poupou críticas ao governador Téo Vilela. Na’ terra do fumo’, Collor disse em alto som e para todos os presentes ouvirem: “Precisamos mudar a realidade de Alagoas e tirar esse governador de m...” naquele tom de palavras que o ex-presidente tem ao seu vocabulário coloquial.

AL -101 SUL

Mesmo após ter publicado matéria aqui no Cadaminuto Press – denunciando os problemas na rodovia - ainda continua precária a situação da AL-101 sul. Os buracos e crateras na pista que dá acesso aos municípios do litoral sul continuam atormentando e dando prejuízos aos motoristas. O DER-AL disse que as obras iniciam neste mês de agosto. Já os condutores terão que aguardar. Por enquanto, nenhum paliativo foi feito para que – pelo menos – os motoristas trafeguem com mais segurança e menos prejuízos.

PALMEIRA DOS ÍNDIOS

O município de Palmeira dos Índios estará completa 124 anos de Emancipação Política. Terra que já foi administrada pelo grande escritor Graciliano Ramos, a “Princesa do Sertão” ainda mantém suas tradições e costumes de cidade do interior. Aos palmeirenses como este jornalista, os cumprimentos de melhores dias nas terras de xucurus-cariris.

ATO PÚBLICO E TERRAS INDÍGENAS

Já na segunda-feira, 19, entidades da sociedade palmeirense estão mobilizadas para um grande ato público com concentração na Casa Museu Graciliano Ramos. O objetivo do evento é unir a população, entidades de classe, imprensa e o Poder Público acerca da possibilidade de demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios. O processo tramita em Brasília, no Ministério da Justiça, e deverá contar com uma Mesa de Diálogo para se chegar a um entendimento.

ENTREVISTADO / FRANÇA JÚNIOR

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Vereador Palmeira dos Índios

Demarcações de terras índigenas gera discussão

vice-presidente da União dos Vereadores do Estado de Alagoas (UVEAL), vereador por Palmeira dos Índios, França Júnior (PSDB), fala sobre o processo da demarcação de terras indígenas em sua região. O assunto polêmico divide opiniões e já provocou reações na Câmara Municipal da Cidade.

Como cidadão palmeirense e legislador, qual sua posição sobre a demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios? É preciso entender que o Brasil tem uma dívida histórica com os índios, massacrados desde a época do descobrimento, mas o Poder Público não pode implementar políticas afirmativas para reparar esse descaso histórico violando garantias constitucionais também importantes no contexto atual, como a propriedade privada legitimamente adquirida e registrada. É preciso a FUNAI entender que o processo de demarcação precisa ser dialogado, gerido sempre na perspectiva do consenso, contendo os ânimos e fomentando a concórdia, mas, infelizmente, não é o que temos visto. Centenas de pessoas dependem de boa parte das terras que foram demarcadas e o clima, justamente por isso, é tenso. A renovação da Câmara de Palmeira foi em média 90%, o senhor acredita que os eleitores – em geral - estão querendo cada vez mais renovar a política? Esse não é um fenômeno exclusivo da política. Renovação é sempre algo muito positivo em qualquer área, especialmente na política, que é um dos principais instrumentos de transformação social que temos. Filiado ao PSDB do governador Teotônio Vilela, o que o senhor prevê para a eleição de 2014? Sinceramente é difícil fazer alguma previsão. Os nomes que são cogitados atualmente já demonstram

que será uma eleição extremamente disputada, o que é bom para o eleitor, pois obriga os candidatos a se exporem nas ruas. O senhor é vice-presidente da União dos Vereadores de Alagoas (UVEAL), qual a importância desses Encontros Regionais de Vereadores que reúnem parlamentares dos municípios alagoanos? Os encontros permitem que os vereadores tenham oportunidade de trocar experiências. Temos problemas que são comuns nos municípios alagoanos e soluções que muitas vezes já foram implementadas com sucesso. Esse tipo de evento, além de unir a mais numerosa classe política do Estado, proporciona a construção dialogada dessas soluções.

FRANÇA JR

“Não se pode implantar políticas afirmativas violando garantias constitucionais”

A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) tem sido uma entidade forte e atuante em defesa dos municípios. O que falta para que a Uveal chegue a ser também uma entidade mais fortalecida no Estado? Infelizmente, penso que ainda temos certo complexo de inferioridade. O vereador faz parte da maior classe política do Estado, é o principal cabo eleitoral de todos os políticos “graúdos”, no entanto a entidade que o representa sequer consegue galgar os espaços que deveria ocupar pela sua importância e representatividade. Pra ficarmos em um único exemplo, de vários que poderia citar, é preciso questionar: como podemos construir estratégias eficazes de segurança pública sem a participação dessa classe política? Somos procurados todos os dias em nossas bases para tratar que questões como essa. Temos muito a contribuir nessa área, com informações especialmente, que é o bem mais valioso no combate à criminalidade. O mínimo que se espera é que tenhamos representação no Conselho de Segurança do Estado, assim como também deve ter a AMA, pela representatividade e o prestígio que possui hoje. A entidade tem procurado resgatar essa autoestima do vereador fazendo-o perceber que o cargo que ocupa, se bem utilizado, é fundamental no desenvolvimento de sua região.


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Federação das Indústrias: 20 anos que o presidente se perpetua no poder SEM RENOVAÇÃO

Da Redação

Um caso de perpetuação no poder. Assim pode ser definida a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, que é integrante de um sistema nacional constituído por 27 federações nacionais. A Federação é liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). É uma entidade com bastante poder e prestígio entre empresários e políticos de uma região. Por esta razão, a cadeira de presidente é um assento influente em decisões importantes para alavancar a economia de um Estado. Em Alagoas, a exemplo do que acontece com alguns cargos que são eleitos pela sociedade nos pleitos tradicionais, também há um grupo dominante – conforme informações de bastidores – que impede a renovação na Federação das Indústrias. Desde a saída de Napoleão Barbosa que a entidade não sofre mudanças e está sob o comando de José Carlos Lyra, que sentou na cadeira pela primeira vez em 1999. A gestão de Napoleão Barbosa chegou a ser apelidada de “napoleônica” em função de ter durado 42 anos. No caso de João Carlos Lyra, nos bastidores, já há quem se refira aos mandatos do presidente como “dinastia”. Como se consegue tanto tempo assim no poder? De acordo com fontes ligadas aos sindicatos que compõem a Federação, a resposta está nas mudanças de estatuto da entidade, inclusive, com uma nova eleição já sendo programada para o final deste ano. Atualmente a Federação é composta por 19 sindicatos. Entre eles,

José Carlos Lyra assumiu defendendo renovação, mas trabalha para seguir no cargo

U ASSESSORIA

“Ele sempre foi reconduzido ao cargo pelo trabalho que vem desenvolvendo, pautado pela legalidade. O presidente nem queria ir para mais uma eleição”

o presidido por José Carlos Lyra: o Sindicato da Indústria Metalúrgica, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Alagoas. Para chegar à presidência mais uma vez, José Carlos Lyra precisa trabalhar politicamente o apoio dos demais sindicatos, que há anos reforçam o apoio à gestão centralizadora. Dentro da Federação de Alagoas, há insatisfações, inclusive reclamações que são feitas contra José Carlos Lyra. Uma delas é de várias demissões sem justa causa e da prática de nepotismo, tendo empregado – conforme informações coletadas pelo CadaMinuto Press – irmã, cunhado, tio, primos e sobrinhos em cargos da Federação das Indústrias. A Federação é mantida pelas indústrias, que contribuem – mensalmente – com 1,5% sobre as folhas de pagamento. A contribuição é obrigatória, recolhida por meio da guia do INSS. Desta forma, como há origem pública do dinheiro, a entidade é fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União.

CONTRATOS

Assessoria de Imprensa de José Carlos Lyra (foto) recebeu as perguntas da equipe do CM Press, mas não respondeu José Carlos Lyra – conforme informações de bastidores – já alterou o estatuto duas vezes para permanecer no comando da entidade. Um grupo de funcionários – que temem represálias e por isto não se identificam – ressaltam a necessidade de serem fiscalizados contratos que deveriam passar por licitação. Entre eles, um com uma agência de publicidade para a divulgação de ações do SESI e do SENAI. Há ainda o questionamento em relação a contratos com seguro de veículos, se-

guros de vida, elaboração de projetos, dentre outros. Os funcionários também indagam a ausência de transparência da gestão em relação à compra por meio de cotação de preços. De acordo com eles, sempre efetuados com as mesmas empresas. O CadaMinuto Press entrou contato com a assessoria de imprensa do presidente José Carlos Lyra para que ele desse respostas sobre as acusações. A assessoria recebeu as perguntas por email – como combi-

nado – e ficou de responder até o fechamento desta edição, o que não ocorreu. A única resposta obtida é que José Carlos Lyra se encontra no comando da Federação das Indústrias por não existir grupo opositor. “Ele sempre foi reconduzido ao cargo pelo trabalho que vem desenvolvendo, pautado pela legalidade. O presidente nem queria ir para mais uma eleição”, foi a informação recebida por nossa equipe de reportagem.


