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Publicação

da

Universidade Anhembi Morumbi -

ano

1,

2 - Dezembro

Uma Universidade de Estrelas pág. 3

Novas fronteiras: Anhembi abre curso de TV em Angola Uma universidade em

sintonia com a comunidade

Futebol, paixão nacional,

ganha museu à sua altura

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de

2008


Ao Leitor

DIVULGAÇÃO

Editorial A fidelidade aos nossos princípios nos leva a apresentar essa versão renovada do jornal que já tínhamos, agora batizado de Novo Mundo. Nosso destino é inaugurar fases inoVice-Reitora vadoras, perspectivas Elizabeth Guedes que ofereçam aos jovens estudantes uma formação alinhada com as exigências de um mundo em constantes e profundas transformações. O lançamento de nosso jornal Novo Mundo é uma dessas fases que nos dá alegria, júbilo pelo trabalho agora feito pela Escola de Comunicação e expectativa quanto à forma como vão receber esse nosso esforço em aprimorar, sempre, a comunicação com nosso público. O Novo Mundo que você lê significa o reflexo de uma universidade alinhada com padrões de formação multicultural, global e

de perfil inovador e criativo, fazendo com que as reportagens e matérias reflitam nossa intenção de revelarmos quem somos, como somos, quais são nossas preocupações e escolhas. O que pretendemos oferecer com essa versão de nosso jornal é uma proximidade ainda maior, uma reflexão do que acontece na sociedade e como isso repercute em nossas vidas dentro da universidade. É também um desvelar de nossos setores, um conhecimento mais profundo de nosso universo tão rico, tão repleto de pessoas interessantes pelo que fazem e interessadas em fazer sempre o melhor, sejam alunos, professores e funcionários. Celebremos essa fase do Novo Mundo como um profundo desejo de mostrar propostas e trabalhos cujos benefícios influam na formação de todos. Lismod min hent vullandre mincili smodigna alit eugue eumsandion volor sit lutat. Delenis ad dolorpe ratisisi. Ud magnim alit nit wismole sequis exer iriure

A Universidade Anhembi Morumbi conquistou 73 estrelas no Guia do Estudante Abril 2008, importante publicação brasileira de orientação ao vestibulando. São 20 estrelas a mais do que em 2007 e 6 novos cursos integrando a lista da publicação. Este é o tema de capa do jornal Novo Mundo de novembro, que tem ainda, na editoria Inovação, a cobertura da 4ª edição do projeto Universidade Cidadã, que faz parte do Dia da Responsabilidade Social do Ensino Superior, criado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), com o intuito de tornar visíveis as atividades realizadas a favor da comunidade. O evento mostra a preocupação da Anhembi Morumbi com os três itens que compõem o moderno conceito de responsabilidade social das universidades: “ensino, pesquisa e extensão universitária”. Ainda dentro deste espírito, integra este número a história do menino Jackson Luiz de Oliveira, de 8 anos, com paralisia cerebral, que comoveu professores e alunos. Com o apoio da reitoria, eles abraçaram a causa e estão tentando, com recursos disponibilizados pela instituição, minorar o sofrimento de Jackson. O futebol, paixão nacional, ganhou o seu museu, e é o tema da editoria Lá Fora. Boa leitura.

Artigo

Os múltiplos caminhos do pedagogo

CARLOS fRUCCI

Engana-se quem acha que lugar de pedagogo é só na sala de aula. A sociedade contemporânea tem sido assinalada por rápidas modificações que também refletem na área educacional. Para acompanhar essas alteProfessora Suely Trevizam, rações foi reconstruída Coodenadora do curso de Pedagogia da UAM a concepção de educador. O pedagogo é um profissional capaz de atuar em diversos âmbitos educativos e de responder às diversas demandas e exigências de uma sociedade cada vez mais complexa. Para tanto, precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade e competência, os problemas do cotidiano, ser flexível e atento às questões decorrentes da diversidade cultural que caracteriza nossa sociedade. O mercado de trabalho para este profissional é bastante amplo, pois o pedagogo está apto para atuar como: educador-professor, em escolas formais e informais; educador-gestor, em áreas educacionais;

e educador social, em empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, na comunicação de massa (jornal, revista, editora, rádio, televisão e internet), assessor pedagógico em serviços de difusão cultural (museus e centros culturais) e na coordenação de programas e projetos de natureza educativa, nas áreas da saúde, meio ambiente, promoção social, lazer e recreação. O Curso de Pedagogia da Universidade Anhembi Morumbi parte do princípio de que o educador do futuro acompanha os avanços científicos e tecnológicos. Para atender essa demanda, as disciplinas da área de tecnologia preparam o aluno na elaboração de todas as etapas de projetos educacionais para mídia digital e impressa, bem como sua atuação na modalidade de ensino de educação a distância; além da inclusão social por meio da disciplina Língua Brasileira dos Sinais (LIBRAS). Sintonizado com as novas diretrizes curriculares do MEC e com duração de 3 anos, traz como característica peculiar a apresentação de um tronco comum, que permite o cruzamento entre as licenciaturas, possibilitando uma ampliação significativa de atuação profissional, ou seja, após concluir

Pedagogia, cursando 1 ano apenas, o aluno pode optar por outra formação. Desde o primeiro semestre, os alunos já têm contato com a realidade. A prática profissional acontece também em projetos interdisciplinares executados ao longo do curso. No segundo semestre, estrutura-se um projeto de pesquisa, relacionando questões sociológicas contemporâneas da educação, articuladas com as teorias de desenvolvimento humano. A partir da pesquisa, faz-se reflexões sobre questões do meio ambiente, para compreender o contexto atual e como a educação pode de fato promover mudanças na conscientização de crianças, jovens e adultos. No terceiro semestre, os alunos desenvolvem programas de TV e rádio, utilizando a linguagem audiovisual na estruturação de seqüências didáticas e desenvolvimento de estratégias de alfabetização. No quarto semestre é contemplada a formação do educador para atuar na modalidade de Educação a Distância, desde a concepção, planejamento, produção e implementação de um curso. Criatividade e inovação são aliadas às práticas profissionais, como diferenciais na Escola de Educação.

Expediente: O jornal Novo Mundo é uma publicação de divulgação interna da Universidade Anhembi Morumbi, produzido pela Agência Experimental de Comunicação. Reitor: Gabriel Mário Rodrigues; Vice-reitora: Elizabeth Guedes; Escola de Comunicação: João Garção; Jornalista responsável: Nivaldo Ferraz (MTb 18.851), coordenador do Curso de Jornalismo; Editora responsável: Cleofe Monteiro de Sequeira; Professores editores: Cibele Maria Buoro, Fábia Angélica Dejavite, Fábio Silvestre Cardoso, Laércio Pires Arruda e Juliana Mathias; Editores de Arte: Carlos Avelino de Arruda Camargo e Roberto Ferreira da Silva; Editor de Fotografia: Carlos Eduardo Frucci. Estagiários - Reportagem: André Vinicius Nicolau, Maria Daniela de Oliveira, Luan Silva, Adriana Klautau, Camilo Borges; Diagramação: Cléderson Matheus Rien Perez; Fotografia: Romero Cruz; Capa: Denis Dionízio (pesquisa) / Carlos Eduardo Frucci (fotografia). Tiragem: 20.000. Endereço para correspondência: R. Casa do Ator, 294, Vila Olímpia, CEP 04546-001, tel. 11 3847 3161. – www.anhembi.br - novomundo@anhembi.br


Reconhecimento

Guia do Estudante mostra qualidade dos cursos da Anhembi Em meio à instabilidade econômica que sacode os mercados e preocupa os investidores do mundo inteiro, um levantamento recente mostra que nem todas as instituições foram atingidas pela crise de confiança. Ao contrário. Houve quem conquistasse credibilidade nos últimos 12 meses. É o caso da Universidade Anhembi Morumbi. Segundo os dados do Guia do Estudante de 2008, publicado em outubro pela Editora Abril, a instituição detém agora o total de 73 estrelas, distribuídas em 22 cursos de diferentes áreas, de Comunicação Social à Administração, passando, ainda, pelas áreas da Saúde e Educação. Quem olhar os números, logo descobre que a avaliação da Universidade tem sido positiva nos últimos anos. Em 2005, por exemplo, eram 7 cursos citados pelo Guia, alcançando 23 estrelas. Desde então, esse número só fez crescer, o que é motivo de satisfação entre os envolvidos nos mais diferentes cursos avaliados da instituição. Para chegar a esse

resultado, a avaliação é feita junto aos coordenadores dos bacharelados, que, logo no primeiro semestre, preenchem informações acerca dos respectivos cursos. Cabe, então, a uma equipe do Guia do Estudante conferir a veracidade de tais dados – essa equipe, a propósito, não tem seus nomes divulgados em prol da lisura do processo. Com base nessas avaliações e após da checagem, a equipe dá notas aos cursos. Essas notas chegam ao Ibope, o instituto de pesquisa responsável por tabular os dados finais para gerar os gráficos que compõem o Guia do Estudante. Trata-se, portanto, de um processo que atravessa boa parte do período letivo, uma vez que só no mês de outubro é revelado o ranking das melhores universidades e dos melhores cursos. O resultado da avaliação do Guia do Estudante ratifica o trabalho realizado pelos diferentes cursos da Universidade tanto no tocante à preocupação

dos alunos do ponto de vista acadêmico quanto para o mercado de trabalho. É a opinião de Sílvia Geraldi, coordenadora do curso de Dança, graduação que obteve 4 estrelas no Guia do Estudante. “Essa avaliação confirma o amadurecimento do curso, que foi o primeiro a se adequar conforme as diretrizes curriculares para a formação de professores. Além disso, contamos com uma integração entre o mercado de trabalho, a pesquisa e a ação junto à comunidade”, diz a professora, referindo-se às iniciativas do curso junto ao universo da Dança.

