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Clinger Cleir Silva Bernardes

DESENHO INSTRUCIONAL PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA EDUCADORES DE CRIANÇAS E JOVENS HOSPITALIZADOS

Itajubá 2009


Clinger Cleir Silva Bernardes

DESENHO INSTRUCIONAL PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA EDUCADORES DE CRIANÇAS E JOVENS HOSPITALIZADOS

Monografia de conclusão de curso apresentada ao Curso de Especialização Lato Sensu em Design Instrucional para EaD Virtual da Universidade Federal de Itajubá, como requisito final a obtenção do título de Especialista. Orientador: Prof. Dr. André Garcia Chiarello

Itajubá 2009


Dedico estes escritos a minha famĂ­lia, em especial minha esposa Cida, por entender o valor das noites passadas a frente do computador e a meus amigos por saberem ouvir meus anseios e por serem anjos nas derrotas.


AGRADECIMENTOS

Agradeço, sinceramente, aos tutores Andréa Faria e Júlio César Fernandes pela compreensão e paciência ao longo do desenvolvimento das disciplinas por saberem ouvir. Ao professor Benedito Donizeti Bonatto por dar voz e vez aos anseios e receios de seus alunos no início deste curso. Ao professor Dr. André Garcia Chiarello pelas preciosas observações durante o desenvolvimento deste trabalho. Ao Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação – CAEd e ao Instituto Vianna Júnior, nas pessoas de seus funcionários, por terem possibilitado que este trabalho ganhasse concretude através da reflexão em torno do Desenho Instrucional de seus Cursos. Aos amigos Chico e Cidinha, companheiros de caminhada nesse curso, por terem dado a esse curso a leveza certa nos momentos certos. A Professora Dra. Beatriz de Basto Teixeira por acreditar na importância do Design Instrucional e por fazer de mim Designer Instrucional e uma pessoa melhor. Aos amigos da Equipe de Formação do Caed que são o contraponto que preciso entre o técnico e o pedagógico. Obrigado a todos!


RESUMO

Nesta monografia, é feita a análise do desenho instrucional de um curso de formação de educadores para a atuação em Programas de Educação de crianças e jovens hospitalizados a ser ofertado na modalidade EaD via Internet para educadores e profissionais de saúde. O objetivo deste curso é apresentar as linhas gerais para atuação de educadores em hospitais que atendem crianças e adolescentes em regime de internação. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica em torno da temática do Design Instrucional. São elaboradas e analisadas algumas ferramentas importantes no desenho instrucional de um curso a distância, a saber: o Mapa de Atividades, o Storyboard e a Matriz de Design Instrucional. Esta análise mostra que são necessários ajustes no sentido de favorecer um melhor entendimento dos conceitos, abordagens e práticas apontados pelo curso em estudo fazendo com que o Designer Instrucional possa atuar de maneira a favorecer o aprendizado.

PALAVRAS CHAVES: desenho instrucional, ensino a distância, educação de Crianças e Jovens hospitalizados.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................... 7 1. Fundamentação Teórica............................................................................... 10 1.1. O design e o designer instrucional ............................................................ 13 1.2. A EaD on-line: Mais do Mesmo? ............................................................... 15 1.3. Ambientes Virtuais de Aprendizagem ....................................................... 19 METODOLOGIA ............................................................................................. 22 DESENVOLVIMENTO.......................................................................................25 2. Dados gerais do Design Instrucional ............................................................25 2.1. Dados específicos do Design Instrucional .................................................26 2.2. Checklist do curso fictício ..........................................................................29 2.3. Bibliografia do curso fictício .......................................................................31 2.4. O Mapa de Atividades ................................................................................32 2.5. Análise da Matriz de Detalhamento ...........................................................47 2.6. Análise do Storyboard ................................................................................52 2.7. Análise Geral do Design Instrucional .........................................................55 CONCLUSÃO ................................................................................................. 57 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 58


7 INTRODUÇÃO

O que haveria de ser patogênico irracional ou exagerado no relacionamento com a técnica seria, para Heidegger, essa rendição incondicional ao império da técnica, esse ofuscamento do pensamento que, enfeitiçado pela técnica, se torna incapaz de abrir-se à meditação sobre sua essência. (GIACOIA)

Com o surgimento da escrita, o que viu-se paulatinamente acontecer é uma nova forma de se repassar a cultura das comunidades. Ao contrário da tradição oral, que estava circunscrita aos membros da comunidade pela própria limitação do meio de comunicação utilizada (palavra falada), a palavra escrita podia atingir seus destinatários mesmo que estes não estivessem no mesmo espaço geográfico. Outra grande vantagem da palavra escrita é a sua maior possibilidade de perpetuação, grande parte do que sabe-se da cultura transmitida oralmente das antigas civilizações, sabe-se pelo seu registro através da escrita. Neste sentido a invenção da escrita ou a apropriação desta como meio de divulgação da cultura possibilitou, desde os primórdios, a transmissão de conhecimento a pessoas separadas espaço-temporalmente, resguardando de maneira mais clara a veracidade da mensagem. Foi o que se observou com a doutrina cristã. Tanto Nietzsche como Santo Agostinho, que estão em lados opostos no julgamento da doutrina cristã, concordam que sem a propagação operada por Paulo, através das cartas nas quais ensinava aos primeiros cristãos, não haveria possibilidade de o Cristianismo passar de uma “seita” de um grupo de pessoas para uma religião “universal”. Com Johannes Gutenberg e sua prensa, tem-se início um novo período no uso da palavra escrita. A impressão de aproximadamente 200 volumes da Bíblia em 1540 foi o marco de uma nova fase, onde a divulgação do conhecimento pôde deixar de depender exclusivamente da habilidade e seleção dos monges copistas ou da proximidade ao autor. Posteriormente, a instrução passa a ser mediada por livros tipográficos, o que possibilitou uma


8 maior rapidez na divulgação da cultura e trouxe para as mãos laicas a possibilidade de estabelecer um novo modo de propagação do conhecimento. A Primeira Grande Guerra marca uma nova fase na comunicação, pois foi neste momento histórico que a comunicação via ondas de rádio foi realmente testada através de aparelhos radiofônicos. A instrução das tropas e mesmo a cobertura do conflito fizeram com que os aparelhos de rádio se popularizassem entre os soldados nas frentes de batalha e entre as famílias que tinham através do rádio informações sobre o conflito. Segundo o site da Rádio da Universidade Federal do Paraná, podemos colocar o ano de 1919 como um marco na evolução da comunicação por rádio, pois

no final da Primeira Guerra Mundial, a empresa Westinghouse faz nascer, meio por acaso, o modelo de radiodifusão como nós conhecemos hoje em dia. Ela fabricava rádios para as tropas americanas e, com o fim do conflito, ficou com uma grande quantidade de aparelhos. Para evitar prejuízo, a solução foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos de rádio que sobraram da guerra foram todos vendidos.1

A partir da década de 70 do século XX, tem-se início a utilização da TV como meio de comunicação de massa principalmente para reforçar um movimento de divulgação do estilo de vida americano iniciado no século XVIII que ficou academicamente conhecido como “The American Way of life” por meio do qual os Estados Unidos da América divulgavam o seu modo de vida aos países emergentes do terceiro mundo como forma de aumentar suas exportações. Mas esta década também marca o surgimento da Educação a Distância mediada pela televisão. Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação telefônica e com o desenvolvimento da ARPANET2 para o que conhece-se hoje como Internet vê-se, notadamente, na década de 1990 o mundo tornar-se uma pequena aldeia global onde as informações circulam em segundos. Em 1

História do Rádio. Disponível em: <http://www.radio.ufpr.br/LINKS/historia.htm>. Acesso em: 27 jul. 2009.

2

Rede que interligava os computadores das bases norte-americanas em outros países ao pentágono e que posteriormente foi aberta as universidades americanas para a troca de informações.


9 meados dessa mesma década vemos o aperfeiçoamento dessa tecnologia visando integrar mais amplamente o som e a imagem em movimento. O mundo passa a pensar a si mesmo em multimídia. Visando aprofundar um dos aspectos inerentes a EaD Online, esta monografia propõe a análise em torno do Design Instrucional de um curso fictício. Esta análise inicia-se com uma fundamentação teórica em torno da EaD no Brasil. Buscou-se também refletir sobre os fundamentos do Design e sobre as atribuições do profissional Designer Instrucional dentro da Equipe de Design Instrucional. Para contextualizar a discussão foi feita a análise detalhada do curso fictício objeto desta monografia, amparada nas ferramentas de Design Instrucional.


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1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O que percebe-se é que, independentemente da tecnologia utilizada, o texto tem sido a base de todo processo de comunicação. Entende-se texto aqui de acordo com o exposto por NEDER onde os textos são

Todas as formas (unidade de significação) que são utilizadas para a interação entre sujeitos: a pintura, a música, a charge, o gibi, o texto escrito poético, a dissertação, a música, a fotografia, o vídeo, o cinema, a escultura, etc. (NEDER, 2005,p. 191)

Tem-se que desde tempos remotos têm-se dado grande ênfase ao texto, pois este tornou-se o ponto de partida para uma estruturação do conhecimento que veio a fazer florescer no humano o desejo do registros de seus feitos. Serviu também este para estabelecer uma relação de troca de conhecimento entre pessoas que estavam de alguma forma circunscritas em espaços geográficos e tempos diferentes. Comunicar o conhecimento entre pessoas que se encontram em espaços e tempos diferentes é para nós o que primeiro caracteriza a Educação a Distância. Tem-se, portanto, claro que esse processo não é recente, e desde muito tem sido um desafio aos seus participantes. Outro ponto que caracteriza a Educação a distância é o fato de se utilizar de tecnologias, desde as mais remotas como a escrita até as mais recentes como as mídias digitais, como forma de mediação do conhecimento. Num mundo globalizado, onde as fronteiras são cada vez mais diluídas, tornou-se necessário, a partir de uma divisão mundial do trabalho, um constante processo de divulgação do conhecimento para que as imensas engrenagens que movem o mundo não fossem travadas pelo mal desempenho de uma única peça. Desta forma, educar é mais que um processo cultural, é hoje uma ferramenta econômica e comercial. Nesse processo a educação a distância apresenta-se como uma alternativa de disseminação da técnica e do


11 conhecimento visando formar mão de obra para as novas relações de trabalho advindas com a revolução industrial e com a posterior revolução tecnológica.