COLUNA

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com Luis Vilar

lvilar2@gmail.com impresso Cada minuto press

A Secretaria de Comunicação de Rui França (Governo do Estado) precisa detalhar os critérios de investimentos nos veículos. Quais são as aferições de audiência, vendagem e acessos utilizados por França e equipe na hora de destinar recursos? Como explicar, por exemplo, os investimentos feitos em certa rádio da cidade de Viçosa? Como perguntar não ofende, aqui se espera a resposta.

MAX BELTRÃO

O prefeito de Coruripe, Max Beltrão, tem dito a alguns amigos – conforme informações dos bastidores políticos – que pretende sair do PMDB. Candidato a deputado federal nas eleições de 2014, Beltrão se sentiu incomodado por não ter aparecido nas recentes inserções do PMDB, que foram espaço aberto para Luciano Barbosa (PMDB) e Renan Filho (PMDB). Estes são possíveis candidatos à Câmara dos Deputados.

Um fato chama atenção depois que Galba Neto (PMDB) – vereador por Maceió – disse que um colega tenta sabotar o projeto da autoria dele: a fala de João Luiz (Democratas) afirmando que esta situação é normal na Câmara Municipal de Maceió. Em outras palavras, Heloísa Helena (PSOL) está corretíssima ao classificar a Casa de Mário Guimarães de “serpentário”. O problema é que ninguém dá nomes aos bois na terra onde o mais bestinha aprendeu a voar. CORREIO DOS MUNICIPIOS

Mosart Amaral

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O engenheiro peemedebista Mosart Amaral passou a bola ao falar da Avenida Pierre Chalita. Indagado sobre a obra, o ex-secretário de Infraestrutura da gestão de Cícero Almeida (PRTB) disse que as explicações devem ser dadas pelo próprio Almeida. A Avenida Pierre Chalita tem se tornado um problema sem dono. Uma parte da área pertence à Base Empreendimento. De acordo com o representante da empresa, foi iniciada a construção da via sem explicação. Que se investigue e apareça a verdade. Quem for podre nesta história, que se quebre...

VERBAS PUBLICITÁRIAS

VEREADORES DE MACEIÓ

Vilar Press

LULA CABELEIRA

ANTÔNIO ALBUQUERQUE

Enquanto a oposição pede a convocação de eleições imediatas, o prefeito afastado de Delmiro Gouveia, Lula Cabeleira tenta reverter à decisão que rendeu o afastamento. Cabeleira – ou Luis Carlos Costa – conta com aliados de peso: o deputado federal João Lyra (PSD) e o senador Benedito de Lira (PP).

Em conversa com um amigo, o deputado estadual Antônio Albuquerque se mostrou ressentido com o ex-deputado estadual Alves Correia. Correia deixou o PTdoB de Albuquerque para ir para o PTB de Fernando Collor de Mello. Ou seja: enfraqueceu o partido para 2014. Albuquerque – entretanto – afirmou ao amigo: “ele não me cominou a sua decisão em nenhum momento!”. O presidente do PTdoB, Marcos Toledo, se calou diante da saída do ex-correligionário.

DRIBLE NO QUINTELLA

O astuto presidente da Câmara de Deputados, Henrique Alves (PMDB), conseguiu dar um drible no deputado federal Maurício Quintella (PR) e adiar a instalação da CPI da Petrobras. Alves manteve cinco CPIs em funcionamento – duas esvaziadas – impedindo a abertura de mais uma. Agora, Quintella terá que colher assinaturas por uma CPMI. Caso Alves se pronuncie sobre o fato determinado, o parlamentar alagoano – aí sim! – poderá ir ao Supremo Tribunal Federal (STF).

CORREIO DOS MUNICIPIOS

O deputado estadual Judson Cabral (PT) tem feito questão de afirmar que tem cobrado que se apure as denúncias contra a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas desde que elas surgiram. Cabral se antecipa a possíveis críticas sobre um comprometimento tardio ou já com o bonde andando.

TEMÓTEO CORREIA

O deputado estadual Temóteo Correia (Democratas) recomendou que o parlamentar João Henrique Caldas (PTN) silencie sobre o escândalo da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Para Correia, cabe ao Ministério Público Estadual apurar e ponto final! O deputado do Democratas se junta ao time daqueles que torcem para que o parlamento estadual saia logo de foco. Temóteo Correia também é contrário a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Casa de Tavares Bastos.

PEDRO ACIOLI

O ex-conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o advogado Pedro Acioli Filho, fez uma sugestão interessante ao presidente da OAB/AL, Thiago Bomfim. A adoção de um Portal da Transparência por parte da entidade que tem cobrado – e é seu dever! – maior transparência do poder público. Acioli ainda recomendou que a Ordem se submetesse aos pedidos da Lei de Acesso à Informação (LAI).

JUDSON CABRAL

FERNANDO COLLOR

OSCIPS

O vereador Wilson Júnior (PDT) está prestes a finalizar o relatório sobre a situação das OSCIPs, envolvendo dados tanto da gestão de Cícero Almeida (PRTB) quanto do atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). Está difícil de sair esse relatório, cuja Comissão foi criada antes mesmo da Câmara Municipal de Maceió iniciar suas atividades legislativas. Mas, Wilson Júnior garante que entrega; e com dados consistentes.

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) não dá ponto sem nó. Bem assessorado, Collor agora parte para buscar apoios no interior do Estado de Alagoas. Uma caminhada em ritmo forte rumo à eleição de 2014. O que chama atenção nos passos de Collor é que o discurso adotado por ele é dúbio. Tanto pode ser interpretado como um candidato à reeleição no Senado Federal, como mais um nome ao Governo do Estado.

JÚLIO CÉSAR

O tucano e vereador por Palmeira dos Índios, Júlio César, tem aderido ao ritmo intenso de trabalho. Não falta a uma sessão da Câmara Municipal da cidade e tem se empenhado nos encontros que são organizados pela União dos Vereadores do Estado de Alagoas. Júlio César dá o recado: se cair na área é pênalti. Pode ser candidato em 2014, ou ainda em 2016, ao cargo de prefeito. Avenida aberta para o edil é sinal de maratona.


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Cultura

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MÚSICA

Para além das belas águas, a busca pelo belo som...

Candice Almeida Estagiária

“Quem é que não gosta de carinho/Quem é que não gosta de um xodó/Quem é que não sente saudade/De um dia de sol em Maceió”, pedaços de Alagoas foram cantados pelo rei do Baião como só Luiz Gonzaga seria capaz. Simplicidade e emoção são as palavras que melhor descrevem as paisagens e o povo

Apesar do pouco incentivo cultural, artistas buscam caminho do sucesso em AL

alagoano. A música alagoana possui ícones nacionais como Hermeto Paschoal e Djavan, mas além dos astros nacionais, Alagoas é rico celeiro de talentos e criativos artistas. Ainda mantem-se forte a tradição, com o folclore sendo resgatado constantemente pelos admiradores da cultura popular. Reisado, Guerreiro, Pastoril, Chegança, Coco de roda, entre outros, são ainda os maiores reflexos da cul-

tura alagoana, mas o cenário nunca foi único. O plural e a diversidade dão a tônica da música alagoana. Ritmos como xote, forró, baião; instrumentos como triângulo, zabumba, sanfona, pandeiro; as rimas e a criatividade de cantadores e repentistas da embolada; tudo isso faz parte da musicalidade nordestina e alagoana, e hoje influenciam de forma enfática a produção cultural local.