Qualidade comprovada Já para Thaís Funcia, coordenadora do curso de Hotelaria (também com 4 estrelas), a avaliação é importante porque chancela um trabalho que é realizado desde 1998, ano da primeira turma desta graduação. “É o reconhecimento de um trabalho que acontece graças ao envolvimento não somente da direção da Universidade, mas também do corpo docente, dos alunos e até mesmo dos ex-alunos, que levam o nome do curso e da Anhembi Morumbi para o mercado de trabalho”, analisa. Nesse sentido, Thaís aponta que, muitas vezes, o aluno só sente a importância desse tipo de avaliação quando está no ambiente profissional, uma vez que o mercado, hoje em dia, é bastante competitivo. “Geralmente, ao buscar uma colocação profissional, o aluno se dá conta de que essas avaliações, como a do Guia do Estudante e do Enade, são peças relevantes nos processos seletivos das empresas”, garante a professora. Maria José Rosolino, coordenadora do curso de Produção Editorial em Multimeios, salienta que as 4 estrelas obtidas junto ao Guia do Estudante concedem, a um só tempo, visibilidade

e credibilidade, posto que se trata de uma publicação importante. Segundo a coordenadora, a percepção dos alunos é semelhante: “Tenho a impressão de que os alunos ficam bastante orgulhosos com essa avaliação, porque, assim como o Enade, é algo que credencia o curso”, explica. Para Maria José, as estrelas recebidas por Produção Editorial consagram, de um lado, o projeto pedagógico – que articula as disciplinas teóricas com a prática da profissão – e, de outro, a qualidade do corpo docente – composto por profissionais experientes na área. Esta última característica, aliás, foi também mencionada pelas professoras Thais Funcia e Silvia Geraldi a respeito de seus respectivos cursos. Num momento de competição acirrada, nem só de manutenção de imagem sobrevivem os cursos superiores. Antes, é preciso colocar à prova sua qualidade. Nesse caso, a avaliação do Guia do Estudante realça a proposta da Universidade Anhembi Morumbi e enfatiza a necessidade de os alunos se envolverem com os respectivos cursos a fim de aproveitar ainda mais todas essas estrelas.

Jone Santos/agcom publicidade


Evento

International Fair reúne representantes de universidades da Laureate Espanha,

carlos FRUCCI

Tomás fano/flickr

o principal destino

Evento aproxima alunos da Anhembi Murumbi com representantes de universidades da Rede Laureate

A Universidade Anhembi Morumbi realizou nos dias 7 e 8 de outubro, no campus Vila Olímpia, a 3ª edição da International Fair - organizada pelo International Office -, que reúne representantes das universidades pertencentes à Rede Laureate em vários países, com o objetivo de apresentar as possibilidades de intercâmbio existentes em cada um deles. Nesta 3º edição, realizada no Brasil, os preparativos começaram com várias semanas de antecedência, informa a assistente internacional Karla Pol, que acaba de chegar da Espanha, onde acompanhou mais de 150 alunos participantes do projeto, que embarcaram para os estudos na Universidad Europea de Madrid. “Enquanto os preparativos acontecem aqui, outras feiras são realizadas ao redor do mundo. Por isso, tudo tem que estar muito bem articulado”, afirma a Karla. Para Marta Gamboa, diretora do escritório internacional da UNAB, universidade chilena presente ao evento, este tipo de iniciativa é muito importante para que o aluno se sinta confiante, com relação ao intercâmbio, pois se trata de um importante passo em relação à sua carreira. O Chile, ao lado da Espanha e do México, é um dos países preferidos pela maioria dos alunos da Anhembi Morumbi. “O país é tranqüilo, seguro e possui muitos atrativos para os estudantes do mundo inteiro. Além disso, a UNAB tem muito prestígio e é uma das mais atuantes universidades privadas do Chile”, diz a diretora. Outra presença marcante no evento foi a da

Universidad Del Valle Del México, representada pela coordenadora Sandra Herrera Lopes. Esta instituição tem recebido cerca de 500 alunos por semestre, oriundos de todo o mundo. De acordo com a coordenadora, “as semelhanças culturais entre Brasil e México são importantes para aluno na hora de escolher um país para estudar. Aliado a isso, há o fato de que a UVM reúne mais de 20 campi em cerca de 30 cidades, possibilitando ao aluno estrangeiro maior número de opções, com relação às suas vocações acadêmicas, fato único em toda a Rede.” De acordo com o International Office, este é o evento mais importante do ano, pois tem por objetivo aproximar a comunidade docente e os alunos de forma concreta. Para Marta Iglesis, coordenadora dos programas de Intercâmbio da Anhembi Morumbi, o evento foi um sucesso, pois contou com a presença de representantes de várias instituições da rede interessados em conhecer melhor as universidades locais, com relação a possibilidades de intercâmbio. “Este ano tivemos um maior interesse tanto dos alunos como dos coordenadores, pois eles estão sensibilizados com o fato de a Anhembi ser uma universidade internacional. Eles vieram à feira para detectar o que vêm sendo oferecido pelas demais escolas da rede. Isso é muito importante”, afirma Marta. Após os dois dias de feira em São Paulo, os coordenadores e diretores partiram para Recife e Natal, onde o evento vai se repetir nas novas integrantes da Rede Laureate no Brasil.

A Espanha é o destino preferido pela maioria dos estudantes interessados em participar de intercâmbio cultural, não só entre os brasileiros, mas também pelos alunos de outras universidades espalhadas pelo mundo, pertencentes à Rede Laureate. Só do México, a instituição, que fica localizada em uma Vila, a cerca de 20 quilômetros de Madrid, recebe 400 estudantes por ano. Para a diretora de Relações Internacionais da Universidad Europea de Madrid, Brígida Valencia, com relação aos alunos brasileiros, esta preferência se dá, principalmente, pela proximidade cultural entre os dois países e a facilidade de adaptação do povo brasileiro em terras espanholas. Para a coordenadora do International Office, Marta Iglesis, que é espanhola, a decisão de ir para Madrid é facilitada, pois “o caldo cultural encontrado na Espanha é inigualável. Os alunos só encontram vantagens em fazer esta escolha.”


Internacional

vALDIR BAPTISTA

vALDIR BAPTISTA

Anhembi: criativa e inovadora também em Angola

Curso de reciclagem para professores de televisão

A Universidade Anhembi Morumbi iniciou em outubro, em Luanda, capital de Angola, na África, o seu primeiro curso no exterior. Trata-se do Curso de Extensão em Televisão, com duração de um ano, que está acontecendo nas dependências da Televisão Pública de Angola, a TPA, principal emissora daquele país, com 1.500 funcionários e 34 sucursais. O curso está sendo ministrado para 30 profissionais das áreas criativas da TPA, visando a reciclagem profissional, que eles chamam de “refrescamento”. Segundo o professor Valdir Baptista, coordenador do Curso de Rádio e TV da Universidade Anhembi Morumbi, os três alunos que mais se destacarem virão ao Brasil, para conhecer a UAM e visitar as principais emissoras de São Paulo e Rio de Janeiro. “Unidos pela língua portuguesa e pelo fato de boa parte dos brasileiros terem ascendência africana, esta oportunidade de colaborar para o aprimoramento da TV angolana é uma grande honra para a nossa universidade e, em especial, para o Curso de Rádio e TV “, explica o coordenador

Angola: crescimento econômico é um dos maiores do mundo

do curso. Ele conta como tudo começou. “Como coordenador do curso de Rádio e TV, fui procurado para participar de uma concorrência que envolveu os principais cursos do Brasil. Entrei em contato, então, com o professor Rolf Robert Hanel, coordenador de Programas Executivos da Anhembi e montamos um projeto competitivo, de acordo com as necessidades do cliente e vencemos a disputa. O projeto implica na ida de aproximadamente duas dezenas de professores a Angola, por curtos períodos de tempo, para ministrar disciplinas específicas que abordam todos os aspectos da produção televisiva.” Segundo Valdir, está sendo produzido material didático de apoio, que também poderá ser utilizado pelo Curso de Rádio e TV e pelos demais cursos de Comunicação da Anhembi Morumbi. Foram oferecidas cópias de trabalhos feitos por alunos da Anhembi e que se destacaram para o Sr. Fernando Cunha, diretor-geral da TPA. “Enfim, estamos trabalhando para que esta parceria signifique, no futuro, oportunidades de trabalho, estágio, co-produções

Angola: carência de mão de obra especializada Recém-saído de guerras internas, o país é muito rico em petróleo e pedras preciosas, tem grande potencial para a agricultura e aposta no turismo para o futuro, uma vez que, até a década de 1960, Luanda era conhecida como a “Paris da África”. O crescimento econômico de Angola nos últimos anos tem sido um dos maiores do mundo, superando inclusive a China em termos percentuais. “Luanda hoje é uma cidade em franco desenvolvimento, com trânsito congestionado, onde proliferam as gruas empenhadas na construção de edifícios para os

mais diferentes fins”, diz o professor Valdir. Ele lembra, ainda, que o Brasil já está presente em diversos setores da economia angolana. A Construtora Odebrecht, por exemplo, é campeã na construção civil local. Capitais do mundo todo, e especialmente de países asiáticos, convergem para Angola, transformando sua capital em um imenso pátio de obras. “Para se ter uma idéia – acrescenta Valdir - do que ocorre em apenas um segmento produtivo, o da construção civil, basta lembrar que cerca de 150 hotéis estão em construção atualmente no país”.

e intercâmbio da nossa Escola de Comunicação com a televisão angolana. Além da TPA, há a perspectiva de lançamento de novos canais locais abertos no país que, além de treinamento de mão-de-obra local, precisarão recrutar profissionais do exterior. Hoje, as produtoras de vídeos publicitários e institucionais de Angola empregam muitos brasileiros e estão em crescimento acelerado, como tudo no país”, afirma o coordenador de Rádio e TV.

A importância do trabalho de marketing Tanto para o coordenador de Programas Executivos da Anhembi, Rolf Robert Hanel, como para o coordenador de Rádio e TV, Valdir Baptista, esta é uma experiência importante, pois abre perspectivas para que a Universidade Anhembi Morumbi possa oferecer os mais diferentes tipos de cursos em outros países. “Em Angola, por exemplo, há uma grande carência de treinamentos específicos e de profissionais em várias áreas”, acrescenta Valdir. O coordenador Rolf explica que o lançamento do curso de extensão que está sendo ministrado em Angola é conseqüência direta do trabalho intensivo que a Universidade Anhembi Morumbi está realizando junto às empresas do mercado, por meio de dois projetos, o In-Company e o In-House. Por meio deles são criados cursos fechados para as empresas de acordo com os interesses do cliente.


