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João Carlos Firmino Andrade de Carvalho

Cada um deles é o resultado de retalhos de diferentes animais conhecidos, dando origem a uma nova configuração imagética. A segunda descrição, a do “caquesseitão”, servirá até de modelo para um célebre artefacto artístico da iconografia e ourivesaria indo-portuguesa do século XVII, um aquamanil (recipiente para água) de prata, vendido em Paris, em 2013, num leilão da Sotheby’s por 150 mil euros (e noticiado por Joana Amaral Cardoso, no Público, em 26 de junho de 2013)10 . Esta peça rara é uma das únicas 7 existentes no mundo e foi deixada sair de Portugal, em 2012, pelo Instituto de Museus e Conservação. Existem 3 ou 4 peças ainda em coleções privadas portuguesas e uma outra faz parte do espólio do Musée National de la Renaissance (França).

Figura 2. Caquesseitão

Mas não é só em narrativas de viajantes que o monstruoso irrompe.

10 Joana Amaral Dias, “Caquesseitão vendido por 150 mil euros em Paris”, Público, 26-06-2013. Disponível em: https://www.publico.pt/2013/06/26/culturaipsilon/noticia/caque sseitao-vendido-por-150-mil-euros-em-paris-1598451#&gid=1&pid=1

www.clepul.eu

O monstruoso na literatura e outras artes  

Entre 20 de outubro de 2017 e 9 de fevereiro de 2018 realizou-se um Ciclo de Conferências, dedicado à temática da representação do monstruos...

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