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DIFICULDADES Artistas não possuem muitas facilidades quando ainda estão a caminho do estrelato. O mercado é apertado e há espaço para poucos e nem sempre para os melhores. Ao contrário do que ocorre em alguns estados, em Alagoas há pouco incentivo cultural. Na verdade a cultura é encarada como item de pouca importância para as prioridades sociais, daí o reflexo na seara privada que, historicamente, pouco contribuiu para o fomento das produções locais. Atualmente vê-se com maior constância apoio à produções teatrais, mas produções musicais ainda atravessam grandes entraves, principalmente porque não há espaço fixo e viável em veículos de comunicação de massa locais e poucas oportunidades para apresentações públicas. Recentemente políticas públicas municipais têm tentado viabilizar e fortalecer a cultura local, como a criação de espaço no Posto 7 e a prevalência de bandas locais e regionais no São João de Maceió – estas apenas algumas ações que são muito bem-vindas, mas ainda muito recentes para algum resul-

DIVULGAÇÃO

tado mais efetivo. A pouca influência nacional que produções locais alcançam não refletem talento, mas problemas históricos e sociais que têm sido mitigados pelos avanços culturais e tecnológicos. A internet tem assumido papel de destaque como veículo de divulgação da cultura musical local, ganhando, assim, espaço em meios alternativos, buscando outros caminhos para atingirem o público. Compositores locais e populares como Toninho Jucá – Banda Cannibal – e Wado – ex-Fino Coletivo – já alcançaram o grande público através de composições suas interpretadas por grandes estrelas nacionais, e assim levam o nome de Alagoas para o cenário brasileiro, já que nossas produções possuem pouca oportunidade. Com o crescimento da participação popular nas produções musicais e na divulgação por meio dos canais virtuais e das redes sociais, as possibilidades de visibilidade e de descoberta da cultura local pelo cenário nacional cresceram de forma ainda inestimável.

Milane hora é uma das artistas alagoanas que tem projetado o cenário musical local para o restante do país

Final dos anos 90 produziu uma excelente cena musical em AL DIVULGAÇÃO

Wado, ex-Fino Coletivo, já teve composições interpretadas por grandes nomes

No final da década de noventa os recursos regionais foram aproveitados e serviram de mote para muitas bandas alagoanas, criando uma nova forma de fazer música em terras caetés. Bandas como Dr. Charada, Ôxe, Poeira Nordestina e Dona Maria, chamaram atenção pela criatividade e engajamento, se valendo dos recursos típicos do nordeste para inaugurar um momento bem alagoano, sofrendo influência também do manguebeat pernambucano. Bandas como Mopho e Sinsinhor – de rock – traziam o nordeste, ao menos, no nome. Mas a cultura em Alagoas sempre encarou problemas com apoio financeiro e oportunidades para gravação e divulgação, assim muitas bandas daquela época sucumbiram e poucas resistiram ao tempo. Também as Casas de show, que em Maceió pos-

suem a característica da sazonalidade, sobrevivendo apenas aquelas raras que superam os modismos locais. Para sobreviver da música muitos alagoanos de talento sucumbiram à força da música imposta pelos meios convencionais de mídia e que possuem forte apelo junto ao público. Sendo assim, desde o fim dos anos 90, muitas bandas se dedicaram aos ritmos nacionalizados, perpetuando-se, assim, ao longo dos anos. Hoje temos em Alagoas artistas consagrados que romperam com as raízes nordestinas nas produções, mas que procuram manter o regionalismo na impressão de suas marcas. Músicos como Mácleim, Eliezer Setton, Junior Almeida, Julio Uçá, Luiz de Assis, Wilma Araújo, Fernanda Guimarães, Milane Hora, entre muitos outros, que fazem o campo da música alagoana

perene, enriquecendo o cenário musical do Estado e influenciando composições nacionais. A tecnologia tem proporcionado o acompanhamento das produções locais às evoluções nacionais e internacionais, desde gravações às divulgações dos trabalhos e acesso à informação, tornando o trabalho dos músicos alagoanos mais profissional e de fácil acesso. Naturalmente vem surgindo uma nova corrente musical que alinha todas as influências históricas e regionais, assumindo, cada vez mais, uma maior função humana e artística. Suas letras descrevem fatos, desilusões, amores, política, violência, entre muitos outros assuntos que relacionem suas origens. Todos esses fatores remetem à reafirmação da importância da informação na produção e divulgação artística.


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Social

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elainerafaella@hotmail.com

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Circo

m dos mais renomados nomes do picadeiro nacional, o Circo Show, comandando pelo ator Marcos Frota, está em Maceió. Na estrada com a turnê “Daqui”, que expressa nossa cultura de forma alegre e contagiante, o público pode conferir de perto as emoções deste grandioso espetáculo, no estacionamento do Shopping Pátio Maceió. O valor dos ingressos varia de R$ 10,00 a R$30,00 e poderão ser adquiridos na Praça de Eventos do Shopping ou na bilheteria do circo.

VEJA TAMBÉM

SHOW Considerada uma das maiores bandas de forró do País, Aviões do Forró, completa sua primeira década em alto estilo, no dia 30 de agosto, na Musique. A festa contará ainda com a participação de Galã e Forró do Muído. Acompanhe o site: www.avioesemmaceio.com.br e fique por dentro de mais informações. Reservas de mesas: 3313-5738 TEATRO Considerado uma das maiores revelações do humor brasileiro, o ator Paulo Gustavo estará em Maceió no próximo dia 22 de setembro com o espetáculo “Minha mãe é uma peça”, no Teatro Gustavo Leite. Informações: 3315-3022 FIM DE ANO Considerado o maior Réveillon All Incluse do país, o Celebration também é conhecido pela grandiosa estrutura que oferece além de reunir muita gente bonita e animada. Este ano, a festa começa mais cedo e em grande estilo, confira a programação: Dia 27 de dezembro: Chiclete com Banana. Dia 28, festa “Clubinho” com Dj Pete Tha Zouk e Buchecha Dia 29, Saulo Fernandes e Mc Coringa Dia 30, Pool Party e E para encerrar a programação com chave de ouro e anunciar a chegada de um novo ano, a festa contará com ASA de ÁGUIA e JOTA QUEST.

Francisvaldo Diniz, França Jr (vereador de Palmeira dos Índios), Thiago Bomfim (Presidente da OAB), jornalista Carlos Melo, advogado Welton Roberto, Secretário de comunicação de Maceió, Clayton Santos, e o jornalista Lula Vilar, no lançamento do CadaMinuto Press

O vocalista da banda Xatrez, Max David, em momento paizão em dose dupla

José Coutinho circulando pelo Rio de Janeiro ao lado do craque da seleção, o jogador Fred

O empresário "Jambo" ao lado de sua primogênita e fiel escudeira, Maria Eduarda

RAFAFINHAS

-Após alguns meses mantendo o sigilo, os apaixonados Rafaella Casado e Temisthon Medeiros anunciaram que “estão grávidos”. -Janine Belo também está radiante, a empresária está grávida de seu primeiro filho.

O casal Líbia Mafra e Márcio Canuto em recente evento social ao lado da amiga e jornalista Carla Vilhena

A bela e competente Secretária de Saúde de São José da Lage, Ângela Vanessa Rocha