Solidariedade

Um amor sem limites, o das mães “Eu não reclamo de absolutamente nada, apenas peço a Deus que me dê saúde e força para cuidar do Jackson. Mesmo com todas as dificuldades, Deus sempre coloca pessoas boas no meu caminho. Às vezes, quando olho para os 200 degraus que tenho de subir e descer, diariamente, para levar Jackson à escola, penso: se Jesus Cristo carregou sua cruz e morreu por todos nós, por que eu vou reclamar? Ele precisa de mim. Ele é tudo para mim!” Com estas palavras, a mineira Cecília Aparecida Oliveira recebeu a equipe da Universidade Anhembi Morumbi, formada pelos professores Luciane Bonaldo, coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda, e Luiz Carlos Vieira Palma, e os alunos Carlos Veiga, do Curso de Publicidade e Propaganda, e Luan Silva dos Santos, de Jornalismo. Na manhã do dia 25 de setembro último, eles deixaram o Campus Vila Olímpia, em uma van, em direção a Riacho Grande, na periferia do município de São Bernardo do Campo, para levar uma boa nova a Cecília: Jackson, seu filho de 8 anos, com paralisia cerebral, será atendido na unidade de Fisioterapia, no Campus Centro, às terças e quintas-feiras, das 11 às 12 horas. Ela está esperando por este tratamento na rede pública há seis anos. O sofrimento de Cecília teve início quando seu filho Jackson Luiz de Oliveira tinha 20 dias. Ele nasceu perfeito, mas começou a passar mal e foi

levado para o hospital municipal de Angelândia, no Estado de Minas Gerais, onde morava. Ali, os médicos não diagnosticaram seu verdadeiro mal, meningite. Este erro mudou a vida de Cecília e de Jackson para sempre. Ela diz que perdeu a conta das vezes que retornou ao hospital em busca de socorro, já que o menino não melhorava. Sem atendimento apropriado, com o passar dos dias, o estado de saúde de Jackson foi se agravando. “O médico disse que ele estava com cólica, mas depois de três dias começaram as convulsões.” Sem dinheiro para interná-lo e sem os cuidados que ele precisava, a doença foi tomando conta de seu corpo. “Agora não tem mais volta”, fala com tristeza. Na esperança de salvá-lo, veio para São Paulo e aqui ficou. Confessa que o fato de não poder fazer nada para ter o filho sadio de volta, a entristece, revolta, mas em nenhum momento ela pensa em desistir. Determinada, afirma: “Eu vou até o fim do mundo, mas eu salvo o meu filho”. Hoje, Jackson, com apenas 28 quilos, aos 8 anos, é mudo, surdo e só anda apoiado na mãe. Por tudo isto, Cecília considera uma vitória contar com o apoio da Universidade Anhembi Morumbi, para tentar dar ao filho uma vida melhor, a partir do tratamento fisioterápico que receberá na instituição.

Eu não reclamo de absolutamente nada, apenas peço a Deus que me dê forças para cuidar do Jackson. Ele precisa de mim. É tudo para mim. Cecília Aparecida Olivera, mãe de Jackson

Tudo começou quando, no início deste semestre, os produtores da Rede Bandeirantes de Televisão entraram em contato com a coordenadora de Publicidade e Propaganda, professora Luciane Bonaldo, pedindo o apoio da instituição para um novo programa denominado “Quem Pode Mais”, que seria apresentado nas tardes de domingo, por Daniella Cicarelli. Um dos quadros do programa visava ajudar a uma família pobre de São Paulo. O trato foi firmado e a Rede Bandeirantes selecionou o menino Jackson para ser ajudado. A Universidade Anhembi Morumbi, no papel que lhe cabia na história, buscou dentro de suas esferas de influência a forma mais adequada para ajudar o garoto. Entretanto, um telefonema da Bandeirantes à coordenadora Bonaldo, anunciou o cancelamento do programa e com ele a ajuda que seria prestada a Jackson. Nestas alturas, entretanto, a Bandeirantes já havia feito gravações da casa de Cecília, envolvendo toda a família, que na esperança de receber ajuda médica decidiu abrir seu sofrido cotidiano para a

emissora. Ao ver as expectativas da família parcialmente frustradas, os professores da Anhembi Morumbi resolveram abraçar a causa e levar adiante o projeto. Já sem vínculo com o programa, professores e alunos voluntários decidiram ir à casa de Jackson, na periferia de Riacho Grande, levar a notícia de que a promessa de dar ao menino tratamento fisioterapêutico adequado continuava de pé. Assim, na manhã do dia 25, Jackson faltou à escola, para esperar, ao lado da mãe, a equipe da Anhembi. Sentado em um banco na porta de sua casa, recebeu alunos e professores com um grande sorriso. Em poucos minutos, já no interior da casa simples, localizada em meio a árvores e flores, o grupo cobriu a mesa da cozinha com cestas básicas e roupas. Jackson usou as mãos, para agradecer, fazendo o sinal de ok.

ROMERO CRUZ

Como a Anhembi entrou na vida de Jackson


O que esperar da fisioterapia noção de espaço, está muito afetada”. Para melhorar esta parte, Jackson conta com o apoio da Prefeitura, que financia o tratamento de ocupação terapêutica. Os medicamentos controlados, que toma para evitar as convulsões, passou a receber da Prefeitura com a ajuda da escola onde Jackson estuda. Esperançosa, Cecília espera, na ante-sala enquanto o filho faz as sessões de fisioterapia, e afirma emocionada: “a cada dia que passa, sinto as diferenças no seu estado físico.” ROMERO CRUZ

Os profissionais de fisioterapia, responsáveis pelo tratamento de Jackson, que teve início no final de setembro, estão otimistas, após a segunda seção, realizada na Spa do Campus Centro. A coordenadora da Fisioterapia, a professora Déborah Varjabedian acredita no potencial de Jackson e no treinamento como forma de melhorar o quadro do paciente. “Sistema nervoso é treino, se você treina, você pode melhorar as habilidades que já possui”. Segundo Déborah, “Jackson tem equilíbrio e movimento nas pernas. A gente vai tentar melhorar essa habilidade que ele já tem”. Com relação à gravidade do problema do menino, ela separa a parte motora da comportamental. “O caso dele não é considerado grave do ponto de vista motor. Já a parte de cognição, comportamento, atenção,

Ela é brasileira e não desiste nunca Com pouco mais de um metro e meio e apenas 27 anos, Cecília tem um dia-a-dia cheio de dificuldades. Até as tarefas mais simples, e que fazem parte do cotidiano de boa parte das mães, como levar seu filho à escola, se tornam difíceis para esta mineira que não mede esforços para dar ao filho uma vida melhor. Para ter acesso à rua, por exemplo, ela precisa descer uma escada íngreme que tem nada mais, nada menos do que duzentos degraus. A escada tem um pequeno trecho com cimento, mas o

restante é de terra, escorregadia, perigosa para qualquer pessoa. E o que mais impressionou à equipe da Anhembi: ela sobe e desce esta escada, de segunda a sexta-feira com o filho de 28 quilos no colo, já que Jackson, embora ande com dificuldade e apoiado na mãe, não consegue subir e descer escadas sozinho. Reconhece que é perigoso e difícil este sobe e desce, principalmente, quando Jackson joga o corpo para trás e ambos correm o risco de despencar. Mas, determinada, nem pensa em privá-lo

da escola para portadores de necessidades especiais, onde ele pinta e faz colagens. No seu modo de encarar a vida, é apenas mais um desafio, na sua missão de cuidar do filho. Cecília orgulha-se de vencer os desafios que a vida tem colocado à sua frente. “As vezes, enquanto subo o morro, penso que se Jesus morreu carregando uma cruz, por que eu não posso carregar a minha com dignidade? Para mim existem três coisas essenciais na vida: fé, força e coragem. Afinal, sou uma vencedora.” ROMERO CRUZ

Projeto Jackson O que Cecília não sabe é que a comunidade Anhembi Morumbi, que assumiu o compromisso de ajudá-la, está sensibilizada com o seu esforço, para que Jackson possa freqüentar a escola e a fisioterapia. Para chegar à fisioterapia, por exemplo, Cecília sai de casa às 8 horas da manhã e utiliza quatro conduções, chegando à Zona Leste apenas por volta das 11 horas. O problema maior, entretanto, é a dificuldade para descer os 200 degraus que a separam da rua. A fim de amenizar a situação, o professor Luiz Carlos Vieira Palma idealizou o Projeto Jackson, que visa melhorar o acesso da família à rua. “Vamos intervir nas vias de acesso e para isso especialistas em engenharia e arquitetura já foram contatados. Agora só falta o estudo ficar pronto”, garante o professor Palma.

Com o treinamento no setor de Fisioterapia da UAM, Jackson pode melhorar sua qualidade de vida


Educação

Criança, o objetivo desta parceria

briga com o Estado para fazer o que eles deveriam estar fazendo e assim formamos cidadãos”. Inconformado, Geronino lamenta a falta de um ensino de qualidade no Brasil: “Temos crianças de sete e oito anos que não sabem diferenciar letras do alfabeto. Se você colocar o ‘p’, ‘j’, ‘f’ e o ‘q’, para ela, vai ser tudo ‘p’. Às vezes, não assimilam o que lêem, ou seja, sabem escrever mas não sabem ler”. É nesta parte que a Universidade Anhembi Morumbi presta o seu auxílio, dando suporte às crianças com deficiência no aprendizado escolar. O coordenador de Responsabilidade Social, professor Maurício Homma, explica que pretende desenvolver um projeto de Jornada Estendida, que visa deixar a criança um período a mais na escola e em contato com o conteúdo. “O grande desafio será dar aos alunos outra forma de ensino, fora da sala de aula, pois se a criança não consegue aprender com os métodos formais da escola pública seria perda de tempo repetir tudo que ela já viu e não aprendeu, isso ocasionaria ainda mais desgaste.”

A atuação da UAM consistirá em selecionar através do resultado da Prova São Paulo, aplicada na rede municipal de ensino público pela Secretaria da Educação, os alunos que ficarem abaixo da média da prova. A Anhembi proporcionará o suporte de orientação e acompanhamento pedagógico, para contribuir com o desenvolvimento integral, o processo de aprendizagem e a melhoria do desempenho escolar desses alunos. Para isso, será fundamental contar com a disposição dos alunos e professores interessados em participar. A princípio serão selecionados voluntários dos cursos de Pedagogia, Letras e Matemática para auxiliar no ensino, e de Psicologia para fazer o acompanhamento externo das crianças junto às famílias. Posteriormente, partindo do pressuposto de que não se aprende só com as atividades formais, serão agregados outros cursos, como os cursos da Escola de Artes e os demais interessados. O projeto está previsto para o início de 2009, visando atender 240 alunos e ocorrerá nas instalações dos Parceiros da criança, na favela de Heliópolis.

LUAN

busca incessante para resgatar a cidadania de centenas de crianças e adolescentes moradores e estudantes das escolas públicas do bairro. Para isso, eles contam com o auxílio de oito educadores que conduzem as variadas oficinas fundadas para dividir os trabalhos. Por dia funcionam duas oficinas, em horários opostos, que no decorrer da semana não se repetem.

