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Novos Horizontes

CREA mira o futuro e fortalece o relacionamento com profissionais e estudantes POR FERNANDO BARROS

Com 80 anos de história, o CREA-BA tem procurado estar cada vez mais presente na vida dos profissionais da área tecnológica. Prova disso são as iniciativas voltadas para o incentivo à qualificação profissional e a aproximação com os estudantes e instituições de ensino. O programa CREA de Portas Abertas, que apresenta aos futuros profissionais o dia a dia da organização, é uma dessas alternativas viabilizadas pelo Conselho. Entre o ano passado e o início deste ano, 217 estudan-

tes de diferentes instituições foram recebidos pela inciativa. “Através do programa, estudantes podem conhecer melhor o Conselho, entender seu funcionamento, estrutura, papel, as ações de fiscalização e informações sobre registro profissional e implicações éticas a partir do contato direto com representantes dos setores de Fiscalização, Cadastro, Assessoria Técnica e Presidência”, explica o chefe de gabinete do CREA, Herbert Oliveira.

FOTOS JOÃO ALVAREZ/ DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

CREA investe na formação profissional de estudantes

EDIÇÃO: Aleile Moura PROJETO GRÁFICO/ DIAGRAMAÇÃO: Argolo S.D. [www.argolodesign.com.br] FOTOS: Claudio Heitor, João Alvarez e Gilson Pereira REVISÃO: Gabriela Ponce

Por dentro do CREAJr

Estudantes contam com projetos e programas específicos desenvolvidos pelo CREA

CONHECENDO A PROFISSÃO- Outra ação voltada para a integração e a aproximação com os estudantes é o CREAJr. Iniciado em 2009, o projeto sofreu alterações para contribuir melhor com a formação profissional. O novo programa será lançado ainda neste semestre e pretende auxiliar o entendimento da dinâmica do exercício da profissão, possibilitar o convívio com profissionais atuantes, através da participação em atividades nas inspetorias do CREA, além de contribuir na formação de novas lideranças e para o conhecimento sobre as atribuições, o exercício ético e as responsabilidades profissionais. “O programa foi reestruturado para aproximar ainda mais o Conselho dos futuros profissionais, através de uma pauta mínima de atividades em cada instituição de ensino, e traz novidades como o Banco de Estágios, que visa disponibilizar vagas em empresas e aproximá-los do mercado de trabalho”, informa Oliveira. A participação no programa é aberta a qualquer estudante de nível superior pleno, tecnológico e médio, regularmente matriculado nos cursos cadastrados no Conselho. Os interessados devem preencher a ficha de adesão disponível no site www.creaba.org.br. Para entender melhor como funciona o projeto, leia o box nesta página. Tendo participado como membro dirigente do CREAJr no período de 2010 a 2013, o técnico em Automação Industrial e estudante de Engenharia Elétrica, Flávio Castro, acredita que o projeto enriqueceu o seu aprendizado. “Participar do CREAJr me permitiu enxergar a realidade do exercício profissional e foi fundamental no meu processo de formação, já que pude conhecer os diversos aspectos da área tecnológica”, afirma. DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS- No atual cenário competitivo, uma formação diversificada através de cursos de atualização pode aumentar as oportuni-

dades no mercado de trabalho. Pensando nisso, o CREA implantou em junho de 2013 o seu Programa de Educação Continuada (PEC), com o objetivo de contribuir para a qualificação profissional através de workshops, cursos e palestras a preços abaixo dos praticados no mercado. Cobrindo uma diversidade de assuntos, há cursos que abordam desde preparatórios para provas de concursos públicos com cargos na área tecnológica a outros voltados para conhecimentos específicos e competências técnicas como gerenciamento de projetos, gestão de obras industriais, licenciamento ambiental, entre outros temas. As atividades podem ser presenciais ou à distância. O engenheiro civil Paulo Diego Prates participou de algumas atividades e avalia positivamente a iniciativa. “O PEC é um programa nota dez, pois garante reciclagem profissional e atualiza conhecimentos, com cursos pragmáticos, objetivos e com carga horária mais curta”, opina. Realizado em articulação com entidades de classe e instituições de ensino, o programa tem procurado atender às demandas de aperfeiçoamento das diferentes categorias profissionais vinculadas ao Conselho. Desde a sua implantação, já foram realizados 27 cursos e 08 palestras técnicas, atendendo, respectivamente, 423 e 555 pessoas. “Apesar das dificuldades na realização dos cursos, principalmente em relação aos ofertados no interior do Estado, no segundo semestre de 2013, tivemos um avanço muito grande se comparado aos números modestos de cursos realizados pelo CREA em anos anteriores”, avalia o chefe de gabinete. Segundo ele, a meta é promover, anualmente, 300 atividades, atingindo um público de 8.000 pessoas, entre profissionais e estudantes. Parcerias com a Escola Superior de Agricultura (ESALQ), a Escola Politécnica e o Instituto de Energia e Meio Ambiente da USP também estão entre os planos futuros do programa.

Estrutura organizacional: Membro corporativo (inscritos no programa) e membro dirigente (eleitos pelos membros) Vagas: 07 para dirigentes (dependendo do número de cursos disponíveis) Instâncias representativas: Comissão Acadêmica Regional – CAR (composta por todos os membros dirigentes eleitos ) e Comissão Acadêmica Estadual – CAE (reunião dos 6 membros dirigentes estaduais) Metas - Adesão de 5.000 membros corporativos e 100 membros dirigentes nas 6 regiões. - Realização de 300 palestras nas 6 regiões e 5 reuniões em cada CAR. - Realização de 3 reuniões da CAE.

