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me apresentasse sua casa nova. Ao entrar na sala de casa, fui recebida pelo som de uma risada feminina. Não fiquei nem um pouco surpresa ao encontrar uma loira de pernas compridas no meu sofá branco ao lado de Cary, com a mão no colo dele, acariciando-o por cima da calça de moletom. Ele ainda estava sem camisa, com o braço sobre os ombros de Tatiana Cherlin, passando os dedos pelos braços dela. “Oi, gata”, ele me cumprimentou com um sorriso. “Como foi seu dia?” “O mesmo de sempre. Oi, Tatiana.” Ela respondeu com um aceno de cabeça. Era lindíssima, o que na verdade era de esperar, já que trabalhava como modelo. Visual à parte, desde o começo eu não fui com a cara dela, e isso não tinha mudado desde então. Mas, observando sua relação com Cary, eu era obrigada a admitir que ela fazia bem para ele. Os hematomas no rosto dele já haviam sumido, mas Cary ainda se recuperava de uma agressão brutal, uma emboscada armada por Nathan que deu início à sequência de eventos que provocaram meu rompimento com Gideon. “Vou me trocar para ir à academia”, eu falei, tomando o caminho do corredor. Atrás de mim, ouvi Cary dizer a Tatiana: “Espera um pouco, preciso conversar com a minha amiga”. Entrei no quarto e larguei a bolsa em cima da cama. Estava remexendo na cômoda quando Cary apareceu à porta. “Como você está?”, eu perguntei. “Já estou melhor.” Seus olhos verdes brilharam maliciosamente. “E você?” “Também.” Ele cruzou os braços sobre o peito nu. “Por causa daquela sacanagem toda que rolou aqui ontem à noite?” Fechei a gaveta com os quadris e respondi: “Está falando sério? Eu não consigo ouvir nada do que acontece no seu quarto. Como você consegue ouvir o que rola no meu?”. Ele bateu com o dedo na cabeça. “Radar sexual. Eu ainda tenho isso.” “E isso quer dizer o quê? Que eu não tenho?” “Acho que o Cross danificou os seus circuitos numa daquelas maratonas sexuais. Ainda não consigo entender como ele é capaz de fazer isso. E por que não pode fazer comigo.” Eu atirei meu top de ginástica nele. Ele pegou com facilidade, dando risada. “Então? Quem foi?” Eu mordi o lábio, pois não queria mentir para a única pessoa que sempre era sincera comigo, mesmo quando isso significava dizer algo que não iria me agradar. “Um cara que trabalha no Crossfire.” Já sem o sorriso no rosto, Cary entrou no quarto e fechou a porta. “E do nada você decidiu trazer ele pra casa e trepar a noite toda? Pensei que você tivesse ido à aula de krav maga.” “Eu fui. Ele mora ali perto, e a gente se encontrou por acaso depois da aula. Uma coisa levou à outra, e...” “Eu preciso me preocupar com alguma coisa?”, ele perguntou baixinho, olhando

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Crossfire 3 para sempre sua  

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