A EaD no Brasil.

No Brasil, país de dimensões continentais, essa modalidade de ensino foi muito divulgada e encontrou grande demanda, pois desta forma tornou-se possível atender ao desejo de formação e principalmente de profissionalização de alunos nos mais diversos e remotos recônditos do país. Coloca-se como marco inicial da Educação a Distância no Brasil as iniciativas radiofônicas de Roquette Pinto, signatário do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de 1932, documento este que dentre outras questões aludia ao uso de tecnologias na educação conforme podemos ver no trecho destacado

A consciência do verdadeiro papel da escola na sociedade impõe o dever de concentrar a ofensiva educacional sobre os núcleos sociais, como a família, os agrupamentos profissionais e a imprensa, para que o esforço da escola se possa realizar em convergência, numa obra solidária, com as outras instituições da comunidade. Mas, além de atrair para a obra comum as instituições que são destinadas, no sistema social geral, a fortificar-se mutuamente, a escola deve utilizar, em seu proveito, com a maior amplitude possível, todos os recursos formidáveis, como a imprensa, o disco, o cinema e o rádio, com que a ciência, multiplicando-lhe a eficácia, acudiu à obra de educação e cultura e que assumem, em face das condições geográficas e da extensão territorial do país, uma importância capital. À escola antiga, presumida da importância do seu papel e fechada no seu exclusivismo acanhado e estéril, sem o indispensável complemento e concurso de todas as outras instituições sociais, se sucederá a escola moderna aparelhada de todos os recursos para estender e fecundar a sua ação na solidariedade com o meio social, em que então, e só então, se tornará capaz de influir, transformando-se num centro poderoso de criação, atração e irradiação de todas as forças e atividades educativas. 3

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Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb07a.htm>. Acesso em: 27 jul. 2009.


12 Roquette Pinto fundou em 1923 a primeira estação de rádio do Brasil e buscava em suas transmissões educar o povo nos cuidados com a higiene, influencia de sua formação médica. A rádio foi vendida para o governo, mas anos mais tarde, desapontado com o uso da estação, propõe com êxito a criação de uma rádio educativa que em 1936 é doada ao MEC e possibilitou em muito o desenvolvimento da educação básica. Muitos outros movimentos de educação através do rádio surgiram como o MEB – Movimento de Educação Básica, da Esquerda Católica que visava além da alfabetização, gerar consciência política nos meios populares, e ainda o projeto Minerva do Ministério da Educação, de 1970, concentrado na educação de Adultos. Nesse ínterim não pode-se esquecer as iniciativas do Instituto Universal Brasileiro fundado em 1941 que, baseado no ensino por apostilas e na interação por correspondência, deu formação profissionalizante a alunos em várias partes do país. As iniciativas estatais e privadas contribuíram de maneira muito clara para o “progresso” técnico do país. Com a explosão das mídias eletrônicas e com a abertura e desenvolvimento das telecomunicações principalmente de 1986 a 1995, viu-se paulatinamente o ensino a distância se estender ao nível superior passando essa modalidade a integrar aquilo que comumente se chama educação formal. O amadurecimento dessa modalidade no que tange ao Ensino Superior veio com a Internet e sua imensa capacidade de convergência de mídias. Não pode-se deixar de destacar aqui que outras experiências baseadas em livros impressos e atendimento através de telefones já vinham acontecendo no país de forma satisfatória atendendo principalmente a necessidade de formação de professores da educação pública. Fez-se necessário então, uma reflexão em torno do Design Instrucional dos cursos on-line e o amadurecimento do profissional Designer Instrucional.


13 1.1.

O design e o designer instrucional

“O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.” (RUBEM ALVES)

A epígrafe deste capítulo apresenta um pouco do fundamento do trabalho do Designer Instrucional, posto que na Equipe de Educação a Distância será este profissional que lidará com os anseios do conteudista, sem perder de vista os anseios do aluno. Neste sentido afirma-se que antes de ser especialistas em ferramentas do saber, antes de ser especialista em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, antes de ser especialista em ferramentas informáticas, deve esse profissional ser intérprete de sonhos. O Design é apresentado por BEHAR com o significado de “projetar, compor visualmente ou colocar em prática um plano intencional” (2009, p. 34, grifo nosso). Entende-se que a concepção que defendida aqui em torno do trabalho do Designer Instrucional encaixa-se mais com a última significação apresentada, por perceber-se que diante das ferramentas apresentadas ao trabalho do DI no curso que tem por requisito este trabalho monográfico, a função do DI seria a de justamente colocar em prática a concepção da disciplina elaborada pelo conteudista, buscando perceber suas intenções para que possa escolher a melhor ferramenta para cada tipo de material a ser disponibilizado. O Designer Instrucional surge como o profissional que adéqua os conteúdos didáticos e paradidáticos as mídias digitais, ou mesmo às mídias impressas visando dar mais propriedade a linguagem e a forma destes materiais buscando sempre o desenvolvimento de relações educacionais eficazes e eficientes. O enfoque do profissional não é nem estético, nem técnico, e sim pedagógico. Mas este profissional em toda a sua trajetória


14 perpassa um viés estético e um viés técnico, sendo muitas das vezes um profissional com formações múltiplas, ou como mais indicado pelos profissionais da área, sendo um profissional que saiba conjugar esse conhecimentos através da formação de uma equipe sob sua regência. Dada a grande variedade de denominações, o papel do Designer Instrucional (Instructional Designer) em muitos momentos não se torna claro. A acepção que defende-se aqui é baseada no exposto por SANTOS (in SILVA, 2003, p. 218) como podemos conferir no quadro a seguir onde estabeleceu-se uma comparação com os outros profissionais que podem compor uma equipe de EaD.

ESPECIALISTAS Conteudista Web-roteirista

Web-designer

Programador

Instructional Designer (esse profissional normalmente é um educador com experiência em Tecnologia Educacional).

ATIVIDADES Cria e seleciona conteúdos normalmente na forma de texto explicativo/dissertativo e prepara o programa do curso; Articula o conteúdo através de um roteiro que potencializa o conteúdo, produzido pelo conteudista) a partir do uso de linguagens e formatos variados (hipertexto, da mixagem e da multimídia). Desenvolve o roteiro, criado pelo web-roteirista, criando a estética/arte final do conteúdo a partir das potencialidades da linguagem digital. Desenvolve os AVA´s – ambientes virtuais de aprendizagem, criando programas e interfaces de comunicação síncrona e assíncrona, atividades programadas, gerenciamento de arquivos, banco de dados. Enfim toda parte do processo que exija programação de computadores. Analisa as necessidades, constrói o desenho do ambiente de aprendizagem, seleciona as tecnologias de acordo as necessidades de aprendizagem e condições estruturais dos cursistas, avaliar os processos de construção e uso do curso. Além disso, media o trabalho de toda a equipe de especialistas.

Tabela 1 - Profissionais em EaD

O objetivo desta monografia é apresentar o entendimento em torno da função desse profissional, seu papel na Equipe de EaD, seu papel na equipe de DI e ainda apresentar seu objeto de trabalho, ou seja, os materiais didáticos, buscando articular a caracterização desse material com as mídias eletrônicas e ambientes virtuais de aprendizagem via WEB e destacando assim suas especificidades para a educação a distância.


15 Esta reflexão visa assim apresentar quem é o DI e qual a sua possível contribuição para a produção de materiais que atendam as especificidades da Educação a Distância via Internet. Este trabalho apresenta em sua primeira parte uma reflexão mais detalhada sobre a EaD via Web, sobre o Designer instrucional e sobre o caso brasileiro. Após partimos para um estudo mais apurado em torno da confecção de materiais, bem como de todo planejamento prévio de um curso de EaD via Web buscando perceber o papel do Designer nessa construção. Através de um estudo de caso, apresenta-se como se deu a aplicação dos conceitos, concepções e análises apresentados no escopo deste trabalho e que refletem o primoroso corpo de disciplinas trabalhadas neste curso de Pós Graduação em Designer Instrucional para EaD Virtual.

1.2.

A EaD on-line: Mais do Mesmo?

Nos percursos da EaD vendo-a a partir do início do século XX, dada algumas raras exceções, o que se viu foi uma transposição do modelo de educação já consolidado, baseado na transmissão de conhecimento ao aluno por parte do professor. Muitas foram as metáforas para ilustrar essa situação, poderíamos lembrar do aluno como tábula rasa em John Locke, ou como papel em branco em Comenius. O que vemos nos dois exemplos é que o aluno é apenas um receptor. Paulo Freire, em uma metáfora crítica, mais próxima aos nossos dias, classificaria essa visão do aluno como participante de uma concepção bancária de educação, onde

O educador faz “depósitos” de conteúdos que devem ser arquivados pelos educandos. Desta maneira a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante. O educador será tanto melhor educador quanto mais conseguir “depositar” nos educandos. Os educandos, por sua vez, serão tanto melhores educados, quanto mais conseguirem arquivar os depósitos feitos (FREIRE, 1983. p. 66).


