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Ano I

NĂşmero 48

Data 18 a 20/08/2012


o tempo - p. 27 - 18.09.2012


o tempo - mg - on line - 18.08.2012

Menor é morto depois de ser julgado por `tribunal do tráfico´ JOSÉ VÍTOR CAMILO especial para o tempo Após passar por um “julgamento” e ser condenado à morte por bandidos, um jovem de 17 anos foi assassinado com seis tiros na cabeça em Passos, no Sul de Minas. Isso foi o que descobriu a Polícia Civil, anteontem, pouco mais de 15 dias após o crime, quando outro menor, de 14 anos, confessou ter matado por vingança. Ele teria sido estuprado pela vítima três anos atrás. De acordo com o delegado Marcos Pimenta, a família da vítima comunicou o desaparecimento do menor em 30 de julho. “Como ele já tinha passagens, trabalhávamos com a hipótese de ele estar foragido ou morto”, disse. A polícia chegou ao suspeito após um dos chefes do tráfico no município, Everton Roberto Mariano, 25, o Evinho, ter sido morto em uma troca de tiros com policiais. Outras três pessoas foram presas. Uma delas relatou o envolvimento de Evinho no assassinato, juntamente com um menor de 14 anos. “Conseguimos localizar o garoto, que acabou confessando a história. Ele disse que foi abusado e auxiliou a polícia a chegar até o corpo, em uma mata, a 15 km de Passos”, disse o delegado. O menor de 14 anos não foi apreendido, já que o prazo de flagrante havia expirado. “Aqui, em Passos, não há um Centro de Atendimento ao Menor. Com isso, quando pegamos alguém com menos de 18 anos, o prazo máximo que ele fica apreendido é por cinco dias. Com isso, eles acham que podem fazer qualquer coisa”, concluiu o delegado.


o globo - rj - p. 29 - 19.08.2012


cont... o globo - rj - p. 29 - 19.08.2012


O Liberal - PA - conamp - 20.08.2012

Estrangeiros denunciados por tráfico internacional

O Ministério Público Federal denunciou 41 estrangeiros acusados de tráfico internacional de drogas. Os acusados foram presos na operação Conexão Remota, da Polícia Federal, no dia 19 de julho. A quadrilha atuava em aeroportos brasileiros para levar drogas para países da Europa, Ásia e África, e era liderada por nigerianos que moram no Brasil e recrutavam pessoas para levar o entorpecente, afirma a acusação. Foram oferecidas à Justiça oito denúncias diferentes, entre elas pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação criminosa e financiamento de tráfico, assinadas pelos procuradores Thiago Lacerda Nobre, Fabrício Carrer e Uendel Domingues Ugatti. Todas as conversas entre os suspeitos sobre o tráfico de drogas eram feitas em dois dialetos nigerianos. Para decifrar as gravações, a Polícia Federal contou com a cooperação do DEA (agência americana de combate às drogas), que traduzia as mensagens para o inglês. Mansões Os homens apontados como chefes da quadrilha moravam em casas simples na zona leste de São Paulo, apesar de serem donos de mansões na Nigéria, segundo a Polícia Federal. De acordo com a PF, o dinheiro lucrado no tráfico era usado em construções imobiliárias na país africano --ao menos quatro líderes do grupo tinham mansões na Nigéria. Além disso, um dos suspeitos movimentou uma quantia superior a 3 milhões de dólares (cerca de R$ 6 milhões) em um período de 75 dias. Durante as investigações, a polícia descobriu registro de mais de 850 remessas ilegais de dólares para o exterior. Para despistar os policiais brasileiros, os membros da quadrilha não tinham propriedades, moravam em casas humildes e não trabalhavam.


18 a 20 agosto 2012