Atuando nas redes Sintonizado com as novas tecnologias, o CREA está presente nas redes sociais por meio de uma fanpage no Facebook e uma conta no Twitter. Ampliando o relacionamento e a comunicação com seus públicos, o Conselho disponibiliza informações sobre ciência e tecnologia, vagas de empregos, estágios e concursos públicos, legislação profissional, projetos desenvolvidos e agenda de cursos. Os endereços são: www.facebook.com/CreaBa @CreaBahia

www.creaba.org.br


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Marco Amigo

presidente do CREA-BA e engenheiro mecânico

Há quase nove anos à frente da presidência do CREA-BA, o engenheiro mecânico Marco Amigo é o único presidente a conquistar três mandatos no comando da organização. Conhece bem as nuances administrativas da autarquia federal que possui um compromisso com 80 mil profissionais registrados. Nesses 80 anos de história na Bahia, várias conquistas foram

alcançadas: da evolução dos serviços às questões ligadas às cidades. Na atual gestão, o presidente encara o desafio de implantar projetos que impactem na qualidade de vida da população, principalmente a de baixa renda, com iniciativas como o Programa Sanear Mais Bahia e a implantação de escritórios de Engenharia Pública do Estado.

A TARDE- Quais os desafios assumidos para garantir uma gestão eficiente do Conselho no Estado?

profissionais capacitados. É importante que tenhamos competências trabalhando, em todos os níveis.

MARCO AMIGO- Organização e tecnologia são fundamentais para atuar em um Estado tão grande como a Bahia. Temos 26 inspetorias e uma sede em Salvador. Novas sedes foram entregues nos municípios de Camaçari, Lauro de Freitas e Cruz das Almas. Estamos finalizando a sede de Jequié, que será entregue em maio. Trabalhamos para modernizar os sistemas e os processos. Até o início do segundo semestre, vamos implantar diversas soluções, substituindo o atual banco de dados e alterando a interface com todos os usuários. Mais serviços poderão ser obtidos via internet, reduzindo a necessidade de ida ao Conselho ou à Inspetoria. A agilidade dos processos e o acesso às informações serão ampliados. A geração de novos dados possibilitará um maior conhecimento do meio em que estamos inseridos. Estamos investindo em call center integrado. O nosso propósito é otimizar e facilitar a comunicação com o Conselho e nos aproximar dos profissionais.

AT- Inserido nas discussões de grandes obras, o Conselho busca reforçar a importância das profissões da área tecnológica. Esse objetivo é atingido?

AT- A parcela de contribuição do CREA-BA extrapola as fronteiras do Estado. A implantação do Sistema Corporativo Integrado é um exemplo do comprometimento da Bahia com demandas nacionais. Como anda essa iniciativa? MA- Coordeno o GT responsável pela implantação do Sistema Corporativo Integrado, que melhorará a gestão eletrônica de dados e processos do Confea, CREAs e Mútua. A integração de dados é condição fundamental para a eficácia dos serviços que prestamos não apenas aos profissionais, mas a toda sociedade, e é também o melhor caminho para chegarmos à descentralização dos processos. Temos tecnologia para isso e ela precisa ser utilizada em escala nacional. O profissional deve ser bem atendido onde quer que esteja. E isso só será possível com sistemas corporativos. Nossa expectativa é de que já no próximo semestre sejam feitos os primeiros testes do sistema de unificação de processos e dados entre os CREAs, o Conselho Federal e a Mútua. AT- Quais os desafios da formação profissional no Brasil e de que maneira o CREA se insere nessa questão? MA- O desafio é conciliar teoria a prática voltada para a resolução das demandas do nosso tempo. Ensino e demanda social devem caminhar juntos em uma perspectiva de futuro. Embora as atribuições do CREA não possam se sobrepor às competências de outros órgãos, a exemplo do MEC e do Conselho Estadual de Educação e das próprias escolas, podemos contribuir com qualidade do ensino no país. Firmamos um termo de colaboração (Confea/MEC) para a elaboração de manifestação técnica nas áreas da Engenharia e Agronomia, sobre as condições da oferta dos cursos nessas áreas, pelas instituições de Ensino Supe-

rior. A proposta é que o Sistema Confea/ CREA e Mútua possa, a partir da análise dos projetos pedagógicos publicados pelo MEC, se manifestar também sobre os processos de autorização de novos cursos. A gestão também está priorizando a aproximação com a comunidade estudantil com a realização do Programa de Portas Abertas, Programa de Educação Continuada e o CREAJr, oportunidades que os alunos têm de conhecer o Conselho e as demandas específicas de cada área profissional. AT- A valorização do ensino técnico tem aumentado o contingente de profissionais de nível médio e de tecnólogos registrados nos CREAs. Como o senhor analisa esse movimento? MA- Sou a favor da isonomia de direitos entre todas as áreas vinculadas ao Sistema Confea/CREA e Mútua, independente da formação. Em muitos CREAs, o número de técnicos supera o de profissionais de nível superior e esse novo contexto precisa ser respeitado. É preciso considerar a importância dos técnicos e tecnólogos não apenas para o desenvolvimento do país, mas também como um contingente fundamental para a manutenção da capacidade operacional do sistema. As duas categorias precisam estar representadas na composição de nossas estruturas organizacionais, plenários, câmaras especializadas, comissões e grupos de trabalho. O momento é de somar esforços e não de dividir objetivos comuns, que é a valorização plena das profissões vinculadas ao setor tecnológico. AT- A qualidade da Engenharia vem sendo questionada, principalmente, em relação às obras estruturantes. Como o senhor avalia as críticas? MA- O Brasil é um país onde não se faz planejamento. Obras públicas, de impactos ou não, devem atender às necessidades urbanas e sociais. Vários fatores influem nesse processo: as obras devem ser tecnicamente assertivas; contratadas por processos licitatórios corretos; executadas conforme projeto e entregues no prazo estipulado. É uma cadeia de ações bem definidas. Isto é Engenharia. Boas soluções técnicas necessitam do aval de