16 Com o surgimento da EaD on-line percebe-se uma possibilidade de repensar essas práticas, dado ao fato desta forma de realizar EaD ter um forte apelo a interatividade do aluno. Mas a simples possibilidade não garante efetivamente que a EaD on-line seja, de fato, interativa. O que percebe-se é que muito comumente associa-se EaD on-line à Interatividade. Basta ser online para ser taxado de interativo, porém, temos claro que muitos cursos veiculados pela internet apenas reproduzem um modelo o que já era criticado na Educação Presencial e que destacamos acima, no qual o professor é o detentor do conhecimento e o aluno o receptor. A nosso ver, a iniciativa de muitas instituições, principalmente nos últimos anos, de investir em videoconferências e teleconferências, vem reforçar um modelo de ensino centrado na figura do professor, mas maquiado de interatividade. Seria o “Mais do mesmo”4 na EaD. Não quer-se com isso defender que não existe interatividade na EaD online ou que toda videoconferência reproduz um modelo tradicional de educação, mas visa-se alertar para estas questões. A acepção de interatividade será retomada mais a frente quando ocorrer a discussão sobre ambientes virtuais de aprendizagem e Material didático para EaD. No Brasil a EaD on-line é utilizada basicamente em três modelos: Atividades complementares: Neste modelo o aluno de cursos presenciais

realiza

disponibilização

de

algumas parte

do

atividades conteúdo

on-line, em

ou

mesmo

Ambientes

tem

Virtuais

a de

Aprendizagem. Cursos semipresenciais: neste modelo existem alguns encontros presenciais, mas a maior parte das atividades é on-line. Esse modelo foi reforçado pela Portaria 2.253/2001 do Ministério da Educação que normatiza o uso de parte da carga horária de cursos de

Educação Presencial em

atividades a Distância. Cursos totalmente virtuais: neste modelo os encontros presenciais atendem aos requisitos legais de avaliação e o restante das atividades acontece pelos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. 4

“Mais do mesmo” é título de uma das músicas da Banda Legião Urbana que, entre outros pontos, defendia a inovação como ruptura com regimes e atitudes ultrapassadas através de uma crítica a alguns padrões sociais.


17 Algumas experiências contam com professores que elaboram o conteúdo, mas não atuam nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem o que fez crescer o modelo de tutoria, onde os tutores é que interagem com os alunos diretamente ficando a cargo dos professores apenas o acompanhamento das atividades dos tutores. Esse modelo é adotado por programas federais como a Universidade Aberta do Brasil – UAB que em recente documento5 estabeleceu, para fins de pagamento de bolsas, o perfil de cada membro da Equipe da UAB, dentre os quais destaca-se:

Professor–pesquisador: professor ou pesquisador designado ou indicado pelas IPES vinculadas ao Sistema UAB, que atuará nas atividades típicas de ensino, de desenvolvimento de projetos e de pesquisa, relacionadas aos cursos e programas implantados no âmbito do Sistema UAB, sendo exigida experiência de 03 (três) anos no magistério superior. [...] Tutor: profissional selecionado pelas IPES vinculadas ao Sistema UAB para o exercício das atividades típicas de tutoria, sendo exigida formação de nível superior e experiência mínima de 1 (um) ano no magistério do ensino básico ou superior, ou ter formação pós-graduada, ou estar vinculado a programa de pós-graduação. [...] Coordenador de pólo: professor da rede pública, graduado e com, no mínimo, 3 (três) anos em magistério na educação básica ou superior, responsável pela coordenação do pólo de apoio presencial.

Esse modelo tem sido adotado por várias instituições de ensino do país, em muitos casos visando otimizar os lucros da com a Educação a Distância ou mesmo diminuir despesas com a contratação de professores para a educação presencial. Diante do risco de apenas transpor ou reproduzir modelos já amplamente criticados de educação presencial para EaD on-line, a reflexão deve voltar-se para a imensidade de recursos baseados nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC´s) não a fim de exacerbar as suas 5

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Resolução CD/FNDE Nº 26, de 5 de junho de 2009. Disponível em: <http://uab.capes.gov.br/images/PDFs/legislacao/resolucao_fnde_n26.pdf>. Acesso em: 03 ago. 2009.


18 possibilidades, mas visando, perceber as possibilidades desses recursos dentro dos enfoques pedagógicos que esperamos dar a nossos cursos. O que busca-se dizer é que o enfoque não deve ser o de exaurir as possibilidades informáticas ou comunicacionais dos recursos, pois, por exemplo, o fato de terse toda a estrutura para realizar videoconferências não garante que a videoconferência irá atender as demandas educacionais de nossos alunos, o que se vê é muito mais um encantamento pelo espetáculo do que relações efetivas de ensino aprendizagem. Neste sentido, de acordo com Belloni (2005, grifo nosso)

Se o espetáculo é a nossa realidade, não só porque tudo o que conhecemos da realidade é sua representação pelos meios de comunicação, mas sobretudo porque as relações sociais estão impregnadas da lógica do espetáculo, então estamos presos à falsa consciência, produzida pelas mídias para melhor nos adaptar às necessidades do sistema. Presos, como num sonho (ou num jogo virtual?) do qual devemos acordar. E, enquanto educadores e comunicadores, temos uma responsabilidade frente às novas gerações: propiciar a nossos jovens possibilidades de tomarem consciência dessa realidade produzida, de distanciarem-se dela e retomarem as rédeas das próprias vidas, fazendo uma leitura crítica das mensagens midiáticas e assim dominarem as tecnologias ao invés de serem dominados por elas.

Nesta nossa reflexão, que tem como intuito refletir sobre as contribuições do Designer Instrucional para um projeto de EaD on-line, tem-se claro que antes de tudo, esse profissional deve conhecer as diretrizes pedagógicas que cercam o seu trabalho, a instituição em que trabalha e os cursos que realizará o desenho instrucional, pois a partir disso será possível pensar os recursos disponíveis de maneira a não criar um curso que com um rico projeto gráfico e tecnológico apenas esconda relações de aprendizagem que tem como centralidade, ora o professor, ora o conteúdo e nunca o aluno. Surge como desafio ao Designer instrucional projetar materiais e atividades que atendam de maneira eficaz a interatividade tão necessária aos cursos de EaD on-line visando otimizar os recursos disponíveis de maneira a fazer destes verdadeiros fatores de interação. Pois

Estamos caminhando para um conjunto de situações de educação on-line plenamente audiovisuais. Caminhamos para


19 processos de comunicação audiovisual, com possibilidade de forte interação, integrando o que de melhor conhecemos da televisão (qualidade da imagem, som, contar estórias, mostrar ao vivo) com o melhor da Internet (acesso a bancos de dados, pesquisa individual e grupal, desenvolvimento de projetos em conjunto, a distância, apresentação de resultados). Tudo isto exige uma pedagogia muito mais flexível, integradora e experimental diante de tantas situações novas que começamos a enfrentar. Não podemos confundir a educação on-line só com cursos pela Internet e somente pela Internet no modo texto. (in SILVA, 2003)

Fica ao Designer o desafio de, juntamente com sua equipe e com os conteudistas, pensar soluções para que a Educação a Distância privilegie alternativas que criem a autonomia do aluno, educando sujeitos que possam de fato construir o conhecimento no mundo que se apresenta. Evitando assim a massificação ou a venda em larga escala de “soluções” em EaD que apenas visam o lucro ou sejam meras políticas públicas compensatórias.

1.3.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem representam hoje um processo de tentativa de formalização das relações entre os saberes na grande teia de possíveis ligações que representa a internet. O Hipertexto surge como um desafio a organização do conhecimento e da instrução, sendo assim desafio a EaD on-line. Como controlar um ambiente dominado por link´s? Como pensar relações de aprendizado ante a diversidade de opções possibilitada pelo hipertexto e suas ligações? O assombro diante do hipertexto assemelha-se ao assombro do jovem Adso diante do labirinto, na célebre obra de Umberto Eco, imortalizada no cinema, intitulada “O Nome da Rosa”6. O que percebe-se é que cada nova entrada no labirinto, representa para a personagem um novo e desconhecido 6

Romance de estréia do crítico literário italiano, 'O nome da rosa' é uma narrativa policial ambientada em um mosteiro da Itália medieval. A morte de sete monges ao longo de sete dias e noites desencadeia a ação. Crônica da vida religiosa e dos movimentos heréticos do século XIV, esta obra foi bem recebida pela crítica e pelo público, tanto na literatura como em sua adaptação para o cinema. Fonte: Site Livraria Cultura


20 caminho que pode levar a uma série de desventuras, da mesma forma que, o acesso a um link pode levar a tantas outras possibilidades de informação que é necessário repensar o seu papel para a EaD on-line. Apreende-se do discurso entre Adso e seu mestre Wilhem ao saírem do labirinto uma dica em torno do labirinto e partimos desta reflexão para estabelecer nossa reflexão com o hipertexto e com os Ambientes Virtuais de Aprendizagem.