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ARTIGO

MP da Seca, um avanço necessário

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* Renan Filho

Congresso Nacional aprovou na última semana o texto final da Medida Provisória (MP) 610, a MP da Seca. Ela trata da ajuda a municípios atingidos pela seca no Nordeste, renegocia dívidas rurais e inclui novos setores na desoneração tributária da folha de pagamentos. Na Comissão Mista da MP, da qual fui membro, alteramos o texto inicial para ampliar as condições de renegociação das dívidas dos pequenos agricultores, buscando alternativas que permitam à agricultura familiar e aos pequenos produtores rurais a possibilidade de quitarem suas dívidas e continuarem produzindo. Melhor do que o previsto pela Lei nº 12.249/2010, que é a legislação que cuidava, até agora, da prorrogação das dívidas rurais, a MP 610 vai estender as condições favoráveis para a quitação de empréstimos concedidos por meio do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) a todos os produtores rurais, independente da fonte de contratação. Diferentemente, a Lei 12.249 restringia o benefício aos participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf. A MP 610 também trouxe outras inovações, que representam grande progresso para os produtores rurais. A primeira que preciso citar é em relação ao teto para contrato de operações, ampliado de R$ 35 mil para até R$ 100 mil. A abrangência de contratos que passam a poder ser refinanciados também aumentou. Antes, somente operações contratadas até o dia 14 de janeiro de 2001 poderiam ser renegociadas. Com a aprovação da MP, o prazo amplia até dezembro de 2006, e a repactuação poderá ser feita sem necessidade de desembolso. Essa conquista amplia o alcance em relação ao total de produtores a serem atendidos. As dívidas originalmente contratadas até R$ 15 mil terão rebate de 85% para agricultores de municípios do semiárido, e de 65% para os de demais municípios. Já as contratas entre R$ 15 mil a R$ 35 mil, terão desconto de 75% para os municípios do semiárido e de 45% para os demais municípios. Essa definição é semelhante ao previsto na Lei 12.249, entretanto, sua aplicação será realizada com efeito cascata, ou seja, incidindo sobre cada parcela da dívida, uma demanda que finalmente foi alcançada, e fará justiça aos produtores rurais da região. Para a nova faixa de dívidas permitida pela MP, que contempla empréstimos entre R$35 mil e R$ 100 mil, os rebates serão de 50% para os municípios do semiárido e de 40% para os demais municípios. Outro importante dispositivo incluído é o que permite a amortização parcial da dívida com os rebates proporcionais até dezembro de 2014, permitindo ao produtor rural se programar e adiantar o pagamento de parte do saldo devedor sempre que tiver recursos disponíveis. Também foi criada a possibilidade de renegociar o saldo remanescente não liquidado, aplicando-se os rebates previstos sobre os valores pagos. O texto aprovado aqui no Congresso também determina que sejam suspensos os procedimentos de cobrança administrativa e judicial e as execuções das dívidas rurais até 31 de dezembro de 2014. Nós proibimos as instituições bancárias de cobrar comissões para renegociarem dívidas e tarifas para a liquidação das operações, e também proibimos a cobrança de taxas cartoriais desnecessárias. Além disso, incluímos a possibilidade de financiar os custos judiciais e honorários. A aprovação da MP da Seca beneficia mais de 300 mil pequenos produtores rurais do Nordeste, permitindo a renegociação de cerca de R$ 3,5 bilhões de reais em dívidas. É uma medida que permite ao pequeno produtor rural nordestino, já tão castigado pela seca e pela dificuldade da vida no campo, continuar com a sua produção, quitar suas dívidas, recuperar sua capacidade de crédito, honrar seus compromissos. Esse é o caminho certo para que possamos, a cada dia, promover o crescimento no campo brasileiro. Deputado federal*

FOTO LEGENDA / Em uma das sessões da Assembleia, o CadaMinuto Press flagrou o papo entre o de-

putado estadual João Henrique Caldas, o JHC (PTN) - autor de denúncias fortes envolvendo a Casa de Tavares Bastos - e o parlamentar Marcelo Victor (PTB), que pode ser alvo das investigações

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ARTIGO

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*Othoniel Pinheiro Neto

A luxuosa imoralidade no serviço público

princípio da moralidade pública nunca foi abordado adequadamente pela doutrina brasileira. A visão simplista do caput do art. 37, não pode mais continuar a impor temas relacionados a “uma honesta, proba e íntegra gestão da coisa pública”, mas sim, como uma cláusula de abertura para que todos os órgãos públicos passem a respeitar também os valores caros à ética como um todo. Assim, vale dizer que a ética e a moral vão muito mais além de temas relacionados à honestidade. Peter Singer, famoso filósofo e professor australiano, ao abordar um contexto social macro, diz que a moralidade também diz respeito ao abandono social dos mais pobres (Ética Prática. 2002, p. 18), adicionando que, não podemos dizer que estamos diante de um cenário ético, ante a uma conjuntura socioeconômica que tende sempre a privilegiar os mais ricos. Diante disso, entendo que há algo de errado com a distribuição de recursos públicos no interior da própria Administração Pública, pois a destinação de duodécimos para o Judiciário, Legislativo, Ministério Público e

Tribunal de Contas, em nome de sua independência, aliada a algumas disparidades dentro do Executivo, inaugura cenários curiosos dentro do âmbito público brasileiro. Enquanto crianças estudam (e quando estudam) em situações precárias e a saúde pública é sucateada, alguns agentes públicos trabalham em repartições públicas com estrutura luxuosa (poltronas, mármores, vidraçarias, estacionamentos privativos, conforto e, pasmem, até banheiro privativo) sendo atendidos com cafezinhos por mordomos, além de andar em majestosos carros oficiais (enquanto muitos contribuintes nem sequer têm dinheiro para pegar o ônibus todos os dias). Infelizmente, essa é uma situação altamente enraizada em nossas tradições morais e que dificilmente será alvo de inquietação devido a nossa cultura de letargia que deita eternamente em berço esplêndido. Assim, quando o dinheiro público é usado para prédios, carros e móveis de luxo, enquanto os serviços essenciais ainda estão abaixo do desejado, não podemos dizer que estamos em um cenário moral. Defensor Público*


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Esportes

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Vida de atleta: dificuldades de conquistar reconhecimento ESFORÇO

Paulo Chancey Junior Repórter

Nascer com o dom de ser um atleta, seja em qual for o esporte, passar infância e adolescência aprimorando talentos em treinamentos dia e noite, derramando suor e lágrimas, e até sangue dependendo do esporte e da necessidade. Todo esse esforço pode ser recompensado num futuro, em curto ou longo prazo. Todavia, apenas talento não garante o sucesso de um atleta de alto rendimento. Até os mais vitoriosos sofrem com um mal que atinge várias modalidades e grandes nomes do esporte: a falta do reconhecimento.

Títulos x apoio

Em tom mais duro, outro esportista que representou Alagoas em boa parte dos 21 anos de carreira, foi o multi-atleta das lutas, Rocky Junior. Campeão Profissional de Full Contact Norte Nordeste e brasileiro, no Kickboxing, Campeão Norte Nordeste, Brasileiro e Sul-Americano e no boxe, Bicampeão Paulista/ Campeão Mercosul/Campeão do Mundo Hispano/ Campeão Latino. Todos esses títulos não foram o bastante para receber o apoio do poder público. Em algumas das tentativas, nem respostas foram devolvidas, o que despertou a revolta do campeão. “Nunca recebi do poder público nem um par de luvas para treinar, apesar de ter enviado vários projetos às secretarias de Esportes. Inclusive projeto social para beneficiar crianças carentes e nunca foram aceitas. Recebi inúmeros ‘nãos’. Isso quando recebia os nãos, outras vezes, ou nem a dignidade de me responder tinham”, criticou.

Em Alagoas, são comuns os casos de esportistas que sofrem dificuldades profissionais

Quando se fala em reconhecimento, muitas podem ser as vertentes. Reconhecimento familiar e da torcida não bastam, pois é preciso sobreviver. É aí que começam as dificuldades de quem envereda pelo mundo do esporte. O grande atleta precisa mesmo do reconhecimento profissional, que vem através de apoio, patrocínio financeiro: suporte necessário para que a carreira possa deslanchar. Em Alagoas, muitos são os casos de atletas que sofrem com a dificuldade para se manter em padrão de disputa com adversários de outro Estados e países. Um dos grandes atletas que sofre com a falta de reconhecimento e patrocínio, é o representante

A falta do reconhecimento parece ter calejado o lutador, que tirou do foco os governos e prefeituras e seguiu para outro seguimento, conseguindo um patrocínio que lhe deu suporte, mas, que chegou ao fim, dando início a outra batalha. “Até meio desse ano fui patrocinado pelo SESI, um patrocínio de seis anos e meio que me deu condição de conseguir viver só do esporte e com isso, nesse período, conquistei 5 cinturões, sendo 3 internacionais, fora lutas internacionais vencidas aqui e fora do país também. No momento estou sem patrocínio. A luta continua”, afirmou. “Só penso nos atletas que estão começando a se destacar e fico triste de saber que a realidade deles aqui é sempre mendigar ajuda ao município e Estado, e não vão ter a ajuda necessária. Posso dizer que a relação poder público e atletas é medíocre, uma verdadeira piada”, finalizou.

