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fotos: arquivo pessoal

Agora em 2018 estou completando 50 anos de imagens em movimento. Este é um fato que me surpreendeu, pois cinema não é como casamento, que se comemora a cada ano. Cinema você vai fazendo, tentando, criando projetos; a gente contabiliza filmes, títulos, homenagens, prêmios..." Fotografia, é meu sócio na “ARRECIFE Produções”, e sempre trabalhamos juntos. Nosso último trabalho foi “O MAGO DAS ARTES”, sobre seu pai, Lula Côrtes. A direção e o roteiro são meus e a fotografia e a produção são do Avir. Terra Magazine: Como foi a sua participação no movimento Super 8, que funcionou como um novo ciclo do Cinema pernambucano? Kátia Mesel - Na realidade eu não fazia parte do movimento Super 8, eu tangenciava. Era autodidata, fazia tudo sozinha e eram obras fundamentalmente experimentais. Luz, texturas, movimentos, cores, todas as soluções buscadas empiricamente. De vez em quando eu pedia socorro a um dos amigos que faziam parte do movimento. Terra Magazine - A sua carreira de cineasta é marcada eminentemente por documentários. Nunca teve interesse em fazer filmes de ficção? Kátia Mesel - Sou documentarista, curta metragista por convicção, mas tenho obras em todos os formatos e gêneros, com

exceção de animação. Posso citar algumas obras minhas de ficção: “Rosana”, “Tô Ligada”, “Pedra Bubônica”, “Um Lagostim pra Beliscar” e “Dar Realidade ao Sonho.” Terra Magazine - E como andam as comemorações e homenagens dos seus 50 anos como cineasta? Kátia Mesel - Nesse tempo todo de documentação tenho um real panorama da cultura pernambucana, em todas as categorias artísticas, sociais e midiáticas. Cinema, vídeo, televisão, redes sociais, nuvem... Agora em 2018 estou completando 50 anos de imagens em movimento. Este é um fato que me surpreendeu, pois cinema não é como casamento, que se comemora a cada ano. Cinema você vai fazendo, tentando, criando projetos; a gente contabiliza filmes, títulos, homenagens, prêmios... E, quando dei por mim, estou comemorando cinco décadas de um trabalho contínuo, árduo e fascinante. As comemorações se iniciaram no dia 8 de março, no emblemático cinema São Luiz,

como parte da programação da “Semana Arte Mulher”, quando foi exibido o meu filme “SULANCA”, sobre a revolução econômica das mulheres de Santa Cruz do Capibaribe. Fui escolhida por ser a primeira diretora de cinema de Pernambuco e também por ter a maior quantidade de obras realizadas, cerca de 300. A próxima comemoração será a participação especial no 20º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, com a exibição do meu longa “O Rochedo e a Estrela” no dia 4 de abril. Também em abril, serei homenageada no Curta Taquary (Festival Internacional de Curta Metragem de Taquaritinga do Norte) onde será exibido o “SULANCA”. Em maio, durante o Cine PE, as homenagens vão prosseguir. E, para marcar esse ano tão icônico, a recém criada “Cinemateca Pernambucana” fará uma mostra das minhas obras.

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Revista Terra - edição 45  

Estamos confiantes e fortalecidos que o país olha para frente otimista diante dos próximos desafios que temos: ano de eleição e claro, uma C...

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