Voltamos para trás, caminhamos durante quase uma hora, renunciando a saber onde estávamos. A certa altura, Guilherme decidiu que estávamos derrotados [...] Enquanto nos lamentávamos pelo miserável fim da nossa bela empresa, encontramos inopinadamente a sala de onde partia a escada. Agradecemos com fervor ao céu e descemos com grande alegria. [...] O ar belíssimo da noite pareceu-me um bálsamo divino. As estrelas brilhavam à nossa volta, e as visões da biblioteca pareceram-me bastante longínquas. - Como é belo o mundo e como são feios os labirintos! – disse [Adso] aliviado. - Como seria belo o mundo se houvesse uma regra para andar nos labirintos - respondeu o meu mestre. (ECO, p. 134, grifo nosso)

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem visam uma organização em torno do emaranhado de possibilidades advindas com o surgimento do hipertexto, pois expressam dentro do caos uma possível ordem baseada no conceito de comunidade aprendente. Ao motivar a interação na plataforma deve-se buscar gerar a autonomia, na acepção sociológica do termo onde a autonomia é tomada como a capacidade de uma organização de estabelecer com liberdade suas próprias leis e normas. Ao entrar na plataforma passa-se a criar junto com os outros participantes, as leis e normas que irão gerir aquele espaço, pelo menos, é assim que deveria ser. Tem-se claro que a autonomia difere muito da autodidatismo, processo que independe da interação comunitária, apesar de ter como base de pesquisa o conhecimento estabelecido pela comunidade. Estabelecer intenção e direção no uso de hipertextos, que é basicamente o que percebemos nos ambientes virtuais de aprendizagem,


21 possibilita que o conhecimento se dê na interação entre as multiplicidades de leituras concebidas pelos alunos e compartilhadas no AVA. O que percebe-se é que os AVA´s são uma micro reprodução dos recursos disponíveis na Internet, e que, mesmo sem o uso de AVA é possível estabelecer um processo de aprendizagem on-line. Fóruns, chats, textos, hipertextos, imagens, vídeos e sons já fazem parte do cotidiano da internet e são realidades muito próximas aos alunos, posto que esses recursos já são amplamente utilizados. Cabe aos desenvolvedores de AVA possibilitar a interligação entre os recursos multimídia e cabe ao Designer Instrucional pensar o uso e a interação entre esses recursos de forma a privilegiar os objetivos pedagógicos de cada curso. Ambientes onde a forma de envio, os nomes de arquivos e os cliques ocupam mais o pensamento do que relações entre conhecimentos não devem ser utilizados pois representam uma característica clara de nosso tempo, onde a técnica é mais importante do que os significados elaborados. E onde os objetos do conhecimento são mais importantes que os agentes do conhecimentos. O ambiente Teleduc é um exemplo claro onde as ferramentas são mais relevantes que as pessoas envolvidas no processo, em sua documentação7 vemos que “foi concebido tendo como elemento central a ferramenta que disponibiliza Atividades [...] onde o aprendizado de conceitos em qualquer domínio do conhecimento é feito a partir da resolução de problemas”. Dentro de uma perspectiva freiriana, aponta-se a debilidade deste viés, pois nessas situações os problemas são previamente elaborados, diferente da perspectiva de Freire onde resolver problemas é apenas um passo na imensa possibilidade e necessidade de problematização do mundo, que deve partir da realidade do aluno.

7

cf. http://www.teleduc.org.br/


22

METODOLOGIA

Nesta monografia utiliza-se dois tipos de metodologia de pesquisa, que antes de se excluírem se completam, a saber, a pesquisa bibliográfica e o estudo de caso. Ambas as pesquisas estão inscritas numa perspectiva qualitativa posto que ao se analisar os materiais projetados a partir da demanda do conteudista, as concepções pedagógicas, estéticas e técnicas inerentes ao desenho instrucional pensado pelo DI, e os conceitos apresentados pelos autores que dão sustento a essa reflexão, não é possível tomá-los sem perceber e validar as implicações subjetivas que os sustentam. Entende-se que a pesquisa bibliográfica apontará possíveis percursos práticos a serem seguidos durante a formulação do desenho instrucional de um curso de EaD via Internet, garantindo uma coerência teórica que atenda aos Parâmetros pedagógicos do curso em estudo. Assim, tem-se claro que,

ao tratar da pesquisa bibliográfica, é importante destacar que ela é sempre realizada para fundamentar teoricamente o objeto de estudo, contribuindo com elementos que subsidiam a análise futura dos dados obtidos. Portanto, difere da revisão bibliográfica uma vez que vai além da simples observação de dados contidos nas fontes pesquisadas, pois imprime sobre eles a teoria, a compreensão crítica do significado neles existente. (LIMA; MIOTO, 2007, p. 44)

A pesquisa bibliográfica que aqui vê-se, como exposto acima, mais que uma revisão de literatura, será uma leitura critica das concepções dos autores em torno de temas relativos à Prática do Designer instrucional, dentre os quais destaca-se: • EaD via Internet • Material Didático e suas especificidades para EaD via internet • A articulação entre o Material didático e as mídias digitais


23 • Design Instrucional • O Profissional Designer Instrucional

Esta pesquisa bibliográfica objetiva fundamentar a análise, interpretação e remodelação proposta as atividades do Curso de EaD via Internet intitulado “EaD e a educação de crianças e jovens hospitalizados” idealizado pela Profa. Maria Aparecida Queiroz Rocha8 que ainda será oportunamente detalhado neste projeto para fins de estudo de caso. Desta perspectiva mais dedutiva da pesquisa bibliográfica buscando extrair o constructo teórico que conduz essa reflexão sobre o Design Instrucional e sua prática, parte-se para uma perspectiva mais empírica, pois o estudo de caso é entendido como uma forma de pensar estratégias que, contextualmente, podem assegurar a validade da teoria previamente estruturada. Nossa concepção baseia-se no apresentado por YIN onde

um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos [...] você usaria o método de estudo de caso quando deliberadamente quisesse lidar com condições contextuais – acreditando que elas poderiam ser altamente pertinentes ao seu fenômeno de estudo. (2005, p. 32)

Acredita-se que o fenômeno de estudo é a reflexão em torno do trabalho do Designer Instrucional para EaD Virtual e o contexto é o da elaboração do desenho

instrucional

de

um

curso

a

distância

na

prática.

Este estudo de caso só será possível pelo fato de ter-se acesso, para fins de estudo, a todas as ferramentas de Design Instrucional apresentadas durante este curso e que foram objeto de reformulação durante parte das atividades práticas. Dentre estas ferramentas, destaca-se: • Cheklist do curso

8

Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1982) e em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas Machado Sobrinho (1982) , mestre em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2000) . Professora da Universidade Aberta do Brasil-UAB/UFJF e Professora da Faculdade Metodista Granbery.


24 • Mapa de atividades • Detalhamento de dinâmicas • Storyboard´s Além disso, foi disponibilizado pela conteudista, em conjunto com a coordenação do curso, o acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem, bem como aos textos que compõem a sugestão de bibliografia proposta aos participantes do curso objeto deste estudo de caso. Percebe-se que o estudo de caso ainda possibilitará uma análise mais atenta quanto às debilidades e vantagens de alguns Ambientes Virtuais de Aprendizagem para o desenvolvimento de cursos que atendam aos requisitos de qualidade estabelecidos pela legislação vigente e as perspectivas pedagógicas apresentadas no referencial teórico deste trabalho.


25

DESENVOLVIMENTO

2. Dados gerais do Design Instrucional

Pensar o Design Instrucional de um curso de EaD on-line requer um conhecimento em torno da instituição que responderá pelo curso e dos recursos estruturais, financeiros e de mídia disponíveis, sem esquecer-se de uma análise em torno do público alvo. Segundo o que apresenta PINHEIRO (2002), em sua dissertação de mestrado, essa fase de análise sobre os dados gerais para a elaboração do Design Instrucional deve ser pautada em uma pesquisa qualitativa que, apoiada em uma metodologia que privilegia a coleta de dados através de questionários, apresente de maneira mais fiel as diretrizes que irão guiar e determinar o desenvolvimento do Design Instrucional dos cursos objeto de trabalho da Equipe de DI. Segundo PINHEIRO (2002, p.57), essa coleta de dados deve ter como objetivos: • Identificar a filosofia da instituição; • Analisar as necessidades; • Analisar a audiência; • Analisar a gestão tecnológica da instituição; • Analisar possíveis mídias; • Analisar custos; • Definir objetivos de cada curso.

Reforça-se que, a despeito do que se vê na prática, o autor defende que os pontos supracitados são objeto de pesquisa e análise que deve estar circunscrita numa metodologia previamente estruturada baseada no uso de questionários e entrevistas de cunho qualitativo visando perceber o mais


26 próximo possível qual o perfil institucional e a sua interferência na elaboração do Design Instrucional dos cursos a serem oferecidos. Na prática, o que se percebe é que o Profissional Designer Instrucional na maioria das vezes estabelece o perfil institucional a partir de uma análise própria baseada em suas percepções e que não gera na instituição uma reflexão em torno de pontos nevrálgicos que podem ser determinantes para o sucesso ou o insucesso de um projeto de EaD on-line.

2.1 Dados Específicos do Design Instrucional Virtual do Curso “EaD e a educação de crianças e o jovens hospitalizados”

As ferramentas apresentadas para que o Designer Instrucional possa planejar, organizar e executar um projeto de Design Instrucional foram organizadas por PINHEIRO (2002) que em seu trabalho realizou a análise de um curso na modalidade EaD on-line. Propõe-se aqui realizar o mesmo percurso através da análise do curso “EaD e a educação de crianças e o jovens hospitalizados” idealizado pela Profa. Maria Aparecida Queiroz Rocha como requisito parcial para a conclusão de créditos de disciplinas do curso de Especialização Lato Sensu em Design Instrucional para EaD Virtual: tecnologias, técnicas e metodologias da Universidade Federal de Itajubá. Na elaboração a professora disponibilizou um Checklist institucional fictício baseado em suas experiências docentes em Instituições de Ensino Superior na Cidade de Juiz de Fora - MG. Dado o caráter fictício das informações, a análise que aqui se propõe tem o objetivo de apresentar as linhas gerais que guiam essa ferramenta de DI que doravante será identificada como Cheklist e que atende as diretrizes apresentadas por PINHEIRO (2002) que foram supracitadas. Dado o caráter fictício do curso analisado não dispomos de informações baseadas em questionários e outras ferramentas de coleta de dados como as que foram indicadas para fins de definição do perfil institucional. Os dados do projeto que porventura venham a ser citados visam ilustrar as informações prestadas e não coincidem com informações verídicas.