MA- Discutir com a sociedade os problemas, ajudando-a a percebê-los em sua verdadeira dimensão, é papel de toda instituição pública. O Conselho está inserido neste contexto, participando das discussões em torno do destravamento das obras da Ferrovia Oeste-Leste por acreditar que o empreendimento, além de ampliar o mercado aos profissionais, também ajudará no escoamento da produção da Bahia. Também nos engajamos na sensibilização dos municípios em torno da implantação dos escritórios de Engenharia Pública, aceitamos recentemente participar da CPI da Telefonia para fiscalizar as operadoras e iniciamos a articulação visando à melhoria das rodovias federais do Estado. Buscamos garantir que a engenharia esteja presente em todos os projetos estruturantes do Estado. AT- Saneamento básico é garantia de qualidade de vida e está inserido no compromisso social do CREA-BA. Por quê?

CLAUDIO HEITOR/ DIVULGAÇÃO

POR NADJA PACHECO

Marco Amigo foi o único a comandar o CREA por três gestões

O Sindicato dos Engenheiros da Bahia presta suas homenagens ao Crea-BA pelos 80 anos de trabalho e dedicação aos profissionais de engenharia e agronomia e à toda sociedade. Como parceiros nessa jornada, continuaremos na luta pelo exercício da ética no trabalho, pelo salário mínimo profissional e pela valorização da categoria.

MA- Todas as atividades profissionais devem estar voltadas para o bem-estar das pessoas. Na nossa área não é diferente. O CREA trabalha no intuito de destacar a importância de engenheiros, agrônomos, técnicos e tecnólogos neste processo. Queremos contribuir para a fixação de bons técnicos em todo o interior do Estado e o projeto Sanear Mais Bahia, que tem como resultado final a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, é uma oportunidade ímpar, porque atenderá 50 municípios com baixo IDH, beneficiando quase 900 mil pessoas. Projetos como este representam uma mudança de paradigma. Não existe crescimento econômico sem a participação de bons profissionais. MA- Como o CREA participa do dia a dia da sociedade baiana? MA- Estamos na linha de frente das discussões que envolvem a cidade integrando fóruns, conselhos e outros colegiados, garantindo que o controle social prevaleça às decisões políticas. Desta forma, ampliamos nosso relacionamento com todas as esferas e entidades, gerando um ganho positivo também para a imagem do Conselho. O Fórum A cidade também é nossa, que integra mais de 30 entidades, é um exemplo de estímulo ao controle social. No grupo, assuntos relacionados ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) estão entre os assuntos debatidos. O reconhecimento a esse trabalho é a utilização de nossos laudos técnicos por órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, para embasar decisões que influenciam diretamente na vida da sociedade.

SENGE-BA, 76 anos de compromisso com a engenharia e com o Brasil


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POR NADJA PACHECO

1934 Na época em que palavras como telefone e técnico eram escritas “thelephonio” e “technico”, respectivamente, iniciaram-se as atividades do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Naquele ano, foi expedida a carteira profissional 001, em 14 de agosto de 1934. O documento foi solicitado pelo construtor civil João Chrisostomo Peixoto, que era licenciado precário, ou seja, não tinha formação profissional, mas foi beneficiado pelo Decreto Federal de 23.569 de dezembro de 1933 para exercer a profissão e obter a carteira do Conselho. Foi expedida também a primeira carteira de engenheiro civil para Eloywaldo Chagas de Oliveira, diplomado pela Escola Politécnica da Bahia. O Conselho funcionava na Rua Chile, em um prédio denominado Triunfo, próximo à atual sede da Prefeitura de Salvador. Com um incêndio ocorrido no local, a sede foi transferida para o Palácio Rio Branco e em seguida para o Edifício Matriz Catarino, 1º andar, ambos na Rua Chile.

Iniciou-se a relação das empresas com o CREA com a solicitação de registro por parte da Companhia Brasileira de Imobiliário e de Construções S/A, em 25 de janeiro de 1938. Os representantes do empreendimento, Carlos Costa Pinto Pinho e Frederico Espinheira de Sá, precisaram do documento para a atuação na área de Construção Civil. A empresa funcionava na Rua Chile, no Edifício Chile, 8º andar.

1985

A Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (Soea) começou a acontecer nos Estados. Criada com a proposta de reunir profissionais de todas as regiões para discutir temas ligados à realidade do Brasil e relacionados aos avanços tecnológicos, a I Soea foi realizada no Rio de Janeiro. Em 2000, a 57ª edição do evento aconteceu em Salvador e teve como tema: Desenvolvimento Tecnológico como Igualdade Social.

