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Eu parei de resistir, deixando meus braços caírem ao lado do corpo. “Quer me explicar que porra foi essa?”, ele perguntou sem se alterar. Eu abaixei a cabeça e não falei nada, pois não sabia o que dizer. Depois de um tempo em silêncio, Gideon me abraçou e me conduziu até o sofá. Ele se sentou e me pôs em seu colo. Eu me aninhei junto ao seu corpo. Ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça. “Está querendo brigar, meu anjo?” “Não”, eu murmurei. “Ótimo. Eu também não.” Ele começou a acariciar minhas costas. “Então vamos conversar em vez disso.” Apoiei o nariz na garganta dele. “Eu te amo.” “Eu sei.” Ele jogou a cabeça para trás, permitindo que eu me ajeitasse melhor. “Eu não sou viciada em sexo.” “E se fosse também não teria problema. Transar com você é a coisa que eu mais gosto de fazer no mundo. Na verdade, se você quisesse, eu incluiria o sexo com você na minha agenda do dia a dia, como um compromisso profissional.” “Ai, meu Deus!” Eu o mordi de leve, e ele deu risada. Gideon agarrou meus cabelos com uma das mãos e puxou minha cabeça para trás. O olhar no seu rosto era sério, porém ameno. “Você não está chateada por causa da nossa vida sexual, que é ótima. Tem algum outro problema.” Eu suspirei e admiti: “Não sei o que é. Só sei que estou... esquisita.” Gideon me puxou para mais perto, me ajeitando em seu colo e me fazendo sentir seu calor. Nossos corpos combinavam muito bem, minhas curvas se encaixavam perfeitamente em suas linhas esculpidas. “Gostou do apartamento?” “Adorei.” “Ótimo.” Seu tom de voz era de satisfação. “Obviamente, é um exemplo... claro que meio exagerado...” Meu coração se acelerou. “De como seria a nossa casa?” “Vamos começar do zero, claro. Com tudo novo.” Fiquei emocionada com suas palavras. Ainda assim, fui obrigada a dizer: “Isso é perigoso demais. Mudar pra cá, entrar e sair do prédio. Fico nervosa só de pensar”. “No papel, este apartamento é ocupado por um morador como qualquer outro. Então, obviamente, ele mobiliou tudo, e entra e sai do prédio normalmente. Pela garagem, como todos os outros inquilinos que têm carro. Quando me passo por ele, uso roupas um pouco diferentes, subo e desço pelas escadas e fico de olho nos monitores de segurança, pra saber se vou cruzar com alguém no caminho.” O nível de detalhamento daquele planejamento era uma coisa intrigante para mim, mas logo me dei conta de que ele tinha prática nesse tipo de coisa, já que foi assim que chegou até Nathan. “Tantos incômodos, e tantos gastos. Por mim. Eu não... não sei o que dizer.” “Diga que quer morar comigo.” Senti uma onda de prazer me invadir ao ouvir aquelas palavras. “Esse seu pedido tem um cronograma incluso?”

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Crossfire 3 para sempre sua  

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