O educador Gilmar Pereira, 22, conduz a Oficina de Leitura, às segundas-feiras, onde em meio aos alunos faz um convite à reflexão e ao pensamento. Seus métodos pedagógicos são baseados nos ensinamentos do educador Paulo Freire, ou seja: o professor Pereira trabalha em cima das experiências vividas por cada um dos participantes. Nas rodas de leitura, conta o professor, os participantes são convidados a pensar e a problematizar questões do cotidiano, sempre com prudência, consciência e reflexão. “Em uma das rodas de discussão pegamos um personagem, o capitão do mato, responsável por capturar o escravo fugitivo. Quem é ele? Qual o contexto histórico em que está inserido? Por que ele, sendo negro, captura e bate no negro? Seria por vontade própria ou por necessidade?”, explica. Essas e outras questões são colocadas e problematizadas na roda, sendo depois relacionadas aos dias de hoje. “Quem é o capitão do mato hoje? A partir dessas discussões as crianças e adolescentes produzem peças teatrais, poemas, música e cartazes, que apresentam à comunidade. Dentre as oficinas, existem as que fazem mais sucesso com as crianças. Segundo os garotos Jonathan Silva e Felipe Fulgêncio, ambos de 10 anos, as preferidas são as relacionados às novas tecnológicas. “A que mais gosto é a de informática, sou viciado em computador”, declara Felipe.

O Projeto Parceiros da Criança atua há dez anos na comunidade de Heliópolis, resgatando a cidadania de crianças

Uma parceria entre a Universidade Anhembi Morumbi, a Secretaria de Educação do Município de São Paulo e a ONG UNAS - União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis - vem sendo consolidada para promover ações educacionais no Projeto Parceiros da Criança, que atua há dez anos na comunidade de Heliópolis. O projeto Parceiros da Criança trabalha numa

Vestindo a camisa Os alunos do professor Gilmar Pereira tinham acabado de chegar de um passeio a um museu e foram direto ao refeitório, onde nos encontramos. Estavam famintos e comendo o lanche preparado pelas cozinheiras Avelina Leite, mais conhecida como “Tia Diva” e sua ajudante, Celma Alves. Elas atendem cento e vinte crianças por dia e são responsáveis pela limpeza e ordem do refeitório. “Tia Diva”, emocionada, conta como é prazeroso trabalhar para as crianças. “É gratificante estar aqui, eles ficam felizes na hora da alimentação, eu me sinto feliz por cozinhar para eles. Na minha infância, no Nordeste, eu cheguei a passar fome. É bom vê-los comer, dar a eles uma oportunidade que não tive”. O projeto Parceiros da Criança é assim composto por pessoas empenhadas e comprometidas com a causa social. O coordenador do projeto, Geronino Barbosa, exemplo de alegria e espontaneidade, afirma que sua proposta de trabalho ao assumir a liderança, há 5 meses não é fornecer reforço escolar. “Aqui não é um reforço escolar, vai além do ensino formal, o de ler e escrever. A gente


Sustentabilidade

Por uma universidade verde

ROMERO CRUZ

Com o objetivo de iniciar uma série de ações conjuntas para estabelecer o conceito de sustentabilidade na Universidade Anhembi Morumbi, foi realizada, no último dia 6, uma palestra sobre o tema, no Campus Vila Olímpia, pelo superintendente de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Banco Real, Carlos Nomoto (ver foto), que trouxe a experiência desta instituição nesta área. Em sua fala, ele afirmou que “desenvolvimento sustentável é aquele capaz de atender às necessidades da geração presente sem deixar de atender às gerações futuras”. A diretora do Campus Vila Olímpia, professora Elizabeth Vargas, ressaltou a importância da palestra para os planos da Anhembi

Morumbi em se tornar uma universidade verde, fazendo uma analogia com a cor do logotipo da universidade. Segundo o superintendente do Banco Real, o foi criado, inicialmente, um grupo para estruturar o projeto de sustentabilidade, que tinha como mote a pergunta: o que um banco tem a ver com o meio ambiente? Grupos de trabalho passaram, então, a atuar nas dimensões ambiental, social, diversidade e sustentabilidade. Foram ainda criados comitês de mercado, gestão e de ação social. Com o apoio da diretoria e estudos nas mãos, o conselho de sustentabilidade traçou planos essenciais para a implantação do programa, composto basicamente das seguintes ações: agir de dentro para fora, uso de janelas de oportunidades, construção coletiva e inserção no corpo business. Carlos Nomoto explica que o programa de sustentabilidade não abre mão do econômico, mas integra as dimensões sociais e ambientais em todas as decisões. A inovação trouxe credibilidade para o banco e o engajamento dos clientes que se orgulham de fazer parte de um banco com a bandeira da sustentabilidade, com atuação reforçada em programas sociais, com liberação de micro

créditos para produtores em pequena escala e financiamento de grandes projetos sócio-ambientais para empresas. Com isso, empresas que não têm responsabilidade ambiental são incentivadas, através da liberação de financiamentos para integrarem projetos ambientais. Desta forma, empresas que precisam de financiamentos são levadas a se adequar às regras de sustentabilidade do banco. O Real mantém, ainda, programas de palestras institucionais e oficinas com o tema sustentabilidade para empresas parceiras, funcionários, clientes e não-clientes. “A proposta é compartilhar nossas práticas e conhecimento em sustentabilidade e fortalecer o nosso relacionamento com clientes, fornecedores e sociedade, encontrando o caminho na direção de um crescimento sustentável” afirmou Carlos Nomoto. Um dos orgulhos do projeto é a Agência do Banco Real da Granja Viana, a primeira da América do Sul a obter o certificado de construção sustentável do LEED. A agência teve o custo 30% maior, mas foi um marco no projeto de sustentabilidade do banco. De 2007 e 2008 o Real já recebeu 59 prêmios pelos seus projetos de sustentabilidade.

Tecnologia

Uma gráfica digital dentro do campus, privilégio para poucos A Universidade Anhembi Morumbi possui um privilégio que é para poucos: seus alunos podem contar, desde o último dia 11, com os serviços exclusivos da Gráfica Digital Express, inaugurada no Campus Morumbi, para atender as necessidades dos estudantes. A parceria é fundamental para a formação acadêmica, principalmente dos alunos da Escola de Artes, Arquitetura, Design e Moda, que necessitam de serviços de impressão gráfica de alta qualidade. Para a diretora do Campus Morumbi, professora Mônica Torres, será importante, também, o acompanhamento do processo de impressão pelos alunos. “Com uma gráfica instalada dentro do campus eles poderão acompanhar o processo de pré-impressão e ter um contato direto com a impressão gráfica.” Dentre os serviços disponibilizados pela gráfica, estão: pré-impressão, impressão com diferentes gramaturas e tipos de papéis, plotagem em lona e vinil, acabamentos especiais com wire-o, espiral, guilhotina, laminação, verniz reserva e total, alto relevo, entre outros. Entre os trabalhos que poderão ser executados na Gráfica Digital Express estão: apostilas, cartazetes, folhetos, flyers convites,

folders, fotos, móbiles, woblers, cartões, broadsides, catálogos, relatórios, balanços, calendários, postais, foto-books, pequenas embalagens, mockups de embalagens, agendas, revistas, newsletters, livros sob demanda, entre outros. O presidente da Paper Express, Fabio Mortara, presente à inauguração da gráfica, vê similaridade entre os trabalhos desenvolvidos pela UAM e pela Paper. “A estratégia é fazer melhor e diferente dos outros. A Universidade Anhembi Morumbi e a Paper Express são parecidas nesse sentido, as duas são inovadoras”. Mortara acrescenta, ainda, que está prevista, para o próximo ano, a criação de um portal exclusivo para atender aos alunos. “No portal, eles poderão enviar trabalhos e arquivos por e-mail para serem impressos

e confeccionados. Será disponibilizado, também, serviço de entrega de um campus a outro”. Os alunos do Campus Morumbi já estão sendo beneficiados pelo novo serviço. Um deles é a aluna Natália Moura, do curso de Design de Moda: “A gráfica que usava anteriormente tinha uma impressão lenta, demorada. Agora pude imprimir com mais rapidez e melhor qualidade”.

ROMERO CRUZ


Responsabilidade Social

Emoção e muita alegria,

ROMERO CRUZ

no dia da solidariedade

O som da percussão do coral Orpas, integrado por crianças carentes da periferia da Chácara de Santana, animou o evento

As atrações preparadas pelos cursos que integram as sete Escolas que da Universidade Anhembi Morumbi, para receber a comunidade que participou do Dia da Responsabilidade Social de 2008, realizado dia 27 de setembro, nos Campi Vila Olímpia e Centro, foram muitas: em estandes, a população pôde contar com ajuda de especialistas nas áreas da Saúde, Educação, Direito e Artes. A festa teve ainda com a colaboração de onze organizações não-governamentais que lutam pela inclusão social das comunidades carentes e que foram responsáveis pela parte musical. . A quarta edição do projeto Universidade Cidadã foi aberta pelo professor Gabriel Mário Rodrigues, reitor da Universidade Anhembi Morumbi, no Campus Vila Olímpia, que destacou o importância social do evento, que já conta com a participação de 700 instituições de ensino superior e faz parte do Ensino Responsável 2008 – Dia da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular, criado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior. Após a abertura do reitor, o diretor da Fundação Brasileira de Marketing (FBM), prof. Lívio Giosa, parabenizou a UAM e ressaltou a necessidade de transformar ações particulares em coletivas, para atingir um número cada vez maior de beneficiados. Após cerimônia de abertura, a Orquestra Experimental de Cordas do Conservatório

Beethoven, apresentou, no Auditório Theatro Casa do Ator, peças de importantes autores da música clássica, sob o comando do maestro Celso Pacheco. A camarata vocal do Conservatório mostrou peças renascentistas e medievais. O Projeto Orpas (Obras Recreativas Profissionais, Artísticas e Sociais) apresentou um coral infantil, que animou o público ao som da percussão tocada pelas crianças no ritmo de samba. Para o idealizador e fundador do projeto, Daniel Neves de Faria, de 27 anos, a performance das crianças foi emocionante. “Também participei de projetos sociais quando criança e sei da importância de trabalhos como esse para o desenvolvimento cultural e social de todos que têm a oportunidade de participar do evento”. O Orpas atua na periferia da Chácara de Santana (SP), dando suporte a mais de cem crianças carentes, com aulas de música, formação humana, teatro, esporte, informática e idiomas. Daniel faz parte do projeto Iniciativa Jovem da Anhembi Morumbi (IAM), que visa reconhecer e apoiar projetos de jovens empreendedores sociais que desenvolvem ações de impacto positivo em comunidades. Acolhidas pelo Orpas, as crianças contam com educadores e profissionais qualificados para transformá-las novamente crianças. “Muitas delas chegam agressivas, oriundas de lares desestruturados, mas com o tempo conseguem se envolver no projeto”.