1953 Requerida a primeira carteira profissional para um técnico. O documento foi solicitado, com embasamento do Decreto-Lei nº 8620/46, pelo eletrotécnico Wilson José Fernandes, formado pela Escola Técnica de Eletromecânica da Bahia, em 31 de novembro.

O CREA esteve na vanguarda de obras que mudaram o espaço urbano da capital. Iniciou-se a construção de loteamentos, condomínios, residenciais, prédios e equipamentos como o Centro Administrativo da Bahia (1972); a Avenida Luís Viana Filho (1974), conhecida como Paralela; o Shopping Iguatemi (1975); o Polo Petroquímico de Camaçari (1978); entre outros.

As entidades representadas no Conselho e suas direções adotaram a consulta aos profissionais para a escolha do presidente. Deu-se, então, a primeira eleição direta para a presidência do CREA, com ampla consulta aos registrados na capital e no interior e intensa participação das entidades e profissionais na campanha eleitoral. O presidente Raimundo Leopoldo Frota Mont’Alverne (1985/1987) foi o primeiro eleito por votação direta.

O Conselho se despediu da Rua Chile e foi transferido para sua nova sede no Ogunjá, na gestão do arquiteto Affonso Baqueiro Rios (1928-2007). A frota do CREA também já era outra (a fiscalização começou a atuar com mobiletes e vespas) formada por veículos tipo Fiat Uno. O mobiliário e o maquinário foram substituídos por equipamentos novos.

AV. LUIZ VIANA FILHO

2002

POLO PETROQUÍMICO AV. VASCO DA GAMA

AV. OTÁVIO MANGABEIRA

EDF. MATRIZ CATARINO

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1 2. Rua Chile 3. Relógio de São Pedro 4. Praça Castro Alves 5. Antiga sede do Jornal A TARDE 6. Palácio Rio Branco

Implantação do programa CREA de Portas Abertas, que visa aproximar o Conselho dos estudantes da área tecnológica.

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Criação do programa Sanear Mais Bahia, que propõe assessoria a 50 municípios baianos com menos de 50 mil habitantes na elaboração dos seus Planos de Saneamento Básico. Reforço ao programa de Engenharia Pública, fechando convênios com prefeituras e órgãos. Início das atividades da FPI para locais com grande concentração de pessoas, juntamente com parceiros como o Ministério Público e as polícias Civil e Militar. Participação das discussões sobre projetos estruturantes do Estado.

Acompanhando a evolução da comunicação, o Conselho lançou a Revista CREA-BA, divulgada trimestralmente. A publicação passou por diversas reformulações e trouxe em suas edições assuntos diversos relacionados à área tecnológica, como construções irregulares, automação, acessibilidade, entre outros. A Assessoria de Comunicação, além da revista, dispõe de informativos internos e on-line, além do site e de contas nas redes sociais. Executa também campanhas publicitárias em todo e Estado. As primeiras ações da Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco começaram a acontecer nos municípios. O trabalho em parceria com 18 entidades das esferas federal e estadual compreende atividades de recomposição da mata ciliar, obras do sistema de esgotamento sanitário, recuperação de nascente, implantação do sistema de informação geográfica e práticas de gestão hídricas.

2007

2012 Início do Programa pioneiro de Educação Continuada (PEC) com a proposta de capacitação para 8 mil profissionais e estudante por ano.

1. Jardim da Piedade

Início dos trabalhos da Mútua Bahia – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA-BA.

SHOP. IGUATEMI

RUA CHILE

FOTOS ARQUIVO CREA

As discussões da cidade passaram a ser rotina no CREA. O Conselho denunciou a falta de manutenção e a precariedade da Estação da Lapa. Também apontou, por meio de laudo técnico, irregularidades no projeto de construção do Aeroclube Plaza Show, que motivou ações na Justiça. Identificou erros do projeto do Metrô, como a falta de discussão com a população e a ausência de equipamentos acessíveis. Acompanhou também a instalação da Ford na Bahia. O CREA implantou o provedor de Internet. O projeto, até então batizado de CREANET, nada mais era do que um link fixo com a antiga Telebahia, com velocidade de 128 kb, e disponibilizou aos profissionais o serviço de ART eletrônica. O programa foi considerado o mais completo e moderno do Brasil.

2000

AV. OTÁVIO MANGABEIRA

FOTOS CLAUDIO HEITOR/ DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

NU ADENILSON ÃO LGAÇ DIVU R/ EITO DIO H

1938

1994

MILA CORDEIRO/ AG. A TARDE

fatos

1940

1999

DIVULGAÇÃO

em

NES/ AGECOM

80 anos

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Criado em 23 de abril de 1934, com sede em Salvador, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, que na época acolhia os arquitetos, nascia com a responsabilidade de acompanhar as demandas de três Estados: Bahia, Alagoas e Sergipe. São oito décadas de dedicação à valorização profissional e em favor das demandas sociais. A autarquia federal esteve sempre nos bastidores das grandes transformações urbanísticas de Salvador, acompanhando a evolução das construções influenciadas pela arquitetura europeia na década de 1930, nas construções do Comércio e no Jardim da Piedade e o surgimento de grandes avenidas como a Otávio Mangabeira, a Vasco da Gama e a Suburbana, entre as décadas de 1950 e 1970. Confira a trajetória do CREA ao longo dos seus 80 anos de atividade.