U YOHANSSON

“Eu me considero um vitorioso por ter superado as dificuldades que a vida me impôs. Infelizmente, mesmo com os resultados que consegui, não angariei patrocínios do meu Estado. Mas, faço questão de defender e levantar sempre a bandeira de Alagoas, minha terra e onde está a minha família”

de sucesso de Alagoas em provas paraolímpicas, Yohansson Nascimento. Campeão panamericano, olímpico e mundial, fechando a trinca de grandes eventos da modalidade em que compete, Yohansson parece ter cansado de sofrer - e apesar dos patrocínios limitados - faz questão de comemorar. “Eu me considero um vitorioso por ter superado as dificuldades que a vida me impôs. Infelizmente, mesmo com os resultados que consegui, não angariei patrocínios do meu Estado. Mas, faço questão de defender e levantar sempre a bandeira de Alagoas, minha terra e onde está a minha

família”, afirmou. Nos últimos anos, o jovem de 25 anos tem competido com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo do Estado de São Paulo. Em tom ameno, mostra não esperar por apoio, mas não condena os representantes do poder público que colocam sempre em segundo plano benefícios que deveriam ser prioritários no país, como saúde, educação, segurança, esporte e lazer. “Nós sabemos que não é fácil. Tem muita gente boa começando, crescendo e finalizando carreiras no esporte, eu sei que é difícil ajudar todo mundo. Acho que a política deveria ser outra, mas, infelizmente não acontece. Paciência”, lamenta.

Yohansson fala sobre as dificuldades de sua carreira no esporte e a faltade apoio do Estado


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U JORGE VI

Gestores lembram pontos positivos, mas também falam em dificuldades

Esta relação espinhosa não tem apenas o lado de críticas e lamentações. Gestores atuais e anteriores falam sobre a dificuldade que é manter qualquer tipo de investimento. Atualmente como oficial da Polícia Militar de Alagoas e comentarista de futebol na Rádio JovemPan AM 1020, o Major Marlon Araújo, que foi o secretário de Esporte, em 2006, quando ainda existia uma pasta exclusiva, citou alguns pontos positivos da época. “Tínhamos autonomia para executar projetos. Logicamente, com limitações, mas vários foram implantados, fizemos parcerias com federações e lançamos vários projetos. De um desses, podemos apontar o alagoano Bruno Lins Tenório, que na época era uma promessa, hoje uma realidade, medalhista pan-americano, parti-cipando de provas olímpicas, junto com o mel-

hor do mundo, o jamaicano Usain Bolt”, disse. A Secretaria de Esporte também é uma ferramenta poderosa contra mazelas sociais, como drogas e violência, além de abranger públicos de várias classes sociais e de diferentes faixas etárias, como crianças, adultos e integrantes da melhor idade. O poder que o esporte impõe no aspecto de ações de inclusão social funciona como grande alternativa no caso de uma secretaria de esporte. Atualmente, a secretaria de esportes é atrelada a Secretária de Estado Educação e Lazer, o que foi lembrado por Marlon Araújo ao citar que o esporte é de grande importância para um Estado; e por isso, deveria ser conduzido de outra forma. “A situação atual o esporte é atrelada à educação e por isso é engolida pela grandeza, demanda e

preocupações geradas pela pasta da educação. O esporte precisa ter vida própria”, comentou. Atualmente secretário adjunto de esporte e lazer, Jorge VI pode dizer que já viveu os dois lados da moeda, uma vez que já foi político e recentemente conduziu paralelamente a vida de gestor e dirigente de clube - o CSA - no qual renunciou recentemente alegando problemas de ordem pessoal e de saúde. “Não é possível atender individualmente os atletas, pois a lei não permite, se os mesmos não forem representados e vinculados às federações, associações esportivas, ligas, devidamente regularizadas e cadastradas junto a Secretaria Adjunta do Esporte, com as suas respectivas certidões negativas. Existe o programa Bolsa Atleta Estadual em funcionamento, cujos atletas e paratletas benefici-

“Não é possível atender individualmente os atletas. A lei não permite. É preciso que estes sejam representados e vinculados à federações devidamente regularizadas e cadastradas”

ados são contemplados por um ano, com um salário mínimo, conforme o ranking do ano anterior de suas respectivas modalidades e indicados por uma junta formada por técnicos da Secretaria Adjunta que julgam as indicações das fe-derações, que são obrigadas a comprovar o desempenho do atleta pelo calendário esportivo, mediante súmulas”, explicou Jorge VI.

CARRO-CHEFE

O futebol estadual também passa por momentos difíceis. As finanças não são das melhores e os dirigentes precisam angariar recursos, através de patrocínios de empresas e conselheiros do clube. Mas, se tem algo que os clubes podem questionar, mas nunca reclamar, é com relação aos investimentos feitos pelo

Estado do começo ao fim do ano. No Campeonato Alagoano, por exemplo, os três clubes de maior expressão receberam R$ 50 mil cada (ASA, CSA e CRB) e os sete demais, R$ 30 mil, somando R$ 360 mil injetados diretamente nos clubes. O Governo é um dos patrocinadores da transmissão ao vivo das partidas de futebol, fazendo com que as marcas dos clubes sejam mais valorizadas e os patrocinadores invistam mais no futebol. O Governo do Estado mantém o estádio Rei Pelé, de forma subsidiada para os clubes fazerem uso. No segundo semestre, o futebol local é movimentado basicamente pelas competições nacionais. Neste caso, na série B o ASA recebe um valor mensal de R$ 80 mil, na série C, o CRB R$ 70 mil, e na série D, CSA recebe R$ 60 mil.


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MARLON majormarlon@hotmail.com

HORA DE AGIR

Por dois jogos seguidos do CRB foram apresentados problemas com a presença de apenas uma ambulância no campo. Em Baraúnas foi pior, pois havia um jogador acidentado, precisando de atendimento e sem condição de ser atendido. Não sei se a responsabilidade é exclusiva do CRB, da FAF ou se existe uma corresponsabilidade. Mas chegou a hora de no próximo jogo do CRB termos duas ambulâncias em condições de atendimento antes que estejamos lamentando uma tragédia, a qualquer dia.

CALMA COM O ANDOR

É claro que os resultados do CRB mostram que estamos diante de uma nova equipe, um time competitivo. Em doze pontos disputados, foram dez conquistados. Mas ainda não vejo o time pronto para entrar no G4 e brigar por uma vaga. Ele pode até entrar, mas a tendência é ficar oscilando. O CRB precisa de mais peças que possam dar a Roberval Davino uma instabilidade na equipe. Hoje saindo alguns jogadores, o CRB não tem reposição e perde qualidade.

COMEÇOU ERRADO?

O CSA já divulgou uma direção montada com nomes de grandes azulinos. Aos poucos surgem as dúvidas. Um diz que não foi convidado, outro diz que não quer e outro que não tem tempo. Estas divergências azulinas preocupam. Com todos juntos, vejo um CSA forte com chances reais de fazer uma bela temporada. Com divergências de pensamento dentro do grupo, o CSA vai patinar e corre risco de uma nova temporada cheia de fracassos.

BELO RESULTADO

A inspetora da Guarda Municipal, Simone Lima, brilhou no World Police Games em Belfast, na Irlanda. Foram três medalhas, um de ouro, outra de prata e uma de bronze. Simone brilhou e somente lamentou um tratamento passado no Aeroporto em Londres, onde teve que dormir no saguão. Ela já voltou para terrinha e com certeza trouxe orgulho para todos os alagoanos.

RECUPERAÇÃO

Francisco Carlos do Nascimento se machucou no teste da FIFA em São Paulo. Agora terá uma nova oportunidade em Florianópolis. Vamos torcer pela breve recuperação do nosso árbitro FIFA para permanecer em escalas no restante da temporada.

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GARRA

Matheus Messias desponta para uma brilhante carreira no cenário nacional

Jiu-Jitsu: O convite que resultou em suor, títulos e muitos sonhos

Paulo Chancey Júnior Repórter

Um convite! Foi o bastante para mudar a rotina e a vida de um garoto há três anos. Ele deixou de lado as brincadeiras da infância e adolescência, para praticar o jiujitsu: criado há décadas e que nos últimos anos ganhou ainda mais espaço como uma das artes marciais mais completas e necessárias para a prática do Mixed Martial Arts (MMA). Matheus Messias tem apenas 16 anos, e já possui um futuro brilhante na carreira. Dois anos e meio poderia ser pouco tempo para um praticante. De fato é, mas a rotina de treinos e as primeiras conquistas mostram que o futuro pode ser vitorioso, se seguir o nível deste começo. O atleta Matheus é o atual campeão alagoano de jiu-jitsu adulto, até 85kg, para quem usa a faixa-azul. Como se não bastasse crescer e aparecer em nível local, sabendo que ainda tem tempo para amadurecer no esporte, o jovem não precisou ir muito longe para colocar o seu nome em destaque para o mundo. No último mês de julho, o jovem deu um grande passo na ainda curta e vitoriosa carreira, ao participar, no Rio de Janeiro, do International Open Rio. Ele faturou a categoria Meio-Pesado, em um evento que reúne atletas do Brasil e do mundo. “Nem preciso dizer o quanto estou feliz com esse título. A vontade é de continuar treinando e conquistando novas competições. Isso é fruto de muito treinamento e do trabalho que tenho feito junto aos meus treinadores”, disse Matheus. Quando fala dos treinadores, Matheus não exagera quando coloca grande parcela da “culpa” nos seus mestres. Isso porque, às terças e quintas, no projeto “Guerreiros da Praia”, em Marechal Deodoro, os