Guilherme Andrade, de 14 anos e um dos professores, é um exemplo do que o Orpas tem feito pelos jovens. Ele chegou à instituição aos 11 anos e hoje se intitula um multi-instrumentista. Demonstra habilidade e dedicação tanto no palco, quando está tocando, quanto fora dele, quando está ensinando. “Foi no Orpas que me aprofundei na música. Toco violão, cavaquinho, teclado, flauta, trombone e percussão. Além de aprendiz, sou professor. Nada mais ético da minha parte do que retribuir ao Orpas o que aprendi”. Entre os projetos e ações expostos no Campus Vila Olímpia destaca-se, também, o da jovem Cecília Barros, 24, outra participante do IAM, que levou parte de sua instituição, a POEAO (Projeto Oficina Escola de Artes e Ofício), à festa. O projeto atua principalmente nas comunidades pobres, com aulas de alvenaria, desenho, marcenaria, carpintaria e conservação de acervos gráficos. Com mais de duzentos alunos, é hoje uma referência nas cidades de Iperó, Santana de Parnaíba e Iguape, no Estado de São Paulo. Para Cecília, a arte é uma boa maneira de educar e dar aos jovens oportunidades que eles jamais sonharam. “No estande da POEAO, jovens professores ensinavam aos visitantes técnicas diversificadas e inovadoras de pintura. No Campus Vila Olímpia, a ação ofereceu serviços voltados à saúde e à beleza, eventos culturais e orientação jurídica aos visitantes.


bem-estar, contribuindo no tratamento”. Outro estande importante foi patrocinado pelos professores e alunos do Curso de Direito da UAM: cerca de 40 estudantes voluntários, monitorados por professores, prestavam orientação jurídica. Segundo o advogado e professor Quelson Cherubim da Universidade Anhembi Morumbi, “os cidadãos eram, primeiramente, atendidos pelos estagiários, que após ouvir as queixas, encaminhavam as pessoas ao Núcleo de Prática Judicial, no Campus Anhangabaú. Neste local é que nós faremos, posteriormente, a assistência e ingressaremos com ação perante o Judiciário para solução do problema”. A Escola de Saúde e Bem-Estar também chamou a atenção de todos que visitaram a unidade, com atendimento nutricional, quiropraxia, cortes de cabelo personalizado e oficinas de alongamento, entre outras atividades.

CARLOS fRUCCI

CARLOS fRUCCI

Na entrada do Campus Centro, o destaque era a tenda do Curso de Psicologia. A coordenadora Ana Cristina Kuhn Pletsch, optou por fazer recreação com criação. “Aqui as crianças podem desenhar, brincar e ouvir histórias, contadas por nós. Assim, dedicamos o Dia da Responsabilidade Social à diversão da criançada”, afirmou a coordenadora do curso. Outra atração do Campus Centro foi o Estande Veterinário, que divulgou os projetos e as campanhas mantidos pela equipe veterinária, como, por exemplo, os projetos “Cão-panheiro”, que desenvolve atividades de terapia e assistência aos animais, e o “Reabilita Cão”, que resgata animais abandonados. O médico veterinário e professor da Anhembi Cezar Dinola, divulgava, no Estande de Veterinária, a importância do cão no tratamento fisioterápico de crianças e idosos. “A grande diferença: o paciente sente-se estimulado. O cão promove um

Cuidado com a beleza e a saúde marcaram a 4ª edição da “Universidade Cidadã”

CARLOS fRUCCI

A festa no Campus Centro

Diarista Morgana, um das mais animadas

No sorriso deles, a recompensa A diarista Morgana Silva, de 38 anos, era uma das mais animadas no Dia da Responsabilidade Social, no Campus Centro. Primeiro, levou os filhos ao Estande de Psicologia para que eles lessem e ouvissem as histórias narradas pelas voluntárias do Curso de Psicologia. Depois, sorridente, confessou: ”Agora, vou dar um jeito no cabelo das crianças, que precisam de um bom corte. E enquanto eles estão ‘ocupados’, vou fazer hidratação nos pés e um relaxamento. Afinal também sou filha de Deus.” O funcionário de frigorífico Valmir Bezerro preferiu o estande patrocinado pelo Curso de Direito. “No panfleto de divulgação que recebi fiquei sabendo do serviço de orientação jurídica e resolvi conferir, já que não tenho dinheiro para pagar advogado.” Confiante, Valmir diz que está cheio de esperanças para resolver seu caso, sobre uma herança a quem tem direito. “Eles anotaram tudo direitinho e vão encaminhar meu problema para Núcleo de Prática Judicial, no Anhangabaú. Vou aguardar.” O Estande da Escola de Saúde e BemEstar foi um dos mais procurados e entre os muitos grupos assistidos estava o da terceira idade. Os amigos Jaime Alcala, de 73 anos, e Constantino Kropas, 70, aproveitaram a oportunidade para se consultar. Como fizeram no ano passado, voltaram, ao Campus Centro, para conferir as atrações e fazerem exames médicos: “Já tiramos sangue, medimos a pressão e estamos dando uma passeada”. Avenir Oliva, 75, foi atendida no setor de Quiropraxia, em busca de tratamento médico para a sua trombose. “Meu marido é aposentado, o dinheiro não dá nem para os remédios. Aqui é de graça, já marquei o meu exame”.


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Medicina

A Universidade Anhembi Morumbi inova mais uma vez com o Curso de Medicina, que possui um Centro de Treinamento e Simulação inédito no Brasil

Cadáver vira peça de museu nas aulas de Anatomia Na busca incessante pelo aperfeiçoamento e modernização, a Universidade Anhembi Morumbi dá um passo importante, com sistema inovador de ensino, desta vez, no Curso de Medicina da Escola de Ciências da Saúde. Os alunos já contam com um Centro de Treinamento e Simulação inédito entre as instituições de curso superior do Brasil. A infraestrutura dispõe de 23 ambientes e mais de 70 equipamentos de realidade virtual, entre os quais, robôs com modernos softwares, manequins e peças de corpo humano. Outra novidade é o body painting que compreende a participação de uma modelo contratada especialmente para as aulas de Anatomia Viva. Com todos esses recursos, ocorre uma reprodução fiel de cenários realistas proporcionando as mais variadas situações do dia a dia do profissional da área médica. Com toda essa estrutura montada e funcionando, é fácil de se prever que o cadáver utilizado nas aulas de anatomia, já faz parte do passado. Ou seja, virou peça de museu, como costuma definir a diretora Simone Sato, da Escola de Saúde e Bem-Estar. “Nos países desenvolvidos, há muito tempo o cadáver já não é mais a estrela do estudo de anatomia. Ao contrário, as universidades que ainda mantêm cadáveres são apontadas como ultrapassadas e não tiveram condições financeiras de migrar para os bonecos importados e outros materiais de excelente

qualidade”, explica. A transição do estudo da anatomia humana tradicional para um sistema moderno, sem o foco do cadáver, tornou-se o maior desafio da Escola de Medicina. A idéia foi apresentada pelo consultor Francisco Gutierrez, membro da Rede Internacional de Universidades Laureate. Segundo Simone, foi ele o responsável também por grande parte da metodologia implantada na medicina. “Gutierrez ficou surpreso quando soube que ainda trabalhávamos com cadáveres”, conta a diretora. “Mas éramos ainda tradicionais nessa linha estudo. Quando soubemos das inovações foi um choque para nós. Afinal, como ensinar anatomia, sem o uso do cadáver ?” Com as inovações apresentadas, Simone e o professor e coordenador de Ciências Biológicas, José Manoel dos Santos, foram criando um modelo brasileiro de estudo. A primeira mudança foi a entrada da morfologia digital, utilizando recursos de softwares no estudo de anatomia. “Nosso aluno tem acesso às várias informações digitais. Então, nós estávamos ensinando como aprendemos há vinte ou trinta anos. Ou seja, esse método não é mais a cara do aluno do século XXI. Por isso migramos para o setor digitalizado, pois vamos preparar um profissional para atuar a partir de 2016”, explica Santos. O custo elevado de equipamentos não foi obstáculo para a universidade, que deu condições para

a criação de um moderno laboratório, comprou licenças específicas, e aposentou de vez o uso do cadáver. “Na verdade, tornamos o cadáver uma peça de museu, usando apenas como complemento, mesmo assim, quando for estritamente necessário”, diz o coordenador. Além da parte digital, a escola conta com os modelos com cópias de resinas de peças naturais. “O material de resinas é artificial, mas de excelente qualidade. A transição das peças naturais para as artificiais também foi gradativa”, afirma Simone, lembrando que as naturais eram muito antigas e bastante manipuladas ao longo do tempo. “A deterioração foi inevitável e não permitia ao professor mostrar uma determinada estrutura, um acidente, de uma maneira bem nítida”. Embora sendo uma peça artificial, de resina, ela é feita com todo o cuidado científico. A Alemanha é o país pioneiro nesse tipo de equipamento. Mas, a Anhembi Morumbi também importa os modelos dos Estados Unidos e Japão. Outro cuidado apresentado pela direção da escola foi o de promover a transição, não só do aluno, mas também do professor. “Os professores não conheciam os modelos. Então tivemos que fazer um “desmame” de todos os vinte ou trinta anos de tradição de um sistema de ensino na área da medicina. Felizmente, quando viram a qualidade dos bonecos, a aceitação foi natural, sem maiores problemas”, explica Simone.


