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Ano I

NĂşmero 52

Data 24/08/2012


hoje em dia - p.18 - 24.05.2012


O TEMPO - MG - ON LINE - 24.08.2012

Filha do traficante Roni Peixoto e mais 26 são presos Natasha Peixoto é apontada como uma das mais influentes dentro da quadrilha V I N Í C I U S rearticular o grupo e rária decretado, mas conD’OLIVEIRA manteve o comando da seguiu escapar do cerco Vinte e sete suspei- quadrilha. “Cumprimos policial. tos de integrar uma orga- o mandado de prisão no `Eu apenas visitava nização ligada ao tráfico presídio e, na cela do meu pai na prisão´ de drogas, homicídios e Bruno, encontramos um Mesmo com um manroubos em Ribeirão das chip do celular que era dado de prisão expedido Neves, na região metro- usado para se comunicar pela Justiça, a filha do politana de Belo Hori- com os outros”, disse. traficante Roni Peixoto, zonte, tiveram mandados A polícia também te- Natasha Fernanda Peixode prisão cumpridos ou ria comprovado a partici- to, jurou que é inocente. foram presos em flagran- pação de um agente pe- “Não é porque o meu pai te, ontem, pela Polícia nitenciário no esquema. tem envolvimento (com Civil. Entre os detidos na Aendel José dos Reis, o tráfico) que eu também operação Sepulcro está a 27, é suspeito de forne- tenho. Eu apenas visitava filha de um dos crimino- cer aparelhos celulares meu pai na prisão. Agosos mais procurados pela e levar drogas para que ra, não o vejo há mais de polícia mineira, Roni Pei- a líder da organização um ano”, disse. xoto. Natasha Fernanda atestasse a qualidade dos Segundo a Polícia dos Santos Peixoto, 20, é produtos comercializa- Civil, Natasha teria um apontada como uma das dos pelo bando. Segundo papel fundamental na pessoas mais influentes a Secretaria de Estado de quadrilha. Ela seria resda quadrilha que, segun- Defesa Social, o agente ponsável por repassar do a Polícia Civil, era teve seu contrato rescin- as ordens que partiam liderada por um trafican- dido no início desse mês, de dentro das unidades te preso na Penitenciá- por excesso de faltas ao prisionais aos outros inria Nelson Hungria, em trabalho. “Aendel é con- tegrantes da organizaContagem, também na siderado foragido da Jus- ção. O delegado Adriaregião metropolitana da tiça”, explicou o dele- no Assunção informou capital. gado Adriano Assunção. que a jovem recebia as As investigações te- Outros quatro detentos recomendações durante riam começado há dois ainda atuavam no tráfico, visitas aos presos, dentre anos, quando agentes da mesmo cumprindo pena eles, o namorado, Álvaro Delegacia de Ribeirão em presídios da região de Souza Carvalho. das Neves descobriram metropolitana da capital. Para a polícia, a prique dois traficantes As investigações são de Natasha ainda pode presos em uma operação teriam apontado ainda ajudar na localização do em setembro de 2009 -, o envolvimento de um pai dela. Roni Peixoto é mesmo atrás das grades, grande fornecedor de procurado desde julho ainda davam ordens para drogas e armas para a de 2011. Ele cumpria comparsas e autoriza- quadrilha, que é sediada pena em regime semivam execuções. Segun- nos bairros Santa Marta, aberto, na Penitenciária do o delegado Jeferson Santa Martinha e Santa José Maria Alkimin, em Botelho, de uma cela Matilde, em Ribeirão das Ribeirão das Neves, mas na Penitenciária Nelson Neves. Alexsander Rosa saiu para trabalhar e não Hungria, Bruno Ferreira dos Santos, 32, teve o voltou. (VD) da Silva, 27, conseguiu pedido de prisão tempo-


estado de minas - p.26 - 24.05.2012


Correio do Povo - RS - conamp - 24.08.2012

MP questiona liberação de suspeitos de tráfico pela Polícia Civil Delegada alega que não se configurou flagrante e BM não tem atribuição de investigar

Provocou polêmica entre as autoridades de segurança pública a nota publicada pelo Ministério Público (MP) do Estado, nesta quinta-feira. A instituição critica decisões da Polícia Civil pela liberação de suspeitos de tráfico de drogas no documento. O texto, subscrito pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, aponta que a Delegacia de Polícia de Pronto-atendimento (DPPA) deixou de autuar oito pessoas, que foram abordadas com quantidades médias e pequenas de entorpecentes e conduzidas pela Brigada Militar à DPPA. Na operação, realizada pelo MP com apoio da Brigada Militar, foram cumpridos 17 Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal do Foro do Partenon. Dos 17 locais, cinco resultaram em confirmação das suspeitas. Numa das casas havia uma arma e munições. Na DPPA, a delegada Ana Luisa Caruso optou por não autuar os oito conduzidos em flagrante, o que gerou a inconformidade. Para o promotor Mauro Rockenbach o não cumprimento de prisões por questões formais prejudica toda a coletividade e beneficia criminosos e traficantes, que permanecerão em liberdade. Ana Luisa explicou que sua decisão esteve fundamentada pelo entendimento do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) de que a BM não deve investigar. Segundo a delegada, na apresentação dos detidos, os policiais militares teriam mencionado que as abordagens ocorreram após escutas feitas pela BM. “Não é competência da Brigada e produz vício de legalidade, como já definiu o TJ. Além disso, alguns dos casos nem mesmo configuravam condições de tráfico. Havia detidos com quantidades muito pequenas e uma das pessoas era uma senhora de 85 anos de idade”, descreveu. A delegada disse que se tivesse acesso às escutas mencionadas, talvez pudesse ter mudado seu entendimento. Ela acredita que agiu em obediência à lei e às práticas jurisprudenciais determinadas pela Justiça estadual. “Se o Ministério Público tem convicção de que aquelas pessoas são traficantes, que peça a prisão preventiva delas ao poder Judiciário”, afirmou Ana Luisa. O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio de Abreu, por sua vez, garantiu que a corporação não faz escutas. O chefe da BM relatou que a apresentação de suspeitos e de material ilícito deve ser considerada uma condição de prática criminosa e pode resultar em prisões em flagrante. Abreu, contudo, prefere respeitar o entendimento da Polícia Civil. Para ele, a decisão é uma competência dos delegados e a eventual má interpretação passa a ser uma responsabilidade assumida por eles. Fonte: Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

24 Agosto 2012  

Clipping Trafico e Abusos de Drogas Eletrônico