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As imagens

Abel Garcia & Cleyton Barbosa Diagramação: Cleyton Barbosa


Vai canção, vai com gana à Diana cigana, e diz que não se engana, quem semana a semana, sem fé nem esperança, faz poupança de amor. Chega dessa esquivança: que a dor também se cansa e a flor, quando se fana, não tem segunda flor.


Quem sabe uma figura uma paulist’humana figura de Diana me surja de repente; e mostre tanto afeto que o meu pobre intelecto saia a voar sem teto sem ter onde se pôr. Ànimo, alma, em frente: diante de tanta Diana o corpo é o pensador

” Trecho retirado de CAMPOS, Haroldo de. Baladeta à moda toscana. In: A educação dos cinco sentidos. São Paulo: Brasiliense, 1895.


1. Nome Oculto Ele foi um fantasma cuja ausência me assombrou por uma semana. E quando voltou, eu o quis mais distante. Eu me faço um homem triste, mas não nego meus princípios: sou o meu um, sou os meus vários e estou indisponível aos outros. Minha força é poética, mas meu vazio é frio e presente: ele se volta contra mim e me corta tantas vezes... Ele representa(ou) a superfície mais lisa na qual patinam os meus “sumos” de incoerência. E eu não o vi primeiro. E a alegria do relato reside no contrário imediato: foi ele quem me viu. Ciente das escassas probabilidades que decorrem da indisponibilidade acima citada, encontro raros e preciosos que demonstram prazer em desbravar uma aproximação perigosa. Eu os admiro pela vontade e os quero pela iniciativa. Ao mirá-lo, não enxergo uma imagem. Vejo corpo, sorrisos e tato. É um arco-íris... Seus olhos azuis, seu cabelo amarelo e sua roupa vermelha. Aposto que sua alma é verde. E a vida é cor-derosa. Após uma semana, o universo nos aproxima.

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No seu retorno, me pego sorrindo. E rio feito bobo... eu sou bobo. Ele estava acompanhado daquele que assumiu meu posto vacante. Por minha recusa, eles se conheceram, e estavam juntos novamente. Minhas lamúrias se agarravam à dureza dos fatos: de repente, eu havia me deparado com a possibilidade de um amor que pudesse não ser platônico. Mas físico. E esse amor não era meu. *** Os pontos cardeais sinalizam as consequências de nossas escolhas e nos trazem para perto. Ali, de novo, e outra vez. Aos sábados ele se tornará real. Uma realidade tão bonita... Mas nem sempre pra mim. Pois eu quero perdê-lo. E tanto quero, que já não quero mais. *** É grande a pretensão de acreditar que as consequências de nossas escolhas passadas tenham nos trazido até aqui. Eu retornei aos lugares, refiz seus passos e esperei sua chegada, que jamais aconteceria – você já se foi. No inverno, você foi tragado pelo oceano. A minha cisma de te enxergar em tudo vai sumir aos poucos, vai ficar miúda e se perder na grandeza de outros olhos, de outros mares. *** Ele rabisca a sua importância como quem rascunha uma

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18 DE JUNHO DE 2015 Quinta-feira Eu quis dizer a você que não retornei aos seus olhos por um impulso contrário à minha vontade. Eu neguei suas vistas, sufoquei os seus gestos e lhe devolvi um vazio. Foi por te querer demais que eu não quis. E hoje, eu acho, tenho te quisto tanto...


grande obra. E meu sentimento era apenas um croqui. Aqui em São Paulo o dia nasce em meio a uma moldura lateral de prédios e percorre um longo caminho até ascender ao céu. O meio-dia já anuncia a beleza de uma história unilateral. Nós ascendemos por essa escada, nós caminhos por esses vales e nos tornamos outras pessoas. O fluxo de um rio é extenso e contínuo, e [um]a água são muitas águas, até desembocar no oceano. Eu procurei os seus defeitos maiores, mas eu só encontrei motivos para amá-los. E la nave va.

