Page 254

passar por San Diego naquela mesma semana, mas tinha que falar com Cary primeiro. Ele também levantou, e me olhou com uma expressão de perplexidade. “Eu já volto”, eu disse a ele, antes de acrescentar: “Tenho uma foda pra empatar”. “Eva...” Percebi o tom de desaprovação em sua voz, mas resolvi ignorá-lo e saí correndo atrás de Cary. Assim que passei pela entrada do salão, dei de cara com um rosto bem familiar. “Magdalene”, eu disse, surpresa, e parei. “Não sabia que você vinha.” “Gage estava enrolado com um projeto, por isso chegamos atrasados. Perdemos o jantar, mas pelo menos consegui comer um desses mousses de chocolate que serviram de sobremesa.” “Uma delícia”, eu confirmei. “Pois é.” Magdalene sorriu. Pensei comigo que ela estava linda. Mais simpática e mais amável, porém deslumbrante como sempre com seu vestido de renda vermelha de ombro único e seus cabelos escuros emoldurando seu rosto delicado e seus lábios vermelhos. Manter distância de Christopher Vidal tinha feito muito bem para ela. E o namorado novo certamente ajudou. Eu lembrei que ela havia mencionado um cara chamado Gage quando foi me ver no trabalho umas semanas antes. “Eu vi você com Gideon”, ela comentou. “E reparei na aliança.” “Você devia ter ido cumprimentar a gente.” “Eu estava comendo a minha sobremesa.” Eu dei risada. “Verdade, primeiro as coisas importantes.” Magdalene tocou o meu braço de leve. “Estou feliz por você, Eva. E por Gideon.” “Obrigada. Passa lá na nossa mesa e diz isso pra ele pessoalmente.” “Pode deixar. Até mais tarde.” Quando ela se afastou, eu a observei por algum tempo, ainda desconfiada, mas já começando a admitir que Magdalene podia não ser tão ruim assim. O único problema de ter me encontrado com ela foi que perdi Cary de vista. Quando retomei a perseguição, ele já tinha se enfiado em algum lugar. Tomei o caminho de volta para a mesa, já pensando na comida de rabo que daria em Cary. Foi quando Elizabeth Vidal atravessou o meu caminho. “Com licença”, eu falei quando quase nos esbarramos. Ela me agarrou pelo cotovelo e me puxou para um canto. Depois pegou a minha mão e olhou para o lindo diamante que eu levava no dedo. “Essa aliança é minha.” Eu me livrei de seu aperto com um puxão. “Ela era sua. Agora é minha. Ganhei do seu filho quando ele me pediu em casamento.” Ela me mediu com seus olhos azuis, idênticos aos de Gideon. E de Ireland também. Era uma mulher linda, elegante e glamorosa. Chamava tanta atenção quanto a minha mãe, mas demonstrava a mesma frieza de Gideon.

Profile for Cláudia Tressoldi

Crossfire 3 para sempre sua  

Crossfire 3 para sempre sua