Matheus é o atual campeão alagoano de jiu-jitsu adulto até 85kg

treinos são realizados com o jovem professor Victor Lucas Toledo. O professor é destaque no esporte em Alagoas e chegou a migrar para o MMA, vencendo lutas, inclusive no “Coliseu Extreme Fight”: evento alagoano que ganhou notoriedade no cenário nacional, tendo transmissão ao vivo pelo Canal Combate. O outro professor, com quem trabalha nas segundas, quartas e sextas, é o campeão regional, brasileiro e mundial em vários anos e categorias, Diojone Farias. Além de tudo é presidente da Federação de Jiu-Jitsu Esportivo Tradicional do Estado de Alagoas e líder da Academia Gracie Barra em Alagoas, uma das mais tradicionais franquias no mundo. “O jiu-jitsu é um benefício na minha vida. Aceitei o convite de um amigo que já treinava, resolvi começar e hoje estou colhendo frutos. Pretendo continuar treinando, esperando o tempo certo das conquistas”, afirmou. “Grandes lutadores de jiu-jiu migraram para o MMA. Na arte suave sou admirador do Roger Gra-

cie, que hoje é lutador de MMA, o qual possui grandes nomes, mas nesse mixed eu sou admirador do Ryan Gracie. Quem sabe um dia eu não vá também? Mas, no momento, pretendo crescer e aparecer”, afirmou. Se muita coisa pode mudar como de categoria e até uma possível migração para o MMA - o que não será diferente na cabeça do jovem atleta, é o desejo de manter o jiu-jitsu com paixão e possível profissionalização, juntamente com os estudos é um futuro garantido. Sabendo que a carreira está apenas no começo, o jovem Matheus Messias sabe dos obstáculos que encontrará pela frente, sejam eles adversários ou dificuldades da trajetória, mas mostra frieza ao pensar no futuro. “Sou alegre por poder treinar todos os dias, independente do que aconteça. Sei que vou encontrar dificuldades, mas não vou desistir nunca, essa é a filosofia do esporte e principalmente, não vou desistir porque Deus está comigo”, finalizou.


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DESTAQUE

MARX BELTRÃO

Formado em direito pelo Centro Universitário Cesmac, Marx Beltrão foi um dos prefeitos mais jovens de Alagoas, aos 24 anos, foi eleito com mais de 80% dos votos nos dois mandatos como prefeito de Coruripe (2005-2008/2009-2012). Casado, pai e um político influente e atuante, ele responde ao nosso Papo Rafafá desta semana.

AGENDA

MÚSICA

Confira as dicas para o final de semana em Maceió

PEÇA

Paulo Gustavo traz Minha Mãe é uma Peça para o teatro do Centro de Convenções

Sucesso no cinema e nos teatros de todo Brasil, a comédia MINHA MÃE É UMA PEÇA vem para MACEIÓ. O hilário Paulo Gustavo vai estar dia 22 de setembro no palco do teatro do Centro de Convenções.

- Nome: Marx Beltrão - Idade: 33 anos - Um perfume: GUCCI Guilty - Um livro: A Arte da Guerra (Sun Tzu) – - Qual a música que não sai da sua cabeça? São muitas... - Aparelho tecnológico que não vive sem: Celular - Qual é sua ideia de felicidade? Poder ajudar as pessoas com o meu trabalho. - Defina-se em uma palavra: Amigo - Quem você gostaria de ser se não fosse você mesmo? Ninguém - Qual é seu atual estado de espírito? Feliz - Que defeito é mais fácil perdoar? Todos. Desde que seja perdoado de coração. - Qual é o lema de sua vida? Trabalhar - Um sonho de consumo não realizado: Não tenho - O que você considera a sua maior conquista? Carinho do povo - Qual o segredo para o sucesso? Ser você mesmo e ter determinação na conquista de seus sonhos.

MODA

ALAGOAS TREND HOUSE 2013 – EM AGOSTO 7º EDIÇÃO DA SEMANA DE MODA

A 7º edição da Semana de Moda Alagoas Trend House acontece entre os dias 19 a 23 de agosto, Musique. Além dos desfiles de estilistas locais, o evento conta com um espaço gourmet e uma loja Pop Up, onde o público pode comprar as peças dos desfiles. Este ano, o Alagoas Trend House homenageia o artista plástico Denis Uchôa.

Vendas em breve no stand Sue Chamusca Macei Shopping - TØrreo.

LENINE CONFIRMA SHOW EM MACEIÓ

Lenine confirma vinda para Maceió no dia 1° de Setembro no Teatro Gustavo Leite no Centro de Convenções. O Artista pernambucanocarioca completa nesta turnê 30 anos de carreira com 10 discos lançados e deve brindar os alagoanos com um resumo de sua carreira.

SAULO LARANJEIRA TRAZ DEPUTADO CORRUPTO E OUTROS PERSONAGENS PARA AL

O humorista Saulo Laranjeira traz deputado corrupto e seus vários personagens para Maceió com o espetáculo “Assunta Brasil”. A apresentação será no Teatro Deodoro, no dia 23 de agosto, a partir das 21h. Preço dos ingressos: R$50 (platéia, camarote, frisas) e R$40 (Balcão). Mais informações no 3315-5665/9979-5959/8837-6944

SAMBA ALAGOAS

Confirmado para os dias 21 e 22 de setembro deste ano, o Samba Alagoas 2013 traz novidades além das atrações nacionais e locais. A Guerreiros Promoções e Eventos garante festa segura para 20 mil pessoas por noite, sendo disponibilizados 15 mil ingressos para pista, dois mil para Área Vip e três mil para o camarote Tapete Vermelho Maikai.

HUMOR

SAULO FERNANDES E JAUPERI INVADEM A MUSIQUE NO PRÓXIMO DIA 16

O ex-vocalista da Banda Eva fará seu primeiro show solo em Maceió, no dia 16 de agosto, na Musique. O baiano Jauperi e o DJ Pitão completam a festa em comemoração aos 10 anos do Réveillon Celebration. Os ingressos custam R$40 (pista), R$60 (mezanino) e R$90 (frontstage) e estão sendo vendidos nas Lojas HIt e Wo. Mais informações: 3357-8007.

8º EDIÇÃO MOSTRA ALDEIA SESC

No período de 16 a 25 de agosto o Sesc Alagoas realiza a 8ª edição da Mostra Aldeia Sesc Guerreiro das Alagoas. Sem caráter competitivo a mostra que já é consolidada na programação cultural da cidade, apresenta produções nas mais variadas linguagens artísticas, dança, teatro, circo, perfor-mances e intervenções urbanas, com apresentações gratuitas. 1º DE SETEMBRO NO TEATRO GUSTAVO LEITE CENTRO DE CONVENÇÕE


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Setor sucroalcooleiro amarga uma dívida de R$ 50 bilhões CRISE

Candice Almeida Estagiária

A crise internacional, o aumento do preço do combustível, o esgotamento do solo, a seca e diversos fatores de conjuntura socioeconômica podem levar a Indústria açucareira a uma dívida de mais de R$ 50 bilhões neste ano. Só na safra 2013/2014 a dívida deve crescer R$ 4 bilhões em relação ao mesmo período no ano passado. A situação do nordeste é ainda mais preocupante. Alagoas e outros estados vizinhos enfrentaram uma das mais longas e perniciosas secas de sua história, em virtude disso a produção vem sofrendo diminuição sistemática na fabricação de açúcar e álcool. Na safra 2011/2012, as usinas produziram quase 47 milhões de sacos de açúcar. Nessa última safra foram 44 milhões. Em etanol, a safra do ano passado possibilitou a produção de 670 milhões de litros enquanto que neste ano caiu para 540 milhões. Informações de bastidores são alarmantes quanto à moagem. Incrédulos afirmam que não só as usinas do Grupo João Lyra, mas outras poderão não moer a cana em Alagoas. Sem moer, Alagoas não produzirá etanol, açúcar ou qualquer outro produto proveniente da cana. Além da seca, fatores particulares à falta de condições financeira para investir em herbicidas e adubo também contribuíram para a baixa produção e qualidade da cana neste ano. Em 2012 o Sindaçúcar-AL divulgou balanço sobre o beneficiamento da cana no estado e detectou uma queda de quase 12%, sendo a maior perda da Usina Guaxuma – do Grupo JL –, que só em 2012

Vice-governador, Nonô, diz que “já somos desimportantes” no setor

diminuiu em mais de 60% a moagem. Os prognósticos indicam que a safra que começa em setembro será mais difícil em virtude, principalmente, da seca que se abateu sobre todo o nordeste. Alagoas produziu, em 2012/2013, cerca de 30 milhões de toneladas; e nesta safra, 2013/2014, dificilmente passará dos 26 milhões de toneladas. Outro fator que influenciou a crise açucareira no estado foi a política de compressão de preços do governo federal. Os preços estavam muito comprimidos não só em relação ao mercado internacional, no caso do açúcar demerara, mas também em relação ao etanol, pois o governo federal libera aumentar o preço do combustível, mas não permite repassar para o etanol.