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2. Marasmo Era uma manhã de fevereiro quando Eduardo terminou seu projeto de três semanas. Finalizado, porém, existente como um rastro em seu imaginário, residia o resultado de seu empenho particular. Com fábulas, desejos e imagens, ele cuidou de todos os detalhes. Atribuiu um nome ao seu invento, deu a ele um espaço importante em seus pensamentos, e prometeu segredo, garantindo que jamais soubessem de sua nova criação. Eduardo inventou para si mesmo um amor. Um amor que gostava de janelas. Afirmação síntese de um gosto que escancarava sua curiosidade e paixão pela complexidade da vida de cada pessoa que ele jamais conheceu. Um amor desses que sempre encontram uma forma de abrandar o próprio fogo. Porque senta, chora, sofre… cria uma alegoria do desespero que só existe para acabar, para se consumir na própria inutilidade. Desses que geram histórias feitas para morrer, porque inflam

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a si mesmas de tal forma que já não podem existir na exígua intimidade de uma vida. Desses que derrubam o homem, que percebe de imediato que tudo o que vier depois disso será muito pouco. Tão importante quanto a invenção de sua obra, era seu ritual de esquecimento. Silencioso e sofrido, esse ritual durava o tempo necessário para que Eduardo recolhesse todas as peças esparramadas no chão. Algumas ele arremessava no lixo, outras ele guardava consigo, mas graves eram aquelas que se perdiam para sempre. Quando não consegue mais retirar poesia ou melodia dos calos que se sobrepõem, quando as gavetas ficam cheias de peças, dos versos sem métrica e de intimidades impublicáveis que ele insiste em escrever, ele sai às ruas e vai dançar, gritar ou padecer em um silêncio significativo. Experimenta todas as nuances de uma intenção sádica de parar a vida para sofrer e de experimentar os fragmentos como se fossem algo inteiro. Aí ele se cansa, esquece de tudo e volta para casa. É tempo de começar de novo. Em março, Eduardo planeja concretizar o seu maior projeto. Já se encarregou de pensar em formas de aparar bem as arestas, criar uma forma impecável para dar corpo à sua fantasia. Mas nunca repara no seu hábito de construir, sempre, a mesma coisa.

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16 DE JANEIRO DE 2014 Quinta-feira Meu amor é uma caixa transparente, sem forma e sem volume, que se esvai e se dissipa ao sinal de qualquer má sucessão. Meu coração é um buraco de aço, sem tamanho e sem fundo, que se perde em si mesmo por não se conhecer. Meus desejos são fracos. Quero e desprezo tudo com uma intensidade avassaladora e já não controlo meus limites. E nesta lógica, hoje te quero bem longe, amanhã te odeio ao meu lado. Com muita raiva, espero que fique, até eu poder te amar distante.


25 DE MARÇO DE 2014 Terça-feira Sou levado a crer, em determinados dias, que minha noção a respeito de nós dois (muito embora não sejamos um plural) não pode ser tão equívoca. Nos olhamos e, embaraçados demais ou interessados de menos, não nos damos por vencidos. Não há cortesias, não há cumprimentos. Só dois. Mas você vem e se senta ao meu lado de modo tão imediato. Fico contente pelo contexto, mas não consigo te querer por aqui, João. Você me olha furtivamente e eu me esquivo da consciência. Ainda que eu queria, não admito que me veja tão de perto. Não quero que me desgoste do mesmo modo como calunio a mim mesmo. Te quero imediatamente disponível e indescritivelmente imaculado. Te quero triste e te quero meu. Me quero sóbrio e me quero teu. Mas nos quero bem... Sei o que isso quer dizer.


27 DE MAIO DE 2014 Terça-feira Hoje vejo minha indiferença como centro de todas as recusas que serão posteriores. E eu o quis no momento em que realizei que não o poderia ter. Como desejei alimentar o espaço que, muito logo consumido, nos traria para perto. E cuidar de seu corpo para que não se canse de meus desalinhos. Você é minha nova incongruência. Mas se te quero é pela segurança de que nunca será meu.