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ESTAÇÃO DA LAPA

1960/ 1980

FOTOS CLAUDIO HEITOR/ DIVULGAÇÃO

SALVADOR, BAHIA, QUARTA-FEIRA, 23/04/14

CAB

2011 Iniciadas as atividades do Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, onde o CREA assumiu a secretaria executiva. Foi instituído o Colégio de Entidades Regionais e realizado o I Diálogo com candidatos à Prefeitura de Salvador e de cidades do interior do Estado.

Foi instalada a votação eletrônica. Os arquitetos saíram do Sistema Confea/CREA e Mútua e criaram o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), por meio da Lei Federal 12.378/2011. Com a alteração, o CREA passa a se chamar Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia.

Implantado com a proposta de dar voz à sociedade, o Fórum A Cidade Também é Nossa encarou questões como o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e a Lei Orgânica do Uso e Ocupação do Solo (Louos), reforçando o compromisso social do conselho.


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CREA fortalece interiorização com inauguração de novas sedes POR CAROL AQUINO

No último ano, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-BA) inaugurou três novas sedes de inspetorias. Camaçari, Lauro de Freitas e Cruz das Almas ganharam instalações mais modernas e confortáveis para o profissional e funcionários. Ao todo, as requalificações beneficiaram cerca de nove mil profissionais, mais de 1,5 mil empresas em mais de 30 localidades, entre municípios e distritos. O superintendente do CREA-BA, José Valentin, aponta que as inaugurações não param por aí. “Em maio, inauguraremos a sede própria de Jequié e estamos realizando estudos para a construção da nova inspetoria de Paulo Afonso”. Ele salienta que a meta é melhorar cada vez mais o atendimento ao profissional. “Dentro da nossa realidade, queremos oferecer o melhor serviço possível. É a nossa forma de dar uma contrapartida”.

CURSOS

PONTOS ESTRATÉGICOS- Importante polo industrial da Bahia e que se destaca em relação ao desenvolvimento tecnológico, Camaçari é um município estratégico na atuação do Conselho. As novas instalações vão facilitar o atendimento e melhorar as condições de trabalho dos funcionários do Conselho. O prefeito de Camaçari, Ademar Delgado (PT), agradeceu ao CREA pelo investimento no município e colocou à disposição da instituição a estrutura da Prefeitura. “Esperamos o apoio do CREA no sentido de melhorar a qualidade das edificações e, acima de tudo, cumprir com a legislação, pois não podemos permitir que a cidade cresça desordenadamente”, observa. Cruz das Almas se destaca pelo desenvolvimento na área agronômica e, por isso, abriga a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e uma

das sedes da Embrapa. “A cidade já teve uma inspetoria própria e o novo escritório vem resgatar essa relação direta com a cidade e a região que apresentam intenso desenvolvimento”, sinaliza o presidente do CREA, Marco Amigo, destacando que a interiorização é uma necessidade devido às dimensões do Estado. O inspetor de Cruz das Almas, Luiz Carlos Mendes Santos, lembrou que o Conselho não tem apenas o papel de fiscalizador e arrecadador, mas também de “promover o crescimento da cidade e participar diretamente do desenvolvimento tecnológico da região”. A inauguração da nova inspetoria de Lauro de Freitas representou para o Conselho mais um passo rumo à descentralização de serviços. Amigo destacou que o objetivo do CREA é estar cada vez mais próximo da sociedade, contribuindo para que direitos fundamentais sejam atendidos e para auxiliar a população naquilo que ela necessita na área tecnológica. Filho do ex-presidente do CREA Walter Gordilho, Carlos Von Beckerath Gordilho ficou satisfeito com a localização da inspetoria de Lauro de Freitas, principalmente com o monitoramento de câmeras 24 horas. “O espaço tem um perfil empresarial com salas para reunião e lojas voltadas para atender às necessidades dos empresários da região”, acrescenta. ABRANGÊNCIA- O CREA-BA está presente em todos os 417 municípios do Estado através de suas 26 inspetorias. Segundo Marco Amigo, a meta da sua gestão é fazer com que o maior número possível entre todas essas unidades sejam requalificadas de acordo com os padrões de acessibilidade e adequação das instalações.

Salvador 71 3368.8300 | Alagoinhas 75 3422.8900

www.unirb.edu.br

E mais 46 cursos

ARQUIVO CREA

Requalificações visam prestar um melhor atendimento ao profissional

“Esperamos o apoio do CREA no sentido de melhorar a qualidade das edificações e, acima de tudo, cumprir com a legislação, pois não podemos permitir que a cidade cresça desordenadamente” Ademar Delgado (PT), prefeito de Camaçari


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Compromisso social

FOTOS ARQUIVO CREA

POR FERNANDO BARROS

CREA aposta em projetos que beneficiam a sociedade Engenharia Pública, direito à cidade, acessibilidade, mobilidade urbana, saneamento básico e proteção do meio ambiente estão na ordem do dia do CREA-BA. Através de ações, projetos e parcerias, o Conselho tem demonstrado seu compromisso social. Um exemplo disso é o envolvimento no fórum A cidade também é nossa. Formado por mais 36 entidades, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Regional

de Medicina da Bahia (Cremeb), o colegiado busca garantir a participação da sociedade nos assuntos relacionados à cidade. Secretário executivo do fórum, o analista técnico do CREA, Giesi Nascimento, avalia que o trabalho do grupo é uma tentativa de assegurar o controle social. “Estamos sempre atentos ao que está ocorrendo na cidade para poder contribuir e promover uma reflexão sobre temas diversos”, afirma.

