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Goya: «el sueño de la razón produce monstruos». . .

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nos olhará de soslaio, naquilo que o manuscrito da Biblioteca Nacional descreve como: un verdadero retrato suyo, de mal humor, y gesto satírico (Stoichita, 2016: 246). Essa alternância entre o “mau humor” e o “bom humor” das personagens em que ela nos vai ressurgindo declinada, estabelece uma relação de tensão entre a gravidade do seu conjunto e o risível de cada uma das situações aí tiradas da obscuridade, se nos recordarmos aqui do texto do anúncio da venda das gravuras, publicado no Diario de Madrid de 6 de fevereiro de 1799, onde a dado passo se escrevia: Y si imitarla [a la naturaleza] es tan difícil, como admirable quando se logra; no dexará de merecer alguna estimación el [el artista] que apartandose enteramente de ella, ha tenido que exponer á los ojos formas y actitudes que solo han existido hasta ahora en la mente humana, obscurecida y confusa por falta de ilustración ó acalo-rada con el desenfreno de las pasiones. (Jacobs, 2011: 209)

A modificação representada, no entanto – no segundo desenho preparatório do primeiro frontispício, com o título Sueño, antes de ele se transformar na gravura do Capricho 43 – por aquela supressão a que atrás nos referíamos faz-se, contudo, acompanhar de b) uma outra alteração – não menos importante e também assinalada por Stoichita e Coderch: aquela efetuada no gestuário da figura do sonhador que ali se mantém debruçado sobre a mesa, nas três versões. . . Dans la première version, ce dernier [le rêveur] a les mains jointes, les doigts entrecroisés, et une longue mèche de cheveux tombe sur la plaque de cuivre. Dans la seconde, la mèche a disparu, la plaque de cuivre aussi, et les bras ne sont plus dans la même position. La comparaison peut se poursuivre encore jusqu’à constater que la tête même du rêveur a changé de coiffure, voire de forme. (Stoichita, 2016: 212)

Que mudança ocorre, então, na “cabeça do sonhador”? Dans le premier dessin, elle n’était pas très éloignée de celle de l’autoportrait de Goya au lavis, datable de la même époque. La crinière tombante du frontispice est probablement à comprendre dans le contexte d’une accentuation du symbolisme léonin, [. . . ]. (Ibidem: 212-213)

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O monstruoso na literatura e outras artes  

Entre 20 de outubro de 2017 e 9 de fevereiro de 2018 realizou-se um Ciclo de Conferências, dedicado à temática da representação do monstruos...

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