Anatomia viva aulas foram sendo projetados os mais diferentes à disposição. Felizmente, a universidade gosta de ângulos do corpo humano obedecendo uma fide- inovação e aposta em seus profissionais. Essas lidade científica. “Optamos por trazer o desenho técnicas dificilmente seriam implantadas em ouà realidade científica, mostrando a localização tras instituições”, completa Simone. real das vértebras, sistema circulatório, tórax, coração… Imagine que, numa aula de musculatura dorsal, a modelo levanta o braço e o aluno observa os músculos, as fibras se movimentando. Algo realmente extraordinário”, explica Santos. Em comparação à anatomia viva, o cadáver, onde tudo tem a mesma cor, a mesma textura, ficou sem qualquer utilidade. O body painting é de domínio público, mas a técnica no ensino de anatomia pertence à Universidade Anhembi Morumbi. “Criamos esse método, que estamos batizando de Anatomia Viva. Não se trata de um show, mas sim, a técnica que oferece ao aluno a vantagem de observar um modelo vivo, em vez de olhar um cadáver. A qualidade do ensino melhorou, e percebemos isso na reação dos alunos”, conta Simone. Além do body painting, da anatomia palpatória, da projeção da imagem do corpo do modelo, há também a videocirurgia. Nessa etapa, o cirurgião transmite toda a teoria e, em seguida, o aluno vai ao modelo acrílico olhar, apalpar, ver as dimensões, para então realizar no final uma cirurgia totalmente filmada. Provavelmente, a médio prazo, as modelos e artistas plásticos terão um campo de trabalho ampliado. “Não é fácil ter um artista plástico e uma modelo Body Painting, utilizado na Inglaterra, agora na Anhembi Morumbi DIVULGAÇÃO

Todo o estudante de Medicina cria uma expectativa em torno da hora que vai “ganhar” um cadáver. Tal cobrança é feita, principalmente, entre aqueles cujos pais também são da área da saúde. Simone diz que um grupo de alunos “ganha” um cadáver para ir dissecando ao longo do curso. “Isso é comum na medicina humana”. Esse fator gerou mais uma preocupação por parte dos professores que, por sua vez, tiveram também de trabalhar esse tipo de ansiedade do aluno. O consultor Gutierrez já havia apresentado o body painting como um sistema de pintura corporal muito utilizado na Inglaterra. “Desse modo, criamos o nosso método de pintar as estruturas anatômicas no corpo de uma modelo. Para implantar esse projeto convidamos a professora e especialista em Design, Kazuyo Yamada, que aceitou o desafio”, diz a diretora. O próximo passo foi um trabalho em conjunto com os professores, no sentido de mostrar aos alunos que não havia necessidade de um cadáver nas aulas de anatomia. O desenho dos ossos do pé fez parte da primeira aula-teste da professora Kazuyo, tornando-se um sucesso absoluto entre os alunos, junto com a aula de anatomia palpatória. Esta última, é outra técnica até então inexistente no Brasil. “Ensinar anatomia é palpar e mostrar ao aluno, por exemplo, o que é uma falange, a localização da dor, e outros detalhes importantes no aprendizado. Com o desenho dos ossos do pé da modelo, pudemos filmar e projetar na tela, com animação”. O coordenador Santos e o professor Paulo Gonzalez foram os responsáveis por levar à tela o body painting. Na seqüência, em uma série de

Gastronomia

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Melhor chef do mundo visita a UAM

Ferran Adriá visita nosso Centro de Gastronomia

O último 6 de novembro marcou um dia de gala para o curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi. O chef de cozinha espanhol Ferran Adriá, renomado pela imprensa especializada e por colegas como o melhor do mundo, visitou o Centro de Gastronomia de nossa universidade, no campus Centro. De passagem por São Paulo, o renomado chef fez questão de conhecer o Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira, demonstrando seu reconhecimento para com nosso curso, e sua preocupação com a importância do ensino na área. A diretora da escola de Turismo e Hospitalidade,

Rosa Moraes, afirmou que o chef distribuiu simpatia, ao conversar pessoalmente com cada aluno que se aproximou dele, autografar livros e posar para fotos. Adriá, dono do restaurante El Bulli, na cidade de Rosas, a cerca de 90 quilômetros ao norte de Barcelona, se propôs a receber a cada ano o melhor aluno de 4° período do curso de Gastronomia da universidade, para um estágio de 3 a 6 meses. O visitante deixou para sempre a marca de sua visita à Universidade Anhembi Morumbi: estampou suas mãos em um quadro de baixo relevo, que fica exposto na parede da Cozinha de Demonstração do campus Centro.


Prestígio

Veterinário: uma profissão

nos limites da ética e da técnica A Anhembi Morumbi é a única universidade do Brasil que adota os manequins no aprendizado da veterinária.

carlos frucci

Neimar Roncati, coordenador do Curso de Medicina Veterinária

Gostar de animais é requisito dos mais previsíveis para quem escolheu a carreira veterinária. Mas, para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, Neimar Roncati, além do gostar, a sustentação de sua trajetória profissional sempre foi o respeito pelos animais. E Roncati faz do respeito sua principal ferramenta de trabalho. O modo como ele coordena o curso de Medicina Veterinária na Anhembi Morumbi é a primeira impressão de sua marca, a começar pelo veto ao uso de animais em experimentos científicos. Ao invés da prática da vivissecção, que consiste no uso de animais vivos em cirurgias, a Universidade Anhembi Morumbi adota os “manequins” – cães e gatos sintéticos que viabilizam as atividades práticas de ensino e aprendizagem. Na avaliação de Roncati, o uso dos manequins, iniciado em 2007, evita o sofrimento desnecessário dos animais, além de permitir que os alunos repitam as atividades mecânicas e se tornem mais habilidosos. Esta prática permite a aquisição de destreza e segurança na realização de procedimentos médicos, entre eles a aplicação de fármacos por diferentes vias de acesso, como encontrar as veias sanguíneas dos cães e gatos, até práticas de entubação. Ainda segundo o coordenador de Medicina Veterinária, os animais mantidos no canil da Universidade - oriundos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da cidade de São Paulo -, não são utilizados para atividades cruéis e agressivas. Ao contrário: são vacinados, adestrados, castrados e permanecem por dois anos, período que participam de atividades como terapia assistida a crianças com paralisia cerebral junto ao curso de Fisioterapia da Universidade. Após este período passam para o programa de doação, onde não faltam candidatos a ficarem com estes animais. Para as práticas que excederem essas atividades, como a retirada de sangue ou aplicação de medicamentos, são usados os manequins. “Somos a única universidade no Brasil que adota os manequins no aprendizado da técnica veterinária”, diz Roncati. O coordenador do curso de Medicina Veterinária da UAM fez sua graduação, mestrado e doutorado, concluído em 2004, na USP, e sua paixão são os eqüinos. Roncati também não fugiu à regra na qual se enquadram todos os veterinários: sempre gostou de animais, “desde criancinha”, ele rememora. Mas sua maior admiração sempre foram os cavalos, especializando-se nesta categoria. Na família ele é o único a fazer carreira na veterinária

e assim que se formou atuou por dez anos como clínico, assessorando criatórios, fazendas, haras, jóqueis clubes e hípicas antes de entrar na carreira universitária. Para não se afastar da prática, Roncati mantém uma equipe de profissionais que presta serviços de assessoria veterinária pelo Brasil a fora. O profissionalismo de Roncati o levou às Olimpíadas de Pequim, como veterinário da equipe brasileira de adestramento. “Desde que me formei na graduação sempre trabalhei com eqüinos. Trata-se de uma opção particular, estimulada pela afinidade que tenho com este animal”, diz. Aos 41 anos, o coordenador de Medicina Veterinária se considera realizado profissionalmente. “Sempre trabalhei com satisfação, aprimorei técnicas, me especializei, fiz muitos estágios e fui residente em hospital veterinário”, conta Roncati, um profissional sério e que tem respostas práticas para as questões mais polêmicas. No currículum de Roncati somam-se dois cargos que contribuíram para projeção da Universidade Anhembi Morumbi no maior evento mundial de medicina eqüina, o 11ª Congresso da World Equine Veterinary Association (WEVA), que acontece em outubro de 2009, no Guarujá, litoral sul do Estado de São Paulo. Um destes cargos foi a presidência da Associação Brasileira de Medicina Veterinária Especialista em Eqüinos (Abraveq) e, em 2007, quando foi convidado pela WEVA para ser o representante latino americano da diretoria da entidade. E por ser membro da WEVA Roncati viabilizou a participação da Universidade Anhembi Morumbi no evento, ao lado da USP e Unesp. As três universidades serão as patrocinadoras do congresso da WEVA. Segundo o coordenador, os professores do curso de Medicina Veterinária estão preparando trabalhos científicos para serem apresentados à comunidade internacional de medicina veterinária. No ano passado, no evento da Abraveq, a UAM apresentou sete trabalhos. Na opinião do coordenador, o fato de o Brasil sediar a WEVA só traz benefícios acadêmicos e profissionais aos professores e alunos. O veterinário Roncati é defensor de campanhas para conscientização da posse responsável. “Eu nunca recolhi um cachorro de rua, essa não é a solução para evitar o sofrimento e os maus tratos dos animais. As campanhas de conscientização são apenas o primeiro passo e ainda há muito a ser feito junto à população”.


Vocação

questão de vontade e dedicação. Foi na Université René Descartes, em Sorbonne, que a professora concluiu seu pós-doutorado. Maria Bernadette fala de sua vida, das vitórias acadêmicas conquistadas, com simplicidade. Deixa claro que a preocupação em entender o aluno, suas necessidades, sempre fez parte de sua vida. Sempre gentil, perguntava ao longo da conversa: “No que mais posso ajudá-la, querida, fique à vontade para perguntar o que quiser”. Hoje, Maria Bernadette colhe bons frutos de sua competência: foi convidada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a integrar a comissão julgadora dos prêmios concedidos por esta instituição aos melhores projetos de mestrado das áreas de Comunicação, Cinema e Audiovisual. Desde os 18 anos a professora não exerceu outra atividade que não fosse a docência. “Exceto em um momento”, interrompe a conversa e faz questão deixar tudo muito claro. “Quando atuei como secretária de Cultura do Estado do Espírito Santo foi o único momento de minha vida que não fui professora”. O mestrado, Maria Bernadette concluiu no Rio de Janeiro, em Comunicação, e na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) fez seu doutorado em Cinema. Deixou

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A pessoa mais importante do mundo. É assim que esta repórter se sentiu ao conversar com a professora Maria Bernadette Cunha de Lyra. No dia em que a procurei para entrevistá-la, no início do mês de outubro, estava com viagem marcada para um congresso em Brasília. Partiria dentro de uma hora. Assim que eu soube - por ela mesma, ao telefone - fiz uso do bom senso, me desculpei por telefonar em momento inoportuno e perguntei sobre a data de seu retorno, para que pudesse procurá-la novamente. Para minha surpresa, ouço do outro lado da linha: “Estou pronta a atendêla, posso conversar com você neste momento”. Este foi o diálogo responsável pela construção da primeira impressão que tive da coordenadora do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi. Uma mulher extremamente agradável e atenciosa, envolvente e dona de uma carreira acadêmica alicerçada em metas – todas alcançadas! A trajetória profissional desta capixaba começa cedo, ao ingressar no magistério. “Sempre tive a certeza de uma coisa na minha vida, a vontade de ser professora”, diz a coordenadora. Partir do Espírito Santo, onde fez seus estudos do primário e do ginasial, e rumar para Paris foi apenas uma