CONTROLE SOCIAL- Coordenado pelo CREA até 2013, o fórum teve atuação ativa na luta contra a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Lous) e Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU). O assessor parlamentar do Conselho, Genivaldo Barbosa, acredita que este trabalho é reflexo do esforço coletivo. “Nossas conquistas mostram a força da sociedade quando ela pensa e se junta para alcançar um objetivo comum”, avalia. O colegiado passou a ser coordenado no início deste ano pelo Movimento Vozes de Salvador. Representante da entidade, o antropólogo Ordep Serra conta que os principais desafios em 2014 são a instalação do Conselho da Cidade e a definição de uma política ambiental para a Bahia. “Pretendemos também discutir com os candidatos planos de governo e apresentar-lhes as propostas da sociedade civil organizada”, acrescenta.

HABITAÇÃO- Garantir assistência técnica gratuita em comunidades carentes através da implantação de escritórios de Engenharia Pública é outra bandeira levantada pelo CREA. Para tanto, o Conselho tem atuado, através do seu GT de Assistência Técnica Pública, na sensibilização dos gestores municipais quanto à importância dos escritórios para diminuir o número de construções irregulares. Só na capital, um levantamento realizado pelo Conselho indica uma média de 70% de imóveis construídos sem o acompanhamento de um profissional habilitado. O chefe de gabinete do CREA, Herbert Oliveira, acredita que a integração entre o Conselho, as instituições de ensino e as prefeituras é essencial para enfrentar o problema, e conta que o grupo tem atuado a fim de conseguir o compromisso dos gestores. “Como fruto desse trabalho, já conseguimos avançar bastante na articulação para firmar convênios para a estruturação de escritórios públicos em municípios como Barreiras e Salvador. Na capital, inclusive, o convênio encontra-se em fase final de aprovação da minuta para assinatura”, declara. Coordenador do GT, o diretor da Escola Politécnica da UFBA, Luís Edmundo Campos, afirma que entre as expectativas do grupo, em 2014, está a formulação de um projeto-piloto em parceria com a Prefeitura de Salvador. “O projeto levará em conta as demandas da sociedade, atuando inicialmente a partir das denúncias de obras irregulares recebidas pela Prefeitura”, explica. Membro convidado do GT do Conselho, o analista técnico da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), Paollo Pelegrino, ressalta a im-

IGUALDADE- O direito de ir e vir de pessoas com deficiência ou capacidade de locomoção reduzida também faz parte da agenda do CREA. O Grupo de Trabalho de Acessibilidade, Mobilidade Urbana e Cidadania, coordenado atualmente pelo conselheiro Antônio Arêas, funciona desde 2005 desenvolvendo ações de fiscalização, vistoria em espaços públicos, seminários voltados à promoção da acessibilidade e atuando junto aos órgãos competentes para reduzir o problema na Bahia. “Desenvolvemos um trabalho de conscientização buscando despertar a atenção dos dirigentes públicos em relação à melhoria da acessibilidade e da mobilidade urbana”, pontua Arêas.

Defesa da Engenharia Pública marca atuação do CREA

portância do projeto: “A ideia inicial é aplicá-lo nas prefeituras-bairro. Nosso objetivo é que as pessoas construam de forma segura”. PROTEÇÃO- A responsabilidade social do CREA inclui as chamadas Fiscalizações Preventivas Integradas (FPIs). A FPI do Rio São Francisco se destaca nesta trajetória. Realizada há doze anos, reúne o CREA, o Ministério Público e outras organizações que atuam em defesa do meio ambiente e da sociedade. Percorrendo os municípios que compõem a bacia do rio, a finalidade é proteger a população contra situações de risco e impedir a destruição ambiental. A ação já se tornou referência para outros Estados como Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Coordenadora de Defesa do Núcleo do São Francisco do MP, a promotora de justiça Luciana Khoury destaca o trabalho do Conselho nas ações de fiscalização. “Essa participação tem promovido grandes ganhos para toda a sociedade. Com a efetiva presença do profissional habilitado não há dúvidas de que as atividades passam a ter outra qualidade em relação à proteção ambiental. Com essas ações, o CREA fica muito mais próximo da comunidade e tem tido um papel importante para a regularização das atividades”, avalia. Outro destaque é a FPI para locais com grande concentração de pessoas. Sugerida pelo Conselho após o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), seu objetivo é identificar possíveis irregularidades em casas de shows, shoppings, teatros e bares. A ação conta com a participação do MP, da Secretaria de Segurança Pública (através do Corpo de Bombeiros, Departamento de Polícia Técnica, Polícia Civil e Polícia Militar), da Sucom e da Vigilância Sanitária.

CREA investe na luta por acessibilidade e mobilidade urbana

Direito à cidade é uma das bandeiras levantadas pelo CREA

70% é o número de construções irregulares, somente em Salvador

Ex-presidentes Eng. Civil Alfredo Nogueira Passos

1938 - 1940

1946-1957

Eng. Civil Nelson de Oliveira

Eng. Civil José Nunes de Matos Filho

1961-1963

1967/1972

Eng. Agrônomo Renato de Pinho Pereira

FOTOS ARQUIVO CREA

1934 - 1937

1940-1942 Eng. Civil Joaquim dos Santos Pereira

1976-1977 Eng. Civil Archimedes de Siqueira Gonçalves Eng. Civil José Americano da Costa