27 A Primeira parte do Cheklist (cabeçalho) visa caracterizar a disciplina de maneira a ter-se claro os objetivos, o público-alvo e as exigências que os participantes da disciplina devem atender em caráter de pré-requisito. Estas de pré-requisitos visam estabelecer parâmetros mínimos de participação no curso como acesso a internet e conhecimentos de informática. O

curso

tem

como

público

alvo

profissionais

de

Pedagogia,

Enfermagem, Medicina, Psicologia e Serviço Social que manifestam interesse em utilizar a modalidade de EaD para contribuir para a educação de crianças e jovens hospitalizados. A reflexão proposta visa dar subsídios a estes profissionais para que possam elaborar propostas que atendam a demanda educacional de crianças e jovens hospitalizados propondo a EaD como possível solução. A segunda parte (item 1) visa identificar a filosofia de EaD da instituição. Esta filosofia interfere diretamente na composição da equipe multidisciplinar que dependendo do estabelecido pela instituição pode ter um caráter mais técnico ou mais pedagógico. Tem-se claro que o ideal é que os profissionais que compõem essa equipe tenham uma capacidade de interlocução muito grande de forma a fazer com que não se tenha uma ênfase maior em um determinado viés. O objetivo é, dentro do possível, fazer com que “o projeto possa ser inserido na realidade da instituição” (PINHEIRO, 2002. p. 57). A terceira parte (item 2) do Cheklist visa caracterizar o público alvo, visando deixar claro para a Equipe de Designer Instrucional quais os desafios devem ser superados no que concerne às pessoas que estarão participando do curso, conhecer a realidade do educando é para Paulo Freire conditio sine qua non para realizar uma educação que realmente supere relações de opressão que historicamente estão ligadas ao fazer educativo. A quarta parte (item 3) visa caracterizar mais pormenorizadamente o curso quanto aos seus objetivos e metas, de maneira a fazer com que se estabeleça uma relação entre os objetivos do curso e os conteúdos que serão ministrados. A quinta parte (item 4) visa caracterizar a equipe de Designer Instrucional, estabelecendo inclusive informações sobre a remuneração. Sobre esse ponto destaca-se que o Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Ministério da Educação, através da


28 Resolução CD/FNDE Nº 26, de 5 de junho de 2009, estabeleceu diretrizes para o pagamento a participantes da preparação e execução dos cursos dos programas de formação superior no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB), e que, na falta de outros parâmetros relativos a pagamento de participantes de iniciativas de EaD on-line, pode fornecer a remuneração adotada pelo Governo Federal de maneira a apresentar um primeiro ponto de análise. Outras informações que se destacam nesta parte do Checklist são as relativas à composição da equipe de EaD e dos recursos de mídia a serem utilizados. Na sexta parte (item 5) busca-se caracterizar as limitações que balizarão as ações no curso, dentre as quais destaca-se o recurso financeiro disponível de maneira a fazer com que a equipe de DI possa estabelecer as ações que serão priorizadas a partir da verba disponível. Por fim o Cheklist apresenta a bibliografia que sustenta as concepções pedagógicas e os conteúdos que serão utilizados no curso. Para

a

ilustração

disponibilizadas no cheklist

disponibilizamos

a

seguir

as

informações

do curso objeto desta análise. Os itens não

contemplados representariam informações irrelevantes em se tratando de um curso fictício e não foram disponibilizados.


29

2.2 Checklist do curso fictício

Titulo: EaD e a educação de crianças e o jovens hospitalizados Segundo o Decreto n. 5622 de 19 de dezembro de 2005, a EaD é compreendida como uma “modalidade educacional na qual a mediação didáticopedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.”(2008, p.01). Em consonância com essa definição, a instituição de ensino que aqui se apresenta tem como princípio fundante a liberdade de expressão através do ensino, da pesquisa e da divulgação do pensamento, da cultura, da arte e do conhecimento, principalmente na modalidade a distância. Essa premissa visa garantir o pluralismo de idéias, o respeito à dignidade e aos direitos fundamentais do ser humano, buscando contribuir para a construção de uma sociedade justa e democrática e na defesa da qualidade de vida. Para que tal premissa se efetue, nada mais pertinente do que se investir na formação de profissionais ligados à educação. Um dos cursos oferecidos pela instituição tem por objetivo discutir sobre como a EaD pode contribuir para a educação de crianças e jovens hospitalizados e motivar os estudantes a planejarem ações nessa direção. Neste sentido, o curso destina-se a professores e estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas de Pedagogia, Enfermagem, Medicina, Psicologia e Serviço Social, cuja faixa etária esteja compreendida entre 17 a 60 anos.. Para participar desse curso, os cursistas precisam ter conhecimentos básicos de Windows, Editor de Texto. Além disso, o acesso a internet e conta de e-mail são fundamentais. Por se tratar de um curso na modalidade a distância, este possibilita que atender profissionais de qualquer localidade do território nacional. Recomenda-se que os estudantes tenham disponibilidade de média de 8 horas semanais para desenvolver as atividades propostas, assim como tenham desenvolvido o hábito de leitura.. Por compreender que a formação de um profissional de educação requer conhecimento de diversas áreas, a instituição conta com uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento de cursos, como apresentado na tabela a seguir:


30

Quant 1 1 2 5 1 4 2 1 1

Profissional Web-Designer Designer Instrucional Analistas de sistema Professores (Conteudistas) Coordenador Pedagógico Estagiários (Pedagogia e Comunicação) Vídeo-Designer´s Tutor a Distância (para cada 2 turmas) Tutor Presencial

Valor da bolsa R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 1.200,00 R$ 1.200,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 500,00 Total Geral

Total R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 1.200,00 R$ 6.000,00 R$ 1.200,00 R$ 2.400,00 R$ 1.200,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 14.300,00

Tabela 2 - Tabela de Custo - out. 2009

Dentre esses profissionais, caberá ao designer instrucional planejar a utilização de ferramentas como correio, mural, portfólio, etc,; programar atividades que diversificadas que se adaptam aos diferentes estilos de aprendizagem dos participantes tais programadas atividades individuais e coletivas, atividades envolvendo imagens e textos, fóruns, chats. Além disso, ele ajudará na elaboração de recursos midiáticos a serem utilizados durante o curso, como tutoriais, bibliotecas virtuais, textos, vídeos, animações, fotos, criação de imagens, captura e gravação de sons e textos falados Como é um curso de curta duração serão utilizados, especialmente, textos, busca em sites de vídeos e outros materiais que registrem experiências de EaD em ambientes hospitalares, visando debates sobre os aspectos mais relevantes identificados, bem como críticas aos aspectos que merecem ser revistos com propostas de revisão dos mesmos. No que se refere à avaliação ocorrerá ao longo do desenvolvimento do curso, de modo a favorecer a todos os envolvidos identificar os objetivos alcançados, os conteúdos apreendidos e em que dimensão, bem como fornecer subsídios para revisar os aspectos que necessitarem de maior dedicação por parte de estudantes e equipe executora do curso, de modo a viabilizar o alcance do objetivo geral proposto. Serão utilizadas estratégias de avaliação diagnóstica, formativa e somativa.


31 2.3 Bibliografia do curso fictício

FONTES, R. S.. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n.29, p.119-138, maio/ago. 2005. Disponível em: <www.anped.org.br>. Acesso em: 30 set. 2008. ______. Os desafios da educação no hospital. Revista Presença Pedagógica, v.11, n.64, p.21-29, jul/ago 2005. MORO, Eliane Lourdes da Silva et al. A interação através da informática na educação com crianças com fibrose cística e a inclusão social e digital através do uso da leitura e da escrita: um estudo de caso nos isolamentos da pediatria do HCPA. PONTES, R.S.; VASCONCELLOS, V.M.R. de. O papel da educação no hospital: uma reflexão com base nos estudos de Wallon e Vigostky. RIBEIRO, A.P. Do hospital à escola. In: Refletir as práticas para melhorar o desempenho, 1999, Porto. Actas do encontro... Lisboa: Instituto de Apoio à Criança, 2000, p. 49-56. (Humanização dos serviços de atendimento à criança).


32

2.4 O Mapa de Atividades

Na elaboração de um curso de EaD

Virtual o trabalho do DI é

geralmente mais concentrado no desenvolvimento de materiais, posto que a organização do curso geralmente está atrelada à opinião do professor responsável pela disciplina ou curso que doravante denominar-se-á “Professor Conteudista” ou simplesmente “Conteudista”. O que o DI realiza na maioria dos casos é uma transposição do programado pelo professor para o Mapa de Atividades. Diante disto o que se observa é um movimento de recriar o material já disponibilizado pelo professor. O que apresenta alguns desafios, dentre os quais destaca-se:

A linguagem do material textual: O material muita das vezes são textos, artigos ou trechos de livros e apostilas que têm uma linguagem mais científica e pouco dialógica. A rigidez da pesquisa pede que os textos não abram margem à interpretação e busquem no mais das vezes afirmar as hipóteses apresentadas. O material de EaD deve sempre conter uma linguagem que dialogue com o aluno, e isto é um dos pontos mais delicados para o trabalho do DI. Como adequar os textos sem ferir a argumentação e estilo de texto dos autores? Sustenta-se que nesses casos deve-se alterar somente a forma de apresentação dos textos com a inserção de “boxes” com destaques e com ilustrações. O simples fato de quebrar-se a estrutura de texto estruturado segundo os moldes acadêmicos e torná-lo um texto com um layout diferenciado rico em cores leves e balanceadas já confere ao texto uma leveza. A Inserção de boxes e imagens deve ser pensada conjuntamente com o conteudista. Neste boxes devem ser disponibilizadas informações que possibilitem ao aluno extrapolar o conteúdo apresentado e realizar pesquisas que possam oferecer mais questões para a discussão em torno dos conteúdos trabalhados.