A professora da Anhembi é integrante da comissão julgadora da Capes

CARLOS fRUCCI

Competência e humildade para construir um projeto de vida: ser professora

Maria Bernadette: vitórias acadêmicas

a Universidade Federal do Espírito Santo, da qual hoje é professora titular aposentada, para lecionar na USP, onde ficou até 2003. “Sempre fui professora de cinema e audiovisual”, orgulha-se Maria Bernadette. Ingressou na Universidade Anhembi Morumbi atendendo a um convite da diretora de Pós-Graduação e Pesquisa Marisa Forghieri, para que criasse um curso de mestrado em Comunicação no ano de 2006. “O curso foi aprovado pelo MEC e desde então estou a serviço desta Universidade”, conta Maria Bernadette, uma profissional que o curso de doutorado da USP atraiu para que viesse e permanecesse na cidade de São Paulo. Como autora de livros, a coordenadora do Mestrado em Comunicação publicou, pela Cia das Letras um romance de ficção intitulado “Tormentos Ocasionais”, além de outro indicado ao prêmio Jabuti, “Memória das ruínas de Creta”. O doutorado de Maria Bernadette também rendeu um livro, “A nave extraviada”, sobre o cinema do diretor marginal Júlio Bressani comparado às obras de Machado de Assis. Após muitos minutos de conversa, a coordenadora do Mestrado em Comunicação deixava transparecer a serenidade, apesar do compromisso em Brasília. Era o momento de fazer a última pergunta. Como professora de duas instituições com objetivos e perfis muito distintos – a privada e a pública - , pedi para que Maria Bernadette relatasse sua experiência. “Como professora de uma universidade particular me sinto muito mais motivada e desafiada a fazer um excelente trabalho”, diz a coordenadora. Segundo ela, as universidades públicas não estimulam os professores, uma vez que resultados não são cobrados. “A Universidade Anhembi Morumbi é muito mais exigente e isso é estimulante para quem é profissional”.


THE PEOPLE’S ATLAS

Formação Profissional

As experiências de uma

expert em intercâmbios Propaganda e Marketing, Renata decidiu trabalhar como jornalista. Para completar sua formação escolheu a Universidade Anhembi Morumbi. Pesou para a decisão, a grade curricular do curso. Renata ficou sabendo do Foreign Correspondent Programme por meio da divulgação feita pela embaixada finlandesa nos principais veículos de comunicação do Brasil. A partir daí fez um teste e, após a aprovação, embarcou para a Finlândia, onde se juntou a um grupo de 17 jovens jornalistas selecionados do mundo inteiro. O estágio proporcionou a Renata a oportunidade de visitar as indústrias Nokia e Fazer (chocolates), conhecer veículos de comunicação, como o maior jornal do país, o Helsingin Sanomat, ROMERO CRUZ

Todos os anos, o Ministério das Relações Exteriores da Finlândia escolhe estudantes para participar do Foreign Correspondent Programme – Programa para Correspondentes Estrangeiros. Em 2008, Renata Betti, 24 anos, aluna do oitavo semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, campus Vila Olímpia, foi uma das selecionadas para o programa. Para chegar lá, superou 50 candidatos de todo Brasil em uma disputada seleção. Renata já é uma veterana em intercâmbios. A primeira experiência foi aos 16 anos, quando viveu por seis meses nos Estados Unidos. Já na faculdade, aos 18 anos, morou por um ano em Londres onde cursou matérias ligadas à área de Administração de Empresas na Westminster University. Depois de se formar em

entrevistar vários políticos, entre eles a presidente Tarja Halonen. Participou de palestras com jornalistas de diversos países com experiências em guerras e conflitos no Oriente Médio e África. Neste período nem tudo foi trabalho. Também sobrou tempo para um pouco de lazer e diversão. Renata viajou pelo país e conheceu a cidade do Papai Noel, Rovaniemi, e a região da Lapônia, que no verão tem mais de 20 horas de sol por dia, entre outros lugares. As impressões que teve da Finlândia são as melhores possíveis, como não poderia deixar de ser. Afinal, o país tem o menor índice de corrupção e o melhor sistema educacional do mundo, um povo extremamente pontual. “Na Finlândia, chegar na hora marcada é falta de educação. Você tem que chegar, no mínimo, com dez minutos de antecedência. Sempre.” Renata recomenda a todos a experiência de fazer um estágio no exterior. E, para quem se interessar, Renata dá uma dica para enfrentar o processo seletivo do FCP (Foreign Correspondent Programme): “estudar bastante sobre o país antes de fazer as redações exigidas e mostrar que realmente quer participar. Como só uma pessoa é escolhida por país, o esforço para passar tem que ser grande”. Hoje, Renata está estagiando na revista Veja, da Editora Abril.

Discotecagem

Alunos de Música Eletrônica participam da Expomusic 2008 A 25ª Expomusic – Feira Internacional da Música, realizada em setembro último, no Expo Center Norte, é a maior feira de áudio e instrumentos da América Latina e recebeu artistas como Frejat, Charlie Brown Júnior, Lulu Santos, Igor Cavalera e Sandra de Sá, entre outros. Mas a participação mais especial, para a comunidade Anhembi Morumbi, foi a dos 16 alunos do Curso de Música Eletrônica da UAM, que se revezaram para pilotar as pick-ups que animaram a feira. A Expomusic 2008 reuniu cerca de 60 mil pessoas, nos cinco dias de duração, e contou com 200 expositores, que ocuparam 16 mil metros quadrados, e foi responsável por negócios no valor de R$ 150 milhões, 10% a mais que no ano passado, o que mostra a importância e o potencial do setor.

A participação dos alunos em evento tão significativo para a área musical aconteceu devido ao bom relacionamento estabelecido com o distribuidor da Pioneer, fornecedora dos equipamentos de discotecagem para o curso de Música Eletrônica. “O convite veio dos diretores da Pioneer para a América Latina, no final do ano passado, na ocasião do lançamento de equipamentos da marca”, comenta o coordenador do curso Leonardo Vergueiro. “A partir daí realizamos uma seleção com os alunos que têm melhor aproveitamento nas aulas técnicas de discotecagem para participar da feira”. Um dos alunos que esteve no evento foi Aryela Camargo. Ela se apresentou por uma hora e meia no stand da Pioneer, no dia em que o evento era aberto apenas aos profissionais do

setor musical. As músicas selecionadas variaram entre vertentes do Techno, Minimal Tech e Tech House. “Trabalho como DJ há dois anos e tocar na maior feira de música da América Latina foi uma experiência gratificante, além de gerar importantes contatos profissionais,” conta Aryela. Uma das conseqüências, por exemplo, é a negociação – ainda em andamento – de uma parceria que, quando concretizada, permitirá à Anhembi utilizar os equipamentos da marca nos eventos internos, testar equipamentos antes do lançamento oficial e conceder descontos especiais para os alunos adquirirem seu próprio equipamento. Já em outubro, chega à faculdade o mixer SVM 1000, que permite combinar mixagens de áudio e vídeo, ação que promete se tornar “obrigatória” na discotecagem em pouco tempo.


Paixão

Futebol,

Anjos Barrocos, depoimentos e torcida

FRUCCI

além das quatro linhas

CARLOS fRUCCI

Na fotos, momentos marcantes do futebol

O Museu do Futebol, instalado no estádio do Pacaembu, registra a memória do esporte que é paixão nacional

Inaugurado em outubro, o Museu do Futebol candidata-se a ser uma espécie de parada obrigatória tanto dos fanáticos como daqueles que não dão a mínima para esse esporte que se assume como paixão nacional. O projeto, iniciado em 2005 pela Prefeitura de São Paulo, abriu os portões ao público pouco mais de 11 meses depois da escolha do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Assim, o espaço credencia a cidade para se tornar um dos principais lugares para este evento da FIFA. Afora a questão político-estratégica dessa iniciativa, o que mais chama a atenção no Museu do Futebol é que o espaço representa, de maneira bastante fiel, o tamanho da paixão dos brasileiros para com o esporte. Nas palavras do professor Ricardo Prado, coordenador do Curso de Esportes da Universidade Anhembi Morumbi, é surpreendente como até agora não existia um museu desse tipo. “Assim como as competições ajudam a colocar o esporte em evidência, a iniciativa de um museu como esse é relevante porque fortalece a idéia de prática esportiva”, comenta Prado, que foi medalhista nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984. Para ele, a proposta é interessante porque registra a memória esportiva do País, algo que também

poderia acontecer em outras modalidades. Assim, desde a localização, no estádio do Pacaembu, até as peças que compõem o museu, existe certa coerência na intenção em mostrar de que forma o esporte está impregnado no cotidiano das pessoas. Com isso, depoimentos, documentos pessoais, dados sobre os clubes, as regras do jogo, registros em vídeo, entre outros detalhes, transformam o museu em atração a ser conferida mais de uma vez. “Algumas imagens já vi muitas vezes. No entanto, tem coisas aqui dentro que eu ainda não descobri”, diz Haroldo Santos, 23 anos, segurança da exposição temporária sobre Pelé situada no primeiro saguão do museu. Ali, estão os elementos que resgatam a história particular de Edson Arantes do Nascimento: da foto do primeiro clube às homenagens que recebeu. E gols, muitos registros de gols. Todo esse material está dividido em um espaço que chama a atenção pela proposta lúdica: graças a um recurso audiovisual, o visitante se depara com um registro da seleção brasileira, com Pelé, entrando em campo. Adiante, é possível pisar na grama sintética para ver os gols do rei do futebol.