1943-1945 Eng. Civil Archimedes Pereira Guimarães

1958-1960 Eng. Civil José Moreira Caldas

1964-1966 Eng. Civil Alexandre Maia Filho

1973-1975 Eng. Civil/Arq. Walter Veloso Gordilho


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Sanear Mais Bahia aproxima Engenharia dos municípios POR CAROL AQUINO

URGÊNCIA- Um dos selecionados pelo convênio, o prefeito de Valente, Ismael Ferreira, revela que as obras de saneamento são urgentes na cidade. “Há comunidades carentes que estão com esgoto

a céu aberto, além de o abastecimento de água ainda não ser em volume suficiente”, aponta. Para ele, o convênio veio em uma hora decisiva. “Nós tínhamos muitas ideias para a elaboração do Plano, mas não tínhamos como realizá-las com recursos próprios”. No município de Ubaíra, a elaboração do Plano e o consequente acesso às verbas para obras de saneamento serão fundamentais para melhorar as condições de Saúde. “Nosso Índice Firjan de Desenvolvimento (2010) na área da Saúde é de 0.66, o que o coloca em posição regular. Este fato reflete as condições da ausência de obras de saneamento básico, principalmente nas regiões periféricas e área rural. O centro da cidade recebe no rio que corta o município dejetos que acabam poluindo e transmitindo doenças aos munícipes”, informa Ana Rita Matos, do setor de Projetos e Convênios da Prefeitura. Na Bahia, em 2013, 27.809 pessoas foram internadas por causa de infecções gastrointestinais de origem presumível, ou seja, a popular diarreia. Do total, 8.704 eram crianças de 0 a 5 anos. As internações por diarreia no ano passado na Bahia custaram R$ 9,5 milhões, segundo informações do DATASUS.

UNIVERSALIZAÇÃO- O presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Abelardo de Oliveira Filho, parabenizou a Funasa e o CREA por aceitarem esse desafio. A empresa estabeleceu como meta universalizar os serviços de água e esgoto até o ano de 2030 e a realização dos PMSB é importante para alcançar este objetivo. “A existência do PMSB é condição sine qua non para a assinatura dos nossos Contratos de Programa, que estabelecem a prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Além disso, esses documentos facilitam o nosso planejamento nas áreas de projetos, obras e mobilização social, promovendo a racionalidade na busca de recursos para a implementação da infraestrutura necessária para a universalização dos serviços”, acrescenta Abelardo Oliveira. A Bahia, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do ano de 2012, tem 82,8% das residências beneficiadas com o abastecimento de água; 49,9% têm acesso à rede coletora de esgoto; e 88,8% dos domicílios pesquisados eram atingidos pela coleta de lixo. Ou seja, o Estado ainda tem muito o que avançar até alcançar a universalização.

1985-1987

CREA e Funasa juntos para mudar a realidade do saneamento da Bahia

Esgotos a céu aberto prejudicam municípios

Números do Sanear Mais Bahia Área abrangida: 43.000 km² Valor do projeto: R$ 6.892.703,59 Profissionais da área de Saneamento: 7.810 Municípios beneficiados: 50

População beneficiada: 866.728 mil pessoas

2006-2011

1994-1999

Ex-presidentes

2000-2005

1977-1978

Fonte: IBGE e CREA-BA

CINDI RIOS/ DIVULGAÇÃO

METAS- O Programa Sanear Mais Bahia beneficia 50 municípios com população de até 50 mil habitantes, escolhidos por meio de seleção pública. Equipes do CREA-BA irão até os municípios prestar capacitação e assessoramento técnico. “A expectativa é contribuir para a melhoria da qualidade de vida no Estado. A iniciativa é a oportunidade que temos para garantir que a engenharia, na sua maior expressão, seja alcançada pelos baianos”, revela o presidente do Conselho, Marco Amigo. Glenda Barbosa de Melo, superintendente da Funasa na Bahia, revela que desde 2009 a Fundação distribui recursos para a elaboração dos Planos, mas devido à falta de sucesso da iniciativa, em 2012, o órgão decidiu que só iria repassar recursos para municípios que firmassem convênios com entidades sem fins lucrativos para auxiliar nesse processo. Na Bahia, das 33 prefeituras conveniadas em 2009, apenas uma havia entregado o Plano. Desse universo, três desistiram do convênio.

elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), o Governo Federal o adiou para 31 de dezembro de 2015. Visando contribuir para o cumprimento da regra, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-BA) firmou um Termo de cooperação com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em que as instituições se comprometem em apoiar tecnicamente os municípios baianos na elaboração de seus Planos de Saneamento Básico.

JOÃO ALVAREZ/ DIVULGAÇÃO

A partir de 31 de dezembro de 2015, os municípios brasileiros só poderão receber verbas federais para saneamento após a elaboração de seus Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). A determinação consta na Lei 11.445/07, marco regulatório do setor que estabeleceu as diretrizes para a Política Nacional de Saneamento Básico. O prazo inicial para que a regra entrasse em vigor era 31 de dezembro deste ano, mas devido às dificuldades dos municípios com a

ARQUIVO CREA

Programa prevê elaboração de PMSB, fundamentais para o acesso às verbas federais

1988-1993

FOTOS ARQUIVO CREA

1979-1981

1982/1984

Eng. Agrônomo Sérgio Nobre de Andrade “O Conselho representa a garantia de valorização para o exercício digno e competente da profissão de engenheiro, movido por ideais, princípios éticos e pela busca por inovações”.