33 Sugere-se que o DI elabore uma ficha a ser preenchida pelo conteudista onde este possa fornecer informações que possibilitem essa pesquisa por parte do aluno e que serão disponibilizadas através dos “boxes” sugeridos. Elenca-se como exemplos: • Letras de músicas • Frases de pensadores ou mesmo frases destacadas do texto • Filmes • Livros • Sites • Locais a serem visitados • Imagens e fotos

O formato de disponibilização do material: Via de regra os professores elaboram seus cursos pensando em textos, em formato para impressão. Cabe ao DI pensar alternativas ao texto sem, contudo, proporcionar perda do conteúdo. O que comumente se vê como alternativa ao texto é a disponibilização do texto em formato de arquivos Dinâmicos em Adobe Flash® ou em formato de apresentações de PowerPoint®. Outra solução cabível é a elaboração de arquivos em áudio ou mesmo a conversão dos arquivos de texto em arquivos no formato mp3.

A escassez de material audiovisual: Os materiais disponíveis em formato audiovisual geralmente estão atrelados em concepções que na maioria das vezes não atendem aos objetivos do curso. Por outro lado a produção de material audiovisual demanda equipamentos e pessoal especializado para atender aos padrões de qualidade das instituições de Ensino, principalmente as Privadas. Estas mídias ainda esbarram nos limites de acesso a internet Banda Larga de muitas regiões do país o que não proporciona que esses materiais possam ser visualizados e estes acabam deixando de tornar-se recurso altamente eficaz, sendo considerado até mesmo empecilho ao acesso das informações.


34 Estas impressões, além de fruto das reflexões travadas durante o curso foram mais confrontadas a partir da análise do Mapa de Atividades do Curso de Extensão “EaD e a educação de crianças e jovens hospitalizados”. O que se percebeu nesse curso foi uma riqueza temática,de material de estudo e de dinâmicas de avaliação muito vasta, mas com a rigidez de uma concepção baseada na leitura, discussão e assimilação através das atividades. Buscou-se a partir de então produzir materiais que quebrassem com essa lógica e dentre as ações sugeridas, destacamos:

Arquivos Dinâmicos sobre a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem: Através desse tipo de arquivo os alunos visualizavam uma simulação de uso da plataforma através de arquivos dinâmicos conjugados com orientações em formato de texto e som. Para a confecção deste tipo de arquivo indica-se a utilização do Software de Adobe Captivate®, mas destacamos que existem outros materiais no mercado, alguns até mesmo livres de licença.

Vídeo Aulas: Nesse curso este recurso foi pensado para aproximar os alunos do professor conteudista e sua inserção dar-se-ia através de uma gravação, possível até mesmo através de um celular, a ser posteriormente postada no Youtube.

Hot Potatoes: A inserção de palavras-cruzadas foi sugerida pelo fato de conferirem maior leveza ao curso e pelo fato de na organização mesma do curso o professor conteudista utilizar com os alunos dinâmicas, que visavam o destaque de palavras-chave. Portanto, ao utilizar esse recurso apenas dava-se forma ao já pensado, ou seja, o destaque de palavras-chave dos textos disponibilizados.

Programas de Rádio: O que aqui chamamos de “programas de rádio” na verdade é a disponibilização de um arquivo de áudio gravado no formato de programa de rádio onde além de informações sobre o andamento do curso tornaria possível a divulgação das sugestões de atividades práticas apresentadas pelos alunos do curso no fórum de discussão.


35

Diante destas reflexões, destaca-se que é extremamente importante que o DI transite pela área pedagógica e pela área de design de interação. Pois o simples

entendimento

dos

desafios

pedagógicos

não

possibilitaria

a

concretização de recursos que atendessem aos desafios propostos da mesma forma que o simples conhecimento dos recursos sem atentar para os objetivos pedagógicos não tornariam o curso eficaz em todas as suas possibilidades. O mapa de atividades reformulado disponibilizado a seguir possui datas fictícias apenas para facilitar a visualização da distribuição das 45 horas que compõem a carga horária do curso.


36

Mapa de atividades Curso de Extensão: EaD e a educação de crianças e jovens hospitalizados Carga horária: 45h Período: 9 Semanas Professor:Maria Aparecida Queiroz Rocha Aula/  Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Aula 1   

Ambiente TelEduc 

Conhecendo o  ambiente 

Aula 2   

Ambiente Tel Educ   

Utilizando recursos 

Objetivos específicos 

Conhecer o ambiente  

Apreender conhecimentos e 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD  Atividade 1 – Navegar pela  plataforma    Leitura de texto sobre diversos  ambientes virtuais, com foco no  ambiente em uso.  Recurso: textos  Ferramenta: leituras                Atividade 4 – Manual de  Orientações – Recursos 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD 

Atividade 2 – Mudar a senha  Nesta atividade vocês irão  alterar a senha de acesso ao  curso.      Atividade 3 – Postar uma  indicação de texto que trate de  ambientes virtuais no Mural  Ferramenta: Mural    Atividade 6 – Exercícios de  fixação relativos a utilização de 


37

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas)  computacionais

Aula 3   

Concepção de  Educação/Educação  Hospitalar 

Objetivos específicos  desenvolver  habilidades no uso de  recursos  computacionais  fundamentais para a  realização do curso 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

computacionais Recurso: textos  Ferramenta: Material de Apoio    Atividade 5 ‐ Apresentação em  Flash demonstrando como utilizar  as ferramentas do ambiente Virtual  • Fórum  • Correio  • Atividades  • Parada obrigatória  • Portifólio  • Material de Apoio   feita através do Adobe Captivate  utilizando‐se de arquivos  executáveis  Recurso: Arquivos exe  Ferramenta: Material de Apoio        Identificar os saberes  Atividade 7 – Banco de palavras‐ prévios dos  chave contendo as seguintes  estudantes sobre as  palavras: educador, contexto(s)  temáticas em estudo,  possibilidades, informação,  qual seja, a concepção  interação,  transmissão,  processo  de Educação dos  educativo, limites, superar, práxis,  estudantes e os  sentido, educando, diálogo, 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  recursos computacionais e dos  recursos da plataforma  explorando cada um dos  recursos disponíveis.      Recurso: Atividade   Ferramenta: Exercício   

Atividade 8 – Palavra puxa  palavra  Nesta  atividade  vocês  deverão  construir  um  texto  de  até  250  palavras,  a  partir  de  palavras‐ chave  propostas,  apresentando 


38

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos  sentidos atribuídos  por eles à educação  no espaço hospitalar 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD 

conhecimento, emancipação, escola,  escolar, saber(es), ciência, prática,      Recurso: Arquivo de texto  Ferramenta: Material de Apoio       

suas concepções de educação e os  sentidos  atribuídos  por  vocês  à  educação no espaço hospitalar.     Para realizar essa atividade vocês  devem  consultar  o  “Banco  de  palavras‐chave”,  disponível  em  Material  de  Apoio,  Aula  2.  Não  e  necessário  utilizar  todas  as  palavras‐chave.  Escolham  de  5  a  10  palavras  dentre  as  que  mais  contribuem para a construção dos  textos de vocês.    Nenhum  livro  ou  outro  material  além  do  “Banco  de  palavras‐ chave”  deverá  ser  consultado.  Escrevam  o  texto  com  base  em  seus  saberes  prévios  sobre  essas  temáticas.   


39

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  Este texto será importante para a  continuidade  de  nossos  estudos,  assim,  procurem  dedicar  atenção  especial à sua elaboração.    Essa  atividade  deverá  ser  realizada  e  disponibilizada  no  portfólio individual de vocês.  Não  se  esqueçam  de  deixá‐la  totalmente compartilhada.    Ferramenta: Portfólio Individual     

         


40

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Aula 4   

O papel da educação  no hospital  

Aula 5    

Experiências educacionais com   crianças e  jovens 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos 

Estudar sobre os  sentidos atribuídos  por estudiosos da  Educação e membros  da comunidade  hospitalar à educação  no ambiente  hospitalar 

Conhecer experiências  educacionais  

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD  Atividade 9 – Leitura de textos   1 ‐ O papel da educação no hospital:  uma reflexão com base nos estudos  de Wallon e Vigotski, de Rejane de  Souza Fontes e Vera Maria Ramos  de Vasconcellos  2 ‐ FONTES, R.S. A escuta  pedagógica à criança hospitalizada:  discutindo o papel da educação no  hospital. Revista Brasileira de  Educação, Rio de Janeiro, n. 29, p.  119‐138, maio/ago. 2005.  Disponível em:  <http://www.anped.org.br>. Acesso  em: 30 set. 2008   3 ‐ FONTES, R.S. O desafio da  educação no hospital. Presença  Pedagógica, Belo Horizonte, v. 11, n.  64, p. 21‐29, jul./ago. 2005a.    Recurso: textos  Ferramenta: leituras            Atividade 12 – Leitura de textos  sobre experiências educacionais  desenvolvidas em hospitais; textos 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  Atividade 10 – Pesquisa na  internet sobre experiências  educacionais em unidades  hospitalares, procurando  identificar os sentidos atribuídos  à educação nesses ambientes,  pelos diversos agentes  envolvidos neste processo.  Disponibilizar os links no Mural  Ferramenta: mural    Atividade 11 – Debater sobre os  sentidos atribuídos à educação  por estudiosos da educação  e  membros da comunidade  hospitalar (esclarecer o que está  sendo compreendido como  comunidade hospitalar),  Ferramenta: Fóruns de discussão  (a participação deve se dar  através de comentários,  complementação ou  contraposição de  idéias/argumentos a partir de  mensagem já postada)  Atividade 13 – Realização de  atividade em Grupo –  Experiências Educacionais em 


