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Liberdade Vigiada

& outros pequenos poemas que gritam...

2ª edição

Cláudio B. Carlos (CC)


Liberdade Vigiada & outros pequenos poemas que gritam...

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© 2008 by (CC) Carlos, Cláudio B. Projeto gráfico, imagem da capa e fotografia do autor: Cínthia Casagrande (www.flickr.com/photos/cinthiacasagrande)

Dados para Catalogação ____________________________________________________ (CC) Carlos, Cláudio B. Liberdade Vigiada & outros pequenos poemas que gritam... 2ª ed. São Marcos, RS. feito em casa, 2008. 64p. Literatura brasileira – Poesias. Edição do autor ____________________________________________________ ® direitos reservados Os direitos autorais da presente obra estão liberados para sua difusão, desde que sem fins comerciais e se citada a fonte. www.balaiodeletras.blogspot.com

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Liberdade Vigiada & outros pequenos poemas que gritam...

2ª edição 2008

Cláudio B. Carlos (CC) 4


SOU PRISIONEIRO QUE LIBERTO TEM MEDO DE TUDO O QUE NÃO É DELIMITADO

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BREVES ANGÚSTIAS BREVES SORRISOS VIDA BREVE

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PRA MINHA FOME A ETIQUETA DE TEU PRATO RASO COM PORÇÕES MINIMALISTAS

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O A

CARMA CALMA

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SOBRE O Q C V

quem menos sabe mais sobe

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COMPOR RECOMPOR DECOMPOR

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Ser poeta ĂŠ um compromisso. Mas com quem foi mesmo que eu assumi esta *-!/#*+ ?

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VIVEMOS de esperança – este fruto verdinho que nunca amadurece –

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O FUMO REVELA E O MEL NA PONTA DOS DEDOS ACUSA

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A VIDA ME DITA REGRAS QUE EU Nテグ SEI SEGUIR ACHO QUE Nテグ NASCI PRA VIVER

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NÃO SE PODE ARRANHAR O CÉU SEM SE PROVOCAR CHUVA...

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ALMA DO AVESSO pode ser LAMA

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ENTRE O POEMA E O POÉTICO: entrelinha

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DESMEREÇO MEREÇO ESMOREÇO

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BUSCO SER RETO MAS UMA PAISAGEM SEM CURVAS É TÃO MONÓTONA...

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QUERO VIVER! COMO EU QUERO VIVER!

QUERO VIVER COMO EU QUERO VIVER.

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tenho lodo na alma amasso barro obro tijolo lama dando liga jungindo palavra obra

poeta

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À MARGEM: A VIDA PARECE-ME UM ETERNO RECOLHER DE REDES VAZIAS

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ANDAR PELAS RUAS PASSAR POR JANELAS ATRÁS DAS VIDRAÇAS AS LENTES SÃO AS VELHAS E OS VELHOS PESSOAS MATEANDO NAS CALÇADAS FIANDEIRAS DA VIDA ALHEIA PASSAR POR ESQUINAS ESGUEIRAR-SE PARA NÃO DAR MOTIVOS ser pequeno o menor possível PARA NÃO SER O MOTIVO ANDAR PELAS RUAS PASSAR POR JANELAS TER A LIBERDADE VIGIADA

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DESEJEI A SINA DOS EXCLUÍDOS E SOFRO COM TANTA RESIGNAÇÃO QUE QUEM ME VÊ NEM NOTA

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O AMOR REQUER A PACIÊNCIA DE UM AMOLADOR DE FACAS

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DENTRO DE MIM TEM UMA MULHER INQUIETA E INQUIETANTE QUE INDAGA E ASSUSTA

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SOLIDÃO CERCADA DE SOLIDÕES POR TODOS OS LADOS: PESSOA

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LIBERDADE

A GENTE TEM PRA FAZER O QUE QUISER

DESDE QUE SEJA DENTRO DA ÁREA DE EXCLUSÃO

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FOME É O NOME DO QUE CONSOME HOMEM É O NOME DO BICHO MISÉRIA É O CENÁRIO

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ODE ÀS HIENAS

Oh, não não se calem hienas continuem a rir-se de mim sou mesmo digno de todas as troças pois enquanto bebem fumam e saracoteiam eu perco meus dias a pensar e apenas penso e decerto não é por meus pensamentos que a roda gira nem por vossos rega-bofes, é claro mas o fato é que se divertem

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enquanto eu tento inútil passar um elefante numa cabeça de agulha

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TUA FAMÍLIA TE FARÁ FALTA

se um dia quiseres montar um álbum de fotografias...