03 DE FEVEREIRO DE 2015 Terça-feira Sua presença se manifesta nas coincidências que o acaso provoca. Como uma luz intermitente, você se evidencia nas esquinas e se esquiva nas redobras. E meus olhos se alertam pelos traços dessa imagem que eu conheço tão bem... Mas eu fujo dessas surpresas, reprimindo essas vistas. Saio de minha rota, desvio o caminho, driblo as trivialidades. Pois te quero como a imagem inviolável que eu construí, e que eu mesmo maculei.


3. Diego Como uma puta que se refreia em preceitos tão vis quanto a imagem que lhe pintam, me desfaço numa persona criada para o desejo e pelo desejo retesada. Barroquismos são, aqui, também evidentes. Minha astúcia sexual, parece, é ser sexualmente reprimido. Criei o Diego e lhe dei espaço para que tivesse a liberdade e a sensibilidade de dar vasão aos próprios impulsos. Impulsos esses que seriam nossos. Amarrei uma corda em sua cintura para que não se perdesse, e com a mesma corda o sufoquei para que voltasse mais para perto de mim. Eu o censurei. Ainda assim, ele foi e vai longe. Pragmático, posso afirmar que eu, como Abel, nunca estive com ninguém. Nos raros flertes, cedi o meu espaço e inquiri ao Diego que me tornasse uma pessoa menos desinteressante. E assim ele o fez. Mas, minha fraqueza é sentir saudades de meu corpo. Retorno à consciência antes que minhas personas tenham desempenhado suas funções e, em breves surtos, sou levado a apaziguar os

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embates que se estabelecem em discordâncias tão sérias. Neste contexto, sou contraditório também nos atos. Meu corpo cede a um impulso que será reprimido segundos depois. Não, não sofra, Abel! Ele vai voltar.

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4. Aterrar Os filhos agora migram para o norte e os pais temerosos os abençoam como fariam na última noite. O céu azul de maio se torna escuro e traz consigo medo. Instala-se a nova encenação de holocausto e os olhos se fecham em presença de suas conseqüências. É um novo fim. E aqui estamos nós à espera da certeza do desfecho que há de vir. Agora fenecemos aos poucos, mas estamos de pé. Aos que vieram, aos que lutaram, aos que perderam. Aqui estamos, aqui vivemos, aqui vivemos. A mãe e o filho, a casa e a rua, o caminho e o passo. Todos estão calados agora. Aos que não reconhecem a diferença, aos que não se importam com o amanhã, aos que se vêem possuidores do aspecto da coragem. Que não fique, que não morra... que não morra. Veremos os valentes imergirem do sul, mas nem todos saberão

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para onde ir. E já não há entendimento dotado de inquestionável razão. De nada sabem, não mais perguntam, não há interesse. Mas partiremos mesmo que o caminho se torne obscuro e os bravos o delimitem como impossível. Mas partiremos na esperança de dias melhores e na certeza dos desafios. Mas partiremos, e mesmo com os temores de uma noite e ameaças de uma vida, continuaremos. E continuaremos enquanto tivermos chão, a exemplo dos que virão e em honra dos que já partiram.

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5. Aos Dez Enganado foi aquele em que acreditou que a história era inédita Mesmo sabendo que muitos fingiram surpresa no final Mas isso é apenas uma parte do todo É apenas o começo de uma sentença absoluta E ele decide que não irá esperar pelo próximo passo Em sua ausência, muitos duvidam de sua capacidade Perdia agora o terceiro capítulo da saga que, em razão sua, iniciaram E não soube o que poderia dizer em defesa própria Mas justifica dizendo que o tempo tem o mudado E que acontecimentos constantes e insessáveis vêm se tornando seu maior impecilho E que mesmo que soubessse de tudo o que era esperado Preferia seguir aquele outro rumo ao qual cobiçara um dia Então um dia diz que deve partir o quanto antes Todos ouvem atentos, mas ninguém pronuncia qualquer palavra em desacordo