41

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal)  hospitalizados 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos  desenvolvidas com  crianças e jovens  hospitalizados no  Brasil   Identificar aspectos  que caracterizam  experiências  escolares e não  escolares    

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD  indicados:  1 ‐ A interação através da  informática na educação com 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD 

Hospitais.   Esta atividade envolve a  realização de um trabalho de  pesquisa sobre   crianças com fibrose cística e a  experiências educacionais  inclusão social e digital  desenvolvidas em hospitais nos  últimos 5 anos. Cada estudante  através do uso da leitura e da  deve selecionar uma experiência  escrita: um estudo de caso  e identificar os principais  aspectos que caracterizam essa  nos isolamentos da pediatria  do  experiência. Selecionar imagens  HCPA, de Eliane Lourdes da Silva  que retratem a percepção sobre  Moro,Fernando Antonio de Abreu e  a experiência e a disponibilizar  Silva, Lizandra Brasil Estabel e  no portfólio do grupo. Depois, a  partir das imagens  Lucila Costi Santarosa;  disponibilizadas  discutam sobre    essas experiências e o que os  2 ‐ RIBEIRO, A.P. Do hospital à  levou a selecionar as imagens no  escola. In: REFLETIR AS PRÁTICAS  Fórum Educação no hospital.   PARA MELHORAR O DESEMPENHO,  Ferramentas: portfólio (de  1999, Porto. Actas do encontro...  grupo)  Lisboa: Instituto de Apoio à Criança,  Fórum  2000, p. 49‐56. (Humanização dos  Atividade totalmente  serviços de atendimento à criança);  compartilhada          e material disponível nos links  postados no mural;  Recurso: textos  Ferramenta: Material de Apoio 


42

Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Objetivos específicos 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD 

     

Aula 6   

Revisão/ampliação de Concepções de  Educação/Educação  Hospitalar 

Consolidação de  concepções‐chave  para o bom  desenvolvimento  do curso 

Atividade 15 – Ampliando  conceito de Educação e de  Educação no espaço hospitalar    Identificar se os  Após  consulta  ao  Banco  de  estudantes, a partir  Palavras‐chave  escolheram  entre  das leituras dos textos  5  e  10  delas,  a  partir  das  quais  indicados, foram  capazes de  elaboraram  um  texto  compreender e  Atividade 14 – Vídeo Aula.  apresentando suas concepções de  ampliar suas  Vídeo de 10 minutos a ser postado  educação e os sentidos atribuídos  concepções de  no youtube onde a professora Maria  por  vocês  à  educação  no  espaço  educação e educação  Aparecida Rocha apresenta um  hospitalar.  no espaço hospitalar  balanço das reflexões até o  para além de seus  momento.  Na  construção  desse  texto    vocês  saberes prévios sobre  Recurso: Link a site externo  basearam‐se  em  seus  saberes  as temáticas em    prévios  sobre  as  temáticas  estudo.   Identificar em que  abordadas.  medida houve  Na aula seguinte, aula 3, vocês  ampliação dessas  concepções.  leram  vários  textos  sobre  experiências  educacionais  desenvolvidas  em  hospitais  nos 


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Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  últimos 5 anos.   Agora, realizem a seguinte  tarefa:     ‐ cliquem em "Exercícios" (veja  na coluna do menu); irá aparecer  uma área de exercícios com seus  nomes;    cliquem na pasta "E1 ‐ Aula 4" e  resolvam as questões propostas  no exercício;     ‐ após resolverem as questões,  não se esqueçam de clicar  no  botão ENTREGAR, caso contrário  o exercício não será considerado  como resolvido.         AVALIAÇÃO: Este exercício será  avaliado e terá valor de 10  pontos.     Ferramenta: Exercício 


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Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Objetivos específicos 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  Associar item a avaliação    Atividade  Cruzadas 

16

Palavras‐

A partir  das  palavras‐chave  criar  uma  palavra  cruzada  com  os  conceitos  a  que  estas  palavras  estão ligados.  Ferramenta: Exercício 

Aula 7   

A EaD e a educação  de crianças e jovens  hospitalizados 

Estratégias e  instrumentos  

Atividade 17 – Leitura de textos  sobre Estratégias e instrumentos  utilizados na realização de  atividades de EaD para crianças e  Identificar estratégias  jovens hospitalizados  Textos:  e instrumentos,   utilizados no  desenvolvimento  1 ‐ Crianças e adolescentes que voam  atividades de EaD em  em jaulas: a tecnologia promovendo  hospitais   a liberdade no hospital, de  Ercília  Maria Angeli Teixeira de Paula  Recurso: textos  Ferramenta: leituras 

Atividade 18 ‐ A partir da  leitura dos textos e dos  resultados dos trabalhos  desenvolvidos no portfólio na  aula 2, registrar no portfólio  individual um banco de  estratégias e instrumentos para  desenvolvimento de atividades  de EaD para crianças e jovens em  hospitais  Ferramenta: portfólio    Atividade 19 – Discussão das  estratégias possíveis no fórum 


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Aula/ Semana  (período) 

Unidade (Tema principal) 

Sub‐unidades (Sub‐ temas) 

Atividades teóricas e  recursos/ferramentas de EaD 

Objetivos específicos 

Atividades práticas e  recursos/ferramentas de EaD  de Discussão “Estratégias e  instrumentos para  desenvolvimento de atividades  de EaD para crianças e jovens em  hospitais  Ferramenta: Fóruns de discussão 

Aula 8   

Aula 9 

A EaD e a educação  de crianças e jovens  hospitalizados 

Proposta  

Oficina de EaD –    Pedagogia hospitalar 

Elaborar uma  proposta de atividade  de EaD formal ou  informal  para  atendimento a  crianças  ou  jovens  hospitalizados 

Analisar as propostas  de atividades 

Atividade 20 – Leitura de capítulo  sobre a elaboração de propostas de  atividades de EaD  Recurso: Livro Digital  Ferramenta: Material de Apoio     Atividade 21 – Programa de rádio  Simular um programa de rádio de  10 minutos onde as propostas  apresentadas na aula anterior no  portfólio sejam tomadas como se  fossem atividades já realizadas  sendo noticiadas.    Recurso: Arquivo de MP3  Ferramenta: Material de apoio 

Atividade 22 – Tomando como  referência os textos lidos, as  experiências estudadas e os  registros realizados no portfólio  individual e de grupo, elaborar  uma proposta de atividade de  EaD formal ou informal a ser  oferecida a uma escola para  atendimento a crianças  ou   jovens hospitalizados  Ferramenta: portfolio 

Atividade 23 –Em dupla os  alunos devem realizar uma  análise mútua das propostas de  atividade, refletindo sobre a  aplicabilidade dos mesmos.   Ferramentas: portifólio e correio 


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2.5 Análise da Matriz de detalhamento

A Matriz de detalhamento das atividades dinâmicas virtuais individuais e de grupo é uma ferramenta de DI que evita a ocorrência de alguns erros comuns na elaboração de um projeto de Desenho Didático para um curso de EaD On-line. Dentre esses erros destaca-se: • a sobrecarga de utilização de um mesmo recurso durante o curso; • a falta de critérios para a avaliação; • o

desconhecimento

de

informações

detalhadas

para

o

desenvolvimento de atividades dinâmicas; • o não-respeito aos prazos estabelecidos; • a falta de balanceamento entre atividades Individuais e em grupo.

Através de um rigoroso e detalhado preenchimento de tabela, torna-se possível “dissecar” as atividades de maneira a especificar o máximo possível as atividades. Os itens constantes desta tabela são:

Identificação da Atividade: definindo a que atividade e em que momento cronológico do curso a atividade dinâmica será realizada.

Descrição/ proposta da dinâmica: Aqui apresenta-se qual a proposta da dinâmica, ou seja, a que aspecto do curso esta dinâmica pretende atender. Geralmente está vinculada ao desenvolvimento de competências.

Objetivo(s): Mais vinculado ao desenvolvimento de Habilidades, buscase aqui especificar mais objetivamente e com um viés mais prático quais as habilidades que espera-se que o aluno desenvolva.


48 Critérios / avaliação: Seguindo o esperado para as atividades avaliativas toda avaliação no Ambiente Teleduc necessita apresentar os critérios de avaliação. Esta exigência do ambiente atende a uma corrente de pensadores que percebem que a avaliação deve ser clara para que atinja os seus objetivos.

Tipo de interação: Aqui apresenta-se a forma que os alunos irão interagir, essa interação pode ser individual, em grupos ou mesmo com todos os alunos interagindo.

Prazo: Estipula-se o prazo em que a atividade ficará disponível para a visualização dos alunos sem prejuízo à avaliação.

Ferramenta: Determina-se qual será a ferramenta da plataforma a ser utilizada para a consecução da atividade dinâmica.

Conteúdo(s) de apoio e complementares: Aqui destaca-se os textos, sites ou outros recursos que poderão disponibilizar o conteúdo para a reflexão.

Produção dos alunos / avaliação: Espera-se que toda atividade dinâmica gere um produto. A idéia aqui é apresentar a forma como o aluno chegará ao produto que acaba por tornar-se um passo a passo das atividades a serem desenvolvidas.

Feedback: Determina-se aqui o prazo e destaca-se a forma em que será enviado o feedback para o aluno do curso.