Depois da exposição temporária, no primeiro pavimento do museu, estão os “Anjos Barrocos”, galeria com 25 jogadores que fizeram história no futebol brasileiro. Suspensos no ar e em tamanho natural, há a projeção de ídolos recentes, como Bebeto e Ronaldo, a grandes nomes do passado, como Tostão e Rivelino, passando por Nilton Santos, Julinho Botelho e Rivaldo, atletas que compõem o imaginário do esporte em virtude de suas jogadas geniais. Já na “Sala dos Gols”, o visitante vai encontrar inúmeros torcedores célebres, como Juca Kfouri e Luis Fernando Veríssimo, explicando quais são os gols mais marcantes. Ainda nesta mesma sala, é possível ouvir as narrações de gols históricos, como o de Brasil x Uruguai em 1950, entre outros. E o público tem cadeira cativa no museu. Na sala “Exaltação”, localizada embaixo das arquibancadas do Pacaembu, o visitante assiste e ouve o grito das torcidas do País – e não apenas dos times de São Paulo. No mesmo andar, a história das Copas do Mundo também está contemplada, com registros em vídeo das melhores jogadas de cada torneio, bem como as conquistas e as derrotas. Qual foi o maior placar? Qual foi a partida com maior número de expulsões? Essas e outras informações constam na sala “Números e Curiosidades”, com dados específicos sobre as regras do jogo. Uma outra curiosidade que já é um sucesso no quesito participação é a sala que permite a cobrança de pênaltis. Quem faz o gol tem direito a foto, que pode ser baixada no site do museu. Aliás, o site, apesar dos reparos técnicos que devem ser feitos, é tão interativo quanto o museu, permitindo comentários, assim como agendar a visita e ver os horários de visitação – nos dias de jogos, excepcionalmente, o Museu fica fechado.


Serviço

Secretaria de Registros Acadêmicos, dedicação total ao aluno

CARLOS fRUCCI

Equipe da Secretaria de Registros Acadêmicos cuida do aluno desde sua entrada na Universidade Anhembi Morumbi até o recebimento do diploma

Com a finalidade de garantir a autenticidade e regularidade de todos os registros acadêmicos, e proporcionar suporte operacional às atividades docentes e dicentes da Universidade Anhembi Morumbi, a Secretaria Geral passou por reestruturação. Hoje ela é composta pela Secretaria de Registros Acadêmicos, a SRA, como são conhecidos os setores de Diplomas e Colação de Grau. Trabalhando no chamado “Backstage” das ações acadêmicas, a Secretaria é responsável por muitas das principais atividades da Anhembi Morumbi. “Nós cuidamos do aluno desde os seus primeiros apontamentos, quando ele entra na universidade, até o momento em que ele sai, quando recebe seu diploma”, aponta o atual secretário geral, professor Luiz Fernando Matos Araújo. Formado em Letras, Direito e Pedagogia, Luiz Fernando atuou por cerca de 20 anos como secretário geral em outra universidade e, há cerca de dois anos na Anhembi Morumbi, foi assessor da PróReitoria Acadêmica, até alcançar a atual posição. Para ele, as atividades da Secretaria resumem-se em dar condições legais para que os alunos possam estudar em conformidade com as exigências do MEC e que o CONSUN (conselho universitário) possa exercer suas atividades em deferência aos professores, coordenadores e colaboradores.

Após a reestruturação da Universidade Anhembi Morumbi, coube à Secretaria Geral administrar, por meio de subdivisões, as tarefas até então entregues somente à Secretaria. Foram criadas, por exemplo, duas subdivisões que auxiliam o aluno pós-formatura, os setores de Colação de Grau e de Diplomas. A SRA fica a cargo das atividades diárias que envolvem alunos, professores e coordenadores. A Secretaria, contudo, no imaginário do aluno, sempre esteve ligada às Centrais de Atendimento ao Aluno (CAA). Para isso, foi criada a Gerência de Relacionamento, que engloba as já conhecidas Centrais de Atendimento ao Aluno. “Foi uma forma de otimizar as nossas ações”, diz o Prof. Luiz Fernando. “Estou certo de que seguirá havendo um grande entrosamento entre essas estruturas. Hoje temos funcionários da SRA dentro das Centrais de Atendimento e, nos momentos de pico, que são no início e término de semestres, podemos contar com esse staff”, conclui. Para o professor Luiz Fernando, esse tipo de ação visa facilitar a vida do aluno, que muitas vezes tem seus requerimentos resolvidos ainda nas CAAs, sem que haja a necessidade de espera pela resolução do caso. Dentro dessa nova realidade, a SRA conta ainda com o SOL (Solicitação On-Line).

O aluno poderá fazer a qualquer momento todo tipo de solicitação, sem sair de casa. Basta acessar a unidade web da Anhembi Morumbi e fazer o pedido, que será processado e respondido pelo próprio sistema. Para a assistente de secretaria, Isabel dos Reis, a Secretaria Geral é o “coração” da Universidade, pois detém muitas informações que possibilitam o êxito das realizações das CAAs, das coordenações e alunos. Para Isabel, o trabalho da SRA depende das ações dos demais setores e esse diálogo é de grande relevância: “A CAA protocola, prestando o primeiro atendimento, a Coordenação analisa e a SRA efetua o registro”. “Além disso, nosso dia-a-dia é bem agitado, pois damos suporte aos funcionários internos, externos, bem como ao Financeiro, ao Jurídico, entre outros”. Isabel conclui enaltecendo o trabalho desenvolvido pela equipe: “Queria apenas parabenizar a todos os funcionários da SRA pela dedicação na realização do trabalho prestado aos nossos alunos”. Ainda de acordo com o professor Luiz Fernando, a principal característica dessa nova gestão será transformar o Secretário Geral numa figura mais acessível e buscar, dentro deste novo quadro, agilizar os processos, fazendo com que o atendimento das solicitações seja ainda mais rápido.


Cultura

Livro

IAC mostra pinturas de Volpi

A teoria e a prática da pesquisa de marketing “Pesquisa de Marketing: teoria e prática” é o título do livro lançado pelos professores da Universidade Anhembi Morumbi, Izabel Sebatier de Faria, dos Cursos de Publicidade e Propaganda e Moda, e Mário de Faria, de Publicidade e Propaganda e Eventos, para registrar três décadas de atuação no mercado de marketing e comunicação. Casados há 23 anos o, os autores decidiram registrar suas experiências em obra editada pela Mbooks, com clientes como Rino Publicidade, GCPA Propaganda, Mark Up Incentive MarKeting, Eletrolux, Springer, Santa Marina, Bic, Fortilit e Abbott, Na obra está registrada, também, uma das experiências mais importantes da dupla, o estudo intitulado “A vida a partir dos 50, o retrato de um consumidor esquecido”, vencedor do XII Prêmio de Pesquisa de Marketing, promovido pela Revista Marketing com o apoio da Sociedade Brasileira de Pesquisa de Mercado. Segundo os professores, o livro aborda os diferentes tipos de pesquisa e os relaciona aos casos brasileiros e motiva o estudante a

O Instituto de Arte Contemporânea está expondo obras de Alfredo Volpi, Amílcar de Castro e Sergio Camargo, até 25 de janeiro de 2009. De Volpi estão sendo expostas 28 pinturas do artista italiano naturalizado brasileiro, pintadas entre o fim da década de 50 e o início da de 70. De Amílcar de Castro e Sérgio Camargo estão expostos 37 trabalhos em madeira que resInstituto de Arte Contemporânea saltam a posição R. Maria Antônia, 258 da dupla na lista 3ª feira a sábado, das 10-18h de grandes nodomingos das 12-17h mes da escultura http://ww w.iacbrasil.org.br/ brasileira.

Dalí, Gaudí, Picasso e Miró no Sesc Paulista As 300 peças expostas – 100 cadeiras, 100 cartazes e 100 luminárias – expostas nos terceiro e quarto andares do Sesc Avenida Paulistas mostram que o conceito de design pode ser bastante flexível. Até dia 11 de janeiro de 2009, é possível ver desde lustres imitando a forma de uma aranha até poltronas tradicionais, que mostram o quanto é difícil encontrar uma fórmula única e definitiva para adjetivos como beleza e funcionalidade. As estrelas Sesc Avenida Paulista da coletiva são Av. Paulista, 119 os trabalhos de 2ª feira a domingo, das 10-19h Salvador Dalí, domingos e feriados, 11-19h Gaudí, Picasso e http://ww w.sescsp.org.br/sesc/ Miró.

CARLOS fRUCCI

Pesquisa de marketing é o tema do livro dos professores Izabel Sebatier e Mário de Faria

No Masp, arte contemporânea chinesa Até 15 de fevereiro de 2009, o Masp – Museu de Arte de São Paulo – estará apresentando a exposição “China: Construção – Desconstrução”, de arte contemporânea chinesa, especialmente concebida para um museu brasileiro. Vão compor o espaço 50 obras de dezessete artistas contemporâneos. Além de telas, fotografias e esculturas, a mostra terá, um vídeo lounge e uma obra conceitual interativa do artista Liu Ding. A exposição reflete um recorte da produção atual da arte contemporânea produzida na China, respaldada em obras de artistas internacionalmente reconhecidos, além de outros emergentes, que representam a internacionalização não somente da produção artística, mas também do elo entre o

wanderley celestino/spturis

O universo de Jorge Amado, em fotos Em homenagem a Jorge Amado, autor de livros que se tornaram clássicos da literatura brasileira - como “Gabriela Cravo e Canela” (1958) e “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1966), para citar dois -, o Instituto Moreira Salles está realizando uma exposição de seu acervo fotográfico sobre o universo do escritor. A mostra reúne fotos de Marc Ferrrez e José Medeiros, entre outros, que enfocam o imaginário baiano, presente em vários aspectos, do povo à culinária, dos costumes à Intituto Moreira Salles R. Piauí, 844 cultura. A ex3ª feira a sext a, das 13-19h posição poderá sábado e domingo, das 13-18h ser vista até 18 http://ims.uol.com.br/ims/ de janeiro de 2009.

entender a pesquisa como ferramenta, mesmo que sua meta não seja a atuação direta nesta área profissional. A didática utilizada no livro foi testada em sala de aula e comprovada sua eficácia. A capa é de autoria do artista plástico e também professor da Universidade Anhembi Morumbi, Carlos Avelino de Arruda Camargo.

Oriente e Ocidente. Com curadoria de Tereza Arruda, a exposição reúne trabalhos de Wang Qingsong, Yin Zhaoyang, Chen Bo, Wang Chengyun, Ma Jawei, Qiu Xiaofei, Ai Weiwei, Yin Xiuzhen, Xiong Yu, Zhou Wenzhong, Mao Yan e Liu Ding. O vídeo lounge exibirá permanentemente uma série de sete de obras em videoarte dos artistas Miao Xiaochun, Song Dong, He Yunchang, Qing Ga e Zhou Yiaohu. Esta diversidade de produção leva ao público brasileiro o potencial de inovação e renovação dos artistas chineses, muitos deles se destacaram em um primeiro momento pela pintura, seguindo pela fotografia, vídeo e instalação, os quais diversificam sua linguagem artística em um amplo leque de atuação.

Museu de Arte de São Paulo Av. Paulista, 1578 2ª feira a domingo, das 11-18h http://ww w.masp.art.br


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