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Silencioso naquele instante, ele deveria ter realizado algo Era o mínimo que poderia fazer na falta de um motivo Na falta de algo melhor, disse o que não pretendia E isso não agradou a nenhuma maioria Não sabia como, mas deveria concertar aquilo Mesmo sem pronunciar uma palavra em sua defesa, desculpouse da forma que melhor podia fazer Agora tem a consciência de que alguns meses já se passaram Já faz um bom tempo que se viu diante ao momento de partida Tudo o que ele gostaria de descobrir É o que haveria acontecido se optasse por um caminho diferente Catorze anos depois ele estaria num lugar distante Aos trinta iria descobrir a razão e benefícios de suas escolhas E um ano depois regressaria, sem o menor dos vínculos ou obrigações, ao ponto de partida E saberia que tudo teve seu início aos dez Enganado foi aquele em que acreditou que a história era inédita Mesmo sabendo que muitos fingiram surpresa no final Mas isso é apenas uma parte do todo É apenas o começo de uma sentença absoluta

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11 DE ABRIL DE 2014 Sexta-feira Eu não ter o que dizer é um presságio sintomático dos dias que virão. Já vivi e revirei tantas histórias como essas que não suponho as chances de estar errado e, muito embora eu quisesse, a sequência indica, finalmente, que nos interpretaremos devidamente. E não haverá nada, nem carinho nem vontade de estar junto. Não é palpite, mas saturação.


6. Retrógrado Já faz agora dez anos desde que o caminho passou a se ver incerto. E em dez anos ainda existirão promessas de possíveis reencontros. Por dez anos, ninguém se ateve verdadeiramente fiel ao plano. Em meio a todo esse tempo, eu ouvi Trumbo e Smith; eu louvei Carlos e Quintana. A cidade, como há muito tempo, continua suja, e eu não sei qual destino irei tomar se eu decidir andar sem rumo. Os poucos que possuíam algo a dizer foram calados pelo temor que se instaura e se manifesta a qualquer rastro de vis artifícios. E receio que nossos egos se tornem nossas espadas. Eu os alimentava e os incentivava de forma que não poderiam ser mais fortes. Entretanto sonho com uma cidade de luzes. Não sei se eu chegarei até lá. Pois há aqueles que dizem que nossos medos e nossos erros nos seguem em cada caminho que decidirmos caminhar.

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Estão ali, e nos puxam para baixo quando a cosa parece realmente funcionar. Podem me levar tudo, mas não deixo minhas ideias planejadas. Pois assim é, a meu ver, o eu em matéria, inerme, dissipado de todo ou qualquer vestígio de bem de alma; austero diante a situações que sequer exigem frieza inerente. E ainda assim hei de viver. E caminhar pelos portos, e navegar por estradas, e entoar meus cantos... Algures, chegarei. Numa constante dança dos ponteiros, ninguém está ébrio agora. A coragem dos bravos a lutar, degradou-se a vapor d’água. De repente, uma vez na vida, há de se perceber que nem tudo possui um real concerto. Quem lhe acompanha em caminho aziago senão a própria culpa? Não importa qual o caminho percorrido até alcançar essa conclusão, você apenas a tem agora. Mas atravessei campos idealizados, entre devaneios e cotidianos. E lá se foi toda a inspiração. É o erro o artifício que melhor lhe trai. Em dias de hoje, acometo minha vida aos demais. Sou um livro escancarado ao qual ninguém lê. Pois assim é bem mais fácil, quedo só. Retorna ao princípio, não está nem perto de começar.