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AMORAL MORAL IMORAL

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SE PENSAS QUE

Se pensas que pensas não pensas: És programado

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Meu destino tem O

nome:

teu nome.

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ATRAIR TRAIR

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ESPERANร‡A dia e noite alimentada e como come a

desgraรงada!

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dos outros e a peneira SEMPRE MINHA o sol ĂŠ

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Tudo virou arte arte virou nada

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Passaste: ouรงo o brotar de flores...

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MISERÊ MISERERE

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Meu maior desejo ĂŠ ser somente o ser que desejas que eu seja IMPERFEITO que sou: ser humano

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A A

ALMA ARMA

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Existem coisas que nos ajudam o viver

lenitivos

ĂŠ o que chamam ĂŠ o que chamo sonhos

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DE sistir IN

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A escassez apura o olfato

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POÉTICO APOTEÓTICO METEÓRICO vão

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FRAGMENTO DE ELEGIA PARA UMA PULGA

unha de polegar contra unha de polegar um estalo e estouras parasita gorda transformando-te: minĂşsculo salpico de sangue

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METAL

VITAL LETAL

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inquietaçþes e poesias me habitam: Revoada de palavras

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FOSTE levando meu

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globo


Há em mim uma tristeza profunda dizem: Infelicidade digo: Realismo aliás, o que chamam felicidade digo: Alienação

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É PRECISO PILAR PILAR E PILAR INCANSÁVEL PARA SÓ DEPOIS SABOREAR ESSA É A VIDA EIS A RECEITA

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NÓ PEDRA PÓ

caminho no caminho e no caminho que caminho: nó. ando na rua e na rua que ando: pedra. caminho

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na estrada e na estrada que caminho: p贸.

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QUERO QUE SEJAS ASSIM COMO MINHA COMIDA E QUE ME COMAS TODOS OS DIAS ÀS MORDIDAS TE DEVORAREI ME CONSUMIRÁS PORQUE NA VIDA O QUE NÃO FOR PRA SER POR INTEIRO QUE NÃO SEJA AOS PEDAÇOS Para Cínthia

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a perfeição é a imperfeição

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a fĂŠ ĂŠ filha do parco com a necessidade...

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O PENSAR pequeno A CIDADE minĂşscula A gentinha

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Pra quem vive no escuro

uma brasa de cigarro ĂŠ um farol

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CHUVA FINA ME SUJEITANDO OS PASSOS PRESO NO GALPÃO O PITO É O QUE ME RESTA PRISÃO DOMICILIAR LIBERDADE VIGIADA POR OLHOS CURIOSOS DO CUSCO QUE AO PÉ DO FOGO SE ENRODILHA NOS PELEGOS...

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O autor: Cláudio B. Carlos (CC) é poeta e prosador, nascido em 22 de janeiro de 1971, em São Sepé, Rio Grande do Sul.

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A obra: ■ Um arado rasgando a carne ■ O aprendiz de poeta ■ A pedra da realidade ■ Temporais atemporais tempo temporão ■ Liberdade vigiada & outros pequenos poemas que gritam... ■ Livro cinza ■ O uniforme ■ O desnascer do nada ■ O espelho de Narciso ■ O não-verbal ■ Lírica fedentina ■ Sentimento Hiato www.livrosdocc.blogspot.com

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feito em casa by CC www.literaturaindependentche.blogspot.com

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Liberdade Vigiada  

Cláudio B. Carlos.

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