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tirar proveito disso.” Eu cruzei os braços. “Gerenciamento de crises é trabalho pra profissionais de relações públicas, e você sabe disso.” “Você é boa na resolução de problemas. Eu posso usar esse talento seu. Delegar problemas sérios e complexos pra você resolver. Nada de rotina, um desafio atrás do outro.” “Fala sério.” Comecei a bater os pés. “Quantas crises você encara numa semana qualquer?” “Inúmeras”, ele respondeu, animado. “Qual é? Eu sei que você ficou interessada. Dá pra ver na sua cara.” Eu me endireitei para responder: “Você já tem gente de sobra para lidar com tudo isso”. Gideon se recostou na cadeira e sorriu. “Eu quero mais. E você também. Vamos fazer isso juntos.” “Você é terrível, sabia? Obstinado pra caramba. Escuta o que estou dizendo: nós dois trabalhando juntos não é uma boa ideia.” “Estamos trabalhando muito bem até aqui.” Eu sacudi a cabeça. “Porque você concordou com as minhas avaliações e sugestões, e além disso eu estava no seu colo, com você passando a mão na minha bunda. Não vai ser tão agradável assim quando nós discordarmos um do outro e precisarmos discutir a respeito num ambiente profissional, com outras pessoas ao redor. E pra piorar nós vamos trazer tudo isso pra casa, e lidar com os problemas do trabalho no ambiente doméstico também.” “Nós podemos combinar de não conversar sobre trabalho dentro de casa.” Ele passou os olhos por mim, e os manteve sobre minhas pernas, que estavam nuas sob o robe de seda. “Não vai ser muito difícil arrumar coisas mais interessantes pra fazer.” Eu revirei os olhos e dei as costas para ele. “Maníaco sexual.” “Eu adoro fazer amor com você.” “Isso não é justo”, eu reclamei, me sentindo indefesa. Eu não tinha como resistir a ele. Gideon sorriu. “Eu nunca disse que jogava limpo.” Quinze minutos depois, quando entrei no meu apartamento, fui invadida por uma sensação estranha. A disposição do espaço era idêntica à do lar temporário de Gideon, só que invertida. A decoração que ele havia providenciado, uma mistura da minha mobília com a dele, fez com que eu me sentisse absolutamente à vontade por lá, o que fez com que eu me sentisse estranha... na minha própria casa. “Oi, Eva.” Olhei ao redor e vi Trey na cozinha, pondo leite em dois copos. “Oi”, eu cumprimentei de volta. “Como você está?” “Já estou melhor.”

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Crossfire 3 para sempre sua  

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