COOPERATIVA

O presidente da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas, José Ribeiro Toledo, diz que o que agravou ainda mais a situação é que eles não puderam aumentar o valor de venda do produto final para compensar as perdas. "Como o Nordeste tem participação de apenas 10% na safra do Brasil, os produtores de açúcar e álcool de Alagoas e do Nordeste não puderam aumentar o preço em função da redução de safra porque o Centro-Sul teve uma concorrência muito forte e um crescimento de safra bastante forte este ano", frisou. Segundo Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), a geração operacional de caixa não é suficiente para pagar juros de financiamentos e bancar investimentos. “A partir de 2015 será impossível aumentar a capacidade de produção apenas com a ex-

pansão de canaviais”, apostou. Pádua Rodrigues revelou um dado alarmante na temporada 2013/2014, 12 usinas devem fechar

ou entrar com pedido de recuperação judicial, enquanto apenas três devem ser abertas. Em 2012/2013 foram abertas duas usi-

nas, enquanto outras 12 encerraram as atividades. No ciclo passado, 18 mil postos de trabalho do setor foram eliminados.


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Fornecedores de Cana buscam alternativas em outros estados

Diante da crise que o setor atravessa em Alagoas, fornecedores de cana já têm buscado alternativas em outros estados há muitos anos, desde que usinas passaram a investir fora dos limites alagoanos. Um exemplo é o vice-governador José Thomaz Nonô que é fornecedor de cana há 40 anos e em recente entrevista ao Blog do Vilar ao Vivo – pelo Portal CadaMinuto – em tom de desabafo disse que a cana já deu o que tinha para dar a Alagoas. “A cana não se expande, até porque não tem mais para onde expandir. E outra, nós somos desimportantes, não temos mais poder de nada”, lamentou. Nonô encontrou um ponto positivo para a atual situação açucareira no estado: “isso é de certa forma positivo porque impeliu o estado a buscar outras alternativas”. E citou a Mineradora Vale Verde, em Craíbas, e o Estaleiro Eisa, em Coruripe. Em decorrência da crise do Grupo João Lyra e de toda a expectativa sobre a disputa judicial envolvendo a oficialização dessa quebra, fala-se muito na falência do setor sucroalcooleiro em Alagoas. Em entrevista exclusiva ao CadaMinuto Press,

o secretário de estado do planejamento e do desenvolvimento econômico, Luiz Otávio Gomes, disse que o caso era pontual e particular e que não existe a falência do setor sucroalcooleiro. O Secretário explicou que diversos fatores influenciaram para que Alagoas sofresse perdas ainda mais acentuadas recentemente no setor. Desde a mecanização, que diminui as áreas produtivas, até a seca e a crise internacional. “Com o advento da mecanização, as terras cultiváveis diminuíram bastante, para que se tenha produtividade e resultado, já que todas as áreas de encostas deixaram de ser plantadas, só planta-se em áreas planas, onde se pode usar mais tecnologia”, explicou Gomes. Diferente da opinião do vice-governador, o Secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico do Estado afirma que não há crise no setor sucroalcooleiro porque este se transformou em sucroenergético. Para ele, os investimentos em tecnologia são a saída para fazer frente ao crescimento produtivo de outros estados. Como exemplos da inovação tec-

DIVULGAÇÃO

pontuou que justamente por isso não acredita que seja capaz de a curto tempo influenciar o mercado.

AMIGO TRABALHADOR

nológica do setor, o Secretário citou dois grupos: a GranBio, que investiu R$ 400 milhões numa planta de canaenergia na Barra de São Miguel, apontando que no futuro o etanol será vendido como energia. A nova variedade da cana-de-açúcar está sendo obtida a partir do cruzamento genético de híbridos comerciais com tipos ancestrais de cana-de-açúcar. O resultado é uma planta mais robusta que pode ser cultivada em áreas degradadas de pasto e com alto teor de fibra. A GRANBIO está associada à Usina Caetés, e; na cidade de Teotônio Vilela, o grupo Bolognesi, do Rio

Grande do Sul, investiu R$ 200 milhões numa termoelétrica a partir do bagaço da cana, consorciada à Usina Seresta. A termoelétrica está pronta desde o início deste ano, aguardando apenas a moagem da cana para ser alimentada pelo bagaço. Pretende-se que a Usina possua energia suficiente para si e vender o excedente. “Claro que algumas unidades estão em dificuldade, mas outras estão se reinventando e na média estamos bem, em decorrência da seca”, sentenciou Gomes. Sobre as novidades Nonô reconheceu que a tecnologia é revolucionária, mas

O Secretário Luiz Otávio falou ainda sobre as medidas adotadas recentemente pelo governo estadual para amparar o trabalhador rural durante o período de entressafra. Segundo Gomes, foi criado o Programa Amigo Trabalhador, através da Seplande e da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional, que tem o objetivo de acolher o lavrador da cana-de-açúcar durante o período de desemprego. “A bolsa é recebida pelo chefe da família, que estiver desempregado, prioritariamente, porém, também podem ser qualificados a esposa e os filhos”, explicou. O programa começa esse ano, após a safra. O valor é de R$ 130 por mês, durante quatro meses, totalizando o valor de R$ 520. Ainda segundo o Secretário, estimase que o estado gaste entre R$ 4 e 5 milhões por ano, salientando que o essencial do programa é o impacto social.


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Geral

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Folclore alagoano está saindo da UTI, afirma mestre e folclorista

LUTA POR CULTURA

Gilca Cinara Repórter

Do norte ao sul do estado, o colorido das fitas, os espelhos nos chapéus, tecidos enfeitados, e roupas exuberantes, abrilhantam a cena de forma peculiar durante as apresentações dos grupos de folguedos alagoanos. No mês da comemoração das Tradições Populares (agosto), o folclore alagoano parece ressurgir diante de grandes dificuldades enfrentadas pelos brincantes – denominação dada aos participantes dos grupos de dança e folguedos – que

Desvalorização é lamentável diante da riqueza de manifestações que tem em AL

buscam dar continuidade a tradição. A riqueza cultural alagoana é muita vasta, com mais de 29 manifestações populares. Porém, o trabalho de valorização para esses grupos tem sido lento ao longo dos últimos anos. Ao contrário do que podia ser visto na década de 90, onde comunidades se reuniam às ruas para realizar os ensaios, atualmente, os grupos se resumem a poucos menos de 20 a 40 pessoas. Para não perder a perpetuação dos cânticos e danças, a aposta da Mestre e Folclorista, Maria de Fátima Brasileiro, do Grupo de Folguedos e Danças Professor Pedro Teixeira,

foi misturar as gerações e compor o grupo com jovens e adultos. Mesmo com a inovação, a realidade vivida pela Rainha Anadeje Morais da Silva, do grupo Guerreiro Leão Devorador, é totalmente diferente. Após receber o grupo de herança da mãe, a mestra Maria Vitória, há 17 anos, Anadeje enfrenta dificuldade para encontrar componentes. Segundo ela, o interesse dos jovens pela cultura é pouco, e com o envelhecimento dos brincantes, lacunas são deixadas e a esperança de levar adiante a história alagoana vai diminuindo. “Estou com algumas danças paradas, pois não encontro ninguém para ser

mestre e também tocar os instrumentos”, frisou. O envelhecimento dos componentes não é apenas o único desafio encarado pelos amantes da cultura que lutam para manter a preservação dos folguedos. A falta de uma sede própria, de investimentos para custear instrumentos e roupas, e a ausência de um calendário para apresentações, têm sido crucial para a manutenção desses grupos. Fátima Brasileiro afirma que passou mais de dois sem realizar nenhuma apresentação dentro do estado. “Hoje podemos dizer que o folclore alagoano está saindo da UTI”, ressaltou.


