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PO E M A S M Í N I M O S (peq u e n o s poe m a s , versos avuls os, algu m a s experi m e n t a ç õ e s e m u i t a s clau d i c â n c i as)

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PO E M A S M Í N I M O S (peq u e n o s poe m a s , versos avuls os, algu m a s experi m e n t a ç õ e s e m u i t a s clau d i c â n c i as) 1ª edição 2012

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© 2012 by (CC) Carlos, Cláudio B. Capa: Cínthia Casagrande www.cinthiacasagrande.blogspot.com Projeto gráfico: Literatura Independentchê! Bureau Editorial Dados para Catalogação (CC) Carlos, Cláudio B. Poemas Mínimos (pequenos poemas, versos avulsos, algumas experimentações e muitas claudicâncias) Belo Horizonte, MG. Literatura Independentchê! (2012). 166p. Literatura brasileira – Poesias. Os direitos autorais da presente obra estão liberados para sua difusão, desde que sem fins comerciais e se citada a fonte.

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PO E M A S M Í N I M O S (peq u e n o s poe m a s , versos avuls os, algu m a s experi m e n t a ç õ e s e m u i t a s clau d i c â n c i as)

Clá u d i o B. Carl os (CC)

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E U

ra ma vez...

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PARAÍSO ou INFERNO

depende de quem vem nos receber à porta

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É o ó! 8


miolo de pão é

9

ã


? 10


Ah! a animosidade da animalidade

11


Ser達o campesinas as m達os que servem nos bares?

12


Amoraflorador 13


Tomei da pena para escrever: Ela ĂŠ de

morte.

14


O tempo urge e a vida ruge carmim.

15


Divino ĂŠ ser todo homem e toda mulher.

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Pรกra-choques e pรกra-quedas : amor-tecedor

17


dedos mĂŁos prĂŠdios corpos

em em em em

18

riste pala chamas queda


Amar

s贸 S贸 amar S贸? 19


O tempo 茅 um albatroz em pleno v么o

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Obrigado Por nada A tudo

Obrigado A tudo Por nada

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Fazer poesia para viver...

De quĂŞ? 22


Vez em quando surpreendo meu corpo pensando em ti...

23


HOMEM: Criação DIVINA ou DEUS: Criação HUMANA?

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K d? 25


Tua presença me perturba

mas não tanto

quanto tua ausência 26


Reviver é viver em marcha à ré.

27


A luta perde o sentido quando se transforma em

luto

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C

MORTE VOLTO MORTO TERRA E N T R ENTRO TORTO TENTO TANTO

29

O


Gostar ĂŠ enrijecer-se aos toques (e ponto final)

30


Se for pra beijar o diabo

, que seja de lĂ­ngua! 31


LOUCO? 32


QUEM? 33


o amanhã do amanhã é depois de amanhã

de amanhã é depois do amanhã o amanhã

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SĂŞ mente germina!

35


O q a? 36


PÉ-DE-MOLEQUE PÉ-DE-VENTO

37


Se sexo fosse coisa séria não acabava sempre em gozação...

38


Serรก o Benedito?

39


O tempo PAIssa Nem sempre Mテウso

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Comigo não tem meio-termo e no amor é bom mesmo não tê-lo: Lábio é beiço e grelo é grelo

41


Dou passos que ninguÊm acompanha tropeços que todos notam

42


DONCOVENHO?

43


PRONCOVÔ? 44


P

A

I

X

Ã

– Pássaro de asas cortadas –

45

O


E se a HIPOCRISIA matasse?

46


: 47


nado... 48


nada. 49


ATÉ QUANDO? 50


n達o era pra ser...

51


Sem ela

. Na casa

, 52

pra que janela

?


AesperaĂŠdolorosasĂĄbiasanta

53


AdolorosaesperaĂŠsanta,sabia?

54


Q q é? 55


que nome se dรก a um arado rasgando a carne?

56


Enquanto isso... A morte varre as calรงadas fazendo seu trottoir

57


NĂŁo existe lucidez quando as lĂ­nguas l o u c a s passeiam s o l t a s

58


A borboleta azul tatuada no seio dela bateu asas pelo cĂŠu da minha boca

59


Nossas lĂ­nguas se encontram: Duelo de serpentes.

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SER POETA Minha teimosia de cismar SOZINHO

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K d o $? 62


AS RUSSAS: a salada a montanha a roleta a situação...

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SENTIDO FIGURADO: dentro de cada cigarro uma bomba e se dentro de cada bomba um cigarro?

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DUPLO SENTIDO: aviões lançando cigarros soldados fumando bombas...

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JACULATÓRIA E JACULATÓRIA E JACULATÓRIA E JACULATÓRIA E JACULATÓRIA...

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azul amarelo vermelho preto branco verde marrom cinza laranja roxo

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DIAGNÓSTICO PROGNÓSTICO EXEGESE HERMENÊUTICA AGNÓSTICO

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VAGUEIO corpo de vagão vago a tristeza é minha

P A S S A G E I R A

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DÍ VIDA DÚ

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te encontrei:

fiat lux

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QUANDO?