Geólogo Antônio Carlos Batista Pereira

Eng. Mecânico José Hamilton da Silva Bastos

“Tenho orgulho de ter sido o primeiro presidente eleito de forma ampla no país. Esta atitude provocou a intensificação do importante papel do CREA-BA como entidade fiscalizadora do exercício profissional do engenheiro e, principalmente, na busca por serviços de engenharia que se ‘caracterizem por realizações de interesse social e humano’, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática, justa e com igualdade de oportunidades. Hoje, vemos a imagem do CREA-BA não como uma entidade meramente cartorial e arrecadadora, mas com papel importante e respeitado, na construção da sociedade que desejamos”.

Eng. Agrônomo Raimundo Leopoldo Frota Mont’Alverne

Arquiteto Affonso Baqueiro Rios

“O CREA é para mim uma instituição que tem o dever de defender a sociedade e não uma corporação em defesa de interesses de grupos. É uma oportunidade dos profissionais entenderem que a sua formação tem uma função social muito maior que a vontade isolada de ocupar postos de trabalho melhores e ganhar dinheiro. Os profissionais que servem ao CREA não podem nunca se deixar vencer pela vaidade e notoriedade, e permanecer sempre a serviço do bem maior da sociedade”.

Eng. Químico Jair Franco Lima Gomes

Eng. Mecânico Marco Antonio Amigo

“O CREA representa para minha vida muito mais de que um Conselho voltado para fiscalizar o exercício e a atividade profissional da área tecnológica. Representa um espaço de valorização cidadã e de identificação real da nossa importância para a sociedade, nesse diálogo permanente e parceiro que, nós atores do processo de desenvolvimento, buscamos contribuir para um mundo mais humano e ambientalmente equilibrado. Vivi uma experiência extremamente rica quando presidente e só tenho a agradecer a todos que fazem parte do nosso Conselho. Parabéns, CREA!”.

Eng. Agrônomo Jonas Dantas dos Santos


Opinião

9

“É difícil imaginar a estrutura de uma cidade sem a participação de um engenheiro. A produção de alimentos, sem o conhecimento de um engenheiro agrônomo. A Engenharia está presente 24 horas na vida das pessoas. Seja no campo ou na cidade. Para isso, o CREA, símbolo de idoneidade, força e empreendedorismo, tem papel preponderante para nortear, fiscalizar e fortalecer uma das principais profissões do Brasil. O Conselho, ao longo dos seus 80 anos, tem dado contribuições fundamentais nesse sentido em nosso Estado. Sem abrir mão de sua missão, fiscaliza o exercício ilegal das profissões, impede que os serviços de Engenharia sejam executados por leigos, protege, desta forma, a vida da nossa população e fortalece a imagem dos profissionais de Engenharia”. Deputado Marcelino Galo, engenheiro agrônomo “A Engenharia está no DNA da Braskem. A nossa história foi construída com a competência e dedicação das centenas de engenheiros, nas mais diversas especialidades, que atuam em nossas 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Reconhecemos a importância do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia - CREA-BA, que por 80 anos vem contribuindo para o processo de valorização do exercício ético da profissão, sendo, notadamente, uma das instituições mais atuantes e respeitadas no nosso Estado”. Ana Carolina Viana, diretora da Braskem

“Importante instituição parceira do Ministério Público do Estado da Bahia, o CREA-BA não restringe a sua atuação apenas à fiscalização, orientação e valorização dos profissionais da área, mas busca direcionar suas ações também em defesa da sociedade. Prova disso é a sua participação, juntamente com outros órgãos de defesa do consumidor e o Ministério Público, da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), em fiscalizações de eventos e de estádios, bem como em outras ações técnicas. O CREA-BA oferece importante suporte à nossa atuação e o principal beneficiário dessa parceria é o cidadão baiano.” Roberto Gomes, promotor de Justiça ‘‘O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) homenageia o CREA-BA pela celebração dos seus 80 anos. Desde a instituição da 3ª Região, pela Resolução nº 002, de 23 de abril de 1934, instalada em Salvador, o CREA Bahia se destaca pelo trabalho em prol da valorização profissional, da defesa da ética e dos interesses sociais e humanos das profissões da área tecnológica’’. José Tadeu da Silva, presidente do Confea “Parabenizo o CREA pelos 80 anos, com uma história pautada pela ética e legalidade, atuando sempre para a segurança e a modernização na realização de obras e serviços da

área. São oito décadas dedicadas à valorização dos profissionais e, ao mesmo tempo, à garantia da tranquilidade para a sociedade baiana, que reconhece a importância do Conselho na realização de atividades que têm relação direta com nosso dia a dia e que facilitam, em grande parte, o nosso desenvolvimento”. Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador “O CREA vem estabelecendo um vínculo importante de aproximação com os estudantes, apresentando a dinâmica do sistema, mostrando o seu compromisso com o social. Parabenizo o CREA pelos 80 anos de atuação na fiscalização do exercício profissional e na garantia de segurança para a sociedade”. Diego Dias, presidente do CREAJr “O CREA é fundamental porque regulamenta as profissões da área da Engenharia que impactam no dia a dia e na vida das pessoas. Além da regulamentação profissional, o Conselho é importante na relação com a sociedade e tem sido protagonista nas discussões que antes não existiam sobre assuntos como o PDDU, a Louos, desenvolvimento urbano, acessibilidade, o uso de agrotóxicos na agricultura, entre outros”. Ubiratan Félix, presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia


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80 anos crea  

Claudio Heitor