Este recurso, conforme se pode conferir a seguir, possibilita que seja elaborado um guia completo da atividade a ser realizada pelo aluno sem que seja esquecido nenhum ponto. Possibilita ainda que a Equipe de DI possa compreender cada passo da tarefa dinâmica. Via de regra, essas atividades são as mais complexas do curso, posto que as outras geralmente atendem a disponibilização de conteúdo. No caso analisado para esse estudo, buscou-se detalhar as atividades que envolviam o maior número de procedimentos.


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Matriz de Design Instrucional contendo o detalhamento das atividades dinâmicas virtuais individuais e de grupo Ambiente virtual de aprendizagem: TelEduc Curso/disciplina: EaD e a educação de crianças e jovens hospitalizados Professor conteudista: Maria Aparecida Queiroz Rocha Designer Instrucional: Clinger Cleir Silva Bernardes Identificaç ão da Atividade

Atividade 15 Aula 5

Descrição/ proposta da dinâmica

Ampliando conceito de Educação e de Educação no espaço hospitalar através da resolução de questões propostas

Objetivo(s)

Consolidar concepçõeschave para o bom desenvolvimento do curso. Identificar se os estudantes, a partir das leituras dos textos indicados, foram capazes de compreender e ampliar suas concepções de educação e

Conteúdo(s) de apoio e complementares

Produção dos alunos / avaliação

Respeito ao prazo de entrega.

Textos utilizados na aula 3

Exploração dos conceitos-chave ligados às palavras-chave.

1 - O papel da educação no hospital: uma reflexão com base nos estudos de Wallon e Vigotski, de Rejane de Souza Fontes e Vera Maria Ramos de Vasconcellos

- clicar em "Exercícios" (veja na coluna do menu); irá aparecer uma área de exercícios com seus nomes;

Critérios / avaliação

Demonstrar leitura proficiente dos textos propostos através das respostas apresentadas nas

Tipo de interação

Individual

Prazo

7 dias

Ferramenta

Exercícios

2 - FONTES, R.S. A

clicar na pasta "E1 Aula 4" e resolver as questões propostas no

Feedb ack 10 dias após a data final para a postage m.


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Identificaç ão da Atividade

Descrição/ proposta da dinâmica

Objetivo(s)

educação no espaço hospitalar para além de seus saberes prévios sobre as temáticas em estudo. Identificar em que medida houve ampliação dessas concepções.

Critérios / avaliação questões.

AVALIAÇÃO: Este exercício será avaliado e terá valor de 10 pontos.

Tipo de interação

Prazo

Ferramenta

Conteúdo(s) de apoio e complementares

Produção dos alunos / avaliação

escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 29, p. 119-138, maio/ago. 2005. Disponível em: <http://www.anped. org.br>. Acesso em: 30 set. 2008

exercício;

3 - FONTES, R.S. O desafio da educação no hospital. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 11, n. 64, p. 21-29, jul./ago. 2005a. Recurso: textos

- após resolverem as questões, Associar item à avaliação e não se esquecer de clicar no botão ENTREGAR, caso contrário o exercício não será considerado como resolvido.

Ferramenta: Exercício Associar item a avaliação

Ferramenta: leituras Valor: 10

Feedb ack


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Identificaç ão da Atividade

Descrição/ proposta da dinâmica

Objetivo(s)

Critérios / avaliação

Tipo de interação

Prazo

Ferramenta

Conteúdo(s) de apoio e complementares

Produção dos alunos / avaliação

Feedb ack

pontos

Os alunos devem ler as contribuições do colegas. Socializar estratégias

Atividade 19 Aula 6

Discutindo estratégias possíveis no fórum de Discussão “Estratégias e instrumentos para desenvolvimento de atividades de EaD para crianças e jovens em hospitais”

Postagem no prazo Fomentar a discussão entre os participantes do curso

Estabelecer um conjunto de estratégias a serem utilizadas nos hospitais.

Relevância da contribuição para a discussão

Grupo

7 dias

Fóruns de discussão

Utilizar as contribuições postadas no portfólio individual com os ajustes sugeridos pelo tutor. (atividade 18)

Portfólio individual

Apresentar a sua estratégia que foi anteriormente postada no portifólio Analisar as estratégias dos colegas Esta atividade não será pontuada, mas será computada dentro dos pontos de participação no curso.

Confor me demand aa cada 48 horas


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2.6 Análise do Storyboard

Depois de fazer o Cheklist da instituição e do curso a ser ministrado sobre o qual se debruçará o Designer Instrucional, e ainda após a revisão do Mapa de atividades vem como desafio ao DI apresentar as inovações ao professor conteudista. Para estar mais bem amparado e para que as idéias possam ficar mais bem apresentadas tem-se como recurso a ser utilizado o Storyboard onde através de recursos de imagem busca-se apresentar de maneira esquemática o desenvolvimento de atividades mais complexas do curso. Além de atender à função de apresentar ao docente do curso os recursos a serem utilizados, esta ferramenta, assim como o Detalhamento de dinâmica, possibilita que a equipe de DI tenha um conhecimento maior em torno das atividades a serem desenvolvidas com um nível de detalhamento que possibilita o surgimento de novas idéias. Exemplificando, ao deparar com a imagem de um rádio antigo logo pensou-se em realizar o programa de rádio nos moldes da “Hora do Brasil” utilizando-se inclusive do magnífico tema de “O Guarani” de Carlos Gomes. O recurso do Storyboard pode ser mais bem utilizado se disponibilizado em arquivos de Flash. Em caráter experimental, ousou-se criar o arquivo em PowerPoint® com um link para um arquivo de áudio onde apresenta-se um exemplo de programa de rádio, com a posterior conversão para arquivos “swf”. Esta conversão de Arquivo no formato de apresentação para o formato Flash® é possível com a utilização do programa Ispring® que possui uma versão de demonstração, salientamos porém que existem outros programas similares como o Adobe Presenter®. A seguir, pode-se conferir dois exemplos de Storyboard que foram elaborados para o curso em destaque neste trabalho.


53

Figura 1 - Exemplo de Storyboard - 1


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Figura 2 - Exemplo de Storyboard â&#x20AC;&#x201C; 2


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2.7 Análise Geral do Design Instrucional do curso

O curso analisado, nesta monografia, atende a uma demanda específica, mas extremamente carente de uma maior atenção por parte de instituições de ensino. Atender a crianças hospitalizadas tem sido um desafio no que tange a garantia de acesso à educação básica. O curso visa, além da reflexão teórica em torno da EaD e seu uso com crianças hospitalizadas, compartilhar experiências de sucesso e tornar-se um canal de reflexão em torno da prática dos educadores que atuam ou pretendem atuar junto a essas crianças. O perfil dos participantes garante ao curso certa dose de previsibilidade quanto a problemas com o acesso aos recursos do Ambiente Virtual de Aprendizagem, já que em sua maioria será de pessoas com o perfil de acesso universitário e que, se espera, tenham contato com procedimentos de informática, seja para estudo, seja para trabalho. O curso por ter sido pensado de forma a ser sempre recontextualizado a partir das experiências dos participantes, que em consonância com o seu referencial teórico, repensam as práticas em torno da educação para crianças hospitalizadas. Nesse sentido a cada curso tem-se um novo conceito e formas de abordagem prática adequadas à situação. O material do curso não corre o risco de ficar obsoleto, a curto prazo, quanto aos conteúdos, o que pode sempre ser repensado é a forma de apresentação a medida em que se avança no conhecimento de novas ferramentas de aprendizagem mediada por computador e ferramentas de interação. Não foi elaborado um estudo em torno dos potenciais concorrentes de um curso com esse viés. O que se percebe claramente é sua possibilidade de implantação e a pertinência desta discussão num tempo em que os anos dedicados ao estudo formal estão sendo constantemente alargados. Uma característica marcante nesse curso é o seu caráter metalingüístico, posto que propõe uma reflexão em torno de práticas que ele mesmo aborda. Isto confere uma estreita relação de pertença aos seus participantes e uma reflexão muito mais próxima da prática.


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Um risco que percebemos é um possível balizamento dos participantes do curso apenas nesta experiência com EaD que será o tempo todo comparada às práticas que o curso propõe para a aplicação com as crianças em ambiente hospitalar. Uma reflexão que se torna pertinente é pensar sobre os riscos financeiros desse curso, porém dado o seu caráter fictício o que se pode dizer é que os valores destinados ao pagamento de pessoal estão em consonância com os valores praticados com profissionais de EaD em nível Federal.


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CONCLUSÃO

Esse trabalho coroa uma reflexão que foi guiada pela Equipe da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI de forma magistral. Através das disciplinas e das reflexões propostas o que se tem claro é que o trabalho da Equipe de Design Instrucional e, mais especificamente o trabalho do Designer Instrucional, torna-se a cada dia mais significativo para o desenvolvimento da EaD on-line, pautada na qualidade do material e na interação entre os participantes. Esse trabalho inscreve-se numa reflexão que foi pautada por uma constante revisão de práticas e que desvelou um universo em torno de questões que não são amplamente divulgadas, mas que crescem a cada dia em demanda e importância. Dentre essas questões destacamos o despertar para o Designer de Interação e o Designer de Interface, bem como a reflexão em torno de Ambientes Virtuais de Aprendizagem do ponto de vista pedagógico. O curso de EaD on-line, objeto desta pesquisa, proporcionou um vasto campo de reflexão e de questionamentos, quebrando, com uma lógica de cursos baseados em disciplinas de cursos formais, e colocando a EaD on-line em um nível de possibilidades muito grandes.


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REFERÊNCIAS

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leitura,

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e

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YIN, Robert. K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2005.

Monografia Unifei  

Monografia em Design Instrucional

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