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o tempo passa

nada passa

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PROJETO PROTEJO

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SUBIR ou DESCER

Depende em que ponta da escada a gente estรก

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Q q a? 80


Zeppelin num cĂŠu de Copacabana tua vida na minha

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Poesia

peripatĂŠtica em mim

82


nossos dias são um terço de erros o resto são noites escuras...

83


Corrente Torrente Recorrente

84


O HOMEM s贸 mente porque PENSA

85


chuvas e trovoadas no decorrer do perĂ­odo

O

N

D

meu sol de verĂŁo?

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E


A ETERNIDADE empoeirada: flores de plรกstico

num vaso SOBRE

A MESA...

87


paciĂŞncia de boi ruminando silente na invernada

atĂŠ quando terei o couro marcado?

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PASSADO / FUTURO PERDIDO / INTANGÍVEL

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O GRANDE PESAR DA VIDA É QUE NELA TUDO HÁ DE SE PESAR

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PALAVRO EU PALAVRO TU PALAVRAS ELE PALAVRA

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E A NOITE VEIO TRAZENDO AS SOMBRAS PRA DENTRO DOS QUINTAIS

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LEVANTEI

chinelo velho COM O MESMO PÉ TORTO DE SEMPRE calcei o

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É PRECISO SISO

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MINHA FÉ TALVEZ NÃO TENHA

O PODER DE ME CURAR... 95


OSA

P E I

VIVE na PEDRA MORA na FILOSOFIA

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CHEGASTE ENCHENDO A CASA DE PROSA

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SAÍSTE ESVAZIANDO-ME ATÉ MESMO DE MINHA POESIA

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deus me livre deus-me livro

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o farfalhar do PAPEL o tilintar do METAL O DEVOTADO AMOR Tテ,TIL o mero MATERIAL

100


EM CADA BOCA o

perigo 101

de uma palavra


PARTIDA ou CHEGADA

depende de que lado da porta a gente estรก

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sh er

umano:

equilĂ­brio que me falta

103


FiM dE tArDe Andorinhas fazem evoluções num céu de verão

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Viver s贸 n茫o com sigo

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X么 Ema! P么 Ema!

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consumir ĂŠ sumir com

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marimenso

maraberto

maradentro

marintenso

mareterno

108


Blá blá blá blá blá blá blá blá blá

109


ZzZzZzZzZzZZzZzZzZzZzZZzZzZ

110


urdir arder 111


O mel do melhor

112


Nem um pio do pior

113


vocĂŞ s u a v e mente 114


Pra dormir em paz : Olhos bem abertos

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Love byte Tanto fax O modem O que importa É a conexão

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AR-TE! 117


A poesia ĂŠ o placebo dos meus dias...

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SEMANA SEM ANA

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Teu nome se desmancha em minha boca como um poema de algod達o-doce

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Poesia! Ali, 贸! Onde?

J谩 passou.

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vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte morte 122


NO MEIO DO CAMINHO

Tinha um fdp. 123


N贸 de cachorro 茅 foda.

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igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual diferente igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual igual

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Se ĂŠ pra frente que a roda gira que gire atĂŠ gastar...

129


Serรก que eu falo grego?

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Quanto pesa um ponto final?

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Quanto vale o show? 132


Eu sou

o alvo?

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E s p e r 135


a n รง a 136


K d o c? 137


vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida 138


veloz cidade

139


Quem estรก com a razรฃo?

140


Maria

e mar vinha 141


Tudo pode ser mas nem tudo ĂŠ

(POESIA) 142


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feroz cidade

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! 145


Será o pé do cabrito?

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V a i 贸! 147


livro livra-me

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É o q a! 149


( ) s e g r e d o

150


feliz

?

cidade

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A é? 152


atroz cidade 153


Preciso achar

154


tem um navio atracado em mim...

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POESIA ĂŠ um ovo frito com a gema mole

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NO FIM DO CASARIO TEM O RIO

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Viver ĂŠ interpretar...

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para os desafetos: “”

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para os amores: ()

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Para ser o melhor + + + + + ĂŠ preciso morrer 161


Para ser santo basta . . . . estar morto 162


D E U S

evo sperar ma

aĂ­da?

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Cláudio B. Carlos (CC) é poeta e prosador, nascido em 22 de janeiro de 1971, em São Sepé, RS. Desde 2005 publica na internet (www.balaiodeletras.blogspot.com). Em 2010 criou O Bodoque – Grupo de Escritores.

Publica experimentos poéticos em áudio e vídeo nos seguintes endereços: www.balaiodeletras2.blogspot.com www.baudemelodias.blogspot.com http://soundcloud.com/claudiobcarlos

Tem poemas e narrativas publicados em diversos sites, revistas e jornais.

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http://literaturaindependentche.blogspot.com

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POEMAS MÍNIMOS  

pequenos poemas e versos avulsos - Cláudio B. Carlos

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