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7. Espaço-tempo Nos encontramos no espaço, em tempos distintos. Eu queria vencer a linearidade em que vivemos, a qual estamos submetidos, num modo retilíneo e irrevogável de tocar nossas experiências. Em outros contextos, em outras realidades, você ainda está circulando nesse fluxo. E sou um fantasma temporal que te observa com os olhos do futuro, pesando a falta da materialidade de sua presença, que o tempo não me permite alcançar. Você é uma boa pessoa. E eu o leio pelas considerações que tenho de seus méritos e de suas conquistas. Não alcances ou grandes feitos, mas as pessoas que foram cativadas por sua existência e, hoje, distantes, lamentam a sua falta. Eu o leio pelas considerações das vezes em que nos abraçamos pra aliviar o peso da dor causada pela ausência de outras pessoas. Das vezes em que eu ouvi você falar de um amor por essas pessoas. E de como era tão sincero esse amor, que me senti aliviado. Há coisas que perturbam em nós os fragmentos de algo que

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12 DE MARÇO DE 2014 Quarta-feira Há tempos já não sei o que esperar de meus próprios desejos e anexos subjugados. Acho que meu mal é estar feliz demais ou insatisfeito de menos. E isso é complicado, eu sei. Eu queria poder falar o seu nome, João. As suas mãos, que hoje eu tanto desprezo, queria que estivessem em contato com as minhas agora. E eu as quero do jeito que são, sem falseamentos ou maquiações que as tornem mais perfeitas e menos suas. Quero sua amizade, quero sua confidência, o seu carinho, o seu amor, mas não quero sua estada e desprezo sua permanência. A você, meu caro e precioso, eu devo uma parte tão fundamental de minha recente identidade. Mas, na vida, não lhe devo nada. Esses desencontros são a base de nosso intrigamento. Partimos de um centro covalente e nos desenfreamos em direções opostas. Em todo percurso circular, encontraremos um ponto de intersecção. Uma vez juntos, com a mesma intensidade, as coisas podem ser diferentes. Ou nunca seremos nada.


a gente vive tentando deixar pra trás. Ainda que sequer tenham acontecido. Eu visitei o lugar em que nos esbarramos de novo; cerca de oito vezes na última semana. Aquele corredor é a minha sacristia, na qual, não confesso, mas pago por meus erros. Eu quis interditar a passagem de outras pessoas, acender uma vela em sua homenagem, rezando pela saúde e sanidade de sua alma. Pois o que eu mais quero é que você fique bem, e me desculpo pelas coisas que eu ainda não sei como dizer.

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14 DE MARÇO DE 2014 Sexta-feira Eu só queria que fosse simples no sentido de estabelecermos novos contatos, ocasionados por aproximações informais. Fixamos, porém, uma distância a qual alimentamos e reforçamos a cada novo encontro. Vai ver há uma motivação mútua e suas ressalvas são fundamentadas nas mesmas hipóteses que as minhas. Logo mais irei embora e estaremos, por fim, sozinhos. Apartados de uma suposição tão incrédula quanto os sinais que a sustentaram.


12 DE NOVEMBRO DE 2014 Quarta-feira Você me enganou mais uma vez. De todas as que daqui partiram, sua imagem é a que permanece ainda muito presente. Ela se cria nessa inconstância, se materializa em sua forma, e se manifesta em seu corpo. Um corpo que eu nunca quis. Três choques seguidos e uma ressalva. Estamos juntos de novo e nunca mais. A indefinição irá logo delimitar: estaremos juntos ou boa sorte em suas intenções.


17 DE MARÇO DE 2014 Segunda-feira E muito embora eu goste de você, posso dizer que me senti bem todas as vezes em que não te vi feliz. Era só meu jeito de sorrir sem culpa, desejando que você tivesse algum motivo pelo qual decidisse ficar. Pelo qual se devotasse. Já no meio do caminho, ficamos muito distantes. E, entre tantos desencontros... Eu queria que você viesse para casa E então, eu te deixaria só, com enorme alegria; para não te ver feliz e gostar ainda mais de você.


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As imagens (Abel Garcia & Cleyton Barbosa)  

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