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U SIMÕES

“Em Alagoas não há um hábito do consumo de cultura e isso dificulta. A nossa proposta é para que as pessoas que não têm conhecimento sobre a cultura do nosso estado possam ter contato e conhecer a nossa riqueza”

GIRO DOS FOLGUEDOS

A folclorista garante que os grupos começaram a ganhar mais visibilidade há seis meses, com a realização do projeto Giro de Folguedos, uma iniciativa da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). O projeto é realizado aos sábados em diversos bairros da capital e encantam não só turistas, mas alagoanos que começam a ter contato com a cultura do estado. Grupos alagoanos de guerreiros, afoxés, maracatus, baianas, cocos de roda, bumba meu boi e fandango são as atrações que encantaram pela cor, ritmo, detalhes, passos, batuques e cantigas. Na extensão da orla marítima, são espalhados 15 tablados, onde os grupos se revezam em suas apresentações. O presidente da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (Asfopal) Keyler Simões, garante que o Giro de Folguedos dá uma maior visibilidade aos grupos que ensaiavam, mas não tinha uma oportunidade de apresentação. Para ele, o processo cultural no estado é de recuperação continua das tradições, já que muitos desses grupos não são conhecidos nem mesmo no território alagoano. “Em Alagoas não há um hábito do consumo de cultura e isso dificulta. A nossa proposta é para que as pessoas que não têm conhecimento sobre a cultura do nosso estado possam ter contato e conhecer a nossa riqueza”. Simões ressalta que os grupos folclóricos é a vida dos brincantes. “Eles são chamados de brincantes, porque eles fazem as danças e folguedos com amor. É uma forma deles brincarem. Brincar para eles é como respirar”, completou.

Fátima Brasileiro: uma história de amor com a cultura

Dentre as inúmeras histórias, ao longo dos 28 anos à frente do Grupo Pedro Teixeira, Fátima Brasileiro recorda da primeira vez em que batalhou para colocar nas ruas a apresentação do grupo de dança. “Lembro que não tinha dinheiro na época e fui buscar patrocínio, mas não conseguir. Meu pai me deu todas as roupas e planejou tudo escondido com as meninas que estavam dançando e uma costureira. Até hoje lembro que um dia antes da apresentação, estavam todos dentro da minha casa colando lantejoulas e miçanga”. Segundo ela, mesmo com o tempo e o reconhecimento adquirido, o valor pago pelas apresentações não consegue arcar nem com a compra dos enfeites. Além do pai, Fátima também conta com a colaboração do irmão Flávio Brasileiro, que aprendeu a bordar roupas e

confe-c-cionar peças para ajudar na diminuição dos custos. Os ensaios do Grupo Pedro Teixeira ocorrem todos os sábados, na sede construída no segundo andar da residência da Mestre. “O reconhecimento é muito pouco. Para conseguir construir essa sede depois de 22 anos usei todo o meu 13º salário. Ainda é espaço que precisa de muita reforma, mas graças a Deus foi o que eu conseguir”, afirmou a folclorista acrescentando que já perdeu diversas roupas do Guerreiro no período da chuva devido às goteiras no teto. Mesmo com as dificuldades, Fátima garante que nunca pensou em desistir do grupo e deixar o folclore. “É uma satisfação muito grande ver o reconhecimento das outras pessoas, principalmente quando vamos fazer apresentações fora do estado”, salientou.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

EDITAL DE NOTIFICAÇÃO

À SEURB SERVIÇOS URBANOS E INDUSTRIAL LTDA., inscrita no CNPJ/MF nº09.253.195/0001-56, Rua Deputado Rubens Canuto, nº31, Chão do Pilar/ AL., representante legal Sr. JOSÉ HELDER PAIVA MONTEIRO.

A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, com sede provisória à Rua Sen. José Henrique, nº44, bairro da Ilha do Leite, na cidade do Recife, devidamente representada por sua Defensora Pública Geral, usando das suas prerrogativas, vem por meio deste EDITAL, notificar a empresa acima qualificada, para apresentar sua Defesa no prazo de 10 (dez) dias, a partir desta publicação, em razão do descumprimento das cláusulas estipuladas no CONTRATO nº014/2012, de 07/05/2012, referente à reforma da sede desta Defensoria Pública, localizada à Rua Marques do Amorim, nº127, bairro da Boa Vista, na cidade do Recife, e mais especificamente, em vista do abandono da obra, tudo em conformidade ao contido no artigo 77 e 78, incisos I, II, e V, da Lei Federal nº8.666/93, e alterações posteriores, sob pena da aplicação das penalidades previstas no diploma legal mencionado. Recife, 07 de agosto de 2013.

MARTA MARIA DE BRITO ALVES FREIRE Defensora Geral


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CMPRESS

Segurança

ENIO BOLIVAR

F

Especialista em Segurança.

ALANDO NISSO, segunda-feira (12), policiais do Batalhão de Rádio Patrulha, da guarnição 03, apreenderam 03 pessoas que transportavam uma carga de 200 maços de cigarro, 01 pistola PT58, calibre 380, e um revólver, calibre 38, todos da marca Taurus. Após vários anos sem atividades a ADESG/AL reinicia seus trabalhos com força total, realizando o CEPE (Curso de Especialização em Política Estratégica. Estão abertas as inscrições até 30 de agosto para o Curso de Nivelamento em Ações Táticas no Estado de Sergipe, são ofertadas 05 vagas para as policias de outros Estados. É FATO, um jogo violento de videogame toma forma real e se transforma em tragédia para uma família em São Paulo. São mortos pai, mãe, filho, avó e tia-avó, todos com tiros na cabeça. Tudo levava a crer em execução, entretanto, indícios levaram a Polícia acreditar em homicídio seguido de suicídio, em que o próprio filho do casal seria o responsável pelas mortes inclusive a sua. Realmente é muito difícil de acreditar que um menino de apenas 13 anos tenha premeditado toda essa barbárie, mas, um depoimento do melhor amigo da criança revelou que ele teria um plano de matar seus pais à noite, fugir e ser matador de aluguel. VOCE SABIA? Que o 1º BPM (Batalhão de Polícia Militar) é responsável pelo policiamento dos bairros do Centro, Vergel do Lago, Trapiche da Barra, Pontal da Barra, Cambona/Bom Parto, Levada, Ponta Grossa/Mercado, Jaraguá, Poço, Jatiúca/Stella Maris, Santo Amaro, Pajuçara, Mangabeiras e Ponta Verde. Sua sede funciona hoje na Rua Senador Rui Palmeira, s/n, Vergel do Lago, CEP 57.015-430, e os telefones são: (82)3315-7334 e 8833-4072(oficial de serviço). O 1BPM desenvolve seu patrulhamento em varias modalidades, desde que vão do policiamento a pé, ao uso com bicicletas, motocicletas e viaturas. Agora que você sabe e mora em algum desses bairros colabore para a diminuição da criminalidade. SAIU NA MÍDIA QUE, a Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, foi assaltada no último fim de semana, na cidade de Diadema, no ABC

paulista. Ela, que estava com a escolta de um policial, foi surpreendida por quatro homens em duas motos, mas os bandidos fugiram levando sua bolsa. Entretanto, o celular possuía um rastreador e foi possível encontrar seus pertences em uma casa abandonada. Ninguém ficou ferido. DICAS DE SEGURANÇA: sempre que for ao banco observe sempre a presença de pessoas com permanência acima do tempo normal. Veja se

estão sempre utilizando o celular, esteja atento se estão rea-lizando alguma operação bancaria, ou se observam outros clientes. Não conte dinheiro de forma ostensiva (aparente), não aceite ajuda nem tampouco forneça sua senha pessoal para estranhos. Ao sair do banco observe se não está sendo seguido. Caso esteja, entre imediatamente em um recinto movimentado e ligue 190.

Dúvidas e perguntas entrem em contato no: COPOM:190 / BOMBEIRO:193 / POLÍCIA CIVIL: DISK DENUNCIA: 181 / SAMU:192

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Edição 02  

Cada Minuto Press - Maceió, Alagoas - 16 de agosto de 2013

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